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2 alteridade v. 1 n. 2 (2018) A CONFIGURAÇÃO DA DINÂMICA PARTIDÁRIA NA MESORREGIÃO DO SUL E SUDOESTE DE MINAS GERAIS Zara Rego de Souza;Antonio Carlos Andrade Ribeiro; Eleições Municipais; Partidos Políticos; Sul de Minas Este trabalho tem por objetivo realizar uma análise descritiva da inserção dos partidos políticos na Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas Gerais utilizando os dados sobre as eleições municipais nos anos de 2000 a 2016. Os dados analisados foram coletados do sítio do TSE, utilizando técnicas de análise quantitativa para a elaboração de tabelas e gráficos. Os achados sugerem que mesmo sendo “deixadas de lado” pelas cúpulas nacionais, conforme a literatura argumenta, as eleições municipais analisadas refletem a existência de um sistema partidário estruturado no Brasil com grandes organizações atuando em cidades pequenas. BRAGA, Maria do Socorro. Eleições e democracia no Brasil: a caminho departidos e sistema partidário institucionalizados. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, nº 4, p. 43-73, jul/dez de 2010. CARREIRÃO, Yan. Ideologia e partidos políticos: um estudo sobre coligações em Santa Catarina. Opinião Pública, Campinas, vol. 12, nº 1, p. 136-163, abril/maio, 2006. _______________. O sistema partidário brasileiro: um debate com a literatura recente. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, nº 14, p. 255-295, mai/ago de 2014. DOWNS, Anthony. A estática e a dinâmica de ideologias partidárias. In: Uma Teoria Econômica da Democracia. São Paulo: EDUSP, 1999. IBGE. 2010. Brasil em síntese. Disponível em: . Acesso em 12 de jun de 2017. KINZO, Maria D’alva. Os partidos no eleitorado: percepções públicas e laços partidários no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, vol. 20, nº 57, fev de 2005. __________________. Partidos, eleições e democracia no Brasil pós-85. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 19, n. 54, São Paulo, fev. 2004. LIJPHART, Arend. Modelos de democracia. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira: 2003. LOPEZ, Félix Garcia. A política cotidiana dos vereadores e as relações entre executivo e legislativo em âmbito municipal: o caso do município de Araruama. Revista de Sociologia Política, Curitiba, nº22, p. 153-177, jun. 2004 MACHADO, Aline. Alianças eleitorais: casamento com prazo de validade: o caso das coligações brasileiras. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. MELO, Carlos Ranulfo. Avaliando vínculos entre partidos e deputados nas Assembleias Legislativas brasileiras. Revista Opinião Pública, Campinas, vol. 21, nº 2, ago de 2015. RIBEIRO, Pedro Floriano. Organização e poder nos partidos brasileiros: uma análise dos estatutos. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, nº 10, p. 225-265, jan/abr de 2013.
3 alteridade v. 1 n. 2 (2018) UMA OBSERVAÇÃO DOS NOVOS COMPORTAMENTOS PERANTE AS MÍDIAS SOCIAIS Samira Cristina Silva Pereira; Redes Socais; Etnografia; Comportamento Busquei analisar os novos comportamentos perante as mídias sociais. Assim, observar a relação entre vivências e as mídias sociais, consequentemente, adensar na compreensão das mídias sociais enquanto objeto de significado. De cunho metodológico qualitativo, utilizou-se aqui a técnica da observação e a revisão bibliográfica. O campo onde tal observação foi desenvolvidas e refere aos limites da UNIFAL-MG. Os resultados parciais apontaram que a nossa sociedade tem obtido transformações de hábitos e costumes devido o surgimento de novas mídias sociais. Conclui-se, que análises sobre esses comportamentos se fazem necessárias, visando compreender como esses comportamentos vem se consolidando, pois isso faz com que gere consequências na sociabilidade diária. VERMELHO, Sônia C.; VELHO, Ana Paula M.; BERTONCELLO, Valdecir. Sobre o conceito de redes sociais e seus pesquisadores. Educ. Pesqui., São Paulo, Ahead of print, abr. 2015. PORTUGAL, Silvia. Contributos para uma discussão do conceito de rede na teoria sociológica. Disponível em: . Acesso em: 24/02/2018. MIRA, José Eugenio; BODINI, Patrícia Soares Baltazar. Os Impactos Das Redes Sociais Virtuais Nas Relações de Jovens e Adultos no Ambiente Nacional. Revista da Educação. v.14; 2011. SILVA, Denise Rodrigues Nunes; FRIZZI, Fernanda Navarro; JÚNIOR, Jorge Rufino da Silva; CABESTRÉ, Sonia Aparecida; SANTOS, Thiago Roberto Gamonal dos SANTOS. Redes Sociais e Relacionamento Interpessoal – Um Estudo no Âmbito Universitário. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XVIII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste – Bauru -SP – 03 a 05/07/2013. SIMMEL, George. A Metrópole e a Vida Mental. In: VELHO, Otávio Guilherme.1967. Rio de Janeiro.
4 alteridade v. 1 n. 2 (2018) UMA ETNOGRAFIA DA PRÁTICA DO YOGA Samira Cristina Silva Pereira; Yoga. Etnografia. Antropologia Trata da observação da prática do Yoga em Alfenas-MG. O método utilizado foi o etnográfico e revisão bibliográfica visando compreender as práticas. A partir das observações, foi constatado que a prática de Yoga no Brasil possui mais de cinco décadas de tradição e ser praticada por pessoas de diferentes faixas etárias e com diferentes ideologias, ainda é muito desconhecida pela população. As pessoas que praticam a Yoga demonstram entusiasmo em relação a prática, notando assim, uma certa frequência dos alunos. Conclui-se que as pessoas que praticam o yoga sinalizam estar mais relaxadas, possuindo uma melhor qualidade de vida. BARROS, Nelson Filice; SIEGEL, Pamela. Yoga, saúde e religião. Laboratório de Pesquisa Qualitativa em Saúde (LPQS) Depto. de Medicina Preventiva e Social/FCM/Unicamp; 2013. GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1978. NUNES, Tales da Costa Lima; Yoga: do Corpo, A Consciência; do Corpo à Consciência. O significado da Experiência Corporal em Praticantes de Yoga. Mestrado em Antropologia Social Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social Universidade Federal de Santa Catarina; 2008.
5 alteridade v. 1 n. 2 (2018) REFORMA OU REVOLUÇÃO? Rogério dos Santos Albuquerque; Socialismo; Comunismo;Revolução; Reforma; Social-democracia Entre os militantes dos movimentos sociais de esquerda, especificamente, das organizações populares na cidade de Montes Claros/MG, existe uma discussão sobre qual seria a perspectiva ideal na orientação que leva ao socialismo proposto por Karl Marx e Friedrich Engels: se tal deve estar dentro da linha do socialismo revolucionário ou pelo reformismo, neste caso, proposto pela social-democracia. Nesse sentido, faz-se necessário entender teoricamente estes conceitos e seus conseguintes pressupostos para se ter uma visão mais crítica sobrea questão. Sendo assim, fizemos da busca desta compreensão o objetivo deste trabalho, e para isso a metodologia utilizada construiu-se através da análise dos conceitos encontrados na revisão bibliográfica. Como resultado, concluímos que, as ações de governos dentro da lógica social-democrata, promoveram e promovem notáveis avanços para a classe trabalhadora e que, estas mudanças podem ser consideradas como construtoras de um processo transformador, uma vez que, na visão de mundo socialdemocrata “para realizar a „revolução social‟- expressão que, anteriormente a 1917, denotava transformações das relações sociais, mas não necessariamente uma insurreição – é suficiente seguir o caminho das reformas” (PRZEWORSKI, 1995). Porém, segundo Adam Przeworski (1985), “as reformas levariam ao socialismo se e somente se fossem (1) irreversíveis, (2) cumulativas em seus efeitos, (3) conducentes a novas reformas e (4) orientadas para o socialismo”, o que levanta outra discussão quanto às medidas adotadas pelos governos social-democratas: se dentro destas preconizações ou não. SILVA, Ranulfo Peloso da. A retomada do trabalho de base In: SILVA, Ranulfo Peloso da; SAMPAIO, Plínio de Arruda (Orgs). Trabalho de base. 6ª. ed. São Paulo: Cepis, 2001. SPINDEL, Arnaldo. O que é comunismo. 10ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1984. ________, Arnaldo. O que é socialismo. 24ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1989. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Cartas filosóficas e o manifesto comunista de 1848. São Paulo: Editora Moraes, 1987. PRZEWORSKI, Adam. Capitalismo e social-democracia. 2ª ed. São Paulo, SP: Companhia das letras, 1995.
6 alteridade v. 1 n. 2 (2018) REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO EDUCACIONAL BRASILEIRA SOB O PRISMA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS Gregor Castro Erbiste; Educação; Políticas Públicas; Obrigatoriedade Escolar Esse trabalho almeja, sob o prisma das políticas públicas, apresentar algumas reflexões sobre o tema da educação em documentos oficiais, como as Constituições Federativas, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entre outros. Utilizou-se da revisão bibliográfica para analisar os documentos e textos sobre o assunto. Destaca-se, o texto de Horta (1998), que aborda os temas da educação como direito social da cidadania, e a obrigatoriedade, sob um caráter histórico. Os resultados apontam para a maneira como as políticas de universalização do acesso à educação impactam no ambiente escolar. HORTA, José Silveira Baia. Direito à educação e obrigatoriedade escolar. Caderno de Pesquisa. n.104 p5-34. Julho de 1998. SCHMITTER, Philippe C. Reflexões sobre o conceito de “política”. Revista de Direito Público e Ciência Política, Rio de Janeiro. Vol XIII, n° 2. Maio/Agosto de 1965.
7 alteridade v. 1 n. 2 (2018) O SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA NO BRASIL: Luana de Melo Lobato;Daniel Carlos Santos de Oliveira; Sociologia; Surgimento; Pensadores O objetivo geral busca verificar o surgimento da sociologia no Brasil, tendo como nossa principal referencial teórico Florestan Fernandes e outros autores com foco na sociologia brasileira. Pretendemos com essas reflexões delimitar no amplo e vago campo as várias facetas relacionadas a sociologia brasileira, mais especificamente os estudos de Florestan a respeito dessa ciência. Metodologicamente, essa é uma pesquisa bibliográfica, que utiliza materiais bibliográficos referentes ao tema levantados junto a fontes fidedignas voltadas à pesquisa científica e acadêmica. GIDDENS, Anthony. Sociologia/ Anthony Giddens; tradução: Ronaldo Cataldo Costa; revisão técnica: Fernando Coutinho Cotanda.- 6. Ed.- Porto Alegre: Penso 2012. IANNI, Octavio. A Sociologia de Florestan Fernandes. Estudos Avançados 10 (26), 1996. Disponível em:http://www.revistas.usp.br/eav/article/viewFile/8910/10462. Acesso em12/10/2016. MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. 38ª ed. - São Paulo Brasiliense, 1994. FERNANDES, Florestan. A Sociologia No Brasil: contribuições para o estudo de sua formação e desenvolvimento. Petrópolis. Vozes, 1976. _____________, Florestan. A integração Do Negro Na Sociedade de Classes. 3.ª edição, São Paulo, Editora Ática, 1978.
8 alteridade v. 1 n. 2 (2018) AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO ESPAÇO DA EDUCAÇÃO BÁSICA: Zara Rego de Souza;Samira Cristina Silva Pereira;Marcelo Rodrigues Conceição; Educação; Relações Étnico-Raciais; Imaginação Sociológica. Este trabalho tem por objetivo refletir sobre as Relações Étnico-Raciais (RER) nas instituições básicas de ensino, por meio da utilização de dados e relatos de experiências obtidos em um Projeto de Extensão da UNIFAL-MG. Em um levantamento feito com 80 estudantes do ensino médio de uma escola pública, onze se autodeclararam negros, mas durante a aplicação do questionário, foi frequente o questionamento: “qual é a minha cor”? Os seis estudantes que se autodeclararam negros relataram terem sofrido racismo dentro da escola. Indaga-se sobre o impacto do debate das RER, já que os estudantes duvidam de sua própria cor e grande parte dos que se reconhecem como negros sofrem preconceito. DOMINGUES, Petrônio. Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo, vol. 12, nº 23, pp.100-122, 2007. GOMES, Nilma Lino. Relações étnico-raciais, educação e descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, vol. 12, nº.1, pp. 98-109, jan./abr. 2012. IBGE. População chega a 205,5 milhões, com menos brancos e mais pardos e pretos. Disponível em: . Acesso em 04 de maio de 2018. MILLS, Charles Wright. A Imaginação Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982. ROSEMBERG, Fúlvia; BAZILLI, Chirley; SILVA, Paulo Vinícius B. Racismo em livros didáticos brasileiros e seu combate: uma revisão da literatura. Educação e Pesquisa, vol. 29, nº 1, p. 125-146, jan./jun. 2003. VERRANGIA, Douglas; SILVA, Petronilha. Cidadania, Relações étnico-raciais e educação: desafios e potencialidades do ensino de Ciências. Educação e Pesquisa, vol. 36, nº 3, p. 705-718, set./dez. 2010.
9 alteridade v. 1 n. 2 (2018) A POLÍTICA DE HABITAÇÃO SOCIAL E ADESASSISTÊNCIA AOS BENEFICIÁRIOS DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NA CIDADE DE MONTES CLAROS – MG Jorge Farinha; Déficit habitacional; Minha Casa Minha Vida; Vulnerabilidade Social O presente artigo visa contribuir para o debate sobre a situação social dos beneficiários dos conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), Faixa 1, na cidade de Montes Claros / MG e a atuação do poder municipal na implantação desse programa federal que visa a resolução do déficit habitacional de uma faixa de população em vulnerabilidade social. Para entender o fenômeno da vulnerabilidade social de um faixa da população urbana, recorre-se à observação do processo de urbanização do Brasil ao longo do século XX, a fim de explicar o crescimento da demanda habitacional, o crescimento desorganizado da malha urbana e, com isso, o aparecimento de uma faixa de população que vive em condições de risco. Também serão analisados dados de pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos em Sociologia Urbana da Universidade Estadual de Montes Claros para a compreensão da situação social dos moradores dos conjuntos estudados. BRASIL, Presidência da República. Estatuto da Cidade. Lei nº10.257 de 10 de Julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Artigo 1º. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10257.htm. Acesso em 07 de Novembro de 2016. BRASIL, Ministérios das Cidades. Portaria nº168, Anexo IV, de 12 de Abril de 2013. Dispõe sobre as diretrizes gerais para aquisição de imóveis com recursos advindos da integralização do cotas no Fundo de Arrendamento Residencial – FAR, no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana – PNHU, integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 15 de Abril de 2013. Seção 1. P. 104. Disponível em: http://www.cbic.org.br/sites/default/files/PORTARIA%20168%20DE%20ABRIL%202013%20-%20PMCMV.pdf. Acesso em 07 de Novembro de 2016. CARDOSO, Adauto Lucio; ARAGÃO, Thêmis Amorim. Do fim do BNH ao Programa Minha Casa Minha Vida: 25 anos de política habitacional no Brasil. In: O Programa Minha Casa Minha Vida e seus efeitos territoriais. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2013. p 17-65. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Déficit Habitacional no Brasil | 2013-2014. Belo Horizonte, FJP, 2016. MARICATO, Ermínia. A Cidade Sustentável. In: Congresso Nacional de Sindicato de Engenheiros, 9º, 2011, Porto Velho, RO. Disponível em: http://www.adital.com.br/arquivos/2012/02/pt%20a%20cidade%20sustent%C3%A1vel%20-%20erminia%20maricato.pdf. Acesso em 07 de Novembro de 2016.
10 alteridade v. 1 n. 2 (2018) SONS E SILÊNCIOS Gregor Castro Erbiste;Zara Rego de Souza; Ditadura Militar; Músicas de Protesto; Repressão No intuito de demonstrar seu descontentamento com a ditadura civil-militar no Brasil, professores, estudantes, políticos, pensadores e personalidades, utilizaram dos meios ao seu alcance para se manifestarem. O objetivo desse artigo é explicar e contextualizar o período histórico da ditadura civil-militar brasileira através da análise das músicas de protesto. Realizou-se uma revisão bibliográfica de textos que tratam do período e da análise literária das músicas de protesto. Os resultados demonstraram as letras das músicas como instrumentos importantes de análise de um período histórico em que os cantores viveram, no caso específico desse trabalho, o período da ditadura civil-militar no Brasil. BUARQUE, Chico. Cálice. Disponível em: . Acesso em 30 de jan de 2018. DOMINGUES, Daniele; PINHEIRO, Marcos; LIMA, Talita. AI-5: O Golpe dentro do Golpe. Eclética, PUC-RIO, p. 33-36, jul/dez, 2007. GROPPO, Luís Antônio. O movimento estudantil de 1968 contra a ditadura e a violência de Estado. In: NETO, Mário Daniele; STEFFENS, Marcelo Hornos; ROVAI, Marta Gouveia (org.). Narrativas sobre tempos sombrios: ditadura civil-militar no Brasil. São Paulo: Letra e Voz, 2017. JÚNIOR, Weber Abrahão. Música e ensino de história: isso dá samba? Cadernos de História, Uberlândia, 1 (1): 13-17, jan./dez., 1990. MAIA, Adriana Valério; STANKIEWICZ, Mariese Ribas. A música popular brasileira e a ditadura militar: vozes de coragem como manifestações de enfrentamento aos instrumentos de repressão. 2015. 13 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2015. NAPOLITANO, Marcos. O regime militar brasileiro: 1964-1968. São Paulo: Atual, 1998. REGINA, Elis. O bêbado e a equilibrista. Disponível em: . Acesso em 30 de jan de 2018. ROLLEMBERG, Denise. Esquerdas revolucionárias e luta armada. In: FERREIRA, Jorge; NEVES, Lucília de Almeida (orgs.). O Brasil Republicano: o tempo da ditadura. Regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. ROVAI, Marta G. O. Afinal, por que lembrar? In: NETO, Mário Daniele; STEFFENS, Marcelo Hornos; ROVAI, Marta Gouveia (org.). Narrativas sobre tempos sombrios: ditadura civil-militar no Brasil. São Paulo: Letra e Voz, 2017. SAMWAYS, Daniel Trevisan. Censura à imprensa e a busca de legitimidade no regime militar. Disponível em: . Acesso em 31 de jan de 2018. STEFFENS, Marcelo Hornos. A Folha de São Paulo fala sobre o março de 1964: os editoriais do jornal à “espera” do golpe civil-militar. In: NETO, Mário Daniele; STEFFENS, Marcelo Hornos; ROVAI, Marta Gouveia (org.). Narrativas sobre tempos sombrios: ditadura civil-militar no Brasil. São Paulo: Letra e Voz, 2017. VANDRÉ, Geraldo. Pra não dizer que não falei das flores. Disponível em: . Acesso em 30 de jan de 2018.
26 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais A FABRICAÇÃO DA LITERATURA SURDA: DO TEATRO AO MEIO ACADÊMICO Carlos Antônio Fontenele Mourão; Literatura Surda; Letras/Libras; fabricação; cotidiano Teorizar a produção artística em Libras que se identifica hoje por Literatura Surda é tarefa tanto árdua quanto necessária na universidade brasileira, que em menos de 20 anos assistiu um tanto distante ao escalonamento da área de Libras dentro dos cursos de Letras. Nesse sentido, é que nos propomos a descrever a fabricação da Literatura Surda no contexto múltiplo que nos leva: das experiências literárias e performáticas, nascidas em torno do National Theatre of the Deaf (NTD) a seu potencial de influência nos primeiros encontros literários das comunidades surdas brasileiras até chegarmos à estruturação do currículo da área de Literatura Surda na graduação em Letras/Libras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). CERTEAU, Michel de. (1990), L’invention Du quotidien.2. édition, Paris, Gallimard. KARNOPP, L. B.; ROSA, Fabiano.Adão e Eva. Canoas: Editora da ULBRA, 2005.28p. _________. Patinho Surdo. Canoas: Editora da ULBRA, 2005. 32p. KLIMA, E. S; BELLUGI, U.The signs of language. Cambridge: Harvard University Press, 1979. MARCEAU, Marcel. Entrevista concedida a V. Herman. UniversityWiscosin, Madison, EUA, 14 de fevereiro de 1978. Disponível em: http://bernardbragg.com/homages/homage-7/. Acesso em: 08/12/2018. MOURÃO, Carlos A. F. Literatura Surda: um currículo em Fabricação. Tese. Recife, 2019. Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco. 267 p. MOURÃO, Cláudio. Literatura Surda: Produções culturais de surdos em língua de sinais. Dissertação. Porto Alegre, 2011. Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 132 p. ________. Literatura Surda: experiência das mãos literárias. Tese. Porto Alegre, 2016. Programa de Pós-graduação em educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 285 p. SILVEIRA, C. Hessel; KARNOPP, L.B.; ROSA, Fabiano. Cinderela Surda. Canoas: Editora da ULBRA, 2003. 36p. ________.Rapunzel Surda. Canoas: Editora da ULBRA. 2003. 36p.
27 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais A IMAGEM ILUSTRATIVA DO TEXTO LITERÁRIO NO LIVRO DIDÁTICO ADAPTADO EM LIBRAS: ANÁLISE DA APROPRIAÇÃO DO ALUNO SURDO Dayse Garcia Miranda; Livro didático adaptado; Libras; Língua Portuguesa; segunda língua. O artigo analisa a aplicação, a um aluno surdo, de uma unidade de livro didático de Língua Portuguesa adaptado em Libras cujas questões norteiam o ensino e a aprendizagem do português como segunda língua e discute a imagem ilustrativa como recurso de linguagem auxiliar para a compreensão do texto literário, bem como suas diversas possibilidades de leitura e apreensão de significado. Pela pesquisa de metodologia de cunho etnográfico, identificam-se entraves durante as atividades, como a ausência de alinhamento do significado da imagem com o texto literário e o pouco acesso à compreensão da leitura por meio da Libras. Conclui que o livro didático adaptado em Libras não promoveu condições ideais para a criança surda aprender o português como segunda língua. JOLY, Martine. Introdução à Análise de Imagem. Lisboa, Ed.70, 2006. KRESS, Gunther; VAN LEEUWEN, Theo. Reading images: the grammar of visual design. New York: Routledge, 2006. KUNTZE, Marlon; GOLOS, Debbie; ENNS, Charlotte. “Rethinking Literacy: Broadening Opportunities for Visual Learners”. In: Sign Language Studies, v. 14, nº 2, 2014. p. 203–224. LEBEDEFF, Tatiana Bolívar. “Aprendendo a ler ‘com outros olhos’: relatos de oficinas de letramento visual com professores surdos”. Cadernos de Educação | FaE/PPGE/UFPel | Pelotas [36]: 175 - 195, maio/agosto 2010. LEFFA, Vilson José. “Como produzir materiais para o ensino de línguas”. In: LEFFA, Vilson José. Produção de materiais de ensino: prática e teoria. Pelotas: Educat, 2ª ed. v. 1, 2008. MIRANDA, Dayse Garcia. “A multimodalidade no ensino de língua portuguesa como segunda língua para surdos: análise do uso do livro didático adaptado em Libras”. Tese de Doutorado. Posling. CEFET-MG, Belo Horizonte, 2019 PLAZA-PUST, Carolina. “Deaf education and bilingualism”.In: PFAU, Roland; STEINBACH, Markus; WOLL, Bencie. (Eds.). Sign Language: An International Handbook. Berlin: De Gruyter Mouton, 2012. p. 949–979 PORTUGUÊS. São Paulo: Editora Moderna, 2005. 1ª ed. 4 volumes. Coleção Pitanguá. QUADROS, Ronice Muller de. Libras. São Paulo: Parábola Editorial, 2019. SELVATICI Vera Lúcia de Carvalho Grade. “Gêneros e Letramento Visual: uma proposta para o uso de imagens em atividades de escrita em ILE”. In. Gêneros discursivos e multimodalidade: desafios, reflexões e proposta do ensino de Inglês. HEMAIS, Barbara Jane Wilcox. (Org.) Campinas: Ed. Pontes, 2015. SILVA, Giselli Maria, GUIMARÃES, Angélica Beatriz Castro. “Materiais didáticos para o ensino de português como segunda língua para surdos: uma proposta para o nível básico”. In: GONÇALVES, L. (Org.) Português como língua estrangeira, de herança materna: abordagens, contextos e práticas. New Jersey: AOTP/Boavista Press, 2016. p. 79–96 SILVA, Giselli Maria da. “Transitando entre a Libras e o Português na sala de Aula: em busca de estratégias visuais de ensino da leitura”. In: Revista X, Curitiba, v. 13, n. 1, 2018. p. 206–229. SILVA, Renato Caixeta da. “O livro didático de Inglês como um gênero discursivo multimodal promotor de letramentos múltiplos”. In: HEMAIS, Barbara Jane Wilcox. (Org.) Gêneros discursivos e multimodalidades: desafios, reflexões e propostas no ensino de Inglês. Campinas: Editora Pontes, 2015. SILVA, Renato Caixeta da. “Contribuições da visão sociossemiótica da linguagem e da multimodalidade com apoio à educação linguística de surdos”. In: MIRANDA, Dayse Garcia e FREITAS, Luciana (Org.) Educação para Surdos: possibilidades e desafios. Belo Horizonte: Mazza Edições, Coleção Pensar a Educação, 2019. p. 61–74.
28 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais MARIA-NOVA CONTRA O FASCISMO: A CONSTRUÇÃO DA LIBERDADE EM BECOS DA MEMÓRIA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO Henrique Marques Samyn; Becos da Memória; Conceição Evaristo; fascismo; literatura afro-brasileira; literatura negro-brasileira O artigo parte da primeira obra escrita por Conceição Evaristo, Becos da Memória, para analisar a trajetória de Maria-Nova como agente de resistência em meio ao desfavelamento, percebido enquanto prática fascista. A relação de empatia que Maria-Nova constrói com as pessoas que a cercam fundamenta uma reação antifascista cujo fundamento é a afetividade, o que possibilita a construção da liberdade a partir da esperança. EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Rio de Janeiro: Pallas, 2017a. ______. Becos da Memória. 3a ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2017b. FONSECA, Maria Nazareth Soares. Posfácio: costurando uma colcha de memórias. In: EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. 3a.ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2017. FOUCAULT, Michel. Introdução à vida não-fascista. In: DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Anti-Oedipus: Capitalism and Schizophrenia. New York: Viking Press, 1977. ______. Anti-retro.In: ______. Estética: literatura e pintura, música e cinema. Ditos e escritos, III. 2a ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009 [1974]. GLARE, P. G. W. (ed.). Oxford Latin Dictionary. 2a. ed. Oxford: Oxford University Press, 2012. MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: n-1 edições, 2018. OLIVEIRA, Luiz Henrique Silva de. O romance afro-brasileiro de corte autoficcional: “escrevivências” em Becos da Memória. In: DUARTE, Constância Lima; CÔRTES, Cristiane; PEREIRA, Maria do Rosário A. (org.) Escrevivências: identidade, gênero e violência na obra de Conceição Evaristo. 2a ed. Belo Horizonte: Idea, 2018. SAMYN, Henrique Marques. Por uma revolução antirracista: síntese histórica e trajetória ideológica do Partido Pantera Negra. In: ______ (org.). Por uma revolução antirracista: uma antologia de textos dos Panteras Negras (1968-1971). Rio de Janeiro: edição do autor, 2018.
29 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais ANÁLISE DE DISCURSO E ENSINO DE LITERATURA BRASILEIRA COM SUJEITOS SURDOS ENTRE-LÍNGUAS: DIZERES SOBRE O RACISMO E SUJEITO NO BRASIL DO SÉCULO XIX E SUA INSISTÊNCIA NO XXI Lívia Letícia Belmiro Buscácio; Análise de discurso; Literatura; Educação; Surdo; LIBRAS Com base na Análise de discurso (PÊCHEUX, 2008, 2009, 2011; ORLANDI, 1984, 2002), relato procedimentos metodológicos de uma prática realizada na disciplina de literatura com aprendizes surdos no Ensino Médio do CAP-INES. Ao abordar o período considerado como Realismo/ Naturalismo no Brasil, trabalhamos com o discurso sobre o racismo na formação do Brasil-nação no século XIX e seus efeitos até hoje, analisando diferentes materiais, como O mulato (1881), de Aluísio de Azevedo, a pintura A redenção de Cam (1895), de Modesto Brocos; além de materiais de arquivo coletados em sites institucionais e redes sociais. O trabalho resultou na assunção de um lugar de leitor pelos aprendizes surdos, possibilitando que gestos de leitura sobre a temática fossem relacionados ao próprio lugar de sujeito na experiência com o discurso. AZEVEDO, Aluísio. O mulato. Rio de Janeiro: Martin Claret, 2003 [1881]. BAALBAKI, A. C. F.; CALDAS, Beatriz. Como a língua portuguesa se organiza em um espaço de enunciação ampliado. In: Angela Baalbaki; Beatriz Caldas. (Org.). Instrumentos linguísticos: usos e atualizações. 1ed. Araruama: Editora Cartolina, 2014, v. 1, p. 75-102. BARTHES, Roland. Aula. São Paulo: Cultrix, 2005 BUSCÁCIO, Lívia Letícia Belmiro. Mário de Andrade, um arquivo de saberes sobre a língua do/no Brasil. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem do Instituto de Letras da UFF. Niterói, 2014. CAMPELLO, Ana Regina de Sousa. Aspectos da visualidade na educação de surdos. Tese de doutorado. Programa de Pós-Graduação de Educação da Universidade Federal de Santa Catarina. 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30 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais TRADUÇÕES COMENTADAS DE POESIAS EM E TRADUZIDAS PARA LÍNGUAS DE SINAIS: UM MÉTODO DE PESQUISA EM CONSOLIDAÇÃO Neiva Aquino Albres; Tradução comentada; contexto acadêmico; Literatura em Sinais; tradução especializada; metodologia em tradução. O presente artigo se propõe a contribuir com uma espécie de descrição e explicação da práxis de pesquisa em tradução, ou seja, dos modos de construir uma tradução comentada – método profícuo nos Estudos da Tradução. Pautados na análise dialógica do discurso de Bakhtin e do círculo (2010, 2016), utilizamos a pesquisa bibliográfica exploratória e análise qualitativa. Para tanto, selecionamos artigos científicos de traduções comentadas de poesias em e traduzidas para línguas de sinais no intuito de descrevê-los, analisá-los e compará-los. Elencamos as orientações metodológicas descritas pelos pesquisadores e propomos, ao final, um plano para a construção de traduções comentadas que envolvam obras em línguas de sinais, considerando a materialização do texto de partida ou de chegada em vídeo e as múltiplas semioses que permeiam a língua de sinais e a escrita acadêmica atualmente. ÁLVAREZ, Ana María García. Evaluating Students Translation Process in Specialised Translation: Translation Commentary. The Journal of Specialised Translation - JoSTranss. Table of Contents: Issue 07 - January 2007. Disponível em: . Acesso em: 21 jul 2019. BAKHTIN, M. O problema do conteúdo, do material e da forma na criação literária. In: BAKHTIN, M. Questões de literatura e de estética: A teoria do romance. Trad. Aurora Fornoni Bernardini et al. 6. ed. São Paulo: HUCITEC, 2010, p.13-57. BAKHTIN, M. M. Para uma filosofia do ato responsável. Tradução de Valdemir Miotello e Carlos Faraco. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010b [1920-24]. _______. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p.261-306. BASSNETT, S. Estudos de Tradução. Fundamentos de uma disciplina. Tradução de Viviana de Pádua Figueiredo. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003, p. 64-71. CAMPOS, Haroldo. Da tradução como criação e como crítica. In: CAMPOS, Haroldo. Metalinguagem e outras metas. 4.ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. p.31-48. COSTA, Walter Carlos. Novos experimentos em tradução comentada – Prólogo. In: DURÃO, Adja Balbino de Amorim Barbieri; DURÃO, Aylton Barbieri (orgs). De Horizonte a Horizonte: traduções comentadas. Florianópolis: Insular, 2017. pp 11-15. DURÃO, Adja Balbino de Amorim Barbieri; DURÃO, Aylton Barbieri (orgs). De Horizonte a Horizonte: traduções comentadas. Florianópolis: Insular, 2017. FREITAS, Luana Ferreira de; TORRES, Marie Hélène Catherine; COSTA, Walter Carlos (orgs). Literatura traduzida: tradução comentada e comentários da tradução. Fortaleza: Substânsia, 2017. p.15-35. HURTADO ALBIR, Amparo. Traducción y traductología. Madrid: Cátedra, 2001. KLAMT, Marilyn Mafra. Tradução comentada do poema em língua brasileira de sinais “Voo sobre rio”. Belas Infiéis, v. 3, n. 2, p. 107-123, 2014b. Disponível em: . Acesso em: 21 jul 2019. LARANJEIRA, Mário. Sentido e significância na tradução poética. Estudos Avançados, V. 26 N. 76, p.29-37. 2012. Disponível em: . Acesso em: 24 abr. 2019. LEVÝ, Jiří. Translation as a Decision Process, in: To Honor Roman Jakobson, 3 vols, The Hague: Mouton, 2, 1967. 1171-1182. Tradução in cadernos de tradução. https://periodicos.ufsc.br/index.php/scientia/article/download/1980-4237.2012n11p72/22525 MENDONÇA, Victor. Mapeamento dos Estudos da Tradução e interpretação das línguas de sinais no Brasil a partir de artigos científicos. Orientadora Neiva de Aquino Albres. 2019. 69 f. Trabalho de conclusão de curso – TCC. 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31 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais NOTAS SOBRE NARRATIVAS AUTOBIOGRÁFICAS DE AUTORES SURDOS Paulo Roberto Tonani do Patrocínio; Surdos; Autorrepresentação; Autobiografias; Diferença; Deficiência O presente artigo analisa narrativas de natureza autobiográfica publicadas em língua portuguesa assinadas por autores surdos brasileiros com o objetivo de investigar os modos de autorrepresentação da diferença surda, colocando em foco a heterogeneidade de tal experiência. O referencial teórico adotado para dar materialidade ao objetivo traçado dialoga com pesquisas sobre narrativas autobiográficas e outras formas de escrita de si, além das contribuições de pesquisadores vinculados ao campo dos Estudos Culturais e em especial dos Estudos Surdos. ANDREIS-WITKOSKI, Sílvia; SANTOS, Rosani Suzin. Ser surda: história de uma vida para muitas vidas. Curitiba: Juruá Editora, 2013. ARFUCH, Leonor. O espaço biográfico. Dilemas da subjetividade contemporânea. Tradução de Paloma Vidal. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010. COSTA, Brenda. Bela do silêncio (com a colaboração de Judith Carraz). Tradução Mariana Echalar. São Paulo: Martins, 2008. DORZIAT, Ana. O outro da educação: pensando a surdez com base nos temas identidade/diferença, currículo e inclusão. Petrópolis: Vozes, 2009. GILBERT, Ana Cristina Bohrer. Vértice do impensável: um estudo de narrativas em síndrome de Down. Rio de Janeiro: Editora da FIOCRUZ, 2012. Coleção Criança, Mulher e Sociedade. KARNOPP, Lodenir; KLEIN, Madalena; LUNARDI-LAZZARIN, Márcia Lise. Cultura surda na contemporaneidade: negociações, intercorrências e provocações. Canoas: Editora ULBRA, 2011. LOPES, Maura Corcini. Surdez & educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. 2ª Edição revista e ampliada. LUNARDI-LAZZARIN, Márcia Lise. “Os discursos da diferença no contexto das políticas de inclusão: a normalidade no detalhe”. In: TREVISAN, Amarildo Luiz; TOMAZETTI, Elisete M.; ROSSATO, Noeli Dutra (Orgs). Diferença, cultura e educação. Porto Alegre: Sulina, 2010. LUZ, Renato Dente. Cenas surdas: os surdos terão seu lugar no coração do mundo? São Paulo: Parábola, 2013 MARINHO, Thaici Lopes. Privação de Língua: uma análise a partir de narrativas Surdas, aquisição e importância da Língua de Sinais. 2019. 21 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES, Rio de Janeiro, 2009 (mimeo). MARTINS, Bruno Sena e FONTES, Fernando. Deficiência e emancipação social: Para uma crise da normalidade. Coimbra: Almedina/CES, 2016. PENNA, João Camillo. “Este corpo, esta dor, esta fome: notas sobre o testemunho hispano-americano”. In: SELIGMANN-SILVA, Márcio. História, memória, literatura: O testemunho na Era das Catástrofes. Campinas: Editora da Unicamp, 2003. PERLIN, Gladis T. T.. “Identidades surdas”. In: SKLIAR, Carlos (Org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Editora Mediação, 2013, 6ª Edição, pp.51-73. _______. “As Identidades Surdas”. Revista da FENEIS, Ano IV, n. 14 abr./jun. de 2002. _______. O ser e estar sendo surdos: alteridade, diferença e identidade. 2003. 156 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003. SACKS, Oliver. Vendo vozes: uma narrativa ao mundo dos surdos. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. SILVA, Tomaz Tadeu da. “A política e a epistemologia do corpo normalizado”. In: Espaço: informativo técnico-científico do INES. nº 8 (agosto-dezembro-1997) – Rio de Janeiro: INES, 1997. SILVA, César Augusto de Assis. Cultura surda: agentes religiosos e a construção de uma identidade. São Paulo: Terceiro nome, 2012. SILVEIRA, Rosa Hessel et all. A diferença na literatura infantil: narrativas e leituras. São Paulo: Editora Moderna, 2012. STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: Editora da UFSC, 2008. SKLIAR, Carlos (Org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Editora Mediação, 2013, 6ª Edição. SKLIAR, Carlos. “A invenção e a exclusão da alteridade “deficiente” a partir dos significados da normalidade”. In: Educação e Realidade. Porto Alegre, v. 24, n.º 2, jul./dez., 1999, p. 15-32. STRNADOVÁ, Vera. Como é ser surdo. Tradução de Daniela Richter Teixeira. Petrópolis: Babel Editora, 2000. VERGAMINI, Sabine Antonialli Arena (Org.). Mãos fazendo história. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2003. V I L H A L V A, Shilhey. Despertar do silêncio. Petropolis: Editora Arara Azul, s/d, WITT, Patrícia Rodrigues. Surdez: silêncio em voo de borboleta. Porto Alegre: Editora Movimento, 2013.
32 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais ENSAIOS SOBRE EÇA DE QUEIRÓS NO JORNAL DE LETRAS, ARTES E IDEIAS Cristiane Navarrete Tolomei; Eça de Queirós. Jornal de Letras, Artes e Ideias. História e Crítica Literária. Fontes Primárias. Periódicos. Trata o presente texto de resultado de pesquisa que reuniu os ensaios publicados sobre o autor português Eça de Queirós no Jornal de Letras, Artes e Ideias _JL_, de Lisboa, de 1981 a 2013. Após visitas realizadas à Sala de Materiais Especiais, da Biblioteca Florestan Fernandes, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo, encontramos, no recorte temporal escolhido, 33 ensaios acerca do nosso objeto de estudo. Assim, trazemos para este artigo, de forma inédita, a catalogação e análise de quatro ensaios, como amostragem do material, verificando as diretrizes críticas e teóricas utilizados pelos autores das publicações, além de observar como os textos jornalísticos convergiram e/ou divergiram com as críticas queirosianas basilares e referenciais. CANDIDO, Antonio. Eça de Queirós: entre o campo e a cidade. In: ______. Tese e antítese. 4. ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 2000, p. 29-56. GUERRA DA CAL, Ernesto. Língua e estilo de Eça de Queiroz. 8. ed. São Paulo: EDUSP/ Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1969. ______. Lengua y estilo de Eça de Queiroz. Apéndice. Bibliografía Queirociana Sistemática y Anotada e Iconografía Artística del Hombre y la Obra. Acta Universitatis Conimbrigensis, 1975. LINS, Álvaro. História literária de Eça de Queiroz. Rio de Janeiro: José Olympio, 1939. RIVERA, Jorge B. El periodismo cultural. Buenos Aires: Paidós, 2003. TOLOMEI, Cristiane Navarrete. A recepção de Eça de Queirós no Brasil: leituras do século XX. São Paulo: Scortecci, 2014.
33 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais MIGRAÇÕES POLÍTICAS NAS NARRATIVAS DE MILTON HATOUM E GODOFREDO DE OLIVEIRA NETO José Luís Jobim; Milton Hatoum; Godofredo de Oliveira Neto; migrações políticas Neste nosso trabalho, pretendemos enfocar dois autores brasileiros que trataram da questão das migrações políticas: Milton Hatoum e Godofredo de Oliveira Neto. Como veremos, Hatoum, principalmente em seus romances amazônicos, enfocou a vida de imigrantes árabes na Amazônia, e recentemente aponta, em A noite da espera, primeiro romance de sua mais recente trilogia, para a questão da migração por razões políticas, de que já havia tratado em um conto publicado anteriormente. A migração por razões políticas é também o tema do outro romance de que trataremos aqui, Amores exilados, de Godofredo de Oliveira Neto. BRASIL, Ubiratan. Milton Hatoum volta ao romance e à ditadura militar em A Noite da Espera. O Estado de S. Paulo. 2007,https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,milton-hatoum-volta-ao-romance-e-a-ditadura-militar-em-a-noite-da- -espera, 70002053145. Acessado em 20/02/2020. ETTE, Otmar. TransArea; a Literary History of Globalization. New York: De Gruyter, 2016. GONÇALVES FILHO, Antônio. O Evangelho de Hatoum. Valor, 28/7/2000. http://www.miltonhatoum.com.br/sobre-autor/o-evangelho-de-hatoum-por-antonio-goncalves-filho-valor-28-de-julho-de-2000. Acessado em 20/02/2020. HASSAN, Wail. A geopolítica e os paradigmas da literatura comparada americana. Revista Brasileira de Literatura Comparada, v. 20, n. 35, 2018. Disponível em: http://revista.abralic.org.br/index.php/revista/article/view/491/512.Acessado em: 5/12/2010 HATOUM, Milton. A noite da espera. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. _______. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. _______. Dois irmãos. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. _______.Cinzas do norte. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. _____. Bárbara no inverno. In: _____. A cidade ilhada. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 63-72. HENRIQUE BASTOS, Jorge. Milton Hatoum lança livro cujo pano de fundo é a repressão militar. Folha de S. Paulo, 21/10/2017. http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/10/1928748-escritor-amazonense-lanca-obra-cujo-pano-de-fundo-e-a-repressao-militar.shtml. Acessado em 20/02/2020. OLIVEIRA NETO, Godofredo de. Amores exilados. Rio de Janeiro: Record, 2011.
34 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais CONHECIMENTO E MEDO: FAUSTO A CAMINHO DA DANAÇÃO Ludmila Fonseca; conhecimento, medo, Luteranismo, Fausto. A Historia von D. Johann Fausten, de 1587, primeira versão impressa da famosa narrativa sobre a vida de Fausto, é uma obra alemã de cunho luterano que objetiva construir um exemplo negativo: o bom cristão, leitor do romance, deve entender as consequências da arrogância e da leviandade diante de Deus. O protagonista, Fausto, buscando conhecimento proibido ao homem, faz um pacto com o demônio, o que o condena à eterna danação no inferno. As formas e consequências do saber são questões centrais do romance e objeto de análise deste artigo, que busca responder qual conhecimento é almejado e realmente alcançado por Fausto e quais são as consequências do pacto. O principal resultado da busca por saber é um protagonista dominado pelo medo, incapaz, por isso, de retornar à misericórdia divina, mesmo após arrepender-se. AUTERI, Laura. Lempia de vianza: lorigine del mito di Faust nel Historia del 1587. In: Cultura Tedesca 7 (1997): 7-23. BÄHR, Andreas. Furcht und Furchtlosigkeit. Göttliche Gewalt und Selbstkonstitution im 17. Jh. Göttingen: V&R, 2013. BÖHME, Hartmut. Himmel und Hölle als Gefühlräume. In: BENTHIEN, Claudia; FLEIG, Anne; KASTEN, Ingrid. (Org.) Emotionalität: Zur Geschichte der Gefühle. Köln: Böhlau, 2000, p. 60-80 EPICURO. Carta sobre a felicidade: A Meneceu. Tradução e apresentação de Álvaro LORENCINI e Enzo Del CARRATORE. São Paulo: UNESP, 2002. FONSECA, Ludmila. Furcht als Emotion des Antihelden: Der ängstliche Faust auf dem Weg zur Verdammnis. (Dissertação). Universidade do Porto, 2014. Disponível em https://hdl.handle.net/10216/89088. HEESEN, Kerstin te. Das Illustrierte Flugblatt als Wissensmedium der Frühen Neuzeit (Tese). Bochum, 2009. Historia von D. Johann Fausten (1587). Editada por FÜSSEL, Stephan; KREUTZER, Hans Joachim. Frankfurt a.M.: Reclam, 2012. KLIBANSKY, Raymond; PANOFSKY, Erwin; SAXL, Fritz. Saturn und Melancholie. Studien zur Geschichte der Naturphilosophie und Medizin, der Religion und der Kunst: Frankfurt a.M.: Suhrkamp, 1992. LUTHER, Martin. Biblia: Das ist: Die ganze Heilige Schrifft / Deutsch / Auffs new zugericht. Passau, Berlin: Rogner & Bernhard, 1972, 1973. Mariechen von Nymwegen.In:CORDAN, Wolfgang. (Org.) Jedermann, Lanselot und Sanderein, Marienchen von Nymwegen (1517). Düsseldorf; Köln: Eugen Diederichs, 1944, p. 77-125. MÜLLER, Maria E. Der andere Faust: Melancholie und Individualität in der Historia von D. Johann Fausten. In: DVjs 60 (1986): 572-608. MÜNKLER, Marina. Narrative Ambiguität: Die Faustbücher des 16. bis 18. Jahrhunderts. Göttingen: V&R, 2011. SCHILLING, Michael. Curiositas, Literatur und Buchmarkt in der Frühen Neuzeit. In: DÜLLO, Thomas; STANDKE, Jan. (Org.) Theorie und Praxis der Kulturwissenschaften. Berlin: Logos, 2008, p. 130-146.
35 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais ENTREVISTA COM A ESCRITORA SURDA SHIRLEY VILHALVA Shirley Vilhalva; Shirley Vilhalva, nascida em Campo Grande, estado de Mato Grosso do Sul, no ano de 1964, pedagoga, professora da Universidade Federal do mato Grosso do Sul – UFMS. Escritora e poeta surda, tem contribuído com a Comunidade Surda a partir do desenvolvimento de diversos projetos de pesquisa e de divulgação da Cultura Surda. Estreia na Literatura com a publicação do livro Despertar do Silêncio, no ano de 2004, de cunho autobiográfico, suscita profundas reflexões acerca dos desafios e conquistas das pessoas surdas no Brasil, não deixando de proporcionar momentos de verdadeira fruição e deleite.
60 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum CORPO E PODER: AFETOS CONTEMPORÂNEOS NA ARTE DE VIVIAN CACCURI Alessandra Paula Rech; Vivian Caccuri, arte, literatura, corpo, poder Colocando em evidência as contradições em torno de uma figura santificada pelo catolicismo, a instalação Oratório, da artista Vivian Caccuri, mescla ao trabalho de remix do cântico ambrosiano, fotografia e textos inscritos nas paredes do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A partir da análise desses textos, sob o impacto das interferências sensoriais provocadas pela artista, o presente artigo dialoga com a concepção de circuito de afetos, desenvolvida pelo filósofo Vladimir Safatle, buscando entender questões de corpo e poder evidenciadas pela obra na aparentemente paradoxal relação entre tempos tão distintos quanto o século IV e o presente. Friedrich Nietzsche, Judith Butler e Florencia Garramuño integram o referencial teórico transdisciplinar. AZEVEDO, Carlito. Margens/Margenes. In: Monodrama. Rio de Janeiro: 7Letras, 2009. BUTLER, Judith. A vida psíquica do poder. Teorias da sujeição. Tradução: Rogério Bettoni. Autêntica. Livro digital. _____________. Relatar a si mesmo. Crítica da violência ética. Tradução: Rogério Bettoni. Autêntica. Livro digital. CACCURI, Vivian. 2018. Disponível em VivianCaccuri.net/bio. Acesso em 18 de outubro de 2018. _____________. 2018b. Oratório. MAM, Rio de Janeiro. _____________. O que faço é música: como artistas visuais começaram a gravar discos no Brasil. Rio de Janeiro: 7Letras, 2003. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Tradução: Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987. GARRAMUÑO, Florencia. Frutos estranhos: sobre a inespecificidade na estética contemporânea. Tradução: Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014. GRIFFIN, Roger. The nature of fascism. London: Pinter, 1991. NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral: uma polêmica. Tradução: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. POHLMANN, Janira Feliciano. Os hinos de ambrósio e a formação de uma identidade cristã nicena. Mosaico - Revista de História. PUC Goiás. V.11, 2018. SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2016. Livro digital.
38 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido O PENSAMENTO CRÍTICO E A LEITURA DE ANTONIO CANDIDO SOBRE MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA E LÚCIA MIGUEL PEREIRA Alessandro de Almeida;Edwirgens A. Ribeiro Lopes de Almeida; Crítica literária, Manuel Antônio de Almeida, Lúcia Miguel Pereira Este texto pretende lançar um olhar sobre o pensamento crítico de Antonio Candido e suas influências sobre a crítica literária brasileira, sobretudo a partir da trajetória do autor bem como das leituras realizadas pelo crítico literário sobre o romance Memórias de um sargento de milícias, escrita no século XIX por Manuel Antônio de Almeida e sobre a produção crítica e ficcional deixada por Lúcia Miguel Pereira nos primeiros cinquenta anos do século XX. ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. 36. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999. BRAIT, Beth. A personagem. 3. ed. São Paulo: Ática, 1987. CANDIDO, Antonio. O método crítico de Sílvio Romero. São Paulo: Edusp, 1988. CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. Momentos decisivos 1750-1880. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007. CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2005. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. 3. ed. Revista. São Paulo: Editora Nacional, 1973. CANDIDO, Antonio. “Dialética da malandragem”. In: CANDIDO, Antonio. O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1985. p. 123-152. CANDIDO, Antonio. “Lúcia”. In: O albatroz e o chinês. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004. p. 127-132. CARVALHAL, Tania Franco. Literatura Comparada. São Paulo: Ática, 2006. NOGUEIRA GALVÃO, Walnice. “A aula”. In: D’INCAO, Maria Angela; SCARABÔTOLO, Eloísa Faria (Orgs.). Dentro do texto, dentro da vida. Ensaios sobre Antonio Candido. São Paulo: Cia. Das Letras, 1992. PEREIRA, Lúcia Miguel. A Fada menina. Porto Alegre: Edição da livraria do Globo, 1939. SCHWARZ, Roberto. “Pressupostos, salvo engano de dialética da malandragem”. In: SCHWARZ, Roberto. Que horas são? Ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 129-155
39 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido ANTONIO CANDIDO Bárbara Del Rio Araújo; crítica, Antonio Candido, Roberto Schwartz Este artigo pretende, a partir dos apontamentos de Roberto Schwarz em relação à obra Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos, delinear e ampliar os aspectos metodológicos da crítica de Antonio Candido. Deste modo, com base nas observações do aluno no ensaio “Os sete fôlegos de um livro”, demonstraremos que os pressupostos se arregimentam em outras obras do mestre, estruturando a sua perspectiva analítica como um todo. CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. São Paulo: Duas cidades, 2002. CANDIDO, Antonio. Brigada Ligeira. 3ed..Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004a. CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 4ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004b. CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. 5ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. CANDIDO, Antonio. O observador literário. 4ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2008. CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: Momentos Decisivos 1750-1880. 12ed. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2009. CANDIDO, Antonio. O albatroz e o chinês. 2ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2010a. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 11ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2010b. CANDIDO, Antonio. O discurso e a cidade. 4ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2010c. SCHWARZ, Roberto. Sequências brasileiras: ensaios. São Paulo: Cia das Letras, 1999.
40 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido NOTAS SOBRE O REGIONALISMO EM ANTONIO CANDIDO E A FORMAÇÃO DO PENSAMENTO BRASILEIRO Fernando Cerisara Gil; Antonio Candido, regionalismo, subdesenvolvimento, literatura regionalista O artigo analisa a noção de regionalismo em alguns ensaios de Antonio Candido e a sua relação com o pensamento social do próprio autor. O estudo procura caracterizar a compreensão do crítico sobre o conceito, mostrando que há uma oscilação no modo de entender o fenômeno entre uma postura mais analítica e uma de maior ajuizamento. A ideia é a de que essa irá predominar na sua maneira de abordar o regionalismo, e a base para elucidar a posição negativa sobre esse pode estar vinculada à compreensão que o autor tem da própria formação histórico-social brasileira, explicitada em seus estudos de sociologia. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 5 ed. São Paulo: Nacional, 1976. CANDIDO, Antonio. Os parceiros do Rio Bonito: estudos sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida. 5 ed. São Paulo: Duas Cidades, 1979. CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987. CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. (Org. Vinicius Dantas) São Paulo: Duas Cidades; 34, 2002. CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. 10 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 19 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. JACKSON, Luiz Carlos. A tradição esquecida: Os parceiros do Rio Bonito e a sociologia de Antonio Candido. Belo Horizonte: UFMG; São Paulo: FAPESP, 2002. JAMESON, Fredric. Marxismo e forma: teorias dialéticas do século XX. Tra d. Iumna Maria Simon (coord.). São Paulo: Hucitec, 1985. MOTTA, Márcia Maria Menendes. O rural à la guache. Niteroi: UFF, 2014. PRADO JUNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Brasiliense, Publifolha, 2000.
41 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido LEITURA LITERÁRIA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Hildenia Onias de Sousa;Daniela Maria Segabinazi; Leitura literária, Livro didático, Formação de leitor, Antonio Candido Este trabalho discorre sobre leitura literária nos anos finais do ensino fundamental. As noções de recepção e de efeito aqui veiculadas estão ligadas às formulações de Jauss (1979) e Iser (1979). Além deles, busca-se embasamento em pressupostos teóricos e metodológicos, cujo percurso foi perpassado por leituras de textos de Candido (1999, 2004, 2006), Santos (2009), Solé (1998), Segabinazi (2011 e 2015), Girotto e Souza (2010), Dalvi (2013), dentre outras. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC. 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 31 de agosto de 2019. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. Remate de Males: Revista do Departamento de Teoria Literária, São Paulo, n. esp., p. 81-89, 1999. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. 9 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: ___. Vários escritos. 5 ed. São Paulo: Duas cidades, 2004. DALVI, Maria Amélia. Literatura na educação básica: propostas, concepções, práticas. Cadernos de Pesquisa em Educação – PPGE-UFES. Vitória, ES. A.10, v. 19, n. 38, p. 11-34, jul./dez. 2013. GIROTTO, CGGS; SOUZA, Renata Junqueira de. Ler e compreender: estratégias de leitura. Campinas: Mercado de Letras, 2010. ISER, Wolfgang. O jogo do texto. In: JAUSS, Hans Robert et al. A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. 2 ed. Revista e ampliada. Seleção e tradução: Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. JAUSS, Hans Robert et al. A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. 2 ed. Revista e ampliada. Seleção e tradução: Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. OTA, Ivete Aparecida da Silva. O livro didático de língua portuguesa no Brasil. Educar, Curitiba, n. 35, p. 211-221, 2009. Editora UFPR. SANTOS, Carmem Sevilla Gonçalves dos. Teoria do efeito estético e teoria histórico-cultural: o leitor como interface. Recife: Bagaço, 2009. (Coleção Teses). SEGABINAZI, Daniela Maria. Leituras nas aulas de língua portuguesa? Onde está o texto literário no ensino fundamental e médio? In: FRANCELINO, Pedro Farias. SEGABINAZI, Daniela Maria. Língua, literatura e ensino: concepções, diálogos e convergências. João Pessoa: Editora da UFPB, 2015. SEGABINAZI, Daniela Maria. Aula de literatura: o imaginário coletivo sobre minorias e gêneros nas obras de ficção e nas leituras dos leitores. In: BARBOSA, Socorro (org.) Ensinar literatura através de projetos didáticos e de temas caracterizadores. João Pessoa: Editora da UFPB, 2011. SOARES, Magda. A escolarização da literatura infantil e juvenil. In: EVANGELISTA, Aracy Alves; BRANDÃO, Heliana Maria Brina; MACHADO, Maria Zélia Versiani (orgs.). A escolarização da leitura literária: o jogo do livro infantil e juvenil. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.
42 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido ANTONIO CANDIDO, CINEMA, BRASIL (entrevista) Antonio Candido (autor);Adilson Mendes;Olga Fernández;Max Fagotti; Antonio Candido, Paulo Emilio Sales Gomes, Cinema Este dossiê apresenta a entrevista “Antonio Candido, cinema, Brasil”, até então ainda inédita, concedida pelo crítico literário ao historiador Adilson Mendes, à atriz Olga Fernández e ao cineasta Max Fagotti em 2011. Como o título anuncia, Candido versou sobre temas que extrapolaram a literatura, atendo-se à outra arte muito importante na cultura nacional: o cinema. Desta forma, ele abordou sobre a sua própria relação com a estética cinematográfica, sobre o seu companheiro de geração Paulo Emílio Sales Gomes e a revista Clima, entre outros assuntos de valor inestimável.
43 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido ÁGUA VIVA DE CLARICE LISPECTOR E A FILOSOFIA DE LUDWIG WITTGENSTEIN Katya Queiroz Alencar; Literatura, Água viva, Filosofia da linguagem, Ludwig Wittgenstein O objetivo deste estudo é discutir, a partir da construção estético-ficcional de Água viva, de Clarice Lispector, algumas interseções possíveis com traços do pensamento filosófico de Ludwig Wittgenstein, tanto o desenvolvido em seu Tratado lógico-filosófico quanto em Investigações filosóficas. Na hipótese, defende-se Água viva como texto ficcional intrincado, cuja estética apresenta perspectivas referenciais que deslocam a linguagem do estado do dizer para o do mostrar, trazendo rastros da teoria pictórica da frase e dos jogos de linguagem propostos nas filosofias analíticas de Wittgenstein. Como consequência, Lispector permite, pela experimentação linguística e ficção, ao leitor trilhar uma escrita literária, que especula possível relação ontológica entre o mundo, a linguagem e o pensamento. BORELLI, Olga. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. COSTA, Claudio Ferreira. Filosofia analítica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1992. GOTLIB, Nádia Battella. Clarice: uma vida que se conta. São Paulo: Ática, 1995. LISPECTOR, Clarice. Água viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. MARGUTTI PINTO, Paulo Roberto. “A dialética da linguagem e do silêncio em Ludwig Wittgenstein e Clarice Lispector”. 2005. Disponível em: http://www.academia.edu/1883045/A_dial%C3%A9tica _da_linguagem_e_do_sil%C3%AAncio_em_Ludwig_Wittgenstein_ e _Clarice_Lispector. Acesso em: 02 de outubro. 2019. MOSER, Benjamin. Clarice,. São Paulo: Cosac Naify, 2009. NOLASCO, Edgar Cézar. Clarice Lispector: nas entrelinhas da escritura. São Paulo: Anna Blume, 2001. NUNES, Benedito, O dorso do tigre. 3a. ed. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 134. RILKE, Rainer Maria. Baudelaire. In:_____. Poemas. Seleção, tradução e introdução José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. WITTGENSTEIN. Ludwig. Tratado Lógico-filosófico e Investigações filosóficas. Trad. M. S. Lourenço. Lisboa: Fundação Calouste Gulbernkian, 1995.
44 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido A MIMESE DE ZUMBI ASSOMBRA QUEM?, DE ALLAN DA ROSA Renata de Oliveira Batista Rodrigues; Literatura, sociedade, memória, ancestralidade, representação O artigo analisa o livro Zumbi assombra quem?, de Allan da Rosa. É estabelecida uma discussão a respeito das relações entre texto literário e seu contexto na sociedade. A análise permite acessar reflexões a respeito da literariedade e imaginário. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. CUTI. Literatura negro-brasileira. São Paulo: Selo Negro, 2010. DALCASTAGNÈ, Regina. Entre silêncios e estereótipos: relações raciais na literatura brasileira contemporânea. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, nº. 31. Brasília, janeiro-junho de 2008, pp. 87-110. DELEUZE, Gilles & GUATTARI, Félix. Kafka: por uma literatura menor. Tradução de Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Imago, 1977. JAGUARIBE, Beatriz. O choque do real: estética, mídia e cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 2007. RANCIÈRE, Jacques. O desentendimento: política e filosofia. Tradução de Ângela Leite Lopes. São Paulo: Editora 34, 1996. RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. Tradução de Mônica Costa Netto. São Paulo: EXO/Editora 34, 2009. ROSA, Allan da. Zumbi assombra quem?.São Paulo: Nós,2017. SPIVAK, GayatriChakravorty. Pode o subalterno falar?.Tradução de Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa e André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. “Allan da Rosa”. Literafro. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/506-allan-da-rosa. Acesso em: 15 de janeiro de 2019.
45 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido TRANSPASSAGENS Wesley Thales de Almeida Rocha; Flores artificiais, migração, subjetividade, intersubjetividade Em Flores artificiais (2014), Luiz Ruffato explora os sentidos contraditórios da migração no contexto atual do mundo globalizado, desvelando, nos interstícios dos diversos deslocamentos, encontros furtivos e dos laços afetivos frágeis que experimentam os personagens, a despersonalização e o desenraizamento como signos da situação do sujeito na contemporaneidade. A obra promove uma espécie de “jogo de superfícies”, dando a ver, através do narrador-personagem, Dório Fineto, a constituição de um sujeito vazio de histórias próprias, enquanto que saturado de histórias alheias. Com base em abordagens teóricas de autores como Michel Maffesoli, Marc Augé, Walter Benjamin e Zygmunt Bauman, desenvolvemos, neste artigo, uma análise desse livro de Ruffato, relacionando a ele uma série de signos representativos da crise que marca o sujeito na contemporaneidade. AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Tradução de Maria Lúcia Pereira. 6. ed. Campinas: Papirus, 1994. BAUDELAIRE, Charles. Les Fleurs du mal. Paris: GF Flamarion, 1991. BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Tradução de Mauro Gama e Cláudia Martinelli Gama. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004. BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. Tradução de José Martins Barbosa, Hemerson Alves Baptista. São Paulo: Brasiliense, 1989. JAMESON, Fredric. Pós-Modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. Tradução de Maria Elisa Cevasco. 2. ed. São Paulo: Editora Ática, 1997. MAFESOLI, Michel. Sobre o nomadismo: vagabundagens pós-modernas. Tradução de Marcos de Castro. Rio de Janeiro: Record, 2001. RUFFATO, Luiz. Flores artificiais. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
48 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária ARTICULAÇÃO MNEMÔNICA E CRÍTICA EM “A CARTOMANTE” Aurora Cardoso de Quadros;Rauer Ribeiro Rodrigues;
49 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária OS ESPECTROS DO FEMINICÍDIO EM LYGIA FAGUNDES TELLES Carlos Magno Gomes; O feminicídio ameaça os direitos da mulher como um fantasma do patriarcado. Por esse olhar, este artigo identifica valores morais do repertório social dessa língua espectral, que funciona como manutenção do poder masculino conforme as abordagens sociais de Lia Zanotta Machado e Wânia Pasinato. Para isso, exploramos os conceitos de espectro e arquivo, propostos por G. Agamben e J. Derrida para defender a tese de que o feminicídio é parte do repertório simbólico da dominação masculina no conto “Venha ver o pôr do sol” (1970), de Lygia Fagundes Telles.
50 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária UMA FEMINISTA PORTUGUESA NO BRASIL ̶ A PROPAGANDA DE ANA DE CASTRO OSÓRIO NO ROMANCE MUNDO NOVO Eduardo da Cruz; A escritora Ana de Castro Osório (1872-1935) é reconhecida por sua campanha feminista. Sua intensa propaganda pela defesa de maior autonomia para as mulheres e mais direitos, como educação, sufrágio e divórcio marcaram sua carreira intelectual. Com a vitória da revolução republicana, ela vem viver no Brasil, entre 1911 e 1913. Mais tarde, realiza uma série de conferências em várias cidades, entre 1922 e 1923, reunidas depois em A Grande Aliança, defendendo uma união cultural luso-brasileira. Essa vivência como feminista portuguesa no Brasil é o tema de um de seus últimos livros de ficção, o romance Mundo Novo. Pretendemos estabelecer relações entre suas propagandas feministas e de aproximação luso-brasileira e o discurso e as ações de sua personagem Leonor da Fonseca, curiosamente o mesmo nome adotado por ela ao se filiar à maçonaria.
51 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária A IMAGEM DE MAURÍCIO DE SOUSA NA CONSTRUÇÃO NARRATIVA DA TURMA DA MÔNICA JOVEM: SER SOCIAL, AUTOR E NARRADOR Glayci Kelli Reis da Silva Xavier; Semiolinguística; encenação narrativa; quadrinhos Para se contar uma história, é necessário um “contador” investido de uma intencionalidade, de uma certa maneira, em um determinado contexto. Portanto, toda história, inclusive as em quadrinhos, depende de uma encenação narrativa – aquilo que transforma uma história em um universo narrado. Nessa perspectiva, este artigo pretende estudar a organização da encenação narrativa na obra Turma da Mônica Jovem, de Maurício de Sousa, respeitado quadrinista brasileiro, analisando como se dá a construção da imagem do autor como ser social, quadrinista e narrador, além da configuração de seu leitor idealizado e de seu leitor real. Como fundamentação teórica desta pesquisa, será tomada por base principal a Teoria Semiolinguística de Patrick Charaudeau. BARTHES, Roland. Introdução à análise estrutural da narrativa. In: Análise estrutural da narrativa. BARTHES, Roland [et. al.]. Tradução de Maria Zélia Barbosa Pinto. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2011. BRAIT, Beth. A personagem. 8. ed. 3ª reimp. São Paulo: Ática, 2010. CAGNIN, Antonio Luiz. Os quadrinhos: linguagem e semiótica: um estudo abrangente da arte sequencial. 1 ed. São Paulo: Criativo, 2014. CHARAUDEAU, Patrick. Discurso das Mídias. 1ª ed., 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2007. ______. Linguagem e discurso: modos de organização. 1ª ed., 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2009a. CHARAUDEAU, 2009b. Revista Araticum Programa de Pós-graduação em Letras/Estudos Literários da Unimontes v.19, n.1, 2019. ISSN: 2179-6793 ______. Identidade social e identidade discursiva, o fundamento da competência comunicacional. In: PIETROLUONGO, Márcia. (org.) O trabalho da tradução. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009b. p. 309-326. EISNER, Will. Narrativas Gráficas. São Paulo: Devir, 2005. FEIJÓ, Mário. Quadrinhos em ação: um século de história. São Paulo: Moderna, GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. 9. ed. São Paulo: Ática, MCCLOUD, Scott. Desenhando quadrinhos. São Paulo: M. Books do Brasil, 2008. MELLO, Renato de. Teatro, gênero e Análise do Discurso. In: MACHADO, I. L; MELLO, R. (org.). Gêneros: reflexões em Análise do Discurso. Belo Horizonte: NAD/FALE/UFMG, 2004. p. 87-106. RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Contexto, 2010. SOUSA, Maurício. Turma da Mônica Jovem, nº 2. “A aventura continua!”. São Paulo: Panini Brasil, setembro de 2008. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 3. “4 dimensões mágicas”. São Paulo: Panini Brasil, outubro de 2008. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 15. “Monstros do ID – parte 1”. São Paulo: Panini Brasil, março de 2009. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 25. “Desafio sobre patins”. São Paulo: Panini Brasil, agosto de 2010. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 28. “O aniversário de 15 anos da Marina – parte 3 de 3”. São Paulo: Panini Brasil, novembro de 2010. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 50. “O casamento do século”. São Paulo: Panini Brasil, outubro de 2012. TANCINI, Pedro Ernesto Gandine. O mangá e a Turma da Mônica Jovem: processos de interculturalidade. São Paulo: ESPM. Trabalho de Conclusão de Curso em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) da Escola Superior de Propaganda e Marketing, São Paulo, SP, 2012. 84 f. VERGUEIRO, Waldomiro. A linguagem dos quadrinhos: uma “alfabetização” necessária. In: RAMA, A.; VEGUEIRO, W. (orgs.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 4 ed. São Paulo: Contexto, 2012b. p. 31-64
52 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária LEITURA LITERÁRIA: O AUTOR/NARRADOR, O LEITOR E A PERSONAGEM NA PROSA DE ALEXANDRE HERCULANO Hugo Lenes Menezes; O presente artigo consiste numa abordagem sobre a relação entre o autor/narrador e o leitor na prosa de Alexandre Herculano, com vistas a demonstrar que este escritor, mediante a ação educativa de um diálogo constante com seu destinatário, procura instrumentalizar o primeiro público do Romantismo português para a leitura da narrativa de ficção, especialmente ao questionar suas expectativas literárias. Em tal diálogo, o autor/narrador exige do destinatário uma atitude participante como sujeito ativo do jogo que se estabelece no processo escrita-leitura.
53 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária PERSPECTIVAS: MANOEL DE BARROS E AS FOTOGRAFIAS DE OSMAR OLIVA Ivana Ferrante Rebello; Este artigo lê, comparativamente, fotografias de Osmar Oliva e o poema “O menino e o rio”, de Manoel de Barros. Fotografias e poema são percebidos como registros do afeto sobre a infância. Para além do que as obras dizem e permitem dizer, o olhar do leitor e espectador, pleno de afetos, possibilita refletir sobre uma perspectiva original e emotiva sobre o objeto estético.
54 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária JOÃO VÊNCIO: OS SEUS AMORES – NARRATIVA E TESSITURA DE UM COLAR DE MISSANGAS Luciana Brandão Leal; Este artigo propõe uma leitura da obra João Vêncio: os seus amores, do escritor angolano Luandino Vieira. Busca-se compreender a metáfora do colar de missangas como representativa da construção do discurso e da tessitura de memórias da personagem João Vêncio. Para tanto, propõe-se uma reflexão sobre a modalidade discursiva inovadora sugerida pelo autor nesse romance, que subverte a língua portuguesa padrão, privilegiando a oralidade, os provérbios e outros aspectos que aproximam tais memórias ficcionais do texto poético.
55 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária A MARGINALIDADE FICCIONAL DE LÚCIA MIGUEL PEREIRA E SEU DIÁLOGO COM EÇA DE QUEIRÓS Osmar Pereira Oliva; Lúcia Miguel Pereira foi uma importante escritora brasileira de crítica literária no início do século XX, mas seus escritos ficcionais são ainda praticamente desconhecidos: Maria Luísa (1933), Em surdina (1933), Amanhecer (1938) e Cabra-cega (1954). Nos dois primeiros romances, as personagens principais da narrativa afastam-se das cidades em busca de melhores climas nas serras brasileiras, o que muito nos lembra A cidade e as serras, de Eça de Queirós. Não bastassem o tema da viagem e o paralelismo campo x cidade, em Maria Luísa, a personagem Flávio compara-se com Jacinto e o seu amigo Artur com Zé Fernandes. Este trabalho pretende, pois, discutir a marginalidade ficcional da escritora brasileira, considerando que apenas os seus textos críticos são conhecidos e discutidos nos espaços acadêmicos, e apresentar o diálogo que Lúcia Miguel Pereira estabeleceu com o escritor português oitocentista por meio de seus textos críticos e de ficção.
56 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária A HISTÓRIA DA LEITURA E SUAS REPERCUSSÕES NA HISTÓRIA DA LITERATURA Regina Zilberman; Apontam-se as tendências e resultados da História da Leitura no século XX, destacando o papel da Estética da Recepção. Examina-se O Uraguai, de Basílio da Gama, desde as contribuições da História da Leitura, valorizando seus elementos inovadores à época de sua produção.
57 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária LITERATURA: DA “VIDA DE TODOS OS DIAS E DE TODOS OS HOMENS” Rita de Cássia Silva Dionísio Santos;Flávia Brocchetto Ramos; Para quê e por que a literatura? Que valores a literatura pode criar e transmitir ao mundo? Ela é útil para a vida? Com um olhar voltado às relações entre literatura e leitor, propõe-se a refletir sobre essas dimensões, a partir de aspectos culturais e históricos que engendram a leitura literária, especialmente no que abrange a sua importância para a formação pessoal e intelectual do sujeito. Para tanto, tomamos como objeto de reflexão textos literários de natureza diversa.
61 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum “ISTO NÃO PASSA, ISTO NÃO BASTA”: A TÓPICA DA SINTOMATOLOGIA AMOROSA EM CANTOS PARA SORAYA DE NEIDE ARCHANJO Rafael Campos Quevedo; Este artigo aborda a presença da tópica da sintomatologia amorosa (SPINA, 2009) em poemas que compõem a obra Cântico para Soraya (2006) da poeta paulista Neide Archanjo. Analisa o efeito de sentido gerado pela apropriação de um lugar-comum do passado (amplamente cultivado pela lírica trovadoresca medieval) numa conjuntura contemporânea, fincada em uma concepção de amor diversa. Discute brevemente um problema que envolve o conceito de topos: seu limite entre artifício poético e nexo com a realidade. Por fim, lança coordenadas para uma apreciação crítica da lírica contemporânea tendo como parâmetro a noção de anacronismo desenvolvida por Hans Magnus Enzensberger (2003) e Giorgio Agamben (2009). AGAMBEN, Giorgio. O que é contemporâneo? E outros ensaios. Trad. Vinicius N. Honesko. Chapecó: Argos, 2009. ARCHANJO, Neide. Cântico para Soraya. Uma princesa sefardita. Paris: Éditions Eulina Carvalho; São Paulo: A Girafa Editora, 2006. CAPELÃO, André. Tratado do amor cortês. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2000. CURTIUS, Ernst Robert. Literatura europeia e Idade Média latina. Trad. Paulo Rónai e Teodoro Cabral. São Paulo: Hucitec; Edusp, 2013. ENZENSBERGER, Hans Magnus. A massa folhada do tempo. Meditações sobre o anacronismo. Ziguezague. Ensaios. Trad. Marcos José da Cunha. Rio de Janeiro: Imago, 2003. p. 9-26. HAZAM, Ibn. The ring of the dove. A treatise on the art and practice of arab love. Translated by A. J. Arbeey, Litt. D., F. B. A. Luzac & Company: London, s. d. Disponível em: http://www.imagomundi.com.br/espiritualidade/hazm_ring_dove.pdf. Acesso em: 09/01/2018. HAZM, Ibn. “Os sinais do amor” [excerto de O colar da pomba]. Trad. Ainda Ramezá Hanania. In: MONGELLI, Lênia M.; VIEIRA, Yara Frateschi; MOISÉS, Massaud (direção). A estética medieval. Cotia: Íbis, 2003. p. 48-51. QUEVEDO, Rafael Campos. Lírica contemporânea e tradição poética: topoi clássicos em poemas de Érico Nogueira, Fabrício Marques e Paulo Henriques Britto. Caligrama: Revista de Estudos Românicos, v. 22, n. 1, p. 109-124, 2017. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/caligrama/article/view/11403. Acesso em: 07/01/2019. SODRÉ, Paulo Roberto. QUEVEDO, Rafael Campos. “O rasurado convite amoroso de Glauco Mattoso”. Revista Texto Poético, v. 13, n. 22, , 97-121, 2017. Disponível em: http://revistatextopoetico.com.br/index.php/rtp/issue/view/32/showToc. Acesso em: 07/01/2019. SODRÉ, Paulo Roberto. QUEVEDO, Rafael Campos. Vestígios do topos do panegírico na poesia de Geraldo Carneiro. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea. n. 49, p. 289-304, 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/elbc/n49/2316-4018-elbc-49-00289.pdf. Acesso em 07/01/2019. SCLIAR, Moacyr. Sefarad revisitada. In: ARCHANJO, Neide. Cântico para Soraya. Uma princesa sefardita. Paris: Éditions Eulina Carvalho; São Paulo: A Girafa Editora, 2006. SECCHIN, Antonio Carlos. Poesia: escutas e escritas. In: VIOLA, Alan Flávio (Org.). Crítica literária contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013. p. inicial-final. SPINA, Segismundo. Do formalismo estético trovadoresco. São Paulo: Ateliê, 2009.
62 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum MANIFESTAÇÕES DE AFETO ATRAVÉS DA TECNOPOESIA EM TEMPOS DE RELACIONAMENTOS VIRTUAIS E IDENTIDADES PULVERIZADAS Geraldo da Aparecida Ferreira; A evolução tecnológica tem trazido enormes benefícios para a humanidade. Com ela, vieram as transformações nos mais diversos aspectos das nossas vidas, incluindo a forma de nos relacionarmos com as pessoas. Pretendemos com este artigo, apresentar o modo como as relações afetivas têm sido representadas através da contemporânea tecnopoesia. Em um contexto de dilaceramento das identidades, de uma supervalorização das conquistas pessoais e que tudo pode ser encarado como mercadoria, desejamos explorar algumas imagens poéticas que se utilizam das tecnologias digitais e que abordem o tema do afeto. ANTÔNIO, Jorge Luiz. Poesia eletrônica: negociações com os processos digitais. São Paulo: Editora Veredas e Cenários, 2008. BACELAR, Jorge. Poesia Visual. Universidade da Beira Interior, 2001. BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade.6. ed. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2001. RESTREPO, Luís Carlos. O direito à ternura. Trad. Lúcia Orth. Petrópolis: Vozes, 1998.
63 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum A AUTOBIOGRAFIA DO LEITOR: ENCONTRO ENTRE LEITURA E AFETO Sheila Oliveira Lima;Patrícia Cardoso Batista; A autobiografia do leitor é um recurso privilegiado para a investigação a respeito dos elementos fundamentais na formação leitora, sejam eles de ordem material ou afetiva. O estudo apresentado resulta da análise de três autobiografias escritas por participantes de um grupo de pesquisa de uma universidade pública no Paraná. Os enunciados são analisados a partir de uma perspectiva materializada pelas discussões a respeito da leitura enquanto processo em que a subjetividade comparece de modo relevante. São fundamentais para tal reflexão os estudos de Rouxel, Petit e Andruetto. ANDRUETTO, M. T. A leitura outra revolução. Tradução Newton Cunha. São Paulo: Sesc, 2017. CÂNDIDO, A. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 2004. COLOMER, T. Andar entre livros: a leitura literária na escola. Tradução Laura Sandroni. São Paulo: Global, 2007. LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 2006. AUTOR 1. Subjetividade e formação do leitor: o problema da ausência da leitura literária em livros didáticos do ciclo 1 do ensino fundamental. In: Revista Terra Roxa e Outras Terras: v. 31, dez. Londrina-PR, 2016. P.18-30. Disponível em: . Acesso em 8 ago. 2017. MACHADO, A. M. Ponto de fuga: conversas sobre livros. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. PETIT, M. Leituras: do espaço íntimo ao espaço público. Celina Olga de Souza. São Paulo: 34, 2013. PETIT, M. Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Tradução de Celina Olga de Souza. São Paulo: 34, 2009. ROUXEL, A. Autobiografia de leitor e identidade literária. In: ROUXEL, A.; LANGLADE, G.; REZENDE, N. L. de. Leitura subjetiva e ensino de literatura. São Paulo: Alameda, 2013. p. 67-101. TODOROV, T. A literatura em perigo. Tradução de Caio Meira. Rio de Janeiro: Difel, 2010.
64 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum ASPECTOS MULTISSENSORIAIS NO FADO: CONFLUÊNCIAS ENTRE CORPO, VOZ, AFETOS E PERFORMANCE Thays Caroline Barroca Ribeiro Morettini;Luiz Carlos Migliozzi Ferreira de Mello; Este trabalho tem por objetivo discutir os aspectos multissensoriais na performance da apresentação de Fado performatizada pela fadista Filipa Tavares (1984). Trata-se de uma experiência multissensorial, vivenciada no ano de 2013, a qual ocorreu no Restaurante “São Miguel D’Alfama”, localizado na Alfama, o tradicional bairro dos fados e fadistas da cidade de Lisboa. As questões que norteiam o presente estudo referem-se à confluência entre o corpo, a voz, os afetos e a performance. Estes são elementos fundamentais para que o receptor possa apreender os aspectos multissensoriais emergentes do universo musical fadista. Nesse sentido, a canção é compreendida enquanto um misto de sensações, de silêncios, de esperas, de emoções e de afetos que, uma vez compatibilizada com o corpo, a voz e a performance da fadista, viabilizam o que Ruth Finnegan (2008) denominou de “ativação corporificada da voz”. BERNSTEIN, Charles (org) Close Listening: poetry and the performed word. Edited by Charles Bernstein. New York: Oxford University Press, 1998. FERNANDES, F. O Atributo da Voz: Poesia Oral, Estudos Literários, Estudos Culturais e Abordagem Cartográfica. Revista da Anpoll. Vol.1, n.33, 2012. In: https://revistadaanpoll.emnuvens.com.br/revista/article/view/633/644. Acesso em 14/08/2017 FINNEGAN, Ruth. O que vem primeiro: o texto, a música ou a performance? In: TRAVASSOS, Elizabeth; MATOS, Cláudia Neiva; MEDEIROS, Fernanda Texeira de. Palavra Cantada: ensaios sobre poesia, música e voz. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008. LOPES, Samuel. Fado Portugal: 200 anos de fado. Lisboa: Seven Muses Musicbooks, 2011. VALVERDE, Paulo. “O Fado é o Coração: o corpo, as emoções e a performance no Fado.” In: Etnográfica, Vol. III, 1999, p. 5-20. ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção e leitura. São Paulo: CosacNaify Portátil, 2014. 128 p. ______. Escritura e nomadismo. Tradução de Jerusa Pires Ferreira e Sonia Queiroz. São Paulo: Ateliê, 2005.
65 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum O testemunho e a história: um olhar para a subjetividade e a resistência Helano Jader Cavalcante Ribeiro;Jehnifer Penning; O presente estudo pretende discutir questões em torno do testemunho da Segunda Guerra Mundial. A partir do nosso objeto de estudo, o romance do gaúcho Michel Laub, publicado em 2011 e intitulado Diário da Queda, iremos discutir tal proposta. Como teoria, sobretudo, buscamos respaldo nos estudos de Giorgio Agamben (2009), Beatriz Sarlo (2007), Paul Ricoeur (2007), Theodor W. Adorno (1995), Georges Didi-Hubermann (2011) e Dominick Lacapra (2009). Com a metodologia da Literatura Comparada, iremos cotejar teorias e obra literária a fim de chegarmos às considerações desejadas a respeito da importância do testemunho para a memória, reconhecendo também a relevância de estudá-lo, uma vez que pode suscitar a empatia, a afetividade. ADORNO, Theodor W. Educação e Emancipação. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1995. AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz: o arquivo e a testemunha (Homo Sacer III). São Paulo: Boitempo, 2008. DIDI-HUBERMAN, Geoges. Sobrevivência dos vaga-lumes. Belo Horizonte: Editore UFMG, 2011. KUNRATH, Milena Hoffmann. Memória e/ou invenção: visões da Segunda Guerra Mundial por três escritores-soldados. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Letras, PUCRS. Porto Alegre, p. 185. 2016. LACAPRA, Dominick. Historia y memoria después de Auschwitz. – 1ª ed. – Buenos Aires: Prometeo Libros, 2009. LAUB, Michel. Diário da Queda. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. RICCEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007. SARLO, Beatriz. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. – trad. Rosa Freire d’Aguiar. – São Paulo: Companhia das Letras; Belo Horizonte: UFMG, 2007. SELIGMANN-SILVA, Márcio. A história como trauma. In: Catástrofe e representação: ensaios. – p. 73-98 – Arthur Nestrovski, Márcio Seligmann-Silva (orgs.) – São Paulo: Escuta, 2000.
66 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum Elegia de Macabéa Elcio Lucas; A proposta deste artigo é a de ler A hora da estrela, de Clarice Lispector, sob a égide da poética elegíaca, porém, não para incrustá-la inadvertidamente na tradição fossilizada de lacrimoso lamento e desengano pela perda do outro ou do eu, mas sim lhe destacar o ímpeto contemplativo com o qual Rodrigo S. M. busca zonas de escape ao transcendente e ao divino, à sublimação da morte e à sacralização dos mortos. CARPEAUX, Otto Maria. História da literatura ocidental. 3. ed. Brasília: Senado Federal; Conselho Editorial, 2008. COSTA, Aída. A poesia lírica em Roma. Revista de História, São Paulo, v. 13, n. 27, p. 49-71, sep. 1956. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. LAGE, Rui Carlos Morais. A elegia portuguesa nos séculos XX e XXI: perda, luto e desengano. 2010. 436 f. Tese (Doutorado em Literaturas e Culturas Românicas) – Faculdade de Letras, Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2010. Disponível em < https://repositorio- aberto.up.pt/bitstream/10216/50420/2/tesedoutruilage000112866.pdf>. Acesso em: 23 maio 2018. LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. MISRAHI, R. A felicidade: ensaio sobre a alegria. Tradução F. Nascimento. Rio de Janeiro: DIFEL, 2001. PESSOA, Fernando. [Ela canta, pobre ceifeira]. In: . Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1976. p. 144. RILKE, Rainer Maria. Elegias de Duíno. Trad. Dora Ferreira da Silva. 6. ed. São Paulo : Biblioteca Azul, 2013. SCHELLING, F. W. Filosofia da arte. Trad. Márcio Suzuki. São Paulo: EDUSP, 2001. SILVA, Dora Ferreira da. Comentários. In: RILKE, Rainer Maria. Elegias de Duíno. Trad. Dora Ferreira da Silva. 6. ed. São Paulo: Biblioteca Azul, 2013. p. 94-125.
67 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum LEGITIMAÇÃO DO DISCURSO NAS MEMÓRIAS DE TEODORICO RAPOSO Marcio Jean Fialho de Sousa; A caracterização do discurso literário tem como base, essencialmente, a ambiguidade, a ficcionalidade, porém quando esses elementos estão dispostos no discurso de Eça de Queirós e, além disso, estão na escrita cujo narrador se constrói em primeira pessoa, como em A Relíquia, esses elementos ganham novas formas, novos desafios para a interpretação. Desse modo, o objetivo deste artigo é analisar a construção do discurso memorialístico de Teodorico Raposo, buscando evidenciar aspectos importantes para o estabelecimento de contratos de leitura no binômio narrador-leitor, no qual o narrador busca legitimar as histórias por ele narradas. BENTIVOGLIO, Julio. “Cultura Política e Historiografia Alemã No Século XIX: A Escola Histórica Prussiana e a Historische Zeitschrift“. In: Revista de Teoria da História. Ano 1, Número 3, junho/ 2010. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Ática, 1996. CUNHA, Maria do Rosário. Molduras: Articulações Externas do Romance Queirosiano. Coimbra: Universidade Aberta, 1997. FOUCAULT, Michel. O que é um autor? Trad. António Fernando Cascais e Eduardo Cordeiro. Lisboa: Vega, 2009. MATOS, A. Campos. Eça de Queiroz – Fotografia Vida e Obra. São Paulo: Leya, 2010. MEDINA, João. Reler Eça de Queiroz – Das Farpas aos Maias. Lisboa: Livros Horizonte, 2000. QUEIRÓS, Eça de. A Relíquia. Porto: Lello & Irmão, s. d. REMÉDIOS, Maria Luiza Ritzel. A Relíquia: Duplicidade do Sujeito na Ficção Queirosiana. In: 150 anos com Eça de Queirós – Anais do III Encontro Internacional de Queirosianos. São Paulo: FFLCH-USP, 1997. SOUZA, Sandra Regina Barbosa da Silva. Historiografia. Salvador: FTC EaD, 2006.
68 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum AQUILO QUE RETORNA: NOSTALGIA ARISTOCRÁTICA EM O PUNHAL DE ROSAURA E A FEBRE DO JOGO DE ÁLVARO DO CARVALHAL Antonio Augusto Nery;Fernando Vidal Variani; Este artigo pretende oferecer um possível modo de compreender as escolhas literárias e o desenvolvimento dos principais personagens de O Punhal de Rosaura e A Febre do Jogo, presentes no livro Contos (1868), de Álvaro do Carvalhal (1844-1858). Nossa leitura partirá do que consideramos relações pertinentes entre a obra de Carvalhal e alguns aspectos do erotismo proposto por Georges Bataille (1897-1962), bem como de certa tradição da literatura fantástica oitocentista, de acordo com os esforços de Tzvetan Todorov em defini-la como gênero. Baseando-nos em uma ideia intimamente relacionada a essa tradição, a de algo que retorna para desestabilizar uma certa concepção de realidade, este trabalho pretende delinear o que poderíamos chamar de uma nostalgia aristocrática como um dos múltiplos elementos possíveis no esboço de um imaginário fantástico-erótico do universo ficcional de Álvaro do Carvalhal. BATAILLE, Georges. O Erotismo. Trad.Fernando Scheibe. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. BAKHTIN, Mikhail. A Cultura popular na idade média e no renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara Frateschi Vieira São Paulo: Hucitec Editora, 2013. CARVALHAL, Álvaro do. Contos. Lisboa: Assírio & Alvim, 2004. CARVALHAL, Álvaro do. Contos – precedido dum estudo bibliographico. Porto: J. E. Da Costa Mesquita – Editor, 1876. SMOLLETT, Tobias. Travels through France and Italy. The Project Gutenberg, 2009. Disponível em: <>. Acesso em: 20 nov. 2018. TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. Trad. Maria Clara Correa Castello São Paulo: Editora Perspectiva, 2010.
69 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum A IDEIA DE IDEOGRAMA E A INTERMIDIALIDADE NO OCIDENTE Andrei dos Santos Cunha; O presente trabalho apresenta algumas questões relacionadas à ideia de ideograma e de sua importância para o imaginário ocidental, em especial para o surgimento da ideia de intermidialidade no cinema e na poesia. Para os artistas brasileiros e da tradição ocidental citados neste texto, a “ideia de ideograma” remete a um retorno a formas mais diretas e visuais de expressão. No entanto, a maneira como o ideograma funciona nas escritas chinesa e japonesa é diferente de como esses autores imaginam que ele se articule. Da mesma forma, a poesia chinesa e japonesa não fazem uso daquilo que Pound denominou o “método ideogramático”, que talvez possa ser melhor compreendido como uma questão da poética ocidental e limitada ao âmbito do modernismo.
70 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum HENRIQUETA LISBOA & MÁRIO DE ANDRADE: UM DIÁLOGO SOBRE OS “TRÊS POEMAS DA TERRA” Ilca Vieira de Oliveira; Este texto apresenta um estudo crítico sobre os poemas: “Poesia de Ouro Preto”, “Romance de Aleijadinho” e “História de Chico Rei”, de Henriqueta Lisboa, considerando o processo de composição do poema que vai do manuscrito à sua publicação. Esses poemas foram escritos, em 1941, e enviados, em 1942, para Mário de Andrade, com quem essa escritora mineira já vinha mantendo um diálogo profundo através da correspondência.
71 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum REFERÊNCIAS INTERMIDIÁTICAS: UMA VISITA GUIADA AOS MUSEUS DA ITÁLIA EM PATHÉ-BABY Lucas Zamberlan; Este trabalho objetiva analisar as referências intermidiáticas no livro Pathé-Baby (1926) de António de Alcântara Machado. Para tanto, partimos do conceito de referências intermidiáticas proposto por Rajewsky em Intermidialidade, intertextualidade e “remediação”: uma perspectiva literária sobre a intermidialidade (2012) e o relacionamos com as teorias de Eco (2013), Louvel (2012), Gombrich (2013), Compagnon (2010), Benjamin (2012), Hucheon (1988) e Lambert (2006). Considerando os resultados obtidos, avaliamos que a malha complexa de referências a obras de arte em Pathé-Baby constitui um intercâmbio poderoso entre imagem e texto, contribuindo significantemente nas reflexões acerca da relação entre arte moderna e a tradição.
72 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum AS MÍDIAS DIGITAIS COMO NOVO ESPAÇO PARA OFICINAS DE ESCRITA CRIATIVA Marcelo Spalding;Luiz Antonio de Assis Brasil; A proposta desse artigo é investigar os espaços de aprendizagem, produção e troca de textos de escrita criativa nas mídias digitais. Para fins de seleção da amostra, foram analisados os primeiros 20 resultados do Google para os termos “escrita criativa”. Percebe-se que metade dos resultados no Google remetem a oficinas de escrita criativa online, demonstrando o vigor dessa nova modalidade a partir das mídias digitais. Tais oficinas destacam-se por serem promovidas por escritores independentes, mas contam com estrutura profissional de divulgação.
73 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum O TECIDO INTERTEXTUAL E INTERMEDIA DA JANE AUSTEN FAN FICTION Maria Clara Pivato Biajoli; O presente artigo propõe apresentar algumas características do fenômeno da Jane Austen Fan Fiction (JAFF), histórias escritas por fãs atuais da autora inglesa Jane Austen (1775-1817) baseadas, principalmente, no romance Orgulho e Preconceito. Entre essas características, estão a repetição da história de amor em um estilo sentimentalista e o foco no final feliz, o papel do mercado editorial através da livraria americana Amazon e, não menos importante, o diálogo intermidiático e intertextual construído pelos fãs que envolve outras fan fictions, adaptações de cinema e TV e o romance original. Esse diálogo será analisado a partir de trechos de algumas histórias selecionadas e também uma versão de Orgulho e Preconceito no formato de quadrinhos japonês mangá.
74 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum O CORPO ARTÍSTICO – HOMOEROTISMO EM A MORTE EM VENEZA Osmar Pereira Oliva; Em muitas obras literárias, o homoerotismo se manifesta através de um olhar seduzido, revelado pela sensibilidade de um artista. A contemplação do corpo belo produz um efeito erótico, sob o olhar daquele que procura a perfeição na arte. A novela A Morte em Veneza, de Thomas Mann, revela o homoerotismo como um desejo artístico, sublimado. As representações do corpo grego, apolíneo são uma metáfora da tentativa de capturar o belo artístico. Este trabalho pretende, pois, discutir o amor platônico do artista Aschenbach pelo adolescente Tadzio, sob o viés da interdição.
75 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum “CLARICE LISPECTOR CURTIU UMA PUBLICAÇÃO EM QUE VOCÊ FOI MARCADO”: LEITORES-FÃS E AS TRANSFORMAÇÕES DO LITERÁRIO NO CAMPO DA MIDIA DIGITAL Sayonara Amaral de Oliveira; Este texto reflete acerca do modo pelo qual uma “cultura dos fãs” produz novas modalidades de apropriação e de enunciação do literário na contemporaneidade, à revelia dos critérios de leitura especializados e legitimados junto ao campo instituído da literatura. A discussão aborda as fan pages criadas pelo público, nas redes digitais, em homenagem a escritores brasileiros consagrados.
76 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum O GRANDE GATSBY DO NOVO SÉCULO: UMA ANÁLISE DA ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA DE BAZ LUHRMANN Verônica Daniel Kobs; Este artigo analisa o romance O grande Gatsby, de Francis Scott Key Fitzgerald, e a adaptação cinematográfica homônima (2013), dirigida por Baz Luhrmann. Baseando-se principalmente nos estudos de Gérard Genette e Robert Stam, para tratar da intermidialidade, e de Zygmunt Bauman, para discutir a sociedade do século XXI, serão avaliadas as escolhas do diretor, no processo de adaptação, de modo a demonstrar a relevância desses elementos para os contextos contemporâneos social e artístico.
77 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum RELEITURA, TRANSFORMAÇÃO E IMPERMANÊNCIA EM AMOR DE CLARICE – V.2, DE RUI TORRES Vinicius Carvalho Pereira; No que tange ao emergente fenômeno da ciberliteratura, os recursos computacionais, cada vez mais sofisticados, vêm ensejando poéticas antes inimagináveis, sobretudo em termos de multiplicidade de figurações e leituras, dada a condição subversiva de devir que habita a plástica substância do digital, em transformação a cada clique do leitor. Nesse contexto, optou-se neste artigo pela análise da obra Amor de Clarice – v.2, do poeta português Rui Torres, a fim de compreender como esta, valendo-se de distintos recursos técnicos digitais, enseja efeitos estéticos em que se destacam a releitura do conto “Amor”, de Clarice Lispector (1998); a transformação de um sistema computacional, da versão 1 para a versão 2, para fins artísticos; e a impermanência dos signos dispostos na interface do software-poema, sempre movediços, permutáveis e efêmeros.
303 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Dossiê Conflitos Ambientais Rômulo Barbosa;Lorena Fleury; meio ambiente, conflito ambiental O câmbio climático, decorrente principalmente dos gases de efeito estufa, tem sido o tema dominante no debate sobre o futuro do planeta ou da crise ambiental. Todavia, como alerta Acselrad (2004, p. 13-14) a noção de crise ambiental não pode ser fetichizada, descolando-a das “dinâmicas da sociedade e da cultura”. Isto é, são os agentes sociais por meio das “formas sociais de apropriação e as diversas práticas culturas de significação” que objetivam o ambiente. As consciências ambientais não podem ser vistas como únicas, homogêneas, desistoricizadas.
290 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Jogos Olímpicos e Paralímpicos na contemporaneidade: uma breve revisão literária da produção científica vigente Ester Liberato Pereira;Karina Barbosa Cancella;Jimmy Medeiros; Jogos Olímpicos; Jogos Paralímpicos; Megaevento esportivo; Legados esportivos; Políticas de esporte. Confere-se a denominação de ‘Estudos Olímpicos’ ao conjunto de estudos, de caráter acadêmico, que apresenta os Jogos Olímpicos/Paralímpicos e/ou o Movimento Olímpico/Paralímpico - em suas diferentes manifestações - como temas, lócus ou aspecto da análise dos fenômenos esportivos. Nesta direção, pretende-se elaborar um breve levantamento da literatura acerca do tema, no Brasil, no século XXI, com o objetivo de fomentar estudos que articulem as temáticas do esporte, da cultura e da sociedade, apoiadas em teorias, conceitos e metodologias das Ciências Sociais. Ao seguir tal proposta, o dossiê proporciona estudos sobre a programação cultural e artística, bem como a respeito das participações sociopolíticas e esportivas da organização de edições recentes dos Jogos Olímpicos/Paralímpicos. Também estão presentes discussões acerca da relação entre preservação e Jogos Olímpicos, do percurso e da formação em pesquisa no campo dos Estudos Olímpicos no Brasil, da introdução de atletas da seleção brasileira feminina de voleibol sentado na prática esportiva paralímpica, além de um debate historiográfico sobre a pesquisa em história do esporte. Conta-se ainda com demais questões de equivalente importância, apreciações que se tornam ainda mais relevantes diante de um cenário em que o esporte brasileiro depende quase que inteiramente de dinheiro público. DACOSTA, Lamartine Pereira. Estudos Olímpicos no Brasil. In: RUBIO, Katia; REPPOLD FILHO, Alberto; TODT, Nelson; MESQUITA, Roberto. Ética e compromisso social nos estudos olímpicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007, p. 91- 101. GUERREIRO, Renato de Carvalho et al. Was postponing the Tokyo 2020 Olympic and Paralympic Games a correct decision? Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 26, n. 3, p. 191-195, Jun/2020. Disponível em: . Acesso em: 11 jun. 2020. GASTALDO, Edison. Sobre os estudos sociais do esporte: políticas acadêmicas de um campo em desenvolvimento. In: 35º Encontro da ANPOCS, Caxambú/MG, 2011. GIGLIO, Sérgio Settani; AMARAL, Silvia Cristina Franco; RIBEIRO, Olívia Cristina Ferreira; BORTOLETO, Marco Antonio Coelho (org.). Múltiplos olhares sobre os Jogos Olímpicos. São Paulo: Intermeios; Fapesp, 2018. IOC. The Olympic Charter. Lausanne, 2010. MARQUES, José Carlos; ROCCO JÚNIOR, Ary José (orgs.). Qual legado – Leituras e Reflexões sobre os Jogos Olímpicos Rio-2016/E-book. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2018. MARQUES, Renato Francisco Rodrigues; DUARTE, Edison; GUTIERREZ, Gustavo Luis; ALMEIDA, José Júlio Gavião; MIRANDA, Tatiane Jacusiel. Esporte olímpico e paraolímpico: coincidências, divergências e especificidades numa perspectiva contemporânea. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.23, n.4, p.365-77, out./dez. 2009. MASCARENHAS, Fernando. Megaeventos esportivos e educação física: alerta de tsunami. Movimento (ESEFID/UFRGS), Porto Alegre, p. 39-67, jan. 2012. Disponível em: . Acesso em: 02 jul. 2020. PILZ, Gunter A.. Sociologia do Esporte na Alemanha. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 13, n. 23, p. 3-16, jul. 1999. Disponível em: . Acesso em: 02 Jul. 2020. RUBIO, Katia; REPPOLD FILHO, Alberto; TODT, Nelson; MESQUITA, Roberto. Ética e compromisso social nos estudos olímpicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. TAVARES, Otávio; BELÉM, Cristiano; GODOY, Letícia; TURINI, Marcio; GOMES, Marta; TODT, Nelson. Estudos olímpicos, Academia Olímpica Brasileira – Educação Olímpica. In: DACOSTA, Lamartine Pereira (org.). Atlas do Esporte no Brasil: atlas do esporte, educação física a atividades físicas de saúde e lazer no Brasil. Rio de Janeiro: Shape, 2005, p.751-753. TAVARES, Otávio. Quem são os vencedores e os perdedores dos Jogos Olímpicos? Pensar a Prática, Goiânia, v. 8, n. 1, p. 69-84, 2005.
291 argumentos v. 17 n. 2 (2020) O lugar da cultura nos Jogos Olímpicos Rio 2016 Juliana Carneiro; Jogos Olímpicos; Programação Cultural; Política Cultural. O artigo analisa a programação cultural e artística dos Jogos Olímpicos Rio 2016, desde o processo de candidatura, considerando a centralidade da questão cultural na narrativa que tratou o megaevento como excelente oportunidade de apresentar ao mundo a diversidade e a potência das manifestações culturais nacionais. O processo de elaboração e execução do Programa de Cultura dos Jogos Rio 2016 é analisado a partir de algumas indagações: O que estava previsto no Dossiê de Candidatura como programa de cultura dos Jogos Olím-picos Rio 2016? Como foi o processo de governança da área cultural? Como a trajetória do programa de cultura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 dialogava com a realidade das políticas públicas vigentes? O planejamento do programa de cultura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, ao que se conclui foi tardio, descontinuado e desintegrado. Isso impactou para que o “lugar da cultura” nos Jogos Rio 2016 não tenha sido ocupado de forma estratégica e o legado cultural prometido não tenha se concretizado. Para o campo cultural, os Jogos Olímpicos Rio 2016 foram uma oportunidade perdida. ALMEIDA, Bárbara Schausteck de. “Altius, citius, fortius... ditius? Lógicas e estratégias do Comitê Olímpico Internacional, Comitê de Candidatura e Governo Brasileiro na candidatura e escolha dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016”. 2015. Tese (Doutorado em Educação Física) - Programa de Pós-graduação em Educação Física, Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná. ALVES, Elder P. Maia; SOUZA, Carlos Alexsandro de Carvalho. A economia criativa no Brasil: o capitalismo cultural brasileiro contemporâneo. Latitude, v. 6, n. 2, 2012. AMORIM, Simone. Cultura e democracia: a participação como elemento estruturante das políticas públicas de cultura no estado do Rio de Janeiro. 2017. Tese (Doutorado em Políticas Públicas e Formação Humana) - Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana, Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. BARBALHO, Alexandre. Política cultural em tempo de crise: o Ministério da Cultura no governo Temer. In: IX SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE POLÍTICAS CULTURAIS, 2018, Rio de Janeiro. Anais do IX Seminário Internacional de Políticas Culturais. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2018. Disponível em: http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa/2018/08/16/anais-do-ix-seminario-internacional-de-politicas-culturais/. Acesso em: mar. 2019. ______. Política cultural, jogos olímpicos e os valores da criatividade e da diversidade. In: CALABRE, Lia (org.) Memória das olimpíadas no Brasil [recurso eletrônico]: diálogos e olhares. 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Altera a lei nº 10.683, de 28 mai. 2003, cria as secretarias especiais dos Direitos da Pessoa com Deficiência e de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, e dá outras providências. Disponível em: https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/404205041/lei-13345-16. Acesso em: jun. 2019. ______. Ministério da Cultura. Caderno de Diretrizes do Plano Nacional de Cultura. Brasília: Ministério da Cultura, 2008. ______. Ministério da Cultura. Cultura em três dimensões: as políticas do Ministério da Cultura de 2003 a 2010. (Material informativo). Brasília: MinC, 2010. ______. Ministério da Cultura. Cultura nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. s/d. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/0B95cn6zYhKo4SUxudGhteTVyX00/view. Acesso em: mar. 2019. ______. Ministério da Cultura. Relatório de gestão. MinC, 2016. Disponível em: http://antigo.cultura.gov.br/documents/10883/1520817/Relat%C3%B3rio+de+Gest%C3%A3o+do+Exerc%C3%ADcio+de+2016.pdf/d07a670f-2209-4e78-95bd-42f550482704. 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292 argumentos v. 17 n. 2 (2020) As apostas sociopolíticas e esportivas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de verão em Paris 2024 Michel Raspaud; Jogos Olímpicos, diplomacia esportiva, atratividade econômica, planejamento regional, sistema esportivo. Nas últimas décadas, Paris se candidatou três vezes à organização dos Jogos de Verão (Barcelona 1992, Pequim 2008, Londres 2012): três fracassos. No entanto, obter a organização de um evento de prestígio em solo francês foi de considerável importância para o Comitê Nacional Olímpico e Esportivo Francês (CNOSF) e o movimento esportivo... E o mesmo para o mundo político. De fato, a atratividade econômica do território nacional através de eventos e turismo tornou-se uma questão importante. Enquanto dois projetos estavam em competição (Exposição Universal 2025 e JO 2024), e embora a prefeita de Paris tenha sido bastante favorável ao primeiro, estes são os Jogos que acontecerão. Em um contexto pré-pandêmico já difícil para o país (ataques terroristas mortais, conflitos sociais, reformas liberais...), são examinadas as apostas deste evento: diplomacia esportiva, controle orçamentário, reequilíbrio territorial pelas infra-estruturas olímpicas, evolução do sistema esportivo e ambição em termos de medalhas… ALLIX, Grégoire. L’Etat sécurise la réalisation du CDG Express. Le Monde, Paris, p. 5, 22 nov. 2017. ALLIX, Grégoire. L’Etat n’exclut pas de vendre le Stade de France en 2025. Le Monde, Paris, p. 3, 24 nov. 2018, (cahier Eco & Entreprises). ALLIX, Grégoire. Transports : la révolution sur les rails. Le Monde, Paris, p. 14, 26 juin 2019. BACH, Thomas. Des JO plus transparents et plus durables. Le Monde, Paris, p. 15, 02-03 août 2015. BACQUE, Marie-Hélène. Le long de la ligne B du RER, les inégalités se sont aggravées (propos recueillis par Sylvia Zappi). Le Monde, Paris, p. 26, 04 mai 2019. BONTINCK, Jean-Gabriel. 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293 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Memória olímpica como legado? A Fundação Casa de Rui Barbosa e seu projeto institucional de preservação da memória das Olimpíadas Rio 2016 Bernardo Buarque de Hollanda;Vivian Luiz Fonseca; Jogos Olímpicos Rio 2016; Memória; Esportes; História Oral; Cidade. O presente artigo examina o caso de uma iniciativa institucional voltada à preservação da memória dos Jogos Olímpicos de Verão Rio 2016. Procura-se mostrar de que maneira, em paralelo às ações governamentais e à performance dos atletas durante o torneio realizado no Rio de Janeiro, houve um notável investimento de parte da instituição no sentido de salvaguardar o registro dos acontecimentos desse até então inédito megaevento esportivo no Brasil, ocorrido pela primeira vez da sua história em uma cidade da América do Sul. Em que pese uma série de críticas e questionamentos feitos à organização das Olimpíadas por parte da opinião pública, e mesmo de parcelas da Academia, salientam-se aqui os esforços de uma rede de pesquisadores com vistas a construir e a fixar uma memória coletiva em torno do evento. Para destacar esse aspecto, incluído na chave nativa de um “legado”, mobilizaremos o exemplo paradigmático da Fundação Casa de Rui Barbosa, que, em conjunto com o FGV CPDOC, desenvolveu um amplo programa de acompanhamento e cobertura dos Jogos durante o ano de sua realização. Com efeito, abordaremos de início o conceito de memória e, em particular, do que denominamos “memória esportiva”. Na sequência, amparados em fontes primárias, trataremos da concepção de processos e ações dedicadas ao registro do megaevento esportivo na cidade, por parte da FCRB. Em seguida, exploraremos um de seus eixos mais importantes, a História Oral, implementado em parceria com o FGV CPDOC, na seleção de relatos dos atores envolvidos com o torneio no contexto de sua realização. Por fim, daremos a conhecer a exposição “Rio de Janeiro – cidade esportiva, cidade olímpica”, ocorrida nas dependências da Fundação, com base em seu rico acervo documental de jornais e revistas ilustradas, de modo a salientar os vínculos entre a história republicana da instituição, as competições esportivas no país e a construção de um lugar de memória olímpica para a cidade em questão. ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. Porto Alegre: LP&M, 2018. BOURDIEU, Pierre. Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990. CALABRE, Lia. “Prefácio”. In: CALABRE, Lia; CABRAL, Eula Dantas; SIQUEIRA, Maurício; FONSECA, Vivian (Orgs.). Memória das Olimpíadas no Brasil: diálogos e olhares. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, vol. 1, 2017. CARNEIRO, Juliana. O lugar da cultura nos Jogos Olímpicos Rio 2016: uma análise comparativa entre o Dossiê de Candidatura e as Olimpíadas Culturais. Rio de Janeiro: Tese de doutorado em História Comparada, UFRJ, 2020. DAMO, Arlei; OLIVEN, Rubem. “O Brasil no horizonte dos megaeventos esportivos de 2014 e 2016: sua cara, seus ócios e negócios”. In: Revista Horizontes Antropológicos. Porto Alegre: vol. 19, n. 40, p. 19-63, 2013. ELIAS, Norbert; DUNNING, Eric. Quest for excitement: sport and leisure in the civilizing process. Dublin: University College Dublin Press, 2008. FONSECA, Vivian; SIQUEIRA, Carla. “Memória dos Jogos Rio 2016: desafios metodológicos na construção de um acervo de História Oral”. In: CALABRE, Lia; CABRAL, Eula Dantas; SIQUEIRA, Maurício (Orgs.). Memória das Olimpíadas no Brasil: diálogos e olhares. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, vol. 2, 2017. HUYSSENS, Andreas. “Mídia e discursos da memória”. In: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação. São Paulo: Volume XXVII, n. 1, janeiro/junho, p. 97-106, 2004. LE GOFF, Jacques. “Memória”. In: Memória-história. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986. LOWENTHAL, David. The past is a foreign country. Cambridge: University Press, 1985. MAGALHÃES, Alexandre. “O ‘legado’ dos megaeventos esportivos: a reatualização da remoção de favelas no Rio de Janeiro”. In: Revista Horizontes Antropológicos. Porto Alegre: vol. 19, n. 40, p. 89-118, 2013. MELO, Victor Andrade de. Cidade sportiva: primórdios do esporte no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001. SEVCENKO, Nicolau. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. SPAGGIARI, Enrico; MACHADO, Giancarlo; GIGLIO, Sérgio (Orgs.). Entre jogos e copas: reflexões de uma década esportiva. São Paulo: Intermeios, 2016. TRAVERSO, Enzo. O passado, modos de usar. Lisboa: Unipop, 2012. VELHO, Gilberto. “Memória, identidade e projeto”. In: Projeto e metamorfose. Rio de Janeiro: Zahar, 1994. WEINRICH, Harald. Lete: arte e crítica do esquecimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. YATES, Francis. A arte da memória. Campinas: Editora UNICAMP, 2007.
294 argumentos v. 17 n. 2 (2020) A iniciação esportiva no esporte paralímpico: o caso do voleibol sentado Vitória Crivellaro Sanchotene;Giandra Anceski Bataglion;Janice Zarpellon Mazo; Pessoa com Deficiência; Jogos Paralímpicos; Atletas; Mulheres no esporte; Educação Física inclusiva. Este estudo tem como objetivo averiguar como ocorreu a inserção de atletas da seleção brasileira feminina de voleibol sentado na prática esportiva paralímpica. Para tanto, a coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com cinco atletas que participaram dos Jogos Paralímpicos nas edições de 2012, em Londres, e de 2016, no Rio de Janeiro. Evidenciou-se que a inserção das atletas na prática do voleibol sentado foi intermediada por indicações de profissionais da área da saúde e do esporte, com destaque para os treinadores da modalidade, que desempenharam papel proeminente no processo de iniciação destas atletas no esporte paralímpico. A Educação Física escolar despontou nas falas das atletas como potencial facilitador para o processo de iniciação esportiva, sobretudo, às pessoas com deficiência adquirida na vida adulta. Para tanto, foi ressaltada a necessidade de que as experiências com o esporte na fase escolar sejam positivas, estimulando a permanência na prática da(s) modalidade(s) ao longo da vida e contribuindo para o bem-estar físico e psicossocial da pessoa com deficiência. Os resultados do estudo denotaram que as formas de inserção das mulheres no voleibol sentado no Brasil possuem relações com características que marcaram os primórdios da composição da modalidade no país. BATAGLION, Giandra Anceski; MAZO, Janice Zarpellon. Paralimpíadas Escolares (2006-2018): Evidências em mídias digitais acerca do evento esportivo. Recorde - Revista de História do Esporte, Rio de Janeiro/RJ, v. 12, n. 1, p. 1-42, 2019a. BATAGLION, Giandra Anceski; MAZO, Janice Zarpellon. 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295 argumentos v. 17 n. 2 (2020) O Brasil e o passado dos Jogos Olímpicos Modernos: um vazio historiográfico João Manuel Casquinha Malaia Santos;Sérgio Settani Giglio; Jogos Olímpicos Modernos; historiografia; pesquisa acadêmica; história dos esportes; esportes. Trabalhos de natureza historiográfica são importantes para se poder perceber os caminhos que a produção em pesquisa histórica sobre determinada temática tem trilhado. Nosso objetivo com este artigo é o de realizar um debate historiográfico sobre a pesquisa em história do esporte e, em particular, sobre o passado dos Jogos Olímpicos Modernos. O levantamento dos trabalhos foi realizado em bases internacionais e nacionais de pesquisa de livros, artigos, dissertações e teses. Os resultados nos mostram que, apesar de um crescimento nos estudos sobre o passado dos esportes, tanto no Brasil quanto no exterior, e sobre o passado dos Jogos Olímpicos Modernos na produção internacional, o Brasil ainda se ressente da falta de pesquisas sobre o passado da temática olímpica moderna. BARNEY, Robert. The United States in the Modern Olympic Movement: A Historiography. In: RIESSE, Steven (ed.). A Companion to American Sport History. West Sussex, Reino Unido: John Wiley & Sons, 2014, p. 379-402. BESNIER, Niko; GUINNESS, Daniel; HANN, Mark; KOVAČ, Uroš. Rethinking Masculinity in the Neoliberal Order: Cameroonian Footballers, Fijian Rugby Players, and Senegalese Wrestlers. Comparative Studies in Society and History. V. 60, n. 4, p. 839-872, 2018. CHAPLIN, P. Darts in England, 1900–1939: A Social History. Manchester/Reino Unido: Manchester University Press, 2009. COLLINS, Tony; VAMPLEW, Wray. Mud, Sweat and Beers: A Cultural History of Sport and Alcohol. 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296 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Entrevista com Luis Henrique Rolim Raquel Valente de Oliveira;Tuany Defaveri Begossi; Jogos Olímpicos, Olimpismo, Prática Esportiva A entrevista de Raquel Valente de Oliveira e Tuany Defaveri Begossi com Luis Henrique Rolim aborda o percurso e a formação deste pesquisador no campo dos Estudos Olímpicos no Brasil, explorando pontos acerca de seu envolvimento com os Jogos Olímpicos, durante os quais atuou em distintas conjunturas e posições. A filosofia e os valores do Olimpismo consistem em linhas norteadoras da narrativa do entrevistado, que explora a ação da história e da cultura na constituição de narrativas esportivas no domínio Olímpico. Seu relato anuncia os significados e os sentidos do Movimento Olímpico para a conquista do direito das pessoas à prática esportiva. No viés de políticas públicas e de investimento financeiro ao esporte, Luis Henrique Rolim aborda as interconexões: esporte de alto rendimento ou esporte para todos(as)? As narrativas do entrevistado corroboram aspectos históricos e socioculturais do esporte Olímpico nos panoramas nacional e internacional, despontando representações arquitetadas ao longo de trajetória pessoal e profissional.
297 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Qualidade do emprego e condições de vida das famílias dos empregados agrícolas e não agrícolas da mesorregião do Norte de Minas Gerais Maria Raquel Caixeta Gandolfi;Clesio Marcelino de Jesus;Peterson Elizandro Gandolfi; Emprego agrícola e não agrícola, modernização agrícola, novo rural, Índice de Qualidade do Emprego (IQE); Índice das Condições de Vida (ICV). O trabalho analisa a qualidade do emprego e as condições de vida das famílias dos empregados agrícolas nas três principais culturas geradoras de emprego (café, cana-de-açúcar e milho) e não agrícolas na mesorregião Norte de Minas. Para os cálculos do Índice de Qualidade do Emprego (IQE) e Índice das Condições de Vida (ICV), foram utilizados dados do Censo Demográfico de 2000 e 2010, que tomou como referência de construção a metodologia desenvolvida por Kageyama e Rehder (1993) e Balsadi (2000 e 2007). Os resultados apontam para o aumento do emprego qualificado na década de 2000 nas culturas analisadas, queda de emprego não qualificado nas mesmas culturas e aumento do emprego não agrícola no meio rural, evidenciando o deslocamento de trabalhadores de atividades agrícolas para as não agrícolas na mesorregião. Já a qualidade do emprego (IQE) piorou no café, para os empregos qualificados e não qualificados, e para os qualificados na cana-de-açúcar e milho, enquanto os indicadores de ICV melhoraram para todas as atividades agrícolas e não agrícolas em diferentes proporções. BALSADI, O. V. Características do Emprego Rural no Estado de São Paulo nos anos 90. (dissertação de mestrado) - Instituto de Economia, Universidade Estadual de Economia, Campinas, 2000. BALSADI, O. V. Mudanças Rurais e o Emprego no Estado de São Paulo nos anos 90. . São Paulo: Editora Annablume, 2002. BALSADI, O. V.. 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298 argumentos v. 17 n. 2 (2020) “Están viniendo cada vez más”. Movilidad por salud y “turismo médico” en la Argentina Lourdes Basualdo; Movilidad por salud; turismo médico; internacionalización; fronteras; Argentina Este artículo aborda el proceso de producción política de la movilidad por salud como “turismo médico” en la Argentina. Sostiene que la figura del “turismo médico” fue construida como un segmento turístico a partir de la existencia de un conjunto de conocimientos, información, herramientas y prácticas de circulación global que se articularon con las políticas y prácticas institucionales desarrolladas en el espacio nacional. Se propone la noción de “movilidad por salud” para analizar nuevas formas de producción y regulación de los movimientos vinculados a motivos sanitarios. La metodología propuesta es de tipo cualitativo y recobra observaciones y testimonios producidos en un evento internacional sobre “turismo médico” realizado en Argentina, entrevistas con agentes de gobierno del sector turístico, dueños y representantes de instituciones de salud privadas y de organizaciones público-privadas que integran la industria del “turismo médico” en el espacio local, nacional e internacional; fuentes documentales que incluyen planes y programas de turismo y acuerdos para la promoción del “turismo médico”. AIZENBERG, Lila; RODRÍGUEZ, María Laura; CARBONETTI, Adrián. Percepciones de los equipos de salud en torno a las mujeres migrantes bolivianas y peruanas en la ciudad de Córdoba. Migraciones Internacionales, V.8, n.1, p. 65-94, 2015. ALSHARIF, Mohd Jamal; LABONTÉ, Ronald and LU, Zuxun. Patients beyond borders: A study of medical tourists in four countries. Global Social Policy. V. 10, n. 3, p. 315-335, 2010. BAGADIA, Nishant. 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299 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Institucionalización del Congreso Federal Mexicano. Transición democrática y cambio organizacional Laura Valencia Escamilla; Poder Legislativo, Institucionalización parlamentaria, Profesionalización legislativa, parlamento abierto, experiencia legislativa En el documento se identifica cinco modelos de desarrollo del Congreso en México con base en el desarrollo y consolidación democráticas por un lado, y por el otro la transformación del proceso de institucionalización de la instancia representativa en el país. Las etapas por las que transita la propia organización parlamentaria son abordadas a partir del equilibrio entre poderes, el proceso de institucionalización de la estructura legislativa, la profesionalización de los órganos de decisión del Congreso y la introducción de esquemas de apertura parlamentaria. Mediante los procesos de integración del Congreso Mexicano, se abordará la composición legislativa de los grupos parlamentarios y la formación de mayorías; los cambios en las reglas del juego parlamentario en la revaloración de la estructura, organización y profesionalización del poder legislativo y el efecto de la introducción de mecanismos de transparencia y la rendición de cuentas en la relación entre representantes y representados a través de los diferentes sistemas de monitoreo y control ciudadano integrados a las nuevas tecnologías. BÉJAR Algazi, Luisa. “El marco Institucional de la disciplina parlamentaria en México”, en Manuel Alcántara (ed) Política en América Latina. I. Congreso Latinoamericano de Ciencia Política. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca, 2001. 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300 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Fernando de Azevedo e a cultura brasileira: relações possíveis Alessandra Santos Nascimento; Fernando de Azevedo. Cultura brasileira. Nação. Cultura Organizacional O artigo versa sobre a contribuição do conceito de cultura brasileira de Fernando de Azevedo para a ideia de Brasil-nação no século XX, e para as teorias organizacionais. A interlocução com a obra deste autor se justifica por ser um intérprete oficial do conceito de cultura no país, desde a década de 1930, e também um significativo construtor institucional. A artesania intelectual aqui proposta contempla uma revisão bibliográfica que articula as produções de Azevedo e a literatura especializada sobre cultura brasileira e cultura organizacional. Como resultado, destaca-se que a noção de cultura legada por este autor permanece como uma referência importante para pensar o Brasil, possibilitando dentro e fora das organizações, a criação de um retrato multifacetado, provisório e flexível da sociedade brasileira. Ressalta-se ainda que, no século XXI, sua definição de cultura brasileira ainda orienta, implícita ou explicitamente, alguns teóricos que se dedicam a olhar para o contexto organizacional do Brasil, demonstrando como as culturas nacionais influenciam nos estilos administrativos. AIDAR, Marcelo Marinho; ALVES, Mário Aquino. Comunicação de massa nas organizações brasileiras: explorando o uso de histórias em quadrinhos, literatura de cordel e outros recursos populares de linguagem nas empresas brasileiras. In: MOTTA, Fernando Claudio Prestes; CALDAS, Miguel Pinto. (Orgs.). Cultura organizacional e cultura brasileira. São Paulo: Atlas, 1997. p. 203-220. AZEVEDO, Fernando de. 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301 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Repensando a teoria crítica e sua atualidade: Honneth e seu legado teórico Ícaro Yure Freire de Andrade; Axel Honneth, Teoria Cr´ítica, Escola de Frankfurt Resenha do livro: ADORNO, Theodor.; HORKHEIMER, Max. A dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1985. SINNERBRINK, Robert. Hegelianismo. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2017. HONNETH, Axel. Teoria crítica. In: GIDDENS, Anthony.; TURNER, Jonathan. (ORG) Teoria Social hoje. São Paulo: Editora Unesp, 1996. HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: A gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Editora 34, 2003.
304 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Conflitos em torno d’água em Santa Catarina: uma reflexão sob perspectiva ética socioambiental Luciano Félix Florit;Ana Lúcia Bittencourt; Conflitos ambientais, ética socioambiental, judicialização, água, desenvolvimento regional O trabalho apresenta uma reflexão realizada com base em estudo sobre decisões judiciais proferidas pelo tribunal de Justiça de Santa Catarina com relação aos conflitos socioambientais em torno da água no estado de Santa Catarina, dando ênfase aos casos envolvendo a instalação de hidroelétricas que afetam populações ribeirinhas. O estudo constatou que além de ser uma parcela muito pequena de conflitos que alcançam efetivamente a judicialização, os conflitos que alcançam recebem tratamento pautado por um tipo de argumentação jurídica que associa o interesse geral da comunidade aos interesses das empresas geradoras de energia. Com isto, os direitos dos ribeirinhos e pescadores artesanais afetados são subestimados ou tratados como irrelevantes. Com base nestes dados, faz-se uma análise de cunho ético socioambiental evidenciando que: a argumentação que prevalece pressupõe uma redução instrumental do rio a um ente meramente gerador de energia e que há um espaço argumentativo a ser trilhado defendendo os rios como entidades cujo valor não se reduz aquele instrumentalizável facilmente pelo mercado, que viabiliza a valoração de formas múltiplas e diversas de convivência com o rio, e que garante interesses de humanos e não humanos. BERMANN, C. Impasses e controvérsias da hidroeletricidade. Estud. av. vol.21 no.59 São Paulo, Jan./Apr. 2007. BITTENCOURT, Ana Lúcia. Conflitos socioambientais em torno da água em Santa Catarina: Desenvolvimento Regional e atuação estatal. 2018. 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305 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Governança dos comuns e conflitos na gestão da bacia do rio Itanhém no extremo sul da Bahia Fernando Rios de Souza;Herbert Toledo Martins; Conflito socioambiental, Governança dos Comuns, Comitê de Bacias, Rio Itanhém, Extremo sul da Bahia. O artigo analisa o Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Peruípe, Itanhém e Jucuruçu (CBHPIJ), localizado no extremo sul da Bahia, Brasil. O foco da investigação é compreender as razões pelas quais o referido Comitê, após sete anos da sua criação, em dezembro de 2012, não desenvolve as ações de gestão ambiental que garanta a preservação destes rios, em particular do rio Itanhém foco da pesquisa. O estudo segue o modelo de Análise de Desenvolvimento Institucional para Sistemas Sócioecológicos (IAD-SES Framework) construído por Ostrom (1990, 2009), que resulta em oito princípios de design representando um tipo ideal de análise das relações entre sociedade, economia e meio ambiente. Tal modelo permite comparar a realidade ao tipo ideal e, dessa forma, compreender as dificuldades enfrentadas pelo Comitê. Foram entrevistados 14 membros da gestão e 10 usuários de água. Os achados da pesquisa revelam que o Comitê carece do reconhecimento dos usuários; que todos precisam conhecer seus limites e condições biofísicas necessitam fazer valer com equidade as regras, e respeitar a heterogeneidade da comunidade envolvida conforme suas diversas narrativas. ACSERALD, Henri. As práticas espaciais e o campo dos conflitos ambientais. In: Conflitos Ambientais no Brasil/Organizador Henri Acserald – Rio de Janeiro: Relume Dumará: Fundação Heinrich Böll, 2004. AZEVEDO, Aldemir; MARTINS, Herbert Toledo; DRUMMOND, José Augusto. A dinâmica institucional de uso comunitário dos produtos nativos do cerrado no município de Japonvar (Minas Gerais). Sociedade e Estado, v. 24, n.1, jan/abr. 2009. BOURDIEU, Pierre. Os usos sociais da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: Editora Unesp, 2004. HARDIN, Garrett. “The tragedy of the Commons”. Science, v. 162, n. 3859, 1968,1243-1248. MANCUR, Olson. The Logic of Collective Action: Public Goods and the Theory of Groups. Cambridge, MA: Harvard University Press,1965. MEINZEN-DICK, Ruth. “Beyond panaceas in water institutions”. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United State of America, Vol. 104, No. 39 (Sep. 25, 2007), 15200-15205 OSTROM, Elinor. El Gobierno de los Bienes Comunes: la evolución de las Instituciones de Accion Colectiva. México: Fondo de Cultura Económica, 1990, p. 25-105. OSTROM, Elinor. “Coping with tragedies of the commons”. Annual Review of Political Science, v. 2, n. 1, 1999, 493-535. OSTROM, Elinor. “A General Framework for Analyzing Sustainability of Social-Ecological Systems”. Science, v. 325, n. 5939, 2009, 419-22. PEREIRA, Elaine Aparecida Teixeira. O conceito de campo de Pierre Bourdieu: possibilidade de análise para pesquisas em história da educação brasileira. Revista Linhas. Florianópolis, v. 16, n. 32, p. 337 – 356, set./dez. 2015. SANTOS, Márcio Soares; MARTINS, Herbert Toledo. Uma história ambiental da formação socioeconômica do extremo sul da Bahia (1948-1972). Maceió: VIII Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades (Coninter), Outubro/Novembro, 2019.
306 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Conflitos ambientais no norte de Minas Gerais: o 7º Encontro da articulação dos vazanteiros em movimento Queite Marrone Soares da Silva;Rumi Regina Kubo; Conflitos ambientais; Norte de Minas Gerais; Vazanteiros; Projeto Jaiba; Parques Estaduais. Este trabalho visa contribuir para a visibilização da Articulação dos Vazanteiros em Movimento, entendendo o seu processo de organização como instrumento de luta diante da sobreposição dos Parques Estaduais: Verde Grande (1998), Lagoa do Cajueiro (1998) e Mata Seca (2001), construídos como compensação aos impactos ambientais do Projeto de Fruticultura irrigada do Jaíba. Várias reivindicações foram apresentadas no 7º Encontro da Articulação dos Vazanteiros em Movimento, que ocorreu nos dias 28 e 29 de julho de 2017, reunindo comunidades que se reconhecem como tradicionais, entre elas, as comunidades de Pau Preto, Pau de Légua e Quilombo da Lapinha, localizadas nos municípios de Matias Cardoso e Manga, no Norte de Minas Gerais. A década de 50 marca o processo de modernização da agricultura no Brasil, nesta região, esteve pautada na agricultura/fruticultura irrigada, monoculturas de eucalipto, pecuária extensiva e monoculturas de algodão. Contexto de desenvolvimento que se propôs o Projeto Jaíba, entre os rios São Francisco e Verde Grande, abrangendo uma estrutura de 86.794,59 hectares, sendo 65.879,98 destinadas diretamente à irrigação. Este trabalho resulta das experiências junto ao Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental da Universidade Estadual de Montes Claros, desdobrando-se no desenvolvimento da pesquisa de tese da autora. ACSELRAD, Henri. Conflitos Ambientais no Brasil. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2004. ACSELRAD, Henri. Ambientalização das lutas sociais – o caso do movimento por justiça ambiental. Estudos Avançados 24 (68), 2010. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras tradicionalmente ocupadas: processos de territorialização e movimentos sociais. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais 6.1.2011. ANAYA, Felisa. De “Encurralados pelos Parques” a “Vazanteiros em Movimento”: As reivindicações territoriais das comunidades vazanteiras de Pau Preto, Pau de Légua e Quilombo da Lapinha no campo ambiental. Tese de doutorado, UFMG, 2012. ANAYA, Felisa Cançado. “Vazanteiros em movimento”: o processo de ambientalização de suas lutas territoriais no contexto das políticas de modernização ecológica. In: Ciência & Saúde Coletiva [online], 2014, v.19, n. 10, pp.4041-4050. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A comunidade tradicional. In: COSTA, João Batista de Almeida. LUZ, Cláudia (Orgs). 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307 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Dinâmicas territoriais e saber local em torno de conflitos em um bairro atingido pelo desastre de 2011 em Nova Friburgo (RJ) Maria Suellen Timoteo Correa; Desastres. Dinâmicas Territoriais. Participação Comunitária. Saber Local A presente análise trata de formas em que a participação social e política pela reconstrução de espaços atingidos por catástrofes de chuvas podem repercutir nas transformações da relação do Poder Público com comunidades e nas políticas públicas urbanas. Pretende-se apresentar o saber local presente nas disputas territoriais e no acesso a espaços técnicos e a políticas públicas de gestão de desastre e de planejamento urbano. Para tanto, é apresentada parte da minha pesquisa de mestrado, envolvendo o estudo de caso da participação política de moradores do bairro Córrego D’Antas, em Nova Friburgo (RJ), em prol da reconstrução da localidade e de melhorias nos serviços, após terem sido atingidos pelo desastre envolvendo chuvas, enchentes e deslizamentos de terra em janeiro em 2011. Serão aprofundados casos ligados a algumas obras e reuniões de revisão do Plano Diretor no bairro, em 2014, no contexto pós-desastre. A participação através da Associação de Moradores do bairro e o acionamento de novos saberes na esfera política são tomados como exemplo neste artigo, de forma a trazer reflexões sobre a afirmação de territorialidades em contextos de desastres urbanos. ACOSTA, Virginia G. Historia y desastres en América Latina, III. coord. Virginia Acosta. México: Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social/Red de Estudios Sociales en Prevención de Desastres en América Latina, 2008, 358 p. _____________. La Perspectiva Histórica em La Antropologia Del Riesgo y del Desastre. Acercamientos metodológicos. Relaciones, XXV (97), 2004, 19 p. CEFAI, Daniel. Como uma Associação Nasce para o Público: vínculos locais e arena pública em torno da associação La Bellevilleuse em Paris In CEFAI, D., Mello, M. A. S., MOTA, F. R., VEIGA, F. B. Arenas Públicas: por uma etnografia da vida associativa. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2011, p. 67- 102. CORREA, Maria Suellen Timoteo. A Política no Desastre em Nova Friburgo/RJ: uma análise da participação de moradores na reconstrução do bairro Córrego D’Antas. 2015. Dissertação de Mestrado em Antropologia. Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2015, 189 p. MORADORES assustados com pedra que teria rolado de encosta sem contenção. Nova Friburgo: A Voz da Serra, 06 set. 2013. OBRA de contenção do Córrego Dantas será a maior do estado e custará R$ 43 milhões. Nova Friburgo: A Voz da Serra, 11 set. 2013 TADDEI, Renzo. O lugar do saber local (sobre ambiente e desastres). In: SIQUEIRA, A., VALENCIO, N., SIENA, M., MALAGOLI, M. A. (Org.). Riscos de desastres relacionados à água: aplicabilidade de bases conceituais das ciências humanas e sociais para a análise de casos concretos. São Carlos: Rima Editora, 2015, 16 p. VALÊNCIO, N., PRATER, C., CAMPOS, P. F. C., TRIVELIN, L. M., SIENA, M., EVANGELISTA, J., CATÓIA, C., MARCHEZINI, V., CRISTOFANI, G., TAGLIAFERRO, M., BARBOSA, A. R., PAGANELLI, J., PAVAN, B. A produção social do desastre: dimensões territoriais e político institucionais da vulnerabilidade das cidades brasileiras frente às chuvas. Teoria e Pesquisa, v.44-45, 2004, p. 67-115. VALÊNCIO, Norma. Sociologia dos desastres: construção, interfaces e perspectiva no Brasil. São Carlos: RiMa Editora, 2009, 208 p.
308 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Do fogo à fumaça: a construção social do problema ambiental das queimadas nos canaviais paulistas Ana Carina Sabadin; Construção social dos problemas ambientais; queimadas; lavoura canavieira paulista. A partir da década de 1970, o uso da prática agrícola das queimadas impulsionou um cenário fértil de debates e controvérsias em torno da produção canavieira paulista. Os efeitos nocivos de tal prática abrangiam discussões tanto sobre as formas de uso dos recursos naturais quanto a precarização das relações e condições de trabalho dos cortadores de cana, tangenciando questões trabalhistas, de dignidade humana, de saúde pública e de proteção ambiental. Nesta comunicação, no sentido de traçar algumas considerações acerca da construção social do problema ambiental das queimadas nos canaviais paulistas, buscamos reconstituir e analisar um conjunto de argumentos socioambientais, políticos e econômicos que despertaram diferentes percepções sobre meio ambiente dessa lavoura e, da mesma forma, um cenário institucional conflituoso pelo qual o setor sucroalcooleiro paulista foi capaz de se movimentar. Do ponto de vista metodológico, partimos de uma abordagem qualitativa, subsidiada pela pesquisa bibliográfica e documental, além de entrevistas semiestruturadas com representantes da burocracia estatal e da União da Indústria da Cana-de-açúcar (UNICA). ANDRADE, Arlete Fonseca. Cana e Crack: Sintoma ou problema? Um estudo sobre os trabalhadores no corte de cana e consumo de crack. 2003. 186p. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2003. ANDRADE JÚNIOR, José Roberto Porto. 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Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 21 set.1988b. __________. Decreto n. 42.056, de 06 de agosto de 1997. Altera a redação do artigo 5º do Decreto nº 41719, de 16 de abril de 1997 que regulamentou a Lei nº 6.171, de 4 de dezembro de 1988, alterada pela Lei nº 8.421, de 23 de novembro de 1993, que dispõe sobre o uso, conservação e preservação do solo agrícola. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 7 set. 1997. __________. Decreto n. 45.869, de 22 de junho de 2001. Regulamenta, no que concerne à queima da palha da cana-de-açúcar, a Lei nº 10.547, de 2 de maio de 2000, que define procedimentos, proibições, estabelece regras de execução e medidas de precaução a serem obedecidas quando do emprego do fogo em práticas agrícolas, pastoris e florestais. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 22 jun. 2001. __________. Lei n. 10.547, de 02 de maio de 2000. Define procedimentos, proibições, Estabelece regras de execução e medidas de precaução a serem obedecidas quando do emprego do fogo em práticas agrícolas, pastoris e florestais, e dá outras providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 3 de maio de 2000. __________. Lei n. 11.241, de 19 de setembro de 2002. Dispõe sobre a eliminação gradativa da queima da palha da cana-de-açúcar e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado e São Paulo, São Paulo, 20 set. 2002. SILVA, Maria Aparecida de Moraes; MARTINS, Rodrigo Constante. A degradação social do trabalho e da natureza no contexto da monocultura canavieira In Sociologias, ano 12 nº 24, Maio/Agosto de 2010. P. 196-240. THOMPSON, Edward Palmer. Senhores e Caçadores. 2.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. VERÇOZA, Lúcio Vasconcellos de. Os homens-canguru dos canaviais alagoanos: Um estudo sobre trabalho e saúde. Maceió: EDUFAL, 2018.
309 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Estado e meio ambiente: como concretizar um estado de direito ambiental? Chaiane Ferrazza Gomes;Lisianne Sabedra Ceolin;Ronaldo Bernardino Colvero; Estado. Meio ambiente. Estado de Direito Ambiental. Políticas Públicas. Políticas Públicas Ambientais. Este artigo tem por objetivo compreender o conceito de Estado de Direito Ambiental e, através de uma discussão teórica-conceitual, trazer alternativas para viabilizar a sua concretização. Antes disso, trouxe-se um breve resgate do papel do Estado perante o meio ambiente antes e após o advento da Constituição Federal de 1988 até se chegar ao conceito de Estado de Direito Ambiental. Constatou-se que, após décadas de omissão em relação meio ambiente, o Estado ensaia os primeiros passos rumo a um Estado considerado ambiental, porém também se percebe que o desafio é grande, mas as ações para concretizá-lo não são, apenas exigem mudanças de hábitos de cidadãos e governantes e a disponibilização de um processo de participação popular efetivo que ofereça um verdadeiro poder deliberativo aos cidadãos e os contemplem como sujeitos de vivências e experiências. AVRITZER, L. Instituições participativas e desenho institucional: algumas considerações sobre a variação da participação do Brasil democrático. Opinião Pública, Campinas, vol. 14, n. 1, jun. 2008, p. 43- 64. Disponível em: . Acesso em: 09 nov. 2018. BECK, U. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. 2. ed. São Paulo: 34, 2011. BENJAMIN, A. H. Constitucionalização do ambiente e ecologização da constituição brasileira. In: CANOTILHO, J. J. G.; LEITE, J. R. M. (org.). 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310 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Política econômica no Pachamamismo do Buen Vivir: um estudo teórico Isaías Albertin de Moraes;Leandro Pereira Morais; Buen Vivir; Pachamamismo; Desarrollo económico; Filosofía andina; Historia de Latinoamérica O presente artigo tem como objetivo investigar o Pachamamismo (denominação dada a corrente Indigenista-Pachamamista presente nos preceitos teóricos do Buen Vivir). A pergunta levantada pela pesquisa é: há uma proposta de política econômica própria do Pachamamismo? Para responder à pergunta elencada, o artigo utilizou-se da metodologia descritiva-qualitativa e como procedimento técnico uma abordagem sistemática por meio da avaliação crítica dos dados bibliográficos e documentais sobre a temática. Na primeira parte do texto, apresentou-se o conceito de Buen Vivir. Na segunda parte da pesquisa, aprofundou-se no campo semântico do conceito de Pachamamismo, evidenciando sua densidade histórica, estrutura social e investigando se os autores da corrente apresentam uma política econômica originalmente Indigenista-Pachamamista. Os resultados apontam que o Pachamamismo tem uma estrutura filosófica e antropológica bem estruturada. No entanto, o Pachamamismo carece de uma política econômica própria e original. ACOSTA, A. El Buen Vivir en el camino del post-desarrollo: una lectura desde la Constitución de Montecristi. Policy Paper, n. 9, 05-43, 2010. Disponível em: https://www.fuhem.es/media/cdv/file/biblioteca/Analisis/Buen_vivir/Buen_vivir_posdesarrollo_A._Acosta.pdf. Acesso em 10 de mai. 2019. ACOSTA, A. O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Autonomia Literária: Elefante, 2016. ALCÂNTARA, L. C. S.; SAMPAIO, C.A.C. Bem Viver: uma perspectiva (des)colonial das comunidades indígenas. Rev. 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311 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Vestígios de um quilombo paulistano: uma análise da paisagem arqueológica do bairro do Bixiga Alessandro Luís Lopes de Lima; paisagem biopolítica, lugar de persistência, território, cartografia-histórica, córrego saracura. Perante a destruição material das cidades, com o desmonte constante do patrimônio arqueológicos e arquitetônico, as ruas antigas permanecem protegidas pela necessidade cotidiana do uso público enquanto passagem. Buscamos na paisagem do bairro do Bixiga, as marcas da antiga população quilombola que ocupou as margens do córrego Saracura entre os séculos XVIII e XIX. Através da análise da cartografia-histórica da cidade de São Paulo, procuramos resgatar as permanências materiais na baixada da Saracura e a relação dessa antiga comunidade com a paisagem ao redor. ALEXANDRE, C. R. Religiões afro-brasileiras e organizações carnavalescas de São Paulo: Santos e Orixás na Vai-Vai e a Tradição no Bairro da Bela Vista. 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Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 11. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Mappa da imperial cidade de S. Paulo. [1855]. 1 mapa, color. Escala 1:10.000 Disponível em: . Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 12. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta da cidade de São Paulo levantada pela Companhia Gantareira e Esgotos. [1881] 1 mapa, preto. Escala 1:10.000. Disponível em: Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 13. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta da capital do Estado de S. Paulo e seus arrabaldes. [1890]. 1 mapa, color.. Escala 1:10.000. Disponível em: Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 14. ARQUIVO NACIONAL DO BRASIL. Planta da cidade de São Paulo com indicação dos primeiros edifícios públicos. [1893].1 mapa, color. Escala 1:10.000. Disponívelem: Acesso em 04 de dez. 2019. Figura 15. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta geral da capital de São Paulo. [1897]. 1 mapa, color. Escala 1:20.000. Disponível em: Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 16. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta geral da cidade de S. Paulo adoptada pela Prefeitura Municipal para uso de suas repartições. [1905] 1 mapa, color. Escala 1:20.000. Disponível em: http://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx# Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 17. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta da cidade de São Paulo. [1913] 1 mapa, color. Escala 1:15.000. Disponível em: http://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx# Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 19. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta da cidade de São Paulo levantada pela divisão cadastral da 2° Secção da Directoria de Obras e Viação da Prefeitura Municipal. [1916]. 1 mapa, color. Escala 1:20.000. Disponível em: Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 20. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Mappa Topográfico do Município de São Paulo. [1930]. 1 mapa, color. Escala 1:50.000. Disponível em: http://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx# Acesso em 18 de fev. 2018.
312 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Organização e dinâmica da mobilização e participação política: os grêmios estudantis das escolas públicas e privadas de Santa Maria – RS José Galdino Barreto Soares;José Carlos Martines Belieiro Junior; grêmios estudantis; participação; mobilização; engajamento Cívico; organizações estudantis. Este artigo analisa a organização e a dinâmica da mobilização política nos grêmios estudantis de Santa Maria – RS. O objetivo é verificar como atuam essas entidades e se conseguem mobilizar os estudantes não membros das direções a participarem das tomadas de decisão. Foram estudados sete grêmios, cinco da rede de ensino estadual e dois da particular, entre os anos de 2017 e 2018. Como procedimentos metodológicos, aplicou-se um questionário com os membros das direções e se analisou as atas dessas entidades. Em termos teóricos, leva-se em conta um dos resultados do estudo Albuquerque (1977), que indica que associações estudantis que realizam atividades do tipo culturais tendem ter baixa participação política. Os dados indicam que os grêmios estudantis analisados, caracterizam-se por serem organizações do tipo cultural com baixa capacidade de mobilização. Com isso, evidencia-se a hipótese que nas entidades estudantis desse tipo tendem a ser fraca a participação nas tomadas de decisões. ALBUQUERQUE, J. A. Guilhon. Movimento estudantil e consciência social na América Latina, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. ALMOLD, Gabriel A.; POWELL JR, G. Bingham. Uma Teoria de Política Comparada. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1972. ALMOND, Gabriel A. & VERBA, Sidney. La Cultura Civica. Estudio sobre la Participacion Politica Democratica em Cinco Naciones. Madrid: Fundacion Foessa, 1970. BARNES, S.H.; KAASE, M (org.). Political action: Mass participation in five Western democracies. 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313 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Fronteira(s): entre-lugar(es) de dor, potência e de produção de pensamento nômade Lays Matias Mazoti Corrêa; Minas Gerais, baianeiros, mineiros, entre-lugar Resenha do livro: ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Mitologia da mineiridade. O imaginário mineiro na vida política e social do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1990. BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire. Um lírico no auge do capitalismo. In: Obras escolhidas III. São Paulo: Brasiliense, 1994. BHABHA, Homi K. O local da cultural. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia, (vol. 5). São Paulo: Editora 34, 1997. DUMONT, Louis. Homo hierarchicus. O sistema de castas e suas implicações. São Paulo: Edusp, 1992. ELIAS, Norbert; SCOTSON, John L. Os estabelecidos e os outsiders. Sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. NORA, Pierre (org) Les lieux de mémorie. Paris: Gallimard, 1997. 3 volumes. RODRIGUES, Nelson. Complexo de vira-latas. In: À sombra das chuteiras imortais. São Paulo: Cia. das Letras, 1993, p. 51-52.
315 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Pensamento social e político brasileiro: buscar no passado as explicações para o presente político e social brasileiro José Henrique Artigas de Godoy;Moacir de Freitas Junior; Brasil, Interpretações, Ideias Os estudos do campo do Pensamento Social e Político Brasileiro refletem sobre o que somos e, ainda mais, sobre o que queremos e podemos ser. São indagações que, de tempos em tempos, voltam à tona como desafios presentes em meio a crises pronunciadas. Nestas circunstâncias, é aconselhável voltar aos clássicos para que não nos esqueçamos que o presente é, antes de tudo, resultado do passado, e de um passado que primou por manter elos com a tradição, com os costumes, com as formas de dominação, de hierarquia social, de organização política. Estas características históricas únicas nos conduzem a uma insistente volta ao passado para encontrar os marcos das crises presentes e para prospectar as alternativas futuras. Por isso a importância reiterada de retorno aos clássicos no esforço de refazer os caminhos dos que vieram antes de nós, para nos compreendermos melhor. Seguindo esta tradição, o dossiê apresenta estudos sobre grandes intérpretes deste campo de pesquisa, como Florestan Fernandes, Octávio Brandão, José Guilherme Melquior, José de Alencar e Leandro Tocantins, cada um com sua especificidade e ideias próprias sobre o Brasil, nosso povo, identidade, integração e outros temas de igual relevância, análises cujo momento de crise política e social torna ainda mais relevante ALONSO, Angela. Crítica e contestação: o movimento reformista da geração de 1870. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 15, n. 44, p. 35-55, 2000 BRANDÃO, Gildo M. Linhagens do Pensamento Político Brasileiro. DADOS - Revista de Ciências Sociais, v. 48, nº 2, p. 231-269, 2005. CARDOSO, Fernando Henrique e FALETTO, Enzo. Dependência e Desenvolvimento na América Latina: Ensaio de Interpretação Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. CEPÊDA, Vera Alves. A Nova Direita no Brasil: contexto e matrizes conceituais. Mediações, LONDRINA, V. 23 N. 2, P. 75-122, mai./ago. 2018 LYNCH, C. Por que Pensamento e Não Teoria? A imaginação Político-Social Brasileira e o Fantasma da Condição Periférica. DADOS - Revista de Ciências Sociais, vol. 56, nº 4, 2014. p. 727-767. LYNCH, Christian Edward Cyril. Cartografia do pensamento político brasileiro: conceito, história, abordagens. Rev. Bras. Ciênc. Polít., Brasília, n. 19, p. 75-119, Apr. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/0103-335220161904 SCHWARZ, R. As Idéias fora do Lugar. São Paulo: Penguin, 2014.
316 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Perspectivas de um pensador marginal: Octávio Brandão Maria Stella D’Agostini; Pensamento Político Brasileiro, Octávio Brandão, marxismo no Brasil, Partido Comunista Brasileiro (PCB) A construção de novas interpretações sobre o Brasil envolve os olhares que outrora personagens da história brasileira destinaram ao entendimento da nação. Pensadores oriundos da práxis política ou das pesquisas de gabinetes, ao longo do desenvolvimento das ciências humanas, em especial a ciência política, foram absorvidos pelas gerações posteriores em diversos níveis. Este artigo, propõe discutir a relevância do pensamento político de uma das figuras marginalizadas pelas ciências sociais hoje, Octávio Brandão. O autor escolhido é um dos personagens precursores na história do marxismo nacional, cuja importância e contribuições para o pensamento político brasileiro está atrelada ao logos de seus trabalhos, como o livro Agrarismo e Industrialismo – Ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes do Brasil, escrito em 1924, e a práxis de militante anarquista à membro fundador/dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Conhecendo o papel de intérprete de Brandão, se pretende mostrar a originalidade, seja na incorporação do marxismo no país, seja nas táticas e estratégias elaboradas por ele e Astrojildo Pereira nas ações do Partido Comunista; tal como os desdobramentos de tais decisões no cenário nacional e histórico da agremiação e do Brasil. BOITO JR., A.; GALVÃO, A. (. ). Politicas e Classes Sociais no Brasil dos Anos 2000. São Paulo: Alameda, 2012. BRANDÃO, G. M. Linhagens do Pensamento Político Brasileiro. DADOS - Revista de Ciências Sociais, v. 48, nº 2, p. 231-269, 2005. BRANDÃO, G. M. Linhagens do Pensamento Político Brasileiro. São Paulo: Hucitec, 2007. BRANDÃO, O. Combates e Batalhas. São Paulo: Alfa-Omega, v. 1, 1978. BRANDÃO, O. Agrarismo e Industrialismo. São Paulo: Editora Anita Garibaldi, 2006. CEPEDA, V. Dilemas do Pensamento Político: Famílias intelectuais e as interpretações sobre o Brasil. In: BRANDÃO, G. M. Linhagens do Pensamento Político Brasileiro. São Paulo: Hucitec, 2007. FAORO, R. Existe um Pensamento Brasileiro. Estudos avançados, vol.1, nº1, p. 9-58, out/dez. 1987. FAORO, R. Os Donos do Poder. São Paulo: Globo, 2012. FERNANDES, F. A Revolução Burguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. FERNANDES, F. A sociologia no Brasil: Contribuição para o Estudo de sua Formação e Desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 1980. FREYRE, G. Casa Grande e Senzala. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. FURTADO, C. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 2003. IANNI, O. Sociologia da Sociologia Latino-Americana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976. LAMOUNIER, B. Formação de um Pensamento Político Autoritário na Primeira República - Uma Interpretação. Rio de Janeiro: Bertrand, 1976. LE GOFF, J. História e Memória. Campinas: Unicamp, 2003. LYNCH, C. Por que Pensamento e Não Teoria? A imaginação Político-Social Brasileira e o Fantasma da COndição Periférica. DADOS - Revista de Ciências Sociais, vol. 56, nº 4, 2014. p. 727-767. MORAES, J. Q.; REIS FILHO, D. A. (. ). História do Marxismo no Brasil. Campinas: Unicamp, v. I, II e IV, 2003. OLIVEIRA, F. D. O Ornitorrinco - Crítica a Razão Dualista. São Paulo: Boitempo, 2003. PERICÁS, L. B.; SECCO, L. (. ). Intérpretes do Brasil. São Paulo: Boitempo Editorial, 2014. RICÚPERO, B. Caio Prado e a Nacionalização do Marxismo no Brasil. São Paulo: Editora 34, 2000. RICUPERO, B. Sete Lições sobre a Interpretação do Brasil. São Paulo: Alameda, 2007. SANTOS, W. G. Décadas de Espanto e uma Apologia Democrática. Rio de Janeiro: Rocco, 1967. SCHWARZ, R. As Idéias fora do Lugar. São Paulo: Penguin, 2014. SODRÉ, N. W. Formação Histórica do Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990. VIANA, O. Instituições Políticas Brasileiras. Brasília: Senado Federal, 1999.
317 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Para uma introdução à tese do capitalismo dependente no pensamento de Florestan Fernandes Mariana Davi Ferreira; Capitalismo dependente, América Latina, Subdesenvolvimento, Pensamento Político Latino-Americano, Pensamento Político Brasileiro Este artigo tem como objeto o debate teórico referente à condição de inserção dependente da América Latina na dinâmica de mundialização do modo de produção capitalista. Objetiva-se discutir a vertente interpretativa do capitalismo dependente na obra de Florestan Fernandes. Para tal, analisar-se-á a tese de Fernandes a partir da obra Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina (1973), buscando compreender o contexto histórico das décadas de 1960 e 1970 no qual o autor desenvolveu sua leitura sobre o caráter da dependência latino-americana. 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318 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Leandro Tocantins e o lugar da Amazônia na Modernidade Ricardo Lima da Silva;Carlos Henrique Gileno;Ana Paula da Conceição Amorim Pedrosa; Leandro Tocantins, conservadorismo, pensamento político, Amazônia O presente artigo procura analisar o pensamento político de Leandro Tocantins, um dos mais destacados historiadores amazônidas. O autor procurou soluções para o desenvolvimento regional e para retirar a Amazônia da crise que a assolava desde o início do século XX. O seu projeto de futuro consistia na implantação de um pacto conservador na Amazônia que valorizasse a cultura regional ao mesmo tempo em que justificasse a ação forte do Estado para integração regional. Nesse âmbito, Leandro Tocantins apoiou a Ruptura de 1964, exercendo papel importante na administração estadual liderada por Arthur Cézar Ferreira Reis. Por fim, a metodologia adotada foi de caráter documental. Procuramos sistematizar a interpretação do autor na leitura das suas obras, ao ressaltarmos a forma particular de análise do autor em relação à função do Estado, o lugar da tradição na sociedade e a forma como interpretou a relação entre região e nação. KIRK, Russell. A Política da Prudência. São Paulo: Editora Realizações, 2014. LYNCH, Christian Edward Cyril. Conservadorismo Caleidoscópico: Edmund Burke e o Pensamento Político Do Brasil Oitocentista. São Paulo: Lua Nova, 2017. MANNHEIM, Karl. Sociologia. São Paulo: Editora Ática, 1982. MERCADANTE, Paulo. A consciência conservadora no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1980. RAMOS, Tereza. A Amazônia de Leandro Tocantins. Universidade Federal do Amazonas. Programa de Pós-graduação em Sociologia. Dissertação de Mestrado, Manaus, 2012. RIBEIRO, Odenei de Souza. Tradição e Modernidade no Pensamento de Leandro Tocantins. Manaus: Editora Valer, 2015. ______________________ . Região e Conciliação. Manaus: Editora Valer, 2010. TOCANTINS, Leandro. O Rio Comanda a Vida: uma interpretação da Amazônia. Rio de Janeiro: Editora Companhia Americana, 1972. ____________________. Vida, Cultura e Ação. Espírito Santo: Editora Arte Nova, 1969. ____________________. Amazônia: Natureza, Homem e Tempo. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1982.
319 argumentos v. 16 n. 2 (2019) O liberalismo social de Merquior: um contraste com o Liberismo de F. A. Hayek para o contexto brasileiro Anderson Barbosa Paz; J. G. Merquior, Liberalismo Social, F. A. Hayek, Liberismo O presente artigo objetiva discutir alguns aspectos da reflexão e contribuição de Merquior, especialmente, seu liberalismo social, em contraste com o liberismo de F. A. Hayek. A importância desse trabalho se dá em dois sentidos. Em primeiro lugar, o pensamento e obra de Merquior tem singular importância, já que, como um ativista e intelectual político brasileiro, refletiu sobre a tradição, premissas e propostas do liberalismo clássico para o Estado brasileiro, historicamente marcado por um viés patrimonialista e estatizante. Seu cuidado e amplo conhecimento da história nacional o levou do liberismo de Von Mises e Hayek ao liberalismo social. Em segundo lugar, é possível afirmar que, no Brasil, a produção intelectual de Merquior não é tão difundida e estudada nas ciências sociais, possibilitando que esse texto contribua na divulgação do pensamento do sociólogo brasileiro. Em contraste, porém, estabelecer-se-á uma relação crítica entre o liberalismo social de Merquior com o liberismo de Hayek. À década de 80, o autor brasileiro, assumidamente liberal, criticou vários aspectos do pensamento do economista austríaco, devido a suas considerações sobre as implicações de um liberismo hayekiano ser aplicado no Brasil. Considerar-se-á a importância da ação estatal na promoção de oportunidades para a expansão de uma liberdade efetiva em um país marcado pela desigualdade. O liberalismo social que pressupõe a tradição liberal como uma cosmovisão e que percebe o Estado como promovedor, ao lado do mercado, da liberdade, faz contraste ao liberismo hayekiano que reduz o liberalismo à liberdade econômica. É, assim, que as obras de Merquior e Hayek, suas convergências e divergências, constituem-se como um objeto de estudo singular para o contexto hodierno brasileiro. CAMPOS, Roberto. Merquior, o Liberista. In.: O liberalismo – antigo e moderno. – 3. ed. – São Paulo: É Realizações, 2014, p. 19-31. FELIPE, Kaio. A ideia de liberalismo social no pensamento político de José Guilherme Merquior. IX Encontro da ABCP: Pensamento Político Brasileiro, 2014. ______. Merquior, um liberista? Uma comparação entre o pensamento liberal de José Guilherme Merquior e o de Friedrich von Hayek. MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia. Volume III, Número 1 (Edição 5), 2015, p. 215-228. ______. Para além do neoliberalismo e da social-democraica: uma análise do liberalismo social de José Guilherme Merquior. Em Tese: Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, v. 15, n. 1 (parte II), 2018, p. 129-151. GRAY, John N. F. A. Hayek on Liberty and Tradition. Oxford University: The Journal of Libertarian Studies, vol. IV, n° 2, 1980. HAYEK. F.A. Os fundamentos da liberdade. – São Paulo, Visão, 1983. ______. Direito, legislação e liberdade: uma nova formulação dos princípios liberais de justiça e economia política. V. I: Normas e Ordem. São Paulo: Visão, 1985. ______. Direito, legislação e liberdade: uma nova formulação dos princípios liberais de justiça e economia política. V. II: A miragem da justiça social. São Paulo: Visão, 1985. ______. O caminho da servidão. – São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010. ______. Os erros fatais do socialismo. – 1. ed. – Barueri: Faro Editorial, 2017. HUERTA DE SOTO, Jesus. A Escola Austríaca: mercado e criatividade empresarial. – São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010. JAGUARIBE, Hélio. Merquior e o Liberalismo. In.: O liberalismo – antigo e moderno. – 3. ed. – São Paulo: É Realizações, 2014, p. 331-349. MERQUIOR, José Guilherme. A natureza do processo. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. ______. O Argumento Liberal. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. ______. O Brasil no limiar do século 21. Folha se São Paulo. 2001. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1507200107.htm. Acesso em 13 de junho de 2019. ______. O liberalismo – antigo e moderno. – 3. ed. – São Paulo: É Realizações, 2014. NOGUEIRA, Jorge Henrique de Saules. O Direito como Salvaguarda da Liberdade: elementos da Teoria do Direito de F. A. Hayek. MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia. Volume II, Número 2 (Edição 4), 2014. PAIM, Antônio. História do liberalismo brasileiro. – 2ª ed. rev. e ampl. – São Paulo: LVM, 2018. ROCHA, João Cezar de Castro. A visão do mundo de José Guilherme Merquior: esta reedição. In.: O liberalismo – antigo e moderno. – 3. ed. – São Paulo: É Realizações, 2014, p. 311-324. ROUANET, Sérgio Paulo. Merquior: obra política, filosófica e literária. 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320 argumentos v. 16 n. 2 (2019) José de Alencar: clássico do pensamento brasileiro David Simões; José de Alencar, Clássico, Pensamento Conservador, Romantismo, Sociedade Brasileira O presente artigo introduz José de Alencar (1829-1877) como clássico do pensamento político-social brasileiro. Para isso, esboça os traços gerais da sua produção intelectual e os dilemas por ele enfrentados em seu contexto, alegando o caráter de atualidade de suas formulações conceituais. A ideia será demonstrar como o pensamento do romancista pode ser tomado como elemento analítico para a compreensão da formação e da persistência de muitas das concepções constitutivas da sociedade brasileira. ALENCAR, José de. Ao Imperador, novas cartas políticas de Erasmo. Rio de Janeiro: Typografia de Pinheiro & Comp., 1867-1868. _____. Como e porque sou romancista. Typ. de G. Leuzinger & Filhos: Rio de Janeiro, 1893. _____. Discursos parlamentares de José de Alencar. Brasília: Câmara dos Deputados, 1977. _____. O sistema representativo. Ed. fac-sim. Brasília: Senado Federal, 1996. ALEXANDER, Jeffrey C. A importância dos clássicos. In. GIDDENS, A.; TUNER, J. Teoria social hoje. São Paulo: UNESP, 1999. ALENCAR, José de & NACUCO, Joaquim. A polêmica Alencar-Nabuco. Introdução de Afrânio Coutinho. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Brasília: Ed. UnB, 1978 ALONSO, Angela. Crítica e contestação: o movimento reformista da geração de 1870. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 15, n. 44, p. 35-55, 2000 BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992 BOTELHO, André. Passado e futuro das interpretações do Brasil. Tempo Social: Revista de Sociologia da USP, v. 22, n. 1, p. 47-66, 2010. BOTELHO, André; LAHUERTA, Milton. Interpretações do Brasil, pensamento social e cultura política: tópicos de uma necessária agenda de investigação. Perspectivas, n. 28, p. 7-15, 2005. BOTELHO, André; SCHWARCZ, Lilia. M. (Org.). Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. BOTELHO, André; SCHWARCZ, Lilia. M. Pensamento social brasileiro, um campo vasto ganhando forma. Lua Nova, n. 82, p. 11-16, 2011. BRANDÃO, Gildo. M. Linhagens do pensamento político brasileiro. Dados: Revista de Ciências Sociais, v. 48, n. 2, p. 231, 2005 CEPÊDA, Vera. A. Dilemas do Pensamento Político: famílias intelectuais e as interpretações sobre o Brasil. Revista de Sociologia e Política, v. 16, n. 31, p. 231-238, 2008. CUIN, Charler-Henry; GRESLE, François. História da sociologia. São Paulo: Ensaio, 1994. FAORO, Raymundo. Os donos do poder. São Paulo: Globo, 2001. FREYRE, Gilberto. Casa-grande e senzala: formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. Rio de Janeiro: Global Editora, 2006. LOPES, Antonio Herculano. O teatro de Alencar e a imaginação da sociedade brasileira. Perspectivas, São Paulo, v. 37, p. 87-111, jan/jun 2010 LYNCH, Christian E. C. 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Em Tese, Florianópolis, v. 14, n. 1, p. 46-62, jan./jun. 2017. SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. WEFFORT, F. C. Formação do pensamento político brasileiro: ideias e personagens. São Paulo: Ática, 2006
321 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Entrevista com Vera Alves Cepêda José Henrique Artigas de Godoy;Moacir de Freitas Junior; pensamento político brasileiro, atualidade, novas direitas Entrevista sobre o panorama político brasileiro atual.
322 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Orçamento público para financiamento da assistência estudantil no ensino superior sob a perspectiva do direito humano fundamental à educação Paulo Fernando de Melo Martins;Carlos Alberto Moreira de Araújo Junior;Jacqueline Araújo Rodrigues; Orçamento Público, Assistência Estudantil, Vedação do Retrocesso Social, Direitos Humanos Este estudo delimitou como proposta de reflexão o orçamento público destinado ao financiamento da assistência estudantil como direito humano fundamental à educação. Assim, em referência ao princípio da vedação do retrocesso social, o problema de pesquisa residiu em compreender como se comportaram as dotações orçamentárias para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) e quais ações de assistência foram atendidas no contexto de uma Instituição Federal de Ensino Superior (IFES), no período de 2010 a 2018. A proposta metodológica norteia-se num estudo descritivo, com uso das pesquisas qualiquantitativas. A estratégia deste estudo para coleta e análise dos dados foi conduzida por meio das pesquisas documental e bibliográfica. O orçamento deste Programa tem sofrido retrações, justifica-se, pois, a divulgação das informações sobre o volume de recursos e sua execução, principalmente pelo risco de retrocesso social diante do projeto de reforma das atividades estatais arquitetado por grupos políticos de orientação neoliberal. ABREU, Edna Maria Coimbra de. A assistência estudantil no contexto da expansão da educação profissional e tecnológica. 2012. 197 f. Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2012. UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS. Relatório da Pesquisa sobre Assistência estudantil na UFT. PROEST, UFT, 2017. Disponível em: . Acesso em 04 dez. 2018. ABREU, Rodrigues de; CÂMARA, Leonor Moreira. O orçamento público como instrumento de ação governamental: uma análise de suas redefinições no contexto da formulação de políticas públicas de infraestrutura. Rev. Adm. Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 49(1), p. 73-90, 2015. Disponível em: Acesso em: 26 jul. 2018. ALMEIDA, Ney L. T. Educação Pública e Serviço Social. Revista Serviço Social e Sociedade nº 63. São Paulo: Cortez, 2000. Disponível em: < http://www.uel.br/revistas/ssrevista/c_v5n1_Jo.htm>. Acesso em 03 de abr. 2019. ALVES, Jolinda Moraes. A assistência estudantil no âmbito da política de educação superior pública. Serviço Social em Revista, Londrina, Paraná, v.5, n 1, jul./dez. 2002. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2018. ANDRADE, Júlio Thalles de Oliveira. Os direitos fundamentais sociais à luz do princípio da vedação ao retrocesso social. Revista Eletrônica Direito e Política, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciência Jurídica da UNIVALI, Itajaí, v.11, n.1, 1º quadrimestre de 2016. 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Programa de Nacional de Assistência Estudantil - Pnaes. Disponível em: www.mec.gov.br. Acesso em: 10 jul. 2018. ________. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em 25 abr. 2019. _______. Supremo Tribunal Federal. STF, AR 594.018, Relator: Min. Eros Grau, DJ. 07/08/2009. _______. Supremo Tribunal Federal. STF, T.2. ARE 639.337 AgR/SP. Rel. Celso de Mello. DJ. 23/8/2011). _______. Supremo Tribunal Federal. STF, Súmula Vinculante nº 12. A de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal. Data de Aprovação. Sessão Plenária de 13/08/2008. Fonte de Publicação. DJe nº 157 de 22/08/2008, p. 1. DOU de 22/08/2008, p. 1. CANDAU, Vera Maria Ferrão. Direito à educação, diversidade e educação em direitos humanos. Educação e Sociedade. V. 33, n. 120, p. 715-726, jul/set. 2012. CASTILHO, Ricardo. 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323 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Desigualdades de acesso a serviços de saneamento básico nas mesorregiões mineiras e objetivos de desenvolvimento sustentável Regiane Lopes Rodrigues;Welber Tomás;Carlos César Santejo Saiani; Acesso, Saneamento Básico, Desigualdade, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável O objetivo deste estudo foi analisar os déficits de acesso a abastecimento de água e coleta de esgoto nas mesorregiões mineiras, avaliando desigualdades, evoluções e convergências entre 1991 e 2010. Ademais, foram realizadas simulações para verificar a possibilidade do cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de universalização do acesso até 2030. As evidências obtidas sinalizaram: i) disparidades entre as mesorregiões; ii) reduções mais acentuadas dos déficits nos anos 1990; iii) tendência de convergência dos acessos entre as mesorregiões e os domicílios “mais pobres” e “mais ricos”; e iv) dificuldade para o cumprimento das metas dos ODS. BARAT, J. 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324 argumentos v. 16 n. 2 (2019) A Sociedade de Curral: desenvolvimento social pelas figurações sociais, pelo habitus e pela organização do estado no norte de Minas João Batista de Almeida Costa; : Sociedade norte mineira, processo civilizador, desenvolvimento social, habitus O processo civilizador da sociedade norte mineira é abordado na leitura que construo, tendo a perspectiva teórico-metodológica de Norbert Elias como base para a leitura das redes de inter-relações organizadas por interdependências que no conjunto propiciam o caráter da formação social desta sociedade. O desenvolvimento social pode ser apreendido e compreendido em sua duração e nos ritmos da própria transformação de uma formação social. Para tanto, há duas vertentes que devem ser percorridas: por um lado, o pólo de organização em suas propriedades fundamentais e estruturais em que as posições e relações existentes são independentes dos indivíduos que as ocupam nas funções que se acham inseridos nas relações; por outro lado, o desenvolvimento do habitus, ou seja, saber social incorporado pelos indivíduos, que no equilíbrio entre mudanças e continuidades, dão o tom característico do processo civilizador que é intimamente vinculado ao processo de formação do Estado a que a sociedade foi submetida. A leitura construída focaliza na partida as figurações que articulavam indígenas entre si e com quilombolas, para, depois, realizar o percurso da Sociedade de Curral desde seus primórdios em meados dos anos 1660, até os anos 1970. ABREU, Capistrano – Capítulos da História Colonial (1500-1800). 7 ed. São Paulo: Publifolha, 2000. Grandes Nomes do Pensamento Brasileiro. AMBRÓSIO, Manoel. 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325 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Breve estudo sobre o materialismo e a teoria do ator-rede com foco em sua corrente novo materialista Ian Coelho de Souza Almeida; Materialismo, Novo Materialismo, Teoria do Ator-Rede, Marxismo O artigo tem o objetivo de analisar a vertente da Teoria do Ator-Rede que se aproxima do Novo Materialismo, traçando um breve histórico do materialismo, dando foco à modificação que a teoria marxista representou dentro do mesmo e a diferença para essa nova forma de materialismo. Se Marx se distancia de Hegel e Feuerbach ao dar centralidade à categoria trabalho, o Novo Materialismo, inspirado na obra Deleuze, tenta se distanciar tanto da modernidade quanto da pós-modernidade, partindo de uma consideração de nenhuma díade. Nessa Semiótica Materialista do ator-rede, a matéria deixa de representar algo inerte, à espera da ação humana, da ação de um ser dotado de vitalidade; de um ser racional sobre um irracional. 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326 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Da pretensão generalista das ciências para a denúncia do colonialismo: a proposta de um universalismo pluralista na teoria social Daliana Antonio; cânones, teoria sociológica, colonialismo, eurocentrismo, androcentrismo. A obra resenhada resulta do reconhecimento da trajetória intelectual de Syed Farid Alatas e Vineeta Sinha, dedicada em análises sobre a colonização e a descolonização. Afirmam que a teoria social, verificados os currículos de cursos de formação em diferentes universidades ao longo da história da humanidade, desprezaram, quando não muito, impediram o conhecimento sobre produções não ocidentais, somada a invisibilidade das produções de mulheres. Sob tendências ao Eurocentrismo e ao Androcentrismo, teorias sociais que vieram a ser denominadas canônicas devido à esse poder de espraiamento acadêmico, promoveram uma hegemonia da idéia de civilização. Destacam que o modo de produção capitalista, sendo comumente estudado a partir das análises do contexto europeu, ao invés de “capitalismo industrial” poderia ter sido denominado “capitalismo colonial”, já que tal desenvolvimento somente foi possível via um processo colonizatório. Entretanto, mesmo que tenha havido produções de pesquisas sobre “outros” olhares, as denominações a partir do olhar do colonizador ainda são hegemônicas, visto a própria denominação “não ocidental” que contribui na institucionalização dos cânones. Para ambos, não se trata de um problema ensinar os cânones, mas reproduzir como se faz na Europa, observados os programas das pós-graduações da Ásia e África. Nesse sentido, a obra sintetiza negligências já discutidas por pensadoras/es africanas/os, tais quais Paulin J. Hountondji (1997), Akinsola Akiwowo (1999) e Oyèrónkẹ́ Oyèwùmí (2011), por exemplo, e proporciona uma reflexão “mestiça” (Glória Anzáldua, 2016) que reconheça as “teorias do sul” (Raewyn Connel, 2007). AKIWOWO, Akinsola. Indigenous Sociologies: extending the scope of the argument. International Sociology/SAGE, v. 14, n. 115, 1999. ALATAS, Syed Farid; SINHA, Vineeta. Sociological Theory Beyond the Canon. Singapura: Palgrave Macmillan, 2017. ANZALDÚA, Gloria. La conciencia de la mestiza. In: ______. La Frontera: la nueva mestiza. Madrid: Capitán Swing Libros, 2016. CONNEL, Raewyn. Southern Theory: the global dynamics of knowledge in social science. Cambridge: Polity Press, 2007. HOUNTONDJI, Paulin J. Introduction: recentring Africa. In: ______ (Comp.). Endogenous knowledge: research trails. Senegal: CODESRIA, 1997. OYÈWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. Decolonizing the intellectual and the quotidian: Yorùbá Scholars(hip) and Male Dominance. In: ______. Gender Epistemologies in Africa: gendering traditions, spaces, social institutions, and identities. New York: Palgrave Macmillan, 2011. QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais – perspectivas latino-americanas. Colección Sur Sur, CLACSO, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina, 2005.
328 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Contextos urbanos na perspectiva das Ciências Sociais Silvia Monnerat;Cleiton Vieira; Urbano, Ciências Sociais, Rural-Urbano, Brasil Este trabalho tem como objetivo apresentar os artigos selecionados para compor o presente dossiê. Com isso, realizamos uma revisão bibliográfica e histórica das principais vertentes teóricas do estudo do urbano nas Ciências Sociais, bem como seu desdobramento e produção no Brasil. A partir da consideração de alguns contextos acadêmicos, o texto conflui para introduzir de modo geral como a urbanidade ou a vida urbana se torna objeto de estudo independente e próprio da respectiva área. ALMEIDA, Maria Hermínia Tavarez de. Castelos de Areia: dilemas da institucionalização das Ciências Sociais no Rio de Janeiro (1930-1964). BIB, Rio de Janeiro, n. 24, 1987. BECKER, Howard. Conferência de Chicago. Mana, Rio de Janeiro, 2(2): 177-188, 1996. BECKER, Howard. Truques da escrita. Para começar e terminar teses, livros e artigos. 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329 argumentos v. 16 n. 1 (2019) “Doenças da civilização: você pode curá-las?”: representações sobre cidade, natureza e saúde entre classes médias urbanas Rogerio Lopes Azize;Beatriz Klimeck Gouvêa Gama; natureza, doenças da civilização, cidade, classes médias, Boris Sokoloff A partir do século XVIII, os assim considerados “efeitos perversos da civilização urbana” passam a ser foco de investimentos curativos e tratamentos de várias espécies; com freqüência, a cura para tais males está na natureza, seja este termo ligado ao meio ambiente, seja ligado a um contato mais íntimo com uma suposta “natureza humana”, um “estilo de vida saudável”. A partir do livro “Doenças da civilização – você pode curá-las”, do Dr. Boris Sokoloff, publicado em 1952, no qual o médico lança mão de argumentos que mostravam a importância de um certo retorno à natureza e de uma higiene cotidiana para que se atinja uma “saúde positiva”, buscamos refletir sobre como a idéia de “males” ou “doenças da civilização” é atualizada nas produções discursivas a respeito de doenças, tomando como exemplo etnográfico o material publicitário de laboratórios farmacêuticos a respeito da depressão. “Estilo de vida”, “qualidade de vida” e “saúde” são categorias das quais se lança mão com freqüência em um contexto no qual o cotidiano vem sendo amplamente medicalizado. AZIZE, Rogerio Lopes. Uma Neuro-Weltanschauung? Fisicalismo e subjetividade na divulgação de doenças e medicamentos do cérebro. Mana. Rio de Janeiro, v.14, n.1, p. 7-30, 2008. AZIZE, Rogerio Lopes. O cérebro como órgão pessoal: uma antropologia de discursos neurocientíficos. Trabalho, Educação, Saúde. Rio de Janeiro, v. 8 n. 3, p. 563-574, 2010. BEZERRA JR., Benilton. Naturalismo como anti-reducionismo: notas sobre cérebro, mente e subjetividade. Cadernos IPUB. VI: 158-177, 2000. BERTOLLI FILHO, Cláudio. História social da tuberculose e do tuberculoso: 1900-1950. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2001. CAIRUS, Henrique F. Da natureza do homem. In CAIRUS, Henrique F.; RIBEIRO JR., Wilson A. Textos hipocráticos: o doente, o médico e a doença. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005, p. 39- 59. CORBIN, Alain. O território do vazio: a praia e o imaginário ocidental. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. DUARTE, Luiz Fernando Dias. O Império dos Sentidos: sensibilidade, sensualidade e sexualidade na cultura ocidental moderna. In Sexualidade: o olhar das Ciências Sociais, org. Heilborn, M. L., pp. 21-30. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1999. DUARTE, Luiz Fernando Dias. A outra saúde: mental, psicosocial, físico-moral? In ALVES, P. C.; MINAYO, M. C. (orgs.) Saúde e Doença - um Olhar Antropológico. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 1994. FLANDRIN, Jean-Louis e MASSIMO, Montanari. (orgs.). História da alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1977. PORTER, Roy. Das tripas coração: uma breve história da medicina. Rio de Janeiro: Record, 2004. SCHIEBINGER, Londa L. Why mammals are called mammals. In SCHIEBINGER, Londa L. Natures Body: gender in the making of modern science. Boston: Beacon, 1993. SCHAMA, Simon. 1995. Paisagem e Memória. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. SOKOLOFF, Boris. Doenças da civilização: você pode curá-las. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro, 1952. THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e os animais, 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
330 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Emergência urbana: criação de espaço público e o nascimento do parque Minhocão na cidade de São Paulo João Pedro Campos; espaço urbano, antropologia urbana, arte urbana, Parque Minhocão Neste artigo analisamos a emergência do Parque Minhocão, em São Paulo, a partir das interações e engajamentos que os habitantes da cidade realizam com esse famoso viaduto da capital. Observamos que o espaço não é algo de significado fixo, mas que emerge continuamente e de forma espontânea das ações não planejadas das pessoas que recebem o espaço historicamente constituído e continuam a moldá-lo através das demandas da sociabilidade de suas vidas. Apontamos que no caso do Parque Minhocão a dimensão criativa e lúdica é elemento central para se entender como se dá o processo de democratização de áreas privadas ou restritas da cidade e que são incorporadas pelas pessoas como espaço público, sem necessariamente haver a mediação do Estado. O Minhocão representa no imaginário paulistano um projeto urbanístico de insucesso que degradou a cidade, notamos, porém, que em seu dia a dia as pessoas não olham apenas para as imperfeições desse viaduto, integrando-o às suas vidas e atribuindo-lhe qualidades. ARGAN, Giulio Carlo. História da arte como história da cidade. Tradução de Pier Luigi Cabra. São Paulo: Martins Fontes, 1995. BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 2000. BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial, 2007. CAMPOS, João Pedro de Lima. Circuito-circunscrito: apontamos sobre arte de rua e a viração de poetas no Rio de Janeiro. In: Revista PROA de Antropologia e Arte. V.7. Campinas: Unicamp, 2017. COLE, Ariane Daniela. A cidade em processo. Revista Pós nº 22. São Paulo: USP, 2008. CORRÊA, Roberto Lobato. O Espaço Urbano. São Paulo: Ática, 1999. GUEDES, Joaquim. Cidade e espaço político. In: Revista Psicologia USP. São Paulo: USP, 2003. HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 23 ed. São Paulo: Loyola, 2012. LEFEBVRE, Henri. A produção do espaço. Trad. Doralice Barros Pereira e Sérgio Martins. Do original: La production de l’espace. 4e éd. Paris: Éditions Anthropos, 2000. LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo: Centauro, 2001. JACOBS, Jane. Morte e vida das grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2011. LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1999. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2017. MONTE, Marisa. Gentileza. In: Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Rio de Janeiro: Phonomotor Records/EMI, 2000. ROCHA, Ana Luísa; ECKERT, Cornélia. Etnografia da duração: antropologia das memórias coletivas em coleções etnográficas. Porto Alegre: Marca Visual, 2013. VAINER, Carlos … [et. al]. Cidades Rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo, 2013. VELOSO, Gil. Um viaduto chamado Minhocão. Mairiporã: Dedo de Prosa, 2015.
331 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Os hotéis do Programa de Braços Abertos: um novo contexto para o trabalho social e de saúde com pessoas vulneráveis Ygor Diego Delgado Alves;Pedro Paulo Gomes Pereira; De Braços Abertos, Cracolândia, Etnografia, Crack, Vulnerabilidade Detectamos uma carência de pesquisas específicas sobre o funcionamento dos hotéis do programa De Braços Abertos (DBA). Iniciativa do município de São Paulo, entre os anos de 2014 e 2016, que previa o acolhimento dos beneficiários nestes novos equipamentos. Assim, propomos uma pesquisa que descrevesse as principais características deste novo tipo de convivência criada no ambiente proporcionado pelos hotéis, alguns localizados nas franjas da região conhecida como Cracolândia. Através de uma etnografia, com a construção de relações próximas com técnicos da equipe gestora dos hotéis, pudemos verificar: (1) a busca constante da construção de vínculos com os beneficiários por parte dos técnicos, (2) a escuta qualificada e interessada das demandas e dramas cotidianos, e (3) a resolução de problemas em um ambiente contratual e participativo. O novo contexto proporcionado pelos hotéis do DBA, diverso ao da rua, juntamente com a intervenção dos profissionais abriu, em muitos casos, caminho para que a relação com o consumo do crack fosse alterada para um padrão mais controlado. ADERALDO, G.; FAZZIONI, N. Choro e samba na Luz: etnografia de práticas de lazer e trabalho na R. Gal. Osório, Ponto Urbe [Online], 11 | 2012, posto online no dia 01 Dezembro 2012, consultado o 06 Dezembro 2017. URL: http://pontourbe.revues.org/1159; DOI : 10.4000/pontourbe.1159 ADORNO, R. et al. Etnografia da cracolândia: notas sobre uma pesquisa em território urbano. 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332 argumentos v. 16 n. 1 (2019) O bairro como projeto e processo: a inscrição do bairro Frei Damião na cidade de Juazeiro do Norte-CE Antonio Lucas Feitosa; Periferia, Movimento social urbano, Segmentação socioespacial O artigo analisa a constituição do lugar social do bairro Frei Damião, na cidade de Juazeiro do Norte-CE, isto é, sua integração e inscrição na cidade. Para tanto, reconstituímos o movimento social que organizou a ocupação que contribuiu com a formação do bairro. A reflexão também abrange a classificação do bairro como “área de vulnerabilidade social”, os sentidos de suas diferentes nomeações, a segmentação do seu espaço e sua desqualificação como periferia. Beneficiamo-nos de entrevistas com moradores do bairro e lideranças do movimento social; analisamos leis municipais, documentos do movimento social e estudos acadêmicos que tratam do local. Seja a partir da posse inicialmente ilegal da propriedade ou dos discursos que classificam o bairro Frei Damião como de “risco social” e periferia, seu lugar de inscrição na cidade são suas margens físicas e simbólicas. BIRMAN, Patricia. Favela é comunidade? In: MACHADO DA SILVA, Luiz Antonio (Org.). Vida sob cerco: violência e rotina nas favelas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008. BOURDIEU, Pierre. Efeitos de lugar. In: ______. (Coord.). A miséria do mundo. 9 ed. Petrópolis: Vozes, 2012. BURGOS, Marcelo Baumann. Dos parques proletários ao Favela-Bairro: as políticas públicas nas favelas do Rio de Janeiro. In: ZALUAR, Alba; ALVITO, Marcos (Orgs.). Um século de favela. 5 ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. DELLA CAVA, Ralph. Milagre em Joazeiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976. DURHAM, Eunice Ribeiro. A sociedade vista da periferia. In: ______. THOMAZ, Omar Ribeiro (Org.). A dinâmica da cultura: ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2004. 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333 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Incerteza e suspensão: notas sobre a vida material e política da infraestrutura no cotidiano da Favela Santa Marta Apoena Mano; Favela, Infraestrutura, UPP, Violência Urbana, Rio de Janeiro Neste artigo, a partir de uma análise crítica sobre a produção e manutenção de infraestruturas urbanas, pretende-se revelar e analisar as “relações frágeis” entre as pessoas, as coisas e as instituições públicas e privadas que procuram governá-las. Os relatos se desenvolvem a partir de três situações na favela Santa Marta/RJ: os agenciamentos em torno das obras interrompidas de um conjunto habitacional; as incertezas e efeitos relacionados à regularização de serviços de eletricidade na favela; e o contraste sobre promessas e suspensões relacionadas ao contexto presente. O recorte temporal é o momento posterior ao encerramento dos Jogos Olímpicos 2016. Conclui-se que, apesar da criação de uma narrativa de promessas e expectativas, a sensação que permeia o cotidiano dos moradores da favela se caracteriza pela suspensão e incertezas. ANAND, N. Hydraulic city: Water and the infrastructures of citizenship in Mumbai. [s.l.] Duke University Press, 2017a. ANAND, N. The banality of infrastructure. Items Insights from the Social Sciences, Series Just Environments, 2017b. ANAND, N.; GUPTA, A.; APPEL, H. The promise of infrastructure. [s.l.] Duke University Press, 2018. APPEL, H.; ANAND, N.; GUPTA, A. The infrastructure toolbox. Cultural Anthropology Online] http://www. culanth. org/fieldsights/725-the-infrastructure-toolbox (Accessed 22 October 2015), 2015. BENTO, B. Necrobiopoder: Quem pode habitar o Estado-nação? cadernos pagu, n. 53, 2018. BIRMAN, P.; FERNANDES, A.; PIEROBON, C. Um emaranhado de casos: tráfico de drogas, estado e precariedade em moradias populares. Mana, v. 20, n. 3, p. 431–460, 2014. BURGOS, M. B. 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334 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Povo de terreiro, povo de Axé ou comunidades tradicionais de matriz africana: identidade afro-religiosa na esfera pública Taísa Domiciano Castanha; identidade, religiões afro-brasileiras, esfera pública, intolerância religiosa, tradição O presente artigo tem como objetivo analisar a emergência da identidade do grupo religioso afro-brasileiro na esfera pública. Baseado em uma análise da Audiência Pública ocorrida na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em setembro de 2017, busca-se discutir os processos de construção de uma identidade afro-religiosa nos quais tradição, ancestralidade e intolerância religiosa ocupam um lugar de destaque. Nesse sentido, povo de terreiro, comunidades tradicionais de matriz africana e povo de axé são interpretados como categorias identitárias que abarcam tanto a heterogeneidade do campo religioso afro-brasileiro como a diversidade de perfil de seus praticantes. ALMEIDA, Ronaldo. 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335 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Os desafios para a economia solidária em uma sociedade do consumo Ednalva Felix das Neves;Gabriela Mezzacappa;Valter Palmieri Junior; Economia Solidária, Sociedade do Consumo, Consumo Consciente e Solidário A constituição da sociedade do consumo foi um fenômeno fomentado pela dinâmica de acumulação do sistema capitalista, fazendo com que a lógica da exploração fosse além da produção de mercadorias e atingisse, também, a esfera do consumo. Na sociedade atual, o consumo vai além da satisfação de necessidades: ele é um diferenciador entre as pessoas e as classes sociais. O capitalismo se apropria das críticas e alternativas a esta lógica, submetendo-as a sua própria dinâmica e utilizando-as em seu favor, impedindo uma efetiva mudança desta lógica. A proposta de um modelo de consumo consciente e solidário, da Economia Solidária, tem se apresentado como uma alternativa importante, já que ela vai além da mudança de hábitos individuais e pontuais – ela defende uma total mudança de sociedade, em que os valores sejam repensados e reconstruídos, a partir da perspectiva humana e de sustentabilidade, e não da geração de lucro. Assim, o objetivo deste artigo é discutir o papel do consumo para a Economia Solidária, que resulta na proposta do consumo solidário e consciente. BAUDRILLARD, Jean. Para uma crítica da economia política do signo. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1995. _______________. O sistema dos objetos. São Paulo: Perspectiva, 2006. _______________. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 2008. BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. BERNARDO, João. A autogestão da sociedade prepara-se na autogestão das lutas. 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336 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Performatoses do tecido social necrosado: endodissidências no eixo da necrobiopolítica e resistência à violência como uma nova epistemologia Ribamar José de Oliveira Junior;Lore Fortes; Performatose, Necropolítica, Capitalismo Gore, Epistemologia, Violência O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a produção de subjetividades dissidentes coletivas como ferramenta de resistência à violência como uma nova epistemologia. Ao levar em consideração as contribuições de Valencia (2016) diante do capitalismo como construção biointegrada e as noções de Mbembe (2011) sobre a necropolítica, pretende-se esboçar o fenômeno da performatose como rebate a gestão da violência e a atividade predatória dos corpos, condicionados em uma perspectiva entendida por Bento (2018) de necrobiopoder. Nesse sentido, o fenômeno se debruça sobre a necessidade fagocitária de reconstituir o tecido social necrosado através do planejamento de alianças que produzam outras formas de resistência e que desenvolvam uma agência legítima do ponto de vista geopolítico, ou seja, capazes de buscar espaços fora da asfixia gore. BENTO, Berenice. Necrobiopoder: Quem pode habitar o Estado-nação?. Cad. Pagu [online]. N. 53, e185305, p. 1-18, 2018. BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa da assembleia / Judith Butler; tradução Fernanda Siqueira Miguens; revisão técnica Carla Rodrigues. – 1º edição – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. BROWN, Wendy. Vinculaciones injuriadas. Araucaria. Revista Iberoamericana de Filosofía, Política y Humanidades, v. 7, n. 14, p. 59-85, 2005. COLONNA, Noemia. A professora transexual que trocou indenização de R$ 20 mil pela chance de dar aula a seus agressores. Disponível em: . Acesso em 31 de agosto de 2018. GUATTARI, Félix. Revolução molecular: pulsações políticas do desejo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1980. HILÁRIO, Leomir Cardoso. Da Biopolítica à Necropolítica: Variações Foucaultianas na Periferia do Capitalismo. Sapere Aude v. 7, n. 12, 194-210, janeiro-junho, 2016. KRISTEVA, Julia. Poderes de la perversión: ensayo sobre Louis-Ferdinand Céline. Siglo XXI, 1989. LUDEMIR, Chico. “Quem quer me matar está em nome de Deus”. 25 de junho de 2018. Disponível em: . Acesso em 9 de abril de 2019. LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Estudos Feministas, v. 22, n. 3 p. 935-952, setembro-dezembro, 2014. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção do capital. São Paulo: Abril Cultural, 1988. MBEMBE, Joseph Achille. Necropolítica: seguido de Sobre el gobierno privado indirecto. Melusina, 2011. OLIVEIRA JUNIOR, Ribamar José de; FORTES, Lore. O tempo de exceção do riso no Reisado: a cartografia da performance de brincantes transviados e o terreiro do mestre como espaço educativo. Diversidade e Educação, v. 6, n. 2, p. 53-61, 2018. PRECIADO, Beatriz. Terror Anal: apuntes sobre los primeros días de la revolución sexual. In HOCQUENGHEM, Guy. El deseo homosexual. Santa Cruz de Tenerife / España: Editorial Melusina, 2009. _________. Beatriz. Multidões queer: notas para uma política dos anormais. (Universidade de Paris VIII). Revista de Estudos Feministas. Trad: Cleiton Zóia Mündhow, Viviane Teixeira Silveira (org. 2003). Estudos Feministas, Florianópolis, v. 19, n. 1, p. 11-20, janeiro-abril, 2011. _________. Paul B. Testo Junkie: Sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. N-1 edições, 2018. ROLNIK, Suely. A hora da micropolítica. Série Pandemia. São Paulo: n-1 edições, 2016. SAYAK, Valencia. Capitalismo gore. Barcelona: Editorial Melusina, 2010. VALENCIA TRIANA, Sayak. Teoría transfeminista para el análisis de la violencia machista y la reconstrucción no-violenta del tejido social en el México contemporáneo. Universitas humanística, n. 78, p. 66-88, janeiro de 2014.
337 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Precariedade e Biopolítica: uma leitura do dispositivo de segurança em Michel Foucault Ildenilson Meireles; Segurança, Biopolítica, Foucault, Precariedade O artigo discute o tema da segurança, desenvolvido por Michel Foucault em Segurança, Território, População, com o intuito de mostrar algumas variáveis da própria noção de segurança e o modo como esse dispositivo está diretamente ligado ao processo de precarização da vida. Nossa aposta é que o aproveitamento das tecnologias de segurança no contexto da biopolítica contemporânea cumpre uma função indispensável no interesse das grandes corporações econômicas, a função de precarizar a vida das populações flutuantes no interesse da lógica neoliberal. AGAMBEN, G. O que é um dispositivo? Tradução de Nilcéia Valdati. Outra Travessia, n. 5, 2005, pp.9-16. BUTLER, J. Quadros de Guerra: quando a vida é passível de luto? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. CORRÊA, Murilo Duarte Costa. Biopolítica e direitos humanos: Giorgio Agamben e uma antropolítica evanescente. Profanações, Ano 1, n. 1, p. 22-37, jan./jun. 2014. DELEUZE, G. O que é um dispositivo. In: Dois Regimes de Loucos. Tradução de Guilherme Ivo. Editora 34, 2016. DARDOT, P. ; LAVAL, C. A nova razão do mundo. São Paulo: Boitempo, 2016. FONSECA, Angela Couto Machado. Biopolítica e Direito: fabricação e ordenação do corpo moderno. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2016. FOUCAULT, M. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 2009. _____. História da Loucura na Idade Clássica. Rio de Janeiro: Perspectiva, 1978. _____. História da Sexualidade I: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1988. _____. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2005. _____. Segurança, Território, População. São Paulo: Martins Fontes, 2008. _____. Nascimento da Biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008. _____. Dits et Écrits, v.II. Paris: Gallimard, 2001. GADELHA, Sylvio. Biopolítica, biotecnologias e biomedicina. Revista Subjetividades, Fortaleza, 15(3): 407-416, dezembro., 2015. PELBART, Peter P. Vida e morte no contexto da dominação biopolítca. In: Revista de Estudos Avançados, s/n, s/d, USP, 2008. SANTOS, Theotônio dos. Economia mundial, integração regional e desenvolvimento sustentável. Petrópolis: Vozes, 1993.
338 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Dilemas éticos e morais no discurso tecnocientífico do aconselhamento genético André Pereira; aconselhamento genético, valores morais, eugenia O debate sociológico em torno da eugenia, suas implicações e consequências é um tema polêmico, pois revela valores morais firmemente arraigados e díspares na sociedade. Posicionamentos favoráveis e contrários fazem uso de instrumentos tecnocientíficos para embasar suas argumentações, e assim defender quais características físicas são consideradas positivas, quais são negativas, quais vidas merecem ser vividas, entre outros posicionamentos. Longe de encerrar este debate com um posicionamento final, Híbridos e mutantes enriquece o entendimento deste tema ao trazer para a discussão o aconselhamento genético e tecer comparações com as práticas eugenistas. PAULA, Bruno Lucas Saliba de. Híbridos e mutantes: estudo comparativo entre aconselhamento genético e eugenia. Montes Claros: Editora Unimontes, 2018. FOUCAULT, Michel. O nascimento da biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008. MISES, Ludwig Von. Ação humana: um tratado de economia. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990.
340 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Lugares de vida: coletivos rurais, cotidiano e movimentos Cláudia Luz Oliveira;Izadora Acypreste;Costa Pedro Henrique; coletivos rurais, cotidiano e movimentos Este dossiê, organizado no âmbito da Revista Argumentos, periódico do Departamento de Política e Ciências Sociais da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), é um desdobramento das discussões realizadas no grupo de trabalho “Lugares de Vida: coletivos rurais, cotidiano e movimentos”, coordenado por Cláudia Luz de Oliveira, Izadora Pereira Acypreste e Pedro Henrique Mourthé de Araújo Costa. O GT ocorreu em meio às atividades do “V Encontro das Ciências Sociais no Norte de Minas”, em julho de 2018 na cidade de Montes Claros (MG). Ao longo de três dias de ricos debates e reflexões, o GT reuniu trabalhos de pesquisadores em diferentes estágios de formação, cujas etnografias e dados de campo permitiram diálogos em torno de temas como territorialidades, cotidiano, festas, movimentos, luta, liderança, projetos de desenvolvimento, transformações locais e estratégias de resistência ESCOBAR, Arturo. Territórios de diferença: a ontologia política dos “direitos ao território”. Climacom cultura científica – Pesquisa, Jornalismo e Arte, v.2, ano 2, 2015. GODOI, Emilia Pietrafesa de. Mobilidades, encantamentos e pertença: o mundo ainda está rogando porque ainda não acabou. Revista de Antropologia, v. 57, p. 143-170, 2014. INGOLD, Tim. The Perception of the Environment. Essays in livelihood, dwelling and skill. London: Routledge, 2000. ________. Being alive: essays on movement, knowledge and description. London: Routledge, 2011.
341 argumentos v. 15 n. 2 (2018) O território do fandango caiçara: lugares de vida Gabriel Bertolo; fandango caiçara, território, atmosfera, estética-política, expressão cultural A partir de exemplos etnográficos retirados de minha pesquisa de campo, realizada entre fandangueiros de Cananéia-SP, na entrada do complexo estuarino Lagamar, no extremo sul do litoral paulista, pretendo demonstrar como o fandango caiçara é ele mesmo criador de determinados territórios, seguindo uma mesma lógica territorial caiçara. Neste trabalho, o foco recairá sobre como o fandango caiçara, “manifestação” cultural tida como um dos principais marcadores identitários diacríticos caiçaras do Vale do Ribeira é, mais do que um “produto” das relações sociais, culturais e territoriais caiçaras, um produtor dessas mesmas relações. Tal afirmação, embora não seja exatamente uma novidade em termos antropológicos, não encontra respaldo no corpo de estudos relativos tanto às territorialidades caiçaras, bem como no que diz respeito aos estudos sobre o próprio fandango. No mais das vezes, o fandango – como pode ser visto nas definições e explicações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que declarou o fandango como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em 2012 – é tido como “expressão”, “manifestação” de uma Cultura mais abrangente, que por sua vez englobaria estas ditas relações sociais, culturais e territoriais. A intenção, aqui, é avançar com os prolegômenos de uma teoria caiçara que reflita este princípio antropotécnico, o da Cultura como uma Forma de Vida, recusando assim o fluxo de causalidades com o qual o fandango geralmente é compreendido como fenômeno estético-político. ALMEIDA, M. W. B; CASTRO, R. R.; REZENDE, R. S. Caminhos Fechados: Coerção aos Meios de Vida como Forma de Expulsão dos Caiçaras da Juréia. Publicado em . 2014. p. 26 BERTOLO, G. Narrativas do Espólio: Uma Etnografia do Fandango Caiçara e da “Perda” Cultural Caiçara, Cananéia-SP. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Antropologia Social da Universidade Federal de São Carlos, São Paulo. 2015, p. 165. BAZZO, J. Mato que vira mar, mar que vira mato: o território em movimento na vila de pescadores da Barra de Ararapira (Ilha do Superagui, Guaraqueçaba, Paraná). Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Antropologia Social da Universidade Federal do Paraná, Paraná. 2010, p. 291. _____. The weave of kinship and the ever-mobile fishing village of Barra de Ararapira. In Vibrant – Virtual Brazilian Anthropology, vol 8, n.2. ABA, Brasília, Julho a Dezembro de 2011, p.163 - 196. 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Tese apresentada ao Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, Campinas. 2013, p. 277.
342 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Políticas do Opará: participação indígena no comitê de bacia hidrográfica do São Francisco Antônio Fernandes Vieira;Gustavo Ramos; antropologia, etnografia, comitê de bacia, lideranças indígenas, práticas científicas Desde o início dos anos 2000, lideranças indígenas têm vivenciado uma participação importante no Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), que vem se consolidando, em conjunção com aquela que ocorre em outros órgãos, como um dos principais meios de manifestação das pautas reivindicatórias dos povos indígenas no nordeste brasileiro, especialmente no que concerne à questão das águas do Opará, nomeação indígena para as águas que os brancos denominam rio São Francisco. Atualmente, essa participação no CBHSF se dá em maior número pelas lideranças Tuxá, povo esse cuja história recente explicita um caso de remoção compulsória em consequência da construção da hidrelétrica de Itaparica m 1988, bem como a não demarcação de suas terras ainda trinta anos depois. A pesquisa na qual se baseia o texto aqui apresentado procura verificar como se dá a participação dessas lideranças indígenas no âmbito do comitê a partir da crítica indígena e dos movimentos que compõem certas “políticas indígenas da água”. Essa crítica indígena é utilizada no sentido que Stuart Kirsch (2006) utiliza a expressão, a saber, como uma avaliação que os próprios indígenas realizam de suas relações com o Estado e com os brancos e a partir da qual produzem suas estratégias de ação na relação com esses. A partir de minha pesquisa de campo pude notar que essa constante crítica indígena tem produzido uma diferença entre as antigas e as novas lideranças, e que uma das principais características das últimas, reforçada a todo o momento por elas mesmas, é uma busca saber no que diz respeito aos procedimentos técnico-burocráticos pelos quais funciona um órgão como, por exemplo, o CBHSF, bem como um esforço em apropriar-se do código científico dos brancos enquanto ferramenta estratégica de luta. Nesse texto pretendo tratar dois pontos cruciais em minha pesquisa. O primeiro, a forma como se manifesta um embate, no âmbito do comitê e com enfoque na experiência do povo Tuxá, entre noções distintas de territorialidade, uma a das lideranças indígenas e dos povos representados por essas e a outra aquela patenteada pelo comitê enquanto órgão estatal. O segundo, a priorização do campo de atuação das lideranças indígenas nas seções de caráter técnico na estrutura do comitê em detrimento daquelas de caráter consultivo, para verificar nesse, que é um movimento estratégico de luta, a forma como têm adentrado esse campo do saber técnico-científico, que inclui a lida com documentos, projetos e possibilidades de acionar, por meio dessa participação nas seções técnicas, práticas científicas que fortaleçam suas lutas. ALMEIDA, M. W. B. Caipora e outros conflitos ontológicos. Revista de Antropologia da UFSCar, v.5, n.1, jan.-jun., p.7-28, 2013. BRASIL. Lei nº 9.605 de 1998: Dispões sobre as sanções penais e administrativas derivadas de leis de crimes ambientais, condutas e atividades lesivas ao meio ambiente (Lei dos Crimes Ambientais). 1998. BRASIL. Decreto n. 9.433, de 5 de junho de 2001. Institui o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, localizada nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no Distrito Federal, e dá outras providências. Diário Oficial, Brasília, DF, 6 jun. 2001. Seção 1, p.1 CRUZ, F. S. M. ‘Quando a terra sair’: os índios tuxá de rodelas e a barragem de Itaparica: memórias do desterro, memórias da resistência. 2017. 143 f., il. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) - Universidade de Brasília, Brasília, 2017. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2014. KIRSCH, S. Reverse anthropology: indigenous analysis of social and environmental relations in New Guinea. Stanford: Stanford University Press, 2006. MORAWSKA, C. V. Os Enleios da Tarrafa: etnografia de uma relação transnacional entre ONGs. São Paulo: Edufscar, 2014. STENGERS, I. Cosmopolitiques I. Paris: Éditions La Découverte, 2003. STENGERS, I. A proposição cosmopolítica. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 68, p. 442-464, 2018.VIEIRA, A. F. J. Os índios Tuxá na rota do desenvolvimento: violações de direitos. Exame de qualificação (Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (MESPT)) - Universidade de Brasília, Brasília, 2016. VIVEIROS DE CASTRO, E. Etnologia brasileira. In O que ler na ciência social brasileira (1970-1995). (Org.). MICELI, S., São Paulo: ed. SUMARÉ/ANPOCS, p. 109-223, 1999.
343 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Os que ficam: notas etnográficas sobre ritmos, movimentos e estratégias de sobrevivência no município de Serranópolis de Minas Sébastien Carcelle; movimentos, coletivos rurais, cotidiano, ritmos, redes de ajuda mútua Os elementos a serem apresentados ao longo do texto foram extraídos dos cadernos etnográficos de um trabalho de campo no quadro de uma pesquisa de doutorado em antropologia sobre o tema da agroecologia na região do Norte de Minas. Eles não têm outra pretensão além de trazer o ponto de vista de um francês que teve a sorte de vivenciar várias estadias de algumas semanas no município de Serranópolis de Minas. São impressões as margens do coração da pesquisa, anotações periféricas, porém, que participam de uma composition de lieu, etapa indispensável de toda relação etnográfica. Assim, o artigo traz informações sobre os ritmos cotidianos, semanais e anuais do lugar, ditados tanto pela escola como pelas migrações sazonais e as festas religiosas tradicionais. Se destaca também o impacto das distâncias e dos meios de transporte na organização da vida das pessoas que vivem nas comunidades rurais mais afastadas do centro do município. Enfim, se pretende demostrar que para conseguir ficar em um lugar afastado dos grandes centros urbanos como é o caso de Serranópolis, é preciso desenvolver estratégias de sobrevivência e de ajuda mútua, além das indispensáveis políticas públicas ARENDT, Hanna. Homens em tempos sombrios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: MundoCristão, 2007. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A comunidade tradicional. In: COSTA, João Batista de Almeida; OLIVEIRA, Cláudia, Luz de (Orgs). Cerrado, Gerais, Sertão: comunidades tradicionais nos sertões roseanos. São Paulo: Intermeios; Belo Horizonte: Fapemig; Montes Claros: Unimontes, 2012, p. 367-380. BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. São Paulo: Mundocristão, 2016.
344 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Extrativismo de musgo na Serra do Gandarela: a cadeia produtiva na comunidade rural André do Mato Dentro, Santa Bárbara-MG Pedro Costa; Desenvolvimento rural, extrativismo, musgo, sustentabilidade, André do Mato Dentro O trabalho tem por objetivo refletir sobre desenvolvimento rural a partir de uma perspectiva social, econômica e sustentável em comunidades rurais, tendo por base o extrativismo. No âmbito deste debate foram identificadas potencialidades na comunidade rural André do Mato Dentro, localizada no município de Santa Bárbara, franja metropolitana de Belo Horizonte/MG, a partir da compreensão da cadeia produtiva do musgo verde (Syrrhopodon sp, nome popular “fofão”). A comunidade é constantemente ameaçada pelo avanço das atividades minerárias de grande porte. Estas atividades intimidam o equilíbrio socioeconômico, ambiental e cultural estabelecido pela população fixada na região do Quadrilátero Ferrífero, que abriga biodiversidade endêmica, mananciais d’água de classe especial e diferentes aglomerados humanos. O percurso metodológico escolhido teve apoio na pesquisa qualitativa, para vivenciar o lugar conversando com os moradores de um modo caminhante/conversante conforme Marandola Jr (2014). A análise da atividade extrativista pretende esboçar possíveis formas de organização econômica em André do Mato do Dentro que assegurem o equilíbrio entre a comercialização do musgo e o desenvolvimento rural sustentável, sem perder de vista os valores culturais da comunidade. Para tanto, buscou-se compreender a dinâmica do extrativismo por meio da conservação das áreas de coleta do musgo. BRASIL. Lei nº 9.985, de 13 de jul. 2000. Regulamenta o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. 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345 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Trabalho e representações do urbano no rural: fronteiras móveis em Cruzeiro dos Peixotos -MG Carolina Nazareth; Rural, urbano, trabalho, fluxos, distrito Este trabalho tem como foco principal discutir as noções de rural e urbano através da temática do trabalho em Cruzeiro dos Peixotos, distrito de Uberlândia – MG. A localidade em questão, assim como vários outros distritos brasileiros, participa de uma vivência diferente das cidades de médio e grande porte e por vezes, é classificada no âmbito da ruralidade, tanto por sua localização como por seu cotidiano que vive a temporalidade de outro modo. Embora haja esse olhar “ruralizante” sobre localidades como o distrito em questão, a vivência cotidiana abarca muito mais a vida urbana que a rural, seja pelo êxodo rural, seja pelo crescimento das grandes e médias cidades nas últimas cinco décadas. Sendo assim, Cruzeiro dos Peixotos vive um fenômeno em que, ora é visto e se vê como rural, ora é incontestavelmente urbano. BURKE, Peter. Hibridismo Cultural. São Leopoldo: Ed. da Unisinos, 2003. CARNEIRO. Maria José. Ruralidade: novas identidades em construção. Estudos Sociedade e Agricultura, n. 11, out. 1998. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros /brasil/cpda/estudos/onze/zeze11.htm> Acesso em: 15de agosto 2011. GIULIANI, Gian Mario. Neo-Ruralismo: o novo estilo dos velhos modelos. Revista Brasileira de Ciências Sociais. v.5 n.14 Rio de Janeiro out. 1990. GUPTA, Akhil e FERGUSON, James. Beyond Culture: Space, Identity, and the Politics of Difference. In: Cultural Anthropology, Vol. 7, No. 1, Fev., 1992, pp. 6-23. HANNERZ, Ulf. Fluxos, Fronteiras, Híbridos: palavras-chave da antropologia transnacionais. In: Mana [online]. 1997, vol.3, n.1, pp. 7-39. ISSN 1678-4944. KERN, Daniela. O conceito de hibridismo ontem e hoje: ruptura e contato. In: MÉTIS: história & cultura – v. 3, n. 6, p. 53-70, jul./dez. 2004 LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994. NAZARETH, Carolina Cadima Fernandes. Classificar é preciso? Uma análise sobre as representações do rural e urbano no distrito de Cruzeiro dos Peixotos em Uberlândia – MG. 2015. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2015. OLIVEN, Ruben George. Urbanização e mudança social no Brasil. São Paulo: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2010. PETERS, John. Near-Sight and Far-Sight: Media, Place, and Culture. In: Culture, Power, Place: Explorations in Critical Anthropology. Roger Rouse, James Ferguson, and Akhil Gupta. Eds. Boulder, Colo.: Westview Press (in press), 1992. PINTO, G. J. Do sonho à realidade: Córrego Fundo – MG, fragmentação territorial e criação de municípios de pequeno porte. 248f. Dissertação (Mestrado em Geografia). IG-UFU, Uberlândia, 2003. REIS, Douglas Sathler dos. O Rural e o Urbano no Brasil. XV Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, Caxambú, setembro de 2006. SILVA, Jose Graziano. O novo rural Brasileiro. Belo Horizonte: Revista Nova Economia, 1997. SOARES, Beatriz Ribeiro et al. Entre o campo e a cidade: discussões acerca da relação campo-cidade no município de Uberlândia (MG). In: CAMPO-TERRITÓRIO: revista de geografia agrária, v.3, n. 5, p. 113-133, fev. 2008. WOORTMANN, Ellen F; WOORTMANN, Klass. O trabalho da terra: a lógica e a simbólica da lavoura camponesa. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997.
346 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Apanhadores de flores, a vida entremeio serras, campos e sempre vivas Elisa Cotta de Araújo; apanhadores, entremeio serras, campos As imagens reunidas neste ensaio fotográfico foram produzidas quando da minha inserção no projeto “Imagens Humanas”, que na oportunidade se dedicava ao registro do cotidiano e das iniciativas de comunidades tradicionais que se mobilizam em rede no norte de Minas Gerais, tendo em vista a composição de um banco de imagens voltadas para apoio às suas lutas por reconhecimento social e acesso a direitos constitucionais. Através deste projeto buscamos desenvolver uma fotografia de qualidade, mas também uma fotografia engajada, pois comprometida com as comunidades envolvidas. O projeto apoiou a realização de oficinas, a exposição de fotografias produzidas e a sua veiculação das imagens em papel fotográfico junto aos grupos sociais. Em campo, buscamos registrar os sujeitos em seu contexto social e em seus lugares de vida e produzir fotos que pudessem ser utilizadas pelas entidades de apoio e pelas próprias pessoas e comunidades como forma de ampliar suas habilidades discursivas e suas estratégias de comunicação social. BARTHES, Roland. A Câmara Clara. Nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. O Trabalho do Antropólogo. Brasília: Paralelo 15; São Paulo: Editora UNESP, 1998. MONTEIRO, Fernanda Testa. Os(As) Apanhadores(as) de Flores e o Parque Nacional as Sempre-Vivas (MG): travessias e contradições ambientais. Belo horizonte: UFMG, dissertação mestrado em Geografia, 2011. RIPPER, João Roberto. (Org.) GASTALDONI, Dante e MARINHO Mariana. Imagens humanas. Rio de Janeiro: Dona Rosa Produções Artísticas, 2009.
347 argumentos v. 15 n. 2 (2018) A heterogeneidade do capitalismo brasileiro no início do século xxi: uma análise comparada em escala subnacional Michel Jorge Samaha;José Adelantado; Variedade de Capitalismo, Tipologia dos estados brasileiros, Sistema de produção capitalista, Economia Comparada O artigo, a partir do enfoque das Variedades de Capitalismo (VoC), testa empiricamente a hipótese de não homogeneidade do sistema de produção brasileiro. Para este fim, a escala de análise eleita foram as unidades federativas. As tipologias desenvolvidas para a América-Latina e, em especial, para o Brasil foram desafiadas por uma análise comparativa que combinou dois pressupostos: a economia brasileira é heterogênea e hierárquica e tem no Estado um propulsor do desenvolvimento e um ator capaz de operar mudanças importantes na economia política nacional. Por meio do auxílio da análise fatorial e de cluster, conclui-se que o Brasil condensa diferentes ordens de práticas econômicas, que não permitem tratá-lo como um tipo único e homogêneo de variedade de capitalismo. AGUIRRE, J.; LO VUOLO, R. Variedades de Capitalismo. Una aproximación al estudio comparado del capitalismo y sus aplicaciones para América Latina. Documentos de Trabajo CIEPP, 85, Centro Interdisciplinario para el Estudio de Políticas Públicas, 2013. AMABLE, B. The Diversity of Modern Capitalism. New York: Oxford University Press, 2003. BIZBERG, I.; THÉRET, B. La diversidad de los capitalismos latinoamericanos: los casos de Argentina, Brasil y México. Revue de La Régulation, n. 61, p. 1-22, 2012. BIZBERG, I. Types of capitalism in Latin America. Revue Interventions Économiques - Papers in Political Economy, v. 48, p. 1-45, 2014. BOGLIACCINI, J.; FILGUEIRA, F. Capitalismo en Cono Sur de América Latina luego del final del Consenso de Washington: ¿notas sin partitura? 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348 argumentos v. 15 n. 2 (2018) John Maynard Keynes, reformador utópico ou realista engenhoso? Apontamentos a partir da dinâmica monetária e financeira internacional da segunda metade do século XX Felipe Nogueira Cruz; Keynes, Assimetria, Reforma, Bretton Woods, Dólar O artigo discute as proposições de reforma da ordem mundial postuladas por Keynes, sustentando que as interpretações que tomam esse economista como um reformador utópico, tais como Belluzzo (2004) e Markwell (2006), devem ser qualificadas. A preocupação de Keynes sempre foi lidar com a realidade capitalista e, nesse esforço, ele apreendeu o caráter hierárquico e assimétrico das relações econômicas internacionais. Foi com base nessa constatação que ele defendeu a instituição da Clearing Union, um arranjo multilateral para a compensação dos pagamentos entre países e com poder de emitir a moeda universal, chamada de bancor. Além disso, muitos dos problemas apontados por Keynes acentuaram-se nas últimas décadas em virtude da dinâmica acicatada pelos mercados financeiros globalizados, revelando a contemporaneidade de suas reflexões. ARIENTI, Patricia F. F. O dólar como moeda de reserva internacional e os limites da autonomia de política econômica dos Estados Unidos. Boletim Meridiano 47, V.14, n. 140, p. 3-10, nov./dez. 2013. BAER, Monica; CINTRA, Marcos Antonio Macedo; STRACHMAN, Eduardo; e TONETO JR., Rudinei. Os desafios à reorganização de um padrão monetário internacional. Economia e Sociedade, Campinas, V.4, p. 79-126, 1995. BELLUZZO, Luiz Gonzaga de Mello. As transformações da economia capitalista no pós-guerra e a origem dos desequilíbrios globais. Política Econômica em Foco, n. 7, p. 24-41, nov. 2005/abr. 2006. ______. Dinheiro e as transfigurações da riqueza. In: TAVARES, Maria da Conceição; FIORI, José Luís. (Org.). Poder e dinheiro: uma economia política da globalização. 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349 argumentos v. 15 n. 2 (2018) O mito da democracia racial e a relação entre raça e política no Brasil: reflexões a partir de Carlos Hasenbalg Luciana Garcia de Mello; racismo, raça, política, desigualdade racial, dominação racial Esse ensaio focaliza a relação entre raça e política no Brasil a partir de uma releitura do livro Discriminação e desigualdades raciais no Brasil, publicado em 1979, por Carlos Hasenbalg. O que ganha destaque na abordagem de Hasenbalg é a dimensão política do racismo, o que permite pensar esse fenômeno em termos estruturais, isto é, enquanto um sistema de opressão e de dominação. Interessa-nos recuperar essa discussão com o objetivo de explicitar a importância do mito da democracia racial para a elite brasileira e refletir sobre os impasses que os movimentos negros encontram para empreender a luta antirracista no Brasil, no período atual. Esse mito tornou possível ocultar o conflito racial, o que permitiu relegar o racismo à esfera privada, fazendo com que no senso comum ele exista apenas enquanto casos isolados de preconceito e de discriminação racial. AZEVEDO, Thales de. As Elites de cor numa cidade brasileira. Um estudo de ascensão social e classes sociais e grupos de prestígio. Paris: Unesco, 1953. AZEVEDO, Thales de. Democracia racial: ideologia e realidade. Petrópolis: Vozes, 1975. BAIRRO, Luiza. Orfeu e o Poder: uma perspectiva afro-americana sobre a política racial no Brasil. Revista Afro-Ásia, n. 17, p. 173 – 186, 1996. DOMINGUES, Petrônio. Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo (online). vol.12, n.23, p.100-122, 2007. FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: Ática, 1978. Volume I. FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972. FRY, Peter. Ciência social e política “racial” no Brasil. 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350 argumentos v. 15 n. 2 (2018) YVY MARAE ‟Y-terra de outrora: da terra profana à terra sagrada guarani Mbyá da Amazônia paraense Rosalvo Ivarra Ortiz;Almires Martins Machado; Guarani, Amazônia, Cosmologia. Há dicotomia sobre até que ponto a interiorização, a dispersão e a caminhada Guarani nos períodos posteriores à conquista ocorreram somente sob o signo de “reação” a esta ou por outras indagações, como dissensos internos ou motivação cosmológica, assim como se o Oguatá (caminhar) ocorria antes da chegada dos colonizadores europeus e se aconteciam, quais seriam os motivos? Assim presente artigo procura analisar sob as óticas da antropologia, a forma como as lideranças religiosas Mbya cumprem os sonhos auferidos de Nhanderú Ete, originando-se a caminhada em direção à Terra Sem Mal, a Yvy Marãe‟Y, retornam ao local de ocupação de outrora ou à terra indicada por Nhanderú, com a qual mantém laços históricos de luta. Os conflitos se intensificam com a demarcação/ampliação dos territórios ou de terra para o Guarani Mbya, como no caso do Pará, que andaram por cerca de cem anos até encontrar a terra onde exercitar o modo correto de se viver; o dissenso potencializa o etnocentrismo, a discriminação, o racismo, o estigma de ser índio, bugre, preguiçoso, alcoólatra, “raça inferior”. A pesquisa versa sobre o modo como escolhem”, “adotam”, “retomam”, ressignificam, reterritorializam, guaranizam a terra onde pausaram a caminhada. O presente artigo é resultado de uma pesquisa etnográfica e bibliográfica realizada entre o Guarani Mbyá do Pará- Amazonia Meridional do Brasil. Dessa forma, para a elaboração do texto foram analisados vários materiais que foram formulados em outrora acerca da etnia Guarani como Nimuendajú, Shaden, Clastres, Meliá, Chamorro e Litaiff. Assim a nova pesquisa etnográfica comprovou que há diferenças significativas entre as cosmologias Guarani (Mbyá, Kaiowá e Ñandeva), apesar de possuir algumas semelhanças. Portanto, como resultados ficaram evidentes que os Mbyá sempre estão contextualizados com a busca da terra isenta do mal. CADOGAN, Leon. [1959] 1992 - Ayvu Rapyta - textos míticos de los Mbyá-Guarani del Guairá. Asunción, Fundación León Cadogan, Ceaduc/Cepag. CHAMORRO, Graciela. 2008. Terra madura, yvy araguyje: fundamento da palavra guarani. Dourados, MS: Editora da UFGD. CICCARONE, Celeste. 2001. Drama e sensibilidade: migração, xamanismo e mulheres Mbyá Guarani. Tese de doutorado. Programa de Pós-Graduação em antropologia, Pontifícia Universidade Católica. São Paulo. CLASTRES, Helene. 1978. Terra sem mal. Editora brasiliense. São Paulo. CRAPANZANO, Vincent. 2005. Horizontes imaginativos e o aquém e além. Revista de Antropologia, São Paulo, v. 48, n. 1, p. 363-384, jan./jun. ______. 1990. 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351 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Colonização, quilombos, modos e significações Breno Silva; Colonização, Quilombos, Modos e Significações Resenhar a obra de Antônio Bispo dos Santos, “Colonização, quilombos: modos e significações”, é uma oportunidade de nos debruçarmos sobre as novas faces que as universidades brasileiras vêm ganhando nas últimas décadas. Muitas dessas mudanças vinculadas a forte atuação de movimentos sociais e iniciativas de diferentes coletivos para promover novos contornos ao ambiente acadêmico. É indiscutível a invisibilização histórica de autoras e autores negros e indígenas nos espaços acadêmicos, apesar da grande relevância de suas produções. No próprio prefácio da presente obra, José Jorge de Carvalho chama atenção para as contribuições de Edison Carneiro e Clóvis Moura sobre a historicização dos quilombos no Brasil, de Beatriz Nascimento e sua análise das periferias dos espaços urbanos compreendidos como manifestações de quilombos, essa influenciada por Abdias do Nascimento a quem devemos uma das mais potentes ressemantizações da própria categoria “quilombo”, vinculada a um projeto pan-africanista de nível intercontinental que tinha como base a Diáspora africana nas Américas. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras de quilombos, terras indígenas, “babaçuais livres”, “castanhais do povo”, faxinais e fundos de pastos: terras tradicionalmente ocupadas. Manaus: pgsca–ufam, 2008. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1988. BRASIL, Decreto 6040, de 07 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, 08 fev. 2007. GOLDMAN, Márcio. Quinhentos anos de contato: por uma teoria etnográfica da (contra)mestiçagem. Mana vol.21 no.3 Rio de Janeiro Dec. 2015. IBERÊ, Daniel. IIRSA - a serpente do capital: pilhagem, exploração e destruição cultural na América Latina (Santo Antônio e Jirau). Rio Branco: Edufac, 2015. KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. Companhia das Letras, 2015. LITTLE, Paul E. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade. Série Antropologia. Nº 322. Brasília: DAN/UNB. 2002. LUCIANO, Gersem José dos Santos. EDUCAÇÃO PARA MANEJO E DOMESTICAÇÃO DO MUNDO ENTRE A ESCOLA IDEAL E A ESCOLA REAL Os dilemas da educação escolar indígena no Alto Rio Negro. 2011. 370f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-graduação em Antropologia Social - Universidade de Brasília, 2011. OLIVEIRA, João Pacheco de. Uma etnologia dos “índios misturados”? Situação colonial, territorialização e fluxos culturais. Mana 4(1), p. 47-77, 1998. PASSOLD, Sirlene Barbosa Corrêa. Desapocadas: concepções de beleza e conhecimentos tradicionais de mulheres quilombolas do Puris- MG. 2017. 147 f., il. Dissertação (Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais) - Universidade de Brasília, 2017. SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, Quilombos, Modos e Significações. Brasília: INCTI/UnB, 2015. XAKRIABÁ, Célia Nunes Correia. O Barro, o Jenipapo e o Giz no fazer epistemológico de Autoria Xacriabá: reativação da memória por uma educação territorializada. 2018. Dissertação (Mestrado em Mestrado Profissional Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais) – Universidade de Brasília. 2018.
353 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Pensamiento y metodologías cualitativas sobre migraciones en América Latina María del Carmen Villarreal Villamar;Lucila Nejamkis;Jacque Ramírez;Andréa Vettorassi; estudios migratorios, metodologías cualitativas, América Latina As migrações internas e internacionais são um fenómeno central na América Latina e o pensamento regional produzido sobre este tema, assim como as metodologias utilizadas para analisá-lo contam com una sólida trajetória. Com efeito, hoje a região é um dinâmico polo de produção de estudos sobre o fenómeno migratório a nível global. Neste dossiê nosso objetivo é oferecer um breve panorama dos estúdios migratórios na América Latina. Para tanto, analisamos os traços regionais da mobilidade humana e alguns exemplos das contribuições da América Latina aos estudos migratórios e as metodologias qualitativas utilizadas neste campo. O artigo finaliza com uma breve apresentação dos textos que compõem este dossiê. AJA, Antonio. 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354 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Pensar el espacio, pensar los sujetos migrantes. Para una teoría de la apropiación subjetiva del espacio Fulvio Rivero Sierra; migración, subjetividad, espacio En el importante recorrido del campo de los estudios migratorios se ha avanzado sobre muchos de los tópicos que han sido objeto de sus indagaciones; sin embargo, es necesario señalar también que la producción presenta ciertos desbalances. En efecto, la producción científica con orientación “objetivista” sigue siendo más profusa que la “subjetivista”; aun cuando esta última cada vez es más importante. En los hechos esto se ha traducido en que aun sabemos poco, en términos comparativos, acerca de lo que acontece en el seno de la subjetividad del actor migrante (Halfacree, 2004; Arango, 1985). Si todavía refinamos aun más la mirada, lo que sabemos acerca del modo en que el sujeto migrante se vincula con el espacio, los mecanismos por los cuales lo incorpora, lo interpreta, les otorga valor y sentido, etc. es todavía un campo de estudio en formación tanto teórico conceptual, como metodológico. El presente trabajo apunta a contribuir a cubrir parte de esta vacancia desde lo teórico conceptual, pero tomando como punto de partida las investigaciones realizadas sobre el caso de los migrantes bolivianos del altiplano de origen campesino a la provincia de Tucumán, Argentina. Se analizan, y relacionan, especialmente los conceptos de “cultura migratoria”, “lugar” y “territorio migratorio”. Finalmente, el trabajo propone algunos lineamientos de tipo metodológico para el abordaje de estos tópicos. AGNEW, J. (1984) “Place and Political Behaviour: the geography of Scottish nationalism”. Political Geography Quarterly, 3, 151-165 AGNEW, J. (1987) Place and Politics. 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355 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Pensar a partir dos migrantes: a perspectiva de Thomas e Znaniecki Aryadne Wadely; Migration, Narratives, Ethnography, Political Anthropology, Migration Studies A gestão das políticas migratórias constrói a imigração como um problema, sobretudo quando esses corpos moventes participam de disputas e rupturas sociais nos espaços urbanos. Este artigo, em contrapartida, assume o desafio de tomar o fenômeno migratório como perspectiva. William I. Thomas e Florian Znaniecki (1974) se tornaram um marco dos estudos migratórios especialmente por consolidarem uma metodologia de pesquisa na qual a descrição densa de uma situação social foi construída dando notória ênfase ao que mulheres e homens diziam sobre eles próprios. É uma proposta de apreender a migração pelos seus trânsitos e, sobretudo, como uma experiência subjetiva a partir das relações tecidas por migrantes, das redes por eles agenciadas e de suas narrativas. Objetiva-se delinear e disputar uma epistemologia sobre os movimentos migratórios contemporâneos, de modo a resgatar a potência proeminente dessa etnografia clássica: pensar a partir dos migrantes como viés metodológico e como prática política. ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA REFUGIADOS (ACNUR). The Global Report. 2017. Disponível em: . Último acesso em: 20 out 2017. BUTLER, Judith. Quadros de Guerra: quando a vida é passível de luto? 2a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. DAS, Veena. Tecnologías delyo: la pobreza y lasaludenun entorno urbano. In: DAS, Veena. Sujetosdeldolor, agentes de dignidad. Bogotá: Universidad Nacional de Colombia/ Facultad de Ciencias Humanas/PontificiaUniversidadJaveriana/Instituto Pensar, 2008. DE JESUS, Carolina Maria. Quarto de Despejo: diário de Uma favelada. São Paulo: Ática, 2007. FASSIN, Didier. La Rasion Humanitaire: une histoire morale du temps présent. Paris: Editions du Seuil, 2010, 358p. FOUCAULT, Michel. Segurança, Território e População. São Paulo: Martins Fontes, 2008, 572p. _____. Em Defesa da Sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). 2a ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010, 269p. HANNERZ, Ulf. Explorando a Cidade: em busca de uma antropologia urbana. Rio de Janeiro: Vozes, 2015. MEZZADRA, Sandro. Derecho de fuga: migraciones, ciudadanía y globalización. Madrid: Traficantes de Sueños, 2005, 178p. SAYAD, Abdelmalek.Uma família deslocada, A maldição e A emancipação. In: BOURDIEU, Pierre (coord.). A miséria do mundo. Petrópolis: Vozes, 1997, p. 35-62; 651-672; 673-682. SIMMEL, Georg. O estrangeiro. RBSE 4 (12): 265-271, 2005. _____. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, Otávio Guilherme(org.)O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Zahar Editores, p. 11-25, 1976. THOMAS, WilliamI. & ZNANIECKI, Florian. The Polish Peasant in Europe and America. New York: Octagon Books, 1974.
356 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Brotes nómades - el viaje como modo de vida. Un recorrido por la metodología de una etnografía multisituada Laura Mercedes Oyhantcabal; nomadismo, etnografía multisituada, modo de vida, viajeros, turismo mochilero. Algunos sujetos tienen la posibilidad de elegir el viaje como su modo de vida, se desarraigan de un territorio fijo para desplazarse de forma semi o no estructurada por tiempo indefinido, financiándose mientras viajan y sin otra proyección a futuro más que el de seguir viajando. Su elección es considerada un proyecto de vida individual que integra prácticas, disposiciones, apariencias y discursos específicos. Este artículo presenta la metodología de la tesis “Eligiendo ser nómade en la sociedad contemporánea” (Oyhantcabal, 2016) que busca entender el modo de vida de este tipo de viajeros en base a los elementos subjetivos que configuran sus elecciones, las prácticas y representaciones respecto al espacio y el tiempo, y las vivencias y representaciones del trabajo y la subsistencia. La investigación se realizó a partir de una etnografía multisituada con trabajo de campo con los viajeros en diversos formatos y en múltiples escenarios. ABELES, Marc. El campo y el Sub campo. En: GHASARIAN, Christian. De la etnografía a la antropología reflexiva. 2008. Buenos Aires, Argentina: Ediciones del Sol. 2008. BAUMAN, Zygmunt. Modernidad líquida. Buenos Aires, Argentina: Fondo de Cultura Económica. 2000 CABELLO, Antonio Martín. El turismo Backpacker en Chile como expresión de una subcultura juvenil global. Cuadernos de Turismo N 34. Universidad de Murcia, España. p. 165-188. 2014. CALLE, Laura; VILLARREAL, María del Carmen. Etnografía dentro y fuera de los estudios migratorios: una revisión pertinente. Sociedad e Cultura. V 20 N 2. Goiânia, Brasil. p. 51-73. 2017. CLIFFORD, James; MARCUS, George. Retóricas de la antropología. Madrid, España: Ediciones Jucar. 1991 CLIFFORD, James. Culturas Viajeras. Revista de Occidente. N 170-171. p. 45-74. 1995. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Mil Mesetas. Valencia, España: Editorial Pre-textos. 2004 ESPINOSA, Cecilia. Viajeros al margen. Relatos nómades desde el espacio salteño. España: Editorial Académica Española. 2012. GEERTZ, Clifford. La interpretación de las culturas. Barcelona, España: Editorial Gedisa. 2003 GUBER, Rosana. La etnografía, método, campo y reflexividad. Bogotá, Colombia: Grupo Editorial Normal. 2001 HARAWAY, Donna. Ciencia, cyborgs y mujeres. La invención de la naturaleza. Madrid, España: Editorial Cátedra. 1995 MAFFESOLI, Michel. El instante eterno. El retorno de lo trágico en las sociedades posmodernas. México DF, México: Editorial Paidós. 2001 MAFFESOLI, Michel. El nomadismo. Vagabundeos iniciáticos. México: Fondo de Cultura Económica. 2004 MARCUS, George; FISCHER, Michael. La antropología como crítica cultural. Un momento experimental en las ciencias humanas. Buenos Aires, Argentina: FLACSO. 2000 MARCUS, George. Etnografía en/del sistema mundo. El surgimiento de la antropología multilocal En: Revista Alteridades 11 (22). p. 111-127. 2001. MONTEIRO SILVA, Igor. Backpackers. Notas sobre o universo de prácticas mochileras. 2011. Disponible en: (Acceso en may. 2015) NOGUÉS, Antonio Miguel. Genealogía de la difícil relación entre antropología social y turismo . Revista PASOS: Revista de Turismo y Patrimonio Cultural V7 N1. p: 43-56. 2009. OYHANTCABAL, Laura Mercedes. Eligiendo ser nómade en la sociedad contemporánea. Una aproximación a las prácticas y discursos de quienes eligen el viaje como modo de vida. Montevideo, Uruguay: Universidad de la República. 2016. Disponible en: (Acceso en abr. 2018) PERRET, Gimena. Territorialidad y práctica antropológica: desafíos epistemológicos de una antropología multisituada/multilocal. KULA. Antropólogos del Atlántico Sur. Argentina. p. 52 – 60. 2011. Disponible en: (Acceso en: jun. 2018) PINHEIRO, Mauro. Estilos de vida e individualidade. Horizontes Antropológicos año 16, N 33. Porto Alegre, Brasil. p. 41-53. 2010. PRATT, Mary Louise. Ojos imperiales. Literatura de viajes y transculturación. México: Fondo de Cultura Económica. 2010 RICHARDS, Greg; WILSON, Julie. The global nomad. United Kingdom: Channel View Publications-Series Editor. 2004 VELHO, Gilberto. Metrópole, cosmopolitismo e mediacao. Horizontes Antropológicos año 16, N 33. Porto Alegre, Brasil. p. 15-23. 2010. WHEATON, Belinda. Understanding Lifestyle Sports. Consumption, identity and difference. New York, USA: Routledge. 2004.
357 argumentos v. 15 n. 1 (2018) De perto e por dentro do ringue: boxe, mobilidade e os desafios de uma etnografia onde “é o movimento que conta” Michel de Paula Soares; boxe, corpo, território, mobilidade, relações raciais. O presente artigo apoia-se em uma etnografia em duas academias de boxe na cidade de São Paulo, localizadas em diferentes territórios – Baixada do Glicério e Tatuapé. Para isso, coloco meu próprio corpo em campo como ferramenta de investigação através da aprendizagem do pugilismo.Acompanho e me interesso pelas trajetórias e histórias de vida de meus interlocutores, em sua maioria homens negros em distintas condições de mobilidade, cidadania e vulnerabilidade, entre eles os angolanos Leon e Jonas.Pretendo demonstrar como, transitando entre as categorias “perigoso” e “em perigo”, entre a vitimização e a moral meritocrática, eles apresentam múltiplas maneirasde fazer-cidade (Agier, 2015) através de seus corpos-território. Além disso, é através das aulas de boxe que uma série de memórias e relatos autobiográficos são expostos por meus companheiros de treino, assim como reflexões sobre raça, violência e desigualdade. Desta maneira, buscoapresentar minha própria trajetória de pesquisa, ressaltando alguns procedimentos para o estudo das migrações internacionais ancoradas no eixo sul-sul, mais especificamente as relações de mobilidade entre Brasil e Angola. O mundo do boxe envolve uma emaranhada e complexa trama política-social, justapondo masculinidades conflitantes e contraditórias, significados sobre racismo e violência, disciplina e sacrifício, espaços urbanos e fronteiras simbólicas, resultando em dinâmicas históricas singulares e carregadas de significação para as pessoas envolvidas. Assim, a confluência dos sujeitos em mobilidade com o boxe, prática onde “é o movimento que conta” (DeeDee, em Wacquant, 2002, p.121) apresenta-se como fértil território para as discussões sobre corpo, território, mobilidade e relações raciais. AGIER, Michel. “Refugiados diante da nova ordem mundial”. In: Tempo Social, Revista de Sociologia da USP, v.18, n2, 2006. _________. “Do direito à cidade ao fazer-cidade: o antropólogo, a margem e o centro”. In: Mana 21 (3), 2015. APPIAH, Kwame Anthony. Na casa de meu pai – A África na Filosofia da Cultura. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. BÁLSAMO, Pilar U. “Migrações entre a Costa do Marfim e a Venezuela: local, global”. In: Cartografias da imigração: interculturalidade e políticas públicas. Porto Alegre: UFRGS, 2007. BERTHO, Alain. “Penser la ville monde”. In Socio-anthropologie n. 16, 2005. 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358 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Do amor e outras demandas: homens alemães, os trópicos e a plataforma brazilcupid.com Thais Tiriba; Fluxos matrimoniais transnacionais, masculinidades, gênero, raça. Nesse artigo, apresento a plataforma de relacionamento Brazilcupid.com e abordo algumas características gerais dos alemães membros dela. Baseada em minhas correspondências com alguns deles, apresento os altos e baixos de suas vivências online, suas experiências prévias no Brasil e América Latina e suas noções acerca da mulher brasileira e do Brasil em relação àquelas da mulher alemã e da Alemanha. Tais homens buscavam mudanças para suas vidas. Vivenciavam a experiência do internet dating na esperança de encontrarem para si felicidade. Esta, dada através da realização amorosa, pareceu por vezes estar relacionada a lembranças nostálgicas. De um lado, relacionado a uma temporalidade das relações de gênero “complementares”, e de outro, relacionado a suas próprias experiências na América Latina na juventude. Seus ideais de relacionamento com “proximidade corporal e emocional” não poderiam ser alcançados com suas conterrâneas e localizavam as peculiaridades da mulher brasileira a partir do clima/natureza e da diferente “educação”. ANGÉ, Olivia., BERLINER, David. Anthropology and Nostalgia. Nova Iorque: Berghahn Books, 2014. BELELI, Iara. Amores online. In: PELÚCIO, Larissa et al (orgs.) Olhares plurais para o cotidiano: gênero, sexualidade e mídia. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. ________, Iara. O imperativo das imagens: construções de afinidades nas mídias digitais. Cad. Pagu, n.44, 2015. BLANCHETTE, Thaddeus. “Fariseus” e “gringos bons”: masculinidade e turismo sexual em Copacabana. In: PISCITELLI, Adriana; ASSIS, Gláucia de Oliveira; OLIVAR, José Miguel Nieto (orgs.) Gênero, sexo, afetos e dinheiro: mobilidades transnacionais envolvendo o Brasil.Campinas: UNICAMP/PAGU, 2011. CONSTABLE, Nicole. Romance on a global stage: pen pals, virtual ethnography, and “mail order” marriages. Berkeley: University of California Press, 2003. GLOWSKY, David. Why Do German Men Marry Women from Less Developed Countries? An Analysis of Transnational Partner Search Based on the German Socio Economic Panel. SOEPpapes, n.61, 2007. LEHMANN-CARPZOV, Ana Rosa. Turismo e Identidade: Construção de identidades sociais no contexto do turismo sexual entre alemães e brasileiras na cidade do Recife. Recife, 1994. Dissertação (Mestrado em Antropologia) - Universidade Federal de Pernambuco. MOUTINHO, Laura. Razão, “cor” e desejo: uma análise comparativa sobre relacionamentos afetivo-sexuais “inter-raciais” no Brasil e na África do Sul. São Paulo: Editora Unesp, 2004. PELÚCIO, Larissa. Narrativas Infiéis: notas metodológicas e afetivas sobre experiências das masculinidades em um site de encontros para pessoas casadas. Cad. Pagu, n.44, 2015. ROSA, Renata de Melo. Cariocas e estrangeiros: gênero e identidade nacional no processo identitário. Mneme – Revista de Humanidades. v.1, n.2, 2000. SCHAEFFER-GRABIEL, Felicity. Cyberbrides and Global Imaginaries: Mexican women’s turn from the national to the foreign. Space and Culture, v.7, n.1, 2004. SILVA, Ana Paula da; BLANCHETTE, Thaddeus. “A mistura clássica”: miscigenação e o apelo do Rio de Janeiro como destino para o turismo sexual. Bagoa, n.5, 2010. TIRIBA, Thais. Uma atraente esposa brasileira ou seu dinheiro de volta: uma análise de agências de casamento especializadas em unir mulheres brasileiras a homens alemães. São Paulo, 2017. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade de São Paulo.
359 argumentos v. 15 n. 1 (2018) “Now it’s your turn!” Identifying positionalities and boundary shifting in ethnographic fieldwork Ana Irine Rovetta Cortés; Migration studies; Ethnographic fieldwork; Positional reflexivity; Boundary lens In the field of migration studies there has been significant debate around the advantages associated with sharing a national or ethnic belonging with research participants. This article joins the recent contributions of female migrant investigators who have opted for what I here refer to as positional reflexivity, questioning the aprioristic conditions of insiderness or outsiderness and advocating for a constant revision of the positionalities and negotiations of power that come into play in the field. I describe the considerations generated by the implementation of this approach in a qualitative study I carried out in the Italian region of Veneto, in which I examined the complex and shifting boundaries that were explicitly mentioned during my encounters with key informants in institutional and associational environments, as well as during interviews with first and second-generation Argentinian migrants. I observe that multiple positionalities such as legal status, university position, national and provincial origin, ethnic origin, migratory generation, gender and age conditioned my interactions with research participants. ANTHIAS, Floya. Thinking through the lens of translocational positionality: An intersectionality frame for understanding identity and belonging. Translocations: Migration and Social Change, Belfast, v. 4, n. 1, p. 5-20, 2008. ROVETTA CORTÉS, Ana Irene. Diaspora engagement policies and migrants’ narratives across the Atlantic. In Margueritis, Ana (ed.),Shaping Migration between Europe and Latin America: New Approaches and Challenges, Institute of Latin American Studies, London, 2018. ROVETTA CORTÉS, Ana Irene. Si me dieran un billete de avión: recurriendo a la elucidación gráfica en entrevistas con menores de edad. EMPIRIA, Revista de metodología de ciencias sociales, vol. 36,2017. ROVETTA CORTÉS, Ana Irene. Pertenencias danzantes: migración familiar y políticas de retorno. IEPALA, Madrid, 2016. GLICK SCHILLER, Nina; ÇAĞLAR, Ayşe; GULDBRANDSEN, Thaddeus C. Beyond the ethnic lens: Locality, globality, and born‐again incorporation. American ethnologist, Washington, vol. 33, n. 4, p. 612-633, 2006. GRAY, Breda. Putting emotion and reflexivity to work in researching migration. Sociology, Manchester, vol. 42, n. 5, p. 935-952, 2008. GUNARATNAM, Yasmin. Researching race and ethnicity: Methods, knowledge and power. Sage, London, 2003. LEUNG, Maggi W. H. ‘Talk to her, she is also Chinese’: A Reflection on the spatial-temporal reach of co-ethnicity in migration research. Forum: Qualitative Social Research, Berlin, vol. 16, n. 2, 2015. MACBETH, Douglas. On ‘reflexivity’ in qualitative research: Two readings, and a third. Qualitative Inquiry, Bradford, vol. 7, n. 1, p. 35–68, 2001. MANNHEIM, Karl. Essays on the sociology of knowledge. Routledge, London, 1959. MOROŞANU, Laura. Researching coethnic migrants: Privileges and puzzles of ‘insiderness’. Forum: Qualitative Social Research, Berlin, vol. 16, n. 2, 2015. NOWICKA, Magdalena; RYAN, Louise. Beyond insiders and outsiders in migration research: Rejecting a priori commonalities. Introduction to the FQS thematic section on ‘Researcher, migrant, woman: Methodological implications of multiple positionalities in migration studies’. Forum: Qualitative Social Research, Berlin, vol. 16, n. 2, 2015. PILLOW, Wanda. Confession, catharsis or cure? Rethinking the uses of reflexivity as methodological power in qualitative research. Qualitative Studies in Education, Indianapolis, vol. 16, n. 2, p. 175-196, 2003. ROSE, Gillian. Situating knowledges: Positionality, reflexivities and other tactics. Progress in Human Geography, Manchester, vol. 21, n. 3, p. 305-320, 1997. RYAN, Louise. ‘Inside’ and ‘outside’ of what or where? Researching migration through multi-positionalities. Forum: Qualitative Social Research, Berlin, vol. 16, n. 2, 2015. SHINOZAKI, Kyoko. Transnational dynamics in researching migrants: Self-reflexivity and boundary-drawing in fieldwork, Ethnic and Racial Studies, Guildford, vol. 35, n. 10, p. 1810-1827, 2012. WIMMER, Andreas; and GLICK SCHILLER, Nina. Methodological nationalism and beyond: Nation-state building, migration and the social sciences. Global Networks, Oxford, vol. 2, n. 4, p. 301-334, 2002. WYLIE, Alison; POTTER, Elisabeth; BAUCHSPIES, Wenda K. Feminist perspectives on science. In ZALTA, Edward N. (ed.), The Stanford Encyclopedia of Philosophy, Stanford University, Stanford, 2010. YUVAL-DAVIS, Nira. The politics of belonging: Intersectional contestations. Sage, Londres, 2011.
360 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Frecuencia Boliviana: entre la lógica comunitaria y la lógica comercial Lucía Blasco; Radiodifusión Boliviana, Buenos Aires, radios comunitarias, radios comerciales, etnografía Este trabajo, expone las características generales que presentan las radios gestionadas por y destinadas a la población boliviana residente en el Área Metropolitana de Buenos Aires a partir de una mirada etnográfica. Asimismo, se dará cuenta de las tensiones existentes en torno al perfil identitario de estas radios (si son radios comunitarias o son radios comerciales). Para ello, resulta necesario reconstruir la historia de la radiodifusión boliviana. Veremos cómo, atravesadas por un contexto migratorio, en estas radios confluyen diferentes elementos (provenientes de lo comunitario y de lo comercial) de diferente orden (político, económico, jurídico y sociocultural) cuyas interacciones superan el rol estrictamente comunicacional. BENENCIA, Roberto.El infierno del trabajo esclavo. Las contracaras de las exitosas economías étnicas, en Avá Revista de Antropología, N°15, p 45. 2009. Disponible en http://argos.fhycs.unam.edu.ar/bitstream/handle/123456789/472/ava15_02_benencia.pdf?sequence=1&isAllowed=y Ultimo acceso 12 jun. 2018 ___________ Los inmigrantes bolivianos en el mercado de trabajo de la horticultura en fresco deBuenos Aires”. Cuadernos N° 2. OIM El impacto de las migraciones en Argentina, p, 153-234.Buenos Aires. 2012 CERRUTTI, Marcela y Alicia, MAGUID. Inserción laboral e ingresos de los migrantes de países limítrofes y peruanos en el Gran Buenos Aires, en Notas de Población N°83.CEPALp.75-98. 2007 CORTES, Rosalía y Fernando, GROISMAN.Migraciones, mercado de trabajo y pobreza en el Gran Buenos Aires, en Revista de la CEPAL N°82. (LC/G.2220-P/E) Santiago de Chile. 2004 COURTIS, Corina y María Inés, PACECCA.Migración y derechos humanos: una aproximación crítica al nuevo paradigmapara el tratamiento de la cuestión migratoria en la Argentina. En Revista Jurídica de Buenos Aires. Número especial sobre Derechos Humanos. Facultad de Derecho, Universidad de Buenos Aires. p. 183-200. 2007 DANDLER, Jorge y Carmen, MEDEIROS.Migración temporaria de Cochabamba, Bolivia, a la Argentina: patrones e impacto en las áreas de envío”. En: PESSAR, Patricia (Comp.) Fronteras permeables: migración laboral y movimientos de refugiados en América. Buenos Aires. Planeta. 1991 INDEC. Instituto Nacional de Estadísticas y Censos. Censo Nacional de Población, Hogares y Viviendas 2010.Serie B N° 2. - 1a ed. 2012 KEJVAL, Larisa.Truchas. Los proyectos políticos-culturales de las radios comunitarias, alternativas y populares argentinas”. En CEPED Nº 8, p. 27-48. Buenos Aires: Editorial Prometeo. 2009 LAMAS, Ernesto y Claudia, VILLAMAYOR.. Gestión de la radio comunitaria y ciudadana. FES/ AMARC.Disponible en http://www.vivalaradio.org/comunicacion-alternativa/PDFs/COM_manualdegestion_mod4.pdf. Ultimo acceso 12 jun. 2018 MAGUID, Alicia y Sebastián BRUNO.Migración, mercado de trabajo y movilidad ocupacional: el caso de los bolivianos y paraguayos en el Área Metropolitana de Buenos Aires. En RevistaPoblación de Buenos Aires, V.7, n° 12, p. 7-28. 2010 NOVICK, Susana. Política migratoria en la Argentina. En OTEIZA, Enrique; Susana NOVICK y Roberto ARUJ: Inmigración y discriminación. Políticas y discursos. Buenos Aires. Grupo Editor Universitario. 1997. POSTOLSKY, Glenn y Diego MARINO.Relaciones peligrosas: los medios y la dictadura, entre el control, la censura y los negocio”. En MASTRINI, Guillermo (Coord.) Mucho ruido, pocas leyes: economía y política de comunicación en la Argentina 1920-2007. Buenos Aires: Ediciones La crujía. 2da edición ampliada. 2009 ROSSI, Diego. La radiodifusión entre 1990-1995: exacerbación del modelo privado-comercial”. En MASTRINI, Guillermo (Coord.) Mucho ruido, pocas leyes: economía y política de comunicación en la Argentina 1920-2007. Buenos Aires: Ediciones La Crujía.2da edición ampliada 2009 ULANOVSKY, Carlos. Siempre los escucho. Retratos de la radio argentina en el siglo XXI, Buenos Aires. Emecé. 2007 ________, Carlos [et al]). Días de radio 1960-1995. Historia de los medios de comunicación en la Argentina. Tercera edición. Buenos Aires. Emecé. 2011.
361 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Juventudes ‘latinoamericanas’ en Buenos Aires. Luchas migrantes y configuraciones transnacionales de lo local Débora Gerbaudo Suárez; juventudes, movilidad, movimientos sociales, transnacionalismo, escalas. En este artículo analizamos algunos fenómenos en torno a la movilidad y la no movilidad en las migraciones Sur-Sur, a partir de la experiencia de un segmento de jóvenes latinoamericanos en Buenos Aires. La investigación incorpora la perspectiva de las movilidades y una metodología etnográfica para comprender las experiencias de transnacionalismo político en la región, con foco en las juventudes migrantes. De este modo, primero resumimos un perfil socio-demográfico de las/os jóvenes para comprender quiénes conforman estas juventudes migrantes en la ciudad. Luego, revisamos los factores que influyeron en la migración de estas/os jóvenes y en sus procesos de organización política. En tercer lugar, articulamos una perspectiva transnacional de las migraciones analizando la experiencia de las/os jóvenes en el espacio de la “localidad” atravesada por múltiples escalas. Por último, reflexionamos sobre las nuevas formas de ciudadanía que estas juventudes latinoamericanas construyen en las luchas migrantes de Argentina. ARGENTINA. Presidencia de la República. Decreto de Necesidad y Urgencia 70/2017, Modificación. Ley N° 25.871, Boletín Oficial, 30 ene. 2017. Disponible en: http://servicios.infoleg.gob.ar/infolegInternet/verNorma.do?id=271245. Acceso en: 10 sept. 2017. ARGENTINA. Censo Nacional de Población, Hogares y Viviendas 2010. Censo del Bicentenario: Resultados definitivos Serie B, n 2, Tomo 1. Buenos Aires: Instituto Nacional de Estadísticas y Censos-INDEC, 2012. p. 378. Disponible en: www.indec.gob.ar/ftp/cuadros/poblacion/censo2010_tomo1.pdf. Acceso en: 20 sept. 2017. ARGENTINA. Presidencia de la República. 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362 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Entrevista com Liliana Lyra Jubilut: a contínua busca de proteção integral para pessoas refugiadas e outros migrantes Bruna Soares de Aguiar; categorias, Direitos Humanos, metodologia, migrante, refúgio. Na entrevista concedida a Revista Argumentos, Liliana Lyra Jubilut trata da temática do refúgio a partir dos seguintes eixos principais: metodologia de pesquisa, Direitos Humanos, proteção a pessoas refugiadas e fluxos migratórios na América Latina. Jubilut argumenta, considerando os marcos legais, internacionais e nacionais, as principais lacunas para trabalhar a questão do refúgio, tanto a partir do viés do pesquisador quanto da prática de proteção. A Professora destaca a importância e a necessidade de compreender as pessoas refugiadas e migrantes como sujeitos. ACNUR. Global Trends: Forced Displacement in 2016. 2017. Disponível em: http://www.unhcr.org/5943e8a34.pdf Acessado em: junho de 2016. HADDAD, Emma. The Refugee in International Society. 2009. ISBN: 9780511491351. JUBILUT, Liliana Lyra; MADUREIRA, André Lima. Os Desafios de Proteção aos Refugiados e Migrantes Forçados no Marco de Cartagena + 30. Dossiê: “Migrações Forçadas”. REMHU - Rev. Interdiscip. Mobil. Hum., Brasília, Ano XXII, n. 43, p. 11-33, 2014. MÉDICOS SEM FRONTEIRAS. Forçados a Fugir do Triângulo Norte da América Central: Uma Crise Humanitária Negligenciada. 2017. Disponível em: https://www.msf.org.br/publicacoes/forcados-a-fugir.pdf Acessado em: junho de 2018. MOREIRA, Julia Bertino. Pesquisando Migrantes Forçados e Refugiados: Reflexões sobre Desafios Metodológicos no Campo de Estudos. Rev. Sociedade e Cultura, Goiás. V.20, N.2. p. 154-172. 2017. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fchf/article/view/53079/25586 Acessado em: junho de 2018. ZETTER, Roger. Labelling Refugees: Forming and Transforming a Bureaucratic Identity. Journal of Refugee Studies. V.4, Issue 1. 1991. ___________. More Labels, Fewer Refugees: Remaking the Refugee Label in a Era of Globalization. Journal of Refugee Studies. V.20, Issue 2. 2007.
363 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Educação superior e desenvolvimento no Brasil: expansão e contenção (1961-1971) Dulce Pereira dos Santos;Adriany de Ávila Melo Sampaio;Sarah Jane Durães; Ensino Superior. Desenvolvimento. Expansão. Contenção. Políticas Públicas. Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre educação superior e desenvolvimento no Brasil enfatizando o período compreendido entre o ano de 1961, quando entra em vigor a Lei de Diretrizes e Bases, e o de 1971, quando é aprovada a Lei 5692. A discussão destaca o período no qual se intensificaram as políticas (inter)nacionais de escolarização da população e, dentre elas, as de Educação superior para formação de profissionais de ensino e de pesquisa, caracterizando-se a importância fundamental da educação como estratégia de qualificação de mão de obra para o mercado de trabalho. Em linhas gerais, se identifica que houve uma política de contenção e ao mesmo tempo uma expansão de instituições mediante implantação de instituições privadas e no interior do país. BARROS, C. M. (2007). Ensino superior e sociedade brasileira. São Bernardo do Campo. 2007. 125f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo. BARROS, C. M. (2011). Sobrecertificação e expansão: o ensino superior brasileiro e a exclusão prorrogada de Pierre Bourdieu. Educere et Educare (Impresso), v. 6, 133-147. BERNARTT, M. de L. (2006). Desenvolvimento e ensino superior: um estudo do sudoeste do Paraná nos últimos 50 anos. Campinas. 2006. 272f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas. BONILLA, F. (1962). A educação e o desenvolvimento político no Brasil. RBPE, Rio de Janeiro, INEP, v. 38, n. 88, p. 45-73, out./dez. BRASIL. (1962). Conselho Federal de Educação. Parecer n. 292, de 14 de novembro de 1962. Trata da parte pedagógica dos currículos mínimos relativos aos cursos de licenciatura. Relator: Valnir Chagas. Documenta, Brasília, n. 10, 95-100. BRASIL. (1967). Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 06/08/2015. BRASIL. (1966). Decreto n. 62.937/1966. Disponível em: . Acesso em: 13/08/2014. BRASIL. (1966). Decreto-Lei n. 53, de 18 de novembro de 1966. Fixa princípios e normas de organização para as universidades federais e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 21 nov. BRASIL. (1967). Decreto-Lei n. 252, de 21 de fevereiro de 1967. Estabelece Normas Complementares ao Decreto-Lei n. 53, de 18 de novembro de 1966. Diário Oficial da União, Brasília, 28 fev. BRASIL. (1968). Decreto-Lei n. 464, de 11 de fevereiro de 1969. Estabelece normas complementares à Lei n. 5.540, de 28 de novembro de 1968, e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em 18/12/2013. BRASIL. (1969). Decreto-Lei n. 869 de 12 de setembro de 1969. 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364 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Notas sobre “o mercado em Weber”: espaço de poder e dominação Marconi Gomes da Silva;Francisco Wellington Duarte; Mercado, Economia, Sociedade, Ação Social, Poder. O presente texto tem como objeto central de análise O mercado, tomando como referência fundamental o capítulo sexto do livro Economia e Sociedade de Max Weber. A perspectiva adotada é a de que o mercado é, por excelência, um espaço permeado por relações de poder e dominação e, ademais, marcado pela presença decisiva do dinheiro. Assim, constitui-se em algo que se distancia bastante da perspectiva dominante à época da publicação de Economia e Sociedade e por longo período na teoria econômica, segundo a qual o mercado é uma instituição natural e eterna do mundo dos homens, caracterizada por relações simétricas entre distintos agentes econômicos. A compreensão é a de que, embora a troca se constitua no poder exercido, por excelência, de forma não violenta, enquanto espaço de exercício de poder, não descarta a possibilidade da utilização de recursos extremos de violência como suporte ao processo de enriquecimento e de dominação. BENTHAM, Jeremy. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação. In: MILL, John Stuart e BENTHAM, Jeremy. Coleção Os pensadores, São Paulo: Abril Cultural, 1979. DEANE, Phyllis. A evolução das idéias econômicas. Rio de Janeiro: Zahar, 1980. 287 p. DEYON, Pierre. Mercantilismo (1969). São Paulo: Editora Perspectiva, 1985. HEILBRONER, Robert. A formação da sociedade econômica. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987. 366 p. LEPSIUS, M. Rainer. “Economia e sociedade”: a herança de Max Weber à luz da edição de sua Obra completa (MWG). Tempo soc. [online]. 2012, vol.24, n.1, pp.137-145. MARSHALL, Alfred (1890). Princípios de Economia: tratado introdutório. São Paulo: Nova Cultural, 1985. 441 p. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. 2. ed., São Paulo: Nova Cultural, 1985. V. I, T. 1. 301 p. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. 2. ed., São Paulo: Nova Cultural, 1985. V. I, T. 2. 306 p. POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens da nossa época. Rio de Janeiro: Campus, 198. 349 p. WEBER, Max. Economia e sociedade. 4. ed., Brasília: Editora da UNB, 1998. v. I. 422 p. WEBER, Max. Max Weber:Sociologia. COHN, Gabriel (Org.). 4. ed., São Paulo: Ática, 1989. (Coleção Grandes Cientistas Sociais; 13). 216 p.
365 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Ações extensionistas em propriedades rurais no interior de Prudentópolis-PR Vanessa Alberton;Leonardo Zanlorenci;Ronaldo Ferreira Maganhotto; Extensão; Comunidade; Turismo; Aprendizado; Desenvolvimento. Têm como objetivo abordar a importância de desenvolver a extensão universitária junto à comunidade. Portanto, apresenta as experiências obtidas na execução do projeto de extensão “Roteiro Turístico no Meio Rural: uma alternativa não agrícola para complementação de renda das pequenas propriedades do município do Prudentópolis/PR”, vinculado ao Programa Universidade Sem Fronteiras (USF), à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e à Universidade Estadual do Centro-oeste (UNICENTRO). Através de pesquisa qualitativa, descritiva, utilizou-se de observação direta e análise documental em dados primários e secundários. Observou-se que a extensão universitária agrega ao processo de desenvolvimento comunitário. Ocorre o amadurecimento dos acadêmicos, aperfeiçoando os saberes, possibilitando o compartilhamento de informações e técnicas em variadas áreas do conhecimento. Por meio da execução destes projetos, a imagem da instituição de ensino vai sendo moldada pelos extensionistas, levando para a população as possibilidades e ações que podem ser desenvolvidas junto à comunidade. BAGGIO, Adelar F.; BAGGIO, Daniel K.. Empreendedorismo: conceitos e definições. Revista de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia. Vol.1, nº 1, 2014, p. 25-38. BASIL, Douglas; COOK, Curtis W. E empresário diante das transformações sociais, econômicas e tecnológicas. In: KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Universidade e comunidade na edificação da sociedade. São Paulo: Edições Loyola, 1992. BRASIL. Lei º 5.540, de 28 de novembro de 1968. Disponível em: . Acesso em 11 de maio, 2016. BRASIL. Ministério do Turismo. Marcos conceituais. Disponível em: . Acesso em 11 de maio, 2016. ______. Turismo movimenta R$ 492 bilhões no Brasil em 2014. Brasília, 2015. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br/turismo/2015/03/turismo-movimenta-r-492-bilhoes-no-brasil-em-2014>. Acesso em 11 de maio, 2016. ______. Roteiros do Brasil: Turismo e Sustentabilidade. Brasília, 2007. ______. Programa de Turismo Rural na Agricultura Familiar. Brasília, 2004. DIEGUEZ-CASTRILLON, Maria Isabel; et al. Turismo rural, empreendedorismo e gênero: um estudo de caso na comunidade autônoma da Galiza. Revista de Economia e Sociologia Rural. Brasília, vol. 50,nº 2, abr./jun. 2012. EMBAIXADA DA UCRÂNIA NO BRASIL. Prudentópolis, a pequena Ucrânia. Disponível em: < http://brazil.mfa.gov.ua/pt/press-center/news/44615-prudentpolis-shtat-paran-brazilija-ce-mala-ukrajina>. Acesso em 25 de fevereiro de 2016. FACULDADES FORMAÇÃO MOCOCA. Manual de Extensão Universitária. Ano 2009. FARESIN; Roseli. O turismo rural como instrumento para o desenvolvimento sustentável no município de Quilombo, SC. Artigo de conclusão do curso de Especialização em Desenvolvimento Regional Sustentável. Universidade Comunitária da Região de Chapecó – Unochapecó. Chapecó, 2016. FORPROEX – Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus, 2012. ______. Avaliação Nacional da Extensão Universitária. Brasília, 2001. ______.Indissociabilidade Ensino-Pesquisa- Extensão e a flexibilização curricular: Uma visão da extensão. Brasília,2006. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2010. GUIL, Chico. et al. Prudentópolis 100 anos. Prudentópolis: Editora Artheiros, 2006. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Paraná: Prudentópolis. 2010. Disponível em: . Acesso em 10 de maio, 2016. LUDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo, EPU, 1986. MINAYO, M. C. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 29 ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2010. PHILERANO, D.; SOUZA, O. T.; BAGOLIN, I. P. O turismo rural como alternativa de desenvolvimento para a agricultura familiar: investigação sobre suas possibilidades nos municípios de Taquara e Rolante (RS). Ensaios FEE. Vol. 30. 2009. SANTOS, Marcos Pereira. Extensão Universitária: Espaço de aprendizagem profissional e suas relações com o ensino e a pesquisa na educação superior. Artigo. Revista Conexão UEPG, 2012, p. 154-163.
366 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Deliberação habermasiana e efetividade na construção da regulação brasileira Elisiane Carra Tunes;Antônio Carlos dos Santos; Deliberação; Esfera pública; Políticas públicas ambientais brasileiras. Desde a promulgação da Carta Magna de 1988 no Brasil houve uma proliferação de formas e instâncias de participação: lugares de encontro, discussão e deliberação entre sociedade e estado. É fundamental celebrar os avanços que a criação dessa institucionalidade representa. Porém, garantir canais formais de participação e deliberação não significa, por si só, que esta se dê de forma igualitária, generalizada e eficaz. A principal indagação está relacionada à capacidade dessa participação traduzir-se em uma efetiva democratização nos procedimentos de gestão dos assuntos públicos contribuindo, dessa maneira, para o aperfeiçoamento de políticas públicas. Dessa maneira, examina-se, neste artigo, os conceitos de deliberação e esfera pública sob a perspectiva da teoria de Habermas e seus comentadores, bem como analisa-se de que forma o debate pode ser utilizado para a construção coletiva de uma política pública. Sua parte final trata da efetividade deliberativa, ao tempo em que se pretende analisar o nível de aceitação das contribuições apresentadas pela sociedade para elaboração ou modificação de políticas públicas, sobretudo as políticas ambientais brasileiras. ABERS, R.; JORGE, K. D. Descentralização da Gestão da Água: Por que os comitês de bacia estão sendo criados? Ambiente & Sociedade, vol. VIII, nº. 2, jul/dez, 2005. _______________. Representação política e conferências: estabelecendo uma agenda de pesquisa. In: AVRITZER, L. Conferências Nacionais: atores, dinâmicas participativas e efetividade. Brasília: IPEA, 2013. ALMEIDA, D.; CUNHA, E. S. M. A análise da deliberação democrática: princípios, conceitos e variáveis relevantes. 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367 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Educação para a diversidade racial no contexto brasileiro: o contexto das leis 10639/2003 e 11645/2008 Rosenilton Silva de Oliveira; educação e diversidade, racismo, formação de professores, Lei 10639/03. O objetivo desse texto é refletir sobre alguns aspectos dos processos que culminaram com a alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB Lei 9394/1996), especificamente no seu artigo 26 e a criação dos artigos 26-A e 79b, que introduziram a obrigatoriedade do ensino de histórica e cultura africana, afro-brasileira e indígena na educação básica e insere o Dia da Consciência Negra no calendário escolar. Tais alterações foram empreendidas em 2013 e 2018, a partir das leis 10639 e 11645, as quais tratam dos contextos afro e ameríndio, respectivamente. O argumento central é de que tais modificações resultam da atuação de grupos dos movimentos negro e indígenas, ao longo dos séculos, cujo ápice se dá quando da promulgação da Constituição Federal em 1988. Por fim, se sublinha o papel paradigmático das Ciências Sociais neste contexto. BRASIL. Constituição Federal de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm _____. Lei Federal nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm _____. Lei Federal nº 11.645, de 10 de março de 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm _____.Lei Federal nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7716.htm _____.Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm _____.Lei Federal nº 1.390, de 03 de julho de 1951. 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368 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Caminhada etnográfica na região central de Montes Claros – MG José Guilherme Magnani; antropologia urbana, relato etnográfico, caminhada, observação Relato etnográfico conduzido pelo Prof. Dr. José Guilherme Magnani, juntamente com estudantes de Ciências Sociais da Unimontes, através do centro de Montes Claros-MG.
369 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Metodologia e teorias no estudo das migrações Leilane dos Reis Santos; estudos migratórios, metodologia, teoria Durand, Jorge; Lussi, Carmem. Metodologia e Teorias no Estudo das Migrações/Jorge Durand; Carmem Lussi. Jundiaí, Paco Editorial: 2015. 136 p
464 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Apresentação – Dossiê: Poder e gênero nas relações políticas Felipe Azevedo Cazetta; Poder, Gênero, Relações Políticas Apresentação do Dossiê: Poder e gênero nas relações políticas. COSTA FILHO, Cícero João. ‘Raízes raciais’ do Projeto integralista (nacional) de Gustavo Barroso: o preconceito, a intolerância e o racismo para com a figura do judeu no Brasil da década 1930. Revista Caminhos de História, v.22, nº2, jul/dez, 2017, PPGH, Unimontes. MBEMBE, Achile. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: n1 edições, 2018. MONTT STRABUCCHI, Maria. Writing about China’ Latin American Travelogues during the Cold War: Bernardo Kordon’s ‘600 millones y uno’ (1958), and Luis Oyarzún’s ‘Diario de Oriente, Unión Soviética, China e India’ (1960). Revista Caminhos da História, vol. 21, no. 1, jan/jun., p. 93–124, 2016, PPGH, Unimontes. REMOND, René. Uma história presente. In. REMOND, René (org.). Por uma história política. Rio de Janeiro: Editora UFRJ/Fundação Getulio Vargas, 1997.
465 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Literatura e banditismo social: Antônio Dó retratado por Saul Martins e Petrônio Braz Rejane Meireles Amaral Rodrigues; Literatura, Banditismo social, Antônio Dó, Saul Martins, Petrônio Braz O presente artigo tem por objetivo analisar como a literatura apresentou a vida de Antônio Dó, que Após ser preso, por questões de demarcação de terra com seu vizinho, fugiu da delegacia em que estava preso. Recrutou um grupo de homens que, a partir de então, passou a segui-lo e juntos fizeram “justiça com as próprias mãos”. Durante dezenove anos, Antônio Dó percorreu o Norte de Minas, Sul da Bahia e Sul de Goiás. O período em que seu bando existiu foi marcado por um excesso de intervenções na administração local por interesses particulares. Posterior aos acontecimentos a vida deste sertanejo foi retratada de várias formas, mas neste artigo vamos analisar a produção de Saul Martins e Petrônio Braz, e temos como problema de pesquisa entender se o contexto social aparece nas obras? Para realizar tal análise iremos comparar através de entrevistas como os autores produziram suas obras. Como conclusão entendemos que os dois autores, cada um ao seu modo, retratou o contexto em que se deu os acontecimentos da vida do Antônio Dó. AMADO, Jorge. Os subterrâneos da liberdade.11ª ed. São Paulo: Circulo do Livro, s.d.. AMADO, Jorge. Cavaleiro da Esperança.15ª ed. São Paulo: Circulo do Livro, s.d... AMARAL, José Altino de. Estado De Minas, Quinta-feira, 12 de outubro de 1978. BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 2ª edição. São Paulo: Ed. Cultrix, 1972. BRAZ, Petrônio. Serrano de Pilão Arcado: a saga de Antônio Dó. Mimeografado. CÂNDIDO, Antônio. Literatura e Sociedade. 4ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1975. CERTEAU, Michael de. A invenção do cotidiano. 1. Artes de fazer. 7ª ed. Petrópolis: Vozes, 1994. CHIAPPINI, Lígia & BRESCIANI, Maria Stella (org.). Literatura e Cultura no Brasil: identidade e fronteira. São Paulo: Cortez, 2002. FERREIRA, Lucia M. A.. Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. LINS, Zulmira Rolim de Mendonça. Estado De Minas, terça-feira 5 de abril de 1977. MARTINS, Saul. Antônio Dó – A história verídica de um jagunço famoso. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. 1967. MARTINS, Saul. Estado De Minas, sábado 8 de setembro de 1979. MARTINS, Saul. Estado De Minas, 09 de janeiro de 1979. MARTINS, Saul. Folclore: Teoria e Método. Belo: Horizonte, 1986. PESAVENTO, Sandra J. Fronteiras da ficção: Diálogo da História com a Literatura. In: NODARI, Eunice. (org.) História: Fronteiras. São Paulo: Humanitas/FFLCH/ USP: ANPUH. 1999. QUEIIROZ, Maria Isaura P. de. O campesinato Brasileiro. São Paulo: Vozes, 1973. THOMPSON, E. P. Costumes em comum - estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Cia das Letras, 1997. THOMPSON, E. P. Folclore, Antropologia e História Social. In: As peculiaridades dos Ingleses e outros artigos. Campinas: UNICAMP, 2001. TUFANO, Douglas. Estudos de língua e literatura. 4ª ed. São Paulo: Moderna, 1990. VERÍSSIMO, Érico. O Tempo e o Vento. 9ª ed. Porto Alegre: Globo, 1979. WILLIAMS, Raymond. Marxismo e literatura. Rio de Janeiro: Zahar Editores. 1979. WILLIAMS. Raymond. O Campo e a Cidade. São Paulo: Cia das Letras, 1990.
466 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Um debate sobre a atuação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no campo entre os anos de 1948 e 1964 Rafael Sandrin; Terra Livre, Camponeses, Trabalhadores Rurais, Partido Comunista, Comunistas Este trabalho apresenta resultados parciais de uma pesquisa de mestrado sobre a atuação dos comunistas e do jornal “Terra Livre” junto aos camponeses entre os anos de 1948 e 1964. Com a entrada do PCB na clandestinidade em 1947, no governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, o partido passou a privilegiar as ações armadas como forma de conquista do poder. Neste sentido, o uso de documentos históricos sobre a atuação dos comunistas no campo, como o Manifesto de Janeiro de 1948 e o Manifesto de Agosto de 1950 escritos pelo secretário do partido Luiz Carlos Prestes são fontes importantes para compreender o comportamento adotado pelo partido no meio rural. O jornal atuou de forma intensa a partir do ano de 1954, período em que apoiou a luta pela Reforma Agrária e a sindicalização dos camponeses, sem deixar de lado as lutas dos posseiros contra a expulsão que eram submetidos. Nesta perspectiva, as matérias dos exemplares do jornal são documentos que permitem destacar que o objetivo da direção pecebista era o de estimular os lavradores a lutarem pelos direitos sociais que eram desrespeitados como salário-mínimo e 13º salário. A partir da declaração de 1958, o debate foi direcionado a respeito da garantia de tais benefícios destacados anteriormente, sendo que os comunistas abandonaram a perspectiva de revolução no campo. As manchetes do periódico são documentos complementares que permitem compreender o papel da imprensa em divulgar as estratégias de ação campo por parte dos dirigentes partido. CASTANHO, S.M. A ação do PCB, da ULTAB e do jornal ““Terra Livre”” na luta pela Reforma Agrária. In: CASTANHO, S.M. Lei, trabalho e política no Brasil. Maringá: Eduem, 2009. COSTA, L.F.C O sindicalismo rural brasileiro em construção. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1996. COSTA, H.da. Em busca da memória: Comissão de Fábrica, Partido e sindicato no pós-guerra. 1ª Ed. São Paulo, Página Aberta, 1995. FALEIROS, I. Percursos e Percalços no campo (1922-1964). Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1989. GRYNSPAN; DEZEMONE. As Esquerdas e a descoberta do campo brasileiro: Ligas Camponesas, comunistas e católicos (1950-1964). In: FERREIRA, J; REIS, D. Nacionalismo e Reformismo Radical (1945-1954). Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2007. GUIMARÃES, A.P. Quatro Séculos de Latifúndio. In: STÉDILE, J.P. A Questão Agrária no Brasil (org). São Paulo: Expressão Popular, 2005. MEDEIROS, L.S, de. Lavradores, trabalhadores agrícolas, camponeses: Os comunistas e a constituição de classes no campo. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1995. MOTTA, R.P.S. Em Guarda contra o perigo vermelho: O Anticomunismo no Brasil (1917-1964). Tese (Doutorado)- Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000 PRADO JR, C. A Questão Agrária no Brasil. Brasília: Editora Brasiliense, 1979. PRESTES, L.C. Manifesto de Agosto de 1950. In: VINHAS, M. O partidão: A luta por um partido de massas. São Paulo: Hucitec, 1982. PRIORI, A. O PCB e a Questão Agrária: os manifestos e os debates políticos acerca de seus temas. In: MAZZEO, A.; LAGOA, M.I. Corações Vermelhos (org). Os comunistas brasileiros no século XX. 1. ed. São Paulo: Cortez, 2003, vol1, p.61-81. RIDENTI, M. O Fantasma da Revolução Brasileira. São Paulo: Edunesp, 2010. SANTOS, O. O Programa do Partido, a Questão Agrária, a organização e as lutas dos camponeses. Intervenção do IV Congresso do Partido Comunista Brasileiro. Novembro de 1954. Problemas. Revista Mensal de Cultura Política, nº64, dezembro de 1954 a fevereiro de 1955. SILVA, A.da. O despertar do campo: Lutas camponesas no interior do Estado de São Paulo (1930-1945). São Paulo: Arquivo do Estado, Imprensa oficial, 2003. SKIDMORE, T. Brasil: De Getúlio a Castelo (1930-1964). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. STOLCKE, V. Cafeicultura, homens, mulheres e capital (1850-1980). Brasília: Editora Brasiliense, 1986. VINHAS, M. O partidão: A luta por um partido de massas. São Paulo: Hucitec, 1982.
467 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) O perfil social de mulheres eleitas em Roraima (2014–2016) Yôkissya Coelho;Monalisa Pavonne Oliveira; Mulheres, Eleições, Prosopografia, Roraima Este artigo pretende apresentar o perfil social das mulheres eleitas em Roraima a partir do pleito de 2014, utilizando como base o advento da Lei nº 12.034/2009 que estabelece as regras para as eleições brasileiras. Para tanto utilizamos quatro mulheres eleitas. A ex-governadora Suely Campos do Partido Progressista (PP); a prefeita da capital Boa Vista, Teresa Surita do Partido Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); a deputada federal Shéridan Estérfany Oliveira de Anchieta do Partido Social Democracia Brasileira (PSDB); e a ex-senadora Angela Maria Gomes Portela do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Mergulhamos no universo biográfico de cada uma delas através da prosopografia, e com isso foi possível constatar a estratégia de ascensão social apoiada na dinâmica das redes sociais e verificar a continuidade de certos grupos políticos em Roraima. Desse modo, compreendemos que a presença direta das relações de parentesco se tornou um instrumento eficaz para a manutenção do poder político. Percebemos que através das redes de poder e proteção, políticos conseguem se manter em posições de mando. ALBERNAZ, Cássio A. Da história política dos “grandes homens” a prosopografia das elites políticas: Considerações historiográficas e metodológicas. In: Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH. São Paulo, julho. 2011. BARICKMAN, Bert J. LOVE, Joseph L. Elites regionais. In: HEINZ, Flávio M. Orgs. Por outras histórias das elites. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. CEVA, Antonia; SCHUMAHER, Maria Aparecida. Mulheres no Poder: Trajetórias na Política a partir da Luta das Sufragistas no Brasil. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2015. CODATO, Adriano. Metodologias para a identificação de elites: três exemplos clássicos. In: CODATO, Adriano. PERISSINOTTO Renato. (Orgs). Como estudar elites. Curitiba: Ed. UFPR, 2015. CORINIFF, Michel L. A elite nacional. In: HEINZ, Flávio M. (Org). Por outras histórias das elites. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. COSTA, Suely. Gênero e História. In: ABREU, Martha. SOIHET, Rachel (Orgs). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2009. FERREIRA, Marieta. História, tempo presente e história oral. Topoi, v.3, n.5, p. 314-332 2002. FERREIRA, Marieta. História do tempo presente: desafios. In: Cultura Vozes, Petrópolis, v. 94, nº 3, p.111-124, 2000. GOMES, Angela de Castro. Venturas e Desventuras de uma república de Cidadãos. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel (Org.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2009. LALOUETTE, Jacqueline. Do exemplo à série: história da prosopografia. In: HEINZ, Flávio M. Orgs. Por outras histórias das elites. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. OLIVEIRA, Reginaldo Gomes de. A herança dos descaminhos na formação do Estado de Roraima. 2003. 378p. Tese (Doutorado em história) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. USP, São Paulo 2003. ROUSSO, Henry. Sobre a História do Tempo Presente. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 1, nº. 1, p. 201 – 216, jan/jun. 2009. SANTOS, Raimundo Nonato G. dos. Entre cultura política, memória e política de identidade: sujeitos históricos em ação-Boa Vista- Roraima (1970- 1980). 2015. 342p. Tese (Doutorado em História Social) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2015. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para a análise histórica. Trad.: Christine Rufino Dabat e Maria Betânia Ávila. 1989. STONE, Lawrence. Prosopografia. Revista Social Política, Curitiba, v.19, n.39, p.115-137, jun. 2011. SWAIN, Tânia. Que história é essa? Revista Caminhos de História, v.14, nº 2, jul/dez, 2009.
468 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Terrorismo de gênero: estratégia às violências epistêmicas a partir de um debate decolonial global Ana Paula Jardim Martins Afonso; História Global, Feminismos subalternos, Estudos Pós-coloniais, Terrorismo de gênero O presente artigo objetiva apresentar alguns apontamentos iniciais da noção “terrorismo de gênero” e ação “terrorista”, como possibilidade de abordagem crítica e teórica às investidas colonialistas de produção de narrativas e violências epistêmicas, a partir do campo da História Global, feminismos subalternos e decoloniais. A hipótese que defendo aqui é de que a partir do que consideramos como “abordagens concorrentes” na História Global, segundo Sebastian Conrad (2019), ou seja, a crítica pós-colonial, os feminismos subalternos e os estudos decoloniais constroem opções epistêmicas plurais desde o sul global em detrimento de uma historiografia hegemônica do Norte. Além disso, apresentar uma possibilidade teórico-metodológica diversa, anticolonial e que abra caminhos para a ruptura dos epistemicídios, ou seja, a invisibilidade, apagamento e destruição de saberes locais. O artigo se divide em duas sessões: na primeira apresentamos o estado da arte do debate em História Global e os estudos subalternos, incluindo os feminismos que se inclinam a esta perspectiva. Na segunda sessão, refletimos, a partir da breve revisão bibliográfica, como o campo possibilita perceber e compreender a relevância da ação das terroristas de gênero no tempo presente. ARMITAGE, David; GULDI, Jo. The History Manifesto. Cambridge, MA: Cambridge University Press, 2014. BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Rev. Bras. Ciênc. Polít., Brasília, n. 11, p. 89-117, Ago. 2013. BALLESTRIN, Luciana. Feminismos Subalternos. Estudos Feministas, Florianópolis, 25(3): 530, setembro-dezembro/2017. BARROS, José d’Assunção. História comparada. Petrópolis: Vozes, 2014a. 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469 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Edward Palmer Thompson e a economia moral das multidões latino-americanas Carlos Antonio Aguirre Rojas; Economia moral, Multidão, América Latina, Movimentos anti-sistêmicos, Protesto popular Este ensaio pretende ser uma tentativa de aplicação criativa do rico e complexo conceito desenvolvido por E. P. Thompson, a economia moral da multidão, no caso particular das recentes mobilizações, protestos e movimentos desenvolvidos na América Latina no último quarto de século. Então, depois de tentar, inicialmente, definir, de forma rigorosa, o dito conceito thompsoniano, passa-se, posteriormente, a analisar, a partir dos conteúdos da dita economia moral, aos principais movimentos anti-sistêmicos latino-americanos atuais e, entre eles, o neozapatismo mexicano, o movimento Mapuche, do Chile, o Movimento dos Sem Terra, do Brasil, os movimentos dos piqueteros argentinos, o movimento da CONAIE equatoriana, ou o Movimento Pachakutik da Bolívia, entre outros. Além disso, e sempre a partir da ferramenta intelectual representada pelo conceito cunhado por Thompson, trata-se de explicar e caracterizar a recente mobilização geral de todo o povo equatoriano, em outubro de 2019, à greve nacional colombiana, em novembro de 2019, e à vasta, e ainda hoje ativa, mobilização do povo insurgente chileno, iniciado em 18 de outubro de 2019. ALMARAZ, Alejandro et al. La MAScarada del Poder. Ed. Herramienta Ediciones, Buenos Aires, 2012. AUBRY, Andrés. Chiapas a contrapelo. Ed. Contrahistorias, México, 2005. BAKHTIN, Mikhail. La cultura popular en la Edad Media y en el Renacimiento. El caso de François Rabelais. Ed. Alianza Editorial, Madri, 1990. BRANFORD, Sue; ROCHA, Jan. Rompendo a cerca. A historia do MST. Ed. Casa Amarela, São Paulo, 2004. BRAUDEL, Fernand. Historia y ciencias sociales. La larga duración. In: Escritos sobre historia. Ed. Fondo de Cultura Económica, México, 1991. CARPENTIER, Alejo. De lo real maravilloso latino-americano. Ed. 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470 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Da utilidade da ciência: a febre amarela nos debates da sociedade de medicina e cirurgia de Juiz de Fora no início do século XX Vanessa Lana; História das Ciências, Associativismo Científico, Academias e Instituições, Sociedade de Medicina e Cirurgia, Febre Amarela O presente texto analisa os debates sobre as controvérsias em torno das formas de transmissão da febre amarela que envolveram a elaboração de um plano de defesa sanitária pelos médicos da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (SMCJF) no início do século XX. A Instituição foi fundada em 20 de outubro de 1889 e se constituiu num espaço de integração e defesa dos interesses profissionais, debatendo problemas sanitários locais e questões de ordem médica em pauta nos cenários científicos nacional e internacional. As associações médicas fundadas no Brasil em fins do século XIX estiveram pautadas em questões científicas, corporativas e políticas, atuando tanto na defesa dos interesses profissionais dos associados quanto na busca do monopólio da função de consultores do Estado em relação à saúde. A elaboração e divulgação dos planos de intervenção, aqui analisada a partir dos estatutos e boletins da instituição, foi uma das principais estratégias utilizadas pelo corpo societário para legitimar sua categoria profissional e obter prestígio e reconhecimento perante seus pares, a municipalidade e os poderes públicos. ACKERKNECHT, Erwin. Anticontagionism between 1821 and 1867. Bulletin of the History of Medicine, v.22, pp.562-593, 1948. BENCHIMOL, Jaime (cord). Febre Amarela: a doença e a vacina, uma história inacabada. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2001. BENCHIMOL, Jaime. Dos micróbios aos mosquitos: Febre amarela e a revolução pasteuriana no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz/UFRJ, 1999. BOLETIM DA SMCJF - Ata da inauguração em 20 de outubro de 1889 - Discurso pronunciado pelo Dr. João Penido (Pai). BOLETINS da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora. Juiz de Fora: Typ. de Obras d’O Pharol, 1904. BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1987. CAPEL, Horacio. El associativismo cientifico em iberoamerica. La necessidad de um enfoque globalizador. Interciencia, v.17, n.3, maio/junho, 1992, p.168-176. CHRISTO. Maraliz Vieira. Europa dos Pobres, a belle-époque mineira. Juiz de Fora: EDUFJF, 1994. CUNNIGHAM, Andrew; WILLIANS, Perry. The Laboratory Revolution in Medicine. Cambrige, 1992. ESTATUTOS DA SMCJF - 1890 e 1906. FERREIRA, Luiz Otávio; MAIO Marcos Chor e AZEVEDO, Nara. Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro: a gênese de uma rede institucional alternativa. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, IV(3): 475-491, nov. 1997 – fev, 1998. FIGUEIRÔA, Silvia Fernanda de Mendonça. As Ciências Geológicas no Brasil: uma história social e institucional, 1875-1934. São Paulo: HUCITEC, 1997. GIROLETTI, D. Industrialização de Juiz de Fora: 1850/1930. Juiz de Fora: EDUFJF, 1988. JORNAL “O PHAROL” – 1888/ 1890-1897/ 1899-1908 LANA, Vanessa. Intercâmbio Científico: as relações Brasil - Alemanha através das lentes do colposcópio em meados do século XX. Caminhos da História, v.22, n.2, jul./dez. 2017. LANA, Vanessa; TEIXEIRA, Luiz Antônio. Saúde, ciência e profissão médica em Minas Gerais: A Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (1889-1908). Cadernos de História da Ciência. Instituto Butantan. Vol. 4, N. 1, 2008, p. 07 - 38. LANA, Vanessa. Uma associação científica no “interior das Gerais”: a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (SMCJF) 1889-1908. Dissertação de Mestrado. Casa de Oswaldo Cruz / Fundação Oswaldo Cruz; 2006. MIRANDA, Sônia. Cidade, capital, poder: políticas públicas e questões urbanas na Velha Manchester Mineira. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal Fluminense; 1990. PELLING, Margaret. Contagion/ germ theory/ specificity. In: W.F. Bynun; Porter, Roy (ed). Companion Encyclopedia of the History of Medicine, vol.1, London e New York, Routledge, pp.309-334, 1993. ROSEN, George. Uma História da Saúde Pública. São Paulo: HUCITEC/Abrasco, 1994. TEIXEIRA, Luiz Antonio. Na Arena de Esculápio. A Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo (1895 – 1913). São Paulo: Editora Unesp, 2007. TEIXEIRA, Luiz Antonio. Da transmissão hídrica à culicidiana: a febre amarela na Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Revista Brasileira de História, v. 1, n. 41, 2001. VASCONCELOS, Pedro Fernando da Costa. Febre Amarela. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 36(2):275-293, mar-abr, 2003. VERSSURI, Hebe. Las asociaciones científicas Del siglo XIX en América Latina. Interciencia, v.17, n.3, maio/junho, pp.133, 1992.
471 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Atitude muda: o Grupo Um, a produção musical independente e o Lira Paulistana (1976 – 1984) Renan Branco Ruiz; Grupo Um, Vanguarda Paulista, Música Instrumental, Jazz, Lira Paulistana A partir de entrevistas com os gestores da carreira do Grupo Um (jazz brasileiro instrumental), este artigo analisa as ações empreendidas pela banda no cenário de transformações da indústria fonográfica brasileira da virada dos anos 1970. Tendo como principal objetivo analisar as contribuições do Grupo Um para a formação da produção musical independente, que emergia nessas décadas, o propósito foi refletir sobre os modos de atuação da banda frente ao novo dinamismo do mercado brasileiro de gravações musicais. Dentre as hipóteses formuladas, destaca-se a relação de intensa proximidade que o jazz brasileiro e a música instrumental tiveram com o surgimento da Vanguarda Paulista e as ações do Lira Paulistana, tal vinculo é geralmente deixado de lado pela historiografia. Assim, a bibliografia sobre o assunto delegou um lugar coadjuvante e secundário as composições de caráter instrumental e jazzístico, cerne da sonoridade não só do Grupo Um, como de outras bandas de fusion brasileiro desse período (Divina Increnca, Pé ante Pé, Metalurgia, Medusa, entre outras). Essa relação se constituiu sobre uma base de tensões com o universo da canção (composições com letra e canto), que também ficou mais alinhado a ideia de Vanguarda Paulista. Tal termo foi criado pela imprensa e se consolidou como o elo para algumas transformações estéticas e experimentações que circulavam pelo Lira Paulistana (em São Paulo no início dos anos 1980) mesmo que a música instrumental e o jazz brasileiro estivessem umbilicalmente presentes nesse contexto. ADORNO, Theodor W. Filosofia da Nova Música. São Paulo: Perspectiva, 2011a. ADORNO, Theodor W. Introdução à Sociologia da Música: doze preleções teóricas. São Paulo: Editora da UNESP, 2011b. ADORNO, Theodor W. Teoria Estética. Tradução: Artur Mourão. Lisboa: Edições 70, 2012. CAROCHA, Maika Lois. Pelos versos das canções: um estudo sobre o funcionamento da censura musical durante a ditadura militar brasileira (1964-1985). Dissertação (mestrado em História) – IFCS. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007. CASTRO, Igor Garcia. O lado B: a produção fonográfica independente brasileira. São Paulo: Annablume, 2010. DIAS, Márcia Tosta. 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472 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Belo Horizonte, a cidade modelar: representações da nova capital das Minas Gerais Rogério Othon Teixeira Alves; História, Modernidade, Capital, Belo Horizonte, Ouro Preto Ao se fundar a moderna cidade de Belo Horizonte em 1897, a sua dinâmica revelaria significados que extrapolariam a prancheta dos engenheiros. Com o tempo, aspectos políticos e sociais que forjariam aquela sociedade seriam trazidos nos periódicos da época da nova capital. Quais os sentimentos primários ao se pensar na nova cidade? Havia ideais políticos nela embutidos? Quais as reações e tensões refletidas da antiga capital, Ouro Preto? Quem foram os primeiros belo-horizontinos? Este trabalho buscou em periódicos mineiros, informações que demonstrassem a ideia da construção na nova capital e os desdobramentos decorridos da nova sociedade. A fundação da cidade refletiria supostamente o moderno, o civilizado, o urbano, em contraposição à antiga e atrasada Ouro Preto monarquista. Pelos periódicos e autores consultados, percebeu-se que na mudança de endereço da capital não havia intuito de se negligenciar o orgulho do povo mineiro, depositado nas ideias libertárias dos personagens independentistas da Ouro Preto oitocentista. Se, em princípio, no reino ideológico o objetivo foi sepultar a antiga Ouro Preto embaixo da arrojada Belo Horizonte, na prática, o sujeito que se formava na nova capital, orgulhou-se da grandiosa moderna cidade sem desmerecer o passado, a tradição e a história da antiga. BARROS, José D´Assunção. História, Espaço e Tempo: interações necessárias. Varia História, Belo Horizonte, vol. 22, nº 36: p.460-475, 2006. CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano 1: artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994. COSTA, Angela Marques da; SCHWARCZ, Lilia Moritz. 1890-1914: no tempo das certezas. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. 3º ed. Petrópolis: Vozes, 2005. GIDDENS, Antony. 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Constituição e enraizamento do esporte na cidade: Uma prática moderna de lazer na cultura urbana de Belo Horizonte (1894- 1920). Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2006. RODRIGUES, Danielle Uchôa Alonso. Cidade real e cidade imaginária: a criação de Belo Horizontes (1895-1910). Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Programa de Pós-Graduação em Sociologia – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2016. SAID, Roberto Alexandre do Carmo. Quase biografia: poesia e pensamento em Drummond. Tese (Doutorado em Letras) – Faculdade de Letras – Universidade Federal de Minas Gerias. Belo Horizonte, 2007. SENRA, Marcia. A cidade moderna: história, memória e literatura – Paris, Belo-Horizonte. Revista Univap, São José dos Campos, v.17, n. 29, p. 62-79, 2011. SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. 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474 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Mulheres no atletismo (Barbacena-MG, 1926): um estudo preliminar Igor Maciel da Silva;Sarah Teixeira Soutto Mayor; Atletismo, Mulheres, História do Esporte, História das Mulheres, Barbacena-MG O objetivo do artigo é apresentar pistas sobre a presença das mulheres de Barbacena - MG no atletismo no início do século XX. Busca responder às seguintes questões: quem foram essas mulheres, como se inseriram na prática, quais sentidos e significados de sua participação. A metodologia é a análise de fontes periódicas, em específico, o jornal Cidade de Barbacena. Como resultado preliminar, concluímos que as atletas eram as jovens da região que se inseriram na modalidade mediante o fato de serem torcedoras do time de futebol Olympic Sport Club. Os sentidos e significados remetem a um lugar secundário conferido a elas no cenário esportivo, com uma participação limitada e destacada por caracteres relacionados à estética, ainda que essa participação representasse possibilidades de enfrentamento de barreiras sociais e de emancipação. ARBEX, D. O holocausto brasileiro: vida, genocídio e 60 mil mortes no maior hospício do Brasil. São Paulo: Geração Editorial, 2013, 272 p. BRAGA, T. Cidade de Barbacena, Barbacena, 16 abril 1916, n.1216, p. 1. BRASIL. Conselho Nacional de Desportos, Decreto-Lei n. 3.199 de 14 de abril de 1941. Disponível em: .http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del3199.htm Acesso em 28 fev. 2020. CALVO. Cidade de Barbacena, Barbacena, 22 jul. 1926, n. 2213, p.2. CALVO. Cidade de Barbacena, Barbacena, 1 ago. 1926, n. 2216, p.2. CALVO. Secção sportiva, Cidade de Barbacena, Barbacena, 16 out.1927, n. 2337, p.2. CALVO. Secção Sportiva. Cidade de Barbacena, Barbacena, 16 out. 1927, n. 2337, p.2. CALVO. Cidade de Barbacena, Barbacena, 6 jul. 1929, n. 2511, p.2. FERREIRA, José Cipriano Soares. Resumo histórico do município de Barbacena - Sinopse estatística do município de Barbacena. In: DEPARTAMENTO ESTADUAL DE ESTATÍSTICA. 1948. p. 16-18. FESTA DO BEM-ME-QUER. Cidade de Barbacena, Barbacena, 12 dez. 1926, n. 2253, p. 1. GOELLNER, S. V. Bela, maternal e feminina: imagens da mulher na Revista Educação Physica. 1999. 194 f. Tese (Doutorado) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999. MALUF, M.; MOTT, M. L. Recônditos do mundo feminino. In: SEVCENKO, N. História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. v. 3. p. 368-421. MELO, V. A. Trânsitos culturais: as experiências dos primeiros clubes athleticos do Rio de Janeiro (1873-1883). Movimento, Porto Alegre, v. 25, 2019, p. 1-13. MASSENA, Nestor. Barbacena: a terra e o homem. v. 1, Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1985. MELO, V. A. 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475 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) A construção do ethos de torcedor na cidade moderna: “a rainha dos sports, os sururus e a victoria que o sol não viu”- (1926-1930) Georgino Jorge de Souza Neto; Futebol, História do Esporte, Modernidade, Torcer, Belo Horizonte - MG O presente artigo tencionou elaborar uma representação da construção da identidade torcedora na cidade de Belo Horizonte-MG, na segunda metade da década de 1920, momento em que o cenário futebolístico se altera a partir da perda do protagonismo do América-MG e da ascensão do Clube Atlético Mineiro e do Palestra Itália, o que reconfigura as disputas e consequentemente o desenho dos modos de torcer, instituindo um campo mais precisamente demarcado do pertencimento clubístico na cidade. Neste sentido, buscamos como fonte privilegiada de investigação os periódicos locais, que descreviam o cotidiano esportivo/futebolístico belorizontino, reverberando os acontecimentos elegidos como mais significativos. A partir da narrativa periódica foi possível estabelecer um panorama sobre os torcedores e seus comportamentos mais tipificados, atrelados à lógica do consumo e da identidade, ilustrados por episódios como concursos de torcedoras, aumento da violência (e por conseguinte da tentativa de controle sobre os modos de torcer) e a inauguração de novos e adequados espaços, os estádios de futebol. CARPAS. Correio Mineiro. Bello Horizonte, 18.11.1926, Jogos e Desportos, p. 3. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 17.02.1927, Jogos e Desportos, p. 2. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 02.04.1927, p. 1. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 02.04.1927, Jogos e Desportos, p.2. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 06.04.1927, Jogos e Desportos, p. 2. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 23.04.1927, Jogos e Desportos, p. 2. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 30.08.1927, Jogos e Desportos, p. 3. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 31.08.1927, Jogos e Desportos, p. 3. ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994, v.1. ELIAS, Norbert; DUNNING, Eric. A Busca da Excitação. Lisboa: Difel, 1992. ESTADO DE MINAS. Bello Horizonte, 02.02.1930, p. 7. (Nota sem título). FOLHA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 21.04.1930, p. 7. (Nota sem título). FOLHA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 28.04.1930, p. 12. (Nota sem título). FOLHA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 19.05.1930, p. 4. (Annuncios). FOLHA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 19.05.1930, p. 12. (Annuncios). GAZETA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 10.12.1927, Seção Desportos, p. 1. HA 32 ANNOS. Gazeta Esportiva. Bello Horizonte, 28.01.1928, p. 2. MACUMBA. Goal. Bello Horizonte, 02.06.1930, p. 3. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 12-13.12.1927, Seção Desportos, p. 9. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 08.09.1928, Seção Desportos, p. 11. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 10/11.09.1928, Seção Desportos, p. 8. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 30.05.1929, Seção Desportos, p. 10/11. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 31.05.1929, Seção Desportos, p. 5. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 07.09.1929, Seção Desportos, p. 24. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 08.09.1929, Seção Desportos, p. 12. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 09/10.09.1929, Seção Desportos, p. 14. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 27.10.1929, Seção Desportos, p. 20. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 04.01.1930, Seção Desportos, p. 14. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 17/18.02.1930, Seção Desportos, p. 12. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 02-03.06.1930, Seção Desportos, p. 11. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 30.06/01.07.1930, Seção Desportos, p. 10. OS BONDS ESPORTIVOS. Folha Esportiva. Bello Horizonte, 21.04.1930, p. 7. O ESTADO DE MINAS. Bello Horizonte, 11.09.1928, No Mundo dos Sports, p. 5/6. O ESTADO DE MINAS. Bello Horizonte, 25.10.1928, No Mundo dos Sports, p. 5. PEREIRA, Leonardo Affonso de Miranda. Footballmania: uma história social do futebol no Rio de Janeiro (1902-1938). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. SCHOOTS. Gazeta Esportiva. Bello Horizonte, 17.12.1927, p. 2. SEMANA ILLUSTRADA. Bello Horizonte, n. 14, 04.09.1927. SEMANA ILLUSTRADA. Bello Horizonte, n. 29, 17.12.1927. SEMANA ILLUSTRADA. Bello Horizonte, n. 47, 28.04.1928.
476 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Traçados históricos da prática do Gateball no Brasil: o caso de Ivoti/RS (1980-2010) Josiana Ayala Ledur;Tuany Defaveri Begossi; Gateball, Colônia Japonesa, Prática Corporal, História Cultural, História do Esporte O presente estudo objetivou investigar como transcorreu a prática do Gateball na colônia japonesa de Ivoti, no Rio Grande do Sul, entre as décadas de 1980 e 2010. Para tanto, a narrativa historiográfica foi construída apoiando-se nos pressupostos teórico-metodológicos da História Cultural. A coleta de informações ocorreu em fontes documentais, as quais foram submetidas à técnica de análise documental. Ao abordar as representações da prática corporal do Gateball na Colônia Japonesa de Ivoti, procurou-se decifrar como foram renegociadas no acenado espaço social. Assim, elencaram-se elementos culturais presentes no Gateball. É provável que a cultura deste grupo de nipo-brasileiros tenha enfrentado dificuldades nos primeiros momentos de seu estabelecimento. Contudo, tais conhecimentos não submergiram com o movimento migratório. Antes disto, este grupo, por meio do cultivo de práticas corporais, como o Gateball, procurou distinguir-se frente a diferentes grupos étnicos que compunham a sociedade em que estavam inseridos. ALMEIDA, Thais Rodrigues de. Gateball: jogo, cultura e identidade nipônica no Parque Farroupilha. Salão de iniciação Científica. Livro de resumos. Porto Alegre: UFRGS, 2003, p. 665. ALVES, Alessandra; POCAIA, Alessandra. Que tal uma partida de gateball? Esporte japonês abre espaço para atletas de todas as idades. Revista na Esportiva, Santo Amaro, n.1, p.11-12, dez. 2005. ALVES FILHO, Francisco. O ritmo lento do Gateball. Revista ISTOÉ, 19 de junho de 2006. Sessão Comportamento, edição nº 1917. Disponível em: http://istoe.com.br/6955_O+RITMO+LENTO+DO+GATEBALL/. 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477 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Mulheres no futebol: alterações no regulamento da Conmebol e espaço na mídia televisiva Janice Zarpellon Mazo;Geórgia Fernandes Balardin;Giandra Anceski Bataglion; Mulheres, Futebol, CONMEBOL, Mídia Esportiva, Jornalismo Esportivo Este estudo buscou identificar a ocorrência e as características das reportagens sobre o futebol feminino no programa de televisão “Globo Esporte – Rio Grande do Sul”, nos anos de 2016 e 2017. Foram acompanhadas todas as edições do programa no referido período, sendo registradas as seguintes informações em termos das reportagens sobre o futebol feminino: tempo de duração, assunto abordado, equipe de reportagem, comentários realizados e observação de jogos. Posteriormente, foi computado o número de reportagens em cada ano. Os resultados mostraram que houve um aumento de 84% no número de reportagens quando comparados os dois anos. O mesmo ocorreu com o tempo de duração das reportagens. No ano de 2017, reportagens com entrevistas de atletas e comissão técnica fizeram parte do programa, assim como comentários e gols dos principais jogos dos clubes Sport Club Internacional e Grêmio Futebol Porto-Alegrense (GreNal). Ademais, foi criado o quadro “Joga que nem mulher” que proporcionou maior visibilidade ao futebol feminino no programa televisivo investigado. Notou-se que mudanças no regulamento da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), divulgadas no ano de 2016, contribuíram para a conquista de maior espaço às mulheres do futebol no programa Globo Esporte – Rio Grande do Sul a partir de 2017. AGUIAR, Leonel Azevedo de; PROCHNIK, Luisa. Quanto vale uma partida de futebol? A relação entre televisão e futebol no cenário midiático contemporâneo. LOGOS 33 Comunicação e Esporte, v. 17, n. 2, 2º semestre, 2010. ALBUQUERQUE, Naiara. No país do futebol, as mulheres jogam com menos: falta salário, público e estrutura, 28 mai. 2017. 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Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação - Habilitação em Jornalismo) - Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.
478 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Representações de mulheres atletas no Voleibol Sentado brasileiro Vitória Crivellaro Sanchotene;Raquel Valente de Oliveira; Voleibol Sentado, Mulheres, História do Esporte, Esporte Paralímpico, Esporte para pessoa com deficiência O voleibol sentado caracteriza-se como um esporte paralímpico, praticado no Brasil desde o ano de 2002 por homens e mulheres que apresentam algum tipo de deficiência física. Com o intuito de dar voz às mulheres enquanto atletas com deficiência no contexto esportivo, bem como preservar a memória do esporte paralímpico brasileiro, a pesquisa objetiva delinear os percursos de atletas da seleção brasileira feminina de voleibol sentado que participaram de Jogos Paralímpicos nas edições de 2012, em Londres, e de 2016, no Rio de Janeiro. Para tanto, as informações foram coletadas por meio de entrevistas semiestruturadas, utilizando como pressupostos teóricos a História Cultural do Esporte e a Memória Esportiva. Evidenciamos que os percursos esportivos das cinco atletas investigadas incluem a rápida ascensão na carreira, possivelmente influenciados pela carente difusão da modalidade entre mulheres com deficiência física no Brasil na época em que ocorreram as suas inserções no esporte paralímpico. Na percepção das atletas, o ingresso no esporte de alto rendimento influenciou intensamente seus percursos de vida, modificando suas representações acerca da deficiência e do esporte. BARROS, José Costa DAssunção. A Nova História Cultural: considerações sobre o seu universo conceitual e seus diálogos com outros campos históricos. Cadernos de História, Belo Horizonte, v. 12, n. 16, p. 38-63, 2011. ______. Fontes Históricas: revisitando alguns aspectos primordiais para a pesquisa Histórica. Mouseion, Canoas, n. 12, p. 129-159, ago. 2012. BATISTA, Jani Freitas. Entrevista. [2018]. Entrevistadora: Vitória Crivellaro Sanchotene. Goiânia, 20 de out de 2018. 52min03seg. 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479 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Do “juiz policial” ao “policial juiz”: o exercício da Justiça criminal em Mariana a partir dos processos envolvendo escravos (1830-1888) Lídia Gonçalves Martins; Brasil Império, Administração da Justiça, Justiça Criminal, Escravidão Este artigo discute o exercício da justiça criminal no Termo de Mariana entre 1830 e 1888, a partir da análise da atuação das autoridades policiais e judiciais na condução dos processos criminais envolvendo escravos. Processos criminais, relatórios dos presidentes da província de Minas Gerais e a legislação criminal do Império compuseram o corpus documental da pesquisa. Ao estabelecermos uma comparação entre a atuação dos juízes de paz nos anos 30 e dos subdelegados de polícia a partir dos anos 40, buscamos avaliar em que medida as reformas implementadas no aparelho judiciário ao longo do século XIX resultaram em melhorias em sua capacidade de ação. ANDRADE, Francisco Eduardo de. “A reforma do Império e a Câmara da Leal Cidade de Mariana”. In: CHAVES, Cláudia Maria das Graças; PIRES, Maria do Carmo; MAGALHÃES, Sônia Maria de (Orgs.). Casa de Vereança de Mariana: 300 anos de história da Câmara Municipal. Ouro Preto: UFOP, 2008. BATISTA, Dimas José. A administração da justiça e o controle da criminalidade no Médio Sertão do São Francisco, 1830-1880. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, 2006. CAMPOS, Adriana Pereira. Nas barras dos tribunais: Direito e escravidão no Espírito Santo do século XIX. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, UFRJ, 2003. CAMPOS, Adriana Pereira. Magistratura Eleita: administração política e judicial no Brasil (1826-1841). Almanack, Guarulhos, n. 18, p. 97-138, abr. 2018. CARVALHO, José Murilo. A construção da ordem: a elite política imperial. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1981. CARVALHO, José Murilo. Cidadania: tipos e percursos. Estudos Históricos, n. 18, 1996. DOLHNIKOFF, Miriam. O pacto imperial: origens do federalismo no Brasil do século XIX. São Paulo: Globo, 2005. FLORY, Thomas. El juez de paz y el jurado en el Brasil imperial, 1808-1871. Control social y estabilidad política en el nuevo estado. México: Fondo de Cultura Económica. 1986. FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. São Paulo: UNESP, 1977. GOUVÊA, Maria de Fátima Silva. O império das províncias: Rio de Janeiro, 1822-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. GRAHAM, Richard. Clientelismo e política no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997. HOLLOWAY, Thomas. Polícia no Rio de Janeiro: repressão e resistência numa cidade do século XIX. Rio de Janeiro: FGV, 1997. KOERNER, Andrei. Judiciário e cidadania na constituição da República brasileira. São Paulo: Hucitec, 1998. LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. 2a ed. São Paulo: Alfa - Omega, 1975. MALERBA, Jurandir. Os brancos da lei: liberalismo, escravidão e mentalidade patriarcal no Império do Brasil. Maringá: Eduem, 1994. MARTINS, Lídia Gonçalves. Entre a lei e o crime: a atuação da Justiça nos processos criminais envolvendo escravos – Termo de Mariana, 1830-1888. Dissertação (Mestrado em História), Programa de Pós-Graduação em História, UFOP, 2012. MARTINS PENA. Comédias. Rio de Janeiro: Ediouro, [19--]. NEQUETE, Lenine. O Poder Judiciário no Brasil a partir da Independência. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2000. NASCIMENTO, Joelma Aparecida. A política eleitoral e judiciária na construção do Estado Imperial. Minas Gerais. (Mariana, 1828-1848). Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, UFMG, 2015. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira. O coronelismo numa interpretação sociológica. In: FAUSTO, Boris. (Org.). O Brasil republicano: estrutura de poder e economia (1889-1930). São Paulo: Difel, 1975. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira. O mandonismo local na vida política brasileira. São Paulo: Alfa-Omega, 1976. SILVA, Wellington Barbosa. Entre a liturgia e o salário: a formação dos aparatos policiais no Recife do século XIX (1830-1850). Tese (Doutorado em História), Programa de Pós-Graduação em História, UFPE, 2003. SOUZA, Manuel Inácio de Mello. A administração da Justiça em Minas Gerais. Memória do desembargador Manoel Ignácio de Mello e Souza, posteriormente Barão de Pontal, apresentada em 1827. Revista do Arquivo Público Mineiro, ano/volume 03, p. 5-22, 1898. URICOECHEA, Fernando. O minotauro imperial: a burocratização do estado patrimonial brasileiro do século XIX. Rio de Janeiro: Difel, 1978. VELLASCO, Ivan. O juiz de paz e o código do processo: vicissitudes da justiça imperial em uma comarca de Minas Gerais no século XIX. Justiça e História, v. 3, n. 6, 2003. VELLASCO, Ivan. As seduções da ordem: violência, criminalidade e administração da justiça: Minas Gerais – Século XIX. São Paulo: Edusp, 2004.
480 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Turbulência de ideias: Sílvio Romero, entre a crítica literária e a sociologia de seu tempo (1851-1914) Cícero João da Costa Filho; Silvio Romero, Escola de Le Play, Raça, Positivismo, Brasil Sílvio Romero foi um importante interprete do Brasil, da década 1870. Imbuído de ideias naturalistas, oriundas da Europa, o polígrafo combateu a visão tupiniquim do romantismo brasileiro, alegando ser esta uma visão irreal, mística e fantasiosa. Polêmico e preocupado com questões pertinentes ao progresso do país, Romero se enveredou pelos ensinamentos de Le Play, com o objetivo de esquadrinhar as diversas regiões do Brasil, se certificando da índole do brasileiro, para repará-lo. Escrevendo em tom de denúncia, Romero polemizou com diversos escritores, acreditando na força da ciência e de seus estudos, influenciados por Spencer, Gobineau, Ammon e Lapouge. Nacionalista e inquieto, Romero buscou encontrar o brasileiro a partir do que acreditava ser sua fundamentação, no caso, seu caráter, se desdobrando em valores e atributos morais. Constando a índole apática do brasileiro, apostou nas observações da Escola de Le Play para reparar o quadro pobre e miserável do Brasil de sua época. ALONSO, Ângela. Ideias em movimento: a geração 1870 na crise do Brasil - Império. São Paulo: Paz e Terra, 2002. BEZERRA, Alcides. Sílvio Romero, o pensador e o sociólogo: conferência pronunciada no dia 17 de outubro de 1929, na Sociedade Brasileira de Filosofia. Rio de Janeiro: Oficinas Gráficas do Arquivo Nacional, 1935. CANDIDO, Antonio. A Sociologia no Brasil. Tempo Social, 271/301, V.18, nª. 1, 1959. _______. Introdução ao método crítico de Silvio Romero. São Paulo: Tese/FFLCH, 1945. COSTA FILHO, Cícero João da. Raça e evolucionismo, as Ciências Sociais no Brasil: querela entre Sílvio Romero e Manoel Bonfim em torno da herança portuguesa na formação brasileira. Intelligere, n. 6, p. 26, 31 dez. 2018. _______.Sílvio Romero: literatura, raça e política (1851-1914). São Paulo: Porto de Ideias, 2016. _______. ‘Raízes raciais’ do Projeto integralista (nacional) de Gustavo Barroso: o preconceito, a intolerância e o racismo para com a figura do judeu no Brasil da década 1930. Revista Caminhos de História, v.22, nº2, jul/dez, 2017, PPGH, Unimontes. GUIMARÃES, Argeu. Presença de Silvio Romero. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1955. SCHNEIDER, Alberto Luiz. Sílvio Romero, hermeneuta do Brasil. São Paulo: Annablume, 2005. SODRÉ, Nelson Werneck. A ideologia do colonialismo: seus reflexos no pensamento brasileiro. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965. SOUZA, Francisco Martins de. A questão teórica da cultura na Escola do Recife. Prefácio. In: O Brasil Social. Brasília: Senado Federal, 2001. (1ª Ed. 1908).
481 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) A construção das políticas patrimoniais de Belo Horizonte: o caso do “Terreiro de Candomblé Ilê Wopo Olojukan” e da “Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá” Wanessa Pires Lott; Políticas Públicas, Patrimônio Cultural, Negro, Belo Horizonte O presente artigo reflete sobre as práticas preservacionistas da cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais/Brasil, apontando os desafios impostos ao poder público, entre as décadas de 1990 e 2000, quando se trata de ações voltadas para a salvaguarda de bens que tradicionalmente não se configuram na história do órgão preservacionista local, a saber, os bens culturais vinculados à identidade e memória negra. O estudo toma o caso do tombamento da “Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá” e do terreiro de candomblé “Ilê Wopo Olojukan”, bens culturais estes pertencentes às comunidades que se encontram à margem da sociedade. ANDRADE, Mário. 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483 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) Territórios, revisões de propriedade e pleitos pueblerinos: a práxis de colonização da Companhia de Jesus na Província do Paraguai (séc. XVII-XVIII) Rodrigo Maurer; Práticas de Antigo Regime, História Colonial, Experiências de longa duração, Marcadores Territoriais, Narrativa Jesuítica Este ensaio perfaz uma análise dos procedimentos adotados pela Companhia de Jesus no que tange a elaboração da Província do Paraguai; voltando-se especialmente para as situações dos pleitos pueblerinos, em regra, indisposições formais por territórios mal definidos ou sobre produtos de subsistência principal da época: o gado. Indica ainda, os procedimentos e as táticas utilizadas pelos religiosos naquilo que se entende como divergências de ordem jurídico-convencional e que tiveram de ser contornadas, para que não comprometessem o desenvolvimento reducional. Logo, a definição do contexto histórico repousa numa estratégia colonial: confundir os laços de pertencimento daquelas comunidades. Até o momento, os estudos sobre as reduções índio-jesuíticas do Paraguai não formularam uma hipótese mais sistemática sobre tais episódios. Diante da necessária abordagem, eis que esboçamos um panorama dos principais instrumentos ou das estratégias mantidas naquelas circunstâncias e seus efeitos quando dos territórios em disputa (leia-se) “territórios de memória”, que o projeto católico modificou intensamente com vistas a consagrar o propósito de conquista. ARMANI, Alberto. Ciudad de Dios y ciudad del Sol. El “Estado” jesuita de los guaraníes (1609-1768). México: Fondo de Cultura Económica, 1996. BARCELOS, Arthur. O mergulho no seculum: exploração, conquista e organização espacial jesuítica na América espanhola colonial. Tese de Doutoramento em História. Porto Alegre. PUCRS, 2006. CARDIEL, Joseph. Las misiones jesuiticas. Edição, introdução e notas de Héctor S. Ollero. Madrid: Historia 16, 1988. DOS SANTOS, Maria.C.; BAPTISTA, Jean. Reduções jesuíticas e povoados de índios: controvérsias sobre a população indígena (séc. XVII-XVIII). In: Revista de História da Unisinos, Maio/Agosto, p. 242-251, 2007. GIUDICELLI, Cristopher. Las tijeras de San Ignacio. Misión y clasificación en los confines coloniales. In: Saberes de la convesión: jesuítas, indígenas y imperios coloniales en las fronteras de la cristandad. Editado por WILDE, Guillermo. Buenos Aires: Editorial SB, 2011. GRUZINSKI, Serge. El pensamiento mestizo. Cultura ameríndia y civilización del Renacimiento. Barcelona. Ed. Paidós, 2007. HESPANHA, Antonio M. A mobilidade social de antigo regime. In: Tempo, vol. 11, nº 21, 2006. _______. Imbecillitas. As bem aventuranças da inferioridade nas sociedades de Antigo regime. São Paulo: Annablume, 2010. HOBSBAWN, Eric; RANGER, Terence. La invención de la tradición. Barcelona, Editorial Crítica, 2002. JARQUE, Francisco. Las misiones jesuíticas en 1687. El estado que al presente gozan las misiones de la compañía de Jesús en la provincia del Paraguay, Tucumán y Rio de la Plata. 1ª ed. Buenos Aires: Academia Nacional de la Historia. Estudio preliminar de Ernesto J. A. Maeder, 2008 [1687]. KERN, Arno. O processo platino no século XVII: da aldeia Guarani ao povoado missioneiro. In: Folia Historica del Nordeste. Argentina: Universidad Nacional del Nordeste, 1984. LAMPÉRIÈRE, Annick. La representación politica en el império español a finales del antiguo régimen. In: Dinámicas de Antiguo Régimen y orden constitucional: representación, justicia y administración en Iberoamérica siglos XVIII-XIX. Editado por Marco Bellingeri. Torino: Otto Editore, 2000. MALDI, Denise. De confederados a bárbaros: a representação da territorialidade e da fronteira indígena nos séculos XVIII e XIX. In: Revista de Antropologia. Vol. 40, nº 2, USP, São Paulo, 1997. MONTEIRO, John. Os guaranis e a história do Brasil meridional. In: História dos índios no Brasil. CARNEIRO DA CUNHA, Manuela (org.). São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992. PACHECO DE OLIVEIRA, João. Ensaios de antropologia histórica. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1997. PINTO; Muriel; MAURER, Rodrigo. Quando a geo-história avança sobre os significados de um espaço urbano: as paisagens culturais e as transformações identitárias da fronteira Brasil Argentina. In: Eure, vol. 40, nº 120, Mayo 2014: 135-158. SUSNIK, Branislava. El indio colonial del Paraguay I: El Guarani colonial. Asunción: MEAB, 1965. _______. Aproximación a la realidad vivencial y al ethos existencia en el Paraguay colonial. Ambiente rural. In: Estudios Paraguayos, vol. III, nº 2, Asuncion, 1975. WACHTEL, Nathan. Os índios e a conquista espanhola. In: História da América Latina: América Latina colonial. Vol. 1. Editado por Leslie Bethell, 2ª ed. São Paulo: Editora da USP, Brasília, DF: FundaçãoAlexandrede Gusmão. 2002. WILDE, Guillermo [et.al]. Saberes de la conversión: jesuitas, indígenas e imperios coloniales en las fronteras de la cristandad. 1ª ed. Buenos Aires: SB, 2011.
484 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) Às margens dos sertões: a economia de abastecimento e pequeno escravista do Vale do Macacu - século XVIII Vinicius Maia Cardoso; Abastecimento, Sertões de Macacu, Século XVIII, Economia, Farinha de Mandioca As relações de perfil econômico no Vale do Macacu, no século XVIII, se voltaram para uma agricultura de abastecimento com base numa estrutura pequeno-escravista, não tendo a atividade de agricultura para exportação um caráter dominante, nem propriedades com muitos escravos como seu modelo de utilização de mão-de-obra. Essa estrutura de produção atendeu inclusive as necessidades de abastecimento para as ações de ocupação, controle e repovoamento dos Sertões do Macacu, no século XVIII. O artigo busca apresentar um quadro parcial da produção de gêneros alimentícios no entorno dos Sertões do Macacu, possível graças à presença de uma economia voltada para abastecimento não apenas das freguesias em si, mas disponíveis para sustento dos agentes sociais envolvidos na ocupação dos referidos Sertões. AMANTINO, Marcia Sueli, CARDOSO, Vinicius Maia. Múltiplas Alternativas: diversidade econômica da Vila de Santo Antonio de Sá de Macacu - Século XVIII. HEERA. Revista de História Econômica & Economia Regional Aplicada – Vol. 3 Nª 5, Jul-Dez 2008. CARDOSO, Vinicius Maia. Fazenda do Colégio: Família, Fortuna e Escravismo no Vale do Macacu - Séculos XVIII e XIX. 01. ed. Rio de Janeiro: Livre Expressão Editora, 2012. v. 01. 355 p. FARIA, Sheila de Castro. A Colônia em Movimento: Fortuna e Família no Cotidiano Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. p.53. LISBOA, Balthazar da Silva. Anais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Ed. Leitura, 1967 [1834-5]. MENESES, José Newton Coelho. O Continente Rústico: abastecimento alimentar nas Minas setecentistas. Diamantina, MG: Maria Fumaça, 2000. PRADO JUNIOR, Caio. História econômica do Brasil. 38ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. RUSSELL-WOOD, A. J. R. (2009). Sulcando os mares: um historiador do império português enfrenta a Atlantic History. História (São Paulo), 28(1), 2009. SAMPAIO, Antônio Carlos Jucá de. Magé na crise do escravismo: sistema agrário e evolução econômica na produção de alimentos (1850/1888). Dissertação de Mestrado. Niterói: UFF,1994. SILVA, Francisco Carlos Teixeira. A morfologia da escassez: crises de subsistência e política econômica no Brasil Colônia (Salvador e Rio de Janeiro, 1600-1790). Tese de doutoramento. Niterói, UFF, 1990. THE BAY AND ENVIRONS OF RIO DE JANEIRO, 1908. Stanfords general map of the Federal District, showing railroads, major and minor, as well as those projected. Site Old and Historic Maps of Rio de Janeiro. Disponível em Acesso em: 20 novembro de 2008.
485 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) A geografia social da morte às margens da modernização: as transformações conservadoras nas práticas de sepultamento em São João Del-Rei Leonara Lacerda Delfino;Márcio Eurélio Rios de Carvalho; História da Morte, Cemitérios Públicos, Política Sanitarista, Registros de Óbito, São João Del-Rei O artigo disserta sobre o processo de secularização da morte e o surgimento dos cemitérios públicos em São João del-Rei. Através da geografia social da morte, ou seja, do mapeamento dos locais de sepultamento, entre os anos de 1783-1850, procuramos compreender como a política sanitarista interferiu nas práticas de sepultamento e na liturgia da morte em geral. Ao longo da investigação, constatamos um processo de modernização conservadora, na medida em que os cemitérios foram construídos dentro do espaço urbano, acoplados às igrejas das irmandades, em contradição à política sanitarista que aconselhava a construção de cemitérios extramuros distantes da povoação. Para esta análise, utilizamos do método quantitativo, mediante a consulta dos registros de óbito alocados na Matriz de Nossa Senhora do Pilar de São João, além da análise qualitativa das atas da Câmara Municipal e da documentação das irmandades. ALVARENGA, Luís de Mello. História da Santa Casa de Misericórdia de São João Del-Rei. Belo Horizonte: Gráfica Formato, 2009. ARIÈS, Philipe. História da Morte no Ocidente. Da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. CAMPOS, Adalgisa. As irmandades de São Miguel e as Almas do Purgatório: Culto e iconografia no Setecentos Mineiro. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 2013 CARVALHO, Consuelo de Azevedo. No silêncio dos túmulos: transformações nos ritos fúnebres na vila de São João del-Rei (1829-1858). São João Del-Rei: FUNREI, 2001. CINTRA, Sebastião de Oliveira. Efemérides de São João del-Rei. Vol. 2. São João del-Rei: IHG/MG e Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, 1967. DELFINO, Leonara Lacerda. O Rosário dos Irmãos Escravos e Libertos: fronteiras, identidades e representações do viver e morrer na diáspora atlântica. Freguesia do Pilar de São João del-Rei (1782-1850) (Tese de Doutorado, Universidade Federal de Juiz de Fora, 2015). _______. O Rosário das Almas Ancestrais: fronteiras, identidades e representações do viver e morrer na diáspora atlântica. Freguesia do Pilar de São João del-Rei (1782-1850). Belo Horizonte: Clio Gestão Cultural, 2017. CHALHOUB, Sidney. Cidade Febril: cortiços e epidemias na Corte Imperial/ São Paulo: Companhia das Letras, 1996. MATTOS, Hebe. Escravidão e Cidadania no Brasil Monárquico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. REIS, J. J. A Morte é uma Festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. SOBRINHO, Antonio Gaio. Sanjoanidades: um passeio histórico e turístico por São João del-Rei. São João del-Rei: A voz do Lenheiro, 1996 VIDE, D. Sebastião Monteiro da. Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia feitas e ordenados pelo Ilustríssimo e reverendíssimo senhor D. Sebastião Monteiro da Vide 5º Arcebispo e do Conselho de Sua Majestade.Proposta e aceitaem Sínodo Diocesano, que o dito senhor celebrou em 12 de junho de 1707. 1ª Ed. Lisboa 1719 e Coimbra 1720. São Paulo: Typografia 2 de dezembro de Antônio Louzada Antunes, 1853. VOVELLE, M. As Almas do Purgatório ou Trabalho de Luto. Tradução Aline Meyer e Roberto Cattani. São Paulo: Editora UNESP, 2010.
486 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) O modelo metodológico de espacialização dos registros paroquiais de terras: o caso de São Sebastião de Ponte Nova Rafael Martins de Oliveira Laguardia; Metodologia, Registro Paroquial de Terras, Espacialização, São Sebastião de Ponte Nova Este artigo tem por objetivo verificar e validar a expansão do uso da metodologia desenvolvida para espacializar informações de propriedades rurais de São Sebastião de Ponte Nova, em meados do XIX. As informações que são espacializadas foram extraídas da fonte histórica Registro Paroquial de Terras. Esta será nossa principal fonte, fundamental para estudos sobre áreas agrícolas de uma região. A metodologia busca espacializar as informações dos confrontantes de terras para definir a configuração espacial das propriedades rurais. A metodologia foi aplicada anteriormente para a região Santo Antônio do Paraibuna e aqui mostramos como resultado que este método de espacializar informações de confrontações do Registro Paroquial de Terras é eficaz para outras regiões, ainda que com desenvolvimentos econômicos diferentes. BARLETA, Leonardo; GIL, T. L. Digital Atlas of Portuguese America. CEUR Workshop Proceedings, v. 1681, p. 1, 2016. CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria Metodológica. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997. CARRARA, Ângelo Alves. Estruturas Agrárias e Capitalismo: contribuição para o estudo da ocupação do solo e da transformação do trabalho na zona da Mata mineira (séculos XVIII e XIX). Mariana: UFOP. 1999. FERLA, Luis; VIJAYKUMAR, N. L.; MIYASAKA, C. R.; et al. Pauliceia 2.0: a computational platform for collaborative historical research. In: GeoInfo - Brazilian Symposium on Geoinformatics, 2017, Salvador. Proceedings XVIII GEOINFO, 2017. LAGUARDIA. Rafael, M. O. Sorte de Terra, Fazenda, Sesmaria... Georreferenciamento como Instrumento de Análise do Registro de Terras. (Dissertação de Mestrado) UFJF, 2011. LAGUARDIA. Rafael, M. O. Dos dízimos à demarcação de terras: geoprocessamento aplicado a módulos rurais (Juiz de Fora, séculos XVIII-XIX). (Tese de Doutorado) UFJF, 2015. OLIVEIRA, Mônica Ribeiro. Cafeicultura Mineira: Formação e Consolidação Negócios e Famílias: Mercado, Terra e Poder na Formação da cafeicultura mineira – 1780/1870. Juiz de Fora: Funalfa, 2005. SILVA. Camila. P. Estruturas Fundiárias e Agrárias numa área de fronteira: Ponte Nova, 1855-1888. UFJF, 2013. Disponível em: http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2013/03/disserta%C3%A7%C3%A3o-Camila-Pelinsari.pdf
487 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) Circularidade cultural e agenciamentos territoriais: uma apreciação teórico conceitual Emerson Costa de Melo; Circularidade Cultural, Agenciamento Territorial, Candomblé, Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte O presente artigo tem como objetivo discutir o conceito de circularidade cultural empregado pela Geógrafa Aureanice de Mello Corrêa, para analisar as diferentes formas de organização das práticas culturais afrorreligiosas no espaço. Trata-se de um conceito que, em âmbito geográfico, permite identificar a relação entre culturas distintas que se desdobram em territorialidades peculiares, que ora se agenciam, noutras se distanciam num mesmo território. Territorialidades, estas, que serão aqui abordadas a partir da análise das origens das tradições do candomblé presentes nas práticas “católicas” da Irmandade baiana de Nossa Senhora da Boa Morte constituídas, ainda no século XIX, a partir das alianças estabelecidas entre as mulheres - “as negras do partido alto” - que circulavam entre as cidades de Salvador e Cachoeira. Para tanto, o conceito em questão foi analisado sob à luz das categorias conceituais apresentadas pela autora ao longo de sua obra, entre outros textos pertinentes ao debate proposto. ASANTE, Molofi K. Afrocentricidade: notas sobre uma posição disciplinar. In: NASCIMENTO, Elisa L. (Org.). São Paulo: Selo Negro, 2009. BONNEMAISON, J. Viagem em Torno do Território. In: CORRÊA, Roberto; ROSENDAHL, Zeny. Geografia Cultural: um século (III). Rio de Janeiro: Uerj, 2002. CAMPOS, João da Silva. Procissões tradicionais da Bahia. 2ª. Ed. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo; Conselho Estadual de Cultural, 2001. CORREA, A. M. Irmandade da Boa Morte como manifestação cultural afro-brasileira: de cultura alternativa a inserção global. 2004. 323 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, CCMN/PPGG, Rio de Janeiro, 2004. COSGROVE, D. A geografia está em toda a parte: cultura e simbolismo nas paisagens humanas. In: CORRÊA; ROSENDAHL (coord.). Paisagem, Tempo e Cultura. Rio de Janeiro: EdUerj, 1998. GINZBURG, Carlo. Introdução. In: O queijo e os vermes: o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Cia. das Letras, 1987. MELO, Emerson. Entre territórios e terreiros: yorubá, velhos deuses no Novo Mundo. 2014. 234 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2014. NASCIMENTO, L. A Boa Morte em Cachoeira. Cachoeira: CEPASC, 1988. PARÉS, Luis Nicolau. A formação do candomblé: história e ritual da nação jeje na Bahia. São Paulo: Unicamp, 2006. SILVEIRA, Renato da. O Candomblé da Barroquinha: Processo de constituição do primeiro terreiro baiano de keto. Salvador: Edições Mainanga, 2006. VERGER, Pierre. Notícias da Bahia de 1850. Salvador: Corrupio, 1999. _______. Orixás deuses iorubás na África e no Novo Mundo. Trad. Maria Aparecida da Nóbrega. 6ª ed. Salvador: Corrupio, 2002.
488 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) Apontamentos sobre a relação ‘cor da pele/cidadania’ nas Constituições da Venezuela (1811) e do Brasil (1824) Iara de Oliveira Maia; Constituição de 1811, Venezuela, Constituição de 1824, Brasil, Cor da Pele, Cidadania Neste artigo debatemos sobre a primeira Constituição Imperial do Brasil, outorgada em 1824, onde focamos especialmente a revogação da “mancha de sangue” contra indivíduos de cor, uma vez que passou a considerar como cidadãos brasileiros todos os homens livres nascidos no Brasil, independente da cor da pele. Também analisaremos a primeira Constituição Federal da Venezuela, promulgada em 1811, principalmente a revogação de todas as leis que impunham a degradação civil a uma parte da população livre da Venezuela, denominada de pardos, que passaram a ter direitos de cidadãos. Assim, a partir dos artigos das duas Constituições, procuramos analisá-las no que diz respeito à presença ou não da questão da cor da pele nos seus textos, e no que se refere à extensão da cidadania e dos direitos e deveres de seus cidadãos. AZEVEDO, Célia Marinho. A recusa da “raça”: anti-racismo e cidadania no Brasil dos anos 1830. Horizontes Antropológicos, v. 11, n. 24, p. 297-320, 2005. CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 2ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. CHIARAMONTE, José Carlos. As formas de identidade política no final do vice-reinado. In: Cidades, Províncias, Estados. São Paulo: Hucitec, 2009. DOLHNIKOFF, Miriam. Representação na monarquia brasileira. In: Almanack Braziliense, n. 09, 2009. GÓMEZ, Alejandro E. Las revoluciones blanqueadoras: elites mulatas haitianas y pardos beneméritos venezolanos, y su aspiración a la igualdad, 1789-1812. In: Nuevo Mundo Mundos Nuevos, Coloquios, 2005, [En línea], Puesto en línea el 19 marzo 2005. URL : http://nuevomundo.revues.org/868. Consultado el 06 diciembre 2010. GREENE, Jack P. & MORGAN, Philip. Atlantic History: A critical appraisaal. Paperback, 2009. LARA, Silvia Hunold. Fragmentos setecentistas: escravidão, cultura e poder na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. MAIA, Iara de. Os designativos de cor no Império do Brasil: Mariana, 1824-1850. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2012. MARQUESE, Rafael; BERBEL, Márcia Regina. A ausência da raça: escravidão, cidadania e ideologia pró-escravista nas Cortes de Lisboa e na Assembléia Constituinte do Rio de Janeiro (1821-1824). In: CHAVES, Cláudia Maria das Graças; SILVEIRA, Marco Antonio (orgs.). Território, conflito e identidade. Belo Horizonte, MG: Argvmentvm; Brasília, DF: CAPES, 2007. MARQUESE, Rafael; BERBEL, Márcia Regina; PARRON, Tâmis. Escravidão e política. Brasil e Cuba, c.1790-1850. São Paulo: Hucitec, 2010. MATTOS, Hebe. A escravidão moderna nos quadros do Império português: o Antigo Regime em perspectiva atlântica. In: FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Antigo Regime nos trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI – XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. ______. Escravidão e cidadania no Brasil Monárquico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed., 2000. QUINTERO, Inés. A independência da Venezuela: resultados políticos e alcances sociais. In: PAMPLONA, Marco A.; MADER, Maria Elisa (org.). Revoluções de independência e nacionalismos nas Américas: Nova Granada, Venezuela e Cuba. São Paulo: Paz e Terra, 2009. SABATO, Hilda. Soberania popular, cidadania e nação na América Hispânica: a experiência republicana do século XIX. In: Almanack Braziliense, n 09, maio 2009. SILVA, Luiz Geraldo. Afrodescendentes livres e libertos e igualdade política na América portuguesa. Mudança de status, escravidão e perspectiva atlântica (1750-1840). Almanack, p. 571-632, 2015. SLEMIAN, Andréa. Os canais de representação política nos primórdios do Império: apontamentos para um estudo da relação entre Estado e sociedade no Brasil (c.1822-1834). Revista Locus, v. 13, n.I, p. 34-51, 2007. _______. Seriam todos cidadãos? Os impasses na construção da cidadania nos primórdios do constitucionalismo no Brasil (1823-1824). In: JANCSÓ, István (org.). Independência: história e historiografia. São Paulo: Hucitec: Fapesp, 2005. _______. Sob o império das leis: Constituição e unidade nacional na formação do Brasil (1822-1834). São Paulo: Aderaldo & Rothschild: Fapesp, 2009. THIBAUD, Clément. Definiendo el sujeto de la soberania: repúblicas y guerra em la Nueva Granada y Venezuela, 1808-1820. In: CHUST, Manuel y MARCHENA, Juan (eds.). Las armas dela nación. Independencia y ciudadanía en Hispanoamérica (1750-1850). Iberoamericana, Madrid, 2007. VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. Verbete: Constituição.
489 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) “Eu sou católico romano, mas não sou ultramontano, nem papista”: Pe. Diogo Antônio Feijó e o Catolicismo como Religião Civil Gustavo de Souza Oliveira; Igreja, Liberalismo, Ultramontanismo, Celibato clerical, Religião Civil Este artigo tem por objetivo analisar o projeto religioso defendido pelo Pe. Diogo Antônio Feijó. Suas atitudes políticas estavam na contramão dos interesses da Santa Sé, pois sugeriam uma Igreja que valorizasse a liberdade do individuo e o fim ao celibato clerical. Para este sacerdote, a Igreja deveria se adaptar as realidades locais, funcionando como apoio para o Estado. Em seus pronunciamentos posicionou-se contrário à centralidade papal e ao fim do celibato clerical. AMARAL, Pedro Ferraz do Feijó, paulista por mercê de Deus. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, V. 84, p. 9-18, 1989. NEVES, Guilherme Pereira das. A religião do império e a Igreja. In: GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo. O Brasil imperial 1808-1831. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2011. NOMURA, Miriam do Prado Giacchetto Maia. Os relatos de Daniel Kidder e a polêmica religiosa brasileira na primeira metade do século XIX. 2011. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, São Paulo, 2011. RICCI, Magda. Assombrações de um padre regente. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2001. ROMANO, Roberto. Brasil: Igreja contra Estado (crítica ao populismo católico). São Paulo: Kairós, 1979. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato Social. In:___Os pensadores. São Paulo: Nova cultura, 1987. SANTIROCCHI, Ítalo Domingos. Os ultramontanos no Brasil e o regalismo do segundo império (1840-1889). 2010. Tese (Doutorado) – Faculdade de História e bens culturais da Igreja da Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, 2010. SILVA, Joelma Santos da. Por Mercê de Deus: Igreja e política na trajetória de Dom Marcos Antônio Sousa (1820-1842). 2012. Dissertação (Mestrado) – Centro de Ciências Humanasda UFMA, São Luís, 2012. SOUSA, Octavio Tarquino. Diogo Antônio Feijó (1784-1843). Rio de Janeiro: José Olympio, 1942. SOUZA, Françoise Jean de Oliveira. Do altar à tribuna. Os padres políticos na formação do Estado Nacional brasileiro (1823-1841). 2010. Tese (Doutorado) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, UERJ, Rio de Janeiro, 2010. WERNET, Augustin. A Igreja paulista no século XIX. A reforma de D. Antônio Joaquim de Melo (1851-1861). São Paulo: Ática, 1987.
490 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) O homem e a natureza: boiadeiros e boiadas no Noroeste paulista Natalia Scarabeli Zancanari;Felipe Bastos Maranezi; Estrada Boiadeira, Peão de Boiadeiro, Modos de Vida, Natureza, São Paulo Este artigo busca expor parte da complexidade do conhecimento dos boiadeiros que conviviam com as diversas paisagens presentes pelos caminhos nos anos de 1915 a 1940. Desta maneira, analisamos a prática do manejo do gado, entendendo-a como inserida nas diversas paisagens relacionadas aos marcos referenciais. Indagamos ainda sobre os significados atribuídos à natureza no percurso das viagens, o que esta influenciava diretamente na definição de roteiros das comitivas, valorizando o conhecimento dos boiadeiros. Assim, buscou-se descrever o universo cultural do condutor e peão de boiadeiro dentro da estrutura e cotidiano de seu trabalho. Neste âmbito, a interpretação de dados bibliográficos proporcionou uma discussão sobre as adaptações no modo de vida desses sujeitos referente ao conhecimento adquirido nas viagens e sua influência deixada nos lugares por onde passavam. O estudo enfatiza a contribuição desses sujeitos não apenas na configuração social e econômica, mas também cultural da região do Noroeste paulista. AZEVEDO. Joaquim R. R. A conservação da paisagem como alternativa à criação de áreas protegidas: Um estudo de caso do Vale do Rio Negro na região do Pantanal-MS. São Paulo, 2002. Dissertação (Mestrado em Ciência Ambiental)-Universidade de São Paulo. CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo:Editora Ática, 12 ed, 2000. GOULART, José Alípio. Tropas e Tropeiros na Formação do Brasil. Rio de Janeiro. Editora: Conquista, 1961. JONES, Clarence F. A Fazenda Miranda em Mato Grosso. Revista Brasileira de Geografia. Sumário do número de julho-setembro de 1950. LEITE, Maria O. F. Comitiva de boiadeiros no Pantanal Sul-Mato Grossense: modo de vida e leitura da paisagem. São Paulo, 2010. Dissertação (Mestrado em Ciência Ambiental)- Universidade de São Paulo. MARTINS, Marcos L. História e Meio Ambiente. São Paulo: Annablume. Faculdades Pedro Leopoldo, 2007. MENESES, Ulpiano T. B. A paisagem como fator cultural. In: Yázigi, Eduardo (org.). Turismo e Paisagem. São Paulo: Contexto, 2002. MEYER, Mônica A. A. Ser-tão natureza: a natureza de Guimarães Rosa. Campinas, 1998.Tese (Doutorado em Ciências Sociais)- Instituto de Filosofia e Ciências Humanas daUniversidade Estadual de Campinas. MONBEIG, Pierre. Pioneiros e fazendeiros de São Paulo, São Paulo, Editora Polis 1984. ZILIANI, José Carlos. Colonização: Táticas e estratégias da Companhia de viação São Paulo Mato Grosso (1908-1960). Assis, 2010. Tese (Doutorado em História)-Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Universidade Estadual Paulista.
492 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Apresentação Dossiê - Culturas Populares, Gênero e Diversidade Sexual: interfaces, tensões e subjetividades Daniel Reis;Fabiano Gontijo; Culturas populares, Gênero, Diversidade Sexual Apresentação do Dossiê - Culturas Populares, Gênero e Diversidade Sexual: interfaces, tensões e subjetividades.
493 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) A produção do gênero na/da cultura popular: problematizando um habitus de gênero junino Hayeska Costa Barroso; Festa junina, Espetacularização, Performatividade, Gênero Os festejos juninos, no Brasil, constituem um campo de práticas que envolvem questões culturais, políticas, sociais e econômicas. O modo como os sujeitos estruturam e são estruturados nesse cenário envolve não somente o lugar que ocupam e/ou a função que desempenham. Na maioria das abordagens sobre tradições, culturas populares e festas, a maneira como estes mesmos sujeitos constituem sua subjetividade e como esta afeta a própria configuração da festa, seu modos operandi, não tem sido a tônica predominante. Questões relativas ao gênero, à sexualidade, à raça/etnia e aos aspectos geracionais, contudo, atravessam as celebrações festivas e seus ritos de consagração coletivos. É mister, portanto, visibilizá-los, de modo a desvendar como se expressam no campo e quais os seus significados na teia de relações e disputas, materiais e simbólicas, que encerram. Assim, a presente pesquisa objetiva investigar as expressões e os códigos de gênero e sexualidades no campo da festa junina em Fortaleza-Ce. Metodologicamente falando, a quadrilha junina é aqui considerada o momento privilegiado em que se opera a observação destes aspectos, sobretudo a performatividade do gênero associada ao contínuo processo de espetacularização da festa. A premissa inicial é de que algumas festas e manifestações da cultura popular, a exemplo da festa junina, do carnaval, da festa do boi e do maracatu, são essencialmente generificadas a partir de um prisma heteronormativo; o que não impede a reedição de símbolos tradicionais sob os quais elas mesmas foram engendradas, sobretudo no que tange aos papeis sociais de gênero e à sexualidade, constituindo um habitus de gênero que, ora tensiona e subverte determinados padrões, ora ratifica-os. ALBUQUERQUE JUNIOR, Durval Muniz. Fragmentos do discurso cultural: por uma análise crítica do discurso sobre a cultura no Brasil. In: NUSSBAUMER, Gisele (org.) Teorias e políticas da cultura. Salvador: EDUFBA, 2007. ALVES, Elder Patrick Maia. A economia simbólica da cultura popular sertanejo-nordestina. Maceió: EDUFAL, 2011. AMARAL, Rita de Cássia de Melo Peixoto. Para uma antropologia da festa: questões metodológico-organizativas do campo festivo brasileiro. 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494 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Como ser transexual e/ou travesti num universo simbólico heterossocial? A “carreira bicha” na Favela da Rocinha, Rio de Janeiro Diego da Silva Santos;Sérgio Luiz Baptista; Carreira bicha, Travesti, Transexual, Favela, Gênero O presente trabalho reúne algumas das reflexões iniciais do projeto de mestrado desenvolvido e orientado pelos presentes autores no programa de pós-graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos da UFRJ. O objetivo do artigo é apresentar algumas considerações introdutórias que vão nortear a pesquisa de mestrado em curso. Nos debruçamos sobre os registros de atendimentos, fichas de entrevistas iniciais para entrada no programa ViraVida e registros do dia a dia de convivência com alunas travestis e transexuais do referido Programa, na Favela da Rocinha, atrelando-os à reflexões teóricas sobre Gênero, Sexualidade e Cisgeneridade/Transgeneridade/Heteronormatividade. É elencado que a Passabilidade e as normativas da vida na favela são pontos cruciais de análise para o tema em questão. A “Carreira Bicha” é um termo tomado emprestado a partir dos estudos de Howard Becker para compreender a trajetória de algumas/alguns jovens ao longo de sua estruturação subjetiva e performativa de gênero. ARAN, M. A transexualidade e a gramática normativa do sistema sexo-gênero. Rio de Janeiro: Ágora. v. 9, n. 1, p. 49-63, Junho de 2006. Disponível em: . Accesso em 22 Fev. 2016. BECKER, H. Outsiders: Estudos de sociologia do desvio. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. BENTO, B. A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro, Garamond, 2006. _________. O Que é a transexualidade? São Paulo: Brasiliense, 2008. _________. Transviad@s: gênero, sexualidade e direitos humanos / Berenice Bento. - Salvador: EDUFBA, 2017. BENTO, B.; PELÚCIO, L. Despatologização do gênero: a politização das identidades abjetas. 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495 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Maracatu nação em Pernambuco: raça, etnia e estratégias de enfrentamento ao racismo Lady Selma Ferreira Albernaz;Jailma Maria Oliveira; Raça, Gênero, Maracatu, Racismo, Movimento Negro Este trabalho trata dos sentidos e dos significados coletivos elaborados nos rituais de maracatu, especialmente focando as vestimentas, inicialmente elementos que retratam uma cultura negra e posteriormente, agregando-se referencias à África, remetendo mais claramente a etnização. O trabalho se ancora em trabalho de campo, realizado desde 2009. Analiticamente consideramos as dimensões de gênero e classe para pensar as questões raciais, e autores que tratam especificamente do racismo e seu enfrentamento no Brasil e nas Américas. Os resultados, com dimensões provisórias e sugestão de hipóteses interpretativas, sinalizam para uma continuidade na criação de uma cultura negra, que mesmo não sendo voltadas para o enfretamento ao racismo, é uma ancoragem da organização do movimento negro recente, o qual, por sua vez propicia e a ampliação do conhecimento sobre a África e a inclusão de referencias a este continente por meio das roupas em alguns grupos de maracatu que remetem mais claramente a etnização. ALBERNAZ, L. S. F.. “Homens que dançam: gênero, corpo, raça e travestilidade no maracatu”. In: VIEIRA, L. L.; RIOS, L. F.; QUEIROZ, T. N. (Orgs.). Gays, lésbicas e travesti em foco: diálogos sobre sociabilidade e acesso à educação e saúde. 1ed.Recife: EdUFPE, 2016, v. 1, p. 48-82. ALBERNAZ, L. S. F.; OLIVEIRA, J. “Sinfonia de tambores: comunicação e estilos musicais no maracatu nação de Pernambuco”. Revista Anthropológicas, v. 26, p. 75-102, 2015. 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496 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Mulheres e graffiti: experimentações etnográficas no coletivo “Freedas Crew” Thayanne Tavares Freitas; Graffiti, Mulheres artistas, Freedas Crew, Gênero, Brasil Este artigo faz parte da minha pesquisa de mestrado em Antropologia (PPGA-UFPA), que foi uma etnografia sobre as Freedas Crew, um coletivo de mulheres e uma pessoa trans que grafitam na cidade de Belém. Utilizo a experimentação como metodologia e ao me colocar como pesquisadora-aprendiz dialogo com conceitos que perpassam pelas técnicas do corpo e corpografia. Levando em consideração que o graffiti aqui abordado tem sua história vinculada ao movimento hip hop norte-americano, as vivências apresentadas estão inseridas em contextos periféricos, relações de gênero, regras de convivência e o uso de meios virtuais para difusão. É um texto que se propõe a problematizar como essas integrantes se articulam enquanto coletivo em relação a cena do graffiti paraense. BECKER, Howard. 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497 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) “Mulher na roda não é pra enfeitar”! A ginga feminista e as mudanças na tradição da Capoeira Angola Camila Maria Gomes Pinheiro; Mulher, Capoeira, Tradição, Mudança, Gênero Este trabalho apresenta um novo cenário na capoeira angola proporcionado pela participação e liderança das mulheres nos grupos. Trata-se de um fenômeno recente na história da capoeira angola: o feminismo angoleiro. Partindo de uma perspectiva feminista, pretendo apontar como os mecanismos utilizados nos discursos tradicionais que reproduzem condutas heteronormativas e classificações sexistas, estão sendo questionados e ressignificados. Para desenvolver a minha reflexão sobre esse novo cenário político apresento o grupo Nzinga de Capoeira Angola, fundado por uma mulher, mestra Janja, com sede na cidade de Salvador. Este grupo é referência para as redes de mulheres capoeiristas que estão se formando pelo mundo e desenhando uma ginga feminista. Neste aspecto, a participação das mulheres está associada à construção de outras narrativas com novos sujeitos políticos, reconstruindo as categorias “mulher” e “homem”, “feminilidade” e “masculinidade”, não como unidades homogêneas e isoladas. Nos Encontros de Mulheres Capoeiristas, busca-se observar novas formas de contestação e de denunciar as desigualdades de gênero presente na capoeira. No jogo da capoeira, as mulheres criam estratégias para enfrentar os obstáculos impostos por uma cultura patriarcal e hegemônica e aprendem a usar o corpo como uma arma política e de defesa pessoal para jogar na vida. ABIB, Pedro Rolpho Jungers. Capoeira Angola: cultura popular e o jogo dos saberes na roda. Campinas/SP: UNICAMP/CMU; Salvador: EDUFBA, 2004. ABREU, Frederico José de; CASTRO, Mauricio Barros de (Org.). Encontros Capoeira. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2009. ABREU, Frederico José de. O barracão do Mestre Waldemar. Salvador: Zabaratana, 2003. ARAÚJO, Rosângela Costa. 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498 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) As mulheres erveiras do Ver-O-Peso e os olhares patrimoniais Laura Carolina Vieira; Patrimônio cultural, Gênero, Ver-o-Peso, Erveiras, Essencialização O Complexo do Ver-o-Peso é maior feira atacadista e varejista do norte brasileiro. Situado em Belém, na capital do Estado do Pará, reúne variada biodiversidade amazônica, assim como costumes, práticas e saberes comuns a região. A partir da sua etnografia, em especial o Setor das Ervas, tradicional seção da feira, a pesquisa examina a inferência da qualidade patrimonial acerca da imagem das mulheres feirantes ali trabalhadoras – as erveiras. Apoiando-se na análise dos processos de patrimonialização e inventário dos elementos históricos, paisagísticos, arquitetônicos e culturais do Complexo do Ver-o-Peso, discute-se o valor do patrimônio e bem cultural como formas de destaque para o consumo turístico e de lazer da feira. As erveiras, associadas com os saberes tradicionais populares intrínsecos as suas atividades, são perspectivadas por discursos patrimoniais que percebem nelas potencial cultural atrativo para tais fins. Essas intenções apoiam-se no recorte de gênero, objetificação e exotização, causando essencializações das suas figuras, propiciando estigmas e desbotando suas agências e configurações como sujeitas cidadãs, comerciantes, profissionais e sabedoras. ARAÚJO, Alceu. Medicina rústica. Rio de Janeiro: Ed. Nacional. 1959. CARDOSO, Ana Cláudia Duarte. et al. Quando o projeto disfarça o plano: concepções de planejamento e suas metamorfoses em Belém (PA). Cadernos Metrópole, [s.l.], v. 18, n. 37, p.823-844, 2016. COSTA, I.; CORDOVIL, Daniela. Presença de Mulheres Benzedeiras nos Bairros de Belém a Partir de sua Circulação nas Feiras. In: Rodrigues, C. et al. (Org.). Mercados Populares em Belém: Produção de sociabilidades e identidades em espaço urbano. Belém: NAEA. v. 2. 2017. 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499 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Comida, memória social e o encontro de gerações: a retomada do saber-fazer de uma receita de família Daniel Oliveira; Comida, Família, Saber-fazer, Memória social, Piauí-Brasil Este artigo propõe analisar os acontecimentos relacionados a necessidade de revisitar a receita de um bolinho crocante conhecido em uma região do estado do Piauí com mirrado. A demanda por fazê-lo surgiu em razão de uma antiga amiga da minha família, que estava distante há muitos anos, manifestar a vontade de voltar a sentir o sabor dele, pois era algo bastante significativo das suas lembranças de adolescência. O evento proporcionou um encontro intergeracional de algumas mulheres da família, com o propósito de retomar um saber-fazer que a passagem do tempo havia deslocado para o plano das incertezas. As observações e narrativas aqui apresentadas são utilizadas como dados etnográficos que colocam em evidência como vínculos familiares lidam com processos de transformações que atingem práticas culturais e, por consequência, afetam a memória social. BARTH, Frederik. Cosmologies in the making. A generative approach to cultural variation in inner New Guinea. Cambridge. Cambridge University Press, 1987. BERLINER, David. Social Thought & Commentary: The Abuses of Memory: Reflections on the Memory Boom in Anthropology In. Anthropological Quarterly, Vol 78, N. 1, 2005, pp. 197-211. DUARTE, Luiz Fernando Dias. Horizontes do indivíduo e da ética no crepúsculo da família. In: RIBEIRO, I.; RIBEIRO, A. C. I. A família em processos contemporâneos: inovações culturais na sociedade brasileira. São Paulo: Loyla, 1994. ECKERT, Cornelia et al. Qual é a Antropologia do Parentesco e da Família no século XXI? Um diálogo franco e brasileiro com Martine Segalen. Horizontes Antropológicos. Porto Alegte: PPGAS/UFRGS, ano 7, n. 16, 2001. GEERTZ, Clifford. Do ponto de vista dos nativos: a natureza do entendimento antropológico. In: O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. Petropolis, RJ: Vozes,1997. GODOI, Emília Pietrafesa de, and AGUIAR, Vilênia V. Porto. Mulheres e territórios vividos em contextos rurais: um olhar sobre a política de desenvolvimento territorial. In: Cadernos Pagu, nº 52, 2018. GONÇALVES, J. R. S. A retórica da perda: os discursos do Patrimônio Cultural no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ, 2002. HERNÁNDEZ, Jesús C. Patrimônio e globalização: o caso das culturas alimentares. In CANESQUI, A. M., and GARCIA, R.W. D., (orgs). Antropologia e nutrição: um diálogo possível [online]. Rio de Janeiro: Editroa Fio Cruz, 2005. HOBSBAWM, E.; RANGER, T. (Org.). A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. IPHAN. Dossiê – Produção artesanal e práticas socioculturais associadas à cajuína no Piauí, 2014. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Dossie_cajuina_piaui.pdf LABURTHE-TOLRA, Phelippe; WARNIER, Jean-Pierre. Etnologia – Antropologia. Petrópolis: Vozes, 1997. NORA, Pierre. Entre Memória e História: a problemática dos lugares. In: Projeto História: Revista de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História da PUC-SP. São Paulo: PUC-SP, 1981. ROMANELLI, G. O significado da alimentação na família: uma visão antropológica. Medicina (Ribeirão Preto), p. 333-339, 2006. VELHO, Gilberto. Memória, identidade e projeto. Projeto e metamorfose: antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. WOORTMANN, Ellen. A comida como linguagem. Habitus. Goiânia, v. 11, n.1, p. 5-17, jan./jun. 2013.
500 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Mestra, Tia, Dona: mulheres carimbozeiras nas políticas públicas de cultura Paula Pflüger Zanardi; Carimbó, Gênero, Cultura popular, Saberes tradicionais Este texto tem por objetivo pensar sobre as representações de gênero nas culturas populares e as políticas públicas de cultura, a partir de uma experiência enquanto gestora do patrimônio cultural, tendo como foco específico o carimbó e a pesquisa de campo para o Programa Sala do Artista Popular, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. Enfoco aqui as trajetórias e atuações de mulheres que entrevistamos durante a pesquisa e de outras mulheres fundamentais para este estudo, embora não entrevistadas, estiveram diretamente vinculadas ao contexto de produção da pesquisa. Para esta análise, dividi essas mulheres em dois grupos: o das costureiras das indumentárias do carimbó e o das coordenadoras dos grupos de carimbó. Este artigo traz um relato de como a pesquisa foi construída e procura entender, a partir das histórias dessas mulheres, o lugar que ocupam na execução de políticas de salvaguarda para o carimbó. ANTUNES, Leda. Nós somos resistência feminina, dizem integrantes do primeiro grupo de carimbó formado só por mulheres. [reportagem]. O Globo, 2019. Disponível em: https://oglobo.globo.com/celina/nos-somos-resistencia-feminina-dizem-integrantes-do-primeiro-grupo-de-carimbo-formado-so-por-mulheres-23953980. Acesso em: 9 mai. 2020. BAÍA, Luiz C. Sala do Artista Popular: Tradição, identidade e mercado. Dissertação de mestrado em Museologia e Patrimônio. Rio de Janeiro, UNIRIO/PPG-PMUS, 2008. BOGÉA, Eliana. A cultura no Brasil pós-2003, um norte: Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro. V Seminário Internacional ‘Políticas Culturais’. Setor de Políticas Culturais, Fundação Casa de Ruy Barbosa, Rio de Janeiro, 2014. GRIPP, Maria. A experiência da sala do artista popular (SAP): engajamentos e encaixes de uma política pública de cultura. Dissertação de Mestrado. RJ: UFF, 2019. GROSSI, Miriam Pillar. Identidade de Gênero e Sexualidade. Antropologia em Primeira Mão, n. 24, Florianópolis, PPGAS/UFSC, 1998. IPHAN. Inventário Nacional de Referências Culturais – Carimbó. Dossiê. Belém: Iphan, 2013. IPHAN. Plano de Salvaguarda da Roda de Capoeira e do Ofício de Mestre de Capoeira no Pará. Belém: Iphan, 2018. [no prelo] IPHAN. Plano de Salvaguarda do Carimbó. Belém: Iphan, 2019. [no prelo] LAGO, Jorgete Maria Portal. Mestras da cultura popular em Belém-PA: a importância da mulher na manutenção e divulgação da cultura popular. 18º Redor, UFRP, 2014. MENDES, Lorena Alves. “Nós Queremos”: O carimbó e sua campanha pelo título de Patrimônio Cultural Brasileiro. Dissertação (Mestrado) – Iphan, Rio de Janeiro, 2015. MENDES, Roberta. Feminino pau e corda na Amazônia: fotoetnografia das sereias tocadoras de carimbó de Vila Silva. XV ENECULT, Salvador, 2019. MENDES, Sérgio P.C. Patrimônio Cultural e o Mercado de Arte Popular: a institucionalização da Sala do Artista Popular. Tese. Campinas, São Paulo, 2016. 263 p. MUNIAGURRIA, Lorena Avellar de. Música, ativismo, e política patrimonial no Brasil contemporâneo. Anais do X Seminário Internacional de Políticas Culturais. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Ruy Barbosa, 2019. POUGY, Elizabeth. Programa Sala do Artista Popular. In: II Seminário de Investigación em Museología de los países de lengua portuguesa y española, ICOM, Buenos Aires, Argentina, 2011. REIS, Daniel. Pau, corda, cores e (re)invenções: instrumentos e artesanatos do carimbó. Sala do Artista popular. Catálogo de exposição. Rio de Janeiro: Iphan, 2019. __________. Programa Sala do Artista Popular: um espaço de encontros, trocas e democratização de culturas. In: e-cadernos CES [Online], n. 30, 2018. LINS, Eugênio. A. [et al.]. Mestres artífices: Bahia. Brasília, DF: Iphan; Salvador: UFBA, 2017. (Cadernos de Memória n. 4) ZANARDI, Paula Pflüger. Narrativas visuais sobre o patrimônio cultural: os cortadores de pedra na Chapada Diamantina. Dissertação (Mestrado) – Iphan, Rio de Janeiro, 2017.
501 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Mestras da cultura popular em Belém-PA: a importância da mulher na manutenção e divulgação da cultura popular Jorgete Maria Portal Lago; Cultura popular, Mestras, Saberes tradicionais, Protagonismo feminino, Belém O presente artigo tem como objetivo provocar a reflexão sobre a invisibilidade de mulheres e sua participação nas manifestações da cultura popular. Neste caso temos como recorte as atividades de Mestras que atuam na cidade de Belém-PA. Para tal reflexão, abordaremos temas sobre classe, gênero e raça fundamentados nos estudos de Scott (1989), Anzaldúa (2000), Haraway (1995), Carneiro (2011) e Curiel (2007). A partir da coleta de dados nas secretarias de cultura estadual e municipal verificamos um percentual de 55,7% de grupos liderados por mulheres nas mais diversas manifestações tais como: Quadrilhas Juninas, Pastorinhas, Pássaro Junino, Cordão de Pássaro e Bicho e Boi-bumbá. Apesar deste número significativo de mulheres na liderança de grupos, o reconhecimento de seu protagonismo ainda não tem merecido destaque, seja pelos órgãos públicos, academia e sociedade em geral. No campo de estudos da Cultura Popular no Brasil as mulheres também têm sido invisibilizadas como protagonistas. Acreditamos que este artigo contribua para uma nova perspectiva nesta área de estudo que é de (re) pensar o papel da mulher na produção, transmissão e divulgação das manifestações populares seja para sua comunidade como para a sociedade em geral. BENTO, Maria Aparecida. Branqueamento e branquitude no Brasil. In: CARONE, Iray e BENTO, Maria Aparecida (orgs). Psicologia Social do racismo – estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. Petropólis, RJ: Vozes, 2002, p. 25-58. CARDOSO, Claudia Pons. Outras falas: feminismos na perspectiva das mulheres negras brasileiras. Salvador. 2012. 383f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo- Universidade Federal da Bahia, 2012 CURIEL, Ochy. Crítica poscolonial desde lasprácticas políticas del feminismo antirracistas. Nómadas. Colômbia, n.26, 2007. P.92-101. HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu. São Paulo, n. 5, 1995, p. 07-41. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para a análise histórica. Disponível em www.observem.com. SEGATO, Rita. Raça é signo. Série Antropologia. Brasília, n. 372, 2005, p.02-16.. WERNECK, Jurema Pinto. O samba segundo as Ialodês: mulheres negras e a cultura midiática. Rio de Janeiro, 2007. 318f. Tese (Doutorado) – Escola de Comunicação. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2007
503 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Impasses e perspectivas da inscrição testemunhal na historiografia brasileira da ditadura Nashla Dahás; Memória, História, Ditadura, História Oral, Testemunho Desde os anos 2000, a história oral, a memória e o testemunho vêm adquirindo maior espaço na historiografia brasileira da última ditadura, e contribuindo para a aproximação tensa e conflituosa deste campo com o espaço público, suas disputas políticas e processos de circulação e identificação cultural. O objetivo deste artigo é identificar e discutir os sentidos da memória nas produções historiográficas da ditadura nas duas últimas décadas trabalhando com a historiografia enquanto produtora de memória em estreita relação com o espaço público. Destacamos diferentes abordagens do chamado “dever de memória” em suas relações com as políticas públicas de memória no Brasil, os desdobramentos da consolidação da história do tempo presente para as relações entre história e memória, e os dissensos historiográficos a respeito das memórias revolucionárias e dos usos de categorias como trauma e frustração. ARAÚJO, Maria Paula. A Utopia fragmentada: as novas esquerdas no Brasil e no mundo na década de 1970. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000. AVELAR, Alexandre de Sá. Rumo à indisciplinarização? Tempo histórico e a historiografia recente sobre o período militar. Disponível em https://www.academia.edu/19973700/Rumo_%C3%A0_indisciplinariza%C3%A7%C3%A3o_Tempo_hist%C3%B3rico_e_a_historiografia_recente_sobre_o_per%C3%ADodo_militar (s-d) Acesso em 5 de maio de 2020. BAUER, Caroline. “Quanta verdade o Brasil suportará? Uma análise das políticas de memória e de reparação implementadas no Brasil em relação à ditadura civil-militar”. 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504 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Memória, história e tempo: as tramas do mundo contemporâneo Gustavo Castanheira Borges de Oliveira; Memória, Modernidade, Arquivo, História, Tempo O presente texto se dedica a analisar as relações entre memória, história e tempo a partir da segunda metade do século XX, tomando como base a sociedade ocidental de modo geral. Para tal, o texto se estrutura da seguinte maneira: primeiramente, abordamos a temporalidade típica da modernidade, caracterizada pelo progresso, pela “aceleração do tempo” e pelas utopias; em seguida, analisamos a temporalidade surgida a partir da década de 1950, marcada, entre outras coisas, pelo boom da memória e das práticas de preservação; por fim, analisamos a relação da memória com a vertiginosa evolução tecnológica das últimas duas décadas, especialmente no que se refere à capacidade de gerar e arquivar uma infinidade de dados e informações. ASSMANN, Aleida. Transformations of the Modern Time Regime. In: LORENZ, Chris; BEVERNAGE, Berber (orgs). Breaking up time: Negotiating the Borders between Present, Past and Future. Göttingen: Vandenhoeck and Ruprecht, 2013. BORGES, José Luis. Funes o memorioso. In: Obras Completas I (1923-1949). Rio de Janeiro: Ed. Globo, 1999, p.516-523; p.539-546. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Edições Vértice, 1990 HARTOG, François. Regimes de historicidade. Presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte, MG: Autêntica Editora, 2014. _______. Tempo, história e a escrita da história: a ordem do tempo. Revista de História, n. 148, p. 09 – 34, 2003. KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado. Contribuições à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2006. _______. Estratos do tempo: estudos sobre História. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2014. LÜBBE, Hermann. Esquecimento e Historicização da memória. Estud. hist. (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 29, n. 57, p. 285-300, abr. 2016. NORA, Pierre. Entre história e memória: a problemática dos lugares. Projeto História, n. 10, p. 7-28, dez. 1993. OLIVEIRA, G. C. B. DE. Musealização: passado, presente, futuro e produção de presença. Revista Espaço Acadêmico, v. 17, n. 193, p. 48-59, 2017.
505 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) O “mal de Alzheimer nacional”: algumas reflexões sobre os usos políticos do passado e o ensino de história Vera Lúcia Silva Vieira;Radamés Vieira Nunes; Memória, Temas sensíveis, Temporalidades, Ensino de História, Ética O objetivo é trazer à lume algumas reflexões sobre as relações entre presente e passado, memória e história, pensando os caminhos da prática historiográfica e o ensino de história frente aos recorrentes usos políticos do passado e aos ataques e demandas negacionistas na contemporaneidade brasileira. Contrapondo as múltiplas violências visíveis e in(visíveis) na sociedade, destacamos a força da literatura e a dimensão ética, sensível, política e estética da historiografia e do ensino de história como possibilidades de constituição de um repertório mais humano e ético numa cultura marcada por tradições autoritárias e pela violência, negação e apagamento dos rastros dessa mesma violência. ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz. As sombras brancas: trauma, esquecimento e usos do passado. In: VARELLA, Flávia. et al. Tempo presente & usos do passado. Rio de Janeiro: FGV, 2012. ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz de. Fazer defeitos nas memórias: para que servem o ensino e a escrita da história?. In: GONÇALVES, Márcia de Almeida. [et al.] (organizadoras). Qual o valor da história hoje? Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012, p. 21-39. ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo: Cia das Letras, 1999. BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In: O anjo da história: Walter Benjamin. Organização e tradução. João Barrento. Belo Horizonte: Autêntica. 2012. BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Não Verás País Nenhum. 15ª ed. São Paulo: Global, 1988. BAUER, Carolina Silveira. Como será o passado?: História, Historiadores e a Comissão Nacional da Verdade. 1ed. Jundiaí, SP: Paco, 2017. p.7-12. CAMILOTTI, Virgínia Célia; NAXARA, Márcia R. Capelari. 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506 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Conjunto São Miguel: uma história de luta pelo direito à cidade (1978-1980) Angerlânia da Costa Barros; Periferia, Conjunto Habitacional, Resistência, Ceará, Brasil O artigo reflete sobre o movimento de resistência à remoção pelos habitantes da antiga favela José Bastos, em Fortaleza, entre 1978 e 1980, a partir de um confronto entre a “história oficial” e propagandística advinda dos documentos administrativos do município e das publicações dos jornais O Povo e Correio do Ceará e a memória dos sujeitos diretamente envolvidos e alvo do Programa Integrado de desfavelamento. O objetivo foi perceber como o governo se utilizou dos meios de comunicação (e da tendência favorável à “remoção” dos produtores destes meios) para construir uma imagem positiva do desfavelamento e como este controle da opinião pública incidiu sobre a memória coletiva, inclusive a dos excluídos socioespacialmente, de modo que eles se reconhecem como beneficiados. O objetivo é analisar as razões que os motivaram a resistir e conhecer alguns dos sujeitos emblemáticos deste episódio de reivindicação e luta pela permanência na área e, sobretudo, pelo direito à moradia. AINDA a favela da José Bastos: Fundação denuncia movimento nocivo. O Povo, Fortaleza, 29 dez. 1978. Caderno A, p. 9. ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e oposição no Brasil (1964-1984). 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985. BARREIRA, Irlys Alencar Firmo. O reverso das vitrines: conflitos urbanos e cultura política em construção. Rio de Janeiro: Rio Fundo Editora, 1992. BESERRA, Bernadete de L. Ramos. Movimentos sociais no campo do Ceará (1950-1990). Fortaleza: Imprensa Universitária, 2015. BONDUKI, Nabil Georges. Origens da habitação social: Arquitetura moderna, Lei do Inquilinato e difusão da casa própria. São Paulo: Estação Liberdade: FAPESP, 1998. BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças dos velhos. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. BRAGA, Elza Maria Franco. Os labirintos da habitação popular: conjunturas, programas e atores. Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 1995. CINCO mil favelados enxotados da José Bastos. O Povo, Fortaleza, 15 dez. 1978. Caderno A, p. 16. CONFLITO na José Bastos: favelados contra polícia. Correio do Ceará, Fortaleza, 27 dez. 1978. Caderno A, p. 1. CONTINUAM os despejos na favela da J. Bastos. O Povo, Fortaleza, 19 dez. 1978. Caderno A, p. 16. DOM Aloísio vai ao conjunto e pede união. O Povo, Fortaleza, 14 mai. 1979. Caderno A, p. 6. FAVELA da José Bastos: será pedido novo prazo. O Povo, Fortaleza, 06 fev. 1979. Caderno A, p. 12. FAVELA José Bastos vive momentos de grande tensão. O Povo, Fortaleza, 23 abr. 1979. Caderno A, p. 16. FAVELA da José Bastos: moradores pedem socorro. O Povo, Fortaleza, 22 dez. 1978. Caderno A, p. 16. FAVELADOS da José Bastos terão mais sessenta dias. O Povo, Fortaleza, 16 dez. 1978. Caderno A, p. 13. FAVELAS. O Povo, Fortaleza, 12 out. 1978. Caderno A, p. 3. FIM ou começo de um drama de quatro meses? O Povo, Fortaleza, 22 abr. 1979. Caderno A, p. 24. FUNDAÇÃO remove favelados para o Conjunto Palmeiras. Correio do Ceará, 28 out. 1978. Caderno A, p. 3. GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais na contemporaneidade. In: Revista Brasileira de Educação. Rio de Janeiro, v. 16, n. 47, mai-ago. 2011. p. 333-361. GONÇALVES, J. Ocupar e resistir: problemas de habitação no centro pós-moderno (SP). Dissertação (Mestrado em Geografia), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. HOJE o dia D da favela José Bastos. O Povo, Fortaleza, 24 abr. 1979. Caderno A, p. 1. JUIZ da mais 60 dias aos favelados da José Bastos. O Povo, Fortaleza, 20 fev. 1979. Caderno A, p. 5. MONTENEGRO, Antonio Torres. História oral e memória: a cultura popular revisitada. 3. ed. São Paulo: Contexto, 1994. MORADOR da favela agredido por vigia. O Povo, Fortaleza, 12 jan. 1979. Caderno A, p. 8. MORADORES da José Bastos denunciam perseguições. O Povo, Fortaleza, 14 fev. 1979. Caderno A, p. 16. RECUSADO o terreno do Frifort. O Povo, Fortaleza, 24 abr. 1979. Caderno A, p. 16. REIS, José Roberto Franco. O coração do Brasil bate nas ruas: a luta pela redemocratização do país In: PONTE, Carlos Fidélis; FALLEIROS, Ialê (orgs). Na corda bamba de sombrinha: a saúde no fio da história. Rio de Janeiro: Fiocruz/COC; Fiocruz/EPSJV, 2010. REPRESSÃO aos favelados da Avenida José Bastos. O Povo, Fortaleza, 17 dez. 1978. Caderno A, p. 38. TELES, Vera da Silva. Anos 70: experiências, práticas e espaços políticos. In: KOWARICK, Lúcio (org.). As lutas sociais e a cidade. São Paulo: Paz e Terra, 1988. TERRORISMO contra os favelados da J. Bastos. O Povo, Fortaleza, 09 jan. 1979. Caderno A, p. 19. THOMSON, Alistair. Recompondo a memória: questões sobre a relação entre a história oral e as memórias. Revista Projeto História. São Paulo, nº 15, 1997. p. 51-84. TIROTEIO com dois baleados na favela da José Bastos. O Povo, Fortaleza, 27 dez 1978. Caderno A, p. 12.
507 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Saberes populares, políticas culturais e participação social: duas experiências brasileiras Daniel Roberto dos Reis Silva;Edilberto José de Macedo Fonseca;Laíze Soares Guazina; Políticas culturais, Metodologias participativas, Sala do artista popular, Ponto de cultura, Januária Nos últimos anos é notório o crescente número de projetos e iniciativas norteados por metodologias participativas e/ou colaborativas no Brasil, ligados a diferentes instituições, como universidades, museus, centros de pesquisa e de fomento às políticas públicas e recorrentemente voltados para comunidades periféricas e/ou tradicionais, pautados por discursos afirmativos, democratização de saberes e reconhecimento da diversidade cultural. No intuito de balizar o debate e expor alguns argumentos sobre este campo, propomos refletir de modo mais detalhado sobre algumas iniciativas desenvolvidas a partir dos anos 1980 na cidade de Januária (MG), voltadas ao campo do artesanal e paisagem sonora ditos tradicionais. Num momento em que se identifica um constante assédio em torno dos ditos “saberes populares”, parece-nos oportuno propor uma reflexão sobre os possíveis alcances destas práticas e os justos sentidos de protagonismo que de fato almejam. ARAÚJO, S. Características e papéis dos acervos etnomusicológicos em perspectiva histórica. In: ARAÚJO, S.; PAZ, G.; CAMBRIA, V. (Orgs.) Música em debate. Rio de Janeiro: Mauad X: FAPERJ, 2008. BAÍA, Luiz C. Sala do Artista Popular: Tradição, identidade e mercado. Dissertação de mestrado em Museologia e Patrimônio. Rio de Janeiro, UNIRIO/PPG-PMUS, 2008. BOURDIEU, Pierre. O mercado dos bens simbólicos. In: A economia das trocas simbólicas. (org. Sérgio Miceli). 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508 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Da introdução ao apego: os primeiros lances do futebol no estado do Rio de Janeiro (1910-1930) Agnaldo Kupper; Futebol, Brasil, Patrocínios, Benefícios, Dividendos Necessário entender como se processou e processa a apropriação do futebol entre os que dele fizeram e fazem um meio para atender a objetivos pessoais, familiares e de grupos. Não se pode negar que, particularmente no Brasil, a prática futebolística está inserida nas relações sociais e, como tal, sujeita a novas participações, a novos sentidos e significados. Desta forma, é parte integrante das mudanças engendradas pelo processo histórico do país. Caso do Estado do Rio de Janeiro que, nas primeiras décadas do século XX assistiu a uma assustadora proliferação de clubes de futebol, a princípio restrito a indivíduos privilegiados socialmente. Os benefícios dados para a estruturação e manutenção de diversas agremiações deixaram legados sentidos nos dias contemporâneos. A documentação obtida nos arquivos dos clubes - tal como cartas, relatórios, atas, circulares e estatutos - atesta investimentos de empresas em práticas esportivas como o futebol. Criados por trabalhadores, muitos desses clubes buscaram apoio para suas atividades junto às direções patronais, apoio este material e financeiro, como cessão de terreno para estruturação de campo e sede, material de jogo, aluguéis, uniformes, deslocamentos dos praticantes, bolas, entre outros. Não sem intenções. Daí a importância da análise de documentos empresariais. A GAZETA DE NOTÍCIAS, Rio de Janeiro, 20 abr. 1906. AQUINO, Rubim Santos Leão. Futebol, uma paixão nacional. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. CARONE, Edgard. Introdução ao estudo do movimento operário no Brasil – 1877-1944: ensaios de opinião. São Paulo: [s. n.], 1979. COELHO NETO, Paulo. O fluminense na intimidade. Rio de Janeiro: Fluminense Football Club, 1969. ETCHEGARAY, Victor. O papel do Fluminense no advento dos esportes terrestres no Rio de Janeiro. Fluminense Football Club, Rio de Janeiro, n. 40, 17 jun. 1932. HERSCHMANN, Micael; LERNER, Kátia. Lance de sorte: o futebol e o jogo do bicho na Belle Époque. Rio de Janeiro: Diadorim, 1992. MALAIA, João Manuel. O futebol na cidade do Rio de Janeiro: microcosmo dos mecanismos de poder e exclusão no processo de urbanização das cidades brasileiras (1901-1933)”. In: Encontro Regional de História: poder, violência e exclusão, 19, 2008, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: ANPUH/SP – USP, 2008. NEEDELL, Jeffrey D. Belle époque tropical. São Paulo: Cia Das Letras, 1993. MARIVOET, Salomé. Inclusão social no e pelo desporto: um desafio do século XXI. In: PINTO, Paulo Mendes (coord.). Olímpico: os jogos num percurso de valores e de significados. Porto: Edições Afrontamento, 2013. p. 91-98. PEREIRA, Leonardo Footballmania: uma história social do futebol no Rio de Janeiro, 1902-1938. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. _______. As barricadas da saúde: vacina e protesto popular no Rio de Janeiro na Primeira República. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2002. PINTO, Antônio Carlos Pereira. Quem quebrou a casa de meu pai. Rio de Janeiro: Editora Comunità, 1984. PINTO, Jorge Renato Pereira. O ciclo do açúcar em Campos. Campos: Ed. do Autor, 1995. ROCHA, José da Silva. Clube de Regatas Vasco da Gama: histórico. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora, 1975. SANTANA, André Santos. O sucesso na região de Campos. 1984. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1984. SHIRTS, Matthew. Futebol no Brasil ou football in Brasil. In: SEBE, José; WITTER, José S. (org.). Futebol e cultura: coletânea de dados. São Paulo: Convênio IMESP/DAESP, 1982.
509 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Do sucesso ao esgotamento: a política econômica do governo de Salvador Allende Paulo Fernando Lara Pereira de Araujo; Chile, Salvador Allende, Socialismo, Economia, Nacionalização Este artigo tem por objetivo apresentar ao leitor o processo de transformação econômica iniciado pelo governo de Salvador Allende que tinha o intuito de implementar as bases para a construção de uma sociedade socialista no Chile. O projeto da esquerda chilena, conhecido como a ‘via chilena’ para o Socialismo, consistia em conduzir o país pacificamente ao socialismo através da democracia, do pluralismo e da liberdade, conquistando o poder através da via eleitoral. Ao longo do nosso texto, abordaremos tanto as medidas de expansão do Estado na economia, seja através da nacionalização do cobre, das estatizações dos bancos e das indústrias e da reforma agrária, como também apresentaremos os reflexos negativos das políticas estatistas e de reativação da economia que começaram a ser sentidas ao final do primeiro ano de governo, resultando em inflação, desabastecimento, mercado negro e polarização política cada vez maior entre os defensores do governo e os setores da direita chilena. AGGIO, Alberto. Democracia e Socialismo – A experiência chilena. São Paulo: Editora Unesp, 1993. ALTAMIRANO, Carlos. Dialética de uma derrota. Chile 1970-1973. São Paulo: Brasiliense, 1979. ANGELL, Alan. Chile, 1958 - c. 1990. In: BETHELL, Leslie (Org.). História da América Latina: A América Latina após 1930: México, América Central, Caribe e Repúblicas Andinas. São Paulo: Edusp, 2015. BITAR, Sergio. Transição, Socialismo e Democracia. Chile com Allende. São Paulo: Paz e Terra, 1989. BORGES, Elisa de Campos. !Con la UP ahora somos Gobierno! A experiência dos Cordones Industriales no Chile de Allende. Tese de doutorado – Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2011. CURY, Marcia Carolina Oliveira. O Protagonismo Popular: Experiências de Classe e Movimentos Sociais na construção do socialismo chileno. Tese de doutoramento. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – UNICAMP, 2013. GARCÉS, Joan. Allende e as armas da política. São Paulo: Editorial Scritta, 1993. MARTNER, Gonzalo. El pensamiento económico del Gobierno de Allende. Santiago de Chile: Editorial Universitaria, 1971. MELLER, Patricio. Un siglo de economia política chilena (1890 – 1990). Santiago de Chile: Andrés Bello, 2002. MONIZ BANDEIRA, Luiz Alberto. Fórmula para o caos. A derrubada de Salvador Allende 1970-1973. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. SUTULOV, Alexander. El cobre chileno. Santiago de Chile: Corporación del cobre, 1975. VALENZUELA, Arturo. El quiebre de la democracia en Chile. Santiago de Chile: FLACSO, 1978. WINN, Peter. A Revolução Chilena. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
510 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Mulheres na medicina em Montes Claros-MG: repercussões de gênero na trajetória profissional Vera Lucia Mendes Trabbold;Maria Ivanilde Pereira Santos;Regina Célia Lima Caleiro;Marise Fagundes Silveira;Victória Spínola Duarte de Oliveira;Mariana Ribeiro Cavalcante; Educação médica, Mulheres, Relações de gênero, Feminização, Equidade Esse estudo enfoca a parte qualitativa de uma pesquisa quanti-qualitativa, cujo objetivo é o de conhecer a trajetória profissional de algumas mulheres médicas da cidade de Montes Claros (MG). Foram entrevistadas quatro médicas com mais de trinta anos de formadas e que atuaram na cidade. Optou-se pela análise de narrativas, sendo a entrevista o instrumento de pesquisa. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, parecer no 1.501.700/2016. Constatou-se que além do pioneirismo que abriu espaço para as mulheres na profissão médica, as entrevistadas deram importantes contribuições profissionais para a sociedade montesclarense. Porém, por adentrarem em um campo profissional hegemonicamente masculino, enfrentaram questões relativas ao sexismo vigente na sociedade e que era reproduzido na cultura médica. Isso fez com que tivessem que superar vários desafios como a luta pela entrada e permanência na medicina; o enfrentamento da discriminação de classe social e étnico-racial; seus esforços para comprovar a competência profissional e para superar as dificuldades de conciliação entre a vida pessoal e o desempenho profissional. Tais achados apontam para a necessidade de as instituições médicas, de ensino e de formação, promoverem o desenvolvimento de uma cultura médica com equidade de gênero e étnico-racial. ARAÚJO, M F. Diferença e igualdade nas relações de gênero. Psic. clin., Rio de Janeiro, v.17, n.2, p.41 – 52, 2005. 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512 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) Os conflitos entre a lei igualitária de herança e as normas costumeiras em Guarapiranga (MG) – 1715 a 1820 Débora Cristina Alves; Herança, Sucessão, Normas costumeiras, Ascensão social, Preservação do patrimônio O presente trabalho tem como intuito analisar as diferentes estratégias e métodos empregados pelas famílias de elite na região de Guarapiranga para manterem e perpetuarem seus bens materiais e imateriais. Por intermédio de inventários post-mortem, processos matrimoniais, cartas patentes do Arquivo Histórico Ultramarino e documentos do Arquivo da Torre do Tombo, a pesquisa se ateve a analisar uma família em específico que residiu na região, os Pinto Alves, no período entre 1715 a 1820, a fim de examinar os mecanismos de ascensão e preservação das posses ao longo de gerações. Para tanto, observamos as leis igualitárias de herança e sucessão definidas tanto para Portugal quanto para o Brasil e as leis costumeiras empregadas pelos indivíduos e suas famílias para que os bens, principalmente posses de terras, não fossem dissipados ao longo das gerações pela divisão do espólio. Práticas como “vendas fantásticas”, venda de meação e de posses a um único herdeiro foram alguns dos métodos utilizados para burlar as leis portuguesas que impuseram a igualdade do patrimônio entre os herdeiros. ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de. Ricos e Pobres em Minas Gerais: produção e hierarquização social no mundo colonial, 1750-1822. Belo Horizonte, MG: Argvmentvm, 2010. ALMEIDA, Carla M.C. As vendas fantásticas dos homens ricos das Minas: estratégias de preservação do patrimônio familiar no século XVIII. In: LIBBY, Douglas Cole; MENESES, José Newton Coelho; FURTADO, Júnia Ferreira; FRANK, Zephyr, L.. (Org.). 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513 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) Parcialidade e ambiguidade da justiça no século XIX: a violência no sistema escravista norte-mineiro Alysson Luiz Freitas;Yanna Beatriz Pereira Alves; Justiça, Escravos, Parcialidade, Montes Claros, Século XIX O presente artigo analisa a atuação da justiça no século XIX tomando como pano de fundo a ordem escravocrata e as aspirações modernizantes do estado Imperial. Utiliza especialmente como fontes processos-crime da cidade de Montes Claros, sede da Comarca da região norte de Minas Gerais. BATISTA, Dimas José. A administração da justiça e o controle da criminalidade no médio sertão do São Francisco, 1830-1880. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, 2006. BOTELHO, Tarcísio Rodrigues. Famílias e Escravarias: demografia e família escrava no Norte de Minas Gerais no Século XIX. Dissertação (Mestrado em História), Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, 1994. BRITO, Gy Reis Gomes de. Montes Claros: da construção ao progresso – 1917-1926. Montes Claros: Unimontes, 2006. FLORY, Thomas. El juez de paz y el jurado en el Brasil imperial. México: FCE, 1986. GRINBERG, Keila. Verbete: In: VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. IVO, Isnara Pereira. A tragédia do tamanduá: um estudo de caso de poder local e de mandonismo no sertão da Bahia (1840-1895). Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Minas Gerais, 1998. JESUS, Alysson Luiz Freitas de. No sertão das Minas: escravidão, violência e liberdade – 1830-1888. São Paulo: Annablume, 2007. JESUS, Alysson Luiz Freitas de. Cotidiano e poder nas relações sociais escravistas e pós-escravidão: o sertão das Minas entre 1850 e 1915. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, 2011. LARA, Sílvia Hunold. MENDONÇA, Joseli Maria Nunes (orgs.). Direitos e justiças no Brasil: ensaios de História Social. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2006. SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1627). 5. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1965. THOMPSON, Edward P. Senhores e caçadores: a origem da Lei Negra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. VELLASCO, Ivan de Andrade. As seduções da ordem: violência, criminalidade e administração da justiça – Minas Gerais – século XIX. Bauru/SP: Edusc, 2004.
514 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) A escola das meninas”: reflexões acerca da feminização discente na FAFIL/FUNM na década de 1960 César Rota Júnior; Historiografia da educação, gênero, trabalho docente, ensino superior, norte de Minas ALMEIDA, J. S. Mulher e educação: a paixão pelo possível. São Paulo: Ed. Unesp, 1998. ARIÉS, P. História social da criança e da família. 2ª edição. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1981. BOURDIEU, P. (1995). La dominación masculina. Disponível em: http://www.udg.mx/laventana/libr3/bordieu.html#cola. Acessado em: 18/12/2008. CHAVES, Miriam Waidenfeld. Desenvolvimentismo e pragmatismo: o ideário do Mec nos anos 1950. Cadernos de Pesquisa. v. 36, n. 129, p. 705-725, set./dez, 2006. CONNEL, R. Políticas de masculinidade. Educação e Sociedade. v. 20, nº2, julho-dezembro. p. 185-206, 1995. CUNHA, Luiz Antonio. Ensino superior e universidade no Brasil. In: LOPES, Eliane Marta Teixeira; FILHO, Luciano Mendes Faria e VEIGA, Cynthia Greive. 500 anos da educação no Brasil. 3ª edição. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. DEMARTINI, Z. B. F. e ANTUNES, F. F. (1993). Magistério primário: profissão feminina, carreira masculina. Cad. Pesq. São Paulo, n. 86, p. 5-14, ago. Disponível em: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/892.pdf. Acessado em: 12/12/2008. DURÃES, S. J. A. Sobre algumas relações entre qualificação, gênero e trabalho docente. 2008. (Mimeo). DURÃES, S. J. A. (2002). Escolarização das diferenças: qualificação do trabalho docente e gênero em Minas Gerais (1860-1906). 285p. Tese (Doutorado). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Departamento de Educação: História, Política e Sociedade. Disponível em:http://www.fae.ufmg.br/portalmineiro/portal/conteudo/hiseduminas/teses/tese_sarahjane.pdf. Acessado em: 22/10/2008. FONSECA, Paulo Cezar Dutra. Gênese e Precursores do Desenvolvimentismo no Brasil. PPGE/UFRGS, Textos para Discussão, 2005. JARDIM, A. F. C. et al. A genealogia de uma universidade: de 1962 a 1989. In: CALEIRO, R. C. L. e PEREIRA, L. M. (org.). UNIMONTES: 40 anos de história. Montes Claros, MG: Ed. UNIMONTES, 2002. LORBER, J. “Night to his day”: the social construction of gender. In: Paradoxes of gender. New York: Yale University. p. 13-36, 1994. MAIA, C. de J. e CORDEIRO, F. L. As faculdades da FUNM. In: CALEIRO, R. C. L. e PEREIRA, L. M. (org.). UNIMONTES: 40 anos de história. Montes Claros, MG: Ed. UNIMONTES, 2002. MENDONÇA, Ana Waleska P. C. et al. Pragmatismo e desenvolvimentismo no pensamento educacional brasileiro dos anos de 1950/1960. Revista Brasileira de Educação. v. 11, n. 31, jan./abr, 2006. OLIVEIRA, O. e ARIZA, M. División sexual del trabajo y exclusión social. Revista Latinoamericana de Estudios del trabajo. Ano 3, nº 5. p. 183-202, 1997. SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade. v. 20, nº2, julho-dezembro. p. 71-100, 1995. SOUZA, R. F. de. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX: ensino primário e secundário no Brasil. São Paulo: Cortez, 2008. VIANNA, C. P. O sexo e o gênero na docência. Cadernos Pagu. nº 17-18, São Paulo, Unicamp, p. 81-104, 2002.
515 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) As modas e os modos: a mulher representada nas revistas femininas Bruna Batista Ferreira; Revistas femininas, modos, modas, mulher, representação As revistas femininas foram, entre as décadas de 1950 a 1970, uma importante fonte de referência para as mulheres da classe média brasileira. Nesses periódicos circulavam ideias sobre aparência e comportamento, em outras palavras, sobre as modas e os modos ditos femininos. Lições sobre beleza, decoro, casamento, maternidade e culinária estampavam as páginas, bem como as imagens de mulheres consideradas belas e os anúncios publicitários embutidos de artigos para a vida doméstica feminina. Todavia, a vida das mulheres nesse período mudava com a já adquirida inserção nos empregos fora do lar, os avanços técnico-científicos e educacionais. As revistas precisavam comportar o mesmo dinamismo, embora tivessem dificuldades em identificar apenas um tipo de mulher como público-alvo. Para manterem-se interessantes para esses públicos eram necessárias concepções mais generalistas. Num cenário no qual falar de feminino precisou também abarcar o feminismo, as revistas amparavam os enlaces culturais, entre mudanças e permanências, de uma época. BARBOSA, Marinalva Vieira. Sobre a problemática de pôr as emoções como objeto de discurso. Estudos da Língua (gem), v. 5, n. 2, 2007. Disponível em: http://www.cpelin.org/estudosdalinguagem/ojs/index.php/estudosdalinguagem/article/viewFile/79/198. Acesso em: 07 jul. 2017. BASSANEZI, Carla. Revistas femininas e o ideal de felicidade conjugal (1945-1964). Cadernos Pagu, n. 1, a 07. p. 111-148. 1997. CIDREIRA, Renata Pitombo. A moda nos anos 60/70 (comportamento, aparência e estilo). Revista do Centro de Artes, Humanidades e Letras. Salvador, v. 2, n. 1, 2008. Disponível em: http://www2.ufrb.edu.br/reconcavos/edicoes/n02/pdf/Renata.pdf. Acesso em: 07 jul. 2017. COLELLA, Roberta. A Imagem da Mulher nas Revistas de Moda: o caso da Vogue. Relatório de Estágio em Comunicação e Jornalismo. Coimbra: Universidade de Coimbra, 2015. Disponível em: https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/29877/1/tesicompletaRobertaColella.pdf. Acesso em: 20 jan. 2017. DEL PRIORE, Mary. Histórias e conversas de mulher. São Paulo: Planeta, 2013. FERREIRA, Jorge Luiz; GOMES, Angela Maria de Castro. 1964: o golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. GARRINI, Selma Peleias Felerico. Do corpo desmedido ao corpo ultramedido: reflexões sobre o corpo feminino e suas significações na mídia impressa. In.: Congresso Nacional de História da Mídia. 2007. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/outros/hmidia2007/resumos/R0037-1.pdf. Acesso em: 07 jul. 2017. GIULANI, Paola C. Os Movimentos de Trabalhadoras e a Sociedade Brasileira. In.: DEL PRIORE, Histórias das Mulheres no Brasil. 10 ed. São Paulo: Contexto, 2015. GOLDENBERG, Mirian. Leila Diniz: A Arte de Ser Sem Esconder o Ser. Revista Estudos Feministas. Rio de Janeiro: CIEC/Escola de Comunicação UFRJ, v. 2, n. 2, 1994. GOLDENBERG, Mirian. Mulheres e militância política de esquerda no Brasil: uma história não contada. XX Encontro Anual da ANPOCS. Caxambu, 1996. Disponível em: http://www.anpocs.com/index.php/encontros/papers/20-encontro-anual-da-anpocs/gt-19/gt11-4/5395-mgoldenberg-mulheres/file. Acesso em: 20 jan. 2017. GOLDENBERG, Mirian. Nu e Vestido. Dez antropólogos revelam a cultura do corpo carioca. Rio de Janeiro: Record, 2002. LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. MIGUEL, Raquel de Barros Pinto. Corpos femininos e publicidade na revista Capricho (décadas de 1950-1960). In.: Seminário Internacional Fazendo Gênero 8, 2008, Florianópolis. Anais do Seminário Internacional Fazendo Gênero 8, 2008. Disponível em:http://www.fazendogenero.ufsc.br/9/resources/anais/1278297022_ARQUIVO_textocompleto-Faz.Gen.9.pdf. Acesso em: 20 jan. 2017. PINSKY, Carla Bassanezi. Mulheres dos Anos Dourados. In.: DEL PRIORE, Mary. História das mulheres no Brasil. 10ª ed. São Paulo: Contexto, 2015. SILVEIRINHA, Maria João. Os media e as mulheres: horizontes de representação, de construção e de práticas significantes. As Mulheres e os Media. Lisboa: Livros Horizonte, 2004. TAVARES, Maria Tereza Goudard. Movimentos sociais e a formação política de mulheres na luta por creches: a experiência do “Artcreche” em São Gonçalo. Zero-a-Seis, v. 19, n. 36, 2017, UFSC. p. 272-289. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/view/1980-4512.2017v19n36p272/35619. Acesso em: 19 ago. 2017.
516 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) História e relações de gênero: sociabilidade e silenciamento da violência doméstica e conjugal em Carangola Érika Oliveira Amorim Tannus Cheim;Maria Beatriz Nader; Patriarcado, violência de gênero contra a mulher, violência conjugal, História das mulheres Este texto apresenta parte dos dados da pesquisa de doutorado “Mulher e Patriarcado: um estudo de caso sobre a violência contra a mulher em Carangola – MG (2006-2016)” a qual analisa como o fenômeno do patriarcado ainda influi no comportamento de homens e mulheres e de que maneira o tipo de sociabilidade local influencia no silenciamento dos casos de violência de gênero, especificamente a violência conjugal. A fim de ampliar os debates sobre o tema da violência contra a mulher e, com enfoque em uma cidade do interior, este estudo de caso aliou metodologias qualitativas e quantitativas. Para tanto entrevistou dez mulheres que vivenciaram contextos de violência conjugal e, ainda aplicou 376 questionários fechados em diferentes pontos da cidade de Carangola em um mesmo período (corte transversal) no intuito de conhecer a realidade da violência contra a mulher e encontrar casos não notificados/denunciados. A análise dos dados produzidos pelo estudo identificou que há silenciamento da violência conjugal na cidade de Carangola determinada pelo tipo de sociabilidade local. AMORIM, Érika Oliveira. A sindicalização rural da mulher: fator de empoderamento? 2012. 158 f. Dissertação (Mestrado em Instituições sociais e desenvolvimento; Cultura, processos sociais e conhecimento). Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2012. BABBIE, Earl. Métodos de Pesquisas de Survey. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999. BACZKO, B. Imaginação social. In: Enciclopédia Einaudi. Antropos-Homem. Lisboa: Imprensa Nacional, Casa da Moeda, 1985. BOLFARINE, H.; BUSSAB, W. O. Elementos de Amostragem. 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517 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) A dimensão espaço-temporal em Fernand Braudel: uma leitura da representação do tempo histórico braudeliano e seus aportes teóricos Rodolpho Alexandre Santos Melo Bastos; Braudel, Longa Duração, Lévi-Strauss, Tempo Histórico, Filosofias da História Este artigo investiga a representação do tempo histórico – a longa duração - do historiador francês Fernand Braudel a partir da comparação com a os estudos da antropologia estruturalista de Lévi-Strauss. Para isso, em um primeiro momento, iremos apontar as diferenças e semelhanças entre o pensamento de Braudel que parte da temporalidade longa como estrutura da sociedade, que é subsidiada pelas curtas e médias durações e a “intemporalidade” contida no pensamento estruturalista e Lévi-Strauss, que tende homogeneizar o tempo. Com isso, encontrar no tempo longo braudeliano à aplicabilidade na vida material das sociedades, como o cotidiano das pessoas, do capitalismo, cidades, economia, etc. Em um segundo momento, iremos apontar que mesmo essa concretude do pensamento temporal de Braudel em relação a Lévi-Strauss, será possível encontrar elementos de apontam para uma determinada corpo de axiomas e leis, ao propor o tempo longo como causa temporal que determina as outras temporalidades, através de elementos epistemológicos que remetem a um a priorismo, universalidade, imobilidade, entre outros. BRAUDEL, Fernand. A Longa Duração. In: Escritos sobre a História. São Paulo: Perspectiva, 1978. _______. Civilização Material, Economia e Capitalismo. 3 vols. São Paulo: Martins Fontes, 1998. _______. História e Ciências Sociais. Lisboa: Editorial Presença, 1982. _______. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Filipe II. 2 vols. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1983. CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História: Ensaio de Teioria e Metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. DOSSE, François. A História em Migalhas: dos Annales à Nova História. Campinas: Unicamp, 2003. GARDINER, Patrick. Teorias da História. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004. HARTOG, François. O Olhar distanciado: Lévi-Strauss e a História. Revista Topoi. n. 12, v. 7. Rio de Janeiro, UFRJ, 2006, p. 9-24. _______. Regimes de Historicidade. Presentismo e Experiências do Tempo. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2013. LÉVI-STRAUSS, Claude. História e Etnologia. In: Antropologia Estrutural. São Paulo: Cosas & Naify, 2008. _______. História e etnologia. In: Antropologia estrutural. Trad. Chaim Katz e Eginardo Pires. 6.ed. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 2003. _______. Antropologia estrutural, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975. POBLET, Maria Del Mar. A Dimensão Espaço-Temporal em Fernand Braudel: Aportes Teóricos para a Geografia. Belo Horizonte, UFMG, 2001. REIS, José Carlos. Escola dos Annales: A Inovação em História. São Paulo: Paz e Terra, 2000. _______. História da História (1950/60) História e Estruturalismo: Braudel versus Lévi-Strauss. História e Historiografia. n.1, Rio de Janeiro, UniRio, p. 8-18. _______. História, entre a Filosofia e a Ciência. Belo Horizonte: Autentica, 2006. _______. História e Teoria: Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade. Rio de Janeiro: FGV, 2006. _______. Nouvelle Histoire e tempo histórico: a contribuição de Febvre, Bloch e Braudel. São Paulo: Ática, 1994. RODRIGUES, José Estrada. Lévi-Strauss, Braudel e o tempo dos historiadores. Revista Brasileira de História. n. 57, v.29São Paulo, 2009, p. 165-186.
518 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) Política e poder em “Os Simpsons no Brasil” Alessandro de Almeida; Poder, televisão, política, desenho, Brasil O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a empresa de turismo Rio Tur se incomodaram com o episódio dOs Simpsons, intitulado “O feitiço de Lisa”. Diante desse trauma, o impacto do desenho na política brasileira ficou evidente. A partir desse indício justificamos nossa análise e o recorte temporal, pois o então presidente da República brasileira chegou a exigir desculpas públicas do autor do desenho animado Matt Groening, além do fato de que a Rede Globo de televisão e a empresa de Turismo do Rio de Janeiro terem se posicionado publicamente contra a representação de Brasil expressa ironicamente no episódio “O feitiço de Lisa”. Neste a família Simpson viaja para o Brasil que é um país representado por valores fúteis, marcado por sequestros, sexualidade, pobreza, futebol, carnaval, favelas, corrupção, falta de crenças, dentre outras características pejorativas. Com o intuito de perceber a relação existente entre o poder midiático (televisão) na política, utilizaremos além do próprio episódio a análise de outras fontes como jornais, revistas, páginas de internet do autor ou mesmo de fãs que comentam o capítulo do desenho em evidencia. Dessa maneira, nos preocuparemos também com as percepções dos telespectadores acerca do episódio com vistas a nos aproximarmos das motivações que fizerem deste um desenho polêmico. ARENDT, Hanna. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1969. BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica”. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1985. _______. Obra de arte na época de sua reprodutividade técnica. In: Teoria da cultura de massa. São Paulo: Paz e Terra, 2000. BETTI, Paulo. Na marca do pênalti. In: NOVAIS, Adauto (Org.). Rede Imaginária: televisão e democracia. 2. ed. São Paulo: Cia das Letras, 1999. BLOCH, Marc. Apologia da História ou ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. CANTOR, Paul A. Os Simpsons: política atomística e a família nuclear. In: Os Simpsons e a Filosofia. São Paulo: Madras, 2004. CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Rio de Janeiro: Vozes, 1994. ECO, Umberto. Viagem na irrealidade cotidiana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. FREITAS, Marcos Vinicius de. Greystoke, a lenda de Tarzan, o rei das selvas: evolucionismo e critica da ciência. In: História da Ciência no Cinema. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2005. GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. IRWIN, Willian et al. Os Simpsons e a Filosofia. São Paulo: Madras, 2004. _______. Os Super heróis e a Filosofia. São Paulo: Madras, 2005. LE GOFF, Jacques. Documento/Monumento. In: Enciclopédia Einaudi: Memória e História. Lisboa: Antroposomem, 1989. LE GOFF, Jacques. Prefácio. In: Apologia da História ou ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. MCLUHAN, Marshall. Mcluhan por Mcluhan: conferencias e entrevistas. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. _______. Visão, som e fúria. In: Teoria da cultura de massa. São Paulo: Paz e Terra, 2000. MARTIN-BARBERO, Jesus. A comunicação no projeto de uma nova cultura política. In: Comunicação na América Latina: desenvolvimento e crise. José Marques de Melo (org). Campinas: Papirus, 1989. p. 83-98. _______. Dos meios as mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 2. ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. _______. Os exercícios do ver: hegemonia audiovisual e ficção televisiva. 2. ed. São Paulo: Senac São Paulo , 2004. MIGUEL, Luis Felipe. Política e mídia no Brasil: episódios de uma história recente. Brasília: Plano Editora, 2002.
519 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) As resistências à história nas narrativas museológicas francesas e italianas Jougi Guimarães Yamashita; Resistências, História, Narrativas museológicas Resenha do livro: CRUZ, Denise Rollemberg. Resistência: memória da ocupação nazista na França e na Itália. São Paulo: Ed. Alameda, 2016.
716 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados NOTA EDITORIAL Edição 2020, v. 18, n. 2 (jul./dez.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; NOTA EDITORIAL
717 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Redes organizacionais, sinergias locais e interações espaciais: o projeto Granja Marileusa e a atuação do Grupo Algar em Uberlândia (MG) Fernando Fernandes de Oliveira;Denis Castilho; Redes organizacionais. Granja Marileusa. Capital imobiliário. Grupo Algar. No âmbito da reestruturação técnico-científica, a organização em rede é baseada na premissa das sinergias locais, da flexibilidade, da cooperação e das interações espaciais. Este texto discute as estratégias de ação do Grupo Algar, uma corporação sediada em Uberlândia (MG), no arranjo de redes organizacionais correlatas às suas principais atividades. Em vista disso, analisa o comando de programas de inovação aberta e os esforços para fomentar, na mencionada cidade, qualificações e sinergias profícuas ao próprio funcionamento. Sobre esse último ponto, a estratégia segue vinculada à prática de incorporação imobiliária que, a partir da refuncionalização de uma gleba periurbana pertencente ao próprio grupo, deu origem ao projeto imobiliário denominado Granja Marileusa. Esse projeto revela uma importante estratégia que potencializa as interações, alimenta efeitos de proximidade, de conexão e de inovação. Frente ao arrefecimento da produção industrial e/ou da venda de bens ligados ao mercado primário, evidencia especialmente uma prática que mira a valorização do capital fundiário angariado nos auspícios do mercado imobiliário. ABSTARTUP. Associação Brasileira de Startups. Disponível em: . Acesso em ago. 2019. AGÊNCIA INTELECTO. Diretoria de Inovação e Transferência de Tecnologia da Universidade Federal de Uberlândia. Depósito de patentes. 2019. Disponível em: . Acesso em ago. 2019. ALGAR. Relatório de Sustentabilidade de 2016. Disponível em: . Acesso em maio 2019. _______. 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718 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Caracterização Geológica/Geomorfológica da escarpa erosiva do Sítio Arqueológico Cemitério Caixa D’água, vale do São Francisco, Buritizeiro-MG/BR Hernando Baggio Filho;Matheus Simões Santos;Adolf Heinrich Horn;Thiago Martins da Costa; Escarpa erosiva; Morfologia; Geologia; Geomorfologia. O trabalho teve como meta, a caracterização geológica e geomorfológica da escarpa de linha de falha erosiva do sitio arqueológico Cemitério Caixa d’Água, localizado no Município de Buritizeiro – Norte do Estado de Minas Gerais, a partir da aplicação de parâmetros geomorfológicos, da análise regional litoestrutural, estratigráfica e sedimentar. Geologicamente, a área de estudo encontra-se localizada nos domínios do Grupo Bambuí – Neoproterozoico, as litofácies podem ser interpretadas como um sistema deposicional deltaico. O sítio encontra-se inserido dentro de uma feição morfoescultural denominada escarpa de linha falha erosiva, onde os elementos da escarpa encontram-se bem definidos. Através da caracterização do meio físico, pôde-se compreender melhor a morfoestrutura e morfodinâmica ocorrida na região, principalmente na escarpa de linha de falha erosiva. ALKMIM, F. F., BRITO NEVES, B. B., ALVES J. A. C. Arcabouço tectônico do Cráton do São Francisco - uma revisão. In: Dominguez J.M. & MISI A. (eds). O Cráton do São Francisco. Reunião preparatória do II Simpósio sobre o Cráton do São Francisco, Salvador, SBG/Núcleo BASE/ SGM/CNPq, 1993. p. 45-62. ALMEIDA, F.F.M. O Cráton do São Francisco. Revista Brasileira de Geociências, [S./l.], v. 7, n. 4, p. 349-364, 1977. ALKMIM, F. F., MARSHAK S., PEDROSA-SOARES, A. C., PERES, G. G., CRUZ, S. C. P., WHITTINGTON, W. Kinematic evolution of the Araçuaí-West Congo Orogen in Brazil and Africa: Nutcracker tectonics during the Neoproterozoic assembly of Gondwana. 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719 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados A importância do território em ações de vigilância em saúde Aline Fernanda Cardoso;Valéria Aparecida Moreira Costa;Cássio Alexandre da Silva; Saúde; Território; Vigilância. As condições de vida das pessoas e suas interações com meio econômico, social e territorial estão intimamente ligadas ao risco e consequentemente ao processo saúde-doença. O conhecimento da dinâmica social em determinado território, os hábitos e costumes é de fundamental relevância para determinar as vulnerabilidades para a saúde. O objetivo deste trabalho é discutir a importância dos estudos de territórios como estratégia em ações de vigilância em saúde. A metodologia constituiu em revisão bibliográfica sobre a categoria em foco, autores como (RAFFESTIN, 1993), (HAESBAERT, 2004), (ALMEIDA, 2010), (SANTOS, 2003), e pesquisa documental em órgãos públicos como o Ministério da Saúde – MS. Conclui-se que o território torna-se uma estratégia de gestão essencial para ações em vigilância, e subsídio para as políticas de saúde que devem fundamentar-se nas particularidades dos processos territoriais, considerando que apenas os aspectos biológicos não são suficientes para a organização do sistema de atenção à saúde que atenda com eficácia as especificidades da população. AERTS, D.; ALVES, G. G.; LA SALVIA, M. W.; ABEGG, C. Promoção de saúde: a convergência entre as propostas da vigilância da saúde e da escola cidadã. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.20, n.4, pp.1020-1028, Jul - Ago, 2004. ALMEIDA, M. G. Festas rurais e turismo em territórios emergentes. Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales, Barcelona, v. 15, n. 918, S/P, 2011. Disponível em: . Acesso: 15 de Novembro de 2018. ARREAZA, A. L. V.; MORAES, J. C. Vigilância da saúde: fundamentos, interfaces e tendências. Ciênc. saúde coletiva [online], Rio de Janeiro, v.15, n.4, pp. 2215-2228, Julho, 2010. 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720 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados O uso de Sensoriamento Remoto para estimar área plantada de cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes – RJ, Brasil Antonio Ivo Gomes Barbosa;Claudio Henrique Reis;José Carlos Mendonça;Luca Lämmle; Geotecnologia. Sistema de Informações Geográficas. Processamento Digital de Imagens. Geografia Física. O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar, fato que torna importante a realização de minuciosa análise com base na área plantada para que possa ser estimada a produtividade agrícola em questão. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo realizar a estimativa da área plantada de cana-de-açúcar no município de Campos dos Goytacazes – RJ ao longo de um ano-safra por meio de Sensoriamento Remoto. A metodologia consistiu no uso das imagens do Satélite LANDSAT-8 referentes ao ano-safra 2017/2018 processadas no software livre SPRING versão 5.5.5. As ferramentas que possibilitaram a culminância do resultado final foram: interpretações visuais para delimitação das áreas de plantio e identificação das áreas onde seja permitido efetuar a queima da palha na colheita, utilizando para isto a Linguagem Espacial para Geoprocessamento Algébrico (LEGAL) em consonância com o uso dos modelos digitais de elevação ASTER, SRTM e TOPODATA. Os resultados apontaram uma área plantada de 25.238,34 hectares no referido município, dentre as quais apresentaram declividade superior a 12% entre 742,14 e 3.159,65 hectares. Os valores totais de área plantada por cana-de-açúcar divergem dos valores calculados pelo IBGE (30.000 ha) e CONAB (19.200 ha) para o referido ano-safra. Agência Embrapa de Informação Tecnológica. EMBRAPA, 2005. Disponível em: < https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cana-de-acucar/arvore/CONTAG01_68_711200516719.html>. Acesso em 24/07/2020. AGUIAR, D. A. de; RUDORFF, B. F. T.; ADAMI, M.; SHIMABUKURO, Y. E. 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721 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Praça das Nações e Parque Ecológico CIMBA em Araguaína/TO: espaços públicos na Amazônia legal João de Deus Leite;Miguel Pacífico Filho;Izabel Oliveira de Moraes; Discurso; Espaço Público; Amazônia. Particularizamos dois recortes espaciais na cidade de Araguaína/TO: Praça das Nações e Parque Ecológico Cimba, que serão pensados à luz da Análise de Discurso francesa, a partir das teorizações de Orlandi (1999) sobre a “ordem do discurso urbano”. Por meio da categoria “organização” produzimos um diálogo com teóricos da geografia e da arquitetura/urbanismo. Definimos aqueles recortes conceitualmente como espaços públicos e problematizamos como são produzidos. Recorremos a um portal de notícias local para enfocar condições de produção, perseguindo o seguinte questionamento: de que modo a ordem do discurso urbano operou efeitos na revitalização daqueles espaços? Percebe-se uma contradição nessa revitalização, já que a “organização” busca inscrever o quê, supostamente, atrapalha a ordem urbana na discursividade da expulsão. Sobre o primeiro espaço, revitaliza-se para ressignificar a infraestrutura precária e expulsar população em situação de rua. Sobre o segundo, revitaliza-se para ressignificar os “vazios urbanos”, impedindo o descarte irregular de lixo. Em ambos, as práticas sociais figuram como subterfúgio para o projeto de urbanização. BARRETTO, Margarita; GISLON, Milanez. O flâneur revisitado: processos de revitalização urbana e caminhabilidade. Revista Hospitalidade, São Paulo, v. X, n. 1, p. 54 - 77, jun. 2013. BATISTA, Maurício Nogueira. Notas sobre o problema urbano. Instituto de Pesquisa Econômico Social – Aplicada (IPEA) setor de Documentação, 1969. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/7883. Consulta em 11/06/2020. BECKER, Bertha K. Novas territorialidades na Amazônia: desafio às políticas públicas. In: Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, vol. 5. P. 17 – 23, 2010. BECKER, Bertha K. A urbe amazônida: a floresta e a cidade. Rio de Janeiro: Garamond, 2013. CABRAL, Laíse do Nascimento; CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde. Urbanização, vulnerabilidade, resiliência: relações conceituais e compreensões de causa e efeito. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, vol. 11.p. 1 – 13, 2019. CARLOS, Ana Fani. A cidade. São Paulo: Contexto, 1992. CARLOS, Ana Fani. A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011. FERREIRA, Álvaro. A cidade no século XXI – Segregação e banalização do espaço. Rio de Janeiro: Consequência, 2011. GOMES, Paulo Cesar da Costa. Espaço público, espaços públicos. GEOgraphia, Niterói, v. 20, n. 44, p. 115-119, 2018. GOMES JUNIOR, Evaldo; NASCIMENTO, Humberto Miranda. A centralidade do município de Araguaína – TO na Amazônia Oriental. In: Anais do XIII Seminário Internacional RII e VI Taller de Editores RIER. Salvador, 01 a 04 de setembro de 2014, p. 1 a 15. HARVEY, David. Espaços de esperança. São Paulo: Loyola, 2004. LIMONAD, Ester. Reflexões sobre o espaço, o urbano e a urbanização. GEOgraphia, Niterói, v. 1, n. 1, p. 71-91, 1999. LEFEBVRE, Henri. A produção do espaço. Trad. Doralice Barros Pereira e Sérgio Martins (do original: La production de l’espace. 4e éd. Paris: Éditions Anthropos, 2000). Primeira versão: início - fev.2006. MARICATO, Ermínia. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. MARICATO, Ermínia. Para entender a crise urbana. São Paulo: Expressão Popular, 2015. MOURA, Dulce et.al. A revitalização urbana – contributos para a definição de um conceito operativo. In: Cidades – Comunidades e Territórios. Lisboa, n.0 12/13, 2006, pp. 13- 32. ORLANDI, Eni. N/O Limiar da cidade. Rua, Campinas, v. 5, Número especial, p. 7-19, 1999. População reclama do descaso com as principais praças da cidade. In: O Norte – Quem é daqui acessa! Disponível em: http://www.portalonorte.com.br/araguaina/populacao-reclama-do-descaso-com-as-principais-pracas-da-cidade/50988/. Acessado em 30 de outubro de 2019. Da indústria ao Parque Cimba: pioneiro conta sobre a transformação do espaço. In: O Norte – Quem é daqui acessa! Disponível em: https://www.portalonorte.com.br/noticias/pioneiro-conta-sobre-a-transformacao-da-industria-ao-1o-parque/92991/. Acessado em 30 de outubro de 2019. ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 1988. ROSANELI, Alessandro Filla et. al. O conceito de espaço público: sucinta revisão de literatura em artigos dos ENANPUR. In: Anais XVIII ENANPUR, 2019. SANTOS, Roberto Souza. A construção da rodovia BR – 153 na fronteira e urbanização da cidade de Araguaína, Tocantins. Novos Cadernos NAEA, v. 20, n. 3, p. 97-114; set-dez 2017. SODRÉ, Reges; RAMIRES, Júlio Cesar de Lima. Contribuições ao estudo de cidades médias: Araguaína, Gurupi e Palmas, no Tocantins. Novos Cadernos NAEA, v. 20, n. 1, p. 169-188, jan-abr 2017.
722 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados O perfil dos sujeitos sociais que compõem as redes de reciclagem no Estado do Rio de Janeiro Uilmer Rodrigues Xavier da Cruz; Perfil dos catadores, Produção das identidades, Catação e relações de poder A construção da identidade é fruto das relações entre os indivíduos e os espaços, compondo uma dinâmica que está em contínua construção. Dessa forma, os sujeitos sociais possuem características que resultam de suas relações com os espaços e da soma das escalas imbricadas e estabelecidas em seus múltiplos relacionamentos e de diversas maneiras. Diante disso, demarca-se o propósito deste artigo: promover uma compreensão geográfica acerca de sujeitos sociais e redes e, mais especificamente, de sujeitos relacionados à Rede de Reciclagem do Estado do Rio de Janeiro (RRERJ) sobre os modos pelos quais compõem suas relações. Assim, o objetivo, aqui, é compreender as relações de poder que existem nas atividades de reciclagem e catação, observando o espaço e a construção da identidade dos sujeitos que compõem a RRERJ e lhes traçando um perfil mais detalhado. Nesse seguimento, é possível inferir que a discussão deste artigo pode levar a uma análise das relações de trabalho e da exploração dos sujeitos que trabalham na reciclagem de resíduos recicláveis, fomentando uma melhor compreensão da organização desigual do espaço. BAUMAN, Z. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. 110 p. BOSI, A. P. A organização capitalista do trabalho “informal”: o caso dos catadores de recicláveis. Revista Brasileira de Ciências Sociais, [S./l.], São Paulo, v. 23, n. 67, p. 101–116, 2008. BURGOS, R. Periferias Urbanas da Metrópole de São Paulo: territórios da base da indústria da reciclagem urbana periférica. 2008. 357 f. Tese (Doutorado em Geografia) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. 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723 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados OS SEM RIO: populações desterritorializadas pelo desastre ambiental de Mariana João Mendes da Rocha Neto; território, desastre ambiental, Mariana-MG, territórios da mineração, rio Doce. Em 2015, o Brasil foi atingido por um dos maiores desastres ambientais de sua história com a ruptura da Barragem de Fundão, no estado de Minas Gerais. O episódio descortinou uma face da apropriação do território pelas grandes corporações, enfatizando o acidente enquanto processo de desterritorialização. Nesse sentido, o presente artigo possui a intenção de discutir a desterritorialização a partir das falas de atingidos e das imagens do território, refletindo sobre múltiplas manifestações. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica com autores de campos diversos do conhecimento, que permitem o debate conceitual, mas também contribuem para contextualizar o objeto estudado. Posteriormente, caracterizou-se o evento com levantamento de dados baseados em documentos e sítios eletrônicos de órgãos governamentais que estão atuando na reparação dos efeitos do desastre. Finalmente os registros fotográficos e entrevistas in loco permitiram discutir o arcabouço conceitual e a percepção sobre evento enquanto processo de despojo territorial. As conclusões do artigo revelam a imposição da lógica territorial das mineradoras e um ambiente institucional que não consegue promover as reparações sociais e ambientais decorrentes do desastre, repercutindo em uma situação de instabilidade para os atingidos, que mescla apatia pelo território relacional perdido e esperança por uma nova territorialidade. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Plano integrado de recursos hídricos da bacia hidrográfica do rio Doce: relatório executivo. Brasília: ANA, 2016. ANDRADE, M. C. A questão do território no Brasil. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2004. ARCURI, M.; LAIA, P. O; SUNER, R. 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724 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Atributos químicos e metais pesados em solos de remanescentes florestais urbanos Regina Marcia Longo;Denise Helena Lombardo Ferreira;Alessandra Leite da Silva;Júlio César Penereiro;Deborah Regina Mendes; Heavy metals. Conservation of natural areas. Forest soil. Green areas. Urban forest remainings. Apesar de legislações que promovem a proteção de determinadas áreas relevantes, como as unidades de conservação, a borda destas encontra-se altamente sujeita aos efeitos externos, conhecido como efeito de borda. Este fenômeno se manifesta pela alteração das características da vegetação, da fauna e do solo nesta área. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi quantificar aspectos da fertilidade do solo e dos metais pesados: chumbo (Pb), cromo (Cr) e níquel (Ni) que possam estar presentes no solo nas bordas da Mata de Santa Genebra, Campinas/SP, Brasil, a fim de verificar a interferência dos diferentes graus de uso e ocupação do entorno. Realizaram-se coletas de amostras de solo em 40 pontos da borda do fragmento, equidistantes em 200 m, e procederam-se análises químicas de fertilidade e de metais pesados. Nas amostras foram determinados os teores de: pH (CaCl2); matéria orgânica (MO); fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Os valores da capacidade de troca de cátions (T) e da saturação por bases (V%) foram obtidos por meio de cálculos. Nas leituras das amostras para a determinação quantitativa dos metais: chumbo (Pb), cromo (Cr) e níquel (Ni) foi utilizada a Espectrofotometria de Absorção Atômica (EAA) por atomização em chama. Após análise dos resultados obtidos pode-se observar que o remanescente em estudo apresenta condições de conservação em relação à fertilidade natural do solo que pode vir a auxiliar nos programas de reflorestamento. No entanto, algumas regiões do entorno, principalmente aquelas que se encontram sob pressões externas (urbanização, presença de estradas e atividades rurais), apresentaram alterações nos teores de metais pesados em estudo. ABREU, C. A.; ABREU, M. F.; BERTON, R. S. Análise química de solo para metais pesados. In: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. Tópicos em Ciência do Solo, v. 2, p. 645-692, 2002. ALEXANDRE, J. R. et al. Zinco e ferro: de micronutrientes a contaminantes do solo. Natureza on line, v. 10, n. 1, p. 23–28, 2012. BIONDI, C. M. Teores naturais de metais pesados nos solos de referência do estado de pernambuco. [s.l.] Universidade Federal Rural de Pernambuco, 2010. CETESB. Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. Dispõe sobre a aprovação dos Valores Orientadores para Solos e Águas Subterrâneas no Estado de São Paulo – 2005, em substituição aos Valores Orientadores de 2001, e dá outras providências. Decisão de Diretoria nº 195-2005-E, de 23 de novembro de 2005. 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725 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Heranças da paisagem semiárida: Os Relevos Residuais de Alexandria-RN, Brasil Diógenys da Silva Henriques;Anny Catarina Nobre de Souza;Sergio Domiciano Gomes de Souza;Maria Losângela Martins de Souza; Paisagem semiárida, Feições geomorfológicas, Inselbergs O presente artigo objetiva discutir acerca dos relevos residuais do semiárido nordestino, enfocando um estudo de caso realizado no município de Alexandria no Alto Oeste Potiguar, Rio Grande do Norte, através do qual apresenta-se como heranças das feições geomorfológicas marcantes da paisagem semiárida do sertão do oeste potiguar nordestino. No tocante os procedimentos metodológicos, a pesquisa é sistematizada em duas etapas: gabinete – levantamento bibliográfico e geocartográfico – e campo – visita e reconhecimento da área em estudo. Consideramos assim os estudos teóricos de Ab’Saber (2003), Bertrand (2004), Lima et. al. (2009), Maia e Nascimento (2015; 2018), Souza e Oliveira (2002), além de interpretações cartográficas acerca das características geológico-geomorfológicas da área com base na CPRM (2005). Neste trabalho, verificamos a presença de relevos residuais predominantes, bem como extensas áreas de lajedos, que conferem uma paisagem exuberante no interior do sertão potiguar nordestino, de uma morfologia granítica, resultante do processo formativo de processos endógenos e exógenos, como resposta à constituição da paisagem como herança, sobretudo os inselbergs. AB’SABER, A. N. Caatingas: O domínio dos sertões secos. In: Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades regionalistas. São Paulo: Ateliê Editorial, p. 83-100, 2003. BERTRAND, G. Paisagem e Geografia Física Global: esboço metodológico. Tradução: Olga Cruz. RA’E GA. Editora UFPR, Curitiba, n. 8, p. 141-152, 2004. Disponível em: calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/raega/article/viewPDFInterstitial/3389/2718. Acesso em: Abril de 2020. 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726 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados A construção social da Indicação Geográfica para o mel de aroeira no Norte de Minas Gerais: uma análise sobre atores e processos Alex Douglas Martin Demier;Daniel Coelho de Oliveira;Clesio Marcelino de Jesus;Fausto Makishi; Indicação Geográfica; Apicultura; Norte de Minas; Mel de Aroeira. O processo de identificação de atributos específicos no Mel de Aroeira do Norte de Minas trouxe novas perspectivas de agregação de valor à produção apícola regional a partir da possibilidade do reconhecimento da Indicação geográfica – IG. Neste contexto, o presente artigo buscou entender o processo de obtenção da IG do Mel de Aroeira no Norte de Minas como uma construção social, fruto de um arranjo envolvendo organizações e instituições que se articulam em níveis regional e local. Como metodologia, foram realizadas revisões bibliográficas, entrevistas a apicultores, presidentes de Associações e representantes de instituições de apoio, também foram utilizados dados secundários de produção de mel na região. Conclui-se que a possibilidade de registro da IG chegou aos apicultores “de cima pra baixo”, liderada pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que vislumbraram uma possibilidade de agregação de valor e desenvolvimento territorial. A própria delimitação territorial da IG do Mel de Aroeira, também não é fruto de uma construção social dos apicultores da região e, sim, definida a partir dos resultados da caracterização do mel e referendada por Instituições. ABRAMOVAY, R.. Entre Deus e o diabo mercados e interação humana nas ciências sociais. 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727 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados A formação da cidadania ecológica articulada à Educação Ambiental na escola Francisco Wendell Dias Costa;Patrícia Rosa Aguiar; Escola. Cidadania. Educação Ambiental. Este artigo tem por objetivo analisar a formação da cidadania ecológica articulada à Educação Ambiental na escola como proposta para a mudança de atitudes e valores sobre as questões socioambientais. A pesquisa foi desenvolvida com base em um estudo descritivo do tipo análise documental (livros, capítulos de livros e artigos acadêmicos). A escola é considerada o principal espaço para adquirir e disseminar os conhecimentos sobre a utilização da Educação Ambiental como atividade que possibilita a formação de sujeitos ecológicos, de atitude reflexiva, crítica e proativa, com intuito de agir na mitigação dos impactos socioambientais. Portanto, a prática da Educação Ambiental na escola visa a formação da Cidadania Ecológica em defesa do meio ambiente. AB’SABER, Aziz. 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728 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Dynamics in urban state housing production: reflections on space formation Lisandro Pezzi Schmidt;Márcia da Silva; Public policy. Urban planning. Urban management. Housing. The multiple strategies for social housing production and market alter the functional and also social structure of urban space. The articulation of the real estate developers, the state movement and the growing demand for the units, besides expanding the real estate business through spaces for capital circulation, arouses the need for reflection on the interests where the projects are located. The general objective of this research is to reflect on how the movement and production favors the formation of spatialities within the production of the Minha Casa Minha Vida Program (PMCMV). For the construction of the analysis it was necessary to combine several sources, which were systematized in order to cross the theoretical contributions and observation in the field and information derived from the choice of projects aimed at Track 1 - Condominium Systems in PMCMV. It should be noted that the research aims to contribute to the verticalization of studies on medium and small cities and will allow following and updating discussions on sectoral policies. It can be used to evaluate the structure and municipal management and how the social function of the city has been performed. ABRAMO, Pedro. A cidade caleidoscópia: coordenação espacial e convenção urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. AMORIM, Wagner V. A produção da habitação social de mercado nas cidades médias de Londrina/PR e Maringá/PR. Espaço Aberto, Rio de Janeiro: UFRJ, v. 5, n. 1, p. 95-119, 2015. ARRETCHE, Marta. Federalismo e igualdade territorial: uma contradição em termos? 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729 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Análise multitemporal do uso e cobertura da terra do município de Conceição do Araguaia-Pará através do Google Earth Engine Jones Remo Barbosa Vale;Júlio Anderson Araújo Pereira;Samara Sunny dos Anjos Cereja;Larisse Fernanda Pereira de Souza; Geotecnologias. Desflorestamento. Floresta Amazônica. A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical contígua do planeta e cobre cerca de 40% território brasileiro, vem passando por intenso processo de conversão de áreas florestais, principalmente, no arco do desmatamento que é uma área crítica com problemas ambientais como queimadas e desflorestamento. O município de Conceição do Araguaia-PA encontra-se nessa área crítica e apresenta-se como uma frente de expansão da atividade agropastoril na região. O objetivo do trabalho foi analisar temporalmente as mudanças de uso e cobertura da terra no município de Conceição do Araguaia. Para o desenvolvimento do trabalho foram utilizadas imagens do satélite Landsat-5/TM do ano de 1999 e 2009, e do satélite Landsat-8/OLI-TIRS do ano de 2019 processadas e classificadas na plataforma Google Earth Engine. A partir dos resultados obtidos constatou-se que entre os anos de 1999 e 2019 houve um desflorestamento de 22% no município em estudo, sendo que a atividade agropastoril obteve um aumentou de 14,6%. Com isto pode-se concluir que as condições edafoclimáticas favorecem o desenvolvimento da agropecuária e ela está diretamente ligada ao desflorestamento local, caracterizando-se como a principal matriz econômica do município. ADAMI, M.; GOMES, A. R.; COUTINHO, A. C.; ESQUERDO, J. C. D. M.; VENTURIERI, A. Dinâmica do uso e cobertura da terra no estado do Pará entre os anos de 2008 e 2012. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 17, João Pessoa, 2015. Anais... São José dos Campos: INPE, 2015. p. 7029-7035. AGUIAR, A. P. D. 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730 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Rio São Francisco: um lugar-território Cícero Bezerra da Silva; Lugar. Território. Simbolismo. Materialidade. Ribeirinho. O artigo tem como objetivo primeiro discutir os fundamentos teóricos e conceituais que norteiam as categorias geográficas lugar e território e, a partir de suas respectivas similitudes, apresentar uma leitura híbrida/composta dessas categorias, formando o lugar-território. Essas similitudes estão assentadas nos processos de apropriação material e simbólica, nas identidades e no sentido do pertencimento que conformam essas categorias. Utiliza-se como referência empírica de análise o rio São Francisco em seu baixo curso, cuja espacialidade é caracterizada pela complexidade diversa de usos e apropriações revelada tanto pela leitura do lugar quanto pela leitura do território. Destarte, essa complexidade observada nas vivências com o rio e em entrevistas semiestruturadas delineou os fundamentos que fazem da espacialidade ribeirinha um lugar-território. ALMEIDA, Maria Geralda de. Fronteiras, Territórios e Territorialidades. Revista da ANPEGE,[S./l.], n. 2, p. 103-114, p. 1-12, 2005. BENÍTEZ, Gisela Landázuri; LEVI, Liliana López. Entre el Arraigo y la Exclusión: fragmentaciones sociales, yuxtaposiciones territoriales en San Gregorio Atlapulco, México. In: ALMEIDA, Maria Geralda de (Org.). Territorialidade na América Latina. Goiânia: UFG, 2009. BONNEMAISON, Joel. Viagem em Torno do Território. In: CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (Org.). Geografia Cultural: um século. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2002. CARLOS, Ana Fani Alessandri. O Lugar no/do Mundo. São Paulo: Hucitec, 2007. CASTELLS, Manuel. O Poder da Identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999. CHAVEIRO, Eguimar Felício. Corporeidade e Lugar: elos da produção da existência. 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731 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Diferenças etnoculturais na escola: Experiências de alunos Xakriabá em um espaço escolar não indígena Leonardo José dos Reis Coimbra de Melo;Ademir Divino Vaz;Maria Geralda de Almeida; Diferenças étnicas. Encontros interétnicos. Ambiente escolar. No espaço escolar se formam relações e encontros socioculturais distintos e a partir disso conflitos podem ser detectados. Realizou-se algumas reflexões com base em um levantamento preliminar acerca da maneira como as relações entre os indígenas da etnia Xakriabá e alunos não índios ocorrem em um espaço escolar não indígena. Metodologicamente a pesquisa se caracteriza como qualitativa e explicativa, utilizando como método de análise a fenomenologia e acessando os valores simbólicos e subjetivos que envolvem os construtos sociais destes indivíduos, perfilando-os nos pressupostos da Geografia Humanista Cultural. Utilizou-se de levantamento bibliográfico e trabalho de campo. Identificou-se na pesquisa evidências de que a diferença etnocultural transfigura-se em elemento que desperta conflitos, atos de racismo e bullying no espaço escolar. Isso torna importante dar visibilidade aos grupos de estudantes considerados como não hegemônicos, neste caso os alunos Xakriabá, para que possam apontar atos preconceituosos contra sua etnia e reivindiquem suas demandas, no ambiente escolar. ALMEIDA, Ranna Iara de Pinho Chaves. Cultura Escolar Agrícola e Educação Escolar Indígena: vivências dos alunos Xakriabá no Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí – GO. In. 31ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 09 e 12 de dezembro de 2018, Brasília/DF. 2018. Disponível em: . Acesso em: 17 de out. de 2019. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Vocação de criar anotações sobre a cultura e as culturas populares. Cadernos de Pesquisa, [S./l.], v. 39, n. 138, p. 715-746, set./dez. 2009. INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. 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732 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Sinergias entre as instabilidades pluviométricas e a produção de lavouras de sequeiro no semiárido cearense Jamile Ingrid de Almeida Salviano;Antônia Luana Fernandes Praxedes;José de Jesus Sousa Lemos; Desertificação. Secas. Produção de alimentos. Agricultura familiar. Vulnerabilidades na agricultura familiar. Feijão, mandioca e milho são lavouras de sequeiro cultivadas no semiárido em todos os 184 municípios do Ceará. Pentecoste e Sobral são municípios cearenses situados nas áreas semiáridas susceptíveis à desertificação, sendo a instabilidade temporal e espacial das chuvas uma característica do semiárido. A pesquisa compara as precipitações de chuvas no Ceará e nesses municípios entre os anos de 1974 e 2018. Avalia se as pluviometrias do estado e dos municípios podem ser classificadas em padrão definido na pesquisa. Elaboram-se testes estatísticos para avaliar se as pluviometrias interagem com as produtividades e valor da produção por hectare das lavouras no período estudado no Ceará, em Pentecoste e Sobral. As produtividades e valores da produção por hectare de feijão, mandioca e milho são agregadas usando método de análise fatorial. Os dados são da FUNCEME e IBGE. Os resultados mostram que as pluviometrias do estado e dos municípios podem ser classificadas de acordo com o padrão testado. Observa-se também que em Pentecoste e Sobral houve maior incidência de anos com estiagem do que no Ceará. A conclusão geral da pesquisa é que há sinergias entre as instabilidades das pluviometrias com as produtividades das lavouras de sequeiro no Ceará, Pentecoste e Sobral entre 1974 e 2018. ANDRADE, Lara Almeida; DANTAS, Marcelino Soyinks. Áreas protegidas e sociobiodiversidade no Semiárido brasileiro. Anuário Antropológico, [S./l], n. I, p. 69-96, 2020. 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733 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Territórios pesqueiros na Amazônia: dinâmica de pescadores comerciais e de subsistência em comunidade ribeirinha da tríplice fronteira Colômbia-Brasil-Peru Erlainy Joanna Souza de Paiva;Ricardo Gilson da Costa Silva; Território; Atividades pesqueiras; Comunidades ribeirinhas; Amazônia. Analisa-se a dinâmica sociogeográfica da comunidade ribeirinha Terezina III, município de Tabatinga (localizada no estado do Amazonas), relacionada ao comércio do pescado e aos conflitos sociais decorrentes dessa atividade produtiva. O objetivo deste artigo é contribuir para o conhecimento referente ao modo de vida de pescadores do rio Solimões, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Como procedimentos metodológicos, fez-se trabalhos de campo nas cidades de Tabatinga (Brasil) e Letícia (Colômbia), e na comunidade ribeirinha Terezina III (Brasil). Conclui-se que o acesso aos recursos pesqueiros deve ser ordenado pelo poder público, com participação social, de modo a fortalecer as comunidades ribeirinhas em seus territórios tradicionais. ADAMS, C. (org) et al. Sociedades Caboclas Amazônicas: Modernidade e Invisibilidade. São Paulo, FAPESP, 2006. ALMEIDA, O. T. O manejo de pesca na Amazônia brasileira. São Paulo: Peirópolis, 2006. BARTHEM, R. B. GOULDING, M. Os Bagres Balizadores: ecologia, migração e conservação de peixes amazônicos. Tefé: Sociedade Civil Mamirauá; Brasília: CNPq, 1997. CAVALCANTE, M. M. A; NUNES, D. D; COSTA SILVA, R. G; LOBATO, L. C. H. Políticas Territoriais e Mobilidade Populacional na Amazônia: Estudo sobre as Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio no Rio Madeira/ Rondônia/Brasil. In: XVI ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS. Anais... Caxambú: ABEP, 2008. pp. 3-18. COSTA SILVA, R. G. Espaço, sociedade e natureza em Rondônia. Revista Geoamazônia, [S./l.], v. 1, p. 144-165, 2014. Disponível em: . 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734 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Oportunidades e desafios da criação de Unidades de Conservação: reflexões sobre as experiências no Estado de Goiás, Brasil Ana Cristina Araújo Foli;Karla Maria Silva de Faria; Unidades de Conservação, Oportunidades e Desafios, Goiás, Brasil Este trabalho apresenta uma abordagem qualitativa sobre as oportunidades e desafios da criação de Unidades de Conservação no Brasil e especificamente no Estado de Goiás. O estudo foi segmentado em duas etapas, sendo a primeira baseada em pesquisas bibliográficas e acervos governamentais, orientadas pelos seguintes questionamentos: Quem são as áreas protegidas no Brasil e no mundo? O que o Brasil ganha com a criação de áreas protegidas? O país atende aos principais convênios e conferências internacionais sobre a regulação de áreas protegidas? Na segunda etapa foi realizado um levantamento sobre os dados das unidades de conservação em agências e órgãos públicos estaduais e federais do estado de Goiás, além da utilização de imagens de geoprocessamento referentes ao ano de 2019, disponibilizadas pelo site Map Biomas. As análises apontaram que, em Goiás, muitas dessas áreas existem apenas no papel, pois não apresentam conselho gestor ou plano de manejo, sem que, na prática, qualquer ação de preservação ou conservação seja efetivada. Dessa forma, verifica-se a necessidade de maior gerenciamento das áreas protegidas em Goiás. AB’SABER, A. N. O domínio do Cerrado: introdução ao conhecimento. Revista do Serviço Público, Brasília, v. 40, n. 4, p. 41-56, 1983. ARENS, K. O Cerrado como vegetação oligotrófica. Revista Botânica, São Paulo, v. 224, n. 15, p. 57-78, 1958. BARBOSA, A. S. A complexa teia hídrica que brota do Cerrado está ameaçada. Portal Ecodebate. 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735 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados O Programa Minha Casa Minha Vida em Suzano-SP: aspectos socioespaciais e segregação Anderson Aparecido de Souza;Leandro Bruno Santos; Produção do espaço, segregação socioespacial, PMCMV, Suzano O Programa minha Casa Minha Vida (PMCMV), política habitacional do governo federal lançada em 2009, foi criado para atacar o problema da falta de acesso à moradia dos mais pobres pelo mercado, por meio de subsídios e apoio a famílias de baixa renda. Não obstante, a política também visou promover o crescimento econômico estimulando o setor de construção civil. Este trabalho tem por objetivo compreender as implicações socioespaciais do PMCMV em Suzano–SP, onde cerca de 1,8 mil pessoas foram contempladas pelo programa. Os procedimentos metodológicos utilizados consistiram no levantamento bibliográfico, pesquisa documental, levantamento de dados secundários, elaboração e aplicação de questionários e sistematização e análise dos dados primários e secundários. Os resultados mostram que, embora o PMCMV reproduza em Suzano uma lógica de segregação socioespacial, com empreendimentos em área periféricas marcadas por problemas ambientais e pela presença insuficiente de equipamentos urbanos, significou uma conquista para os beneficiários, que deixaram de viver em áreas de risco, pagar aluguel ou depender de aluguel social. ARANTES, Pedro Fiori; FIX, Mariana. Como o governo Lula pretende resolver o problema da habitação. Alguns comentários sobre o pacote habitacional Minha Casa, Minha Vida. Correio da Cidadania, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2019. BARBOSA, Jorge Luiz. A mobilidade urbana como expressão do direito à metrópole. In. LIMONAD, Ester et al. (Org.). 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736 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Conflitos territoriais na Amazônia Oriental, Oeste do Estado do Pará: duas situações distintas, mas a mesma lógica imperativa Jondison Cardoso Rodrigues; Conflitos territoriais. Comunidade. Lutas e disputas territoriais. Amazônia Há hoje na Amazônia novos agentes (estados-nações, multinacionais, bancos e fundos), novos interesses e novas escalas de espoliação e integração financeira, cujos resultados práticos, materializados nos territórios, são de uma padronização de violências e conflitos, por exemplo: intimidações, agressões físicas e verbais, ameaças de morte, tentativas de assassinatos e mesmo assassinatos. Todavia, existe a emergência de particularidades e singularidades, em termos de violências e formas dinâmicas de conflitos na Amazônia Oriental. Tais particularidades e singularidades são “visualizadas” no Oeste do estado Pará, onde mais recentemente se constitui palco (de uma cartografia) de intensificações de conflitos, face principalmente à territorialização do agronegócio (empresas de fertilizantes, armazéns, portos, postos de combustíveis, multinacionais). Considerando tal discussão, o objetivo aqui é descrever e analisar os Conflitos Territoriais (CTs) produzidos junto: 1) à comunidade tradicional em Rurópolis (Comunidade de Santarenzinho); e, 2) à comunidade de pescadores em Itaituba (Colônia de pescadores Z-56), frente à territorialização do agronegócio. A questão a perseguir é: Quais são os atores envolvidos e as formas (singularidades e padrões) de tais CTs assim como os territórios em disputa, “visões de território”, nesses CTs da Amazônia Oriental, oeste do estado do Pará, especificamente a comunidade Santarenzinho e dos pescadores artesanais de Itaituba? ACOSTA, A. O Bem Viver. 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737 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Parque Estadual Serra do Cabral em Minas Gerais: classificação do grau de dificuldade da trilha do mirante Thiago Neves Silva;Ricardo Henrique Palhares; Turismo. Geotecnologias. Parque Serra do Cabral. Trilha do Mirante. A utilização de análise de informações para a construção de mapas temáticos se consolidou como um valioso instrumento para contribuir na gestão das áreas protegidas no Brasil. Os mapas auxiliam no planejamento e manejo dos parques e também como suporte informativo aos seus visitantes, principalmente para as trilhas disponíveis para uso público, onde se faz necessário oferecer aos visitantes orientações básicas para auxiliá-lo durante a sua visita, garantindo uma experiência segura e prazerosa. Nesse cenário, esse trabalho tem como objetivo identificar através das geotecnologias, o grau de dificuldade da Trilha do Mirante localizada no Parque Estadual Serra do Cabral-MG (PESC), usando como análise os critérios de declividade, estrutura do terreno, vegetação e drenagem. Como procedimentos metodológicos foram coletados dados de campo e trabalhados as variáveis definidas em ambiente SIG. A análise dos dados possibilitou a elaboração de cartas imagens temáticas conforme o grau de dificuldade da trilha. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15505-2. Turismo com atividades de caminhada Parte 2: Classificação de percursos. Brasil: ABNT, 2008. ANDRADE, W. J. Implantação e manejo de trilhas. In: MITRAUD, S. (Ed.). Manual de ecoturismo de base comunitária: ferramentas para um planejamento responsável. Brasília: WWF. p. 247- 259. 2003 ANDRADE, W. J. Manejo de trilhas para o ecoturismo. In: NEIMAN, Z. & MENDONÇA, R. Ecoturismo no Brasil. São Paulo: Manole. 2005. 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738 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Levantamento batimétrico automatizado em ambiente lacustre brasileiro: o estudo de caso da Lagoa Maior Denivaldo Ferreira de Souza;André Luiz Pinto; Batimetria. Três Lagoas. Lagoa urbana. Modelagem 3d. Ecobatímetro. Uma das atividades que ajudam a compreender a dinâmica hídrica em corpos d’água são os levantamentos batimétricos. Os procedimentos para realização, dependendo das condições físicas do ambiente ou econômica dos interessados, podem ser efetuadas de forma manual ou automatizada. Esse artigo retrata a experiência efetuada na lagoa maior urbana do município de Três Lagoas/MS, no ano de 2015. Os procedimentos metodológicos foram feitos em duas etapas, iniciou com uma operação em campo adotando o procedimento automatizado com auxílio de um ecobatímetro e gps, finalizando com a aferição e elaboração dos resultados em laboratório. A partir das aplicações dos procedimentos metodológicos propostos, obteve dois produtos cartográficos digitais, o mapa batimétrico e o modelo digital em três dimensões. O comprimento máximo encontrado foi de 809,2m, a profundidade máxima 1,80m, a profundidade média 0,65m, em uma área de 417.782,5 m². Observou que há um assoreamento progressivo confirmado na Lagoa Maior, já que trabalhos realizados em 2002 constataram uma profundidade máxima de 3 metros. Isso poderá gerar problemas como a diminuição da vida aquática e a probabilidade de secagem do leito no período da estiagem. ÁLVARES, M. T.; FERNANDES, S. M.; PIMENTA, M. T.; VERÍSSIMO, M. R. Monitorização Batimétrica em Albufeiras. ESIG2001, Instituto da Água – Direção de Serviços de Recursos Hídricos, Lisboa, Portugal, 2001. 8p. BENEDETTI, P. E. Caracterização geoambiental dos sedimentos da lagoa de Jacarepaguá, RJ. 2011. 235 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil), PUC-RIO, Rio de Janeiro, RJ, 2011. BRASIL. 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739 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Estimativa de passivos na bacia hidrográfica do Córrego Caidor, Silvânia - Goiás, como subsídio à criação de uma área de proteção ambiental Jaila Raiane Barbosa de Souza;Andrelisa Santos de Jesus;Manuel Eduardo Ferreira; Monitoramento Ambiental. Área de Preservação Permanente. Sentinel. Áreas de Proteção Ambiental são normalmente associadas às Unidades de Conservação, atuando como uma zona de proteção da biodiversidade, especialmente na região de borda, mais afetada por desmatamentos e queimadas. Porém, sua adoção se dá também como proteção às regiões hidrográficas, como aquelas com presença de nascentes e pontos de captação para abastecimento público. Este é o caso da bacia hidrográfica do córrego Caidor, no município de Silvânia, Goiás. Neste contexto, esse estudo busca subsidiar a implantação de uma APA na bacia do córrego Caidor, por meio de análise temporal sobre o uso da terra na região. Para tanto, foi organizado um extenso banco de dados, composto por imagens de satélites (Sentinel), localização de agroindústrias, poços e barragens, pivôs de irrigação, além do atual uso e cobertura da terra (em conjunto com dados do Cadastro Ambiental Rural - CAR). Como resultado deste levantamento, são apresentados os mapas com os passivos ambientais na área de estudo, visando a determinação da APA e controle das propriedades rurais, especialmente daquelas com maior potencial poluidor. Cerca de 80% desta bacia apresenta uso da terra para fins agropecuários, com seus respectivos passivos ambientais associados à pressão sobre os recursos hídricos. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Programa Produtor de água. Plataforma digital. Disponível em: . Acesso em: 27 de maio de 2018. BRASIL. Lei n.º 9.985, de 18 de julho de 2000. Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Disponível em: . Acesso em: 08 abril 2018. BRASIL. Lei n.° 12.651, de 25 de maio de 2012. Código Florestal Brasileiro. Disponível em: . Acesso em: 02 de junho de 2020. CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE. Resolução nº 010 de 14 de dezembro de 1988. Dispõe sobre a regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental. Disponível em: . Acesso em: 24 de maio de 2018 EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Módulos Fiscais. Disponível em: . Acesso em: novembro de 2017. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. O que é ILPF? Disponível em: < https://www.embrapa.br/web/rede-ilpf/o-que-e>. Acesso em: 27 de maio de 2018. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário 2017 - Resultados definitivos. IBGE. Plataforma digital. Disponível em: . Acesso em: 02 de junho de 2020. INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Guia de Procedimentos do Licenciamento Ambiental Federal. Documento de Referência. Brasília: IBAMA, 2002. Cap. 3. Disponível em: . INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE Cidades. 2020. Disponível em: < https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/silvania/panorama > Acesso em: 10 de Maio de 2020. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Manual técnico de uso da terra. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. – 3. ed. - Rio de Janeiro, 2013. 171 p. PECCINI, A. Contabilidade ambiental – conceito, aplicabilidade e campo de atuação. Rio de Janeiro, 2012. SILVÂNIA. Lei n°1774, de 1 de setembro de 2014. Código de Meio Ambiente do Município de Silvânia/GO. Disponível em: . Acesso em: 27 de maio de 2018.
740 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Nota Editorial/ Edição 2020, v. 18, n. 1 (jan./jun.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; NOTA EDITORIAL/ Edição 2020, v. 18, n. 1 (jan./jun.)
741 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Estado de conservação das áreas de preservação permanente de nascentes da bacia hidrográfica do Rio Jauru/MT-Brasil Gessica de Jesus Oliveira Silva;Sandra Mara Alves da Silva Neves;Alexander Webber Perlandim Ramos;Miriam Raquel da Silva Miranda; Geotecnologias, Pantanal, Conservação Ambiental O objetivo deste estudo é avaliar o estado de conservação das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) de nascentes da bacia hidrográfica do rio Jauru (BHRJ), no Estado brasileiro de Mato Grosso. Para tanto, foram utilizadas ferramentas geotecnologicas para identificação das nascentes e delimitação de suas APPs, conforme os dispostos da Lei 12.651/2012. A mensuração do estado ambiental de conservação da paisagem foi realizada por meio da aplicação do Índice de Transformação Antrópica (ITA). No período de três décadas (1986-2016), foi identificado na BHRJ um constante processo de supressão vegetal, tendo um decréscimo de 90%, em decorrência do desmate para o desenvolvimento da implantação da pecuária, principal atividade econômica dos municípios que compõem a bacia. O ITA evidenciou que sete das nove sub-unidades hidrográficas estão em estado degradado. A bacia do rio Jauru apresentou desmatamento crescente durante o período analisado, incluindo suas APPs. Diante disso, a necessidade de planejamento do uso da terra na bacia é de extrema importância ambiental, visto sua contribuição hídrica ao bioma Pantanal. ALVES, G. M. R.; FERREIRA, M. F. M. Uso do solo em Áreas de Preservação Permanente (APP) na bacia do córrego do Pântano, município de Alfenas-MG. Revista de Geografia – PPGEO – UFJF, Juiz de Fora/MG, v. 6, n. 4, p. 329-337, 2016. BACANI, V. M; SAKAMOTO, A. Y.; LUCHIARI, A.; QUÉNOL, H. 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742 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Avaliação geoambiental das margens da rodovia GO-070: trajeto entre as cidades de Goiás (GO) e Itaberaí (GO) José Carlos de Souza;Ana Domingas Leite da Silva;Aparecida Pereira Salgado;Audirene dos Santos da Mata;Danielle Cristina Godinho; Meio Físico, Cerrado, Fitofisionomia, Trabalho de campo. A abordagem sobre o Cerrado contida neste trabalho é resultado da experiência de um trabalho de campo da disciplina Morfopedologia e Biogeografia do Cerrado, do Programa de Pós-graduação em Geografia, da Universidade Estadual de Goiás. O objetivo do trabalho foi analisar as características do meio físico e biótico do domínio do Cerrado, em pontos preestabelecidos e avaliar os problemas ambientais decorrentes do processo de uso do solo. O estudo foi realizado ás margens da rodovia GO-070, entre as cidades de Goiás e Itaberaí, percurso que apresenta variadas formas de relevo, tipos de solo e estrutura geológica, bem como diversos tipos de cobertura vegetal de Cerrado. Foram escolhidos quatorze pontos para levantamento de dados e analises das características do meio físico, da vegetação, da umidade do solo, dos usos do solo e problemas ambientais decorrentes. O estudo permitiu entender a relação sistêmica das características do meio físico com as variadas fitofisionomias do Cerrado e compreender a influência da construção da rodovia e das atividades de agricultura e pastagem, na qualidade ambiental biótica e abiótica do Cerrado. CAVALCANTI, A. P. B. Métodos e Técnicas da Análise Ambiental (Guia para estudos do meio ambiente). Teresina, UFPI/CCHL/DGH, 2006. CAVALCANTI, A. P. B. Abordagem metodológica do trabalho de campo como prática pedagógica em Geografia. Geografia Ensino & Pesquisa, v. 15, n.2, maio./ago. 2011. EMATER – Agencia Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária. Classes de solos dos municípios goianos – 2016. FERREIRA, Idelvone Mendes. Paisagens do Cerrado: Um Estudo do Subsistema de Veredas. Editora da Universidade Católica V 01. 2008, p. 166. GOIÁS (Estado). Secretária de Indústria de Comércio. Superintendência de Geologia e Mineração. Geomorfologia do Estado de Goiás e Distrito Federal. Por Edgardo M. Latrubesse, Thiago Morato de Carvalho. Goiânia, 2006. GUERRA, A. T.; GUERRA, A. J. T. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. MOREIRA, M. L. et al. (Orgs.) Geologia do Estado de Goiás e Distrito Federal. Escala 1:500.000. Goiânia: CPRM/SIC-FUNMINERAL, 2008. MYERS, N.; et al. Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature, 403, p. 853-858, 2000. RIBEIRO, J. F.; WALTER, B. M. T. As Principais Fitofisionomias do Bioma Cerrado. In: RIBEIRO, J. F. (Edt.Téc.); ALMEIDA, S. P,; SANO, S. M.; (Edt.Téc.). Cerrado: ecologia e flora. Brasília: Embrapa, 2008. ROSS, J. L. S. Análise Empírica da Fragilidade dos Ambientes Naturais e Antropizados. Revista do Dpto. de Geografia da FFLCH-USP, n. 7. p. 65-74. 1993. SANO, S. M; ALMEIDA, S. P.; RIBEIRO, J. F. (EDI.). Cerrado: ecologia e flora. Brasília: EMBRAPA, 2008. SOUZA, J. C.; SOUZA, L. F. TRABALHO DE CAMPO INTEGRADO EM GEOGRAFIA: uma experiência no parque nacional chapada dos veadeiros, Goiás. Ateliê Geográfico Goiânia-GO v. 6, n. 4 Dez/2012 p.237-256 Página 237. VIADANA, A. G. A excursão geográfica didática (Pontal do Triângulo Mineiro). Rio Claro/SP, LPM – IGCE / UNESP, 2005.
743 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados O Mercado Municipal de Araguaína/TO como propulsor de alimentos do cerrado Osmar Oliveira de Moura;Ana Caroline Pereira dos Santos;Silvania Reis de Araújo;Maurício Ferreira Mendes; Conservação da biodiversidade. Segurança alimentar e nutricional. Tocantins. Este estudo teve como objetivo compreender a importância do Mercado Municipal de Araguaína/TO como propulsor de alimentos do cerrado, gerando segurança alimentar e nutricional aos feirantes e aos consumidores, visto que acontece primeiramente o autoconsumo e posteriormente a comercialização, garantindo renda e sustento às famílias. O delineamento utilizado foi o estudo de caso. Foram aplicados questionários semiestruturados junto aos feirantes do Mercado Municipal, no período de setembro à novembro de 2019, além de levantamento de material bibliográfico e registro fotográfico. Os resultados mostram que houveram diversos conflitos entre feirantes e comerciantes para posterior implementação pelo poder público do Mercado Municipal de Araguaína, o que aconteceu em 1978, garantindo assim, inclusão social e renda, fortalecimento da cadeia produtiva dos frutos do cerrado, além da promoção da segurança alimentar entre feirantes e consumidores locais. Porém, esses alimentos estão ameaçados com o avanço da soja e pecuária sobre o bioma cerrado, comprometendo a diversidade de produtos ofertados pelos feirantes do Mercado Municipal em Araguaína. AB SABER, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. BARBOSA, M. G. R. O Mercado Municipal de Araguaína: um Enfoque Sobre Comércio Informal. 2010. 30 f. Monografia (Graduação em Geografia) – Universidade Federal do Tocantins, Araguaína/TO, 2010. BARROS, I. F. O agronegócio e a atuação da burguesia agrária: considerações da luta de classes no campo. 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744 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Dinâmica climatológica e impactos das precipitações no município de Pirapora – Norte de Minas Gerais Álvaro Henrique Gomes da Costa;Luis Ricardo Fernandes da Costa; Climatologia. Precipitações. Minas Gerais. Pirapora. O estudo da dinâmica climatológica se torna cada dia mais importante para entender as transformações do ambiente, pois o conhecimento pretérito permite planejar ações relacionadas à gestão e ao planejamento ambiental. Fatores como crise hídrica, mudanças climáticas, degradação em bacias hidrográficas e impactos em reservatórios de água é tema recorrente nas discussões em geografia. O presente trabalho procura analisar a dinâmica climatológica no município de Pirapora no período de 1990 a 2016. Para a efetivação da análise foram realizadas análises pluviométricas e térmicas, utilizando métodos estatísticos para a análise em climatologia. Para a pluviosidade foram coletados dados referentes à precipitação, onde se obteve a totalização das precipitações em cada ano. Após a análise foram elaborados um gráfico e um pluviograma para melhor compreensão e leitura dos dados coletados. Os resultados indicam que após aferir e correlacionar às informações de temperatura e pluviosidade é perceptível a interação no comportamento de ambos, tal como também é notável a diminuição na tendência das precipitações. Em contrapartida, há a tendência do aumento na temperatura durante o período analisado. AMORIM, M. C. C. T. Nota de pesquisa: Métodos e Técnicas de Pesquisa em Climatologia Geográfica. Revista Geografia em Atos (Geoatos online), v. 03, n. 10, p. 255-260, 2019. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS – ANA. Séries históricas de estações. Disponível em: . Acesso em 29/11/2019. AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. Difel, 1996, v. 4, 332 p. BAGGIO, H. F. 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745 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Análise morfodinâmica de ambientes costeiro e estuarino do município de Goiana, litoral norte do Estado de Pernambuco Júlia Stefane da Silva Vieira;Lucas Henrique Ribeiro Reis;Osvaldo Girão da Silva; Processos morfodinâmicos, Ambiente costeiro, Goiana-PE O município de Goiana, desde a década 2000, vem apresentando um considerável crescimento socioeconômico oriundo da implementação de empreendimentos que estão influenciando sobre o aumento da ocupação da zona costeira municipal. Para a pesquisa ora apresentada, utilizou-se de imagens de satélite do Google Earth Pro para a análise espaço-temporal da evolução das unidades geomorfológicas delimitadas e mapeamento. Através do ArcGis 10.3, vetorizou-se os modelos evolutivos finais do relevo, assim como produziu-se mapas de uso e ocupação da terra, além da obtenção de dados de campo através de uma check list que correlaciona processos e feições costeiras a elementos da paisagem natural e antrópica e seus respectivos estágios morfodinâmico. A área de estudo compreende as unidades de praia de Ponta de Pedras e Carne de Vaca, além do ambiente estuarino do rio Megaó. A partir dos resultados, constatou-se que a maior parte das áreas de estudo caracteriza-se como pertencente ao estágio morfodinâmico de meio Integrade, devido à identificação de geoindicadores de erosão quanto a de estabilidade do meio. Os processos morfodinâmicos encontrados nas unidades geomorfológicas encontram-se intrinsecamente relacionados com os processos de urbanização das zonas costeiras. ARAI, Mitsuru. A grande elevação eustática do Mioceno e sua influência na origem do Grupo Barreiras. Geologia USP. Série Científica, v. 6, n. 2, p. 1-6, 2006. BIRD, Eric. Coastal Geomorphology: An Introduction. 2 ed. Chichester, West Sussex: John Wiley & Sons, Ltd, 2011. CABRAL, Cláudio J.; SILVA, Wemerson F.; GIRÃO, Osvaldo. Impactos ambientais derivados do uso e ocupação da linha de costa em trechos das praias de Pau Amarelo e Maria Farinha - Município de Paulista/PE: Estudo preliminar. Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS), v. 16, p. 74-88, 2014. CABRAL, Cláudio J.; SILVA, Wemerson F.; GIRÃO, Osvaldo. Impactos ambientais derivados do uso e ocupação da linha de costa em trechos das praias de Pau Amarelo e Maria Farinha - Município de Paulista/PE: Estudo preliminar. Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS), v. 16, p. 74-88, 2014. CAMERON, W. M. e PRITCHARD, D. W. Estuaries. In: Hill, M.N. (ed.) The Sea. Ideas and Observations on Progress in the Study of the Seas. New York: Intersci., 1963. CALLIARI, L.J.; MUEHE, D.; HOEFEL, F.G.; TOLDO JR, E. Morfodinâmica Praial: uma breve revisão. Revista Brasileira de Oceanografi a, São Paulo, v. 51, p. 63 – 78, 2003. CHORLEY, R. J. Geomorphology and General Systems Theory. U. S. Geology Survey. Prof. Paper (500-B), p. 1-10, 1962. CHORLEY, R. J. e KENNEDY, B. A. Physical Geography: A systems approach. Londres: Prentice Hall. 1971. CPRH - Companhia Pernambucana de Meio Ambiente. Diagnóstico socioambiental do Litoral Norte de Pernambuco. Recife, Brasil: CPRH, 2003. DALRYMPLE, R. W., ZAITLIN, B. A. e BOYD, R. Estuarine facies models: Conceptual basis and stratigraphic implications. Journal of Sedimentary Petrology, v. 62, p. 1130-1146, 1992. DAVIDSON-ARNOTT, Robin. Introduction to Coastal Processes and Geomorphology. New York: Cambridge University Press, 2010. HASLETT, Simon K. Coastal systems. 2 ed. Londres: Routledge, 2009. MANSO, Valdir do Amaral Vaz et al. Erosão e Progradação do litoral brasileiro: Pernambuco. Laboratório de Geologia e Geofísica Marinha – LGGM, p. 179-196, 2006. MASSELINK, Gerhard, HUGHES, Michael G. e KNIGHT, Jasper. Introduction to Coastal Processos & Geomorphology. 2 ed. Londres: Hodder Education, Hachette UK Company. 2011. MUEHE, Dieter. Aspectos gerais da erosão costeira no Brasil. In: Mercator-Revista de Geografia da UFC, v. 4, n. 7, p. 97-110, 2005. MUEHE, D. O litoral brasileiro e sua compartimentação. In: Guerra A. J. T., Cunha S. B. (Eds.). In: Geomorfologia do Brasil. Bertrnand Brasil, Rio de Janeiro, 1998, 273-350. MUEHE, Dieter. Critérios Morfodinâmicos para o Estabelecimento de Limites da Orla Costeira para fins de Gerenciamento. Revista Brasileira de Geomorfologia, v. 2, v. 1, p. 35 - 44, 2001. Projeto Orla - Fundamentos para gestão integrada. Brasília: Ministério do Meio Ambiente - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2006. PRITCHARD, D. W. Salinity Distribution and circulation in the Chesapeake Bay Estuarine System. Jornal Mar. Res., v. 11, n. 1, p.106-123. 1952. TRICART, J. Ecodinâmica. Rio de Janeiro: FIBGE, 1977. VILES, H.; SPENCER, T. (1995). Coastal problems: geomorphology, ecology and society at the coast. Oceanographic Literature Review, v. 9, n. 42, 812. VITAL, Saulo R.; GIRÃO, Osvaldo. Análise da suscetibilidade da paisagem à erosão na bacia do alto curso do rio Taperoá (PB). Okara: Geografia em Debate (UFPB), v. 9, p. 4-25, 2015.
746 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Análise de impactos ambientais em Área de Preservação Permanente (APP) como instrumento de gestão em rios urbanos Joice Machado Garcia;Regina Márcia Longo; Qualidade ambiental. Bacias urbanas. Recursos hídricos As Áreas de Preservação Permanente (APP) são áreas nas quais a vegetação deve ser mantida, a fim de se garantir a preservação dos recursos hídricos, a estabilidade geológica, a biodiversidade, e consequentemente o bem-estar humano. No entanto, quando localizadas ao entorno dos cursos hídricos, sobretudo em centros urbanos, as APP têm sido transformadas e ocupadas, gerando prejuízos ambientais e sociais. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi avaliar os impactos ambientais sobre os aspectos água, solo e vegetação na APP do Ribeirão Anhumas em Campinas, São Paulo. Para tanto, utilizou-se de uma abordagem quali-quantitativa com objetivo exploratório, mediante a realização de uma pesquisa de campo e análise documental. Os resultados permitiram inferir que, os usos degradantes do solo aliados a sazonalidade de precipitação influenciam negativamente a qualidade da água do Ribeirão Anhumas. De forma complementar, as amostras de solo colhidas no Alto e Médio Curso indicam baixo teor de matéria orgânica, dificultando a estabilidade e retenção de água e desenvolvimento de vegetação. Verifica-se, portanto, a necessidade de aplicação de medidas de correção no solo e no curso d’água, para que estas áreas possam cumprir o estabelecido em legislação e funcionar como elemento de integração urbana e qualidade ambiental. AGEITEC. Agência Embrapa de Informação Tecnológica. Árvore do Conhecimento. Glossário. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/especies_arboreas_brasileiras/arvore/CONT000g08hphpk02wx5ok026zxpg7c9wrkm.html. Acesso em: 20 ago. 2018 ALTOÉ, R. T.; OLIVEIRA, J. C.; RIBEIRO, C. A. Á. S. 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747 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Os reflexos socioambientais da expansão metropolitana de Belém sobre a Comunidade Remanescente Quilombola de Abacatal (CRQA) Eliezilda Oliveira de Sousa;Priciane Cristina Correa Ribeiro;Heloisa Negri Sanches; Expansão urbana, Comunidades Tradicionais, Desenvolvimento Neste artigo, buscamos levantar e avaliar os impactos da expansão urbana sobre a Comunidade Remanescente Quilombola de Abacatal (CRQA). Esta comunidade, mesmo detentora do título da terra e do reconhecimento pela Fundação Cultural Palmares (FCP), enfrenta desafios para a sua autopreservação, uma vez que se localiza a 8 km de Ananindeua, o segundo município mais populoso do Estado do Pará. O delineamento do estudo se deu por meio da coleta de dados in loco, bem como, levantamento bibliográfico-documental, que foram analisados à luz da teoria do direito às liberdades de Sen (2010) e da teoria da racionalidade ambiental de Leff (2015). Devido à proximidade com a zona urbana, nas imediações da comunidade foram observados empreendimentos imobiliários que vêm promovendo impactos ligados ao saneamento ambiental; além destes, destacam-se ainda os problemas sociais relacionados à violência e o pouco acesso às políticas públicas. O estudo mostrou que a comunidade, apesar de sofrer forte impacto da expansão urbana sobre o seu território, busca resistir e se organizar, apoiada por outras instâncias sociais, em defesa do direito à liberdade de manter seu modo de vida baseado na produção tradicional e na conservação do seu ambiente natural. ARAÚJO, Allyne dos Santos et al. Análise socioeconômica de agricultores da comunidade quilombola do Abacatal, Ananindeua, estado do Pará, Brasil. Biota Amazônia (Biote Amazonie, Biota Amazonia, Amazonian Biota), [S.l.], v. 7, n. 1, p. 30-37, mar. 2017. ISSN 2179-5746. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2020. doi:http://dx.doi.org/10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v7n1p30-37. 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748 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Análise da vulnerabilidade ambiental do município São João da Ponta, Pará: o uso do geoprocessamento na gestão de unidades de conservação Marcus Vinicius Silva da Silva;Brenda Caroline Sampaio da Silva;Ilale Ferreira Lima; RESEX. Gestão Ambiental. Erosão. Manguezais. SIG. A necessidade de uso dos recursos naturais estimulou as mudanças de cobertura da terra, com isso, inúmeros problemas foram surgindo e houve a necessidade de estabelecer políticas de uso restritivo dos recursos como as RESEX’s. De forma a auxiliar a gestão dessas UC’s o estudo da sua vulnerabilidade se faz importante. O município de estudo foi São João da Ponta que abriga uma RESEX a nível federal. A metodologia utilizada consistiu na análise de diversas variáveis que tendem a influenciar o grau de resiliência (Altitude, Declividade, Geologia, Pedologia, Precipitação e Uso e Cobertura do solo), estas variáveis foram processadas em um ambiente SIG e em seguida utilizadas para o cálculo do Índice de Vulnerabilidade. Foram obtidos como resultados mapas temáticos para cada variável e da vulnerabilidade ambiental de São João da Ponta, a fim de demonstrar espacialmente o grau de resiliência da área e quais os fatores influenciadores. Com isso, foi possível observar que as regiões que apresentaram maior vulnerabilidade estão dentro da RESEX em virtude dos manguezais, corroborando com diversos estudos que apontam a sensibilidade desses ecossistemas e a importância da sua proteção para as comunidades tradicionais que sobrevivem deles, além da manutenção da biodiversidade do ponto de vista ecológico. ALLEGRETTI, M. 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749 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Reflexos das ocupações urbanas na mobilidade às margens da rodovia estadual GO-060 entre Goiânia (GO) e Trindade (GO) Denis Biolkino de Sousa Pereira;William Rodrigues Ferreira; Ocupação espacial. Sistema viário. Fluxo veicular. Transporte. Mobilidade. O estudo pretende compreender a dinâmica dos diversos tipos de ocupações implantadas no entorno da Rodovia Estadual GO- 060, entre a cidade de Goiânia (GO) e Trindade (GO), e os seus reflexos na mobilidade urbana. O problema se identifica na relação causa e efeito no conflito entre o espaço urbano e o sistema de transportes, em áreas conurbadas da Região Metropolitana de Goiânia (GO). O objetivo consiste em analisar as áreas de ocupação do recorte espacial, o fluxo veicular dos modos de transportes e o índice de mobilidade, em função das tipologias de ocupação, caracterizadas como polos geradores de viagens (PGVs). Para se identificar tais ocorrências, foram utilizadas metodologias adaptadas para análise espaço-temporal e redes. Os resultados mostraram as diferenças em áreas de ocupação nos PGVs Tipo Comércio/Indústria 25,74% e 30,77% e Tipo Residencial 11,41% e 38,78% para as Regiões Oeste/Mendanha e Trindade 2, para os períodos (2011/2016) e (2009/2015), respectivamente. Essa dinâmica ocupacional gerou um aumento de +87% no total de viagens do fluxo dos diversos modos de transporte e um acréscimo de +79% no índice de mobilidade para o período de 2013 a 2016, mostrando a tendência de motorização das regiões e os reflexos na mobilidade urbana. AGETOP – Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas. Núcleo de Segurança Rodoviária. Dados estatísticos de fluxo veicular. Goiânia, 2017. AKISHINO, Pedro. Estudos de Tráfego. Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil. Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), v. 1, 2004 BRASIL. Ministério das Cidades. 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750 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Análise do balanço de radiação e energia em áreas de veredas no Norte de Minas Gerais, bioma cerrado Gabriel Alves Veloso;Lucas Augusto Pereira da Silva;Manuel Eduardo Ferreira; A vereda, típica formação no bioma Cerrado, é reconhecida por sua elevada capacidade de recarga hídrica, em função de uma topografia plana, solos hidromórficos e proximidade de matas de galeria/cursos hidrográficos. Estudos nesses ambientes ainda são escassos, especialmente aqueles voltados para o entendimento da dinâmica do balanço de radiação e energia, relacionado com processos ecológicos e climáticos. O objetivo do trabalho é analisar o comportamento do balanço de energia em ambientes de veredas no Norte de Minas Gerais, em área amostral específica, com técnicas avançadas de sensoriamento remoto, aplicando-se o algoritmo SEBAL (Surface Energy Balance Algorithms for Land). No contexto do balanço de energia, os seguintes valores médios foram obtidos para o inverno e verão, respectivamente: Rn 24 h de 98,71 Wm-2 e 230,95 Wm-2; G de 53,43 Wm-2 e 80,84 Wm-2; H de 26,93 Wm-2 e 88,52 Wm-2; LE de 77,78 Wm-2 e 142,34 Wm-2; e taxa de evapotranspiração de 2,53 mm.d-1 e 5,02 mm.d-1. As técnicas de sensoriamento remoto utilizadas neste estudo foram de grande utilidade para as análises em áreas de vereda, destacando com eficiência o comportamento do balanço de energia e evapotranspiração nesse importante ambiente no Cerrado. ANGELINI, Lucas Peres; SILVA, Pablinne Cynthia Batista Silva E; FAUSTO, Marcos Alves; MACHADO, Nadja Gomes; BIUDES, Marcelo Sacardi. Balanço de Energia nas Condições de Mudanças de Uso do Solo na Região Sul do Estado de Mato Grosso. Revista Brasileira de Meteorologia, v. 32, p. 353-363, 2017. ARAÚJO, Mayara Lucyanne Santos et al. 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751 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados A dinâmica do setor sucroenergético no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba Daniel Féo Castro de Araújo;Fernando Luiz Araújo Sobrinho; Modernization of agriculture. Agribusiness. Commodities. Globalization. Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. No início do século XXI, o agronegócio sucroenergético teve forte expansão no território brasileiro, especialmente nas regiões que estão no domínio morfoclimático do Cerrado, em função da construção de novas Unidades Agroindustriais Sucroenergéticas (UAS) e dos processos de financeirização e centralização do capital. O objetivo deste artigo é analisar o processo de modernização da cultura canavieira na produção agrícola na mesorregião Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Para a realização da pesquisa, fizeram-se imprescindíveis os seguintes passos metodológicos: a) levantamento bibliográfico, leituras de material acadêmico já publicado sobre o tema (teses e dissertações, livros, periódicos, dentre outros) através de levantamento bibliográfico temático (específico sobre o setor sucroenergético e a cultura canavieira); b) pesquisa em campo que consistiu em levantamento, exame e organização de dados secundários da produção e da situação econômico-financeira das empresas, assim como de bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).O Brasil se consolidou nas últimas décadas como uma das modernas fronteiras de expansão agrícola e agroexportador de produtos ligados ao agronegócio, especialmente no período pós - anos 2000, sob o paradigma da agricultura científica globalizada. Um conjunto de circunstâncias favoráveis, tanto técnica e político-econômica provocaram uma nova organização do setor, pautada na internacionalização do mercado e na difusão de inovações científico-tecnológicas, confirmando o caráter mais corporativo do território e a procura de novas áreas estratégicas. Concluímos que, a partir da organização dos dados e informações coletadas, o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba se tornou nas últimas décadas uma importante Região Produtiva do Agronegócio impactando as relações e o mercado de trabalho, os fluxos migratórios, os municípios aonde a atividade se implantou, a articulação da região as redes de produção global, bem como questões ambientais decorrentes da produção em larga escala. ANDRADE, M. C. de. Espaço e tempo na agroindústria canavieira de Pernambuco. Estudos Avançados, São Paulo, v. 15, nº 43, p. 267-280, 2001. ANDRADE, M. C. de. A terra e o homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste. 5. ed. 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752 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados A Agenda 2030 e o saneamento como indicador de sustentabilidade Duarcides Ferreira Mariosa;Samuel Carvalho De Benedicto;Marcos Ricardo Rosa Georges;Cibele Roberta Sugahara; Sustentabilidade; Saneamento; Gestão em Saúde; Unidades de Conservação; Comunidades Ribeirinhas. O acesso ao fornecimento de água potável e às condições adequadas de saneamento faz parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Visto como medida higienizadora do ambiente, capaz de torná-lo salubre, atendendo às necessidades humanas, o saneamento é um serviço que se presta a um público, a um coletivo, independente da natureza jurídica de sua organização. O objetivo do presente estudo é identificar o comportamento das principais variáveis que compõem o item saneamento em uma comunidade ribeirinha localizada em área ambientalmente protegida na Amazônia brasileira. Trata-se de estudo longitudinal, de natureza descritiva e ecológica, baseado em pesquisa de campo, com aplicação de questionários estruturados e observação direta. As condições de saneamento encontradas mostraram-se precárias ou minimamente garantidas. O uso disseminado de “fossas negras” para lançamento do esgoto e a dificuldade no abastecimento de água potável mostraram-se preocupantes, indicando a necessidade de alguma forma de intervenção que possa corrigir essa tendência. Conclui-se que a análise das condições de saneamento da comunidade, examinadas em escala temporal, permite a observação do comportamento das variáveis que compõem o indicador utilizado e, dessa forma, a detecção de riscos ou vulnerabilidades que podem, ao persistirem as tendências negativas encontradas, comprometer aspectos econômicos, sociais e ambientais que caracterizam a sustentabilidade daquelas comunidades. BOUABID, Ali; LOUIS, Garrick. 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753 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Cerrado rupestre do Espinhaço: diversidade genética de espécie endêmica Leonardo Ferreira da Silva;Afrânio Farias de Melo Júnior;Dario Alves de Oliveira;Elytania Veiga de Menezes;Vanessa de Andrade Royo;Murilo Malveira Brandão; ISSR. Fluxo Gênico. Cerrado. Espécie Endêmica. Estrutura Espacial. O objetivo do trabalho foi de caracterizar a diversidade e a estrutura genética de 82 indivíduos de P. adamantinum, espécie de campos rupestres e de altitude do Cerrado brasileiro, na região central de Minas Gerais, divididos em 02 populações de 41 indivíduos. Foram utilizados 08 primers ISSR que amplificaram 135 locos, com 108 (80%) locos polimórficos entre as populações e média de 16,9 locos por primer. O valor médio de PIC foi de 0,375. Os valores médios do índice de Shannon (I) e da diversidade genética de Nei (He) foram de 0,491 e 0,341, respectivamente. O índice da proporção da diversidade genética (GST = 0,047) demonstrou que a variabilidade entre e dentro das populações contribuiu com 4,7% e 95,3% da heterozigosidade total (HT), respectivamente. O fluxo gênico observado foi alto (Nm = 10,213), o que contrapõe os efeitos da deriva genética. Foi observada a ocorrência de baixa estruturação genética espacial (EGE) (Sp= 0,058) e coancestria positiva nas duas populações (Fij = 0,016; P < 0,123 em POP01 e Fij = 0,018; P < 0,057 em POP02), ambas avaliadas até a segunda classe de distância. Mesmo com a presença de fatores favoráveis à endogamia, P. adamantinum apresentou altos índices de diversidade genética. O elevado fluxo gênico registrado pode terr amenizado os efeitos do acasalamento de indivíduos aparentados. AKURAGUI, C. M.; Biogeografia de Philodendron seção Calostigma (Schott) Pfeiffer (Araceae) no Brasil. Acta Scientiarum, Maringá, v. 23, n. 2, p. 561-569, 2001. ALBERTTASSE, P. D.; THOMAZ, L. D.; ANDRADE, M. A. 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754 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Natureza em movimento: investigações desenvolvidas por Dirce Suertegaray para estudos sobre arenização Ivamauro Ailton de Sousa Silva; Natureza. Contribuições. Geógrafa Dirce Suertegaray. Arenização. Esse texto apresenta as contribuições teóricas e metodológicas, desenvolvidas por Dirce Suertegaray, para os estudos sobre o processo de arenização. A finalidade é demostrar as trajetórias, a produção e a divulgação do conhecimento científico, conduzidas no âmbito da ciência geográfica brasileira e, em particular, nos estudos da natureza. O artigo foi construído, por meio de análise documental, de revisão bibliográfica e de análise comparativa entre as localidades pesquisadas: Quaraí (RS), Paranavaí (PR), Reserva do Cabaçal (MT), cerrado paulista, sudoeste de Goiás, Buritizeiro (MG), Gilbués (PI) e Manaus (AM). Com base nessas informações, procedeu-se à organização e à indicação dos aportes e dos itinerários metodológicos, instrumentos que desempenharam as discussões essenciais da pesquisa. Nas abordagens conduzidas pela autora, o enfoque, a partir dos estudos da natureza, foi utilizado como prioridade, para explicar a gênese e para interpretar as dinâmicas dos areais de Quaraí, no sudoeste do estado do Rio Grande do Sul. Os resultados da pesquisa demonstram que a natureza em movimento é responsável pela origem dos areais, mas as atividades sociais, realizadas de forma inadequada, promovem a intensificação do processo de arenização, em distintas localidades do território brasileiro. Nesse sentido, o papel desempenhado por Dirce Suertegaray revela a importância de uma geografia articulada, carregada de pluralidade e de conexões. AB’SÁBER, A. N. A revanche dos ventos: derruição de solos areníticos e formação de areais na Campanha Gaúcha. 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755 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Memória, afeição ao lugar e política: um olhar sobre o patrimônio em seus enredos derivados da geograficidade humana Rahyan de Carvalho Alves;José Antônio Souza de Deus; Lugar. Patrimônios Material e Imaterial. Patrimônio X Estado. O objetivo deste trabalho é realizar uma análise sobre a constituição do patrimônio cultural de forma que se agreguem à problematização sobre o tema, visões que contribuam para o entendimento do estabelecimento da relação de pertencimento do Homem com o Lugar, na tentativa de obter uma compreensão do Patrimônio enquanto elemento de afeto e segurança para o sujeito no ambiente e no que concerne às conexões deste com o Estado. Para tanto utilizou-se basicamente como metodologia a reelaboração / retrabalhamento bibliográficos. Pôde-se refletir que o patrimônio cultural vem ganhando destaque em políticas governamentais que, em certa medida, valorizam a democracia cultural no que concerne às formas e as expressões que o Ser Humano recria e reinventa no Lugar e em seu imaginário, firmando o sentido do patrimônio na sociedade. ALMEIDA, Maria Geralda. Patrimônio e meandros políticos para pensar sua gestão. OLAM - Ciência & Tecnologia. Rio Claro (SP), ano XII, pp.148-166, jan./dez. 2012. ALVES, Renato. Os 10 hábitos da memorização: desenvolva uma memória de elefante. São Paulo (SP): Gente, 2009. p.11-19. CERQUEIRA, Letícia Mourão. Patrimônio cultural, políticas urbanas e de preservação: os casos de Diamantina/MG e Tiradentes/MG. 2006. 378 f. Dissertação. Programa de Pós-graduação da Escola de Arquitetura. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG), 2006. CHOAY, François. A alegoria do patrimônio. Tradução de Luciano Vieira Machado. 4. ed. São Paulo (SP): Estação Liberdade; UNESP, 2006. 282 p. COSTA, Everaldo Batista. A dialética da construção destrutiva na consagração do Patrimônio Mundial. São Paulo (SP): Humanitas: FAPESP, 2009. 308p. CURY, Isabelle. A construção do conceito de Paisagem Histórica Urbana. In.: 2º Colóquio Ibero-Americano: Paisagem cultural. Belo Horizonte (MG) [Anais...], 2012. p. 01-15. FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra de Cássia Araújo. Patrimônio Histórico e Cultural. Rio de Janeiro (RJ): Jorge Zahar, 2006. 72 p. GASTAL, Suzana. Alegorias urbanas: o passado como subterfúgio. Campinas (SP): Papirus, 2006. 220 p. GHIRARDELLO, Nilson; SPISSO, Beatriz. Patrimônio histórico: como e por que preservar. Grupo de Trabalho Patrimônio Histórico e Arquitetônico. Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo. Bauru (SP): Canal 6, 2008. 36 p. GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Monumentalidade e cotidiano: os patrimônios culturais como gênero de discurso. In: OLIVEIRA, Lúcia Lippi (Org.). Cidade: história e desafios. Rio de Janeiro (RJ): Fundação Getúlio Vargas, 2002. p.108-123. ICOMOS. Carta internacional sobre a conservação e o restauro dos monumentos e dos sítios. Ministério da Cultura. Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. Brasília (DF), 2007. IPHAN. Comitê técnico da candidatura do Rio à Patrimônio Mundial. Ministério das Relações Exteriores. Ministério da Cultura. Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. Brasília (DF), 2012. 335 p. IPHAN. Cidades e os seus patrimônios. Ministério da Cultura. Cultura. Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. Brasília (DF), 2018. 131 p. LIMA, Fernanda Pedrosa. Diagnóstico sobre a institucionalização e a efetividade do planejamento em municípios históricos: “Diamantina e Tiradentes”. 2008. 310f. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG), 2008. NASCIMENTO, Ricardo Pereira. Revoluções e pensamentos em guerra: Algumas leituras. Campinas (SP): Papirus, 2011. 178 p. SILVA, Fernando Fernandes. As cidades brasileiras e o Patrimônio Cultural da Humanidade. São Paulo (SP): EdUSP, 2003. 204 p. SIMÃO, Maria Cristina Rocha. Preservação do patrimônio cultural em cidades. Belo Horizonte (MG): Autêntica, 2001. 102 p. TUAN, Yi-Fu. Espaço, tempo, lugar: um arcabouço humanista. Tradução de Werther Holzer. Geograficidade, v.01, n.01, p.08-19, 2011. UNESCO. Patrimônio mundial no Brasil. 3ª. Edição. Ministério da Cultura. Caixa Econômica Federal. Brasília (DF), 2005. 107 p. UNESCO. Textos fundamentais da Convenção do Patrimônio Mundial de 1972. Ministério da Cultura. Caixa Econômica Federal. Brasília (DF), 2013. 104 p.
756 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Sensoriamento Remoto na detecção e análise de focos de calor na bacia hidrográfica do Rio Munim Rennato Oliveira da Silva;Rhuan Oliveira da Silva;Thais de Carvalho Araújo;Carlos Augusto Alves Cardoso Silva;Ana Karla da Silva Oliveira;Kamilla Andrade Oliveira; Geotecnologias. Uso do solo. Monitoramento. Os incêndios são a causa da devastação de milhares de hectares de ecossistemas do planeta, gerando impactos à saúde pública, prejuízos econômicos e ambientais. O presente estudo tem como objetivo realizar uma análise temporal dos focos de calor detectados em diferentes usos e cobertura da terra mapeados entre 2008 e 2018 na Bacia Hidrográfica do Rio Munim (BHRM), leste Maranhense. Os dados utilizados no trabalho foram obtidos junto à plataforma digital do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sendo provenientes dos satélites TERRA, AQUA, GOES, NOAA, MSG-02 e ERS-2. Constatou-se um total de 74.752 ocorrências de focos de incêndios na área da bacia entre os anos de 2008 a 2018, tendo como destaque o mês de novembro o mais crítico registrando 30,33% do total de focos, seguido pelo mês de outubro com 23,03%, período em que praticamente não existe precipitação na região. Verificou-se que o ano de 2015 foi o que apresentou o maior índice de focos com 14.025 ocorrências e que o ano de 2011 foi o menos expressivo, com 2.116 ocorrências. ABREU, F. A.; SOUZA, J. S. A. Dinâmica Espaço-temporal de Focos de Calor em Duas Terras Indígenas do Estado de Mato Grosso: uma Abordagem Geoespacial sobre a Dinâmica do Uso do Fogo por Xavantes e Bororos. Floresta Ambiente. v.23, n.1, p. 1-10, 2016. ALVES R. N. B, HOMMA, A. K. O. O fogo na agricultura da Amazonia. Embrapa, Brasília, DF 2020. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/1119758/1/LivroRocasemfogop3742.pdf Acesso em: 28 de junho de 2020. ARAUJO, J. B.; OLIVEIRA, L.C.; VASCONCELOS, S. 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757 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Nota Editorial/ Edição 2019, v. 17, n. 2 (jul./dez.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial/ Edição 2019, v. 17, n. 2 (jul./dez.)
758 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Entre “cantos” e “batuques”: territórios e territorialidades negro-africanas na cidade de salvador no século XIX Emerson Costa de Melo; Movimentos de Territorialização. Escravo de ganho. Cantos de trabalho. Batuques. Territorialidades Negras. Propõe-se neste artigo trazer à tona os traços de movimentos de territorialização peculiares, realizados pelos escravos de ganho e crioulos na constituição dos cantos de trabalho e dos batuques de “lazer” espalhados pela cidade de Salvador no século XIX. Acredita-se que tais sujeitos, em outros tempos, tenham alimentado uma complexa rede de articulação multicultural que contribuiu para a formação de territórios de resistência e, consequentemente, para a organização de levantes e insurreições contra o modelo económico vigente, o que em âmbito geográfico torna o debate relevante visto a escassez de fontes acerca das diferentes geograficidades da gente negra no Brasil pré-abolição. Para tanto, delineou-se o debate aqui encaminhado, a partir de estudos bibliográficos inerentes a temática apresentada. AVÉ-LALLEMANT, Robert. Viagem pelas Províncias da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe (1859). Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1980. 347p. CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999. 532p. CORRÊA, Aureanice de M. Irmandade da Boa Morte como manifestação cultural afro-brasileira: de cultura alternativa a inserção global. 2004. 323 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, CCMN/PPGG, Rio de Janeiro, 2004. COSTA, Ana de Lourdes R. da. Ekabó!: trabalho escravo, condições de moradia e reordenamento urbano em Salvador no século XIX. 1989. 231 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1989. GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1980. 640p. HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003. P 480. HAMPATÉ BÂ, Amadou. Amkoullel, o menino fula. Trad. Xina Smith de Vasconcellos. São Paulo: Palas Athena; Casa das Áfricas, 2003. 342p. HAESBAERT, Rogério. Territórios Alternativos. 2ª ed, São Paulo: Contexto, 2006. 186p. HAESBAERT, Rogério. O Mito da Desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. 6ª ed. Rio e Janeiro, Bertrand Brasil, 2011. 395p. MATORY, James L. Jeje: repensando nações e transnacionalismo. MANA. 1999, vol.5, n.1, pp. 57-80. MATTOSO, Katia M. de Q. Bahia, século XIX: uma província no império. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992. 747p. MELO, Emerson. Entre territórios e terreiros: Yorubá, velhos deuses no Novo Mundo. 2014. 222 f. Dissertação (Mestrado em Geografia), - Universidade Federal de Minas Gerais, IGC/PPGG, Belo Horizonte, 2014. MELO, Emerson. A compreensão das dinâmicas territoriais afrorreligiosas a partir da perspectiva da afro-territorialidade: um estudo sobre o processo de constituição, organização e difusão do Candomblé Kétu. 2019. 225 f. Tese (Doutorado em Geografia), - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, IGEOG/PPGEO, Rio de Janeiro, 2019 NINA RODRIGUES, Raimundo. Os africanos no Brasil. 6ª ed. Brasília: EUNB, 1982. 401p. QUERINO, Manuel. A raça africana e os seus costumes na Bahia. Salvador: P555 edições, 2006. 100p. REIS, João José. Rebelião Escrava no Brasil: a História do Levante dos Malês, 1835. São Paulo: Cia das Letras, 2003. 648p. SILVA, Marilene R. N. da. Negro na rua: a nova face da escravidão. São Paulo, SP: Hucitec, Brasília, DF: CNPq, 1988. 166p. SILVEIRA, Renato da. O Candomblé da Barroquinha: processo de constituição do primeiro terreiro baiano de keto. Salvador: Edições Mainanga, 2006. 645p. SPIX, Johann. B; MARTIUS, Karl. F. P. Viagem pelo Brasil - 1817-1820. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1981. 110p. VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo do Benin e a Bahia de todos os Santos dos séculos XVII a XIX. Trad. Tasso Gadzanis. 4ª ed. Salvador: Corrupio, 1987. 728p. VERGER, Pierre. Notícias da Bahia - 1850. Salvador: Corrupio, 1999. 238p.
759 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Segregação e Hanseniase: a produção de uma subnormalidade no município de Anápolis (GO) Thalita Aguiar Siqueira;Marcelo de Mello; Processo Histórico. Segregação. Hanseníase. O presente artigo apresenta, inicialmente, uma discussão teórica centrada no conceito de segregação residencial. A partir do debate conceitual realizado, foi evidenciada a existência de cenários marcados por complexidades econômicas e sociais em que a segregação residencial é manifestada. Posteriormente, a partir da realização de trabalhos de campo e da aplicação de questionários, foi investigada a segregação residencial em um bairro caracterizado pela precarização na reprodução da vida de cidadãos que habitam um espaço produzido, na primeira metade do século XX, para abrigar portadores da hanseníase. Trata-se do bairro Novo Paraíso, na cidade de Anápolis (GO), que apresenta uma realidade repleta de ações segregadoras. CARLOS, A.F.A. O espaço urbano: novos escritos sobre a cidade: São Paulo: Labur Edições, 2007. Disponível em: Acesso em: 12/04/2016. CLARK, D. Introdução à Geografia Urbana. São Paulo: DIFEL Difusão editorial S.A, 1985. CORRÊA, R. L. O Espaço Urbano. São Paulo: Ática, 1995. FOUCAULT, M. História da loucura na idade clássica. São Paulo: PERSPECTIVA, 1978. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Aglomerados Subnormais: Informações Territoriais Censo 2010. Disponível em < http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015164811202013480105748802.pdf > Acesso em: 24/08/2016. LEFEVRE, Henri. O Direito à Cidade. São Paulo: Centauro, 2001. Disponível em: Acesso em: 10/03/2016. LOJKINE, J. O estado capitalista e a questão urbana. São Paulo: Martins Fontes, 1997. MACIEL, R. M. T. De leprosários e preventórios à hanseníase tem cura: saldos de um passado que insiste em existir 2014. Tese (doutorado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Economia, Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento, Rio de Janeiro ,2014. MOHAN. Disponível em: . Acesso em: 10/12/2016 PEREIRA, A. D. A (longa) história da desigualdade na África do Sul. Mal-estar na cultura. Abril-Novembro, 2010. Disponível em: < http://www.ufrgs.br/difusaocultural/adminmalestar/documentos/arquivo/AfricaDoSulDanileviczPereira.pdf> Acesso em: 20/11/2016. ROUSSEAU, J.J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. In: Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. SILVA, L.F. Eternos Órfãos Da Saúde: Medicina, Política E Construção Da Lepra Em Goiás (1830-1962). Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, 2013. SILVA, L. F; SALOMON, M. J. A lepra em Goiás (1920-1937): as instituições filantrópicas e a pedagogia do isolamento. In: VIII Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão - Conpeex, Goiânia. 2011. Disponível em: < http://www.sbpcnet.org.br/livro/63ra/conpeex/doutorado/trabalhosdoutorado/doutorado-leicy-francisca.pdf> Acesso em: 05/08/2016. SOUZA, M.L. ABC do desenvolvimento urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. TAVARES, G.G; PEXOTO, J.C; LUZ, J.S; CAMPOS, D.M.B; MONTEIRO, R.S. A Lepra Mora no Morro: O “refúgio” de leprosos em Anápolis, Goiás, Brasil (1930 –1970). Fronteiras: Journal of Social, Technologicaland Environmental Science. v.4, n.1, jan. -jul. 2015. Disponível em: Acesso em: 10/08/2016. VASCONCELOS, P.A; CORRÊA, R.L; PINTAUDI, S.M (Orgs). A cidade contemporânea: segregação espacial. São Paulo: contexto. 2013. VASCONCELOS, P.A. A aplicação do conceito de segregação residencial ao contexto brasileiro na longa duração. CIDADES. São Paulo v. 1, n. 2, 2004, p. 259-274. Disponível em: Acesso em: 29/03/2016 VILLAÇA, F. Espaço Intra-urbano no Brasil. São Paulo: Studio Nobel, 2001.
760 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Uma leitura do dossiê da Revista Brasileira de Educação em Geografia (2014): ora compêndios, ora livros escolares, ora livros didáticos Bruno Falararo de Mello;João Pedro Pezzato; Ensino. Livro didático. Revista Brasileira de Educação em Geografia. O presente artigo tem por objetivo a análise de treze artigos publicados, em forma de um dossiê, na Revista Brasileira de Educação em Geografia vol. 4, n. 8, de 2014. Tal edição conta com vários autores de diversas universidades, tanto nacionais como internacionais, e trata de temas relativos à Geografia escolar e livros didáticos. A proposta deste artigo está inserida em um campo de pesquisa recente, contudo amplo, que estuda livros didáticos de Geografia. Na perspectiva da pesquisa documental, de caráter inventariante, todos os artigos foram inicialmente lidos. A leitura culminou com o mapeamento das instituições dos autores por estados, além de uma sistematização por meio de tabelas. Os artigos demonstram haver conexões entre os conteúdos dos livros didáticos e a história do pensamento geográfico. Nos próprios artigos podem ser notadas articulações das análises com a epistemologia da ciência de referência, a Geografia, mas de maneira e intensidade diferente cada qual. A principal convergência é quanto ao conceito de região, que é trabalhada em praticamente todos os livros didáticos. Os organizadores do dossiê tiveram o cuidado de apresentar ao debate acadêmico artigos que abordam matizes e reflexões diversas sobre autores e seus livros didáticos. Os livros didáticos são importantes elementos da cultura escolar. Eles se renovam a cada época em um movimento convergente ao das políticas educacionais. Como tema de pesquisa, o estudo do livro didático não se esgota: ele se renova a cada época. ANGELO, Maria Deusia Lima; ALBUQUERQUE, Maria Adailza Martins de. Autores e livros didáticos regionais de Geografia (1870-1910): elementos históricos e educacionais para uma espacialização do fenômeno. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 88-112, jul./dez. 2014. Disponível em: . Acesso em: 01 de setembro de 2016. AZAMBUJA, Leonardo Dirceu. O livro didático e o ensino de Geografia. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 11-33, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/180>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. CHERVEL, André. Lhistoire des disciplines scolaires. Réflexions sur un domaine de recherche. Histoire de léducation, n. 38, p. 59-119, 1988. Disponível em: . Acesso em: 01 de setembro de 2016. CHOPPIN, Alain. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte. Educação e Pesquisa. São Paulo, v. 30, n.3, p. 549-566, set./dez., 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v30n3/a12v30n3.pdf>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. CLAUDINO, Sérgio. O Brasil é independente? Geografia e ideologia no primeiro manual escolar do liberalismo português. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 113-129, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/242>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. FERRACINI, Rosemberg; HOLLMAN, Verónica. Ora compêndios, ora livros escolares, ora livros didáticos... sempre necessários na Geografia escolar. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 03-10, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/183>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. HOLLMAN, Verónica. Regimes visuais da questão ambiental nos livros didáticos de Geografia na Argentina. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 221-240, jul./dez. 2014. 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Os manuais escolares de Hermantina Riccioppo: resgates da produção de conhecimento geográfico escolar no Triângulo Mineiro, em meados do século XX. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 34-54, jul./dez. 2014. Disponível em: . Acesso em: 01 de setembro de 2016. PRINTES, Rafael Biehl. Presença indígena nos livros didáticos de Geografia. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 195-220, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/247>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. SILVA, Maria Ediney Ferreira. A produção e circulação do saber escolar: o Nordeste enquanto conteúdo escolar nos livros didáticos de Geografia. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 71-87, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/240>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. SILVA, Vivian Batista; GALLEGO, Rita de Cássia; VICENTINI, Paula Perin. Aprendendo a ensinar através dos livros: notas sobre a natureza e a produção dos manuais para professores (Brasil e Portugal – 1870-1970). Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 130-145, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/243>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. THERY, Hervé. Os países tropicais nos livros didáticos de Geografia do ensino secundário francês entre 1925 e 1960. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 160-174, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/245>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. VILELA, Carolina Lima. Livros didáticos e o discurso do conhecimento escolar em Geografia: a abordagem regional como regularidade. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 55-70, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/239>. Acesso em: 01 de setembro de 2016.
761 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Os espaços da exclusão social na cidade de Campos dos Goytacazes – RJ Glaucia de Oliveira Claudio;Leandro Bruno Santos; Desigualdade, exclusão social, Campos dos Goytacazes. Vivemos um momento marcado pela revalorização do território e sua utilização na análise e implementação de políticas públicas, sobretudo políticas sociais. Este texto aborda os processos de exclusão social, pobreza e desigualdade na cidade de Campos dos Goytacazes. Trata-se de uma cidade importante na rede urbana do estado do Rio de Janeiro, constituindo-se num polo regional relevante na oferta de comércio e serviços. Juntamente com outras cidades do Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes também tem sido utilizada como suporte para as atividades de exploração de petróleo na Bacia de Campos. Apesar de sua importância e da dinâmica econômica, a cidade é marcada por uma elevada exclusão social que, no tecido urbano, apresenta uma expressão territorial. Neste texto, pretendemos abordar a desigualdade sob a ótica da exclusão social, buscando contribuir com a produção e a leitura de indicadores sociais territorializados da Cidade de Campos dos Goytacazes – RJ, dando visibilidade às áreas de inclusão e exclusão social, por meio da espacialização dos dados secundários dos dois últimos censos demográficos (2000 e 2010) disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com base nos indicadores, espacializamos os dados e verificamos a concentração de setores marcados pela elevada exclusão ao norte da cidade, tendo como grande divisor o Rio Paraíba do Sul. ATLASBRASIL. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Perfil Campos dos Goytacazes – RJ. Disponível em: . Acesso em: 26 de Junho de 2018. BRENNER, N.; PECK, J.; THEODORE, N. Após a neoliberalização? Cadernos Metrópole. São Paulo, v. 13, n. 26, p. 15-39, 2012. CARVALHO, E. Exclusão social e crescimento das cidades médias brasileiras. Scripta Nova – Revista electrónica de geografía y ciencias sociales. Barcelona: Universidad de Barcelona, v. VII, n. 146, s.p., 2003. GOMES, M. A. S. A produção e a valorização desigual do espaço urbano em Campos dos Goytacazes-RJ: uma análise das ações do Estado e dos promotores/incorporadores imobiliários. Geografares, n. 15, p. 28-41, Jan/Jul. 2015. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2010. Disponível em: Acesso em: 12 de setembro, 2017. IPEA. A Década Inclusiva (2001-2011): Desigualdade, Pobreza e Políticas de Renda. Brasília: Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, 2012. MARTINUCI, O. S. Mapeamento e análise das desigualdades territoriais em cidades de porte médio do interior do Paraná. Maringá: UEM, 2016 (mimeo). MARTINS, J. S. Exclusão social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulus, 1997. ______. A sociedade vista do abismo. Petrópolis: vozes, 2002. MELAZZO, E. S.; GUIMARÃES, R. B. Exclusão social em cidades brasileiras: um desafio para as políticas públicas. Editora Unesp, 2010. PNUD. O que é IDHM. Disponível em: Acesso em: 25 de Junho de 2018. PREFEITURA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES. PERFIL 2018. Disponível em: Aces so em: 14 de Novembro de 2018. SANTOS, M. Por uma outra globalização. Rio de janeiro: Record, 2000. ______. O Espaço do Cidadão. 7ª edição. São Paulo: Edusp, 2007. SCHWARTZMAN, S. As causas da pobreza. Rio de Janeiro: FGV. 2004. SMITH, N. Desenvolvimento desigual: natureza, capital e produção do espaço. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1988. SINGER, P. Globalização e desemprego: diagnóstico e alternativas. São Paulo. Contexto, 1999. SPOSITO, M. E. B. Novos conteúdos das periferias urbanas das cidades médias do estado de São Paulo, Brasil. Investigaciones Geográficas, Cidade do México, n. 54, p. 114-139, 2004. VIEIRA, A. B. Mapeamento da exclusão social em cidades médias: interfaces da Geografia Econômica com a Geografia Política. 194 f. 2009. Tese (Doutorado em Geografia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, UNESP, 2009.
762 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados O território agrário ao longo dos rios no Amazonas Tiago Maiká Schwade; Campesinato. Direito agrário. Questão agrária. Território. Amazonas. Neste trabalho, buscamos contribuir com a compreensão da organização territorial agrária dos terrenos marginais e ilhas fluviais no Estado do Amazonas (Brasil). Para tanto, buscamos responder aos seguintes questionamentos: como foi o processo de disputas territoriais nas margens dos rios amazônicos? Como se configura juridicamente os terrenos marginais e as ilhas fluviais no Amazonas? Quais os mecanismos utilizados na apropriação da terra? Como o meio físico influencia na apropriação do território? Buscamos analisar o território a partir de uma perspectiva materialista de ciências e partimos da compreensão de que o território resulta das relações sociais de produção. O trabalho é um dos resultados do levantamento bibliográfico e documental realizados para a tese de doutoramento “A formação da propriedade capitalista no Amazonas”, apresentada ao programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da USP, em 2019. Possui também uma estreita relação com a vivência amazônica do autor. Destaca ainda aspectos importantes da apropriação do território tanto do ponto de vista histórico e legal, quanto em relação às estratégias de reprodução camponesa em um meio físico em constante transformação. ACUÑA, Padre Cristóbal de. Novo Descobrimento do Rio Amazonas. Montevideo: Oltaveres e Embajada de España en Brasil, 1994. ALFAYA, Felipe Algusto Ventura da Silva. Mapeamento de Áreas Alagáveis da Calha Solimões/Amazonas Utilizando Análise de Imágens Baseada em Objeto com dados MDE-SRTM. 2012. 59 f. Dissertação (Mestrado em Sensoriamento Remoto) – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, São José dos Campos, 2012. Disponível em: http://urlib.net/8JMKD3MGP7W/3BMAAGH. Acesso em: 6 mar. 2018. AMAZONAS. [Constituição (1891)]. Constituição Política do Estado do Amazonas de 1891: outorgada pelo Decreto 86, de 13 de março de 1891, a fim de ser submetido ao congresso Constituinte do Estado. In: Constituições do Estado do Amazonas. v. I, p. 3-27. Manaus: Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas; Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, 2002. AMAZONAS. [Lei estadual de terras (1892)]. Decreto 04, de 16 de março de 1892. Regula a alienação de terras devolutas situadas dentro dos limites do Estado do Amazonas e dá regras para revalidação de sesmarias e outras concessões do Governo e para a legitimação de posses mansas e pacíficas. Manaus: Presidência do Estado do Amazonas: 16 mar. 1892. AMAZONAS. Regulamento, de 21 de maio de 1892. Execução de Lei de Terras a que se refere o Decreto 4, de 19 de março de 1892. Manaus: Presidência do Estado do Amazonas: 21 mai. 1892. AMAZONAS. Decreto Estadual 241, de 16 de abril de 1898. Suspende a concessão de terras públicas nos rios ainda não explorados. Diário Oficial do Estado do Amazonas, Manaus, Ano – V, 16 abr. 1898. AMAZONAS. [Lei estadual de terras (1959)] Lei 89, de 31 de dezembro de 1959. Dispõe sobre a Lei de Terras e dá outras providências. Diário Oficial do Estado do Amazonas: Governo do Estado, Manaus, Ano – LXVI, publicado em nove edições (19.090, 19.091, 19.092, 19.093, 19.094, 19.095, 19.096, 19.097 e 19.098), 12 a 21 jan. 1960. AMAZONAS. [Constituição estadual (1989)]. Constituição Política do Estado do Amazonas de 1989: texto constitucional promulgado em 5 de outubro de 1989, com as alterações determinadas pelas Emendas Constitucionais 1/1990 a 97/2018. – Manaus: Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, 2018. 437 p. AMAZONAS. [Lei estadual de terras (2002)]. Lei 2.754, de 29 de outubro de 2002. Regulamenta o artigo 134 da Constituição do Estado do Amazonas, dispondo sobre a aquisição, destinação, utilização, regularização e alienação dos bens imóveis do estado do Amazonas e dá outras providências. Diário Oficial do Estado do Amazonas: Poder Executivo, Manaus, Ano – CVIII, n 30.002, p. 1-4, 29 out. 2002. BRASIL. Lei de 15 de novembro de 1831. Orça a receita e fixa a despeza para o anno financeiro de 1832-1833. Brasília, DF: Presidência da República, 1831. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei_sn/1824-1899/lei-37687-15-novembro-1831-564851-publicacaooriginal-88758-pl.html. Acesso em: 15 ago. 2018. BRASIL. Lei 66, de 12 de outubro de 1833. Determina o arrendamento em hasta publica das fabricas, terrenos e proprios nacionaes; autoriza o contracto para a illuminação a gaz, e supprime os ordenados do escrivão do Hospital de Santos e do capellão do collegio de S. Paulo, e a despeza com o quartel do Rio Pardo. Brasília, DF: Senado Federal, 1833. 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Brasília, DF: Câmara Federal, 1932. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21235-2-abril-1932-520123-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 20 set. 2018. BRASIL. [Constituição (1934)]. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil de 16 de julho de 1934. Brasília, DF: Presidência da República, 1934. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm. Acesso em: 1 jul. 2018. BRASIL. [Constituição (1937)]. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil: texto constitucional decretado em 10 de novembro de 1937. Brasília, DF: Presidência da República, 1937. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm. Acesso em: 2 jul. 2018. BRASIL. Decreto-Lei nº 9.760, de 5 de setembro de 1946. Dispõe sôbre os bens imóveis da União e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1946b. 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Dispõe sobre a regularização fundiária das ocupações incidentes em terras situadas em áreas da União, no âmbito da Amazônia Legal; altera as Leis nos 8.666, de 21 de junho de 1993, e 6.015, de 31 de dezembro de 1973; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11952.htm#art6%C2%A71. Acesso em: 05 nov. 2018. BRASIL. Decreto nº 9.309, de 15 de março de 2018. Regulamenta a Lei nº 11.952, de 25 de junho de 2009, para dispor sobre a regularização fundiária das áreas rurais, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/Decreto/D9309.htm Acesso em: 20 set. 2018. BROWDER, John O.; GODFREY, Brian. J. Cidades da Floresta: urbanização, desenvolvimento e globalização na Amazônia Brasileira. Manaus: Edua, 2006. CARVALHO, José Alberto Lima de; CUNHA, Sandra Baptista da. 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763 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Espaços e vivências de lazer na cidade: construindo territórios Isabela Veloso Lopes Versiani;Anete Marilia Pereira; Espaço. Território. Lazer. Consumo. Cidadania. O presente artigo, de escopo teórico a partir de pesquisa bibliográfica, tem como objetivo problematizar o lazer no cotidiano urbano a partir da compreensão e da existência de territórios para sua vivência. A categoria território tem ganhado cada vez mais destaque nos estudos que discutem o espaço e as relações de poder que nele evidenciam os agentes de sua produção e condicionam a sua apropriação. Nesse sentido, pensar os espaços de lazer como territórios nos leva a refletir sobre a própria configuração do lazer nas cidades, suas contradições e disputas. Como resultados, foram identificadas duas tendências retratadas a partir de dois espaços emblemáticos nas cidades contemporâneas: a emergência do lazer em territórios do consumo – marcada por relações capitalistas de mercado e pela dimensão econômica, como nos shoppings centers; que tem se sobreposto ao lazer em territórios da cidadania – marcado pela busca de sua efetivação como um direito social e pela dimensão política, como nos espaços públicos de praças e parques. Compreende-se, assim, que as relações entre o lazer e seus espaços urbanos como territórios são permeadas por tensões e interesses divergentes que se refletem em sua apropriação cotidiana, contribuindo para ampliar as possíveis análises entre esses dois campos. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Promulgada em 5 de outubro de 1988. Obra coletiva de autoria da Editora Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2006. BRASIL, Congresso Nacional. Lei n. 10.257 de 10 de julho de 2001(Estatuto da Cidade). 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764 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Avaliação geoquímica da água do córrego Quatro Vinténs no município de Diamantina – MG Bárbara Thaíssa da Silva Barros;Hernando Baggio;Luiz Felipe Amaral Silva;Welberth Pereira Dias;Atila Oliveira Coimbra;Daniel Jose Silva Viana; Análises físico-químicas. Microbiológicas. Qualidade da água. O Córrego Quatro Vinténs localiza-se no nordeste do Estado de Minas Gerais, na bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha, sendo um importante curso d’água do município de Diamantina. Sua nascente encontra-se inserida na borda leste da Serra dos Cristais – Espinhaço Meridional, no bairro Glória, seu médio e baixo curso drenam importantes áreas urbanizadas. Analisou-se parâmetros físico-químicos e microbiológicos, cujos resultados foram avaliados por estatística descritiva e variação sazonal. A metodologia seguiu uma abordagem analítica quantitativa. Foram realizadas duas amostragens de campo, totalizando 12 pontos por período climático. Os parâmetros físico-químicos não conservativos foram determinados in situ: temperatura, potencial hidrogeniônico, oxigênio dissolvido, sólidos dissolvidos totais, condutividade e salinidade. Em laboratório, determinou-se turbidez, cor da água por fotocolorímetro e coliformes totais, termotolerantes e Escherichia coli por análises microbiológicas. Os resultados foram comparados com as legislações ambientais CONAMA N°357/2005 e N°274/2000, além, da Portaria do MS N°518/2005. Os resultados apontam que, alguns dos pontos amostrados estão em desacordo com o preconizado por estas legislações ambientais. Desta forma, os valores e as correlações apresentadas, apontam que o intemperismo, processo de erosão, escoamento superficial e as condições de uso e ocupação desordenada da bacia de drenagem, influenciam diretamente na qualidade ambiental da água superficial. AGUSTIN, C. H. R. R.; FONSECA, B M.; ROCHA, L. C. Mapeamento geomorfológico da Serra do Espinhaço Meridional: primeira aproximação. Geonomos, 19(2), 50-69, 2011. BAGGIO, H.; ARAUJO, A. D.; FREITAS, M.O. Análise dos Parâmetros Físico-químicos Oxigênio Dissolvido, Condutividade Elétrica, Potencial Hidrogeniônico e Temperatura, no Baixo Curso do Rio das Velhas-MG. CAMINHOS DE GEOGRAFIA - v.17, n. 60, p. 105 – 117. Uberlândia: 2016. Disponível em:. Acesso em: 22 out. 2017. ¬¬______.; SOUZA, F. C. R.; TRINDADE, W. M. Morfologia Cárstica do Maciço Quartzítico da Gruta do Salitre, Diamantina– MG. CAMINHOS DE GEOGRAFIA - v. 13, n. 43, 102–113. Uberlândia: 2012. Disponível em:. Acesso em: 20 out. 2017. ¬¬______.; SOUZA, F. C. R.; TRINDADE, W. M. Carste em rochas quartzíticas da Gruta do Salitre, Diamantina – MG. Campina Grande, Ano II. Vol. 1. Nº 03. Set/Out de 2011. ______. Contribuições Naturais e Antropogênicas para a Concentração e distribuição de Metais Pesados em Água Superficial e Sedimento de Corrente na Bacia do Rio do Formoso, Município de Buritizeiro, MG. Tese (Doutorado em Geologia) – Instituto de Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. BORGES, A. C. et al. Microbiologia geral: práticas de laboratório. 2 ed. rev. ampl. Viçosa. Universidade Federal de Viçosa. 2004. CETESB. 2007. Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. Qualidade das Águas. São Paulo: Disponível em:. Acesso em: 24 mai. 2017. CETEC – Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais. Estudo de Metais Pesados no Estado de Minas Gerais. Relatório Final, Belo Horizonte, 1983. CONAMA (CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE). Resolução 274/2000. 29 De Novembro De 2000. Disponível em:. Acesso em: 19 nov. 2017. CONAMA (CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE). RESOLUÇÃO CONAMA 357/05, 18 De Março De 2005. Disponível em:. Acesso em: 19 nov. 2017. Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH-MG N.º 1, de 05 de Maio de 2008. Disponível em:Acesso em 15 jun. 2017. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Geografia do Brasil– Região Sudeste. 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765 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Execução dos limites mínimos constitucionais de financiamento da educação nos municípios da mesorregião Jequitinhonha Éder de Souza Beirão;Marcos Esdras Leite; Limite mínimo constitucional. Função Educação. Mesorregião Jequitinhonha. O presente estudo tem como objetivo verificar a execução do art. 212 da Constituição Federal de 1988 nos municípios da mesorregião Jequitinhonha, no período que compreende os anos de 2000 a 2017. Foi utilizada como metodologia a pesquisa de abordagem quantitativa, classificada quantos aos objetivos em descritiva e quanto aos procedimentos em documental. A variável utilizada para a análise do cumprimento dos limites mínimos constitucionais da função Educação foi o orçamentário em atividades na área realizadas pelos municípios da mesorregião Jequitinhonha. Estes dados foram extraídos da plataforma intitulada Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS), da Fundação João Pinheiro (FJP). A partir dos resultados, foi possível inferir que grande parte dos municípios da mesorregião Jequitinhonha não cumpriu o limite mínimo constitucional da educação no período analisado. Apenas os municípios de Angelândia/MG, Divisópolis/MG, Minas Novas/MG e Ponto dos Volantes/MG não deixaram de cumprir o limite em nenhum dos anos da série histórica. Já o município de Diamantina/MG não conseguiu cumprir o limite mínimo da educação que é de 25%, no período analisado. Em todas as microrregiões, é possível observar uma redução das porcentagens do esforço orçamentário com atividades da educação. ANGÉLICO, João. Contabilidade pública. 8.ed. São Paulo: Atlas, 1994. BEIRÃO, Éder de Souza. Análise de despesas públicas orçamentárias: um estudo no município de Montes Claros/MG. Saarbrucken: Novas Edições Acadêmicas, 2017. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Diário Oficial da União, 1988. Disponível em: Acesso em: 02 de janeiro de 2019. BRASIL. Lei Nº 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Brasília: Diário Oficial da União, 1964. Disponível em: Acesso em: 06 de fevereiro de 2019. BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 1996. Disponível em: Acesso em: 02 de janeiro de 2019. CAMPOS, Amauri Ramos de; et al. O cumprimento dos limites constitucionais mínimos de gastos com educação e saúde. Gestão em Foco, n.6, v.1, p.39-50, 2014. CAON, Ana Rogéria Vitório; MAGALHÃES, Maria Regina Alvares; MOREIRA, Mário César Rocha. Situação da pobreza em Minas Gerais. Revista do Legislativo, n.44, janeiro de 2011/julho de 2012. Disponível em: Acesso em: 29 de dezembro de 2018. COSTA, Frederico Lustosa da; CASTANHAR, José Cezar. Avaliação de programas públicos: desafios conceituais e metodológicos. Revista de Administração Pública, v.37, n.5, 2003. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Índice Mineiro de Responsabilidade Social. Belo Horizonte: FJP, 2018. Disponível em: Acesso em: 02 de janeiro de 2019. GIAMBIAGI, Fábio; ALÉM, Ana Claudia Duarte de. Finanças públicas: teoria e prática no Brasil. 4.ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. Disponível em: Acesso em: 03 de janeiro de 2019. KOHAMA, Heilio. Contabilidade pública: teoria e prática. – 8.ed. – São Paulo: Atlas, 2001. MAUSS, Cézar Volnei. Análise de demonstrações contábeis governamentais: instrumento de suporte à gestão pública. São Paulo: Atlas, 2012. NASCIMENTO, Elaine Cordeiro do. Vale do Jequitinhonha: entre a carência social e a riqueza cultural. Contemporâneos: Revista de Artes e Humanidades, n.4, maio-out. 2009. PISCITELLI, Roberto Bocaccio; TIMBÓ, Maria Zulene Farias; ROSA, Maria Berenice. Contabilidade pública: uma abordagem da Administração Financeira Pública. – 7. ed. rev., ampliada e atualizada até fevereiro de 2002 – São Paulo: Atlas, 2002. SLOMSKI, Valmor. Manual de contabilidade pública: um enfoque na contabilidade municipal, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. – 2.ed. – 5. reimpr. – São Paulo: Atlas, 2008. STIGLITZ, Joseph. Economics of the public sector. Londres, Norton&Company, 1986. TODOS PELA EDUCAÇÃO. Municípios devem gastar no mínimo 25% de seus orçamentos com educação. São Paulo: Todos pela Educação, 2018. Disponível em: Acesso em: 05 de março de 2019.
766 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Repensando a formação docente a partir da troca de saberes entre professores na busca pela Geografia Sensível Juliano da Costa Timmers;Nestor André Kaercher; Geografia Sensível. Formação de professores. Educação Visual. Neste estudo relacionado com o ensino de Geografia na escola básica, o principal objetivo é explorar experiências em sala de aula cujos sentidos sejam definidos como relevantes para a aprendizagem junto ao contexto de vivência de educadores e educandos. Propomos uma reflexão sobre o ensino de Geografia, destacando aspectos centrais para realizar uma aprendizagem mais efetiva junto às dimensões do cotidiano. Inspirado pelas ideias de educação espacial de Kaercher e no estudo que relaciona imagens e Geografia de Oliveira Jr., nós definimos como Geografia Sensível o modo para aprender o espaço a partir da valorização do compartilhamento de nossas percepções. Desenvolvemos duas edições de um curso de formação para os professores com o objetivo de promover essa Geografia Sensível através da troca de saberes docentes entre educadores que trabalham em disciplinas de Geografia nas escolas públicas de São Leopoldo, cidade do sul do Brasil. Como conclusões é possível traçar três linhas principais: primeiro, a Geografia Sensível parece ser eficaz, uma vez que a partir das experiências docentes, se mostraram mais dinâmicas e interessantes as aulas em que se consideraram os entendimentos espaciais e as referências dos estudantes e dos professores como centrais em termos de conteúdos; segundo, o desempenho dos professores é muito exposto a problemas sociais, apesar disso, eles são muito capazes de trocar experiências de aprendizado de Geografia e com isso melhorar suas aulas; finalmente, as ferramentas tecnológicas são muito consideradas como expectativa para melhor refletir no ensino os aspectos de nossos espaços de vivência. BARTHES, Roland. Elementos de semiologia. São Paulo: Cultrix / USP, 1971. CRAIA, Eladio. O virtual: destino da ontologia de Gilles Deleuze. Rev. Filos, Aurora: Curitiba. Vol. 21 n. 18. p 107-123, jan/jun, 2009. Disponível em Acessado em maio de 2019. GOMES, Paulo Cesar da Costa. O lugar do olhar: elementos para uma geografia da visibilidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013. FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? tradução de Rosisca Darcy de Oliveira. Prefácio de Jacques Chonchol 7ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983. ________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: 26° ed. Paz e Terra, 1996. KAERCHER, Nestor André. Práticas geográficas paralerpensaromundo, converentendersarcom o outroeentenderscobrira si mesmo. IN:REGO, Nelson, CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos e KAERCHER, Nestor André. (orgs.) Geografia: Práticas pedagógicas para o ensino médio. Porto Alegre: Artmed, 2007. p.15-33 KAERCHER, Nestor André. TONINI, Ivaine Maria. ARTESANIA, FELICIDADE, EMPATIA: ASSUNTOS NÃO GEOGRÁFICOSPARA O ESTAGIÁRIO DE GEOGRAFIA CONSTRUIR SUA IDENTIDADEDOCENTE. Em: Geographia Meridionalis - Revista Eletrônica do Programa dePós-Graduação em Geografia da Universidade Federal dePelotas. V. 3 n. 2, 2017. p. 251-273. Disponível em Acessado em julho de 2018. LIPOVETSKY, G.; SERROY, J. A tela mundo. In: ___. A tela global: mídias culturais e cinema na era hipermoderna. Porto Alegre: Sulina, 2009. p.255-298. LUKÁCS, G. Prolegômenos: para a ontologia do ser social. Obras de Georg Lukás, Volume 13. Maceió: Coletivo Veredas, 2018. MASSEY, Doreen. For space. London: Sage publications, 2008. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários a educação do futuro. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2000. OLIVEIRA JR. Wenceslao Machado de. Entrevista com o professor Wenceslao M. de Oliveira Junior [entrevista concedida em 2013] Entre-lugar, Dourados, MS, p. 113-122. Ano 4, n.7, 1 semestre 2013. Entrevistador: Claudio Benito O. Ferraz. ________. Grafar o espaço, educar os olhos. Rumo a geografias menores.Pro-Posições, Campinas, v. 20, n. 3 (60), p. 17-28, set./dez. 2009. Disponível em Acessado em maio de 2018. REGO, Nelson. Geografia, educação, linguagem: elementos de uma reconstrução ontológica? Revista da Anpege, v. 5, 2009. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4 ed. São Paulo: Editora da USP, 2012. ________. Por uma outra Globalização: do pensamento único à consciência universal. 26°ed. Rio de Janeiro: Record, 2017. SARTRE, J. P. L’existentialisme est un humanisme. Paris: Nagel 1952. Texto base disponível em: Antologia de texto filosóficos. Curitiba: Secretaria Estadual de Educação do Paraná, 2009. p. 616-639. SOUZA, Jessé. A construção social da subcidadania: para uma sociologia política da modernidade periférica. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1° reimpressão 2006.
767 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Zoneamento edafoclimático da cultura do melão André Luiz Ribas de Oliveira;Vandervilson Alves Carneiro;Sandra Máscimo da Costa e Silva;João Carlos Mohn Nogueira;Renata Gonçalves Lacerda Oliveira; Cucumis melo. Reserva de água. Olerícolas. Índice de Satisfação da Necessidade de Água. A cultura do melão é uma das culturas hortícolas brasileiras, devido ao seu potencial produtivo e papel sócio econômico. Sendo de fácil e tendo necessidade de zoneamento das condições climáticas e assim recomendar para o Estado de Goiás e o Distrito Federal, podendo assim realizar sua semeadura. O presente trabalho utilizou o programa Sarazon para a realização do balanço hídrico da cultura do melão, para as datas de semeadura do 2º, 4º e 6º quinquídios dos meses de agosto, setembro e outubro e relação às reservas de água no solo de 50 mm e 75 mm. Os dados foram espacializados utilizando-se o programa SPRING 4.3. Observou-se que os produtores estão realizando na pratica o que pode ser demonstrado na teoria que o período de 16-20 de outubro é o mais indicado para semeadura em solos de 50 mm de reserva de água e 06-10 de outubro o início da semeadura em solo de 75 mm de reserva de água para o cultivo do melão e ter adequada rentabilidade. ANDRADE JÚNIOR, A. S.; SENTELHAS, P. C.; LIMA, M. G.; AGUIAR, M. J. N.; LEITE, D. A. S. R. Zoneamento agroclimático para as culturas de milho e de soja no estado do Piauí. Revista Brasileira de Agrometeorologia, Santa Maria, 2001. v.9 n.3, p. 544-550 ARAÚJO, J. P. Cultura do melão. Petrolina, PE: EMBRAPA Agropecuária para o Trópico 348 Semiárido, 1980. 40 p. ASSAD, E. D.; SANO, E. E.; MASUTOMO, R.; CASTRO, L. H. R.; SILVA, F. A. M. Veranicos na região dos cerrados brasileiros: frequência e probabilidade de ocorrência. In: ASSAD, E. D. Chuva nos cerrados: análise e espacialização. Brasília: Embrapa – CPAC: Embrapa – SPI, 1994. p. 43-48. BERNARDO, S.; SOARES, A. 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768 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Análise dos Censos Agropecuários brasileiros dos anos de 2006 e 2017 para identificação de características da população agrícola Sayonara Chagas da Silva Arrais;Bernat Viñolas Prat;Rosana Passos Cambraia; Produtor rural. Caracterização do produtor. Censo Agropecuário. A agricultura é um setor da economia que está em constante desenvolvimento e vem contribuindo consideravelmente para o crescimento do PIB brasileiro. Devido a relevância desse segmento faz-se necessário conhecer o perfil dos trabalhadores rurais que estão contribuindo com esses resultados. Dessa forma, a pesquisa foi realizada com o objetivo de identificar as características da população agrícola brasileira, a partir de uma análise comparativa realizada com os dados disponíveis no Censo Agropecuário dos anos de 2006 e 2017. O estudo foi desenvolvido através da seleção de variáveis que apresentaram dados coletados e divulgados nos dois períodos de Censo, são elas: condição legal da terra, pessoa que dirige a propriedade, relação dos agricultores com financiamentos e divisão dos estabelecimentos por região. Como resultado constatou-se que em sua maioria os produtores são proprietários da terra em que trabalham e a maior parte dos estabelecimentos são dirigidos por homens. Os relacionamentos com instituições financeiras acontecem, geralmente, por meio de agências bancárias e tem a finalidade de custear as operações. A região Nordeste é a que abriga a maior quantidade de estabelecimentos rurais, com um número elevado de pequenas propriedades e o oposto acontece na região Centro-Oeste, que possui uma grande extensão de terras agricultáveis distribuída entre poucas propriedades rurais. ASSUNÇÃO, J; CHEIN, F. Condições de crédito no Brasil rural. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 45, n. 2, p. 371-372, 2007. BATISTA, H.R; NEDER, H.D. Efeitos do PRONAF sobre a pobreza rural do Brasil (2001-2009). Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 52, supl. 1, p. 150, 2014. BANCO CENTRAL DO BRASIL. Crédito Rural. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2018. BRASIL. Lei n. 7.827, de 27 de setembro de 1989. Regulamente o art. 159, inciso I, alínea c, da Constituição Federal, institui o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte - FNO, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste - FNE e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste - FCO, e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 27 de setembro de 1989. Disponível em: . Acesso em: 06 fev. 2018. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA. Safra de grãos deve alcançar 300 milhões toneladas em dez anos. DF: Brasília. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2018. BRUMER, A. Gênero e Agricultura: A situação da mulher na agricultura do Rio Grande do Sul. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, p. 205-227, 2004. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/ref/v12n1/21699.pdf >. Acesso em: 01 de maio 2018. BRUMER, A; FREIRE, N.M.S. O trabalho da mulher na pequena produção agrícola. Revista do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ano XI/XI, p. 302-322, 1984. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA – CNA. Agricultor, a mais nobre das profissões. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2018. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍTICA - IBGE. Censo Agropecuário 2006. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Censo Agropecuário 2017. Disponível em: < https://censoagro2017.ibge.gov.br/templates/censo_agro/resultadosagro/index.html>. Acesso em: 15 ago. 2018. MEDEIROS, L.S. “Sem terra”, “Assentados”, “Agricultores Familiares”: considerações sobre os conflitos sociais e as formas de organização dos trabalhadores rurais brasileiros. In: Una nueva ruralidad em America Latina? Colección de CLACSO. Libronauta Argentina S.A. 2005, p. 108-133. NASCIMENTO, V.F. Patriarcado rural: Permanência e alterações da ordem patriarcal no meio rural. IV Encontro Nacional e X Fórum Estado, Capital Trabalho. Universidade Federal de Sergipe (UFS). 2017. PAULILO, M.I.S. O peso do trabalho leve. Ciências Hoje, Rio de Janeiro: SBPC, v. 5, n. 28, p. 64-70, jan-fev. 1987. RONCON, N. A importância do setor agrícola para a economia brasileira. Fundação Educacional do Município de Assis – FEMA/IMESA. Assis, 2011, p. 69. SCHNEIDER, S; MATTEI, L; CAZELLA, A.A. Histórico, caracterização e dinâmica recente do Pronaf. In: ___. (Org.) Políticas públicas e participação social no Brasil rural. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2004, p. 21-50. SILVA, A.B.A.D. Perfil da agricultura familiar do Agreste Paraibano: uma tipificação contextualizada. João Pessoa, 2018. Acesso em: 01 de maio 2019. ZANCHET, A; JUNIOR, S.C.F. Perfil contábil-administrativo dos produtores rurais e a demanda por informações contábeis. Ciências Sociais Aplicadas em Revista, v. 6, n. 11, 2006.
769 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Geração de modelo digital do terreno e extração de parâmetros geomorfométricos a partir de dados coletados por aeronaves remotamente pilotadas Otacílio Lopes de Souza da Paz;Tony Vinicius Moreira Sampaio; Geomorfologia; Geomorfometria; Análise Digital do Relevo; Atributos topográficos. A morfometria do relevo pode ser analisada pela extração de parâmetros geomorfométricos a partir de modelos digitais do terreno (MDT). MDT de alta resolução espacial pode ser obtido por aerolevantamento com aeronave remotamente pilotada (RPA). Objetiva-se gerar MDT a partir de aerolevantamento com RPA e analisar os parâmetros geomorfométricos extraídos. Foi realizado aerolevantamento com uma RPA modelo Phantom 4 Advanced em uma bacia de primeira ordem localizada a 3 km da cidade de Medianeira (oeste do Paraná). Os dados coletados foram processados no Agisoft PhotoScan 1.2.4. A nuvem de pontos gerada passou por filtragens e foi interpolada via krigagem no ArcGIS 10.1, resultando no MDT. Os parâmetros geomorfométricos foram extraídos no ArcGIS 10.1. A área de estudo apresenta em maior parte vertentes planar-retilíneas com declividade de até 5 graus e baixos valores de ITU. No vale do rio de primeira ordem, foram encontradas vertentes convergentes-côncavas marcadas por declividades de 5 a 9 graus, associado a altos valores de ITU. O MDT gerado permitiu a identificação de feições de detalhe observadas em campo. Conclui-se que dados coletados por RPA tem grande potencial para caracterização morfométrica em detalhe do relevo. ARRUDA, G. P. de; DEMATTÊ, J. A. M.; SILVA CHAGAS, C. Mapeamento digital de solos por redes neurais artificiais com base na relação solo-paisagem. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 37, n. 2, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-06832013000200004&script=sci_abstract&tlng=pt>. ARUN, P. V. 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770 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Densidades do território em Anápolis – Goiás: notas sobre o trevo sul da Avenida Brasil Hamilton Matos Cardoso Júnior; Consumo. Habitar. Objetos Técnicos. Sistema Urbano. Anápolis é uma das principais cidades industriais da região Centro-Oeste do Brasil. Estão sediadas em seu Distrito Agroindustrial importantes empresas de diversos segmentos. Este trabalho tem como objetivo analisar a presença da densidade técnica e normativa que permeiam a questão do habitar na cidade média, tendo como objeto de estudo uma área traçada a partir do viaduto da saída sul da cidade de Anápolis, onde se concentra a maior parte das indústrias e outras grandes empresas, como atacadistas e transportadoras. Para isso, utilizou-se como principal metodologia o trabalho de campo. Foi traçado um raio de 4 km a partir do referido viaduto. Dentro dessa área foram identificados os principais aparelhos urbanos responsáveis pelas conexões de Anápolis com outros pontos do território. Posteriormente, foi feito um levantamento bibliográfico a autores para análise da área de estudo, discutindo sobre a densidade técnica e normativa a luz das teorias e do trabalho de campo. Conclui-se com esta pesquisa que em Anápolis, mais especificamente a área analisada, a questão do habitar ocorre em meio à cidade que intensifica a divisão social do trabalho, que se comunica não mais apenas em redes, mas em um sistema urbano. ANTUNES, M.; MELLO, M. de; ARRAIS, T. A. O entorno do Distrito Federal: nota exploratório de um trabalho de campo. Boletim Goiano de Geografia. v. 27, n. 3, p. 145-150, 2007. ARROYO, M. M. Território Nacional e Mercado Externo: uma leitura do Brasil na virada do século XX. 2001. 250 f. 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771 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Vulnerabilidade da paisagem à perda de solos do município de Francisco Sá – MG Maria Tereza Pereira dos Santos;Maria Ivete Soares de Almeida; Vulnerabilidade. Perda de solos. Geotecnologias. Dentre os problemas ambientais que atualmente ocorrem, a vulnerabilidade da paisagem à perda de solos é um dos que merece significativa atenção, devido aos danos irreversíveis causados à paisagem. Assim, este trabalho propõe determinar a vulnerabilidade da paisagem do município de Francisco Sá (MG) para a perda de solos, pautando-se na metodologia proposta por Crepaniet al. (2001). A partir dessa metodologia e com o uso das ferramentas geotecnológicas, foram elaborados mapas de vulnerabilidade para os elementos que compõem a paisagem (geologia, geomorfologia, solos, clima e uso do solo). Após a determinação da fragilidade de cada elemento, criou-se o produto cartográfico final de vulnerabilidade da paisagem, a partir do cruzamento de todas as variáveis. Como resultado, é possível afirmar que a paisagem do município de Francisco Sá apresenta vulnerabilidade de média à alta para a perda de solos o que, para tanto, foram considerados como principais fatores para essa constatação, os tipos de solos ali predominantes e seus respectivos usos. BARBOSA, Y. B.; LORANDI, R. Geoprocessamento aplicado ao estudo da vulnerabilidade à erosão na bacia hidrográfica do Ribeirão do Pântano nos municípios de São Carlos, Analândia e Descalvado (SP). Revista Geografia, Londrina, v. 21, n. 1, p. 103-123, 2012. COSTA, F. H. S. et al. Determinação da vulnerabilidade ambiental na Bacia Potiguar, região de Macau (RN), utilizando sistemas de informações geográficas. Revista Brasileira de Cartografia, nº 58/02, p.119-127, agosto, 2006. COUTINHO, L.M. O conceito de bioma. 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772 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Resenha - O Ensino da Geografia de Orlando Ribeiro Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; CLAUDINO, Sérgio. A influência de Orlando Ribeiro no ensino secundário de Geografia e História. Finisterra, XLIII, 85, 2008, p. 35-44. DAVEAU, Suzanne. Prefácio. In: RIBEIRO, Orlando. O Ensino da Geografia. Porto: Porto Editora, 2012. GARCIA, João Carlos. A transmissão do conhecimento geográfico. In: RIBEIRO, Orlando. O Ensino da Geografia. Porto: Porto Editora, 2012. PIMENTA, José Ramiro. Ciência geográfica em Orlando Ribeiro. In: RIBEIRO, Orlando. O Ensino da Geografia. Porto: Porto Editora, 2012. RIBEIRO, Orlando. Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico: estudo geográfico. Lisboa: Letra Livre, 2011. RIBEIRO, Orlando. O Ensino da Geografia. Porto: Porto Editora, 2012.
773 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Nota Editorial, Edição 2019, v. 17, n. 1 (jan./jun.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial, Edição 2019, v. 17, n. 1 (jan./jun.)
774 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Fronteira e desenvolvimento regional no município de Pedro Afonso – TO Roberto de Souza Santos; Desenvolvimento regional. Fronteira pioneira. Indicadores sociais. Este artigo é resultado de pesquisas do projeto - fronteira e modernização agrícola na região nordeste do Tocantins: uma análise dos impactos sócio-territoriais nas comunidades tradicionais, aprovado em 2014 no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O objetivo é estudar as transformações sócio-territoriais no município de Pedro Afonso, onde já existe fortes sinais de mudanças econômicas em função da expansão e desdobramento da política de modernização agrícola implementada, inicialmente pelo PRODECER III. E abordar o processo de modernização na agricultura da região e mensurar e avaliar o desempenho do desenvolvimento regional e humano através da análise de indicadores sociais. Os indicadores sociais foram coletados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e no Atlas de Desenvolvimento Humano (PUND) de 2000 e de 2013. O conceito de fronteira analisado no texto baseou-se na frente pioneira a partir da concepção do sociólogo José de Souza Martins e do geógrafo Pierre Monbeig. A revisão bibliográfica baseou-se nos conceitos teóricos sobre fronteira como espaço de conflitos sociais e contraditório. Juntamente com a revisão bibliográfica fez-se também uma pesquisa de campo em lócus. Atlas de desenvolvimento humano- PNUD- 2013. Atlas de desenvolvimento humano- PNUD-2000 BOSCARIOL, Renan. Amabile, at alli. A teoria do desenvolvimento desigual e combinado e a geografia. In: Revista Geografia e Pesquisa-Universidade Estadual Paulista. Campus Experimental de Ourinhos. Curso de Geografia, v. 3, n .2, jul./dez, 2009. CASTRO, Iná Elias de. O mito da necessidade– discurso e prática do regionalismo nordestino. Rio de janeiro: Bertrand Brasil S.A., 1992. CHEPTULIN, Alexandre. A dialética materialista: categorias e leis da dialética. São Paulo: Alfa-Ômega, 1982. HARVEY, David. O Novo imperialismo. São Paulo: Ed. Loyola, 2004. MACHADO, Lia Osório. Urbanização e migração na Amazônia Legal: sugestão para uma abordagem geopolítica. In: BECKER, Bertha K.; MIRANDA, Mariana Helena P.; MACHADO, Lia Osório. Fronteira Amazônica: questões sobre a gestão do território. Brasília-DF: Editora da Universidade de Brasília; Editora da Universidade Federal de Rio de Janeiro, 1990. MARTINS, José de Souza. Fronteiras: a degradação do Outro nos confins do humano. São Paulo: Hucitec, 1997 MARTINS, José de Souza. O tempo da fronteira. Retorno à controvérsia sobre o tempo histórico da frente de expansão e da frente pioneira. Tempo Social. Rev. Sociologia. USP, S. Paulo, 8(1): 25-70, maio de 1996. MARTINS. José de Souza. A militarização da questão agrária no Brasil. 2 ed. Petrópolis-RJ: 1985. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política: livro, 20ª ed. Tradução de Reginaldo Sant’Anna, rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Ideologia alemã. Introdução – Jacob Gorender. Tradução – Luiz Claudio de Castro e costa. São Paulo: Martins Fontes, 1998. MONBEIG, Pierre. Pionnies et Panteurs de São Paulo. Paris: Armand Colin, 1952 NOGUEIRA, Carlo Eugênio. Fronteiras e frentes pioneiras: aproximações teóricas. Revista Geonorte, Edição Especial 3, V.7, N.1, 2013. P.1135-1154,. OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. Modo capitalista de produção e agricultura. São Paulo: Ática, 1987. PRATES, Arlene M.M. et alli. Entrevista com o professor Armen Mamigonian. GEOSUL - no 12/13 - Ano VI – 2º semestre de 1991 e 1º semestre de 1992. RODRIGUES, Waldecy; VASCONCELOS, Silvio Jucá; BARBIERO, Alan Kardec. Análise da efetividade socioeconômica do PRODECER III no Município de Pedro Afonso, Tocantins. - Pesq. Agropec. Trop., Goiânia, v. 39, n. 4, p. 301-306, out./dez. 2009. SMITH, Neil. Desenvolvimento Desigual. Rio de Janeiro: Bertrand, 1988. Sites pesquisados http://marxismo21.org/ignacio-rangel/.
775 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Constituição da política do desenvolvimento territorial rural em Goiás: análise do acesso às políticas públicas pelos territórios Isadora de Paula Vieira Alencar;Hamilton Matos Cardoso Júnior;Divina Aparecida Leonel Lunas; Política Pública. Rural. Território. Os Territórios Rurais e da Cidadania são importantes instâncias destinadas ao planejamento territorial e ao processo do desenvolvimento sustentável no campo, representando a descentralização das decisões e incentivo à autogestão das políticas públicas. Foram criados pelo extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A proposta desse trabalho é realizar uma análise dos principais programas de apoio à produção da agricultura familiar no contexto da política do desenvolvimento territorial em Goiás. O estudo é resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade Estadual de Goiás, e foi realizado na etapa de diagnóstico do acesso aos programas e políticas públicas pela agricultura familiar nos Territórios Rurais e da Cidadania em Goiás. A pesquisa classifica-se como básica, de caráter exploratório e descritivo. Foram definidos e utilizados os seguintes passos metodológicos: levantamento bibliográfico; levantamento, tabulação e análise de dados secundários. Conclui-se com este trabalho que há uma disparidade no acesso a alguns programas entre os Territórios, principalmente entre os classificados como rurais. Esse contexto implica na necessidade da manutenção de políticas públicas setoriais focadas no desenvolvimento territorial, bem como do assessoramento aos Territórios para que haja maior eficácia nos resultados. ABRAMOVAY, Ricardo. Representatividade e inovação. Paper apresentado no Seminário Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável. Brasília: CNDRS, 2005. 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776 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Análise da dinâmica hidrogeomorfológica no rio Miranda, Estado de Mato Grosso do Sul por meio de imagens Landsat Sensores TM e OLI Ivo Augusto Lopes Magalhães;Everton de Carvalho;Aguinaldo Silva;Beatriz Lima de Paula; Geomorfologia fluvial. Geoprocessamento. Recursos hídricos. Imagens de satélite. Atualmente no Brasil, os estudos sobre as dinâmicas hidrogeomorfológicas por meio de dados de sensoriamento remoto ainda são escassos. Em rios com extensos percursos e áreas inóspitas faz jus o uso de técnicas de sensoriamento remoto para análise e monitoramento ambiental. Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi analisar as mudanças na geomorfologia fluvial do rio Miranda no estado de Mato Grosso do Sul, MS por meio de séries de imagens multitemporais dos Sensores Tematic Mapper do satélite Landsat – 5 e OLI do Satélite Landsat- 8. A planície de inundação do rio Miranda apresenta aproximadamente 600 m de largura e padrão de canal meandrante com índice de sinuosidade de 2.13. Identificou-se áreas em processo erosivo nas margens côncavas, deposição de sedimentos nas margens convexas e presença de meandros abandonados. O paleocinturão de meandros, abandonos de canais e meandros abandonados foram os fenômenos naturais que ocorreram com maior frequência e mais distinguíveis nas imagens Landsat para o período analisado. ALVARENGA, S. M.; BRASIL, A. E.; DEL’ARCO, D. M. Geomorfologia. In: Brasil (ed.) Ministério de Minas e Energia. Departamento Nacional de Produção Mineral. Projeto Radam Brasil. Folha SF-21-Campo Grande. Rio de Janeiro.1982. ALMEIDA, F. F. M. Geologia do Continente Sul-Americano: Evolução da obra. São Paulo: Beca, 2005. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS - ANA. Sistema Nacional de Recursos Hídricos, (SNRH). 2016. BRASIL. Lei n° 9.433, de 8 de jan. 1997. Política Nacional de Recursos Hídricos, Brasília, DF, Jan 1997. CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. São Paulo. Hucitec. 1977. CROSTA, A. P. Processamento Digital de Imagens de Sensoriamento Remoto. Campinas: IG/UNICAMP, 1993. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA (IBGE). 1989. Geografia do Brasil, vol. 1: Região Centro Oeste. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Diretoria de Geociências, Rio de Janeiro. MAGALHÃES, I. A. L.; XAVIER, A. C.; SANTOS, A. R. Caracterização da dinâmica espectro-temporal-florestal e da cana-de-açúcar no município de Itapemirim, ES. GEOSUL, v. 28, n. 56, p. 183-210, 2013. MENDES, C. A. B.; GREHS, S. A.; PEREIRA, M. C. B.; BARRETO, S. R.; BECKER, M.; LANGE, M. B. R.; DIAS, F. A. Bacia Hidrográfica do rio Miranda: Estado da arte. Campo Grande: UCDB, 2004. MERINO, E. R. Caracterização Geomorfológica do Sistema Deposicional do Rio Miranda (Borda Sul do Pantanal Matogrossense, MS) com Base em Dados Orbitais. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual Paulista- Campus de Rio Claro - SP, 2011. PETTS, G. E.; FOSTER, I. Rivers and Landscape: The Athenaeum Press. New Castle: Great Britain, 1990. POGODIM, A. A.; RESENDE, E. K. Ocupação das matas ciliares pelos empreendimentos do turismo de pesca no rio Miranda, Pantanal, MS, Brasil. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, Corumbá, v. 64, p. 1- 31. 2000. UNITED STATES GEOLOGICAL SURVEY – USGS. Online Repository, 2016. Disponível em: https://earthexplorer.usgs.gov/. Acesso em: 14 de Jul, 2016.
777 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Educação Inclusiva: um estudo sobre a percepção dos professores de uma escola em Espinosa – MG Ertz Ramon Teixeira Campos;Humberto Gabriel Rodrigues;Helen Cristhianne de Oliveira Macedo;Aliny Cristiany Cardoso de Sá;Francisco Malta de Oliveira;Éder de Souza Beirão; Inclusão. Gestão educacional. Interação. Educação Inclusiva. O processo de inclusão do aluno com deficiência em classes comuns da rede regular ainda requer muitas mudanças na gestão educacional por parte do Estado, que funciona como um exemplo da sociedade, dando uma visão geral de como ela é, ressaltando uma importante missão da escola que é a de proporcionar relacionamentos em um ambiente de interação. A prática em sala de aula não atende efetivamente as necessidades dos alunos no processo de inclusão e um dos motivos que contribuem para isso é a falta de adaptação do currículo por parte da escola. Este estudo proporcionou um olhar mais atento no que envolve a realidade da educação inclusiva nas escolas e também trouxe para mais perto a realidade vivenciada nas escolas da rede regular. ÁLVAREZ, Mercedes; TORRADO-FONSECA, Mercedes. El método Delphi. Reire. Revista Dinnovació I Recerca En Educació, [s.l.], v. 9, n. 1, p.87-102, jan. 2016. Publicacions UB. http://dx.doi.org/10.1344/reire2016.9.1916. AQUINO, Julio Groppa. Diferenças e preconceitos na escola: Alternativas teóricas e Praticas. São Paulo. Sumus, 1998. BRASIL. Congresso Nacional. Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília, Centro Gráfico, 1988. BRASIL. Congresso Nacional. Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394). Brasília, Centro Gráfico, 1996. BRASIL. Experiências educacionais inclusivas. Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade. Organizadora: Berenice Weissheimer Roth. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2006. CARTOLANO, Maria Teresa. Formação do educador no curso de pedagogia: A educação especial. IN: Cadernos CEDES, nº 46 – Setembro, 1998. UNICAMP/ Campinas, São Paulo. CUORE, R. E. C. Como promover a inclusão escolar, enfrentando as mudanças propostas pelo paradigma da inclusão. Disponível em: . Acesso em 07 set. 2011. DECLARAÇÃO DE SALAMANCA: Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais, 1994, Salamanca-Espanha. DÍAZ, Féliz, BORDAS, Miguel, GALVÃO, Nelma , MIRANDA Theresinha, organizadores; autores, Elias Souza dos Santos… [et al.]. Educação inclusiva, deficiência e contexto social: questões contemporâneas, - Salvador: EDUFBA,2009. FERREIRA, Maria Elisa C., GUIMARÃES, Marly. Educação Inclusiva. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI; Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5.ed. São Paulo: Atlas, 2003. LOPES, Esther. Adequação curricular: um caminho para a inclusão do aluno com deficiência intelectual. Londrina, 2010. MANTOAN, Maria Tereza Égler. Inclusão Escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2006. MANTOAN, Maria Tereza Égler. Inclusão Escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003. MAZZOTTA, Marcos. Trabalho Docente e Formação de Professores de Educação, especial. São Paulo: EPU,1993. MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Educação. Caderno de textos para formação de professores da rede pública de ensino de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2006. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: contextos sociais. Trad. Windyz Brazao Ferreira. - Porto Alegre: Artmed, 2003. QUADROS, Ronice. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Inclusão: Revista Educação Especial. Brasília, v. 4, n. 1, p. 1-61, jan./jun. 2008 SASSAKI, Romeu Kazuni, Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. 4 ed. Rio de Janeiro: WVA, 1997. SANTOS, Jaciete Barbosa. A dialética da exclusão/inclusão na história da educação de alunos com deficiência. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 11, nº 17, p. 27-44, jan/jun, 2002. SCORTEGAGNA, Paola; OLIVEIRA, Rita. A formação do professor da Educação de Jovens e Adultos: um processo contínuo e reflexivo. Dialogia, São Paulo, v. 7, n. 1, p. 77-84, 2008. UNESCO. Orientações para a inclusão: garantindo o acesso à educação para todos. 2005. Disponível em: http://redeinclusão.web.ua.pt/files/fl_43.pdf. Acesso em 21 de março de 2017.
778 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados O cerrado como o “berço das águas”: potencialidades para a educação geográfica Clara Lúcia Francisca Souza;Rosane Borges de Oliveira;Diego Nascimento Mustafé;Keila Alves Campos Nunes;Eliana Marta Barbosa de Morais; Cerrado. Ensino de Geografia. Conservação. Este artigo tem como objetivo discutir a importância hidrológica do Cerrado e do seu conhecimento no processo de ensino-aprendizagem na Geografia Escolar. Discutir o Cerrado a partir do termo “berço das Águas”, requer a compreensão de que, embora a água seja um recurso natural renovável, sua dinâmica de circulação no ambiente tem sido afetada pela sociedade, comprometendo sua qualidade e disponibilidade. Para alcançar esse objetivo, foram realizadas pesquisas bibliográficas, relativas aos temas Cerrado, ensino de Geografia e impactos ambientais, e análises de dados primários, disponibilizados pela CPRM, ANA, IBGE e EMBRAPA. Com o intuito de apresentar os resultados obtidos, estruturou-se o presente artigo em três tópicos. No primeiro, discute-se as potencialidades hídricas do domínio morfoclimático do Cerrado. Na sequência, aborda-se os recursos hídricos e sua importância para o Cerrado. Por fim, apresentam-se algumas possibilidades para a conservação desse domínio por meio do ensino de Geografia. Diante disso, conclui-se que, o uso correto dos recursos hídricos requer a construção do conhecimento sobre o Cerrado na Educação Básica. E que a análise em torno dessa temática não pode ser encaminhada criando cisões entre problemas ambientais e sociais, pelo contrário, deve primar pela conscientização, no sentido da construção de cidadãos autônomos. BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Águas subterrâneas: um recurso a ser conhecido e protegido. Associação Brasileira de Águas Subterrâneas. Petrobras. Brasília: Agência Crio, 2007. 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779 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Planícies de inundação e áreas inundáveis: análise comparativa dos conceitos mediante aplicação nas bacias hidrográficas do ribeirão Bom Jardim e rio das Pedras, Triângulo Mineiro Fernanda Oliveira Borges;Vanderlei de Oliveira Ferreira; Dinâmica fluvial. Deposição sedimentar. Fisiografia. Geocartografia. As planícies de inundação são áreas que margeiam os cursos d’água, podendo inundar em períodos de cheia. Possuem gradiente topográfico baixo, declividades brandas e solos aluviais. As áreas inundáveis podem também ser imergidas em eventos extremos de precipitação, porém não possuem as mesmas características fisiográficas das planícies de inundação, ou seja, estas podem não possuir uma larga margem horizontal no entorno do canal fluvial, não haver deposição de sedimentos, ser encaixadas, porém podem sofrer com o fenômeno da inundação. Sendo assim, este artigo tem como objetivo fazer uma revisão conceitual de planícies de inundação e áreas inundáveis, comparando os dois conceitos e aplicando-os nas bacias hidrográficas do ribeirão Bom Jardim e rio das Pedras, localizadas no Triângulo Mineiro. A partir da fisiografia das áreas, por meio da revisão conceitual e aplicação de ferramentas geocartográficas, constatou-se que toda a planície de inundação do Ribeirão Bom Jardim coincide com as áreas inundáveis, o que não ocorre com o Rio das Pedras. Tais áreas, indistintamente, devem ser preservadas para evitar danos materiais e humanos no futuro. GIANINNI, P. C. F.; RICCOMINI, C. Sedimentos e processos sedimentares. In: FAIRCHILD, T.; TOLEDO, C. Decifrando a Terra. 2ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, p. 167-190. ROCHA, P. C; COMUNELLO, E. Geomorfologia e áreas inundáveis na planície fluvial do Alto Rio Paraná. In: VIII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, 2009, Viçosa. Anais... Curitiba, 2009, p. 60-75. PRESS, F. et. al. Rios: o transporte para os Oceanos. In: PRESS, F. et. al. Para entender a Terra. 4ª ed. São Paulo: ARTMED, 2006, p. 341-364. NANSON, G. C.; CROKE, J.C. A genetic classification of foodplains. Amsterdam: Elsevier Science Publishers B.V., Geomorphology, v. 4, 1992, p. 459-486. NETTO, A. V. L; FERREIRA, V. O. Situação ambiental das faixas marginais de proteção de corpos hídricos e nascentes da bacia hidrográfica do rio das Pedras, nos municípios de Uberlândia e Tupaciguara/MG. Observatorium, v. 3, p. 02-19, 2012. CHRISTOFOLETTI, Antonio. Geomorfologia. 1ª ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1974, 149 p. CHRISTOFOLETTI, A. Dinâmica do escoamento fluvial. In: CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia Fluvial. São Paulo: Edgard Blucher, 1981, p. 01-18. CHRISTOFOLETTI, A. Formas de relevo originadas em ambientes fluviais. In: CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia Fluvial. São Paulo: Edgard Blucher, 1981, p. 210-310. KNIGHTON, D. Fluvial processes. In: KNIGHTON, D. Fluvial forms and processes: a new perspective. Grã-Bretanha: Arnold, 1998, p. 96-150. SUGUIO, K.; BIGARELLA, J. J. Ambientes Fluviais. 2ª ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 1990, 183p. EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Sistema brasileiro de classificação de solos. 2. ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA-SPI, 2006, 306 p. RAMOS, C. Perigos naturais devido a causas meteorológicas: o caso das cheias e inundações. Porto: e-LP Engineering and Technology Journal, v. 4, 2013, p. 11-16.
780 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Violência homicida: uma análise dos índices de homicídios no núcleo Cidade Nova, Marabá (PA) nos anos de 2014 a 2016 Anne Karolinne Menezes Martins;Marcus Vinicius Mariano de Souza; violência. Criminalidade. Homicídios. Marabá. Cidade Nova. Violência e criminalidade estão se tornando elementos fundamentais para discussão acerca do espaço urbano no Brasil. A cidade de Marabá, assim como as demais cidades brasileiras, carrega em seu arcabouço histórico a materialização da violência em suas diversas faces. Este trabalho tem como objetivo analisar e compreender os elevados índices de homicídios no núcleo Cidade Nova, nos anos de 2014 a 2016. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) o município de Marabá está em 11º no ranking das cidades mais violentas do Brasil, e através de dados oficiais fornecidos pelo Comando de Policiamento Regional II (CPR II) foi possível identificar o crescimento demasiado dos índices de homicídios no núcleo Cidade Nova, visto que a cidade de Marabá é polinucleada contendo cinco núcleos (Marabá Pioneira, Cidade Nova, Nova Marabá, São Félix e Morada Nova), sendo que a Cidade Nova é o local que teve maior crescimento do índice de homicídios. A partir das análises foi possível espacializar a localização das ocorrências, o que mostrou a maior presença de homicídios nos bairros mais periféricos, bem como foi possível delimitar um perfil da violência homicida, correlacionando a espacialização com outras questões, como horário, meio utilizado e perfil das vítimas. ALMEIDA, J. J. A cidade de Marabá sob os impactos dos projetos governamentais. 2008. 273 f. 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781 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Produção do espaço e valorização do solo urbano: um estudo acerca da valorização do solo no Ibituruna, zona Oeste da cidade de Montes Claros/MG Valeria Aparecida Moreira Costa;Iara Soares de França; Produção do Espaço; Valorização do Solo Urbano; Montes Claros; Ibituruna. O espaço urbano é produzido através da ação de diferentes agentes que atuam por interesses diversos e o transforma. O processo de expansão da malha urbana se caracteriza pela ideia da mutabilidade do espaço, pelos diferentes usos do solo que permitem o surgimento das diferentes faces da valorização do solo urbano. Na cidade média de Montes Claros/MG, este processo tem avançado desde o final do século XX, ocasionando a crescente valorização do solo urbano. Partindo desta premissa, este artigo analisa a dinâmica de produção do espaço urbano em Montes Claros - MG, com ênfase na valorização do solo a partir do processo de produção social e econômica no Ibituruna, loteamento situado na zona oeste da cidade. A metodologia do trabalho consistiu em: análise bibliográfica, pesquisa exploratória e registros iconográficos, levantamento de dados econômicos do solo urbano junto à Prefeitura Municipal de Montes Claros, que são os valores para cálculo do Imposto Predial do Território Urbano - IPTU, denominados valor venal (2000 a 2017), assim como a mapoteca digital. Os resultados foram organizados em planilhas e sistematizados para elaboração de mapas no programa ArcGis, além de representação via imagem de satélite Word View (2014), sobreposta pelo shapefile logradouros do Perímetro Urbano de Montes Claros. Diante do exposto, observou-se que o Ibituruna permanece em constante processo de valorização, denota heterogeneidade intra bairro, configurando diferentes dinâmicas, paisagens, produtos e valores do solo urbano num mesmo loteamento. AMORIM FILHO, Osvaldo B. et al. Cidades de porte médio e o programa de ações sócio-educativo-culturais para as populações carentes do meio urbano de Minas Gerais. Boletim de Geografia Teorética. Rio Claro, v. 12, n. 23/24, p.33-46, 1982. ANDRADE, Thompson Almeida; SERRA, Rodrigo Valente. (Org.). Cidades médias brasileiras. Rio de janeiro: IPEA, 2001. BARRETO, Ilson Juliano; MENDES, Cesar Miranda. Uma forma inovadora de se morar: A verticalização no jardim universitário – Maringá-PR. Boletim da Geografia 17: 59-72 (1999). CAMAGNI, Roberto. Economia Urbana. Bracelona-Espanha. Editora S.A. 2004. CARLOS, Ana Fani Alessandri. 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782 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados “O que as paredes pichadas têm pra me dizer? O que os muros sociais têm pra me contar?”: uma análise da paisagem metropolitana do Rio de Janeiro retratada nas músicas do grupo O Rappa no período de 1993 a 2003 Edivan Oliveira Fulgencio; : Geografia cultural. Paisagem urbana. Apropriação do espaço. Representação simbólica. Música. A partir da análise da paisagem como representação simbólica do espaço conforme proposto pela Geografia cultural, combinada à crítica dialética da Geografia Urbana, que enxerga a paisagem urbana como resultante da construção e apropriação capitalista do espaço e produto do embate histórico entre as forças envolvidas neste processo: centro x periferia; capital x trabalho; propriedade x exclusão, o presente trabalho discute a categoria geográfica paisagem, tendo como motivação e ilustração, a representação simbólica da paisagem metropolitana do Rio de Janeiro presente nas letras de canções do grupo carioca O Rappa, compostas no período de 1993 a 2003. ABREU, Maurício de A. Evolução urbana do Rio de Janeiro. 4. ed. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Urbanismo, SMU. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 1997. ARAUJO, Vanessa Jorge de. Planejamento Territorial. Vol. único. Rio de Janeiro: CECIERJ/CEDERJ, 2015. BARTHES, Roland. Elementos de Semiologia. 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CD YUKA, Marcelo. Tribunal de rua in Lado B Lado A. Rio de janeiro, Warner Music, 1999. CD YUKA, Marcelo. Tumulto in Rappa Mundi. Rio de janeiro, Warner Music, 1996. CD YUKA, Marcelo; MEIRELLES, Nelson. Brixton, Bronx ou Baixada in O RAPPA. Rio de janeiro, Warner Music, 1994. CD FALCÃO; XANDÃO. Eu quero ver gol In Rappa Mundi. Rio de janeiro, Warner Music, 1996. CD FALCÃO; XANDÃO. Favela in Lado B Lado A. Rio de janeiro, Warner Music, 1999. CD O RAPPA. Linha Vermelha in O silêncio que precede o esporro. Rio de janeiro, Warner Music, 2003. CD O RAPPA. Rodo cotidiano in O silêncio que precede o esporro. Rio de janeiro, Warner Music, 2003. CD LUÍS, Pedro. Miséria S.A in Rappa Mundi. Rio de janeiro, Warner Music, 1996. CD
783 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Variação temporal do índice de vegetação normalizada como ferramenta de identificação dos açudes na bacia hidrográfica do Ribeirão das Cabras Denivaldo Ferreira de Souza;German Dario Duarte Gonzalez;José Teixeira Filho; Risco de enchentes. Reservatórios. Imagem de satélite. IVDN. Campinas. O avanço da tecnologia por meio do uso de imagens de satélites vem impulsionando os vários tipos de monitoramento da superfície terrestre. Embasado nesse avanço, este artigo tem como objetivo analisar a cobertura vegetal na bacia hidrográfica do Ribeirão das Cabras, localizada no município de Campinas/SP, utilizando técnicas de sensoriamento remoto para a determinação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada - IVDN. O trabalho utilizou imagens dos satélites Landsat 5 TM e Landsat 8 OLI no período da estação chuvosa da região nos anos de 1986, 1992, 1999, 2004, 2011 e 2018. Para cada imagem foi calculado os valores de IVDN e agrupados em seis classes. O resultado das imagens mostrou que as áreas com cobertura vegetal mais intensa sofreram pequenas alterações no período. O destaque principal foi observado na classe que caracterizam os corpos hídricos, demonstrando um aumento da capacidade de reserva por meio de construção de açudes na região. Essas estruturas foram implantadas, em grande parte, a partir de projetos e construções inadequadas. Esses elementos potencializam os eventos de inundações na região por rompimento destas estruturas de barragens. Sendo assim, considerou a classificação das imagens utilizando o IVDN uma ferramenta que propicia um entendimento e análise da dinâmica da cobertura vegetal em diferentes tipos de escala e sazonalidades, determinando condições de aumento do potencial de risco de desastres ao meio. AGÊNGIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH): Sistema HidroWEB. 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784 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados #Vemprarua: jornadas de um espaço em rede Gustavo Souza Santos; Jornadas de Junho. Movimentos Sociais. Espaço. Ciberespaço. Rede. As jornadas de junho se constituíram como um movimento de insurgência disposto sobre o Brasil no período de junho de 2013, com base nas iniciativas do MPL em protesto contra a tarifa do transporte público em São Paulo, mas cujo escopo se ampliou e abarcou uma série de demandas sociais cuja origem é o âmago da sociedade brasileira na extensão e nas particularidades do território nacional. Na dinâmica dos atos, redes de comunicação alternativa e autônoma foram instrumentos de movimentação, informação e coesão das manifestações, por meio de dispositivos e redes sociais. A proposta deste estudo foi refletir as dinâmicas das Jornadas de Junho, considerando a dimensão do ciberespaço como elemento aglutinador de práticas socioespaciais e de insurgência, na busca de uma aproximação entre Geografia e ciberespaço no contexto do exame do caso em questão. CASTELLS, M. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. CORRÊA, R. L. O espaço geográfico: algumas considerações. In: SANTOS, M. (Org.). Novos rumos da Geografia brasileira. São Paulo: Hucitec, 1982. FEIXA, C.; FERNÁNDEZ-PLANELLS, A.; FIGUERAS-MAZ, M. Generación Hashtag. Los movimientos juveniles en la era de la web social. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud, v. 14, n. 1, p. 107-120, 2016. GIBSON, W. Neuromancer. Tradução de Marcia Men. 5. ed. São Paulo: Aleph, 2016. LEMOS, A. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 7. ed. São Paulo: Sulina, 2015. LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 3. Ed. São Paulo: Loyola, 1998. LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000. SANTOS, G. S. et al. Cibercultura, interações sociais e pós-modernidade: realidade versus virtualidade. Espacios, Caracas, v. 36, n. 22, 2015. SANTOS, G. S. #Vemprarua: territorialidades de insurgência e ativismos on-line/off-line nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. 2017. 158f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2017. SANTOS, G. S.; TRINDADE, L. T.; ROCHA, J. S. B. Um novo lócus espaçotemporal. Animus – Revista Interamericana de Comunicação Midiática, Santa Maria, v. 14, n. 28, p. 171-186, 2015. SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002.
785 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Áreas verdes de Araxá (MG): questões socioambientais da Matinha do bairro Boa Vista Luis Guilherme Ferreira Leite; Áreas de Preservação Permanente. Conflitos Socioambientais. Degradação Ambiental. Meio Ambiente. As áreas verdes são essenciais para manutenção da qualidade de vida em espaços urbanos. Contudo, esses locais que auxiliam no equilíbrio ecológico das cidades estão cada vez mais ausentes. Diante do quadro, o presente artigo tem como objetivo analisar os problemas de degradação ambiental da área verde do bairro Boa Vista conhecida como “Matinha” em Araxá - Minas Gerais. O trabalho inclui a percepção da população local em relação à área no contexto geográfico do bairro. Para alcançar o objetivo proposto, os procedimentos metodológicos incluem, revisão bibliográfica sobre a temática, trabalhos de campo no local e uma pesquisa empírica com aplicação de questionários. Os resultados obtidos serão apresentados por meio de análises descritivas, fotografias, mapas, gráficos e tabelas. Após análise, conclui-se que a área verde do bairro Boa Vista não recebe atenção do poder público e soma-se a isso, a degradação da “Matinha” por parte de moradores próximos. Cabe salientar que a transformação da realidade atual só será possível através de uma parceria entre comunidade e governo. A realização de um minucioso trabalho de conscientização ambiental com a população local é essencial para equilibrar o convívio entre sociedade e natureza. AB’SÁBER, A. N. Os Domínios de Natureza no Brasil: Potencialidades Paisagísticas. 7. ed. São Paulo: Atêlie Editorial, 2012. ALENTEJANO, P. R. R.; ROCHA-LEÃO, O. M. Trabalho de campo: uma ferramenta essencial para os Geógrafos ou um instrumento banalizado? Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 84, 2006. ARAXÁ. Plano Diretor Estratégico de Araxá – Lei n. 5.998. Araxá: Câmara Municipal, 2011. BRASIL. Decreto-lei 12.651 de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. In: Diário Oficial da União, Brasília, v. 149, n. 102, p. 1, 28 mai. 2012. Seção 1. CAVALHEIRO, F., DEL PICCHIA, P. C. D. Áreas Verdes: Conceitos, Objetivos e Diretrizes Para o Planejamento. In: Congresso Brasileiro Sobre Arborização Urbana, 1, 1992, Vitória. Anais. Vitória: 1992, 29-38. CAVALHEIRO, F.; NUCCI, J.C; GUZZO, P.; ROCHA, Y.T. Proposição de terminologia para o verde urbano. Boletim Informativo da SBAU (Sociedade Brasileira de Arborização Urbana), ano VII, n. 3 - Jul/ago/set de 1999, Rio de Janeiro, p. 7. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. Estimativas de População 2018. Disponível em: < https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html?=&t=o-que-e > Acesso em: 30/08/2018. KLIASS, R. G. Parques Urbanos de São Paulo. São Paulo: Pini, 1993. LAPOIX, F. Cidades verdes e abertas. In: FERRY, M.G. (Coord.) Enciclopédia de Ecologia. São Paulo: EDUSP, 1979, p.324-36. LIMA, J. E. F. W.; SILVA, E. M. Análise da Situação dos Recursos Hídricos do Cerrado Com Base na Importância Econômica e Socioambiental de Suas Águas. In: IX Simpósio Nacional Cerrado, 2008, Brasília. Anais. Disponível em: Acesso em: 27/01/2014. LOBODA, C. R., ANGELIS, B. L. B. Áreas Verdes Públicas Urbanas: Conceitos, Usos e Funções. Ambiência - Revista do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, Guarapuava, v. 1, n. 1, jan-jun. 2005. MELAZZO, G. C. A cidade, o meio ambiente e os parques urbanos: Um Estudo da Percepção Ambiental no Parque Municipal Vitório Siquierolli. Uberlândia: UFU, 2003. Monografia, Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, 2003. MMA, Ministério do Meio Ambiente. Áreas de Preservação Permanente Urbanas. Disponível em: Acesso em: 30/09/2013. ______. Bioma Cerrado. Disponível em: Acesso em: 30/01/2014. ______. Parques e Áreas Verdes. Disponível em: Acesso em: 30/09/2012. MOURA, A. R., NUCCI, J. C. Cobertura Vegetal Em Áreas Urbanas – O Caso do Bairro de Santa Felicidade – Curitiba – PR. Geografia: Ensino & Pesquisa, Santa Maria, v. 12, p. 1682-1698, 2008. NUCCI, J. C. Qualidade ambiental e adensamento urbano: um estudo de ecologia e planejamento da paisagem aplicado ao distrito de Santa Cecília (MSP). 2ª ed. - Curitiba: O Autor, 2008. OLIVEIRA, M. Perfil Ambiental de uma metrópole brasileira: Curitiba, seus parques e bosques. Revista Paranaense de Desenvolvimento, Curitiba, n. 88, p.37-54, 1996. SANTOS, M. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4. ed. São Paulo: EDUSP, 2006. WWF – Brasil. Berço das Águas. Disponível em: Acesso em: 30/12/1016.
786 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Nota Editorial, Edição 2018, v. 16, n. 2 (jul./dez.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial, Edição 2018, v. 16, n. 2 (jul./dez.)
787 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Geografia das Telecomunicações no Brasil: um esforço de síntese Paulo Fernando Jurado da Silva; Uso corporativo do território. Tecnologias da informação. Telecomunicações. Empresas de telecomunicação. Brasil. A sociedade experimenta no período técnico atual transformações profundas advindas, sobretudo, do uso crescente dos serviços de telecomunicação e das tecnologias de informação que redirecionam, em diversos sentidos, os processos de acumulação, ampliação do capital, mas também das redes de articulação e gestão territorial. Em termos metodológicos e práticos, de um lado, observa-se empiricamente uma crescente incorporação das tecnologias da informação e telecomunicação na produção econômica e dos bens materiais e, de outro, se verifica a intensificação do fenômeno da desigualdade, complementaridade, antagonismo entre espaços dotados de maior densidade técnica e outros com menor carga de infraestrutura material e inovação. Assim, da mediação entre o Estado e o poder privado na utilização do território surgem conflitos, simbioses e apropriações que precisam ser mais bem estudadas na Geografia. Com isso, a análise das empresas privadas de telecomunicação é tomada como fio condutor e objetivo maior para a leitura espacial dos segmentos de televisão por assinatura, telefonia celular e internet, no momento em que o Brasil passa por diversas transformações socioespaciais, com a ampliação da densidade técnica territorial, no período recente. ASCHER, F. Métapolis ou l’avenir des villes. Paris: Odile Jacob, 1995. DICKEN, P.; Malmberg, A. Firms in territories: a relational perspective. Economic Geography, v. 77, n. 4, p. 345 – 363, out. 2001. Disponível em: Acesso em: 9 ago. 2013. LOURAL, C. A.; LEAL, R. L. V. Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil. Textos para discussão. Brasília: CEPAL/IPEA, 2010. Disponível em: < http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_1545. pdf>. Acesso em: 13 dez. 2013. MATTOS, C. A. Nuevas estrategias empresariales y mutaciones territoriales en los procesos de reestructuración en América Latina. Revista Paraguaya de Sociología, Ano 29, n. 84, p. 145-170, 1992. MELO, P. L. R.; MUSSENGUE, M. M. A. As atuações mexicana e espanhola no segmento de telecomunicações na América Latina. Internext – Revista Eletrônica de Negócios Internacionais da ESPM, São Paulo, v. 6, n. 2, p. 66-89, jul./dez. 2011. Disponível em: < http://internext.espm.br/index.php/internext/article/view/124> Acesso em: 10 out. 2013. MIRANDA, P.; KUME, H.; PIANI, G. Liberalização do comércio de serviços: o caso do setor de telecomunicações no Brasil (texto para discussão 1599). Rio de Janeiro: IPEA, 2011. Disponível em: . Acesso em: 18 jan. 2014. MURILLO, M. V. Political competition, partisanship and policy making in Latin American public utilities. Nova York: Cambridge University Press, 2009. NALLAR, D. M. El estado regulador y el nuevo mercado del servicio público. Análisis jurídico sobre la privatización, la regulación y los entes regulatorios. Buenos Aires: Depalma, 1999. ONU. Minuto da telefonia móvel no Brasil é um dos mais caros entre países em desenvolvimento, revela ONU. 2011. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2014. PENNA, N. A. A questão urbana ambiental: política urbana e gestão da cidade. In: X ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte, 2003. ROZAS BALBONTÍN, P. Privatización, reestructuración industrial y prácticas regulatorias en el sector telecomunicaciones. Santiago: Cepal/Naciones Unidas, 2005. SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. 4. reimp. São Paulo: Edusp, 2008. SANTOS, M.; RIBEIRO, A. C. T. O conceito de região concentrada. Universidade Federal do Rio de Janeiro, IPPUR e Departamento de Geografia, mimeo, 1979. SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. SAUAIA, A. C. A.; KALLÁS, D. O dilema cooperação-competição em mercados concorrenciais: o conflito do oligopólio tratado em um jogo de empresas. Revista de Administração Contemporânea, v. 11, n. especial, p. 77-101. Disponível em: . Acesso em: 16 dez. 2013. SILVEIRA, M. L. Por uma teoria do espaço latino-americano. In: LEMOS, A. I. G.; SILVEIRA, M. L.; ARROYO, M. M. (Orgs.). Questões territoriais na América Latina. Buenos Aires: Clacso, São Paulo: Universidade de São Paulo, 2006. p. 85-100.
788 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Emprego do Sensoriamento Remoto e Sistema de Informação Geográfica na avaliação da fragilidade ambiental da bacia hidrográfica do Ribeirão São Pedro, Santa Rita do Pardo/MS Angélica Estigarribia São Miguel;Rafael Brugnolli Medeiros;Weslen Manari Gomes; Fragilidade ambiental. Sensoriamento Remoto. Uso da terra e cobertura vegetal. A fragilidade ambiental diz respeito à fragilidade do ambiente em função de qualquer tipo de dano causado pela dinâmica ambiental, seja de forma natural e/ou antrópica, sendo relacionada com a erosão do solo e assoreamento dos rios. O objetivo desta pesquisa foi realizar uma análise da fragilidade ambiental da bacia hidrográfica do ribeirão São Pedro, no município de Santa Rita do Pardo/MS, analisando suas características físicas e o uso da terra e cobertura vegetal. Para tanto, a metodologia consiste em duas etapas: a primeira delas na avaliação das precipitações buscando algumas estações meteorológicas no entorno da bacia hidrográfica, trabalhando em ambiente SIG ArcGis 10. A segunda diz respeito ao manuseio das informações sobre áreas prioritárias e solos, buscou-se dados do SISLA/IMASUL, a declividade, trabalhou-se com o modelo digital de terreno SRTM e para o uso da terra e cobertura vegetal a utilização das imagens de satélite Landsat 8. Com isso, a interpolação dessas informações foi embasada na proposta metodológica de Ross (1994) para a fragilidade ambiental. As classes de fragilidade obtidas são a categoria baixa que se mostrou dominante na bacia, sendo presentes em matas nativas e pastagens, a categoria média e alta, que juntas apresentaram 39,56% da área total da bacia foram encontradas em locais com alto declive, concluindo assim que a bacia hidrográfica necessita da análise de suas características, onde qualquer mudança em um de seus elementos pode alterar a fragilidade do local, prejudicando assim, seus recursos naturais. BARRELLA, W. As relações entre as matas ciliares os rios e os peixes. In: RODRIGUES, R. R.; LEITÃO FILHO; H. F. (Ed.) Matas ciliares: conservação e recuperação. 2.ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001. 320p. BOTELHO, R. G. M. & SILVA, A S. Bacias Hidrográficas e Qualidade Ambiental. IN: Reflexões sobre a Geografia Física no Brasil. Antônio Carlos Vitte & Antônio José Teixeira Guerra (Org.). Rio de Janeiro, Bertrand, 2004. BRASIL. 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789 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados A importância da Agricultura Urbana: um estudo sobre o programa Eco Hortas Comunitárias no município de Campos dos Goytacazes – RJ Ana Carolina Nascimento de Oliveira;Erika Vanessa Moreira Santos; Agricultura Urbana. Eco Hortas Comunitárias. Campos dos Goytacazes. A prática da Agricultura Urbana tem se otimizado e ganhado visibilidade nos últimos anos, tanto no campo das políticas públicas, quanto nos debates acadêmicos, principalmente quando se trata do acesso a uma alimentação saudável. Entretanto, esta atividade não se restringe apenas ao cultivo e produção de alimentos, pois possui uma gama de modalidades com funcionalidades distintas. Esta pesquisa tem por objetivo expor a importância da agricultura produzida no tecido urbano, além de fomentar o debate acadêmico sobre a atividade laboral, entender de que forma este fenômeno está instituído no município de Campos dos Goytacazes-RJ, sobretudo a partir das hortas vinculadas ao programa Eco Hortas Comunitárias, criado em 1990 por lei municipal. A metodologia adotada para a consecução do trabalho é qualitativa descritiva, com o levantamento bibliográfico, sistematização de dados secundários (IBGE e Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes), levantamento de dados primários (agricultores urbanos, supervisores, técnicos) e análise dos dados e informações levantadas. Dessa forma, buscamos entender todo o processo de estruturação e a dinâmica socioeconômica desta atividade no município. Sendo um elemento de ocupação do solo que produz alimentos de qualidade, expansão de áreas verdes e criação de novos postos de emprego. ABREU, Marcos José de. COEP Rede Nacional de Mobilização Social. 2013. Disponível em: http://www.coepbrasil.org.br/portal/Publico/apresentarConteudo.aspx?CODIGO=C20139911185473&TIPO_ID=1>. Acessado em: 17. Jan. 2017. ALENTEJANO, Paulo Raposo R. A evolução do espaço agrário fluminense. Geographia. Ano 7, n. 13, p. 49-70, 2005. ALTIERI, M. Agroecologia: A dinâmica Produtiva da Agricultura Sustentável – Ed. UFRGS. 2004. Disponível em: https://www.socla.co/wp-content/uploads/2014/Agroecologia-Altieri-Portugues.pdf>. Acessado em: 7 dez. 2016. AQUINO, Adriana Maria de; ASSIS, Renato Linhares de. Agricultura Orgânica em áreas Urbanas e Periurbanas com base na Agroecologia. Ambiente e Sociedade. Campinas, 2007. ATTIANI, Caterina. A Agricultura Urbana. XII SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOGRAFIA URBANA. Anais...Belo Horizonte, 2011. BERNARDES, Julia Adão. “Reescrevendo a história do Norte Fluminense sucroalcooleiro no contexto da ultima modernidade”, In. BERNARDES, Julia Adão; SILVA, Catia Antônia (Org.), Modernização e território. Entre o passado e o presente no Norte Fluminense, Rio de Janeiro, Lamparina/Capes, 2014. FAO - FOOD AND AGRICULTURE ORGANISATION OF THE UNITED NATIONS. 1996. Disponível em: http://www.fao.org/urban-agriculture/es/>. Acessado em: 1 set. 2016. IBGE – INDÍCE BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/>. Acessado em: 22 nov. 2016. MENDES, Francisco Coelho. Políticas e Inovações para a Agricultura Urbana: estudos no caso de Nova Iguaçu (Rio de Janeiro – Brasil) Rio Cuarto (Córdoba –Argentina) e Servilha (Andalucía – Espanha). Tese. (Doutorado em Ciência Tecnologia e Inovação Agropecuária, Área de Concentração em Políticas Públicas Comparadas)- UFRRJ. Rio de Janeiro. 2012. MOUGEOT, Luc J. A. Cultivando Cidades, Cultivando Comida. International Development Research Centre (IDRC), Cities Feeding People Programme, Ottawa, Canadá, 2000. Disponível em: http://agriculturaurbana.org.br/RAU/AU01/AU1conceito.html>. Acessado em 27 out. 2016. SOUZA, Marcelo Lopes de Souza. ABC do Desenvolvimento Urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. SAQUET, Adriano Arriel. Reflexões sobre a Agroecologia no Brasil. Desenvolvimento territorial e agroecologia. Expressão Popular, São Paulo, 2008. SMA - SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA. jun.2016. SMA - SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA. Disponível em: http://www.agricultura.campos.rj.gov.br/programas/eco-hortas-comunitárias>. Acessado em 10 out. 2016.
790 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Educação alimentar e suplementação de micronutrientes: uma análise do Programa Saúde na Escola e do Programa NUTRISUS sobre o combate às anemias carenciais Carlos Eduardo Prates Fonseca;Wanessa Moura Silva;Aparecida Maria Morais Gourevitch; Antropologia. Deficiências Nutricionais. Saúde na Escola. Anemia Ferropriva. O ambiente escolar se constitui em um espaço propício para o desenvolvimento de atividades de prevenção e promoção da saúde, e pelo prisma do agrupamento social, podem ser francamente desenvolvidas ações de incentivo à alimentação saudável, conhecimento de paradigmas antropológicos e ainda há a possibilidade de suplementação de micronutrientes para prevenir desordens fisiológicas, provocadas por carências nutricionais. No presente estudo objetivou-se compreender a percepção das Enfermeiras das Equipes de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Escola, acerca da importância da suplementação de micronutrientes na dieta dos Centros Municipais de Educação Infantil que participam do Programa NutriSUS, como forma de prevenir e combater as anemias carenciais, dentre elas a anemia ferropriva, no Município de Montes Claros, Minas Gerais. Para tal empreitada, usou-se de pesquisa descritiva, exploratória, com abordagem qualitativa e da técnica de Grupo Focal, uma vez que a mesma, por meio de sessões grupais facilita a expressão de características requeridas no objeto de estudo. Os dados obtidos foram observados a partir da Análise de Conteúdo. Evidenciam-se fragilidades nos processos de planejamento e execução do Programa, que podem ter interferido diretamente no desfecho do mesmo na prevenção das anemias. Ouviram-se relatos de dificuldades no processo de capacitação de profissionais da educação para implementação do NutriSUS e da pouca aceitação da suplementação pela criança, por questões inerentes ao hábitos alimentares e padrões socioeconômico-culturais presentes. ALVES, P. C.; RABELO, M. C. Repensando os estudos sobre representações e práticas em saúde/doença. Rio de Janeiro: Fiocruz/Relume Dumará, 1998; AQUINO, Júnia Karla; PEREIRA, Patrícia; REIS, Viviane Margareth Chaves Pereira. Hábito e consumo alimentar de estudantes do curso de nutrição das Faculdades de Montes Claros – Minas Gerais. Revista Multitexto, v. 3, n. 01, 2015. BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal. Edições 70, LTDA, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Oficina de trabalho Carências Nutricionais: desafio para Saúde Pública. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. 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791 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados A dinâmica agroindustrial na microrregião de Anápolis Idelmar da Silva Ribeiro;Janes Socorro da Luz;Divina Aparecida Leonel Lunas; Agroindústria. Distrito Agroindustrial. Agronegócio. O agronegócio é sabidamente a principal atividade econômica do estado de Goiás, assim, a industrialização, baseada nesse segmento, configurou-se como a primeira opção do Estado como forma de desenvolvimento e diminuição da dependência econômica em commodities. Nessa perspectiva, o presente estudo tem por objetivo analisar a dinâmica agroindustrial na microrregião de Anápolis, composta por 20 municípios, que em sua maioria possuem economia fortemente vinculada à agropecuária. Para tanto, foram estudados dados econômicos e demográficos disponibilizados por órgãos públicos. Sendo que, verifica-se a importância do agronegócio para a região, e a necessidade de se desenvolver a atividade agroindustrial, principalmente relacionada à pequena propriedade rural, como forma de incentivar o desenvolvimento dos municípios, e a fixação da população em seus municípios de origem. ABAGRP, Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto. Agronegócio – Conceito. Disponível em: http://www.abagrp.org.br/agronegocio Conceito.php. CASTRO, Ana Célia; Fonseca, Maria da Graça D. A dinâmica agroindustrial do centro-oeste. Brasília: IPEA, 1995. CASTRO, Mario Cesar Gomes de. Industrialização em Goiás: política industrial e desenvolvimento, 1970 a 2010. Tese (doutorado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Economia, Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento, 2014. Disponível em: http://www.ie.ufrj.br/images/pos-graducao/pped/ dissertacoes_e_teses/MARIO_CESAR_GOMES_DE_CASTRO. pdf. DELGADO, Guilherme. Capital financeiro e agricultura no Brasil. São Paulo, ICONE. Unicamp, 1985. 240 p. FGV-EESP, Fundação Getúlio Vargas, Escola de Economia de SãoPaulo –– Centro de Estudos do Agronegócios. Agronegócio representa 28% do PIB goiano (29/04/2014). Disponível em: http://gvagro.fgv.br/en/node/408. GRAZIANO DA SILVA, José. A nova dinâmica da agricultura brasileira. 2ª Ed. ver, Campinas, SP: UNICAMP. IE, 1998. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. @Cidades. Disponível em: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/home.php. Vários Acessos. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2010. Disponível em:http://censo2010.ibge.gov.br/. IMB, Instituto Mauro borges. Concentração do PIB nas microrregiões de Goiás entre 2002 e 2011. Estudos do IMB. Outubro – 2014. Disponível em: www.imb.go. gov.br/estudos.asp. IMB, Instituto Mauro borges. PIB - Produto Interno Bruto do Estado de Goiás, 2010-2014. Goiânia, IMB, novembro de 2016. Disponível em: . Acesso em: 20/07/2017. LUZ, Janes Socorro da. A (re) produção do espaço de Anápolis (go): A trajetória de uma cidade média entre duas metrópoles, 1970-2009. 2009. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia: 2013. Disponível em http://www.bdtd.ufu.br/ tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2811. PARANAÍBA, Adriano de Carvalho. Agroindustrialização e incentivos fiscais estaduais em Goiás. 2012. Dissertação (Mestrado em Agronegócio). Programa de Pós-graduação em Agronegócio da Universidade Federal de Goiás (PPAGRO). Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tde/419. RAIS, Registro Anual de Informações Sociais. Bases Estatísticas RAIS e CAGED. Disponível em: http://bi.mte.gov.br/bgcaged/inicial.php. SHIKI, Shigeo. Sistema agroalimentar nos cerrados brasileiros: caminhando para o caos. In: Shiki, S.; Silva, J.G. da; Ortega, A, C. Agricultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade do cerrado Brasileiro. Uberlândia: UFU, 1997. P. 135-165. SILVA, Júlia Bueno de Morais. O interior e sua importância no projeto centralizador do Brasil: Anápolis anos 20-30. Dissertação de Mestrado (Mestrado em História) – Universidade Federal de Goiás – UFG, 1997. Disponível em: https://pos.historia.ufg.br/up /113/o/SILVA__J_lia_Bueno_de_Morais._1997.pdf.
792 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados O método regressivo-progressivo como possibilidade para os estudos das cidades médias Samarane Fonseca de Souza Barros; Henri Lefebvre. Método regressivo-progressivo. Cidades médias. Na atual realidade urbana brasileira, muito se tem discutido sobre o papel das cidades médias nas regiões e redes urbanas as quais estão alocadas. Ao considerar as cidades médias para além de seu porte demográfico, nota-se uma multiplicidade em suas funções e temporalidades distintas que coexistem, bem como uma série de pares analíticos e dialéticos inerentes ao seu cotidiano. Para isto, propõe com o presente trabalho a análise do método regressivo-progressivo do filósofo Henri Lefebvre como possibilidade para o estudo das cidades médias. Apesar do método ter sido lançado, à priori, como investigação da sociologia rural, outras camadas das ciências sociais vêm se apropriando dele, inclusive a Geografia Urbana. AMORIM FILHO, O. B. Cidades Médias e organização do espaço no Brasil. Revista de Geografa e Ensino, Belo Horizonte, v.2, n.1, jun. 1984, pp. 5-34. BRANDÃO, C. Território e desenvolvimento: as múltiplas escalas entre o local e o global. Campinas: Editora da Unicamp, 2007. _______________. O necessário diálogo entre a economia política do desenvolvimento e a geografia crítica em momento de crise estrutural do capitalismo. In: XIV Encontro Nacional de Economia Política, 2009, São Paulo. Anais do XIV Encontro Nacional de Economia Política, 2009. v. 1. p. 1-23. BRENNER, N. Between fixity and motion: accumulation, territorial organization and the historical geography of spatial scales. Envlroment and Planning D: Society and Space, 1998, v. 16, PP. 459-481. CATELAN, M. J. Heterarquia Urbana: interações espaciais interescalares e cidades médias. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2013. CORREA, R. L. Construindo o Conceito de Cidade Média. In: SPOSITO, Maria Encarnação B. (org). Cidades Médias: Espaço em transição. São Paulo: Expressão Popular, 2007. pp. 23-34. DINIZ, C. C. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração nem contínua polarização. Nova Economia, 3 (1), pp. 35-64, 1993. DUARTE, C. F. A dialética entre permanência e ruptura nos processos de transformação do espaço. In: MACHADO, D. B. P.(Org). Sobre urbanismo. 1 ed. Rio de Janeiro: Viana & Mosley / Ed. PROURB, 2006. GOTTDIENER, M. A produção social do espaço urbano. São Paulo: Edusp, 1993. LEFEBVRE, H. La revolucion urbana. Madri: Alianza Editorial, 1972. _____________. De lo rural a lo urbano. Barcelona: Península, 1978. _____________. Le sens de la marche – Critique de la vie quotidienne III: De la modernité au modernisme (Pour une métaphilosophie du quotidien). Paris: L’Arche Éditeur Paris, 1981. MARTINS, J. S. (Org.) Henri Lefèbvre e o retorno à dialética. São Paulo: Hucitec, 1996. _____________. A sociabilidade do homem simples: cotidiano e história na modernidade anômala. São Paulo: Hucitec, 2000. ORTIGOZA, S. A. G. O tempo e o espaço da alimentação no centro da metrópole paulista. Tese (Doutorado) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Rio Claro, 2001. ________________. As possibilidades de aplicação do método de análise regressivo-progressivo de Henri Lefebvre na Geografia Urbana. In: GODOY, P. R. T. (Org). História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 289 p. SANTOS, M.; SILVEIRA, M.L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2008. SOARES, B. R. Repensando as cidades médias brasileiras no contexto da globalização. Revista Formação, Presidente Prudente, v. 1, n. 6, p. 55-63, 1999. SPOSITO, M .E .B. As cidades médias e os contextos econômicos contemporâneos. In: SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (org.). Urbanização e cidades: perspectivas geográficas. Presidente Prudente: UNESP/GAsPERR, 2001. _________. O chão em pedaços: urbanização, economia e cidades do estado de São Paulo. Tese (livre docência em geografia) - FCT/UNESP. Presidente Prudente: 2004. _________. Cidades médias: reestruturação das cidades e reestruturação urbana. In: SPOSITO, M. E .B. (Org) Cidades Médias: espaços em transição. São Paulo: Expressão Popular, 2007, pp. 233-253. _________. A produção do espaço urbano: escalas, diferenças e desigualdades socioespaciais. In: CARLOS, Ana F. A.; SOUZA,Marcelo J. L. de; SPOSITO, Maria Encarnação B. (Org.). A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011. _________. Para pensar as pequenas e as médias cidades brasileiras. Belém: FASE e UFPA, 2009. SPOSITO, M. E. B; et al. O estudo das cidades médias brasileiras: uma proposta metodológica. In: Maria Encarnação Beltrão Sposito. (Org.). Cidades médias: espaços em transição. 1ed.São Paulo: Expressão Popular, 2007.
793 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Cidade histórica turística, globalização e identidades: conflitos e rearranjos na Cidade de Goiás (GO) observados na alimentação Caio César Alencar de Sena; Identidade. Território. Alimentação e Turismo. Região Turística do Ouro. Cristais. Este artigo discute a problemática da construção de identidades no território inserido nas redes globais. Considera-se enquanto recorte espacial a cidade de Goiás, dentro da Região Turística do Ouro em Goiás. O objetivo central é verificar de que forma traços da alimentação podem compor a identidade dos territórios e dos sujeitos. Busca-se ainda compreender os conflitos entre o tradicional e o moderno em um território tombado como patrimônio, que ao longo dos últimos anos passaram a ser atravessadas por símbolos e referências culturais forçadas pela intensificação da globalização. A metodologia desta pesquisa contou com revisão bibliográfica sobre a temática, dois trabalhos de campo, entrevistas semiestruturadas com moradores e turistas na Cidade de Goiás, espacialização de dados em mapas e registros fotográficos dos territórios analisados. Os resultados apontam que as construções identitárias são sempre plurais e construídas historicamente. Muitas vezes, as identidades sofrem reducionismos ou generalização em nome de uma possível representatividade de um território, um povo ou uma nação. Notou-se ainda que mesmo quando pouco percebidas no plano político e cultural, as identidades são utilizadas estrategicamente para controlar os territórios e construir estereótipos acerca das pessoas, dos lugares e das coisas. ALMEIDA, M. G. de. Geografia Cultural: Contemporaneidade e uma flashback na sua ascensão no Brasil. In: MENDOÇA, F. A. et. al. (Org.) Espaço e Tempo: complexidade e desafios do pensar e do fazer geográfico. 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794 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Análise espacial das unidades de paisagem da reserva extrativista Marinha Mocapajuba, Zona Costeira do Nordeste Paraense Jones Remo Barbosa Vale;Tabilla Verena da Silva Leite;Elton Luis Silva da Silva;Jefferson Ferreira dos Santos; Unidades de Conservação. Unidades de Paisagem. Zona Costeira. A Reserva Extrativista Marinha Mocapajuba localiza-se no município de São Caetano de Odivelas, zona costeira do nordeste paraense. É uma unidade que se enquadra na categoria de uso sustentável, constitui-se em um espaço territorial destinado à exploração autossustentável e a conservação dos recursos naturais renováveis. O trabalho tem por objetivo fazer uma análise espacial das unidades de paisagem da Resex Marinha Mocapajuba para fornecer subsídios para o planejamento ambiental e ordenamento territorial da unidade. Com base nos pressupostos teórico-metodológico geossistêmico e utilizando dados em formatos vetoriais e matriciais que foram processados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica, fez-se o cruzamento das informações e obteve-se 7 unidades de paisagem, são elas: Geossistema da Planície Costeira com Campos; Geossistema da Planície Costeira com Manguezal; Geossistema da Planície Costeira com Ocupação Humana; Geossistema da Planície Costeira com Restinga; Geossistema dos Tabuleiros com Campos; Geossistema dos Tabuleiros com Capoeira e Solo Exposto; Geossistema dos Tabuleiros com Vegetação Secundária. Assim, a delimitação das unidades de paisagem mostrou-se um importante instrumento para subsidiar a elaboração de um plano de manejo que é um dos principais instrumentos de gestão e a unidade de estudo ainda não possui o seu. AMORIM, R. R.; OLIVEIRA, R. C. As unidades de paisagem como uma categoria de análise geográfica: o exemplo do município de São Vicente-SP. 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795 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Geografia dos assentamentos rurais e a reforma agrária no município de Francisco Sá - Norte de Minas Ana Cláudia Soares da Silva;Ana Ivania Alves Fonseca;Cássio Alexandre da Silva; Território. Reforma agrária. Assentamentos Rurais. A Geografia é a ciência que busca a compreensão dos fenômenos socioespaciais. Os elementos condicionantes do espaço são as relações sociedade/natureza que produzem arranjos materiais e imateriais. As discussões sobre assentamentos rurais e movimentos de luta pela terra constituem uma diversidade de interpretações, nessa trajetória, apresenta-se a busca por novos paradigmas, novas linguagens e novas propostas ao modelo tradicional da reforma agrária. Os assentamentos rurais na região Norte Mineira são espaços de agricultura familiar e territórios produtivos. As particularidades de cada assentamento se traduzem em áreas mais desenvolvidas, e outras menos desenvolvidas, essa análise reflete na diversidade regional, que sejam nos aspectos socioeconômicos e físicos geográficos. Nessa discussão, o presente estudo procura analisar a reforma agrária e a formação dos assentamentos rurais no munícipio de Francisco Sá-MG. O procedimento metodológico baseou-se em estudos bibliográficos para fundamentação da parte teórica, pesquisa direta através de trabalho de campo e entrevista. Portanto, os assentamentos rurais no município de Francisco Sá constituem-se em territórios, compostos por diferentes modalidades de acesso à terra e reprodução social diversa. ALVES, Flamarion Dutra. As dinâmicas territoriais dos assentamentos rurais e o papel do geógrafo. In: III Simpósio sobre Reforma Agrária e Assentamentos Rurais, 2008, Araraquara - SP. O lugar dos assentamentos rurais: atores, territórios, rede de cooperação e conflito. 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796 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Política de isenção fiscal e dinâmica econômica no Estado do Rio de Janeiro nos anos 2010 Daniel Ribeiro Barcelos;Leandro Bruno Santos; Estado do Rio de Janeiro. Lei Rosinha. Guerra Fiscal. Isenção Fiscal. Neste artigo, propomos analisar os impactos territoriais das sucessivas políticas de isenções fiscais na dinâmica econômica do Estado do Rio de Janeiro (ERJ). O referido estado tem intensificado sua participação na chamada “guerra fiscal” desde meados dos anos 1990, no bojo da abertura neoliberal da economia brasileira e do acirramento entre os entes federativos na atração de investimentos. A “Lei Rosinha”, baseada no discurso de reduzir as disparidades entre as regiões do estado e desenvolver o interior fluminense, reduziu o ICMS de 19% para 2% durante 25 anos. Os procedimentos metodológicos utilizados abrangeram levantamento e leitura bibliográficos, levantamento de dados secundários em fontes institucionais (IBGE, MTE, TCE, SEFAZ), sistematização e análise dos dados à luz das referências. As reflexões teóricas e os dados analisados demostram que as isenções promovidas pelo ERJ, nas diferentes gestões, têm priorizado setores econômicos já consolidados e/ou com poucos encadeamentos setoriais e, em sua grande maioria, localizados na área metropolitana, reforçando a concentração histórica. ALERJ, LEI Nº 4533, DE 04 DE ABRIL DE 2005. http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/bc008ecb13dcfc6e03256827006dbbf5/813da868caafe8fe83256fda0067816d?OpenDocument>. Acesso em 26/11/2018. ____. LEI Nº 5701, DE 19 DE ABRIL DE 2010. http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/bc008ecb13dcfc6e03256827006dbbf5/813da868caafe8fe83256fda0067816d?OpenDocument>. Acesso em 26/11/2018. ____. LEI Nº 6979 DE 31 DE MARÇO DE 2015. http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/bc008ecb13dcfc6e03256827006dbbf5/813da868caafe8fe83256fda0067816d?OpenDocument>. Acesso em 26/11/2018. ALVES, Maria Abadia da Silva. Guerra Fiscal e Finanças Federativas no Brasil: o caso do setor automotivo. (Dissertação de Mestrado). Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, 2001. CARDOZO, Soraia Aparecida. Guerra Fiscal e Alterações das Estruturas Produtivas Estaduais desde os anos 1990. (Tese de Doutorado). Campinas: IE/UNICAMP, 2010. CATAIA, Marcio. A alienação do território o papel da guerra fiscal no uso, organização e regulação do território brasileiro. In: SOUZA, M. A. A. (org.) Território brasileiro: usos e abusos. Campinas: Edições Territorial, 2003. Cap. 23, p.397-407. DAVIDOVICH, Fany. Estado do Rio de Janeiro: singularidade de um contexto territorial. Revista Território, Rio de Janeiro, ano V, n 9, pp. 9-24, jul. /dez, 2000. LIMONAD, Ester. Rio de Janeiro, uma nova relação capital-interior? In: LIMONAD, Ester. HAESBAERT, Rogério. MOREIRA, Rui (Org). Brasil século XXI por uma nova regionalização? Agentes, processos e escalas. Niterói, Max Limonad, 2004. MARAFON et al. Geografia do Estado do Rio de Janeiro: da compreensão do passado aos desafios do presente. Gramma, Rio de Janeiro. 2011. MELLO, Eduardo Duprat Ferreira De. Escolhas Estratégicas e Guerra Fiscal: Competição ou Cooperação no Caso do Estado do Rio de Janeiro (Dissertação de Mestrado). Escola Brasileira de Administração Pública, Fundação Getúlio Vargas, 2008. MOTTA, Marly Silva da. A fusão da Guanabara com o Estado do Rio: desafios e desencantos. In: UM ESTADO em questão: os 25 anos do Rio de Janeiro/ Organizadores: Américo Freire, Carlos Eduardo Sarmento, Marly Silva da Motta. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 2001. p.19-56. NATAL, Jorge. Inflexão econômica e dinâmica espacial pós-1996 no Estado do Rio de Janeiro. Belo Horizonte: Nova Economia, n. 3, p. 71-90, 2004. NATAL, Jorge. O Estado do Rio de Janeiro pós 95. Rio de Janeiro: Pubblicati/Faperj, 2005. OBSERVATÓRIO DOS BENEFÍCIOS. Jogando Luz na Escuridão. Rio de Janeiro, junho de 2016. Disponível em:. Acesso em 01/01/2018. OLIVEIRA, Floriano José Godinho de. Reestruturação produtiva, território e poder no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Garamond, 2008. ROWTHORN, R. Indústria de transformação: crescimento, comércio e mudança estrutural. In. Castro et al. O Futuro da indústria no Brasil e no mundo – os desafios do século XXI. Rio de Janeiro: CNI e Campus, 1999, p. 57-76. SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. Uma organização produtiva do território. In: O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 9ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. SILVA, Robson Dias da. Indústria e desenvolvimento regional no Rio de Janeiro (1980–2008). Rio de Janeiro, faperj, 2012. TCE (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro). Relatório de Auditoria Governamental- Acompanhamento Ordinária- Gabinete do conselheiro José Gomes Graciosa. 2016.
797 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Paisagens e empirismo, elementos constitutivos das experiências em Geografia: um estudo sobre as veredas do chapadão de Catalão (Goiás) Jean Carlos Vieira Santos;Vandervilson Alves Carneiro;Lorranne Gomes da Silva;Vinícius Polzin Druciaki; Trabalho de Campo. Região. Cerrado. Drenagem. Agronegócio. O presente artigo apresenta os resultados de um trabalho de campo que teve como área de estudo as veredas do chapadão de Catalão (Goiás, Brasil), nos municípios de Goiandira, Catalão e Ipameri, onde as mudanças no uso do solo são constantes, pois as chapadas são formas de relevo mecanizadas, adubadas e irrigadas que sofreram grande emprego de agrotóxicos nas últimas décadas. Partiu-se do levantamento bibliográfico, fotográfico e de observações empíricas, sendo que o desenvolvimento desta investigação vem ao encontro do método e das técnicas das pesquisas qualitativas que enfatizam a participação dos pesquisadores no contexto estudado. Entre os conceitos trabalhados neste texto estão paisagem, percepção e veredas, com destaque para as obras de Bertrand (1968), Ab’Sáber (1969), Rougerie (1971), Bernaldez (1981), Ribeiro (1989), Christofoletti (1993), Santos (1997), Feltran Filho (1997), Ferreira (2006), entre outros. Esses teóricos mostram que, ao analisar uma paisagem, é preciso considerar fatores condicionados à ecologia, como usos do solo, percepção, compreensão e gerenciamento dela. AB’SÁBER, A. N. Formas de relevo. São Paulo: EDART, 1982. AB’SÁBER, A. N. Os domínios de natureza do Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê, 2003. AB’SÁBER, A. N. Um conceito de geomorfologia a serviço das pesquisas sobre o quaternário. Geomorfologia, São Paulo, n. 18, n.p., 1969. AGUIAR, L. M. S.; MACHADO, R. B.; MARINHO FILHO, J. A diversidade biológica do cerrado. In: AGUIAR, L. M. S.; CAMARGO, A. J. A. Cerrado: ecologia e caracterização. 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798 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Terras e tradições revolvidas: impactos da construção da UHE de Irapé, nas tradições religiosas, culturais e relações de parentesco dos povos compulsoriamente deslocados para Araras Celia Lopes Azevedo;Ana Paula Glinfskoi Thé;Renilson Soares dos Santos;Rony Enderson de Oliveira; Irapé. Identidade. Parentesco. Assentamento. O presente artigo objetiva analisar e discutir algumas repercussões socioculturais, especificamente no que diz respeito às tradições religiosas, culturais, laços de parentesco e identidade coletiva das pessoas realocadas para o assentamento Araras, município de Francisco Sá - MG, decorrentes da construção da Usina Hidrelétrica de Irapé, no Rio Jequitinhonha, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. O trabalho valeu-se de pesquisas: bibliográfica, exploratória e estudo de caso, com trabalho de campo viabilizado por entrevistas semiestruturadas. Os resultados evidenciaram que no novo lugar, as pessoas experimentaram prejuízo à continuidade de práticas religiosas e comprometimento das tradições culturais e laços de parentesco, além da quebra da identidade coletiva. ASCELRAD; H. Apresentação; In: ZHOURI, A; LASCHEFSKI, K.; PEREIRA, B. D. (Org.). A insustentável leveza da política ambiental. Desenvolvimento e conflitos socioambientais. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2005b, v. 1, p. 7-24. AZEVEDO, L. C. O Assentamento de Francisco Sá: uma Análise dos Reassentamentos em Função da Construção de Usinas Hidrelétricas. 2006, 68 f. Monografia de Conclusão do curso de Ciências Sociais. Universidade Estadual de Montes Claros. Montes Claros, 2006. BOURDIEU, P. “A Identidade e a Representação: elementos para uma reflexão crítica sobre a ideia de região”. In: O Poder Simbólico. Lisboa: Difel, 1989, p.107-132. BORTOLETO, E. M. A implantação de Grandes Hidrelétricas: desenvolvimento, discursos e impactos. Geografares, Vitória, v. 2, jun. 2001, p. 53-62. COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS – CEMIG. Informativo Irapé. Ano 3, n. 5, Set/Out 2005 COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS – CEMIG. Informativo Irapé. Ano 4, n. 2, Mar/abr. 2006. FOUCAULT, M. A ordem do discurso. 12ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005. MARQUES, M. M.S. A identidade água abaixo – os reassentados da Usina Hidrelétrica Dona Francisca – RS. 2005. 170 f. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, 2005. MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA. Centrais Elétricas Brasileiras S.A. Plano Nacional de Energia Elétrica 1987-2010. Plano 2010. Rio de Janeiro: 1987. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1980-1989/anexo/and96652-88.pdf Acesso em 24/09/17. MENDES, N. A. S. As usinas hidrelétricas e seus impactos: os aspectos socioambientais e econômicos do Reassentamento Rural de Rosana-Euclides da Cunha Paulista. 2004. 222 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, SP. 2004. MÜLLER, A. C. Hidrelétricas, meio ambiente e desenvolvimento. São Paulo: Makron Books, 1995. OLIVEIRA, R. C. R. Análise da Importância socioeconômica da Usina Hidrelétrica de Irapé Para o Município de Grão Mogol (MG). 2003. 67 f. Monografia – Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros. 2003. PEREIRA, A. L. Impactos socioambientais da Hidrelétrica do Funil na comunidade de Ponta [Pedra] Negra. Sinapse Múltipla, Betim, MG, v. 03, nº 02 dez. 2014. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/sinapsemultipla/article/view/3367>. Acesso em 20 fev. 2018. REBOUÇAS, L. M. O planejado e o vivido: O reassentamento de famílias ribeirinhas no Pontal do Paranapanema. São Paulo: Ed. Annablume: Fapesp, 2000. SANTOS, M. Metamorfoses do espaço habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da geografia. São Paulo: HUCITEC, 1999. TRIGOSO, F. B. M. Demanda de energia elétrica e desenvolvimento socioeconômico: o caso das comunidades rurais eletrificadas com sistemas fotovoltaicos. 2004. 311 f. Tese (Doutorado) – Curso de Pós-Graduação Interunidades em Energia, Universidade de São Paulo, 2004. ZHOURI, A.; OLIVEIRA, R. Paisagens industriais e desterritorialização de populações locais: conflitos socioambientais em projetos hidrelétricos; In: In: ZHOURI, A.; LASCHEFSKI, K., PEREIRA, B. D. (Orgs). A insustentável leveza da política ambiental, desenvolvimento e conflitos socioambientais). Belo Horizonte: Autêntica, 2005. p. 49-64.
799 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Políticas públicas, justiça espacial e o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) em Guarapuava, Paraná, Brasil Gabriel Plaviak Silva;Márcia da Silva; Políticas públicas. Justiça espacial. PMCMV. Guarapuava/PR. Este texto é resultado de uma pesquisa vinculada ao Grupo de Pesquisa Redes de Poder, Migrações e Dinâmicas Territoriais – GEPES, do curso de Geografia da Unicentro, em Guarapuava/PR. O grupo tem desenvolvido estudos sobre as relações de poder e sua associação com políticas públicas e atenção dada, pelo Estado, as demandas sociais mais prementes, no Brasil, como a questão da moradia – políticas públicas habitacionais, neste caso, o Programa Minha Casa Minha Vida, correlacionado as mesmas com o conceito de justiça espacial. Os conjuntos habitacionais do Bairro Alto Cascavel, em Guarapuava, foram objeto desta pesquisa, para a qual utilizamos como metodologia a aplicação de questionários semiestruturados com incorporação de informações abertas, ou seja, o enquerido poderia complementar o questionário. Os resultados foram analisados sem esperar-se novas demandas, se não aquelas de conhecimento premente nas avaliações outras realizadas, oficialmente ou não, no contexto do tema. Eles, no entanto, reforçam a urgência de se repensar este sistema em termos de espaço absoluto (localização) e de espaço relacional (a localização em relação a prestação de serviços públicos e privados e as diversas infraestruturas). BRASIL. Programa Minha Casa Minha Vida. Lei n° 12.424 de 2011. Disponível em: . Acesso em 23 de setembro de 2016. FAINSTEIN, Susan. Planning and the just city. In: Searching for the Just City: Debates in urban theory and practice. Routledge, Abingdon, 2009, p. 19-39. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Déficit habitacional no Brasil. Brasília: Ministério das Cidades, 2011. Disponível em: . Acesso em 26 de setembro de 2017. FREY, Klaus. Políticas públicas: um debate conceitual e reflexões referentes à prática da análise de políticas públicas no Brasil. Planejamento e Políticas Públicas. Brasília: IPEA, n. 21, p. 211-259, jun. 2000. HARVEY, David. A justiça social e a cidade. São Paulo: Hucitec, 1980. MARCUSE, Peter. Spatial justice: derivative but causal of social injustice. In: La justice spatiale: à la fois résultante et cause de l’injustice sociale, 2009. NEGRI, Silvio M. Segregação sócio-espacial: alguns conceitos e análises. Coletâneas do Nosso Tempo, v. 7, p. 129-153, 2008. SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. SANTOS, Milton. O espaço dividido: os dois circuitos da economia urbana. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1978. SILVA, Márcia da. Análise política do território: poder e desenvolvimento no Centro-Sul do Paraná. Guarapuava: Unicentro/Fundação Araucária, 2007. SILVA, Márcia da. Poder local: conceito e exemplos de estudos no Brasil. Sociedade & Natureza. Uberlândia, 20 (2), 2008, p. 69-78. SOJA, Edward W. Seeking spatial justice. University of Minnesota Press, Minneapolis, 2010. SOUZA, Celina. Políticas públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, 2006, n.16, p. 20-45.
800 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Nota Editorial/Edição 2018, v. 16, n. 1 (jan./jun.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial/Edição 2018, v. 16, n. 1 (jan./jun.)
801 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Desenvolvimento rural e extrativismo: a cadeia produtiva do musgo na comunidade rural André do Mato Dentro, Santa Bárbara/MG Virginia de Lima palhares;Pedro de Carvalho Costa; Desenvolvimento rural. Extrativismo. Musgo. Sustentabilidade. O trabalho tem por objetivo refletir sobre desenvolvimento rural a partir de uma perspectiva social, econômica e sustentável em comunidades rurais, tendo por base o extrativismo. No âmbito deste debate foram identificadas potencialidades na comunidade rural André do Mato Dentro, localizada no município de Santa Bárbara, franja metropolitana de Belo Horizonte/MG, a partir da compreensão da cadeia produtiva do musgo verde (Sirrhopodon SP, nome popular “fofão”). A comunidade é constantemente ameaçada pelo avanço das atividades minerárias de grande porte. Estas atividades intimidam o equilíbrio socioeconômico, ambiental e cultural estabelecido pela população fixada na região do Quadrilátero Ferrífero, que abriga biodiversidade endêmica, mananciais d’água de classe especial e diferentes aglomerados humanos. O percurso metodológico escolhido teve apoio na pesquisa qualitativa, para vivenciar o lugar conversando com os moradores de um modo caminhante/conversante conforme Marandola Jr (2014). A análise da atividade extrativista pretende esboçar possíveis formas de organização econômica em André do Mato do Dentro que assegurem o equilíbrio entre a comercialização do musgo e o desenvolvimento rural sustentável, sem perder de vista os valores culturais da comunidade. Para tanto, buscou-se compreender a dinâmica do extrativismo por meio da preservação das áreas de coleta do musgo. BRASIL. Lei nº 9.985, de 13 de jul. 2000. Regulamenta o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. 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802 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Análise multitemporal da expansão urbana do município de Taubaté-SP entre os anos de 1986 a 2016 Rodrigo José Pisani;Gabriel Mikael Rodrigues Alves; Planejamento regional. Crescimento da mancha urbana. SIG. Atualmente o crescimento urbano é considerado com um dos maiores desafios relacionado ao planejamento regional. Nesse sentido ressalta-se a importância da utilização de ferramentas de análise espacial como o SIG e o Sensoriamento Remoto que auxiliam de maneira eficaz o ordenamento territorial. O objetivo do presente trabalho foi elaborar uma análise multitemporal para o crescimento urbano do município de Taubaté-SP. O modelo de análise foi realizado por imagens orbitais Landsat 5 TM e 8 OLI utilizados para o mapeamento do uso e cobertura da terra no anos de 1986, 1996, 2006 e 2016. Foram utilizados também Modelos Digitais de Elevação do Terreno extraídos a partir do modelo SRTM Topodata, software ENVI 4.7 e ArcGIS 10.2.1. Entre os resultados alcançados destacam-se as manchas de expansão urbana nos anos analisados em diferentes contextos de produção do espaço urbano com destaque no crescimento que ocorreu nas áreas periféricas entre os anos de 2006 e 2016. AB´SABER, A. N. O. Quaternário da Bacia de Taubaté: estado atual dos conhecimentos. Geomorfologia. São Paulo, v.7, p.52-54, 1969. ALMEIDA, F. F. M. Origem e evolução da plataforma brasileira. Rio de Janeiro, DNPM/DGM, 1967. 241p. ALMEIDA, F. F. M. e CARNEIRO, C. D. R. Origem e evolução da Serra do Mar. Rev. Bras. de Geociências. São Paulo: SBG, v.28, n.2, p.135-150. 1998. BJORNBERG, A. J. S. Contribuição ao estudo da Bacia de Resende. Boletim da Sociedade Brasileira de Geologia. Rio de Janeiro. v. 17, n. 11, p. 65-74. 1968. DELANEZE, M. E.; RIEDEL, P. S.; MARQUES, M. L.; FERREIRA, M. V. Modelagem Dinâmica Espacial para o monitoramento do crescimento urbano no entorno do Duto ORBEL. Revista Brasileira de Cartografia, 66(3): 473-484. 2014. ENVIRONMENTAL SYSTEM RESEARCH INSTITUTE - ESRI. ARC/INFO v.10 Redlands, 2010. Programa de computador. DVD-ROM. HASUI, Y.; ALMEIDA, F. F. M. Aspectos estruturais na geomorfologia da área cristalina de São Paulo e Paraná. In: Congresso Brasileiro de Geologia, 30, Recife, 1978. Anais... Recife, v.1, p. 360-367. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades: Taubaté. Dados do Censo Demográfico, 2016. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2016. RSI - Research Systems Inc.. THE ENVIRONMENT FOR VISUALIZING IMAGES ENVI. Boulder, CO, USA, 2009. LACERDA, J. M. F. Uso do Geoprocessamento na expansão urbana: o caso das comunidades subnormais do município de Bayeux-PB. III Simpósio Brasileiro de Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação. 2010, Recife. Anais... Recife. p. 001-005. MARTINS, A. S.; LEITE, M. E. Análise do crescimento das favelas da cidade de Montes Claros – MG por imagens de alta resolução espacial. 2016. In: XVII Simpósio Nacional de Sensoriamento Remoto, SBSR. 2015, João Pessoa-PB Anais... João Pessoa p. 3715-3721. NASCIMENTO, P. S. R. Aspectos Geomorfológicos do município de São José dos Campos (SP): Ênfase na área urbana. Geoambiente on-line. v.1, n.4. p.1-14, 2005. Disponível em: OLIVEIRA, A. B. Análise geomorfológica e sócio-econômica como instrumento de ação no planejamento urbano. 1997. 204f. Dissertação (Mestrado em Geociências e Meio Ambiente) - Instituto de Geociências e Meio Ambiente Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. RICCOMINI, C. O Rift Continental do Sudeste do Brasil. 1989. 256f. Tese (Doutorado em Geologia). - Instituto de Geociências. Universidade de São Paulo. São Paulo. SUGUIO, K. Contribuição à Geologia da Bacia de Taubaté, 1969. 106 p. Dissertação (Doutorado em Geologia) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1969. XAVIER-DA-SILVA, J. ZAIDAN, R. T. Geoprocessamento e Análise Ambiental: aplicações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. ZHANG, Y.; DEGROOTE, J.; WOLTER, C.; SUGUMARAN, R. Integration of modified universal soil loss equation (MUSLE) into a GIS framework to assess soil erosion risk. Land degradation and development, 20(1): 84-91. 2009. Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2016.
803 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados O significado do processo de modernização agrícola e os impactos ambientais em áreas de cerrado ÉRIKA MUNIQUE DE OLIVEIRA; Cerrado. Modernização agrícola. Impactos ambientais. No presente artigo buscamos desenvolver uma análise crítica do processo de ocupação do Cerrado, baseando nas políticas econômicas desenvolvidas no Brasil a partir do século XX. Para efeitos de discussão, no primeiro momento tratamos dos principais programas desenvolvidos para ocupação do cerrado; no segundo os impactos ambientais ocorridos a partir da implantação do modelo capitalista de produção. Percebe-se que as ações governamentais privilegiaram os interesses do agronegócio, fator que tem resultado na destruição da fauna, flora e dos componentes bióticos que dela sobrevivem. Portanto, a ocupação do Cerrado mediada por políticas territoriais serviram como incentivo à exploração econômica do bioma para favorecer grandes empresas agrícolas, desprezando todos os componentes bióticos que garantem o equilíbrio natural do sistema vida e do trabalho do homem do campo. BALSAN, Rosane. Impactos decorrentes da modernização da agricultura brasileira. Revista Campo-Território. v.1, n.2, Minas Gerais: UFU, 2006. Disponível em: < http://www.seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/11787> Acesso em 12.out.2017. BITAR, Omar Yazbek; ORTEGA, Roberto. Gestão Ambiental. In: OLIVEIRA. Geologia de Engenharia. São Paulo: Associação Brasileira de Geologia de Engenharia (ABGE), 1998. Cap. 32, p.499-508. CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da safra brasileira de grãos. Monitoramento Agrícola agosto/2015. Brasília, DF, 2015. Disponível em: < www.conab.gov.br/.../15_08_18_10_30_18_boletim_graos_agosto_2015> Acesso em: 12. Set.2015. 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804 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Estimativa de índice de qualidade ambiental da cidade de Uberlândia por meio de imagens de satélite Dayanne Vieira de Oliveira;Lisbeth Segovia Materano;Jorge Luís Silva Brito; Qualidade Ambiental. Índices de vegetação. Temperatura superficial. Sensoriamento Remoto. O uso das geotecnologias e suas aplicações com o uso do Sensoriamento Remoto e dos SIG contribuem para o avanço no conhecimento da dinâmica da paisagem, sendo uma ótima ferramenta devido a aspectos de fácil visualização e rapidez para auxiliar na tomada de decisões. O presente trabalho tem o objetivo de testar um método de estimativa da qualidade ambiental usando quatro indicadores ambientais derivados de imagens de satélite na cidade de Uberlândia/MG: TS, NDVI, SAVI e NSI. Para isto foram utilizados para determinar a TS uma imagem do satélite Landsat8, correlacionado com índices de vegetação NDVI, SAVI e NSI obtidos a partir de imagens Sentinel-2A processados no ILWIS versão 3.4. Os resultados mostraram que NDVI e SAVI estão correlacionados um com o outro e correspondem com a quantidade de vegetação, enquanto NSI e TS são correlacionados com as áreas de maior proporção de área construída. Embora a qualidade ambiental seja determinada por um grande número de variáveis, os dados obtidos nas imagens de satélite mostraram-se eficaz na estimativa da qualidade ambiental, sendo uma importante ferramenta de rápido acesso para obter informações espaço-temporal dos fatores ambientais urbanos e contribuir para o planejamento e aplicação das políticas públicas. BARREDO J.; BOSQUE J. Multicriteria evaluation methods for ordinal data in a GIS environment. USA: Geographical Systems. Vol. 5. 1998.313-327p. DIAS, G. F. Educação e gestão ambiental. São Paulo: Gaia, 2006. 118 p. HASENACK, H. Influência de variáveis ambientais sobre a temperatura do ar na área urbana de Porto Alegre, RS. 1989. 110 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1989. Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2017. HUETE, A. R. A soil-adjusted vegetation index. Remote Sensing of Environment, Elsevier Science Publishing Co., New York, USA. 25: 295-309. 1988. IBGE. Cidades. 2010. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2017. MENDONÇA, R. A. M. de. Uso das Geotecnologias para Gestão Ambiental: Experiências na Amazônia Meridional. Cuiabá: Instituto Centro de Vida, 2011. 22 p. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2017. OKE, T. R. City size and the urban heat island. Atmospheric Environment PergamonPres, v. 7, p. 769-779, 1973. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2017. POZONI, F. J; SHIMABUKURO, Y. E. Sensoriamento remoto no estudo da vegetação. São José dos Campos: Parêntese, 2007. 127 p. RESENDE, C. R. C.; COLESANTI, M. T. M. Arborização da cidade de Uberlândia: um estudo do bairro Chácaras Tubalina e Quartel. In: 8° Encuentro de Geógrafos de America Latina, 8., 2001, Santiago. Anais. Santiago: EGAL, 2001. p.1-9. Disponível em:. Acesso em: 18 jul. 2017. ROA, J. Estimación de áreas susceptibles a deslizamientos mediante datos e imágenessatelitales: cuencadelRíoMocotíes, estado Mérida-Venezuela. Revista Geográfica Venezolana, 48(2), 183-219, 2007. ROGERS, A. S.; KEARNEY, M. S. Reducing signature variability in unmixing coastal marsh Thematic Mapper scenes using spectral indices. International Journal of Remote Sensing, 2004, v. 25, n. 12, p. 2317-2335. ROSSET, L. A. F. G.; PINTO, S. dos A. F.; ALMEIDA, C. M. de. Geotecnologias aplicadas à caracterização das alterações da cobertura vegetal intra-urbana e da expansão urbana da cidade de Rio Claro (SP). In: XIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, 13., 2007, Florianópolis. Anais. Florianópolis: SBSR, 2007. p.5479-5486. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2017. SHIMABUKURO, V. E.; NOVO, E. M.; PONZONI, F. J. Índice de vegetação e modelo linear de mistura espectral no monitoramento da região do pantanal. Pesq. agropec. bras., Brasilia, v.33, Número Especial, p1729-1737, 1998. Disponível em: . Acesso em 20 jul. 2017. UBERLÂNDIA. Lei complementar nº 523, de 7 de abril de 2011. Dispõe sobre o parcelamento do solo do município de Uberlândia e de seus distritos e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: 02 jul. 2017. USING THE USGS LANDSAT 8 PRODUCT. Landsat Missions. U.S. Department of the Interior, 2017. Disponível em: Acesso em 03 jul. 2017. WENG, Q; LU, D; SCHUBRING, J. Estimation of land surface temperature-vegetation abundance relationship for urban heat island studies. Remote Sensing of Environment, v. 89, n. 4, p. 467-483.
805 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Proposta de rótulo ambiental como indicador de eficiência hídrica para torneiras Antonio Carlos Demanboro;Janaina do Prado Miñarro;Regina Marcia Longo;Sueli do Carmo Bettine; Rotulagem ambiental. Torneiras. Conservação de água. Este trabalho tem como objetivo a proposição de rótulo ambiental de eficiência hídrica para torneiras. Parte-se da constatação que a água é um recurso finito e fundamental para a manutenção da vida e que as ações antrópicas inadequadas quanto à sua preservação e gerenciamento têm acarretado crises hídricas, principalmente nos grandes centros urbanos. Discute-se a eficiência hídrica de torneiras nacionais e propõe-se a adoção de selo a ser estampado em suas embalagens. A rotulagem das torneiras visa informar, de forma objetiva e clara à população, o volume de água despendido no uso, oferecendo ao consumidor subsídios para uma escolha consciente quanto ao equipamento a ser adquirido. Conclui-se que a adoção da rotulagem ambiental, através do selo hídrico proposto, pode ser um importante instrumento para se alcançar o uso racional da água. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rótulo ecológico Marca ABNT-Qualidade Ambiental, 2015. Disponível em: < http://www.abnt.org.br/rotulo/pt/>. Acesso em: 13 set. 2015. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14020:2002 - Rótulos e declarações ambientais — Princípios gerais. Rio de Janeiro, 2002. ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Notícias: Torneiras – Requisitos e Métodos de Ensaio, 2015. Disponível em: < http://www.abnt.org.br/noticias/4393-torneiras-requisitos-e-metodos-de-ensaio>. Acesso em: 15 set. 2015. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10281:2015 – Torneiras – Requisitos e métodos de ensaio. Rio de Janeiro, 2015. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 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806 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Riscos geomorfológicos e sensitividade da paisagem na Bacia Hidrográfica do Rio Paratibe (BHRP) – Regiao Metropolitana do Recife Joana D’arc Matias de Almeida;Antonio Carlos da paz Rocha;Osvaldo Girão da Silva; Riscos Geomorfológicos. Sensitividade da Paisagem. Bacias Hidrográficas. O estudo sobre riscos ambientais vem mais significância à medida que a ocupação dos espaços urbanos vem se intensificando e se adensando consideravelmente. Estes riscos têm uma relação direta com os fatores socioeconômicos, pois além das características naturais do espaço, o nível de exposição à vulnerabilidade de populações tem grande influência para tais situações. A área da bacia hidrográfica do rio Paratibe, localizada nos municípios de Paulista, Abreu e Lima, Olinda, Recife, Camaragibe e Paudalho está submetida a diferentes fatores de risco, diretamente relacionados com o tipo de ocupação de setores desta bacia, como encostas interfluviais e leitos fluviais. Mesmo a bacia tendo grande parte de sua área com ocupação incipiente, vários pontos estão sujeitos a processos que podem submeter um considerável contingente populacional ao risco. A partir da análise de mapas de declividade e altimetria, conjugados com o mapeamento da área urbanizada, foi realizada uma análise das características e das alterações impetradas as encostas e aos canais fluviais, que causam, ou podem vir a causar intensificações de determinados tipos de eventos, os quais já resultam, e podem agravar, perdas materiais e até de vidas. ALMEIDA, Joana D. Matias. Dinâmica e caracterização fluvial da bacia do Riacho Grande: abordagem da conectividade da paisagem. 52 f. 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807 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Analise da concentração e distribuição de metais pesados na água do Rio das Velhas entre a cidade de Várzea da Palma e o distrito de Barra do Guaicuí—MG Matheus Simões Santos;Hernando Baggio Filho;Amanda Dias Araújo;Mariana de Oliveira Freitas;Thiago Martins da Costa;Adolf Heinrich Horn; Rio das Velhas. Água. Poluição. Metais pesados. O Rio das Velhas é o maior afluente em extensão do Rio São Francisco no Norte do Estado de Minas Gerais. A área de estudo localiza-se integralmente no município de Várzea da Palma, sendo delimitada pelas seguintes coordenadas UTM: 520000E-860200N e 532000E-805200N. Tendo em vista as particularidades naturais e as características antrópicas, o estudo avaliou a concentração e distribuição dos metais pesados na água superficial em 25 amostras coletadas em campo. As análises químicas dos metais cobre (Cu) e Cromo (Cr) nas águas superficiais demonstraram que, apenas o Cu violou a resolução CONAMA 357/2005, nenhuns dos dois elementos violaram a Portaria do Ministério da Saúde nº 518/2004. Em relação aos parâmetros Alumínio (Al), Manganês (Mn) e Ferro (Fe), na área de influencia urbano/industrial, o lançamento de esgoto doméstico, resulta em níveis de contaminação para esses elementos, no restante da área amostrada, indica um enriquecimento natural. Na elaboração cartográfica foi utilizado o software Arc Gis 9.2. Concluiu-se que a bacia do Rio das Velhas se constitui em um ambiente natural frágil. Os vários tipos de interferências antropogênicas, em especial a agricultura comercial, indústrias e urbanização, além de todo o contexto histórico de ocupação desordenada da bacia, contribuíram de forma marcante para a sua degradação hídrica e ambiental. AB` SABER, A. N. 1971. 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808 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados A logística urbana na produção do espaço Fander de Oliveira Silva;William Rodrigues Ferreira; Logística Urbana. Produção do Espaço. Geografia dos Transportes. Uberlândia. Atualmente, embora o conceito de produção extrapole a materialidade, a categoria central que o tem fundamentado é a reprodução do modo de vida, sendo o trabalho um fator de extrema importância na condução das práticas de territorialização e desterritorilização, deslocando os fixos, fluxos e suas relações espaciais, ao passo que lhe escapa a reprodução do espaço e do capital. Dessa forma, este trabalho tem por objetivo compreender as relações do espaço geográfico, do território e das redes de transportes na proposta da Logística, chegando ao ponto de partida da Geografia dos Transportes caracterizado por análises dos sistemas de transporte que redundam na contribuição para as transformações territoriais nos seus eixos cardeais: a produção, reprodução, estruturação e reestruturação. Nesse contexto, a atuação do Poder Público e do empresariado no território brasileiro tem se pautado cada vez mais na racionalidade e na eficácia dos fluxos materiais, de modo que a moderna Logística surge como uma questão-chave para o desenvolvimento. Em uma macroeconomia em que a velocidade e as especificidades do produto têm vasta relevância, bem como a capacidade de conjugar o tempo, distribuir espaços de produção e abastecimento no quadro da cadeia de suprimentos (supply chains), percebe-se que a Logística evolui, tornando-se alicerce central na geração de vantagens competitivas. ARROYO, M. Circuitos espaciais de produção industrial e fluxos internacionais de mercadorias na dinâmica territorial do estado de São Paulo. Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 2, n. 1, p. 07-26, fev, 2012. BOMTEMPO, D. C. Dinâmica territorial, atividade industrial e cidade média: as interações espaciais e os circuitos espaciais da produção das indústrias alimentícias de consumo final instaladas na cidade de Marília - SP. 2011. 455f. Tese (Doutorado em Geografia), PPGG/UNESP/Presidente Prudente, 2011. BOTELHO, R. E. P. 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809 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Diversidades e direitos territoriais no semi-árido João Batista de Almeida Costa; Diversidade. Direitos Territoriais. Semi-árido Objetivando discutir sobre as diversidades e direitos territoriais no Semi-árido brasileiro, baseado em estudos de caso, realizo uma leitura sobre as raízes históricas de formação das diferentes etnias e da constituição de territórios nessa região para em seguida fazer uma digressão sobre as bases legais que alicerçam o direito à diversidade. É realizada, também, uma abordagem sobre as bases conceituais para o entendimento da emergência de sujeitos coletivos que buscam concretizar os direitos territoriais por meio da visibilização de suas gentes a partir da auto-afirmação de si em suas territorialidades. Para finalizar é focalizada a fricção de interesses territoriais entre as camadas superior e inferior da sociedade nacional que opõem diversidade de lógica de apropriação x mercantilidade com casos de gentes do Nordeste do Brasil e do Norte de Minas Gerais. E, nesse caso, elenco as estratégias de concretização do direito territorial de comunidades tradicionais norte mineiras. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras tradicionalmente ocupadas: processos de territorialização e movimentos sociais. Em Revista Brasileira de Estudos urbanos e regionais 6 (1), Mai 2004, p. 9-32. ARRUTI, José Maurício Andion. A Emergência dos “remanescentes”: notas para o diálogo entre indígenas e quilombolas. Em Mana 3 (2), 1997, p. 7-38. BRASIL. Política Nacional para o Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais. Em Decreto 6.040/2007. Brasília, Diário Oficial da União, 2007. CHAGAS, Afonso Maia das. Direitos territoriais: identidades, pertencimentos e reconhecimento. Em Revista sobre acesso à Justiça e Direitos nas Américas 1 (1), 2017, p. 182-201. COSTA, João Batista de Almeida. Cultura sertaneja: a conjugação de lógicas diferenciadas. Em SANTOS, Gilmar Ribeiro dos (Org.). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas: Considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, pp. 77-98, 1997. COSTA, João Batista de Almeida. A (des)invisbilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais: A produção da identidade, do pertencimento e do modo de vida como estratégia para efetivação de direito coletivo. Em: GAWORA, D.; IDE, M. H. de S.; BARBOSA, R. S. (Orgs.). Povos e Comunidades Tradicionais no Brasil. 1ª. ed. Montes Claros: Editora Unimontes, 2011, p. 51-68. COSTA, João Batista de. A invenção de sujeitos de direito e processos sociais: Povos e Comunidades Tradicionais no Brasil e no Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte: Initia Via, 2015. 84 p. Coleção Direito e Diversidade 5. COSTA SILVA, René Marc. Por onde o Povo Anda... A Construção da Identidade Quilombola dos Negros de Rio das Rãs. Brasília: PPGH / UnB, 1998. Tese. CUNHA, Euclides. Os Sertões. Brasília: Editora da UnB; Rio de Janeiro: FUNDAR / Biblioteca Nacional, 2015. 623 p. FIGUEIREDO, André Videira de. O Caminho quilombola: sociologia jurídica do reconhecimento étnico. Curitiba: Apris. 2001. 211 p. GUIMARÃES ROSA, João. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 538 p. HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Ed. 34, 2003. 291 p. LITTLE, Paul Elliot. Territórios Sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade. Em Anuário Antropológico, 2002/2003, 2005, pp. 251-290. LOPES, Esmeraldo. Caatingueiros e Caatinga: a agonia de uma cultura. Maceió: Grafipel, 2012.532 p. OLIVEIRA, Moisés Dias. Auto-definição identitária e territorial entre os geraizeiros do Norte de Minas: O caso da Comunidade de Sobral. Brasília: Centro de Desenvolvimento Sustentável / UnB, 2017. Dissertação. PARAJULI, Pramod. Ecological Ethnicity in the Making: Developmentalist Hegemonies and Emergent Identities in India. Em: Identities, 3(1-2), 1996, pp. 15-59. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 476 p. RIGATO, Valney Dias. Por uma geografia de / em transição: r-existência e (re)habitação dos geraizerios no Médio Vale do Rio Guará, São Desidério, BA. Goiânia: PPGEO / UFG, 2017. Tese. SANTA ROSA, Helen e ANAYA, Felisa Cançado. A raiz que sustenta nossa identidade. Em Agriculturas, 13 (1), 2012, p. 12-17. SILVA, Tomaz Tadeu. A produção social da identidade e da diferença. Em Identidade e diferença: a perspectiva dos Estudos Culturais. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 73-102. SOUZA, Laura Mello e. Os desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. São Paulo: Graal, 1986. 323 p. PARK, R. E. A comunidade urbana como configuração social e ordem moral. Em PIERSON, Donald (Org). Estudos de ecologia humana. São Paulo: Livraria Martins, 1948, p. 127-142.
810 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Novas formas comerciais e as expressões da centralidade urbana de Imperatriz – MA: uma análise a partir da instalação e dinamismo do Imperial Shopping Laila Santos Silva;Jailson de Macedo Sousa; Imperatriz. Centralidade Urbana. Shoppings Centers. Neste artigo, são abordados aspectos fundamentais das novas formas comerciais e as expressões da centralidade urbana materializadas na cidade de Imperatriz. De início, são ressaltadas algumas considerações sobre o fenômeno urbano no Brasil que apresenta como traços característicos a complexidade e diversificação. Teve influência nesse cenário, distintas determinações, entre as quais ressaltamos: o desenvolvimento de atividades econômicas variadas que promoveram maior dinamismo das cidades, como é o caso da industrialização que favoreceu a expansão deste processo no centro-sul do país, a modernização do campo na região centro-oeste, influenciada pelo avanço e uso de novas técnicas. Os reflexos desse fenômeno são visíveis na realidade amazônica, onde se insere a cidade de Imperatriz que é objeto central deste estudo. Desse modo, tivemos a inquietação de compreender as expressões da centralidade urbana desenvolvida por esta cidade, através da instalação e dinamismo dos shopping centers. Esta investigação apoiou-se na adoção da abordagem marxista, fundamentada no uso do método dialético por entender que a realidade urbana se constrói de modo contraditório, ou seja, as cidades são edificadas por atores que apresentam interesses distintos. Esta construção método-lógica se apoiou ainda, nas contribuições fornecidas por Trivinos (2011) e Gil (2008). Utilizamos ainda, como técnicas para a coleta de dados: a observação simples e realização de entrevistas semiestruturadas. ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers. Disponível em: < www.abrasce.com.br >. Acesso em 20/04/2018. ARRAIS, Tadeu Pereira Alencar. 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811 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Qualidade de dados geoespaciais: análise da consistência topológica no mapeamento de cobertura da terra do município de Curitiba - PR Manoella Barros Pedreira Ferreira;Otacílio Lopes de Souza da Paz; SIG. Cartografia. Topologia. Devido ao constante aprimoramento das técnicas de tratamento de dados geoespaciais são inúmeras as pesquisas e aplicações dessas técnicas nas mais variadas áreas do conhecimento. Porém, a necessidade de validação desses dados tem recebido pouca atenção, principalmente no meio acadêmico, pondo em risco a precisão e confiabilidade de muitos estudos. Dentre os parâmetros utilizados para o controle da qualidade de dados geográficos, o presente trabalho teve por objetivo a verificação da consistência topológica de dados referentes ao mapeamento de cobertura da terra do município de Curitiba/PR, na escala original de 1:35.000. Este parâmetro se distinguiu dos demais pela necessidade de quantificação da área de cada classe mapeada. Constatou-se que apesar desse mapeamento ter sido de uma pequena extensão, em uma escala considerada de detalhe, os dados apresentaram inconsistência em sua topologia. Os erros de topologia apontam para possíveis divergências na quantificação das áreas se comparados ao seu tamanho real, especialmente por conta de pequenos polígonos não classificados ou polígonos que extrapolam a área de classificação. Cabe ressaltar que, como as informações espaciais apresentadas em um trabalho científico podem servir de base a outros, é fundamental ter atenção na confiabilidade dos dados, para que possíveis erros não sejam replicados. BARROS, E. R. O.; CARNEIRO, A. F. T. Uma Proposta de Controle de Qualidade de Informações Cadastrais de Imóveis Rurais. Revista Brasileira de Cartografia, n 65/2, p. 265-581, 2013. CÂMARA, G.; DAVIS, C.; MONTEIRO, A. M. V.; MEDEIROS, J. S. DE. Introdução à ciência da geoinformação. Introdução à Ciência da Geoinformação, p. 345, 2001. Disponível em: . Acesso em: 20/03/2017. DAVIS, B. E. GIS: a visual approach. 2ª ed. New York: Thomson Learning, 2001. ESRI. Geodatabase topology rules and topology error fixes. Disponível em: . Acesso em: 22/03/2017. LONGLEY, P. A.; GOODCHILD, M. F.; MAGUIRE, D. J.; RHIND, D. W. Sistemas e Ciência da Informação Geográfica. Bookman, 2009. ROCHA, M. P. C. Desenvolvimento de referencial teórico para um sistema de informações gerenciais (SIG) para parlamentares e assessores na Câmara Legislativa do Distrito Federal: em busca de um modelo conceitual. Ciência da Informação, v. 32, p. 80–88, 2003. ROGERSON, P. Métodos estatísticos para geografia: um guia para o estudante. 3ª Ed. Porto Alegre: Bookman, 2012, 348 p. ROSA, R. Geotecnologias na Geografia aplicada. Revista do Departamento de Geografia, v. 16, p. 81–90, 2005. Disponível em: . Acesso em: 13/03/2017. SANTOS JUNIOR, W.M.; RIBEIRO, G.P. Qualidade dos dados geográficos disponibilizados em ambiente de sistema de informação geográfica na internet. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS GEODÉSICAS E TECNOLOGIAS DA GEOINFORMAÇÃO, 4., 2012, Recife.. Anais... Recife: SIMGEO, 2012 p. 01-08. SILVA, A. B. Sistemas de Informações Geo-referenciadas: conceitos e fundamentos. Campinas: Editora da Unicamp, 2003. THEOBALD, D. M. Understanding Topology and Shapefiles. ArcUser Online, 2001. Disponível em: < http://www.esri.com/news/arcuser/0401/topo.html>. Acesso em: 09/04/2017. VEREGIN, Howard. Data quality parameters. Geographical information systems, v. 1, p. 177-189, 1999. WEBER, E.; ANZOLCH, R.; LISBOA FILHO, J.; COSTA, A. C.; IOCHPE, C. Qualidade de dados geoespaciais. Porto Alegre: URGS – Instituto de Informática, 1999. 37 p. Relatório Técnico.
812 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Comunidades remanescentes de quilombos: reflexão sobre territorialidades Lilian Maria Santos;Anete Marília Pereira;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula; Comunidades Tradicionais. Território. Territorialidade. Remanescentes Quilombolas. Pretende-se discutir neste artigo o processo de territorialidade para formação das comunidades remanescentes de quilombos no Brasil. E, para tanto, fez-se necessário compreender as diversas concepções sobre a categoria Comunidade Tradicional no que tange a perspectivas classificatórias, políticas, jurídicas e territoriais, bem como aos aspectos envolvidos na constituição das Comunidades Remanescentes de Quilombos. A comunidade tradicional se reconhece pela tradicionalização como estratégia e movimento de luta e resistência em defesa do seu território. O processo de identificação e reconhecimento da comunidade remanescente de quilombo perpassa pela ressemantização do termo “Quilombo” e politização do grupo social na consolidação pelo direito coletivo do território e manutenção do modo de vida. A memória de luta e resistência, as práticas envolvendo a terra, em seu valor de uso para o trabalho e manutenção da cultura, a reciprocidade e as fronteiras simbólicas engendram a territorialidade das comunidades remanescentes de quilombo. São a trajetória da vida cotidiana, as relações estabelecidas pelos sujeitos no lugar - que fazem a sua história - que constroem o processo de territorialidade. O território se constitui, portanto, em uma produção histórica, relacional material e imaterial, e a territorialidade trata da dimensão vivencial e subjetiva, ou seja, do campo experiencial daqueles que vivenciam o processo de territorialização. ARAUJO, Elisa De Cotta. Nas margens do São Francisco: sociodinâmicas ambientais, expropriação territorial e afirmação étnica do Quilombo da Lapinha e dos vazanteirosdo Pau de Légua (Dissertação de Mestrado) – PPGDS –Unimontes, Montes Claros, 2009. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Comunidade Tradicional.In: COSTA, João B. A; OLIVEIRA, Claudia L. Cerrado, Gerais, Sertão: Comunidades Tradicionais nos sertões roseanos. São Paulo: Intermeios, 2012. BRASIL. Constituição (1988). Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. COSTA, João Batista de Almeida. Do Tempo da Fatura dos Crioulos ao Tempo de Penúria dos Morenos: Identidade através de rito em Brejo dos Crioulos (MG). (Dissertação de Mestrado) Brasília: UnB/Departamento de Antropologia, 1999. COSTA FILHO, Aderval. Os Gurutubanos: territorialização, produção e sociabilidade em um quilombo do centro norte-mineiro. Tese (Doutorado) – Instituto de Ciências Sociais – Departamento de Antropologia da UNB.. Brasília: ICS-UnB, 2008. DIEGUES, Antônio Carlos Santana. O Mito da Natureza Intocada. 3 ed.São Paulo: Hucitec, 2001. FERNANDES, Bernardo Mançano. Sobre a Tipologia de Territórios. Disponível em http://www.gepec.ufscar.br/textos-1/textos-educacao-do-campo/sobre-a-tipologia-de-territorios/view acesso em set de 2015. FIGUEIREDO, André Luiz Videira de. O “caminho quilombola”: interpretação constitucional e reconhecimento de direitos étnicos. Tese (Doutorado) - Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: UCAM/IUPERJ, 2009. INSTITUTO Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE. Censo Demográfico de Pedra de Maria da Cruz - Minas Gerais. 2010. Disponível em acesso em dez. de 2015. HAESBAERT, Rogério. Da Desterritorialização à Multiterritorialidade. Boletim Gaúcho de Geografia, 29: 11–24, jan., 2003. Versão online disponível em acesso em 05 de jan. 2016. ________ Dos Múltiplos Territórios à Multiterritorialidade. 2004. Disponível em acesso em 06 de jun. 2016. LEITE, Ilka Boaventura. 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813 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Espaço e corporação em perspectiva: uma avaliação teórico-metodológica Fernando Fernandes de Oliveira; Empresa multilocalizada. Difusão espacial. Horizontalidades. Verticalidades. Redes. No que tange ao entendimento da formação socioespacial das sociedades, faz-se necessário a ilustração das práticas da grande corporação e suas múltiplas escalas de operação, considerando o peso das solicitações desses atores à reconfiguração de amplo espaço. O escopo do presente ensaio é o de analisar a evolução da investigação geográfica acerca do movimento de difusão de grupos empresariais sob diferentes prismas relacionados à categoria espaço geográfico, buscando, ainda, a inter-relação de recortes espaciais admissíveis à compreensão do processo de construção de suas espacialidades. BERTAANFFY, Ludwing von. Teoría General de los sistemas. Fondo de cultura econômica de España, 1976. CAMARGO, J. C. G.; REIS JÚNIOR, D. F. A filosofia (neo)positivista e a geografia quantitativa. In: VITTE, A. C. (Org). Contribuições à história e à epistemologia da geografia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. p. 83-99. CASTILHO, Denis. Modernização territorial e redes técnicas em Goiás. Goiânia: Editora UFG, 2016. 228p. CHANDLER, Alfred D. Strategyand structure. Cambridge: MIT Press, 1962. 463p. CHISTALLER, W. Los ugares centrales del sur de Alemanha: introduccion. In. MENDOZA, Josefina et al. El pensamento geográfico. Madrid: Alianza, 1979. CORRÊA, Roberto L. Corporação e organização espacial: um estudo de caso. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v.53, n.3, p.33-66, jul./set.1991. ______. Interações espaciais. In: CASTRO, Iná E. de; GOMES, Paulo Cesar da C.; CORRÊA, Roberto L. (Org.). Explorações geográficas: percursos no fim do século. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. p.279-318. ______. CORRÊA, 2010. Espaço: um conceito-chave da Geografia. in: CASTRO, Iná E. de; GOMES, Paulo Cesar da C.; CORRÊA, Roberto L. (Org.). Geografia: conceitos e temas. 13 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. p. 15-47. ______. Trajetórias Geográficas. 7 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. DIAS, Leila. Os sentidos da rede: notas para discussão. In: DIAS, Leila C.; SILVEIRA, Rogério L. L. (Org.). Redes, sociedade e territórios. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2005. GOMES, Paulo C. C. Geografia e Modernidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. ______. Um lugar para a Geografia: contra o simples, o banal e o doutrinário. In: MENDONÇA, Francisco A.; LOWEN-SAHR, Luzi; SILVA, Márcia da (Orgs.) Espaço e tempo: complexidade e desafios do pensar e do fazer geográfico. Curitiba: ADEMADAN, 2009. p. 13-30. HAGERSTRAND, Torsten. Inovation diffusion as a spatial process. Chicago: The University of Chicago Press, 1967, 334 p. Disponível em: < https://archive.org/details/in.ernet.dli.2015.120140 >. Acesso em junho de 2018. HARVEY, D. O espaço como palavra-chave. GEOgraphia, Vol. 14, n. 28, 2012. HYMER, Stephen. Empresas multinacionais: a internacionalização do capital. Rio de Janeiro: Graal, 1978. 118p. LÖSCH, August. Economics of location (1954). Tradução de William H. Woglom com assitência de Wolfgang F. Stolper. New Haven & London: Yale University Press, 1954. 556p. PIRES DO RIO, Gisela. Estrutura organizacional e reestruturação produtiva: uma contribuição para a Geografia das corporações. Território. Rio de Janeiro, ano III, n. 5, p. 51-66, jul./dez. 1998. ______. Organizações empresariais, trajetórias espaciais e racionalidade: espaço e tempo de uma empresa de celulose. Território. Rio de Janeiro, ano V, n. 8, p. 101-119, jan./jul. 2000. RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993. 269p. RAMIRES, Julio César de L. As corporações multinacionais e a organização espacial: uma introdução. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, v.51, n.1, p.103-112, jan./mar. 1989. SANTOS, Milton. Por uma Geografia Nova: da crítica da Geografia a uma nova crítica. 6 ed. São Paulo: EDUSP, 2004. ______. O retorno do território. Observatorio Social de América Latina. Buenos Aires, Año 6 n. 16, jun. 2005. Disponível em: < http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/osal/osal16/D16Santos.pdf >. Acesso em junho de 2018. ______. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4 ed. São Paulo: EDUSP, 2012. SILVA, Carlos A. F. da. Os avatares da teoria da difusão espacial: uma revisão teórica. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, 57(1), 25-51, jan./mar. 1995. ______. Grupo André Maggi: corporação e rede em áreas de fronteira. Cuiabá: Entrelinhas, 2003. 222p. TAAFFE, Edward. A visão espacial em conjunto. Boletim geográfico, Rio de Janeiro, ano 34, nº. 247, p. 5-27, out./dez. 1975. WEBER, Alfred. Theory of the location of industries. In: FRIEDRICH, Carl J. (Ed.). Alfred Webers theory of the location of industries. Chicago (EUA), The University of Chicago Press, 1929. 306 p.
814 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados (Trans)formação do município de Confins e seu planejamento territorial Rogério Augusto Figueiredo Coutinho;Antônio Dimas Cardoso;Simone Narciso Lessa; Metrópole. Lugar. Território. Aeroporto. Confins. Região metropolitana. O ordenamento e planejamento territorial dos municípios vêm sofrendo intensas e profundas mudanças, seja pela imposição das forças produtivas e do capital, ou ainda pela necessidade de se adotar novos arranjos territoriais que atendam determinadas necessidades e particularidades locais, trazendo na sua esteira transformações de ordem socioeconômicas e ambientais, levando a vários tipos de investimento em planejamento com abordagens diferenciadas. O último processo de planejamento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, qual seja, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDDI-RMBH, 2009/2011), e o seu respectivo Macrozoneamento (MZ-RMBH, 2014), apontaram para a evidenciação da ocorrência de alguns processos socioespaciais desencadeados a partir de ações governamentais estruturantes, como é o caso do município de Confins, que já alterou toda sua legislação específica para estabelecer que o perímetro urbano, tal como definido no Plano Diretor vigente (Lei Complementar nº 012/2009), corresponde à totalidade das divisas municipais. Transformou, pois, todas as áreas/zonas rurais em áreas/zonas urbanas ou de expansão urbana. Buscou-se com esse estudo entender em que medida esse processo realizado em Confins foi derivado de disputas entre os vários interesses implicados na formação e no planejamento da Metropolitana de Belo Horizonte. A justificativa do trabalho consistiu na importância de, por meio do estudo e análise dos efeitos desse processo de territorialização do município de Confins, jogar luz sobre o papel do Aeroporto (AITN), da pressão imposta pela implantação da Cidade Administrativa e do Vetor Norte, desembocando, em tese, na supressão dos espaços rurais, e, via de consequência, na produção dos correlatos espaços urbanos. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 1988. ______. Lei nº 13.089, de 12 de janeiro de 2015. Institui o Estatuto da Metrópole e dá outras providências. Brasília, DF, 2015. ______. Lei Complementar nº 14, de 8 de junho de 1973. Estabelece as regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e Fortaleza. Brasília, DF, 1973. ______. Presidência da República. Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2011. Dispõe sobre o Estatuto da Cidade e dá outras providências. Brasília, DF, 2001. Cedeplar/UFMG. 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815 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Diáspora indígena no Leste Brasileiro: a resistência e o protagonismo dos povos indígenas nos “sertões” de Minas Gerais Ludimila Rodrigues; Povos Indígenas. Leste Brasileiro. “Sertões” de Minas Gerais. Desde a colonização do território brasileiro, os povos indígenas vêm passando por processos de diáspora que desconsideram toda a história cultural e social em seus territórios tradicionais. Tais perspectivas são ainda mais evidenciadas em regiões fora da Amazônia, como no leste brasileiro, onde atualmente existem poucas aldeias indígenas. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo analisar a diáspora indígena no leste brasileiro e a sua emergência política e identitária, ainda tão pouco reconhecida e valorizada pela sociedade que, muitas vezes, ainda desconhece a presença de diversas aldeias indígenas no sudeste brasileiro. Para tal foram realizadas entrevistas com algumas dessas populações nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, além de levantamento de dados bibliográficos, cartográficos e documentais regionais e de entidades não governamentais que apoiam tais populações. Nesse sentido, ressaltamos que dialogar sobre o passado, presente e futuro desses povos faz-se cada vez mais necessário no contexto atual, uma vez que, muitos de seus direitos adquiridos nos últimos anos vêm sendo ameaçados por uma série de políticas públicas e posicionamentos estigmatizantes e desconstrutivos da luta e resistência indígena. AMANTINO, Márcia. Entre o genocídio e a escravidão. Revista do Arquivo Público Mineiro. Belo Horizonte, vol. 45, fasc. 2, 120-135, jul/dez/2009. Disponível em: < http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm_pdf/Ensaio2009-2.pdf>. Acesso em 30/04/2013. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE AÇÃO INDÍGENA – ANAÍ. Povos Indígenas, 2010. 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816 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Análise da acessibilidade da população da cidade de Montes Claros/MG à uma escola pública por transporte coletivo Narciso Ferreira Santos Neto;Rodrigo Marques do Nascimento;José Luiz Lopes Teixeira Filho; Cidades Médias. Transporte Público Coletivo. Acessibilidade. Montes Claros. As cidades médias se destacam pelo seu caráter dinâmico, centralizador, atrativo de mercadoria, serviços e pessoas. A cidade de Montes Claros, localizada no norte de Minas Gerais, tem demonstrado tais características através do intenso fluxo de viagens demandado pela população aos Polos Geradores de Tráfego. Nesse cenário, necessita-se de um modo capaz de suprir a carência de transporte das pessoas, de maneira segura, econômica, sustentável e racionalizando. O ônibus, gerido por meio de diretrizes do Estado, se apresenta como melhor opção em relação aos automóveis particulares, uma vez que reduzem congestionamento e exercem papel social. Nessa perspectiva, o presente trabalho analisa a acessibilidade por transporte público coletivo ao polo gerador de tráfego (Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro), localizado na Avenida Mestra Fininha, número 1225, bairro Jardim São Luiz, em Montes Claros – MG. Essa análise leva em conta o tempo de viagem (tempo de espera e tempo de percurso) por transporte público com ligação direta a escola e utiliza Sistemas de Informações Geográficas para armazenamento, processamento e espacialização dos dados coletados. A partir daí, sugere-se o nível de acessibilidade dos moradores da cidade de Montes Claros à escola Estadual Professor Plínio Ribeiro, o qual se mostrou com melhores resultados na área central e, quase sempre, reduziu-se à medida que se aproximava das regiões periféricas. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR_15570-20011_ Transporte — Especificações técnicas para fabricação de veículos de características urbanas para transporte coletivo de passageiros. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TRANSPORTES PÚBLICOS – ANTP. Mobilidade, transporte público e o estatuto da cidade: desafios para um desenvolvimento sustentável. Texto apresentado no I Congresso nacional pelo Direito à Cidade, São Paulo. Associação nacional de Transportes públicos. São Paulo, 2001. BARAT, Josef. Evolução dos transportes no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação IBGE, 1978. BRANCO, Gabriel Murgel. O Proconve: Alcance e dificuldades. In Secretaria do Meio Ambiente. Meio Ambiente e Transporte Urbano. São Paulo, 1990. BRASIL, Lei Federal nº 10.257, de 10/07/2001: Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana (Estatuto da Cidade) e da outras providências. Disponível em: . Acesso em Maio de 2016. BRASIL. Ministério das Cidades. PlanMob/Construindo uma Cidade Acessível. Caderno 2. Brasília: Ministério das Cidades, 2007. Disponível em: . Acesso em: 29 junho 2018. BRASIL. Ministério das Cidades. 2007. Caderno PlanMob: para orientação aos órgãos gestores municipais na elaboração dos Planos Diretores de Mobilidade Urbana. Brasília. BELTRÃO SPOSITO, M. E. O chão em pedaços: Urbanização, economia e cidades no Estado de São Paulo. UNESP, Presidente Prudente, 2004 (Livre Docência). CARDOSO, L; Matos, R. Acessibilidade Urbana e Exclusão Social: novas Relações, velhos Desafios. In: X Simpósio Nacional de Geografia Urbana, Florianópolis, 2007. FERRAZ, Antônio Clovis Pinto; TORRES; Isaac Guillermo Espinosa. Transporte Público Urbano. 2. ed. São Carlos: Rima, 2004. GEIGER, P.P. Regionalização do espaço no Brasil. In: BARAT, Josef. Política de desenvolvimento urbano: aspectos metropolitanos e locais. 2. ed. Rio de Janeiro, IPEA/INPES, 1979. JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2001. KOWARICK, L. Escritos Urbanos. São Paulo: Editora 34, 2000. 144p Lei 10.257 de 10 de julho de 2001: Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília, 2001. REDE IBERO-AMERICANA DE ESTUDO EM PÓLOS GERADORES DE TRÁFEGO (2008). Disponível em: http://redpgv.coppe.ufrj.br. Acesso dia 23/07/2016. SIEBERT, Cláudia; SOUZA, Luiz Alberto de. Plano Diretor de Brusque: A participação da Universidade em sua revisão. COBRAC 98 – Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário. UFSC. Florianópolis. 18 a 22 de outubro de 1998. VASCONCELLOS, Eduardo Alcântara. Transporte Urbano em países em desenvolvimento: Reflexões e Propostas. São Paulo. Annablume: 2000. VAZ, J.C; Santoro, P. 2009. Cartilha Mobilidade urbana é desenvolvimento urbano! 2005. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2013. SANTOS NETO, Narciso Ferreira. Acessibilidade a Serviço de Saúde de Média Complexidade por Transporte Público: Proposta de indicador. 2015. 239 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Transportes) Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa de Engenharia –COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro –UFRJ, Rio de Janeiro. 2015.
817 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Resenha Soja, Edward Willian. Geografias pós-modernas: a reafirmação do espaço na teoria social crítica. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. 323p. Francisco Wendell Dias Costa; Resenha Soja, Edward Willian. Geografias pós-modernas: a reafirmação do espaço na teoria social crítica. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. 323p.
1084 ciranda v. 4 n. 1 (2020) LITERATURA EM ESCOLAS PÚBLICAS Flávia Brocchetto Ramos;Gabrielle Dall Agnol;Andreia Morés; PNBE; mediação; formação docente. Este artigo analisa resultados de investigação sobre a mediação da leitura literária relacionada a obras selecionadas pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), a fim de compreender como a escola atua nesse Programa de leitura. O estudo focaliza dois grupos de profissionais que atuam em escolas públicas (municipais e estaduais) nos municípios de Caxias do Sul e Terra de Areia-RS, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em especial, os que exercem a docência em turmas de primeiro ao terceiro ano. Para a construção de dados, foram realizados questionários com questões objetivas e dissertativas pautadas nos princípios qualitativos de BAUER & GASKELL (2002) e BISOL (2012). Os dados analisados sinalizam para a importância da literatura durante a formação dos profissionais, bem como o incentivo de programas de governo que fortalecem as práticas docentes, incentivando a formação de leitores. BAUER, Martin; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. BISOL, Cláudia Alquati. Estratégias de pesquisa em contextos de diversidade cultural: entrevistas de listagem livre, entrevistas com informantes-chave e grupos focais. Revista Estudos psicológicos, vol. 29, supl.1. Campinas Oct./Dec. 2012. Disponível em: . Acesso em: 26/05/2017. BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. RESOLUÇÃO Nº 2, DE 1º DE JULHO DE 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, seção 1, n. 124, p. 8-12, 02 de julho de 2015. BRASIL. Programa Nacional Biblioteca da Escola 1997. Disponível em http://portal.mec.gov.br/programa-nacional-biblioteca-da-escola. Acessado em 13/04/2019. BRASIL. SEB/DAGE. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: formação do professor alfabetizador: caderno de apresentação. Brasília: MEC, SEB, 2012. CANDIDO, Antônio. O direito à Literatura. In: Vários Escritos. Rio de Janeiro/São Paulo: Ouro sobre Azul/Duas Cidades, 1995. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores associados/ Cortez, 1989. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. GADAMER, Hans-Georg. Verdade e método. Petrópolis: Vozes, 1997. LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1997. NÓVOA, António FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PROFISSÃO DOCENTE 1992. Disponível em: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/4758/1/FPPD_A_Novoa.pdf> Acessado em 13/04/2019. PAIVA, Aparecida; SOARES, Magda. Introdução. In: PNBE na escola: literatura fora da caixa / Ministério da Educação; elaborada pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais. – [Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2014]. RAMOS, Flávia Brocchetto; PANOZZO, Neiva Senaide Petry. Interação e mediação de leitura literária para a infância. São Paulo: Global, 2011. RAMOS, Flávia Brocchetto. Literatura infantil: de ponto a ponto. Curitiba: CRV, 2010.
1072 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda A MOTIVAÇÃO DO PROFESSOR: UM CONSTRUTO CONSTRUÍDO SOCIALMENTE Jacqueline Ribeiro de Souza; Motivação. Professor. Resultados de tese Neste artigo, discuto sobre o conceito da motivação, apresento algumas pesquisas desenvolvidas sobre a motivação do professor e apresento alguns resultados da minha tese de doutorado intitulada Crenças, motivação e agenciamento político de professores de espanhol: formando uma comunidade de prática, defendida em 2019. Na minha pesquisa, investiguei a motivação de professores de espanhol na cidade de Montes Claros/MG após a participação desses docentes em uma comunidade de prática. O principal objetivo deste artigo é apresentar as contribuições da minha pesquisa para os avanços dos estudos da motivação. BERGILLOS, F. J. L. La motivación y el aprendizaje de una L2/LE. Vademécum: para la formación de profesores, Madrid, jan. 2005. BOO, Z.; DÖRNYEI, Z.; RYAN, S. L2 motivation research 2005 - 2014: Understanding a publication surge and a changing landscape. System, [s.l.], v. 55, p. 145-157, dez. 2015. BRASIL. Lei nº 11.161, de 05 de agosto de 2005. Dispõe Sobre O Ensino da Língua Espanhola. Brasília, DF: Diário Oficial da União. BZUNECK, J. a.; GUIMARÃES, S. E. R. Crenças de eficácia de professores: validação da escala de Woolfolk e Hoy. Psico-usf, [s.l.], v. 8, n. 2, p.137-143, dez. 2003. FapUNIFESP (SciELO). DÖRNYEI, Z. The L2 Motivational Self System. In: DÖRNYEI, Z.; USHIODA, E. Motivation, Language Identity and the L2 Self. Multilingual Matters, 2009. DÖRNYEI, Z.; USHIODA, E. Motivation to learn another language: current socio-dynamic perspectives. In: DÖRNYEI, Z.; USHIODA, E. Teaching and researching motivation. Harlow: Pearson Education Limited, 2011. p. 74-99. KUBANYOVA, M. Possible selves in language teacher development. In: DÖRNYEI, Z.; USHIODA, E. (Ed.). Motivation, language identity and the L2 Self. Bristol: Multilingual Matters, 2009, p. 314-332. MOREIRA, H. A motivação e o comprometimento do professor na perspectiva do trabalhador docente. Série-Estudos - Periódico do Mestrado em Educação da UCDB. Campo Grande, n. 19, p. 209-232, jan./jun. 2005. MOREIRA, H. Investigação da motivação do professor: a dimensão esquecida. Revista Educação & Tecnologia, Curitiba, v. 1, n. 1, p.88-96, jan. 1997. Disponível em: . Acesso em: 04 jun. PIGOTT, J. A call for a multifaceted approach to language learning motivation research: Combining complexity, humanistic, and critical perspectives. Studies in second language learning and teaching, v. 02, n. 03, p. 349-366, 2012. Disponível em: . Acesso em: 25 fev. 2016. SOUZA, Jacqueline Ribeiro de. Crenças, motivação e agenciamento político de professores de espanhol: formando uma comunidade de prática. 2019. 292 f. Tese (Doutorado), Universidade Federal de Uberlândia, Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, TURNER, J. C. Using Context to Enrich and Challenge our Understanding of Motivational Theory. In: VOLET, S.; JÄRVELÄ, S. (Ed.). Motivation in Learning Contexts: Theoretical Advances and Methodological Implications. New York: Pergamon Press, 2001. p. 85-104. USHIODA, E. Language Learning at University: Exploring the Role of Motivational Thinking. In: DÖRNYEI, Z.; SCHMIDT, R. (Ed.). Motivation and Second Language Acquisition. University of Hawaii: Second Language Teaching and Curriculum Center, 2001. p. 93-125. USHIODA, E., DÖRNYEI, Z. Motivation. In: GASS, S.; MACKEY, A. (Ed.). The Routledge handbook of second language acquisition. New York: Routledg, 2012. p. 396-409. WANINGE, F.; DÖRNYEI, Z.; BOT, K. Motivational Dynamics in Language Learning: Change, Stability, and Context. The Modern Language Journal, v. 98, n. 3, p. 704-723, set.
1073 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda A ESCOLA E A CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA Amanda Luiza Weiler Pasini;Marcele Pereira da Rosa Zucolotto; Convívio. Democracia. Escola. Fazendo parte de um projeto de pesquisa que visa refletir sobre a educação e a convivência democrática, o objetivo desse trabalho é refletir sobre a importância conferida pela escola para essa questão. Nessa pesquisa de cunho qualitativo foram utilizados, além da literatura, dados coletados por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com seis professoras de uma escola pública de ensino fundamental do interior do Rio Grande do Sul. Como resultados, pode-se perceber envolvimento e preocupação das professoras com a questão da convivência, mas que as ações executadas neste sentido acabam sendo realizadas de aneira individuais e não contam com a coletividade do ambiente escolar para a reflexão sobre isso. Este estudo mostra que encarar e discutir sobre a questão da convivência escolar é algo extremamente necessário na atualidade. E, nesta direção, aponta-se para a escola como um dos espaços mais importantes para essa discussão, um lugar privilegiado para promover, desde cedo, uma convivência respeitosa e democrática. ARANHA, M. L. A. Filosofia da educação. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2010. BAUMAN, Z. 44 cartas do mundo líquido moderno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, BAUMAN, Z.; MAZZEO, R. Sobre educação e juventude: conversas com Riccardo Mazzeo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF. BOCK, A. M. B. A Escola. In: BOCK, A. M. B. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 14a. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. CANDAU, V. (Org.). Somos tod@s iguais? Escola, discriminação e educação em direitos humanos. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. FOUCAULT, M. Vigiar e punir: o nascimento da prisão. 22a ed. Petrópolis: Vozes, 1987. MOSÉ, V. A escola e os desafios contemporâneos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, SILVA, R. M. D.; BUSNELLO, C. P.; PEZENATTO, F. Política, cidadania e educação integral: a convivência democrática como princípio pedagógico. Rev. Bras. de Política e Administração da Educação. v. 30, n. 2, pp. 397-416, 2015. STAKE, R. E. Pesquisa qualitativa: estudando como as coisas funcionam. Porto Alegre: Penso, 2011. ZUCOLOTTO, M. P. R.; LIMACHI, E. K. U.; NASS, I. R. Conceituando educação: o que pensam professores do ensino fundamental. In: Anais do Seminário Internacional de Ensino de Humanidades e Linguagens, Santa Maria: Universidade Franciscana, v. 2, 2019a. ZUCOLOTTO, M. P. R.; LIMACHI, E. K. U.; NASS, I. R. Conviver na escola: o princípio de uma sociedade democrática. In: Anais do Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão – SEPE, Santa Maria: Universidade Franciscana, v. 11, n. 23, 2019b. ZUCOLOTTO, M. P. R.; LIMACHI, E. K. U.; NASS, I. R. Produção de subjetividades e convivência escolar. Research, Society and Development, v. 8, n. 6, pp. 1-17, 2019c.
1074 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda O DISCURSO DA INTERNACIONALIZAÇÃO ATRAVÉS DE AULA-EVENTO Henrique Almeida Santos;Carina Merkle Lingnau; Posição sujeito. Globalização. UTFPR A internacionalização é um movimento global que tem ocupado vários espaços no mundo contemporâneo. Um desses espaços é a universidade, especificamente os cursos de graduação e pós-graduação. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Francisco Beltrão (UTFPR-FB) não foi diferente, com a inserção de editais de mobilidade estudantil internacional, duplo diploma, entre outros, o curso de Licenciatura em Informática também se interessou pela oportunidade de cursar parte da graduação no exterior e assim desenvolveu uma aula-evento junto à disciplina de Comunicação Linguística. Para desenvolver essa pesquisa buscamos em Michel Foucault a fundamentação teórica e analisamos a posição sujeito de dois palestrantes envolvidos na chamada aula-evento. Como resultados verificamos que um dos palestrantes assumiu a posição de sujeito acadêmico durante grande parte de sua fala, o que demonstra que em sua experiência vivenciou mais a relação universitária, enquanto o outro palestrante analisado se mostrou dividido em sua função sujeito, por vezes se posicionou como acadêmico, por outras assumiu a função profissional engenheiro ambiental que receberia uma oportunidade de trabalho na Europa. COLUNAS TORTAS. O que é discurso? Uma abordagem Foucaultiana. Disponível em: https://colunastortas.com.br/o-que-e-discurso/. Acesso em 16 jul. 2019. CORACINI, M.J. A celebração do outro: arquivo, memória e identidade: línguas (materna e estrangeira), plurilingüísmo e tradução. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2007. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Trad. Roberto Machado. 25ª.ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, FOUCAULT, M. A arqueologia do saber: Tradução Luiz Felipe Baeta Neves. 8ª.ed – Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014. FOUCAULT, M. Ditos e escritos. Arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento. MOTTA, Manoel Barros da (Org.). Tradução de Elisa Monteiro. Rio de Janeiro: Forense Universitária, v. 2. MOROSINI, M. C. Internacionalização da educação superior no Brasil: a produção recente em teses e dissertações. Educação em Revista (online), 2017. REVEL, J. Michel Foucault: conceitos essenciais. Tradução Maria do Rosário Gregolin, Nilton Milanez, Carlo Piovesani. São Carlos: Claraluz, 2005. THOMPSON, P. O que é discurso? Uma abordagem Foucaultiana. Disponível em: <>. Acesso em 24 maio de 2019.
1075 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda LICENCIATURA NO CURSO DE PSICOLOGIA: PANORAMA NO SÉCULO XXI Diego Ranielly Dias Silva;Kesley de Jesus Leal;Leonardo Augusto Couto Finelli; Licenciatura em Psicologia. História da Psicologia. LDB. DCN. Ensino Superior. O processo de hominização leva ao desenvolvimento do indivíduo no mundo. Percebe-se que a aliança entre a Psicologia e a Educação promove o desenvolvimento da sociedade ao ampliar esse processo. Desde seu reconhecimento enquanto profissão, no Brasil, em 1962, a Psicologia já assumia a perspectiva da formação para modalidade da Licenciatura, porém com as mudanças nas políticas educacionais, essa foi sendo esquecida. Não obstante, a partir da LDB de 1996, há a retomada de tal modalidade educacional que passa a ganhar força no avançar do século XXI. Nesse sentido, o presente artigo retoma a evolução da legislação das diretrizes curriculares de graduação de Psicologia que tratam da Licenciatura no curso de Psicologia. A partir da discussão documental, realizou-se o levantamento das IES que Oferecem a opção de ênfase em licenciatura. Tais dados foram buscados a partir dos respectivos cadastros de oferta de curso no e-MEC, e desse da matriz de cada instituição. Como resultados verificou-se que 543 IES oferecem a graduação em psicologia, dessas, conseguiu-se analisar as matrizes de 470 instituições. Dessas, verificou-se que 425 instituições não oferecem a Licenciatura em Psicologia em sua matriz curricular. As 45 que ofertam levam a discussão sobre quais as dificuldades e empecilhos para tal implementação, assim como a consideração da perda associada para a formação dos profissionais da Psicologia, assim como para o desenvolvimento da sociedade em geral, que não tem a oferta de tais discussões na formação de alunos da educação nos mais diversos níveis e modalidades de ensino. ASSUNÇÃO, M. M. S. Curso de Psicologia: Algumas Reflexões sobre o Bacharelado e a Licenciatura. Educação em Revista, v. 29, p. 45-60, 1999. BOCK, A. M. B.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. L. T. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2001. BRASIL. Lei nº 4.119 de 27 de agosto de 1962. Dispõe sobre os cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo. Brasília (DF): Diário Oficial da União p. , 1962. BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. Lei nº 7.044, de 18 de Outubro de 1982. Altera dispositivos da Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, referentes a profissionalização do ensino de 2º grau. Brasília: MEC, 1982. BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. LDB - Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Parecer CNE/CES nº 776/1997, aprovado em 3 de dezembro de 1997 - Orientação para as diretrizes curriculares dos Cursos de Graduação. Brasília, DF: CNE/CES, 1997a. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997b. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 8, de 7 de maio de 2004. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia. Brasília, DF: CNE/CES, 2004. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Parecer CNE/CES N.º 338, de 12 de novembro de 2009. Aprecia a Indicação CNE/CES nº 2/2007, que propõe a alteração do art. 13 da Resolução CNE/CES nº 8, de 7 de maio de 2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia. Brasília, DF: CNE/CES, 2009. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 5, de 15 de março de 2011. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia, estabelecendo normas para o projeto pedagógico complementar para a Formação de Professores de Psicologia. Brasília, DF: CNE/CES, 2011. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 2, de 1º de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, DF: CNE/CES, 2015. BRASIL, Ministério da Educação. Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior Cadastro e-MEC. 2016. Sistema e-MEC. Disponível em: http://emec.mec.gov.br/. Acesso em: 10 abr. 2016. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 3, de 3 de outubro de 2018. Altera o Art. 22 da Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de 2015, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, DF: CNE/CES, 2018. COMITÊ NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS – CNEDH. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Ministério dos Direitos Humanos. Brasília, CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP); CONSELHOS REGIONAIS DE PSICOLOGIA. Ofício nº 0633-08/DIR-CFP. Brasília: CFP, 2008. FERNANDÉZ, A. A Inteligência Aprisionada. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. FINELLI, Docência em Avaliação Psicológica: A formação em Minas Gerais – Brasil. Revista Galego-Portuguesa de Psicoloxía e Educación, v. 21, n. 2, 49-59, 2013. FINELLI, L. A. C.; FREITAS, S. R.; CAVALCANTI, R. L. Docência em Avaliação Psicológica: a formação no Brasil. Revista de Estudios e Investigación en Psicología y Educación, v. 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Educação profissional, científica e tecnológica, formação humana e a psicologia escolar e educacional. 2018. 183 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, Criciúma, SC, 2018. SCHULTZ, D. P.; SCHULTZ, S. E. História da psicologia moderna. São Paulo: Cultrix, SILVA JÚNIOR, A., CATARINI, M.; PRUDENTE, R.C.A.C. 1945-1962: Os antecedentes da regulamentação da psicologia como profissão no Brasil. CES Revista, v. 18, n. 1, p. 157-167, TRIOLA, M. F. Introdução à estatística. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
1076 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO: PERCEPÇÕES SOBRE A ETAPA DE CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA Ana Caroline Souza de Oliva;Valéria Daiane Soares Rodrigues; Estágio Supervisionado, Língua Espanhola, Caracterização da escola Este trabalho apresenta um relato de experiência propiciado pelo Estágio Curricular Supervisionado – etapa de caracterização da escola. Objetivou-se analisar a organização administrativa de uma escola de Montes Claros que oferece apenas o ensino fundamental e como esta atua no comportamento e desenvolvimento dos alunos. Para que esta pesquisa fosse realizada, a metodologia constituiu-se de observação da escola em diferentes momentos e leitura dos documentos que estruturam o funcionamento da instituição. Sob essa perspectiva, percebemos a importância do olhar do discente de Letras Espanhol acerca do seu posterior local de atuação profissional de forma a conhecer as particularidades da escola. Além disso, refletir sobre maneiras de implementar projetos que diminuam a distância entre universidade e escola a fim de que exista uma orientação clara frente a presença dos estagiários no ambiente escolar. COUTO, Ligia Paula. Didática da Língua Espanhola no Ensino Médio. São Paulo: Cortez, FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. O Papel do Estágio nos Cursos de Formação de Professores. In: PICONEZ, Stela C. Bertholo; FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado. 2. ed. Campinas: Papirus, 1994. Cap. 3. p. 53-62. LIMA, Maria Socorro Lucena. Reflexões sobre o Estágio: Prática de Ensino na Formação de Professores. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 8, n. 23, p.195-205, 2008. Quadrimestral. MACHADO, Paula. Os Catopês de Minas e suas Tradições ainda Marcam a História do Estado. Disponível em: <> Acesso em: 12 nov. de 2019. RODRIGUES, Valéria Daiane Soares. Relevância do Estágio Curricular Supervisionado na Formação de Professores. Ciranda, Montes Claros, v. 1, n. 1, p.43-53, 2017. Anual. UNIMONTES. Projeto Político Pedagógico do Curso de Licenciatura em Letras Espanhol da Universidade Estadual de Montes Claros, 2015. VEJA como funciona o da Vinci, robô cirurgião de R$ 6 milhões. Setor Saúde: Tecnologia e Inovação. 15 de maio de 2015. Disponível em: . Acesso em: 24 de jul. de 2020
1077 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS E POSSIBILIDADES SOBRE OS SABERES TEÓRICOS E PRÁTICOS NO PROCESSO FORMATIVO DO ACADÊMICO DE PEDAGOGIA Mânia Maristane Neves Silveira Maia;Luzia Leidjane Mendonça Fernandes; Formação de Professores. Saberes teóricos e práticos. Pedagogia Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa monográfica que foi realizada com professoras regentes do 1º ao 5º ano de três escolas da cidade de Paracatu - MG, e teve como principal objetivo em analisar os desafios e as possibilidades sobre os saberes teóricos e práticos no processo formativo do acadêmico de Pedagogia para o exercício da docência. Utilizou-se uma pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva, bibliográfica e de campo, o instrumento de coleta de dados foi um questionário estruturado, aplicado no mês de Julho de 2019. A amostra contou com seis professoras efetivas da Rede Municipal de Paracatu. Para atingir o objetivo proposto foi feito uma pesquisa bibliográfica baseada em autores, como: Imbernón (2001 e 2010); Libâneo (2005 e 2007) e Nóvoa (1991, 1992, 1997 e 2003). Após a realização da pesquisa, a análise e interpretação dos dados coletados foram feita a luz do referencial teórico. Por meio dessa pesquisa, foi possível compreender que os saberes teóricos abordados no curso de formação de professores, bem como os saberes práticos contribuem para uma prática pedagógica satisfatória. ANDRÉ, M. O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. Campinas, SP: Papirus, 2001. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação e da pedagogia: geral e Brasil. 3 ed. rev e ampl. SP: Moderna, 2006. AQUINO, J. G. Autoridade e Autoritarismo na Escola: alternativas teóricas e práticas. ª Ed. – São Paulo: Summus, 1999. BARROS, Aidil Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. A metodologia e a universidade. 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1078 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM PEDAGOGIA: ARTICULAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NA FORMAÇÃO DO DOCENTE DO CURSO DE PEDAGOGIA Ivanise Melo de Souza;Luciana Moreira de Oliveira;Ramony Maria Silva Reis Oliveira; Estágio Supervisionado, Pedagogia e Formação de professores. O Estágio Curricular Supervisionado nos cursos de formação de professores permite o acesso aos instrumentos teórico-metodológicos indispensáveis para a atuação do licenciado no contexto escolar e a articulação da teoria e prática adquiridas na universidade e escola campo. Assim, o estágio configura-se como o momento em que o futuro profissional da educação vivencia experiências singulares e significativas na construção de sua identidade profissional. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo conhecer as percepções dos acadêmicos do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Montes Claros sobre a importância do estágio na formação docente. Esta pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa, sendo utilizado o questionário como instrumento de coleta de dados. Por meio dos resultados apresentados na pesquisa, pôde se constatar que o Estágio Supervisionado desempenha um papel fundamental no processo de formação de professores, constituindo-se o primeiro contato que o discente tem com seu futuro campo de atuação, possibilitando o desenvolvimento de habilidades bem como a ampliação de conhecimentos e adquiridos na universidade e na escola-campo. ALMEIDA, Maria I; PIMENTA, Selma G. Estágios supervisionados na formação docente. São Paulo: Cortez, 2014. BARREIRO, Iraide Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de Professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP 28, de 02 de outubro de 2001. Dá nova redação ao Parecer CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Pareceres CNE/CP, Brasília, 2001b. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/cnecp_212001.pdf. Acesso em: 13 jun. 2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Resoluções CNE/CP, Brasília, 2002 a. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/res1_2.pdf. Acesso em: 14 jun. 2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 02/2015, de 1º de julho de Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 jul. 2015, p. 8-12. Seção 1 LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Aprendizagem da Profissão Docente. Brasília: Liber Livro, 2012. PIMENTA, Selma G. A Didática como mediação na construção da identidade do professor: uma experiência de ensino e pesquisa. In: ANDRÉ, M. e OLIVEIRA, M. R.(orgs.). Alternativas do Ensino de Didática. Campinas: Papirus, 1997. PIMENTA, S. G; Lima, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez Editora, 2004. SCALABRIN, I. C.; MOLINARI, A. M. C. A importância da prática do estágio supervisionado nas licenciaturas. UNAR, v. 17, n. 1, 2013.
1079 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda A CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO COMPUTACIONAL NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE CARTOGRÁFICA Cristina M. Pescador;Sintian Schmidt;Aline Silva De Bona; Pensamento computacional. Letramento em codificação. Habilidades digitais. Cartografia. Este estudo se propôs a cartografar e identificar indícios de construção de pensamento computacional por estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental em uma escola da rede pública municipal no interior do Rio Grande do Sul. Durante alguns períodos, na aulas regulares desenvolvidas no laboratório de informática na educação (LIE), as crianças foram desafiadas a resolver problemas ora usando um robô programável, ora desenvolvendo atividades propostas no site “Hora do Código”, ora trabalhando em atividades de programação com o software Scratch. O método de investigação utilizado se baseia nos princípios de Pesquisa Cartográfica propostos por Kastrup, com base em Deleuze e Guattari. A análise dos movimentos dos estudantes na busca de soluções para os problemas apresentados é feita à luz dos conceitos de pensamento computacional (WING), letramento em codificação (DUDENEY et al) e habilidades digitais (PAPERT). Destaca-se como resultado o desenvolvimento do processo de aprendizagem autônomo dos estudantes/crianças, e as evidências de abstração nas resoluções das atividades propostas, assim como se percebe a ação/pensamento coletivo das crianças quando desejam compartilhar com os colegas suas soluções, do seu jeito. ALMEIDA, Maria I; PIMENTA, Selma G. Estágios supervisionados na formação docente. São Paulo: Cortez, 2014. BARREIRO, Iraide Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de Professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP 28, de 02 de outubro de 2001. Dá nova redação ao Parecer CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Pareceres CNE/CP, Brasília, 2001b. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/cnecp_212001.pdf. Acesso em: 13 jun. 2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Resoluções CNE/CP, Brasília, 2002 a. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/res1_2.pdf. Acesso em: jun. 2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 02/2015, de 1º de julho de Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 jul. 2015, p. -12. Seção 1 LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Aprendizagem da Profissão Docente. Brasília: Liber Livro, 2012. PIMENTA, Selma G. A Didática como mediação na construção da identidade do professor: uma experiência de ensino e pesquisa. In: ANDRÉ, M. e OLIVEIRA, M. R.(orgs.). Alternativas do Ensino de Didática. Campinas: Papirus, 1997. PIMENTA, S. G; Lima, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez Editora, 2004. SCALABRIN, I. C.; MOLINARI, A. M. C. A importância da prática do estágio supervisionado nas licenciaturas. UNAR, v. 17, n. 1, 2013.
1080 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda A FOLIA DE REIS E IDENTIDADE: UM ESTUDO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA AGRESTE NO NORTE DE MINAS GERAIS Marco Antônio Caldeira Neves; : Folia de Reis, Comunidades Quilombolas, Identidade. Este Artigo é um recorte da minha Tese e tem como objeto a discussão sobre o modo como os agrestinos afirmam sua identidade no contexto ritual da tradicional Folia de Reis na comunidade Quilombola Agreste, por meio da abordagem de seus aspectos estruturais, históricos e socioculturais, bem como pela importância dessa tradição para a coletividade. A identidade quilombola, que emerge com a Constituição Federal de 1988 para garantir direitos coletivos às comunidades quilombolas, que reivindicaram o direito territorial e cultural, apoia-se numa ancestralidade negra, numa resistência territorial e numa organização social coletiva. Como toda identidade, a quilombola requer exteriorizar os marcadores das diferenças entre os grupos que os circundam. Para marcar as diferenças, as comunidades têm buscado em seus aspectos culturais aquelas manifestações que definem suas diferenciação frente a outras comunidades, dessa forma, tais manifestações demarcam as fronteiras simbólicas afirmando a identidade, delimitando a pertença comum e mantendo os vínculos sociais. Assim, em Agreste, o ritual da Folia de Reis é tratado como Folia de Seu Lero e possui características espaciais e temporais próprias, onde o estabelecimento e manutenção de vínculos sociais são vivenciados anualmente. Esta manifestação tradicional alimenta-se da memória coletiva local, por sua dimensão simbólica que informa comportamentos e modo de vida das pessoas, organizadores de uma vasta teia de relações sociais expressadas em seus rituais. Ao mesmo tempo, a Folia de Seu Lero proporciona aos agrestinos sentirem-se membros de uma totalidade social, contribuindo para a manutenção dos vínculos sociais que fundamentam o pertencimento a essa coletividade negra. ALCURE, Adriana S. A Zona da Mata é rica de cana e brincadeira: uma etnografia do mamulengo. Tese de doutorado em Antropologia Cultural. Rio de Janeiro: IFCS/UFRJ, 2007. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Os quilombos e as novas etnias. In: Quilombos: Identidade étnica e territorialidade. Eliane Catarino O‟Dwyer ( Org.). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002. ______. Terras de preto, terras de santo, terras de índio – uso comum e conflito. In: CASTRO, E. M.; HÉBETTE, J. (Orgs.). Na trilha dos grandes projetos. Belém: NAEA/UFPA, 1989. ______. “Nas Bordas da Política Étnica: os quilombos e as políticas sociais”. In Boletim Informativo NUER/ Núcleo de Estudos sobre Identidade e Relações Interétnicas – v. 2, nº. 2. Florianópolis, NUER/UFSC, 2005. ANDRADE, Mário de. Danças Dramáticas do Brasil. 2. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 2002. ______. Dicionário musical brasileiro. 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1081 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda ENSINO RELIGIOSO E FORMAÇÃO DOCENTE: UMA ANÁLISE A PARTIR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO DA UNIMONTES Rosana Cássia Rodrigues Andrade; Ciência da Religião. Ensino Religioso. Formação de Professores A temática proposta neste estudo representa um tema que ainda não foi suficientemente estudado pela Ciência da Educação. Faltam cursos de licenciatura correspondentes, e isso mostra o caráter desafiador e urgente de uma reflexão sobre a formação dos professores de Ensino Religioso. Este estudo objetiva analisar os paradigmas de formação docente que permeia o curso de Ciências da Religião da Unimontes, para compreender as concepções que fundamentaram as propostas pedagógicas, no período de 2001 a 2012. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada por meio de estudo exploratório, de cunho documental, de forma a descrever o histórico do Curso de Ciências da Religião na Unimontes pela análise dos Projetos Políticos Pedagógicos produzidos no período de 2001 a 2012, e atas oficiais, que constituem parte integrante das práticas educacionais instrumentalizadas por pesquisas bibliográficas e de campo. A pesquisa de campo utilizou-se de uma entrevista semiestruturada, da qual participaram 21 professores e 4 coordenadores que trabalham ou já trabalharam no curso durante esse período. A análise dos dados qualitativos foi realizada através da técnica de análise de conteúdo, fundamentado em Bardin (2004). Os dados revelaram a importância do Curso de Ciências da Religião na tentativa de romper paradigmas solidificados e propor novos locais e formas de se pensar e estudar religião. Constatou-se, também, que os PPPs da forma como estão organizados enfatizam o aprofundamento do saber específico da área, ficando a formação do licenciando sob a responsabilidade de poucas disciplinas pedagógicas. Entretanto, percebe-se uma tentativa de investir na licenciatura para responder ao desafio de habilitar o profissional do Ensino Religioso, tendo a Ciência da Religião como área de referência; portanto, a formação desses professores ainda é desafio para instituições formadoras. O estudo poderá dar sua contribuição social ao apontar caminhos para uma formação inicial de professores de ER, principalmente no âmbito da Unimontes. .
1082 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda O PROJETO VEREDAS NO MUNICÍPIO DE PIRAPORA: UM OLHAR SOBRE A FORMAÇÃO A DISTÂNCIA DE PROFESSORES Huagner Cardoso da Silva; : Educação superior; educação a distância; política educacional; formação de professores; educação continuada. O presente estudo abordou a formação de professores, com foco nas políticas implementadas nos últimos anos na educação brasileira e, em especial, em Minas Gerais. Ao longo dos anos de 1990 vários programas e projetos foram implementados, dentro do campo da formação continuada dos profissionais da área da educação, recorrendo-se, nesses casos, à formação em serviço e a distância. Em março de 2002, iniciou-se um novo programa de formação profissional, valendo-se da modalidade de educação à distância e em serviço, como formação inicial de nível superior, para professores efetivos da rede estadual do Estado de Minas Gerais, com término em setembro de 2005, denominado “Projeto Veredas – Formação Superior de Professores - Curso à distância”. Esta pesquisa foi realizada nas Agências de Formação – AFOR do “Projeto Veredas” (conforme nomenclatura adotada no Projeto), na cidade de Pirapora sob a responsabilidade de formação da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. A pesquisa orientou-se por uma abordagem qualitativa utilizando-se, como fonte de informações, os impressos da Secretaria de Estado da Educação do Estado de Minas Gerais – SEE/MG, os manuais impressos que servem como “Guia” para o formação dos professores-cursistas e as leis, portarias, decretos e documentos oficiais que regulamentam os cursos de formação a distância de professores e em obras que discutem o processo de formação no contexto de transformações sociais e políticas que têm marcado a reestruturação do Estado Brasileiro, na qual se propõe a transferência de responsabilidades aos municípios e às comunidades, num quadro de autonomia administrativa-financeira de suas entidades, e também, a autonomia pedagógica da escola pública. Observouse que o projeto atingiu os seus objetivos no quesito formação em larga escala, em termos de abrangência do número de formados, porém, apresentou baixo desempenho em relação à qualidade de formação, dadas as precariedades de muitos acadêmicos-bolsistas e da falta de estrutura de muitas das localidades e escolas em que atuavam. Destacamos, por exemplo, a falta acesso à linha telefônica e/ou internet por grande parte dos alunos cursistas que residiam na zona rural do município de Buritizeiro-MG e que eram acadêmicos do Pólo estudado. Outro fator destacado foi a procura pela formação superior para melhoria da remuneração, como relatado por muitos dos entrevistados. Concluímos, ao final da pesquisa, que as propostas para formação de professores em serviço devem considerar, dentre outros aspectos, a melhoria da qualidade do ensino na educação básica e a implementação de novas propostas pedagógicas. .
1085 ciranda v. 4 n. 1 (2020) FORMAÇÃO INTERDISCIPLINAR EM PEDAGOGIA DO CAMPO Vagner Luciano de Andrade; Docência; Ensino Superior; Educação Camponesa; Formação Curricular; Licenciatura. A pedagogia, a ciência formadora de profissionais aptos a atuarem em diferentes níveis de educação é um relevante espaço de discussão teórica do conhecimento pedagógico objetivando efetiva revisão do sistema de ensino e reformulação das políticas educacionais. Atualmente os cursos ofertados vertem para uma formação focada na gestão dos serviços profissionais de apoio escolar e na gestão de espaços escolares e não escolares. Este foco empresarial encontra-se voltado a atender as demandas de educação para o trabalho, dentro da égide urbano-industrial capitalista. Assim demandas especialmente humanizadoras e processos inclusivos que fundamentam a educação em sua essência são negligenciados. Uma das muitas negligências refere-se ao currículo escolar e à formação docente, específicos para atendimento às populações camponesas marginalizadas ao longo da história da sociedade brasileira. Neste sentido, as discussões sociais sobre a legitimidade da educação do campo em todo o país vêm ganhando força nas últimas décadas. O presente trabalho buscar discutir a necessidade de formação de docentes camponeses para as séries iniciais através da ampliação da oferta de cursos presenciais, semipresenciais ou à distância em pedagogia do campo. ABREU, Marise Jeudy Moura de; CARNEIRO, Sônia Maria Marchiorato. A relação entre a educação física e a educação ambiental – um estudo na rede municipal de ensino de Curitiba. In: IX Congresso Nacional de Educação – III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia. 26-29. out. 2009. PUC Curitiba. Disponível em . Acesso em 13. fev. 2020. ALMEIDA, Vasni de (org.). História da educação e método de aprendizagem em ensino de história. 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1086 ciranda v. 4 n. 1 (2020) REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE GEOGRAFIA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA EM SALA MULTISSERIALIZADA Ícaro Santos Rocha;Dulce Pereira dos Santos; Multisserialização. Inclusão. Geografia. O ensino em salas multisseriadas surgiu como uma maneira de proporcionar o ensino aos indivíduos que por muito tempo foram excluídos do acesso à escola, sendo, portanto, um aspecto ligado ao processo de segregação social que existe predominantemente em países subdesenvolvidos. Neste contexto, a quantidade reduzida de alunos presentes faz com que surjam classes multisseriadas, unindo alunos de duas ou mais turmas diferentes. Tal situação leva o professor a lidar com a questão de ter que ministrar conteúdos diferentes em turmas com grande diversidade de níveis de aprendizagem, tanto pelo aspecto de haver alunos em séries diferentes, quanto pelo fator cognitivo. Vale ressaltar que a temática da educação inclusiva não é abordada apenas na questão da multisserialização e da educação do campo, mas também no ensino de pessoas com deficiência, que possuem as suas especificidades e que estão no ensino regular não apenas para a promoção da sua socialização, mas também para aprender como todos os outros alunos. Sendo assim, ocorre a necessidade de observar a educação do campo, a multisserialização e a educação inclusiva com as suas peculiaridades, visando o estabelecimento de um processo de ensino-aprendizagem que preze pela diversidade e pela equidade, onde todos possam aprender. No que se refere à geografia escolar, o professor deve garantir que os alunos possam compreender os conteúdos relacionados à disciplina prezando sempre pelo respeito ao tempo do aluno aprender, utilizando recursos que facilitem o seu aprendizado, além de construir conhecimentos relacionados ao espaço de vivência do discente e o seu papel como cidadão. Portanto, o respectivo trabalho tem como objetivo fazer considerações sobre o ensino de alunos com deficiência e os desafios enfrentados para o seu desenvolvimento no contexto de uma turma multisseriada em Miralta, distrito de Montes Claros-MG. A metodologia desta produção se estabelece por meio de levantamentos bibliográficos, a empiria por meio do exercício da docência e entrevistas realizadas junto a professora de apoio da turma. Apesar dos fatores que contribuem para uma melhor compreensão dos conteúdos, muitos obstáculos existem para que o processo de ensino-aprendizagem possa ser mais efetivo no local em questão. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 5 de outubro de 1988. BRASIL. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Ministério da Educação; Brasília, 2001. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. 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1087 ciranda v. 4 n. 1 (2020) APRENDER FAZENDO: BREVE RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA (UNIMONTES) Amanda Karolayne Rodrigues Silva;Letícia Gonçalves Silva Santos;Maria Heloisa Pinheiro Dias;Vitória Caroline Vidal;Rahyan de Carvalho Alves; Estágio. Geografia Escolar. Formação Docente. O Estágio Supervisionado visa aprimorar o ensino acadêmico para graduar profissionais da educação com excelência, proporcionando o desenvolvimento da teoria aliada à prática no ambiente escolar. O presente artigo tem por objetivo ressaltar a importância do estágio na formação docente e descrever as experiências vivenciadas, as atividades e os resultados obtidos de intervenções realizadas durante o estágio supervisionado em Geografia da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, desenvolvidas nas escolas: Escola Municipal Professora Maria de Lourdes, Escola Estadual João de Deus e Escola Estadual Eloy Pereira, situadas em Montes Claros e em Francisco Sá, Minas Gerais, no ano de 2019. O caminho metodológico realizado consistiu em análise bibliográfica, observação crítica da estrutura física das escolas e regências em turmas do 6° e 7° anos com o desenvolvimento de atividades dinâmicas. Diante as experiências vivenciadas, considera-se que o estágio é um espaço de construção de saberes e conhecimentos da realidade escolar que propicia a troca de experiências entre o licenciando e o professor regente e orientador, articulação entre a teoria e a prática e a respectiva aplicação de metodologias e didáticas aprendidas no curso, aperfeiçoamento da desenvoltura na sala de aula e construção da identidade docente. ALVES, A. B. et al. Geografia – Espaço e Vivência - 7º ano. Ed. Saraiva, 2019. BARBOSA, M. E. S.; ROCHA, L. B. Estágio supervisionado em geografia: oportunidade de reflexão sobre o espaço escolar. In: Endipe, 17., 2014, Fortaleza. Anais... didática e a prática de ensino nas relações entre escola, formação de professores e sociedade. Fortaleza: EdUECE, 2014. v. 1. pp. 1-5. BNCC. Base Nacional referência 2018/2019. Disponível em: . Acesso em: 10 outubro de 2019. BRASIL. Lei n° 11.788, de 25 de novembro de 2008. Disponível em: . Acesso em: 20 de fevereiro de 2020. EDU. 2018. Indicadores da educação. Disponível em:Acesso em: 09 de outubro de 2019. FELÍCIO, H. M. dos; OLIVEIRA, R. A. de. A formação prática de professores no estágio curricular. Educar, Curitiba, n. 32, p. 215-232, 2008. IDEB. 2018. Indicadores da educação. Disponível em: < http://idebescola.inep.gov.br/ideb>. Acesso em: 10 de outubro de 2019. MAGALHÃES, C, et al. Projeto Apoema Geografia 6. 2º ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2015. MATIAZO, S.; BERNARDINO, V. M. P. A Importância do estágio curricular supervisionado em Geografia para a formação de docentes: uma proposta pedagógica. In: Encontro Regional de Ensino de Geografia, 5., 2016, Campinas. Anais... Encontro Regional de Ensino de Geografia, Campinas: ERES, 2016. pp. 1-12. MARTINS, R. E. M. W; TONINI, I. M. A importância do estágio supervisionado em Geografia na construção do saber/fazer docente. Geografia Ensino & Pesquisa, V. 20, N. 3, pp. 98-106, 2016. MOURA, J. D. P. O Estágio na Formação do Professor de Geografia. 2011. (Apresentação de Trabalho/Comunicação). Disponível em: Acesso em: 18 de novembro de 2019. PIMENTA, S. G. Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez Editora, 1999. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência: diferentes concepções. Revista Poíesis, [s. n.], v. 3, n. 3, pp. 5-24, 2005/2006. PROJETO ARARIBÁ. Geografia. 7º ano. 3º edição. São Paulo: ed. Moderna, 2016. RESENDE, V. B. de. Fracasso e Sucesso Escolar: Os dois lados da moeda. In: GOMES, M. de F. C. Dificuldades de Aprendizagem na alfabetização. 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
1088 ciranda v. 4 n. 1 (2020) BREVE ANÁLISE DE PRECONCEITO EM UMA ESCOLA ESTADUAL NA CIDADE DE MONTES CLAROS-MG Carla Milena de Moura Laurentino;Jéssica Lorrany Santana Rodrigues;Michele Alves de Araújo;Gildette Soares Fonseca; Preconceito; aluno; escola; sociedade. O ser humano é movido por sentimentos que contribuem nas relações interpessoais de forma positiva e ou negativa. O preconceito, por exemplo, é o resultado da ignorância que prendem a ideias pré-concebidas, podendo gerar enormes traumas, levando o sujeito até ao suicídio. No ambiente escolar, por ser reflexo da sociedade, existem diversas formas de preconceitos. Neste contexto, este artigo tem por objetivo apresentar resultados de levantamento sobre preconceito em uma escola pública da cidade de Montes Claros-MG. Para tanto, foi realizado pesquisa bibliográfica e de campo, momento que ocorreu grupo focal com aplicação de questionário. Os resultados obtidos apontam que a maioria dos pesquisados já sofreram ou realizaram algum tipo de preconceito. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Brasília: SECAD, 2006. CREPALDI, E. M. F. A importância da família na escola para a construção do desenvolvimento do aluno. 2013. Disponível em: . Acesso em: 24 outubro de 2019. GOMES, N. L. Escola e Diversidade Étnico-Cultural: um diálogo possível. In: DAYRELL, J. (Org.) Múltiplos Olhares sobre Educação e Cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1996. PÉRES, F. Preconceito racial uma ofensa ao princípio da igualdade. Monografia (Especialização) - Curso de Direito, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, 2006. Disponível em: . Acesso em: 25 jan. 2019. PAIVA, N. M. N. de; COSTA, J. da S. A influência da tecnologia na infância: desenvolvimento ou ameaça? Psicologia, Teresina, pp.1-13, 24 jan. 2019. SÃO PAULO. GAZETA DO POVO. Pesquisa comprova que preconceito atinge 99,3% do ambiente escolar no Brasil. IN.: Gazeta do Povo. São Paulo, 17 de jun. de 2009. Disponível em: Acesso em: 27 de janeiro de 2019.
1089 ciranda v. 4 n. 1 (2020) A PRONÚNCIA EM SALA DE AULA Ana Caroline Souza de Oliva;Maria Fernanda Lacerda de Oliveira; Ensino de Língua Espanhola, Pronúncia, Teatro, Aprendizagem Significativa. Este trabalho objetiva apresentar e discutir sobre o ensino de Espanhol a partir de uma estratégia didática para desenvolver a pronúncia no ambiente da sala de aula. Nessa abordagem e mediante a realidade advinda das escolas regulares, que marginalizam essa habilidade, desenvolver a prática da oralidade por meio do teatro constitui a proposta deste trabalho. Esta pesquisa configura-se a partir da discussão teórica a respeito das implicações do teatro para o ensino de espanhol com foco na pronúncia, almejando-se uma aprendizagem significativa. Sob esta ótica, para além de fins educativos, que se constroem na aprendizagem significativa, o ideário de humanização é proporcionado, visto que tal fator mostra-se primordial à aprendizagem do idioma. Dessa forma, um novo olhar para o processo de ensino-aprendizagem de línguas, associando as teorias subjacentes ao ensino de pronúncia em língua espanhola e à aprendizagem significativa, bem como ao desenvolvimento da autonomia do estudante, o ensino por meio do teatro se torna relevante para a articulação entre teoria e prática, e entre os demais conteúdos e habilidades a serem desenvolvidos. ALONSO, Encina. Cómo ser Profesor/a y Querer Seguir Siéndolo: Princípios y Práctica de la Enseñanza del Español como Segunda Lengua, libro de Referencia para Profesores y Futuros Profesores. Madrid: Edelsa Grupo Didascalia, 1994. BARROS, Luizete Guimarães; DIAS, Eva Christina Orzechowski. Língua Espanhola V: Fonética e Fonologia. Florianópolis: Coordenação de Ambiente Virtual, 2010. CAVASSIN, Juliana. Perspectivas para o Teatro na Educação como Conhecimento e Prática Pedagógica. Revista Científica: Faculdade de Artes do Paraná, Curitiba, v. 3, n. 1, p.39-52, jan./dez. 2008. FALCÃO, Carla Aguiar. O Ensino da Pronúncia do Espanhol na Educação à Distância: Uma Proposta Didática. In: XXIV Jornada Nacional do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste. Natal. Anais da Jornada do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste, 2012, v. único. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. 25ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 1996, 52 p. GADOTTI, Moacir. Perspectivas Atuais da Educação. São Paulo, v.14, n.2, p. 03-11, abr-jun. 2000. FapUNIFESP(Scielo). MACHADO, Maria Ângela de Ambrosis Pinheiro. O Processo de Criação do Ator: Uma Perspectiva Semiótica. In: CARREIRA, André et al. Memória ABRACE IX: Metodologias de Pesquisa em Artes Cênicas. Rio de Janeiro: 7letras, 2006. p. 92-104. OLIVÉ, Dolors. Poch. Fonética para Aprender Español: Pronunciación. Madrid: Edinumen, 1999. PELIZZARI, Adriana et al. Teoria da Aprendizagem Significativa Segundo Ausubel. Revista: Psicologia, Educação e Cultura, Curitiba, v. 1, n. 2, p.37-42, jul. 2002. Anual. RICHARDS, Jack C; LOCKHART, Charles. Tradução de Juán Jesús Zaro. Estrategias de Reflexión sobre la Enseñanza de Idiomas. Madrid: Cambridge University Press, 1998. TALLEI, Jorgelina. Dime Qué Material Usas y te Diré Qué Profesor Eres. In: BARROS, Cristiano Silva de; COSTA, Elzimar Goettenauer de Marins (Org.). Se HaceCamino al Andar: Reflexões em Torno do Ensino de Espanhol na Escola. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012. p. 163-173.
1090 ciranda v. 4 n. 1 (2020) GRAMÁTICA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA Emílio de Souza Santos;Leensen Terezinha Pereira Perpetuo;Maria Fernanda Lacerda de Oliveira;Rita Gabriela Vieira;Valéria Daiane Soares Rodrigues; Ensino de gramática. Livro Didático. Língua portuguesa. Há uma preocupação cada vez mais latente sobre a forma como a Língua Portuguesa vem sendo abordada nas escolas de educação básica do Brasil, principalmente, em relação ao ensino de conteúdos gramaticais. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa relacionada à análise de conteúdos gramaticais em livros didáticos de Língua Portuguesa. Para tanto, constituiu-se como corpus da pesquisa os livros Linguagem, Criação e Interação, de Cássia Garcia de Souza e Márcia Paganini Cavéquia, publicado em 2002, e Português Linguagens, de Willian Cereja e Thereza Cochar, publicado em 2015, ambos direcionados ao 6º ano do Ensino Fundamental. Além do corpus, por tratar-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, foram utilizadas contribuições de autores que acenam para a abordagem gramatical no ensino de Língua Portuguesa, especialmente, Barbosa (2009) e Neves (2011). A partir da análise dos livros supramencionados, constatou-se que os materiais didáticos analisados propõem um estudo indutivo dos conteúdos gramaticais, a partir de textos, imagens e propagandas. Vale ressaltar, também, a importância de uma postura crítica do professor em relação à utilização do livro didático como guia de estudo. BAGNO, Marcos. Dramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Ed. Loyola, 2000. BARBOSA, Afrânio Gonçalves. Saberes gramaticais na escola. In: VIEIRA, Silvia Rodrigues; BRANDÃO, Silvia Figueiredo (Orgs.). Ensino de gramática: descrição e uso. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009. pp. 30-42 CEREJA, Willian Roberto; COCHAR, Thereza Magalhães. Português: linguagens, 6. 9. ed. reform. São Paulo: Saraiva, 2015. GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Avercamp, 2005. NEVES, Maria Helena de Moura. Gramática na escola. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p.9-28 SOUZA, Cássia Leslie Garcia de; CAVÉQUIA, Márcia Paganini. Linguagem: criação e interação – 5ª série. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
1091 ciranda v. 4 n. 1 (2020) ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM MÚSICA Marco Antônio Caldeira Neves; Educação Musical: Estágio Supervisionado: Música O presente Artigo é fruto de uma pesquisa em andamento realizada no Estágio Supervisionado em Música da Unimontes buscando um paralelo com as experiências apresentadas por autores/professores de Estágio em outras universidades do país. Tem como foco a discussão sobre os desafios e perspectivas do Estágio Supervisionado em Música a partir da Lei 11.769/2008 e da Lei 13.278/2016. A Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do § 6o “a música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular”. A Lei 13.278/2016 vem acrescida do acrescido do § 6o “As artes visuais, a dança, e música e o teatro são as linguagens que constituirão o componente curricular”. O estágio é uma atividade teórica de conhecimento da práxis dos professores, compreende como uma etapa de grande significância para a formação docente, pois, aproxima o futuro educador do cotidiano da escola, fazendo com que seja selecionado os principais aspectos educativos que possam ser analisados, refletidos, significados, investigados bem como abordados pelo estagiário e com a finalidade de qualificação profissional. BECKER, Fernando. O caminho da aprendizagem em Jean Piaget e Paulo Freire: da operação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. A Educação Musical nas séries iniciais do ensino fundamental: olhando e construindo junto às práticas cotidianas do professor. Porto Alegre: URFGS, 2000. Dissertação (Doutorado em Educação) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, URFGS, 2000. BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. A formação profissional do educador musical: algumas apostas. Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 8, 17-24, mar. 2003. BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. Educação Básica e Educação Musical: formação, contexto e experiências formativas. In: INTERMEIO: Revista do Programa de Pós Graduação em Educação, Campo Grande, MS, v. 19, n. 37, p. 76-94, jan/jun. 2013. BRASIL. Lei 11.788/08, Brasília: 2008. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação no. 9394/96, Brasília. 1998. BUCHMANN, Letícia; BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. O estágio supervisionado na formação inicial em música: um estudo na UFSM. In: Anais Associação Brasileira de Educação Musical, 2007. FIALHO, Vania Malagutti. A orientação do Estágio na formação de professores de música. In: Teresa Mateiro e Jusamara Sousa (Orgs.) Práticas de Ensinar Música: Legislação, planejamento, observação, registro, orientação, espaços, formação. Porto Alegre: Sulina, 2009, p. 53-64. FIALHO, Vania; ARALDI, Juciane. Fazendo rap na escola. Música na educação básica. Porto Alegre, v. 1, n. 1, outubro de 2009. MATEIRO, Teresa. A prática de ensino na formação dos professores de música: aspectos da legislação brasileira. In: MATEIRO, Teresa; SOUZA, Jusamara. Práticas de ensinar música. Editora Sulina, Porto Alegre, 2006. MATEIRO, Teresa; TÉO, Marcelo. Os relatórios de estágio dos alunos de música como instrumento de análise dos processos de planejamento. Revista da ABEM, Porto Alegre, v. 9, 89-95, 2003. PERRENOUD, Phillipe. Construir competências desde a escola. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999. PICONEZ et al. A prática de ensino e o estágio supervisionado. Papirus Editora, Campinas, SP, 1991. PIMENTA, Selma Garrido. Estágio e Docência. Editora Contexto, São Paulo, 2004. PROTÁSIO, Nilceia; SHIOZAWA, Priscilla Harumi. InterMeio: revista do Programa de Pós-Graduação em Educação, Campo Grande, MS, v. 23, n. 45, p. 125-144, jan./jun. 2017. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Parecer no. 447/02 – Belo Horizonte, 2002. SILVA, Aline Clissiane Ferreira da. Indisciplina na aula de Música. Anais Encontro regional sudeste da ABEM. São Paulo – SP, 2012. SOUZA, Jussamara. Práticas de ensinar música. Editora Sulina, Porto Alegre, 2006. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS-UNIMONTES, Resoluções CEPEX: 118/2007; 189/2007; 153/2008.
1092 ciranda v. 4 n. 1 (2020) HISTÓRIAS SOBRE A PRÁTICA DE LÍNGUA INGLESA NO AMBIENTE ONLINE Geralda dos Santos Ferreira; Facebook, Pesquisa Narrativa, Ensino de língua inglesa. Por muito tempo, em minhas aulas de língua inglesa, procurei priorizar o livro didático sem me atentar para as reais necessidades de meus alunos. No entanto, uma experiência com meus alunos, no ambiente online, trouxe novas perspectivas. Portanto, nesse artigo, narro minha experiência com meus alunos, em um grupo formado no Facebook para a prática de língua inglesa. Meu objetivo é analisar a construção do currículo de língua inglesa em um contexto diferente do tradicional. Nesse estudo, percorro o caminho da pesquisa narrativa para compreender a experiência vivenciada com meus alunos no Facebook. BERGE, Z. L. New roles for learners and teachers in online higher education. Baltimore, 2000. p. 3. Disponível em: https://www.academia.edu/29015819/New_Roles_for_Learnern. Acesso em: 30 de novembro de 2019. CLANDININ, D. J.; CONNELLY, F.M. Pesquisa Narrativa: Experiência e História em Pesquisa Qualitativa. Tradução GPNEP. Edufu, Uberlândia, 2015. 249 p. CLANDININ, D. J.; CONNELLY, F.M. Teachers as Curriculum Planners: Narratives of Experience. New York: Teachers College Press, 1988. 231 p. DEWEY, J. Experiência e Educação. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976. 101 p. ELY, M.; VINZ, R.; DOWNING, M.; ANZUL, M. On writing qualitative research: living by words. London and Philadelfia: Routledge Falmer, 2001. 411 p. FERREIRA, G.S. A Tecnologia Digital e o Ensino de Língua Inglesa. - 2014. 126 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos) – ILEEL, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2014. FOSHAY, A. W. 1969. Curriculum. In: R. I. Ebel (Eds). Encyclopedia of educational research: A project of the American Educational Research Association. 4. ed. New York: Macmillan, 1969. p. 5-19. FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1983. 150 p. GOOD, C. V. Dictionary of education. 2. ed. New York: McGraw-Hill, 1959. MELLO, D. M. Histórias de Subversão do currículo, conflitos e resistências: Buscando espaço para a formação do professor na aula de Língua Inglesa do Curso de Letras. -2005. 225 f. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem) - LAEL, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005. RUGG, H.O. Foundations of American education (1st.). Yonkers-on-Hudson, NY: World Book Company, 1947. SCHWAB, J. J. Science, Curriculum, and Liberal Education – Selected Essays. Chicago & London, The University of Chicago Press, 1978. SMITH, B. O. Fundamental of curriculum development. New York: Harcourt, Brace and World, 1957. TABA, H. Curriculum Development: Theory and practice. New York: Harcourt, Brace and World, 1962.
1093 ciranda v. 4 n. 1 (2020) PRÁTICA DE ENSINO E ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOS PROFESSORES Rosana Cássia Rodrigues Andrade; Estágio Supervisionado. Prática de Ensino. Formação de Professores. Nesta pesquisa, analiso as produções acadêmicas apresentadas no Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino ocorrido, no período de 2004 a 2016 com o objetivo de compreender o que essas produções têm revelado, considerando as concepções de formação de professores e de prática propostas/discutidas nas últimas décadas. Nas produções analisadas, constatamos que o estágio supervisionado e a prática de ensino trazem de forma recorrente a reflexão como fio condutor, e são considerados como um espaço de pesquisa, na perspectiva interdisciplinar e de intervenção/transformação, visando favorecer o conhecimento da realidade do profissional docente, a partir da problematização, teorização, reflexão, intervenção e redimensionamento da ação. ALMEIDA, Liliane Regis de. O papel dos estágios acadêmicos na formação profissional do administrador: estudo de caso na instituição de ensino superior “X”. In: XIII ENDIPE - ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2006, Recife. Educação, questões pedagógicas e processos formativos: compromisso com a inclusão social, Anais Eletrônicos, 2006. ALMEIDA, M. I. de; PIMENTA, S. G. (Org.). Estágios supervisionados na formação docente: educação básica e educação de jovens e adultos. São Paulo: Cortez, 2014. 156 p. AZEVEDO, Maria Antônia Ramos de; ABID, Maria Lucia Vital dos Santos. Os estágios supervisionados e os estilos de Orientação. In: XIII ENDIPE - ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2006, Recife. Educação, questões pedagógicas e processos formativos: compromisso com a inclusão social, Anais Eletrônicos, 2006. BARREIRO, Iraide Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de Professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BORGES, Lívia Freitas Fonseca. Educação Superior: abrindo trilhas para investigar o inusitado no contexto do estágio supervisionado em orientação educacional. In: XII ENDIPE - ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2004, Curitiba. Conhecimento Local e Conhecimento Universal: Diversidade, Mídias e Tecnologias na Educação, Anais Eletrônicos, 2004. BRASIL. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/ l9394.htm> Acesso em 10.02.2008. CAMPOS, M. Z. . A Prática nos cursos de licenciatura: reestruturação da formação inicial. In: ENDIPE - XIV ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2008, Porto Alegre. Trajetórias e processos de ensinar e aprender lugares, memórias e culturas, Anais eletrônicos, 2008. CARVALHO, Ana Jovina Oliveira Vieira de. Estágio Supervisionado E Narrativas (Auto) Biográficas: experiências de uma outra epistemologia da formação docente. 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A prática de ensino no curso de Pedagogia: um olhar sobre a produção dos ENDIPEs (1994 e 1996). Florianópolis – SC, 2000 Dissertação (Mestrado) Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC. PICONEZ, Stela Conceição Berto (org.) A prática de ensino e o estágio supervisionado. 2.ed. Campinas, SP: Papirus, 1994. PIMENTA, Selma Garrido (org.) Saberes pedagógicos e atividade docente. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2002. PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro (org.) Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002. 224 p. PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004. RAMOS, Rosenaide Pereira dos Reis; Wense Maria Izabel de Oliveira R. O Estágio supervisionado do curso de licenciatura na percepção dos professores-regentes. In: ENDIPE - XVIII ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2016. Didática e prática de ensino no contexto político contemporâneo: cenas da educação brasileira . Mato Grosso. 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1094 ciranda v. 4 n. 1 (2020) PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA DA UNIMONTES Mânia Maristane Neves Silveira Maia;Luiz Henrique Gomes Silva;Luciele Gonçalves Maciel; Educação. Escola. Formação. Residência Pedagógica. Universidade. Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa monográfica que foi realizada com os participantes do Programa Residência Pedagógica nos anos 2018/2019, da Cidade de Paracatu – Minas Gerais, e teve como principal objetivo verificar como o Programa Residência Pedagógica da Unimontes proporcionou uma aproximação entre Universidade e Escola no processo formativo dos acadêmicos do curso de Pedagogia. A pesquisa é de cunho qualitativo, descritivo e exploratório. O instrumento de coleta de dados foi um questionário estruturado, aplicado no mês de Novembro de 2019. A amostra contou com nove participantes do programa que estão matriculados na Universidade Estadual de Montes Claros – Campus Paracatu. Para referendar os estudos, foi realizada uma pesquisa bibliográfica baseada na Legislação Brasileira e em autores como Fávero (1992), Libâneo (1994) e Imbernón (2014). Como resultado, pode-se afirmar que o Programa Residência Pedagógica tem sido um grande aliado na formação dos graduandos dos cursos de pedagogia, aliando teoria e prática e aproximando Universidade e Escola. BARREIRO, Iraíde Marques de F; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de ensino e estágio supervisionado na formação de professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BRASIL. Constituição Federal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivilit Acesso em: 10/11/2019. CANÁRIO, R. A escola: o lugar onde os professores aprendem. In: MOREIRA, A. et al. Supervisão na formação: Actas do I Congresso Nacional de Supervisão. Aveiro: Ed. da Universidade, 1998. CAPES. Programa Residência Pedagógica. Disponível em: https://capes.gov.br/educacao-basica/programa-residencia-pedagogica. Acesso em 16 de Outubro de 2019. CASTRO, C. M. Estrutura e apresentação de publicações científicas. São Paulo: McGraw-Hill, 2004. EDUCERE. O estágio supervisionado e sua importância para a formação docente frente aos novos desafios de ensinar. Disponível em: https://educere.br2232522340_11115.pdf . Acesso em: 15 de outubro de 2019. FÁVERO, Maria L. A. Universidade e estágio curricular: subsídios para discussão. In: ALVES, Nilda (org.) Formação de professores: pensar e fazer. São Paulo: Cortez, 1992. p. 53-71. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1993. HILDEBRANDO de Castro (2004 : São Paulo, SP). In: enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento407160/hidebrando-de-castro-2004-sao-paulo-sp. Acesso em: 16 de novembro de 2019. INBERNÓM, Francisco. Formação continuada de professores. Porto Alegre: Artmed, 2014. LIBÂNEO, J. C. Adeus professor, adeus professora? São Paulo: Cortez, 1994. LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2012. NÓVOA, Antônio. Formação de professores e profissão docente. In: Nóvoa, Antônio (org.). Os professores e a sua formação. Lisboa: publicações Dom Quixote, 1992. NÓVOA, Antônio. Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 2003. PPP. Projeto Político Pedagógico de Pedagogia. Unimontes. Disponível em: http://unimontes.br/curso/pedagogia/ Acesso em: 15 de outubro de 2019.
1095 ciranda v. 4 n. 1 (2020) O ESTÁGIO SUPERVISIONADO E SUA IMPORTÂNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE PEDAGOGIA Ivanise Melo de Souza;Verônica Pereira da Silva;Ramony Maria Silva Reis Oliveira; Estágio Supervisionado, Pedagogia e Formação de professores O Estágio Curricular Supervisionado desempenha um papel fundamental nos cursos de formação de professores possibilitando o acesso aos conhecimentos específicos ou da área de referência, conhecimentos pedagógicos apoiados em componentes curriculares, conhecimentos que são objetos de ensino e conhecimentos da prática profissional. Nesta perspectiva, este estudo teve como objetivo analisar a importância do Estágio Supervisionado na percepção dos acadêmicos do Curso de licenciatura em Pedagogia na Unimontes. Está estudo apresenta uma abordagem qualitativa, sendo utilizado o questionário como instrumento de coleta de dados. Por meio dos resultados apresentados na pesquisa pôde se constatar que o Estágio Supervisionado constitui se um componente curricular obrigatório nos cursos de licenciaturas e desempenha um papel fundamental no processo de formação de professores. O Estágio Supervisionado possibilita a articulação entre a universidade e a sociedade, proporcionando uma integração à realidade escolar e o exercício da futura profissão, bem como e ampliação de conhecimentos e habilidades construídos na universidade e na escola-campo. Neste sentido, o estágio envolve uma atitude de reflexão sobre a teoria e a prática e suas contribuições na formação docente e construção da identidade profissional do licenciado. BARREIRO, Iraide Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de Professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BRASIL. MEC. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União. Brasília, v. 134, n. 1.248, p. 27.833-27.841, 23 dez. Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 15 jun. 2019 BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP nº 09/2001. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Disponível em. Acesso em: :< http://www.planalto.gov.br/cne/pdf/027.pdf>. Acesso em: 15/04/2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer nº 21 /2001. Dispõe sobre a duração e carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2019. PIMENTA, Selma Garrido (org.). Formação de professores: identidade e saberes da docência. In: PIMENTA, Selma Garrido. O Estágio na Formação de Professores: unidade teoria e prática? 4. ed. São Paulo: Cortez, 2001. PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004. PIMENTA,S.G.(Org). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999. SAVIANI, Dermeval O Legado Educacional do Século XX no Brasil. Campinas-SP: Autores Associados, 2004
1096 ciranda v. 4 n. 1 (2020) PRÁTICAS EDUCATIVAS NO CONTEXTO ESCOLAR Júlia Gomes Zuba;Maria da Luz Alves Ferreira;Janete Aparecida Gomes Zuba; Escolas de Educação Básica. Jovens. Práticas Educativas. Considera-se a sexualidade como pertencente à vida e à saúde do ser humano que se expressa desde cedo. Nesse sentido, compreender o comportamento de um jovem, no contexto gênero e sexualidade faz-se necessário. Ao trabalhar com essa população, tornou-se de suma importância para a escola desempenhar a sua função e o seu lugar para a realização do seu papel essencial na educação para uma sexualidade ligada à vida integrando as dimensões do ser humano. Desse modo, teve-se a oportunidade de realizar práticas educativas por meio de uma série de atividades tais como palestras, minicursos, exposição de stand, em algumas escolas de Educação Básica sobre a realidade do HIV/AIDS para jovens dos ensinos Fundamental e Médio. Consequentemente, essa ação possibilitou que estudantes conscientizassem da importância da prevenção e/ou tratamento da doença supracitada. Logo, obtiveram-se resultados satisfatórios, uma vez que, havia participação na dinâmica de trabalho e interesse dos alunos pelo assunto que era visto como tabu. BASTOS, Francisco Inácio. A feminização da epidemia de AIDS no Brasil: determinantes estruturais e alternativas de enfrentamento. Coleção ABIA - Saúde Sexual e Reprodutiva, Rio de Janeiro, v. 3, p. 1-27, 2001. BRASIL. Ministério da Saúde. Infecções Sexualmente Transmissíveis. Álbum Seriado das IST Material de apoio para profissionais de saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Brasília-DF 2016. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/album-seriado-das-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-ist. Acesso em 10 de outubro de 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Boletim Epidemiológico HIV/AIDS, 2016. Disponível em: . Acesso em 10 de outubro de 2018. BRASIL, Governo do. Jovens devem aumentar a prevenção contra DSTs. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2012/12/jovens-brasileiros-nao-tem-conhecimento-sobre-dsts-e-formas-de-infeccao-diz-estudo. Acesso em 15 de outubro de 2018. Corti, Ana Paula; SOUZA, Raquel. Diálogos com o mundo juvenil, São Paulo: Ação Educativa, 2005. p.11-12. MOMBELLI, M.A; BARRETO, M.S; ARRUDA, G.O; MARCON, S.S. Epidemia da AIDS em tríplice fronteira: subsídios para atuação profissional. Brasília: Rev. Bras. Enferm. 68 (3). 2015. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/reben/v68n3/0034-7167-reben-68-03-0429.pdf > Acesso em 10 de outubro de 2018. Portal BRAZ. Cresce número de homens infectados pelo HIV em Minas Gerais; Governo faz campanha de conscientização. Disponível em: Acesso em 11 de outubro de 2018.
1097 ciranda v. 4 n. 1 (2020) O USO DE MÍDIAS COMO RECURSO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA Karine Cássia Queiroz Silva; Mídias, Recursos, Geografia, Professor e Aluno. O presente trabalho apresenta a importância da inserção do uso de mídias na prática educativa do ensino de Geografia, de modo a propiciar condições para um melhor desenvolvimento do educando, sendo indispensável no processo ensino-aprendizagem. A metodologia utilizada consistiu em revisão de literatura, elaboração e aplicação de questionários aos professores de Geografia de três (03) escolas públicas estaduais de Montes Claros (MG). Nesse contexto, a presente pesquisa objetiva em verificar como os professores de Geografia que fazem parte do Programa Residência Pedagógica utilizam as mídias em suas aulas. O ensino de Geografia através da utilização de variadas tecnologias possibilita que os discentes se incluam gradativamente em espaços interativos, de modo a tornar as aulas atrativas e envolventes, viabilizando sua aprendizagem e posteriormente um ensino de qualidade. As inúmeras tecnologias se constituem em um importante subsídio, servindo de estrutura, para amplificar os fundamentos de espaço e localização dos alunos, considerando que o mundo virtual possibilita além da observação, a dinamização das temáticas e eventos geográficos estudados. Assim, é relevante a introdução das mídias nas aulas de Geografia, haja vista que os alunos na maioria das vezes já manuseiam e tem domínio dessas novas tecnologias.
1098 ciranda v. 4 n. 1 (2020) UNIMONTES ENSINO – PESQUISA – EXTENSÃO Sérgia Thaísa da Fonseca; Geografia. Extensão. Biotemas. Educação Básica. Neste trabalho discutiremos a importância dos projetos de extensão universitária, o processo de ensino aprendizagem, e a história do projeto de extensão, atualmente (2019) prestes a ser transformado em Programa Biotemas da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. Traz a atuação do Biotemas durante este ano de 2019 em escolas públicas da cidade de Montes Claros/MG. Ressalta a atuação do curso de Geografia no desenvolvimento de oficinas durante a realização do Fórum Biotemas, destacando o ensino de Geografia de forma lúdica por meio da aplicação de oficinas. Nesse contexto, a presente pesquisa objetiva relacionar as ações e contribuições do Fórum Biotemas para Educação Básica e para a comunidade acadêmica, enfatizando as contribuições do Curso de Geografia. O caminho metodológico utilizado consistiu em revisão bibliográfica de autores que discutem as temáticas, como por exemplo, Jenize (2004), Moita (2009), Libâneo (1994), Machado (2015) dentre outros e análise documental de arquivos do Biotemas. Portanto, a consideração que chegamos ao fim dessa discussão, é que o Fórum Biotemas possui uma importância significativa para a comunidade acadêmica e a Educação Básica, pois o mesmo promove um espaço de reflexão, diálogo e troca de experiências.
1099 ciranda v. 4 n. 1 (2020) ESCOLA, ALUNO E TOPOFILIA - ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE JURAMENTO/MG Jordan Vinicius Dias Limeira; Geografia. Corrente Humanística. Categoria Lugar. O presente trabalho discute a Geografia enquanto ciência e a imersão como disciplina escolar. Discutimos a categoria Lugar, sendo essa uma peça chave da pesquisa, pois por ela desenvolvemos uma pesquisa na Escola Estadual Francisco Sá da rede pública no município de Juramento no Norte de Minas Gerais com os alunos do 3º ano do ensino médio, retratando a percepção que os mesmo possuem em relação a escola, tendo como base autores que trabalham a corrente humanística e os sentimentos topofílicos. A metodologia usada consistiu em pesquisa bibliográfica, trazendo autores que tratam da percepção do indivíduo com o Lugar, no qual agrega diversos sentimentos topofílicos, tidos como topofilia ou topofobia. Sendo o Lugar espaço de construção de relações, destacamos a importância de referenciar os Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia junto com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional com foco no Ensino Médio. Assim sendo, para essa pesquisa objetivamos fazer um resgate do desdobramento da ciência Geográfica, passando por alguns momentos importantes de sua transformação, destacando a escola enquanto lugar privilegiado de registros, memórias, conhecimento e aprendizagem. Teve como objetivo também verificar as diferentes percepções dos alunos em relação a escola a partir dos sentidos humanos. Por fim apontamos que os sentimentos topofílicos em relação a escola predominam dentre os estudantes entrevistados.
1100 ciranda v. 4 n. 1 (2020) ENSINO DE GEOGRAFIA E OS DESAFIOS DA PROGRESSÃO CONTINUADA NA FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL Frederico Pereira dos Santos; Ensino fundamental. Ensino de Geografia. Progressão Continuada. Nas escolas públicas do Brasil, a Progressão Continuada é uma modalidade inserida no Ensino fundamental com o objetivo de cessar qualquer tipo de reprovação dos estudantes por notas. O regime acaba com o alto índice de reprovação nas escolas. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo compreender o funcionamento do Regime de Progressão Continuada no Ensino Fundamental de duas escolas da rede pública de ensino de Montes Claros/ MG. A pesquisa é de natureza qualitativa que se constitui a partir de abordagens que, de acordo com (LÜDKE & ANDRÉ, 1986), envolve a obtenção de dados descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada, enfatiza mais o processo do que o produto e se preocupa em retratar a perspectiva dos participantes. Optamos pela escolha de duas escolas da rede pública estadual de Montes Claros/MG para a realização da entrevista, revelando a percepção dos sujeitos envolvidos — quatro professores, suas impressões e compreensões, diante das mudanças em função do regime de progressão continuada. O instrumento de coleta de dados da pesquisa, foi uma entrevista semi-estruturada. A Progressão Continuada tem por objetivo evitar a evasão escolar e as múltiplas repetências. Em nenhum momento a preocupação com o aprendizado de fato, é vista. Os professores sentem-se desvalorizados dentro da educação, pois, com tantas oportunidades, os alunos submetidos a Progressão Continuada não demonstram interesse algum em aprender, pois, sabem que vão ser aprovados de alguma maneira. O Estado não dá o suporte necessário para que esse aluno tenha um professor(a) de reforço do seu lado auxiliando nas suas atividades, que são avaliadas em quantidade (número de aprovação) e não em qualidade (o ensino e o aprender).
1101 ciranda v. 4 n. 1 (2020) O ENSINO DA GEOGRAFIA NA PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÈDIO DA E. E. PROFESSOR GASTÃO VALLE NA CIDADE DE BOCAIUVA MG Bianca Bárbara Duque Evaristo; Percepção. Educação. Criticidade. Geografia. Conhecimento. É de comum conhecimento que a geografia é importante para o homem compreender e realizar muitas reflexões sobre o espaço e as ações que concretizam no campo político e vivido, especialmente para o aluno, o futuro gestor da sociedade. Destaca forma, o presente trabalho traz à luz à opinião dos alunos em relação ao ensino de geografia, levantando as percepções dos discentes sobre a importância desta disciplina e se eles a consideram fecundo para auxiliar na compreensão do saber viver nos diversos espaços. A pesquisa foi realizada no ano de 2018 com os terceiros anos do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Gastão Valle, localizada na cidade de Bocaiuva, no Estado de Minas Gerais. A pesquisa é de natureza quanti-qualitativo, pois envolveu a percepção dos alunos, utilizando conversas e aplicação de questionário misto, dando chance de os sujeitos da pesquisa responderem livremente. O trabalho foi satisfatório, pois a partir da pesquisa pôde-se elucidou que as aulas práticas seriam de extrema importância para complementarem as de cunho teóricas. Constatou-se, ainda, a importância do ensino da geografia para obterem, com seriedade, um senso crítico mais amplo e ajudando, inclusive, as atividades juntos com a comunidade (no contexto escolar).
1103 ciranda v. 3 n. 1 (2019) A FORMAÇÃO DOCENTE PARA ATUAR NA EAD Carla marina neto das neves lobo; Educação a distância, Formação de professores, Ensino aprendizagem, Novas tecnologias, Ensino presencial e a distância Visando especificar o assunto a ser tratado neste artigo delimita-se o objeto de estudo na área de formação de professores que atuam na modalidade Educação a Distância. A questão norteadora que motiva nosso estudo é: como a literatura vem registrando a formação docente na última década para a modalidade Educação a Distância (EaD)? O presente trabalho objetiva analisar a formação docente no manejo das novas tecnologias visando identificar possibilidades de ensino aprendizagem por meio da educação a distância; identificar as produções científicas na área de formação de professores para atuarem na modalidade educação a distância; descrever o papel docente frente as necessidades e habilidades individuais e as de grupo, de forma presencial e virtual. Utilizar-se-á a pesquisa quanto aos objetivos como um estudo descritivo, que tem como principal objetivo descrever as características de determinada população ou fenômeno; e exploratório, pois este, na maioria dos casos, envolve levantamento bibliográfico do problema pesquisado. Para elaboração deste estudo optamos por uma pesquisa bibliográfica, pois é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.
1104 ciranda v. 3 n. 1 (2019) CONCEPÇÕES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DE ARTES, COM FORMAÇÃO EM MÚSICA, QUE ATUAM NAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE MONTES CLAROS-MG Raiana Alves Maciel Leal do Carmo;Luciano Cândido e Sarmento;Samara Francine Ferreira Rodrigues;Jorge Lucas Ferreira Rocha;Lenilce da Silva Reis Santana;Kaio Silvano Rodrigues da Silva;Josué Junio Silva Gonçalves; Educação Musical, Concepções e Práticas de Ensino, Formação inicial de professores, Licenciatura em Música Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que tem como objetivo identificar e analisar as principais concepções e práticas pedagógicas que configuram a atuação dos professores de artes, licenciados em Música, das escolas da rede municipal de ensino de Montes Claros-MG. O estudo é fundamentado em bases epistemológicas da Educação Musical e de áreas afins, tendo como suporte pesquisa documental na legislação federal e municipal e nos documentos produzidos no âmbito da Secretaria Municipal de Educação e das escolas investigadas. A coleta de dados foi dividida em duas fases, compreendendo inicialmente o levantamento realizado em todos os estabelecimentos municipais de ensino, tendo como propósito identificar os professores da disciplina artes que são formados em Música e, posteriormente uma pesquisa de campo que foi realizada nas instituições de ensino selecionadas. Os resultados obtidos indicam que estas instituições agregam poucos professores com formação superior em música, sendo o quadro predominantemente ocupado pelos docentes formados em Artes Visuais. Quanto às práticas pedagógicas, evidenciaram-se os critérios de planejamento e as bases de conteúdo relacionadas às atividades realizadas de forma lúdica, estabelecendo ligação com outras linguagens, tais como Teatro e Artes Visuais, tendo como objetivos desenvolver setores como cognitivo e motor, memória musical, percepção auditiva e rítmica. Conclui-se que os resultados representam um diagnóstico sobre a situação do ensino de conteúdos relacionados à música dentro da disciplina artes, possibilitando, dessa maneira, a elaboração de propostas para uma formação inicial de professores que atenda às necessidades e peculiaridades da realidade específica das escolas.
1105 ciranda v. 3 n. 1 (2019) ESCOLA OCUPADA. ESCOLA AUTOGESTIONADA: UMA ANÁLISE DO OCUPA GM SOB A ÓTICA DA HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE Artur Portilho Moreira; PEC 241, Ocupação, Escola, Estudantes Este artigo tem como objetivo apresentar as perspectivas do movimento ocupacional em escolas na cidade de Patos de Minas, em especial na Escola Estadual Dona Guiomar de Melo, onde as reivindicações seguiam o fluxo de movimentos nacionais em 2016. Além disso, o artigo tem como intenção publicizar as questões referentes à autogestão pedagógica, o relacionamento aluno/professor durante a ocupação, como isso se desenvolveu durante as aulas e os acontecimentos após a ocupação. Ou seja, apontamos como ocorreram as aulas, de que modo os alunos as viram (horizontalmente), como eles conseguiram tomar decisões no dia a dia da escola ocupada. Também é importante ressaltar que trabalhamos com fontes majoritariamente orais, bem como com artigos relacionados à ocupação, autogestão e aprendizagem horizontal, seguindo, assim, uma linha de raciocínio para estudar a ocupação como um todo.
1106 ciranda v. 3 n. 1 (2019) ASPECTOS COGNITIVOS E INTERCULTURAIS EM APLICATIVOS DE APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS Wellington Araújo Mendes Junior;Nívia Aniele Oliveira;Jacqueline Ribeiro de Souza; Aspectos cognitivos, Aspectos interculturais, Aplicativos de aprendizagem de línguas estrangeiras O presente artigo analisou os aspectos cognitivos e interculturais de aplicativos de aprendizagem de línguas estrangeiras. O objetivo foi verificar como os três aplicativos selecionados abordam os aspectos cognitivos e se contemplam aspectos interculturais. Para isso, utilizamos como parâmetros para avaliar os aplicativos a instrução de itens lexicais, de construções pré-fabricadas e de padrões sintáticos semifixos; input visual; informação apresentada de diferentes formas; e aspectos interculturais. Como resultado, observamos que os aplicativos apresentam construções de diferentes tamanhos e de diferentes níveis de processamento cognitivo, porém não abordam de maneira efetiva aspectos interculturais.
1107 ciranda v. 3 n. 1 (2019) CURSO DE GEOGRAFIA/LICENCIATURA DA UNIMONTES: UMA ANÁLISE DO PERFIL DOS ESTUDANTES Dulce Pereira dos Santos;Samuel Evangelista Carneiro; Estudantes, Geografia, Licenciatura, Perfil, Unimontes Tema bastante recorrente ao se discutir sobre educação nos dias atuais, o Ensino a Distância ou EaD consiste em um processo de ensino e aprendizagem mediado por tecnologias, onde alunos e professores estão separados no tempo e espaço, se expande e populariza cada vez mais no pais, se solidificando na educação contemporânea como uma das tentativas mais efetivas de se democratizar o ensino no Brasil. Pioneira no âmbito educacional na região do norte de Minas Gerais, a Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES criou nove cursos de Licenciatura através desta modalidade de ensino. Como ainda existem muitas dúvidas acerca deste assunto, este artigo mostra o resultado de uma pesquisa realizada com o objetivo de analisar as diferenças entre o perfil dos acadêmicos de um curso Presencial e de um Curso a Distância de Licenciatura em Geografia – UNIMONTES.
1108 ciranda v. 3 n. 1 (2019) PESQUISA COM EDUCADORES AMBIENTAIS Inês de Oliveira Noronha;Arthur Ribas de Souza Sales; Percepção dos Educadores Ambientais, Educação Ambiental, Diagnóstico Socioambiental Participativo, Deliberação Normativa COPAM nº 214/2017 Esta é uma pesquisa do tipo Survey, segundo Babbie (1999), desenvolvida no mês de novembro de 2018, pela equipe da Socioambiental Projetos Ltda, cuja coleta de dados se deu através do uso de questionários on line, formulário Google Forms. O objetivo do estudo foi traçar um panorama da aplicação da Educação Ambiental, no âmbito do licenciamento ambiental em Minas Gerais, após a publicação da Deliberação Normativa do Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais – COPAM nº 214, de 26 de abril de 2017, a partir da percepção dos Educadores Ambientais do Estado de Minas. O trabalho apresenta perguntas-chave que permitem analisar criticamente a situação da EA, além de permitir um aprofundamento das questões referentes à sua melhoria, sobretudo em relação ao Diagnóstico Socioambiental Participativo.
1134 ciranda v. 2 n. 1 (2018) ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO E FORMAÇÃO DOCENTE Neucy Teixeira Queiroz; Este trabalho teve como objetivo refletir acerca do estágio curricular supervisionado nos cursos de licenciatura, analisando essa fase de formação com enfoque na importância do estágio curricular supervisionado para a transposição didática. Foi utilizada, como metodologia, a pesquisa bibliográfica através de uma abordagem qualitativa. Para atingir os objetivos propostos, prevaleceu a pesquisa do tipo exploratória a fim de proporcionar maior contato com o tema. Os resultados mostraram que o estágio curricular supervisionado é uma etapa da formação profissional extremamente importante, uma vez que o acadêmico se familiariza de forma direta no ambiente escolar, possibilitando uma melhoria da transposição didática, uma vez que permite que o acadêmico tenha autonomia e construa estratégias pedagógicas que lhe permitirão transpor seu conhecimento da melhor forma. A presença do professor orientador do estágio é essencial, pois é um ponto de apoio para o estudante, contribuindo positivamente para os processos de ensino-aprendizagem.
1135 ciranda v. 2 n. 1 (2018) FRIDA KAHLO E A LITERATURA INFANTIL: UMA PRINCESA ÀS AVESSAS Ana Paula Monteiro Mendes;Valéria Daiane Soares Rodrigues; Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa monográfica sobre a história da pintora mexicana Frida Kahlo, analisando como se deu o relato dessa história por meio de um livro voltado para o público infantil. Para tanto, escolhemos como objeto de estudo o livro Frida Kahlo para chicos e chicas, de autoria de Nádia Fink, publicado no ano 2015. Elegemos como metodologia a pesquisa bibliográfica e para que pudéssemos ter embasamento teórico contamos com contribuição de vários autores, entre os quais destacamos Gina Khafif Levinzon (2009). A partir da pesquisa, entendemos a importância de uma literatura que desconstrói o padrão de beleza feminina, explorado pelos contos de fada tradicionais, trazendo uma personagem complexa, com seus problemas reais e com todas as suas possibilidades humanas e artísticas como Frida Kahlo.
1110 ciranda v. 3 n. 1 (2019) GESTÃO ESCOLAR E ESTÁGIO SUPERVISIONADO: INQUIETAÇÕES PARA OS SUJEITOS EM FORMAÇÃO DOCENTE Débora da Silva Araújo;Jéssica Cristina Silva;Vilma Aparecida de Souza; Estágio Supervisionado, Gestão escolar, formação inicial O presente artigo é resultado das atividades realizadas na disciplina Estágio Supervisionado e tem como objetivo discutir as contribuições do estágio supervisionado em gestão escolar, a partir da problematização dos princípios que norteiam uma gestão democrática, repensando limites e possibilidades que se apresentam para esse formato de organização escolar.. O Estágio em Gestão Escolar tem por finalidade propiciar o contato direto com a prática educacional, e auxiliar no processo de formação enquanto estudantes de pedagogia, o qual propicia espaços de reflexão sobre os conhecimentos apreendidos na Universidade. O presente capítulo está organizado em três seções que se completam: na primeira seção, discute-se a importância do Estágio Supervisionado na formação do pedagogo; na segunda seção aborda-se o Estágio Supervisionado em Gestão Escolar; em terceiro lugar, analisa-se a experiência de Estágio Supervisionado em Gestão Escolar vivenciada por um grupo de licenciandas.
1111 ciranda v. 3 n. 1 (2019) REFLEXÕES SOBRE O GÊNERO DRAMÁTICO, NA OBRA DE SABINO: MARTINE SECO Géssica Menezes do Nascimento;Gileno Cardoso da Encarnação;Marquelândia Leal Carvalho;Tatiane de Souza Santos;Ciro Carlos Antunes; A origem da dramaturgia, Dramaturgia brasileira, Gênero dramático O presente trabalho busca identificar e compreender as características do gênero literário dramático utilizado por Sabino (1994), na obra Martine Seco, enfatizando os elementos da narrativa por meio de seus personagens, a fim de compreender o conflito dramático que se passa na obra. Em seguida, apresentar os principais teóricos da dramaturgia brasileira, além de destacar no texto trechos que representem as características do gênero dramático com a finalidade de fazer um estudo detalhado desse gênero. O trabalho é realizado por meio de revisão literária da obra, utilizando como técnica de coleta de dados a pesquisa bibliográfica embasada nos referenciais teóricos Marconi e Lakatos (2003). E, por fim, refletir entre o texto e a dramaturgia
1112 ciranda v. 3 n. 1 (2019) A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA E A PEDAGOGIA PÓS-MÉTODO: LIDANDO COM AS DIFERENÇAS E O SABER LOCAL Geralda dos Santos Ferreira; Ensino de língua inglesa, Pedagogia pós-método, Formação do professor de línguas, Saber Local Por muitos anos, o ensino de língua inglesa no Brasil tem importado métodos que se mostram distantes do nosso contexto social e, normalmente, são direcionados a grupos específicos. É também notória a lacuna que o ensino de língua inglesa tem deixado nas escolas regulares públicas e privadas. Nesse contexto, o papel do professor de língua estrangeira precisa ser repensado, levando em consideração a relação entre teoria e prática. Assim sendo, este estudo aborda a formação do professor de língua estrangeira no sentido de se pensar uma prática que considere as diferenças entre os indivíduos e privilegie o conhecimento local, visando uma aprendizagem significativa.
1113 ciranda v. 3 n. 1 (2019) RIGOBERTA MENCHÚ E A LITERATURA INFANTIL: UM TESTEMUNHO DE VIDA Kátia Gonçalves Silva;Valéria Daiane Rodrigues; Literatura infantil, Rigoberta Menchú, Li M’in uma criança de Chimel, Conhecimento de mundo O presente artigo é o resultado dos estudos realizados para elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulado “Rigoberta Menchú e a literatura infantil: um testemunho de vida”. O estudo possibilitou conhecer a trajetória da literatura destinada às crianças, possibilitando, em consequência, refletir sobre a importância da prática de leitura desde a infância. Além disso, permitiu contar a história de Rigoberta Menchú, índia guatemalteca conhecida por sua trajetória de luta em favor de seu povo. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo realizar a leitura e análise do livro “Li M’in uma criança de Chimel”, um livro que conta, em uma linguagem voltada para o público infantil, a história de Rigoberta Menchú. Foi realizada uma pesquisa de cunho bibliográfico, contando com ajuda de importantes críticos. Entre as importantes obras estudadas, destacamos a contribuição da própria Rigoberta Menchú e de Elizabeth Burgos na obra Me llamo Rigoberta Menchú y así me nació la conciencia, publicada primeiramente em 1983, embora a leitura realizada para o estudo tenha sido a 20ª edição publicada em 2007. Ao final, entendemos que a leitura poderá ser associada à representação do sonho, da fantasia, da imaginação, do desconhecido, possibilitando uma contribuição para o desenvolvimento da consciência de mundo a partir da infância. Entendemos ainda a importância de trazer para a literatura infantil a representação de pessoas reais que podem servir como exemplo e inspiração
1114 ciranda v. 3 n. 1 (2019) PESQUISA CIENTÍFICA: UMA ABORDAGEM SOBRE O MÉTODO QUALITATIVO Simaria de Jesus Soares; Metodologia científica, Pesquisa científica, Pesquisa Qualitativa Este artigo aborda sobre a pesquisa qualitativa como uma metodologia de pesquisa complementar (e não justaposta) à pesquisa quantitativa. A pesquisa qualitativa se caracteriza pelo desenvolvimento conceitual, de fatos, ideias ou opiniões, e do entendimento indutivo ou interpretativo a partir dos dados encontrados. Tem caráter exploratório, subjetivo e espontâneo, percebido pelos métodos utilizados neste tipo de pesquisa, como observação direta, entrevistas, análise de textos ou documentos e de discursos de comportamento gravados. Utilizou-se, como metodologia para este estudo, a análise por meio da revisão de literatura, apontando o que autores como Casarin; Casarin (2012), Lüdke; André (2014), Minayo (2014), Pope; Mays (2005), dentre outros, abordam sobre o tema. Como resultado, são discutidos os pontos que justificam a complementaridade das pesquisas qualitativas e quantitativas e sua utilização para explicação de dados e fenômenos sociais.
1115 ciranda v. 3 n. 1 (2019) O USO DE PLANTAS MEDICINAIS COMO TEMA GERADOR PARA UM ENSINO CONTEXTUALIZADO DE QUÍMICA Sávio Eduardo Oliveira Miranda;Josimara de Fátima Alves Mendes; Plantas medicinais, Contextualização em química, Aprendizagem significativa O presente trabalho apresenta os resultados da avaliação de uma atividade didática aplicada aos alunos do ensino médio de uma escola pública estadual na cidade de São Francisco – MG. As atividades realizadas durante processo didático tiveram como objetivo promover o conhecimento científico de conteúdos de química a partir da contextualização tendo como tema gerador o uso das plantas medicinais. Essa prática terapêutica é passada através de gerações e utilizada desde os primórdios da civilização humana e ainda hoje encontra seguidores em todas as culturas, raças, crenças e classes sociais. Partindo desse princípio, e utilizando dos preceitos da aprendizagem significativa, fezse um levantamento inicial afim de identificar os conhecimentos prévios dos alunos. Em seguida, foi realizado pelos estudantes uma robusta pesquisa acerca das plantas medicinais mais comumente utilizada por eles. Ao final, promoveu uma discussão em que se pôde corroborar/refutar os saberes populares além de discutir tópicos inerentes ao conteúdo de Química Orgânica.
1116 ciranda v. 3 n. 1 (2019) IMPACTOS DE PROGRAMAS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA FORMAÇÃO HUMANA E PROFISSIONAL DE EGRESSOS DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA: NOVOS OLHARES EM CONTEXTOS EMERGENTES Wane Elayne Soares Eulálio;Carlos César Pereira de Almeida Filho; Extensão Universitária, Universidade Pública, Formação profissional A extensão universitária é o pivô essencial para a articulação entre o ensino e a pesquisa no processo de aproximação entre a universidade e a sociedade, pois é responsável por estabelecer um cenário de produção de conhecimento capaz de atender as necessidades as demandas relacionadas aos problemas inerentes ao corpo social. Uma dessas necessidades presentes na sociedade e que devem ser atendidas pela Universidade pública é a formação humana e profissional dos alunos egressos. Dessa maneira, o presente trabalho tem como mote trazer à baila discussões acerca da importância da extensão universitária na formação dos egressos em alunos da universidade pública brasileira partindo das questões estruturais e gerenciais que envolvem o Ensino Superior nacional. O método de análise utilizado é o bibliográfico, amparado por uma abordagem qualitativa dos dados.
1120 ciranda v. 3 n. 1 (2019) O CERRADO NUMA CONCEPÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA Elizene Aparecida Soares; Cerrado, Livro didático, Ensino de Geografia O livro didático é considerado um importante instrumento para o trabalho com os conteúdos escolares, onde de certa forma norteia os temas e conteúdos disciplinares, influenciados, significativamente, pelos currículos oficiais. Este trabalho teve como objetivo compreender qual concepção de Cerrado é apresentado nesses materiais didáticopedagógicos. Para tanto, realizou-se revisão bibliográfica de artigos científicos sobre essa temática e foram analisados livros didáticos de Geografia destinados à Educação Básica. A partir dessa análise, verificou-se que, embora o Cerrado seja um importante Bioma com uma infinidade de possibilidades para o ensino e também para as comunidades que vivem na realidade deste, ele é pouco explorado nesses materiais, estando disposto em poucas páginas e apresentando carências conceituais, nas ilustrações e nos textos.
1121 ciranda v. 3 n. 1 (2019) A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO Adébora Brando Freitas de Melo Monção; EAD, formação do Pedagogo, contribuição da formação docente O presente estudo intitulado “A educação a distância na formação do pedagogo” teve como objetivo principal de estudo analisar a experiência formativa de professores a partir da EaD e suas contribuições para a formação do pedagogo. Buscou-se para isso: Identificar as potencialidades e entraves da modalidade EaD; analisar a contribuição da EaD e sua metodologia no processo de formação do pedagogo e refletir sobre a educação a distância e suas contribuições para a formação docente. A pesquisa procurou responder o seguinte problema: A EaD contribui para o processo de formação no curso de pedagogia. A metodologia utilizada para o desenvolvimento deste estudo é caracterizada em qualitativa, adotando no processo investigativo a pesquisa bibliográfica e de campo com a aplicação de questionário de questões fechada, numa turma de licenciatura em pedagogia em uma instituição de ensino EaD do Município de Espinosa-MG. Dentre os autores que darão base ao estudo estão: MAIA e MATTAR (2008), FERREIRA (2000), ARRUDA E GONÇALVES (2005), GIOLO (2008), BELLONI (2010). A análise de dados, realizada com base no referencial teórico utilizado, mostrou que a EaD possibilita por meio das TICs que alunos e professores estejam separados no espaço e no tempo em que ocorre o ensino aprendizagem. E que para que ocorra a formação do individuo nessa modalidade é preciso que este tenha autonomia e precisão, junto ao professor-tutor que desempenha um papel importante para utilização dos recursos midiáticos desse processo.
1118 ciranda v. 3 n. 1 (2019) O DESAFIO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NO ENSINO DE GEOGRAFIA: UMA REALIDADE NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE MONTES CLAROS – MG Brenda Maria dos Santos;Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; Ensino de Geografia, Educação Básica Tecnologias Educacionais, Metodologias A Educação vem passando por uma série de transformações, que envolvem tanto os avanços provenientes da globalização como aqueles inerentes às estratégias didáticas, presentes nas escolas, principalmente no Ensino de Geografia. Assim, este ensaio foi estruturado a partir das vivências nos estágios supervisionados, da atuação no PIBID, bem como de uma breve revisão bibliográfica sobre a formação de professores e o uso das Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs) nas aulas de Geografia. Como recorte espacial, utilizou-se algumas escolas públicas estaduais, localizadas na área urbana de Montes Claros-MG, para observação das práticas tecnológicas em sala de aula. Nesse contexto, as pesquisas de Libâneo (2009), Cavalcanti (2010) e Bezerra (2015), fornecem importantes elementos na compreensão do ensinar e aprender em Geografia, cujas reflexões envolvem os desafios das políticas públicas educacionais, o papel do professor e o uso das tecnologias no Ensino de Geografia, para que este seja capaz de incorporar novas linguagens e romper com o tradicionalismo imposto na sua trajetória enquanto ciência e disciplina escolar.
1119 ciranda v. 3 n. 1 (2019) UMA ANÁLISE DA GEOGRAFIA DA SAÚDE NA GEOGRAFIA ESCOLAR DO ENSINO MÉDIO NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE PIRAPORA-MG Jainy Silqueira de Oliveira Silva; Geografia da Saúde, Geografia Escolar, Ensino Médio A Geografia da Saúde possui uma grande importância na sociedade, sendo uma área que permite identificar lugares e situações de risco, além do planejamento territorial de ações de saúde e o desenvolvimento das atividades de prevenção e promoção de saúde, sendo normatizada pelos Parâmetros Nacionais Curriculares como tema transversal em 1997. Porém, assinala-se a hipótese que essa temática é pouco explorada na Geografia Escolar pelos docentes e livros didáticos. Desse modo, a proposta é de destacar a abordagem da Geografia da Saúde no Ensino Médio analisando o seu aprimoramento e desenvolvimento em sala de aula. Nesse contexto, a presente pesquisa objetiva analisar como os docentes do Ensino Médio das escolas estaduais da cidade de PiraporaMG, abordam a Geografia da Saúde nas salas de aulas, bem como nas Diretrizes Curriculares e nos livros didáticos. Sendo realizada em três etapas, nas quais a primeira foi feita revisão bibliográfica acerca da historicidade da Geografia da Saúde, logo após foi feita a análise dos livros didáticos, no qual pode-se constatar que há pouca abordagem acerca do tema, além do questionário estruturado para os docentes em relação ao seus conhecimentos sobre Geografia da Saúde, na qual, à partir das respostas, constatou que não são todos os docentes que conhecem o tema da Geografia da Saúde, e nem todas as escolas que possuem projetos voltados para essa área. Sendo assim, faz-se necessário disseminar a abordagem da Geografia da Saúde para o alunado, a fim de construírem um pensamento crítico e entenderem a realidade em que vive, no que diz respeito a assistência da saúde e a espacialidade geográfica das doenças epidêmicas que estão ligadas diretamente ao ambiente físico
1122 ciranda v. 3 n. 1 (2019) AS TECNOLOGIAS DIGITAIS COMO SUPORTE DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UM ESTUDO DE CASO EM ESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE DE ESPINOSA/MG Everinne Ribeiro Oliveira Gomes; Tecnologias digitais, Ensino, Inovações, Sociedade O presente estudo tem como proposta é investigar se as tecnologias digitais estão sendo utilizadas como recurso didático-pedagógico e promovendo a melhoria da aprendizagem no processo de ensino dos alunos da rede pública de ensino na cidade de Espinosa- MG. O objetivo principal do estudo é analisar o processo de aprendizagem a partir da utilização das tecnologias digitais como recurso didático-pedagógico no processo de ensino em escola pública de Espinosa – MG. Desdobrandose em objetivos específicos: verificar se há o uso das tecnologias digitais como recurso didático-pedagógico na prática docente; investigar quais as metodologias que são abordadas no uso das tecnologias digitais nas escolas e se essas favorecem a aprendizagem. O público-alvo do estudo são professores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Para realização desta pesquisa que teve um caráter quanti-qualitativa e utilizou como instrumento de coleta de dados o questionário semiestruturado, aplicado a dez professores. Dentre os autores que deram base ao estudo, estão BLANCO E SILVA (1993), LIMA(2006), VALENTE (1993), SAMPAIO (1999), MORAN (1995), dentre outros. Como resultado do estudo, conclui-se que as tecnologias digitais, traz infinitas possibilidades e formas de ensino, onde o professor vivencia junto com o aluno as inovações presente na sociedade atual, possibilitando ainda aos mesmos transmitir conhecimentos de forma criativa e diferenciada.
1124 ciranda v. 2 n. 1 (2018) REFLEXÕES METODOLÓGICAS SOBRE OS ESTUDOS CULTURAIS NO ÂMBITO DA GEOGRAFIA ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA E PROPOSTA DE AÇÃO Liliane de Deus Barbosa;José Antônio Souza de Deus; A Geografia, assim como outras matérias, tem encontrado dificuldades para se adequar às mudanças da sociedade globalizada. Esse artigo introduz uma discussão sobre a relevância e a necessidade da adequação das aulas aos novos paradigmas do ensino e mais especificamente, às transformações no âmbito da Geografia Escolar. Posteriormente, apresenta a cultura como um conteúdo da Geografia e compartilha uma experiência prática de ensino de Geografia relacionada à problematização sobre duas categorias conceituais de análise centrais: Região e Cultura, aplicada em uma escola estadual na cidade Sete Lagoas, em Minas Gerais. O objetivo principal é discutir os fatores que levam ao fracasso escolar na abordagem de tais conceitos no momento histórico atual e apresentar um exemplo de proposta de sequência didática aplicada e bem sucedida que poderia se contrapor a essa realidade.
1125 ciranda v. 2 n. 1 (2018) A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIA NA MODALIDADE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA: SABERES E PRÁTICAS DOCENTES Janete Aparecida Gomes Zuba;Sonia Maria Vanzella Castellar;Priscilla Caires Santana Afonso; Neste artigo, dialogamos com os professores de Geografia graduados pela Universidade Aberta do Brasil/Unimontes no período de 2008 a 2012 que atuam nas escolas públicas e particulares no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. O estudo teve uma abordagem qualitativa, que se justifica pelo caráter interpretativo e dialógico, conforme Ludke e André (2005). As narrativas evidenciam o modo como a Licenciatura contribuiu na formação dos sujeitos e na conquista da profissão. Concluímos que o diálogo com os professores possibilitou a (re)elaboração de saberes por meio de experiências concretas, além de favorecer respostas às demandas vivenciadas na formação inicial em EaD.
1126 ciranda v. 2 n. 1 (2018) A EDUCAÇÃO DO CAMPO SUBMISSA AO CONTEXTO URBANO: A IMPORTÂNCIA DE UM NOVO MODELO EDUCACIONAL COMO INSTRUMENTO DE CONSTRUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE Ludimila de Miranda Rodrigues Silva;Vagner Luciano de Andrade; A valorização da natureza e da essência rural é considerada pela sociedade atual como uma paralisia econômica e como empecilho ao desenvolvimento tecnológico, desconsiderando toda uma dinâmica construída historicamente pela sociedade, pautada na necessidade de equilibrar as relações homem/natureza, através do crescimento econômico aliado à preservação ambiental e à eqüidade social. Neste sentido a educação, tem o caráter de intervenção estratégica, responsável por transformações sociais, sendo um relevante instrumento pelo qual a questão ambiental pode ser definitivamente incluída na percepção das pessoas e das comunidades, tanto urbanas quanto rurais, contribuindo decisivamente para a construção de um futuro verdadeiramente sustentável. Mas não é essa a realidade da educação brasileira, onde no campo, se reproduz os padrões educacionais, tipicamente urbanos e as ideologias capitalistas dominantes, descaracterizando e desvalorizando a cultura camponesa. A construção de um novo projeto educacional, voltado à realidade e às especificidades do contexto rural, se faz urgentemente necessário, visando preencher uma lacuna histórica existente no campo. Nesse sentido, o presente trabalho, objetiva apresentar brevemente a necessidade da educação rural, como mecanismo de construção de perspectivas sustentáveis no campo. Utilizando como metodologia revisão bibliográfica. Para isso deve-se buscar a essência dos elementos educacionais e demais utopias construídas ao longo da história humana, objetivando promoção de justiça social, proteção ambiental, qualidade de vida e dignidade humana. Esse novo projeto educacional deve voltar-se à promoção da qualidade de vida e sustentabilidade agrária, bem como ser um mecanismo de reconhecimento de potencialidades rurais e de fixação do pequeno agricultor e sua família.
1127 ciranda v. 2 n. 1 (2018) REPENSANDO O CENÁRIO ATUAL: RELATO DE PRÁTICAS DE LEITURA LITERÁRIA E ESCRITA PARA O JOVEM LEITOR DO SÉCULO XXI Noêmia Coutinho Pereira Lopes; Não é novidade o fato de a sociedade se encontrar bem diferente hoje se comparada há 10, 15 anos. O cenário político, econômico e social mudou – novos paradigmas surgiram e, dentre eles, a importância de se refletir o ensino nas escolas, sejam estas de educação básica ou de ensino médio, uma vez que leitor somos todos nós, ou deveríamos ser. Se a leitura é a base para a compreensão, interpretação, escrita e atuação no mundo, faz-se necessário repensar práticas pedagógicas que verdadeiramente instrumentalizem esse jovem no universo de possibilidades de leitura. O que se percebe é que muitas práticas pedagógicas continuam as mesmas de final de século XIX, numa sociedade de século XXI, plural, questionadora e com enorme facilidade de acesso a informações. Se nas aulas de literatura do Ensino Fundamental ao aluno raramente são apresentadas as obras clássicas da literatura de maneira que o tornem leitor e apreciador destas – integrais ou releituras –, maior dificuldade esse mesmo aluno encontrará quando, no ensino médio se deparar com obras que lhe exijam uma maior maturidade linguística. Pensando por esse viés, o presente trabalho objetiva apresentar um relato de experiência quando da criação do projeto “Escritores da liberdade na estrada de tijolos amarelos”, desenvolvido com alunos das séries finais de Ensino Fundamental II, com desdobramentos no Ensino Médio e os resultados obtidos até então. Para isso, foram observados os postulados de Antoine Compagnon, Leo Fraiman, Mirna Pinsky, Ricardo José Duff Azevedo e Lúcia Castello Branco.
1128 ciranda v. 2 n. 1 (2018) PBL NO ENSINO SUPERIOR: ANÁLISE TEÓRICO-CONCEITUAL Maria Luiza Sapori Toledo Roquette;Simaria de Jesus Soares; Este trabalho discute sobre a Aprendizagem Baseada em Problemas, um tipo de metodologia de ensino-aprendizagem, caracterizada pelo uso de problemas da vida real para estimular o desenvolvimento do pensamento crítico e das habilidades de solução de problemas e aquisição de conceitos fundamentais da área de conhecimento em questão. Discute-se sobre a integração disciplinar e sua aplicação no Ensino Superior, assim como a preparação dos docentes, e do desenvolvimento da aprendizagem autônoma, com base nos referenciais teóricos estudados. Como resultado, indicam-se as facilidades e dificuldades encontradas entre docentes, estudantes e, as vantagens e desvantagens deste tipo de metodologia.
1129 ciranda v. 2 n. 1 (2018) GEOGRAFIA ESCOLAR E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONTEXTUALIZAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE MONTES CLAROS - MG Ícaro Santos Rocha;Dulce Pereira dos Santos; A inclusão do indivíduo com deficiência no ensino regular se contextualiza como uma abordagem recente, após um longo período de segregação dentro da sociedade. No que diz respeito às práticas destinadas ao processo de ensino-aprendizagem voltadas ao aluno com deficiência, percebe-se que o uso de recursos didáticos é um importante aliado no desenvolvimento desse discente. Esses recursos precisam ser apropriados para o uso adequado, adaptando-se para atender às limitações do estudante e contribuindo com um ensino de maior efetividade. Entretanto, apesar de reconhecer a importância do incentivo a uma Escola Inclusiva que acolha e propicie condições igualitárias de aprendizado, ainda existem barreiras que impossibilitam uma maior qualidade nesse processo de inclusão. Assim, a disciplina de Geografia acaba por ser incluída nessa realidade, necessitando de recursos que possibilitem um ensino mais dinâmico dos seus conteúdos, visando uma melhor qualidade na educação com o estudante com necessidades especiais. Diante do exposto, esse estudo tem como objetivo analisar o ensino de Geografia voltado ao aluno com necessidades especiais em uma escola da rede municipal de ensino, pertencente à cidade de Montes Claros-MG, além de entender como se concretiza o incentivo à inclusão na prática diária na escola. Utilizou-se como metodologia para desenvolver essa pesquisa levantamentos bibliográficos sobre o tema e entrevistas com os professores de Geografia e os professores de apoio que trabalham com os estudantes.
1130 ciranda v. 2 n. 1 (2018) O ESTADO DA ARTE DO LÚDICO APLICADO AO ENSINO DE QUÍMICA NO BRASIL Sávio Eduardo Oliveira Miranda;Marinalva Dias Souza;Kamila Antunes Ramos; A falta da relação do ensino de química com o cotidiano tem deixado o conteúdo maçante e desinteressante para os alunos. O uso do lúdico tem sido uma alternativa encontrada pelos professores para mudar essa realidade. Sendo assim, este trabalho faz um relato do que é o lúdico e de como ele pode influenciar no processo ensino-aprendizagem. Em seguida é realizado um levantamento das atividades lúdicas desenvolvidas no Brasil tomando como base os Anais do XVIII Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ) ocorrido em 2016. Anseia-se que as experiências compiladas neste trabalho encorajem educadores de todas as áreas do conhecimento, em especial a Química, a se deslocarem da zona de conforto e que possam ofertar aos seus educandos alternativas de ensino mais atraentes, cativantes e porque não dizer, apaixonantes.
1131 ciranda v. 2 n. 1 (2018) O LÚDICO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO GEOGRÁFICO: FOCO NA UTILIZAÇÃO DE JOGOS João Vitor Ferreira Fernandes;Carlos Daniel Rodrigues de Oliveira;Rahyan de Carvalho Alves; O referente trabalho tem como objetivo discutir e analisar a utilização das ferramentas lúdicas no processo de ensino aprendizagem na ciência geográfica, focando na utilização de jogos convencionais, bem como na utilização de jogos eletrônicos intercalando entre os diversos temas e conteúdos da Geografia. Para tanto utilizou-se como metodologia revisão bibliográfica, utilizando-se de livros, dissertações, anais dispostos em redes online, teses e artigos publicados em periódicos. Em um primeiro momento buscou-se analisar como se deu o processo histórico do ensino da Geografia. Em seguida compreender a conceituação do lúdico bem como as suas diversas faces e implicações. E por fim, pautou-se na discussão sobre aplicação dos jogos como ferramentas pedagógicas. O lúdico apresentou-se como uma ferramenta coerente para a mediação no processo de ensino-aprendizagem, procurando apresentar ao discente uma maneira mais dinâmica e leve frente os conteúdos dos diversos campos do conhecimento.
1132 ciranda v. 2 n. 1 (2018) HISTÓRIA & ARQUEOLOGIA: A SALA DE AULA COMO POSSIBILIDADE DE PROMOÇÃO E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DO NORTE DE MINAS GERAIS Thiago Pereira; A educação patrimonial – conjuntos de procedimentos voltados para conscientizar e educar a população local, em especial, o público infanto-juvenil, deve ocorrer de forma permanente. É uma ferramenta fundamental para a proteção e a promoção do patrimônio cultural no Norte de Minas e no Brasil. Este artigo reflete sobre parte do patrimônio cultural arqueológico e apresenta sugestões de como utilizar do mesmo em sala de aula, desde a geografia, a ciência, a história e demais áreas do conhecimento.
1133 ciranda v. 2 n. 1 (2018) CONTANDO E CONFRONTANDO O LIVRO O PAGADOR DE PROMESSAS COM AS QUESTÕES SOCIAIS DA ATUALIDADE Claudia Martins de Sá;Ciro Carlos Antunes; O Pagador de Promessas, obra escrita por Gomes, em 1959, trata da miscigenação e sincretismo religioso, com ênfase na sinceridade e ingenuidade da devoção popular. Discorre sobre conflitos sociais que ocorre entre uma pessoa simples e pura com o sistema de regras existente na sociedade. Com uma temática que envolve a tragédia, o herói da trama carrega como seu único e verdadeiro desígnio honrar uma promessa que fez a Santa Barbara em um Centro de Candomblé. Os caminhos das cenas mostram que a camada popular foi capaz de entender e aceitar a promessa de Zé do Burro, enquanto as autoridades foram intransigentes com os motivos, que julgaram como banais, sem considerar o sincretismo religioso que caracteriza muitas regiões do Brasil, principalmente, o nordeste. As reflexões feitas em torno da leitura dessa obra não se mostram no todo acabada, ao deixar margens para que outros estudiosos possam aprofundar o assunto e que os professores possam levar uma mensagem de humildade, pureza e conscientização social e religiosa para seus alunos. Os resultados da pesquisa apontam que esses fatores tanto sociais quanto religiosos estão na formação do povo brasileiro. Por essa razão, há os encantos e desencantos por todo seu território.
1192 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Uma reflexão sobre cidade, conflito e a “ocupação” como léxico da agência política do Recife contemporâneo a partir do Movimento Ocupe Estelita Izabella Medeiros;Francisco Sá Barreto; Cidade. Movimento Ocupe Estelita. Cultura Política. Segregação urbana. Novas agências políticas. Este trabalho é produto de uma pesquisa em desenvolvimento cujo objetivo central é investigar a interdependência entre os discursos da tradição/identidade e do progresso/desenvolvimento na produção de uma cultura política da cidade observados em três tempos específicos (1937, 1971 e 2014) na cidade do Recife-PE. O presente trabalho decorre do terceiro recorte temporal e tem como objetivo entender de que maneira a ocupação do Movimento Ocupe Estelita sintetiza as relações de conflito observadas na cultura política da cidade do Recife deste início de século. Para isso, realizamos pesquisa documental em jornais e na internet e também produzimos nossos próprios diários de pesquisa. ACIOLI, Maíra. Empatando tua vista. Blog Direitos urbanos, 21, fev. 2017. https://direitosurbanos.wordpress.com/empatando-tua-vista/. Acessado em 15 de julho de 2020. AGAMBEN, Giorgio. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007. BHABHA, Homi. O Local da Cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998. BENZAQUEN, Júlia Figueiredo; SÁ BARRETO, Francisco. A mão dupla da rua: a ambivalência da “nova resistência” ou elementos para uma outra gramática da mobilização. Estudos de Sociologia, v. 2, n. 19, abr. 2015. CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de Muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Ed. 34, 2000. GOHN, Maria da Glória. Teoria dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Edições Loyola, 1997. ______. Manifestações e protestos no Brasil: correntes e contracorrentes na atualidade. São Paulo: Cortez, 2017. HABERMAS, Jürgen. 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1191 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Apresentação do Dossiê Igor Monteiro Silva;Francisco Sá Barreto;Lara Denise Silva; Apresentação, Dossiê temático, Compondo cidades Apresentação do dossiê temático Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas, organizado pelos(as) pesquisadores(as) Igor Monteiro, Francisco Sá Barreto e Lara Denise Silva. AGIER, Michel. Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2011. BERTELLI, Giordano B. “Errâncias racionais: a periferia, o rap e a política”. IN: ___________; FELTRAN, Gabriel. (Orgs.). Vozes à margem: periferias, estética e política. São Carlos: EdUFSCar, 2017. CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1 artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.
1176 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Abrindo brechas Victor Barão Freire Vieira;Pedro Oliveira Obliziner;Anita Vaz; Justiça restaurativa; abolicionismo penal; psicanálise; violência política; práticas comunitárias. Seguindo o trabalho do coletivo Margens Clínicas de atenção em saúde mental a uma população oprimida pela violência política e injustiça social, somos levados a questionar o ponto de intersecção entre o campo da saúde e o campo da justiça. O artigo é desenvolvido a partir de uma crítica à justiça tradicional como meio puramente punitivista, desigual e que tem, como prioridade, a manutenção do capital e da propriedade privada. Considerando isto, apresentamos algumas formas alternativas mais comuns, como a Justiça Restaurativa, encontramos nelas boas diretrizes e contribuições para uma prática de justiça, mas também certas limitações. É sobre essas limitações que desenvolvemos uma pesquisa há um ano e meio e apresentamos aqui resultados parciais, no esforço de desenvolvimento de uma prática de justiça alternativa e comunitária que se utilize das discussões sobre o abolicionismo penal, de uma crítica materialista histórica do Estado e de contribuições de psicanálise implicada politicamente. BARÃO, Victor Freire Vieira. “A justiça como saúde” in TURRIANI, Anna e LANARI, Laura (org.) Margens Clínicas: dispositivos de escuta e desformação. São Paulo: Iser, 2018 BENEDETTI, Juliana Cardoso. Tão próximos, tão distantes: a Justiça Restaurativa entre comunidade e sociedade. Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo, 2009. DUNKER, Christian Ingo Lenz. Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros. São Paulo: Boitempo Editorial, 2015. FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu editora, 2020. 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1177 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Os estudados e a psicanálise em movimentos sociais Cristiane Izumi Nakagawa;Danielle Teixeira Gimenes;Fabio Carezzato;Paulo Antonio de Campos Beer;Yuri Nishijima Azeredo; Psicanálise; Movimentos Sociais; Saber; Transferência; Humilhação Social O objetivo deste artigo é discutir alguns pontos que envolvem o trabalho psicanalítico em situações de vulnerabilidade e violência social. Propostas nessa direção têm ganhado corpo em diversas iniciativas, e daremos foco aqui ao trabalho que vem sendo realizado pelo Núcleo de Estudos e Trabalhos Terapêuticos (NETT). Entre as muitas questões que poderiam ser assinaladas, daremos especial atenção à compreensão dos atravessamentos de questões sociais no processo analítico, em particular o lugar social do saber e sua relação com o estabelecimento da transferência. Será discutido como a circulação da clínica psicanalítica em lugares historicamente não habitados por ela parece simultaneamente demandar o aprofundamento de certas temáticas, e oferecer possibilidades de avanços a outras. BOULOS, Guilherme Castro. Estudo sobre a variação de sintomas depressivos relacionada à participação coletiva em ocupações de sem-teto em São Paulo. 2017. Dissertação [Mestrado em Psiquiatria] - Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017 CASTRO, Silvia Elaine Santos de. Marcadores sociais da diferença: sobre as especificidades da mulher negra no Brasil. In: GT4-RACISMO, INTOLERÂNCIA e POLÍTCAS PÚBLICAS. 2011, Londrina. Marcadores sociais da diferença: as especificidades da mulher negra no Brasil. Londrina, 2011. P. 1 PDF. Disponível em: https://negrasoulblog.files.wordpress.com/2016/04/marcadores especificidades-da-mulher-negra-no-brasil > FERENCZI, S. Princípios de relaxamento e neocatarse. [A. Cabral, Trad.]. In Psicanálise IV [pp. 53-68]. 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1178 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta As faces opressoras de uma prática dogmática Gabriel Martins Lessa;Isabela Zeato Passos;João Luis Sales Sousa;Pablo Kaique Angelin Godoi;Yasmin Gabrielly Gomes dos Santos; Psicanálise; Estrutura; Materialismo Dialético; Clínica; Periférico. Este artigo faz uma articulação entre a psicanálise e estudos de estruturas opressoras. Consiste em um levantamento bibliográfico e um breve relato da experiência clínica de um coletivo de atendimento analítico na cidade de São Paulo. Sendo que o objetivo principal é apontar, criticamente, a forma de atuação da psicanálise com a população periférica. Assim como, apresentar a dinâmica grupal e a forma de atuação deste coletivo. Foi utilizado, para tanto, concepções de estudos de opressões raciais, de forma a delimitar uma análise do que fora percebida a partir do sofrimento psíquico dos sujeitos em questão. Assim como, resultados da própria experiência do que emergiu como um todo na clínica do coletivo. A partir dessas contribuições, foi possível identificar as lacunas entre o saber e sua prática, na psicanálise, assim como apontar diretrizes balizadoras para um fazer que pretende se atualizar para que consiga dar conta das subjetividades presentes em sua época e território. BARBOSA FILHO, Fernando de Holanda. “A crise econômica de 2014/2017”. Estudos Avançados. vol.31 no.89, p. 51-60, 2017. CHINAZZI, Matteo, DAVIS, Jessica, AJELLI, Marco, GIOANNINI, Corrado, LITVINOVA, Maria, et all. “The effect of travel restrictions on the spread of the 2019 novel coronavirus (COVID-19) outbreak”. Science, v. 368, p. 395–400, 2020. FRANCA NETO, Oswaldo. “Verdade e ideologia na psicanálise e no capitalismo”. Ágora (online), vol. 17, n.2, p. 187-199, 2014. GONZALEZ, Lélia. “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. In: Ciências Sociais Hoje, 2 Movimentos Sociais Urbanos, Minorias Étnicas e Outros Estudos. São Paulo, 1983, p. 223-244. LACAN, Jacques. “A direção do tratamento e os princípios do seu poder”. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1958/1998, p. 591-652. LAURENT, Eric. “O analista cidadão”. Curinga Psicanálise e saúde mental, Escola Brasileira de Psicanálise, Minas Gerais, n. 13, p. 12-19, 1999. GONÇALVES, Marcos. ”Mussolini e a ascensão do fascismo”. História, v.2, p. 879 - 886, 2009. MORTATTI, Caio Marcos, MIRANDA, Sílvia Helena Galvão, BACCHI, Mirian Rumenos Piedade. “Determinantes do comércio Brasil-China de Commodities e produtos industriais: uma aplicação vecm”. Economia Aplicada, v.15, p. 311 - 335, 2011. SILVA, Andrey Assis. “Uma análise dos dados macroeconômicos do governo lula e dilma: um estudo de crescimento econômico”. Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal De Ouro Preto Instituto De Ciências Sociais Aplicadas Departamento De Ciências Econômicas, Minas Gerais, 2018. VIVIANI, Alejandro. Considerações sobre o dinheiro na psicanálise. Ide, vol.37, n°58. São Paulo, jul.2014 ZIZEK, Slavoj. Um Mapa da Ideologia. São Paulo: Contraponto, 1996.
1179 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Roda terapêutica das pretas Ana Carolina Barros Silva; Clínica. Política. Racismo. Adoecimento. Saúde Mental. População Negra. A Roda Terapêutica das Pretas, desde a sua fundação, no ano de 2016, carrega em sua existência e resistência uma denúncia: o adoecimento psíquico do povo negro, pobre e periférico é um projeto político. Escolhemos escutar, cuidar e acolher mulheres negras moradoras de bairros periféricos da cidade de São Paulo como um posicionamento clínico, ético e político. O mesmo posicionamento perpassa também as decisões acerca da composição do nosso corpo clínico: somos psicólogas negras implicadas na luta antirracista que compreendem o afeto, o cuidado e a atenção à saúde mental como questões políticas, pautas de luta e militância diária, além de ferramentas de produção de novos horizontes possíveis para o nosso povo. Nesse sentido, a Roda Terapêutica das Pretas acredita que para construir outros sentidos e lógicas de dinâmicas sociais, precisamos estar, ao mesmo tempo, comprometidas com a clínica, bem como com a luta política por transformação social e igualdade radical. HOOKS, bell. All about love: New visions. Harper Perennial, 2001. HOOKS, bell. Salvation: Black people and love. Harper Perennial, 2001 HOOKS, bell. Love as the practice of freedom. In: Outlaw Culture. Resisting Representations. Nova Iorque: Routledge, 2006, p. 243–250. SILVA, Ana Carolina Barros. Por uma utopia para as crianças africanas: a incidência do desejo do outro na posição do sujeito na escola. 2019. 249 f. Tese (Doutorado) - Curso de Educação, Linguagem e Psicologia, Universidade de São Paulo / Université Paris VIII, São Paulo, 2019.
1180 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta CAPS II CaisMental Centro Nilson Sibemberg; Reforma psiquiátrica, CAPS, clínica, política, laço social. Este texto propõe uma reflexão sobre as condições históricas da criação de um CAPS II, o CAPS Caismental Centro, de Porto Alegre nos primeiros anos da reforma psiquiátrica brasileira, na tensão entre as esferas do poder político, da administrativo e clínico. Aborda também os princípios fundantes que nortearam a estruturação de uma equipe interdisciplinar e a elaboração dos dispositivos institucionais e clínicos que viriam constituir o modo de funcionamento deste equipamento público de atenção psicossocial. ANDRADE, Oswald. A utopia antropofágica. São Paulo: Globo, 1995. ARBEX, Daniela. Holocausto Brasileiro. Rio de janeiro: Intrínsica, 2020. BASAGLIA, Franco. A instituição negada. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1985. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. I Conferência Nacional de Saúde Mental. Relatório final. Ministério da Saúde, Brasília, 1987. ______. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria GM/MS n 336, de 19 de Fevereiro de 2002. Diário Oficial da União, Brasília (DF),9 de fev. 2002. CAMPOS, Gastão Wagner se Souza, et al. A aplicação do método Paideia no apoio institucional, no apoio matricial e na clínica ampliada. In: Interface 2014; 18 Supl 1: 983-95 FIGUEIREDO, Ana Cristina. A construção do caso clínico: uma contribuição da psicanálise à psicopatologia e à saúde mental. In: Revista latino-americana de psicopatologia fundamental, vol.7, n 1, São Paulo, 2004. FREUD, Sigmund. ]. Notas psicanalíticas sobre um relato autobiográfico de um caso de paranoia (Dementia Paranoides) (1911). In: ____, Edição Standard Brasileira das Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1977. GOFFMAN, Erving. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Perspectiva, 1987. LACAN, Jacques. O Seminário, livro 3: As psicoses [1955-1956]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997. NOMINÉ, Bernard. Sobre identidade e identificações. São Paulo: Blucher, 2018. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE 1990. Organização Mundial da Saúde. Declaração de Caracas. Caracas. SIBEMBERG, Nilson; SILVA, Maria Cristina. Notas de um percurso inacabado. In: Revista 1 do CAIS MENTAL CENTRO, nov. 2006, Porto Alegre, p. 10. TESTA, Mario. Pensar em saúde. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
1181 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Miséria, dialética e libertação David Pavón Cuéllar;Ian Parker;Paulo Beer; Psicanálise. Miséria. Revolução. Este artigo argumenta que Freud não aceitou a esfera da “psicologia” como algo dado, que poderia ser conhecido objetivamente. Tampouco ele a via como algo unitário que seria sempre o mesmo e em qualquer pessoa. Ao invés disso, ofereceu ideias valiosas sobre a natureza humana da miséria enquanto algo histórico, sobre o processo dialético através do qual podemos entender a miséria como algo condensado em sintomas, e sobre a relação entre compreensão e libertação. Nós argumentamos que a psicanálise precisa ser recriada por nós enquanto uma ferramenta de trabalho radical sobre a subjetividade para derrubar as condições existentes. Argumentamos em favor de uma compreensão dialética da psicanálise como uma ferramenta e um resultado; essa ferramenta é o resultado das elaborações teóricas de Freud e seus seguidores, que nos permitiram usá-la para um trabalho radical na clínica e em movimentos de libertação. Ela torna possível uma “subjetividade revolucionária”, um “sujeito revolucionário”.
1182 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta O cartaz #elenão como etiqueta comunicacional e de insurgência Gustavo Souza Santos; Mobilização social, Rede, Insurgência, Estética, Mídia Em setembro de 2018, o movimento #EleNão se difundiu pelos 27 distritos brasileiros e algumas cidades do exterior em protesto contra a agenda política do então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro. Um cartaz de origem digital, amplamente difundido nas redes sociais e em materiais gráficos, com a vocalização Ele Não tornou-se a etiqueta de insurgência para a mobilização em rede. A proposta do trabalho foi refletir esta perspectiva considerando a enunciação de vocabulários, palavras de efeito e estéticas políticas nas mobilizações contemporâneas e suas possíveis relações com os sujeitos, sua agência e os espaços de mobilização reticulada. BRANDÃO, C. R. A primeira. Walter Benjamin. A dívida solidária com o passado. In: _________. Memória Sertão: cenários, cenas, pessoas e gestos nos sertões de João Guimarães Rosa e de Manuelzão. São Paulo: Cone Sul; Uberaba: Editora Uniube, 1998. p. 27-34. BRANDÃO, C. R. A vida reinventada: movimentos sociais e movimentos ambientalistas. In: PESSOA, J. M. (Org). Saberes de nós: ensaios de educação e movimentos sociais. Goiânia: UCG, 2004. p.43-120 CARTER, P. Living in a new country: history, travelling and language. Londres: Faber and Faber, 1992. CASTELLS, M. O poder da identidade. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008. CASTELLS, M. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. GOHN, M. G. Movimentos sociais e redes de mobilizações civis no Brasil contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2010. HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP & A, 2006. LEMOS, A. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 7. ed. São Paulo: Sulina, 2015. LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000. MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Tradução de Ronald Polito e Sérgio García Canclini. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001. RANCIÈRE, J. A partilha do sensível: estética e política. Tradução de Mônica Costa Netto. São Paulo: Editora 34, 2009. SANTOS, G. S.; CUNHA, M. G. C. As Territorialidades Insurgentes do Gigante Desperto: Jornadas de Junho de 2013 no Brasil e suas Dinâmicas Territoriais. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 35, p. 37-48, 24 jul. 2018. SILVA, R. R.; MARTINS, B. G. A emergência do cartaz nas Jornadas de Junho: excesso de palavras e políticas da escrita insurgente. Mídia e Cotidiano, Rio de Janeiro, v. 12, n. 3, p. 142-162, dez. 2018. TOURAINE, A. O sujeito como movimento social. In: ________. Crítica da modernidade. Tradução de Elia Ferreira Edel. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. p. 247-268.
1183 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Descentralização da gestão financeira da educação básica João Uarinhenga;Rosenilton Silva de Oliveira; Financiamento da Educação Básica, administração financeira, descentralização da gestão financeira, infra-estrutura escolar. O objetivo deste artigo é refletir sobre o modo pelo qual o Estado angolano tem desenvolvido seu projeto de descentralização da gestão do ensino, especificamente no que tange a administração dos recursos financeiros com vistas a efetivação dos objetivos gerais da educação nacional, preconizadas na legislação. Partiu-se da revisão bibliográfica, análise documental e da pesquisa-ação, tendo como campo empírico de observação o município do Lubalo (Província da Lunda-Norte, Angola). Argumentou-se que tal perspectiva é benéfica para a consecução de projetos locais que visem a superação das desigualdades, nomeadamente aquelas do campo educacional, como demonstram os dados da cidade do Lubalo. As considerações finais apontam para o fato de que, no contexto estudado, a efetivação de uma administração descentralizada, embora salutar, esbarra em dois desafios estruturantes: as limitações orçamentárias e a política de distribuição de recursos a partir de uma classificação prévia dos municípios que favorece as regiões que possuem maior infraestrutura. DME. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Perfil Municipal de Lubalo. Lubalo: Administração Municipal de Lubalo, 2013. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Plano de Desenvolvimento de Lubalo, 2013-2017, 2013. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Relatório das actividades desenvolvidas durante o 1º trimestre 2018, 2018. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Relatório de Balanço de 2014.Lubalo: Administração Municipal de Lubalo, 2015. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Relatório de Balanço de 2015.Lubalo: Administração Municipal de Lubalo, 2016. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Relatório de Balanço de 2016. Lubalo: Administração Municipal de Lubalo, 2017. ANGOLA. Decreto Presidencial nº 202/19, Lei da Administração local do estado. _____. Decreto Presidencial nº 89/20. Aprova estatuto orgânico da Administração municipal do Lubalo, 2020. _____. MAT – Divisão Política Administrativa da República de Angola (2017) _____. Resultados Preliminares do Recenseamento Geral da População e habitação. Luanda: INE, 2016. _____. Lei n.º 17/2016, de 4 de Abril- Lei de bases do Sistema de Educação -Diário da República. Assembleia Nacional, Iª Série, Nº 65. Luanda: Imprensa Nacional. BENEDITO Santos Narciso dos. Centralização, Autonomia e Diversidade nos Sistemas Educativos de Angola e Portugal. Portugal, Edições Cosmo. 2012. BRÁS Chocolate. Papel da Escola na Formação para a Cidadania em Angola. Luanda, Edições Eco7. 2018. CANOTILHO, G. J. J.- MOREIRA, V. Constituição da República Portuguesa Anotada. Coimbra Editora, vol. I e II, 2014. FEIJÓ Carlos; PACA Cremildo. Direito Administrativo. Luanda: Mayamba, 2017. HOBSBAWM, E. L. Invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984. INE. Resultados Definitivos do Recenseamento Geral da População e Habitação de Angola 2014, Luanda, Instituto Nacional de Estatística, 2016. IZAR, Juliana Gama. O Ensino Superior em Angola e no Brasil: A cooperação Acadêmica entre a Universidade Lueji ANkonde (ULAN) e a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). São Paulo, 2016. LIBERATO, Ermelinda. Avanços e retrocessos da educação em Angola. Revista Brasileira de Educação v. 19 n. 59 out.-dez. 2014, pp 1003-1031. LOPES M. Carlos; SANTOS Belisário dos. Angola 10 anos de Desconcentração e Descentralização Administrativa. Luanda, Ministério da Administração do Território. 2015. MANUAL DE INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS DE ORGANIZAÇÃO DO ESTADO. República de Angola Órgãos Auxiliares do Presidente da República Casa Civil. (2019). NETO Silva Burity António. Reflexões sobre o Processo de Formação Sustentada de Angola. Luanda, s/c/e. 2008. PAXE, Isaac Pedro Vieira. Políticas educacionais em Angola: desafios de direito à educação. São Paulo: Universidade de São Paulo. Tese doutorado, 2014. PILETTI, C.; PILETTI, N. História da Educação: de Confúcio a Paulo Freire. São Paulo: Contexto, 2018. PNUD/Angola. Os desafios pós-guerra. Luanda: Nações Unidas, 2002. TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-566, Set/dez, 2005. VEIGA, M. V. A Educação Hoje: a realização integral e feliz da pessoa humana. Portugal, Editorial Perpétuo Socorro, 2012, 8 ed. VERDUGO, Osvaldo. La Descentralización Educativa y la profesión docente. In: CASASSUS, Juan et al. La descentralización educativa. Lima: Terea, 1992. p. 57-63.ZAU, F. A. Educação em Angola: novos trilhos para o desenvolvimento. Luanda: Movilivros, 2009.
1184 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Desafios freireanos Silvana Bezerra de Castro Magalhães; educação, pensamento freireano, democracia, violencia, educação dialógica O presente artigo é um ensaio teórico interdisciplinar, que se propõe a discutir as bases atuais da sociedade (anti) democrática brasileira e como esta engendra relações autoritárias e violentas. O contexto atual brasileiro tem sinalizado um quadro assustador marcado por relações violentas e antidemocráticas nos mais diversos setores sociais. Discute-se, a partir dessa problemática tão atual, os conceitos de democracia e sociedade democrática como base necessária para a construção de relações dialógicas na sociedade como um todo, e especificamente no contexto pedagógico educacional. Apresenta uma discussão a partir do pensamento freireano e suas amplas e pertinentes dimensões das relações dialógicas e antidialógicas que podem ser construídas na sociedade, em contraposição à relações baseadas na violência e nos silenciamentos de determinados setores sociais cada vez mais invisibilizados. Discute-se, em diálogo com outros autores, os conceitos de Liberdade, utopia e humanização como possibilidades de transformação e luta em tempos de violência e ódio. ARENDT, H. Entre o passado e o futuro. 4. Ed. São Paulo: Perspectiva, 1997. ARROYO, Miguel. Educação em tempos de exclusão. In: GENTILI, Pablo e FRIGOTTO, G. (orgs.). A cidadania negada. 2.ed. São Paulo: Cortez, 2001. BORON, A. Estado, capitalismo e democracia na América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994. BUBER, M. Do diálogo e do dialógico. São Paulo: Perspectiva. 1982. CALVINO, Í. O visconde partido ao meio. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. CARRANO. P. Juventudes: as identidades são múltiplas. Movimento: Revista da Faculdade de Educação da UFF. Rio de Janeiro: DPeA. N.1; p.11, maio 2000. COUTINHO, C. A democracia na batalha das ideias e nas lutas políticas do Brasil de hoje. In: FAVERO, O e SEMERARO, G. (orgs.). Democracia e construção do público no pensamento educacional brasileiro. Petrópolis; Vozes, 2002. FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 19ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. FREIRE, P. Pedagogia da Esperança.5ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1998. FREIRE, P. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 2000. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 30ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001a. FREIRE, P. Extensão ou comunicação? 11.ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2001b. FREIRE, P. Pedagogia da Solidariedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014. FREIRE, P. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. HELLER. A. O cotidiano e a história. 3. Ed. Rio de janeiro: Paz e terra, 1989. HELLER. A. Sociologia de la vida cotidiana. 3 ed. Barcelona: Ediciones Peninsula, 1991. MISOCZKY, M. C. A.; MORAES, J.; FLORES, R. K. Bloch, Gramsci e Paulo Freire: referências fundamentais para os atos da denúncia e do anúncio. Cadernos EBAPE. v.7, nº 3, artigo 4, Rio de Janeiro, setembro, 2009. SANTOS, J. V. A violência como dispositivo de excesso de poder. Sociedade e Estado. Brasília, v. 10, n. 02. P. 281 à 298, jul/dez. 1995. TORRES, C. Democracia, educação e multiculturalismo: dilemas da cidadania em um mundo globalizado. Petrópolis: Vozes, 2001.
1185 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Origem e constituição histórica das devoções santeiras em Minas Gerais João Valdir Alves de Souza; Devoções santeiras, catolicismo popular, festas religiosas, Minas Gerais, romanização do catolicismo É entendimento corrente o fato de a sociedade brasileira ser predominantemente católica. Esse catolicismo, contudo, é historicamente marcado por dois subsistemas que disputam espaços de poder e influência: um institucional, centrado nos sacramentos e na mediação do clero, e outro popular, de corte devocional, centrado no culto aos santos. Essas devoções santeiras resultaram basicamente da ação dos próprios colonizadores que vieram para o Brasil trazendo sua fé, seus santos e respectivas crenças, festas, promessas e penitências. Longe do catolicismo institucional e dos regulamentos do Vaticano, essas práticas religiosas diversificaram-se ainda mais quando se fundiram com elementos religiosos de indígenas e africanos. Em Minas Gerais, onde as ordens religiosas foram proibidas de se instalar ao longo do século XVIII, foram criadas ordens terceiras, irmandades e associações religiosas de toda espécie. Isso fez com que frutificasse um catolicismo leigo ou catolicismo popular que coube ao Vaticano tentar enquadrar, sobretudo a partir do final do século XIX, naquilo que ficou conhecido como “romanização do catolicismo”. AZZI, Riolando. “O início da restauração católica em Minas Gerais: 1920-1930”. Síntese, v. 5, n. 14, set-dez. 1978, p. 65-91. ____. A cristandade colonial: um projeto autoritário. São Paulo: Paulinas, 1987. BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário Histórico-Geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1995. BOSCHI, Caio César. 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1186 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Mortalidade infantil em municípios da microrregião da Serra Geral, Minas Gerais Warlleis Souza Santos;João Victor Leite Dias;Herton Helder Rocha Pires; Mortalidade Infantil, Saúde Pública, Fatores de Mortalidade Vários indicadores de saúde têm sido utilizados como instrumento para o monitoramento da qualidade de vida das populações. Entre estes indicadores, a taxa de mortalidade infantil é um dos principais, pois revela a qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação de uma determinada região. Essa taxa é apresentada por meio de dados epidemiológicos que quantificam as mortes no primeiro ano de vida, dentre todos os nascidos vivos no mesmo espaço de tempo. O presente trabalho avaliou a mortalidade infantil nos 16 municípios que integram a microrregião da Serra Geral de Minas Gerais, localizada em sua totalidade no norte do estado. O estudo foi do tipo ecológico, realizado sob uma perspectiva observacional com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados no período de 2008 a 2016, mostrando que 469 crianças morreram. A maioria dos óbitos ocorreram em crianças do sexo masculino, após o parto, no período neonatal e em ambiente hospitalares. As principais causas de mortalidade foram afecções perinatais e as malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas. Os municípios que apresentaram maior taxa de mortalidade infantil foram Pai Pedro e Manga, sendo esta taxa considerada como média, conforme classificação da Organização Mundial de Saúde. Os resultados mostraram que mesmo com diminuição nas taxas de mortalidade infantil nos municípios da microrregião da Serra Geral, ainda existem óbitos infantis por causas evitáveis. Tal fato pode sinalizar a necessidade de investimentos na assistência à saúde nesta região. ALMEIDA, W. da S. de; SZWARCWALD, C. L. Mortalidade infantil e acesso geográfico ao parto nos municípios brasileiros. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 46, n. 1, p. 68-76, fev. 2012. BITTENCOURT, F.; VIEIRA, J.; ALMEIDA, A. C. C. H. de. Concepção de gestantes sobre o parto cesariano. Revista Cogitare Enfermagem, [S.l.], v. 18, n. 3, set. 2013. BONITA, R.; BEAGLEHOLE R.; KJELLSTROM T. Epidemiologia básica. 2. ed. Santos, SP: Santos Editora, 2010. BRASIL. Ministério de Desenvolvimento Agrário. Colegiado Territorial/APTA/MDA. (2010). Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS) – Serra Geral (MG). ______. Ministério da Saúde. Departamento de informática do sistema único de saúde do Brasil - DATASUS. Informações de Saúde, Estatísticas Vitais: banco de dados. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019. ______. Ministério de Desenvolvimento Agrário. Sistema de Informações Territoriais: Caderno territorial. Brasília, DF: Ministério de Desenvolvimento Agrário, 2015. BRASIL, T. B. et al. 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1187 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta O catador de materiais recicláveis no município de Ponta Grossa, Paraná Reidy Rolim de Moura;Karoline Dutra Szul;Thais Sanson Sene; Catadores, Política Pública, Questão Ambiental, Vulnerabilidade Social, Resíduos Sólidos A política pública social constitui-se em um dos pilares do Estado e volta-se para a provisão de recursos destinados a ações redistributivas que possibilitem meios de subsistência hábeis a alcançar e garantir equidade mínima na sociedade. Nesta ótica, o presente trabalho busca trazer uma reflexão acerca da aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no município de Ponta Grossa/PR em relação aos catadores de materiais recicláveis da Associação de Recicladores Rei do Pet (ARREP). A partir de uma revisão bibliográfica e documental, com a coleta de dados nos bancos da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa-PR e aplicação de questionário semi-estruturado aos associados da ARREP, passou-se à confrontação de tais dados com os critérios da PNRS quanto à segurança alimentar, acesso a benefícios sociais e rede de atendimento municipal, os quais demonstraram como resultados a vulnerabilidade dos associados e como a aplicação da PNRS ainda é frágil e desarticulada no município de Ponta Grossa-PR, pois os catadores ainda enfrentam dificuldades primárias, como o baixo rendimento a partir da venda dos materiais e a ausência de autonomia da associação frente ao poder público, as quais obstam o pleno acesso a direitos e à cidadania. ABRANCHES, Sergio H. Política social e combate à pobreza: a teoria da prática. In: ABRANCHES, S., ARANTES, B. O.; BORGES, L. O. Catadores de materiais recicláveis: cadeia produtiva e precariedade. 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1188 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta As palavras da selva Daysi Tatiana Andrango Quisaguano; Indígena. Petróleo. Risco. Selva. Testemunho Neste livro, os autores apresentam uma profunda avaliação psicossocial do impacto das explorações petroleiras e de seus efeitos sobre a vida das comunidades Amazônicas do Equador ao longo da operação da empresa Texaco. A obra, apresenta a luta histórica por respeito à natureza e às comunidades. Eles trazem um modelo de análise no território com trabalho de campo, conversando com cada um dos afetados e visitando os cenários de contaminação. O livro também argumenta as análises com revisão de documentação da época, com imagens, enquetes e depoimentos com uma perspectiva cronológica até 2009. Mas é necessário, pois, pensar que o enclave econômico pela exploração do petróleo tem consequências ao logo da vida. O livro analisou até 2009, mas no momento de escrever a resenha, as crises seguem com a mesma magnitude. BECERRA, S., PAICHARD, E., STURMA, A., & LAURENCE, M. Vivir con la contaminación petrolera en el Ecuador: Percepciones sociales del riesgo sanitario y capacidad de respuesta. Líder: revista labor interdisciplinaria de desarrollo regional, n. 23, p. 102-120, 2013. BERISTAIN, C; PÁEZ, R; FERNÁNDEZ, I. Las palabras de la selva: Estudio psicosocial del impacto de las explotaciones petroleras de Texaco en las comunidades amazónicas de Ecuador. Bilbao [Spain]: Instituto de Estudios sobre Desarrollo y Cooperación Internacional, [2009], 2009. DEL ECUADOR, Asamblea Constituyente. Constitución de la República del Ecuador. Quito: Tribunal Constitucional del Ecuador. Registro oficial Nro, v. 449, 2008. EN ACCIÓN, Ecologistas. La Iniciativa ITT-Yasuní. Un ejemplo de cómo transitar hacia un mundo sin calentamiento global, biodiverso y basado en energías renovables. Ecuador: Ecologistas en Acción, 2011. SAN SEBASTIÁN, Miguel; ARMSTRONG, Ben; STEPHENS, Carolyn. La salud de mujeres que viven cerca de pozos y estaciones de petróleo en la Amazonía ecuatoriana. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 9, p. 375-383, 2001.
1189 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta A simplicidade, também, constrói culturas e distingue a personalidade social entre gêneros Denise Figueiró Mendes; Resenha Qual é o papel do homem e qual é o papel da mulher numa sociedade? Que comportamentos esperamos e desejamos que um homem e uma mulher apresentem? Qual ou quais comportamentos seriam apropriados a ambos? Deveriam estes comportamentos serem, desejavelmente, distintos devido às diferenças entre os gêneros? Partindo dessas questões, meu propósito é resenhar a grande obra Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas (1969), escrita pela antropóloga norte-americana Margaret Mead (1901-1978), no qual a autora traz a ideia da simplicidade com que o homem constrói sua cultura e como essa cultura pode enredar segurança e compreensão sobre os papeis dos homens e das mulheres. MEAD, Margaret. Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas, 1969. 275 p. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/1219?show=full Acesso em: 25/08/2020.
1193 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas “Pernadas nas ruas” Igor Monteiro Silva;Ricardo César Carvalho Nascimento; Capoeira. Ginga. Espaço público. Cidades e Ocupações urbanas. O presente artigo objetiva refletir sobre a capoeira enquanto produção da margem, considerando-a não apenas sob quaisquer determinismos sociais ou geográficos, mas como uma “situação limite” (AGIER, 2015) que enseja precipitações políticas, ações produzidas por coletivos de sujeitos que interpelam as dimensões de “ordenamento” e “prescrição” dos mundos urbanos planejados a partir e para as “centralidades” e seus sujeitos; que criticam a sustentação de usos, sentidos e relações considerados hegemônicos, dominantes ou legítimos. Para tanto, mobilizando pesquisas etnográficas, os bairros Serrinha (Fortaleza, Ceará, Brasil) e Padre Cruz (Carnide, Lisboa, Portugal) são tomados como espaços privilegiados reflexão. AGAMBEN, Giorgio. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007. AGIER, Michel. Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2011. ________. “Do direito à cidade ao fazer-cidade: o antropólogo, a margem e o centro”. Mana [online]. vol.21, n.3, pp.483-498, 2015. ASSUNÇÃO, Matthias Rohrig. Capoeira. The history of an Afro-brazilian martial art. Routledge: London, 2005. BERTELLI, Giordano B. “Errâncias racionais: a periferia, o rap e a política”. IN: ___________; FELTRAN, Gabriel. (Orgs.). Vozes à margem: periferias, estética e política. São Carlos: EdUFSCar, 2017. BRAZ, Vanda Sofia. “Experiência sociodesportiva e a criação colaborativa de uma praça comunitária num bairro de Carnide”. Lusíada. Intervenção Social, Lisboa, n.º 47/48, p. 215-233, 2016. BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas. Notas para uma teoria performativa de assembleia. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2018. CALDEIRA, Teresa Pires do R. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34, 2000. ________________________. “Qual a novidade dos rolezinhos? Espaço público, desigualdade e mudança em São Paulo”. Novos estudos CEBRAP, n. 98, p. 13-20, 2014. DE CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: 1 artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996. DOWNEY, Greg. Learning capoeira: lessons in cunning from an afro-brazilian art. New York: Oxford University Press, 2005. GILROY, Paul. O atlântico negro: Modernidade e dupla consciência. São Paulo, Editora 34, 2001. HARVEY, D. “Do gerenciamento ao empresariamento: a transformação da administração urbana no capitalismo tardio”. Espaço & Debates, São Paulo, Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos, 39, p. 48-64, 1996. JACQUES, Paola Berenstein. Elogio aos errantes. SciELO-EDUFBA, 2012. ______________________. “Zonas de tensão: em busca de micro-resistências urbanas”. Corpocidade: debates, ações e articulações. Salvador: EDUFBA, p. 106-119, 2010. LEFEBVRE, Henri. A Revolução Urbana. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999, 178p. LEITE, Rogerio Proença. “A inversão do cotidiano: práticas sociais e rupturas na vida urbana contemporânea”. Dados-Revista de Ciências Sociais, v. 53, n. 3, p. 737-756, 2010. NASCIMENTO, Ricardo; MONTEIRO, Igor. “Capoeira, Cidade e Cultura: notas etnográficas sobre ocupações criativas em Fortaleza-CE”. O Público e o Privado, nº 29, jan/jun, 2017. NASCIMENTO, Ricardo César Carvalho. “Dialéticas da ginga: performances dos corpos subalternos em movimento”. Sociedade e Cultura, v. 22, n. 2, 2019. PALLAMIN, Vera. “Apresentação”. IN: BERTELLI, Giordano B; FELTRAN, Gabriel. (Orgs.). Vozes à margem: periferias, estética e política. São Carlos: EdUFSCar, 2017. PIRES, Antônio Liberac C. S. Movimentos da cultura afro-brasileira – a formação histórica da capoeira contemporânea (1890-1950). Campinas/SP: tese de doutorado, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, 2001. RANCIÈRE, J. Le partage du sensible, esthétique e politique. Paris: La fabrique, 2000. SILVA, Igor Monteiro. “A roda como ‘agir urbano’: reflexões sobre capoeira e cidade a partir da praça João Gentil, Gentilândia – Fortaleza/CE”. Capoeira-Humanidades e Letras, v. 4, n. 2, p. 35-61, 2018. SOARES, C. E. L. A capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808-1850). Campinas: Ed. da UNICAMP, 2001. REIS, Letícia Vidor de Souza. O mundo de pernas para o ar: a capoeira no Brasil. São Paulo: Publisher Brasil, 2000. VIEIRA, Luiz Renato & ASSUNÇÃO, Matthias R. “Mitos, controvérsias e fatos: construindo a história da capoeira”. Estudos Afro-Asiáticos (34), 81-121, dez. de 1998. VIEIRA, Luiz Renato. O jogo da capoeira: corpo e cultura popular no Brasil. Sprint, 1996.
1194 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Pensar e fazer cidades Daniela Felix Martins; Arte da performance. Composição urbana. Espaço público. Democracia. Sociologia da Arte. O artigo tem por objetivo apresentar a arte da performance como um agenciamento/assemblage que, ao recuperar a condição de multiplicidade e de inter-relações nas cidades, participa da emergência de um espaço público possível. Isto é, enquanto uma prática minoritária, a arte da performance re-articula os sentidos hegemônicos instituídos nos espaços, por meio da instauração de situações artísticas, que exploram a cidade como a esfera na qual distintas trajetórias coexistem. Assim, a arte da performance pode ser compreendida como contestação e possibilidade de instauração de comunidades políticas. E consequentemente, “experimentar a cidade” se transforma em um processo de “fabricação da cidade”, que por sua vez, pode ser encarada não como um dado, mas como uma composição, algo por fazer, na qual sentidos em latência são atualizados no evento performático. Esses elementos foram reunidos a partir da realização de pesquisa empírica junto ao grupo Corpos Informáticos e suas ações na cidade de Brasília. DELEUZE, G. & Guatarri, F. Mil Platôs. Vol.1 São Paulo: Editora 34, 1995. DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. Lisboa: Relógio D’Água Editores, 2004. DELEUZE, Gilles. A ilha deserta e outros textos: textos e entrevistas (1953-1974). São Paulo: Ilumi- nuras, 2006. _____________O que é a Filosofia?.Rio de Janeiro: Ed. 34, 2010. DEWEY, John. The Public and its Problems. 12. ed. Ohio: Ohio University Press, 1991. GOFFMAN, Ervin. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1985. ________. Frame analysis: an essay on the organization of experience. Boston, Northeastern Uni-versity Press, 1986. ________. Comportamentos em Lugares Públicos: Notas sobre a organização social dos ajuntamentos, Petrópolis: Vozes, 2010. HEINICH, Nathalie. The Glory of Van Gogh: an anthropology of admiration. Princeton: Princeton University Press, 1996. _________. A sociologia da arte. Bauru-SP: EDUSC, 2001. _________. “As reconfigurações do estatuto de artista na época moderna e contemporânea”. Revista Porto Arte, v.13, n.22,p.137-147, 2005 . _________. “A arte contemporânea exposta às rejeições: contribuição a uma sociologia dos valores”. Observatório, n. 12, p. 77-91, 2011. _________. “Práticas da arte contemporânea: uma abordagem pragmática a um novo paradigma artístico”. Sociologia&Antropologia, v. 04, n.2, p. 273-390, 2014. LATOUR, Bruno. “On technical mediation - philosophy, sociology, genealogy”. Common Knowledge, v. 3, n. 2, p. 29-64, 1994. ____________”Whose Cosmos, Which Cosmopolitics? Comments on the Peace Terms of Ulrich Beck”. Common Knowledge, v. 10, n. 3, p. 450-462, 2004. ____________.”Como falar do corpo? A dimensão normativa dos estudos sobre a ciência”. In: NUNES, J. A.; ROQUE, R. (Org.). Objetos impuros: experiências em estudos sociais da ciência. Porto, Afrontamento, 2007, p. 40-61. _________.”O que é iconoclash? Ou, há um mundo além das guerras de imagem?” Horizontes antropológicos, v. 14, n. 29, p. 111-150, 2008 . _________. “Reflections on Etienne Souriau’s Les Modes d’existence”. In: HARMAN; BRYANT; SRNICEK (Org.). The Speculative Turn Continental Materialism and Realism, Melbourne, 2011, p. 304-333. _________. Reagregando o social: uma introdução à teoria Ator-Rede. Salvador: EDUFBA, 2012. _________. Investigacion sobre los modos de existencia:una antropologia de los modernos. Buenos Aires: Paidos, 2013. _________. “Uma sociologia sem objeto?” Revista-Valise, v. 5, n. 10, p. 165-187, 2015 __________. “Paris, Cidade Invisível: O Plasma”. Ponto Urbe, n.5, p. 1-7, 2009 MASSEY, Doreen. Pelo espaço: uma nova política da espacialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. MEDEIROS, Bia & AQUINO, Fernado. “Kombi, Kombeiro, Kombunda e Bundalelê na Kombi.” Performance e Memória Anais do VII Congresso da Abrace – Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas, Porto Alegre, 2012 [Consult. 23/09/2018] Disponível em URL: http://www.portalabrace.org/viicongresso/completos/ territorios/Maria_Beatriz_MEDEIROS_Kombi_Kombeiro_Kombunda_e_Bundalel___- na_Kombi.pdf MEDEIROS, Bia& ALBUQUERQUE, Natasha. “Composição urbana: surpreensão e fuleragem”. Palco Giratório: circuito nacional. v. Il Rio de Janeiro: SESC, 2014 MEDEIROS, Maria Beatriz de. “Suggestions of concepts to reflect on contemporary art based on the theory and practice of the Corpos Informáticos Research Group”. Art Research Journal, v. 4, n. 1, p. 33-47, 2017. SANSI-ROCCA, Roger. Art, anthropology and the gift. London: Bloomsbury, 2015. STENGERS, Isabelle. “A proposição cosmopolítica.” Revista do Instituto de Estudos Brasileiros,n. 69, p. 442-464, 2018.
1195 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Riscar a cidade em gestos e rastros, caminhadas e imagens Alice Diógenes Olimpio Dote Sá; Escritas urbanas. Cidade. Imagem. Caminhar. Fortaleza. O fazer do coletivo Narrativas Possíveis, de Fortaleza/CE, transmuta-se na pesquisa Cidade Caminhante, na qual, através do caminhar, buscamos o encontro com escritas urbanas (frases e palavras deixadas nas superfícies da cidade em forma de pixação, estêncil, lambe-lambe). Mobilizamos, para tal, uma combinatória de métodos-táticas de pesquisa: caminhada, fotografia, audiovisual e desenho. No presente artigo, partilhamos duas das caminhadas realizadas no Centro de Fortaleza/CE, no intuito de, através dos encontros com tais imagens, pensar as maneiras pelas quais operam na cidade. Percebendo a relação entre o que a escrita urbana faz e o que diz, entendemos que o que está em jogo nessas imagens não é somente o que se risca, mas o próprio gesto, contido no rastro e nele prolongado, de riscar a cidade — o que configura, também, um modo de percebê-la, de “desarquivar” tal gesto através do olhar. Entre gestos e rastros, as escritas urbanas, carreguem elas frases “de amor” ou “de protesto”, configuram-se como um agir urbano de potência micropolítica, ao inventar táticas de existência na cidade, tais quais o próprio percorrer, perceber e habitá-la de outras maneiras. AGAMBEN, Giorgio. Arte, Inoperatividade, Política. In: Crítica do Contemporâneo. Conferências Internacionais Serralves 2007. Porto, Portugal: Fundação Serralves, 2007a. AGAMBEN, Giorgio. Kommerell, ou do gesto. In: AGAMBEN, Giorgio. A potência do pensamento: ensaios e conferências. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. AGAMBEN, Giorgio. Notas sobre o gesto. Revista Artefilosofia. 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1196 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Modos de fazer cidades e resistências Aline Maria Matos Rocha;Lara Denise Silva;Antonio Lucas Cordeiro Feitosa; Cidade. Resistência. Criatividade. Cotidiano. Direito à cidade. Busca-se neste artigo compreender a cidade como espaço, cenário e motor de resistências (Agier, 2011; 2015) a partir da dimensão micro do urbano: o bairro, a vila, a rua. A partir de uma metodologia do tempo compartilhado, da deambulação e inserção nos espaços pesquisados, descrevemos experiências que acontecem em duas cidades: Fortaleza e Juazeiro do Norte, ambas no estado do Ceará, pautando o que une e o que singulariza as iniciativas apresentadas. Nas tramas do cotidiano, resiste-se, entre tantas agressões, à especulação imobiliária, à violência, ao controle do espaço, ao desinvestimento no espaço público. Na busca por compreender as astúcias (Certeau, 1994) daqueles que resistem criativamente, dialogamos com a noção de direito à cidade (Lefebvre, 2001), sentidos de resistência (Scott, 2011). AGIER, Michel. Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos. São Paulo: Terceiro Nome, 2011. ______. “Do direito à cidade ao fazer-cidade: o antropólogo, a margem e o centro”. Mana: Estudos de Antropologia Social, Rio de Janeiro, n. 3, p. 483-498, 2015. ALONSO, Angela. “As teorias dos movimentos sociais: um balanço do debate”. Lua Nova, São Paulo, v. 76, p. 49-86, 2009. ANDRADE, Margarida Júlia Farias de Salles. Fortaleza em perspectiva histórica: poder e iniciativa privada na apropriação e produção material da cidade (1810-1933). Tese (Doutorado - Área de Concentração: História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo) - FAUUSP. São Paulo, 2012. BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso. 11.ed. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1991. BENNETT, Andy. 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1197 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Toda periferia é um centro Francisco Rômulo do Nascimento Silva;Geovani Jacó de Freitas; Sarau. Ação Coletiva. Poetas. Afetos. Aparecimento. O artigo aborda os encontros-saraus realizados por Poetas de periferia, em Fortaleza, Ceará, Brasil. O anseio por um líder não é mais a tônica, nem defesa de única ideologia sobre a realidade em sua concretude. Este aspecto aparentemente fragmentado das posturas políticas em sociedade é encarado como busca por emancipação, identidade, liberdade e rebeldia. Este artigo tem ainda por objetivo analisar como esses encontros-saraus se organizam como ação coletiva e de que maneira os afetos contribuem para a possibilidade ou não do direito de aparecer. Apresentamos uma escrita política e poética da nossa experiência etnográfica no Sarau da B1, localizado no Conjunto São Cristóvão, Zona Sul da Cidade. A partir da expressão “toda periferia é um centro”, discutiremos as implicações da circularidade, ocupação e as produções da periferia para a periferia que a transformam em centro, assim como apresentaremos a identidade-relação do Poeta. ACHINTE, Adolfo Albán. Prácticas creativas de re-existência basadas en lugar: más allá del arte… el mundo de lo sensible. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Del Signo, 2017. ALEXANDER, Jeffrey. “Ação coletiva, cultura e sociedade civil: secularização, atualização, inversão, revisão e deslocamento do modelo clássico dos movimentos sociais” In: Revista Brasileira Ciências Sociais. [online], vol.13, n. 37, 1998, p.5-31. Disponível: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69091998000200001 BARBOSA, Lia Pinheiro. “Legado e rupturas da Revolução Soviética desde as lutas sociais na América Latina”. Tensões Mundiais, v. 13, n. 24, jan-jun, p. 107-138, 2017. BEZERRA, Roselane Gomes. 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1198 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Religando ecosoficamente como urgência transepistemática na re-civilização da humanidade Milagros Elena Rodríguez; Desatar. Religar. Re-civilizar. Ecosophy. Humanidade. Como objetivo complexo, a religião é analisada ecooficamente como uma emergência transepistêmica na re-civilização da humanidade. A investigação foi realizada sob estruturas rizomáticas, seguindo um pensamento complexo e transdisciplinar com o método de desconstrução rizomática. Nas conclusões das aberturas religiosas, é necessário voltar a ligar, é importante desligar: afrouxar os laços, é afrouxar e liberar; é se libertar. Assim, descolonização e descolonialidade são projetos por excelência para se dissociar da preeminência ocidental. A ecografia, como a arte de habitar o planeta, leva à re-civilização, re-civilização, às ações do cidadão, que chega ao imaginário, antecipando uma maneira de estar no mundo, de percebê-lo, com uma mudança de ações e uma consciência que promove a unidade na vida. O amor e a sensibilidade devem ser o centro da ação, em prol da preservação da unidade, da valorização das culturas, do aprofundamento do eco-conhecimento na busca por uma educação de excelência e, a partir daí, uma verdadeira humanidade humana. COMINS, Irene. “La Filosofía del Cuidado de la Tierra como Ecosofía. Daimon”. Revista Internacional de Filosofía, v.67, p.133-148, 2016. CORREA, Cecilia. Currículo transdisciplinar y práctica pedagógica compleja: Emergencia y religantes de la educación del siglo XXI. Barranquilla: Universidad Simón Bolívar, 2013. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Mille plateaux, Capitalisme et schizophrénie. París: Minuit, 1980. 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1199 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas A Escola Rural Dom Joaquim Silvério de Souza, no Distrito de Conselheiro Mata, Município Diamantina, Minas Gerais Renata Maria Cordeiro;João Dias;Herton Pires; Escola Normal Rural; Política de educação rural; Formação de Professor; Saúde da população rural, saberes e cuidados em saúde; Práticas de Ensino. O objetivo do estudo foi refletir sobre o contexto da implantação da Escola Normal Rural Dom Joaquim Silvério de Souza, no distrito de Conselheiro Mata, município de Diamantina, seu funcionamento e a formação das normalistas para o meio rural. Foi realizada uma pesquisa nas bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sendo encontradas duas dissertações e duas teses, que foram a base da presente análise. Esta análise pontuou os acontecimentos políticos que estimularam a reestruturação da educação rural, como também a forma como as normalistas eram preparadas para a atuação no meio rural. Foram abordadas questões relativas à renovação teórica e instrumental na formação do professor primário para o meio rural, identificação e compreensão das relações entre práticas tradicionais e práticas escolares de saúde das populações rurais e a investigação das práticas de escrita por meio da análise dos diários produzidos na escola. Esses estudos são de grande valia para os educadores, pois a forma de abordagem das disciplinas faz aparecer particularidades educacionais e sociais de cada época, que podem tentar acobertar as diferenças e diversidades como também incutir pensamentos de acordo com os interesses da política vigente. ALMEIDA, Dóris Bittencourt. Vozes esquecidas em horizontes rurais: história de professores. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2001. Disponível em: . 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1200 rds v. 25 n. 2 (2019) POLÍTICAS DE CULTURA E DIREITOS CULTURAIS NO BRASIL (UMA LEITURA DAS INTERFACES COM O NOVO CONSTITUCIONALISMO E COM O “GIRO DECOLONIAL” NA AMÉRICA LATINA) Maria Dione Carvalho de Moraes;Catarina Nery da Cruz Monte; Políticas Culturais, Direitos Culturais, Novo Constitucionalismo Latino-Americano, Decolonialidade Abordamos o tema das politicas de cultura na relação com os movimentos do novo constitucionalismo latino-americano, e da mirada decolonial na America Latina. O pressuposto é que concepções de Estado-Nação presentes em novos modelos constitucionais latinoamericanos, assim como a visada decolonial, guardam interfaces importantes com as politicas de cultura contemporâneas. Com abordagem metodológica de natureza bibliográfica e documental, os resultados iniciais apontam para a compreensão de que politicas publicas de cultura incorporam estratégias de pensamento e ação com vistas à transformação social e a trazer à tona dimensões da vida social, aparentemente não culturais em um contexto de lutas pelo reconhecimento da diversidade, proteção e garantia de direitos fundamentais, incluindo direitos culturais.
1201 rds v. 25 n. 2 (2019) O COMUNISMO MARXIANO, O DEBATE “REFORMA OU REVOLUÇÃO” E OS PARTIDOS COMUNISTAS BRASILEIROS NO SÉCULO XXI Natália de Paula Narciso Rocha; Comunismo, Revisionismo, Partido Político, Partido Comunista Brasileiro, Partido Comunista do Brasil Com o advento do fim da Guerra Fria e a dissolução da U.R.S.S. os partidos comunistas, ao redor do globo, entraram em uma relativa crise. As táticas, as estratégias e até os princípios foram questionados. No cenário brasileiro ocorre o questionamento interno nos dois principais partidos comunistas; o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Este trabalho pretende contribuir com a discussão acerca das estratégias e táticas dos partidos comunistas no século XXI a partir da experiência dos partidos comunistas brasileiros no sentido de pensar, a partir destas estratégias e táticas, até que pontos estes partidos permanecem fiéis ao comunismo marxiano. Para tanto, é preciso discutir os princípios e o programa do comunismo marxiano, sendo propício rememorar o debate “reforma ou revolução”, de modo a estabelecer os marcos analíticos para a análise. Do ponto de vista metodológico, utiliza-se o histórico recente dos partidos políticos com o poder e analisa-se alguns documentos dos dois partidos sobre estratégias e táticas políticas para responder à questão do trabalho. Trata-se de um estudo exploratório que pode lançar luz sobre o debate, mas que necessita ser complementado por pesquisas mais abrangentes.
1202 rds v. 25 n. 2 (2019) AS (DES) CONTINUIDADES DO TRABALHO NA SOCIEDADE DA PÓS-GRANDE INDÚSTRIA E A VALIDADE DA TEORIA DO VALOR-TRABALHO Roberta Letícia Pereira Silva; Acumulação Flexível, Pós-grande indústria, Trabalho Do rompimento com a lógica industrial taylorista/fordista no final da década de 1970 emerge a sociedade da Pós-grande indústria erigida sobre a dinâmica de produção pautada no conhecimento e na tecnologia e não mais no quantum de trabalho. A flexibilização das relações de trabalhado, acrescidas de uma tendência à desvalorização dos investimentos em capital produtivo somada ainda ao alto salto tecnológico, culminam, pois, em um cenário de desarticulação do operário-massa que se vê diante de uma agravante instabilidade e heterogeneização. O que tem subsidiado o argumento da tese que aponta para o fim da centralidade do trabalho. Em oposição a esta, compartilharemos aqui das interpretações de Ruy Fausto (1989) a partir de sua leitura das postulações marxistas, e de outras contribuições as quais intentam trazer à luz as mutações ocorridas no interior do processo de produção capitalista que demarcam a ruptura com a sociedade industrial, em favor de um movimento de reposicionamento do trabalho e não do deslocamento de sua centralidade.
1203 rds v. 25 n. 2 (2019) A TRANSFERÊNCIA DO RISCO DA ATIVIDADE ECONÔMICA AO EMPREGADO NO CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE INSTITUÍDO PELA REFORMA TRABALHISTA DE 2017 André Freire Galvão;Ricardo Lopes Mendes Júnior; Reforma Trabalhista, Trabalho Intermitente, Risco da Atividade Econômica, Precarização do Trabalho A Consolidação das Leis do Trabalho institui em seu artigo 2º que o risco da atividade econômica recai sobre o empregador. Ocorre que tal garantia pode ser comprometida quando o empregado for contratado pela modalidade trabalho intermitente, instituída pela reforma trabalhista de 2017. Nesta modalidade de contrato de trabalho, a prestação de serviços não é contínua, havendo períodos de inatividade. Desta forma, o empregado apenas trabalha (e recebe proporcionalmente) conforme a necessidade do empregador. O presente estudo investigou se esta forma de contratação deturparia o princípio de que o risco da atividade econômica é assumido por aquele que percebe o lucro, uma vez que nesta modalidade de contratação o empregador somente solicita o labor quando eventual demanda de serviço surge. A metodologia do presente trabalho é bibliográfica, com análise de obras acerca do capital, trabalho e da reforma trabalhista, além de jurisprudências relevantes ao tema. Os resultados da pesquisa demonstram que o trabalho intermitente gera contratos de trabalho precários, que não oferecem nenhuma garantia de renda suficiente para que o obreiro sequer possa realizar a contribuição previdenciária mínima para aposentar-se. O estudo conclui que atrelar o labor à demanda do empregador retira do empregado qualquer garantia de remuneração mínima. Por outro lado, a pesquisa também vislumbra que a garantia de um salário-mínimo independente da demanda ou a alteração da legislação no sentido de restringir esta modalidade de trabalho a atividades que por sua natureza possuem períodos de inatividade, (e.g. casas de festas), tornaria sua aplicação menos predatória ao trabalhador.
1204 rds v. 25 n. 2 (2019) VALORIZAÇÃO DAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS Marina Bezerra dos Santos;Antônio Luiz Nunes Salgado; Reforma Trabalhista, Negociação Coletiva, Sindicalismo, Equilíbrio, Princípios Trabalhistas A Reforma Trabalhista de 2017 estabeleceu a primazia das negociações coletivas sobre o legislado no artigo 611-A da CLT. Buscou-se avaliar o equilíbrio das relações coletivas de trabalho através das alterações implementadas pela Lei 13.467/2017. Seguiu-se o método monográfico realizando revisão da literatura. Verificou-se que a reforma alterou o equilíbrio das entidades coletivas ao retirar a compulsoriedade do imposto sindical. Estabeleceu à Justiça do Trabalho analisar convenções ou acordos coletivos sob o viés civilista, a lei reforça o distanciamento do Direito do Trabalho da matriz de direito público. Ao dirigir a análise para os elementos essenciais do negócio jurídico, em detrimento dos princípios orientadores, a lei insere o direito laboral no rol dos direitos privados. No quadro visto para o sindicalismo brasileiro da atualidade, tem-se o (pseudo) aumento de poder dos sindicatos a fragmentar a aplicação de leis alcançadas com longas lutas sociais. Estabelece multiplicidade de regras, de classe para classe e de negociação para negociação, promovendo o individualismo das relações inclusive entre grupos de um mesmo segmento. Concluiu-se que diante dessa inovação legal, a possibilidade de sujeição dos trabalhadores a condições de trabalho inferiores às garantidas em Lei.
1205 rds v. 25 n. 2 (2019) A EDUCAÇÃO DIFERENCIADA E ESCOLARIZAÇÃO INDÍGENA: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O CURRÍCULO Karen Tôrres C. Lafetá de Almeida;Naiara Vieira Silva Ivo; Escolarização indígena, Educação diferenciada, Currículo Este trabalho se constituiu em um esforço de analisar, refletir e discutir alguns aspectos acerca da escolarização indígena, a partir da chamada “educação diferenciada”, estabelecida no Brasil com a promulgação da Constituição Federal de 1988. O trabalho está organizado a partir de um breve Histórico da Educação Indígena no Brasil, contemplando os principais dispositivos constantes na legislação brasileira que conformam, nos dias de hoje, o que tem sido proclamado como o direito a uma educação diferenciada, por vezes assim denominada, por outras, denominada, de educação bilíngue e intercultural. Assim, discutiu-se a “escola diferenciada” e a sua disseminação a partir dos autores: TASSINARI, Antonella; LASMAR, Cristiane; ANDRADE, Karenina; FRANCHETTO, Bruna; GRUPIONI (2008) dentre outros. Pretendemos organizar esta discussão a partir de um breve Histórico da Educação Indígena no Brasil, contemplando os principais dispositivos constantes na legislação brasileira que conformam, nos dias de hoje, o que tem sido proclamado como o direito a uma educação diferenciada, por vezes assim denominada, por outras, denominada, de educação bilíngue e intercultural.
1206 rds v. 25 n. 2 (2019) HISTÓRIA DA FORMAÇÃO E RENOVAÇÃO DA UMBANDA NO BRASIL: UM ESTUDO DE CASO NO TERREIRO ZAMBI-IRIS, BOCAIUVA/MG Fábio da Silva Gonçalves;Daniel Coelho de Oliveira; Dessincretização, História da Umbanda, Mito fundador, Renovação O objetivo deste artigo é analisar o processo e a compreensão histórica do surgimento, fundação e (des) institucionalização da Umbanda brasileira, bem como a Renovação da mesma com enfoque no terreiro Zambi-Iris, localizado em Bocaiuva/MG. Metodologicamente procedeu-se pela revisão bibliográfica, observação participante/direta, entrevistas estruturadas e semiestruturadas aos umbandistas do supracitado terreiro. O estudo compreendeu que a interpretação histórica da Umbanda no Brasil segue por duas vias de análise: uma tradicional (no sentido de mais popularizada) marcada pelo “mito fundador”, a partir da anunciação de Zélio de Moraes incorporado com o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908; e outra numa postura mais crítica a qual não haveria um “momento” fundador, mas um “longo processo” fundador gestado a partir da colonização brasileira. A vertente crítica entende que há oposição entre a “Umbanda Branca” e de classe média, de caráter racista, evolucionista e nacionalista, além de sincrética com os então “cultos brancos” (kardecismo e catolicismo) e a “Magia Negra”, caracterizada pela classe média como “baixo-espiritismo” praticado por negros. Logo, muitos terreiros brasileiros, como o Zambi-Iris, adotam posturas de renovação, reestruturação e dessincretização dos cultos, retirando, principalmente, elementos católicos e maior aproximação com práticas africanas /indígenas.
1207 rds v. 25 n. 2 (2019) DESENVOLVIMENTO OU DESENVOLVIMENTOS? LIMITES, DESAFIOS E PARÂMETROS DO CONCEITO NA AMÉRICA LATINA Viviane Nascimento Silva; Desenvolvimento, Mudança social, Trabalho, Educação Este artigo procura articular a noção de Desenvolvimento e Mudança Social às categorias Trabalho e Educação com a intenção de problematizar acerca da realidade da América Latina nas últimas décadas. Primeiramente, a noção de Desenvolvimento é complexa e relacional, e portanto, merece que nos debrucemos sobre ela, a fim de entender como foram e ainda são construídas diferentes interpretações que variam conforme os contextos históricos, sociais, econômicos e culturais. Nesse sentido, o conceito de Mudança Social aqui trabalhado, que origina-se na obra de Sztompka, tem sido utilizado como estratégia metodológica para explicar mudança social, processos sociais, desenvolvimento social e progresso social, a partir de contextos micro e macrossociais. A ideia central consiste em pensar na sociedade como um conjunto de elementos interligados num só espaço e que pode apresentar 1) diferença; 2) em instantes diversos; 3) entre estados de um mesmo sistema. Por fim, as categorias Trabalho e Educação são discutidas neste artigo, na tentativa de contextualizar a importância que elas recebem (ou não), diante das iniciativas de promover Desenvolvimento e Mudança Social. Neste cenário, a América Latina, carrega consigo, especificidades em torno das iniciativas de alcançar o Desenvolvimento que sugerem outras investigações e novas interpretações dos processos aqui desencadeados. Questões culturais inerentes aos processos históricos da América Latina exercem influência direta nos parâmetros utilizados daquilo que se entende por Desenvolvimento Social. Em suma, este trabalho procura contribuir com o amplo debate diante dos desafios de se pensar as condições de Desenvolvimento.
1208 rds v. 25 n. 2 (2019) DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO E DO ESTADO MODERNO: AS RELAÇÕES ENTRE PÚBLICO E PRIVADO E A ESTRUTURA DA RACIONALIDADE Maria Natividade Maia e Almeida; Estado, Racionalização, Estado Moderno, Esfera pública, Esfera privada O presente artigo efetua uma discussão acerca termo Estado, partindo desde a Grécia até a formação do Estado Moderno européia, envolvendo em seu bojo os termos público e privado em sua trajetória de interação e separação, também aí se inserem burguesia e desenvolvimento do capitalismo aliando a formação do Estado Moderno. No âmbito do espaço público e privado, subsidiada pela leitura de Habermas situamos a constituição da esfera pública e a influência da opinião pública na organização, racionalização e consolidação do Estado Moderno. A classe focada e referenciada mais atentamente neste trabalho é a classe burguesa e suas relações com o poder, a estrutura social e política e com as demais classes ao longo da idade média.
1209 rds v. 25 n. 2 (2019) CONFLITOS AMBIENTAIS E A ATUAÇÃO DO NÚCLEO DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS AMBIENTAIS (NUCAM) DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Paulo Henrique Campos Leite;Rômulo Soares Barbosa; Conflitos Ambientais, Ministério Público, Métodos autocompositivos, Minas Gerais Esta pesquisa tem como objetivo estudar o tratamento dos conflitos ambientais pelo Ministério Público enquanto instituição voltada à defesa dos interesses coletivos. Nesse sentido, o problema consiste em indagar qual o papel do Ministério Público nos casos em que envolvem conflitos ambientais e como os métodos autocompositivos, a exemplo da mediação, têm sido incorporados pela instituição como instrumento de resolução de conflitos ambientais. Pretende também analisar as estratégias e os perfis de atuação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais na resolução dos conflitos ambientais. Para tanto, optou-se pelo método de revisão das fontes primárias do Ministério Público, especialmente do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais –NUCAM, como arquivos, inquéritos civis e procedimentos administrativos, para levantamento de dados. O exame dos dados constantes nos arquivos do NUCAM, no período de 2012 a 2017, permite a ilação no sentido de que os métodos autocompositivos levados a efeito pelo Ministério Público contribuem para a resolução de alguns conflitos ambientais. Por outro lado, tais dados também estão a indicar que o método, por si só, não tem aptidão para resolução de todo e qualquer caso, demandando a atuação do Ministério Público segundo os métodos convencionais de solução de conflitos.
1210 rds v. 25 n. 2 (2019) DEBATES SOBRE DESENVOLVIMENTO: O PARADIGMA CULTURAL COMO ALTERNATIVA Isabela Veloso Lopes Versiani;Anete Marília Pereira;Paula Margarita Andrea Cares Bustamante; Desenvolvimento, Cultura, Interculturalidade, Bem Viver O campo do desenvolvimento tem sido marcado pela sobreposição do paradigma econômico, hegemônico, e incorporação da sustentabilidade ambiental, nas últimas décadas, como eixos do discurso. Embora a discussão cultural tenha estado presente de forma mais direta em alguns momentos, entender o contexto em que o paradigma cultural emerge e ressurge nos debates sobre desenvolvimento e, mais recentemente, pós-desenvolvimento, evidencia uma questão relevante que, gradativamente, tem ganhado contornos tanto do ponto de vista teórico-conceitual, quanto empírico, sobretudo nas “periferias” do mundo globalizado, como retrata a proposta do Bem Viver na América Latina. Assim, o presente ensaio, busca problematizar a emergência do paradigma cultural diante do domínio da dimensão econômica nas reflexões e ações em nome do desenvolvimento, compreendendo-o não como um modelo universal a ser imposto, mas como um conjunto de alternativas a serem construídas. Exemplificado a partir da perspectiva do Bem Viver como um conjunto de ideais que partiram dos países andinos, e que tem ganhado espaço e difusão, inclusive com afirmações e conquistas no plano político por meio de valorização da interculturalidade e de uma lógica sociobiocêntrica, conclui-se que apesar dos muitos desafios e dificuldades pela frente, o Bem Viver retrata, sob uma nova perspectiva ética e política nos debates sobre o desenvolvimento, que é possível a partir de bases vinculadas ao paradigma cultural fazer emergir novas possibilidades, novas centralidades, conceitos, práticas e sentidos na busca por um mundo mais justo, harmônico e sustentável.
1211 rds v. 25 n. 2 (2019) ÉTICA, JUSTIÇA E FEMINISMO: REFLEXÕES JUSFILOSÓFICAS Patrícia Verônica Nunes Carvalho Sobral de Souza; Ética do discurso, Feminismo, Filosofia do Direito, Teorias da Justiça O artigo se reporta as questões que envolvem o Feminismo entre a Filosofia e o discurso do Direito, mormente nos turbulentos dias da pós-modernidade que conjuga renovação de conceitos e alterações nos comportamentos do ser humano interessam à ciência do Direito, ao legislador e ao cidadão comum, homem ou mulher. Não é possível propor um conjunto de causas sociais, cujas conquistas revertam resultados apenas para as mulheres, pois mulheres e homens vivem e agem em compartilhamento na sociedade. Os aspectos atinentes à mulher, ao matrimônio e à família estão solidificados no texto da Constituição Federal vigente, e é nisto que se fiam os sujeitos sociais como garantia efetiva e eficaz da proteção dos seus direitos e da cidadania. Para atingir os objetivos, a Lei terá de continuar analisando suas teorias, práticas e leituras interpretativas da vida e da própria lei, buscando delas retirar significados voltados ao bem-estar da sociedade.
1212 rds v. 25 n. 2 (2019) ANÁLISE DAS CHAMADAS PÚBLICAS DO PNAE NO MUNICÍPIO DE PALMAS - TO Leonardo Costa Lima;Keile Aparecida Beraldo;Diego Neves de Sousa; Alimentação escolar, Agricultura familiar, Mercado institucional, Política pública Este artigo tem como objetivo analisar as Chamadas Públicas para a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar por meio do Programa Nacional de alimentação Escolar (PNAE) no município de Palmas - TO. No Brasil, o PNAE é a mais antiga política relacionada à alimentação escolar e atende também as questões acerca da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). A metodologia adotada é a abordagem quanti-qualitativa baseada em dados coletados por meio de revisão da literatura em trabalhos acadêmicos e em sites institucionais, com a finalidade de apresentar os dispositivos legais e instrumentos normativos para a execução desta política pública. Para atender o objetivo proposto, utilizou-se como objeto empírico de pesquisa a Escola Tempo Integral Luiz Gonzaga. O período de análise das Chamadas Públicas que aconteceram nessa unidade escolar (UE) ocorreu entre os anos de 2012 a 2017. Entre os resultados, constatou-se que a UE tem êxito em sua execução, conseguindo atingir indicadores acima do percentual determinado pela Lei nº 11.947/2009. Concluiu-se que há melhorias a serem realizadas quanto às aquisições da AF dentro do PNAE no municio de Palmas, visto a pouca participação de agricultores familiares independentes, ou seja, que não estão ligados a associações e cooperativas.
1213 rds v. 25 n. 1 (2019) O PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO DA LUTA DOS NATIVOS DO ARAPUIM Greiciele Soares da Silva;Rômulo Soares Barbosa; Quilombola, Terra, Território O presente trabalho constitui-se como síntese dos dados obtidos em trabalhos de campo e levantamentos bibliográficos realizados para desenvolvimento da pesquisa de dissertação. Tem como objetivo discutir a territorialização da luta agrária dos Nativos do Arapuim, assim como o acionamento de sua identidade quilombola. Os Nativos do Arapuim é um grupo social, descendentes dos camponeses desterritorializados na década de 1960 na antiga Cachoeirinha, atual município de Verdelândia, localizado no Norte de Minas Gerais, e local de acontecimento do emblemático conflito denominado de Massacre de Cachoeirinha. Após o “Massacre” da antiga Cachoeirinha, ocorre a reconfiguração espacial e territorial do município, por meio da criação de acampamentos/assentamentos rurais de reforma agrária.Esse cenário de reestruturação agrária e de conflito adormecido é onde ocorre a reemergência da luta por terra dos Nativos do Arapuim que depois de vários acontecimentos no processo de luta pela terra, encontram um novo caminho em direção ao território quilombola.
1214 rds v. 25 n. 1 (2019) RIO DE JANEIRO E MEIO AMBIENTE: RELAÇÕES ENTRE CIDADE E NATUREZA NO INÍCIO DO SÉCULO XX Ivan Souza Vieira; Rio de Janeiro, Cidade, Sociedade, Meio ambiente Este artigo analisa o urbano e o meio ambiente na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. Neste período a orla adquire centralidade no âmbito urbano, num contexto em que os banhos de mar se popularizam e a imagem da praia enquanto local de residência e lazer é progressivamente valorizado. As áreas verdes da cidade, de modo análogo, também são exaltadas, apesar destas já receberem atenção desde finais do século XVIII. Durante o processo histórico se observa que a relação entre meio ambiente, cidade e sociedade paulatinamente se modifica, levando a construção de uma atratividade dos elementos naturais no contexto urbano – tanto entre moradores, como entre visitantes. Assim, o objetivo é compreender de que forma este processo ocorreu a partir da análise do conteúdo de guias de viagem elaborados na primeira década do século XX. Inicialmente, contudo, se faz uma reconstituição histórica dos processos relacionados à formação da orla e das áreas verdes da cidade, como base para se entender o porquê destes espaços aparecerem nos referidos guias.
1215 rds v. 25 n. 1 (2019) SANEAMENTO BÁSICO: O URBANO, O SOCIAL E O AMBIENTAL EM QUESTÃO Amanda Naiara de Menezes;Analúcia Bueno dos Reis Giometti; Saneamento básico, Questão urbana, Questão social, Questão ambiental O saneamento básico como política pública de cunho fundamental e essencial, representa um panorama da realidade urbana brasileira, que afeta diretamente as condições da vida social, e como o espaço territorial e recursos naturais vem sendo estruturados. Os índices que traçam as condições desses serviços trazem dados alarmantes, como por exemplo, de apenas 44,92% de esgoto tratado no país, além de pessoas sem acesso a rede de distribuição de água. Busca-se com este trabalho a reflexão crítica acerca do saneamento básico, discutindo seus determinantes históricos como política pública, que está intrinsicamente relacionado a questão urbana em sua dinâmica, e seus rebatimentos na vida social e ambiental. O trabalho será realizado com base na teoria social crítica, que possibilita o estudo, a reflexão e a sistematização de forma dialética, trazendo a conceituação do saneamento básico e sua regulamentação com interlocução à questão urbana, social e ambiental. A falta de concretização do saneamento básico precisa ser discutida para além de termos técnicos, entrando em pauta em espaços que abordam principalmente as questões urbana, social e ambiental, visto as grandes proporções dos problemas causados pela sua não efetivação. O saneamento básico no Brasil expõe como vem sendo realizada a gestão de políticas de atendimento à população e ao cuidado com o meio ambiente, apresentando uma regulamentação mais completa para o setor apenas em 2007, com a Lei 11.445/2007, com princípios de equidade e universalidade no acesso.
1216 rds v. 25 n. 1 (2019) TERRITÓRIOS URBANOS SAUDÁVEIS: ITINERÁRIOS, VICISSITUDES E DIALOGIAS André Luiz da Silva Lima; Territórios Urbanos Saudáveis, Saúde Urbana, Favelas O presente trabalho se assenta na reflexão em torno de alguns aspectos, considerados importantes, para a compreensão da noção de Territórios Urbanos Saudáveis. Inserida em contexto epistemológico de uma ciência comprometida com a transformação social, a reflexão aqui enunciada parte de uma investigação cujos pressupostos cunhados no âmbito da Saúde Coletiva são postos em interação com conceitos delineados por outras disciplinas, e se organiza sob a metodologia da pesquisa-ação, da noção de comunidade ampliada de pesquisa e da produção compartilhada de conhecimentos. A emergência da noção em questão, pode ser referenciada à conjugação de alguns processos significativos na história das políticas sociais: do importante movimento das Cidades Saudáveis, emergente no Canadá nos anos 1980; do projeto de Saúde ampliado concebido pelo Movimento Sanitário à partir da segunda metade dos anos 1970, e em parte consolidado com o SUS; e das correntes da teoria política – em alguns casos experimentados – de processos de descentralização político-financeira-operacional da gestão dos recursos públicos. Importa destacar que o locus da pesquisa que subsidia este trabalho se processa no conjunto de favelas de Manguinhos (para alguns, Complexo de Manguinhos), situado na região norte da cidade do Rio de Janeiro, caracterizado enquanto um território vulnerabilizado em suas dimensões social, ambiental, política e econômica. Desta forma, o itinerário percorrido destacará concepções de Territórios Urbanos Saudáveis, salientando vicissitudes de Manguinhos quanto aos limites e possibilidades de sua experimentação, com destaque aos sujeitos moradores e atuantes no território em questão.
1217 rds v. 25 n. 1 (2019) UM APARTHEID AO AVESSO: A FRONTEIRA INVISÍVEL AUTOIMPOSTA PELA SOCIEDADE DO CONSUMO Vanessa Marques da Silva Moraes;Janderson Henrique Mota de Sousa; Sociedade do consumo, Zonas de transição da coesão social, Discriminação negativa, Mobilidade urbana, Direito à cidade Quando podemos ver um obstáculo, torna-se mais fácil de contorná-lo. O problema é quando não conseguimos ver esse obstáculo por ele não ser necessariamente físico, mas autoimposições que limitam a nossa mobilidade no espaço urbano. Neste artigo, temos por intenção analisar e problematizar como a sociedade do consumo restringe a mobilidade urbana de grupos precariamente incluídos e de grupos totalmente desfiliados. A partir de incursões teóricas nos pressupostos de uma sociedade do consumo, postulada por Bauman (1999), nas zonas de transição, postuladas por Castel (2013[1995]), e no Direito à cidade, produziremos uma pesquisa bibliográfica. A partir de um olhar meramente econômico e totalmente excludente, restringimos o acesso de certos indivíduos a certas partes da cidade. Não se trata de uma restrição qualquer, mas uma restrição na mobilidade urbana que tem por catalizador uma fronteira invisível. Essa fronteira funciona como uma espécie de “casta modernizada” que separa, que segrega e que exclui socialmente aqueles que não pertencem ao lado esplendoroso da cidade. Vivemos em uma espécie de “apartheid ao avesso” nas cidades contemporâneas. A sociedade do consumo auto impõe essas fronteiras que não são físicas, mas que restringem e que ditam até que ponto podemos ir dentro dos limites da cidade.
1218 rds v. 25 n. 1 (2019) O JOGO ENTRE O SIMBÓLICO E O POLÍTICO: QUANDO A PRÁTICA DISCURSIVA (RE)SIGNIFICA OS ESPAÇOS COMUNS DE UMA UNIVERSIDADE Janderson Henrique Mota de Sousa;Eduardo Fagner Machado de Pinho;João de Deus Leite; Prática discursiva, Inscrições simbólicas, Simbólico, Político, Efeitos de sentido Neste artigo, propomo-nos a analisar e a problematizar a maneira pela qual alguns acadêmicos da Universidade Federal do Tocantins (UFT)/Câmpus Araguaína-Unidade Cimba, (re)significaram espaços comuns da universidade a partir da prática discursiva de produzir inscrições simbólicas. Estamos considerando que essas inscrições buscam dar visibilidade às suas demandas universitárias e sociais. Produziremos fundamentações para a discussão a partir da Análise de Discurso francesa peuchetiana, destacando que a memória discursiva faz constituir modos de individuação do sujeito. Mobilizaremos, na análise, recortes discursivos (RD) de uma entrevista realizada com um acadêmico filiado a esse grupo. Mobilizaremos, ainda, imagens fotográficas de duas inscrições simbólicas que foram registradas em áreas comuns da universidade. Essas diferentes materialidades evidenciam a natureza simbólica e política da linguagem na construção do que denominados de narratividade de militância no âmbito dos espaços da universidade.
1219 rds v. 25 n. 1 (2019) POTENCIALIDADES DA GESTÃO COLETIVA DO ESPAÇO PÚBLICO: O CASO DAS RODAS CULTURAIS DE HIP HOP NO RIO DE JANEIRO Flora Tarumim Torres de Almeida; Rodas Culturais, Territorialidades, Arte, Promoção da saúde, Políticas públicas O presente trabalho se propõe a apresentar as Rodas Culturais de Hip Hop como fenômeno cultural a ser reconhecido para a implementação de políticas públicas, em um recorte da pesquisa realizada no Programa de Promoção de Territórios Urbanos Saudáveis da Cooperação Social da Presidência da Fiocruz. Enquanto fenômeno social urbano, a juventude negra de periferia do Rio de Janeiro tem mostrado força política a partir dessas Rodas pautando avanços na legislação sobre garantia de direitos de livre manifestação de pensamento e de encontro. No entanto, esse movimento esbarra nas diferentes territorialidades da gestão do espaço público, especialmente com as de ação militarizada, e ainda em lacunas de articulação de políticas públicas e insuficiência de fomento para a sua realização. O objetivo da pesquisa é identificar e descrever práticas de criação filosófico-artísticas nos fenômenos da classe trabalhadora urbana em situação de vulnerabilidade socioambiental para contribuir na formulação sobre a arte nos determinantes sociais da saúde. O texto ora apresentado se estrutura a partir de considerações sobre territórios e territorialidades e aborda as Rodas Culturais como ator de interesse para a implementação do Sistema Estadual de Cultura do Rio de Janeiro e da Política Nacional de Promoção da Saúde.
1220 rds v. 25 n. 1 (2019) É POSSÍVEL REIVINDICAR UMA CARTOGRAFIA DECOLONIAL? Sérgio Leandro Souza Neves;Lisa Vany Ribeiro Figueiredo Neves;Lilian Maria dos Santos;Lavínia Ribeiro Figueiredo; Cartografia Decolonial, Cartografia Social, Decolonialidade A Cartografia Decolonial pode ser entendida como a vertente cartográfica que tem como característica marcante a referência sociocultural como ponto de partida e, logo o empoderamento dos sujeitos envolvidos. Tem como pressupostos, devido aos estudos decoloniais, o rompimento das amarras e epistemologias ocidentais da cartografia tradicional hegemônica, pareando com o discurso da Cartografia Social. A Cartografia Decolonial, nesse sentido, reivindica sua própria epistemologia, tendo como prioridade a significação cartográfica nativa, fornecendo subsídios que, por exemplo, darão visibilidade/representatividade e ‘voz’ a povos e comunidades tradicionais. Este artigo objetiva, de maneira holística, refletir sobre as possibilidades de uma Cartografia Decolonial como ferramenta metodológica. Os procedimentos de pesquisa adotados apoiaram-se em revisão bibliográfica à luz dos principais teóricos que tratam da temática decolonial, da Cartografia Social e comunidades tradicionais. Os resultados das reflexões apontam a Cartografia Decolonial como elemento integrador importante nos processos teóricos metodológicos para os estudos em decolonização na América Latina. Esta cartografia balizada pela Nova Cartografia Social, pode contribuir sistematicamente como ferramenta teórico metodológica, bem como (re)definir epistemologias para as vertentes da Cartografia que sejam capazes de romper ou adaptar as distintas realidades, prioridades e expectativas locais, seus métodos e técnicas, até então, essencialmente eurocêntricos, deixando aberta a discussão, o artigo instiga futuras reflexões acerca das variáveis desta temática.
1221 rds v. 25 n. 1 (2019) COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO: MODOS DE PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO NA LUTA PELO TERRITÓRIO Lilia Maria Santos;Sérgio Leandro Souza Neves;Carlos Alberto Dayrell; Comunidade remanescente de quilombo, Mapas, Território O texto tem como objetivo discutir a categoria ‘comunidade remanescente de quilombo’, no contexto de produção e reprodução dos modos de vida social e econômico, para o acionamento do objeto jurídico na luta por direitos territoriais, bem como compreender como a discussão sobre mapas sociais contribui para instrumentalização nos processos de disputa nos campos jurídico, político e acadêmico. Metodologia: utilizamos a pesquisa bibliográfica para compreensão da categoria ‘comunidade remanescente de quilombo’, e para a discussão sobre a construção de mapas técnicos relativos ao cenário atual de certificações da Fundação Palmares no Norte de Minas Gerais e abordamos a construção e utilização dos mapas sociais como instrumento de politização, de reconhecimento das práticas sociais e econômicas e luta pelo território. Resultados: o que temos no contexto atual nas comunidades remanescentes de quilombo é a atualização da tradição através da contínua relação destas comunidades com outros grupos sociais e com a sociedade envolvente. A utilização de mapas técnicos oportuniza uma demarcação no âmbito objetivo, possibilitando a visibilidade dos processos e resultados das lutas das comunidades remanescentes de quilombo pelo direito aos seus territórios. A construção dos mapas sociais se insere no contexto da luta pelo território, pois permite que o processo de construção do mapa ofereça espaço de remonte da história da comunidade, afirmação identitária, fortalecimento de vínculos comunitários, politização e instrumentalização. Considerações finais: através do remonte dos processos sociais vividos, essas comunidades resgatam a memória da reminiscência, se politizam e fortalecem os processos de resistência pelo direito às territorialidades.
1222 rds v. 25 n. 1 (2019) TEORIA DA DEPENDÊNCIA: UM ESTUDO DA INTERLOCUÇÃO DOS PENSAMENTOS DE RUY MAURO MARINI COM A REALIDADE EMPÍRICA BRASILEIRA Handerson Leonidas Sales;Alexandre Teixeira Norberto Batista;Carlos Renato Theóphilo; Desenvolvimento, Capitalismo, Teoria da Dependência Ruy Mauro Marini, um dos estudiosos na construção da Teoria da Dependência, sustenta a afirmação da existência de uma subordinação entre nações, alimentada para assegurar e manter a condição de dependência dos países periféricos em relação aos países centrais. O presente trabalho tem como objetivo discutir a abordagem da Teoria da Dependência, segundo os pensamentos de Ruy Mauro Marini, dentro do contexto brasileiro. Caracteriza-se como pesquisa teórico-empírica, por analisar fontes de dados secundários registrados pela balança comercial brasileira e em 416 corporações de diferentes setores econômicos do Brasil, referentes à distribuição de riqueza aos empregados, no período de 1999 a 2003, comparados com os do Reino Unido. O resultado obtido aproxima-se da proposição firmada pela Teoria da Dependência quanto à superexploração do trabalho. Quando comparados, o Brasil e o Reino Unido, pela distribuição de riqueza das suas corporações, reafirma-se o ciclo do capital de economia dependente no Brasil.
1223 rds v. 25 n. 1 (2019) ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS RECURSOS FINANCEIROS NAS CAMPANHAS ELEITORAIS DE MINAS GERAIS: AS ESPECIFIDADES DO NORTE DO ESTADO Ian Bernar Santos Barroso;Clara Ferreira Alkimim;Leandro Luciano da Silva; Financiamento, Eleições, Norte de Minas As campanhas eleitorais são substanciais à concretização do processo democrático. Assim, é preciso que seja observada a situação de igualdade entre os candidatos, ressaltando-se a relação entre dinheiro e política presente nas campanhas eleitorais como possível índice de desigualdade material. Em um contexto moral e na lógica da ética, não deve preponderar no processo democrático a disposição de recursos financeiros dos candidatos, mas outros fatores, como a apresentação de melhores propostas e a identificação do candidato com a maioria dos eleitores. Nesse sentido, foram realizadas pesquisas de dados relativos aos financiamentos de campanhas nas plataformas oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de divulgação de contas de campanhas e de divulgação de resultados das eleições. A análise de dados demonstrou influência do poder econômico no sistema de acesso aos cargos políticos, indicando inexistência de paridade de recursos nas eleições mineiras, principalmente em regiões afastadas da Capital e menos desenvolvidas. Isso pode trazer diversos problemas, como a inviabilização da participação política de candidatos e partidos novos, o que prejudica a representatividade e, portanto, a democracia. Inferiu-se que, nas regiões analisadas, a democracia ainda está caminhando e suas regras precisam se aprimorar para que se aproxime de um patamar ideal.
1224 rds v. 25 n. 1 (2019) O LUGAR DA POBREZA E DO ATRASO NA CONSTRUÇAO SOCIAL DO VALE DO JEQUITINHONHA Edvaldo Rodrigues Martins;Laurindo Mékie Pereira; Vale do Jequitinhonha, Pobreza, Atraso, Desenvolvimento, Diamantina Este trabalho tem como objetivo analisar o processo de construção social do Vale do Jequitinhonha em que a seca, a pobreza e o atraso passam a ser os instrumentos valiosos, utilizados por uma elite regional para reivindicar privilégios perdidos com à partir da decadência da mineração. Diamantina, cidade econômica e culturalmente mais importante do Vale do Jequitinhonha foi uma das agentes responsáveis pela construção do Vale da fome, do atraso, das viúvas de maridos vivos. Sobre a construção dessas imagens podemos estabelecer a seguinte periodização. 1870 – Decadência da mineração, 1950 - Grande seca, Década de 1960, período de regionalização do Brasil e abertura do Vale do Jequitinhonha ao capital financeiro. Trata-se de um projeto que deve ser pensado na relação à implementação do setor siderúrgico da região central do Estado de Minas Gerais.
1225 rds v. 25 n. 1 (2019) ENTRE O FICAR SEM EMPREGO E O SAIR PARA A FIRMA: A MIGRAÇÃO DE TRABALHADORES SERTANEJOS PARA AS PLANTAÇÕES E COLHEITAS NO ESTADO DE GOIÁS Ana Flávia Rocha de Araújo;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula;Adinei Almeida Crisóstomo; Migração, Firmas, Norte de Minas Gerais, Desenvolvimento regional Este estudo é procedente de uma abordagem qualitativa onde o fenômeno migratório é visto como social e tem como objetivo apresentar alguns resultados obtidos em trabalhos e relatórios de campo no que se refere ao Projeto de Pesquisa: “Do sertão para outros mundos: as redes de relações sociais nos processos migratórios para o trabalho do/no Norte de Minas Gerais” – CEPEx 034/2017. Encontramos no Norte de Minas Gerais, exemplos de espaços privilegiados para o movimento migratório. A “saída” para o trabalho tem sido marcada por um processo migratório forçado, caracterizado pela expulsão de seus moradores do seu local de origem pela falta de emprego, de políticas públicas, de escolaridade, dentre outros aspectos, que demonstram um desenvolvimento regional que não ocorreu de forma homogênea, o que acarretou em fenômenos “históricos na relação capital/trabalho” e ainda vêm se apresentando nos dias atuais. Nesse sentido, grande parcela da população no Município de São Francisco, migra para o trabalho nas empresas de agricultura, chamadas de “Firmas” para plantação e colheita no estado de Goiás. Tal fenômeno têm se caracterizado como “alternativa” para a reprodução da vida, bem como, um movimento cíclico que ocorre durante o ano, apresentando-se sob perspectivas diferenciadas através de seus sujeitos.
1226 rds v. 25 n. 1 (2019) O CRÉDITO RURAL E SUAS CONTRIBUIÇÕES AO SETOR AGROPECUÁRIO: UM ESTUDO SOB A ÓTICA SCHUMPETERIANA DE DESENVOLVIMENTO Éder de Souza Beirão;Darcy Ramos da Silva Neto;Sibele Vasconcelos de Oliveira; Crédito, Crédito Rural, Desenvolvimento Econômico, Schumpeter, Setor Agropecuário O presente estudo tem como objetivo identificar as contribuições proporcionadas pelo crédito rural ao setor agropecuário, tomando como base de debates a visão schumpeteriana de desenvolvimento econômico e crédito. Assim, operou-se com pesquisa bibliográfica e documental para avaliar as contribuições do crédito rural para a promoção do desenvolvimento econômico e do setor agropecuário. Sendo assim, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa. A criação e concessão de crédito é peça fundamental para que ocorra o desenvolvimento econômico de fato. É na tentativa de compreender a importância e a influência do crédito na economia que se torna oportuno tentar compreender a relevância do crédito rural e sua influência sobre a economia na promoção do incentivo à produção agrícola brasileira.
1227 rds v. 24 n. 2 (2018) A LÓGICA SUBJACENTE NOS CONTOS E CAUSOS: SABERES TRADICIONAIS E O IMAGINÁRIO Marivaldo Aparecido de Carvalho;Rosana Passos Cambraia; O imaginário popular permeia o real vivido, reescreve a lida da vida, seus jeitos, hábitos e situações. Os contos e causos estão inseridos numa sociabilidade ampla e complexa, cultural, natural, que se substancializa no cotidiano. O estudo busca compreender o imaginário de moradores de três comunidades rurais de Minas Gerais sobre o seu meio ambiente e como esse imaginário se associa aos impactos socioculturais que vivenciam, seja devido ao monocultivo de eucalipto ou as unidades de conservação. Esse encontro de grupos sociais que se diferenciam sócio-culturalmente, principalmente no que se refere às representações da natureza, possibilita uma análise das representações sociais sobre locais considerados patrimônios naturais, pertencentes à humanidade. Para tanto, nos questionamos sobre a capacidade do imaginário que a população local tem para resistir a esse impacto. Tais elementos de comparação nos permitem uma análise antropológica, dos elementos ideológicos que envolvem o mundo urbano e o mundo rural, e com a característica marcante da opressão do primeiro sobre o segundo. BACHELARD, Gaston. A filosofia do não. O novo espírito científico. A poética do espaço. Seleção de Textos, PESSANHA, J.A.M. São Paulo: Abril Cultural, Coleção Os Pensadores, 1978. BOURDIEU, Pierre. A miséria do mundo. Rio de Janeiro: Vozes, 1997. CANDIDO, Antônio. Os parceiros do Rio Bonito. São Paulo: Duas Cidades, 1975. CARVALHO, Marivaldo A, et all. Cartilha Contos e Causos Educam: Contadores e contadoras da Comunidade Padre João Afonso, imaginário e educação. Projeto PIBID Diversidade/UFVJM, Gráfica UFVJM, 2012. CARVALHO, Silvia Maria Schmuziger de. Jurupari: estudos de mitologia brasileira. São Paulo: Ática, 1979. DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos: e outros episódios da história cultural francesa. São Paulo: Editora Graal, 2011. DIEGUES, Antônio Carlos. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Hucitec, 1996. ELIADE, Mircea. Tratado de história das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1993. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. Censo demográfico 2010. Características da população e dos domicílios: resultados do universo. Disponível em: . Acesso em: mai. 2016. JOLLES, André. As formas simples: legenda, saga, mito, advinha, ditado, caso, memorável, conto, chiste. São Paulo: Cultrix, sem data. LENOIR, Remi. Objeto sociológico e problema social. In: Champagne, Patrick. Iniciação à prática sociológica. Petrópolis: Vozes, 1998. LIMA, Maria José Araújo. Ecologia humana: realidade e pesquisa. Petrópolis: Vozes, 1985. TAUNAY, Afonso E. Relatos sertanistas. Belo Horizonte: Itatiaia, 1981. VASCONCELOS, Diogo de. História antiga das Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
1228 rds v. 24 n. 2 (2018) ENUNCIAÇÕES ESCRITAS SOBRE O ESC E O PIBID-LETRAS: ENTRE O DISCURSO AUTORITÁRIO E O DISCURSO LÚDICO João de Deus Leite;Lourrane Ferreira da Silva; Este trabalho, à luz da teoria discursivo-enunciativa, tem por objetivo abordar o modo como algumas alunas-bolsistas do Pibid-Letras, da Universidade Federal do Tocantins/Câmpus Araguaína, enunciam sobre o Estágio Supervisionado Curricular (ESC) e sobre o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Por serem bolsistas do Pibid-Letras, elas são levadas a vivenciar, em sua formação acadêmica, as duas práticas: a do ESC e a do Pibid. Ou seja, elas são levadas a assumir, em tese, dois lugares discursivo-enunciativos específicos e diferentes. Para a coleta de material de análise, realizamos uma entrevista com a aplicação de questionário, contendo perguntas discursivas. As análises mostram que, pelo fato de elas estarem inscritas discursivo-enunciativamente em discursos de circulação social, a diferença entre ESC e Pibid ganha uma valoração, rarefazendo as naturezas distintas de um e de outro. Essa valoração circunscreve a prática do ESC em um discurso autoritário e a prática do Pibid em um discurso lúdico. BENVENISTE, Émile. Problemas de Linguística Geral I. Campinas: Pontes, 2005. BRASIL. Decreto nº 7.219 de 24 de junho de 2010. Dispõe sobre o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID e dá outras providências. _____. Edital nº 61/ 2013 – CAPES/DEB. Programa Institucional de Bolsas de Estudos de Iniciação à Docência – PIBID. BRASIL. MEC. CNE/CP. Resolução N° 2, de 19 de fevereiro de 2002. Institui a duração e a carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica em nível superior. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e Legislação Complementar. 5. Ed. revista – atualizada-ampliada. São Paulo: EDIPRO, 2012. (Serie Legislação) PÊCHEUX, Michel. Semântica e Discurso – uma crítica a afirmação do óbvio. 4. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2009. PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação de professores: unidades teoria e prática. 5ª ed. São Paulo: Cortez, 2002. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. MESQUITA, Aldo Marcos Pereira; ALMEIDA, Núbia Régia; PEREIRA, Bruno Gomes. Letramento literário na sala de aula: uma proposta metodológica. In: AIRES, Berenice Feitosa da Costa et al. (org). Relatos de experiências em iniciação à docência PIBID/UFT. Palmas, TO: EDUFT, 2015.
1229 rds v. 24 n. 2 (2018) EDUCAÇÃO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO EM MONTES CLAROS/MG: A CONTRIBUIÇÃO DO CURSO DE GEOGRAFIA DA FUNM (1964-1971) Dulce Pereira dos Santos;Adriany de Ávila Melo Sampaio;Sarah Jane Durães; A relevância deste estudo justifica-se por apresentar contribuições ao debate teórico e também geo-histórico sobre o desenvolvimento da cidade de Montes Claros (MG), além da relação desse desenvolvimento com a implantação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE e da implantação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras – FAFIL, pertencente à Fundação Norte Mineira de Ensino Superior – FUNM/Curso de Geografia/licenciatura, no período de 1961 a 1971. Para tanto, a metodologia utilizada consistiu em fontes variadas como: legislações; atas de implantação do curso; jornais locais; dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE das décadas de 1950 e 1960 do Estado de Minas Gerais; programas das disciplinas das primeiras turmas do Curso de Geografia do Estado de Minas Gerais; sites; livros de memorialistas; teses; dissertações; trabalhos de conclusão de curso e história oral. Em linhas gerais, conclui-se que a implantação do curso de Geografia contribuiu tanto para a formação docente quanto para o desenvolvimento regional. ALMEIDA, M. I. S.; PEREIRA, A. M. (Orgs.). Leituras geográficas sobre o Norte de Minas Gerais. Montes Claros: UNIMONTES, 2004. 130 p. (Volume 1). AMORIM FILHO, O. B. Entrevista. Geosul, v. 20, n. 40, p. 191-209, 2005. ANDRADE, M. C. Geografia: ciência da sociedade. Recife, Patos de Minas: Editora Universitária, 1992. ANSELMO, R. C. M. S. 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1230 rds v. 24 n. 2 (2018) AVALIAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO NO MUNICÍPIO DE GUANAMBI E SEUS LIMÍTROFES Luciene Rodrigues de Queiroz;Júlio Henrique Oliveira Jesus;Carlos Magno Santos Clemente;Deborah Marques Pereira; O saneamento é definido como uma atenção primária à saúde, sendo realizado para controlar doenças e propiciar conforto e bem estar à população. Assim sendo, a presente pesquisa teve como objetivo analisar a situação do saneamento básico do município de Guanambi e seus limítrofes, sobretudo no que se refere ao cumprimento da Lei 11.445/2007, bem como sua relevância para gestão municipal e a sociedade. A área de estudo é composta por oito municípios. Adotou-se como método de pesquisa o estudo de caso do município de Guanambi e seus limítrofes. Os dados foram organizados de modo que, sua adaptação promova espacialização com a organização em banco de dados vetoriais e alfanuméricos georreferenciados pelo SIG. Os resultados obtidos demonstram que nenhum município elaborou o Plano Municipal de Saneamento Básico. A pesquisa ainda demonstrou os principais entraves encontrados pelos municípios para a não elaboração dos planos. A pesquisa ainda aponta que prevalece a disposição final dos resíduos sólidos em unidades inadequadas como os aterros controlados e lixões. Diante do exposto, a pesquisa conclui que os municípios pesquisados estão distantes de atender as legislações vigentes na área do saneamento básico. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LIMPEZA PÚBLICA E RESÍDUOS ESPECIAIS – ABRELPE. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil 2016. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. 2017. AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS - ANA. Atlas Brasil. Disponível em: http://atlas.ana.gov.br/Atlas/forms/Download.aspx>. Acesso em: 05 de mar. 2017. BRASIL. Lei nº. 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Diário Oficial da União - DOU de 8.1.2007 e retificado no DOU de 11.1.2007. 2007. BRASIL. Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da União - DOU de 03/08/2010. BRASIL. MINISTÉRIO DAS CIDADES. Guia para Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. 2ª ed. Brasília, 2011. CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia Científica. 5ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. FERREIRA, C. A. Termo de Ajuste de Conduta Celebrado Perante o Ministério Público do Trabalho. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Direito da USP. 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1231 rds v. 24 n. 2 (2018) USO DO SENSORIAMENTO REMOTO PARA AVALIAR O PLANEJAMENTO MUNICIPAL DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE Berilo Prates Maia Filho; O desenvolvimento sustentável das cidades está relacionado em compatibilizar o processo de desenvolvimento da urbanização e a proteção ambiental. A gestão ambiental passa a ter papel fundamental no processo de ordenamento do território urbano onde os gestores públicos devem estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de atividades potencialmente poluidoras/degradadoras do meio ambiente. A expansão urbana com a criação de novos loteamentos tem trazido impactos severos às áreas de preservação permanente dos rios urbanos, que por vezes, são totalmente eliminadas aumentando de forma significativa os problemas com enchentes. Este trabalho busca avaliar o planejamento ambiental do órgão gestor municipal de meio ambiente sobre a rede de drenagem natural afluente da bacia hidrográfica do Rio Vargem Grande, mais especificamente na sua margem esquerda, quando da expansão urbana do município de Montes Claros-MG, fazendo uso de imagens de satélite do programa gratuito Google Earth Pro. ALMEIDA, E. de P. C.; ZARONI, M. J.; SANTOS, H. G. dos – Nitossolos Háplicos – Embrapa Informática Agropecuária. Disponível em http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/solos_tropicais/arvore/CONT000gn362ja1wx5ok0liq1mqj67nf2i.html, Acesso em: 15 mar. 2018. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Ministério da Casa Civil Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 14 de mar. 2018. BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. 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Relatório de Inspeção da área atingida pela tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro – Brasília: MMA, 2011. 96 p. (Série Biodiversidade, 41). SILVA, M. S. da; LEMOS, S. S. de; MORAES, A. B. de – Uso de geotecnologias para delimitação de Áreas de Preservação Permanente e análise das áreas de conflito de uso e ocupação do solo na zona urbana do município de Mãe do Rio – PA – In: Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, Disponível em , acesso em 22 jun. SOUZA, E. R.; FERNANDES, M. R. – Sub-bacias hidrográficas: Unidades básicas para o planejamento e a gestão sustentáveis das atividades rurais. – In: Informe Agropecuário, v.21, p.15-20, 2000. SYDENSTRICKER NETO, J., SILVA, H. e MONTE-MÓR, R. L. – Dinâmica populacional, urbanização e meio ambiente – Brasília: UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, 2015. TORLAY, R.; OSHIRO, O. 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1232 rds v. 24 n. 2 (2018) REGIME DE BENS E A PREVIDÊNCIA PRIVADA Cyntia Mirella Cangussu Fernandes Sales;Handerson Leonidas Sales; O regime de bens fixado com o casamento regulamenta as relações patrimoniais quer entre os cônjuges, quer entre eles e terceiros que com eles mantêm vínculos jurídicos. Nos vários regimes de bens existentes se verifica a comunicação de patrimônios entre os nubentes. Diante disso, se questiona a comunicabilidade dos valores constituídos como investimento em previdência privada. O presente estudo tem por objetivo analisar a possibilidade de partilha dos recursos provenientes da aplicação em previdência privada nos regimes matrimoniais que geram massa patrimonial comum. Para tanto, utiliza-se do método dedutivo com pesquisa bibliográfica. O presente estudo se justifica, tendo-se em vista os conflitos gerados na partilha desses valores quando da dissolução do matrimônio, ante a crescente opção por essa espécie de investimento. ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 10 ed. Atlas, São Paulo: 2011. BRASIL, Lei 6.435, de 15 de julho de 1977. Diário oficial – Repúplica Federatia doBrasil: Seção 25/071977 p. 9449. Poder Executivo. Brasília DF, 1977 BRASIL, Lei 8.213 de 24 de Julho de 1991. Vademecum. Saraiva, São Paulo: 2017. BRASIL, Lei 10.406 de 1 de janeiro de 2002, que instituiu o Código Civil Brasileiro de 2002. Vademecum. Saraiva, São Paulo: 2017 BRASIL, Lei Complementar 109 de 21 maio de 2001. Vademecum. Saraiva, São Paulo: 2017. DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. 5 ed. Revista dos Tribunais. São Paulo: 2009. DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. V 5. 25 ed. Saraiva. São Paulo: 2010. ECONOMÁTICA. Disponível em acessado em 20 de dezembro de 2017, publicado em 12 de dezembro de 2016. FARIAS, Cristiano Chaves. ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil. V 6. 6.ed. JusPodivm. Bahia: 2014. FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: produtos e serviços. 20 ed. Qualitymark Ed. Rio de Janeiro: 2015 GAGLIANO, Pablo Stolze. PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil. V6. 4 ed. Saraiva. São Paulo: 2014. GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. VI. 2.ed. Saraiva. São Paulo: INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DE FAMÍLIA – IBDFAM. 2016.Disponível em acessado em 21 de dezembro de 2017. SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - PREVIC. Relatório de Atividades. Disponível em < http://www.PREVIC.gov.br/sobre /institucional/a-PREVIC acessado em 21 de dezembro de 2017.
1233 rds v. 24 n. 2 (2018) O GESTOR EDUCACIONAL NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Rachel Leite Titonel;Mario Marcos Lopes; Considerando os desafios encontrados no dia a dia do gestor, dentro de uma instituição pública de educação, objetiva-se nesta pesquisa compreender o papel desse profissional dentro dessa esfera administrativa e identificar as dificuldades no gerenciamento, de forma democrática e sem autonomia, dos recursos financeiros que lhe são disponibilizados. A pesquisa discute ainda a importância da gestão democrática no ambiente escolar público, em seus múltiplos aspectos. Para tanto, a metodologia utilizada concentrou-se na pesquisa bibliográfica na qual os autores embasaram e complementaram as discussões apresentadas, trazendo contribuições para esse extenso campo de pesquisa. As reflexões obtidas contribuem para melhoria da escola pública frente aos desafios da sociedade contemporânea. ALARCÃO, I. Ser professor reflexivo. 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1234 rds v. 24 n. 2 (2018) GREVE E SEUS EFEITOS NOS SERVIÇOS HOSPITALARES Gilson Cássio de Oliveira Santos;Márcio Antônio Alves Veloso; O presente artigo objetiva mencionar os impactos causados pela greve em uma unidade hospitalar e ambulatorial. A organização em análise está sediada em Montes Claros, cidade de porte médio que se localiza na região Norte de Minas. Localidade reconhecida por ser um polo regional e ao mesmo, por estar instalada em uma região marcada pelos índices sociais que denotam pobreza e desigualdade social. Realizou-se uma pesquisa exploratória sobre um caso específico, notadamente o de uma greve deflagrada em 2016 pelos funcionários do Hospital Universitário Clemente de Faria. O procedimento metodológico adotado foi a avaliação de dados primários, extraídos das fontes do próprio hospital e a revisão de literatura. A partir da análise dos dados foi possível constar que o movimento de greve, de duração de um mês, afetou claramente a produção do hospital, levando a uma redução expressiva do número de procedimentos realizados, bem como, da diminuição dos atendimentos, principalmente os de urgência e emergência. BRASIL, Ministério da Saúde. Manual de nomenclatura do censo hospitalar. 2.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. CARAPINHEIRO, Graça. Saberes e poderes no hospital: uma sociologia dos serviços de saúde. 4.ed. Porto: Edições apontamentos, 2005. CARDOSO, Adalberto Moreira. Dimensões da crise do sindicalismo brasileiro. In: Caderno CRH. n.75, v.28, Salvador, 2015. CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do trabalho. 13.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 17.ed. São Paulo: LTr, DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIECONÔMICOS. Sistema de acompanhamento de greves. Disponível em: . Acesso em maio de 2018. FREIDSON, Eliot. Profissão médica: um estudo de sociologia do conhecimento aplicado. São Paulo: Unesp, 2009. GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Curso de direito do trabalho. 12.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018. HELMAN, Cecil G. Saúde, cultura e doença. 5.ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLMENTE DE FARIA. Histórico. Disponível em: . Acesso em: junho de 2018. NORONHA. Eduardo G. Ciclo de greves, transição política e estabilização: Brasil, -2007; In: Lua nova: revista de cultura e política. n. 76, v.1. São Paulo, 2009. WEBER, Max. Economia e sociedade. Braília: UNB, 1999. WEBER, Max. Rejeições religiosas do mundo e suas direções. In:_____. Ensaios de Sociologia. 5.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010. ZANCHI, Marco Túlio, ZUNGO, Paulo Luiz. Sociologia da saúde. 2.ed. Caxias do Sul: Educs, 2010.
1235 rds v. 24 n. 2 (2018) A CONTRIBUIÇÃO DO FUTEBOL FEMININO NA FAVELA DO MANDELA ANTE DA FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS Rubens Teixeira da Silva; O objetivo do presente trabalho é demonstrar a colaboração do futebol como instrumento de política pública e as contribuições para as pessoas envolvidas e para a comunidade local. A região é cercada de um complexo de favelas, com 44051 moradores residentes, no total de 15 favelas. O projeto tem atuado na região desde 2003, contribuindo com o empoderamento de jovens mulheres, com a diminuição da taxa de maternidade precoce, com a ocupação de crianças, adolescentes e jovens, não os deixando a disposição do tráfico de drogas. Este estudo reuniu informações tratadas através do método qualitativo, utilizou-se de uma pesquisa de campo tratada através da utilização de entrevistas e visitas ao projeto. Os resultados obtidos revelaram a promoção de capacidades de jovens relacionados à interação com a sociedade, racismo, preconceito, sexualidade, drogas e qualidade de vida através da prática de esportes. BODSTEIN, R., ZANCAN, L.; LEITÃO, C, R., et al. Avaliação da implantação do programa de desenvolvimento integrado em Manguinhos: impasses na formulação de uma agenda local. Revista ciência e saúde coletiva, v. 9, n. 3, p. 598, 2004. BRITO, A.L. A Implantação de infra-estrutura de saneamento na região metropolitana do Rio de Janeiro: uma avaliação das ações do programa de despoluição da baía de guanabara. Revista brasileira de estudos urbanos e regionais, v. 5, n. 1, p. 6, 2003. BRITO, M. V. Criminalização da pobreza e de defensores de direitos humanos. Cadernos do Ceas, n. 240, p. 238-255, 2017. BUSATTO, C.; FEIJÓ, J. A era dos vagalumes: o florescer de uma nova cultura política. Canoas: Editora Ulbra, 2006. CAVALIERI, F.; PERES, G. P. Índice de Desenvolvimento Social - IDS: comparando as realidades microurbanas da cidade do Rio de Janeiro. IPP: Rio de Janeiro, 2008. _______________; VIAL, A. Favelas na cidade do Rio de Janeiro: o quadro populacional com base no Censo 2010. IPP: Rio de Janeiro, 2012. COIMBRA, C. M. B. Operação Rio: o mito das classes perigosas — um estudo sobre a violência urbana, a mídia impressa e os discursos de segurança pública. Niterói: Intertexto, 2001. FABIO, F. P.; BODSTEIN, R., LEITÃO, C. R., et al. Lazer. Esporte e cultura na agenda local: a experiência de promoção da saúde em Manguinhos. Revista ciência e saúde coletiva, v. 10, n. 3, p. 767, 2005. FERREIRA, R. S. Favela e os espaços monumentalizados: um lugar de memória coletiva e símbolo de resistência. Morpheus: Revista Eletrônica em Ciências Humanas, v. 2, n 3, p. , 2003. KUHN, C.; SILMA, R. S. Criminalização da pobreza: Um estudo sobre a transformação do Estado social para o Estado penal. Emancipação, Ponta Grossa, v. 16, n. 2, p. 255-272, 2016. LENOIR, Y.; HASNI, A. La interdisciplinaridade: por um matrimonio aberto de la razón, de la mano y del corazón. Revista Ibero-Americana de Educação, n.35, 2004. LUCK, H. Gestão educacional: uma questão paradigmática. Vozes, Rio de Janeiro, 2017. MARIA, T. F.; GAMA, R. R.C. As Comunidades de Manguinhos na História das favelas no Rio de Janeiro. Revista Tempo, v. 19, n. 34, 2012. NAZARENO, F. B. C. Educação cidadã pelo lazer: a contribuição das políticas públicas de esporte e lazer. Licere, v. 20, n. 1, 2017. ROBERTO, R. S. A (Des)centralização da Política Nacional de Assistência Social no Contexto das Transformações Societárias. Trabalho apresentado no 5º encontro internacional de política social 12º encontro nacional de política social, Vitória, 2017. RODRIGUES, L. C.; GUARESCHI, N. Políticas públicas e assistência social: diálogo com as práticas psicológicas. Vozes, Rio de Janeiro, 2009. SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. Revista sociologias, n. 16, p. -45, 2006. ZALUAR, A; ALVITO, M. Um século de favela. 5 ed. FGV: Rio de Janeiro, 2006.
1236 rds v. 24 n. 2 (2018) ESPAÇOS GEOGRÁFICOS, INTERDISCIPLINARIDADE E USO DA ANÁLISE MULTICRITÉRIO Jean Carlo Laughton Sousa;Bernat Viñolas Prat;Rosana Passos Cambraia; Em vários olhares da geografia identificamos a facilidade que esta ciência tem em atuar no campo interdisciplinar. A compreensão integral do espaço possibilita a priorização e realização de ações interdisciplinares voltadas ao desenvolvimento social. Como necessitamos de ferramentas de análise e uma delas é a análise multicritério, o estudo foca no espaço geográfico e no desenvolvimento social sob a perspectiva da sustentabilidade. O objetivo do texto é discutir de forma interdisciplinar a metodologia multicritério na análise de espaços geográficos. O trabalho buscou descrever características de uma avaliação integrada e destacar algumas ferramentas possíveis com a aplicação multicritério na análise de espaços geográficos. Para isso partimos de textos e conceitos do que é um espaço geográfico e sua relação com o desenvolvimento sustentável. Ferramentas foram buscadas para seleção daquelas que levassem em conta as características do espaço e da sustentabilidade. O texto vislumbra assim uma idealização da análise multicritério utilizada na análise de espaços geográficos. ALARCÓN, D. B. Modelo integrado de valor para estructuras sostenibles. Tesis doctoral, Universitat Politècnica de Catalunya, 2005. BELLEN, H. M. V. Indicadores de sustentabilidade. 5. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2011. BRUNDTLAND, G. H. (Org.) Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1987. FRANCO AMARAL, M.; PANDOLFO PROVIN, M. Aplicabilidade da metodologia multiatributo na seleção de heparinas en hospital público. Revista Eletrônica de Farmácia, v. 7, n. 4, p. 9-21, 2010. GOMES, L. F. AUTRAN MONTEIRO; GONZÁLES AYRA, M. C.; CARIGNANO THOMSON, C. Tomada de decisões em cenários complexos: introdução aos métodos discretos do apoio multicritério à decisão. Editora Thompson, 2004. JANNUZZI, P. M.; MIRANDA, W. L.; SILVA, S. J. Análise multicritério e tomada de decisão em Políticas: Aspectos metodológicos, aplicativo operacional e aplicações. Revista Informática Pública, v. 11, n. 1, p.69-87, 2009. LAUGHTON, J. C. S.; CAMBRAIA, R. P. ; VIÑOLAS PRAT, B. Método de evaluación de la calidad de vida de los quilombolos en Brasil. Economía, Sociedad y Territorio, v. 17, p. 647-682, 2017. LAUGHTON, J. C. S. Geografia da saúde: Indicadores de saúde e aspectos socioambientais na qualidade de vida de algumas comunidades quilombolas da Serra do Espinhaço Meridional, 94p. (Dissertação de Mestrado em Saúde, Sociedade e Ambiente) – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, 2014. LEIS, H. R. Sobre o conceito de interdisciplinaridade. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas. Florianópolis, v. 6, n. 73, p. 2-23, ago. 2005. MONTEIRO, A. Desenvolvimento, sustentabilidade ou a busca por um melhor índice de felicidade bruta: a contribuição da climatologia urbana. In: LEMOS, Amália Inês Geraiges de; GALVANI, Emerson (Orgs.). Geografia, tradições e perspectivas: interdisciplinaridade, meio ambiente e representações. 1. Ed. São Paulo: Clacso/Editora Expressão Popular, 2009 p.185-216. POMEROL, J. C.; BARBA ROMERO, S. Decisiones multicriterio: Fundamentos teóricos y utilización práctica. Alcalá: Servicio de Publicaciones de Universidad de Alcalá, 1997. VIÑOLAS PRAT, B.; CEA, A. A.; JOSA, A. Aplicaciones y avances de la metodología MIVES en valoraciones multicritério, Editorial Académica Española, Saarbrucken Alemania. 2011. SAATY, T. L. The analytic hierarchy process. McGrawHill, 1980. SAATY, T. L. A scaling method for priorities in hierarchical structures. Journal of Mathematical Psychology, v. 15, n. 3, p. 234-281, 1977. SANTOS, M. A natureza do espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção. 2. Ed. São Paulo: Hucitec, 1996. SANTOS, M. O retorno do território. In: SANTOS, Milton et al. (Org.). Território: globalização e fragmentação. 4. Ed. São Paulo: Hucitec, 1998. p.15-20. SUETEGARAY, D. M. A. Geografia e interdisciplinaridade. Espaço geográfico: interface natureza e sociedade. Geosul, v. 18, n. 35, p. 43-53, 2003.
1237 rds v. 23 n. 1 (2018) ENTRE EMPREENDIMENTOS DE LUXO E MISÉRIA: METAMORFOSE E CONTRADIÇÕES EXPRESSAS NO ESPAÇO URBANO DE MAPUTO, MOÇAMBIQUE João Henrique Santana Stacciarini;Fander de Oliveira Silva; Nas últimas décadas, Moçambique “abre suas fronteiras” ao capital internacional. Como resultado deste processo, Maputo, capital e principal centro financeiro e comercial do país, passa a acolher inúmeras empresas transnacionais. A chegada destes novos agentes transforma, de forma significativa, o cenário urbano da capital moçambicana, que agora passa por múltiplas metamorfoses, expressando grandes contradições. Desta maneira, deslocar-se pelas ruas de Maputo suscita um conjunto de paisagens simbólicas que misturam o novo e o velho, o moderno e o obsoleto, o urbano e o rural, dentre inúmeras outras dicotomias. Se em uma porção da cidade temos uma região central digna de cenários de uma “metrópole de primeiro mundo” – presença de carros e edificações de luxo, shoppings e centros comercias com sua vasta oferta de produtos, prédios, bancos, empresas e centros de serviços avançados, além ainda dos museus, parques e praças de beleza invejável – por outro, ascende a Maputo que representa a maioria dos moçambicanos, parcial ou completamente sem oferta de condições mínimas de saúde, educação, renda, transporte, saneamento, dentre vários outros importantes serviços básicos para a diminuta sobrevivência. Condições e contradições que fazem com que, atualmente, o país possua o quinto pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de todo o planeta.
1238 rds v. 23 n. 1 (2018) A PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA SOBRE O QUE SE ENTENDE POR INCLUSÃO PRODUTIVA: UM RECORTE TEMPORAL ENTRE 2005 A 2016 Diego Neves de Sousa;Paulo André Niederle; A inclusão produtiva dos agricultores familiares tem ocupado lugar de destaque na agenda política nacional. Entretanto, o conceito de inclusão produtiva não há consenso na comunidade acadêmica e tampouco nas políticas governamentais. Diante da emergência e da novidade do tema inclusão produtiva nos estudos rurais e urbanos, realizou-se neste artigo uma revisão bibliométrica para analisar a produção científica sobre o que os autores entendem por inclusão produtiva e quais são as asserções afins e objetos empíricos que estão associados e abordados nesses estudos. Nesta revisão bibliométrica foi elaborado um protocolo de coleta de dados no qual definiu-se inclusão produtiva como o string de busca a fim de mapear os artigos. Conclui-se que a maioria dos estudos mapeados houve influência do senso comum no que se entende por inclusão produtiva, sem nenhuma padronização conceitual.
1239 rds v. 23 n. 1 (2018) A QUESTÃO MERIDIONAL E O CONCEITO DE ESTADO EM GRAMSCI Dallys Dantas; Estado é um dos conceitos centrais da obra do pensador italiano Antônio Gramsci. A centralidade deste conceito no pensamento gramsciano expressa a própria perspectiva analítica do autor: a análise política dos fatos e processos. Associados a ele estão outros igualmente fundamentais, quais sejam, sociedade civil, sociedade política e hegemonia. Por isso, o objetivo deste artigo é contribuir para a compreensão do conceito de Estado em Gramsci a partir de suas análises sobre a questão meridional. A metodologia empregada baseou-se em revisão bibliográfica dos principais textos do autor relacionados ao tema. São eles: A questão meridional (1987) e Cadernos do Cárcere (1999; 2000a; 2000b; 2002). Constatou-se a relevância do conceito para o entendimento das questões políticas na Itália entre o final do século XIX e início do século XX, a exemplo do Risorgimento e da questão meridional, e também sua ampliação em função das reformulações teóricas do autor durante o cárcere. Conclui-se, portanto, que o conceito gramsciano de Estado constitui um significativo instrumental teórico para se pensar as relações políticas de uma sociedade, tendo sempre em vista – importa salientar – o contexto espacial e histórico em que se desenvolvem.
1240 rds v. 23 n. 1 (2018) A PERCEPÇÃO DA VIOLÊNCIA E DA SEGURANÇA NA CIDADE DE BOCAIUVA – MG: O MAPA SOCIAL COMO INSTRUMENTO DE ANÁLISE Carlos Roberto Pereira Dias;Anderson Sá da Silva; Discute-se, neste artigo, sobre a percepção da violência e do sentimento de segurança na cidade de Bocaiuva – MG. Para atingir o objetivo proposto, foram entrevistados 270 moradores da área urbana da cidade, onde a amostra foi levantada, tendo por referência o número proporcional de habitantes por bairro/Conjunto Habitacional. Para ajudar na análise, utilizou-se a metodologia dos mapas sociais, onde se apresentam os resultados, por bairros/conjuntos habitacionais, da percepção dos entrevistados acerca das questões fundamentais para entendimento da violência e da segurança. Os resultados mostram que cerca de 70% dos entrevistados se sentem seguros vivendo em Bocaiuva e que 39% pensam que a cidade é violenta.
1241 rds v. 23 n. 1 (2018) UM ESTUDO SOBRE O TRÂNSITO DA CIDADE DE ARAGUAÍNA-TO: UMA ANÁLISE DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO NA ÁREA URBANA Ricardo Rodrigues dos Santos;Aires José Pereira; O presente artigo é um estudo sobre o trânsito de Araguaína – TO. Inicialmente aborda o trânsito no Brasil, com uma pequena análise sobre algumas estatísticas anuais de acidentes que ocorrem no país, depois falamos um pouco sobre o município de Araguaína – TO estudamos como se deu o processo de ocupação do seu espaço urbano e como essa ocupação reflete no trânsito, isso porque, para estudar o trânsito de Araguaína é essencial que se tenha um mínimo de conhecimento sobre cidade, trabalhamos alguns aspectos como falta de planejamento, crescimento da população e a falta de mobilidade urbana. Apontamos questões voltadas diretamente para o trânsito de Araguaína: trouxemos, assim, alguns gráficos com dados estatísticos de quantidade de veículos registrados, quantidade de acidentes de trânsito e acidentes de acordo com o tipo do veículo. Através desses dados estatísticos, percebemos que houve aumento do número de acidentes no período de 2011 a 2015 e que várias são as causas, entre elas está o crescimento populacional, aumento da frota de veículo e o desrespeito às normas de trânsito. Por fim nas considerações finais, retomamos os pontos mais importantes da pesquisa e apontamos possíveis soluções para melhoria do trânsito dessa cidade.
1242 rds v. 23 n. 1 (2018) A POLÍTICA DOS TERRITÓRIOS RURAIS: O CASO DOS NÚCLEOS DE EXTENSÃO EM DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL DO NORTE E NOROESTE DE MINAS GERAIS Rômulo Soares Barbosa;Clesio Marcelino de Jesus;Daniel Coelho de Oliveira;Isabel Cristina de Brito; Este artigo trata da experiência dos Núcleos de Extensão em Desenvolvimento Territorial (NEDET), como política de apoio técnico ao Colegiado Territorial, com base em dados coletados durante a execução do projeto NEDET Norte e Noroeste em Minas Gerais, Brasil. Este projeto foi desenvolvido entre 2014 e 2016. Analisa-se o nascimento, as transformações e o colapso da política de territórios rurais no Brasil. O futuro dos territórios rurais é investigado com a deposição da presidente Dilma Roussef em 2016.
1243 rds v. 23 n. 1 (2018) SAIR PARA RESISTIR: AS REDES DE RELAÇÕES SOCIAIS NO PROCESSO MIGRATÓRIO DE NORTE MINEIROS Maria Cecília Cordeiro Pires;Victoria Pinho e Godinho;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula; Este estudo constitui-se em uma reflexão sobre as migrações no sertão norte mineiro, a partir das pesquisas realizadas pelo Projeto de Pesquisa Do sertão para outros mundos: as redes de relações sociais nos processos migratórios para o trabalho do/no Norte de Minas Gerais, através do Grupo de Estudos e Pesquisas Opará/Mutum, e das discussões de categorias como lugar, identidade, territorialidade, tradição e desenvolvimento. Temos com objetivo compreender as migrações do e no sertão norte mineiro onde embora, seja estigmatizado como lugar de expulsão, a saída vem se mostrando como forma resistência e permanência dos sertanejos e que vão se configurando a partir de redes de relações sociais. Para alcançar os objetivos propostos realizamos uma pesquisa qualitativa, dando voz para os sujeitos migrantes que vivem o processo da migração, utilizamos de técnicas de pesquisa etnográfica, como entrevistas livres e observação participante. E assim pretendemos compreender a trajetória desses migrantes, onde a necessidade de buscar trabalho faz com que saiam do sertão para outros mundos e na travessia vão criando estratégias, saberes e redes de relações sociais para a manutenção do processo.
1244 rds v. 23 n. 1 (2018) LITERATURA E RESISTÊNCIAS NA NARRATIVA LATINO-AMERICANA CONTEMPORÂNEA Sulivan Charles Barros;Maria da Luz Alves Ferreira; A Literatura oferece uma importante contribuição para a compreensão do mundo sócio-cultural. Ela é uma instituição viva, que deve ser entendida como um processo histórico, político e filosófico; semiótico e linguístico; individual e social, a um só tempo. Ela possui o efeito de multiplicar as possibilidades de leitura. Torna-se, portanto, uma forma privilegiada de compreensão do imaginário de uma época, permitindo que ela enxergue traços que outras fontes não nos forneceriam. Literatura é caracterizada por trabalhar com possibilidades, enquanto que, por outro lado, as Ciências Sociais lidam com a realidade, levando em consideração que a literatura não tem compromisso com os fatos chamados históricos – ou seja, ela não tem a obrigatoriedade de ser fiel aos acontecimentos sociais do presente e do passado. Neste sentido, a presente pesquisa tem-se como objetivo geral compreender a partir desta produção literária latino-americana contemporânea a construção de representações identitárias sobre a América Latina e os latino-americanos.
1245 rds v. 23 n. 1 (2018) OS DEZ ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: PREVENÇÃO E PUNIÇÃO COMO ALTERNATIVAS NO COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Ronilson Ferreira Freitas;Joelson Bertoldo Nascimento;Maria Fernanda Soares Fonseca; O objetivo do presente artigo é apresentar a Lei 11.340/06, Lei Maria da Penha, suas inovações no ordenamento jurídico pátrio e uma análise de sua vigência nos últimos 10 anos, explicitando a perspectiva da violência de gênero no Brasil. Propõe-se, ainda, explanar sobre a permanência de um modelo de sociedade machista e patriarcal que vigora até hoje. Através da apresentação de medidas de prevenção e punição da violência doméstica no Brasil, previstos no supracitado diploma legal demonstra-se a aplicabilidade destes instrumentos na realidade da vítima de violência e, expõe-se o surgimento de um novo instrumento de prevenção da violência doméstica, denominado Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica, implantado na cidade de Montes Claros/MG através da Polícia Militar, que não está previsto na Lei em questão, mas que também atua de forma preventiva e repressiva nessa cidade. Para desenvolvimento deste artigo foi utilizada como metodologia a pesquisa bibliográfica. As conclusões demonstram que embora tenha ocorrido uma evolução no combate à violência doméstica com advento da Lei Maria da Penha, os esforços devem continuar na tentativa de acabar com a violência doméstica contra a mulher.
1246 rds v. 23 n. 1 (2018) “OCUPAR E RESISTIR”: NARRATIVAS JUVENIS NAS OCUPAÇÕES DE ESCOLAS PÚBLICAS Idalécia Soares Correia;Andréa Jakubaszko;Fabiano José Alves de Souza; O artigo apresenta narrativas dos estudantes sobre as suas percepções acerca das suas vivências durante a ocupação da Escola Estadual Monsenhor Gustavo, situada na cidade de Montes Claros, Norte do Estado de Minas Gerais. O instrumento metodológico utilizado foi a entrevista em profundidade realizada um ano após o evento. A partir de uma breve reflexão teórica a experiência desses adolescentes e jovens é compreendida como uma ação coletiva no âmago do movimento estudantil. A análise enfoca as mudanças salientadas pelos jovens em relação a identidade individual e coletiva, as relações com a escola e a comunidade, as tensões vivenciadas, e reflete sobre as contribuições dessa ação juvenil para mudanças na cultura e na política.
1247 rds v. 23 n. 1 (2018) DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL E A CADEIA PRODUTIVA DA CAPRINOVINOCULTURA NO SEMIÁRIDO BAIANO: O CASO DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO-BA Kleber Avila Ribeiro; O presente trabalho tem por objetivo mostrar o atual cenário da caprinovinocultura no município de Juazeiro-BA ao longo de seus oito sub-territórios, com intuito de identificar os entraves e desafios que dificultam o desenvolvimento desta importante atividade econômica para os produtores rurais envolvidos na cadeia produtiva. A pesquisa foi realizada no período de 2013 a 2014, foram entrevistados 1.000 produtores, utilizou-se como metodologia a coleta de dados primários mediante aplicação de questionários estruturados, e pesquisa bibliográfica. Concluiu-se que problemas relacionados à organização social e à ausência de assistência técnica, dificultam a união dos produtores rurais do município de Juazeiro, envolvidos com a caprinovinocultura, impossibilitando-os de serem competitivos com vistas a atender ao mercado em escala e com produtos de qualidade e, consequentemente, ascenderem em mobilidade social.
1248 rds v. 23 n. 1 (2018) TIPOS DE EMPREENDEDORES EM SHOPPING CENTERS: UM ESTUDO COMPARATIVO DE CASOS Gilmar Chagas;Anderson de Souza Sant’Anna; Este estudo tem como propósito investigar diferentes capitais - econômicos, sociais, culturais e simbólicos - mobilizados por empreendedores em dois centros de compras da cidade de Montes Claros (MG): o Quarteirão do Povo e o seu principal Shopping Center. O objetivo é melhor compreender diferenças e semelhanças entre essas duas modalidades de centros comerciais no que tange aos empreendimentos e perfis de seus empreendedores. Para tal, foi conduzida pesquisa qualitativa por meio da realização de trinta entrevistas em profundidade com empreendedores locais, contemplando as categorias teóricas do estudo, em particular as noções de Campo, Habitus e Capitais de Boudieu (2008). Quanto aos achados do estudo, constata-se uma diversidade de tipos de empreendimentos, bem como diferentes níveis de experiência, de escolaridade, histórias e perfis de gestão dos empreendedores investigados. Observa-se, também, a predominância de dois tipos de empreendedores: os Tradicionais e os Modernos. No caso do Quarteirão do Povo, predominando ambos esses tipos, e no Shopping Center, dominando o Empreendedor Moderno.
1485 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) INDICADORES DE SEGURANÇA: MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS Paulo José Saraiva; Resumo: O presente artigo apresenta uma síntese dos procedimentos para a elaboração e uso adequado de indicadores para o desenho, implementação e avaliação de políticas públicas na área de segurança. O apanhado a partir de uma breve resenha da literatura sobre causas da criminalidade ressalta a importância das variáveis sócio-econômicas na construção e avaliação das políticas, assim como, discute alguns limites metodológicos e conceituais das variáveis e técnicas utilizadas. Como complementação são apresentadas as principais bases de dados e as respectivas fontes sobre o tema como forma facilitar o acesso a estes indicadores de caráter muito específico. ANDRADE, M. V. E.e LISBOA, M. B. Desesperança de vida: homicídio em Minas Gerais. Rio de Janeiro e São Paulo: 1981 a 1997. Desigualdade e pobreza no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, 2000. ARAUJO, Ary de e FAJNZYLBER Pablo. Violência e criminalidade. Texto para discussão nº 167. Belo Horizonte. CEDEPLAR/FACE/UFMG. 2001. BEATO F., Cláudio. Determinantes da criminalidade em Minas Gerais. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais. v.13 n.37, São Paulo, Jun. 1998. pp.74-87. CARNEIRO, Leandro Piquet. Determinantes do Crime na América Latina: Rio de Janeiro e São Paulo. Relatório de Pesquisa. USP. 1999. CARVALHO, Alexandre Xavier Ywata et al. Clusterização Hierárquica Espacial. Texto para discussão n.º 1427. Brasília: IPEA, outubro de 2009. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/tds/td_1427.pdf. Acesso em: 14 dez. 2010. CERQUEIRA, D.; LOBÃO, W. Determinantes da criminalidade: arcabouços teóricos e resultados empíricos. Dados, v. 47, n. 2, p. 233-269, 2004. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. < www.ibge.gov.br > Acesso em: 02 jun. 2020. INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. < www.ipeadata.gov.br > Acesso em: 02 jun. 2020. JANOT, Marcio Magalhães. Modelos de Insolvência Bancária no Brasil. Trabalhos para Discussão 13. Brasília: Banco Central do Brasil, março de 2001. Disponível em: http://www.bcb.gov.br/pec/wps/port/wps13.pdf. Acesso em: 14 dez. 2010. LEDERMAN, D., LOAYZA, N., MENÉNDEZ, A. M. Violent crime does social capital matter? Washington, D. C.: The World Bank, 1999. MIINISTERIO DA SAUDE / DATASUS. < www.datasus.gov.br > Acesso em: 02 jun. 2020. PAES N. A. Qualidade das estatísticas de óbitos por causas desconhecidas dos Estados brasileiros. Revista de Saúde Publica. 2007; 41(3): 436-45. PAES N. A, Albuquerque M. E. Avaliação da qualidade dos dados populacionais e cobertura dos registros de óbitos para as regiões brasileiras. Revista de Saúde Pública 1999; 33(1): 33-43. PAES N. A. Avaliação da cobertura dos registros de óbitos dos Estados brasileiros em 2000. Revista de Saúde Publica. 2005; 39(6): 882-90. PUTNAM, Robert D. Comunidade e democracia: a experiência da Itália moderna. Rio de Janeiro: FGV, 2007. RODRÍGUEZ, Gérman. Chapter 3: Logit Models for Binary Data (Lectures Notes). Generalized Linear Models. Princeton: (sd). Disponível em: http://data.princeton.edu/wws509/notes. Acesso em: 14 out. 2010. RUEDIGER, Marco Aurélio & MATTOS, Rogério (2004), Justiça e Eficiência no Desenvolvimento Local: Um Modelo Complexo. In: Encontro de Administração Pública e Governança - ENAPG, novembro, Rio de Janeiro. Anais ENAPG. RUEDIGER, Marco Aurélio (2005), “A cidade como plataforma do desenvolvimento”. In: Sobreira, Rogério & Marco Aurélio Ruediger org. Desenvolvimento e Construção Nacional: Política Econômica. Editora FGV. p. 181-202. SECRETARIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO. Acesso em: 02 jun. 2020. SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA. < www.mj.gov.br > Acesso em: 02 jun. 2020. SANTOS, M.J.; KASSOUF, A.L. Economia e Criminalidade no Brasil: evidências e controvérsias empíricas. Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/USP), 27 p. 2006. SHIKIDA, et alli Economia do crime: uma análise de gênero a partir de um estudo de caso na penitenciária feminina de piraquara (PR). 2005. Disponível em: http://www.ppge.ufrgs.br/giacomo/arquivos/ead/simonshikida-borilli-2005.pdf. Acesso em: 12 dez. 2010. UNITED NATIONS (UN). Manual X, indirect techniques for demographic estimation. New York; 1983. (Population Studies, 81). VASCONCELOS, A. M. A qualidade das estatísticas de óbito no Brasil. Revista Brasileira de População – ABEP. 1999. 15(1). WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da Violencia dos Municípios. Brasileiro, Ritla 2008.
1486 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) ANÁLISE DA DESIGUALDADE DE RENDA NOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS EM 2000 E 2010: UMA ABORDAGEM A PARTIR DA ANÁLISE EXPLORATÓRIA DE DADOS ESPACIAIS (AEDE) Éder de Souza Beirão;Kelly Jaciara Fernandes da Silva Nunes;Luíz Filipe Rodrigues dos Santos; Resumo: O presente estudo tem como objetivo analisar a distribuição espacial do Índice de Gini nos municípios do estado de Minas Gerais nos anos 2000 e 2010. Foi utilizada a metodologia de Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE). A variável utilizada foi o coeficiente de Gini. Os dados foram obtidos junto a plataforma Atlas do Desenvolvimento Humano e foram analisados no software de estatística e econometria espacial, GeoDa. Os indicadores utilizados neste trabalho foram o I de Moran, utilizado para a verificação da autocorrelação espacial e o Local Indicator of Spatial Association – LISA, usado para a identificação da existência de clusters espaciais. O mapa de desvio-padrão possibilitou observar que, no período de uma década, ocorreu a redução da desigualdade de renda nos municípios mineiros, pois o coeficiente de Gini médio passou de 0,54 em 2000 para 0,47 no ano de 2010. O I de Moran Global mostrou que há autocorrelação espacial negativa nos dois períodos analisados, sugerindo que os municípios com elevada concentração de renda não estavam cercados por vizinhos na mesma situação e as unidades com baixa concentração de renda não necessariamente estavam rodeadas por municípios com baixa concentração. Através da análise do LISA, foi possível verificar que as regiões do estado de Minas que obtiveram maior concentração de renda foram a Central Mineira e a Metropolitana de Belo Horizonte. No que diz respeito às mesorregiões com menor concentração de renda chegou-se as mesorregiões do Oeste de Minas e Sul/Sudoeste de Minas, Noroeste de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba se destacaram. ALMEIDA, E. Econometria espacial aplicada. 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1487 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) ELASTICIDADES DE RENDA E PREÇO NO CONSUMO DE CIGARROS INDUSTRIALIZADOS NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA PNAD 2008 E PNS 2013 Alex Eugênio Altrão de Morais;Matheus Gomes do Carmo de Souza;Stela Rodrigues Lopes Gomes; Resumo: Com o tratado da Convenção-Quadro de Controle do Tabaco, inúmeros países adotaram medidas para proteger-se das consequências do consumo e exposição ao tabaco. Com o objetivo de estimar elasticidades renda e preço sobre a participação do tabagismo e consumo de cigarros industrializados, o estudo utiliza os modelos de pseudo-painel, com os resultados da Pesquisa Especial de Tabagismo de 2008 e a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013. Os resultados mostram que: variações no preço do tabaco são mais eficazes em inibir o início no tabagismo; classes sociais elevadas participam menos do tabagismo; e fumantes de maiores rendas, consomem mais cigarros. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). 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1488 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) DESENVOLVIMENTO REGIONAL E INOVAÇÃO: UMA ANÁLISE DO PLANEJAMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PELA SUDENE Lucas Lafetá Vargas;Luciene Rodrigues; Resumo: Este trabalho apresenta uma análise do processo de atuação da Sudene no desenvolvimento regional no Nordeste e verifica os principais aspectos inovadores do planejamento e dos resultados de atuação da Superintendência, no período de 1960 a 1990. Para a investigação do planejamento e de como trataram de medidas originais, buscou-se nos documentos emitidos pela própria instituição as intenções e as especificidades de atuação. No tocante aos resultados de desenvolvimento regional, os documentos periódicos emitidos pela Sudene serviram de fonte para averiguar o teor inovativo dos resultados. A análise dos resultados apontou que a Sudene inaugurou uma nova fase de políticas públicas, pela qual o Governo Federal passou a se preocupar com o desenvolvimento mais democrático de seus territórios. Essa nova fase é marcada por inovações factuais, na introdução de novos arranjos institucionais, nova visão e um dinamismo econômico mais fortalecido. Por fim, depreende-se que a Sudene instituiu um marco no planejamento e desenvolvimento regional, como medidas especificas e originais de políticas públicas e desencadeou novos ramos modernos e dinâmicos para a economia do Nordeste. AYDALOT, P. Economic régionale et urbaine. Econômica. Paris, 1985. BRASIL. I Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico e Social do Nordeste. 1961 – 1963. Recife, Div. Documentação. 1966. BRASIL. II Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico e Social do Nordeste. 1963 - 1965. Recife, Div. Documentação. 1966. BRASIL. III Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico e Social do Nordeste. 1966 - 1968. Recife, Div. Documentação. 1966. BRASIL. IV Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico e Social para o Nordeste. 1969 – 1973 – 1966 – 1968. Recife, Div. Documentação. 1966. DINIZ, Clélio Campolina. Celso Furtado e o Desenvolvimento Regional. Revista Nova Economia. V. 19, n. 2, p. 227-249, mai/set 2009. FURTADO, Celso. A Formação Econômica do Brasil. Editora Nacional. São Paulo, 1989. GRUPO DE TRABALHO PARA O DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE. GTDN. Uma Política de Desenvolvimento Econômico para o Nordeste. Departamento de Imprensa Nacional. Rio de Janeiro, 1959. HALVORSEN, T. On innovation in the public sector. In: HALVORSEN, T.;HAUKNES, J.;HAUKNES, J. Some thoughts about innovation in the public and private sector compared. In HALVORSEN, T.; HAUKNES, J.; MILES, I. RØSTE, R.On the differences between public and private sector innovation.NIFU STEP: Oslo,2005. LIMA E SIMÕES. Teorias clássicas do desenvolvimento regional e suas implicações de política econômica: O caso Brasil. 2010. PEDROSA JUNIOR, Dinilson; BOMFIM, Cristine. Cassa per ir mezzogiorno e a “Velha” SUDENE: Sugestões para a Nova SUDENE. Revista de História Econômica & Economia Regional Aplicada. Vol. 4, nº6. 2006. SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982. SUDENE 10 anos. 1959 – 1969. Recife, 1969. SUDENE 20 anos. 1959 – 1979. 2ª Ed. Recife, 1980. SUDENE 30 anos. Modernização Regional em Curso. Recife, 1990. TAVARES, Hermes Magalhães. Desenvolvimento e Dinâmica Regional em Celso Furtado. R. Pol. Públ., v.16, n.1, São Luís, p. 99-110, jan./jun. 2012.
1489 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) A RECUPERAÇÃO AMBIENTAL E A GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR COMO VETORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA O NORTE DE MINAS GERAIS João Renato Borges Abreu;Marcia Dieguez Leuzinger; Resumo: Este artigo apresenta um breve diagnóstico do panorama socioeconômico do Norte de Minas Gerais e projeta para o futuro, pós pandemia da Covid-19, alternativas ambientais e econômicas para alavancar o desenvolvimento sustentável. Além disso, demonstra que a adoção de políticas públicas mal formuladas e inviáveis sob diversos aspectos, especialmente o da compatibilidade com o clima local, vem absorvendo recursos públicos, sem a necessária melhoria na qualidade de vida dos destinatários das ações governamentais. Foram analisados os dados da região, assim como foi abordada a evolução histórica ambiental para propor alternativas que podem se constituir em vetores de desenvolvimento socioeconômico da região: a geração de energia solar e a recuperação ambiental. Importante salientar que o cenário atual, de retomada do crescimento econômico pós-pandemia, levará o desenvolvimento sustentável a ser uma premissa básica na definição e na aplicação das políticas públicas. Concluiu-se que a região do Norte de Minas, apesar de sofrer com uma grave crise hídrica e longos períodos de estiagem, apresenta vantagens regionais que possibilitam o desenvolvimento sustentável local e também a geração de riquezas. A implementação de acertadas políticas públicas proporcionará à população uma melhoria na qualidade de vida, resultando em um meio ambiente ecologicamente equilibrado. ABREU, Walter. A lógica perversa da política no Norte de Minas. Montes Claros, 15 nov. 2014. Disponível em: https://montesclaros.com/mural/cronistas.asp?cronista=Walter%20Abreu. Acesso em: 21 dez. 2018. ABREU, Walter. Uma nova ordem econômica. Montes Claros, 8 fev. 2015. Disponível em: https://montesclaros.com/mural/cronistas.asp?cronista=Walter%20Abreu. Acesso em: 21 dez. 2018. 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1490 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL NO INÍCIO DO SÉCULO XXI: UMA PERSPECTIVA ESTRATÉGICA DAS RELAÇÕES COMERCIAIS MARIA DE FÁTIMA SILVA DO CARMO PREVIDELLI;LUIZ EDUARDO SIMÕES DE SOUZA;RODOLFO FRANCISCO SOARES NUNES; Resumo: Este artigo apresenta e comenta algumas mudanças estratégicas ocorridas na inserção brasileira no cenário internacional no início do século 21, com foco em suas relações comerciais. A primeira década e meia do novo século observou um aumento da participação brasileira em um emergente cenário internacional multipolar, estreitando relações com a China. Após o golpe de Estado ocorrido em 2016, a estratégia brasileira alterou-se em relação aos principais parceiros no setor do comércio externo, perfilando-se aos interesses dos Estados Unidos da América na América Latina. Referências Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2021. Ministério das Relações Externas do Brasil. Disponível em: > Acesso em: 10 fev. 2021.
1492 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) MARKETING RELIGIOSO: AVALIAÇÃO DE SATISFAÇÃO DOS SEGUIDORES DA IGREJA CATÓLICA EM MONTES CLAROS Marcelo Vieira Lopes;Vânia Silva Vilas Boas Vieira Lopes; artigo, marketing, religioso, montes claros, minas gerais Resumo: O marketing religioso é analisado nesse artigo sob o prisma de ações que buscam compreender e estimular a participação ativa de indivíduos nos bens e serviços oferecidos por instituições religiosas onde as próprias religiões por si, compreendem um bem. O objetivo da pesquisa é avaliar as atitudes dos seguidores que determinam a satisfação ou não com a Igreja Católica em Montes Claros-MG. Trata-se de pesquisa do tipo descritiva, tendo como unidade de análise a igreja católica e como unidade de observação os seguidores da referida instituição religiosa. Utilizou-se análise quantitativa de dados analisada através das proporções (percentuais) para análise dos resultados da pesquisa. Os resultados apontam que a avaliação dos fiéis quanto à satisfação em relação à igreja foi fortemente considerada; a lealdade foi apontada com uma tendência de “lealdade espúria” levando a uma avaliação de satisfação geral favorável às ações mercadológicas da Igreja Católica. ABREU, Maria Madalena. O uso do Marketing nas Organizações Religiosas. Universidade da Beira Interior. Coimbra – Portugal, 2004. AAKER, David, A., KUMAR, V., DAY, George S. Pesquisa de marketing. São Paulo: Atlas, 2001. BERGER, Peter. O Dossel Sagrado: Elementos para uma teoria sociológica da religião. São Paulo: Paulus, 1985. CELSI, Richard L.; OLSON, Jerry C. “The role of involvement in attention and comprehension processes”. Journal of Consumer Research, v. 15, n.2, pp. 210-224. Sept. 1988. CHURCHIL, G. A., SUPRENANT, C. An investigation into the determinants of customer satisfaction. Journal of Marketing search, v. 19, n.4, p. 491- 504, Nov. 1982. COBRA, M., RANGEL, A. Serviços ao Cliente - Uma Estratégia Competitiva,2ªEdição, São Paulo: Editora Marcos Cobra., 1993. DUARTE, Simone Viana; FURTADO, Maria Sueli Viana. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Ciências Sociais Aplicadas. São Paulo: Saraiva, 2014. DURKHEIM, E. Formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 1973. DRUCKER, Peter. Administrando para obter resultados. Tradução de Nivaldo Montingelli Jr. São Paulo: Pioneira, 1998. LOPES, M. V.; LOPES, V. S. V. B. V. Marketing religioso Economia e Políticas Públicas, v. 8, n. 1/2020 ENGEL, James F., BLACKWELL, Roger D., MINIARD, Paul W. Consumer Behavior. Forth Worth : Dryden Press, 1995. GARDNER, Burlingh B. E., LEVY, Sidney J. The product and the brand. Harvard Business Review, v.33, n. 2, p.33-39, mar/abr.1955. HERVIEU-LÉGER, Danièle. O Peregrino e o convertido: a Religião em movimento. Petropólis: Vozes, 2008. HOWARD, John A. Marketing: Comportamento do administrador e do comprador. Rio de Janeiro: Zahar, 1976. KOTLER, Philip, ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1993. KOTLER, Philip. 1995 Princípios de Marketing. Rio de Janeiro. Editora Prentice Hall do Brasil, 1995. KOTLER, P. Administração de marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 1998. MEYRS, James H. , REYNOLDS, William H. Gerência de marketing e comportamento do consumidor. Rio de.Janeiro: Vozes, 1972. OLIVER, R. L. Satisfaction: a behavioral perspective on the consumer. Boston: Irwin/McGraw-Hill, 1997. SANCHIS, P. “As religiões dos brasileiros”. Mimeo: p. 1-24. [Texto publicado na Revista Horizonte, v.1, n. 2, 1998: p. 28-43]. SOARES. Pedro: Retrato das religiões do Brasil. FGV, 2005. WILKIE, Willian L. Consumer behavior. New York, John Wiley,1994.
1493 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) A ESCOLA E O MUNDO: DETERMINANTES INTRA E EXTRA ESCOLARES DO DESEMPENHO DAS ESCOLAS NO PROEB Igor Assaf Mendes;Bruno Lazzarotti Diniz Costa; Resumo: O papel específico do sistema escolar no aprendizado frente a outros fatores integra o campo de estudos da chamada eficácia escolar. O termo faz referência ao debate sobre a relevância das unidades escolares e sua participação no desempenho e longevidade escolar de indivíduos, regiões ou grupos sociais no sistema educacional. O objetivo deste trabalho é explorar o quanto características exteriores ao contexto escolar e as da própria escola explicam o rendimento dos alunos. Com este objetivo, são utilizados os dados dos alunos e instituições escolares, de quinto ano, de escolas públicas de Belo Horizonte, que participaram da avaliação do Programa de Avaliação da Educação Básica (PROEB), em 2010. A prova foi aplicada em 379 escolas, das quais 300 foram selecionadas para este trabalho), (onde) funcionava, pelo menos, o quinto ano do fundamental. Optou-se, neste trabalho, por observar o comportamento de duas variáveis indicativas da condição socioeconômica da família dos alunos: a escolaridade das mães e a inclusão da família no programa Bolsa Família. Como indicador da eficácia da escola, foram utilizados os resultados da avaliação. Também foram explorados dados relativos à formação dos professores e as impressões dos alunos em relação às atitudes dos mesmos em sala de aula. A grande variabilidade de temas e questões abordados nos questionários contextuais ao longo das edições do PROEB inviabilizou a atualização do modelo para anos recentes, o que não chega a comprometer o o propósito de fundo do trabalho - explorar empiricamente as complexas relações entre eficácia, equidade e contexto escolar. Referências BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9.394 de 20dez. 1996. BROOKE, N.; SOARES, J. F. (Org.). Pesquisa em Eficácia Escolar, origem e trajetórias. p.14-22. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2008. CASSASSUS, J. Uma nota crítica sobre a avaliação estandardizada: a perda de qualidade e a segmentação social. In: Sísifo: revista de ciências da educação, n. 9, maio/ ago. 2009. COLEMAN, James S. (1988), “Social Capital in the Creation of Human Capital”. American Journal of Sociology, nº 94, S:S95-S120. FERNANDES, D. C. Estratificação educacional, origem socioeconômica e raça no Brasil: as barreiras da cor. In: IPEA/Caixa – Publicação do Concurso de Monografias, 2001. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Boletim PAD/MG 2012, ano 1, n. 3, jun. 2012. Belo Horizonte, Fundação João Pinheiro, 2012. HASENBALG, C. A distribuição de Recursos Familiares. In: HASENBALG, C. SILVA, N. V. (Org.). Origens e Destinos. Rio de Janeiro, Topbooks editora.Cap. II, p. 55-84, 2003. MONS, N. Eficácia dos sistemas educativos. In: ZANTEN, A. (Coord.). Dicionário de Educação. RJ: Petrópolis: Editora Vozes, 2011. PAUL, J. J. ; BARBOSA, M. L. O. Qualidade docente e eficácia escolar. In: Tempo social. São Paulo: Editora USP, v. 20, n. 1, p. 119-133, 2008. SILVA, M. P. L. A. LDB e Plano de Desenvolvimento da Educação. In: Formação de professores para a educação básica: dez anos de LDB. SOUZA, J. V. A. de, (Org.). Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 87-96. SILVA, N. V.; HASENBALG, C. Tendências da desigualdade educacional no Brasil. In: Dados, Rio de Janeiro, v. 43, n. 3, 2000. Disponível em:. Acesso em: 17 mar. 2011. SILVA, N. V.; HASENBALG, C. Recursos familiares e transições educacionais. In: Cadernos de Saúde Pública [online]. 2002,vol. 18 (Suplemento), pp. 67-76. Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2011. SOARES, J. F.; COLLARES, A. C. M. Recursos Familiares e o Desempenho Cognitivo dos Alunos do Ensino Básico Brasileiro. In: DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 49, n. 3, 2006, p. 615 a 650. WEICK, K. E. Educational Organizations as Loosely Coupled Systems. In: Administrative Science Quarterly, v. 21, n. 1 (mar., 1976), p. 1-19. Disponível em: .
1494 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) INEMONTES E A CARAVANA CERRADO EMPREENDEDOR: DESENVOLVIMENTO REGIONAL E NEGÓCIOS DE IMPACTO SOCIAL Sara Gonçalves Antunes de Souza;Dario Alves de Oliveira;Sidinéia Maria de Souza;Igor Veloso Colares Batista; Resumo: Negócios de Impacto Social – NIS, que aliam a base lógica dos negócios, busca de rentabilidade financeira com o propósito de transformação socioambiental nas áreas em que estão inseridos, são uma alternativa para o desenvolvimento territorial do entorno em que estão inseridos, principalmente em territórios deprimidos economicamente. Aqui, entende-se que territórios extrapolam a divisão espacial geográfica do Estado-Nação, sendo construções socioeconômicas e institucionais realizadas por diferentes atores sociais. Atuando no desenvolvimento da região Norte de Minas Gerais, a Inemontes – Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Montes Claros, vem contribuindo para a solução dos problemas sociais e ambientais, voltados, principalmente, para população de baixa renda. Os resultados da atuação da Inemontes demonstram que a atuação de incubadora de empresas incentivando negócios de impacto social é fator de promoção do desenvolvimento territorial. Referências BASTOS, E.M.A.F. Relato dos Resultados das Pesquisas com Mel de Aroeira. Vídeo Institucional. Belo Horizonte: FUNED, 2017. BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro, Bertrand-Brasil, 2007. BRANDÃO, C. R. O campo da economia política do desenvolvimento: o embate com os „localismos na literatura e nas políticas públicas contemporâneas. In: Brandão, C.A. Território & Desenvolvimento. As múltiplas escalas entre o local e o global. Campinas, Editora da Unicamp, 2007. DUTRA SANTOS, Ailana Fernanda Silva; SOUZA, Sara Gonçalves Antunes.Apicultura no Norte de Minas: Cooperativismo e Novos Desafios. VIII Seminário de Iniciação Científica do IFNMG. Pirapora, 2019 a.Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/anais/147035.pdf DUTRA SANTOS, Ailana Fernanda Silva; SOUZA, Sara Gonçalves Antunes. Apicultura no Norte de Minas: Cooperativismo e Novos Mercados. In: Anais do 5º encontro brasileiro de pesquisadores em cooperativismo (EBPC). Anais...Brasília(DF) IFB - Campus Gama, 2019 b. Disponível em: www.even3.com.br/Anais/ebpc/170173-APICULTURA-NO-NORTE-DEMINAS—COOPERATIVISMO-E-NOVOS-MERCADOS FISCHER, Tânia. Poderes Locais, Desenvolvimento e Gestão: Introdução à uma nova agenda. In: FISCHER, Tânia (org.) Gestão do desenvolvimento e poderes locais: marcos teóricos e avaliação. Salvador, BA: Casa da qualidade, 2002. FREITAS, V. M.P. A indicação geográfica do artesanato com sempre-vivas da comunidade de Galheiros, município de Diamantina-MG. 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1495 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) A DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA (2003 – 2014) Túlio Fagner Lopes do Nascimento;Bruno José Bezerra Silva; Resumo: O presente trabalho objetiva analisar o comportamento da dívida pública brasileira, dessa forma, procurou-se investigar quais as variáveis de maior peso em sua formação no período de 2003 a 2014, período do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e parte do mandato de Dilma Vana Rousseff. Para tanto, foram utilizadas as seguintes variáveis de análise: Dívida Consolidada (DC), Dívida Consolidada Líquida (DCL) e Receita Corrente Líquida (RCL). O fundamento encontrado aqui relativo à dívida pública e os principais indicadores, está baseado no contexto da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em termos gerais, observou-se que de 2003, início da análise, até 2008 houve redução da relação DCL/RCL no Brasil. Dentre os vários possíveis motivos para o comportamento deste indicador, tem-se a adoção da Lei de Responsabilidade Fiscal controlando os níveis da dívida e o aumento da arrecadação ocorrida no período estabelecido. Após 2008, o país mostra o aumento das despesas, dessa forma, elevando o endividamento ao longo do tempo. Referências CASTRO, Lavinia Barros de. Privatização, Abertura e Desindexação: A Primeira Metade dos Anos 90. In: Economia brasileira contemporânea: 1945- 2010. Rio de Janeiro. 2. Ed. Elsevier, 2011.p.131-164. FIORAVANTE, Dea Guerra; PINHEIRO, Maurício M. Saboya; VIEIRA, Roberta da Silva. Lei de Responsabilidade Fiscal e Finanças Municipais: Impactos sobre Despesas com Pessoal e Endividamento. 2006. 31f. Texto para Discussão nº 1.223 – IPEA, Brasília. GADELHA, Sérgio Ricardo de Brito. Análise dos Impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a Despesa de Pessoal e a Receita Tributária nos Municípios Brasileiros: Um Estudo com Modelo Pro bit Aplicado a Dados em Painel. Tesouro nacional, 2012. (Textos para discussão, TD Nº 003). GIAMBIAGI, Fabio. Estabilização, Reformas e Desequilíbrios Macroeconômicos: Os Anos FHC (1995-2002). IN: Economia brasileira contemporânea: 1945-2010. Rio de Janeiro. 2. Ed. Elsevier, 2011.p.165-196. GIAMBIAGI, Fábio; ALÉM, Ana Cláudia. Finanças Públicas: teoria e prática no Brasil. 2 ed. ver. e Atualiz. Rio de Janeiro: Campus, 2000. HOLANDA, Gilderlanio Alves. Análise do Endividamento Público do Rio Grande do Norte no contexto do Programa de Apoio à Reestruturação e ao Ajuste Fiscal dos Estados 1995 a 2004. Monografia (Graduação). Departamento de Economia, UFRN. Natal, RN, 2005. LOPES, Mariana; DOMINGOS, Erica. Composição Ótima para a Dívida pública: Uma análise macro-estrutural. Universidade de Brasília, Secretária do Tesouro Nacional e Banco Central do Brasil, p. 1-20, 2004. PEDRAS, Guilherme Binato Villela. História da dívida pública no Brasil: de 1964 até os dias atuais. IN: Dívida Pública: a experiência brasileira. Brasília. Secretaria do Tesouro Nacional: Banco Mundial, 2009.p.57-80. SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. Editora Best Seller, SP. 1999. SILVA, Anderson Caputo. Origem e história da dívida pública no Brasil até 1963. In: Dívida Pública: a experiência brasileira. Brasília. Secretaria do Tesouro Nacional: Banco Mundial, 2009.p.33-55. SPIELMANN, R; ROSS, P. Vencendo em tempos de crise. Publicação da Bain e Company, 2009. TESOURO NACIONAL, MINISTÉRIO DA FAZENDA - Glossário. 2012. Disponível em: http://www3.tesouro.fazenda.gov.br/servicos/glossario/ glossario_d.asp. Acesso em: 07 dez. 2015. VELOSO, Fernando; VILLELA, André; GIAMBIAGI; Fabio. Determinantes do “milagre” econômico brasileiro (1968-1973): uma análise empírica. 2008.
1496 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) PLANOS DIRETORES E O DESENVOLVIMENTO URBANO: ANÁLISES DAS PROPOSTAS DE FOMENTO À ECONOMIA NA LEGISLAÇÃO URBANA EM MARIANA - MINAS GERAIS (2003 – 2018) Wagner Muniz de Araújo; Resumo: O presente trabalho visa examinar as medidas políticas instituídas pelo Plano Diretor Urbanístico e Ambiental erigido para o município de Mariana, em Minas Gerais (Brasil), e que objetivavam, além da regulação territorial, promover a economia e o desenvolvimento local. A análise realizada buscou ainda analisar a aplicação do instrumento mencionado, em seus primeiros quinze anos de vigência, examinando os desdobramentos ocorridos após a instituição da nova diretriz urbanística naquela localidade. Referências BRASIL. Ministério das Cidades. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Implementação de Ações em Áreas Urbanas Centrais e Cidades Históricas: Manual de Orientação. Brasília, DF, IPHAN, Ministério das Cidades, 2011. 252p. BRITO, Marcelo. Pressupostos da Reabilitação Urbana de Sítios Históricos no Contexto Brasileiro. Revista Vitruvius Arquitexto, São Paulo, nº 033, fev. de 2003. Disponível em: . Acesso: 14 de fev de 2017. COMPAT - CONSELHO MUNICIPAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL. Disponível em: . Acesso em: 13 out 2017. CYMBALISTA, Renato; NAKASHIMA, Rosemeire; CARDOSO, Patrícia de Menezes. O Plano Diretor de Mariana (MG): a Difícil Articulação Entre Planejamento Urbano, Patrimônio Histórico e Atores Políticos. 2006, 22p. Disponível em: . Acesso em: 06 ago. 2017. FERNANDES, Edésio. Estatuto da Cidade, Mais de 10 Anos Depois: Razão de Descrença, ou Razão de Otimismo? Revista UFMG, Belo Horizonte, v.20, n.1, jan/jun 2013, p. 212-233. HARVEY, David. A Geografia Disso Tudo (cap. 06). In: HARVEY, David. O Enigma do Capital. São Paulo. Boitempo, 2011. p.: 117–150. IBGE (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA). Censo Demográfico. Disponível em: . Acesso em: 06 jan. 2018. MARIANA. Lei Complementar 16 de 2003. Disponível em: . Acesso: 08 jun. 2017. MARICATO, Ermínia. As Ideias Fora do Lugar e o Lugar Fora Das Ideias: Planejamento Urbano no Brasil. In: ARANTES, Otília; VAINER, Carlos; MARICATO, Ermínia. A Cidade do Pensamento Único: Desmanchando Consensos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. p. 121-192. MONTE-MÓR, R. L. (2006). As teorias urbanas e o planejamento urbano no Brasil. In Diniz, C. C. & Crocco, M., editores, Economia Regional e Urbana: Contribuições Teóricas Recentes, p. 61–85. UFMG, Belo Horizonte. MUNIZ, Wagner. Análise do Plano Diretor de Mariana (MG): 2002 - 2017. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas. Instituto de Ciências Sociais Aplicadas. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2018. 164 f. ______, Wagner. Um Debute Fragmentado: os 15 Anos do Plano Diretor de Mariana (Minas Gerais) – 2004/2019. Revista Brasileira de Direito Urbanístico – RBDU, Belo Horizonte, ano 6, n. 11, p. 187-214, jul./dez. 2020. Disponível em: . Acesso: 01 de Fev. 2020. PMSB (PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO). 2014. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2017. STEPHAN, Italo Itamar Caixeiro Stephan. Planos Diretores Em Minas Gerais: Vinte Anos De Exigência Constitucional. Revista Risco. São Carlos (SP), v.10, 2009, p.46 - 56. _________, Italo Itamar Caixeiro; FARIA, Teresa C. de A. Uma Avaliação da Aplicação de PD’s em Minas Gerais, Brasil. VIII Congresso Ibérico de Urbanismo, 2011. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2017.
1497 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) DETERMINANTES DA DINÂMICA DE MOBILIDADE DOS JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO EM 2015 JAMAIKA PRADO;MARCOS TAROCO RESENDE; RESUMO: AS MUDANÇAS ESTRUTURAIS NO MERCADO DE TRABALHO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS, DESDE 1990 ATÉ OS ANOS MAIS RECENTES, TÊM MOSTRADO UMA ACELERAÇÃO DO DESEMPREGO E DA INATIVIDADE, EM PERÍODOS DE CRISE. EM COMPARAÇÃO AO TOTAL DOS INDIVÍDUOS QUE ESTÃO EM IDADE ATIVA, JOVENS DE FAIXA ETÁRIAS MAIS NOVAS (15 A 29 ANOS) TÊM SIDO OS QUE MAIS SE ENCONTRAM NESSA SITUAÇÃO. NESSE CONTEXTO, ESTE ESTUDO BUSCA VERIFICAR QUAIS AS CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS SÃO IMPORTANTES PARA DETERMINAR A DINÂMICA DE MOBILIDADE DOS JOVENS DE 15 A 24 ANOS, NO MERCADO DE TRABALHO, NO ANO DE 2015. FOI ESTIMADO UM MODELO LOGIT MULTINOMIAL, ATRAVÉS DOS DADOS DA PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS (PNAD). OS RESULTADOS INDICARAM QUE A CHANCE DE OS JOVENS TRANSITAREM DA CATEGORIA EMPREGADA PARA A DESEMPREGADA OU INATIVA, É DETERMINADA PELA IDADE, COR E PELA CONDIÇÃO QUE O INDIVÍDUO OCUPA NA FAMÍLIA. REFERÊNCIAS ARAÚJO, J.P.F; ANTIGO, M.F. DESEMPREGO E QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA NO BRASIL. REVISTA DE ECONOMIA CONTEMPORÂNEA, V. 20, N. 2, P. 308-335, 2016. BRASIL; INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. COORDENAÇÃO DE POPULAÇÃO E INDICADORES SOCIAIS. SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS: UMA ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE VIDA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, 2015. CAMARGO, J.M; REIS, M.C. DESEMPREGO: O CUSTO DA DESINFORMAÇÃO. REVISTA BRASILEIRA DE ECONOMIA, V. 59, N. 3, P. 381-425, 2005. CORSEUIL, C.H.L; POLOPONSKY, K; FRANCA, M.A.P. UMA INTERPRETAÇÃO PARA A FORTE ACELERAÇÃO DA TAXA DE DESEMPREGO ENTRE OS JOVENS. 2018. CUNHA, D.A; ARAÚJO, A.A; LIMA, J.E. DETERMINANTES DO DESEMPREGO E INATIVIDADE DE JOVENS NO BRASIL METROPOLITANO. REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, V. 9, N. 3, 2011. FERNANDES, R.; PICCHETTI, P. UMA ANÁLISE DA ESTRUTURA DO DESEMPREGO E DA INATIVIDADE NO BRASIL METROPOLITANO. 1999. GREENE, W. ECONOMETRIC ANALYSIS. ENGLEWOOD CLIFFS: PRENTICE HALL, 2003. 828 P. GIAMBIAGI, F.; VILLELA, A.A; CASTRO, L.B; HERMANN, J. ECONOMIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA: 1945-2010. ELSEVIER BRASIL, 2ª ED, 2010. IBGE. PNAD 2015: PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRAS DE DOMICÍLIOS. RIO DE JANEIRO, 2015. INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA – IPEADATA. PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS DE MERCADO: VARIAÇÃO REAL ANUAL - REFERÊNCIA 2010. DISPONÍVEL EM: . ACESSO EM 23. AGO. 2018. MENDONÇA, T. G.; LIMA, J. R.; LÍRIO, V. S. DETERMINANTES DA INSERÇÃO DE MULHERES JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO NORDESTINO. REVISTA ECONÔMICA DO NORDESTE, FORTALEZA, V. 43, N. 4, 2012. MENEZES-FILHO, N.A.; PICCHETTI, P. OS DETERMINANTES DA DURAÇÃO DO DESEMPREGO EM SÃO PAULO. PESQUISA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO. PESQUISA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO, V.30, N.1, 2000. POCHMANN, M. SITUAÇÃO DO JOVEM NO MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL: UM BALANÇO DOS ÚLTIMOS 10 ANOS. SÃO PAULO, 2007. SILVA, N.D.V; KASSOUF, A.L. A EXCLUSÃO SOCIAL DOS JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO. REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO, V. 19, N. 2, P. 99-115, 2002. TOMÁS, M. C.; OLIVEIRA, A. M. H. C.; RIOS-NETO, E.L.G. ADIAMENTO DO INGRESSO NO MERCADO DE TRABALHO SOB O ENFOQUE DEMOGRÁFICO: UMA ANÁLISE DAS REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRAS. REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO, V. 25, N. 1, P. 91-107, 2008.
1498 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA E CRESCIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL: UMA ANÁLISE A PARTIR DA RAZÃO DE DEPENDÊNCIA MARIA ALICE FERREIRA;EMERSON COSTA DOS SANTOS; RESUMO: A ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA VEM SE MODIFICANDO DESDE OS ANOS 1970, SOBRETUDO EM RAZÃO DA REDUÇÃO DAS TAXAS DE FECUNDIDADE E DE MORTALIDADE, ACOMPANHADAS PELO AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA DA POPULAÇÃO. ESSE FENÔMENO SE DENOMINA TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA, PROCESSO QUE REDUZ A PROPORÇÃO DE CRIANÇAS E AUMENTA A PROPORÇÃO DE PESSOAS IDOSAS NA POPULAÇÃO. A LITERATURA SUGERE QUE ESSE PROCESSO ESTEJA RELACIONADO COM O CRESCIMENTO ECONÔMICO, DE FORMA QUE REGIÕES COM MENOR TAXA DE DEPENDÊNCIA DEVEM APRESENTAR MAIORES TAXAS DE CRESCIMENTO ECONÔMICO. ESTE TRABALHO INVESTIGA AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS SOBRE A RELAÇÃO ENTRE RAZÃO DE DEPENDÊNCIA E CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL. OS RESULTADOS MOSTRARAM QUE A RAZÃO DE DEPENDÊNCIA É NEGATIVAMENTE RELACIONADA COM O CRESCIMENTO ECONÔMICO, CONFIRMANDO DIVERSOS ESTUDOS EXISTENTES ACERCA DO TEMA. ADEMAIS, OS RESULTADOS INDICARAM TAMBÉM QUE O IMPACTO DA ESTRUTURA DEMOGRÁFICA É MUITO IMPORTANTE PARA EXPLICAR O CRESCIMENTO ECONÔMICO E PODE SER ATRIBUÍVEL, PRINCIPALMENTE, AO DECLÍNIO SUBSTANCIAL DA DEPENDÊNCIA DOS JOVENS E DOS IDOSOS. REFERÊNCIAS BARRO, R. J.; SALA-I-MARTIN, X. 1992. CONVERGENCE. JOURNAL OF POLITICAL ECONOMY, V.100, N. 2, P. 223-251. 1992. BLOOM, D. E.; CANNING, D. GLOBAL DEMOGRAPHIC CHANGE: DIMENSIONS AND ECONOMIC SIGNIFICANCE. NBER WORKING PAPER N. 10817. 2004. BLOOM, D. E.; WILLIAMSON, J. G. DEMOGRAPHIC TRANSITIONS AND ECONOMIC MIRACLES IN EMERGING ASIA. WORLD BANK ECONOMIC REVIEW, N. 12, V. 3, P. 419-456. 1998. BLOOM, D. E.; CANNING, D.; MALANEY, P. N. POPULATION DYNAMICS AND ECONOMIC GROWTH IN ASIA. POPULATION AND DEVELOPMENT REVIEW, V. 26, P. 257-290. 2000. BLOOM, D., CANNING, D. E SEVILLA, J. 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1500 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) O GOVERNO ESTADUAL E A PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO EM MINAS GERAIS Alexandre Queiroz Guimarães;Lauro Marques Vicari; Governo estadual, Aparato de fomento, Políticas de desenvolvimento, Desenvolvimento econômico, Minas Gerais O presente artigo dedica-se a analisar os desafios e as oportunidades para a construção de uma agenda de desenvolvimento econômico para o estado de Minas Gerais, à luz do papel de seu aparato de fomento e das capacidades do governo estadual. A discussão está centrada nos impasses da conjuntura atual, na qual Minas Gerais sofre com uma pauta produtiva pouco diversificada e altamente dependente de commodities, conformandose como grande importadora de máquinas, ferramentas e bens de capital. Objetiva-se, portanto, refletir sobre a forma de organização da ação governamental e a adoção de instrumentos capazes de priorizar a promoção do desenvolvimento, de forma a equacionar a questão fiscal, vencer gargalos em infraestrutura, desburocratizar a economia e avançar em políticas de C&T. Para isso, busca-se nas seguintes seções: realizar um resgate histórico do papel do governo de Minas Gerais na promoção da industrialização; abordar as redefinições do pacto federativo e seus impactos sobre os governos estaduais; enfocar iniciativas de outros governos estaduais na promoção do desenvolvimento; abordar a recuperação da capacidade de planejamento do governo de Minas Gerais a partir dos anos 2000 e as direções apontadas para o desenvolvimento econômico e analisar a estratégia de smart specialisation adotada pela União Europeia. ABRUCIO, F. Os barões da federação: os governadores e a redemocratização brasileira. São Paulo: Hucitec. Journal of Political Science, p. 406-433, 1998. 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1501 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) EFICIÊNCIA DO MICROCRÉDITO: UMA APLICAÇÃO DA DEA PARA OS ESTADOS BRASILEIROS Luciana Maria Costa Cordeiro;Maria Elizete Gonçalves;Gisele Martins Pereira; Microcrédito; Eficiência Social; Análise Envoltória de Dados, Minas Gerais. O Microcrédito é abordado nesse estudo por duas linhas de pensamento distintas; uma voltada ao alivio da pobreza e outra relacionada à oferta de crédito para pessoas de baixa renda. Considerando as posições dessas duas correntes o objetivo geral deste trabalho foi analisar a eficiência da oferta de Microcrédito em Minas Gerais, nos anos de 2013 e 2014 em comparação aos demais estados brasileiros, sobre três óticas distintas: amplitude, profundidade e amplitude/profundidade. Como metodologia, foi utilizada a técnica de Análise Envoltória de Dados-DEA. A análise dos escores de eficiência evidenciou a ênfase na dimensão amplitude/profundidade. ADAMS, D. W. y VON PISCHKE, J. D. 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1502 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) A OFERTA MUNICIPAL DE SERVIÇOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO ESTADO DE MINAS GERAIS: UMA ANÁLISE ENTRE OS ANOS DE 2007 E 2016 Sílvio Ferreira Júnior;Juliana Souki Diniz; Desigualdades en salud, salud pública. Políticas de salud pública Minas Gerais. A contribuição deste artigo consiste não somente na proposição de um indicador multivariado da oferta municipal em serviços de saúde da atenção primária, como também de propor a avaliação do comportamento temporal da oferta, no sentido de avaliar em que medida sua dinâmica apresenta-se coerente ao princípio da equidade. Dentre os resultados do estudo, ficou evidenciado que a oferta municipal no estado de Minas Gerais tem crescido de forma desigual, porém a favor daqueles municípios que, historicamente, apresentam os maiores índices de necessidades em saúde do estado. Nesse sentido, é possível afirmar que as desigualdades percebidas a favor daqueles municípios têm refletido processo gradual de redução do quadro histórico de iniquidades geográficas nesse nível de atenção à saúde. Todavia, os resultados mostram que os municípios com maiores índices de oferta têm crescido a taxas menores, o que leva a concluir que a dinâmica temporal da oferta no estado de Minas Gerais tem seguido um processo de convergência, de maneira que essas desigualdades tendem a se reduzir ao longo do tempo. ANDRADE, M. V.; NORONHA, K. V. M. S.; MORO, S.; MACHADO, E. N. M; F. B. C. T. P. FORTES. Metodologia de alocação equitativa de recursos: uma proposta para Minas Gerais. Belo Horizonte: MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde, 2004. BARRO, R.; SALA-I-MARTIN, X. Convergence. Journal of Political Economy. vol. 100, n. 2, 1992. p. 223-251. BRASIL. Ministério da saúde. Gestão plena com responsabilidade pela saúde do cidadão. 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1503 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) A EMPRESA AMIGA DA SOCIEDADE: ADOÇÃO DE ESTRATÉGIAS E PRÁTICAS GERENCIAIS LEGITIMADORAS SOB A ÓTICA DA TEORIA INSTITUCIONAL Edgard Gonçalves da Costa;Antônio Artur de Souza; Isomorfismo, Responsabilidade Social, Estratégias Gerenciais As organizações sendo entidades culturais, inserem-se num contexto maior que constitui seu ambiente externo, composto pelos diversos stakeholders. As entidades não agem de forma isolada, logo, suas estratégicas são pautadas pelo contexto concorrencial em que se inserem. As ações gerenciais são impostas de fora para dentro da organização, num processo de imitação que é conhecido pela literatura como isomorfismo (mimético, coercitivo e normativo). Constatou-se que as práticas socioambientais adotadas para que as organizações pareçam socialmente responsáveis e amigas da sociedade muitas vezes não passam de atendimentos a determinações impostas pelo Estado Brasileiro ou pela concorrência. Para realização deste trabalho, foi feita exploração teórica do tema, constituindo-se numa revisão bibliográfica, de cunho descritivo e explicativo, partindo de uma abordagem qualitativa. ABDALA, Paulo Ricardo Zilio; GUZZO Renata Fernandes; SANTOS, Suziane de Alcantara. Propaganda verde ou fachada verde? Uma análise do nível de greenwash nos anúncios com apelos ecológicos no Brasil. 2010? Disponível em: http://engema.org.br/upload/pdf/edicoesanteriores/XII/300.pdf. Acesso em: 13 out. 2018. AFONSO, Ana Carolina Baptista. O consumidor verde: perfil de comportamento de compra. 2010. 182 f. Dissertação (Mestrado em Marketing) - Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, 2010. Disponível em: https://www.repository.utl.pt/bitstream/ 5/1758/1/Tese_Ana%20Carolina%20Baptista%20Afonso.pdf. Acesso em: 25 dez. 2018. BARROS, Raissa Barreto. Marketing social aplicado às ongs. 2013. 72 f. Projeto Final (Publicidade e Propaganda). 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1504 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) A POPULAÇÃO BRASILEIRA EM 1850: UMA ESTIMATIVA BRAZILIAN POPULATION IN 1850: AN ESTIMATE Tarcísio Rodrigues Botelho; População, Tráfico de escravos, Brasil, Século XIX Os estudos sobre o conjunto da população brasileira no século XIX ressentem-se da falta de dados mais precisos para meados do século. Existem bons conjuntos de dados disponíveis até a década de 1830, mas após esse momento apenas contamos com estimativas grosseiras de população, antes do primeiro censo nacional de 1872. Dispor de dados mais acurados para os anos 1850 seria bastante relevante porque esse é o momento em que se encerra o tráfico de transatlântico de africanos escravizados, talvez o principal contribuinte para formar a população brasileira. Nesse artigo, apresento uma estimativa da população para o ano de 1850, quanto efetivamente a entrada de africanos torna-se reduzido. Ela baseia-se em estatísticas parciais das diversas províncias brasileiras, de diferentes datas e de qualidade variável. A partir de uma crítica das fontes disponíveis e da interpolação ou extrapolação desses dados, apresento uma estimativa mais confiável para o ano de 1850 do que seria a população brasileira segundo as províncias e dividida por sexo e condição social. ANÔNIMO. Memoria estatistica do Império do Brasil, oferecida ao Marquez de Caravelas. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro. Tomo LVIII, Parte I, p. 91-99, 1º e 2º Trimestres 1895. BAHIA, Falla que recitou o presidente da provincia da Bahia, o dezembargador João José de Moura Magalhães, n’abertura da Assembléa Legislativa da mesma provincia em 25 de março de 1848. Bahia: Typographia de João Alves Portella, BALHANA, Altiva Pilatti. A população. In: SILVA, Maria Beatriz Nizza da (ed.). O império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Editorial Estampa, 1986. p. 19-62. 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Niterói: Typographia de Amaral & Irmão, 1852. RIO DE JANEIRO. Relatorio do vice-presidente, o ex.mo barão do Rio Bonito, na abertura da primeira sessão da decima legislatura da Assembléa Legislativa Provincial no dia 1.o de agosto de 1854, acompanhado do orçamento da receita e despeza para o anno de 1855. Rio de Janeiro: Typ. Universal de Laemmert, RIO GRANDE DO NORTE. Relatório apresentado á Assembléa Legislativa do Rio Grande do Norte na Sessão Ordinaria do Anno de 1862 pelo Presidente da Provincia o Comendador Pedro Leão Veloso. Maceió: Typographia do Diario do Comércio, 1862. RIO GRANDE DO SUL. Relatorio apresentado a Assembléa Provincial de S. Pedro do Rio Grande do Sul na 2.a sessão da 8.a legislatura pelo conselheiro Joaquim Antão Fernandes Leão. Porto Alegre: Typographia do Correio do Sul, 1859. RIO GRANDE DO SUL. Relatorio do presidente da provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul, o conselheiro José Antonio Pimenta Bueno, na abertura da Assembléa Legislativa Provincial no. 1.o de outubro de 1850; acompanhado do orçamento da receita e despeza para o anno de 1851. Porto Alegre: Typ. De F. Ponatelli, 1850. RIO GRANDE DO SUL. Relatorio do vice-presidente da provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul, o commendador Patricio Correa da Camara, na abertura da Assembléa Legislativa Provincial em 11 de outubro de 1857. Porto Alegre: Typographia do Mercantil, 1857. RODRIGUES, Félix Contreiras. Traços da economia social e política do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Ariel, 1935. SALLES, Ricardo. E o Vale era o escravo: Vassouras, século XIX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. SERGIPE. Relatorio apresentado á Assembléa Legislativa Provincial de Sergipe. na abertura de sua sessão ordinaria no dia 8 de março de 1852 pelo exm. snr. presidente da provincia, dr. José Antonio de Oliveira Silva. Sergipe: Typographia Provincial, 1852 SILVA, Joaquim Norberto de Souza e, Investigação sobre os recenseamentos da população geral do Império e de cada província de per si tentados desde os tempos coloniais até hoje, São Paulo: IPE/USP, 1986 (ed. fac-similar; 1ª ed.: . TOMICH, Dale. Pelo prisma da escravidão: trabalho, capital e economia mundial. São Paulo: Edusp, 2011.
1506 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) O QUE É O ECONÔMICO? A PERSPECTIVA PLURAL DA ECONOMIA SOLIDÁRIA E DA ECONOMIA FEMINISTA Luciene Rodrigues; economia solidária; mudança social; economia feminista. A definição do campo “econômico” comporta uma dimensão formal e outra substantiva, esta última quase sempre esquecida pelo mainstream econômico. A noção dominante de economia considera apenas a dimensão formal, reconhece como atividade econômica somente a produção de bens e serviços com valor de troca. Polanyi oferece elementos para recuperar a dimensão substantiva, mostrando a pluralidade do comportamento econômico e que a finalidade última da atividade econômica é a satisfação das necessidades. Neste sentido, a presente comunicação procura discutir o processo de autonomização da esfera econômica assimilada ao mercado e apresenta algumas ferramentas analíticas para a desconstrução do conceito dominante a partir da noção de Economia Solidária. Mostra-se como o conceito de Economia Solidária recupera a dimensão substantiva e aponta, ainda, para a proximidade entre o conceito de economia solidária e a abordagem feminista da economia. BENERIA, L. A mujer y el género em la economia: Um panorama general. In: VILOTA, P. (ed). Economia y gênero. Macroeconomia, política fiscal y liberalizacíon. Análisis de su impacto sobre las mujeres. Barcelona: Icaria Editorial, 2003. p. 23-74. CAILLÉ, Alain. “Nem holismo, nem individualismo metodológicos: Marcel Mauss e o paradigma da dádiva”. Revista Brasileira de Ciências sociais, 13 (38): 5-38, São Paulo, 1998. CATTANI, A. D; LAVILLE, J.L; GAIGER,L.I; HESPANHA, P. Dicionário Internacional Outra Economia. Coimbra: Ed. Almedina, 2009. CRUZ, A. A diferença da igualdade: a dinâmica da economia solidária em quatro cidades do Mercosul. Tese de doutorado em economia aplicada. Campinas: Instituto de Economia/Unicamp, 2006. ELSON, D.; CAGATAY,N. The social content of macoroeconomic policies, World Development, v.28.n.7, pp.1347-1364, 2000. GODBOUT, T. Jacques. “Le don, la dette et l’identité”. Paris: La Découverte, LAVILLE, J. L. L’économie Solidaire. Une perspective internationale. Paris, LECHAT, N. M. P. As raízes históricas da economia solidária e seu aparecimento no Brasil. Leituras cotidianas nº 152, 2002. MANKIW, N. G. Introdução À Economia - Tradução da 6. ed. Norte-americana. Cengage learning Ed, 2014. POLANYI, K. A grande transformação: as origens de nosso época; tradução de Fanny Wrabel. - 2. ed.- Ria de Janeiro: Compus, 2000. SABOURIN, E. Marcel Mauss: da dádiva à questão da reciprocidade. Rev. Bras. Ci. Soc. vol.23 no.66 São Paulo, 2008. SIMMEL, Georg. “O Dinheiro na Cultura Moderna” In: Psicologia do Dinheiro e outros ensaios. Trad. de Artur Morão. Lisboa: Texto & Grafia, 2009, p. -61. TEMPLE, Dominique. “Les structures élémentaires de la réciprocité”. Revue du Mauss, 12: 234-242, Paris, 1998.
1507 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) DESIGUALDADES NA INFRAESTRUTURA ESCOLAR E QUALIDADE NO ENSINO FUNDAMENTAL DAS MESORREGIÕES DE MINAS GERAIS Maria Elizete Gonçalves;Marília Borborema Rodrigues Cerqueira;Daniel Brito Alves;Karine Rodrigues Araújo; Desigualdades Educacionais; Qualidade do Ensino; Minas Gerais. Ao se discutir a educação vem à tona diversas abordagens, entre elas, a que discorre sobre as desigualdades educacionais e sobre a qualidade do ensino. Este estudo busca relacionar uma das dimensões das desigualdades - a dimensão de tratamento (aqui medida pela infraestrutura escolar) - à qualidade do ensino nas escolas de ensino fundamental do Estado de Minas Gerais. Para a classificação das escolas segundo a infraestrutura existente, foram utilizados o modelo logístico de dois parâmetros e a Teoria da Resposta ao Item (TRI). Na análise de correlação, foram utilizados os indicadores de infraestrutura construídos e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Entre os principais resultados, foram evidenciadas desigualdades na distribuição da infraestrutura no sistema educacional do Estado (ensino fundamental), de forma que os alunos residentes em regiões menos desenvolvidas, e portanto, mais pobres, estão nas escolas com piores níveis de infraestrutura. Explicitase a necessidade de implementação de políticas públicas objetivando a promoção de melhores condições de oferta do ensino focalizadas, sobretudo, nas mesorregiões menos desenvolvidas de Minas Gerais. ALEXANDRINO, L.L.G. Determinantes do desempenho escolar do município de Sobral. 2017. 31f. - Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Ceará, Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade, Programa de Pós-graduação em Economia, Mestrado Profissional em Economia, Fortaleza (CE), 2017. CRAHAY, M. Poderá a escola ser justa e eficaz? Da igualdade das oportunidades às igualdades dos conhecimentos. Lisboa, Instituto Piaget, 2000. DOURADO, L. F. (org.); OLIVEIRA, J. F. de; SANTOS, C. de A. A qualidade da educação: conceitos e definições. Brasília: INEP/MEC (Série “Textos para discussão”, nº 24), 2007. GADOTTI, M. Qualidade na educação: uma nova abordagem. Congresso de Educação Básica: Qualidade na Aprendizagem. Anais... Florianópolis, COEB GARCIA, A. V.; HILLESHEIM, J. Pobreza e desigualdades educacionais: uma GONÇALVES, M. E.; CERQUEIRA, M. B. R.; ALVES, D. B.; ARAÚJO, K. R. Desigualdades... Economia e Políticas Públicas, v. 7, n. 1/2019 análise com base nos Planos Nacionais de Educação e nos Planos Plurianuais Federais. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 2, p. 131-147, set. 2017 GONÇALVES, M. E. Análise de sobrevivência e modelos hierárquicos logísticos longitudinais: uma aplicação à análise da trajetória escolar (4ª. a 8ª. série – ensino fundamental). 2008. 218 f. Tese (Doutorado em Demografia) – Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. JUNIOR, W.S.S. A desigualdade de renda e sua relação com a distribuição educacional no Brasil. Revista Orbis Latina, vol.3, nº1, janeiro-dezembro de 2013. ISSN 2237-6976. MACHADO, D.C.O. Análise de fatores associados ao desempenho escolar de alunos do quinto ano do ensino fundamental com base na construção de indicadores. Dissertação (mestrado profissional) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Métodos e Gestão em Avaliação, Florianópolis, 2014. MEC, 2009. Documento Referência: Conferência Nacional de Educação. Brasília: MEC. MOREIRA, K.S.G. Determinantes do desempenho escolar no Rio Grande do Sul: uma análise a partir de modelos hierárquicos. 2013. 106f. Dissertação (Mestrado em Economia do Desenvolvimento) - Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013. NERI, M.; MOURA, R.; CORREA, M. Infraestrutura e avanços educacionais. Fundação Getúlio Vargas. Disponível em: http://www.cps.fgv.br/cps/simulador/Site_CPS_Educacao/WB_relatoriofinal.pdf >. Acesso em: 11 set. 2016. NETO, J. J. S.; JESUS, G. R; KARINO, C. A.; ANDRADE, D. F. Uma escala para medir a infraestrutura escolar. Estudos em Avaliação Educacional, v. 24, n. , p. 78-99, 2013. OLIVEIRA, R.P.; ARAUJO, G. Qualidade do ensino: uma nova dimensão da luta pelo direito à educação. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 28, p. 5-23, 2005. OLIVEIRA et. al. Análise das desigualdades intraescolares no Brasil. Estudos e Pesquisas Educacionais. São Paulo, out. 2013. REUNIÃO da Sociedade Civil, 2004. A educação pública da América Latina no centro da roda. Brasília, 8 e 9 de Novembro de 2004, mimeo. SOARES, S.; SÁTYRO, N. O impacto de infraestrutura escolar na taxa de distorção idade-série das escolas brasileiras de ensino fundamental: 1998 a 2005. 2008. THOMAZINHO, G.C.S. Direito à educação para populações vulneráveis: desigualdades educacionais e o Programa Bolsa Família. 2017. Dissertação (Mestre em Educação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. VERNIER, L.D.S., BAGOLIN, I.P., JACINTO, P.A. Fatores que Influenciam o Desempenho Escolar no Estado do Rio Grande do Sul: uma Análise com Regressões Quantílicas. Análise Econômica, Porto Alegre, ano 33, n. 64, p. -170, set. 2015.
1508 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) A REGIONALIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DE MINAS GERAIS E A ESTRATÉGIA LOGÍSTICA DE DESCENTRALIZAÇÃO DA AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS BÁSICOS PARA O SUS Revista Economia e Políticas Públicas;Cristian Correna Carlo; assistência farmacêutica, SUS, descentralização, logística, política pública. : Após 20 anos, desde as primeiras ações descentralizadoras da assistência farmacêutica em Minas Gerais, os municípios mineiros terão autonomia administrativa para gerir os recursos do SUS na aquisição de medicamentos básicos. Em 2017 estendeu-se aos governos locais a autonomia de gestão destes recursos segundo a estratégia de Regionalização, sendo substituído o modelo de gestão centralizado no estado. Foi movido por este contexto de reconfiguração institucional que se buscou com este artigo avaliar o processo de Regionalização sob a ótica da gestão logística, identificando possíveis avanços e/ou desafios do modelo descentralizado, na busca de maior efetividade para a política pública de assistência farmacêutica do estado. A pesquisa fundamentou-se em levantamento bibliográfico, entrevistas e consultas escritas a servidores-chave da administração pública mineira. Os resultados indicam possíveis ganhos de eficiência pela redução do preço de compra dos medicamentos e pela redução considerável do custo logístico. Porém, evidenciam também desafios significativos quanto à capacidade de gestão dos governos locais e à integração entre as esferas estadual e municipal na perspectiva de instituir-se, no novo modelo, um estado mais gestor que operador do sistema. COSENDEY, Marly A. E. et al. Assistência farmacêutica na atenção básica de saúde: a experiência de três estados brasileiros. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 16(1), p. 171 a 182, jan./mar., 2000. FIOCRUZ. Atas de Registro de Preços. Site Oficial, 2017. Disponível em: http:/ /portal.fiocruz.br/pt-br/content/atas-de-registro-de-preços. Acesso em: 03 mar.2017. MARQUESINI, Ana Maria B. G.; CARMO, Gerson T. Análise sistêmicoinstitucional da Central de Medicamentos - Ceme. Revista de Administração Pública – RAP, Rio de Janeiro, v. 14(1), p. 127 a 178, jan./mar., 1980. MINAS GERAIS. Deliberação CIB-SUS MG Nº 2.064, de 24 de Fevereiro de a. MINAS GERAIS. Deliberação CIB-SUS MG Nº 2 164, de 19 de Agosto de 2015b. MINAS GERAIS. Programa Farmácia de Todos – Programa de Assistência Farmacêutica. Secretaria de Saúde. Belo Horizonte: 2016. MINAS GERAIS. Rede Farmácia de Minas. Plano Estadual de Estruturação da Rede de Assistência Farmacêutica. Secretaria da Saúde. Belo Horizonte: 2008. MINAS GERAIS. Rede Farmácia de Minas. Uma Estratégia para Ampliação do Acesso e Uso Racional de Medicamentos no SUS. Belo Horizonte: 2009. MINAS GERAIS. Relatório Final de Auditoria – Assistência Farmacêutica: Programa Farmácia de Minas. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG). Belo Horizonte: 2013. TRIPALLI, Juarez P.; FERNANDES, Elton; MACHADO, Waltair V. Gestão da cadeia de suprimento no setor público: uma alternativa para o controle de gastos correntes no Brasil. Rev. Adm. Pública – RAP, Rio de Janeiro, v. 45(2), p. 401 a 433, mar./abr. 2011. VAZ, Carlos J; LOTTA, Gabriela S. A contribuição da logística integrada às decisões de gestão das políticas públicas no Brasil. Rev. Adm. Pública – RAP. Rio de Janeiro, v.45(1), p.107 a 139, jan./fev. 2011.
1509 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) MUDANÇA DE PARADIGMA NA GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA BRASILEIRA A EXPERIÊNCIA DE MINAS GERAIS Cleuber Vieira dos Santos da Silva; Desenvolvimento, Energia Solar, Inovação, Regulação, Investimento. Este trabalho objetiva compreender a expansão da energi a fotovoltaica no Brasil e em Minas Gerais, partindo da compreensão de quatro drives importantes para o desenvolvimento econômico, bem como para a construção da matriz energética que são: as condições inicias, isto é, o ponto de partida para alterar a matriz energética; segundo, a inovação tecnológica que não é somente os novas tecnologias, mas também as inovações gerencias que permitam a construção de novas fontes energéticas; o terceiro são os marcos regulatórios que dão segurança jurídica para novos empreendimentos e por fim, o quarto drive que são os investimentos para que sejam implantação da potência instalada fotovoltaica. A metodologia pressupõe uma bibliografia teórica e normativa pertinente, a consulta e registro dos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, com a finalidade de verificar o desempenho da legislação e dos investimentos na fonte energética solar fotovoltaica. Basicamente há dois documentos que regulamentam a geração de energia no Brasil (a Resolução Normativa da ANEEL nº 482/2012 e Revisão da 482 em 2015, pela 687) e os dois que norteiam a geração em Minas Gerais (a Lei 20.824/31/07/2013 e a Lei 22.866/9/2018). Foram estes documentos que possibilitaram a expansão da potência instalada, em energia fotovoltaica no Brasil e em Minas Gerais, realizando em Dezembro de 2018, a meta para ser alcançada em Dezembro de 2019, conforme dados da ANEEL. Os resultados são robustos para o Brasil e Minas Gerais, sendo que em Minas, os resultados são mais destacados, devido a regulação que fora construída pelo estado de Minas Gerais que estimulou a implantação desta fonte energética e, pelo estado ter abundância solar, conforme o seu mapa solarimétrico. Por isso que Minas Gerais contribui com 21,8% de energia solar fotovoltaica na matriz energética nacional; o Rio Grande do Sul contribui com 15,7%, São Paulo com 12,2%; o Paraná com 6,1%; Santa Catarina com 5,4% e o Rio de Janeiro com 4,2% em 2018. A conclusão é que Minas Gerais em relação ao Brasil, no que se refere a fonte energética solar fotovoltaica, se destaca, a partir de 2012, devido as suas condições iniciais, a sua regulação atualizada e a implantação de plantas solares, tornando o estado de Minas, a frente em termos de potência instalada, comtemplado todos os elementos da teoria que suporta este trabalho: o 4 drives do desenvolvimento, elencados por Fatás e Mihov. ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica. Geração Distribuída. Unidades Consumidoras com Geração Distribuída. Disponível em: http:// www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp. ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica. Nota Técnica no 0056/2017- SRD/ANEEL. Brasília, 2017. ATLAS SOLARIMÉTRICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, CEMIG. CASTRO, Nilvade et al. A Ruptura do paradigma tecnológico e os desafios regulatórios do Setor Elétrico. Brasília: ANEEL. Revista de P&D. 7. ed. , 2017, p. 10-12. ISBN 1981- 9803. COSTA, Ana Thereza Carvalho et al. Análise dos determinantes da matriz elétrica brasileira. X Congresso Brasileiro de Planejamento energético. Gramado – RS, 2016. FATÁS, A.; MIHOV I. The 4 I’s of Economic Growth. INSEAD, 2009. SIFFERT, N. F. et al. O papel do BNDES na expansão do setor elétrico nacional e o mecanismo de project finance. Rio de Janeiro: BNDES Setorial, n 29, 2009, p. 3-36. TOMASQUIM, Maurício. Matriz Energética Brasileira: uma perspectiva. 2012.
1510 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) USOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL POR AGENTES POLÍTICOS: REVISITANDO A LITERATURA João Paulo de Brito Nascimento;Fernanda Filgueiras Sauerbronn;Carla Leila Oliveira Campos;Denise Carneiro dos Reis Bernardo; Informação contábil; agentes políticos; política; revisão de literatura. Considerando os usos da informação contábil por agentes políticos, este trabalho tem o objetivo de apresentar uma revisão de literatura sobre o tema. Para tanto, realizamos um levantamento no Portal de Periódicos CAPES, utilizando palavras-chave relacionadas ao assunto. A partir dessa pesquisa, encontramos 29 (vinte e nove) artigos em periódicos internacionais que abordavam a temática. Os trabalhos investigaram os usos das informações contábeis em governos centrais e locais em países europeus, estadunidenses e asiáticos, não sendo encontrado nenhum artigo no âmbito brasileiro. Uma vez que as reformas contábeis que se iniciaram nos anos 2000 com as práticas gerencias da New Public Management (NPM) demandam que o setor público adote esse tipo de informação como forma deaccountability e governança, apontamos para a necessidade de definição de uma agenda de pesquisa sobre o tema no cenário nacional. E, devido à complexidade dos fenômenos políticos, entendemos que mix methods são os mais recomendados para a abordagem dessas pesquisas, bem como métodos advindos das teorias da linguagem e do discurso. ASKIM, J. How do politicians use performance information? An analysis of the Norwegian local government experience. International Review of Administrative Sciences, v. 73, n. 3, p. 453–472, 2007. BOURDEAUX, C. Integrating performance information into legislative budget processes. Public Performance & Management Review, v. 31, n. 4, p. 547– , 2008. BRUN, M. E.; SIEGEL, J. P. What does appropriate performance reporting for political decision makers require? International Journal of Productivity and Performance Management, v. 55, n. 6, p. 480-497, 2006. BURCHELL, S. et al. The roles of accounting in Organizations and society. Accounting, Organizations and Society, v. 5, n. 1, p. 5-21, 1980. BUYLEN, B; CHRISTIAENS, J. Talking numbers? Analyzing the presence of financial information in councilors’ speech during the budget debate in Flemish municipal councils. International Public Management Journal, v. , n. 4, p. 453-475, 2016. CARUANA, J.; FARRUGIA, B. The use and non-use of the government financial report by Maltese Members of Parliament. Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 31, n. 4, p. 1124-1144, 2018. DING, S.; GRAHAM, C.Accounting and the reduction of state-owned stock in China. Critical Perspectives on Accounting, v. 18, p. 559-580, 2007. EZZAMEL, M. et al. Conflict and rationality: accounting in Northern Ireland’s devolved assembly. Financial Accountability & Management, v. 21, n. 1, p. -55, 2005. EZZAMEL, M. et al. Experiencing institutionalization: the development of new budgets in the UK devolved bodies. Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 20, n. 1, p. 11-40, 2007. EZZAMEL, M.et al. Reforming central government: An evaluation of an accounting innovation. Critical Perspective on Accounting, v. 25, p. 409-422, FLURY, R.; SCHEDLER, K. Political versus managerial use of cost and performance accounting. Public Money & Management, v. 26, n. 4, p. 229- , 2006. FOGARTY, T. J.; DIRSMITH, M. W. Saving Chrysler: the use and non-use of accounting information by the US Congress. Accounting History, v. 10, n. 3, p. 89-115, 2005. GIACOMINI, D.; SICILIA, M.; STECCOLINI, I. Contextualizing politicians’ uses of accounting information: reassurance and ammunition. Public Money & Management, v. 36, p. 7, p. 483-490, 2016. GROSSI, G.; REICHARD, C.; RUGGIERO, P. Appropriateness and use of performance information in the budgeting process: some experiences from German and Italian municipalities. Public Performance & Management Review, v. 39, p. 581-606, 2016. GUARINI, Enrico. The day after: newly-elected politicians and the use of accounting information, Public Money & Management, v. 36, n. 7, p. 499- , 2016. HO, A. T.-K. Accounting for the value of performance measurement from the perspective of Midwestern mayors. Journal of Public Administration Research and Theory, v. 16, p. 217-237, 2006. HO, A. T.-K. PBB in American Local Governments: It’s More than a Management Tool.’ Public Administration Review, v. 71, n. 3: 391–401, 2011. JOHNSON, C.; TALBOT, C. The UK Parliament and performance: challenging or challenged? International Review of Administrative Sciences, v. 73, n. 1, , p.113-131. JORGE, S. M.; JESUS, M. A. J.; NOGUEIRA, S. P. S. Do politicians at central level use accounting information? Some evidence from the Portuguese case. Revista AECA, v. 115, p. 35-39, 2016a. JORGE, S. M.; JESUS, M. A. J.; NOGUEIRA, S. P. S. 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1512 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) HÁ ALGUMA LUZ NO FIM DO TÚNEL? UM BREVE BALANÇO DA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2019 E PERSPECTIVAS PARA 2020 Luís Antonio Paulino; Brasil, Crescimento econômico, PIB, 2020 Depois de um resultado frustrante em 2019, há um certo consenso entre os analistas econômicos de que, em 2020, a economia brasileira deverá crescer entre 2 e 2,5%. O governo aposta que os juros baixos, os investimentos privados e a retomada do consumo, aliados à agenda de reformas em curso, farão a economia brasileira retomar uma trajetória de crescimento sustentado e não apenas uma retomada cíclica, de folego curto. Este artigo aponta os riscos que podem levar a que essas expectativas otimistas possam ser novamente frustradas. BARBOSA, R. O Canal do crédito. Valor, 17/12/2019 CAFARDO, P. Sobre o erro de Churchill e os soluços heterodoxos, Valor, 08/ /2020. CONCEIÇÃO, A. 27% dos novos empregos são intermitentes. Valor, 09/12/ 2019 CUCOLO, E.; GARCIA, D. Investimento cresce no 3º trimestre, mas não recupera participação no PIB. Folha de S. Paulo, 03/12/2019 FURLAN, F. Crédito às famílias acelera e preocupa economistas. Valor, 11/ /2019 LINO, G. L.; CARRASCO, L. Paulo Guedes e a economia da miséria. Solidariedade Ibero-americana, 1ª quinzena de novembro de 2019. MARTINS, A. Crescimento cíclico volta á cena nos próximos 2 anos. Valor, /01/2020 MENDES, L. H. China impulsiona embarque recorde de frigoríficos. Valor, /12/2019 MESQUITA, M. Perspectivas da economia mundial. Valor, 05/12/2019 MOREIRA, A. Comércio mundial deve continuar em queda, diz Azevedo. Valor, 16/12/2019 MOREIRA, T. de D. Restrição Externa à vista. Valor, 04/12/2019 NEWMANN, D. Empobrecimento tecnológico da indústria dificulta retomada. Valor, 01/11/2019 SAFATLE, C. Expectativa muda e governo prevê alta de até 3% para o PIB. Valor, 09/01/2020 SOBREIRA, R. O que esperar do consumo das famílias e do PIB em 2020. Valor, 10/12/2019 Valor (editorial). Piora nas contas externas ajuda a depreciar o real, Valor, /11/2019
1513 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) ESTADO, NEOLIBERALISMO E CRISE: TRANSFORMAÇÕES NA ARGENTINA DURANTE A DÉCADA DE 1990 Luiz Eduardo Simões de Souza;Laryssa Costa Silva; Argentina; neoliberalismo; desenvolvimentismo; política econômica; América Latina No intento de se analisar a relação entre o Estado e o Capital, na Argentina, no contexto da ideologia neoliberal, vigente, principalmente, nos países latino-americanos no período pós-1970. Busca-se, através deste, apresentar um contraponto entre a aplicação dessa agenda de política econômica com algumas características das experiências desenvolvimentistas, ocorridas no período pós-1929 e nos desdobramentos políticos do país, os quais viram a imposição dessas políticas neoliberais iniciadas sob a Ditadura Militar (1976 - 1982) e impulsionadas na implementação da agenda neoliberal da década de 1990. ANDERSON, P. In SADER, E .; GENTILI, P. (orgs.) Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p. -23. BIELSCHOWSKY, R. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1988. BONELLI, M. Un pais em deuda: la Argentina y su imposible relación con el FMI. Buenos Aires, Planeta, 2004. BRESSER-PEREIRA, L. C. Desenvolvimento e crise no Brasil: 1930-1967. Rio de Janeiro: Zahar Ediores, 1968. CANO, W. Soberania e política econômica na América Latina. São Paulo, Editora UNESP, 2000. FERRER, A. La economia argentina: desde sus orígenes hasta princípios del siglo XXI. Buenos Aires, Fondo de Cultura Económica de Argetina, 4ª . ed, (1963). FURTADO, Celso. Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961. GARRETÓN, Manuel Antonio et al. América latina no século XXI: em direção a uma nova matriz sociopolítica. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. HERRLEIN Jr., R. Um roteiro para investigar o estado desenvolvimentista na história. 2012. IANNI, Octávio. Imperialismo na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1988. NETTO, J. P. Crise do socialismo e ofensiva neoliberal. São Paulo, Cortez, 2ª Ed, 1995. ROMERO, L. A. A memória, o historiador e o cidadão. A memória do Proceso argentino e os problemas da democracia. Topoi (Rio J.) [online]. 2007, vol.8, n.15, p.9-32. SODRÉ, N.W. A Farsa do Neoliberalismo. Rio de Janeiro: Graphia, 1995. SOUZA, Luiz Eduardo Simões de. A arquitetura de uma crise: História e Política Econômica na Argentina, 1989-2002. São Paulo: Novas Edições Acadêmicas, 2015.
1514 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) RELAÇÃO ENTRE A TAXA EFETIVA DE IMPOSTO E OS INDICADORES DE RENTABILIDADE DAS EMPRESAS BRASILEIRAS: UMA ANÁLISE DE DADOS EM PAINEL PARA O PERÍODO DE 2007-2018 Wagner de Paulo Santiago;Geraldo Alemandro Leite Filho;Raiane Benevides Ferreira;Paulo Ricardo da Cruz Prates; Taxa Efetiva de Imposto, Indicadores de Rentabilidade, Dados em Painel. O estudo buscou verificar a relação entre os indicadores de rentabilidade (ROE e ROIC) e a a Taxa de Imposto Efetiva (ETR) das empresas brasileiras de capital aberto cadastradas na B3. A metodologia emprega foi a de dados em Painel com efeitos fixos clusterizados para o período de 2007-2018. Os principais resultados obtidos evidenciaram que o ROE e o tamanho possuiram relação negativa com a ETR. Por outro lado, o ROIC, Alavancagem Financeira e Endividamento apresentaram uma relação positiva com a ETR, ou seja, um aumento nestas variáveis também aumenta a ETR. Os resultados obtidos através do modelo adotado sugeriram que os indicadores de rentabilidade e de alavancagem têm sobre a ETR, considerado as diferenças temporais e espaciais, medida por meio do método de dados em painel curto fortemente balanceado com efeitos fixos clusterizados. ASSAF NETO, A. Curso de Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 2010. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL DE 1966. (2018). Brasília. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5172.htm. Acesso em: 10 out. DAL MAGRO, C. B.; DEGENHART, L.; KLANN, R. C. (2016, Jan-Mar). Taxa de imposto efetiva incidente sobre a renda e o gerenciamento tributário com a adoção das normas full ifrs. RIC - Revista de Informação Contábil - Vol. 10, n , p. 29-43. FERNÁNDEZ-RODRÍGUEZ, E.; MARTÍNEZ-ARIAS, A. (2014, dezembro 05). Determinants of the Effective Tax Rate in the BRIC Countries. Emerging Markets Finance and Trade, l(50), 214-228. GITMAN, L. J. (2004). Princípios de administração financeira (10a Ed). 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1515 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO DE MONTES CLAROS –MG Carlos Alexandre de Bortolo;Vivânia Pereira Domingues de Santana; Espaço urbano; Áreas verdes; Coexistência; Qualidade de vida; Montes Claros. O presente artigo tem por objetivo propor reflexões e avaliações das práticas sobre o planejamento das áreas verdes no espaço urbano de Montes Claros. Serão abordados as características físicas e os aspectos históricos da cidade, bem como a importância das áreas verdes na qualidade de vida da população reforçando os valores de coexistência sustentável na relação cidade e natureza. Utiliza-se uma revisão de ideias conceituais que definem e classificam as principais funções das áreas verdes públicas. As diferentes concepções e perfis caracterizam esses espaços representados hoje, pelos parques, praças, jardins e arborização de acompanhamento viário. A reavaliação dessas áreas evidencia a necessária adoção de uma estrutura verde local e, atitudes que possibilitam implantar, recuperar, preservar a fauna e a flora, tornando a vida urbana mais bonita, mais natural e mais saudável na promoção da saúde pública. BRASIL. Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Legislativo, Brasília, DF, 11 jul. 2001. Seção 1, p. 1. BRASIL. Lei nº 3.754, de 15 de junho de 2007. Dispõe sobre a política municipal de proteção, preservação, conservação, controle e recuperação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida no município de montes claros, seus fins, mecanismos de regulação, e dá outras providências. ed. p. 1-28. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2017. CEMIG. Companhia Energética de Minas Gerais. Manual de Arborização. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2017. CUNHA, L. H.; COELHO, M. C. N. Política e Gestão Ambiental. In: CUNHA, S. B. da; GUERRA, A. J. T. (org). 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M.; GONZALEZ, L. R.; SILVA, D. F. F. Recursos naturais de conforto térmico: um enfoque urbano. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, Curitiba, v. 6, n. 4, p. 35-50, jul./set. 2011. TOLEDO, F. S.; SANTOS, D. G. Espaços Livres de Construção. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, Curitiba, v. 3, n. 1, p. 73-91, jan./abr. 2008.
1516 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) A PARTICIPAÇÃO NO TERRITÓRIO E AS IMPLICAÇÕES PARA A CONDIÇÃO SOCIAL DE UM MUNICÍPIO: UMA ANÁLISE EMPÍRICA PARA O ESTADO DE GOIÁS (2010) Karine Aparecida Obalhe da Silva Piorski;César Ricardo Leite Piorski;Dinny Kelly Borges; Desenvolvimento Territorial; Políticas Públicas; Territórios Goianos; Municípios Componentes; Condições Socioeconômicas. O presente trabalho tem como objetivo, analisar empiricamente, a política de desenvolvimento territorial em Goiás, de modo a identificar a relação entre a participação de um município em território rural goiano e a melhora de seus indicadores sociais relevantes. Para tanto, estimou-se um modelo de regressão linear com variáveis instrumentais. No Brasil, o enfrentamento da pobreza rural ocorre por meio da política de desenvolvimento territorial. E neste sentido, arranjos sócioprodutivos territoriais, economicamente deprimidos, foram induzidos por políticas públicas pautadas em ações top down e botton-up para o desenvolvimento. Passados mais de 10 anos de muitas estratégias de políticas adotadas, das quais sobressaem os Territórios da Cidadania, a literatura teórico-empírica se encontra no estado de discussão das potencialidades e limites das territoriedades rurais, de modo a realçar, inclusive, os desafios para estratégias endogenistas e de políticas de desenvolvimento territorial. Os resultados do presente trabalho sugerem que os Territórios goianos, no tocante as suas condições socioeconômicas, corroboram com o ceticismo quanto ao êxito das políticas de desenvolvimento territorial, na medida em que, a participação de um município no território tem efeito inverso na melhora do seu Indicador Social (IS). BRANDÃO, C.A. A dimensão espacial do desenvolvimento: uma agenda para os estudos regionais e urbanos. Campinas, IE/Unicamp, 2003. (Tese de Livre Docência) CORRÊA, V. P.; SILVA, F. F.; NEDER, H. D. Índice de desenvolvimento rural e políticas públicas – análise das liberações do PRONAF nas regiões Nordeste e Sul do Brasil. In: ORTEGA, A. C. (Org.). Território, políticas públicas e estratégias e desenvolvimento. Campinas: Alínea. 2009. FRANCIS LEAL, P.C. O Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (PRONAT) no Vale do Ribeira –PR, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sn/v25n3/v25n3a15.pdf . Vários Acessos. JESUS, C.M.de. Estudos Comparados entre Territórios Rurais BrasilEspanha. In: ORTEGA, A. C. (Org.). Territórios deprimidos: desafios para as políticas de desenvolvimento rural. Campinas: Alínea; Uberlândia: Edufu, ORTEGA, A. C. Políticas Públicas Territoriais no Brasil. In: ORTEGA, A. C. (Org.). Territórios deprimidos: desafios para as políticas de desenvolvimento rural. Campinas: Alínea; Uberlândia: Edufu, 2008. ORTEGA,A.C; JESUS, C.M.de. Café e Território: a cafeicultura no Cerrado Mineiro. São Paulo, alínea, 2012, 246p. Disponível em: http://www.scielo.br/ scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982-45132013000300015 ORTEGA, A. C; JEZIORNY, D. L. Vinho e Território: a experiência do vale dos vinhedos. Campinas: Alínea, 2011. PNUD – PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO: O índice de desenvolvimento humano municipal brasileiro: série atlas do desenvolvimento humano no Brasil 2013. Disponível em: atlasbrasil.org.br/ . Vários acessos. GERALDI, J. Análise Conceitual da Política de Territórios Rurais: O desenvolvimento territorial rural no Brasil. IPEA - planejamento e políticas públicas | ppp | n. 39 | jul./dez. 2012. LOSCH, A. The Economics of Location. New Haven: Yale University Press, , 520pp. NASCIMENTO C. A. Pluriatividade, pobreza rural e políticas públicas. Tese (Doutorado em Economia) – Instituto de Economia, UNICAMP Campinas, PIORSKI, C.R. Desenvolvimento Territorial em Extrema Pobreza: O caso do Território Rural dos Lençóis Maranhenses/MUNIM. Dissertação (Mestrado em Economia) – Instituto de Economia, UFU, Uberlândia, 2008. RIBEIRO, E.M; GALIZONI,F.M. et al. Notas sobre os programas de desenvolvimento territorial em Minas Gerais. In: ORTEGA, A. C. (Org.) Territórios deprimidos: desafios para as políticas de desenvolvimento rural. Campinas: Alínea; Uberlândia: EDUFU, 2008. SCHEJTMAN, A.; BERDEGUÉ, J. A. Desarrollo territorial rural. Santiago: RIMISP, 2004. SCOTT, D.W. Multivariate Density Estimation: Theory, Practice, and Visualization.New York: Jonh Wiley & Sons, 1992. SILVA, F.P.M. da. Desenvolvimento, Territorialidade e Identidade: a experiência do Território do Sisal na Bahia. In: ORTEGA, A. C. (Org.)Territórios deprimidos: desafios para as políticas de desenvolvimento rural. Campinas: Alínea; Uberlândia: Edufu, 2008. SINGER, P. Globalização e Desemprego. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2003. SOUZA, S. P. de.; HERSPANHOL, R. Ap. de M. O processo de institucionalização dos Territórios da Cidadania no Estado de São Paulo. Revista Formação (ONLINE) Vol. 4; n.23, set-dez/2016. 161-187. ISSN: 2178- ISSN-L: 1517-543X WOOLDRIDGE, J. M. 2002. Econometric Analysis of Cross Section and Panel Data. Cambridge, MA: MIT Press.
1518 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DOSSIÊ TECNOLOGIA - ESTADO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO: DOIS CASOS HISTÓRICOS Fernan Martins Fernandes Ferreira;Elcio Gustavo Benini;Pedro Simongini Neto; Resumo: Este artigo dissertou sobre dois casos históricos de mudanças tecnológicas propiciadas por meio de políticas públicas. Mais especificamente construiu uma narrativa histórica revisada acerca dos casos de incentivo a Apple e a instalação de empresas de Tecnologia da Informação (TI) na contemporânea República da Irlanda, assim como descreveu a atuação de Estados no desenvolvimento das tecnologias que serviram de base para a evolução da Tecnologia da Informação (TI). Para isto, utilizou-se do método de análise histórico-indutivo ao expor casos. Concluiu-se que a atuação do Estado norte-americano por meio de políticas para a promoção do desenvolvimento de novas tecnologias foi essencial para a evolução da empresa de tecnologia Apple. Revelou-se que a atuação dos Estados por meio de políticas públicas foi fundamentalmente indispensável para a criação das tecnologias bases da contemporânea (TI) como um todo. Ademais, se demonstrou a forte ligação existente entre protecionismo, inovação tecnológica e desenvolvimento no caso histórico irlandês de industrialização barrada. ABATTE, J. Inventing the Internet. Cambridge, MA: MIT Press, 1999. AUDRETSCH, D. B. Innovation and Industry Evolution. Cambridge, MA: MIT Press, 1995. BLOOMBERG. Welcome to Planet Apple. Disponível em: . Acesso em: 4 mar. 2018. BREAKTHROUGH-INSTITUTE. Where Good Technologies Come From: Case Studies in American Innovation. Disponível em: . Acesso em: 4 nov. 2017. BRESSER-PEREIRA, L. C. Do ISEB e da CEPAL à teoria da dependência. In: TOLEDO, C. N. (Ed). Intelectuais e Política no Brasil: A Experiência do ISEB. São Paulo: Revan, p. 201–232, 2005. BRESSER-PEREIRA, L. C. Os dois métodos e o núcleo duro da teoria econômica. 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1519 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DOSSIÊ TECNOLOGIA - INOVAÇÃO E ECONOMIA – DESEMPENHO INOVATIVO NO ÂMBITO REGIONAL Evaldo Henrique da Silva;Luiz Paulo Fontes de Rezende;Sara Gonçalves Antunes de Souza; Resumo: A inovação afeta a economia e pode auxiliar no desenvolvimento de regiões e nações. Contudo, o desempenho inovativo não é o mesmo nessas localidades, da mesma forma que em várias partes, encontram-se diferentes níveis de desenvolvimento econômico e social. O estudo focou no desempenho inovativo das mesorregiões brasileiras através de um diferente conjunto de dados e fontes (como DATAVIVA, IBGE, entre outros.), entre os anos 2002 a 2012, para ajudar a entender como a inovação pode afetar o âmbito regional. Conclui-se que o desempenho inovativo em nível mesorregional depende de quatro variáveis (P&D universitário, a diversificação da configuração industrial, a porcentagem de baixa tecnologia na produção e o PIB por habitante) e foram capazes de explicar, em conjunto, cerca de 50% das variações no nível tecnológico das regiões. Infere-se que existam outras variáveis importantes, na dimensão empresarial ou mesmo pessoal, as quais não sofrem influência das condições locais ou geográficas, ou seja, são variáveis fora da dimensão regional. Por isso, não foram contempladas na pesquisa. O artigo conta com três seções mais a introdução, sendo elas: suporte teórico do estudo; metodologia com construção de planilhas e definição das variáveis; e a análise das variáveis. Por fim, são apresentadas as conclusões e algumas discussões sobre o tema proposto, seguida da bibliografia utilizada. AGRAWAL, A. & COCKBURN, L. 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1520 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DOSSIÊ TECNOLOGIA - INOVAÇÃO EM MINAS GERAIS Revista Economia e Políticas Públicas; Resumo: A interação entre ciência e tecnologia afeta o processo de desenvolvimento de uma nação, como mostram vários trabalhos sobre os sistemas de inovação. Bernardes & Albuquerque (2003) classificam os sistemas de inovação com base em três regimes. O sistema brasileiro está no segundo regime, classificado como imaturo, pois apesar de apresentar produção científica e essa gerar alguma produção tecnológica, não consegue retroalimentar tal processo. O Sistema Estadual de Inovação de Minas Gerais também enfrenta esses desafios. Assim, procurou-se destacar, nesse trabalho, dados sobre a inovação e a ciência em Minas Gerais a partir de informações extraídas dos 6 levantamentos da PINTEC para Minas Gerais e o Brasil, bem como de dados do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Foram identificados avanços em relação à inovação e a ciência no Estado de Minas Gerais. Notou-se também o foco das empresas em inovação de processos e a escassez de fontes de financiamento, como um dos principais obstáculos à inovação. Sobre os grupos de pesquisa, houve registro de mais relações de interação, reflexo das mudanças recentes na legislação brasileira sobre inovação. O artigo está organizado em três seções, além da Introdução e das Considerações Finais. ALBUQUERQUE, E. M.; BAESSA, A.; KIRDEIKAS, J.C.V; SILVA, L.A.; RUIZ, R.M. Produção Científica e Tecnológica das Regiões Metropolitanas Brasileiras. Revista Economia Contemporânea. Rio de Janeiro,9(3) 615-642, Set-Dez,2005. AROCENA, R.; SUTZ, J. Conhecimento, inovação e aprendizado: sistemas e políticas no Norte e no Sul. In: CASSIOLATO, J. E; LASTRES, H. M. M; ARROIO, A. (orgs.) Conhecimento, Sistemas de Inovação e Desenvolvimento. Contraponto. Ed UFRJ, Rio de Janeiro 2005. ______. 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1521 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DESEMPENHO DO MERCADO DE TRABALHO CEARENSE EM 2000 E 2010 Soraia Araújo Madeira;Diogo Brito Sobreira;João Eustáquio de Lima;Wellington Ribeiro Justo; Resumo: Esta pesquisa analisa o desempenho do Ceará no mercado de trabalho em 2000 e 2010 por meio da criação do Índice de Desempenho do Mercado de Trabalho–IDMT. Utilizou-se a análise fatorial de 14 indicadores de mercado de trabalho. Os resultados sugerem que, em 2000, a maioria dos municípios apresentavam IDMT mais baixo, segundo o critério de distância euclidiana adotado na formação de clusters. Já em 2010, observou-se uma melhora no índice, uma vez que a maioria dos municípios passaram para níveis de IDMT mais elevados. Conclui-se que os municípios com IDMT mais baixo se caracterizam pela informalidade, com maioria dos ocupados no setor agropecuário. Os municípios com IDMT mais alto apresentam maior formalização e maiores percentuais de trabalhadores inseridos nos setores de serviços, indústria e comércio. Ademais, melhorias no IDMT associadas à geração de empregos e níveis educacionais foram verificadas, porém concentrada nos grupos de baixo salário. ALVES, C. L. B; MADEIRA, S. A; MACAMBIRA, JR. Considerações sobre a dinâmica do setor de serviços cearense: Uma análise sob a ótica do mercado de trabalho. Planejamento e Políticas Públicas, n. 38, 2012. ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL. Consulta: Indicadores de Trabalho 2000 e 2010. Rio de Janeiro: PNUD, IPEA, FJP, 2015. Disponível em:. Acesso em: 01/03/2015. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2003 e 2013. Base de dados estatísticos. Brasília. Disponível em: . Acesso em: 01/03/2015. BORGES, A. As novas configurações do mercado de trabalho urbano no Brasil: notas para discussão. Caderno CRH, v. 23, n.60, 2010. FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L. da; CHAN, B. L. Análise de dados: Modelagem multivariada para tomada de decisões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009 – 4ª reimpressão. 2009. HAIR JR., J. F.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R. L.; BLACK, W. C. Análise multivariada de dados. Porto Alegre: Bookman, 2005. 5ª ed. p. 89-126. HOFFMANN, R. A dinâmica da modernização da agricultura em 157 microrregiões homogêneas do Brasil. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 30, n. 4, p. 271-290, 1992. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico e contagem da população 2000. 2015. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/. Acesso em: 22 de jun. de 2015. LEMOS, J. J. S. Indicadores de degradação no Nordeste Sub-úmido e Semiárido. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL, Brasília- DF. Anais... Brasília, DF: SOBER, 2001. MAROCO, J. Análise de Estatística com utilização do SPSS. Lisboa: Edições Sílabo, 2007. MINGOTI, S. A. Análise de dados através de métodos de estatística multivariada: uma abordagem aplicada. Belo Horizonte: UFMG, 2005. p. 99-138. PAULO, E. M.; ALVES, C. L. B. Mercado de Trabalho Rural Cearense: Evolução Recente a Partir dos Dados da Pnad. Revista da ABET, v. 11, n. 2, p. 47-61, 2012. POCHMANN, M. A década dos mitos. São Paulo: Contexto, 2001. ______. M. O trabalho sob o regime pós-neoliberal no Brasil. In: GARZA TOLEDO, E.T. de La; NEFFA, J.C.Trabajo y modelos productivos em America Latina: Argentina, Brasil, Colômbia, México y Venezuela luego de lacrisisdel modo de desarrollo neoliberal. Buenos Aires: CLACSO, p.203-230, 2010. PONTES, P. A.; ALMEIDA, M. B. Política de Atração de Investimentos Industriais do Estado do Ceará no Período de 1995-2001. In: CARVALHO, J. R. HERMANNS, K. (Org.). Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional no Brasil. Fortaleza: FKA, v. 1, p. 265-290, 2005. PONTES, P. A.; VIANNA, P. J. R.; HOLANDA, M. C.. A Política de Atração de Investimentos Industriais do Ceará: Uma Análise do Período 1995-2005 (td 26). Fortaleza: IPECE, 2006 (Texto para Discussão). MADEIRA, S. A.; SOBREIRA, D. B.; LIMA, J. E.; JUSTO, W. R. Desempenho do mercado...Economia e Políticas Públicas, v. 6, n. 1/2018 SABOIA, J. Baixo Crescimento econômico e Melhora do mercado de trabalho-Como entender a aparente contradição? Estudos Avançados, v. 28 (81), p. 116-125, 2014. SILVA FILHO, L. A; QUEIROZ, S. N.. Industrialização e Emprego Formal no Ceará: Análise a Partir dos Dados da Rais/MTE – 1996/2006. Revista de Desenvolvimento do Ceará, nº 01, p.53-71, 2010.
1522 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DEZ ANOS DE VIOLÊNCIA EM PERNAMBUCO: ANÁLISE DO COMPORTAMENTO SAZONAL DOS CRIMES LETAIS E DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO DE 2007 A 2017 José Rodrigo Julião de Araújo;Sônia Maria Fonseca Pereira Oliveira Gomes;Wellington Ribeiro Justo;Diogo Brito Sobreira; Resumo: Pernambuco é um dos estados mais violentos do país. Em termos relativos, no ano de 2017, o Estado cresceu nos rankings de latrocínio (8° no Brasil) e de crimes não letais contra o patrimônio (1° no Nordeste). Sendo assim, o objetivo geral do trabalho, verificar o comportamento sazonal dos crimes letais e dos crimes contra o patrimônio ocorridos em Pernambuco no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2017. Para isto, foram coletados os dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) e utilizou-se o método da porcentagem das médias móveis. Os resultados mostraram que a sazonalidade entre os crimes contra o patrimônio e crimes contra a vida é diferente, com exceção para os meses de fevereiro, março e setembro. BATISTA, A. S. Metropolização, homicídios e segurança pública na área metropolitana de Brasília: o município de Águas Lindas de Goiás. Revista Sociedade e Estado – Volume 31, Número 2, Maio/Agosto 2016. BEATO FILHO, C.C. et al . Conglomerados de homicídios e o tráfico de drogas em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, de 1995 a 1999. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 5, out. 2001. _________. Criminalidade violenta em Minas Gerais: 1986 a 1997. Belo Horizonte: UFMG, 1998. (Mimeogr). BECKER, G. S. Crime and Punishment: An Economic Approach. Journal of political economy, v. 76, p. 169-217, 1968. ______. A Theory of Social Interactions. Journal of political economy, v. 82, n. 6, p. 1063-1093, 1974. BRASIL. Câmara dos Deputados. Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. Estatuto do Desarmamento. 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1523 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) O PROGRAMA MAIS MÉDICOS E ATENÇÃO PRIMÁRIA DA SAÚDE: UMA ANÁLISE PELA PERSPECTIVA DO GESTOR MUNICIPAL DE SAÚDE Murilo Fahel;Maria Patrícia Silva;Sávio Nunes de Freitas; Resumo: O trabalho tem como objetivo apresentar uma análise sobre a capacidade do Programa Mais Médicos na cobertura de médicos para Atenção Primária a Saúde (APS), pela perspectiva de gestores de saúde. A pesquisa desenvolveu por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores municipais de saúde de diferentes estados brasileiros. O Ministério da Saúde define APS como uma estratégia direcionada tanto ao indivíduo, quanto a coletividade; desenvolvida por meio de atividades gerenciais e sanitárias, as quais abrangem a promoção, a prevenção, a proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. O trabalho das equipes de saúde é direcionado a um território com uso tecnologias de baixa densidade e elevada complexidade, sendo a porta de entrada do sistema de saúde, pela perspectiva social, econômica e cultural de determinação da saúde. Nesse contexto, o Programa Mais Médicos (PMM), criado em 2013, entre seus eixos, mencionamos o recrutamento de médicos graduados no Brasil e fora do país para atuar em áreas mais vulneráveis. AsResumo: O trabalho tem como objetivo apresentar uma análise sobre a capacidade do Programa Mais Médicos na cobertura de médicos para Atenção Primária a Saúde (APS), pela perspectiva de gestores de saúde. A pesquisa desenvolveu por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores municipais de saúde de diferentes estados brasileiros. O Ministério da Saúde define APS como uma estratégia direcionada tanto ao indivíduo, quanto a coletividade; desenvolvida por meio de atividades gerenciais e sanitárias, as quais abrangem a promoção, a prevenção, a proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. O trabalho das equipes de saúde é direcionado a um território com uso tecnologias de baixa densidade e elevada complexidade, sendo a porta de entrada do sistema de saúde, pela perspectiva social, econômica e cultural da determinação da saúde. Nesse contexto, o Programa Mais Médicos (PMM), criado em 2013, entre seus eixos, mencionamos o recrutamento de médicos graduados no Brasil e fora do país para atuar em áreas mais vulneráveis. AsResumo: O trabalho tem como objetivo apresentar uma análise sobre a capacidade do Programa Mais Médicos na cobertura de médicos para Atenção Primária a Saúde (APS), pela perspectiva de gestores de saúde. A pesquisa desenvolveu por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores municipais de saúde de diferentes estados brasileiros. O Ministério da Saúde define APS como uma estratégia direcionada tanto ao indivíduo, quanto a coletividade; desenvolvida por meio de atividades gerenciais e sanitárias, as quais abrangem a promoção, a prevenção, a proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. O trabalho das equipes de saúde é direcionado a um território com uso tecnologias de baixa densidade e elevada complexidade, sendo a porta de entrada do sistema de saúde, pela perspectiva social, econômica e cultural da determinação da saúde. Nesse contexto, o Programa Mais Médicos (PMM), criado em 2013, entre seus eixos, mencionamos o recrutamento de médicos graduados no Brasil e fora do país para atuar em áreas mais vulneráveis. As análises foram construídas a partir do porte do município, os primeiros resultados confirmam o PMM tem conseguido ampliar cobertura de profissionais médicos. Conclui-se que, nesse âmbito, o PMM é bem avaliado e tem contribuído com o fortalecimento da atenção primária. BRASIL. Ministério da Saúde. Programa mais médicos – dois anos: mais saúde para os brasileiros. Brasília : Ministério da Saúde, 2015. Disponível em:. Acesso em Janeiro de 2017. CEDRO, M. Pesquisa social e fontes orais: particularidades da entrevista como procedimento metodológico qualitativo. Disponível em: http://www.ufpel.edu.br/isp/ppgcs/perspectivas_sociais/marco_2011/marcelo_cedro. pdf> Acesso em: 16 mai. 2017 . FAHEL, Murilo; Silva, Maria Patrícia. A trajetória da atenção primária à saúde no Brasil de Alma Ata ao Programa Mais Médicos. Belo Horizonte: PUC, 2019. GIRARDI, Sábado Nicolau et al . Impacto do Programa Mais Médicos na redução da escassez de médicos em Atenção Primária à Saúde. 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1524 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) POLÍTICAS DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL EM MOMENTOS DE CRISE: UMA REVISÃO E ALGUNS RESULTADOS DESTA PRÁTICA DE INCLUSÃO PELA EDUCAÇÃO EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA Maria Ivanilde Pereira Santos;Guilherme Barbosa de Oliveira;Karenn Darling Gonçalves Felipe;Arley Wendel Almeida Mendes;José Nilton Pereira Pereira;Paulo Eduardo Gomes de Barros; Resumo: A educação é um direito constitucional que possibilita ao sujeito o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, assim esta variável educação deve ser entendida como instrumento de inclusão social. No entanto, a crise afeta todos os setores da economia, inclusive a permanência e o desempenho de estudantes nas universidades, por isto em momentos de crise ganham importância decisiva políticas públicas de assistência estudantil e de inclusão pela educação. O objetivo deste artigo é contextualizar o surgimento das universidades e das primeiras políticas de assistência estudantil no Brasil no bojo de uma das maiores crises capitalista e discutir a importância das políticas de assistência estudantil como estratégia de inclusão e de manutenção do indivíduo na universidade. Metodologia: Trata-se de um estudo exploratório e descritivo cujos procedimentos técnicos utilizados foram pesquisa bibliográfica, pesquisa documental/levantamento e análise de dados de fontes secundárias. Como principal resultado o estudo aponta que as recentes políticas de assistência estudantil que contemplam estudantes da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), o PEAES e o Restaurante Universitário, contribuem para a permanência e manutenção do estudante na universidade, além de subsidiar o desenvolvimento acadêmico e social, representando uma importante política pública de inclusão pela educação. ARAÚJO, Josimeire O. O elo assistência e educação: análise assistência/desempenho no Programa Residência Universitária alagoana. 2003, p. 99. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003. BAER, Werner. A Economia brasileira. São Paulo: Nobel, 1996. BRASIL. Constituição Federal de 1931. BRASIL. Constituição Federal de 1934. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 20 de junho, 2018. CARVALHO, Fernando Cardim. O retorno de Keynes. Novos Estudos, v. 83, 2009. COSTA, Simone Gomes. A equidade na educação superior: uma análise das Políticas de Assistência Estudantil. Dissertação (Mestrado em Sociologia); Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. CUNHA, L. A. Ensino Superior e Universidade no Brasil, In: 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte. Autentica, 2000. IMPERATORI, T. K. A trajetória da assistência estudantil na educação superior brasileira. Serv. Soc. Soc. n.129, 2017. IMPERATORI, Thaís Kristosch. A trajetória da assistência estudantil na educação superior brasileira. Serv. Soc. Soc. [online]. n.129, pp.285-303. ISSN 0101-6628. 2017 KEYNES, John Maynard. A Teoria Geral do Emprego do Juro e da Moeda. Coleção Os Economistas. São Paulo: Nova Cultural, 1996. MARTINS, Luis Carlos Passos; KRILOW, Leticia Sabina Wermeier. A Crise de 1929 e seus reflexos no Brasil: a repercussão do crack na Bolsa de Nova York na imprensa brasileira. 10º Encontro Nacional de História da mídia, UFRGS, 2015. MINAS GERAIS. Decreto nº 47.389/2018 PARKER, Selwyn. O Crash de 1929: As lições que ficaram da grande depressão. São Paulo: Globo, 2009. PILETTI, N. História da Educação no Brasil. São Paulo: Ática, 2003. PILETTI, N; PILETTI, C. História da Educação. 7. ed. São Paulo: Editora Ática, 2010. REZENDE FILHO, Cyro de Barros. História Econômica Geral. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2008. RIBEIRO, P. R. História da educação escolar no Brasil: notas para uma reflexão. Paidéia (Ribeirão Preto) n..4, 1993. ROSSATO, R. Universidade: Nove séculos de história.2.ed.rev. E ampl. Passo Fundo.UPF, 2005. SAVIANI, Dermeval. A Expansão do Ensino Superior no Brasil: mudanças e continuidades. Poíesis Pedagógica, [S. l.], v.8, n. 2, p. 4-17, ago/dez. 2010. Disponível em: . Acesso em: 21 mai. 2018. WALTON, G. M. e Rockoff, H. History of the American economy. Cincinnati, Ohio: South-Western Thomson Learning, 2002.
1646 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Ensino de Matemática para surdos: mapeamento de pesquisas sobre resolução de problemas Fabrício Andrade Pinheiro;Salvador Cardoso Silva Muniz;Jurema Lindote Botelho Peixoto;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Ensino de Matemática, Inclusão de surdos, Resolução de problemas Este artigo tem como objetivo analisar pesquisas acadêmicas que tratam da inclusão de estudantes surdos e enfocam a resolução de problemas. Para tanto foi utilizado o mapeamento na pesquisa educacional como procedimento metodológico. Foram realizadas buscas em revistas de Qualis A1 a B2, portal de teses e dissertações da CAPES, Google Acadêmico e Scielo, utilizando-se para tanto as palavras-chave ‘inclusão de surdo’, ‘inclusão e resolução de problemas’ e ‘situações problemas’. Após filtragem dos resultados, foram encontrados seis artigos que fizeram parte do corpus de análise. Os resultados mostraram que a inclusão não está ocorrendo de forma efetiva, pois o professor ainda não está preparado para atender alunos surdos e, consequentemente, ensinar Matemática para esses estudantes. Destaca-se também o número reduzido de pesquisas que tratam sobre a inclusão de surdos tendo a resolução de problemas como foco. ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Novas reflexões sobre o ensino-aprendizagem de Matemática através da resolução de problemas. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: EdUNESP, 1999. p. 199-218. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andressa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. BARBOSA, Heloisa. 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1647 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A reflexão sobre a prática e o discurso de professores: um estudo de caso Ayrton Araújo Kiill;Rogério Marques Ribeiro; Professor reflexivo, Discurso do professor, Reflexão sobre a prática Este artigo apresenta uma discussão acerca do discurso de professores que ensinam Matemática sobre a temática “professor reflexivo”. A investigação foi realizada com professores de diferentes níveis de ensino e que atuam no município de Guarulhos. Metodologicamente, esta pesquisa está alicerçada nos princípios do estudo de caso, e para a coleta de dados utilizamos diferentes instrumentos, como o uso de questionário e as entrevistas. As análises de nossos dados nos permitiram observar que os discursos dos professores participantes desta investigação convergem, em parte, com as discussões teóricas que adotamos para nossa análise. Os dados nos permitem inferir, também, que estes professores pouco se envolvem com as leituras e discussões que poderiam auxiliá-los, teoricamente, no processo de formação de um professor reflexivo. ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2011. ALARCÃO, Isabel. Reflexão crítica sobre o pensamento de D. Schön e os programas de formação de professores. Revista da Faculdade de Educação, São Paulo, v. 22, n. 2, p 11-42, jul./dez. 1996. ANASTASIOU, Léa das Graças Camargos. Construindo a docência no Ensino Superior: relação entre saberes pedagógicos e saberes científicos. In: ROSA, Dalva Eterna Gonçalves; SOUZA, Vanilton Camilo de. (Org). Didática e práticas de ensino: interfaces com diferentes saberes e lugares formativos. Rio de Janeiro; Goiânia: DP&A; Alternativa, 2002, p. 173-187. ARAUJO, Merlinda Pessoa. Formação docente: caminhos percorridos em busca de um processo. In: V ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO DA UFPI, 2008, Teresina. Anais: V EPEd: a escritura da pesquisa em Educação e suas diversas linguagens. Teresina: UFPI, 2008, p. 1-13. DEWEY, John. Como pensamos — como se relaciona o pensamento reflexivo com o processo educativo: uma reexposição. Tradução de Haydée Camargo. São Paulo: Editora Nacional,1979. FERREIRA, Marcos Artemio Fischborn. Trabalho infantil e produção acadêmica nos anos 90: tópicos para reflexão. Estudos de Psicologia, Natal, v. 6, n. 2, p. 213-225, jul./dez. 2001. LIBÂNEO, José Carlos. Reflexividade e formação de professores: outra oscilação do pensamento pedagógico brasileiro? In: PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro. (Org.) Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, 2002, p. 53-79. NEVES, Tatiane Garcia; BITTAR, Marilena. Análise da prática de um professor no ensino da matemática: possíveis reflexões em um processo. Em Teia, Recife, v. 5, n. 3, p. 1-23, 2015. NOGUEIRA, Roberto. Elaboração e análise de questionário: uma revisão da literatura básica e a aplicação dos conceitos a um caso real. Rio de Janeiro: UFRJ/ COPPEAD, 2002. OLIVEIRA, Cristiano Lessa. Um apanhado teórico-conceitual sobre a pesquisa qualitativa: tipos, técnicas e características. Travessias, Paraná, v. 2, n. 3, p. 1-16, set./dez. 2008. PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro. (Org.) Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, 2002. PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004. SANDIN ESTEBAN, Maria Paz. Pesquisa qualitativa em educação: fundamentos e tradições. Tradução de Miguel Cabrera. Porto Alegre: Artmed, 2010. SCHÖN, Donald. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Tradução de Roberto Cataldo Costa. Porto Alegre: Artmed, 2000. SCHÖN, Donald. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, Antonio. (Org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992, p. 77-91. ZEICHNER, Kenneth. A formação reflexiva de professores: ideias e práticas. Tradução de Afonso José Carmona Teixeira, Maria João de Carvalho, Maria Nóvoa. Lisboa: Educa, 1993.
1648 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Perspectiva foucaultiana dos discursos em uma aula de Matemática: densidade demográfica Cymone Martins Cotrim Teixeira;Tânia Cristina Rocha Silva Gusmão; Este artigo tem como objetivo apresentar elementos em uma perspectiva foucaultiana dos discursos na análise de um fragmento de aula de Matemática cuja questão trazida é sobre Densidade Demográfica. Tomaremos algumas ferramentas de análise que serão visitadas com maior ou menor frequência no decorrer do texto: o discurso, o saber, o poder e a resistência. Tencionou-se buscar o lugar de fala dos sujeitos, o saber construído no processo de aprendizagem matemática, o exercício do poder e identificar elementos de resistência no contexto da sala de aula, onde a atividade foi aplicada. Conclui-se que a instituição escolar, lugar de produção e circulação dos discursos, evidencia um modo de pensar exercendo um poder que inclui, exclui e controla os saberes. FONT, Vicenç; PLANAS, Núria; GODINO, Juan Díaz. Modelo para el análisis didáctico en Educación Matemática. Infancia y Aprendizaje, v. 33, n. 1, p. 89-105, 2010 FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no College de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. 22 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2012. FOUCAULT, Michel. Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Tradução de Inês Autran Dourado barbosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 2 ed. Organização e Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. FOUCAULT, Michel. O sujeito e o poder. In: DREYFUS, Humbert L.; RABINOW, Paul. (Org). Michel Foucault: uma trajetória filosófica — para além do estruturalismo e da hermenêutica. Tradução de Vera Porto Carrero. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995, p. 231-249. FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2017. GREGOLIN, Maria do Rosário Valencise. Foucault e Pêcheux na análise do discurso: diálogos e duelos. 2. ed. São Paulo: Editora Claraluz, 2006. MACHADO, Roberto. Introdução: Por uma genealogia do poder. In: FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 2 ed. Organização e Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. REVEL, Judith. Michel Foucault: conceitos essenciais. Tradução de Carlos Piovezani Filho e Nilton Milanez. São Carlos: Claraluz, 2005. VEIGA-NETO, Alfredo. Foucault e a Educação. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
1649 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O pensamento geométrico na licenciatura em Matemática: uma análise à luz de Duval e Van-Hiele André Pereira da Costa;Marilene Rosa dos Santos; Nesta pesquisa, analisamos o pensamento geométrico de estudantes da licenciatura em Matemática de uma universidade em Pernambuco. Fundamentamo-nos na Teoria dos Registros de Representação Semiótica de Duval (1995), que apresenta um modelo teórico sobre o funcionamento cognitivo no campo da Geometria e na teoria de desenvolvimento do pensamento geométrico de Van-Hiele (1957), que indica um modelo de níveis de compreensão dos conceitos geométricos. Participaram da pesquisa 34 acadêmicos que já tinham cursando disciplinas relacionadas à Geometria. Esses participantes responderam uma questão que abordou o conceito de quadriláteros notáveis. Os resultados indicaram que quase a metade desses participantes atuava na apreensão perceptiva de Duval (1995) e no primeiro nível de Van-Hiele (1957), caracterizados pela identificação das figuras geométricas em um plano ou espaço por meio da aparência física. Concluímos que a articulação entre as teorias de Duval (1995) e de Van-Hiele (1957) possibilitou uma melhor compreensão do pensamento geométrico dos estudantes. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Sistema de Avaliação da Educação Básica: Matemática. Brasília: INEP, 2015. CÂMARA DOS SANTOS, Marcelo. Effets de l´utilisation du logiciel Cabri-Géomètre dans le developpement de la pensée géométrique. 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1650 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Educação Financeira: abordagem nos livros didáticos de Matemática para o Ensino Médio Vlademir Marim;Maxwell Gomes da Silva; Esta pesquisa tem como objetivo analisar as propostas significativas apresentadas nos livros didáticos de Matemática do Ensino Médio, no que diz respeito à Educação Financeira, que possam contribuir para a formação do professor de Matemática do Ensino Médio. Para atender a esse objetivo, optou-se pelo uso da metodologia comparada para justapor os dados concretos e abstrair as informações pertinentes ao estudo. Para a análise, considerou-se três eixos: livros didáticos, manual do professor e ensino e aprendizagem do docente. Conclui-se ser necessário olhar atentamente às possibilidades interdisciplinares para a Educação Financeira. Em geral, os livros abordam parte dessa formação, concentrando-se em cálculos, fórmulas e problemas envolvendo juros, prejuízos e empréstimos para o estudo da Matemática Financeira. ANDERSON, Lorim W.; KRATHWOHL, David Reading. (Ed). A Taxonomy for lerarning, teaching, and assessing: a revision of Blooms Taxonomy of Educational Objectives. New York: Person Education, 2001. BATISTA, Amanda Penalva. Uma análise da relação professor e o livro didático. 2011. 64f. Trabalho de Conclusão de Curso (Pedagogia) – Departamento de Educação. Universidade do Estado da Bahia. Salvador, 2011. BLOOM, Benjamim S. (Ed.). Taxonomy of educational objectives: the classification of educational goals. New York: David Mckay, 1956. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação. Brasília: IBGE, 2020. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. 2018a. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018b. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Guia de livros didáticos do PNLD 2018: Ensino Médio, Matemática. Brasília: MEC/SEB, 2017. CABALLERO, Angela; MANSO, Jesus; MATARRANZ; Maria; VALLE, Javier M. Investigación em Educación Comparada: pistas para investigadores noveles. Revista Latinoamericana de Educación Comparada, v. 9, n. 7, p. 39-56, 2016. FERRAZ, Ana Paula do Carmo Marcheti; BELHOT, Renato Vairo. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Gestão & Produção, São Carlos, v. 17, n. 2, p. 421-431, 2010. FRISON, Marli Dallagonl; VIANNA, Jaqueline; CHAVES, Jéssica Mello; BERNARDI, Fernanda Naimann. Livro didático como instrumento de apoio para construção de propostas de ensino de ciências naturais. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 7, 2009, Florianópolis. Anais do 7 ENPEC. Florianópolis: ABRAPEC, 2009, p. 1-13. KRATHWOHL, David Reading. A revision of Blooms Taxonomy: an overview. Theory Into Practice, v. 4, n. 41, p. 212-218, ago. 2002. LOURENÇO FILHO, Manoel Bergström. Educação Comparada. 3. ed. Brasília: INEP, 2004. MARIM, Vlademir; FERREIRA, Wattson Estevão. Desafios do plano curricular para o Ensino Médio na formação cidadã. In: CIAVATTA, Maria. (Org.). A historicidade da questão curricular em Educação Profissional e Tecnológica. Jundiaí: Paco Editorial, 2015, p. 119-146. MARIM, Vlademir; FERREIRA, Wattson Estevão; BERNADES, Maria Beatriz Junqueira; FRANCO, Karla Oliveira. Um panorama sobre as propostas curriculares para o Estado de Minas Gerais. In: MARIM, Vlademir; FERREIRA, Wattson Estevão. (Org.). Desafios do plano curricular para o Ensino Médio na formação cidadã. Jundiaí: Paco Editorial, 2015, p. 17-43. MARIM, Vlademir; SOUZA, Anália Barreto. Os livros didáticos de Matemática: concepção do professor do Ensino Médio nas Escolas Públicas. Revista de Educação, Ciências e Matemática, Duque de Caxias, v. 5, n. 2, p. 111-124, maio 2015. OLIVEIRA, João Batista Araújo; GUIMARÃES, Sonia Dantas Pinto; BOMÉNY, Helena Maria Bousquet. A política do livro didático. Campinas: EdUnicamp, 1984. PAULINO, Suzana Ferreira. Livro tradicional x livro eletrônico: a revolução do livro ou uma ruptura definitiva? Hipertextus, Recife, v. 3, n. 2, p. 1-13, jun. 2009. PESCUMA, Derma; CASTILHO, Antonio Paulo Ferreira de. Projeto de pesquisa: o que é? Como fazer? 8. ed. São Paulo: Olho DÁgua, 2013. PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do Trabalho Científico: métodos e técnicas de pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Universidade Feevale, 2013.
1651 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Contribuições da Teoria dos Registros de Representação Semiótica para a análise do capítulo de funções de um livro didático Izabella Batista Silva;Giovani Prando;Jorge Henrique Gualandi; Este trabalho apresenta uma análise de um capítulo do livro didático do Ensino Médio “Matemática: Contexto e Aplicações”, de Luiz Roberto Dante, sobre o conteúdo de funções, fundamentada em alguns pressupostos da Teoria dos Registros de Representação Semiótica. A obra escolhida para a análise é o volume 1 de uma coleção aprovada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2018). Para isso, realizou-se um estudo de caráter qualitativo a partir da Teoria dos Registros de Representação Semiótica de Raymond Duval, no qual se objetivou identificar e analisar os registros de representação que o livro traz no texto explicativo do capítulo escolhido e de que modo ocorre a coordenação entre eles. Ao final, concluímos que a forma como ocorre a articulação entre os registros de representação exibidos no livro favorece a compreensão do objeto matemático funções, visto que os variados registros de representação são utilizados simultaneamente ao abordar cada parte da explicação. ALMOULOUD. Saddo Ag. Fundamentos da Didática da Matemática. Curitiba: UFPR, 2007. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Meta-análise: seu significado para a pesquisa qualitativa. Revista Eletrônica de Educação Matemática, Florianópolis, v. 9, p. 7-20, 2014. BRANDL, Eduardo. Funções polinomiais de 1º e 2º graus em dois livros didáticos de Matemática sob a perspectiva das representações semióticas. 2011. 81f. Monografia (Especialização em Ensino de Ciências) — Departamento de Educação a Distância. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. Pouso Redondo. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. v 2. Brasília: MEC/SEB, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio — Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEMT, 2002. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Guia de Livros Didáticos PNLD 2018: Matemática. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Projeto de avaliação dos livros didáticos da 1ª à 4ª série. v. 2. Brasília: MEC/SEF, 2003. COURANT, Richard; ROBBINS, Herbert. O que é Matemática? Tradução de Adalberto da Silva Brito. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2000. D’AMORE, Bruno; PINILLA, Martha Isabel Fandiño; IORI, Maura. Primeiros elementos de semiótica: sua presença e importância no processo de ensino-aprendizagem da Matemática. Tradução de Maria Cristina Bonomi. São Paulo: Livraria da Física, 2015. DANTE, Luiz Roberto. Matemática: Contexto e Aplicações. 3. ed. São Paulo: Ática, 2016. DUVAL, Raymond. L’analyse cognitive du fonctionnement de la pensée et de l’activitê mathématique: courssur les apprentissages intellectuels donnê à la PUC-SP. São Paulo: PEPGEM/PUC-SP, 1999. DUVAL, Raymond. Registros de representação semiótica e funcionamento cognitivo da compreensão em Matemática. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara. (Org.). Aprendizagem em Matemática: registros de representação semiótica. Campinas: Papirus, 2003, p. 11-33. DUVAL, Raymond. Registros de representação semiótica e funcionamento cognitivo do pensamento. Tradução de Méricles Thadeu Moretti. Revista Eletrônica de Educação Matemática, Florianópolis, v. 7, n. 2, p. 266-297, 2012. GUALANDI, Jorge Henrique. Investigações matemáticas com Grafos para o Ensino Médio. Saarbrucken: Novas Edições Acadêmicas, 2016. MACHADO, Silvia Dias Alcântara (Org.). Aprendizagem em Matemática: registros de representação semiótica. Campinas: Papirus, 2003. ROMANATTO. Mauro Carlos. O livro didático: alcance e limites. In: ENCONTRO PAULISTA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 7, 2004, São Paulo. Anais do VII EPEM: Matemática na Escola: conteúdos e contextos. São Paulo: SBEM-SP, 2004, p. 1-2. TEIXEIRA. Rosane de Fátima Batista. As práticas cotidianas de alfabetização e o livro didático: um estudo etnográfico. 2014. 197f. Tese (Doutorado em Educação) — Setor de Educação. Universidade Federal do Paraná. Curitiba.
1652 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Lesson Study (Estudo de Aula) em diferentes países: uso, etapas, potencialidades e desafios Grace Zaggia Utimura;Suzete de Souza Borelli;Edda Curi; Este artigo tem como objetivos apresentar a metodologia de formação de professores Lesson Study (Estudo de Aula) — de origem japonesa, que vem sendo adaptada em diferentes países como os Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Portugal e Brasil — e proporcionar reflexões para pesquisadores envolvidos com formação de professores. Assim, predominam algumas características, o trabalho colaborativo entre professores e pesquisadores a partir de um tema escolhido pelo grupo pensando no que seja relevante para aprendizagem dos estudantes e/ou para o ensino pelos professores. Em seguida, o planejamento da aula, a implementação/observação e a reflexão. A metodologia utilizada para neste trabalho foi a pesquisa bibliográfica. Destacamos que todos os países estudados se baseiam nas etapas organizadas pelos japoneses e apresentam alguns desafios, como: a disponibilidade de tempo dos professores, a organização cuidadosamente da formação e conseguir recursos financeiros. Além disso, permite uma reflexão sobre o trabalho docente. BALDIN, Yuriko Yamamoto. O significado da introdução da metodologia japonesa de Lesson Study nos cursos de capacitação de professores de Matemática no Brasil. In: 9º SIMPÓSIO BRASIL-JAPÃO, 2009, São Paulo. Anais... São Paulo, 2009, p. 1-5. BORELLI, Suzete de Souza. Estudos de Aula na formação de professores de Matemática em turmas do 7º ano do Ensino Fundamental que ensinam números inteiros. 2019. 247f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências e Matemática) — Universidade Cruzeiro do Sul. São Paulo. CARRIJO NETO, Luciano Alves. A pesquisa de aula (lesson study) no aperfeiçoamento da aprendizagem em Matemática no 6° ano segundo o currículo do Estado de São Paulo. 2012. 165f. 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1653 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Dificuldades nos processos de ensino e de aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral Josué Antunes de Macêdo;Isabela Cristina Soares Gregor; A disciplina de Cálculo Diferencial e Integral (CDI) é ministrada em seis dos nove cursos superiores do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG), campus Januária, e possui um alto índice de reprovação comparado com outras disciplinas. Este artigo mostra os resultados de uma pesquisa em que se buscou encontrar respostas para as principais dificuldades enfrentadas por alunos e professores da disciplina de CDI, em relação aos processos de ensino e de aprendizagem. Para a obtenção dos dados foram aplicados questionários aos alunos da disciplina e aos professores que ministram ou já ministraram tal disciplina no campus, bem como monitorias para um grupo de alunos. Os resultados mostram a realidade no ensino e na aprendizagem de CDI no campus Januária e abre as portas para discussões acerca desta problemática que abrange não só o IFNMG, como também outras instituições de Ensino Superior no Brasil. BRESSAN, Philippe Messias; AZAMBUJA, Cármen; GONÇALVES, Neda; MULLER, Marilene Jacintho. Cálculo diferencial e integral I: investigação sobre dificuldades dos alunos. In: X SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PUCRS, 2009, Porto Alegre. Anais do X Salão de Iniciação Científica PUCRS. Porto Alegre: PUCRS, 2009. p. 1172-1175. CAVASSOTTO, Marcelo; PORTANOVA, Ruth. Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral. In: III MOSTRA DE PESQUISA DA PÓS GRADUAÇÃO PUCRS, 2008, Porto Alegre. Anais da III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS. Porto Alegre: PUCRS, 2008, p. 1-6. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011. 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1654 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Educação do Campo e Etnomatemática: uma articulação possível? Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida;Fabrício Mendes Antunes; No presente artigo, tivemos como objetivo investigar como é realizado o trabalho com a Matemática na Educação do Campo, a partir de um olhar sobre a Etnomatemática. Este estudo teve como eixo as discussões sobre a Matemática, a Etnomatemática e a Educação do Campo. Realizamos um estudo bibliográfico, tomando como referência D’Ambrosio (1990, 1993, 2005b), Carvalho (1994), Almeida (2013), Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (BRASIL,1998) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) n° 9394/96 (BRASIL, 1996). Realizamos, também, observações das aulas de dois professores do 5º ano do Ensino Fundamental, além de entrevistas a esses dois profissionais. Entendemos que a pesquisa apresenta contribuições para a formação de pedagogos e professores que buscam valorizar o conhecimento trazido por seus alunos e, ainda, um aprofundamento em sua prática docente. AHLERT, Alvori. Políticas Públicas e Educação na construção de uma cidadania participativa, no contexto do debate sobre Ciência e Tecnologia. Educere — Revista da Educação, Umuarama, v. 3, n. 2, p. 129-148, jul./dez. 2003. ALMEIDA, Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Fazendo a feira: cotidiano e Etnomatemática. Montes Claros: EdUnimontes, 2013. ARAÚJO, Cidália; PINTO, Emília M. F.; LOPES, José; NOGUEIRA, Luís; PINTO, Ricardo. Estudo de Caso. Braga: Universidade do Minho, 2008. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Pesquisa em Educação Matemática: concepções & perspectivas. São Paulo: EdUNESP, 1999. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é Educação. São Paulo: Brasiliense, 1985. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Diário Oficial da União, 5 out. 1988. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. CARVALHO, Dione Lucchesi de. Metodologia do ensino da Matemática. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1994. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática. 2. ed. São Paulo: Ática, 1993. D’AMBROSIO, Ubiratan. Sociedade, Cultura, Matemática e seu ensino. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 1, p. 99-120, jan./abr. 2005a. D’AMBROSIO, Ubiratan. Da realidade à ação: reflexões sobre a Educação e Matemática. São Paulo: Summus Editorial, 1986. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: arte ou técnica de explicar e conhecer. São Paulo: Ática, 1990. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 2. 1. reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2005b. FAGUNDES, Cláudia Sperandio; SILVA, Wanessa Delgado da. “Não vou sair do campo pra poder ir pra escola, Educação do Campo é direito e não esmola”: Educação do Campo no município de Ji-Paraná – RO. In: III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO, 2010, Ji-Paraná. Anais do III SED: Educação Escolar no país das diferenças: percursos interculturais na Amazônia. Ji-Paraná: UNIR, 2010. FERREIRA, Eduardo Sebastiani. Etnomatemática: uma proposta metodológica. Rio de Janeiro: MEM/USU, 1997. JANUARIO, Gilberto. Investigações sobre livros didáticos de Matemática: uma análise de suas questões de pesquisa. Educação, Escola & Sociedade, Montes Claros, v. 11, n. 12, p. 1-12, jan./jun. 2018. KNIJNIK, Gelsa. Educação Matemática, culturas e conhecimento na luta pela terra. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2006. QUEIROZ, João Batista Pereira de. A educação do campo no Brasil e a construção das escolas do campo. Revista NERA, Presidente Prudente, v. 14, n. 18. p. p. 37-46, jan./jun. 2011.
1655 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Conflictos semióticos relacionados con el intervalo de confianza en estudiantes de Bachillerato e Ingeniería Antonio Francisco Roldán-López;Carmen Batanero;Rocío Alvarez-Arroyo; La importancia que hoy día recibe el intervalo de confianza se refleja en la inclusión del tema en el Bachillerato de Ciencias Sociales y en varios estudios universitarios, incluidos los de ingeniería. La finalidad del trabajo fue comparar la comprensión de las propiedades esenciales del intervalo en estos dos tipos de estudiantes. Para ello se analizan las respuestas de 58 estudiantes de Bachillerato y 37 de ingeniería a un cuestionario que consta de seis ítems de opción múltiple. Los resultados muestran interpretaciones bayesianas del intervalo, falta de comprensión de la forma en que se relaciona su amplitud con el tamaño de la muestra o la varianza poblacional, y desconocimiento de la finalidad de la estimación por intervalos, siendo los resultados algo mejores en el segundo grupo de estudiantes. BEHAR, Roberto. Aportaciones para la mejora del proceso de enseñanza-aprendizaje de la estadística. 2001. 210f. Tesis (Doctoral en en Estadística y Investigació Operativa) — Departament dEstadística y Investigació Operativa. Universidad Politécnica de Cataluña. Barcelona. CASTRO SOTOS, Ana Elisa; VANHOOF, Stijn; VAN DEN NORORGATE, Wim; ONGHENA, Patrick. Student´s misconceptions of statistical inference: A review of the empirical evidence form research on statistical education. Educational Research Review, v. 2, n. 2, p. 98-113, 2007. CUMMING, Geoff. Understanding the new statistics: effect sizes, Confidence intervals, and meta-analysis. Nueva York: Routledge, 2012. 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1656 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Aprendizagem baseada em problemas para o ensino de probabilidade no Ensino Médio e a categorização dos erros apresentados pelos alunos Sidney Leandro da Silva Viana;Claudia de Oliveira Lozada; Neste artigo apresentamos uma pesquisa cujo objetivo foi verificar a efetividade da metodologia ativa de Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) no ensino de Probabilidade no Ensino Médio, com vistas a desenvolver as competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular. Para tanto, procedemos à uma pesquisa qualitativa por meio de um estudo de caso, aplicando uma sequência didática para uma turma de alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola pública de Maceió (AL). Para verificar a eficácia da sequência didática e o desenvolvimento de competências e habilidades previstas na BNCC, criamos ferramentas de análise para identificação dos tipos de erros e habilidades e competências desenvolvidas. Os resultados mostram a necessidade de os professores conhecerem a ABP para utilizá-la nas aulas, além de compreender que sua aplicação difere em vários aspectos da aplicação no Ensino Superior, havendo a necessidade de adaptá-la para a Educação Básica. BARBOSA, Eduardo Fernandes; MOURA, Décio Guimarães de. Metodologias ativas de aprendizagem na educação profissional e tecnológica. Boletim Técnico do Senac, Rio de Janeiro, v. 39, n. 2, p. 48-67, maio/ago. 2013. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reta e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1994. BARROWS, Howard S. A taxonomy of Problem-Based Learning methods. Medical Education, v. 20, n. 6, p. 481-486, nov. 1986. BERBEL, Neusi Aparecida Navas. As metodologias ativas na promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, 2011. BERBEL, Neusi Aparecida Navas. Metodologia da problematização: experiências com questões de ensino superior. 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1657 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O ensino de Matemática nos Anos Finais e a ludicidade: o que pensam professora e alunos? Américo Junior Nunes da Silva;Ilvanete dos Santos de Souza;Idelma Souza da Cruz; O presente estudo é um recorte de uma investigação que objetivou compreender a presença da ludicidade e suas repercussões no processo de construção do conhecimento matemático. Para esse artigo, no entanto, apresentaremos as percepções de professor e alunos quanto ao lúdico nos processos de ensino e de aprendizagem da Matemática. Quanto ao percurso metodológico, trata-se de uma pesquisa empírica, de abordagem qualitativa, que, em seu processo de produção de dados, contou com a utilização de questionários e com a realização de oficinas temáticas. Para analisar os dados nos inspirou a análise de conteúdo apresentada por Bardin (1977). Nesse recorte, nos ateremos apenas aos questionários. Esse trabalho trouxe evidências do potencial da ludicidade enquanto ferramenta que contribui para o ensino e aprendizagem, e que cabe às universidades repensar, também, seus cursos de formação de professores buscando incluir o lúdico numa perspectiva de formação. ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica. São Paulo: Loyola, 1998. ALVES, Eva Maria Siqueira. A Ludicidade e o ensino de Matemática. Campinas: Papirus, 2001. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Neto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1977. BERG, Bruce L. Qualitative research methods for the social sciences. Long Beach: California State University, 2000. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. D´AMBRÓSIO, Ubiratan. Educação Matemática: da teoria à prática. Campinas: Papirus, 1996. D’AMBROSIO, Beatriz Silva. 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1658 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Gramática da Matemática e seus usos Marisa Rosâni Abreu da Silveira; Este artigo tem o objetivo de analisar o uso da gramática da Matemática em situações de ensino e de aprendizagem. Tal análise é feita com base na filosofia da linguagem, segundo Wittgenstein e por alguns de seus comentadores. Para tanto, nesse texto teórico, discutimos a universalidade da linguagem matemática; a necessidade da tradução da linguagem matemática para a linguagem natural; e o uso da gramática da Matemática e alguns de seus desdobramentos. A gramática da Matemática é o conjunto de regras que determinam o uso correto de símbolos e palavras do vocabulário matemático e é na aplicação dessas regras que o aprendiz compreende o sentido dos conceitos matemáticos. BENOIST, Jocelin. Les limites de l’interprétation. In: CHAUVIRÉ, Christiane (Org.). Wittgenstein et les questions du sens. Paris: L’art du comprendre, 2011, p. 147-162. CAVEING, Maurice Louis Frederich Emile. Le problème des objets dans la pensée Mathématique. Paris: Librairie Philosophique J. Vrin, 2004. CHAUVIRÉ, Christiane. Le moment anthropologique de Wittgenstein. Paris: Kimé, 2008. CUNHA, Sueli. Considerações sobre a aprendizagem contínua do matematiquês: a linguagem matemática. In: MAIA, Madeline Gurgel Barreto; BRIÃO, Gabriela Félix. (Org.). Alfabetização matemática: perspectivas atuais. Curitiba: CRV, 2017, p. 45-59. MEIRA, Janeisi de Lima. Labirintos da compreensão de regras em Matemática: um estudo a partir da regra de três. 2012. 99f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas) — Instituto de Educação Matemática e Científica. Universidade Federal do Pará. Belém. MLIKA, Hamdi. La contribuition de Maurice Caveing dans la mise au jour de l’universalisme omniculturel des Mathématiques. In: COLLOQUE HUMANISMES, MATHÉMATIQUES, POSITIVISMES, Peyresq, 2007. Actes du Colloque. Peyresq, 2007. OLIVEIRA, Marcelo Sousa; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu. Falar e mostrar para provar: uma contribuição teórica sobre a utilização dos gestos ostensivos wittgensteinianos como auxiliares como auxiliares na prova Matemática. Alexandria, Florianópolis, v. 9, n. 2, jul./dez. 2016. OLIVEIRA, Rodolfo Ronaldo Nobre. “Ver como”: uma vivência do olhar para a aprendizagem de Geometria. 2012. 109f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas) — Instituto de Educação Matemática e Científica. Universidade Federal do Pará. Belém. SILVA, Paulo Vilhena da. O aprendizado de regras matemáticas: uma pesquisa de inspiração wittgensteiniano com crianças da 4ª série no estudo da divisão. 2011. 102f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas) — Instituto de Educação Matemática e Científica. Universidade Federal do Pará. Belém SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu; SILVA, Paulo Vilhena da. O cálculo e a escrita matemática na perspectiva da filosofia da linguagem: domínio de técnicas. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 18, n. 1, p. 469-483, jan./abr. 2016. SIMÕES, Eduardo. Wittgenstein e o problema da verdade. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2008. WITTGENSTEIN, Ludwig. Escrito a máquina. Traducción de Jesús Padilla Gálvez. Madri: Trotta, 2014. WITTGENSTEIN, Ludwig. Fichas (Zettel). Tradução de Ana Berhan da da Costa. Lisboa: Edições 70, 1989. WITTGENSTEIN, Ludwig. Gramática filosófica. Tradução de Luis Carlos Borges. 2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2003. WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações Filosóficas. Tradução de Marcos Montagnoli. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. WITTGENSTEIN, Ludwig. Le Cahier bleu et le Cahier brun. Gallimard: Mesnil-sur-l’Estrée, 2010. WITTGENSTEIN, Ludwig. Observaciones sobre la Filosofía de la Psicología. Traducción de Luis Felipe Segura. México: Instituto de Investigaciones Filosóficas, 2006. WITTGENSTEIN, Ludwig. Observaciones sobre los fundamentos de la Matemática. Traducción de Isidoro Reguera. Madrid: Alianza Editorial, 1987. WITTGENSTEIN, Ludwig. Remarques sur les fondements des mathématiques. Mayenne: Éditions Gallimard, 1983. WITTGENSTEIN, Ludwig. Vocabulaire à l’usage des écoles primaires. Tradução de Jean-Pierre Cometti. Revue Litteraire Bimestrielle. Marseille, p. 233-234, 1986.
1659 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Os saberes psi no discurso da Educação Matemática: repensando as práticas de memorização Alice Stephanie Tapia Sartori;Claudia Glavam Duarte; Este artigo tem como objetivo problematizar a memorização no ensino de Matemática a partir dos discursos advindos dos saberes psi, como é o caso do construtivismo. Especialmente o enunciado que afirma que o aluno é construtor do conhecimento e que o professor não deve oferecer algo pronto para que o estudante apenas memorize, adquiriu força e mobilizou novas estratégias, como é o caso do uso de materiais concretos no ensino de Matemática. Assim, alguns enunciados são produzidos ou reforçados por estas teorias: “deve-se considerar o conhecimento prévio do aluno”; “é preciso trabalhar com as emoções em sala de aula, substituindo o medo pelo prazer de aprender”; “é necessário desenvolver os diversos tipos de memória”, dentre outros. O material da pesquisa compreende 26 exemplares da Revista Nova Escola, analisados a partir da análise do discurso em uma perspectiva foucaultiana. ALVES, Érica Valeria. Um estudo exploratório das relações entre memória, desempenho e os procedimentos utilizados na solução de problemas matemáticos. 2005. 181f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade de Estadual de Campinas. Campinas. AQUINO, Julio Groppa. Pedagogização do pedagógico: sobre o jogo do expert no governamento docente. Educação, Porto Alegre, v. 36, n. 2, maio/ago. 2013. BECKER, Fernando. “O que é Construtivismo?”. In: ALVES, Maria Leila; DURAN, Marilia Claret Geraes; BORJA, Amélia de; TOLEDO, Cleusa de; MATTOS, Meire Graça. (Org.). Construtivismo em revista. 2. ed. São Paulo: FDE, (série Ideias, n. 20), 1994, p. 87-93. BORTOLI, Bruno de. Neurociência na Revista Nova Escola. 2016. 142f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Universidade Estadual de Maringá. Maringá. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental – Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. CORAZZA, Sandra Mara. Construtivismo: evolução ou modismo? Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 21, n. 2, jul./dez. 1996. DUARTE, Claudia Glavam. A “realidade” nas tramas discursivas da Educação Matemática escolar. 2009. 191f. Tese (Doutorado em Educação) — Área de Ciências Humanas. Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo. FERRAZ, Juliana Schlatter de Lima. A memória na aprendizagem matemática. 2014. 80f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências Exatas) — Centro de Ciências Exatas e Tecnologia. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos. FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2011. MIGUEL, Antonio; VILELA, Denise Silva. Práticas escolares de mobilização de cultura matemática. Caderno Cedes, Campinas, v. 28, n. 74, p. 97-120, jan./abr. 2008. OLIVEIRA, Cláudio José de. Políticas educacionais e discursos sobre a Matemática escolar: um estudo a partir da Revista Nova Escola. 2006. 211f. Tese (Doutorado em Educação) — Área de Ciências Humanas. Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo. PEDROSO, Leda Aparecida. A Revista Nova Escola: política educacional na “Nova República”. 1999. 277f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. ROSA, Fernanda da Silva. Revista Nova Escola e Neurociência: uma discussão sobre dispositivos biopolíticos. 2017. 99f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Departamento de Ciências, Humanidades e Educação. Universidade de Santa Cruz do Sul. Santa Cruz do Sul. ROSE, Nikolas. Inventando nossos eus. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. (Org.). Nunca fomos humanos: nos rastros do sujeito. Belo Horizonte: Autêntica, 2001, p. 137-204. SARTORI, Alice Stephanie Tapia. As práticas de memorização no ensino de Matemática: reconfigurações nos discursos da Revista Nova Escola. 2019. 251f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) — Centro de Ciências da Educação. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. SILVA, Divino José; VAZ, Alexandre Fernandez. A emergência do sujeito cerebral e suas implicações para a Educação. Childhood & Philosophy, Rio de Janeiro, v. 12, n. 24, p. 211-230, maio/ago. 2016. SILVA, Tomaz Tadeu da. As pedagogias psi e o governo do eu nos regimes neoliberais. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Liberdades reguladas: as pedagogias construtivistas e outras formas de governo do eu. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 7-13. VIEIRA, Martha Lourenço. Construtivismo: a prática de uma metáfora-forma/conteúdo do construtivismo em Nova Escola. 1985. 75f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte.
1660 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Divisão de Números Naturais: do saber previsto ao saber efetivamente ensinado em classes do Ensino Fundamental José André Bezerra da Cruz;Rosinalda Aurora de Melo Teles; Esse artigo é recorte de uma pesquisa de mestrado acadêmico que adota a noção de transposição didática de Yves Chevallard e objetiva analisar aspectos relacionados ao processo de transposição didática interna da operação de divisão de números naturais no Ensino Fundamental. Para subsidiar a análise das aulas de Matemática de três professores, foi realizado um estudo dos documentos legais do Brasil e do Estado de Pernambuco, análise de livros didáticos para o 4º, 5º e 6º anos e entrevistas com os professores que atuam nesses anos escolares. Nas aulas, o foco de análise foram os diferentes significados da divisão, os procedimentos de cálculo, o tratamento dado ao resto e à interpretação dos resultados obtidos, abordados ou não nas aulas observadas. Ao comparar o saber previsto para ser ensinado e o saber efetivamente ensinado verificou-se mudanças, deformações e lacunas, que poderiam acarretar dificuldades no processo de aprendizagem da operação. ALVES, Evanilson Landim. Menos com menos é menos ou é mais? Resolução de problemas de multiplicação e divisão de números inteiros por alunos do ensino regular e da Educação de Jovens e Adultos. 2012. 205f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Centro de Educação. Universidade Federal de Pernambuco. Recife. ARAUJO, Abrão Juvêncio. O ensino de Álgebra no Brasil e na França: estudo sobre o ensino de equações do 1° grau à luz da Teoria Antropológica do Didático. 2009. 292f. Tese (Doutorado em Educação) — Centro de Educação. Universidade Federal de Pernambuco. Recife. BENVENUTTI, Luciana Cardoso. A operação de divisão: um estudo com alunos de 5ª série. 2008. 61f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade do Vale do Itajaí. Itajaí. BESSA DE MENEZES, Marcus. 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1661 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem e Mobile Learning como ambiente para desenvolver conteúdos matemáticos e competências no Ensino Médio Neuber Silva Ferreira;Carlos Fernando Araújo Jr.; Neste artigo apresentamos uma pesquisa que teve como objetivo verificar quais contribuições podem ser observadas quando se utiliza situações-problema de Modelagem Matemática e dispositivos móveis (smartphones) como ambiente de aprendizagem para o ensino de conteúdos matemáticos, com o intuito de promover o conhecimento matemático e o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais da Base Nacional Comum Curricular. A estratégia utilizada baseou-se na realização de atividades de Modelagem Matemática tendo como suporte os dispositivos móveis. A metodologia de pesquisa foi a Design Based Research. Participaram da pesquisa duas turmas do curso técnico integrado de um Instituto Federal. Os resultados mostram que a utilização do smartphone e seus aplicativos para a realização de atividades de Modelagem Matemática possibilitaram incrementar a formação dos estudantes, contribuindo para o entendimento dos conteúdos e para o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais à Matemática no primeiro ano do Ensino Médio. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; DIAS, Michele Regiane. Um estudo sobre o uso da Modelagem Matemática como estratégia de ensino e aprendizagem. Bolema, Rio Claro, v. 17, n. 22, p. 19-35, set. 2004. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; SILVA, Karina Pessoa; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na Educação Básica. São Paulo: Contexto, 2012. ARAÚJO JUNIOR, Carlos Fernando de; DIAS, Eduardo Jesus; CONTI, Carmen Lúcia Tozzi Mendonça; OTA, Marcos André. Tendências do m-learning na Educação Básica e o desenvolvimento de competências para o século 21. REnCiMa, São Paulo, v. 10, n. 4, p. 181-191, 2019. BARBOSA, Jonei Cerqueira. 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1662 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Contribuições da metodologia Resolução de Problemas ao ensino-aprendizagem de divisibilidade: um estudo de caso José Aparecido da Silva Fernandes;Lúcio Souza Fassarella; Recorte de uma pesquisa qualitativa na forma de estudo de caso etnográfico que teve como objetivo geral investigar as contribuições da metodologia de Resolução de Problemas ao ensino-aprendizagem de divisibilidade. A pesquisa desenvolveu-se pela elaboração e análise da aplicação de uma sequência didática junto à turma do 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública, ao longo de aulas regulares realizadas entre os meses de julho e setembro de 2015. Os meios para coleta de dados foram a observação participante amparada por diário de bordo, gravações em áudio e vídeo, fotografias e entrevista, além das produções dos alunos. Constatamos que os alunos se adaptaram bem à proposta, após superadas resistências e dificuldades iniciais. Verificamos as seguintes contribuições da metodologia de Resolução de Problemas: aumento da motivação e engajamento dos alunos nas aulas; desenvolvimento do trabalho colaborativo; favorecimento da escrita em Matemática; ressignificação do ensino-aprendizagem da Matemática. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de La Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. ALRØ, Helle; SKOVSMOSE, Ole. Diálogo e aprendizagem em Educação Matemática. Tradução de Orlando de Andrade Figueiredo. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. ANDRÉ, Marli Elisa Dalmazo Afonso de. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 2013. BELLI, Alexandra Amadio; MANRIQUE, Ana Lúcia. 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1663 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Apropriação de conceitos matemáticos na Educação Infantil Maria Auristela Barbosa Alves de Miranda;Antônio Villar Marques de Sá; Campos de experiências, Conceitos matemáticos, Currículo da Educação Infantil, Educação Infantil, Teoria Histórico-Cultural Este artigo objetiva analisar o processo de apropriação de conceitos matemáticos na Educação Infantil. Fundamentado na Teoria Histórico-Cultural, apresenta um panorama teórico do objeto e a análise de dois episódios vividos em pesquisa de Doutorado ainda em curso que utilizou como instrumentos dinâmicas conversacionais e observação participante na jornada de um Centro de Educação Infantil, tendo como sujeitos uma professora e dez crianças de 5 anos de idade. Concluímos que: 1) as crianças se encontram no processo de apropriação de conceitos matemáticos e os vivenciam, mas não têm a informação de que se tratam de conceitos matemáticos; 2) é fundamental o papel da professora na apresentação dos conceitos, posto que a apropriação da cultura se faz nas relações sociais; 3) o processo de apropriação da cultura matemática não se faz em aulas, mas a partir dos campos de experiências propostos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). ARCE, Alessandra. O jogo e o desenvolvimento infantil na teoria da atividade e no pensamento educacional de Friedrich Froebel. Cadernos Cedes, Campinas, v. 24, n. 62, p. 9-25, abr. 2004. ARCE, Alessandra. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e o espontaneísmo: (re)colocando o ensino como eixo norteador do trabalho pedagógico com crianças de 4 a 6 anos. In: ARCE, Alessandra; MARTINS, Lígia Márcia. Quem tem medo de ensinar na Educação Infantil? Em defesa do ato de ensinar. 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1664 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O ensino de Estatística apresentado nos materiais curriculares dos três primeiros anos do Ensino Fundamental Priscila Bernardo Martins;Suzete de Souza Borelli;Edda Curi; Literacia Estatística, Ensino de Matemática, Anos Iniciais do Ensino Fundamental O presente estudo tem por objetivo analisar se as atividades propostas no material curricular de Matemática, denominado Caderno do Aluno, do projeto Educação Matemática nos Anos Iniciais (EMAI), dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, empregado pela Rede Estadual de Ensino de São Paulo, permitem o desenvolvimento da Literacia Estatística dos estudantes. Assim, optou-se pela análise documental na perspectiva de Bardin (2016). Como resultados, foi possível observar que as atividades analisadas contribuem para a promoção do desenvolvimento da Literacia Estatística, por encaminhar os estudantes na compreensão das informações estatísticas, na organização dos dados e na representação de tabelas. Contudo, observou-se que a aquisição da Literacia Estatística requer outras habilidades que as atividades não incentivam tanto — a capacidade de argumentar, a construção e representação de gráficos e tabelas, a apropriação do vocabulário estatístico e a competência de produzir textos acerca de suas interpretações. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2016. BATANERO, Carmen; ARTEAGA, Pedro; CONTRERAS, José Miguel. El currículo de Estadística em la enseñanza obligatoria. Em Teia, Recife, v. 2, n. 2, p. 1-20, maio/ago. 2011. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRITO, Gisele Ferreira; CHOI, Vania Picanço; ALMEIDA, Andreia. (Org.). Manual ABNT: regras gerais de estilo e formatação de trabalhos acadêmicos. 4. ed. rev. São Paulo: FECAP, 2014. CURCIO, Frances. Comprehension of mathematical relationships expressed in graphs. Journal for Research in Mathematics Education, v. 18, n. 5, p. 382-393, nov. 1987. CURCIO, Frances. Developing graph comprehension: Elementary and Middle School activities. Reston: NCTM, 1989. CURI, Edda. (Coord.). O ensino de Matemática em questão: apontamentos para discussão e implementação do Currículo da Cidade. São Paulo: SME/COPED, 2019. DelMAS, Robert C. Statistical literacy, reasoning and learning: a commentary. Journal of Statistics Education, v. 10, n. 3, p. 1-11, 2002. FLORES, Claudia Regina, MORETTI, Méricles Thadeu. O funcionamento cognitivo e semiótico das representações gráficas: ponto de análise para a aprendizagem matemática. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 28, Caxambu, 2005. Anais da 28ª Reunião da ANPEd. Caxambu: ANPEd, 2005, p. 1-13. GAL, Iddo. Adult statistical literacy: meanings, components, responsabilities. International Statistical Review, v. 70, n. 1, p. 1-25, apr. 2002. JACOBINI, Otávio Roberto; WODEWOTZKI, Maria Lúcia Lorenzetti; CAMPOS, Celso Ribeiro; FERREIRA, Denise Helena Lombardo. Temas contemporâneos nas aulas de Estatística: um caminho para combinar aprendizagem e reflexões políticas. In: LOPES, Celi Aparecida Espasandin; COUTINHO, Cileda de Queiroz Silva; ALMOULOUD; Saddo Ag. (Org.) Estudos e reflexões em Educação Estatística. Campinas: Mercado de Letras, 2010, p. 65-83. KEMP, Marian. Developing critical numeracy at the tertiary level. 2005. 288f. Thesis (Docyorate of Education) — Murdoch University. Western (Australia) LOPES, Celi Aparecida Espasandin. Literacia estatística e INAF 2002. In: FONSECA, Maria da Conceição Ferreira Reis. (Org.). Letramento no Brasil: habilidades matemáticas. São Paulo: Global, 2004, p. 187-197. LOPES, Celi Aparecida Espasandin. O ensino de Estatística e da Probabilidade na Educação Básica e a formação de professores. Caderno Cedes, Campinas, v. 27, n. 74, p. 57-73, jan./abr. 2008. SACRISTÁN, José Gimeno. O que significa o currículo? In: SACRISTÁN, José Gimeno. (Org.). Saberes e incertezas sobre o currículo. Tradução: Alexandra Salvaterra. Porto Alegre: Penso, 2013, p. 16-35. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Centro de Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. EMAI & Ler e Escrever: Ensino Fundamental, 1º ano, v. 1, Caderno do Aluno. São Paulo: SEE/CEFAI, 2020. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Centro de Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. EMAI & Ler e Escrever: Ensino Fundamental, 2º ano, v. 1, Caderno do Aluno. São Paulo: SEE/CEFAI, 2020. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Centro de Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. EMAI & Ler e Escrever: Ensino Fundamental, 3º ano, v. 1, Caderno do Aluno. São Paulo: SEE/CEFAI, 2020. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Currículo Paulista. São Paulo: SEE, 2019.
1665 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Uma metanálise de dissertações e teses brasileiras que utilizaram a teoria do Pensamento Matemático Avançado Paulo Ferreira do Carmo;Sonia Barbosa Camargo Igliori; Pensamento Matemático Avançado, Metanálise, Teoria Cognitivista, Dissertações e Teses Brasileiras, Educação Matemática Após um certo período de publicações sobre um determinado tema, pesquisadores sentem a necessidade de analisá-las para verificar tendências dessas publicações. O objetivo deste artigo é apresentar uma metanálise de pesquisas brasileiras baseada em alguns aspectos dessas produções que utilizaram noções de Pensamento Matemático Avançado em seus referenciais teóricos. Para isso, foram utilizadas 21 dissertações e 5 teses destacando-se aspectos considerados importantes dessas pesquisas. Esta investigação é parte de uma pesquisa de doutorado, que visa analisar as diversas concepções do PMA em publicações brasileiras. A metodologia utilizada nas análises segue as orientações da análise de conteúdo. Constatou-se que as pesquisas se concentram na região sudeste e no Ensino Superior, e que a maioria destas pesquisas foi de caráter empírico, mostrando a potencialidade desta teoria cognitivista para o ensino e aprendizagem de conceitos matemáticos. ALMEIDA, Marcio Vieira de. Um panorama de artigos sobre a aprendizagem do Cálculo Diferencial e Integral na perspectiva de David Tall. 2013. 154f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. AMORIM, Lilian Isabel Ferreira. A (re)construção do conceito de limite do cálculo para análise: um estudo com alunos do curso de licenciatura em Matemática. 2011. 134f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Instituto de Ciências Exatas e Biológicas. Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto. ANDERSEN, Érika. As ideias centrais do Teorema Fundamental do Cálculo mobilizadas por alunos de licenciatura em Matemática. 2011.128f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. ANGELINI, Norberto Machado. Funções: um estudo baseado nos três mundos da Matemática. 2010. 219f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Universidade Bandeirante de São Paulo. São Paulo. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto, Augusto Pinheiro. 2. reimp. São Paulo: Edições 70, 2011. BERTOLAZI, Kátia Socorro. Conhecimentos e compreensões revelados por estudantes de licenciatura em Matemática sobre sistemas de equações lineares. 2012. 229f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) — Centro de Ciências Exatas. Universidade Estadual de Londrina. Londrina. CAMPOS, Jean Peixoto. Algoritmos para fatoração e primalidade como ferramenta didática para o ensino de Matemática. 2014. 95f. Dissertação (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional) — Núcleo de Ciências Exatas e da Terra. Universidade Federal de Rondônia. Porto Velho. CARMO, Paulo Ferreira do. Pensamento matemático avançado: como essa noção repercute em dissertações e teses brasileiras? 2018. 128f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo DREYFUS, Tommy. Advanced Mathematical Thinking Process. In TALL, David Orme. (Ed). Advanced Mathematical Thinking. Dordrecht: Kluwer, 2002, p. 25-41. FERNANDES JUNIOR, Valter Costa. Repensando o ensino de Análise: reações, impressões e modificações nas imagens de conceito de alunos frente a atividades de ensino sobre sequências de números reais. 2014. 111f. 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1666 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O ensino de Matemática por meio da contextualização e da pesquisa Sandryne Maria de Campos Tiesen;Rafaele Rodrigues de Araujo; Contextualização, Ensino de Matemática, Pesquisa O presente artigo teve por objetivo descrever e analisar a potencialidade de uma atividade didática contextualizada para o ensino de Matemática com estudantes do primeiro ano do Ensino Médio. Para isso, utilizamos a metodologia da pesquisa-ação para realizar a investigação sobre o uso de celular em sala de aula no ensino de Matemática. Na análise dos resultados emergiram duas categorias: compreensões dos estudantes em Matemática a partir de questões cotidianas, e a pesquisa como potencializadora do ensino e da aprendizagem em Matemática. A partir da discussão realizada nessas categorias, argumentamos que, ao realizar uma prática contextualizada e investigativa no ensino de conceitos matemáticos, potencializamos o processo de formação de sujeitos conscientes e críticos. 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1667 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Uma análise do conteúdo de transformações geométricas em livros didáticos do Ensino Médio Paulo Henrique Souza Nakamura;Vinícius Pazuch; Matemática, Transformações geométricas, Livros didáticos Este artigo apresenta uma análise do conteúdo de transformações geométricas em três coleções de livros didáticos de Matemática para o Ensino Médio selecionadas pelo último Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Nesta análise, buscou-se identificar de que maneira as transformações geométricas de translação, reflexão, rotação e homotetia são apresentadas, como são as tarefas propostas sobre o conteúdo e as atribuições destinadas aos professores que utilizam esses livros. As análises foram constituídas a partir das noções teóricas de tarefa, incluindo exercício e problema. Constatou-se a falta de aprofundamento em algumas unidades dos livros analisadas, a ausência de um número expressivo de problemas, em vez de exercícios, e a escassez de sugestões para uma atuação mais significativa do conteúdo pelos professores no Ensino Médio. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que Através da Resolução de Problemas? In: ALLEVATO, Norma Suely Gomes; JUSTULIN, Andresa Maria; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014. p. 32-51. ALMEIDA, Nilze de; DEGENSZAJN, David; DOLCE, Osvaldo; IEZZI, Gelson; PÉRIGO, Roberto. Matemática: ciência e aplicações. v. 2, 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. BOYER, Carl Benjamin. História da Matemática. Tradução de Elza Furtado Gomide. São Paulo: Edgar Blücher, 1974. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BROLEZZI, Antonio Carlos. Criatividade e resolução de problemas. São Paulo: Livraria da Física, 2013. DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto & aplicações. v. 2, 3. ed. São Paulo: Ática, 2017. DELMONDI, Natalia Nascimben; PAZUCH, Vinícius. Um panorama teórico das tendências de pesquisa sobre o ensino de transformações geométricas. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 99, n. 253, p. 661-686, set./dez. 2018. ECHEVERRÍA, María del Puy Pérez; POZO, Juan Ignacio. Aprender a resolver problemas e resolver problemas para aprender. In: POZO, Juan Ignacio. (Org.). A solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender. Tradução de Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre: ArtMed, 1998. p. 13-42. GARCIA, Jacqueline; SOUZA, Joamir. #Contato Matemática. v. 3. São Paulo: FTD, 2016b. GARCIA, Jacqueline; SOUZA, Joamir. #Contato Matemática. v. 2. São Paulo: FTD, 2016a. LIMA, Katia; JANUARIO, Gilberto. Princípios de integração de valores culturais ao currículo e a organização dos conteúdos em livros didáticos de Matemática. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 1, n. 1, p. 76-98, jan./abr. 2017. OLIVEIRA, Gerson Pastre de.; LIMA, Nilo Silveira Monteiro de. Estratégias didáticas com tecnologias na formação continuada de professores de Matemática: uma investigação sobre homotetia. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 385-418, jan./abr. 2018. PLATÃO. Fedro ou da Beleza. Tradução de Pinharanda Gomes. 6. ed. Lisboa: Guimarães Editores, 2000. SAVIANI, Demerval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 4. ed. Campinas: Autores Associados, 2013. SILVA, Daniel Romão da. Livro didático de Matemática: lugar histórico e perspectivas. 2010. 152f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo. São Paulo. SILVA, Ezequiel Theodoro da. Livro didático: do ritual de passagem à ultrapassagem. Em Aberto, Brasília, v. 16, n. 69, p. 11-15, jan./mar. 1996 ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 10. ed. São Paulo: Global, 2003.
1668 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. El des-ligaje de la biopolítica para el re-ligaje en la Educación Matemática Decolonial Transcompleja Milagros Elena Rodríguez; Re-ligação, Desvinculando, Biopolítica, Educação Matemática, Transcomplex Decolonial La manipulación del cuerpo desde la afección de la psique en la enseñanza de la Matemática han sido acciones originarias del ejercicio de autoritarismo de la biopolítica en la educación; el currículo ha sido objeto de dominio de la modernidad-postmodernidad-colonialidad. Desde la hermenéutica comprensiva, ecosófica y diatópica como transmétodo se cumple con el objetivo complejo: des-ligar la biopolítica en la Educación Matemática actual y re-ligar en la Educación Matemática Decolonial Transcompleja. Se pasan por los momentos analíticos, empíricos y propositivos. En este último, se re-liga bajo una concientización tetraédrica: transepistémica, antropoética, política y humana. El re-ligaje es deseable a favor de lo humano, del develar de las Matemáticas del Sur, del habita popular, con un re-ligaje profundo de procesos metacognitivos se puede llegar a una concientización de una Matemática decolonial, compleja, transdisciplinar en la vida del discente; inclusión sin preeminencia, pues la Matemática no tiene más apellido que: la humanidad. DUSSEL, Enrique. El encubrimiento del Otro: hacia el origen de mito de la Modernidad. La Paz: Ediciones Plural Editores, 1994. DUSSEL, Enrique. Ética de la liberación en la edad de la globalización y de la exclusión. Valladolid: Ediciones Trotta, 1998. FOUCAULT, Michel. Defender la sociedad. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2001. FOUCAULT, Michel. Historia de la sexualidad. 1. La voluntad de saber. Buenos Aires: Siglo XXI, 2008. FOUCAULT, Michel. La ética del cuidado de sí como práctica de la libertad. En Estética, Ética, Hermenéutica. Obras esenciales, volumen III. Barcelona: Paidós, 2010. FOUCAULT, Michel. Vigilar y Castigar. Argentina: Siglo XXI, 2003. GONZÁLEZ, Juan. Aula mente social. Pensamiento transcomplejo. Tomo III. Barranquilla: Universidad Simón Bolívar, 2013. ILIVITZKY, Matias. Orígenes de la biopolítica: tensiones entre Foucault y Arendt. Araucaria: Revista Iberoamericana de Filosofía, Política y Humanidades, Sevilla, v. 14, n. 27, p. 24-41, jan./jul. 2012. PÉREZ, Augusto. Las Matemáticas Modernas: Pedagogía, Antropología y Política. Entrevista a Georges Papy. Perfiles Educativos, Ciudad de México, n. 10, p. 41-46, oct./dic. 1980. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. El poder que se practica, analizado desde Michel Foucault, en la enseñanza de la Matemática. Praxis Educativa ReDIE, v. 5, n. 9, p. 7-24, nov. 2013/abr. 2014. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. La Educación Matemática decolonial transcompleja como antropolítica. Utopía y Praxis Latinoamericana, Zulia, v. 25, p. 125-137, 2020b. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. La Educación Matemática en la con-formación del ciudadano. Telos: Revista de Estudios Interdisciplinarios en Ciencias Sociales, Zulia, v. 15, n. 2, p. 215-230, may./ago. 2013. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. La educación patrimonial descolonizada: un espacio por construir en la transmodernidad. Praxis Educativa ReDIE, v. 10, n. 18, p. 8-32, may./out. 2018. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. La hermenéutica comprensiva, ecosófica y diatópica: un transmétodo rizomático en la transmodernidad. Perspectivas Metodológicas, Buenos Aires, v. 19, p. 1-15, 2020a. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. Matemática-ecosofía: miradas de un acercamiento complejo. Visión Educativa IUNAES, Durango, v.14, n. 29, p. 1-12, abr./sep. 2020c. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. Re-ligar como práctica emergente del pensamiento filosófico transmoderno. Orinoco Pensamiento y Praxis, v. 7, n. 11, p. 13-35, nov./dic. 2019. SANTOS, Boaventura de Souza. Crítica de la razón indolente: contra el desperdicio de la experiencia. Bilbao: Desclée de Brouwer, 2003. SKOVSMOSE, Ole. Hacia una Filosofía de la Educación Matemática Crítica. Traducido por Paola Valero. Bogotá: Una Empresa Docente, 1999. TEIXEIRA, Cymone Martins Cotrim; GUSMÃO, Tânia Cristina Rocha Silva. Perspectiva foucaultiana dos discursos em uma aula de Matemática: densidade demográfica. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 4, n. 10, p. 1-13, 2020. VALERO, Pola; GARCÍA, Gloria. El Currículo de las Matemáticas Escolares y el Gobierno del Sujeto Moderno. Bolema, Rio Claro, v. 28, n. 49, p. 491-515, ago. 2014. VEIGA-NETO, Alfredo. Biopolítica, Normalización y Educación. Pedagogía y Saberes, Bogotá, v. 38, p. 83-91, 2013.
1669 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Os reflexos de uma oficina na mudança das concepções de professores: um estudo no contexto dos materiais manipuláveis Mylena Simões Campos;Jorge Henrique Gualandi; Educação Matemática, Formação continuada de professores que ensinam Matemática, Materiais Manipuláveis, Concepções Esta pesquisa teve como objetivo descrever quais as possíveis contribuições de uma oficina para as mudanças nas concepções dos professores acerca dos Materiais Manipuláveis no ensino de Matemática. Desenvolveu-se um trabalho de abordagem qualitativa com dez professoras que ensinam Matemática na Educação Básica, em uma escola públicaituada no município de Marataízes, no sul do estado do Espírito Santo. Metodologicamente, a pesquisa foi desenvolvida mediante dois questionários, uma oficina e análise dos dados coletados à luz dos teóricos abordados. Verificou-se que três professoras possivelmente mudaram as suas concepções. Das possíveis mudanças, duas se referem à finalidade de trabalhar com os materiais e a outra diz respeito à possibilidade de utilizar esses recursos na sala de aula. BOGDAN, Robert C; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. DAMAS, Ermelinda; OLIVEIRA, Vânia; NUNES, Raquel; SILVA, Luísa. Alicerces da Matemática: guia prático para professores e educadores. Porto: Areal Editores, 2010. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. IMBERNÓN, Francisco. Formação continuada de professores. Tradução de Juliana dos Santos Padilha. Porto Alegre: Artmed, 2010. LORENZATO, Sérgio. O Laboratório de Ensino de Matemática e os materiais didáticos. In: LORENZATO, Sérgio. (Org.). O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2012, p. 3-38. MATOS, Mônica Gonçalves de. Estudo sobre concepções de professores que ensinam Matemática: o boletim de Educação Matemática em tela. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 12, 2016, São Paulo. Anais do XII ENEM: A Educação Matemática na contemporaneidade: desafios e possibilidades. São Paulo: SBEM, 2016, p. 1-12. MOREIRA, Joana Vianez. Materiais não estruturados na Geometria e Medida em EPE e no 1º CEB. 2018. 72f. Dissertação (Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico) — Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti. Porto. PASSOS, Cármen Lúcia Brancaglion. Materiais manipuláveis como recurso didático da formação de professores de Matemática. In: LORENZATO, Sérgio. (Org.). O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2012, p. 77-92. PERRENOUD, Philippe. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Tradução de Patricia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artmed, 2000. PONTE, João Pedro da, SERRAZINA, Maria de Lurdes. Didáctica da Matemática para o 1º Ciclo do Ensino Básico. Lisboa: Universidade Aberta, 2000. PONTE, João Pedro da, SERRAZINA, Maria de Lurdes. Práticas profissionais dos professores de Matemática. Quadrante, Lisboa, v. 13, n. 2, p. 51-74, 2004. PONTE, João Pedro da. Concepções dos professores de Matemática e processos de formação. In: PONTE, João Pedro da. (Org.). Educação Matemática: Temas de Investigação. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1992, p. 185-239. SANTOS FILHO, Jurandi Rodrigues; OLIVEIRA, Lucas Moura de; CABRAL, Macella Ferreira Bonfim. Importância e implantação do Laboratório de Ensino de Matemática. Caderno de Graduação — Ciências Exatas e Tecnológicas, Aracaju, v. 5, n. 2, p. 135-142, mar. 2019. SANTOS, Rejane Costa dos; GUALANDI, Jorge Henrique. Laboratório de Ensino de Matemática: o uso de materiais manipuláveis na formação continuada de professores. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 12, 2016, São Paulo. Anais do XII ENEM: A Educação Matemática na contemporaneidade: desafios e possibilidades. São Paulo: SBEM, 2016, p. 1-12. SERRAZINA, Lurdes. Didáctica da Matemática: os materiais e o ensino da Matemática. 1996. (22m39s). Disponível em: https://vimeo.com; acesso em 15 fev. 2020, às 16h. SERRAZINA, Lurdes. Os materiais e o ensino de matemática. Lisboa: APM, 1990. THOMPSON, Alba Gonzales. A relação entre concepções de Matemática e de ensino de Matemática de professores na prática pedagógica. Tradução de Gilberto Francisco Alves de Melo e Tadeu Oliver Gonçalves. Zetetiké, Campinas, v. 5, n. 8, p. 11-44, jul./dez. 1997. TURRIONI, Ana Maria Silveira; PEREZ, Geraldo. Implementando um Laboratório de Educação Matemática para apoio na formação de professores. In: LORENZATO, Sérgio. (Org.). O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2012, p. 57-76.
1670 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Apresentação — Dossiê: Modelagem Matemática e Resolução de Problemas Marco Aurélio Kistemann Junior;
1671 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Análise da compreensão de licenciandos em Matemática sobre o ensino via resolução de problemas Luiz Otavio Rodrigues Mendes;Érika Janine Maia Afonso;Marcelo Carlos de Proença; O objetivo do artigo foi analisar a compreensão de licenciandos em Matemática para abordar, em sala de aula, o ensino-aprendizagem de Matemática via resolução de problemas. Realizamos um estudo descritivo, de natureza qualitativa, em que 18 licenciandos que estavam matriculados no quarto ano do curso de Licenciatura em Matemática de uma universidade pública do norte do Paraná participaram de um curso de formação composto por discussões promovidas a partir de aulas teóricas e do desenvolvimento de uma prática baseada nas ações de ensino propostas por Proença (2018). Os resultados mostram que os participantes, no início do curso, desconheciam o ensino via resolução de problemas, indicando apenas se tratar de uso de problemas do cotidiano. Após o curso, os resultados mostram que a ação de escolha do problema a ser introduzido nesse ensino foi considerada a mais importante, seguida da ação que implica o auxílio do professor aos alunos quando tentam resolver o problema. ABRIC, Jean-Claude. A abordagem estrutural das Representações Sociais. In: MOREIRA, Antonia Silva Paredes; OLIVEIRA, Denise Cristina. (Org). Estudos interdisciplinares de Representação Social. Goiânia: Cultura e Qualidade, 2000, p. 27-39. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de La Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristiane Höber; JUSTULIN, Andressa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco, 2014, p. 35-52. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. 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1672 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem na Educação Matemática para o desenvolvimento de conceitos de Análise Combinatória Ticiano Azevedo Bastos;Milton Rosa; Esse artigo tem como base uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo identificar como a perspectiva sociocrítica da Modelagem Matemática poderia contribuir para o desenvolvimento de conceitos de Análise Combinatória. A pesquisa foi realizada com 17 alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola particular no vale do Rio Doce, na região leste do estado de Minas Gerais e com um professor de Educação Física. A abordagem metodológica utilizada nesse estudo foi qualitativa e os dados foram produzidos por meio de quatro blocos de atividades, dois questionários e uma entrevista semiestruturada, que foram conduzidos no período de setembro a novembro de 2018. Os resultados mostraram que as contribuições desse estudo estavam relacionadas com o desenvolvimento ativo da aprendizagem de conceitos combinatórios por meio de um olhar crítico sobre as práticas de treinamentos de musculação nas academias pesquisadas. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle; SILVA, André. Por uma educação matemática crítica: a modelagem matemática como alternativa. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 12, n. 2, p. 221-241, maio/ago. 2010. ALVES, Renato de Carvalho. O ensino de Análise Combinatória na Educação Básica e a formação de professores. 2012. 161f. Dissertação (Mestrado Ensino de Matemática) — Instituto de Matemática. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. AMBROZI, Luiz. Jogos em uma sequência didática para o ensino de Análise Combinatória. 2017. 162f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática) — Área do Conhecimento de Ciências Exatas e Engenharias. Universidade de Caxias do Sul. Caxias do Sul. BARBOSA, Jonei Cerqueira. 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1673 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Aprendizagem matemática através da elaboração de problemas em uma escola comunitária rural Cidimar Andreatta;Norma Suely Gomes Allevato; Neste artigo, apresentamos resultado de uma pesquisa de doutorado realizada com estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental de uma Escola Municipal Comunitária Rural, cujo objetivo foi investigar como problemas elaborados pelos estudantes podem contribuir para suas aprendizagens. Os dados foram construídos por meio da observação participante e da análise do enredo textual dos problemas elaborados pelos estudantes em um contexto de aprendizagem que levou em consideração conteúdos desenvolvidos por eles em etapas anteriores da pesquisa. Com abordagem qualitativa, a investigação configura-se como pesquisa-ação, em que os dados foram submetidos à análise textual discursiva a partir dos registros da elaboração dos problemas e das observações. Os resultados mostram que os problemas elaborados pelos estudantes estiveram relacionados, em sua maior parte, às operações fundamentais da Matemática, especialmente a adição e multiplicação como potencial para desenvolver aspectos da criatividade e da criticidade dos estudantes. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da resolução de problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria. (Org.). Resolução de problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. ALTOÉ, Renan Oliveira. Formulação de problemas do campo conceitual multiplicativo no Ensino Fundamental: uma prática inserida na metodologia de resolução de problemas. 2017. 227f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) — Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Espírito Santo. Vitória. ANDRADE, Silvanio. 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1674 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática: um olhar semiótico Michele Regiane Dias Veronez;Carina Chulek; O desenvolvimento de uma atividade de modelagem matemática a partir dos interpretantes produzidos por alunos de um primeiro ano do Ensino Médio é focalizado nesse texto à luz da teoria semiótica peirceana. A metodologia que subsidia o estudo realizado é de cunho qualitativo, já que temos por interesse discutir acerca dos signos produzidos pelos alunos ao longo do desenvolvimento de uma atividade de modelagem matemática. Como resultados, ponderamos que o processo de geração de (signos) interpretantes depõe (des)conhecimentos dos alunos, seja sobre Matemática, seja sobre a situação e/ou problema que desencadeou a atividade de modelagem matemática em foco. Além disso, esse processo favorece uma dinamicidade na geração dos interpretantes, proporcionada devido ao uso do software GeoGebra e leva os alunos a assumirem atitudes autônomas ao longo do desenvolvimento da atividade de modelagem matemática. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle. Um olhar semiótico sobre modelos e modelagem: metáforas como foco de análise. Zetetiké, Campinas, v. 18, p. 387- 414, 2010. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle; DIAS, Michele Regiane. Um estudo sobre o uso da Modelagem Matemática como estratégia de ensino e aprendizagem. Bolema, Rio Claro, v. 17, n. 22, p. 19-36, jul./dez. 2004. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle; SILVA, Karina Alessadra Pêssoa; VERONEZ, Michele Regiane Dias. Sobre a geração e a interpretação de signos em atividades de modelagem matemática. In: VI SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2015, Pirenópolis. Anais do VI SIPEM. Pirenópolis: SBEM, 2015, p. 1-13. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle; SILVA, Karina Alessandra Pessôa. (Org.). 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1675 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A Modelagem Matemática na Educação Infantil: uma experiência vivida Cibelli Batista Belo;Dionisio Burak; A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e é considerada fundamental para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e físico da criança. A Modelagem Matemática, sob o ponto de vista da Educação Matemática, se apresenta como uma prática pedagógica capaz de possibilitar esse desenvolvimento. Este artigo tem como objetivo descrever as contribuições da Modelagem Matemática no desenvolvimento das crianças em uma turma de Pré I, entre 4 a 5 anos. Participaram da investigação, dez crianças de uma escola pública. Os dados foram obtidos por meio de observações, fotos e filmagens. A análise foi realizada com base nos dados coletados. Descreve como as práticas foram concretizadas e as modificações necessárias ocorridas nas suas etapas quando desenvolvidas em uma turma de Pré I. Os resultados mostram as contribuições dessa prática pedagógica para o desenvolvimento das crianças, tornando-as mais participativas, autônomas e ressaltando a importância do diálogo e a interação entre elas. ALMEIDA, Lourdes Werle de; SILVA, Karina Pessôa; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na Educação Básica. São Paulo: Contexto, 2012. ANDRADE, Lucimary Bernabé Pedrosa de. Educação infantil: discurso, legislação e práticas institucionais. São Paulo: EdUNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. ARAGÃO, Rosália Maria Ribeiro de. Rumo à educação do século XXI: para superar os descompassos do ensino nos anos iniciais de escolar idade. In: BURAK, Dionísio; PACHECO, Edilson Roberto; KLÜBER, Tiago Emanuel. (Org). Educação Matemática: reflexões e ações. Curitiba: CRV, 2010, p. 11-25. ARANHA, Mauricleide Leandro. A importância da ludicidade e da psicomotricidade para a Educação Infantil. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) — Centro de Educação. 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1676 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática na Educação Matemática e Formação Continuada de Professores: caminhos para o desenvolvimento profissional Rosi Kelly Regina Marmitt;Danusa de Lara Bonotto; Este artigo tem como objetivo conhecer as pesquisas realizadas sobre Modelagem Matemática e Formação Continuada e compreender, a partir delas, o desenvolvimento profissional (DP) dos professores participantes. Para tal, utilizamos como abordagem metodológica a pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfica, com base na busca de dados na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Encontramos quatorze pesquisas, compreendidas entre 2010 e 2019 utilizando o campo busca avançada e a opção título, dentre as quais selecionamos onze para análise. Os procedimentos de análise estão pautados na análise temática de conteúdo. A partir da unidade de análise desenvolvimento profissional apresentamos duas categorias nas quais discutimos que: 1) as pesquisas tratam da formação continuada com modelagem na perspectiva do DP dos professores e os espaços/tempo constituídos para as formações favorecem o DP e 2) a transição da formação continuada para a sala de aula é um movimento de DP situado no fazer docente. ALMEIDA, Lourdes Werle de; SILVA, Karina Pessôa da; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na Educação Básica. São Paulo: Contexto, 2012. BARBOSA, Jonei Cerqueira. As relações dos professores com a Modelagem Matemática. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2004, Recife. Anais do VIII ENEM — Educação Matemática: um compromisso social. Recife: SBEM, 2004, p. 1-11. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Mathematical modelling in classroom: a critical and discursive perspective. ZDM, Karlsruhe, v. 38, n. 3, p. 293-301, jun. 2006. BARBOSA, Jonei Cerqueira. As discussões paralelas no ambiente de aprendizagem modelagem matemática. Acta Scientiae, Canoas, v.10, n.1, jan./jun. 2008. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem no Ensino Fundamental. Blumenau: EdFURB, 2014. BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem na Educação Matemática e na Ciência. São Paulo: Livraria da Física, 2016. BURAK, Dionísio. Modelagem matemática: ações e interações no processo de ensino-aprendizagem. 1992. 130f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. DIAS, Michele Regiane. Uma experiência com Modelagem Matemática na formação continuada de professores. 2005. 121f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) — Centro de Ciências Exatas. Universidade Estadual de Londrina. Londrina. FERREIRA, Ana Cristina. Um olhar retrospectivo sobre a pesquisa brasileira em formação de professores de Matemática. In: FIORENTINI, Dario. (Org). Formação de professores de Matemática: explorando novos caminhos com outros olhares. Campinas: Mercado de Letras, 2003, p. 19-50. FIORENTINI, Dario. et al. Formação de professores que ensinam Matemática: um balanço de 25 anos da pesquisa brasileira. Educação em Revista, Belo Horizonte, n. 36, 137-160, dez. 2002. FIORENTINI, Dario; CRECCI, Vanessa. Desenvolvimento profissional docente: um termo guarda-chuva ou um novo sentido à formação? Formação Docente, Mariana, v. 5, n. 8, p. 11-23, jan./jun. 2013. GARCÍA, Carlos Marcelo. Formação de professores: para uma mudança educativa. Tradução de Isabel Narciso. Porto: Porto Editora, 1999. GARCIA, Carlos Marcelo. PRYJMA, Marielda Ferreira. A aprendizagem docente e os programas de desenvolvimento profissional. In: PRYJMA, Marielda Ferreira. (Org.). Desafios e trajetórias para o desenvolvimento profissional docente. Curitiba: EdUTFPR, 2013, p. 37-54. IMBERNÓN, Francisco. Formação continuada de professores. Tradução Juliana dos Santos Padilha. Porto Alegre: Artmed, 2010. MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 18 ed. Petrópolis: Vozes, 2001. NÓVOA, Antônio. (Coord.). Os professores e a sua formação. 2. ed. Lisboa: Dom Quixote, 1995. OLIVEIRA, Andreia Maria Pereira de. Modelagem Matemática e as tensões nos discursos dos professores. 2010. 199f. Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências). Universidade Federal da Bahia. Salvador. PASSOS, Cármen Lúcia Brancaglion. et al. Desenvolvimento profissional do professor que ensina Matemática: uma meta-análise de estudos brasileiros. Quadrante, Lisboa, v. 15, n. 1 e 2, 2006. PONTE, João Pedro. (Org.). Práticas profissionais dos professores de Matemática. Lisboa: Universidade de Lisboa, 2014. SHULMAN, Lee. Those who understand: knowledge growth inteaching. Educational Researcher, v. 15, n. 2, p. 4-14, 1986. STAKE, Robert E. Pesquisa qualitativa: estudando como as coisas funcionam. Tradução de Karla Reis. Porto Alegre: Penso. 2011.
1677 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática na perspectiva sociocrítica: ambiente para a comunicação dialógica Silvana Cocco Dalvi;Oscar Luiz Teixeira de Rezende;Luciano Lessa Lorenzoni; O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a prática da Modelagem Matemática na perspectiva sociocrítica articulada ao modelo de cooperação investigativa que versa sobre a comunicação dialógica. É parte de uma dissertação de mestrado que teve como tema para o desenvolvimento da modelagem a escassez de água, problemática que emergiu da realidade dos alunos. A pesquisa é qualitativa, cujos instrumentos usados na produção de dados foram o diário de bordo, produção textual dos alunos e gravações. Os dados foram coletados numa escola localizada em Castelo, Espírito Santo, com alunos do 8º ano do Ensino Fundamental. Os resultados revelam que a Modelagem Matemática, na perspectiva sociocrítica, é por excelência um ambiente que favorece atos dialógicos; além de aproximar os conteúdos matemáticos de problemas sociais, propicia a investigação coletiva de perspectivas por meio do diálogo, favorecendo os processos de ensino e de aprendizagem e a formação cidadã dos estudantes. ALRØ, Helle; SKOVSMOSE, Ole. Diálogo e aprendizagem em Educação Matemática. Tradução de Orlando de Andrade Figueiredo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Relações entre matemática e realidade em algumas perspectivas de Modelagem Matemática na educação matemática. In: BARBOSA, Jonei Cerqueira; CALDEIRA; Ademir Donizete; Araújo, Jussara de Loiola (Org.). Modelagem matemática na educação matemática brasileira: pesquisas e práticas educacionais. Recife: SBEM, 2007, p. 17-32. BARBOSA, Jonei Cerqueira. A prática dos alunos no ambiente de Modelagem Matemática: o esboço de um framework. In: BARBOSA, Jonei Cerqueira; CALDEIRA; Ademir Donizete; Araújo, Jussara de Loiola (Org.). Modelagem matemática na educação matemática brasileira: pesquisas e práticas educacionais. Recife: SBEM, 2007, p. 161-174. BARBOSA, Jonei Cerqueira. As relações dos professores com a Modelagem Matemática. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2004, Recife. Anais do VIII ENEM — Educação Matemática: um compromisso social. Recife: SBEM, 2004b, p. 1-11. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem Matemática e a perspectiva sócio-crítica. In: II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2003, Santos. Resumos do II SIPEM. Santos: SBEM, 2003, p. 140. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem matemática: O que é? Por quê? Como? Veritati, n. 4, p. 73-80, 2004a. BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem matemática no ensino. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2003. D’AMBROSIO, Ubiratan. Da realidade à ação: reflexões sobre Educação e Matemática. Campinas: Summus / UNICAMP, 1986. FORNER, Régis; MALHEIROS, Ana Paula dos Santos. Modelagem e o currículo paulista: entre imposições, cobranças veladas e insubordinações criativas. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 8, n. 17, p. 519-545, jul./dez. 2019. JACOBINI, Otávio Roberto; WODEWOTZKI, Maria Lúcia. Uma reflexão sobre Modelagem Matemática no contexto da Educação Matemática Crítica. Bolema, Rio Claro, v. 19, n. 25, p. 71-88, jan./jun. 2006. KAISER, Gabriele; SRIRAMAN, Bharath. A global survey of international perspectives on modelling in Mathematics Education. Zentralblatt fur Didaktik der Mathematik, v. 38, n.3, p. 302-310, jun. 2006. MINAYO, Maria Cecília de Souza. et al. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 22. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. SILVA, Cíntia da; KATO, Lilian Akemi. Quais elementos caracterizam uma atividade de Modelagem Matemática na perspectiva sociocrítica. Bolema, Rio Claro, v. 26, n. 43, p. 817-838, ago. 2012. SKOVSMOSE, Ole. Um convite à Educação Matemática Crítica. Tradução de Orlando de Andrade Figueiredo Campinas: Papirus, 2014.
1678 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática e Resolução de Problemas na Educação: um panorama de pesquisas recentes Carlson Guerreiro de Almeida;Larissa Pinca Sarro Gomes;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Analisamos como a Modelagem Matemática (MM) associada à Resolução de Problemas (RP) se apresenta nas pesquisas acadêmicas que as utilizam em conjunto. Como abordagem metodológica, utilizamos os procedimentos do Mapeamento na Pesquisa Educacional. Os dados foram constituídos a partir da seleção de doze pesquisas publicadas no Banco de Teses da CAPES e Google Acadêmico. Para análise, estabelecemos cinco categorias: a) referenciais teóricos das pesquisas; b) os problemas investigados/interesses de pesquisa; c) metodologias utilizadas nas pesquisas; d) principais resultados das pesquisas; e e) perspectivas de continuidade. O estudo permitiu identificar aproximações teóricas e metodológicas entre os trabalhos analisados e evidencia que o foco das pesquisas é centrado nas reflexões, percepções e ações dos estudantes e professores durante o processo de Modelagem Matemática e Resolução de Problemas. Apontou, ainda, que, quando os estudantes desenvolvem atividades desse tipo, ampliam suas competências matemáticas, tornando-se hábeis na resolução de problemas. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da resolução de problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. ALMEIDA, Lourdes Marai Werle; DIAS, Michele Regiane. Um estudo sobre o uso da Modelagem Matemática como estratégia de ensino e aprendizagem. Bolema, Rio Claro, v. 17, n. 22, p. 19-35, set. 2004. 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1679 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática na Educação Básica: um olhar para o currículo Samuel Francisco Huf;Dionísio Burak;Nilcéia Aparecida Maciel Pinheiro; Este artigo tem como objetivo explicitar formas de organização curricular que respaldam a implementação da Modelagem Matemática na Educação Básica. Nesse sentido, as questões norteadoras são: O que se mostra sobre a Modelagem Matemática na Educação Básica, em relação à organização curricular, em um conjunto de artigos analisados? Qual forma de organização curricular respalda as necessidades para a adoção da Modelagem Matemática na Educação Básica? No encalço dessas questões, realiza-se uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa a partir de artigos disponíveis nas bases Scopus, Scielo, Portal de Periódicos da CAPES, Web of Science e Science Direct. As análises evidenciam inquietações a respeito do currículo por autores que buscam utilizar a Modelagem Matemática no âmbito da Educação Matemática. Os resultados apontam as teorias curriculares crítica e pós-crítica como as que mais se aproximam dos objetivos de formação dos estudantes por meio da Modelagem Matemática. ARAGÃO, Rosália Maria Ribeiro. Teoria da aprendizagem significativa de David. P. Ausubel: sistematização dos aspectos teóricos fundamentais. 1976. 109f.Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. ARROYO, Miguel Gonzáles. Indagações sobre currículo: educandos e educadores – seus direitos e o currículo. Brasília: Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica, 2007. AUSUBEL, David Paul. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Tradução de Lígia Teopisto. Lisboa: Plátano, 2003. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Indagações sobre currículo e educandos e educadores: seus direitos e o currículo. Brasília: MEC/SEB, 2007. BURAK, Dionísio. A Modelagem Matemática na perspectiva da Educação Matemática: olhares múltiplos e complexos. Educação Matemática Sem Fronteiras, Chapecó, v. 1, n. 1, p. 96-111, jan./jun. 2019. BURAK, Dionísio. Modelagem Matemática e a sala de aula. In: ENCONTRO PARANAENSE DE MODELAGEM EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 1, 2004, Londrina. Anais do I EPMEM. Londrina: UEL, 2004. p. 1-10. BURAK, Dionísio. Modelagem Matemática sob um olhar de Educação Matemática e suas implicações para a construção do conhecimento matemático em sala de aula. Modelagem na Educação Matemática, Blumenau, v. 1, n. 1, p. 10-27, 2010. BURAK, Dionisio. Modelagem Matemática: ações e interações no processo de ensino e aprendizagem. 1992. 460f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. BURAK, Dionísio. 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1680 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática de transformações isovolumétricas: análise conforme a teoria de conciliação de metas Bazilicio Manoel de Andrade Filho;Fábio José Rauen; Analisamos a pertinência da arquitetura abdutivo-dedutiva da teoria de conciliação de metas para descrever e explicar processos cognitivos em tarefas de Modelagem Matemática. Para dar conta desse objetivo, observamos o desempenho de um grupo de estudantes do segundo ano do Curso Técnico de Química Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Santa Catarina, campus Criciúma, na tarefa de modelar transformações gasosas isovolumétricas com o auxílio de um simulador de propriedades gasosas. As evidências mostram que os estudantes foram capazes de modelar as transformações, negociando colaborativamente planos de ação intencional menores associados às diferentes fases e ações cognitivas de modelagem, com os quais, relacionando Matemática e Físico-Química, mobilizaram o objeto matemático adequado de seu repertório didático; propuseram um modelo; interpretaram e validaram os resultados; e refletiram sobre limitações e potencialidades do modelo. O estudo sugere que a arquitetura pode contribuir para descrever e explicar processos cognitivos em atividades de Modelagem Matemática, oferecendo ao professor ferramentas para gerar e avaliar intervenções didáticas. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na Educação Matemática. In: ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; PESSÔA, Karina Alessandra. (Org.). Modelagem Matemática em foco. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2014, p. 1-19. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; VERTUAN, Rodolfo. Discussões sobre “como fazer” modelagem na sala de aula. In: ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; ARAÚJO, Jussara de Loiola; BISOGIN, Eleni. (Org.). Práticas de Modelagem Matemática: relatos de experiências e propostas pedagógicas. Londrina: EdUEL, 2015, p. 19-44. ALMEIDA, Lourdes Werle de; SILVA, Karina Pessôa da; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na educação básica. São Paulo: Contexto, 2016. ANDRADE FILHO, Bazilicio Manoel de. Sequência didática envolvendo Modelagem Matemática de transformações gasosas: concepção, execução e análise de resultados orientada pela noção de conciliação de metas. 2020. 218f. Tese (Doutorado em Ciências da Linguagem) — Universidade do Sul de Santa Catarina. Tubarão. RAUEN, Fábio José. For a goal conciliation theory: ante-factual abductive hypotheses and proactive modelling. Linguagem em (Dis)curso, Tubarão, v. 14, n. 13, p. 188-204, set./dez. 2014. RAUEN, Fábio José. Por uma modelação abdutivo-dedutiva de interações comunicativas. In: TENUTA, Adriana Maria; COELHO, Sueli Maria. (Org.). Uma abordagem cognitiva da linguagem: perspectivas teóricas e descritivas. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2018, p. 13-30. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRATMAN, Michael. Intention, plans and practical reason. Cambridge: Harvard. University Press, 1989. SPERBER, Dan; WILSON, Deirdre. Relevance: communication & cognition. 2nd. ed. Oxford: Blackwell, 1995.
1681 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Uso de recursos didáticos em atividades de Modelagem Matemática: uma análise de relatos de experiência Adriana Ferreira Mendonça;Hermínio Borges Neto; Neste artigo busca-se identificar os recursos didáticos evidenciados em atividades de Modelagem Matemática e verificar em que situações eles são inseridos no planejamento docente. Definem-se, com efeito, as categorias recursos planejados e recursos emergentes. A pesquisa qualitativa, exploratória, de caráter bibliográfico, foi realizada em anais de dois congressos — Encontro Paranaense de Modelagem na Educação Matemática (EPMEM) e Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática (CNMEM) — que têm a Modelagem Matemática como escolha de publicação, tomando-se os relatos de experiência. Os resultados mostram que diversos meios são utilizados pelos professores e, na maioria das vezes, planejados, mas, em algumas situações, emergem da necessidade da investigação no encaminhamento da atividade pelos estudantes, o que, neste caso, demanda do professor maior preparo e mais cuidado na condução de atividades de Modelagem. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem Matemática e os professores: a questão da formação. Bolema, Rio Claro, v. 14, n. 15, p. 5-23, 2001. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto, 2002. BURAK, Dionísio. Modelagem matemática: ações e interações no processo de ensino-aprendizagem. 1992. 460f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. CALDEIRA, Ademir Donizeti. Formação de professores de matemática para uma sociedade sustentável: contribuições da modelagem matemática. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 2, n. 2, jan./jun. 2013. 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1682 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Qual é a área máxima da casa? Um problema à luz da resolução de problemas mediada pela tecnologia Dienifer Tainara Cardoso Lickefett;Ivanete Zuchi Siple;Elisandra Bar de Figueiredo; Neste artigo apresentamos resultados parciais de uma pesquisa, em nível de mestrado profissional, sobre o contributo do uso da metodologia de ensino-aprendizagem-avaliação através da resolução de problemas mediada pelo GeoGebra, em conexão com os diferentes registros de representações, no ensino e na aprendizagem, de máximos e mínimos de funções. O produto educacional, oriundo dessa pesquisa foi um Caderno Didático na plataforma do GeoGebra, composto por diversos aplicativos que buscam auxiliar na resolução de problemas de otimização de funções. Adotando uma abordagem qualitativa e interpretativa, foram recolhidos os dados das resoluções de uma atividade realizada pelos alunos de uma turma do Ensino Médio e outra do Ensino Superior. Nos resultados, apontamos as potencialidades sobre o uso da tecnologia que favoreceu a resolução do problema devido à abordagem interativa e à possibilidade de transitar entre diferentes representações, bem como alguns desafios presentes em determinadas etapas da metodologia adotada. ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Associando o computador à resolução de problemas fechados: análise de uma experiência. 2005. 378f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; JAHN, Ana Paula; ONUCHIC, Lourdes de La Rosa. O computador no ensino e aprendizagem de Matemática: reflexões sob a perspectiva da resolução de problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; LEAL JR., Luiz Carlos; PIRONEL, Márcio. Perspectivas para resolução de problemas. São Paulo: Livraria da Física, 2017, p. 247-277. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. 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1683 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Explorando conceitos estatísticos por meio da Modelagem Matemática: uma proposta para a Educação do Campo Andressa Franco Vargas;Eleni Bisognin; O presente artigo buscou discutir em que medida questões culturais aliadas à Modelagem Matemática podem contribuir e proporcionar aos alunos uma Aprendizagem Significativa. Participaram da pesquisa alunos do Ensino Fundamental de uma escola do campo do interior do Rio Grande do Sul. Foram realizadas intervenções no ambiente escolar e observações em sala de aula com o propósito de verificar os subsunçores dos alunos, fazer um levantamento de dados e analisar o contexto escolar. Esse levantamento possibilitou elencar três temáticas de interesse dos alunos: Pecuária, Pesca e Agricultura. Neste trabalho apresentamos uma atividade que aborda a temática Pesca como base para estudo de conceitos estatísticos e analisamos se a aprendizagem desses conceitos foi significativa. Da análise dos resultados foi possível inferir que a aprendizagem se torna significativa quando inserimos questões culturais como tema central, pois estas podem fundamentar a aprendizagem de novos conceitos; fortalecer e significar conceitos já conhecidos. AUSUBEL, David Paul. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Tradução de Ligia Teopisto. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 2003. AUSUBEL, David Paul. Educational psychology: a cognitive view. New York, Holt, Rinehart and Winston, 1968. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem na Educação Matemática: contribuições para o debate teórico. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 24, 2001, Caxambu. Anais da 24ª REUNIÃO ANUAL DA ANPEd. Rio de Janeiro: ANPED, 2001, p. 1-12. BIEMBENGUT, Maria Salett; HEIN, Nelson. Modelagem Matemática no ensino. 4 ed. São Paulo: Contexto, 2005. BLUM, Werner. 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1684 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. As contribuições de um curso de Modelagem Matemática para a formação e atuação de professores que ensinam Matemática Edyenis Rodrigues Frango;Marco Aurélio Kistemann Junior; Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa realizada no Mestrado Profissional em Educação Matemática da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) que investigou a formação de professores que ensinam Matemática com a temática da Modelagem Matemática. Esta pesquisa, realizada em três fases com professores — pesquisa piloto, pesquisa pós-piloto e desenvolvimento do produto educacional — buscou compreender a relação desses professores com a Modelagem, tanto na sua formação quanto na sua prática docente. A cada fase da pesquisa foi possível perceber os anseios dos professores que ensinam Matemática por meio de questionários aplicados e das observações e interações com os participantes durante a formação realizada. Esses apontamentos evidenciam a carência dos cursos de formação de professores em relação à Modelagem Matemática. Como principal resultado da pesquisa, apresenta-se um Produto Educacional voltado para a formação inicial e continuada de professores de Matemática. ALRØ, Helle; SKOVSMOSE, Ole. Diálogo e aprendizagem em Educação Matemática. Tradução de Orlando de Andrade Figueiredo. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Estudo de caso: seu potencial na Educação. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 49, 1984. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Brazilian research on modeling in Mathematics Education. ZDM Mathematics Education, v. 42, n. 3-4, p. 337-348, jun. 2010. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Ser crítico em projetos de modelagem em uma perspectiva crítica de Educação Matemática. Bolema, Rio Claro, v. 26, n. 43, p. 839-859, ago. 2012. ASSIS, Leonardo de. Modelagem Matemática na formação de professores: algumas contribuições. 2013. 140f. 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1685 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Progressão Geométrica através da Resolução de Problemas na Licenciatura em Matemática Matheus Metz Correa;Fabiane Cristina Höpner Noguti; Este artigo é recorte de uma dissertação que buscou investigar, na forma de um estudo de caso, quais as contribuições, no ensino e na aprendizagem de Progressão Geométrica, propiciada pela Metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática através da Resolução de Problemas no Ensino Superior. Esta pesquisa teve como sujeitos licenciandos em Matemática da Universidade Federal de Santa Maria matriculados na disciplina de Resolução de Problemas. A coleta de dados ocorreu em sete encontros, no período de um mês, em que cada aula buscou contemplar um conceito específico da Progressão Geométrica. Utilizamos como instrumentos de coleta de dados: questionários, diários de campo, gravações de áudios e folha de resoluções dos registros dos alunos. De forma geral, essa metodologia possibilitou uma aprendizagem eficiente para os licenciandos em Matemática, os quais notaram que nem sempre há a necessidade de decorar fórmulas e teoremas durante a construção de conceitos e conteúdos matemáticos. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de La Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014. p. 35-52. BORBA, Marcelo de Carvalho; ALMEIDA, Helber Rangel Formiga Leite de; GRACIAS, Telma Aparecida de Souza. Pesquisa em ensino e sala de aula: diferentes vozes em uma investigação. Belo Horizonte: Autêntica. 2018. CORREA, Matheus Metz. Uma proposta didática para o ensino de sequências através da metodologia da resolução de problemas com o auxílio das questões da OBMEP. 2016. 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1686 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Interfaces entre Modelagem Matemática, Raciocínio e Pensamento Estatístico Andréa Pavan Perin;Celso Ribeiro Campos; A Educação Estatística é uma área de estudos e pesquisas que se formou mediante a busca por compreender os processos de ensino e de aprendizagem de Estatística. No contexto brasileiro, em tais estudos, tem ganhado relevância o desenvolvimento de três competências, a literacia, o raciocínio e o pensamento alicerçados em ambientes de Modelagem Matemática. Esse artigo, de natureza teórica, tem como objetivo traçar um paralelo entre as etapas da Modelagem Matemática, os elementos do pensamento e os tipos de raciocínio estatístico, com a finalidade de apontar o que há de comum nas etapas propostas entre eles e, assim, contribuir com o desenvolvimento das pesquisas na área. O estudo apontou que o ambiente de Modelagem Matemática possui relações significativas com os tipos de raciocínio e os elementos do pensamento estatístico, o que nos permite afirmar que esse ambiente pode favorecer o desenvolvimento dessas competências. ALMOULOUD, Saddo Ag; SILVA, Maria José Ferreira da. Construção do referencial teórico de uma pesquisa educacional. In OLIVEIRA, Gerson Pastre de. (Org.), Pesquisa em Educação Matemática: um olhar sobre a metodologia. Curitiba: CRV, 2019, p. 49-82. BARBOSA. Jonei Cerqueira. Modelagem na Educação Matemática: contribuições para o debate teórico. REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 24, 2001, Caxambu. Anais da XXIV Reunião Anual da ANPEd. Rio de Janeiro: ANPEd, 2001, p. 1-15. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com modelagem matemática: uma nova estratégia. São Paulo: Contexto, 2011. BEN-ZVI, Dani; ARIDOR-BERGER, Keren. Children’s wonder how to Wander between data and context. 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1687 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Focos das pesquisas publicadas na CNMEM: Modelagem Matemática e GeoGebra Jorge Ricardo Marques Correia;Wellington Piveta Oliveira; Essa pesquisa é fruto do projeto de Iniciação Científica, ainda em desenvolvimento, sobre Modelagem Matemática e o GeoGebra. Com objetivo de responder Que focos das produções em Modelagem Matemática que mencionam o GeoGebra se revelam dos anais da CNMEM (2003-2019)?, a pesquisa interrogou as produções publicadas na Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática (CNMEM), que mencionaram o GeoGebra. Após a seleção das produções, foram realizadas leituras sucessivas dos resumos, possibilitando estabelecer sínteses sobre seus objetivos. A aproximação temática entre esses objetivos permitiu uma convergência, favorecendo à constituição de três núcleos: Modelagem Matemática e GeoGebra na formação de professores; Aspectos da Modelagem Matemática com GeoGebra; Atividades de Modelagem Matemática e GeoGebra. Os resultados sustentam que as produções possuem objetos de investigação distintos, sugerem a emergência de saberes pedagógicos, técnicos e matemáticos, bem como despertam reflexões em (jovens) pesquisadores. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; FERRUZZI, Elaine Cristina. Uma aproximação socioepistemológica para a modelagem matemática. Alexandria, Florianópolis, v. 2, n. 2, p. 117-134, jul./dez. 2009. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Discussões sobre “como fazer” modelagem matemática na sala de aula. In: ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; ARAÚJO, Jussara de Loyola; BISOGNIN, Eleni. (Org.). Práticas de modelagem matemática na Educação Matemática: relatos de experiências e propostas pedagógicas. Londrina: EdUEL, 2011, p. 19-43. ARAÚJO, Jussara de Loyola. Cálculo, tecnologias e modelagem matemática: as discussões dos alunos. 2002. 173f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem matemática e os professores: a questão da formação. Bolema, Rio Claro, v. 14, n. 15, p. 5-23, 2001. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Sobre a pesquisa em Modelagem Matemática no Brasil. In: CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE MODELAGEM NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 5, 2007, Ouro Preto. Anais da V CNMEM. Ouro Preto: UFOP, 2007, p. 82-103. BIEMBENGUT, Maria Salett. 30 Anos de Modelagem Matemática na Educação Brasileira: das propostas primeiras às propostas atuais. Alexandria, Florianópolis, v. 2, n. 2, p. 7-32, jul./dez. 2009. BORTOLOSSI, Humberto José. O uso do software gratuito GeoGebra no ensino e na aprendizagem de Estatística e Probabilidade. Vidya, Santa Maria, v. 36, n. 2, p. 429-440, jul./dez., 2016. BURAK, Dionísio. Modelagem matemática: ações e interações no processo de ensino aprendizagem. 1992. 460f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. CERVO, Amando Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. São Paulo: Makron Books, 1996. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. KLÜBER, Tiago Emanuel; BURAK, Dionisio. Concepções de modelagem matemática: contribuições teóricas. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 17-34, jan./jul. 2008. LORIN, Ana Paula Zanim. Competências dos alunos em atividades de Modelagem Matemática. 2015. 164f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) — Centro de Ciências Exatas. Universidade Estadual de Londrina. Londrina. MEYER, João Frederico da Costa de Azevedo; CALDEIRA, Ademir Donizeti; MALHEIROS, Ana Paula dos Santos. Modelagem em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. PEREIRA, Giselle Moraes Resende. SOUZA JUNIOR, Arlindo José de. Pesquisas brasileiras sobre Tecnologias Digitais e Modelagem Matemática no Cálculo Diferencial e Integra do Ensino Superior. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 7, 2018, Foz do Iguaçu. Anais do VII SIPEM. Foz do Iguaçu: SBEM, 2018, p. 1-12. ROMANOWSKI, Joana Paulin; ENS, Romilda Teodora. As pesquisas denominadas do tipo “Estado da Arte” em Educação. Diálogo Educacional, Curitiba, v. 6, n. 19, p. 37-50, set./dez., 2006. SOARES, Débora da Silva. Modelagem Matemática com ouso do software GeoGebra. In: CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE MODELAGEM NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 10, 2017, Maringá. Anais da X CNMEM — Modelagem Matemática na Educação Matemática e a Escola Brasileira: Histórias, atitudes e projeções. Maringá: UEM, 2017, p. 1-9. TAMBARUSSI, Carla Melli; KLÜBER, Tiago Emanuel. A pesquisa em Modelagem Matemática no âmbito da Educação Matemática brasileira: um olhar epistemológico. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 3, n. 5, p. 180-199, jul./dez. 2014.
1688 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A modelagem matemática como uma metodologia investigativa e crítica nas aulas de Matemática Polyanna Possani da Costa Petry;Kátia Maria de Medeiros;Edna Lopes Hardoim;Débora Eriléia Pedrotti Mansilla; Ressaltamos que, a busca por metodologias que estejam adequadas a um ensino que possibilite a formação intelectual e cidadã dos alunos, torna-se cada vez mais forte e emergente. Nessa perspectiva, as diferentes tendências da Educação Matemática podem contribuir de modo decisivo e, no caso particular das tendências Modelagem em Educação Matemática e Investigação Matemática na Sala de Aula, observamos aspectos que convergem. Neste sentido, refletimos aqui, possibilidades da Modelagem Matemática como uma metodologia investigativa nas aulas de Matemática, o que pode favorecer ou dificultar a implementação desta metodologia na sala de aula e sobre a importância da comunicação oral entre os participantes das interações, na fase de validação, particularmente. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de. Estratégias heurísticas como meios de ação em atividades de Modelagem Matemática. Com a Palavra o Professor, Vitória da Conquista, v. 5, n. 11, jan./abr. 2020. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de. Um olhar semiótico sobre modelos e modelagem: metáforas como foco de análise. Zetetiké, Campinas, v. 18, p. 387-414, dez. 2010. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Cálculo, Tecnologias e Modelagem Matemática: as discussões dos alunos. 2002. 180f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. ARAÚJO, Jussara de Loiola. 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1689 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Mapeamento das dissertações sobre Modelagem Matemática produzidas no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional Moisés Ceni de Almeida;Leonardo Maricato Musmanno;Sérgio Gonçalves de Sousa; O artigo apresenta um mapeamento quanti-qualitativo das dissertações elaboradas no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT) produzidas nos últimos sete anos, cujo objeto de estudo tenha abordado Modelagem Matemática. O objetivo desse mapeamento foi obter, no âmbito quantitativo, uma visão geral das pesquisas nas dissertações e, qualitativamente, se abordam o tema dentro de uma perspectiva de metodologia de ensino. O mapeamento identificou os conteúdos mais abordados e a distribuição das produções por nível de escolaridade, ano de publicação, regiões, estados e instituições, permitindo verificar a evolução dos trabalhos e possíveis lacunas. Foram investigadas 140 dissertações sobre Modelagem Matemática e sua aplicação, teórica e prática, em todos os níveis de ensino, incluindo na formação continuada de professores de Matemática. Percebe-se que há aumento das produções nos últimos anos, em sua maioria, apresentando temas direcionados ao Ensino Médio, sem discutir, contudo, a importância da Modelagem Matemática como ferramenta de ensino. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem Matemática: O que é? Por que? Como? Veritati, Salvador, n. 4, p. 73-80, 2004. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem na Educação Matemática: contribuições para o debate teórico. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 24, 2001, Caxambu. Anais da 24ª Reunião Anual da ANPEd. Rio de Janeiro: ANPEd, 2001, p. 1-15. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática: uma nova estratégia. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2010. BASSANEZI, Rodney Carlos. Modelagem Matemática: teoria e prática. 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1690 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Proximidades e convergências entre a Modelagem Matemática e o STEAM José Ricardo Dolenga Coelho;Anderson Roges Teixeira Góes; Ensino e aprendizagem, Resolução de Problemas, Metodologias ativas, Tendências em Educação Matemática Considerando a necessidade de práticas pedagógicas diferenciadas que possibilitem associar a realidade do estudante com outras áreas do conhecimento, para que conceitos/conteúdos científicos/escolares tenham maior significado, este estudo apresenta as proximidades e convergências entre as metodologias Modelagem Matemática e STEAM. Tal discussão mostra-se necessária, pois ao verificar pesquisas no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), não foram identificados trabalhos envolvendo ambas metodologias. Com isso, este estudo apresenta elementos associando semelhanças nas etapas/fases indicadas por cada metodologia, o que possibilita ao estudante, mediado pelo professor, desenvolver modelos matemáticos e físicos para a resolução de situações-problema. Pelos estudos teóricos realizados, é possível considerar que as duas metodologias têm aproximações e podem ser inseridas nos processos de ensino e de aprendizagem de Matemática, possibilitando que o estudante seja o protagonista na construção de seu conhecimento, não somente de conceitos matemáticos, mas numa abordagem interdisciplinar. BACICH, Lilian; HOLANDA, Leandro. A aprendizagem baseada em projetos e a abordagem STEAM. In: BACICH, Lilian; HOLANDA, Leandro. (Org.). STEAM em sala de aula: aprendizagem baseada em projetos integrando conhecimento na Educação Básica. Porto Alegre: Penso, 2020, p. 29-50. BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem Matemática & implicações no ensino e na aprendizagem matemática. Blumenau: EdFURB, 2004. 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1691 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática e Educação Financeira: uma integração possível no desenvolvimento da criticidade dos estudantes Gabriela dos Santos Barbosa;Jerlan Manaia de Araújo;Ana Marlice Manhães Paes; Modelagem Matemática, Estudantes, Educação Financeira O presente artigo tem como foco a modelagem matemática e a resolução de problemas no contexto da Educação Financeira num curso pré-vestibular social de Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Na pesquisa apresentada, a modelagem consistiu na investigação por meio da Matemática de temas definidos como interessantes pelos estudantes, que estavam divididos em grupos. Para contemplar o objetivo de descrever e analisar o processo de modelagem matemática vivenciado pelos estudantes e suas potencialidades críticas, realizamos uma pesquisa-ação composta por três atividades de ensino. Os resultados nos levam a concluir que a Educação Financeira oferece circunstâncias para a modelagem que, além de envolver a revisão e construção de conceitos matemáticos, permitem o desenvolvimento de uma postura crítica no que concerne ao consumismo e às desigualdades sociais brasileiras. ALLEVATO, Norma Suely Gomes. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensinando Matemática na sala de aula através da Resolução de Problemas. Boletim GEPEM, Rio de Janeiro, n. 55, p. 133-154, jul./dez. 2009. ALVES, Alvaro Marcel. O método materialista histórico dialético: alguns apontamentos sobre a subjetividade. Revista de Psicologia da UNESP, Assis, v. 9, n. 1, p. 1-13, jan./jun. 2010. ANDREATTA, Cidimar; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Aprendizagem matemática através da elaboração de problemas em uma escola comunitária rural. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 4, n. 10, p. 1-23, 2020. ARAÚJO, Jerlan Manaia de. Educação Financeira: concepções de estudantes de um pré-vestibular social em Duque de Caxias. 2020. 136f. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação) — Faculdade de Educação da Baixada Fluminense. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Duque de Caxias. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Cálculo, Tecnologias e Modelagem Matemática: as discussões dos alunos. 2002. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Relação entre Matemática e realidade em algumas perspectivas de modelagem matemática na Educação Matemática. In: BARBOSA, Jonei Cerqueira; CALDEIRA, Ademir Donizete; ARAÚJO, Jussara de Loiola. (Org.). Modelagem Matemática na Educação Matemática Brasileira: pesquisas e práticas educacionais. Recife: SBEM, 2007, p. 17-32. BARBOSA, Gabriela dos Santos. O Teorema Fundamental da Aritmética: jogos e problemas com alunos do sexto ano do Ensino Fundamental. 2008. 308f. 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1692 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Apresentação — Dossiê: Formação de Professores que ensinam Matemática Edvonete Souza de Alencar;
1693 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Comunidade aprendente de professores que ensinam Matemática nos anos iniciais: uma experiência formativa Simone Mumbach;Charles dos Santos Guidotti; Este artigo apresenta a experiência formativa de uma comunidade aprendente de professores que ensinam Matemática nos Anos Iniciais no intuito de estudar, discutir, refletir e compreender as mudanças curriculares propostas pelo Referencial Curricular Gaúcho de Matemática para esta etapa da escolaridade. A proposição formativa fundamenta-se teoricamente nos entendimentos de comunidade aprendente (BRANDÃO, 2005; GALIAZZI et al., 2017; FREITAS, 2010). A comunidade de professores em formação desenvolveu atividades formativas de forma síncrona e assíncrona, por meio do Google Sala de Aula, totalizando 40 horas. A partir dessa experiência, assumimos que a formação continuada de professores em comunidade oportuniza discussões, reflexões e partilha de experiências possibilitando o aperfeiçoamento da ação docente. BECKER, Fernando; MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. (Org.). Ser professor é ser pesquisador. Porto Alegre: Mediação, 2007 BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Encontros e caminhos: formação de educadoras (es) ambientais e coletivos educadores. Brasília: MMA, Diretoria de Educação Ambiental, 2005. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. Campinas: Autores Associados, 2015. DIESEL, Aline; BALDEZ, Alda Leila Santos; MARTINS, Silvana Neumann. Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Revista Thema, v. 14, n. 1, p. 268-288, jan./mar. 2017. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1987. FREITAS, Diana Paula Salomão de. A perspectiva da comunidade aprendente nos processos formativos de professores pesquisadores educadores ambientais. 2010. 225f. Dissertação (Mestrado em Educação Ambiental) Instituto de Educação. Universidade Federal do Rio Grande. GALIAZZI, Maria do Carmo; FEEITAS, Diana Paula Salomão de; LIMA, Cleiva Aguiar de; COUSIN, Claudia da Silva; SOUZA, Moacir Langoni de; CUPELLI, Rodrigo Launikas. Narrativas de comunidades aprendentes em Educação Ambiental. Ambiente & Educação, Rio Grande, v. 22, n. 2, jul./dez. 2017. GALLO, Silvio. O problema e a experiência do pensamento: implicações para o ensino de filosofia. In: BORBA, Siomara; KOHAN, Walter. (Org.). Filosofia, aprendizagem, experiência. Belo Horizonte: Autêntica, 2008, p. 115-130. MORAES, Roque; LIMA, Valderez Marina do Rosário. (Org.). Pesquisa em sala de aula: tendências para a educação em novos tempos. Porto Alegre: EdPUCRS, 2012. MORÁN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. In: Coleção mídias contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Ponta Grossa: Foca Foto-PROEX/UEPG, 2015, p. 15-33. NÓVOA, António. Para una formación de profesores construida dentro de la profissión. Revista de Educación, n. 350, p. 203-218, sep./dic. 2009. RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Estado da Educação. Departamento Pedagógico. Referencial Curricular Gaúcho: Matemática. Porto Alegre: SEE/DP, 2018. TRIGO, Carmen; NUNES, Wallace Vallory. Experimentos didáticos no ensino da Matemática: orientações pedagógicas. Rio de Janeiro: IFRJ, 2011. VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. Tradução de José Cipolla Neto, Luis Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. São Paulo: Martins Fonte, 1991.
1694 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Para onde orientam estudos sobre Pensamento Algébrico e Lesson Study? Caracterização de pesquisas com professores dos anos iniciais (2009-2019) Beatriz Sarto;Klinger Teodoro Ciríaco; Afirmamos a importância de perspectivas do trabalho, em regime de colaboração, com professores que ensinam Matemática na Educação Básica, particularmente no ciclo da alfabetização frente à inserção da unidade temática Álgebra no currículo dos Anos Iniciais. O artigo baseia-se em revisão de literatura, com mapeamento de teses e dissertações, voltada à teorização dos estudos desenvolvidos na última década (2009 a 2019) que abarcaram os descritores Pensamento Algébrico e Lesson Study em programas de pós-graduação da área de Educação e Ensino, situados no Estado de São Paulo. A análise dos diferentes estudos localizados no contexto paulista desvelou indícios relevantes à indicadores futuros, os quais possibilitaram-nos aprimorar a atividade de extensão e pesquisa que desenvolvemos em 2019. A aproximação com as experiências anteriores sinaliza para necessidade de constituir espaços de formação, centrados na escola, que possibilitem a instrumentalização docente no que respeita atributos definidores do desenvolvimento do pensamento algébrico com as crianças. ARAGÃO, Ana Maria Falcão; PREZOTTO, Marissol; AFFONSO, Bianca Fiod. Reflexividades e parceria no cotidiano da escola: o método de formação docente Lesson Study. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 12, 2015, Curitiba. Anais do XII EDUCERE: Formação de professores, complexidade e trabalho docente. Curitiba: PUC-PR, 2015. p. 16113-16124. ARAÚJO, Elizabeth Adorno de. Ensino de álgebra e formação de professores. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 331-446, jul./dez. 2008. 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1695 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Formação continuada de professores, desenvolvimento profissional e conhecimento matemático na Educação Infantil Denise França Stehling;Keli Cristina Conti; O artigo busca apresentar os resultados de uma pesquisa desenvolvida no âmbito de um mestrado profissional em Educação, de uma universidade federal brasileira. A partir da pesquisa, desenvolvida numa abordagem qualitativa, destacamos aqui algumas reflexões sobre a formação continuada de professores, o desenvolvimento profissional e o conhecimento matemático na Educação Infantil. Nessa perspectiva, com o objetivo de evidenciarmos os saberes e conhecimentos matemáticos e metodológicos mobilizados, reconhecidos e ressignificados por professoras quando se reúnem num grupo de estudos, optamos por trazer os registros das práticas envolvendo Grandezas e Medidas. O plano de trabalho de campo e os instrumentos de registros de informações compreenderam a formação do grupo de professoras, aplicação de questionários em alguns momentos, encontros periódicos de formação, discussão, planejamento e registro. Analisamos que os saberes e conhecimentos matemáticos e metodológicos foram mobilizados, e outras aprendizagens como conhecimento curricular, durante a constituição e continuidade do grupo de estudos. AZEVEDO, Priscila Domingues. O conhecimento matemático na Educação Infantil: o movimento de um grupo de professoras em processo de formação continuada. 2012. 241f. Tese (Doutorado em Educação) — Centro de Educação e Ciências Humanas. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos. BOGDAN, Roberto C.; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos, Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 1, de 15 de maio de 2006. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Pedagogia, licenciatura. Brasília: Diário Oficial da União, 18 dez. 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. COCHRAN-SMITH, Marilyn; LYTLE, Susan L. Relationships of knowledge and practice: teacher learning in communities. Review of Research in Education, Washington, n. 24, p. 249-305, 1999. CONTI, Keli Cristina. Desenvolvimento profissional de professores em contextos colaborativos em práticas de letramento estatístico. 2015. 273f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. DAY, Christopher. Desenvolvimento profissional de professores: os desafios da aprendizagem permanente. Tradução de Maria Assunção Flores. Porto: Porto Editora, 2001. FIORENTINI, Dario. Pesquisar práticas colaborativas ou pesquisar colaborativamente? In: BORBA, Marcelo de Carvalho; ARAÚJO, Jussara de Loiola. (Org.). Pesquisa Qualitativa em Educação Matemática. 2 ed. Belo Horizonte, Autêntica: 2006, p. 49-78. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sérgio. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. 3 ed. Campinas: Autores Associados, 2012. GAUTHIER, Clermont; MARTINEAU, Stéphane; DESBIENS, Jean-François; MALO, Annie; SIMARD, Denis. Por uma teoria da Pedagogia: pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Tradução de Francisco Pereira de Lima. 2. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006. IMBERNÓN, Francisco. Formação continuada de professores. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. Porto Alegre: Artmed, 2010. LEITE, Yoshie Ussami Ferrari. Os cursos de Pedagogia formam professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? In: DALBEN, Angela; DINIZ, Julio; LEAL, Leiva; SANTOS, Lucional. (Org). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 569-587. LORENZATO, Sérgio. Educação Infantil e percepção matemática. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2011. NACARATO, Adair Mendes. Narrar a experiência docente... Um processo de (auto)formação. In: GRANDO, Regina Célia; TORICELLI, Luana; NACARATO, Adair Mendes. (Org.) De professora para professora: conversas sobre iniciAção matemática. São Carlos: Pedro & João Editores, 2008, p. 143-159. STEHLING, Denise França. Saberes e conhecimentos matemáticos na Educação Infantil: formação continuada de professores em um grupo de estudos. 2018. 147f. Dissertação (Mestrado em Educação e Docência) — Faculdade de Educação. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. STEHLING, Denise França; CONTI, Keli Cristina. A arte da palavra: ressignificando o vivido. Belo Horizonte: FaE/UFMG, 2019. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Tradução de Francisco Pereira. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
1696 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Um estudo sobre a identidade profissional de futuros professores de Matemática no Estágio Curricular Supervisionado Cirléia Pereira Barbosa;Celi Espasandin Lopes; Este artigo tem como objetivo analisar os indícios constitutivos da identidade profissional de futuros professores de Matemática ao participarem de um grupo de estudos no âmbito do Estágio Curricular Supervisionado. A pesquisa, de cunho qualitativo, foi realizada em 2019 numa escola pública de Formiga (MG) e contou com a participação de dois alunos de um curso de Licenciatura em Matemática e seus supervisores de Estágio. Os dados discutidos neste texto foram produzidos por meio de narrativas escritas dos estagiários, gravações em áudio e vídeo dos encontros, avaliação e autoavaliação feita pelos licenciandos. As experiências formativas, vivenciadas pelos licenciandos nos estágios e no grupo de estudos, contribuíram para a manifestação de aspectos da identidade docente, como: emoção, autoconhecimento, autonomia e compromisso político. Também evidenciaram a importância de contextos formativos para o desenvolvimento da identidade profissional. BARREIRO, Iraíde Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de professores. 2. ed. São Paulo: Avercamp, 2015. CARNEIRO, Reginaldo Fernando. Narrativas no Estágio Supervisionado em Matemática como uma possibilidade para discussão da profissão docente. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 37, 2015, Florianópolis. Anais da 37ª REUNIÃO ANUAL DA ANPEd. Florianópolis: ANPEd, 2015, p. 1-17. CARVALHO, Anna Maria Pessoa. Os estágios nos cursos de licenciatura. São Paulo: Cengage Learning, 2017. CYRINO, Márcia Cristina de Costa Trindade. 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1697 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Integrando saberes matemáticos a outros campos: contextos e resolução de problemas na formação de alfabetizadoras Jozeildo Kleberson Barbosa;Maria da Graça Nicoletti Mizukami; O PNAIC busca que todas as crianças sejam plenamente alfabetizadas até os oito anos. Tem-se como objetivo analisar o último encontro do ciclo 2014, dedicado aos saberes matemáticos e outros campos do saber. A investigação é de natureza qualitativa e como metodologia utiliza-se a pesquisa documental e a análise de conteúdo para evidenciar os dados dos documentos do Programa e dos portfólios de cinco professoras que participaram do PNAIC em 2014 no município de Eldorado (SP). Verificamos que o encontro proporcionou às alfabetizadoras perceberem que precisam ter claro porque ensinam e para quem estão ensinando Matemática — sua realidade; serviu para oferecer elementos para que elaborem e aprendam relações, fatos, conceitos e procedimentos matemáticos que sejam úteis tanto para resolver problemas reais, como para desenvolver o raciocínio lógico. As discussões desse encontro foram significativas para qualificar os conhecimentos das professoras, fomentar a mudança e reflexão sobre a prática. ALFERES, Marcia Aparecida; MAINARDES, Jefferson. A recontextualização do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa — PNAIC: uma análise dos contextos macro, meso e micro. Currículo Sem Fronteiras, v. 18, n. 2, p. 1-28, maio/ago. 2018. BARBOSA, Jozeildo Kleberson. Mudanças na prática docente de alfabetizadores no contexto do PNAIC. 2017. 216p. Tese (Doutorado em Educação: Currículo) — Faculdade de Educação. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. 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1698 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A Resolução de Problemas na formação inicial: compreensões de futuros professores de Matemática Jossara Bazílio de Souza Bicalho;Norma Suely Gomes Allevato;José Fernandes da Silva; Neste artigo, descrevemos uma pesquisa realizada a partir da aplicação de um questionário com 15 perguntas a um grupo de 17 estudantes de licenciatura em Matemática do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), campus São João Evangelista, matriculados na disciplina Resolução de Problemas, do núcleo Práticas como Componente Curricular (PCC). Nosso objetivo foi levantar suas compreensões individuais acerca do potencial de inovação metodológica do ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática através da resolução de problemas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cuja análise de dados foi realizada a partir dos pressupostos da Análise Textual Discursiva (ATD). Os referencias teóricos perpassaram pela Resolução de Problemas, enquanto metodologia de ensino, e pela abordagem dos Conhecimentos do Professor de Matemática. Os futuros professores perceberam as habilidades que podem ser desenvolvidas pela Resolução de Problemas, enquanto ação e metodologia. Dessa forma, ficou evidente que a inovação metodológica no ensino de Matemática acontece quando a perspectiva da Resolução de Problemas é adotada. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. As conexões trabalhadas através da resolução de problemas na formação inicial de professores de Matemática. REnCiMa, São Paulo, v. 10, n. 2. p. 1-14, 2019. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da resolução de problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria Justulin. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. 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1699 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O que revelam as reflexões de futuros professores de Matemática sobre teoria e prática? Edvanilson Santos de Oliveira;Patrícia Sandalo Pereira; O artigo apresenta os resultados de um estudo de caso, de caráter interpretativo, realizado com futuros professores cursando a disciplina de Prática de Ensino de Matemática II, do curso de Licenciatura em Matemática na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). O estudo buscou analisar as reflexões dos futuros professores sobre teoria e prática. Para tanto, elaboramos, como aporte teórico, estudos relacionados à reflexão no contexto da formação de professores, à relação teoria e prática e à práxis. Elegemos, como instrumento de coleta dos dados, o diário de bordo, o qual se constituiu de uma potente fonte para análise dos registros das reflexões dos partícipes. Os resultados do presente estudo fomentam e enriquecem as pesquisas que versam sobre a formação de professores de Matemática, ao revelar a importância da reflexão crítica, desde a formação inicial, com vistas a contribuir para o desenvolvimento profissional por meio de sua práxis. AFANASIEV, Victor. Fundamentos de Filosofia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. BARTLET, Leo. Teacher development through reflective teaching. In: RICHARDS, Jack C.; NUNAN, David. (Ed.). Second Language Teacher Education. Cambridge: Cambridge University Press, 1990, p. 202-214. BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos, Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Parecer CNE/CP Nº 9, de 8 de maio de 2001. 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1700 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Conhecimentos necessários para o ensino de números racionais no Ensino Fundamental Adriana Fatima de Souza Miola;Talita Emily de Aguiar Lima; Formação de professores, Conhecimento profissional docente, Números racionais Este trabalho teve como objetivo investigar os conhecimentos de professores que ensinam Matemática sobre os números racionais. Focamos nesse tipo de números por se tratar de um conteúdo presente nos 5º e 6º anos do Ensino Fundamental. Tomamos como base teórica o Conhecimento Matemático para o Ensino (Mathematical Knowledge for Teaching — MKT). Para a produção de dados utilizamos questionários e tivemos como participantes professores de Pedagogia e Matemática. Categorizamos as produções de acordo com o nosso referencial teórico: Conhecimento do Conteúdo e do Currículo (CCK), Conhecimento do Conteúdo e Estudantes (KCS), Conhecimento Horizontal do Conteúdo (HCK), Conhecimento do Conteúdo e Ensino (KCT), Conhecimento Comum do Conteúdo (CCK) e Conhecimento Especializado do Conteúdo (SCK). Concluímos que há lacunas nos conhecimentos matemáticos dos professores participantes. Apontamos, assim, a necessidade de formação continuada que contemple os números racionais. BALL, Deborah. L.; THAMES, Mark Hoover; PHELPS, Geoffrey. Content knowledge for teaching: what makes it special? Journal of Teacher Education, v. 59, n. 5, p. 389-407, nov. 2008. BATISTA, Carolina Cordeiro. O estudo de aula na formação de professores de Matemática para ensinar com tecnologia: a percepção dos professores sobre a produção de conhecimento dos alunos. 2017. 109f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. 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1701 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A pesquisa em formação de professores que ensinam Matemática na EJA: considerações de teses e dissertações (1985-2015) Emerson da Silva Ribeiro;Ingryd Luana Wonczak de Paula;Quézia Alves Andrade; Educação Matemática de Jovens e Adultos, Formação Docente, Teses e Dissertações Este artigo tem como objetivo analisar os principais resultados e considerações das teses e dissertações defendidas no Brasil de 1985 a 2015, com foco na formação de professores que ensinam Matemática na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Está fundamentado em autores das áreas de Educação Matemática, EJA e formação docente; e apoia-se metodologicamente na investigação qualitativa, do tipo estado da arte. Seu material de análise se constitui de 2 teses e 10 dissertações, levantadas por meio do estudo denominado “Panorama da pesquisa brasileira em Educação Matemática de Jovens e Adultos (1985-2015)”. Como resultados, apresenta um panorama das teses e dissertações e conclui, por meio dessas, sobre a flagrante falta de formação específica de professores que ensinam Matemática na EJA, certo “descaso” e “silenciamento” dos cursos de formação inicial quanto à essa modalidade e o afastamento entre universidade e escola. ALBUQUERQUE, Carlos; VELOSO, Eduardo; ROCHA, Isabel; SANTOS, Leonor; SERRAZINA, Lurdes; NÁPOLES, Suzana. A Matemática na formação inicial de professores. Lisboa: APM e SPCE, 2006. BOGDAN, Roberto Carlos; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. BRASIL. Lei n. 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB n. 11, de 10 de maio de 2000. 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1702 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A produção de textos dos discursos de Modelagem Matemática: possibilidades e implicações às práticas pedagógicas e à formação de professores Ana Virginia de Almeida Luna;Maiana Santana da Silva;Jesiane Souza de Jesus; Modelagem Matemática, Práticas Pedagógicas, Discurso Pedagógico, Textos, Formação de Professores Neste artigo, nosso objetivo foi identificar e analisar que textos do discurso de Modelagem Matemática podem ser produzidos e como esses textos podem ser desenvolvidos na prática pedagógica e suas implicações na formação de professores. Para tanto, selecionamos comunicações científicas das três últimas edições de dois eventos no país, a Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática e o Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática, que reúnem de forma específica toda a comunidade que pesquisa sobre Modelagem Matemática. A pesquisa tem uma abordagem qualitativa, inspirada no modelo da linguagem de descrição de Basil Bernstein. A partir dos textos analisados, observamos que há diferentes possibilidades de desenvolver atividades de modelagem, as quais imprimem diferentes enfoques: enfoque no conteúdo, enfoque na tecnologia, enfoque na etnomodelagem, o que possibilita ao professor a criação de diferentes oportunidades para a aprendizagem dos estudantes. ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O método nas ciências sociais. In: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas Ciências Naturais e Sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson, 1998, p.107-188. BACELLAR, Celina Nunes; DANTAS, Hosanna Santos Barreto; SILVA, Joaby de Oliveira. Análise praxeológica da atividade de Modelagem Matemática sobre o reaproveitamento de garrafas pet para confecção de pufes. In: CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE MODELAGEM NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 9, 2015, São Carlos. 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1703 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Discusión de una propuesta de doctorado profesionalizante en Educación Matemática Eric Flores-Medrano;Lidia Aurora Hernández Rebollar;José Gabriel Sánchez-Ruiz; Posgrados profesionalizantes, Posgrados académicos, Doctorado profesionalizante En este artículo se presenta una investigación documental sobre la formación permanente del profesorado de Matemáticas a través del estudio de posgrados. La distinción entre posgrados académicos (para la investigación) y profesionalizantes (para incidir en campos de trabajo) se ha venido manejando desde hace varios años y en distintos países. Contextualizamos la discusión a partir del caso brasileño, enfatizando en el caso de PROFMAT como ejemplo de máster profesionalizante. Discutimos los principales retos que se han detectado en la generación de este tipo de programas de posgrado y presentamos las bases y fundamentos de una propuesta de doctorado profesionalizante en Educación Matemática en México. Entre los principales resultados, destacamos la potencialidad que tiene en el diseño de programas el uso de un modelo de conocimiento con énfasis en las Matemáticas y la consideración de las características del profesor experto como metas alcanzables. FIGUEROA, Lilia M. La formación de docentes en las escuelas normales: entre las exigencias de la modernidad y las influencias de la tradición. Revista Latinoamericana de Estudios Educativos, Distrito Federal, v. 30, n.1, p. 117-142, ene./mar. 2000. FLORES-MEDRANO, Eric; ESCUDERO-AVILA, Dinazar, CARRILLO, José. A theoretical review of Specialised Content Knowledge. En: EIGHTH CONGRESS OF EUROPEAN RESEARCH IN MATHEMATICS EDUCATION, 8, 2013, Antalya. Proceedings of 8th CERME. Antalya, Turquía: European Society for Research in Mathematics Education / Univerita di Pisa, 2013, p. 3055-3064. FLORES-MEDRANO, Eric; ESCUDERO-AVILA, Dinazar; MONTES, Miguel Ángel, AGUILAR, Álvaro; CARILLO, José. 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1704 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Permanência na Educação Superior Pública: um olhar de licenciandos em Matemática de duas universidades Shila Antuanett Neciosup Salas;Luciane de Souza Velasque;Victor Augusto Giraldo;Wellerson Quintaneiro; Permanência de estudantes na Educação Superior, Formação de Professores, Licenciatura em Matemática A permanência de estudantes nas universidades públicas brasileiras continua sendo um dos grandes desafios da Educação Superior no país. Esta pesquisa visa identificar fatores que, na percepção de licenciandos em Matemática, são importantes para sua permanência nos cursos de graduação. Para tanto, realizamos um estudo qualitativo com estudantes de primeiro ano de cursos de Licenciatura em Matemática em duas universidades federais do Rio de Janeiro. Empregamos o software Iramuteq e a técnica de análise de conteúdo para analisar os dados. Três categorias principais emergiram dessa análise: acolhimento; aprendizado; estratégias de ensino. Nossos resultados sugerem que os licenciandos atribuem às atividades acadêmicas promovidas pelas instituições e às práticas dos formadores em sala de aula um papel fundamental para sua permanência nos cursos. ALKIMIN, Maria Eva Freire; LEITE, Neila M. Gualberto. Motivos da evasão no curso de licenciatura em Matemática no IFNMG — campus Januária. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 11, 2013, Curitiba. Anais do XI ENEM — Educação Matemática: retrospectiva e perspectivas. Curitiba: SBEM, 2013, p. 1-8. ARRUDA, Sergio de Mello; UENO, Michele Hidemi. Sobre o ingresso, desistência e permanência no curso de Física da Universidade Estadual de Londrina: algumas reflexões. Ciência & Educação, Bauru, v. 9, n. 2, p. 159-175, 2003. ASTIN, Alexander W. Student involvement: A developmental theory for Higher Education. Journal of College Student Development, p. 518-529, jul. 1984. BARDAGI, Marúcia Patta. 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1705 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Reflexões de professoras dos Anos Iniciais sobre um processo formativo em Estatística Célia Barros Nunes;Minervina Joseli Espíndola Reis;Tânia Maria Boschi; Estatística, Formação de Professores, Desenvolvimento Profissional, Sequência de Ensino, Trabalho Colaborativo Este artigo tem como objetivo analisar as avaliações feitas pelas professoras dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental no projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento Profissional de Professores que ensinam Matemática” (Projeto D-Estat), no ano de 2018. O Projeto tem como objetivo investigar as experiências de aprendizagens estatísticas de professores que ensinam Matemática no Ensino Fundamental, no âmbito de um grupo colaborativo, visando o desenvolvimento profissional durante o processo formativo. A pesquisa utiliza a metodologia qualitativa numa perspectiva de pesquisa-ação. O artigo apresenta reflexões teóricas sobre desenvolvimento profissional e formação de professores, considerações sobre Sequência de Ensino e Ciclo Investigativo. Como recurso metodológico foi utilizado a entrevista narrativa, no formato de roda de conversa. As análises dão indício de um caminhar das professoras rumo ao desenvolvimento profissional e uma melhor compreensão de como trabalhar o pensamento estatístico de seus alunos. As narrativas orais e escritas das professoras mostram a importância da participação em processos formativos para o desenvolvimento profissional. ANDRADE, Jonatas Henrique da Costa; BARBOSA, Jéssica Milena Nascimento. O Laboratório de Ensino de Matemática: um recurso potencialmente motivador no curso de Pedagogia. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) — Departamento de Educação. Universidade do Estado da Bahia. Teixeira de Feitas. ANJO, Eliete Silva; NASCIMENTO, Sandra Paula Almeida; CAZORLA, Irene Maurício; SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos. O ensino de Estatística na formação para a cidadania nos anos iniciais. In: ENCONTRO BAIANO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 18, 2019, Ilhéus. Anais do XVIII EBEM: A sala de aula de Matemática e suas vertentes. Ilhéus: SBEM-BA, 2019, p. 1-12. BOGDAN, Robert C.; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1991. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. CAZORLA, Irene Maurício; SILVA JÚNIOR, Antônio Vital; SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos. Reflexões sobre o ensino de varáveis conceituais na Educação Básica. 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1706 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O ensino de Geometria com parlendas: uma ação formativa Edvonete Souza de Alencar;Aldrin Cleyde da Cunha;Janielle da Silva Melo da Cunha; Educação Matemática, Formação de professores, Ensino e Aprendizagem, Geometria, Parlenda Este artigo é resultado de uma formação continuada com professores, coordenador da instituição e alunos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). As ações foram desenvolvidas no projeto do Laboratório Interdisciplinar de Formação de Educadores (LIFE) da Universidade Federal da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul, Brasil. Nosso objetivo foi o de promover a reflexão desse grupo formativo utilizando-se de recursos como: textos que se sabe de cor relacionando-os a atividades do conteúdo matemático, qual seja, Geometria. Evidenciamos assim a importância do uso de textos para o ensino interdisciplinar. A formação envolveu as seguintes atividades: embasamento teórico, apresentação de parlendas, dinâmica da parlenda cantada — brincadeira de pular corda, reflexão sobre que atividades podem ser realizadas, solicitação de representação por desenho da parlenda. Diante dessa formação, percebemos a necessidade de realizar ações formativas interdisciplinares e colaborativas, incentivando uma formação lúdica e prazerosa para o ensino de Geometria. BJORKLUND, Camila. Aspects of challenged numbers in the game and in the interaction of toddlers. In: CONGRESS OF EUROPEAN RESEARCH IN MATHEMATICS EDUCATION, 10, 2017, Dublin. Proceeding of CERME 10. Dublin: ERME; Dublin City University, 2017, p. 1821-1828. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Coletânea de textos do Módulo 2. Brasília: MEC/SEF, 2001. CARRILLO-YAÑEZ, José; CLIMENT, Nuria; MONTES, Miguel; CONTRERAS, Luis Carlos; FLORES-MEDRANO, Eric; ESCUDERO-ÁVILA, Dinazar; VASCO, Diana; ROJAS, Nielka; FLORES, Pablo; AGUILAR-GONZÁLEZ, Álvaro; RIBEIRO, Miguel; MUÑOZ-CATALÁN, María-Cinta. The mathematics teacher’s specialised knowledge (MTSK) model. Research in Mathematics Education, v. 20, n. 3, p. 236-253, jul. 2018. EMIRENE, Jessica. La na casa da vizinha. In: SANTOS, Fábio Vieira dos; RIBEIRO, Jackson da Silva Ribeiro; PESSOA, Karina Alessandra. A escola é nossa: Alfabetização Matemática, 1º ano. São Paulo: Scipione, 2008, p. 20. JELINEK, Karin Ritter; ADAM, Márcia Viviane dos Santos. Alfabetização Matemática entrelaçada à Literatura Infantil: um estudo da percepção de professores alfabetizadores. Tangram, Dourados, v. 3, n. 1, p. 46- 61, mar. 2020. KAMII, Constance. A criança e o número: implicações educacionais da Teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Tradução de Regina Alcântara de Assis. Campinas: Papirus, 1995. LIMA, Paulo Figueiredo; CARVALHO, João Bosco Pitombeira Fernandes. Geometria. In: CARVALHO, João Bosco Pitombeira Fernandes (Coord.). Coleção Explorando o Ensino: Matemática — Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2010, p. 135-166. LOZADA, Claudia de Oliveira; MORRONE, Wagner; ARAÚJO, Mauro Sérgio Teixeira de; LOZADA, Anneliese de Oliveira. O formalismo matemático na representação dos modelos em contextos interdisciplinares de modelagem matemática. Tangram, Dourados, v. 1, n. 2, p. 105-124, jun. 2018. MASOLA, Wilson de Jesus; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Dificuldades de aprendizagem matemática: algumas reflexões. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 3, n. 7, p. 52-67, jan./abr. 2019. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Ler e escrever: Guia de Planejamento e Orientações Didáticas. Professor Alfabetizador — 1º ano. 4 ed. São Paulo: SEE, 2014. SILVA, Rosemeire Jesus. Literatura infantil para o ensino de Matemática inclusiva. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Pedagogia) — Faculdade de Educação. Universidade Federal de Grande Dourados. WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo, Ática. 1999.
1731 emd v. 2 n. 5 (2018): maio/ago. A produção do conhecimento de grupos de pesquisas brasileiros acerca de atitudes em relação à Matemática Cíntia Raquel Ferreira Mercado de Almeida;Klinger Teodoro Ciríaco; Psicologia da Educação Matemática, Atitudes, Formação Inicial de Professores O artigo localiza-se no núcleo de uma pesquisa mais ampla, desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus Naviraí (UFMS/CPNV), em que se busca analisar a produção do conhecimento na área de Psicologia da Educação Matemática, especificamente, no campo das “atitudes”. A abordagem metodológica refere-se à pesquisa qualitativa, de caráter descritivo-analítico, do tipo Estado da Arte, junto às bases de dados de dois grupos de pesquisas brasileiros e, portanto, referências no assunto. Os dados coletados mostram ser papel da formação inicial, ao menos em tese, desmitificar as impressões negativas que os estudantes têm em relação à Matemática. Devido à proporcionalidade dos estudos, parece existir uma carência em pesquisas com este descritor (atitudes) na formação inicial de professores, razão pela qual não nos vemos dissociados da temática e defendemos o fortalecimento desta linha de investigação. ARDILES, Roseline Nascimento de. Um estudo sobre as concepções, crenças e atitudes dos professores em relação à Matemática. 2007. 251f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Capinas. Campinas. BORBA, Valéria Maria de Lima; COSTA, André Pereira da. Uma análise sobre a permanência e a desistência de licenciandos em Matemática no centro de formação de professores da Universidade Federal de Campina Grande. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, XI, 2013. Anais do IX ENEM: Educação Matemática: retrospectivas e perspectivas. Curitiba: SBEM, 2013, p. 1-16. BRITO, Márcia Regina Ferreira de. Psicologia da Educação Matemática: um ponto de vista. Educar em Revista, Curitiba, n. 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1708 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. Análise do discurso multimodal de um vídeo com conteúdo matemático Liliane Xavier Neves;Marcelo de Carvalho Borba; O papel educativo das mídias digitais se destaca no cenário atual do qual os vídeos sobressaem pelo estímulo aos sentidos na produção de conhecimento, levando à uma nova forma de conhecer. Nesse contexto, a pesquisa apresentada neste artigo analisa como estudantes realizam intersemioses ao expressarem ideias matemáticas em vídeos e o papel da tecnologia nesse processo. As intersemioses são combinações de recursos semióticos e possibilitam expansões semânticas no discurso matemático. A pesquisa foi desenvolvida com licenciandos em Matemática da educação a distância. A metodologia foi qualitativa e a observação participante virtual foi o procedimento utilizado na produção dos dados. A Sistêmico Funcional – Análise do Discurso Multimodal fundamentou a investigação. Este artigo apresenta um recorte da análise de um dos vídeos dessa pesquisa, da qual se conclui que gestos e música combinados com linguagem, simbolismo e imagens possibilitam a transformação do conhecimento pela expansão semântica no discurso matemático digital. ALIBALI, Martha W.; NATHAN, Mitchell J.; CHURCH, R. Breckinridge; WOLFGRAM, Mathew S.; KIM, Suyeon; KNUTH, Eric J. Teachers’ gestures and speech in Mathematics lessons: forging commom ground by resolving trouble spots. ZDM, v. 45, p. 425-440, may. 2013. ARAÚJO, Jussara de Loiola; BORBA, Marcelo de Carvalho. Construindo pesquisas coletivamente em Educação Matemática. In: ARAÚJO, Jussara de Loiola; BORBA, Marcelo de Carvalho. (Org.). Pesquisa Qualitativa em Educação Matemática. 5.ed. Belo Horizonte: Autêntica. 2013, p. 31-51. BARBARA, Luciana; MACÊDO, Célia Maria Macêdo de. Linguística Sistêmico-Funcional para análise de discurso: um panorama introdutório. 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1709 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. Metodologias ativas de aprendizagem nas aulas de Matemática: equação da circunferência e construção criativa de pontes Greiton Toledo de Azevedo;Marcus Vinícius Maltempi; Temos por objetivo investigar e compreender o processo de aprendizagem do conteúdo equação da circunferência a partir da produção criativa de pontes de cobertura circular. Norteados pelas Metodologias Ativas de Aprendizagem, a produção de dados foi realizada com os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Instituto Federal Goiano, em Ipameri (GO). Os dados produzidos foram analisados a partir de elementos do construcionismo identificados nas atividades realizadas. Os resultados dão indícios para compreender o processo de aprendizagem da equação da circunferência a partir da produção de pontes criativas em um movimento dinâmico, coletivo e não linear, privilegiando aspectos da construção de ideias/significados da Geometria Analítica e corroborando a importância da aprendizagem ativa contextual-criativa e argumentativo-reflexiva em sala de aula. ALMEIDA, Fernando José de; FONSECA JÚNIOR, Fernando Moraes. Projetos e ambientes inovadores. Brasília: Ministério da Educação / Secretaria de Educação à Distância, 2000. AZEVEDO, Greiton Toledo de. Construção de conhecimento matemático a partir da produção de jogos digitais em um ambiente construcionista de aprendizagem: possibilidades e desafios. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) – Instituto de Matemática e Estatística. Universidade Federal de Goiás. Goiana. AZEVEDO, Greiton Toledo de; MALTEMPI, Marcus Vinicius; LYRA, Gene Maria Vieira. Computacional thinking and Active Learning in Mathematics as a contribution to the treatment of Parkinsons disease. In: SCIENCE AND MATHEMATICS EDUCATION IN THE 21st CENTURY, 2019, Braga. Braga: Universidade do Minho, 2019, p. 75-76. AZEVEDO, Greiton Toledo de; MALTEMPI, Marcus Vinicius; LYRA, Gene Maria Vieira; RIBEIRO, José Pedro Machado. Produção de games nas aulas de Matemática: por que não? Acta Scientiae, Canoas, v. 20, p. 950-966, set./out. 2018. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Pesquisa qualitativa e pesquisa qualitativa segundo a abordagem fenomenológica. In: BORBA, Marcelo de Carvalho; Araújo, Jussara de Loiola. (Org.). Pesquisa qualitativa em Educação Matemática. São Paulo: Autêntica, 2006, p. 100-118. BOGDAN, Roberto Carlos; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. MALTEMPI, Marcus Vinicius. Prática pedagógica e as tecnologias de informação e comunicação (TIC). In: PINHO, Sheila Zambello de. (Org.). Oficinas de estudos pedagógicos: reflexões sobre a prática do ensino superior. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2008, p. 157-169. MALTEMPI, Marcus Vinicius. Construcionismo: pano de fundo para pesquisas em informática aplicada à Educação Matemática. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; BORBA, Marcelo de Carvalho. (Org.). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2012, p. 287-307. MALTEMPI, Marcus Vinicius. Novas tecnologias e construção de conhecimento: reflexões e perspectivas. In: CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 5, 2005, Porto. Actas do V CIBEM. Porto: Associação de Professores de Matemática, 2005. PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era informática. Tradução de Sandra Costa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. PAPERT, Seymour. Logo: computadores e Educação. Tradução de José Armando Valente. São Paulo: Brasiliense, 1985. RESNICK, Mitchel. Lifelong Kindergarten: cultivating creativity through projects, passion, peers and play. Cambridge: MIT Press, 2017. TRIVIÑOS, Augusto Nibaçdo Silva. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em Educação. 18. reimp. São Paulo: Atlas, 2009.
1710 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. A figura e sua influência nas estratégias de resolução de uma situação problema de Geometria plana Cleusiane Vieira Silva;Weslley Igor da Cruz dos Santos; Neste trabalho, temos por objetivo analisar como uma figura proposta como parte do enunciado de uma situação-problema sobre Geometria plana pode influenciar nos procedimentos de resolução apresentados por alunos ingressantes de um curso de licenciatura em Matemática. Este artigo é um recorte de uma pesquisa, em andamento, que trata do ensino e da aprendizagem da Geometria plana na formação inicial de professores de Matemática. Nele, utilizamos como aporte teórico a Teoria de Registro de Representação Semiótica de Raymond Duval. Desenvolvemos uma pesquisa com abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso. Como possíveis resultados, observamos que os estudantes utilizaram-se de modificações mereológicas, posicionais e reconfigurações em seus procedimentos de resolução. Observamos ainda que em situações-problema que contenham figuras como parte do enunciado é preciso ter atenção quanto ao objetivo da situação. ALMOULOUD, Saddo Ag. Registros de representação semiótica e compreensão de conceitos geométricos. In: MACHADO, Sílvia Dias Alcântara. (Org.). Aprendizagem em Matemática: registros de representação semiótica. Campinas: Papirus, 2003. p. 125-147. ALMOULOUD, Saddo Ag; MANRIQUE, Ana Lúcia; SILVA, Maria José Ferreira da; CAMPOS, Tânia Maria Mendonça. A Geometria no Ensino Fundamental: reflexões sobre uma experiência de formação envolvendo professores e alunos. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 27, p. 94-108, set./dez. 2004. BUENO, Silveira. Minidicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. São Paulo: FTD, 2007. DUVAL, Raymond. Registros de representação semiótica e funcionamento cognitivo do pensamento. Tradução de Méricles Thadeu Moretti. Revemat, Florianópolis, v. 7, n. 2, p. 266-297, jul./dez. 2012. DUVAL, Raymond. Ver e ensinar a Matemática de outra forma. Entrar no modo matemático de pensar: os registros de representações semióticas. Tradução de Marlene Alves Dias. São Paulo: Proem. 2011. LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
1711 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. Um olhar sobre as questões étnicas-raciais nas enunciações sobre a história da Matemática apresentadas pelos livros didáticos de Matemática do Ensino Médio aprovados pelo PNLD 2018 Alan Pereira Manoel;Camila Aparecida Lopes Manoel Coradetti; O presente texto é constituído de estudos realizados no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (PPGEdumat/UFMS) e se inscreve na linha de pesquisa “Currículo e Educação Matemática”. O objetivo deste artigo é descrever e analisar discursos mobilizados na abordagem feita, acerca da História dos Conjuntos, contidas nos livros didáticos do Ensino Médio, aprovados no PLND 2018. Para alcançar esse objetivo foram utilizadas as contribuições teóricas da análise do discurso na perspectiva foucaultiana e as contribuições de cultura, identidade e representação de Stuart Hall. Nas análises foram observados um currículo de Matemática, enquanto campo político, que, ao apresentar determinadas representações sobre a história da Matemática, provoca o apagamento de questões étnicos-raciais, principalmente aquelas relacionadas à cultura popular negra, por meio de uma hegemonização da cultura ocidental, a partir de seus feitos históricos, em contexto científicos e áreas afins. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. PNLD 2018: Matemática – Guia de Livros Didáticos: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2017. CHAVANTE. Eduardo; PRESTES, Diego. Quadrante Matemática – Ensino Médio. v. 1. São Paulo. Edições SM, 2016. CORADETTI, Camila Aparecida Lopes Manoel; SILVA, Marcio Antonio da. Famílias felizes e saudáveis! Livros didáticos de Matemática e a produção de sujeitos. Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v. 26, n. 1, p. 219-235, jan./abr. 2018. D´AMBROSIO, Ubiratan. Tendências e perspectivas historiográficas e novos desafios na História da Matemática e na Educação Matemática. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 14, n. 3, p. 336-347, 2012. DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto e aplicações. v. 1, 2. ed. São Paulo: Ática, 2013. FISCHER, Rosa Maria Bueno. Trabalhar com Foucault: a arqueologia de uma paixão. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012. FOUCAULT, Michael. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987. HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: EdPUC-Rio, Apicuri, 2016. HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: EdUFMG, 2003. IEZZI, Gelson; DOLCE, Osvaldo; DEGENSZAJN, David; PÉRIGO, Roberto; ALMEIDA, Nilze de. Matemática: ciência e aplicações. v. 1, 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. LOPES, Alice Cassimiro; MACEDO, Elizabete. Teorias de Currículo. São Paulo: Cortez, 2011. MANOEL, Alan Pereira. Aspectos históricos do estudo do Cálculo Diferencial e Integral no ensino secundário brasileiro entre 1889 e 1929. 2018. 234f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Instituto de Matemática. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande. PAIVA, Manoel. Matemática. v. 1, 2. ed. São Paulo: Moderna, 2017. SILVA. Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2015. SMOLE, Katia Stocco; DINIZ, Maria Ignez. Matemática: Ensino Médio. v. 1, 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. VALENTE, Wagner Rodrigues. A disciplina Matemática: etapas históricas de um saber escolar no Brasil. In: OLIVEIRA, Marcus Aurelio Taborda de; RANZI, Serlei Maria Fischer. (Org). História das disciplinas escolares no Brasil: contribuições para o debate. Bragança Paulista: EdUSF, 2003, p. 217-254.
1712 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. Contribuições do GeoGebra nas dialéticas de uma situação didática para o estudo das Medidas de Tendência Central José Ronaldo Alves Araújo;Celina Aparecida Almeida Pereira Abar; Neste artigo, tecemos reflexões acerca das contribuições do GeoGebra nas dialéticas de uma situação didática envolvendo as Medidas de Tendência Central. Oriundo dos resultados de uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo investigar as potencialidades do GeoGebra para o estudo das Medidas de Tendência Central, que foram apresentados no XIII Encontro Nacional de Educação Matemática, sob o ponto de vista teórico. o estudo recorreu às dialéticas de ação, formulação e validação e institucionalização, presentes na Teoria das Situações Didáticas. Numa abordagem qualitativa, adotou-se pressupostos da Engenharia Didática para desenvolver, aplicar e analisar a sequência de atividades. Aplicado a alunos egressos do 9º ano do Ensino Fundamental, os resultados do estudo apontaram que na proposta das atividades, nas diferentes dialéticas, as múltiplas representações dos dados no GeoGebra constituíram uma vantagem didática que contribuiu para a compreensão e análise dos dados, contribuindo para o estudo das Medidas de Tendência Central. ABAR, Celina Aparecida Almeida Pereira. Educação Matemática na era digital. Unión: Revista Iberoamericana de Educación Matemática, n. 27, p. 13-28, out. 2011. ALMOULOUD, Saddo Ag. Fundamentos da Didática da Matemática. Curitiba: EdUFPR, 2007. ARAÚJO, José Ronaldo Alves. Atividades para o estudo das Medidas de Tendência Central: uma proposta com o apoio do GeoGebra. 2018. 141f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. ARTIGUE, Michèle. Ingenería didáctica. In: ARTIGUE, Michèle; DOUADY, Régine; MORENO, Luis (Org.). Ingeniería Didáctica en Educación Matemática: un esquema para la investigación y la innovación en la enseñanza y el aprendizaje de las Matemáticas. Bogotá: Una empresa docente & Grupo Editorial Iberoamérica, 1995, p. 25-60. BATANERO, Carmen. Significado y comprensión de las Medidas e Posición Central. UNO: Revista de Didáctica de las Matematicas, Granada, n. 25, p. 41-58, jul. 2000. BORTOLOSSI, Humberto José. O uso do software gratuito GeoGebra no ensino e na aprendizagem de Estatística e Probabilidade. Vidya, Santa Maria, v. 36, n. 2, p. 429-440, jul./dez. 2016. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Indicadores sociodemográficos e de saúde no Brasil. Estudos e Pesquisas: Informação Demográfica e Socioeconômica. n. 25. Brasília: IBGE, 2009. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. BROUSSEAU, Guy. Fondements et méthodes de la didactique des Mathématiques. Researches en Didactique des Mathématiques, v. 7, n. 2, p. 33-115, 1986. GODOY, Arllda Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63, mar./abr. 1995. LOPES, Celi Aparecida Espasandin. Os desafios para Educação Estatística no currículo de Matemática. In: ALMOULUOD, Saddo Ag; COUTINHO, Cileda de Queiroz e Silva; LOPES, Celi Aparecida Espasandin. (Org.). Estudo e reflexões em Educação Estatística. Campinas: Mercado de Letras, 2010, p. 47-64. MACHADO, Silvia Dias Alcantara. Engenharia Didática. In: MACHADO, Silvia Dias Alcantara. (Org.) Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo: EDUC, 2015, p. 233-247. POMMER, Wagner Marcelo. A Engenharia Didática em sala de aula: elementos básicos e uma ilustração envolvendo as Equações Diofantinas Lineares. São Paulo, 2013. RIBACIONKA, Márcia Cristina dos Santos. Uma proposta de webquest para a introdução ao letramento estatístico na EJA. 2010. 210f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Matemática e suas tecnologias. 1. ed. atualizada. São Paulo: SEE, 2011.
1714 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Álgebra e Modelagem Matemática: um panorama das pesquisas brasileiras nos últimos anos Camilla do Valle Soares Cedraz;Vera Lucia Merlini;Eurivalda dos Santos Ribeiro Santana;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Nesse artigo, apresenta-se um panorama de estudos que envolvem Modelagem Matemática e Álgebra, voltados para a Educação Básica, com o objetivo de analisar como as pesquisas utilizam a Modelagem Matemática para auxiliar nas aulas de Álgebra. Para isso, foi realizada uma busca de dissertações e teses acerca dos temas citados, no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e a partir disso, foi realizado um refinamento e análise das pesquisas encontradas. Observou-se como esses trabalhos abordavam os conteúdos de Álgebra e de que maneira a Modelagem Matemática os auxiliou no processo. Como resultado, pode-se perceber que há pesquisas relacionando Modelagem Matemática com conteúdos de Álgebra, os quais em sua maioria abordam o conteúdo de funções com enfoque no Ensino Médio. BARALDI, Ângela Pereira. Modelagem matemática: um recurso facilitador no processo ensino-aprendizagem. 2018. 101f. Dissertação (Mestrado em Matemática em Rede Nacional). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Três Lagoas. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem Matemática: concepções e experiências de futuros professores. 2001. 253f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto, 2010. BASSANEZI, Rodney Carlos. Modelagem como estratégia metodológica no ensino da Matemática. Boletim de Educação da SBMAC, São Paulo, 1994. BIEMBENGUT, Maria Salett. Mapeamento como princípio metodológico na pesquisa educacional. 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1715 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Quando professores do Ensino Fundamental elaboram situações-problema envolvendo as estruturas multiplicativas: que situações priorizar? Ana Paula Perovano; Neste texto, apresentamos um recorte dos dados do projeto de pesquisa intitulado “As estruturas multiplicativas e a formação de professores que ensinam Matemática na Bahia” (PEM). Nele, analisamos as situações-problema elaboradas por professores do Ensino Fundamental, que atuavam como supervisores do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Para tratar das estruturas multiplicativas, pautamos nossas reflexões na Teoria dos Campos Conceituais. Desenvolvemos uma pesquisa com abordagem qualitativa de cunho descritivo. Os dados foram coletados por meio de questionários e como resultados identificamos que o foco de trabalho desses professores recai nas situações de proporção simples, da classe um para muitos, e com a grandeza do tipo discreta, o que, a nosso ver, delimita a experiência dos alunos com os conceitos de multiplicação e divisão. Esperamos contribuir no sentido de trazer reflexões em relação ao ensino de tais conceitos. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. CORREA, Jane; SPINILLO, Alina Galvão. O desenvolvimento do raciocínio multiplicativo em crianças. In: PAVANELLO, Regina Maria. (Org). Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental: a pesquisa e a sala de aula. São Paulo: SBEM, 2004, p. 103-127. CURY, Helena Noronha. Concepções e crenças dos professores de Matemática: pesquisas realizadas e significado dos termos utilizados. Bolema, Rio Claro, v. 12, n. 13, p. 29-43, 1999. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sérgio Apparecido. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. Campinas: Autores Associados, 2006. FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Tradução de Joice Elias Costa. Porto Alegre: Artmed, 2009 GITIRANA, Veronica; MAGINA, Sandra; CAMPOS, Tânia; SPINILLO, Alina. Repensando multiplicação e divisão: contribuição da Teoria dos Campos Conceituais. São Paulo: PROEM, 2013. MAGINA, Sandra; SANTOS, Aparecido dos; MERLINI, Vera Lucia. O raciocínio de estudantes do Ensino Fundamental na resolução de situações das estruturas multiplicativas. Ciência e Educação, Bauru, v. 20, n. 2, p. 517-533, 2014. MERLINI, Vera Lucia; MAGINA, Sandra; SANTOS, Aparecido dos. O desempenho dos estudantes de 4ª série do Ensino Fundamental frente a problemas de estrutura multiplicativa. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 10, 2010, Salvador. Anais do X ENEM: Educação Matemática, Cultura e Diversidade. Salvador: SBEM, 2010, p. 1-11. MORON, Cláudia Fonseca; BRITO, Márcia Regina Ferreira de. Atitudes e concepções dos professores de educação infantil em relação à matemática. In: BRITO, Márcia Regina Ferreira de. (Org.). Psicologia da Educação Matemática: teoria e pesquisa. Florianópolis: Insular, 2005, p. 263-277. PIRES, Célia Maria Carolino. Educação Matemática: conversa com professores dos anos iniciais. São Paulo: Zé-Zapt Editora, 2012. SANTOS, Aparecido dos. Processos de formação colaborativa com foco no campo conceitual multiplicativo: um caminho possível com professoras polivalentes. 2012. 340f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. TARDIF, Maurice; RAYMOND, Danielle. Saberes, tempo e aprendizagem do trabalho no magistério. Educação & Sociedade, Campinas, v. 21, n. 73, p. 209-244, dez. 2000. VERGNAUD, Gerárd. A classification of cognitive tasks and operations of thought involved in addition and subtraction problems. In: CARPENTER, Thomas P.; MOSER, James M.; ROMBERG, Thomas A. (Ed.). Addition and subtraction: a cognitive perspective. Hillsdale: Lawrence Erlbaum, 1982, p. 39-59.
1716 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Um software para a análise do desenvolvimento do pensamento geométrico segundo o modelo de Van Hiele Matheus dos Santos Souza;Marcelo de Oliveira Dias; O artigo apresenta resultados de uma monografia de licenciatura em Matemática em que buscou-se identificar níveis do pensamento geométrico dos estudantes da disciplina Fundamentos da Geometria, no Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior. Os estudos partiram das prescrições curriculares previstas até o Ensino Médio e por meio da aplicação da teoria de Van Hiele, utilizando o software estruturado GeoRun para a identificação dos níveis dos pensamentos. A metodologia adotada foi a Engenharia Didática, para a qual foi realizada uma análise preliminar que traçou um perfil inicial da amostra, a análise a priori, experimentação, donde foi realizada uma sessão de ensino com um software de Geometria dinâmica e, por fim, a validação/análise a posteriori da qual foi realizada uma comparação dos resultados obtidos e a validação do estudo. Foi concluído que a intervenção pedagógica potencializou a compreensão da turma e houve uma evolução nesse reestudo dos conceitos das figuras geométricas. ALVES, George de Souza; SAMPAIO, Fábio Ferrentini. O modelo de desenvolvimento do pensamento geométrico de Van Hiele e possíveis contribuições da geometria dinâmica. Revista de Sistemas de Informação da FSMA, Macaé, n. 5, p. 69-79, 2010. ALVES, George. Um estudo sobre o desenvolvimento da visualização geométrica com o uso do computador. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, 2007, XVIII, São Paulo. Anais do XVIII SBIE. São Paulo: Universidade Mackenzie, 2007, p.1-10. BARROS, Felipe de Carvalho. O jogo computacional YOGEO como ferramenta de análise dos níveis de Van Hiele. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular (versão preliminar). Brasília: MEC/SEB, 2016. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio – Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEMT, 2002. DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nico. Fundamentos de Matemática Elementar: Geometria Plana. v. 9. São Paulo: Atual, 2013. KALEFF, Ana Maria; HENRIQUES, Almir de Souza; REI, Duke Monteiro; FIGUEIREDO, Luiz Guilherme. O desenvolvimento do pensamento geométrico: o Modelo de Van Hiele. Bolema, Rio Claro, v. 9, n. 10, p. 1-8, 1994 MACHADO, Silvia Dias Alcântara. Engenharia Didática. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara. (Org.) Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo. EDUC, 2016, p. 233-247. MIRANDA, Guilhermina Lobato. Limites e possibilidades das TIC na educação. Revista de Ciências da Educação, Lisboa, n. 3, p. 41-50, 2007. MORELATTI, Maria Raquel Miotto; SOUZA, Luís Herique Gazeta de. Aprendizagem de conceitos geométricos pelo futuro professor das séries iniciais do ensino fundamental e as novas tecnologias. Educar em Revista, Curitiba, n. 28, p. 263-275, jul./dez. 2006. NASSER, Lilian. O desenvolvimento do raciocínio em Geometria. São Paulo: Editora Brasil, 2015. SILVA, Benedito Antonio. Contrato Didático. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara. (Org.) Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo. EDUC, 2016, p. 49-75.
1717 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Conhecimentos mobilizados por uma professora de Matemática de estudantes surdos Flavia Roberta Porto Teofilo;Armando Traldi Júnior; Neste artigo são discutidos os conhecimentos mobilizados por uma professora de Matemática, a partir de uma Trajetória Hipotética de Aprendizagem (THA), para um grupo de estudantes surdos. O artigo tem como fundamentação teórica tanto as pesquisas sobre THA no ensino de Matemática em uma perspectiva construtivista, quanto as que tratam dos conhecimentos do professor. Os resultados indicam que a THA pode ser utilizada como instrumento para verificar os conhecimentos mobilizados pelos professores. Em relação ao professor de surdos, é possível afirmar que o conhecimento da cultura e das especificidades destes estudantes, dos recursos visuais, do pedagógico, do conteúdo específico e da língua de sinais articulada com a língua portuguesa são essenciais no processo de ensino. ARDENGHI, Marcos José. Ensino-aprendizagem do conceito de função: pesquisas realizadas no período de 1970 a 2005 no Brasil. 2008. 182f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. BASSOI, Tânia Stella. Uma professora, seus alunos e as representações do objeto matemático funções em aulas do Ensino Fundamental. 2006. 182f. Tese (Doutorado em Educação) – Setor de Educação. Universidade Federal do Paraná. Curitiba. BOGDAN, Roberto Carlos; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. BORGES, Fábio Alexandre. Institucionalização (sistemática) das representações sociais sobre a “deficiência” e surdez: relações com o ensino de Ciências e Matemática. 2006. 164f. Dissertação (Mestrado em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática). Universidade Estadual de Maringá. Maringá. BRASIL. 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1718 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Redes discursivas: animais, campo, Matemática escolar e contribuições metodológicas da análise de redes Vanessa Franco Neto;Angela Maria Guida; O presente artigo investiga dez livros didáticos de Matemática distribuídos entre os anos de 2013 a 2018 em escolas do campo no Brasil no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático em sua versão para o Campo, o PNLD Campo. As análises tomam os Estudos Animais como mote para discutir as subjetividades produzidas neste contexto. As teorizações foucaultianas são adotadas para examinar as redes discursivas descritas e inquiridas a partir do uso de dois softwares de análise qualitativa e quantitativa, o Atlas TI e o Gephi. A articulação da teorização empregada com os softwares se ampara na análise do conceito conectado. Os resultados mostram que os animais são posicionados nesses materiais ora como dispositivo pedagógico, a fim de captar a atenção e engajamento dos estudantes em seus processos de ensino e de aprendizagem da Matemática escolar, ora os engajam em um processo de exploração de suas vidas para sustentar uma racionalidade que distribui, organiza e mantém políticas da vida e da morte. BRASIL. Ministério de Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Guia PNLD Campo 2016: Educação do Campo, Ensino Fundamental, Anos Iniciais. Brasília: MEC/FNDE, 2015. FISCHER, Rosa Maria Bueno. Foucault revoluciona a pesquisa em Educação? Perspectiva, Florianópolis, v. 21, n. 2, p. 371-389, jul./dez. 2003. FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Tradução de Roberto Machado. 13. ed. Rio de Janeiro: Editora Graal. 1998 FOUCAULT, Michel. O sujeito e o poder. In. DREYFUS, Humbert L.; RABINOW, Paul. (Ed.). Michel Foucault, uma trajetória filosófica: para muito além do estruturalismo e da hermenêutica. Tradução de Vera Portocarrero e Gilda Gomes Carneiro. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. FRIEDRICH, Daniel. Historical consciousness as a pedagogical device in the production of the responsible citizen. Discourse: Studies in the Cultural Politics of Education, v. 31, n. 5, p. 649-663, oct. 2010. GIORGI, Gabriel. Formas comuns: animalidade, literatura, biopolítica. Rio de Janeiro: Roco Digital, 2016. GOMES, Ligia Baptista; CONDEIXA, maria Cecília Guedes; FIGUEIREDO, Maria Teresinha; VIDIGAL, Sônia Maria Pereira. Alfabetização Matemática e Ciências, 2º Ano. São Paulo: Global Editora, 2014a. GOMES, Ligia Baptista; CONDEIXA, maria Cecília Guedes; FIGUEIREDO, Maria Teresinha; VIDIGAL, Sônia Maria Pereira. Alfabetização Matemática e Ciências, 2º Ano. São Paulo: Global Editora, 2014b. GUIDA, Angela Maria. Para uma poética do humano e do animal. São Carlos: Pedro & João Editores, 2016. LINDGREN, Simon. Introducing connected concept analysis: a network approach to big text datasets. Text & Talk, v. 36, n. 3, p. 341-362, may. 2016. NETO, Vanessa Franco; VALERO, Paola; GUIDA, Angela Maria. Anthropomorphism as a pedagogical device in Mathematics textbooks for Countryside Brazil. In: INTERNATIONAL MATHEMATICS EDUCATION AND SOCIETY CONFERENCE, 10, 2019. Proceedings of the MES 10. Hyderabad, 2019, p. 1-10. NETO, Vanessa Franco; VALERO, Paola. The mathematics textbook for rural population in Brazil: learning to be a modernized farmer. In: CONFERENCE OF THE INTERNATIONAL GROUP FOR THE PSYCHOLOGY OF MATHEMATICS EDUCATION, 42, 2018, Umea. Proceedings of the PME 42. Umea University, 2018, p. 411-418. VALERO, Paola. Human capitals: school Mathematics and the making of the homus oeconomicus. Journal of Urban Mathematics Education, v. 11, n. 1&2, p. 103-117, dec. 2018. VEYNE, Paul. Foucault: seu pensamento, sua pessoa. Tradução de Marcelo Jacques de Morais. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2009. VIZACHRI, Tânia Regina. Estudos Culturais e Estudos Animais na compreensão da representação dos animais. 6º SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ESTUDOS CULTURAIS E EDUCAÇÃO e 3º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS CULTURAIS E EDUCAÇÃO, 2015, Canoas. Anais do 6º SBECE e do 3º SIECE: Educação, transgressões e narcisismos. Canoas: ULBRA/UFRGS, 2015, p. 52-60. WEIL, Kari. Thinking Animals: why animal studies now? New York: Columbia University Press, 2012.
1720 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Registros de representação semiótica: experiência no ensino de funções quadráticas com alunos do Ensino Médio Integrado Linus Tannure Santana;Jorge Henrique Gualandi;Maria Rosana Soares; Diante do contexto em que se vê a necessidade de proporcionar aos alunos condições para representar um objeto matemático de várias formas, foi desenvolvida a pesquisa como forma de investigar como os alunos transitam entre diferentes registros de função quadrática. Esta foi desenvolvida de forma qualitativa, com uso de um estudo exploratório com os alunos do 1º ano do Ensino Médio Integrado a partir de listas de tarefas, além de ser realizada por etapas, dentre elas, a discussão das tarefas de forma a abarcar os diversos registros apresentados pelos alunos. Toda a pesquisa teve suporte na Teoria dos Registros de Representação Semiótica, de Raymond Duval, com ênfase na conversão. Os resultados verificados podem contribuir para que se repense a prática pedagógica de como os conteúdos matemáticos podem ser trabalhados com os alunos em suas várias abordagens e formas, possibilitando reflexões nos processos de ensino e de aprendizagem. ANDRADE, Cíntia Cristiane de. O ensino da Matemática para o cotidiano. 2013. 48f. Monografia (Especialização em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino). Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Medianeira. BONOTO, Danusa de Lara; SOARES, Maria Arlita da Silveira; MARTINS, Maria Clailta Machado. A análise dos registros de representação semiótica no objeto de aprendizagem “potencializando o seu conhecimento”. Vivências, Erechim, v. 6, n. 9, p. 13-24, maio 2010. BOULTER, Carolyn J.; GILBERT, John K. Argument and science education. In: COSTELLO, Patrick J. M.; MITCHELL, Sally. (Ed.). Competingand consensual voices: the theory and practice of argument. Multilingual Matters, Clevedon (Philadelphia), 1995, p. 84-98. BOYER, Carl Benjamim. História da Matemática. 2. ed. Tradução de Elza Furtado Gomide. São Paulo: Edgard Blücher, 1996. BRAGA, Ciro. Função: a alma do ensino de Matemática. São Paulo: Annablume, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Curricular Comum. Brasília: MEC/SEF, 2018. CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos fundamentais da Matemática. 9. ed. Lisboa: Gradiva, 2016. DAMM, Regina Flemming. Registros de Representação. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara (Org.). Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo: EDUC, 2008, p. 167-188. DAVIS, Philip J.; HERSH, Reubem. A experiência matemática. Lisboa: Gradiva, 1998. DUVAL, Raymond. Registros de representações semióticas e funcionamento cognitivo da compreensão em Matemática. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara. (Org.). Aprendizagem em Matemática: registros de representação semiótica. Campinas: Papirus, 2003, p. 11-34. DUVAL, Raymond. Semiósis e pensamento humano: registros semióticos e aprendizagens intelectuais. São Paulo: Livraria da Física, 2009. DUVAL, Raymond. Ver e ensinar a Matemática de outra forma. São Paulo: PROEM, 2011. GARBI, Gilberto Geraldo. A rainha das ciências: um passeio histórico pelo maravilhoso mundo da Matemática. São Paulo: Livraria da Física, 2006. GUALANDI, Jorge Henrique. Investigações matemáticas com grafos para o Ensino Médio: introdução à teoria dos grafos. 2012. 109f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Belo Horizonte. LUCAS, Talmo Moraes; GUALANDI, Jorge Henrique. As diferentes formas de registro de funções exponenciais. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 6, 2015, Pirenópolis. Anais do VI SIPEM. Pirenópolis: SBEM, 2015, p. 1-13. PONTE, João Pedro da. (Org.). Práticas profissionais dos professores de Matemática. Lisboa: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, 2014. RICO, Luis (Coord.). Bases teóricas del currículo de Matemáticas em Educación Secundária. Madrid: Síntesis, 1997. VYGOTSKY, Lev Semyonovich. A formação social da mente. Tradução de José Cipolla Neto, Luis Silveira Menna Barreto e Solange Castro Afeche. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
1721 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Uma reflexão a respeito do ensino de números fracionários racionais a partir da música Ailton Nogueira Pinto;Maria José Ferreira da Silva; Este artigo, recorte de uma pesquisa de mestrado, tem como objetivo discutir a respeito da utilização do contexto musical para o ensino de números fracionários racionais a partir de uma revisão bibliográfica de trabalhos que associam esses dois temas. Partindo da necessidade de situações que envolvam os significados parte-todo, medida, quociente, razão e operador para o ensino desses números, buscamos articular os elementos musicais presentes na estrutura rítmica da escrita musical ocidental, que apresentam esses significados, com a finalidade de ter um instrumento que ajudasse a analisar os referidos trabalhos. Esse estudo mostrou que esse contexto musical mobiliza apenas o significado parte-todo associado aos números racionais escritos na forma fracionária e que permite construir algumas de suas representações e conhecimentos da relação de equivalência e das operações adição e multiplicação por um número natural, o que não daria conta da complexidade da conceituação de tais números para os alunos. ARTIGUE, Michèle. Epistémologie et didactique. Recherches en Didactique des Mathématiques, Grenoble (France), v. 10, n. 2-3, p. 241-286, 1990. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Exame Nacional do Ensino Médio – Relatório Pedagógico 2009-2010. Brasília: MEC/INEP, 2014. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Curricular Comum. Brasília: MEC/SEF, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. BROMBERG, Carla; SAITO, Fumikazu. As matemáticas, o monocórdio e o número sonoro. São Paulo: Livraria da Física, 2017. DIAS, Monique Lopes dos Santos. Mapeamento das pesquisas produzidas em São Paulo acerca de números fracionários, entre os anos de 2000 e 2016. 2018. 162f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. MARTINEAU, John. (Org.). Quadrivium: as quatro artes liberais clássicas da Aritmética, da Geometria, da Música e da Cosmologia. Tradução de Jussara Trindade de Almeida. São Paulo: É Realizações, 2014. MED, Bohumil. Teoria da Música. Brasília: MUSIMED, 1996. NUNES, Terezinha; BRYANT, Peter. Crianças fazendo Matemática. Porto Alegre: Artmed. 1997. ONUCHIC, Lurdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. As diferentes “personalidades” do número racional trabalhadas através da resolução de problemas. Boletim de Educação Matemática, Rio Claro, v. 21, n. 31, p. 79-102, 2008. SILVA, Maria José Ferreira da. Investigando saberes de professores do Ensino Fundamental com enfoque em números fracionários para a quinta série. 2005. 302f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. SILVA, Maria José Ferreira da. Sobre a introdução do conceito de números fracionário. 1997. 245f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. SILVA, Maria José Ferreira da; ALMOULOUD, Saddo Ag. Números racionais: concepções, representações e situações. In: Oliveira, Gerson Pastre de. (Org.). Educação Matemática: epistemologia, didática e tecnologia. São Paulo: Editora da Física, 2018, p. 81-141. SOUSA, Maria de Nazaré Valente de. Evolução da notação musical do ocidente na história do livro até à invenção da imprensa. 2012. 127f. Dissertação (Mestrado em Ciências Documentais) – Faculdade de Artes e Letras. Universidade da Beira Interior. Covilhã, Portugal. WRIGHT, David. Mathematics and Music. American Mathematical Society, 2009.
1722 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Dificuldades de aprendizagem matemática: algumas reflexões Wilson de Jesus Masola;Norma Suely Gomes Allevato; Este artigo tem o objetivo de retratar o que algumas pesquisas atuais – registradas em artigos e livros – abordam sobre a dificuldade de aprendizagem matemática. Pretende-se refletir sobre o ensino e a aprendizagem da Matemática analisando alguns aspectos que têm sido apontados, especialmente sobre as dificuldades de aprendizagem que alguns alunos apresentam no âmbito da Matemática. Foi utilizada a abordagem qualitativa de pesquisa com procedimentos de análise documental. Em princípio foi abordado o significado da palavra dificuldade, transitando pelas dificuldades de aprendizagem e pelas dificuldades de aprendizagem matemática. As pesquisas mais recentes apontam para a urgência de uma reformulação do ensino de Matemática de natureza didática e um amadurecimento de toda a comunidade escolar, independentemente do nível de ensino, no que diz respeito às dificuldades de aprendizagem. ABREU, Roberto Lopes de. O processo de aprendizagem da Matemática na Educação Básica: raízes de suas dificuldades e mecanismos para sua superação. Cadernos do IME - Série Matemática, Rio de Janeiro, n. 16, p. 69-80, 2004. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2011. BARROS, Jussara de. Dificuldades de aprendizagem. In: Brasil Escola, 2019. CHABANNE, Jean Luc. Dificuldades de aprendizagem: um enfoque inovador no ensino escolar. Tradução de Regina Rodrigues. São Paulo: Ática, 2006. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sérgio. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. 3. ed. rev. Campinas: Autores Associados, 2012. 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1723 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Limites e possibilidades do uso do livro didático de Matemática nos processos de ensino e de aprendizagem Josué Antunes de Macêdo;Daniel Pereira Brandão;Daniel Martins Nunes; O presente trabalho discute a utilização do livro didático de Matemática nos processos de ensino e de aprendizagem. O objetivo deste estudo é analisar e discutir as maneiras corriqueiras das quais professores de Matemática adotam e utilizam o livro didático, ao longo do desenvolvimento de suas práticas pedagógicas. Utilizou-se uma metodologia bibliográfica, com base em artigos científicos, livros, teses de doutorado e dissertações de mestrado. Em meio a muitas discussões que giram em torno do uso do livro didático de Matemática, procurou-se, neste trabalho, investigar quais as maneiras, limites e possibilidades de sua utilização, tendo em vista que ele é considerado como recurso didático complementar para as práticas pedagógicas. Entretanto, o resultado obtido se resume apenas no uso único e exclusivo do livro didático, na maioria das escolas públicas estaduais brasileiras, tendo-o como principal recurso didático utilizado ao longo dos processos de ensino e de aprendizagem da Matemática. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2011. BEZ, Denise de Bem. O livro didático: instrumento do professor ou o professor instrumento do livro didático. 1998. 56f. Monografia (Especialização em Fundamentos da Educação). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Araranguá. BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Em foco: história, produção e memória do livro didático. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 30, n. 3, p. 47-473, dez. 2004. DANTE, Luiz Roberto. Livro didático de Matemática: uso ou abuso? Em Aberto, Brasília, v. 16, n. 69, p. 83-97, jan./mar. 1996. FREITAG, Bárbara; MOTTA, Valéria Rodrigues; COSTA, Wanderley Ferreira. O estado da arte do livro didático no Brasil. Brasília: INEP, 1987. GÉRARD, François-Marie; ROEGIERS, Xavier. Conceber e avaliar manuais escolares. Tradução de Julia Ferreira e Helena Peralta. Porto: Editora do Porto, 1998. GOLDENBERG, Miriam. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em ciências sociais. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1999. GONÇALVES, Ruth Grossmann. O emprego do livro didático de Matemática no Ensino Fundamental da rede pública estadual. 2007. 40f. Monografia (Especialização em Didática e Metodologia do Ensino Superior). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma. LOPES, Jairo de Araújo. Livro didático de Matemática: concepção, seleção e possibilidades frente a descritores de análise e tendências em Educação Matemática. 2000. 333f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. MANDARINO, Mônica Cerbella Freire; BELFORT, Elizabeth. Como é escolhido o livro didático de Matemática dos primeiros anos do Ensino Fundamental? In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2004, Recife. Anais do VIII ENEM: Educação Matemática: um compromisso social. Recife: SBEM, 2004. p. 1-13. MOLINA, Olga. Quem engana quem? Professor x livro didático. 2 ed. Campinas: Papirus, 1988. NUNES, Daniel Martins; RAMOS, Fábio Mendes; SANTOS, Fabricia Gracielle. A abordagem histórica de Matriz, Determinante e Sistemas Lineares nos livros didáticos. In: ENCONTRO MINEIRO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2018, Ituiutaba. Anais do VIII EMEM: o ensino de Matemática na diversidade e no combate à injustiça: reflexão e ação. Ituiutaba: SBEM-MG, 2018, p. 524-533. PEREIRA, Ana Carolina Costa; PEREIRA, Daniele Esteves; MELO, Elisângela Aparecida Pereira. Livros didáticos de Matemática: uma discussão sobre seu uso em alguns segmentos educacionais. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 9, 2007, Belo Horizonte. Anais do IX ENEM: Diálogos entre a Pesquisa e a Prática Educativa. Belo Horizonte: SBEM, 2007, p. 1-9. RAMPAZZO, Lino. Metodologia científica para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. 3 ed. Paulo: Edições Loyola, 2005. ROMANATTO, Mauro Carlos. O livro didático: alcances e limites. In. ENCONTRO PAULISTA DE MATEMÁTICA, 7, 2004, São Paulo. Anais do VII EPEM: Matemática na escola: conteúdos e contextos. São Paulo: SBEM-SP, 2004, p. 1-11. ROSSINI, Silvana Teresinha Coronel Medeiros. A importância do livro didático na produção textual. 2003. 139f. Monografia (Especialização em Língua Portuguesa e Textualidade). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007. SILVA JUNIOR, Clovis Gomes da; RÉGNIER, Jean-Claude. Critérios de adoção e utilização do livro didático de Matemática no Ensino Fundamental do nordeste brasileiro: estudo exploratório baseado na análise estatística. In. ENCUENTRO INTERNACIONAL DE ANÁLISES ESTADÍSTICO IMPLICATIVO, 4, 2007. Anais do ASI4. Castellón (España): Universidad Jaume I, 2007, p. 1-17.
1724 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Questões de Estatística e Probabilidade nas provas do ENEM: uma aproximação a erros e dificuldades de aprendizagem Jailson Costa Pontes;Isauro Beltrán Núñez; Este trabalho apresenta a identificação e caracterização dos erros e das dificuldades de aprendizagem dos conteúdos de Estatística e Probabilidade, relacionados aos distratores das questões da prova do ENEM de 2013 a 2016, os quais foram mais assinalados por estudantes egressos do Ensino Médio, selecionados na primeira chamada do SISU para a UFRN. Como referencial teórico, o estudo está baseado em Radatz (1979), Cury (1988, 1994), dentre outros. O trabalho é de natureza descritiva e explicativa, baseado na metodologia de análises de erros (GIL, 2008; NÚÑEZ e RAMALHO, 2012), como também na análise de desempenho, respaldada pela teoria clássica de análise de itens de Spearman (1913). Os dados das questões foram obtidos dos microdados fornecidos pelo INEP e processados pela Comperve/UFRN. Os resultados evidenciam Estatística e Probabilidade se tratar de um conteúdo com baixo desempenho. Os erros mais frequentes foram: utilizar a multiplicação entre as grandezas, ao invés das combinações, e confundir médias. ABRATE, Raquel Susana; POCHULU, Marcel David.; VARGAS, José Manuel. Errores y dificultades em Matemática: análisis de causas y sugerencias de trabajo. Buenos Aires: Universidad Nacional de Villa María, 2006. BATANERO, Carmen. Significado y comprensión de las medidas de posición central. UNO, Barcelona, n. 25, p. 41-58, jul. 2000. BATANERO, Carmen; DÍAZ, Carmen. Aproximación informal al contraste de hipótesis. In: JORNADAS VIRTUALES EN DIDÁCTICA DE LA ESTADÍSTICA, PROBABILIDAD Y COMBINATORIA, 2, Granada, 2015. Actas de las 2ª JVDIESPROYCO: Didáctica de la Estadística, Probabilidad y Combinatoria. Granada: Universidad de Granada, 2015, p. 135-144. BATANERO, Carmen; GODINO, Juan Diaz; NAVARRO-PELAYO, Virginia. Razonamiento combinatorio. Madri: Sintesis, 1996. 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1726 emd v. 2 n. 6 (2018): set./dez. Produção de textos matemáticos: a comunicação entre professor e crianças Roberta D’Angela Menduni-Bortoloti;Ana Paula Perovano; Marcadores, Textos Legítimos, Alfabetização Matemática Durante o processo de alfabetização matemática, a comunicação entre professor e aluno se faz por meio da produção de textos matemáticos. Com o objetivo de analisar a comunicação entre professor e crianças do 1º ano do Ensino Fundamental na produção de textos matemáticos a partir de marcadores, apresentamos, neste trabalho, um recorte dos dados do núcleo de Vitória da Conquista. Esses dados constituem parte do projeto de pesquisa “A alfabetização matemática com o uso de um material didático e a produção de textos matemáticos legítimos por alunos do 1º ano do Ensino Fundamental no estado da Bahia”. Analisamos, sob as lentes bernsteinianas, a comunicação entre professor e aluno numa abordagem de pesquisa qualitativa em que foi utilizado o modelo metodológico da linguagem de descrição. Como resultado, constatamos a necessidade de oportunizar as crianças as produções de seus próprios textos, aproximando-se da aquisição do código, no caso da escrita numérica. AMARO, Fernanda de Oliveira Soares Taxa; SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos; PEROVANO, Ana Paula. Tratamento da informação: uma proposta para os anos iniciais do Ensino Fundamental. In.: MAIA, Madeline Gurgel Barreto; BRIÃO, Gabriela. (Org.). Alfabetização matemática: perspectivas atuais. Curitiba: CRV, 2017, p. 121-134. BERNSTEIN, Basil. Class, codes and Control, v. IV: The structuring of pedagogic discourse. Londres: Routledge, 2003. BERNSTEIN, Basil. Pedagogy, symbolic control and identity: theory research critique. Revised edition. London: Taylor and Francis, 2000. BROWN, Matthew William. The Teacher-Tool Relationship: theorizing the design and use of curriculum materials. In: REMILLARD, Janine. T; HERBEL-EISENMANN, Beth A.; LLOYD, Gwendolyn Monica. (Ed.). Mathematics Teachers at Work: connecting curriculum materials and classroom instruction. New York: Taylor & Francis, 2009, p. 17-36. LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. LUNA, Ana Virgínia Almeida; LIMA, Larissa Borges de Souza; BARBOSA, Jonei Cerqueira. A identificação de marcadores e a análise de textos produzidos por crianças em processo de alfabetização com o uso de um material didático. Perspectivas da Educação Matemática, Campo Grande, v. 9, n. 21, p. 887-889, 2016. LUNA, Ana Virgínia Almeida; SANTANA, Flávia Cristina de Macedo; MENDUNI-BORTOLOTI, Roberta D’Angela. A linguagem de descrição: uma possibilidade de fazer pesquisas no campo da Educação Matemática. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 199-223, jan./abr. 2018. PEROVANO, Ana Paula. Educação Matemática e Educação Infantil: uma discussão a partir do pensamento lógico argumentativo. In: XIII CONFERÊNCIA INTERAMERICANA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2011, Recife. Anais da XIII CIAEM. Recife: UFPE, 2011, p. 1-10. POWELL, Arthur Belford; SILVA, Wellerson Quintaneiro da. O vídeo na pesquisa qualitativa em Educação Matemática: investigando pensamentos matemáticos de alunos. In.: POWELL, Arthur Belford. Métodos de pesquisa em Educação Matemática: usando escrita, vídeo e internet. Campinas: Mercado das Letras, 2015. SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos; AMARO, Fernanda de Oliveira Soares Taxa; LUNA, Ana Virgínia Almeida; MENDUNI-BORTOLOTI, Roberta D’Angela. Alfabetização matemática. Proposta didática para o professor 1° ano. Manual do Professor. Salvador: Secretaria da Educação do Estado da Bahia / Instituto Anísio Teixeira, 2013. SKOVSMOSE, Ole. Cenários para investigação. Bolema, Rio Claro, v. 13, n. 14, p. 66-91, 2000. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Tradução de Ernani Ferreira da Fonseca Rosa. Porto Alegre: Artmed, 1998.
1727 emd v. 2 n. 6 (2018): set./dez. Análises acerca do tratamento da derivada no livro didático do Ensino Superior Rogério dos Santos Lobo; Derivada, Taxa de Variação, Livro Didático Este artigo, surgiu de algumas inquietações, principalmente da prática ao lecionar a disciplina Cálculo Diferencial e Integral no curso de Engenharia, em especial a derivada, alto índice de reprovação e a não associação (por parte dos estudantes) do significado da derivada como Taxa de Variação. Nossa intenção é analisar como o livro didático aborda a introdução do conceito da derivada com ênfase na Taxa de Variação. Tivemos as contribuições de Pino-Fan et al. (2013) sobre as ideias do sentido holístico da derivada que foi reconstruído por meio do princípio da configuração epistêmica (CE), identificando seus significados parciais. Construímos um quadro para analisar o significado parcial da derivada em um livro didático cruzando os dados das configurações epistêmicas (CE) e os campos de problemas (CP). Concluímos que entre oito configurações epistêmicas se relacionando com cinco campos de problemas, o livro analisado opta pelo significado parcial da derivada como limite. DALL’ANESE, Claudio. Conceito de derivada: uma proposta para seu ensino e aprendizagem. 2000. 140f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica. São Paulo. PINO-FAN, Luis R.; CASTRO, Walter F.; GODINO, Juan Diaz; FONT, Vicenç. Idoneidad epistémica del significado de la derivada en el curriculo de bachillerato. Paradigma, Maracay, v. 34, n. 2, p. 123-150, dez. 2013. GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um curso de cálculo. v. 1, 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. MACHADO, Nílson José. Formação continuada de professores: uma releitura das áreas de conteúdo. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2016. STIGAR, Robson. O pensamento holístico. In: WebArtigos.com, publicado em 2 de maio de 2008. VILLAREAL, Mônica Ester. O pensamento matemático de estudantes universitários de Cálculo e tecnologias informáticas. 1999. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Extas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro.
1728 emd v. 2 n. 6 (2018): set./dez. Ensino de Matemática e a produção de videoaulas Rogério Joaquim Santana;Gilberto Januario; Tecnologia no Ensino de Matemática, Elaboração de Videoaula, Educação de Matemática Apresentamos parte de uma pesquisa que explorou caminhos, sugestões e alternativas para a elaboração, criação e compartilhamento de videoaulas com conteúdos de Matemática. Foram utilizados os PCN dos 3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental e a Proposta Curricular do Estado de São Paulo, tanto no estudo para argumentação de educação geral quanto para problematizar o ensino e a aprendizagem da Matemática. Realizamos levantamento em sites para encontrar softwares e recursos que atendessem às necessidades para elaborar, produzir e compartilhar vídeos educativos. Foram produzidas três videoaulas com base nos documentos norteadores, elegendo como conteúdo o bloco temático Números e Operações, destacando como tema a História da Matemática. Descrevemos as etapas que percorremos na elaboração, produção e compartilhamento das videoaulas, e fizemos uma reflexão sobre as expectativas, dificuldades e resultados que obtivemos. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasilia: MEC/SEF, 1998. IFRAH, George. Os números a história de uma grande invenção. São Paulo: Globo, 1992. JOAQUIM, Rogério. Produção de vídeos-aula para o ensino de Matemática. 2014. 64f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática). Faculdades Integradas de Ciências Humanas, Saúde e Educação de Guarulhos. Guarulhos. KENSKI, Vani Moreira. O desafio da educação a distância no Brasil. Educação em Foco, Juiz de Fora, v. 7, n. 1, p. 1-13, mar./ago. 2002. LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Lisboa: Instituto Piaget, 1992. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Matemática. São Paulo: SEE, 2008.
1729 emd v. 2 n. 6 (2018): set./dez. Perspectivas na abordagem das medidas de tendência central emergentes da Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky Alan Júnior Severo; Educação Estatística, Teoria Histórico-Cultural, Medidas de Tendência Central Este artigo tem como objetivo investigar de que maneira a Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky pode contribuir para a reflexão crítica de práticas de ensino das medidas de tendência central nas aulas de Estatística. Para isso, foi realizada revisão bibliográfica e problematizadas algumas abordagens consideradas frequentes no processo de ensino-aprendizagem-avaliação dos conceitos de Média, Moda e Mediana sob a luz de conceitos trabalhados por Vygotsky, objetivando compreender de que maneira a sua teoria pode oferecer uma base sólida de conhecimentos que auxiliem os professores na formulação de suas próprias abordagens para estes conteúdos. Por fim, este levantamento bibliográfico ofereceu indícios de que os professores que ensinam conceitos relacionados à Estatística podem de fato lançar mão de conhecimentos referentes à Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky com intuito de melhorar suas práticas de ensino. GUINTHER, Ariovaldo. O uso das calculadoras nas aulas de Matemática: concepções de professores, alunos e mães de alunos. In: XII ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2008, Rio Claro. Anais do XII EBRAPEM: Educação Matemática: possibilidades de interlocução. Rio Claro: Unesp, 2008, p. 1-12. OLIVEIRA, Marta Khol de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento – um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1997. SILVA, Daniela Regina da. Psicologia da Educação e Aprendizagem. Indaial: Asselvi, 2006. TULESKI, Silvana Calvo. A construção de uma psicologia marxista. Maringá: EdUEM, 2002. VYGODSKAYA, Gita. L. His life. School Psychology International, v. 16, n. 2, p. 105-116, may 1995. VYGOTSKY, Lev Semenovich. Concrete human psychology. Soviet Psychology, v. 27, n. 2, p. 53-77, 1989. VYGOTSKY, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2001. VYGOTSKY, Lev Semenovich. Pensamento e linguagem. Tradução de Jeferson Luiz Camargo. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. VYGOTSKY, Lev Semenovich; LURIA, Alexander Romanovich; LEONTIEV, Alexis N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Tradução de Maria da Penha Villalobos. 2. ed. São Paulo: Ícone, 1988.
1732 emd v. 2 n. 5 (2018): maio/ago. Análise de uma situação-problema: competências socioemocionais e estimulação de funções executivas Alexandra Amadio Belli;Ana Lucia Manrique; Educação Matemática, Aprendizagem Socioemocional, Resolução de Problemas, Funções Executivas O presente estudo busca analisar a vivência de uma situação-problema em aulas de Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública da cidade de São Paulo, atrelada às competências socioemocionais e à resolução de problemas, que contou com a participação de três professores que ensinam Matemática nessa etapa escolar. A pesquisa foi organizada em três partes: a discussão de uma situação-problema, o seu desenvolvimento em sala de aula, e explicitação das percepções sobre a experiência vivida. As considerações finais apontam que a prática pedagógica adotada oportunizou a aprendizagem socioemocional e a habilitação e estimulação de funções executivas, tais como o controle inibitório, a flexibilidade cognitiva e a memória de trabalho. BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sara. Investigação qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. CACHEIRO, Cristina Maria; MARTINS, Maria José D. Promoção de competências sócio-emocionais em crianças do ensino básico. Revista Galego-Portuguesa de Psicoloxia e Educación, Coruña, v. 20, n. 1, p. 155-168, out. 2012. CARNEIRO, Reginaldo Fernando. Formulação e resolução de problemas em aulas de Matemática de um 6o ano do Ensino Fundamental. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 4, n. 7, p. 188-205, jul. 2015. CASEL [Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning]. (Org.). 2013 CASEL Guide Effective social and emotional learning programs: preschool and elementary school edition. Chicago: Ksa-Plus Communications, Inc., 2012. ELIAS, Maurice J. et al. Promoting social and emotional learning: guidelines for educators. Alexandria: Association for Supervision and Curriculum Development, 1997. FERNÁNDEZ-BERROCAL, Pablo; ARANDA, Desiree Ruiz. La inteligencia emocional en la Educación. Revista Electrónica de Investigación Psicoeducativa, v. 6, n. 15, p. 421-436, fev. 2008. GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. GONDIM, Sônia Maria Guedes; MORAES, Franciane Andrade de; BRANTES, Carolina dos Anjos Almeida. Competências socioemocionais: fator-chave no desenvolvimento de competências para o trabalho. Revista Psicologia Organizações e Trabalho, Florianópolis, v. 14, n. 4, p. 394-406, dez. 2014. LIMA, Carlos Augusto Rodrigues; MANRIQUE, Ana Lúcia. O caráter investigativo dos problemas de Matemática propostos para crianças de 3 a 6 anos. Educação Marista, Curitiba, v. 10, n. 21, p. 163-171, jul. 2010. ONUCHIC, Lurdes de La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Novas reflexões sobre o ensino-aprendiagem de Matemática através da resolução de problemas. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; BORBA, Marcelo de Carvalho. (Org.). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2004. p. 213-231. REITER, Astrid; TUCHA, Oliver; LANGE, Klaus W. Executive functions in children with dyslexia. Dyslexia, v. 11, n. 2, p. 116-131, dec. 2004. DOI: 10.1002/dys.289. RODRIGUES, Marisa Cosenza; DIAS, Jaqueline Pereira; FREITAS, Márcia de Fátima Rabelo Lovisi de. Resolução de problemas interpessoais: promovendo o desenvolvimento sociocognitivo na escola. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 15, n. 4, p. 831-839, out./dez. 2010. DOI: 10.1590/S1413-73722010000400019. ROMANATTO, Mauro Carlos. Resolução de problemas nas aulas de Matemática. Reveduc, São Carlos, v. 6, n. 1, p. 299-311, maio 2012. DOI: 10.14244/19827199413. SANTOS, Jair de Oliveira. Educação emocional na escola: a emoção na sala de aula. 2. ed. Salvador: Faculdade Castro Alves, 2000. SILVA, Izabella Brito; NAKANO, Tatiana de Cássia. Modelo dos cinco grandes fatores da personalidade: análise de pesquisas. Avaliação Psicológica, Porto Alegre, v. 10, n. 1, p. 51-62, abr. 2011. SILVA, Renata Saldanha et al. Replicabilidade do modelo dos cinco grandes fatores em medidas da personalidade. Mosaico: estudos em Psicologia, Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 37-49, jul. 2007. VALE, Vera do. Do tecer ao remendar: os fios da competências sócio-emocionais. Exedra, Coimbra, n. 2, p. 129-146, nov. 2009. WEARE, Katherine. Mental health and social and emotional learning: evidence, principles, tensions, balances. Advances In School Mental Health Promotion, v. 3, n. 1, p. 5-17, jan. 2010. DOI: 10.1080/1754730x.2010.9715670.
1733 emd v. 2 n. 5 (2018): maio/ago. Pensamiento numérico: evolución del número cardinal en Educación Infantil Catalina María Fernández Escalona;Antonio Jesús Dominguez Fernández; Pensamiento Numérico, Número Natural, Número Cardinal, Educación Infantil En este trabajo nos centramos en el aspecto cardinal del número natural, donde el número se asocia con un conjunto para indicar la cantidad de elementos que tiene. Se trata de estudiar cómo es el pensamiento cardinal en los niños en Educación Infantil. Presentando tareas con los esquemas lógico-matemáticos del número cardinal, y teniendo en cuenta que cada tarea corresponde a la edad madurativa del niño, se analizan las estrategias seguidas, así como los errores cometidos por aquellos alumnos que no han superado esta tarea, logrando con todo ello diagnosticar el pensamiento numérico en su aspecto cardinal. CLARK, Robin; GROSSMAN, Murray. Numbersense and quantifier interpretation. Topoi, v. 26, n. 1, p. 51-62, mar. 2007. CORDES, Sara; GELMAN, Rochel. The young numerical mind: when does it count? In: CAMPBELL, Jamie I. D. (Ed.). Handbook of mathematical cognition. New York: Psychology Press, 2005, p. 127-142. FEIGENSON, Lisa; CAREY, Susan. Onthelimits of infants quantification of small object arrays. Cognition, v. 97, n. 3, p. 295-313, oct. 2005. FERNÁNDEZ FESCALONA, Catalina Maria. Análisis cognitivo de la secuencia numérica: procesamiento de la información y epistemología genética. Pensamiento Educativo, Santiago, v. 52, n. 2, p. 172-188, 2015. DOI: 10.7764/PEL.52.2.2015.10. FERNÁNDEZ FESCALONA, Catalina Maria. Estados de conocimiento en el desarrollo de la secuencia numérica. Unión, v. 49, p. 97-121, abr. 2017. FERNÁNDEZ FESCALONA, Catalina Maria. Una propuesta didáctica para trabajar la secuencia numérica en el segundo ciclo de educación infantil. Enseñanza de las Ciencias, v. 34, n. 2, p. 185-204, jun. 2016. FUSON, Karen; RICHARDS, John; BRIARS, Diane J. The acquisition and elaboration of the number word sequence. In: BRAINERD, Chales J. (Ed.). Children´s logical and mathematical cognition: progress in cognitive development. New York: Spriger-Verlag, 1982, p. 33-92. FUSON, Karen C. Children’s countinq and concepts of number. New York: Springer-Verlag, 1988. GALLISTEL, Charles Randy; GELMAN, Rochel. Mathematical cognition. In: HOLYOAK, Keith; MORRISON, Robert G. (Ed.). The Cambridge handbook of thinking and reasoning. Cambridge University Press, 2005, p. 559-588. GELMAN, Rochel; GALLISTEL, Charles Randy. Language and the origin of numerical concepts. Science, v. 306, n. 5695, p. 441-443, oct. 2004. DOI: 10.1126/science.1105144. HARTMANN, Matthias. Numbers in the eye of the beholder: what do eye movements reveal about numerical cognition? Cognitive Processing, v. 16, p. 245-248, sep. 2015. LE CORRE, Mathieu; CAREY, Susan. One, two, three, four, nothing more: an investigation of the conceptual sources of the verbal counting principles. Cognition, v. 105, n. 2, p. 395-438, nov. 2007. DOI: 10.1016/j.cognition.2006.10.005. PATRO, Katarzyna; HAMAN, Maciej. The spatial-numerical congruity effect in preschoolers. Journal of Experimental Child Psychology, v. 111, n. 3, p. 534-542, mar. 2012. DOI: 10.1016/j.jecp.2011.09.006.
1734 emd v. 2 n. 5 (2018): maio/ago. Metodologia para resolução de problemas de fenômenos físicos com equações diferenciais ordinárias João Bosco Laudares;Saulo Furletti;Júlio Paulo Cabral dos Reis; Resolução de Problemas, Metodologia, Equações Diferenciais Este artigo apresenta uma metodologia para o estudo de Equações Diferenciais Ordinárias (EDO), a partir da Resolução de Problemas privilegiando diversas representações de modelos. Ilustra-se por completo uma resolução, com os passos presentes na proposta metodológica, que direcionaram a análise dos modelos de equações e gráficos dos fenômenos físicos. O referencial teórico parte da matematização de fenômeno físico com Equações Diferenciais pela resolução de problemas, com base nas representações semióticas, diversificação de representações de objetos matemáticos e análise de modelos. A matematização é dimensionada por leis de movimentos, parâmetros quantitativos e qualitativos. Esta metodologia é resultado de um estudo para suporte aos professores e estudantes dos cursos das áreas de Ciências Exatas, que possuem em seus currículos a disciplina de Equações Diferenciais Ordinárias. ANTON, Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen. Cálculo. Tradução de Claus Ivo Doering. 8. ed. Artmed. 2007. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto, 2002. DUVAL, Raymond. Semiósis e pensamento humano: registros semióticos e aprendizagens intelectuais. Tradução de Lênio Fernandes Levy e Marisa Rosâni Abreu da Silveira. São Paulo: Livraria da Física, 2009. LAUDARES, João Bosco; MIRANDA, Dimas Felipe de; REIS, Júlio Paulo Cabral; FURLETTI, Saulo. Equações Diferenciais Ordinárias e Transformadas de Laplace. Belo Horizonte: Artesã. 2017. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa et al. (Org.). Resolução de problemas: teoria e prática. Jundiai: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. POLYA, George. A arte de resolver problemas. Tradução de Heitor Lisboa de Araújo. Rio de Janeiro: Interciência, 1994. POZO, Juan Ignacio. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem. Tradução de Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed, 2008. STEWART, James. Cálculo. v. 2. Tradução de Antônio Carlos Moretti e Antônio Carlos Gilli Martins. São Paulo: Pioneira Thonson Learning, 2013. ZUIN, Elenice de Souza Londron. Cálculo: uma abordagem histórica. In: LAUDARES, João Bosco. LACHINI, Jonas. (Org.). A prática educativa sob o olhar de professores de Cálculo. Belo Horizonte: Fumarc, 2001, p.13-38.
1736 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. A objetividade matemática e o relativismo na Educação Matemática Marisa Rosâni Abreu da Silveira;Valdomiro Pinheiro Teixeira Junior;Paulo Vilhena da Silva; Educação Matemática, Objetividade, Relativismo Este texto objetiva discutir o relativismo na Educação Matemática e suas consequências para a aprendizagem, principalmente quando a objetividade da Matemática é colocada em suspeição, ao considerar que a produção do conhecimento é relativa a cada cultura, sociedade e indivíduo. Para tanto, a partir de um ensaio teórico, analisamos a relação entre relativismo, ciência e Educação Matemática. Refletindo sobre a formação de sujeitos capazes de compreender a realidade de maneira cada vez mais elaborada, apontamos a Matemática escolar como instância socializadora dos conhecimentos sistematizados. Nossa análise busca evidenciar que a objetividade sempre esteve presente na construção da ciência e, nesse sentido, destacamos a objetividade da Matemática na filosofia da linguagem, esclarecendo como está entrelaçada com a linguagem, permitindo um conhecimento objetivo do mundo, contribuindo, a nosso ver, para o debate a respeito da valorização do saber escolar, em particular o matemático, tão importante para o desenvolvimento de qualquer sociedade. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1998. ALBERT, Michael. Science, Post modernism and the Left. Z Magazine, v. 9, n. 7/8, p. 64-69, jul./ago. 1996. AUTHIER-REVUZ, Jacqueline. Palavras incertas: as não-coincidências do dizer. Campinas: Editora da Unicamp, 1998. ÁVILA, Geraldo. Várias faces da Matemática: tópicos para licenciatura e leitura geral. São Paulo: Edgard Blucher, 2011. AZAMBUJA, Monique Teixeira. O uso do cotidiano para o ensino de Matemática em uma escola de Caçapava do Sul. 2013. 32f. 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1737 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Uma reflexão sobre pesquisas em Educação Matemática e Educação de Surdos Maria Eliana Soares;Elielson Ribeiro de Sales; Educação Matemática, Educação de Surdos, Inclusão Este artigo integra a dissertação de mestrado profissional realizado no Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA), e objetiva discutir pesquisas strictu sensu sobre Educação Matemática e Educação de Surdos. É um estudo de abordagem qualitativa, do tipo estado da arte, em que se analisa 31 pesquisas que se enquadram nos eixos temático formação de professores, adaptação curricular, Educação Matemática e comunicação, e ensino e aprendizagem. As pesquisas foram realizadas em quatro regiões brasileiras, com maior representatividade no sudeste e norte do Brasil, estando nesta última concentradas no IEMCI/UFPA. O estudo aponta um crescimento de pesquisas no âmbito da pós-graduação e evidencia a realidade do ensino para a educação inclusiva, com destaque a necessidade da prática da Libras no ensino de Matemática, o bilinguismo no ensino de surdos, a adaptação de materiais didáticos com instrumentos visuais, e a formação de educadores para a inclusão. ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. (Org.). Formação de professores no Brasil (1990-1998). Brasília: MEC/INEP/COMPED, 2002. ARAUJO, Ênio Gomes. Ensino de Matemática em Libras: uma reflexão sobre a minha experiência numa escola especializada. 2015. 244f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Universidade Anhanguera de São Paulo. São Paulo. AROLDO JUNIOR, Henrique. Estudo do desenvolvimento do pensamento geométrico por alguns surdos por meio do Multiplano no ensino fundamental. 2010. 290f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) – Faculdade de Física, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 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1738 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Abordagem de algoritmos da divisão em livros didáticos de Matemática para os Anos Iniciais André Pereira da Costa;Luciana Ferreira dos Santos;Cristiane Azevêdo dos Santos Pessoa;Rosinalda Aurora de Melo Teles; Divisão, Estruturas Multiplicativas, Algoritmo Convencional Investigamos como os algoritmos da divisão de números naturais são abordados em livros didáticos de Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental; mapeamos atividades nas quais são abordados; e analisamos o uso dos algoritmos da divisão em situações de partição e quotição. Foram analisadas 104 atividades de divisão propostas em seis coleções, escolhidas aleatoriamente, aprovadas pelo PNLD de 2016. Com uma abordagem quantitativa-qualitativa, usamos como método analítico das atividades os procedimentos da análise temática. Os dados mostram que mais de 84% das atividades exploram o processo do algoritmo convencional. Identificamos ausência de atividades que abordem os algoritmos nos 1º e 2º anos. Os algoritmos da divisão começam a ser explorados a partir do 3º ano, geralmente, por meio de divisão exata, e processos longos que envolvem a estimativa e subtração sucessiva. Algumas coleções apresentam atividades que estimulam a construção de argumentos e reflexão sobre as estratégias utilizadas com o uso de algoritmos alternativos pelos estudantes, assim como reflexão sobre o sistema de numeração decimal. ALMEIDA, Eliane Martins; MARTINEZ, Michelle Cristine Pinto Tyszka; WIELEWSKI, Gladys Denise. Relato de experiência de formação continuada: Matemática na alimentação e nos impostos. In: V CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENSINO DA MATEMÁTICA, 2010, Canoas. Anais do V CIEM. Canos: ULBRA, 2010, p. 1-12. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. 5. ed. Lisboa: Edições 70, 2009. BOYER, Carl Benjamin. História da Matemática. Tradução de Elza Furtado Gomide. 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Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre.
1739 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Aplicação do SuperLogo no ensino de Geometria: relato de uma prática no Ensino Médio Jefferson Dantas de Oliveira;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Educação Matemática, Tecnologias Educacionais, Situação a-didática, SuperLogo Este artigo apresenta um relato de experiência com o software SuperLogo, fundamentada na Teoria das Situações Didáticas (TSD), abordando conteúdos de Geometria Plana no Ensino Médio. Para tanto, tomou-se como base a teoria de Brousseau (1986), a qual permite ao professor trabalhar junto a seu aluno um conceito matemático na resolução de problemas. A aplicação desta prática deu-se em um colégio da rede pública de uma cidade do sul da Bahia, na realização de uma feira de Ciências. Durante a intervenção, o desempenho dos estudantes com o software foi registrado como dados da pesquisa. Os resultados foram analisados por meio dos registros produzidos no ambiente computacional e uma avaliação realizada no final do processo. Como resultado, considerou-se que o SuperLogo imprimiu potencialidade no ensino da Matemática, destacando que na utilização do software é possível ao professor para motivar seu aluno a expressar seus conhecimentos. BARBOSA, Gerson Silva. Teoria das Situações Didática e suas influências na sala de aula. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 12, São Paulo. Anais do XII ENENM: Educação Matemática na contemporaneidade: desafios e possibilidades. São Paulo: SBEM, 2016, p. 1-12. BENITTI, Fabiane Barreto Vavassori. Exploring the educational potential of robotics in schools: a systematic review. Computers & Education, Washington, v. 58, n. 3, p. 978-988, abr. 2012. BROUSSEAU, Guy. Fondements et méthodes de la didactique des mathématiques. Recherche en Didactique des Mathématiques, Grenoble, v. 7, n. 2, p. 33-115, 1986. O’DAFFER, Phares. G.; CLEMENS, Stanley R. Geometry: an investigative approach. Califórnia: Addison Wesley, 1977. JACOBS, Harold. J. Geometry. San Francisco: W. H. Freeman and Company, 1974. MAGGI, Luiz. A utilização do computador e do programa Logo como ferramenta de ensino de conceitos de Geometria Plana. 2002. 169f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro. MOTTA, Marcelo Souza; SILVEIRA, Ismar Franfo. Contribuições do SuperLogo ao ensino de Geometria. Informática na Educação: teoria & prática. Porto Alegre, v. 13, n. 1, jan./jun. 2010. DOI: 10.22456/1982-1654.9142. PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Tradução de Sandra Costa. Porto Alegre. Artes Médicas, 2002. ROSA, Ana Paula Stockler Bojikian Hernandez da. Um estudo sobre o uso do software superlogo na organização do pensamento matemático. 2004. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. SILVA, Nilson Alves; FERREIRA, Marcos Vinícius Vieira; TOZETTI, Karla Dubberstein. Um estudo sobre s situação didática de Guy Brousseau. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 12, Curitiba. Anais do XII EDUCERE: Formação de professores, complexidade e trabalho docente. Curitiba: PUCPR, 2015, p. 19950-19962.
1740 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Resolução de problemas de otimização nas aulas de Matemática Josué Antunes de Macêdo;Lailson dos Reis Pereira Lopes;Laís de Souza Gusmão; Otimização, Problemas, Resolução de Problemas Atualmente existem processos de otimização que contribuem com a vida de pessoas, como é o caso dos problemas resolvidos com a ajuda da Matemática. É a maneira técnica de se encontrar meios de minimizar tempo e, consequentemente, reduzir os custos de processos que se precisa realizar. A Matemática, em seu vasto campo de atuação, proporciona um arsenal de processos de otimização que enriquece e facilita o cotidiano. Em vista desta realidade, neste trabalho, apresentamos possíveis aplicações de alguns problemas de otimização, bem como mostramos a resolução de alguns problemas e discutimos a possibilidade da utilização da metodologia da resolução de problemas. Este trabalho permitiu o aprofundamento do conhecimento desse campo da Matemática, e suas contribuições em diversas áreas do conhecimento. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. v. 2. Brasília: MEC / SEF, 2006. CARVALHO, Ana Maria Pessoa de; GIL-PÉREZ, Daniel. Formação de professores de ciências: tendências e inovações. 10. ed. São Paulo (SP): Cortez Editora, 2011. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 5. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. DAMBROSIO, Ubiratan. Educação Matemática: da teoria à prática. 23 ed. Campinas: Papirus Editora, 2017. DANTE, Luiz Roberto. Didática da resolução de problemas de matemática. 3. ed. São Paulo: Ática, 1991. ECHEVERRÍA, Maria del Puy Pérez; POZO, Juan Ignacio. Aprender a resolver problemas e resolver problemas para aprender. In: POZO, Juan Ignacio (Org.). Solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 13-42. MACARINI, Adriana Rodrigues Luz. A Matemática nos anos iniciais do ensino fundamental: as estratégias de ensino como potencialidades da aprendizagem. 2007. 117f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Vale do Itajaí. Itajaí. MOYSÉS, Lúcia. Aplicações de Vygotsky à Educação Matemática. 8. ed. Campinas: Papirus, 2007. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem de Matemática através da resolução de problemas. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: EdUNESP, 1999, 199-218. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Pesquisa em resolução de problemas: caminhos, avanços e novas perspectivas. Bolema, Rio Claro, v. 5, n. 41, dez. 2011. POLYA, George. Sobre a resolução de problemas de Matemática na high school In: KRULIK, Stephen; REYS, Robert E. (Org.). A resolução de problemas na matemática escolar. Tradução de Hygino Hugueros Domingues e Olga Corbo. 1 ed. São Paulo: Atual, 2003. POLYA, George. A arte de resolver problemas: um novo aspecto do método matemático. Tradução de Heitor Lisboa de Araújo. 1 ed. 2 reimp. Rio de Janeiro: Interciência, 2006. ROGAWSKI, Jon. Cálculo. v. 1. São Paulo: Artmed/Bookman, 2009. SANTOS, Vinício de Macedo. A matemática escolar, o aluno e o professor: paradoxos aparentes e polarizações em discussão. Cadernos Cedes, Campinas, v. 28, n. 74, p. 25-38, jan./abr. 2008. DOI: 10.1590/S0101-32622008000100003. SILVA, Valquírio Firmino. A resolução de problemas: concepções evidenciadas na prática e no discurso de professores de Matemática do ensino fundamental. In. X SIMPÓSIO LINGUAGENS E IDENTIDADES DA/NA AMAZÔNIA SUL-OCIDENTAL, 2016, Rio Branco. Anais do X SLIASO, Rio Branco: UFAC, 2016, p. 1-15. STEWART, JAMES. Cálculo. v. 1. São Paulo: Pioneira Thomsom Learning, 2006. STEWART, JAMES. Cálculo. v. 1. São Paulo: Pioneira Thomsom Learning, 2013.
1741 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Conhecimentos docentes e o Modelo Didático da Matemática em Contexto: reflexões iniciais Gabriel Loureiro de Lima;Barbara Lutaif Bianchini;Eloiza Gomes; Competências, Conhecimentos Docentes, Modelo Didático da Matemática em Contexto, Engenharia, Eventos Contextualizados O objetivo deste artigo, de natureza teórica, é dar início a reflexões a respeito das competências a serem desenvolvidas pelos professores de Matemática que atuam em cursos de Engenharia em consonância aos pressupostos da Matemática no Contexto das Ciências, referencial teórico proposto pela pesquisadora mexicana Patricia Camarena, e ao seu modelo didático (MoDiMaCo). Voltamos nossa atenção especificamente a uma das componentes das competências: os conhecimentos. Fundamentados em preceitos teóricos referentes a conhecimentos docentes, analisamos aqueles que os professores que atuam nas disciplinas matemáticas de determinada modalidade de Engenharia devem construir para atuarem em concordância com o MoDiMaco e em quais circunstâncias ocorrem tal construção. A mobilização de tais conhecimentos é essencial ao professor que opta por tal Modelo Didático para que este possa executar a contento uma série de tarefas inerentes ao trabalho com os eventos contextualizados, principal estratégia didático-pedagógica presente no referido Modelo. BALL, Deborah Loewenberg; THAMES, Mark Hoover; PHELPS, Geoffrey. Content knowledge for teaching: what makes it special? Journal of Teacher Education, v. 59, n. 5, p. 389-407, nov. 2008. DOI: 10.1177/0022487108324554. CAMARENA, Patricia. A treinta años de la teoría educativa “Matemática en el Contexto de las Ciencias”. Innovación Educativa, México, v. 13, n. 62, p. 17-44, maio/ago. 2013. CAMARENA, Patricia. Concepción de competencias de las ciencias básicas em el nível universitário. In: DIPP, Adla J.; MACÍAS, Arturo B. (Org.). Competencias y Educación – miradas múltiples de una relación. México: Instituto Universitario Anglo Español A.C e Red Durango de Investigadores Educativos A.C., 2011, p. 88-118. CAMARENA, Patricia. Constructos Teóricos de la Metodología Dipcing en el Área de la Matemática. In: CONGRESO NACIONAL DE INGENIERÍA ELECTROMECÁNICA Y DE SISTEMAS, 3, 2004, Ciudad de México. Memorias do 3º CNIES. Ciudad de México: IPN - ESIME - SEPI, 2004, p. 1-7. CAMARENA, Patricia. Didáctica de la matemática en contexto. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 19, n. 2, p. 1-26, maio/ago. 2017. DOI: 10.23925/1983-3156.2017v19i2p1-26. CAMARENA, Patricia. La matemática social en el desarrollo integral del alumno. Innovación Educativa, México, v. 14, n. 65, p. 143-149, maio/ago. 2014. CAMARENA, Patricia. Teoria de las ciências em contexto y su relación com las competências. Ingenium, Bogotá, v. 16, n. 31, p.108-127, 2015. HOWSON, Albert Geoffrey; KAHANE, Jean-Pierre; LAUGINIE, Pierri; TURCKEIM, Elisabeth. Mathematics as a Service Subject. Cambridge: Cambridge University Press, 1988. LIMA, Gabriel Loureiro de; BIANCHINI, Barbara Lutaif; GOMES, Eloiza. Dipcing: uma metodologia para o planejamento ou redirecionamento de programas de ensino de matemática em cursos de engenharia. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA, XLIV, 2016, Natal. Anais do XLIV COBENGE. Natal: ABENGE, 2016, p. 1-10. MISHRA, Punya; KOEHLER, Matthew J. Technological Pedagogical Content Knowledge: a framework for teacher knowledge. Teachers College Record, New York, v. 108, n. 6, p. 1017-1054, jun. 2006. SHULMAN, Lee S. Knowledge and Teaching: foundations of the new reform. Harvard Educational Review, Cambridge, v. 57, n.1, p. 1-22, 1987. DOI: 10.17763/haer.57.1.j463w79r56455411. SHULMAN, Lee S. Those who understand: knowledge growth in teaching. Educational Researcher, Washington, v. 15, n. 2, p. 4-14, fev. 1986. DOI: 10.2307/1175860. SILVA, Maria José Ferreira da; LIMA, Gabriel Loureiro de. Conhecimentos desenvolvidos em um curso de licenciatura em Matemática na modalidade a distância. In: CONFERENCIA INTERAMERICANA DE EDUCACIÓN MATEMÁTICA, 14, Chiapas, 2015. Anais do XIV CIAEM. Chiapas: ICME, 2015, p. 113-124.
1788 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Método fônico ou método global para alfabetizar crianças das camadas populares? (1930-1980) Geisa Magela Veloso;Regina Coele Cordeiro; Alfabetização, Método Fônico, Método Global, Resistência, História da Educação Inserido no âmbito da História Cultural, o artigo tem por objetivo discutir representações, práticas e resistências produzidas em torno do método fônico e do método global de alfabetização. A pesquisa retoma memórias de alfabetizadoras e conteúdos em circulação entre as décadas de 1970 e 1980 — período em que Minas Gerais implanta o Projeto Alfa e propõe o método fônico para alfabetizar. Foi utilizada a história oral para reconstituir a memória coletiva, captar discursos, prescrições e práticas que colocaram metodologias de alfabetização em oposição. Foi constatado que o método global era considerado o mais adequado, mas, na década de 1970, as professoras adotam o método fônico — adoção que se processa em meio a resistências e forte oposição no Grupo Escolar Gonçalves Chaves. ALBERTI, Verena. O que documenta a fonte oral? Possibilidades para além da construção do passado. In: II SEMINÁRIO DE HISTÓRIA ORAL, 1996, Belo Horizonte. Belo Horizonte: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, 19 a 20 set. 1996. ALMEIDA, Maria Celestina. Entrevista realizada em 22/05/2009 por Geisa Magela Veloso, Regina Coele Cordeiro e Esthefane Sabrine A. Silveira Lima. BARBOSA, Lucília de Souza. Entrevista realizada em 14/05/2009 por Geisa Magela Veloso e Regina Coele Cordeiro. BARRETTO, Elba Siqueira de Sá; MITRULIS, Eleny. Trajetória e desafios dos ciclos escolares no país. Estudos Avançados, São Paulo, v. 15, n. 42, p. 103-140, ago. 2001. BRAGA, Maria de Lourdes Lopes. 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1789 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Criação do curso de Pedagogia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1980-1996) Margarita Victoria Rodríguez;Jorismary Lescano Severino; História da Educação, Formação Inicial de Professores, Curso de Pedagogia O artigo tem por objetivo analisar o curso de Pedagogia na Universidade de Mato Grosso do Sul, campus Campo Grande, especificamente sua criação e consolidação no período de 1980 a 1996. Os procedimentos metodológicos utilizados compreendem a investigação bibliográfica e documental — leis, decretos, resoluções e pareceres —, também fontes institucionais — resoluções, pareceres, estatutos, atas de reunião e relatório anual — dos anos de 1970, 1980 e 1990. A proposta de iniciar o curso de Pedagogia com habilitação para atuar na pré-escola e nos primeiros anos do Ensino Fundamental foi inédito no Estado de Mato Grosso do Sul, poucas instituições no Brasil formavam os docentes para essa área. A criação do curso teve como principal objetivo atender à demanda da rede estadual de ensino que precisava de profissionais capacitados em nível superior. ALMEIDA, Gelsom Rozentino. História de uma década quase perdida — PT, CUT, crise e democracia no Brasil: 1979-1989. Rio de Janeiro: Garamond, 2011. ANFOPE. Documento Final do IX Encontro Nacional da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação. Campinas, 1998. ANTUNES, Ricardo. A desertificação neoliberal no Brasil (Collor, FHC e Lula). 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2005. BIANCHI MENDEZ, Alvaro Gabriel. O ministério dos industriais: a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo na crise das décadas de 1980 e 1990. 2004. 314f. Tese. (Doutorado em Ciências Sociais) — Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer nº 375, de 3 de agosto de 1983. Autoriza o funcionamento do curso de Pedagogia. Brasília: Diário Oficial da União, 03 ago. 1983. BRASIL. Decreto-lei nº 3.454, de 24 de julho de 1941. Dispõe sobre a realização simultânea de cursos nas faculdades de Filosofia, Ciências e Letras. Rio de Janeiro: Diário Oficial da União, 26 jul. 1941. BRASIL. Decreto-lei nº 9 1.190, de 04 de abril de 1939. Dá organização à Faculdade Nacional de Filosofia. Rio de Janeiro: Diário Oficial da União, 6 abr. 1939. BRASIL. Decreto-lei nº 9.092, de 26 de março de 1946. Amplia o regime didático das faculdades de Filosofia, e dá outras providências. Rio de Janeiro: Diário Oficial da União, 28 mar. 1946. BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 27 dez. 1961. BRASIL. Lei nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996. Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 24 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer nº 251/62. Brasília: MEC/CNE. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer n. 252/69. Estudos pedagógicos superiores. Mínimos de currículo e duração para o curso de graduação em Pedagogia. Brasília: MEC/CNE. COELHO, Ildeu Moreira. Curso de Pedagogia: a busca da identidade. Encontros e Debates — Formação do educador: a busca da identidade do curso de Pedagogia. Brasília: MEC/INEP, 1987, p. 9-16. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 1996. FERNANDEZ, Alice Beatriz Bitencourt. Histórico do curso de Pedagogia DED/CCHS/UFMS. In: V SEMINÁRIO DO CURSO DE PEDAGOGIA, 1989, Campo Grande. 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Aprova o currículo pleno do curso de Pedagogia habilitação magistério da pré-escola/CCHS. Brasília: Diário Oficial da União, 13 dez. 1995. UFMS. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL. Resolução nº 121, de 13 de dezembro de 1995. Aprova o currículo pleno do curso de Pedagogia habilitação magistério da pré-escola/CCHS. Brasília: Diário Oficial da União, 15 nov. 1980. UFMS. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL. Resolução UFMS nº 145/1990. Aprova a estrutura curricular do curso. Brasília: Diário Oficial da União, 26 out. 1990. VIEIRA, Evaldo. A República Brasileira 1951-2010: de Getúlio a Lula. São Paulo: Cortez, 2015.
1790 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. A espetacularização dos corpos whein protein: as propagandas de suplementos e o fenômeno de objetificação Fábio Bombarda;Damião Rocha; Corpo whein protein, Objetificação, Cultural(ilidade) Em tempos contemporâneos de (re)construção dos corpos por meio do exercício físico em que a mídia pauta as performances de corpo e os projeta como sendo grandes e espetaculosos, nos leva a pensar qual imagem de corpo nos representa e nos é representado. Nesse sentido, foi desenvolvido uma pesquisa bibliográfica para fins de fundamentar a temática, juntamente com uma busca em sites por imagens de suplementos que projetam corpos em suas propagandas. Realizamos uma análise do fenômeno de objetificação na cultura corporal dos corpos que transitam pelas mídias de propagandas de suplemento e suas objetificações de corpos midiáticos. Enfim sinalizamos que o corpo exposto é objetificado. ARAUJO, Leandro Rodrigues; ANDREOLO, Jesuíno; SILVA, Maria Sebastiana. Utilização de suplemento alimentar e anabolizante por praticantes de musculação nas academias de Goiânia-GO. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Brasília, v. 10, n. 3, p. 13-18, jul. 2002. BRANDÃO, Helena. Introdução à análise do discurso. Campinas: Editora da Unicamp, 2002. LE BRETON, David. A sociologia do corpo: 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2012. CARMO, Everton Crivoi; BUENO JUNIOR, Carlos Roberto; FERNANDES, Tiago; BARRETTI, Diego; SOARES, Stéphano Freitas; SILVA JUNIOR, Natan Daniel; UCHIDA, Marco Carlos; BRUM, Patrícia Chakur; OLIVEIRA, Edilamar Menezes. O papel do esteroide anabolizante sobre a hipertrofia e força muscular em treinamentos de resistência aeróbia e de força. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 17, n. 3, p. 212-217, maio/jun. 2011. CHAMPE, Pamela C.; HARVERY, Richard A.; FERRIER, Denise. Bioquímica ilustrada. Tradução de Carla Dalmaz et al. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 1996. COUTINHO, Angela Maria Scalabrin. 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1791 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. O Sli.do como ferramenta de engajamento e interatividade em sala de aula Jean Carlos da Silva Monteiro;Sannya Fernanda Nunes Rodrigues; Aplicativos digitais, Sli.do, Timidez, Engajamento, Aprendizagem Este artigo é um estudo sobre o Sli.do e tem por objetivo descrever as potencialidades do referido aplicativo enquanto ferramenta de engajamento e interatividade em sala de aula. O estudo estabelece uma discussão sobre o uso de aplicativos na aprendizagem para que professores possam engajar e interagir com seus alunos tímidos durante o processo formativo. No texto, discute-se a influência que a timidez exerce na educação e apresenta o conceito de app-learning, no intuito de contribuir para o entendimento do emprego do Sli.do como um dos possíveis recursos para solucionar a problemática da timidez no ambiente acadêmico. Evidenciou-se que o Sli.do pode permitir que os alunos despertem, em si, o caráter participativo para que aprendam construindo, reconheçam suas competências naquilo que produzem, por meio de propostas que estimulem o engajamento e a reflexão dos conhecimentos adquiridos em sala de aula. ALMEIDA, Laurinda Ramalho; MAHONEY, Abigail Alvarenga. (Org.). Henri Wallon: Psicologia e Educação. 9 ed. São Paulo: Loyola, 2014. AXIA, Giovanna. Timidez: um dote precioso do patrimônio genético humano. Tradução de Silva Debetto Cabral. 3. ed. São Paulo, 2013. CARVALHO, Ana Amélia. (Coord.). Apps para dispositivos móveis: manual para professores, formadores e bibliotecários. Lisboa: Ministério da Educação/Direção Geral da Educação, 2015. CASARES, María Inés Monjas. A timidez na infância e na adolescência. Tradução de Tatiane da Silva Pires Felix. 2. ed. Madrid: Pirâmide, 2016. CASARES, María Inés Monjas; CABALLO, Vicente E. A timidez infantil. In: SILVARES, Edwiges Ferreira de Mattos. (Org.). Estudos de caso em psicologia comportamental infantil. v. II. Campinas: Papirus, 2014, p. 11-42. COUTO, Edvaldo; PORTO, Cristiane; SANTOS, Edméa. (Org.). App-learning: experiências de pesquisa e formação. Salvador: EdUFBA, 2016. HAN, Byung-Chul. Topologia da violência. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2017. MATTELART, Armand; MATTELART, Michéle. História das teorias da comunicação. Traduçaõ de Luiz Paulo Rouanet. 9. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. MENEZES, Geórgia Mônica Marques. Consequências psicológicas e sociais da timidez. 2011. Trabalho de Conclusão de Curso (Psicologia). Faculdade do Vale do Ipojuca. Caruaru. MONTEIRO, Jean Carlos da Silva; RODRIGUES, Sannya Fernanda Nunes; MENDES, Ezenilde Rocha; SILVA, Antônio Carlos Borges. Sociedade da aprendizagem: da ubiquidade aos novos paradigmas do app-learning. Tecnologias na Educação, v. 10, n. 27, p. 1-13, 2018. MOTTA FILHO, Cândido. Ensaio sobre a timidez. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2015. OLIVEIRA, Carloney Alves. Aprendizagem com mobilidade e ensino de Matemática: evidências da utilização na formação inicial do pedagogo. Laplage em Revista, Sorocaba, v. 3, n. 3, p. 261-273, ago. 2017. SANTAELLA, Lucia. App-learning e a imaginação criativa a serviço da educação. In: COUTO, Edvaldo; PORTO, Cristiane; SANTOS, Edméa. (Org.). App-learning: experiências de pesquisa e formação. Salvador: EdUFBA, 2016, p. 7-10. SILVA, Jacqueline Felix; PINTO, Anamelea de Campo. Geração C: conectados em novos modelos de aprendizagem. In: VIII BRAZILIAN SYMPOSIUM ON GAMES AND DIGITAL ENTERTAINMENT, 2009, Rio de Janeiro. Anais do VIII BSGDE. Rio de Janeiro: SBGames, 2009, p. 1-4.
1792 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. A retenção dos alunos da Licenciatura em Química do IFCE, campus Quixadá: uma análise Ana Danielle de Queiroz Melo;Sabrina Maria Cordeiro Saldanha; Retenção, Evasão, Licenciatura em Química O acesso ao Ensino Superior vem crescendo nos últimos anos, porém também aumentou os índices de retenção e evasão. A pesquisa baseou-se em um estudo de caso com uma abordagem qualitativa, com objetivo de identificar as principais fatores que influenciaram nas reprovações dos alunos, durante o primeiro ano, do curso de licenciatura em química do Instituto Federal do Ceará campus de Quixadá e por fim, propor ações a fim de minimizar o insucesso acadêmico na perspectiva dos alunos e professores, os semestres escolhidos para o estudo foram de 2017.2 e 2018.1. Os resultados mostraram as variáveis que mais contribuíram para as reprovações, como: falta de conhecimentos prévios e de identidade com o curso. As ações frente ao insucesso acadêmico propostas pelos professores e alunos foram parecidas, como oferta de cursos de nivelamento e a oferta regular de monitorias - medidas que o IES pode adotar para garantir o sucesso acadêmico. ALMEIDA, Leandro Soares; SOARES, Ana Paula. Os estudantes universitários desenvolvimento psicossocial. In: MERCURI, Elizabeth; POLYDORO, Soely Aparecida Jorge. (Org.). Estudante universitário: características e experiências de formação. Taubaté: Cabral Editora e Livraria, 2004, p. 15-40. ARRIGO, Viviane; SOUZA, Miriam Cristina Covre; BROIETTI, Fabiele Cristiane Dias. Elementos caracterizadores de ingresso e evasão em um curso de Licenciatura em Química. ACTIO: Docência em Ciências, Paraná, v. 2, n. 1, p. 243-262, jan./abr. 2017. BIAZUS, Cleber Augusto. Sistema de fatores que influenciam o aluno a evadir se dos cursos de graduação na UFSM e na UFSC: um estudo no curso de ciências contábeis. 2004. 203f. 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Uma investigação sobre os fatores contribuintes na retenção dos alunos no curso de Ciências Contábeis em uma IFES: um desafio à gestão universitária. Registro Contábil, Alagoas, v. 2, n. 3, p. 21-34, set./dez. 2011. VIDALES, Saúl. El fracaso escolar em la educación media superior: el caso del bachillerato de una universidad mexicana. Revista Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación, Madri, v. 7, n. 4, p. 320-341, set./dez. 2009.
1793 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Uso de memes em aulas de Português: um olhar voltado à inovação de práticas pedagógicas na área de Linguagens e Códigos Luiz Fernando de Oliveira Lopes;Alisandra Cavalcante Fernandes de Almeida; Inovação, Ensino de Português, Memes, Práticas Educacionais A pesquisa investiga as contribuições decorrentes da utilização de memes como ferramenta didático-pedagógica em aulas de Português. A análise traz subsídios à literatura vigente, no cerne das práticas colaborativas e inovadoras, ao abordar o uso deste gênero discursivo em sala de aula. Para efetivar a pesquisa qualitativa, os dados foram coletados por meio do oferecimento de uma oficina resultando nas observações, questionário e entrevista. Os participantes da pesquisa foram alunos do terceiro ano do Ensino Médio de uma escola localizada no Ceará, Brasil. Como resultados, o estudo apresenta novas alternativas para intervir em sala, tendo em vista as possibilidades de melhorar a colaboração entre os pares, o diálogo, a criatividade, a utilização de recursos digitais, a oratória e a visão otimizada relativa aos conteúdos de Português, além do entendimento do erro como parte integrante da aprendizagem. Logo, percebe-se que intervenções inovadoras em sala são substanciais na composição dos currículos escolares. ASSIS, Lilian Bambirra de; PAULA, Ana Paula Paes de; BARETTO, Raquel de Oliveira; VIEGAS, Glauce. Estudos de caso no ensino da administração: o erro construtivo libertador como caminho para inserção da pedagogia crítica. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, v. 14, n. 5, São Paulo, set./out. 2013. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Tradução de Maria Emsantina Galvão Pereira. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. DAWKINS, Richard. O gene egoísta. Tradução de Rejane Rubino. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 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Tradução de Ruth Gabriela Bahr. São Paulo: Makron Books do Brasil, 1999. VYGOTSKY, Lev Semionovitch. A formação social da mente. Tradução de José Cipolla Neto, Luis Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1996.
1794 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Estrategias complejas en la resolución de problemas matemáticos contextualizados Milagros Elena Rodríguez; Enseñanza de la Matemática, Estrategias complejas, Resolución de problemas, Re-ligar, Decolonialidad planetaria El objetivo complejo de investigación es desmitificar las falsas herencias de la resolución de problemas en Matemáticas que han dado muchos problemas, e ir a estrategias complejas, bajo la luz de la teoría de la complejidad en la palabra de Dios que alumbra. De esta manera, el pensamiento complejo y el razonamiento lógico matemático se integran para la resolución de problemas contextualizados. Se realiza la indagación con el transmétodo la deconstrucción rizomática transcompleja, se ubica en la línea de investigación titulada: Educación Matemática Decolonial Transcompleja. Indagación realizada en el marco del Postdoctorado en Educación Matemática: Pensamiento, Religaje y Construcción de Emergentes Formativos en la Transmodernidad, Universidad Nacional Experimental de Yaracuy, Venezuela. Luego de una deconstrucción de la resolución de problemas como metodología de enseñanza, se dan características de las estrategias complejas en cuanto a: “sistema, circularidad, dialógica, causalidad compleja, interacciones, círculos polirrelacionales y religación (MORÍN, CIURANA y MOTTA, 2002). ALSINA, Claudi. Si Enrique VIII tuvo 6 Esposas, ¿Cuántas tuvo Enrique IV? El Realismo en Educación Matemática y sus Implicaciones Docentes. Revista Iberoamericana de Educación, Madrid, v. 43, p. 85-101, 2007. ARROYAVE, Dora. La revolución pedagógica precedida por la revolución del pensamiento: un encuentro entre el pensamiento moriniano y la pedagogía. En Manual de iniciación Pedagógica al Pensamiento Complejo. Ecuador: Publicaciones UNESCO, 2003. 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1795 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Cosmovisão Cristã na Didática Magna de Comenius José Normando Gonçalves Meira;Wendell Lessa Vilela Xavier; Cosmovisão Cristã, Didática Magna, Comenius Este estudo, que se insere no campo da história das ideias pedagógicas, analisa o pensamento do educador João Amós Comenius (1592-1670) na sua obra clássica Didática Magna: a arte de ensinar tudo a todos, publicada em 1657. O objetivo é conhecer as propostas educacionais do autor, considerando o contexto em que foram elaboradas e a visão de mundo que as nortearam. O referencial teórico para a referida análise é a sociologia da religião de Max Weber (2004), que aponta o impacto das convicções religiosas na ação social dos indivíduos. Analisa, neste caso, o impacto do “ascetismo intramundano” da ética protestante nas elaborações de Comenius. Trata-se de uma pesquisa documental, tendo como fonte principal a obra Didática Magna. O estudo possibilita uma compreensão das propostas educacionais de Comenius, articuladas ao espírito do século XVII e suas contribuições para a consolidação da ciência moderna. ALVES, Vânia Maria; WALDOW, Carmen. A Importância do Estudo dos Clássicos para Pensar a Educação: Antigas questões, novos desafios para a formação de professores. In: Notandum, Ano 23, n. 58, 2020. ALVES, Vânia Maria; WALDOW, Carmen. O Estudo dos Clássicos Para Pensar a Educação: Antigas Questões, Novos Desafios para a Formação Docente. In: Notandum. n. 52(23). Maringá-PR: UEM, 2019. ARANHA, Maria Lúcia Arruda. História da educação e da pedagogia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006. BARCLAY, William. Palavras chaves do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1985. CAMBI, Franco. História da pedagogia. São Paulo: UNESP, 1999. CARVALHO, Guilherme Vilela de; CUNHA, Maurício José Silva. Cosmovisão cristã e transformação: espiritualidade, razão e ordem social. Viçosa: Ultimato, 2006. COMENIUS, João Amós. 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1796 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. A gestão em um instituto federal no Norte de Minas Gerais: organização e possibilidades de gestão democrática Josenilda de Souza Silva; O atual modelo e estrutura organizacional dos Institutos Federais caracterizam-nos como instituições de tipo funcional e verticalizada, na sua estrutura administrativa e em sua estrutura pedagógica. A lei de criação dessas instituições (Lei 11892/2008) preconiza um modelo organizacional pluricurricular e multicampi. No âmbito de sua estrutura organizacional, verifica-se um padrão de organização administrativa em vários níveis, o que sugere a possibilidade de uma gestão democrática. No âmbito da sua organização pedagógica, a verticalização do ensino possibilita a oferta de cursos que vão desde a formação inicial e continuada até a pós-graduação lato e stricto sensu. Considerando o desenho atribuído aos Institutos Federais, analisamos a estruturação da gestão no âmbito do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, respaldando-nos em referenciais bibliográficos que versam sobre o assunto e em documentos oficiais como o Plano de Desenvolvimento Institucional, Regimento e Estatuto. AMORETTI, Juliana; ANDRADE, Andréa de Faria Barros de; MOLL, Jaqueline; OLIVEIRA, Liana Bueno de. Arranjos produtivos culturais e sociais locais e a Educação Profissional e Tecnológica. In: I JORNADA NACIONAL DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA. Caderno de Resumos. Brasília: Ministério da Educação / Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, 2006, p. 121-122. AMORIM, Mônica Maria Teixeira. A organização dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia no conjunto da educação profissional brasileira. 2013. 247f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia: um novo modelo em Educação Profissional e Tecnológica – concepção e diretrizes. Brasília: MEC, 2010. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Lei nº 11.892 de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 30 dez. 2008. FERNANDES, Francisco das Chagas de Mariz. Gestão dos Institutos Federais: o desafio do Centenário da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Holos, Natal, ano 25, v. 2, 2009. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais. Plano de Desenvolvimento Institucional 2009-2013. Montes Claros: IFNMG, 2009. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais. Plano de Desenvolvimento Institucional 2014-2018. Montes Claros: IFNMG, 2013. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais. Plano de Desenvolvimento Institucional 2019-2023. Montes Claros: IFNMG, 2018. LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. São Paulo: Heccus, 2013. LÜCK, Heloisa. A gestão participativa na escola. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2013. LÜCK, Heloisa. Dimensões da gestão escolar e suas competências. Curitiba: Positivo, 2009. LÜCK, Heloisa. Gestão educacional: uma questão paradigmática. Petrópolis: Vozes, 2006. LÜCK, Heloisa. Liderança em gestão escolar. Petrópolis: Vozes, 2008. RISCAL, Sandra Aparecida. Gestão democrática no cotidiano escolar. São Carlos: EdUFScar, 2009. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Quem sabe faz a hora de construir o Projeto Político Pedagógico da escola. Campinas: Papirus, 2007. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. (Org.) Projeto Político Pedagógico: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1997.
1797 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Questões de Matemática do ENEM 2015: erros e dificuldades de aprendizagem Jailson da Costa Pontes;Isauro Beltrán Núñez; Apresenta-se resultados de uma pesquisa que se desenvolve na UFRN com a finalidade de identificar, caracterizar erros e dificuldades de aprendizagem que podem ser associadas às questões de Matemática da prova do ENEM 2015, realizada por estudantes egressos do Ensino Médio que ingressaram nessa instituição, no ano de 2016. A metodologia aplicada foi a de análise de erros, conferido aos distratores de maior frequência na resposta dos estudantes, obtidas por microdados dessa avaliação, fornecidos pelo INEP. Os resultados mostram muito baixo desempenho dos estudantes quando se trata de erros relacionados às questões que exigem compreensão do conceito, fatos e procedimentos a respeito do tema: conhecimentos de Estatística e Probabilidade, como também de cálculos que envolvam os temas: conhecimentos algébricos e numéricos. De forma geral, esses erros podem ser associados às dificuldades nas medidas de tendência central (médias), onde constata-se uma aprendizagem instrumental dos conceitos, fixando-se apenas na utilização e aplicação de fórmulas ou regras de cálculo. Com relação à Estatística e Probabilidade, os estudos de Pollatsek et al. (1987) apontam que os educandos confundem o acesso de um enunciado em linguagem vigente para linguagem simbólica e vice-versa das probabilidades, com isso revela-se a dificuldade nessas transformações entre as linguagens ABRATE, Raquel Susana; POCHULU, Marcel David.; VARGAS, José Manuel. Errores y dificultades em Matemática: análisis de causas y sugerencias de trabajo. Buenos Aires: Universidad Nacional de Villa María, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Portaria INEP n. 109 de 27/05/2009: Estabelece a sistemática para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio no exercício de 2009. Brasília: Diário Oficial da União, n. 100, seção 1, p. 56, 28 maio 2009. BRASIL. Ministério da Educação. PCN+ Ensino Médio: Orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais – Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC, 2002. CAJUELA, Renata Ferreira. Funções trigonométricas. 2013. 57f. Dissertação (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional) – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. São José do Rio Preto. CURY, Helena Noronha. Análise de erros: o que podemos aprender com as respostas dos Alunos. 1.ed. 1. reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. FALK, Herwig. Conditional probabilities: insights and difficulties. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON TEACHING STATISTIC, 2, 1986, Victoria. Proceedings of ICOTS 2. Victoria: University of Victoria, 1986, p. 292-297. KlÖPSCH, Cristiane. 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1798 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Dr. Alfredo de Souza Coutinho: o advogado e o intelectual entre 1926 a 1931 Maria de Fátima Gomes Lima do Nascimento;Rejane Meireles Amaral Rodrigues; Este artigo é resultado de uma pesquisa, cujo objeto de estudo é o Dr. Alfredo de Souza Coutinho, homem público, advogado e político que viveu em Montes Claros (MG), entre 1924 e 1950. A pesquisa está embasada, teoricamente, na História Social e na Nova História Política, com base nos trabalhos de René Rémond, Serge Berstein, Philippe Levillain e Antoine Prost e, metodologicamente, na Análise do Discurso, pensada sob a perspectiva de Eni Orland e Michel Foucault e da História e Memórias de Jaques Le Goff. As fontes utilizadas são Atas da Câmara Municipal de Montes Claros (1928-1931), jornais (1925-1931) e livros/ memórias de diversos autores da cidade de Montes Claros. Pensar Dr. Alfredo de Souza Coutinho, em um trabalho contextualizado, possibilitou o conhecimento da História Local, numa abordagem político-social, entendendo-a como parte da nossa História, juntamente com seus intelectuais e com o desenvolvimento local BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura, na sociedade contemporânea. São Paulo: EdUNESP, 1997. BOMENY, Helena. Educação e Brasil na Primeira República. In: MOURA, Alda; GOMES, Ângela de Castro. (Org.). A experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2014, p. 319-320. COUTINHO, Célia Nascimento. Os Coutinhos: tradição, percursos, ramificações, permanências. Belo Horizonte: Lutador, 1996. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: o minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Nova Fronteira, 2002. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Loyola. 1996. ESTADO DE MINAS, Belo Horizonte, edição de 23 out. 1941. GAZETA DO NORTE, Montes Claros, ano VII, n. 244, 21 fev. 1925. GAZETA DO NORTE, Montes Claros, ano IX, n. 457, 15 mar. 1927. GAZETA DO NORTE, Montes Claros, ano X, n. 3, maio de 1928. GAZETA DO NORTE, Montes Claros, ano X, n. 3, 8 ago. 1928. LEGOFF, Jacques. História e memória. 5. ed. Tradução de Bernardo Leitão et al. Campinas: Editora da UNICAMP, 2003. MORAES, José Damiro de. Signatários do Manifesto de 1932: trajetórias e dilemas. 2007. 394f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. PAULA, Hermes Augusto. Montes Claros: sua história, sua gente e seus costumes. Parte I. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2007. PILETTI, Claudino; PILETTI, Nelson. História da Educação. São Paulo: Ática, 2008. PORTO, César Henrique de Queiroz. Patriarcalismo, poder privado e violência: o campo político norte-mineiro durante a Primeira República. 2002. 176f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. RÉMOND, Réne. (Org.) Por uma História Política. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996. VIANNA, Nelson. Efemérides Montes-clarenses. Parte I. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2007.
1799 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Memórias, saberes e práticas de professoras da EJA (1940-1960) Rita Tavares de Mello; Este artigo apresenta parte da pesquisa História, Memória e Vivências: a EJA no Norte de Minas Gerais — 1940-1960, investigando a historiografia local, reconstituindo a história e memória dos saberes e práticas de professoras. Procurou-se compreender como procediam na alfabetização dos adultos, considerando as dificuldades daquela realidade para o saber sobre sua profissão, situado no campo da Educação de Jovens e Adultos, focado na história oral temática. Os resultados da pesquisa apontam o modo como as trajetórias dessas educadoras foram construídas, marcadas pela coibição política e pedagógica em uma época em que o sertão do Norte de Minas Gerais era considerado uma região de “resistência habitual ao analfabetismo”. A presente pesquisa conduziu à percepção de que as professoras alfabetizadoras não somente criaram alternativas de trabalho ou mesmo aprenderam com suas próprias experiências, mas se inscreveram em uma tradição, retomando laços com a EJA, como tributárias, continuadoras e recriadoras de uma tradição. ABREU, Vanessa Kern; INÁCIO FILHO, Geraldo. A educação moral e cívica – doutrina, disciplina e prática educativa. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 24, p. 125-134, dez. 2006. ALMEIDA, Paulo Roberto; KHOURY, Yara Aun. (Org.). Outras histórias: memórias e linguagens. São Paulo: Olho D’Água, 2006. ARAUJO, José Carlos Souza; RIBEIRO, Betania de Oliveira Laterza; SOUZA, Sauloéber Társio. Haveria uma historiografia educacional brasileira expressa pelos manuais didáticos publicados entre 1914 e 1972? In: CARVALHO, Marta Maria Chagas; GATTI JUNIOR, Décio (Org.). O ensino de História da Educação. Vitória: EdUFES, 2011, p. 15-48. ARROYO, Miguel Gonzáles. 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1800 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Percurso histórico da formação de professores de Matemática no Norte de Minas Gerais (1960-1990) Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida;Maria Laura Magalhães Gomes; O trabalho aqui apresentado resulta de uma pesquisa de doutorado, cujo objetivo foi investigar a história da formação de professores de Matemática no norte de Minas Gerais, no curso de licenciatura da atual Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O período focalizado se estende da década de 1960 até a década de 1990. Utilizamos a metodologia da História Oral, segundo os parâmetros do GHOEM — Grupo História Oral e Educação Matemática, integrando o projeto por ele desenvolvido de mapeamento da formação e atuação de professores de Matemática no Brasil. Acreditamos que nossa produção pode fornecer subsídios para a compreensão do processo de formação de professores de Matemática no norte de Minas Gerais e somar esforços para a construção da História da Educação no Estado e no Brasil. AMADO, Janaina; FERREIRA, Marieta de Moraes. (Org.) Usos & abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. BARALDI, Ivete Maria; GAERTNER, Rosinéte. Textos e contextos: um esboço da CADES na História da Educação (Matemática). Blumenau: EdFURB, 2013. BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. BRASIL. Decreto n. 34.638, de 17 de novembro de 1953. Institui a Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário. Rio de Janeiro: Diário Oficial da União, 20 nov. 1953. BURKE, Peter. (Org.). A escrita da História: novas perspectivas. Tradução de Magda Lopes. São Paulo: EdUNESP, 1992. BURKE, Peter. A Escola dos Annales (1929-1989): a Revolução Francesa da historiografia. Tradução de Nilo Odália. São Paulo: EdUNESP, 1997. CUNHA, Luiz Antônio; GÓES, Moacyr. O golpe na Educação. 10 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1999. DRUMOND, José Geraldo de Freitas. “Universitas quae sera tamen”. Revista Vínculo, Montes Claros, n. 4, p. 11-13, dez. 1989. GALVÃO, Ana Maria de Oliveira; LOPES, Eliane Marta Teixeira. Território plural: a pesquisa em História da Educação. São Paulo: Ática, 2010. GARNICA, Antonio Vicente Marafioti. (Re)traçando trajetórias, (re)coletando influências e perspectivas: uma proposta em História Oral e Educação Matemática. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; BORBA, Marcelo de Carvalho. (Org.). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2004, p. 151-163. GARNICA, Antonio Vicente Marafioti. Presentificando ausências: a formação e a atuação dos professores de Matemática. In: DALBEN, Angela; DINIZ, Julio; LEAL, Leiva; SANTOS, Lucíola. (Org.). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 555-569. MIGUEL, Antonio; MIORIM, Maria Ângela. A constituição de três campos afins de investigação: História da Matemática, Educação Matemática e História & Educação Matemática. Teoria e Prática da Educação, Maringá, v. 4, n. 8, p. 35-62, mar. 2001. MIGUEL, Antonio; MIORIM, Maria Angela; BRITO, Arlete de Jesus. History of Mathematics Education in Brazil. In: HANSEN, Vagn Lundsgaard; GRAY, Jeremy. (Ed.). History of Mathematics. Oxford: UNESCO-EOLSS, 2013, p. 1-47. PAULA, Isabel Rebello. Pequena resenha histórica da FAFIL. Revista Vínculo, Montes Claros, v. 1, n. 1, p. 9-12, mar. 1973. VIDAL, Diana Gonçalves; FARIA FILHO, Luciano Mendes. História da Educação no Brasil: a constituição histórica do campo (1880-1970). Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 23, n. 45, p. 37-70, jul. 2003.
1801 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Impactos da tecnologia a partir da reestruturação produtiva sobre o mundo do trabalho Alessandra Aparecida Franco;Cleide Francisca de Souza Tano; Alterações ocorridas no setor produtivo com o avanço tecnológico têm impactado significativamente a geração de emprego e inserção profissional de trabalhadores no mercado de trabalho. Os novos modos de produção, segundo Hirata (2013), passaram a exigir cada vez mais do trabalhador uma busca constante por conhecimento e qualificação. Com uma perspectiva epistemológica materialista histórica, este artigo apresenta como objeto de estudo, os impactos do avanço tecnológico e da reestruturação produtiva ocorrida no século XX sobre o mundo do trabalho. A base teórica da pesquisa bibliográfica fundamenta-se nas obras de Marx, Engels, Hobsbawm e Hirata, e a documental nas ações do Estado no sentido de alinhar desenvolvimento e política de aperfeiçoamento dos processos produtivos e inserção profissional, via expansão da educação tecnológica e profissionalizante. Os resultados nos remetem a reflexões sobre o tema permitindo inferir considerações sobre o mundo do trabalho contemporâneo e sobre o papel do Estado. Do mesmo modo, desperta novos olhares acerca desta temática.
1802 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Multiletramentos e formação de professores: um estudo do perfil de licenciandos do curso Pedagogia da Unimontes Mônica Maria Teixeira Amorim;Emília Murta Morais;Geisa Magela Veloso;Maria Jacy Maia Velloso;Cecidia Barreto Almeida;Eliana de Freitas Soares; A pesquisa que empreendemos situa-se no campo de estudos sobre a formação de professores no contexto de múltiplos letramentos e objetivou levantar e examinar o perfil de ingressantes do curso de Pedagogia da Unimontes, com atenção a variáveis como idade, raça, gênero e escolaridade dos pais, entre outras. Consideramos que a construção de um perfil dos licenciandos mostra-se importante para compreender quem são os estudantes que chegam à Universidade, no recente cenário de inclusão das camadas populares no universo do ensino superior brasileiro. Para levantar tal perfil, realizamos um estudo exploratório que constou de estudo bibliográfico e pesquisa de campo. Como técnica de coleta de dados, utilizamos, em um primeiro momento, de questionários que foram respondidos por 28 alunos, ou seja, 73% do total da turma selecionada. Para aprofundar o estudo, usamos, em um segundo momento, a técnica dos grupos focais. O cruzamento dos dados dos questionários com os grupos focais indica que os sujeitos do estudo são estudantes de baixa renda, em sua maioria jovens, mulheres, pardas, egressas de escolas públicas, cujos genitores preponderantemente não cursaram ensino superior, com registro de pais analfabetos e semianalfabetos. Destacamos que prevalece, nesses alunos, uma noção de vocação como explicação para a escolha do curso e uma concepção da Pedagogia enquanto espaço que se limita ao trabalho com crianças. A investigação desenvolvida apresenta um conjunto de elementos que contribuem com a reflexão sobre a formação de professores. BARBOSA, Jorge Luiz; BRANDÃO, André. Conectando saberes: jovens de origem popular e o difícil caminho para a universidade. In: BARBOSA, Jorge Luiz; BRANDÃO, André; PINTO, Giselle. (Org.). Jovens de camadas populares e universidade. Niteroi: UFF, 2007, p. 9-22. BATISTA, Antonio Augusto Gomes. Os(as) professores(as) são não leitores(as). In: MARINHO, Marildes; SILVA, Ceres Salete Ribas. (Org.). Leituras do professor. Campinas: Mercado das Letras, 1998, p. 23-59. BOURDIEU, Pierre; CHAMPAGNE, Patrick. Os excluídos do interior. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio. (Org.). Pierre Bourdieu: escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1991, p. 217-227. BRITTO, Luiz Percival Leme. Leitor interditado. In: MARINHO, Marildes; SILVA, Ceres Salete Ribas. (Org.). Leituras do professor. Campinas: Mercado das Letras, 1998, p. 61-78. CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000. FREIRE, Paulo. Entrevista. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, v. 1, p. 5-12, jan./fev. 1995. GOMES, Alfredo Macedo. 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1803 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. A execução orçamentária do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais — 2012 a 2015 Marluce Braz Duarte; O orçamento público é um instrumento de planejamento que estima as receitas a serem arrecadadas, fixa as despesas a serem realizadas e busca a efetividade e economicidade na qualidade dos serviços prestados à sociedade. Sua execução, objeto em estudo, representa o cumprimento anual dos objetivos e metas determinados para a instituição pública no processo de planejamento integrado e demanda a mobilização de recursos humanos, materiais e financeiros. Dessa forma, este trabalho foi realizado com o objetivo de analisar o desempenho da execução orçamentária do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), no período de 2012 a 2015. Buscou-se analisar o desempenho das receitas e das despesas desse Instituto; descrever o perfil orçamentário das suas despesas executadas. Em termos metodológicos, a pesquisa, quanto aos fins, caracteriza-se como descritiva; quanto aos meios, como bibliográfica e documental, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados utilizando-se de consultas ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal e ao Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento e os Relatórios de Gestão. Os resultados mostram que as despesas com pessoal e encargos sociais são as que têm maior participação no orçamento anual da instituição, seguidas das despesas de custeio e, por último, os investimentos que são inexpressivos em relação ao total do orçamento anual. ANDRADE, Nilton de Aquino. Contabilidade pública na gestão municipal: novos métodos após a LC nº 101/00 e as classificações contábeis advindas da SOF. São Paulo: Atlas, 2002. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Diário Oficial da União, 5 out. 1988. BRASIL. Decreto nº 8.180, de 30 de dezembro de 2013. Altera o Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007, que dispõe sobre as normas relativas às transferências de recursos da União mediante convênios e contratos de repasse. Brasília: Diário Oficial da União, 31 dez. 2013. BRASIL. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 30 dez. 2008. BRASIL. Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Brasília: Diário Oficial da União, 23 mar. 1964. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério de Estado do Orçamento e Gestão. Portaria nº. 42, de 14 de abril de 1999. Atualiza a discriminação da despesa por funções de que tratam o inciso I, do § 1°, do Art. 2°, e § 2°, do Art. 8°, ambos da Lei n°. 4.320, de 17 de março de 1964; estabelece os conceitos de função, subfunção, programa, projeto, atividade, operações especiais, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 15 abr. 1999. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Orçamento Federal. Manual técnico de orçamento MTO. Edição 2015, 1ª versão. Brasília: MPOG/SOF, 2015. CASTRO, Jorge Abrahão. Financiamento e gasto da educação pública no Brasil. Salto para o Futuro, Brasília, ano 23, Boletim 19, p. 10-20, out. 2013. CAVALCANTE, Pedro Luiz Costa. A implementação do orçamento por resultados no âmbito do executivo federal: um estudo de caso. 2006. 173f. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Instituto de Ciência Política. Universidade de Brasília. Brasília. CORE, Fabiano Garcia. 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1804 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Os discursos e desafios na formação e construção da identidade docente: foco na docência universitária Denice do Socorro Lopes Brito; O presente estudo tem como objetivo refletir sobre as questões que permeiam os discursos que centralizam-se na problemática da identidade e prática pedagógica e na formação de professores, bem como o desenvolvimento profissional docente. Entendemos que, ao refletirmos sobre essas questões referentes à docência, precisamos fazê-lo a partir de múltiplos condicionantes como as políticas públicas de formação, a construção da identidade docente e o seu desenvolvimento profissional; devendo essas questões serem consideradas em suas múltiplas dimensões e especificidades. Assim, empreendemos uma pesquisa bibliográfica, embasada em autores que estudam a temática referenciada. Os conceitos utilizados nesse estudo se enquadram em uma visão contemporânea da profissionalização da docência universitária, tomando-a em um sistema discursivo, sendo considerada como atividade social, que proporciona ação e interação entre os sujeitos em um determinado contrato social de comunicação e num contexto sócio histórico dialético. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. CANÁRIO, Rui. A escola e a abordagem comparada: novas realidades e novos olhares. Revista de Ciências da Educação, Lisboa, n. 1, p. 27-36, 2006. CANÁRIO, Rui. Formação e desenvolvimento profissional dos professores. In: CONFERÊNCIA DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES PARA A QUALIDADE E PARA A EQUIDADE DA APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA, 2007, Lisboa. Anais. Lisboa: Conselho da União Europeia, 2007, p. 133-148. CHARLOT, Bernard. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questões para a educação hoje. Tradução de Sandra Loguercio. Porto Alegre: Artmed, 2005. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no College de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. 23 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. IMBERNÓN, Francisco. Formação permanente do professorado: novas tendências. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. São Paulo: Cortez, 2009. LESSARD, Claude. Políticas educativas: a aplicação na prática. Tradução de Stephania Matousek. Petrópolis: Vozes, 2016. MARCELO GARCIA, Carlos. Desenvolvimento profissional docente: passado e futuro. Revista Ciência da Educação, Lisboa, n. 8, p. 7-22, jan./abr. 2009. NÓVOA, Antonio. O regresso dos professores. In: CONFERÊNCIA DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES PARA A QUALIDADE E PARA A EQUIDADE DA APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA, 2007, Lisboa. Anais. Lisboa: Conselho da União Europeia, 2007, p. 21-28.
1805 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Literartes: práticas múltiplas de letramentos para o ensino da Língua Portuguesa Elizabeth Moreira Gomes;Lillian Gonçalves de Melo; Este artigo objetiva à apresentação de reflexões acerca de formas de ensino e de aprendizagem de linguagens, em uma perspectiva inter e transdisciplinar. Como parte do projeto de ensino e extensão Literartes, que ocorre no IFNMG campus Araçuaí desde o ano de 2017, reunindo um conjunto de produções artísticas organizadas pelos estudantes do Ensino Técnico integrado ao Ensino Médio. Neste artigo focaremos nas práticas da turma do 2º ano, cuja temática são os ‘causos’ da região do Vale do Jequitinhonha. Os estudantes interagiram com diversas práticas de linguagem, a partir de narrativas de sujeitos da região do Médio Jequitinhonha. A partir desse contato oral, os alunos investigaram a relação desses causos com outras pesquisas, e houve produções de pequenos vídeos com as pessoas da região contando tais ‘causos’. Em outro momento, houve a recriação dessas histórias, colocando-as em situações/contextos mais atuais. Outra prática relevante foi a transformação da narrativa em roteiro teatral. Ao final das práticas elencadas, identificamos questões ligadas ao letramento e às diversas possibilidades de desenvolvimento de trabalhos de ensino, concebendo a língua como processo de interação, construção de sentidos e significados. BAKHTIN, Mikhail Mikhailovitch. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. 5. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. CORRÊA, Manoel Luiz Gonçalves. As perspectivas etnográfica e discursiva no ensino da escrita: o exemplo de textos de pré-universitários. Revista da ABRALIN, Curitiba, v. 10, n. 4, p. 333-356, 2011. CORRÊA, Manoel Luiz Gonçalves. Letramentos e gêneros do discurso na universidade (incluindo discussão sobre (novas) práticas de leitura e escrita na internet). In: ABREU-TARDELLI, Lilia Santos; KOMESU, Fabiana. (Org.). Letramentos e gêneros textuais/discursivos: aproximações e distanciamentos. Belo Horizonte: Editora PUC Minas, 2018. CUBA, Juliana Cândida Oliveira; MARTINHO, Juliana Silva Martinho; BERNARDES, Sueli Teresinha de Abreu. Diálogos entre Arte, Interdisciplinaridade e Educação: o que dizem os PCN. Travessias, Cascavel, v. 10, n. 2, p. 155-174, 2015. KLEIMAN, Angela Bustos. (Org.) Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 1995. KLEIMAN, Angela Bustos. Preciso ensinar o letramento? Não basta ensinar a ler e a escrever? Campinas: UNICAMP/MEC, 2005. KLEIMAN, Angela Bustos; ASSIS, Juliana Alves. (Org.). Significados e ressignificações do Letramento: desdobramentos de uma perspectiva sociocultural sobre a escrita. Campinas: Mercado de Letras, 2016. SANTOS, Fernanda Maria Almeida dos. Multiletramentos e ensino de Língua Portuguesa na educação básica: uma proposta didática para o trabalho com (hiper)gêneros multimodais. Signo, Santa Cruz do Sul, v. 43, n. 76, p. 55-65, jan./abr.2018. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. São Paulo: Autêntica, 1998. THE NEW LONDON GROUP. Multiliteracies: Literacy learning and the design of social futures. London: Routledge, 1996.
1806 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Sociedade, Sistema educacional e Escola Ramiro Ferreira de Freitas;
1807 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Satisfação profissional do docente do ensino superior Gisele Oliveira Ribeiro; A satisfação docente tem sido um tema em discussão, entretanto, em muitos dos casos, os docentes do ensino superior têm sido desconsiderados nestes debates. Este estudo tem como objetivo investigar sobre a satisfação profissional dos docentes do ensino superior, através de uma pesquisa bibliográfica de natureza descritiva e exploratória, contribuindo assim, para a compreensão e discussão desta temática. Para isso, foram abordados os conceitos de satisfação no trabalho, satisfação no trabalho do professor, alguns aspectos do ensino superior no Brasil e por fim a satisfação do docente do ensino superior. Desse modo, este estudo vem mostrar o os docentes do ensino superior estão parcialmente satisfeitos e que os fatores que mais produzem satisfação profissional são conteúdo do trabalho que realiza; relacionamento com outras pessoas na instituição, grau de motivação para o trabalho, a estabilidade no emprego, a realização profissional com o trabalho que executa, o fato de serem elogiados por um trabalho realizado; qualificação profissional, progressão na carreira e o de tipo vínculo que o docente tem com a instituição de ensino superior. ALCOBIA, P. Atitudes e Satisfação no trabalho. In J. M. Carvalho Ferreira e A. Caetano (Orgs), Manual de Psicossociologia das Organizações. Lisboa: McGraw –Hill, p. 290-314, 2002. BONIFÁCIO, M. A.; PAULINO, R. D.; TORRES, P. J. D.; MELO, T. N. G.; SILVA, V. M.; LIMA, J. P. P. Satisfação no trabalho: estudo aplicado em instituição pública de ensino superior paraibana. In: IX CONVIBRA - Congresso Virtual Brasileiro de Administração, 2013. Interação, Interdisciplinaridade e Internacionalização. BRASIL. Leis e Decretos. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, DO 23/12/1996. Censo da educação superior 2012: resumo técnico. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2014. 133 p.: il. FERREIRA, Ana Cássia. Mendes. Satisfação no trabalho de docentes de uma instituição pública de ensino superior: reflexos na qualidade de vida. 2011, 126f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 2011. FERREIRA, José Brites; MACHADO, Maria de Lourdes; CIPES, Odilia Gouveia. Satisfação e motivação dos docentes do ensino superior em Portugal. Revista Iberoamericana de Educación / Revista Ibero-americana de Educação, n.º 58, 2012. MACHADO, Maria de Lourdes; et al. Satisfação e Motivação no Trabalho: Um Estudo sobre os Docentes do Ensino Superior em Portugal. Revista portuguesa de pedagogia. Vol. 46-1, p. 95-108, 2012. MACHADO, Maria de Lourdes; et al. Uma Análise da Satisfação e da Motivação dos Docentes no Ensino Superior Português. Revista Lusófona de Educação, 17, 2011. MARQUEZE, E.C., & MORENO, C.R.C. Satisfação no trabalho e capacidade para o trabalho entre docentes universitários. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 14, n. 1, p. 75-82, jan./mar. 2009. MARQUEZE, E.C.; MORENO, C.R.C. Satisfação no trabalho – uma breve revisão. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 30 (112): 69-79, 2005. MARTINEZ, M. C.; PARAGUAY, A.I.; LATORREB, M.R.D.O. Relação entre satisfação com aspectos psicossociais e saúde dos trabalhadores. Revista Saúde Pública; 38(1): 55-61, 2004. MARTINEZ, M.C; PARAGUAY A. I. Satisfação e saúde no trabalho: aspectos conceituais e metodológicos. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, vol. 6, p. 59-78, 2003. MONTEIRO, Alessandra de Macedo; SOARES, Luciana de Sousa Lima. A (In) Satisfação de ser Professor: Saberes Mobilizados na Prática Docente. Linguagens, Educação e Sociedade - Teresina, Ano 12, n. 17, p. 39 - 50, jul./dez. 2007. MOREIRA, Herivelto. As dimensões da satisfação e da insatisfação de professores do ensino médio. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 3, p. 1-22, 2010. MOREIRA, Herivelto. A motivação e o comprometimento do professor na perspectiva do trabalhador docente. Campo Grande, MS, n.19, p.209-232, 2005. MOROSINI, Marília Costa. Docência universitária e os desafios da realidade nacional. In: Professor do ensino superior: identidade, docência e formação / Marília Costa Morosini. (Org.). Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, 2000. NEVES, Clarissa Eckert Baeta. A estrutura e o funcionamento do ensino superior no Brasil. In: A Educação Superior no Brasil. Porto Alegre – Brasil. Novembro, 2002. POCINHO, Margarida; FRAGOEIRO, Joana Gouveia. Satisfação dos Docentes do Ensino Superior. Acta Colombiana de Psicologia 15 (1): 87-97, 2012. ROTH, Leonardo; et al. A estrutura do Ensino Superior no Brasil. Revista GUAL, Florianópolis, v. 6, n.3 , p. 111-126, set. 2013.
1808 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Os aspectos psicopedagógicos e sistêmicos dos processos de ensino e de aprendizagem da Alfabetização Matemática, de crianças de turmas do primeiro ano de escolarização Francely Aparecida dos Santos;Cecídia Barreto Almeida; Este artigo relata uma parte da revisão de literatura de uma proposta de projeto de ensino institucionalizada, que envolve os acadêmicos do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), e se pauta na necessidade de oportunizá-los a vivenciar, a aprender e a experimentar a construção de conhecimento acerca da temática, bem como a elaboração e aplicação de instrumentos de diagnósticos e de intervenção em crianças do primeiro ano de escolarização do Ensino Fundamental. Este trabalho tem por objetivos os de discutir a relação entre os aspectos psicopedagógicos e sistêmicos do processo de ensinar e de aprender e o de apresentar as características do processo de ensino e de aprendizagem que envolve a alfabetização matemática. Nesse caso, este é um artigo de revisão de literatura do tipo narrativa o qual consiste em elaborar estratégias para responder a um objetivo específico que serve para identificar, selecionar e avaliar criticamente os estudos incluídos na revisão. Como resultado, podemos dizer que a alfabetização matemática ainda é um assunto pouco explorado e vivenciado pelas crianças em fase de escolarização, embora seja exatamente nessa etapa que mais precisa ser. Como conclusão parcial, afirmamos que os professores das turmas do primeiro ano de escolarização, ainda ficam “perdidos” em relação aos conteúdos matemáticos necessários ao trabalho com as crianças, e, por isso, trabalham, em sala de aula, conteúdos que não levam em consideração os aspectos psicopedagógicos necessários à construção desse tipo de conhecimento matemático. ABRAMOWICZ, A. Educação infantil e a escola fundamental de 9 anos. Olhar de Professor, Ponta Grossa, v. 9, nº. 2, p. 317-325, 2006. ARELARO, L. R. G. O ensino fundamental no Brasil: avanços, perplexidades e tendências. Educação e Sociedade, Campinas, v. 26, nº. 92, p. 1039-1066, Especial - out. 2005. BENCINI, Roberta; BORDAS, Marie Ange. Como o jovem vê a escola. Nova Escola, São Paulo, ano 22, n. 200, p.28-47, mar.2007. BOSSA, Nadia A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000. BRASIL. Ensino fundamental de nove anos: orientações gerais. 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1809 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Os desafios para a implementação da humanização como política pública Patrícia de Sousa Fernandes Queiroz;Márcia Grisotti; Este trabalho refere-se ao estudo dos desafios da Política Nacional de Humanização (PNH) na atenção e gestão dos serviços públicos de saúde encontrados no discurso dos consultores dessa política e dos trabalhadores e gestores do SUS de um município no Norte de Minas Gerais. Através das entrevistas foi possível identificar que a polissemia que o termo humanização assume nos territórios reforça uma concepção romântica e desloca a perspectiva apresentada pela PNH; a lógica hegemônica de produção de saúde não favorece a democratização institucional; existe uma tensionalidade entre a lógica da PNH e o modo de fazer das outras políticas de saúde. É possível inferir que embora a força instituinte da PNH seja uma ferramenta precípua para a defesa do SUS, ainda é necessária uma articulação com as demais políticas públicas de saúde e um esforço multissetorial para fortalecer a humanização nos mais diversos e singulares territórios, fomentando nos gestores e trabalhadores do SUS um modo mais reflexivo e cogerido de executar as políticas de saúde. BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011. BARROS, Maria Elizabeth Barros; GOMES, Rafael da Silveira. Humanização do cuidado em saúde: de tecnicismos a uma ética do cuidado. Fractal: Revista de Psicologia, v. 23, n. 3, p. 641-658, set./dez., 2011. BENEVIDES, Regina; PASSOS, Eduardo (b). Humanização na saúde: um novo modismo? Comunic, Saúde, Educ., v. 09, n. 17, p. 389-394, mar./ago., 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. CAMPOS, Gastão Wagner de Sousa. Saúde Paidéia. São Paulo: Hucitec, 2003, 185p. DESLANDES, Suely Ferreira e MITRE, Rosa Maria de Araújo. Processo comunicativo e humanização em saúde. Comunic., Saude, Educ. Rio de Janeiro, v. 13, supl 01, p. 641-9, 2009. DESLANDES, Suely Ferreira. Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar. Ciênc. saúde colet., v. 09, n. 01, p. 7-14, 2004. FEUERWERKER, Laura Camargo Macruz. A cadeia do cuidado em saúde. In: MARINS, João José Neves; REGO, Sergio (Org.) Educação Médica: gestão, cuidado, avaliação. São Paulo: Hucitec, 2011, p. 99-113. FOUCAULT, Michel. O nascimento da clínica. 7ªed. Rio de Janeiro: Ed Forense Universitária, 2013. MACHADO, Cristiani Vieira; LIMA, Luciana Dias de; BAPTISTA, Tatiana Wargas de Faria. Configuração Institucional e o Papel dos Gestores no Sistema Único de Saúde. In: MATTA, Gustavo Corrêa; MOURA, Ana Lúcia de. Políticas de saúde: organização e operacionalização do sistema único de saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2007. MATIAS, Maria Claudia Souza. A dimensão ético-política da Humanização no discurso de egressos da Formação de Apoiadores Institucionais de Santa Catarina. 2012. 119f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 5. ed, Rio de Janeiro: Hucitec/Abrasco, 2000. MORI, Maria Elizabeth; OLIVEIRA, Olga Vânia Matoso de. Apoio institucional e cogestão: a experiência da Política Nacional de Humanização no Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal (DF), Brasil. Interface, 2013. MORI, Maria Elizabeth; OLIVEIRA, Olga Vânia Matoso de. Os coletivos da Política Nacional de Humanização (PNH): a cogestão em ato. Comunicação Saúde Educação, v.13, supl.1, p.627-40, 2009. PASCHE, Dário Frederico. Política Nacional de Humanização como aposta na produção coletiva de mudanças nos modos de gerir e cuidar. Interface, v. 13, supl. 1, p. 701-708, 2009. RIOS, Izabel Cristina. Caminhos da Humanização na Saúde: prática e reflexão. São Paulo: Ed Áurea, 2009. SANTOS-FILHO, Serafim Barbosa; BARROS, Maria Elizabeth Barros de; GOMES, Rafael da Silveira. A Política Nacional de Humanização como política que se faz no processo de trabalho em saúde. Comunic., Saúde, Educ., Rio de Janeiro, 2009, v.13, supl.1, p.603-13. TESSER, Charles Dalcanale. Três considerações sobre a “má medicina”. Comunic., Saúde, Educ., Rio de Janeiro, v.13, n. 31, p.273-86, 2009.
1810 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Avaliações externas: um estudo exploratório no IFNMG, campus Salinas Edna Guiomar Salgado Oliveira;José Romão Franca;Lílian Gleisia Alves dos Santos; Levando em consideração o contexto das avaliações externas como parte integrante dos estudos do curso de formação inicial do IFNMG nas licenciaturas, nas disciplinas de Educação Profissional e Estágio Supervisionado foi desenvolvido este artigo. O trabalho apresenta uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório desenvolvido no âmbito do IFNMG, campus Salinas, o qual buscou-se, por meio de uma entrevista semiestruturada, investigar as concepções de professores, supervisores e do diretor do campus acerca das avaliações externas e seus desdobramentos na instituição, bem como compreender o grau de conhecimento dos docentes no que se refere a importância das mesmas. Nessa perspectiva, de acordo com as respostas da entrevista, foi possível perceber que uma boa parte dos entrevistados desconhecem sobre assuntos referentes as avaliações externas, bem como a forma de como a instituição trabalha com os resultados das mesmas. Tendo como base as respostas, percebe-se que há necessidade de criação de momentos e de formação continuada para a discussão e aprofundamento de temas ligados a essa temática e romper com ideia ingênua de avaliação como um instrumento neutro. ALAVARSE, O. M; BRAVO, M. H; MACHADO, C. Avaliações Externas e Qualidade na Educação Básica: Articulações E Tendências. Rev. Tema em Destaque, vol. 24, n. 54, p. 12-31, janeiro de 2013. BORGES, H. MEC ignora desempenho de estudantes da rede federal no Pisa 2015. Rev. GGN, 2016. GAMA, Z. Escolas Federais de Educação Básica Tem Padrão Europeu. JUSTIFICANDO: Mentes inquietas pensam direto, dezembro de 2016. Disponível em < http://justificando.cartacapital.com.br/2016/12/14/escolas-federais>, acesso em 16 de junho de 2017. GOMBATA, M. Pisa, um viés ideológico. Carta Educação. 15 de Maço de 2016. Disponível em: http://www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/pisa-um-vies-ideologico/. Acesso em 18 de maio de 2017. GREMAUD, A. P; FELICIO, F. de; BIONDI, R. L. Indicador de Efeito Escola: Uma metodologia para a identificação dos sucessos escolares a partir dos dados da Prova Brasil. Brasília-DF, 2007. MELLO, H. D. A. O Banco Mundial e a reforma educacional no Brasil: a convergência de agendas e o papel dos intelectuais. In: PEREIRA, J. M. M. (org.) A demolição de direitos: um exame das políticas do Banco Mundial para a educação e a saúde (1980 -2013). Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, 2014, p.153- 179. MUCENIECKS, R. S.; SILVA, J. A.; CECÍLIO, M. A. Uma análise sobre as orientações políticas do Banco Mundial para a educação brasileira. In: Anais do 6° Seminário, Paraná, 2008, p. 1-14. OCDE. Brasil no PISA 2015: análises e reflexões sobre o desempenho dos estudantes brasileiros / OCDE-Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. — São Paulo: Fundação Santillana, 2016. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2010. SCACHETTI. Ana Ligia; PASCOAL. Raissa ; FERREIRA Anna Rachel. Pisa: Brasil estaciona em Ciências e Leitura e cai em Matemática (2016). disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/3393/resultado-pisa-2015-ciencias-leitura-matematica. Acesso em jul.2017. SILVA, E. P. I. D. O IDEB enquanto referencial de pesquisa no âmbito acadêmico: usos e concepções. X ANPED-Sul, Florianópolis, 2014. Disponível em http://xanpedsul.faed.udesc.br/arq_pdf/783-0.pdf>, acesso em 13 de junho de 2017. TARKOVSKY, A. A bola da vez: O Enem. 2010. Disponível em http://descurvo.blogspot.com.br/2010/11/bola-da-vez-o-enem.html, acesso em 11 de Julho de 2017. UREL, A. L. J; PEREIRA, A. S. Qualidade da Educação e Índice de Desempenho da Educação Básica: Em busca de um Currículo Nacional. Rev. Espaço do Currículo, v. 7, n. 1, p. 156-168, 2014.
1811 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. A formação pedagógica dos docentes bacharéis: proposição da formação continuada em um instituto federal de Minas Gerais Josenilda de Souza Silva;Maria Célia Borges; O presente artigo é parte integrante de uma pesquisa de doutorado em curso, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia, já aprovada pelo Comitê de Ética da referida instituição, cujo objetivo é analisar as políticas de formação continuada propostas por um instituto federal no Estado de Minas Gerais, no marco de dez anos de existência dos institutos federais (IF), considerando a conjuntura política de gênese e expansão dessas instituições. Os IF, devido à natureza da sua criação, ofertam desde o Ensino Técnico e Tecnológico até cursos de pós-graduação lato e stricto sensu, o que demanda uma expressiva quantidade de profissionais para lecionar em seus cursos, admitindo, para tanto, docentes com diversificados tipos de formação. Muitos profissionais, por possuir o título de mestrado e doutorado apenas, são admitidos sem se considerar a formação pedagógica necessária ao exercício da docência. Ancorados na legislação que versa sobre o assunto, bem como em documentos institucionais, como o Plano de Desenvolvimento Institucional e Relatórios de Gestão, intentamos analisar as políticas de formação continuada ofertadas diante das necessidades e especificidades da docência nos IF — inclusa a necessidade de formação pedagógica do professor bacharel. Os resultados parciais apontam que, no contexto das políticas institucionais, começam a se delinear perspectivas para a formação continuada (e pedagógica) docente, a partir de 2017, porém, essas apresentam-se, ainda, insuficientes para dá conta da demanda. A relevância do estudo acentua a necessidade de reflexão sobre o papel dos IF na promoção de políticas institucionais de formação e a perenidade de ações e políticas institucionais de formação pedagógica do seu corpo docente. BRASIL. Lei nº. 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Seção 1, p. 1, 30/12/2008. BRASIL. Lei no 12.772, de 28 de dezembro de 2012, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal, e dá outras providências. Brasília, 2012. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Resolução CNE/CP n. 02/2015, de 1º de julho de 2015. Brasília, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, seção 1, n. 124, p. 8-12, 02 de julho de 2015. ISAÍA, S. M. A. Desafios à docência superior: pressupostos a considerar. In. RISTOFF, Dilvo; SEVEGNANI, Palmira. (Org.). Docência na educação superior. Brasília, INEP, 2006. PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. G. C. Docência no Ensino Superior. São Paulo: Cortez, 2002. IFNMG. Projeto Pedagógico do Curso Capacitação em Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 2015. IFNMG. Projeto Pedagógico do Curso Capacitação em Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 2017.
1812 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: as contribuições dos jogos matemáticos para o desenvolvimento da aprendizagem das crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Lorena Viana Malta;Maria Ângela Costa Mota; O presente trabalho teve como fundamentação teórica discutir as contribuições que jogos matemáticos têm para com a educação das crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Buscou-se responder: Quais são contribuições dos jogos matemáticos, através do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, para o desenvolvimento da aprendizagem das crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? Utilizou-se uma pesquisa bibliográfica com uma abordagem de cunho qualitativo, e o questionário como instrumento de coleta de dados na pesquisa de campo. O campo para coleta de dados foi uma escola estadual na cidade de Januária (MG). Conclui-se que, na aplicação de jogos matemáticos, existem barreiras decorrentes da falta de recursos e tempo para o desenvolvimento e aplicação do mesmo. No entanto, percebeu-se de forma evidente que, mesmo em meio às dificuldades encontradas, os professores insistem em trabalhá-los com as crianças tornando-o um recurso concreto e eficaz. BORIN, J. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. 3. ed. São Paulo: IME/USP, 1998. BRASIL. Decreto-Lei nº 43/89 de 03 de fevereiro. Brasília: MEC, SEB, 1989. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96. Brasília, DF: MEC, 2006. BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Apresentação. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Jogos na Alfabetização Matemática / Ministério da Educação, Secretaria de Edu¬cação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: O Brasil do futuro com o começo que ele merece. Ministério da Educação, Secretaria de Edu¬cação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. BRASIL. Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental: Fascículo de matemática. Ministério da Educação, Secretaria de Edu-cação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2008. D’AMBROSIO. Ubiratan. Da realidade à ação: reflexão sobre Educação e Matemática. 4. ed. São Paulo: Summus, 1986. D’AMBROSIO. Ubiratan. Educação Matemática: da teoria à prática. Campina: Papirus, 1996. GANDO, Regina Célia. O conhecimento matemático e o uso de jogos na sala de aula. 2000. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade de Campinas. Campinas. GANDO, Regina Célia. O jogo na educação: aspectos didático-metodológicos do jogo na educação matemática. Unicamp, 2001. KAMII, C.; DEVRIES, R. Jogos em grupo na educação infantil: implicações da teoria de Piaget. São Paulo: Trajetória Cultural, 1991. LIMA, José Milton. O jogo como recurso pedagógico no contexto educacional. São Paulo: Cultura Acadêmica: Universidade Estadual Paulista, Pró-Reitoria de Graduação, 2008. MAYER, R. Pensamiento, Resolución de Problemas y Cognición. Traducido por Baravalle, G. Barcelona: Paidós, 1986. MOURA, Manoel Oriosvaldo de. O jogo e a construção do conhecimento matemático. Série Idéias n. 10, São Paulo: FDE, 1992. p. 45-53. MOURA, Paula Cristina. VIAMONTE, Ana Julia, Jogos matemáticos como recurso didático. 2005. NÓVOA, A. (Org.) Os professores e sua formação. Lisboa: DOM Quixote, 1992. OLIVEIRA, Maria Marly. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: Vozes, 2007. ROSSETTO JÚNIOR, Adriano José Rossetto. Jogos Educativos: estrutura e organização da prática. 5 ed. São Paulo: Phorte, 2009. SÁ, António César. A Aprendizagem da Matemática e o Jogo. Revista Noesis, n. 35, p. 10-13, 1995. SILVA, A.F. & KODAMA, H.M.Y. Jogos no Ensino da Matemática. II Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática, UFBA, 24 a 25 de outubro 2004, In anais, 2004. SOUZA, Júlio Cézar de Mello e. Matemática divertida e curiosa. 25. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008.
1813 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Crenças, atitudes e emoções na Educação Matemática Ronald Moraes;Paulo Meireles Barguil; Objetivamos identificar e discutir os saberes existenciais de acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática, refletindo sobre o domínio afetivo e a sua influência na Educação Matemática. A oficina Educação Matemática: crenças, atitudes e emoções foi desenvolvida na XVIII Semana de Iniciação Científica, da Universidade Regional do Cariri (URCA), campus de Campos Sales, e contou com a participação de trinta e dois acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática. Na oficina, realizamos leitura de textos, dinâmicas individuais e em grupo, apresentação e discussão de slides. Identificamos que a maioria dos estudantes apresenta bom conhecimento sobre a Matemática, no entanto possui lacunas sobre os processos de aprender e de ensinar Matemática. BARGUIL, Paulo Meireles. Educação Matemática e Educação Infantil: esclarecendo alguns equívocos seculares. In: ANDRADE, Francisco Ari de; TAHIM, Ana Paula Vasconcelos de Oliveira; CHAVES, Flávio Muniz (Org.). Educação, saberes e práticas. Curitiba: CRV, 2016. p. 275-293. BARGUIL, Paulo Meireles. Eu, pedagogo de mim! In: BRANDÃO, Maria de Lourdes Peixoto; MACIEL; Terezinha de Jesus Pinheiro; BEZERRA, José Arimatea Barros (Orgs.). Pedagogia UFC 50 anos: narrativas de uma história (1963-2013). Fortaleza: Edições UFC, 2014a. p. 255-277. BARGUIL, Paulo Meireles. O professor locutor e o estudante esponja. Crônica escrita em setembro de 2014b. Disponível em http://www.cronicadodia.com.br/2014/09/o-professor-locutor-e-o-estudante.html. Acesso em: 28 fev. 2016. CURY, Helena Noronha. As concepções de Matemática dos professores e suas formas de considerar os erros dos alunos. 1994. 276f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1994. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 48. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011. GÓMEZ CHACÓN, Inés Maria. Matemática emocional: os afetos na aprendizagem matemática. Tradução Daisy Vaz de Moraes. Porto Alegre: Artmed, 2003. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Tradução Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. 2. ed. rev. 1. reimp. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2011. SELBACH, Simone (Superv.). Matemática e Didática. Petrópolis: Vozes, 2010. (Coleção Como Bem Ensinar) TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Tradução Francisco Pereira de Lima. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
1814 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Sólidos geométricos por meio de material manipulável: um recurso para o ensino de Geometria Thaiana Martins Marques;Marco Aurélio Meira Fonseca;Aldemi Ferreira Mendes; Este artigo aborda uma atividade desenvolvida por bolsistas do Pibid com alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do município de Salinas-MG. Atividade desenvolvida em apoio a professores que buscavam a iniciação dos alunos no estudo de Geometria. Assim, desenvolveu-se uma oficina com a temática: Montando Sólidos Geométricos. Nessa atividade os alunos construíram os sólidos geométricos com a manipulação de materiais, simultaneamente ao estudo dos sólidos trabalhados. Tudo em constante monitoramento por parte dos professores e bolsistas, validando os acertos e destacando os erros, e desta forma, ajudando os alunos a reformular concepções e contornar as dificuldades apresentadas na aprendizagem da Geometria. Mostrou ainda o quanto a Matemática é presente no cotidiano e interessante de ser aprendida. Serviu também para mostrar que se o material manipulável for bem utilizado poderá se tornar uma importante ferramenta para auxiliar no ensino da Geometria. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Educação Matemática. 2 ed. São Paulo, SP: Centauro, 2005. BRASIL, Parâmetros curriculares nacionais: matemática/Secretariade Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL, Parâmetros curriculares nacionais: matemática/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. BRASIL, Portaria nº 096, de 18 de Julho de 2013. Institui novo Regulamento do Pibid. DANTE, Luiz Roberto. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. 12. edição. São Paulo, 2005. FIORENTINI, Dario; MIORIM, Maria Ângela. Uma reflexão sobre o uso de materiais concretos e jogos no Ensino da Matemática. Boletim da SBEM. SBEM: São Paulo, ano 4, n. 7, 1990. LORENZATO, Sergio. Laboratório de ensino de matemática e materiais didáticos manipuláveis. In: LORENZATO, Sérgio. Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. Campinas: Autores Associados, 2006, p. 3-38. LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2008. OTTESBACH, R. C.; PAVANELLO, R. M. Laboratório de Ensino e Aprendizagem daMatemática na apreciação de professores. 2009. PELIZZARI, Adriana. et al. Teoria da aprendizagem significativa segundo Ausubel. Disponível em Acesso em: 29 abr 2014. RÊGO, R. M.; RÊGO, R. G. Desenvolvimento e uso de materiais didáticos no ensino de matemática. In: LORENZATO, Sérgio. Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. Campinas: Autores Associados, 2006. p. 39-56 ROSA, Sanny S. da. Construtivismo e Mudança. 4ª. Edição. São Paulo: Editora Cortez, 1996. SERRAZINA, M. L. Os materiais e o ensino da Matemática. Educação e Matemática, n. 13, jan/mar., 1990. (Editorial). SILVA, A.; MARTINS, S. Falar de Matemática hoje é .... Millenium – Revista do ISPV: Instituto Superior Politécnico de Viseu, sem, n. 20, out de 2000. SCOLARO, Maria A. O uso dos Materiais Didáticos Manipuláveis como recurso pedagógico nas aulas de Matemática. TURRIONI, Ana Maria Silveira. O Laboratório de Educação Matemática na formação inicial de professores. 2004. 175f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rio Claro, 2004.
1815 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. Investigações sobre livros didáticos de Matemática: uma análise de suas questões de pesquisa Gilberto Januario; Livros didáticos e materiais produzidos por Secretarias de Educação tem constituído objeto de estudo de pesquisas e ganhado importância na discussão sobre currículos de Matemática. Porém, como se configuram os problemas das pesquisas sobre livros didáticos de Matemática? Que quadro conceitual pode orientar as pesquisas sobre esses materiais em Educação Matemática? Essas questões nos motivaram a realizar uma pesquisa na perspectiva de estado do conhecimento por meio do mapeamento de 59 dissertações e teses. A partir das teorizações de Postlethwaite (2005) e de Fan (2013), a análise dos problemas dessas investigações revelou que um número considerável teve por propósito identificar e descrever características desses materiais; um número reduzido teve como problema a identificação e a compreensão de relações entre os livros, ou aspectos característicos deles, e outras variáveis; outro número reduzido se debruçou em estudar a relação de causalidade existente entre determinados fatores e os livros didáticos. Nesse sentido, é preciso descentralizar as pesquisas de um quadro conceitual que toma os materiais como variáveis intermediárias, e concentrar as investigações em quadros conceituais que qualificam e consideram fatores que afetam esses materiais ou que são afetados por eles. FAN, Lianghuo. Textbook research as scientific research: towards a common ground for research on Mathematics textbooks. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON SCHOOL MATHEMATICS TEXTBOOKS, 2011, Shanghai. Anais da ICMT-2011, Shangai: University of Southampton, 2011, p. 1-11. Disponível em http://eprints.soton.ac.uk/201715; acesso em 27 abr. 2015, às 18h. FAN, Lianghuo. Textbook research as scientific research: towards a common ground on issues and methods of research on mathematics textbooks. ZDM – The International Journal on Mathematics Education, Springer, v. 45, n. 5, 2013, p. 765-777. JANUARIO, Gilberto; LIMA, Katia; PIRES, Celia Maria Carolino. Processo de apropriação, de professores, de materiais didáticos que apresentam o currículo de Matemática. In: XII ENCONTRO PAULISTA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2014, Birigui. Anais do XII EPEM: Educação Matemática no contexto das propostas do ensino integrado: projetos e políticas. Birigui: IFSP, 2014. v. único. p. 1-15. POSTLETHWAITE, T. Neville. Educational research: some basic concepts and terminology. Paris: UNESCO International Institute for Educational Planning, 2005. Disponível em http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001824/182459e.pdf; acesso em 27 mar. 2015, às 16h40. REMILLARD, Janine T.; HERBEL-EISENMANN, Beth A.; LLOYD, Gwendolyn M.; (Ed.), Mathematics teachers at work: connecting curriculum materials and classroom instruction. New York: Taylor & Francis, 2009.
1816 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. O uso pedagógico do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) na visão dos alunos do curso de licenciatura em Matemática semipresencial Antônio Marcos da Costa Silvano;Bergson Rodrigo Siqueira de Melo; O artigo analisa as contribuições das interações vivenciadas por um grupo de alunos por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) em uma turma de licenciatura em Matemática semipresencial de uma Universidade Pública de Fortaleza. O objetivo deste estudo foi analisar as contribuições das interações pedagógicas relativo à formação dos alunos de licenciatura em Matemática na modalidade semipresencial. Nesse sentido os novos ambientes coletivos, colaborativos e interativos de aprendizagem aliados à educação semipresencial, são utilizados na perspectiva de contribuir com essa modalidade de ensino. No procedimento metodológico da pesquisa foi aplicado um questionário semiestruturado onde os sujeitos apresentaram suas análises sobre as contribuições das interações colaborativas do curso de matemática por meio do AVA moodle. Foi possível verificar que os alunos apresentaram certos domínios de algumas habilidades no uso das ferramentas disponíveis no ambiente virtual, buscaram ao interagir de forma colaborativa na construção de conhecimentos e mudanças de concepções do uso das tecnologias digitais. BELLONI, M. L. Educação à Distância. 7. ed. Campinas: Autores Associados, 2015. LÉVY, Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 2003. MOORE, M.; KEARSLEY, G. Educação à distância: uma visão integrada. São Paulo, Thompsom Learning, 2007. MORAES, Maria Cândida. (Org). Educação à distância: fundamentos e práticas. Campinas, SP: Unicamp / Nied, 2002. MORAN, J. M., MASETTO, M. T. & BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2006. MORIN, E. Introdução ao Pensamento Complexo. 3ª. ed. Porto Alegre: Sulina, 2007. PALLOFF R. M.; PRATT K. O aluno virtual - um guia para trabalhar com estudantes on-line. Tradução de Vinicius Figueira. Editora Artmed. Porto Alegre, 2004. PEREIRA, A. T. C.; SCHMITT, V.; DIAS, M. R. A. C. Ambientes virtuais de aprendizagem. In: PEREIRA, A. T. C. (Org.). AVA – Ambientes virtuais de aprendizagem em diferentes contextos. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2007. POLAK, Y. N. S. DINIZ, J. A. Conversando sobre pesquisa. In POLAK, Y. N. S.; DINIZ, J. A.; SANTANA, J. R. et. al. Dialogando sobre metodologia científica. Fortaleza: UFC, 2011. RIBEIRO, Elvia Nunes; MENDONÇA, Gilda. Aquino A.; MENDONCA, A. F. A importância dos ambientes virtuais de aprendizagem na busca de novos domínios da EAD. 2007. Disponível em http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/4162007104526AM.pdf; acesso em 06/04/2016.
1817 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. O novo Plano Nacional de Educação e suas diretrizes: reflexões sobre a inclusão escolar, formação e valorização do professor Lílian Gleisia Alves dos Santos;Ivonilde Pereira Mota Alkmim;Edna Guiomar Salgado Oliveira; Este artigo busca discutir as questões relacionadas à inclusão e permanência na educação escolar, a formação e valorização docente. Aborda, também, reflexões relacionadas ao novo Plano Nacional de Educação (PNE). Neste são discutidas as metas referentes aos segundo e terceiro grupos, que envolvem as temáticas relacionadas à inclusão, a formação e a valorização docente. Considerando que o momento é de implementação do novo PNE, torna-se imprescindível uma discussão a respeito de como essas temáticas têm sido norteadas nesse documento. Faz uma crítica relacionada às políticas públicas educacionais que não se efetivam, não são postas em práticas. Para a realização desse trabalho, foi feita uma pesquisa bibliográfica, dialogando com autores, como: Nunes e Oliveira (2015), Scheibe (2010) e Gatti (2009); além da análise de documentos e legislações referentes a educação, mais especificamente, os que estão direcionados para a inclusão, formação e valorização docente. AMARAL, Nelson C. PEC 241/55: a “morte” do PNE (2014-2024) e o poder de diminuição dos recursos educacionais. RBPAE, v. 32, n. 3, p. 653 - 673 set./dez. 2016. ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Resolução 217 (III) da Assembleia Geral. Paris, 10 de dezembro de 1948. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica em Nível Superior, Curso de Licenciatura, de graduação plena. BRASIL. Decreto n. 6.755, de 29 de janeiro de 2009. Institui a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, disciplina a atuação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES no fomento a programas de formação inicial e continuada, e dá outras providências. BRASIL. LEI 13.473/2017 (LEI ORDINÁRIA) 08/08/2017. Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2018 e dá outras providências. BRASIL. Lei n. 11.738, de 16 de julho de 2008. Regulamenta a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 jul 2008. BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. BRASIL. Lei Nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. BRASIL. LEI no 13.005 de 25 de Junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. DOU de 26.6.2014 - Edição extra. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB n. 2, de 28 de maio de 2009. Fixa as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 maio 2009, seção 1, p. 41-42. BRASIL. Observatório do PNE/2017. Disponível em http://www.observatoriodopne.org.br/metas-pne/20-financiamento; acesso em 12 ago. 2017. BRASIL. Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR). MEC, 2009. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Projeto Escola Viva: Garantindo o acesso e permanência de todos os alunos na escola - Alunos com necessidades educacionais especiais, Brasília: MEC/SEESP, 2000, v. 6. GATTI, Bernadete A. Formação de Professores: condições e problemas atuais. Fundação Carlos Chagas. Revista Brasileira de Formação de Professores – RBFP, v. 1, n. 1, p. 90-102, maio 2009. GLOBO. G1. A maioria dos municípios não pagam o piso salarial aos professores, diz MEC (2017). Disponível em https://g1.globo.com/educacao/noticia/maioria-dos-municipios-nao-paga-o-piso-salarial-aos-professores-diz-mec.ghtml. Acesso em 15 jun. 2017 NAÇÕES UNIDAS. Declaração de Salamanca. 1994. Disponível em: portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. Acesso: 20/12/2016. NUNES, Claudio Pinto. OLIVEIRA, Dalila Andrade. Trabalho, carreira, desenvolvimento docente e mudança na prática educativa. No prelo, 2015. SCHEIBE, Leda. Valorização e Formação dos Professores para a Educação Básica: questões desafiadoras para um novo Plano Nacional de Educação. Educ. Soc., Campinas, v. 31, n. 112, p. 981-1000, jul.-set. 2010. UNESCO. Declaração de Incheon. Fórum Mundial de Educação de 2015. Disponível em http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002331/233137POR.pdf; acesso em 12 ago. 2017. VIEIRA, F. S.; BENEVIDES, R. P. S. Os impactos do Novo Regime Fiscal para o financiamento do Sistema Único de Saúde e para a efetivação do direito à Saúde no Brasil. Nota Técnica nº 28 do IPEA.
1818 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. Formação de professores de Matemática: o desafio de superação das urgências e carências no Norte de Minas Gerais (1960-1990) Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida;Maria Laura Magalhães Gomes; Este trabalho apresenta resultados de uma pesquisa de doutorado, que teve como objetivo investigar a história da formação de professores de Matemática no norte de Minas Gerais, no curso de licenciatura da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFIL), atual Universidade Estadual de Montes Claros — UNIMONTES. O período focalizado se estende da década de 1960 até a década de 1990. Utilizamos a metodologia da História Oral, segundo os parâmetros do GHOEM — Grupo História Oral e Educação Matemática. Além dos depoimentos, recorremos a fontes documentais escritas. Da análise das entrevistas e de outras fontes mobilizadas pudemos depreender que o movimento de criação da Instituição e do Curso de Matemática constituiu-se num processor formador influenciado por questões políticas, econômicas e educacionais do cenário nacional e local. Um outro aspecto importante é que a formação de professores de Matemática tanto na FAFIL quanto em outras instituições do país foi realizada de modo aligeirado, sem recursos — materiais e humanos — próprios, demandada por imposições legais, interesses políticos e econômicos, marcada por urgências e carências. ABREU, I. R. As Relações das Lideranças Políticas na Criação das Instituições Federais de Ensino Superior de Minas Gerais. 2006. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. BARALDI, I. M.; GAERTNER, R. Textos e Contextos: um esboço da CADES na História da Educação (Matemática). Blumenau: EdFURB, 2013. BRASIL. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. (1957-1960). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Jurandyr Pires Ferreira (Org.) (IBGE). Rio de Janeiro: IBGE. CACETE, N. H. Breve História do ensino superior brasileiro e da formação de professores para a escola secundária. Educação e Pesquisa, São Paulo, p. 1-16, 2014. CUNHA, L. A.; GOÉS, M. O golpe na educação. 10. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1999. DRUMOND, José Geraldo de Freitas. “Universitas quae sera tamen”. Revista Vínculo, Montes Claros, n. 4, p. 11-13, dez. 1989. GARNICA, Antonio Vicente Marafioti. Presentificando ausências: a formação e a atuação dos professores de Matemática. In: DALBEN, Angela; DINIZ, Julio; LEAL, Leiva; SANTOS, Lucíola. (Org.). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 555-569. JARDIM, A. F. C. J. et al. A genealogia de uma universidade: de 1962 a 1989. IN: CALEIRO, R. C. L. C. (Org.). Unimontes: 40 anos de história. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2002, p. 15-48. PAULA, Isabel Rebello. Pequena resenha histórica da FAFIL. Revista Vínculo, Montes Claros, v. 1, n. 1, p. 9-12, mar. 1973. ROMANELLI, O. O. História da Educação no Brasil (1930-1973). 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1983. TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002. THOMPSON, P. A voz do passado: história oral. Tradução de L. L. de Oliveira. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
1819 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. A importância da prática pedagógica do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) nos anos iniciais do Ensino Fundamental Tatiane Farias Novais;Maria Ângela Costa Mota; A presente pesquisa teve como objetivo analisar a importância da prática pedagógica do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Foi efetivada uma investigação bibliográfica de cunho qualitativo, onde os dados foram coletados por meio de questionário e observações, como caracterização da pesquisa de campo. Buscou-se responder à seguinte problematizarão: qual a importância da prática pedagógica do professor de Atendimento Educacional Especializado nos anos iniciais do Ensino Fundamental? O campo para coleta foi uma escola estadual da cidade de Januária (MG). Conclui que a importância de um professor de AEE para o desenvolvimento do aluno com NEE é fundamental, pois possibilita ao educando uma educação inclusiva de qualidade e não somente sua inserção no ambiente escolar, mas respeita principalmente o direito do aluno com deficiência de ter um Atendimento Educacional Especializado que venha atender as suas dificuldades com sua ajuda. BRASIL. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Ministério da Educação - MEC, SEESP, 2001. BRASIL. SEE/MEC, Educação Inclusiva, Documentos Subsidiário: Á Política de Inclusão, Brasília, 2005. BRASIL. SEE/MEC, Educação Infantil, Saberes e Práticas da Inclusão: Dificuldades de Comunicação e Sinalização, Surdo cegueira / Múltipla Deficiência Sensorial, Brasília, 2006. BRASIL. SEE/MEC, Inclusão: Revista da Educação Especial, V.5, nº 2 (Julho/Dezembro), Brasília, 2010. BRASIL. SEESP / SEED / MEC, Atendimento Educacional Especializado: Aspectos Legais e Orientação Pedagógica, Brasília/DF, 2007. ESPÍRITO SANTO. Diretrizes da Educação Especial na Educação Básica e Profissional para a rede Estadual de Ensino do Espírito Santo, Educação Especial: Inclusão e Respeito a Diferença, 2ª Edição, Vitoria/ES, 2011. FACÍON J. R. Exclusão Escolar e suas implicações: Curitiba. Ibpex, 2015. MANTOAN, Maria Teresa Eglér, Igualdades e Diferenças nas Escolas: Olhares de Futuras Pedagogas, UNICAMP, Fe, 2007. MINAS GERAIS. Conselho Estadual de Educação. Parecer 1132/97, In. Manual do Secretário de Estabelecimento de Ensino de Educação Básica. Belo Horizonte: Editora Lâncer, 2001, p. 619-635. MIRANDA, Terezinha Guimarães, FILHO, Teófilo Alves Galvão, O Professor e a Educação Inclusiva: Formação, Práticas e Lugares, EDUFVA, Salvador, 2012. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. Editora: Artmed, São Paulo, 2003. SASSAKI, Romeu Kazumi, A construção da Acessibilidade, São Paulo, Setembro de 2012.
1820 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. A prática social da escrita: uma perspectiva de letramento Célia Patrícia Alves de Oliveira;Rose Mary Ribeiro; O presente estudo tem o objetivo de discorrer sobre a concepção de letramento, condição de uso individual e social de habilidades de leitura e escrita em sua funcionalidade individual e social na escola e fora dela, tendo como foco a escrita, sua função e produção. Assim buscaremos responder a questão: quais os fatores que interferem na escrita das crianças, especificamente do 5º ano, do Ensino Fundamental, da Escola Municipal Afonso Salgado que impossibilitam a interação entre a prática social da escrita e a perspectiva de letramento? A pesquisa tem como base a Linguística Aplicada com pressupostos teóricos de Kleiman (1995), Soares (2006) e Kato (1988) dentre outros que observam e analisam o letramento e a escrita. Partimos da hipótese que a relação social da escrita, com a escola, deve ser capaz de colocar o indivíduo como sujeito que participa da ação de aprender, percebendo a funcionalidade da mesma em diferentes contextos escolares e não escolares. Os dados foram coletados a partir da aplicação de atividades desenvolvidas no projeto Alfabetização e Letramento: leitura e escrita do PIBID, atendendo alunos que apresentam dificuldades na aquisição das habilidades de leitura e escrita. CARDOSO, Cancionila Janzkovski. A escrita e o outro/interlocutor no dizer das crianças. In: ROSING, Tânia M. K.; SCHOLZE, Lia (Org). Teorias e práticas de letramento. Brasília–DF. INEP – MEC. 2007. GERALDI, João Wanderley. Linguagem e ensino: exercício de militância e divulgação. 3ª ed. SP. Mercado das Letras, 1996. KATO, Marly. Aizawa. No mundo da escrita - uma perspectiva psicolinguística. São Paulo: Ática, 1987. KLEIMAN, Ângela. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In: KLEIMAN, Ângela. (Org). Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 2001. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2001. MATENCIO, Maria de Lourdes Meirelles. Leitura, produção de textos e a escola: reflexões sobre o processo de letramento. 3ª ed. Campinas: Mercado de Letras, 2001. MENDONÇA, Márcia. Gêneros: por onde anda o letramento? In: MENDONÇA, Márcia; SANTOS, Carmi Ferraz. (Org). Alfabetização e letramento: conceitos e relações. 1ª ed. 1ª reimpressão. Belo Horizonte. Autêntica. 2007. MOLICA, Maria Cecília. Fala, letramento e inclusão social. São Paulo: Contexto, 2007. MOREIRA, Nadja da Costa Ribeiro. Portadores de texto: concepções de crianças quanto a atributos, funções e conteúdos. In: KATO, Marly Aizawa (Org). A concepção da escrita pela criança. Campinas/SP: Pontes, 1988. REGO, Lúcia Browne. Descobrindo a língua escrita antes de aprender a ler: algumas implicações pedagógicas. In: KATO, Marly Aizawa (Org). A concepção da escrita pela criança. Campinas, SP: Pontes, 1988. ROSING, Tânia M. K. e SCHOLZE, Lia. A escrita e a leitura: fulgurações que iluminam. In: ROSING, Tânia M. K. e SCHOLZE, Lia. (Org). Teorias e práticas de letramento. Brasília – DF-INE – MEC. 2007. SCRIBNER, Sylvia; COLE, Michael. In: KATO, Marly. Aizawa. No mundo da escrita, uma perspectiva psicolinguística. São Paulo: Ática, 1987. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. 11. reimpressão. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
1821 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. Ensino investigativo de Ecologia a partir de uma proposta didática de campo Priscila Franco Binatto;Marcelo Marcos Magalhães; O objetivo do trabalho foi o de avaliar uma proposta investigativa de ensino de Ecologia. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa de intervenção, tendo como participantes o professor e 26 alunos do segundo período do curso técnico subsequente em Meio Ambiente. Uma proposta didática foi elaborada e desenvolvida ao longo de 26 aulas, tendo como referência os pressupostos do Ensino de Ciências por Investigação. Os resultados apontam para uma avaliação positiva da proposta, por aliar teoria e prática contribuindo para a formação básica e técnica; integrar conceitos; favorecer uma abordagem dialógica envolvendo a participação ativa dos alunos e pela excelente aceitação por parte da turma. AZEVEDO, Maria Cristina P. Stella. Ensino por investigação: Problematizando as atividades em sala de aula. In: Ensino de ciência unindo a pesquisa à prática. CARVALHO, Anna Maria Pessoa (org.). São Paulo, Pioneira Thomson Learning, 2004. BARDIN, Laurece. Análise de conteúdo. Lisboa: Edição 70, 2011. BOGDAN, Robert C.; BIKLEN, Sari K. Investigação qualitativa em educação: uma abordagem à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 2010. CHIZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. Petropólis: Vozes, 2006. COLL, C. Psicologia e currículo: uma aproximação psicopedagógica à elaboração do currículo escolar. São Paulo: Ática, 3 ed., 1998. DEBOER, George. Historical perspectives on inquiry teaching in schools. In: FLICK, L.D., LEDERMAN, N. G. (Org.). Scientific inquiry and nature of science: Implications for teaching, learning and teacher education. Netherlands: Springer, 2006. p. IX-XVIII. FONSECA, Gustavo da; CALDEIRA, Ana Maria de Andrade. Uma reflexão sobre o ensino aprendizagem de ecologia em aulas práticas e a construção de sociedades sustentáveis. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, Ponta Grossa, v. 1, n. 3, 2008, p. 70-92. MELO, Luiz Antonio Silveira; MOREIRA, Andréa Nunes; SILVA, Francisco de Assis Nunes da. Armadilha para monitoramento de insetos. Comunicado Técnico da Embrapa Meio Ambiente, n.7, jul. 2001. MUNFORD, Danusa; LIMA, Maria Emília Caixeta. Ensinar ciências por investigação: em quê estamos de acordo? Revista Ensaio, Belo Horizonte, v. 1, 2008. PEREIRA, Boscoli Barbosa. Experimentação no ensino de ciências e o papel do professor na construção do conhecimento. In: Cadernos da FUCAMP, Brasil, v. 9, n. 11, 2010. SANTOS, André Maurício Melo, TABARELLI, Marcelo. Variáveis múltiplas e desenho de Unidades de Conservação: uma prática urgente para a Caatinga. In: LEAL, I. R., TABARELLI, M., SILVA, J. M. C. (Org.). Ecologia e conservação da Caatinga. Ed. Universitária da UFPE, Recife, p. 735-776, 2003. SENICIATO, Tatiana; CAVASSAN, Osmar. Aulas de campo em ambientes naturais e aprendizagem em ciências – um estudo com alunos do ensino fundamental. Ciência & Educação, Bauru, v. 10, n. 1, 2004, p. 133-147. SENICIATO, Tatiana; CAVASSAN, Osmar. O ensino de ecologia e a experiência estética no ambiente natural: considerações preliminares. Ciência & Educação, Bauru, v. 15, n. 2, 2009. TRÓPIA, Guilherme. Percursos históricos de ensinar ciências através de atividades investigativas. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, v. 13, n. 1, 2011, p. 121. ZÔMPERO, Andreia de Freitas; LABURÚ, Carlos Eduardo. Implementação de atividades investigativas na disciplina de ciências em escola pública: uma experiência didática. Investigações em Ensino de Ciências, v. 17, n. 3, p. 675-684, 2012.
1942 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Alison Trindade de Vargas; Este trabalho apresenta os resultados de uma investigação que teve por objetivo analisar a importância da educação física escolar nos anos iniciais do ensino fundamental, investigando aspectos históricos da educação física escolar no Brasil, além de compreender a fase de desenvolvimento dos alunos dos anos iniciais e reconhecer a relevância da educação física a luz de documentos oficiais que norteiam a educação nacional. Para tanto, a metodologia utilizada na investigação se pautou nas análises de documentos oficiais e citados pelo Governo Federal como referências, bibliografia de autores reconhecidos e artigos científicos. Os resultados evidenciaram a importância da educação física nos anos iniciais, sendo reconhecida nacionalmente, histórica e recente, por intermédio de inúmeros autores, na contribuição do desenvolvimento do aluno em toda suas dimensões ao se utilizar das práticas corporais e suas diversas formas de se manifestar, além de destacar o papel fundamental do professor como orientador dessa prática, produzindo aulas diversificadas que atendam a todos e contribuam para o desenvolvimento, por meio do acesso da cultura corporal e do movimento. Palavras Chave: Educação Física Escolar. Ensino Fundamental. Educação Básica.
1943 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EDUCAÇÃO FÍSICA NO “NOVO ENSINO MÉDIO” ANÁLISES PRELIMINARES. Guilherme de Souza Marques;Vinicius Branco Freire Silva; Educação Física. Educação Básica. Ensino Médio. O trabalho traz como proposta, analisar a Educação Física na reforma do ensino médio segundo a Lei 13415/17, sendo o mesmo, orientado sobre a égide das múltiplas vias de formação e a Base Nacional Comum Curricular. O estudo é do tipo teórico, a metodologia utilizada será buscas em bases de dados como SciELO, Scopus, Google Acadêmico e etc. Fizemos uma revisão acerca da temática da pesquisa, análises de documentos como Leis e a Base Nacional Curricular Comum. Nossa primeira hipótese sobre o trabalho foi balizada que à reforma do ensino médio faz parte de um processo de formação para o desemprego e intensificação do trabalho precário. A segunda hipótese salienta que, a Educação Física segundo a Lei 134152017 compõe parte de um projeto de domínio, controle e subordinação dos filhos da classe trabalhadora. Supomos que algumas “competências” trabalhadas na disciplina podem estar associadas à condição desemprego e trabalho precário. Algumas questões, à reforma do ensino médio a priori é algo que tem um movimento complexo, surge em meio a alguns testes de um ensino médio mais atrativo aos jovens que vai engendrar a Medida Provisória 746/2016. Dentre as justificativas em relação às mudanças do ensino médio algumas falam sobre; evasão escolar, o baixo desempenho em avaliações externas, à falta de articulação entre ensino médio e trabalho, e à Educação que não vem contribuindo para o aumento da produtividade dos trabalhadores. Ademais, no percurso da pesquisa buscamos bases em obras de referências teóricas do materialismo histórico dialético para apontar uma nova concepção de nível médio. Encontramos uma formação que está fundamentada na fusão entre teoria e prática, buscando um desenvolvimento em todas as dimensões com a finalidade de superar o paradigma da divisão social do trabalho. Tais princípios foram pensados por Marx e atualizados por Gramsci no que o último nomeou como escola unitária, que era a instituição que contribuiria para a formação da classe trabalhadora em uma perspectiva de totalidade. Também o presente debate apresentou algumas reflexões da Educação Física na Lei 13415-2017, e na base nacional curricular comum do novo ensino médio. A medida provisória 746/2016 responsável pela reconfiguração do ensino médio colocava fim a obrigatoriedade das disciplinas de Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física no Ensino Médio. No entanto, após uma série de processos em relação a tramitação da referida matéria dentre eles audiências públicas e a apresentação de emendas parlamentares entre os dias 23 e 30 do mês de setembro de 2016. As emendas apresentadas somaram 568, desse somatório 149 foram aceitas, dentre elas, um quantitativo significativo faziam referências ao retorno da obrigatoriedade das disciplinas aqui sinalizadas no entorno de 71. E, cerca de 56 emendas salientavam o retorno da disciplina de Educação Física de forma mais específica. Pontuamos que a E.F tem a sua obrigatoriedade na letra da Lei 13415/2017 segundo “estudos e práticas”, logo entendemos que existe a necessidade de análises da materialidade da reforma para compreender como a Educação Física irá se desdobrar sobre bases concretas. Ademais, na BNCC do ensino médio a Educação Física, o que nos pareceu que ela potencializa os mecanismos cognitivos, que podem despertar a curiosidade e pesquisa. Nesse sentido, a curiosidade seria um princípio necessário para os futuros trabalhadores, pois existe à necessidade de sempre estar disposto a aprender, pois o mercado de trabalho passa por tribulações de maneira constante com novas tecnologias e diversas inovações. Então supomos que à Educação Física precisaria funcionar como um start para auxiliar no desenvolvimento das pesquisas, essa última poderá ser um elemento primordial para surgimento de novos produtos e tecnologias, que podem reduzir os custos da produção. E, essas habilidades à priori podem ter uma conexão direta com a possibilidade de gerar trabalho não pago, essas seriam competências fundamentais para aqueles que buscam uma oportunidade na era do conhecimento. Igualmente, sinalizamos que não somos contrários a capacidade de criatividade da classe trabalhadora e sua curiosidade, nossa crítica aqui é referida ao dobramento de tais características que podem emergir no interior da disciplina de Educação Física aos fenômenos imediatos do mundo trabalho alienado. Logo, acreditamos que esses elementos são indícios que direcionam parte das funções dos professores para que seus alunos busquem o seu melhor projeto de vida, com possíveis orientações para situação de desemprego, trabalho precário, lazer e dentre outras possibilidades. Sendo que, entendemos que essa forma de orientar os sujeitos pode jogar sobre a escola, em especial os professores à responsabilidade de conduzir os alunos ao caminho do “sucesso”, ignorando completamente as questões estruturais da sociedade dividida em classes sociais com interesses antagônicos. Logo, acreditamos que as orientações ou (auxílios) devem ser feitos, de maneira crítica analisando a realidade, e as contradições da organização social vigente. Igualmente, o trabalho salienta uma contribuição relevante para se contrapor à Educação Física na reforma do ensino médio, nesse sentido à Pedagogia Crítico Superadora pode contribuir como alternativa possível à visão apresentada na BNCC. Verificamos que a Pedagogia Crítico Superadora é teleológica pela capacidade de projeção na intervenção do real, diagnostica realiza uma varredura sobre o conjunto de variáveis da realidade e judicativa julga o conjunto de elementos da realidade a parti da ética dos trabalhadores. Também, entendemos que à Educação Física no atual momento histórico pode congregar esforços na direção de uma construção de unidade da classe trabalhadora. Nesse sentido, os trabalhos possíveis podem ser desenvolvidos através de resgate histórico de alguns elementos da Cultura Corporal como capoeira. Seria interessante fazer uma reflexão de figuras que apresentem elementos fundamentais da história das lutas da classe trabalhadora no Brasil um exemplo seria Besouro Cordão de Ouro e etc. Bem como, temas relacionados a atividades rítmicas de maneira geral para realizar reflexões, nesta questão, sinalizamos que seria interessante o resgate de enredos de escolas de samba históricos ou contemporâneos como o caso do Grêmio Recreativo Paraíso do Tuiuti no ano de 2018. Que conseguiram demonstrar os mecanismos de controle da sociedade escravocrata que a priori se sofisticaram no processo de desenvolvimento do nosso capitalismo dependente. Os exemplos são os mais diversificados possíveis, é relevante salientar que esse é um estudo que foi desenvolvido sobre muita reflexão, pois este modelo de ensino médio ainda não sabemos quando será implementado de forma concreta. Compreendemos a necessidade de ir à campo buscar informações concretas, bem como, fazer um maior aprofundamento sobre as diversas temáticas aqui tratadas. Como um possível processo de culpabilização das escolas pelo sucesso ou fracasso das escolhas dos discentes que acreditamos que pode ocorrer e que talvez estaria atrelado as mudanças nesse ciclo de ensino. Por hora, ficamos por aqui, e entendemos que este é um estudo ainda embrionário sobre o assunto, que deve buscar entender as diversas variáveis que atravessam o objeto. Nos últimos anos tivemos algumas mudanças, desde o golpe jurídico parlamentar em 2016, o país passa por uma grave crise, hoje 2020 a classe trabalhadora vem enfrentando um dos maiores inimigos desde o tempo da ditadura empresarial militar. Que é uma extrema direita com traços de sofisticação, modernidade, maldade e crueldade, no entanto nossa dedicação em relação à nossas pesquisas devem ganhar ainda mais rigor, buscando contribuir para a formação dos filhos dos trabalhadores em um aspecto de totalidade. Indo na direção da superação do atual modo de produção vigente.
1944 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA NA PERSPECTIVA INCLUSIVA Mariana Peres da Rocha;Raquel Ludovino Alves da Silva;Michele Pereira de Souza da Fonseca; Lutas. Educação Física Escolar. Inclusão. O Projeto de Extensão Educação Física escolar na perspectiva inclusiva (PEFEPI) é vinculado à Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEFD-UFRJ), realizado pelo LEPIDEFE (Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Inclusão e Diferenças na Educação Física Escolar), juntamente com professores/as de Educação Física da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ). O objetivo do projeto é promover ações mais inclusivas no contexto que está presente, buscando ampliar a participação efetiva de todos/as envolvidos/as e minimizar exclusões, sejam elas de gênero, raça, deficiência, habilidade, entre outros. Suas bases norteadoras abrangem um conceito amplo de inclusão, dentro de um contexto processual, dialético e contínuo, que não se limita à inserção ingênua de pessoas rotuladas como “excluídas”, mas sim, busca atingir todas as pessoas. O PEFEPI se apoia no ensino colaborativo, com relações horizontais, sem hierarquização e com encontros para realização de planejamento semestral e semanal, assim assumindo a corresponsabilidade das ações em coletivo. O presente trabalho objetivou relatar a experiência dos/as estudantes extensionistas do PEFEPI no bloco de conteúdos relativo a Lutas, com as turmas de 6° ao 9° ano e Projeto Carioca II da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, no 2° bimestre de 2018 e no 4° bimestre de 2019. O projeto opta por diversificar os conteúdos, trazendo o bloco de Lutas como estratégia pedagógica e por ser um conteúdo negligenciado no contexto da Educação Física escolar. A metodologia utilizada foi a pesquisa-ação. Três categorias de análise emergiram a partir das experiências vivenciadas: Lutas brasileiras, Lutas asiáticas e Lutas africanas e nos suscitaram discutir questões de gênero, raça, papéis sociais, estereótipos, respeito às diferenças e aspectos históricos/culturais.
1945 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RODAS DE CONVERSA SOBRE MASCULINIDADES NA ESCOLA: TENSIONANDO MODOS DESCONSTRUTIVOS DE “SER HOMEM” COM OS JOVENS Leandro Teófilo de Brito; Este trabalho apresenta dados de um projeto de Iniciação Científica Júnior (ICJR) realizado no Colégio Pedro II, Instituição federal de educação básica, técnica e tecnológica localizada no estado do Rio de Janeiro (RJ), focalizando o debate sobre masculinidades tóxicas na escola. Nesta discussão, o termo masculinidade tóxica diz respeito a um modo “de ser homem” constituído com base no machismo e que causa uma série de danos não só às mulheres mas também a homens brancos, negros, heteros, cis, trans, deficientes, jovens, idosos, entre outras inúmeras identificações possíveis da masculinidade. Abordaremos a noção de masculinidade tóxica neste trabalho tomando como base autores/as localizados nos estudos pós-estruturalistas como Jacques Derrida e Judith Butler, no desenvolvimento de uma pesquisa colaborativa no campus Engenho Novo II, pelos princípios de Mariza Vorraber Costa. A parceria colaborativa entre um professor de Educação Física e quatros estudantes do primeiro ano do ensino médio (dois meninos e duas meninas) no ano de 2019, se desenvolveu com a realização de rodas de conversas com jovens que identificavam-se com o gênero masculino, discutindo temas como violência contra a mulher, assédio, homofobia e desconstrução. Entre os resultados das rodas de conversa, os jovens estudantes debateram sobre os temas iniciando um movimento inicial - individual e coletivo – de reflexão sobre a desconstrução dos padrões normativos de “ser homem” na sociedade.
1946 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A PREVALÊNCIA DE LESÕES EM JOGADORES DE TCHOUKBALL DO RIO DE JANEIRO Allan Coelho de Vasconcellos;Camilo Máximo e Jomilto Praxedes; O Tchoukball é um esporte coletivo, dinâmico e sem contato físico cujo objetivo é arremessar a bola em uma cama elástica, localizadas em linhas de fundo das quadras, que vem crescendo no Brasil. A prática esportiva pode gerar lesões, causando preocupações para atletas e treinadores, pois interrompem o processo de evolução das adaptações provocadas pelo treinamento. Contudo, ainda não se tem conhecimento de estudos que avaliem as lesões acometidas em praticantes deste esporte. Deste modo, este estudo tem como objetivo identificar a prevalência de lesões em atletas de Tchoukball. Para a realização da coleta de dados foi utilizado um questionário semiestruturado, o Questionário Nórdico de Sintomas Musculoesqueléticos, com questões demográficas e sintomas de lesões osteomusculares. Assim, dezesseis atletas da equipe Herus Tchoukball, sendo 9 mulheres e 7 homens, responderam ao questionário. A técnica incorporada na análise de dados foi a análise estatística descritiva. Na análise, observou-se que os segmentos anatômicos mais acometidos nos últimos 12 meses, foram o ombro (31,25%), região lombar (31,25%), joelhos (25%), tornozelos/pés (25%), dorsal (18,75%), punhos/mãos/dedos (12,5%), quadríceps (12,5%), cotovelo (6,25%) e antebraço (6,25%). Os segmentos anatômicos mais afetados que ocasionaram na interrupção de alguma atividade cotidiana dos atletas nos últimos 12 meses foram a região lombar (18,75%), punhos/mão/dedos (12,5%), quadríceps (6,25%) e tornozelo/pés (6,25%). Os achados do presente estudo corroboram com os resultados encontrados no handebol e voleibol, dos quais as regiões mais acometidas são os membros inferiores e ombros. Conclui-se que a prática do Tchoukball pode acometer principalmente as regiões do ombro, lombar e joelhos, porém, as mesmas não impediram a realização das atividades da vida diária. Sugere-se estudo com uma maior amostra e que investiguem os mecanismos de lesão inerentes ao Tchoukball.
1947 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANÁLISE RETROSPECTIVA DOS MOTIVOS QUE LEVAM AO ABANDONO DA NATAÇÃO E AO RETORNO AO MASTER Géssyca Tolomeu de Oliveira;Renato Melo Ferreira; Esportes aquáticos. Sênior. Motivação Ano após ano, pessoas se engajam a prática esportiva em busca do alto rendimento. Entretanto, nem todos conseguem atingir as metas estabelecidas e, por motivos distintos, são levados a abandonar o esporte 1,2. Investigações questionam acerca dos motivos que levam a continuidade da prática esportiva, assim como dos quais influenciam para com a decisão de abandoná-la3. Ao analisar especificamente a natação, foi identificado que 14 anos é o ano de abandono, de forma precoce 4. Em contrapartida, há uma tendência de crescimento na aderência aos esportes por praticantes mais velhos5. Este estudo se justifica a partir de observações em competições de natação em Minas Gerais, onde há grande evasão de jovens e aumento significativo de masters. Assim, é crucial investigar os motivos que levam a este fato, uma vez que se entende a importância do esporte na vida do jovem6 e na manutenção da prática na fase adulta7. O objetivo foi investigar os motivos que levam os jovens a abandonar a natação competitiva e retornar a sua prática enquanto masters. 52 atletas, 10 mulheres e 42 homens, média de idade de 38,36 (±8,9), que já foram atletas federados, assinaram o TCLE e preencheram um questionário contendo perguntas sobre: os motivos do abandono e de retorno ao esporte. Os resultados apontam que os principais motivos relacionados ao abandono foram a conciliação com o estudo (40,48%), trabalho (23,07%) e à falta de motivação (9,61%). Já os motivos relacionados ao regresso foram gostar da prática (42,30%), melhorar a saúde (38,46%) e sempre quiseram ser atletas de natação (25%), além da indicação médica e bem-estar (25%). A conciliação com o estudo é o motivo mais preocupante relacionado ao abandono, dessa forma, espera-se que políticas públicas possam garantir ao jovem atleta a possibilidade da dupla carreira, sem a necessidade de priorizar apenas uma. Em contrapartida, a conscientização da pratica esportiva com o intuito da promoção da saúde se torna relevante e deve ser estimulada.
1948 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DE NADADOR COM POLIOMIELITE: UM ESTUDO DE CASO Mariana Moratori Pires;Letícia Maria Cunha da Cruz;Vinícius Moreira Neves Reis;Carlos Alberto Camilo Nacimento; Biomecânica. Poliomielite. Natação. De acordo com o Manual de Orientação para Professores de Educação Física – Natação Paraolímpica, a prática de atividades motoras por pessoas com deficiência como processo de habilitação, reabilitação e interação social constitui-se em um dos principais instrumentos para o desenvolvimento das potencialidades individuais e coletivas dessa parcela da população. A biomecânica do esporte é uma disciplina científica na qual os movimentos são descritos e explicados à luz de conceitos e métodos mecânicos (BALLREICH, 1996). Ao analisarmos o padrão biomecânico de qualquer indivíduo é notória a existência de variáveis no movimento. Isso não se difere para pessoas com deficiência, visto que, cada uma delas apresenta especificidades e, por conseguinte, um padrão biomecânico próprio decorrente também do tipo de deficiência pela qual se é acometido. Analisar as variáveis biomecânicas no nado crawl de uma pessoa com poliomielite atleta de natação máster. Foram realizadas filmagens nos planos transverso e sagital em uma piscina de 25m x 16m. A análise da técnica no nado crawl consistiu em verificar quais mecanismos são utilizados pelo nadador. As filmagens foram realizadas através de uma câmera de ação GoPro Hero 3, juntamente com um suporte Dome Telesin 6in, e analisadas em um programa de computador Kinovea. A poliomielite é uma doença que leva a paralisia de membros inferiores em função de uma atrofia muscular. Sendo assim, ocorreram adaptações, tanto nas braçadas e respiração como na posição do tronco. Com relação à respiração vemos um predomínio do padrão de respiração unilateral devido ao desvio postural apresentado pelo nadador. A posição do tronco e as braçadas são prejudicadas pela não propulsão das pernas. Os mecanismos utilizados pelo nadador auxiliam para que seu desempenho seja otimizado, sendo ajustados periodicamente pelos treinadores para desenvolvimento de habilidades básicas e técnicas para aumento da performance.
1949 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMPARAÇÃO DO DESEMPENHO NO SALTO CONTRA MOVIMENTO DE JOVENS ATLETAS DE FUTEBOL DE ELITE EM DIFERENTES POSIÇÕES DE JOGO Miguel Barcelos;Márcio Assis;Roberto Simão;Sarah Ramos;Ingrid Dias; Atleta. Futebol. Jogo. Um dos testes utilizados para verificar o desempenho no futebol é o salto contra movimento (SCM), que é considerado um bom preditor para força de membros inferiores (Rosell et al., 2017). O presente estudo teve como objetivo comparar o desempenho, a partir dos valores da altura do SCM, em jovens jogadores de futebol de elite para as diferentes posições de jogo. A amostra foi composta por 207 jogadores de um time da primeira divisão do campeonato brasileiro, separados em: G1, atletas do Sub-15 até o Sub-20 (n=100) e G2, atletas do Sub-11 até o Sub-14 (n=107). Cada grupo foi dividido em atacantes, meios de campo, laterais e zagueiros. Foi utilizado o optojump (Optojump; Microgate, Bolzano, Italy) para mensurar a altura dos saltos e o teste seguiu o protocolo proposto por Makhlouf et al. (2016). Para verificar a normalidade foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov e após o teste Anova de fator único, com o programa SPSS e adotando um nível de significância de p<0,05. No G1 foram encontradas diferenças significativas entre zagueiros e meios de campo (p=0,02), e entre atacantes e meios de campo (p=0,02). Sendo os atacantes e os zagueiros com o maior valor de salto (40,43±6,10 cm e 41,28±6,16 cm, respectivamente) e os meios de campo com o menor (37,29±4,77 cm). No G2 as posições com maior e com menor valor foram as mesmas: atacantes (29,89±4,56 cm), zagueiros (29,08±5,44 cm) e meios de campo (27,65±3,71 cm). Porém foram encontradas diferenças significativas apenas ao comparar os atacantes com os meios de campo (p=0,03). Ao observar os resultados obtidos nesse estudo e em estudos prévios, torna-se plausível a afirmação de que, entre jovens jogadores de linha os zagueiros e os atacantes apresentam os maiores valores de salto (Slimani e Nikolaidis, 2018; Stølen et al., 2005). Sugere-se a utilização da avaliação do SCM para que seja possível direcionar o treinamento visando deixar todos os atletas, independentemente da posição de jogo, no mesmo nível de desempenho.
1950 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA FATORES ASSOCIADOS À PRESENÇA DE LESÕES INTRÍNSECAS E DORES E/OU DORMÊNCIA MUSCULOESQUELÉTICA EM PRATICANTES DE MOUNTAIN BIKE EM GOVERNADOR VALADARES – MG Letícia Coelho Silveira;Luís Fernando Deresz; Ciclistas. Lesões esportivas. Lesões crônicas. Questionário Nórdico Musculoesquelético. Concomitantemente à crescente popularidade do Mountain Bike (MTB) e a sua prática em situações extremas, houve aumento correspondente de lesões relacionadas à modalidade. Porém, os dados existentes são, predominantemente, de lesões extrínsecas. Este estudo avaliou os fatores associados à presença de lesões intrínsecas (LI) e dores e/ou dormência musculoesquelética (DORMs) relacionadas à prática do MTB em Governador Valadares, MG. O estudo foi do tipo descritivo e utilizou o questionário Nórdico Músculo-Esquelético para quantificar as LI e as DORMs nos 3 meses anteriores a sua aplicação. Foi considerada DORMs o autorrelato destas em alguma região corporal e LI o impedimento da realização das atividades diárias devido às DORMs. Foi aplicado o teste de Qui-quadrado, ou teste exato de Fischer para comparar proporções e realizada regressão logística binária multivariada para verificar os previsores de LI e DORMs. As análises foram realizadas no SPSS Versão 20 e foi considerado significativo p≤ 0,05. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFJF, CAAE 25633019.6.0000.5147. Foram avaliados 243 participantes (199 - 81,89% homens). Do total da amostra, 28 (11,52%) relataram LI (6 - 13,64% mulheres e 22 - 11,06% homens) e 175 (72,02%) relataram DORMs, (33 - 75% mulheres e 142 - 71,36% homens). Os locais mais relatados de DORMs foram as regiões de punhos/mãos (115 - 47,33%), joelhos (44 - 18,11%) e lombar (43 - 17,70%). De acordo com a regressão logística o tempo de prática de MTB maior que 4 anos foi significativo para a presença de LI e o sobrepeso/obesidade foi significativo para a presença de DORMs. Os dados analisados indicam que a presença de DORMs é maior do que LI e que o tempo de prática de MTB (>4 anos) e sobrepeso/ obesidade estão associados com as LI e DORMs, respectivamente, indicando que estes fatores devem ser considerados no planejamento das atividades para evitar lesões relacionadas ao MTB.
1951 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA METODOLOGIA HÍBRIDA E O DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO TÁTICO PROCESSUAL NO HANDEBOL Kamila Lopes Miranda;Camilo Araújo Máximo de Souza;Jomilto Praxedes; Handebol. Desenvolvimento. Metodologia Hibrida. As metodologias voltadas para o ensino – aprendizagem das modalidades esportivas coletivas tem o intuito de desenvolver os elementos técnicos, táticos, cognitivos e sociais dos praticantes. Deste modo este estudo tem como objetivo verificar se existem diferenças significativas no conhecimento tático processual (CTP) de crianças e adolescentes, entre 9 e 14 anos de idade, de ambos os sexos, após uma intervenção de 14 aulas, todas baseadas em uma Metodologia Híbrida, resultado da fusão dos métodos Parcial, Situacional e Global. A amostra do referente estudo foi composta por 23 crianças, sendo 12 meninos e 11 meninas, integrantes de duas turmas de handebol de um projeto esportivo, na cidade do Rio de Janeiro. As aulas do projeto ocorriam duas vezes por semana, em dias alternados e tinham a duração de 90 minutos. O instrumento utilizado para avaliação, antes e depois da intervenção, foi o Teste KORA (MEMMERT,2002), que permitiu avaliar o conhecimento processual convergente no parâmetro tático “oferecer-se e orientar-se” (OO). Os dados foram analisados por 3 peritos com experiência na modalidade que atribuíram uma nota para as ações realizadas pelos alunos seguindo os critérios definidos no quadro de avaliação do Teste KORA. Para análise estatística foram utilizados os testes Kolmogorov-Smirnov e o Test t de student. Os resultados obtidos mostraram diferenças significativas entre o resultado pré-teste e o pós-teste (p˂ 0,001), já que após a intervenção os alunos que fizeram parte do estudo tiveram suas pontuações aumentadas, dadas pela média entre os três peritos. Sendo assim pode-se concluir que a abordagem metodológica hibrida voltada para a compreensão tática do jogo e para o desenvolvimento da técnica, pode oportunizar a melhora no conhecimento tático processual (CTP) em praticantes de handebol. Novos estudos poderão contribuir para o desenvolvimento de propostas metodológicas inovadoras para iniciação ao handebol.
1952 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PERFIL TERMOGRÁFICO DE MEMBROS INFERIORES DE JOVENS JOGADORES DE FUTEBOL Felipe Augusto Mattos Dias;João Carlos Bouzas Marins Carlos Bouzas Marins; Futebol. Termografia. Medicina Esportiva. Introdução: Termografia é uma ferramenta não invasiva para medir a temperatura de superfícies baseado na emissão natural de radiação térmica. No esporte, esta tecnologia tem sido utilizada para prevenir lesões, haja vista que sobrecargas músculo esqueléticas decorrentes do treinamento/competição podem alterar o perfil térmico da superfície corporal. Objetivo: Analisar o perfil termográfico de membros inferiores de jovens de futebol. Metodologia: Participaram do estudo 16 futebolistas homens (idade: 18,0 ± 0,9 anos; massa corporal: 72,2 ± 7,9 kg; estatura: 1,8 ± 0,1 m; IMC: 22,2 ± 1,4 kg/m2 ; gordura corporal 7,6 ± 2,0 %) da categoria Sub-20 de uma equipe da 1ª divisão estadual de Minas Gerais. A partir da obtenção de duas imagens térmicas, os valores médios de temperatura irradiada da pele (TIP) de cinco regiões corporais de interesse (RCIs) foram registrados: isquiotibiais (ISQ), quadríceps (QUA), joelho (visão anterior) (JOE), panturrilhas (PAN) e tibial anterior (TIB-A). O teste T independente foi usado para comparar a TIP entre RCIs bilaterais, considerando um nível de significância de 5%. Resultados: Os valores médios de TIP foram os seguintes: QUA direito 32,2 ± 0,6°C e esquerdo 32,3 ± 0,6°C; ISQ direito 32,5 ± 0,7°C e esquerdo 32,5 ± 0,6°C; JOE direito 31,2 ± 0,7°C e esquerdo 31,2 ± 0,6°C; PAN direita 31,7 ± 0,6°C e esquerda 31,9 ± 0,6°C; TIB-A direito 31,7 ± 0,8°C e esquerdo 31,8 ± 0,8°C. A análise estatística não mostrou diferença significativa entre as RCIs bilaterais (p > 0,05), com exceção das panturrilhas (p = 0,017), onde a assimetria média foi de 0,3 ± 0,2°C. Conclusão: Os jovens jogadores apresentaram simetria térmica contralateral na maior parte das RCIs analisadas. As diferenças médias de TP entre as RCIs bilaterais foram ≤ 0,3°C. Apesar da diferença significativa encontrada entre as panturrilhas, o valor médio de assimetria é clinicamente aceitável. A TP registrada indicou um perfil termográfico normal.
1953 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RELAÇÃO ENTRE FREQUÊNCIA CARDÍACA E MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS DE ATLETAS PARALÍMPICOS Talita Pereira da Silva Marçal;Giuliano Gomes de Assis Pimentel; Frequência Cardíaca. Antropometria. Atletas Paralímpicos Amputados pós-traumático de membros inferiores estão sujeitos ao aumento da morbidade por doenças cardiovasculares. Alguns estudos indicam que a atividade física pode reduzir o tempo de recuperação dos amputados incluindo hábitos cotidianos. A escalada para amputados parece ser capaz de superar e alcançar benefícios não apenas físicos, mas também psicológicos, ativando pela sua vivência com a escalada. O presente projeto de pesquisa tem como objetivo verificar a retomada de Frequência Cardíaca (FC) e Parâmetros Autonômicos em um atleta após uma sessão máxima na parede de escalada. A investigação de recuperação da FC e parâmetros autonômicos após exercícios é importante pois verificar se existe impacto negativo das deficiências físicas sobre a retomada da FC, consequentemente numa situação de estresse como o exercício físico. Com isso, dentro das análises realizadas ao longo do semestre, iniciamos um projeto piloto com um atleta paraolímpico de basquetebol em cadeira de rodas.
1954 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CARACTERIZAÇÃO CINEMÁTICA DO CHUTE FRONTAL DO MUAY THAI EM INDIVÍDUOS EXPERIENTES Beatriz Helena Ramos Reis;Jomilto Praxedes; Cinemática. Muay Thai. Atletas O Muay Thai (MT), arte marcial originária da Tailândia, é uma modalidade esportiva complexa devido à utilização de diferentes segmentos corporais. A identificação dos elementos biocinemáticos da técnica motora, pode auxiliar treinadores e atletas no desenvolvimento de estratégias de treinamento para a execução correta do chute no MT. Assim, este estudo objetivou caracterizar biocinematicamente o chute frontal. Dez homens experientes no MT do RJ, com idade média de 26,1±6,5 anos, participaram. Na análise cinemática, foram fixados marcadores reflexivos em pontos específicos, a saber: ponto superior da crista ilíaca, trocânter maior, côndilo femural, maléolo lateral e ponto entre o 2º e 3º metatarso. Em seguida, os praticantes realizaram um chute frontal em um saco de pancada. A captura do chute foi realizada por uma câmera de vídeo do Iphone XR, a 210Hz de frequência, pelo plano sagital. As imagens foram processadas no software Kinovea (0.9.1) para identificar o comportamento angular do quadril, joelho e tornozelo. O chute foi dividido em 5 fases: posição inicial (1), acúmulo de energia (2), momento de transferência de energia (3), fase de retorno (4) e posição final (5). A média aritmética de cada articulação foi obtida em cada fase do movimento. Assim, ocorreu maior flexão de quadril (66,5°) na fase 2, a qual o indivíduo deve realizar maior elevação do joelho antes efetuar o golpe. Na fase 3, que advém do contato do pé no saco, ocorre uma extensão (83,8°). Em relação ao joelho, observou-se maior flexão na fase 2 (104,7º), favorecendo sua elevação. A flexão na fase 4 auxilia no retorno do membro ao solo (127,5º). Observou-se uma extensão do joelho na fase 3 (142,7º) e o tornozelo também apresenta uma extensão durante o chute (98,6º). Conclui-se que este chute possui uma sequência biocinemática importante para que seja executado adequadamente. Estes achados podem contribuir na compreensão do movimento e na elaboração de estratégias de ensinoaprendizagem do chute.
1955 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO CARDIOMETABÓLICOS EM ATLETAS DE FUTEBOL AMERICANO EM MINAS GERAIS André Henrique de Azevedo Gomes;Cassiano Douglas de Carvalho;Sarah Andrade da Silva;Alessandro de Oliveira; Fatores de Risco. Atletas. Futebol. Estudos apontam que a prática de treinamento físico, visando alto rendimento, pode ocasionar na diminuição da qualidade de vida dos atletas. Em alguns desportos, dentre eles o futebol americano, a especificidade do jogo pode proporcionar uma maior prevalência de fatores de riscos cardiometabólicos (FRC). Sendo assim, o presente estudo buscou, por meio de pesquisa transversal, analisar a prevalência de FRC em atletas de futebol americano em duas equipes profissionais da Liga Nacional de Futebol Americano situadas em Minas Gerais. Para tal, 109 atletas do sexo masculino foram avaliados quanto às variáveis pressóricas sistólicas (PAS) e diastólicas (PAD) e, antropométricas, para os cálculos dos índices de massa corpórea (IMC) e razão cintura-estatura (RCE). No entanto, apenas 40 dos partícipes realizaram a coleta bioquímica para análise dos níveis séricos de colesterol total e frações (CT, HDL-c); glicose (GLIC) e triacilglicerol (TRIG), bem como, para averiguar diagnóstico de síndrome metabólica (SM). A análise estatística foi do tipo descritiva e categórica, sendo os dados apresentados por meio de frequência relativa. O estudo verificou que dos 40 partícipes, 7,5% 47,5% e 5% eram hiperglicêmicos (GLIC > 99mg/dL), dislipidêmicos (TC > 190 mg/dL e/ou HDL-c < 40mg; dL), e hipertrigliceridêmicos (TRIG > 150mg / dL), respectivamente. Além disso, 47,5% foram classificados como (pré) hipertensos e, 20% diagnosticados com SM. Quanto ao perfil físico, a prevalência de obesidade (IMC> 30,0kg / m²) foi de 25% e, 45% dos partícipes apresentaram obesidade central (RCE > 0,50). Por fim, o presente estudo conclui que, apesar de se tratar de praticantes de exercícios físicos voltados para a ganho específico de condicionamento físico (futebol americano), tal prática não corrobora para uma menor prevalência de FRC. A especificidade do jogo, especificamente em determinadas posições de jogo, pode ser um fator importante para tais achados, sendo necessários estudos com amostras mais robustas para averiguação de tal hipótese. No entanto, a ausência de um grupo controle torna necessária a realização de nova pesquisa para melhor discussão dos resultados.
1956 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A ATIVIDADE FÍSICA DIMINUI OS NIVEIS DE GLICOSE SANGUÍNEA EM RATOS WISTAR Daiane Sayure Nakama;Vinicius Dias Rodrigues; Ambiente enriquecido. Efeitos crônicos. Roedores. Uma dificuldade metodológica para o contexto cientifico, é verificar o verdadeiro impacto da atividade física em experimentos com modelo animal. Porém, uma possibilidade de estimulo é o ambiente enriquecido, ele é construído através da inserção de objetos diferentes, tais como brinquedos, roda, cama ou até mesmo o aumento do ambiente vivenciado pelo animal, tais estímulos proporcionam ao animal bem-estar psíquico e fisiológico, pode reduzir o estresse, distúrbios comportamentais e até aumentar a expectativa de vida. Portanto, o objetivo desse estudo foi verificar os efeitos crônicos da atividade física em ambiente enriquecido nos níveis de glicose sanguínea em ratos Wistar. Foram utilizados ratos machos, pareados por peso e idade. Eles foram distribuídos aleatoriamente em 2 grupos, de acordo com o tratamento recebido: sedentários controles (n=6) e atividade física experimental (n=6). Foi realizado mensuração da glicose sanguínea 24 horas antes e após 45 sessões de atividade física (uma sessão diária) em ambiente enriquecido. O grupo experimental que realizou atividade física em ambiente enriquecido por 30 minutos durante 45 sessões, ocorreu no grupo experimental uma diminuição na glicose sanguínea, a diferença antes e depois não foi significativa (p= 0,175). Com relação ao grupo controle, ocorreu aumento dos níveis de glicose sanguínea e não ocorreu diferença significativa (p= 0,162). Com relação a comparação dos valores de delta ocorreu diferença significativa (p= 0,047). Os efeitos da atividade física no ambiente enriquecido mostraram novas possibilidades de estudos experimentais com ratos Wistar.
1957 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AÇÕES DE UM PROGRAMA PÚBLICO PARA IDOSOS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 Giselle Alves de Moura; COVID19. Pandemia. Idoso. No primeiro trimestre de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, caracterizando-a como uma pandemia. As principais recomendações para evitar a propagação da doença e a sobrecarga no sistema de saúde são as medidas de isolamento e distanciamento social. Esses cuidados valem sobretudo para os idosos, pois fazem parte dos grupos de risco para a doença. O objetivo deste estudo é apresentar uma iniciativa adotada pelo Programa Vida Ativa para estimular idosos a praticar exercício físico em casa. Esse programa é de caráter público e oferece atividade física para adultos e idosos, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Belo Horizonte. Com a interrupção das aulas presenciais, a partir de maio de 2020 as atividades tem sido ofertadas de forma remota, com duração média de 15 minutos. As atividades propostas são gravadas, editadas e disponibilizadas na plataforma digital da prefeitura, com livre acesso a todas as pessoas. Ao longo do processo os alunos são informados por telefone sobre a nova forma de atendimento. Os resultados esperados com esse formato de trabalho são: amenizar os impactos do isolamento social; auxiliar na organização de uma rotina diária do idoso; reduzir o estresse e ansiedade; além do contato virtual com os professores. Para aqueles que não têm acesso à Internet o Vida Ativa está em fase final de elaboração de cartilhas com exercícios de alongamentos e mobilidade articular. Além dos benefícios citados espera-se que o ato de exercitar com regularidade possa auxiliar na manutenção da saúde óssea, muscular e articular. Até o mês de julho foram gravadas 10 videoaulas, alcançando 10.000 visualizações. Em virtude dos fatos mencionados, ressalta-se que o trabalho coletivo de toda a sociedade é primordial para auxiliar os idosos a enfrentar de forma equilibrada o momento, incentivando-os a se manterem ativos.
1958 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANÁLISE DA FORÇA DE PREENSÃO MANUAL DE MULHERES COM E SEM MASTECTOMIA EM MONTES CLAROS/MG João Antonio Cardoso Oliveira;Vinicius Dias Rodrigues; Força Absoluta. Câncer. Mulher Introdução: O carcinoma é uma doença que afeta diversas partes do corpo, sendo o câncer de mama um dos mais frequente em mulheres no Brasil e em alguns casos resultando na mastectomia, sendo retirada parcial ou total da mama. Devido as sequelas pós cirúrgicas, como o linfedema, a maioria apresenta uma perda da amplitude de movimento e força de preensão manual. Objetivo: Analisar a força de preensão manual em mulheres mastectomizadas praticante de exercício físico. Metodologia: Estudo analítico, transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 27 idosas do Estratégia de Saúde da Família (Vila Oliveira) e 26 idosas do Projeto Presente com Mastectomia realizado no Laboratório do Exercício na Universidade Estadual de Montes Claros/MG. O primeiro grupo não realizava exercício físico logo foram caracterizadas como grupo controle. O segundo grupo realizava exercícios físicos pelo menos duas vezes na semana há mais de seis meses. Portanto a amostra foi avaliada através da força manual usando o dinamômetro. Foram analisados as média e desvio padrão utilizando a análise estatística SPSS, versão 19.0, para Windows® . Resultados: A média de força manual do grupo caso no braço direito (14,95 kgf) e braço esquerdo (14,49 kgf) foi menor que a média do grupo controle no braço direito (18,34 kgf) e do braço esquerdo (16,84 kgf). Somente o braço direito apresentou diferença significativa. Conclusão: Observou-se que as mulheres mastectomizadas apresentaram perda da força manual, devido ao aumento da idade, quanto às sequelas pós-operatórias de linfoedemas. Sendo assim, o trabalho de força é de suma importância para independência nas atividades de vida diária.
1959 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ATITUDES EXPLÍCITAS A ATIVIDADE FÍSICA EM ADULTOS FISICAMENTE ATIVOS E INATIVOS Sérgio Medeiros dos Santos Filho;Hassan Mohamed Elsangedy; Atitudes Explícitas. Exercício Físico. Comportamento. Introdução: A prática regular de atividade física proporciona bem-estar físico e psicológico, contudo, grande parcela da população adulta não consegue atingir os níveis recomendados de atividade física semanal, sendo a inatividade física um dos maiores problemas da saúde pública do século atual. O comportamento da atividade física tem sido explicado parcialmente pelas atitudes explícitas, que são processos deliberativos e conscientes que demandam da capacidade racional. Entretanto, informação é limitada acerca da influência das atitudes explícitas em pessoas que praticam ou não atividade física regular. Objetivo: Comparar as atitudes explícitas para atividade física entre adultos fisicamente ativos e inativos. Métodos: Estudo transversal realizado com 162 adultos (62,3% feminino; 61,7% fisicamente inativos; idade: 33,7 ± 10,3 anos; Índice de massa corporal: 26,2 ± 5,4 kg/m²). O nível de atividade física foi avaliado por acelerômetro (Actigraph, modelo GT3X) durante 7 dias consecutivos. Um questionário de atitudes explícitas foi aplicado (i.e., benefícios percebidos, contra percebidos, norma social, modelagem social, autoeficácia e intenção ao exercício). Um teste U de Mann-Whitney foi executado para determinar se havia diferenças no escores do grupo de fisicamente ativos e inativos. Resultados: Foi observado que os adultos fisicamente inativos (média de classificação = 89,2) apresentaram maiores escores de benefícios percebidos a atividade física, quando comparado aos adultos fisicamente ativos (média de classificação = 69,1; U = 2,331, z = -3,024, p = 0,002), bem como maiores escores de normas sociais (Inativos, classificação média = 87,1; Ativos, classificação média = 72,5; U = 2,539, z = -2,077, p = 0,038). Conclusão: Adultos fisicamente inativos percebem mais os benefícios da atividade física, e demonstram maior influência de expectativas sociais para realizar a atividade física em relação aos adultos fisicamente ativos.
1960 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ATIVIDADE FÍSICA E INTERVENÇÕES MENTE-CORPO EM TEMPOS DE PANDEMIA: COMO PRESCREVER E SUPERVISIONAR? Iaggo Raphael David;Renato Sobral Monteiro-Junior; Saúde Mental. Atividade Física. Pandemia. Introdução: A pandemia provocada pelo novo coronavírus, o SARS-CoV-2, impôs mudanças no comportamento social em todo o mundo. O isolamento social como forma de prevenção da contaminação representa uma dificuldade adicional para a prática de atividade física, sobretudo para os idosos. Uma maior dificuldade de acesso à atividade física regular e planejada aumenta a susceptibilidade dessa população ao desenvolvimento de doenças mentais e outras doenças crônicas, estas tidas como fatores de risco para a maior letalidade da COVID-19. Objetivo: O presente trabalho de revisão buscou estabelecer ferramentas, recomendações e estratégias para promoção de atividade física para idosos em contexto de isolamento social. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa direcionada para a elaboração de recomendações gerais (em formato de comentário) sobre possibilidades de intervenção à distância na prática profissional dos profissionais de educação física. Resultados: Vários instrumentos de comunicação e reunião virtuais (Google Hangouts; Zoom; GoToMeeting) têm sido apresentados no contexto de distanciamento social. Os profissionais da saúde devem buscar uma perspectiva multidisciplinar de atuação, fornecendo informações relevantes para segurança e saúde do cliente. Essas informações envolvem: 1) a necessidade da prática diária de atividades para benefícios ao corpo e mente, reduzindo o impacto psicológico da quarentena no isolamento social, pensamentos negativos, ansiedade e depressão; 2) fornecimento de informações de saúde, inclusive quanto ao risco da automedicação, prevalente em idosos que, por vezes, desconhecem os riscos envolvidos. Conclusão: A COVID-19 tem exercido impacto sobre os hábitos de atividade física. Este comentário fornece recomendações práticas para auxiliar os profissionais de educação física a prescrever e supervisionar exercícios para idosos, que podem ser realizados durante a pandemia através da adequação dessas práticas às peculiaridades dos recursos de comunicação digital e virtual disponíveis.
1961 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE CARDIOMETABÓLICA PARA A POPULAÇÃO RESIDENTE NOS DISTRITOS DE GOVERNADOR VALADARES Lívia Vilela Barros;Amanda Marinho Brasil;Letícia Silveira;Andressa Oliveira Silva Pimenta;Marina Ferreira de Lima;Yara de Oliveira Cândido Silva;Pedro Ian Barbalho Gualberto;Diego Alves dos Santos;Andréia Cristiane Carrenho Queiroz; Atividade Física. Saúde. Aptidão Física. A catástrofe socioambiental provocada pelo rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco em Mariana, impactou e impactará a saúde de milhares de pessoas ao longo de toda a bacia do Rio Doce; com efeitos a curto, médio e longo prazo. A maioria dos projetos existentes em Governador Valadares-MG são voltados para o atendimento da população residente na região urbana de Governador Valadares. A população residente nos distritos de Governador Valadares (zona rural da cidade) também foi sujeita aos desafios proporcionados pelo desastre, sendo que nessas regiões alguns desafios ainda foram agravados devido ao difícil acesso aos serviços de saúde e à ajuda humanitária. O presente projeto de extensão tem o objetivo de avaliar a saúde cardiometabólica e oferecer atividades educativas com orientações em relação à adoção de um estilo de vida ativo, visando à melhora da saúde das comunidades residentes nos distritos de Governador Valadares. O projeto ocorre através da realização de eventos de saúde em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS Central). Devido à distância de cada distrito em relação ao centro urbano da cidade, é possível a realização em um evento por dia no período da manhã. Durante esses eventos foi possível realizar o atendimento de 249 indivíduos adultos e idosos, distribuídos por 14 distritos diferentes. Durante os eventos os estudantes de graduação e pós-graduação, sob supervisão da orientadora, realizam as seguintes atividades junto à população: medidas de pressão arterial, peso, altura, circunferência de cintura, glicemia; informações educativas por meio de palestra e entrega de folhetos sobre doenças cardiometabólicas e sobre os benefícios da adoção de estilo de vida ativo; e aulas práticas de alongamento, ginástica e/ou atividade recreativas. Espera-se que o projeto contribua para que os atendidos adquiriram um estilo de vida ativo, favorecendo o bem estar físico e mental.
1962 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AVALIAÇÃO MOTORA E MORFOLÓGICA DE CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR Ana Clara Fernandes Schwambach;Jomilto Praxedes; Escolares. Avaliação Funcional. Composição Corporal. Durante a infância, momento em que a criança possui maior facilidade de aprendizado, a criança tenda a adquirir diversas habilidades. Contudo, nos últimos anos, com maior tempo destinados a televisão e jogos eletrônicos, além da alimentação inadequada, as crianças se tornaram menos ativas, resultando em um quadro de sedentarismo, sobrepeso e obesidade, o que pode comprometer a saúde, a qualidade de vida e a prática de exercícios físicos. Deste modo, o objetivo do estudo é identificar o nível de desempenho motor e o perfil de composição corporal de crianças em idade escolar. A amostra foi composta por 18 crianças de 7 e 8 anos de idade, divididos em dois grupos, o Grupo 1 (G1) com crianças de 7 anos e o Grupo 2 (G2) com as de 8 anos. Todos participavam da colônia de férias da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e também realizavam as aulas de Educação Física da escola. Foi mensurada a massa, estatura e as dobras cutâneas do tríceps e subescapular, assim, identificou-se o índice de massa corporal (IMC) e o percentua de gordura corporal (%G) (SLAUGHTER, 1988). Em seguida, para identificar o nível de desempenho motor utilizou-se o Test of Gross Motor Development (TGMD-2), que é composto por 6 habilidades locomotoras (HL), a saber, correr, galopar, saltitar, passo saltado, salto horizontal e deslizar; e 6 de controle de objeto (HC): rebater a bola, drible parada, pegar, chutar, arremesso sobre a cabeça e rolar com a mão baixa. O G1 e o G2 tiveram resultados superiores para as HL, em comparação as HC. As crianças de sete anos apresentaram maior %G e IMC, e melhores desempenhos nas HL e HC. Na composição corporal, apenas 12.5% do G1 apresentou percentual adequado, com 50% considerado baixo e 37.5% alto. No G2, 60% possuía percentual adequado e apenas 10% alto. Conclui-se que a composição corporal não afetou o desempenho motor das crianças avaliadas. Sugere-se a realização de estudos com outras faixas etárias e envolvendo outras variáveis de saúde.
1963 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CORRELAÇÃO ENTRE O TEMPO DE TELA E O TEMPO DE ATIVIDADE FÍSICA NO TEMPO LIVRE EM MULHERES PARTICIPANTES DO PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE BETIM Vinícius Coimbra Viana;Bárbara Zille de Queiroz; Atividade Física. Exercício Físico. Aptidão Física. A inatividade física (IF) é considerada um dos dez principais fatores de risco de morte em todo planeta, mas apesar do consenso acerca dos benefícios da atividade física (AF), 44,1% dos brasileiros são considerados insuficientemente ativos. Esses valores podem ser influenciados pelo tempo dispendido em uso de telas, já que a literatura aponta tal associação. Sendo assim, o objetivo do estudo foi verificar a correlação entre o tempo diário de tela em casa (TTC) e os minutos semanais de atividades físicas no tempo livre (AFTL) em mulheres participantes do Programa Academia da Saúde de Betim-MG (PAS). A amostra foi composta por 85 mulheres com idades entre 18 e 59 anos, que se matricularam no PAS em 2019. Os minutos semanais de AF foram obtidos através da multiplicação da frequência semanal de prática (dias de prática) pelos minutos diários despedidos com a AFTL. Para a definição do TTC, utilizou-se a soma das horas destinadas ao uso diário e residencial de aparelho celular, televisão e computador. Os dados foram retirados do banco de dados do PAS, que é alimentado pelas avaliações iniciais realizadas para o ingresso nas atividades do programa. O projeto foi aprovado pelo CEP Betim (CAAE:16804619.0.0000.5651). Foi realizada análise descritiva das variáveis e análise de correlação através do coeficiente de Spearman (p≤0,05). A média de idade foi de 40,29 (± 11,3) anos. O tempo semanal médio em AFTL foi de 95 (±129,5) minutos, e o TDTC apresentou média de 2h e 55min/dia (± 2,28). A prática de AFTL foi reportada por 43,4% da amostra, enquanto 56,6% não relatou esse comportamento. Foi identificada correlação inversa entre TTC e AFTL. Quanto maior foi o TTC, menores foram os minutos despendidos semanalmente com AFTL (p=0,03, r=-0,24). Os resultados apresentados trazem perspectivas importantes para a construção de estratégias de estímulo à prática regular de AFTL. Uma dessas estratégias pode ser a redução do TTC associado a ações de promoção da AFTL.
1964 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DE ATIVIDADES COGNITIVAS NOS SINTOMAS DEPRESSIVOS E COGNIÇÃO GLOBAL DE UM PACIENTE IDOSO HIPERTENSO: UM ESTUDO DE CASO Iara Heloísa Ramos Mendes;Renato Sobral Monteiro Junior; Cognitivo. Saúde Mental. Idoso. Introdução: A atividade física é reconhecida por promover a saúde, atuando na longevidade e melhoras fisiológicas, funcionais e nos transtornos de humor. No entanto, em relação às atividades cognitivas, são necessárias mais evidências sobre os benefícios nos sintomas depressivos. Objetivo: Avaliar o efeito de um programa de atividades cognitivas nos sintomas depressivos e cognição global de um paciente idoso hipertenso. Métodos: Estudo de caso realizado no Ambulatório de Neurociência do Exercício do Hospital Aroldo Tourinho, envolvendo paciente do sexo masculino com idade de 79 anos e nível superior completo. O paciente apresentava hipertensão arterial sistêmica (220 x 95 mmHg). Utilizou-se o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) para avaliar a cognição global e a avaliação dos sintomas depressivos foi realizada através da Escala Geriátrica de Depressão (GDS-15), no baseline e 3 meses após a intervenção. A intervenção foi composta de atividades cognitivas como: jogos de tabuleiro; cálculos; multiformas de encaixe; jogos de memória; bingo; jogos de busca visual; jogos de perguntas e respostas. A intervenção tinha duração de 30 minutos, sendo realizada duas vezes por semana. Os dados analisados fazem parte de um projeto aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual de Montes Claros (nº 1365041/2015). Resultados: Na reavaliação foi possível notar melhora na cognição global com aumento de 3 pontos no MEEM (pré=22, pós=25) e redução de 2 pontos nos sintomas de depressão no GDS-15 (pré = 7, pós=5). Conclusão: Atividades cognitivas variadas melhoraram a cognição global e reduziram os sintomas depressivos no idoso avaliado. Tais atividades mostram-se promissoras nesse tipo de tratamento.
1965 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DE EXERCÍCIOS MULTIMODAIS NA PRESSÃO ARTERIAL E NOS SINTOMAS DE ANSIEDADE DE UMA PACIENTE COM TAG: ESTUDO DE CASO Luciana Aparecida Coutinho;Renato Sobral Monteiro Junior; Saúde Mental. Hipertensão. Transtorno de Ansiedade Generalizada. Introdução: O exercício físico é uma alternativa para aliviar os sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o qual reduz a qualidade de vida. Objetivo: Analisar o efeito de um programa de exercícios multimodais na pressão arterial e nos sintomas de ansiedade de uma paciente com TAG. Método: Estudo de caso realizado no Ambulatório de Neurociência do Exercício do Hospital Aroldo Tourinho, envolvendo paciente do sexo feminino com idade de 73 anos, diagnosticada com TAG de acordo com avaliação psiquiátrica e rastreio de sintomas de depressão. Utilizou-se na avaliação a Escala Geriátrica de Depressão (GDS-15), que foi utilizada no baseline e após 90 dias a partir do início do programa de treinamento. Exercícios cognitivos, de força, aeróbio e dupla-tarefa (motor-motor e motor-cognitivo) foram prescritos com duração de 30 minutos, sendo 2 sessões semanais. Os dados utilizados fazem parte de um projeto aprovado no Comitê de Ética da Universidade Estadual de Montes Claros (nº 1365041/2015). Resultados: Houve redução de 6 pontos na GDS-15 (pré=7; pós=1). A paciente relatou melhora nas atividades de vida diária básica e instrumentais. No decorrer desse período a PA foi monitorada, resultando em estabilização (135x79 mmHg). Conclusão: Um programa regular de exercícios multimodais pôde ser eficaz para manutenção da PA e melhora dos sintomas de ansiedade.
1966 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DOS EXERCÍCIOS MULTICOMPONENTES EM PACIENTE COM DEMÊNCIA POR CORPOS DE LEWY: RELATO DE CASO Tayrine Resende de Oliveira;Renato Sobral Monteiro Junior; Exercício Físico. Corpos de Lewy. Saúde Mental. Introdução: O envelhecimento está associado à prevalência de doenças neurodegenerativas, como a demência por Corpos de Lewy. É necessário estratégias para o tratamento adjuvante dos pacientes com tal doença. O exercício físico é um método não farmacológico no tratamento e prevenção de doenças crônicodegenerativas, podendo apresentar efeitos importantes no sistema nervoso central. Objetivo: Avaliar o efeito de um programa de exercícios multicomponentes em paciente com demência por Corpos de Lewy. Métodos: Estudo de caso realizado no Ambulatório de Neurociência do Exercício do Hospital Aroldo Tourinho, envolvendo paciente frágil (sexo feminino, 72 anos), diagnosticada por neurologista com demência por Corpos de Lewy. Nas avaliações foram utilizados o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) para cognição global, a Bateria de Avaliação Frontal (FAB) para funções executivas e Testes Físicos Funcionais (Dinamometria e Levantar e Sentar) para rastrear fragilidade, antes e após 3 meses do programa de exercícios. Atividades cognitivas, dupla tarefa e exercícios aeróbio e de força foram realizados uma vez por semana, com duração de 1 hora. Aprovado pelo comitê de ética da Universidade Estadual de Montes Claros (nº 1365041/2015). Resultados: Comparando com a primeira avaliação, a paciente estava mais lúcida e atenta às perguntas nos testes. No MEEM foi observado um aumento de quatro pontos (pré= 6, pós= 10) e no FAB manteve o mesmo score (pré=5, pós=5). No baseline não foi feito a Escala Geriátrica de Depressão (GDS-15) pois a paciente não compreendia as perguntas, entretanto na segunda avaliação o GDS pontuou 10 pontos. Nos testes físicos, houve melhora no teste Up and Go (pré=46, pós=27), além do equilíbrio, postura corporal e capacidade de comunicação. Conclusão: Um programa de exercícios multicomponentes mostrou melhora na cognição global, manteve estabilizada as funções executivas, melhorou a comunicação pessoal e marcha de uma paciente com demência por Corpos de Lewy.
1967 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITOS DE TRATAMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Bruno Henrique de Souza Fonseca;Rafael Silveira Freire; Doença de Parkinson. Qualidade de Vida. Distúrbios Motores. A Doença de Parkinson (DP) é definida como uma condição crônica e degenerativa do sistema nervoso central, caracterizada pela perda de neurônios motores da substância negra, levando a diminuição dos níveis de dopamina nas vias negroestriatais. O paciente com DP apresenta disfunções ou distúrbios motores tais como tremores de repouso, rigidez muscular, lentidão do movimento, além de acometer a marcha e o padrão postural, com o indivíduo apresentando uma postura característica da doença, com aumento da cifose torácica e da flexão de tronco, protrusão de cabeça, ombros rodados internamente e leve flexão de joelho. O comprometimento físico-mental associado com os sinais e sintomas e aos distúrbios secundários da DP pode resultar num agravamento considerável da qualidade de vida (QV), o que pode levar o indivíduo portador dessa condição ao isolamento social. Portanto esta pesquisa objetivou em revisar periódicos acerca do tema proposto e ressaltar a importância da pluralidade dos tratamentos para indivíduos com a Doença de Parkinson se beneficiarem. O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa dos periódicos publicados na base de dados SciELO. Ao analisar as publicações sobre os efeitos de programas de exercícios em paciente com DP, foi observado uma melhora da qualidade de vida na amostra de todos os estudos incluídos, porém a quantidade escassa de indivíduos compondo as amostras pode impactar nos resultados apresentados, uma vez que ao associar o tratamento farmacológico com exercícios físicos em indivíduos com DP podem retardam o avanço e evitar a progressão da doença. Ressalto ainda a importância de novos estudos do mesmo cunho com amostras maiores e possíveis comparações de tratamentos para uma maior análise dos dados.
1968 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITOS DO TREINAMENTO AERÓBIO EM IDOSO COM QUADRO DE HIPERTENSÃO: UM ESTUDO DE CASO Lawrey Vanessa Rocha Soares;Vinicius Dias Rodrigues; Hipertensão arterial. 3ª idade. Atividade física A hipertensão é uma doença que afeta cerca de 20 a 30% dos adultos, a um nível mundial, contribuindo para altas taxas de mortalidade relacionadas à acidente vascular encefálico, infarto do miocárdio e doença renal crônica. O objetivo do estudo foi verificar os efeitos do programa de exercício aeróbio nas variáveis hemodinâmicas, cardiorrespiratória, imunológica, hematológicas, bioquímicas e na composição corporal do indivíduo em questão. Metodologia: O presente estudo trata-se de um estudo de caso, que foi realizado com um idoso do sexo masculino, hipertenso há mais de 20 anos, sob realização de tratamento medicamentoso, com idade de 76 anos, sedentário e ex-tabagista. A pesquisa teve duração de 8 semanas de treinamento aeróbio, sem orientação nutricional. O treinamento aeróbio foi realizado três vezes por semana, durante oito semanas, com duração média diária de 60 minutos, sendo iniciado por aquecimento de 10 minutos (zona lipolítica), desenvolvimento do treino de 40 minutos (zona glicólica) e desaquecimento de 10 minutos (zona de manutenção). Resultados: Com base na análise dos dados gerados pelo estudo, foi possível observar respostas positivas ao exercício aeróbio nas variáveis pressão arterial, colesterol total, VO2 máx. e variáveis antropométricas. As outras variáveis (Hematológica, imunológica e bioquímica) do estudo não tiveram modificações. Ao fim do estudo, fez-se possível a conclusão de que o exercício aeróbio apresentou como uma alternativa eficaz de tratamento para o indivíduo hipertenso.
1969 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTUDO DO DESEMPENHO DOS PADRÕES FUNCIONAIS DE MOVIMENTO DE JOVENS ADULTOS FISICAMENTE ATIVOS Matheus Ramos da Cruz;Jomilto Praxedes; Atividade Física. Desempenho. Avaliação Funcional No âmbito do esporte e da exercitação física, as avaliações se apresentam como um importante componente que verifica os efeitos e ou a eficácia de um determinado treinamento sobre a performance humana. Dentre os diferentes protocolos que avaliam o desempenho físico destaca-se o Functional Movement Screen (FMS) que tem como intuito examinar, qualitativamente, sete padrões motores funcionais (PMF) presentes nas práticas físico-desportivas, auxiliando a identificação de possíveis assimetrias e disfunções referentes a mobilidade articular, equilíbrio estático e dinâmico e estabilidade muscular. Diante do exposto, o presente estudo objetivou avaliar o desempenho de PMF de jovens adultos fisicamente ativos para assim subsidiar informações que integrem treinamentos personalizados e minimizem possíveis lesões. Dez homens saudáveis, com idades entre 19 e 25 anos, realizaram a FMS. A bateria de testes é composta por sete provas a saber: Agachamento profundo, passada sobre a barreira, avanço em linha, mobilidade de ombros, elevação de perna estendida, estabilidade de tronco e estabilidade rotacional. Cada padrão realizado é avaliado com notas de 0 a 3, sendo aconselhável que ao final do teste o avaliado apresente um score, por meio de um somatório de notas, ≥ 14 para ser menos propenso a lesões. Como resultados foi constatado que a média do score obtido pelos sujeitos do estudo foi de 13,9 ± 2,18, sendo inferior ao índice total adequado da avaliação e contrariando os achados de estudos que avaliaram jovens atletas (ALFONSO-MORA et al., 2017; D’ÁVILA et al., 2020; JUNIOR et al., 2020). Foram observados maior incidência de assimetrias no teste de mobilidade de ombros e padrões motores inadequados de valgismo dinâmico de joelhos no agachamento profundo, anteriorização do tronco no avanço em linha e rotação externa de quadril na passada sobre a barreira. Sugere-se que outras avaliações motoras sejam realizadas com outros PMF para mapear mais afundo o desempenho funcional desta população.
1970 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EXERCÍCIO RESISTIDO PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DOENÇAS CARDIOMETABÓLICAS EM ADULTOS E IDOSOS DE GOVERNADOR VALADARES Ferreira de Lima;Lívia Vilela Barros;Andressa Oliveira Silva Pimenta;, Yara de Oliveira Cândido Silva;Pedro Ian Barbalho Gualberto;Diego Alves dos Santos;Andréia Cristiane Carrenho Queiroz; Treinamento de Força. Idosos. Doenças Crônicas não Transmissíveis. Parques e praças públicas são ambientes ideais para a prática de atividade física, visto que são facilmente acessíveis à população. Na cidade de Governador ValadaresMG, existem aproximadamente 20 academias da terceira idade (ATIs) ao ar livre, que são compostas por equipamentos que permitem a realização de exercícios para o desenvolvimento de resistência e força muscular. O objetivo desse projeto de extensão é estimular e dar condições para a prática segura de exercícios resistidos nas ATIs de Governador Valadares. Antes de receberem orientações, os participantes passam por uma avaliação de saúde e da aptidão física. Caso apresentem alguma impossibilidade de realizar o exercício resistido, eles recebem orientação para prática de outro tipo de exercício ou recebem uma carta de encaminhamento para investigação médica antes do início de qualquer tipo de atividade física. As aulas supervisionadas acontecem 2 vezes por semana com duração média de 30 minutos e são ministradas pelos alunos de graduação e pós-graduação, sob supervisão da coordenadora do projeto. Nestas aulas supervisionadas os participantes recebem orientação para a execução correta dos movimentos e sobre a correta utilização dos equipamentos das ATIs academia ao ar livre. Além disso, todos os participantes recebem um folheto educativo com a prescrição individualizada dos exercícios resistidos, para que eles possam continuar a prática de forma correta e independente em qualquer uma das ATIs distribuídas pela cidade. O projeto também oportuniza que os estudantes de graduação e pós-graduação tenha interação com a comunidade, os tornando profissionais mais sensibilizados ao cuidado em saúde, além de promover uma atuação interprofissional destes estudantes na área da atividade física para prevenção e tratamento de doenças cardiometabólicas.
1971 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS PODEM PREVER A MATURAÇÃO MORFOLÓGICA EM PRÉ(ADOLESCENTES) DE UMA ESCOLA PRIVADA EM MINAS GERAIS? Sarah Andrade da Silva;Renata Luiza Silva Oliveira;, André Henrique de Azevedo Gomes;Alessandro de Oliveira; Escolares. Antropometria. Morfologia. Por vários anos, a idade cronológica esteve relacionada à idade maturacional. No entanto, o uso de ferramentas de acompanhamento maturacional, vêm demonstrando resultados conflitantes para o uso desta variável. Este estudo objetiva analisar a associação de índices antropométricos (IA) e a maturacional morfológica (MM) de alunos de uma escola privada em Minas Gerais. O estudo, do tipo transversal, teve como público alvo escolares do 6º ao 9º ano do ensino fundamental [n=37, (16♀ e 21♂)]. Ao constatar a não associação entre os IAs [Índice de Massa Corpórea (IMC), perímetro de cintura (CC) e quadril (CQ) e razão cintura estatura (RCE) e cinturaquadril (RCQ)] e o sexo dos partícipes, por meio da razão de verossimilhança, a previsibilidade dos IAs avaliados e a MM dos partícipes, foi calculada por meio de regressão linear simples (p<0,05). Os resultados demonstraram que o IMC [F (1, 35) = 2,160, p>0,05; R² = 0,058] e a CC [F (1, 35) = 0,066, p>0,05; R² = 0,002], não apresentaram correlação, nem previsão para a MM. Quanto à RCE, embora tal parâmetro tenha apresentado correlação, o mesmo não se mostrou preditor para a MM [F (1, 35) = 3,333, p>0,05; R² = 0,087]. Curiosamente, a CQ [F(1, 35) = 13,837, p<0,01; R² = 0,283] e a RCQ [F(1, 35) = 25,032, p<0,001; R² = 0,417] apresentaramse como bons preditores para a MM. Desta forma, a MM, expressa em percentual da estatura prevista corresponde a 59,527 + 0,340*(CQ) sendo a CQ expressa em centímetros, ou 134,77 - 60,327*(RCQ). Por fim, o presente estudo sugere que CQ e RCQ são possíveis preditores de MM. No entanto, estudos com número amostral mais robusto tornam-se necessários para averiguar tais resultados.
1972 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA INOVAÇÃO, TECNOLOGIA, MEDIDAS E AVALIAÇÃO NO ESPORTE E SAÚDE Jéssica Reis Buratti;Nayara Christine Souza;Viviane Ceccato Coelho;Eliane Assouf;José Irineu Gorla;José Irineu Gorla; Neurometria. Sistema Nervoso Autonômico. Esporte e saúde A utilização de recursos tecnológicos para avaliar atletas, pode contribuir para o aumento da eficiência do treinamento e, principalmente, para a melhoria do desempenho esportivo (OKAZAKI et al., 2012). Avaliar diferentes aspectos no desempenho do indivíduo, dentre eles aspectos fisiológicos, funcionais e de saúde mostra-se de fundamental importância devido a sua influência na vida diária. Desse modo, o equipamento de Neurometria (neuro = neurofisiologia; metria = medida, captações de sinais fisiológicos), conhecido pela técnica de Neurometria Funcional constitui um conjunto de ferramentas que se utiliza de técnicas e procedimentos cientificamente comprovados, reconhecidos mundialmente, para evidenciar a interação entre cérebro, corpo e comportamento. O termo funcional está relacionado à variabilidade do funcionamento do SNA, sistema imunológico e metabólico, ou seja, quanto maior e melhor a variabilidade, mais funcional e adaptativo esses sistemas se encontrarão e, associados ao sistema cognitivo, poderão intervir em ações terapêuticas, psicoterapêuticas, medicamentosas e alimentares (GORLA et al., 2019). Os resultados gerados através da técnica pelos exames de DLO e POC possibilitam identificar e analisar possíveis alterações de comportamentos e desequilíbrios funcionais do SNA, bem como o predomínio de ondas cerebrais. O monitoramento aumenta as possibilidades de realizar correlações entre as reações neurofisiológicas e comportamentais. A neurometria funcional se mostra um instrumento valioso, sendo uma evolução em equipamentos tecnológicos, ao oferecer um conjunto de ferramentas que abrange diferentes áreas do sistema nervoso, mas que, acima de tudo, objetiva contribuir com o ser humano de forma integrada, promovendo a diminuição dos riscos de doenças funcionais, redução de níveis de estresse e ansiedade, aumentando a capacidade de concentração e raciocínio (PEREIRA, 2019), utilizando de métodos que estimulam o cérebro, em especial o sistema límbico, estimulando a plasticidade neuronal.
1973 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MOTIVOS DE ADESÃO E ADERÊNCIA EM PRATICANTES DO MÉTODO PILATES Angélica Danielevicz;Maria Eduarda de Moraes Sirydakis;Soraia Cleusa dos Santos;Rodrigo Sudatti Delevatti; Método Pilates. Exercício Físico. Atividade Física. O método Pilates foi criado pelo alemão Joseph H. Pilates. Tal método proporciona a conexão de corpo, mente e espírito, caracterizando-se como um programa de treinamento físico e mental, tendo como base a consciência de todos os movimentos musculares, controlados e precisos. Atualmente o número de pessoas inativas fisicamente ainda é alto, o que traz a necessidade de estudos acerca dos motivos para adesão e aderência dos indivíduos em diferentes modalidades de exercício físico, como o Pilates. Objetivo: Investigar os motivos de adesão e aderência à prática regular do método Pilates. Método: A amostra da pesquisa constitui-se por 12 indivíduos maiores de 18 anos, de ambos os sexos, praticantes de Pilates há mais de um ano em um estúdio localizado em Florianópolis (SC). Utilizou-se questionário adaptado da Yoga para o Pilates, constituído por 22 questões semiabertas, sendo as questões 12 13 e 14 respondidas por ordem de importância, cujas três questões o indivíduo em sua percepção, enumerou 1 quando considerada a mais importante, 2 como importante, 3 como relativamente importante e 4 como menos importante. O estudo é caracterizado de natureza qualitativa, e os dados foram apresentados descritivamente por frequência absoluta e relativa. Resultados: Os indivíduos procuram o Pilates principalmente por indicação médica e se mantém na prática principalmente pela saúde física e mental. Conclusão: Os motivos de adesão e aderência estão associados, sendo que procuraram a atividade por indicação médica e se mantiveram pela melhora da saúde física e mental.
1974 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MOTIVOS PARA A NÃO ADESÃO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS EM CASA DURANTE A PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS Vinícius Moreira Neves Reis;; Letícia Maria Cunha da Cruz;Mariana Moratori Pires;Jéssica Aparecida Campos;Matheus Felipe de Oliveira Neves;Carlos Alberto Camilo Nascimento; Exercício Físico. COVID-19. Pandemia Devido à pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), o Ministério da Saúde disponibilizou recomendações para a prevenção à COVID-19, entre elas, evitar a circulação desnecessária nas ruas. O índice de isolamento social, desenvolvido pela Incolo, chegou a registrar 62,2% no final de março, mostrando adesão de grande parte da população brasileira, no início da disseminação do vírus pelo país. Entretanto, segundo CHEN et al. (2020), ficar longos períodos em casa pode intensificar comportamentos que levam ao sedentarismo, prejudicando a saúde da população. Identificar os principais motivos para a não adesão de exercícios físicos em casa durante um período da pandemia do novo coronavírus. A pesquisa contou com 98 voluntários, sendo excluídos aqueles que respondessem que estavam praticando periodicamente exercícios físicos. A amostra foi composta por um total de 44 indivíduos, praticantes de natação, participantes do projeto Movimente-se Vip (MOVIP – UFJF) com idade média de 32,8 (DP =11,3) anos, sendo 16 homens e 28 mulheres. Foram disponibilizados durante 8 semanas, treinos online para os participantes, incentivando a prática continuada de exercícios físicos durante a quarentena. Após esse período os voluntários responderam um questionário online, via Google Forms. Os dados foram categorizados e analisados através da frequência de respostas. A partir das respostas, foram encontrados os principais motivos para a não adesão ao exercício físico durante parte da quarentena. Entre eles, o principal motivo destacado foi preguiça/desmotivação/desânimo 61,3% (n=27), seguido por questões de saúde 20,4% (n=9), trabalho/falta de tempo 11,3% (n=5), falta de espaço/falta de equipamento 6,8% (n=3). Diante dos resultados apresentados foi possível traçar estratégias mais próximas para minimizar as causas da não adesão aos exercícios, bem como orientar sobre os benefícios aos participantes, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.
1975 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MULHERES CORREDORAS DE RUA AMADORAS APRESENTAM MAIOR NÍVEL DE AUTOPERCEPÇÃO DO CRONOTIPO QUE HOMENS Moisés Vieira de Carvalho;Juliana Bohnen Guimarães;Camila Cristina Fonseca Bicalho;Frederico Sander Mansur Machado;Breno Barreto Lopes;Cândido Celso Coimbra; Atletismo. Exercício Físico. Ciclo Circadiano. Oficialmente, as corridas de rua realizadas em território nacional são regulamentadas pela Confederação Brasileira de Atletismo, seguindo as regras internacionais. Na prática, a modalidade envolve homens e mulheres de várias idades e níveis de aptidão física e, adicionalmente, as provas acontecem em diferentes horários do dia. Em conjunto, esses múltiplos fatores proporcionam um desafio para corredores e treinadores, sobretudo do ponto de vista da organização temporal da performance esportiva. Assim, o objetivo principal desse estudo foi verificar o nível de autopercepção do cronotipo de corredores de rua amadores e testar a existência de associação do cronotipo com o gênero, idade e horário preferido de treino. A amostra foi composta por 166 corredores de rua amadores, sendo 89 mulheres (38,9 ± 11,2 anos) e 77 homens (38,0 ± 9,7 anos). O cronotipo foi identificado através da versão brasileira do questionário de Matutinidade-Vespertinidade (HO) via plataforma Google Drive–Google. Tendo como referência o horário de treino preferido, mulheres matutinas e vespertinas apresentaram maiores níveis de autopercepção do cronotipo comparadas aos homens. De modo geral, os níveis de autopercepção de matutinos, indiferentes e vespertinos foram de 80,7%, 15,9%, 88,9%, respectivamente. A tipologia circadiana mais observada nas mulheres foi a matutina e nos homens indiferentes, sendo essa distribuição estatisticamente diferente (λ2=8,95; p=0,01). No entanto, não houve associação significativa entre o gênero e o horário preferido de treino (λ2=2,65; p=0,26). A idade, o gênero feminino e a preferência em praticar exercícios físicos durante o dia estão associados ao cronotipo matutino. Conclui-se que apesar da característica circadiana matutina dos praticantes amadores de corrida de rua corroborar o perfil de outros corredores, as mulheres mostraram maior sensibilidade sobre seus traços circadianos.
1976 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA, COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM POLICIAIS MILITARES DA CIDADE DE GOVERNADOR VALADARES/MG Pedro Ian Barbalho Gualberto;Rafaela Machado de Souza;, Andréia Cristiane Carrenho Queiroz;Pedro Henrique Berbert de Carvalho;; Luís Fernando Deresz; Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Atividade Física. Fatores de Risco. Este estudo transversal teve como objetivo caracterizar e verificar a associação do nível de atividade física (NAF), comportamento sedentário (CS) e fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV) em policiais militares. Foram coletados os seguintes dados: idade, tempo de função, índice de massa corporal, perimetria abdominal, CS, NAF e presença de fatores de risco para desenvolvimento de DCV, como hipertensão (HAS), diabetes e dislipidemia. Os militares foram estratificados em baixo (<600 METs/sem) e moderado/alto NAF (≥600 METs/sem). Foi realizada regressão logística binária multivariada para verificar se idade, tempo de função, NAF e CS eram previsores da classificação de risco para DCV (moderado/alto). As proporções foram analisadas pelo teste Qui-quadrado e as médias/medianas pelo teste t ou Mann Whitney. Dos 243 militares, foram avaliados 135 homens (55,5%), com mediana de 37 (28-53) anos de idade e de tempo de função de 13 (8-10) anos; 78,5% tinham sobrepeso/obesidade e 53,3% circunferência de cintura elevada (93,97 ± 8,76 cm); 12,6% HAS, 9,6% dislipidemia e 25,93% risco moderado/alto para DCV. O tempo de CS foi de 239,8 ± 112,2 min/dia e NAF de 2110 (0 – 21780) METs.min/sem. A regressão logística indicou que a idade estava associada ao risco cardiovascular (OR=1,280, IC 95% = 1,169 - 1,402, p<0,001). O grupo de baixo NAF apresentou maior tempo em exercício da profissão (14 vs. 12 anos), maior proporção de hipertensos (24,13 vs. 9,40%) e diabéticos (10,34 vs. 1,90%). Ainda que o NAF tenha sido diferente, o CS foi similar entre os grupos (baixo NAF = 219,7 ± 123,9 min/dia; moderado/alto NAF = 244,8 ± 108,9 min/dia). Os dados analisados indicam que a idade apresenta associação independente com a presença de risco moderado/alto para DCV e o CS é independente do NAF. Contudo, militares com níveis de NAF inferiores tem mais tempo de profissão e possuem mais fatores de risco para o desenvolvimento de DCV, do que os de NAF moderado/alto.
1977 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NÍVEL DE PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E PRESENÇA DE FATORES DE RISCO EM IDOSOS CADASTRADOS NA ESF DE GOVERNADOR VALADARES-MG Diego Alves dos Santos;Mateus Gonçalves da Silva;Andréia Cristiane Carrenho Q ueiroz; Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Atividade Física. Idoso A ocorrência de doenças cardiovasculares é associada à presença de fatores de risco. A prática de atividade física tem sido uma ferramenta importante na prevenção, controle e tratamento das doenças cardiovasculares e de alguns fatores de risco. O objetivo do estudo foi avaliar o nível de prática de atividade física e a presença de fatores de risco em cadastrados nas unidades da Estratégias de Saúde da Família (ESF) da cidade de Governador Valadares-MG. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF. Foram avaliados 194 idosos (68,5±5,5 anos, 66,5% mulheres) por meio de um questionário contendo perguntas sobre: características gerais, presença de doenças e fatores de risco autorreferidos e nível de prática de atividade física de lazer. Além disso, os idosos se submeteram às medidas de peso e altura, para o cálculo de índice de massa corporal (IMC). Os dados estão apresentados de forma descritiva. Em relação a prática de atividade física, 70,6% foram classificados como inativos (0 min/semana), 19,6% como insuficientemente ativos (1-149 min/semana) e 9,8% como ativos (≥150 min/semana). Em relação ao IMC, 57,2% foram considerados sobrepesados (≥27 kg/m²). Além disso, 68,6% e 32,5% autorrelataram presença de hipertensão arterial e diabetes, respectivamente, e 9,3% são fumantes. Os resultados apontaram baixo nível de prática de atividade física e uma presença de fatores de risco importantes, como hipertensão arterial, diabetes e sobrepeso. Esses dados demostram a importância do fortalecimento do serviço de saúde público na cidade e a necessidade de ampliação dos projetos educativos e de intervenção com o objetivo de estimular o aumento do nível de prática de atividade física para a população.
1978 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NÍVEL FUNCIONAL E DE ATIVIDADE FÍSICA EM IDOSOS COMUNITÁRIOS E SUA RELAÇÃO COMO A ESCOLARIDADE, RENDA MENSAL E O MEDO DE CAIR Bárbara Patrícia Santana Silva;Ana Paula Santos; Atividade Física. Equilíbrio. Idosos Envelhecimento saudável pode ser definido como o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite o bem-estar na idade avançada. Um dos instrumentos que avalia o nível funcional e de atividade física em idosos é o Perfil de Atividade Humana. O objetivo deste estudo foi verificar o nível de atividade física e funcional de idosos comunitários e correlacioná-lo com a escolaridade, renda mensal e o medo de cair. Trata-se de um estudo do tipo observacional com delineamento transversal. O Perfil de Atividade Humana e um questionário sociodemográfico foram aplicados em idosos comunitários dos municípios de Montes Claros e Diamantina (MG). Foi realizada estatística descritiva composta de medidas de frequência, de tendência central e variabilidade e inferencial – correlação de Pearson (p˂0,05) – através do programa SigmaStat 3.1. Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (protocolo CAAE: 16828619.0.0000.5108). Noventa e nove idosos foram avaliados, sendo 60 mulheres. A média de idade foi de 70 + 8 anos, a maioria (79%) possui renda mensal de um a dois salários mínimos, o tempo médio de escolaridade foi de 6,6 + 4,7 anos e 52% apresentavam medo de cair. Os idosos considerados ativos foram 32%, moderadamente ativos 52 % e debilitados 16 %. Houve correlações fracas entre o nível funcional e de atividade física e a escolaridade, renda e medo de cair (r = 0,335 p = 0,001; r = 0,200 p = 0,04; r = 0,361 p = 0,001, respectivamente). A maioria dos idosos comunitários avaliados foram moderadamente ativos e apesar da correlação fraca, na amostra estudada, os que possuíam maior escolaridade, renda e não tinham o medo de cair apresentaram maior nível funcional e de atividade física.
1979 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA O EXERCÍCIO FÍSICO AUMENTA AS INFECÇÕES DO TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR? João Guilhermo Rios Pimenta Fernandes;Cândido Celso Coimbra; Sistema Respiratório. Treinamento Físico. Sistema Imunológico. Infecções do trato respiratório superior (ITRS) são condições frequentes em atletas de todos os níveis, mas os tipos de exercícios que oferecem um maior risco de IRTS ainda permanecem em debate na literatura. Este trabalho teve o objetivo de analisar os efeitos de diferentes tipos de exercício na produção da imunoglobulina A (IgA) e imunoglobulina G (IgG). Com o propósito de elucidar esse problema, utilizamos como metodologia de pesquisa o sistema PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis), ferramenta utilizada para conduzir revisões sistemáticas e metanálises. Para realizar a coleta de dados foram pesquisadas as bases de dados Pubmed, Web of Science e EMBASE em junho de 2020. Foram usadas como palavras-chaves: Respiratory tract, Infection, Immune system, Exercise, Physical training, Sport, Exertion, Physical effort, Firefighters and Military. Foram encontrados 2509 artigos. Foram usados como critérios de exclusão: estudos de revisão, com animais, com crianças, estudos com sujeitos com alguma patologia associada. Após a exclusão de duplicatas (1419), exclusão após leitura dos títulos (516), leitura de resumo (385) e leitura de textos completos (146), foram usados 43 artigos no presente trabalho. O exercício físico agudo aumentou IgA em sujeitos fisicamente treinados (Tamanho de Efeito: TE: 0,68; 95% CI: 0,34 - 1,02), esse efeito foi maior em atletas submetidos a uma prova de ultramaratona (TE: 1,60; 95% CI: 0,20 - 3,01). Porém, atletas submetidos a provas de triathlon não apresentaram aumento de IgA (TE: 0,13; 95% CI: -0,06 - 0,33). Já o treinamento físico diminuiu os níveis de IgA (TE: -0,51; 95% CI: -0,95 - -0,07) e não modificou os níveis de IgG (TE: -0,31; 95% CI: -1,49 - 0,68). O presente estudo indica que após o exercício físico agudo, atletas estão mais susceptíveis à ITRS e que o treinamento crônico não modificou a proteção imunológica contra ITRS.
1980 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA POTENCIAL DOS EXERGAMES NA REDUÇÃO DE SINTOMAS DE DEPRESSÃO EM IDOSOS Elizabete de Oliveira Barbosa;Vinícius Dias Rodrigues;Renato Sobral Monteiro Junior; Exercício Físico. Idosos. Saúde Mental. A depressão é caracterizada por alterações no humor, afetando muitos idosos. A literatura tem mostrando a importância do exercício físico como tratamento não farmacológico para melhorar a saúde mental dessa população, mas poucos estudos têm investigado o efeito dos exergames sobre os sintomas depressivos. Objetivo: Analisar o efeito do treinamento com exergames comparado ao treinamento de força na redução dos sintomas de depressão em idosos não institucionalizados. Método : Participaram do nosso estudo 14 idosos, sendo 8 do grupo exergame (GEX) e 6 do grupo força (GF), com idade ≥60 anos. Os idosos foram submetidos à avaliação dos sintomas depressivos com a Escala Geriátrica de Depressão (GDS). Os treinamentos ocorreram duração de 30-45 min cada e 24 sessões, 2x por semana, com intensidade (moderada) controlada por meio da percepção subjetiva de esforço (moderada). O treinamento com exergame foi realizado com Nintendo Wii e a plataforma Wii Balance Board (Nintendo®, Kyoto, Japão), utilizando os jogos RowingSquat, Lunge, TableTilt, Sword Play Duel, Sword Play Showdown, Penguin Slide, Perfect 10 e Tilt City. No treinamento de força utilizou-se o remo agachamento, agachamento ântero-posterior, agachamento na cama elástica, puxada frontal na polia alta e adução de ombros com extensão de cotovelos na polia alta. O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para verificar a normalidade dos dados. O Teste t Independente e o teste U de Mann-Whitney para analisar a diferença entre os dados pós e pré-intervenções p ≤ 0,05. Em complemento, foi utilizado o tamanho do efeito (Cohen’s d). A interpretação dos valores de tamanho do efeito foi realizada de acordo com Hopkins: Trivial 0-0,19, Pequeno 0,2-0,59, moderado 0,6-1,1, Grande 1,2-1,9, muito grande 2-3,9, quase perfeito 4 e perfeito 4 Resultado: Os grupos eram homogêneos (Tabela 1) e apresentaram redução nos sintomas de depressão, porém sem diferença significativa(p>0,05). Entretanto, um tamanho do efeito muito grande de redução nos sintomas depressivos (-3,4) foi identificado no GEX em relação GF (Tabela 2). Conclusão: O treinamento com exergames tem maior potencial de reduzir os sintomas de depressão em idosos não institucionalizados do que o treinamento de força.
1981 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA REABILITAÇÃO CARDÍACA BASEADA EM EXERCÍCIO FÍSICO APÓS CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA. O QUE É MAIS IMPORTANTE: O TIPO OU O TEMPO DE TREINAMENTO? UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE Mateus da Costa Monteiro;Cândido Celso Coimbra; Treinamento. Reabilitação. Cirurgia Cardíaca. A Síndrome Coronariana Aguda é a maior causa de morbimortalidade no mundo. A cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM) é o principal método invasivo para o tratamento desta condição. Desta forma, esta revisão sistemática e metanálise teve por objetivo analisar os efeitos da reabilitação cardíaca baseada em exercício físico (RC) após a CRVM no desempenho físico. Para isto, a pesquisa bibliográfica foi realizada de acordo com as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis). A pesquisa foi realizada nas seguintes bases de dados: PubMed, Web of Science, MEDLINE e ProQuest utilizando combinações dos seguintes descritores: myocardial revascularization, exercise, exercise-based rehabilitation, exercise-based cardiac rehabilitation, cardiac rehabilitation, physical training, physical exercise, exercise rehabilitation, physical activity and cardiorespiratory fitness. Após o processo de seleção, foram incluídos 15 estudos na revisão sistemática. Na metanálise, foram incluídos 11 estudos (39 trials e 3865 indivíduos). Estes estudos foram agrupados para análise de acordo com o tipo de treinamento: combinado, aeróbio e treinamento intervalo de alta intensidade; e com a duração do treinamento: menor que 8 semanas e entre 8-12 semanas. Foi demonstrado que a RC aumentou significativamente o desempenho físico após a CRVM, com tamanho de efeito moderado (0,75; IC 95%: 0,62-0,88; p < 0,05). O treinamento combinado foi o tipo de treinamento que apresentou maior tamanho de efeito (1,04; IC 95%: 0,70-1,38; p < 0,05). Assim como o treinamento com duração de 8-12 semanas (1,20; IC 95%: 0,87-1,53; p < 0,05). Os resultados desta revisão sistemática e metanálise indicam que a RC aumenta o desempenho físico após CRVM. Recomenda-se que a prescrição da RC para estes pacientes enfatize o treinamento combinado com duração de 8-12 semanas, que foram mais efetivos em aumentar o desempenho físico.
1982 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PROJETO DE EXTENSÃO “ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE CARDIOMETABÓLICA” - CAMINHADA ORIENTADA E NÃO SUPERVISIONADA Andressa Oliveira Silva Pimenta;; Lívia Vilela Barros;Marina Ferreira de Lima;Pedro Ian Barbalho Gualberto;Diego Alves dos Santos;Andréia Cristiane Carrenho Queiroz; Doenças Cardiovasculares. Exercício Físico. Envelhecimento. O processo de envelhecimento, de forma concomitante ao comportamento sedentário, pode resultar em um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. É consenso na literatura que a prática de atividade física influencia positivamente na saúde da população. O Projeto de Extensão “Atividade física e Saúde cardiometabólica” tem como objetivo estimular que adultos e idosos aumentem o nível de prática de atividade física, por meio da prática de caminhada de forma orientada e autônoma. Em relação à sua metodologia, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF e é desenvolvido duas vezes por semana, em uma praça pública da cidade de Governador Valadares-MG. Os indivíduos adultos e idosos são recebidos, avaliados e orientador por alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de Educação Física, Medicina, Nutrição e Fisioterapia. As atividades do projeto são divididas em quatro etapas, sendo: 01) avaliação de saúde e da aptidão física para verificação de riscos e restrições; 02) caminhada orientada de 20 minutos com monitoramento da frequência cardíaca (FC) a cada 05 minutos por meio de um cardiofrequencímetro, com base na FC de treino calculada de forma individualizada; 03) caminhada orientada de 20 minutos com monitoramento da FC a cada 05 minutos pelo próprio indivíduo através da artéria radial; 04) caminhada de forma não supervisionada que pode ser realizada no mesmo local ou no local de escolha do indivíduo. Em relação aos seus resultados, até o momento mais de 250 indivíduos foram beneficiados pelas atividades deste projeto, e seus benefícios incluem o incentivo a realização de atividades físicas em locais públicos, de forma orientada e não supervisionada, com a possibilidade de controle da intensidade através da medida da FC. Ao longo dos anos, espera-se que essas ações proporcionem o aumento do nível de prática de atividade física e, consequentemente, a melhora da saúde cardiometabólica da população de Governador Valadares-MG.
1983 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AULAS DE ALONGAMENTO PARA FREQUENTADORES DE PRAÇAS PÚBLICAS - PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Yara de Oliveira Cândido Silva;Andressa Oliveira Silva Pimenta;Lívia Vilela Barros;Marina Ferreira de Lima;Pedro Ian Barbalho Gualberto;Diego Alves dos Santos;Andréia Cristiane Carrenho Queiroz; Doenças Cardiovasculares. Exercício Físico. Envelhecimento A baixa mobilidade articular, as lesões musculares e o déficit de produtividade nas tarefas cotidianas são resultados provenientes da ausência da prática de exercícios de alongamento. Além disso, sabe-se que essas alterações podem ser agravadas também pelo processo de envelhecimento. Este projeto de extensão tem como objetivo orientar a população adulta e idosa sobre a importância da prática de alongamento para a manutenção e melhoria da saúde. Em relação à sua metodologia, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF e ocorre 2 vezes por semana em uma praça pública da cidade de Governador Valadares. São ministradas até 4 aulas de alongamento por dia, com tempo médio de 40 minutos em cada aula. Os exercícios de alongamento são realizados tanto para o tronco, como para os membros superiores e inferiores, respeitando a individualidade e limitação dos participantes. As aulas de alongamento são ministradas por alunos de graduação e pós-graduação, sob supervisão da professora coordenadora do projeto. As aulas são realizadas em local coberto, com presença de ventiladores e os indivíduos são posicionados sob um tatame macio, com capacidade para até 12 participantes simultaneamente. Além das aulas práticas, os indivíduos recebem um folheto educativo com fotos e descrição de exercícios de alongamentos básicos, para que eles possam continuar a praticar de forma correta independente da presença do monitor. Em relação aos resultados, até o momento foram atendidos 1.119 indivíduos durante as aulas práticas de alongamento. Os benefícios do projeto incluem o incentivo a prática de alongamentos visando a redução de dores e riscos de lesões musculares/articulares, melhora da saúde, bem-estar e produtividade nas tarefas cotidianas. Além disso, o projeto auxilia na formação dos estudantes de graduação e pós-graduação, fortalecendo aspectos de interprofissionalidade e de promoção da saúde da população.
1984 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DO TREINAMENTO COM EXERGAMES NA FUNÇÃO COGNITIVA DE IDOSOS NÃO INSTITUCIONALIZADOS Elizabete de Oliveira Barbosa;Osmano Tavares de Souza;Vinícius Dias Rodrigues;Renato Sobral Monteiro Junior; Exercício Físico. Idosos. Saúde Mental. Introdução: As funções cognitivas reduzem conforme à idade. Estudos vêm mostrando a importância da estimulação cognitiva por meio do treinamento com exergame (dupla tarefa), para a prevenção e redução do declínio cognitivo. Objetivo: Analisar o efeito do treinamento com exergames nas funções cognitivas de idosos não institucionalizados e comparar ao treinamento de força. Método: Participaram do nosso estudo 14 idosos, sendo 8 do grupo exergame (GEX) e 6 do grupo força (GF), com idade ≥60 anos. Os idosos foram submetidos aos seguintes testes cognitivos, pré e pós-intervenções: Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Fluência verbal (FV), TrailMakingTest (TMT A). Os treinamentos ocorreram em 24 sessões, com duração de 30-45 min, duas vezes por semana, com intensidade controlada por meio da percepção subjetiva de esforço (entre 05 e 06 pontos). O treinamento com exergame foi realizado com um Nintendo Wii e a plataforma Wii Balance Board (Nintendo®, Kyoto, Japão), utilizando os jogos Rowing Squat, Lunge, TableTilt, Sword Play Duel, Sword Play Showdown, Penguin Slide, Perfect 10 e Tilt City. No treinamento de força utilizou-se o remo agachamento, agachamento ântero-posterior, agachamento na cama elástica, puxada frontal na polia alta e adução de ombros com extensão de cotovelos. O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para verificar a normalidade dos dados. O Teste t Independente e o teste U de Mann-Whitney foram utilizados para analisar a diferença entre os dados pós e pré-intervenções, adotando-se um p ≤ 0,05. Em complemento, o tamanho do efeito (Cohen’s d). Resultados: Não houve diferença significativa entre os grupos no desfecho investigado (p>0,05). Entretanto, o tamanho do efeito moderado (d=-1,17) de redução no tempo de execução do TMT A foi identificado no GEX em relação ao GF, assim como um efeito pequeno (d=0,34) no MEEM e trivial (d=-0,01) na FV. Conclusão: O treinamento com exergame pode melhorar clinicamente as funções cognitivas de idosos não institucionalizados.
1985 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA SAÚDE E MOBILIDADE: A UTILIZAÇÃO DA BICICLE Camille Contreras Martins Monteiro da Costa Mesquita;Nara Rejane Cruz de Oliveira; Bicicleta. Mobilidade urbana. Bem-estar e Saúde. Cicloativismo É intuitivo pensar na bicicleta a partir da leitura dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. As palavras sustentabilidade, resiliência e acessibilidade financeira quando somadas à “transporte” evidentemente compõem um caminho a ser traçado no sentido das políticas públicas cicloviárias. Mais um dos 17 objetivos apontados no documento da Agenda 2030 desenvolvida pela ONU é compatível com nosso objeto de estudo, uma vez que o objetivo 3 versa sobre bem-estar, vida saudável e prevenção de doenças. Itens que vão ao encontro das consequências da utilização de um modo de transporte ativo como a bicicleta. É visível a correlação entre saúde, bem-estar, políticas públicas e a utilização da bicicleta, seja como lazer ou como transporte urbano. A bicicleta é enquadrada enquanto transporte ativo e atividade física espontânea. Entretanto, há um baixo quantitativo de publicações dessa temática em periódicos indexados e compreendemos que isso é um indicador relevante das demandas científicas na atualidade. O objetivo de pesquisa é identificar os determinantes e os padrões de utilização da bicicleta entre a população que a utiliza como meio de transporte, associando às políticas de saúde e mobilidade nas cidades de Santos e São Paulo. Propõe-se uma pesquisa de abordagem mista (quantiqualitativa), realizando entrevistas semiestruturadas e questionários validados com todos os voluntários.Palavras-chave: Bicicleta. Mobilidade urbana. Bem-estar e Saúde. Cicloativismo
1986 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMISSÃO ORGANIZADORA Ester Liberato Pereira; ANAIS
1987 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CADÊ OS JOGOS OLÍMPICOS NOS CURRÍCULOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA? Igor Maciel da Silva;Renata Martins;Rodrigo Soares Lima; Jogos Olímpicos. Educação Física. Currículos. Esta pesquisa se trata de uma investigação preliminar cujo objetivo é averiguar em quais Universidades Federais (UF) de Minas Gerais (MG) o conteúdo Jogos Olímpicos (JO) ou nomes congêneres é presente nas propostas curriculares dos cursos de Educação Física (EF). O estudo se justifica devido a percepção de que esse é um objeto tão importante quanto aos outros na formação das pessoas que cursam a graduação em EF independente da modalidade, mas que aparenta não ser privilegiado, quando sim, é tratado como subtema nos planejamentos de outras disciplinas. O recorte da pesquisa foi feito tendo as UF de MG como ponto de partida, pois esse é o Estado brasileiro com o maior número de instituições do tipo e o do Sudeste que abriga mais UF. Não se levou em conta os campuses, apenas a instituição. Das dezenove UF dessa região, onze estão situadas em MG, nomeadamente: UNIFALi , UNIFEIii, UFJFiii, UFLAiv, UFMGv , UFOPvi, UFSJvii, UFUviii , UFVix, UFTMx e UFVJMxi. A metodologia se baseou na consulta on-line da estrutura curricular dos cursos. A pesquisa aponta previamente três considerações: 1) Das onze UF localizadas em MG apenas duas não oferecem o curso de EF, são elas, UNIFAL e UNIFEI. 2) Apenas e UFLA e a UFJF ofertam disciplinas que se relacionam aos JO, sendo que na primeira é oferecida de modo obrigatório a disciplina de ‘Educação Olímpica’, e na segunda é ofertado de modo eletivo o conteúdo ‘Estudos Olímpicos e Pesquisa Social’. 3) Tanto na ementa da UFLA quanto na da UFJF os Jogos Paralímpicos não são citados dentro das propostas de ensino dos Jogos Olímpicos.
1988 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMPOSIÇÃO DE UMA TEIA EQUESTRE: A EQUITAÇÃO EM MONTES CLAROS/MG Guilherme Carvalho Vieira;Ester Liberato Pereira; Equitação. História. Equoterapia Este estudo explora as figurações e circuitos de interdependência da equitação nortemineira. A equitação, segundo o Atlas do Esporte no Brasil, compreende as práticas do hipismo clássico, hipismo rural, equitação terapêutica e de lazer. Trata-se, assim, de práticas equestres com características do meio rural e urbano, justamente na perspectiva em que se insere esse estudo. O objetivo é analisar uma configuração da equitação no contexto de seu desenvolvimento, entre os anos de 2000 a 2020, na cidade de Montes Claros, no norte do Estado de Minas Gerais. Este estudo foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes impressas e digitais. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental. O estudo analisa a configuração das práticas a partir dos pressupostos teóricos de Norbert Elias e do campo de estudos da História do Tempo Presente. Diante deste cenário da equitação em Montes Claros, é possível notar-se que a cidade se apropria das quatro vertentes da equitação. No que tange à equitação terapêutica, passa a contar com dois centros de Equoterapia; apresenta espaços para uma equitação de lazer, em seu território rural, com a propagação de diversas cavalgadas; além destas, conta com competições de Team Penning como uma equitação rural, realizadas em eventos de agronegócio no perímetro urbano do município. No hipismo clássico, a cidade é destaque com um atleta ao nível mundial, apesar do mesmo não ter iniciado a prática específica em Montes Claros. Diante do contexto histórico, cultural e econômico da cidade nortemineira, na região considerada como parte o sertão, percebe-se que as práticas corporais ligadas à equitação estão voltadas para um contexto predominantemente rural, com destaque para as cavalgadas. Porém, há uma rede interligada entre as diversas práticas, tendo a Sociedade Rural de Montes Claros como precursora. Entretanto, as cavalgadas apresentam-se fora dessa rede, tendo suas origens em determinadas regiões e contextos particulares.
1989 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CORRELAÇÃO DA INSATISFAÇÃO CORPORAL E O COMER INTUITIVO EM JOVENS UNIVERSITÁRIAS PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO Thainá Richelli Oliveira Resende;Maurício Almeida;Priscila Figueiredo Campos;Pedro Henrique Berbert de Carvalho; Atividade Física. Imagem corporal. Acadêmicos. A insatisfação corporal é representada por sentimentos e pensamentos negativos em relação ao próprio corpo. É considerada um fator de risco para o comer transtornado, podendo se tornar problema de saúde pública, principalmente em mulheres praticantes de exercício físico. O comer intuitivo é uma forma de ser relacionar funcionalmente com a alimentação e tem o potencial de moderar a imagem corporal, embora essa relação seja desconhecida em praticantes de exercício físico. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a correlação entre a insatisfação corporal e o comer intuitivo em jovens universitárias praticantes de exercício físico. Participaram 32 mulheres fisicamente ativas, matriculadas na Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares, que responderam uma questão sobre a prática de exercícios físicos e dois instrumentos validados, o Body Shape Questionnaire-8 (insatisfação corporal) e a Intuitive Eating Scale-2 (comer intuitivo). Realizou-se análise descritiva dos dados, seguida de teste de correlação de Spearman para averiguar a correlação entre insatisfação corporal e comer intuitivo, utilizando-se o software SPSS v. 21.0 e adotando nível de significância de 5%. Os resultados demonstram que os exercícios físicos praticados foram a musculação (40,6%), corrida/caminhada (12,5%), Crossfit® (21,9%), esportes coletivos (18,8%) e dança (6,2%). Verificou-se uma correlação inversa entre a insatisfação corporal e o comer intuitivo (r = - 0,48; p < 0,05) na população estudada, indicando que quanto mais insatisfeitas as mulheres fisicamente ativas estão, menos comedoras intuitivas elas são. Destaca-se a importância de promover práticas que incentivam a maior aceitação do corpo e do comer intuitivo em praticantes de atividades físicas, impedindo que futuros problemas de saúde possam acontecer.
1990 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA AVALIAÇÃO TÉCNICA À MULTIDISCIPLINAR DA MODALIDADE SKATE NA ESCOLA DE AVENTURAS Letícia Emanoelle de Freitas;William Fernando Garcia;Giuliano Gomes de Assis Pimentel; Skate. Esportes de Aventura. Escolares. Pimentel E-mail: lefreitasx@gmail.com Financiamento: PIBIS Fundação Araucária-Paraná O projeto escola de aventuras é uma atividade de extensão da Universidade Estadual de Maringá, que trabalha com as crianças matriculadas no Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), com faixa etária entre 6 e 10 anos. O objetivo desta parte do projeto foi descrever o trajeto de desenvolvimento da avaliação do deslocamento na modalidade skate, desde a perspectiva técnica até a multidisciplinar. O projeto é desenvolvido em uma aula semanal, no horário de Matemática, e oferece a prática de 5 modalidades, sendo elas: escalada, orientação, parkour, skate e slackline. Por meio de aprendizagem cruzada entre Educação Física e Matemática, esses conhecimentos são articulados em situações-problema. Para tanto, a cada aula, aplicamos uma tarefa junto aos alunos em que o conhecimento da cultura corporal e o lógico-matemático se cruzam na aprendizagem baseada em problemas. Para ilustrar essa prática, citamos a aula de identificação do volume de líquidos. Traçamos um percurso com giz branco no chão do pátio e os alunos deveriam percorrer com o skate executando as técnicas e simultaneamente recolher os copos descartáveis contendo diferentes medidas (ml) que encontravam no caminho. Após cumprir o trajeto e recolher os copos, cada aluno fez a somatória das unidades de copos recolhidos e também da medida em ml de cada um. Por fim, a mediação do professor atua no sentido de induzir o processo de síntese, por meio de questionamentos. Como principais achados desta intervenção, entendemos que os alunos articulam os conceitos científicos com a fruição no semovimentar, sendo capazes de entrar em mais momentos superiores de zona de desenvolvimento proximal. Concluímos que esse modelo multidisciplinar de avaliação capta a dinâmica abstração ao concreto, aproximando mais os conceitos do cotidiano lúdicos dos aprendizes.
1991 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA FATORES MOTIVACIONAIS DE UM ATLETA DA NATAÇÃO COM DEFICIÊNCIA VISUAL Renata Dexheimer;Tamiris Cardoso;Marília Martins;Tânia Lúcia Werner; Esportes Aquáticos. Necessidade virtuais. Desempenho. Este trabalho buscou investigar quais seriam os fatores motivacionais de um esportista com deficiência visual para a prática da natação. Foi utilizada uma pesquisa qualitativa através de entrevista realizada com um aluno do Instituto Benjamin Constant, 32 anos, sexo masculino, nadador com deficiência visual. O instrumento de coleta de dados contou com as seguintes perguntas: 1. Você teve algum contato com outros esportes antes da natação? O que fez você escolher a natação? 2. Quais foram as primeiras dificuldades encontradas ao iniciar a natação? 3. Quais são as maiores dificuldades em relação a acessibilidade para chegar ao local de treino? 4. Como é feita a preparação física fora d’água? Existe algum cuidado específico com o corpo e a saúde? 5. Qual critério a instituição utilizou para incluir você nas aulas/treinos? 6. Como foi sua adaptação aos treinos? E em relação aos profissionais da instituição que o(a) acompanham? 7. Você tem algum tipo de acompanhamento médico, nutricional e psicológico voltado para o esporte? 8. O que faz você continuar nadando? Em análise das respostas concluiu-se que, apesar das grandes dificuldades estruturais, como transporte e acessibilidade ao local, e dificuldades adaptativas ao esporte, a confiança nos professores e o apoio dos demais profissionais que compõem a equipe de acompanhamento (médicos, nutricionistas e psicólogos) são determinantes na motivação do desportista em questão. Sensação de liberdade, de independência e ciência de estar praticando um esporte completo, que trabalha o corpo e a mente, são apontadas pelo mesmo como fortes fatores que o incentivam a continuar praticando a natação.
1992 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA INSATISFAÇÃO CORPORAL EM JOVENS UNIVERSITÁRIOS: UMA ANÁLISE EM HOMENS FISICAMENTE ATIVOS E INSUFICIENTEMENTE ATIVOS Maurício Almeida;Thainá Richelli Oliveira Resende;Priscila Figueiredo Campos;Pedro Henrique Berbert de Carvalho; Imagem corporal. Atividade Física. Jovens. A insatisfação corporal pode ser definida pelos sentimentos negativos que os indivíduos têm sobre o próprio corpo. Em homens, destaca-se a insatisfação em relação aos ombros, peitorais e braços, principalmente em relação à aquisição de um corpo musculoso e definido. A insatisfação corporal em homens é um dos principais fatores mediadores para o desenvolvimento dos transtornos alimentares e da dismorfia muscular. O objetivo do presente estudo foi descrever o nível de insatisfação corporal em adultos universitários, comparando os escores de homens fisicamente ativos e insuficientemente ativos. Trata-se de uma pesquisa quantitativa e corte transversal conduzida com 455 estudantes universitários (Midade = 21,94, DP = 3,58 anos) que responderam a um instrumento de medida de insatisfação corporal, a Male Body Attitudes Scale-Revised (MBAS-R). A prática de atividade física semanal foi avaliada em minutos, sendo considerados fisicamente ativos aqueles que reportaram prática superior a 150 minutos. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora (parecer n° 2.138.995). Realizou-se análise descritiva dos dados, seguida de teste de comparação entre os grupos (fisicamente ativos versus insuficientemente ativos) pelo teste t de Student para amostras independentes. Utilizou-se o software SPSS v. 21.0 adotando nível de significância de 5%. Indivíduos fisicamente ativos (M = 36,46, DP = 10,28) e insuficientemente ativos (M = 37,43, DP = 9,88) não apresentaram diferenças significantes em relação aos escores da MBAS-R (t[453] = -0,983; p = 0,32). É possível concluir que homens universitários, independentemente da prática de atividade física, apresentam sintomas de insatisfação corporal. Nesse sentido, novas pesquisas são necessárias para compreender se a modalidade de exercício praticada pode influenciar o aumento/redução da insatisfação corporal nesse grupo.
1993 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MUSEU BRASILEIRO DO FUTEBOL: FORMAÇÃO HUMANA E PROFISSIONAL A PARTIR DE AÇÕES DIDÁTICAS E EDUCATIVAS Anderton Taynan Rocha Fonseca; Futebol. Esporte coletivo. Museu. Aberto ao público em 2013, o Museu Brasileiro do Futebol (MBF) apresenta-se como uma opção de lazer em Belo Horizonte. Sediado no Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), o MBF possui a potencialidade, a partir do seu acervo, de proporcionar diversas experiências de aprendizado ao expor, pesquisar e preservar artefatos do futebol brasileiro. A equipe de educadores do MBF explora as múltiplas facetas da exposição e do estádio Mineirão de forma lúdica, crítica e criativa, podendo propiciar ao público visitante uma compreensão do futebol em seu contexto social, cultural e político. A partir de exposições interdisciplinares e interativas estimula-se a reflexão em torno da cultura do futebol, transcendendo a esfera meramente esportiva, realizando uma leitura ampla desse fenômeno sociocultural (ABDO; AUGUSTO, p.145). Esse trabalho trata-se de um relato de experiência de um professor de Educação Física que realizou Estágio Extracurricular, no período de 2 anos no respectivo museu. A partir de mediações em visitas, planejamento e desenvolvimento de atividades e projetos educativos foram exploradas diversas temáticas a respeito do futebol, tais como: “História do futebol em Minas Gerais”, “Futebol e machismo”, “Futebol e homofobia”, “A presença feminina no futebol”, “Futebol e profissão”, entre outros. A experiência de Estágio no MBF pode proporcionar uma valiosa formação humana e profissional. Compreende-se o museu como um espaço de lazer e a sua grande potencialidade de compartilhamento de conhecimentos. Nesse sentido, entende-se o lazer como um fenômeno que pode aguçar as sensibilidades e estimular as pessoas a pensar de maneira crítica e emancipatória.
1994 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA O RURALZÃO DE MONTES CLAROS/MG: FUTEBOL, LAZER E SOCIABILIDADE EM CAMPO Mailton Nascimento Oliveira;Maylson Nascimento Oliveira;Georgino Jorge de Souza Neto; Zona Rural. Lazer. Esporte coletivo O futebol, esporte que rapidamente popularizou-se a ponto de tornar-se símbolo de identidade nacional, com o passar dos anos, vem ganhando destaque também nos meios acadêmicos. No entanto, quando o assunto é o futebol amador, mais notadamente o futebol rural, percebe-se um objeto de menor atenção acadêmica, não recebendo o devido destaque em estudos sociais e humanos, muito em função do seu distanciamento em relação ao futebol espetacularizado (profissional). Contudo, o futebol rural atrai muitos praticantes e espectadores. Nesta direção, o presente estudo tem, como objetivo, identificar a construção da rede de sociabilidade formada a partir da prática de lazer do futebol rural na cidade de Montes Claros/MG. Esta investigação caracteriza-se como uma investigação qualitativa de caráter exploratório, realizado através de uma pesquisa de campo, além de entrevistas. Na análise dos dados, buscaremos estabelecer conexões entre o discurso e o objeto. Procuramos analisar, neste primeiro momento, as práticas do campo a partir da observação participante realizada, além da entrevista com o coordenador do evento. Foi possível perceber que o futebol rural vem perdendo força no que diz respeito à quantidade de sujeitos envolvidos, muito em função da saída de moradores das comunidades rurais em busca de emprego ou estudo nas cidades. Mesmo assim, constatamos que a força cultural do futebol se mantém ao longo dos anos, ainda que distante do lado espetacularizado do esporte, pois notamos um grande número de pessoas no entorno do campo, que a todo momento mostravam-se mobilizadas/engajadas com as partidas, em meio às brincadeiras, aos gritos e gestos de incentivos. Consideramos, assim, que o futebol age como um meio particular e potente de construção de uma dada sociabilidade, tecida a partir do envolvimento das comunidades e seus sujeitos com os desdobramentos vinculados à esta prática esportiva.
1995 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE, LAZER, SAÚDE E LEGADOS DOS MEGAEVENTOS ESPORTIVOS Camille Contreras Martins Monteiro da Costa Mesquita;Nara Rejane Cruz de Oliveira; O termo megaevento esportivo designa competições esportivas internacionais de ampla escala cultural e que possuem potencial de impacto em inúmeros espaços, enquanto os legados podem ser definidos como os impactos causados pela realização destes eventos, sendo positivos ou negativos. O objetivo geral do estudo é mapear e analisar os legados dos megaeventos esportivos e sua relação com as políticas públicas de esporte e lazer no âmbito nacional. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada com levantamento em bases de dados. Foi elaborada estratégia de busca utilizando descritores como “política pública”, “olimpíadas” e “copa do mundo”. Foram também analisados documentos oficiais de planejamento dos megaeventos, como o Caderno de Legados. O levantamento realizado nas bases de dados identificou 31 artigos que compreendem o tema em questão e o mapeamento dos documentos oficiais resultou em 44 inclusos. Os trabalhos analisados reconhecem que o termo “legado” é plural de tal forma que impossibilita o estabelecimento de maniqueísmos, julgando o que deu certo ou errado. Entretanto, para os autores analisados faltou participação ativa da sociedade civil, assim como aproximação à Educação Física, bem como a revitalização e um olhar voltado às partes periféricas da cidade. Constatou-se que os custos financeiros de megaeventos são pequenos se comparados com o PIB de uma grande nação, fazendo com que os Jogos Olímpicos e Copas do Mundo representem bom custo oportunidade, porém isso não se concretiza na prática. Reconhece-se que há um desafio no equilíbrio de forçaspúblicas, privadas, corporativas e terceiro setor - que se manifesta no não desenvolvimento de políticas abrangentes e contínuas, mesmo que no “discurso de legados” seja colocada tal intenção.
1996 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE: AS INCONGRUÊNCIAS ENTRE SUA CONCEPÇÃO E SUA APLICAÇÃO Sabrina de Lima Vitório;Leandro Carlos Mazzei; O artigo 217 da Seção do Desporto da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 prescreve que “é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada um” (BRASIL, 1988). Assim, foram desenvolvidas ao longo dos anos, pelo menos aos posteriores à publicação da Constituição atual, diversas ações de fortalecimento e fomento relacionadas ás Políticas de Esporte no Brasil. Com destaques para a aprovação da Lei Geral do Desporto, Lei 9.6015/98 ( BRASIL , 1998), que instituiu normas gerais sobre o desporto; a aprovação da Lei n. 10.264⁄2001, a Lei Agnelo/Piva (BRASIL 2001), relacionada ao financiamento do esporte nacional; a criação de um Ministério exclusivo para o Esporte em 2003; a criação da Lei nº 10.891 de 2004 que instituiu o programa “Bolsa Atleta” em nível nacional (BRASIL 2004) e a criação da Lei 11.438 de 2006, conhecida como Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) (BRASIL 2006). BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. BRASIL. Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998. Institui normas gerais sobre desporto e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9615consol.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. BRASIL. Lei 10.264, de 16 de julho de 2001. Acrescenta inciso e parágrafos ao art. 56 da Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, que institui normas gerais sobre desporto. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10264.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. BRASIL. Lei nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006. Dispõe sobre incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 dez. 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11438.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. BRASIL. Decreto nº 6.180, de 03 de agosto de 2007. Regulamenta a Lei nº 438, de 29 de dezembro de 2006, que trata dos incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo. Diário Oficial da União, Brasília, DF, ago. 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007- /2007/Decreto/D6180.htm. Acesso em: 10.jul. 2020. BRASIL. Portaria n° 115, de 3 de abril de 2018. Regulamenta o procedimento de verificação, pelo Ministério do Esporte, do cumprimento das exigências previstas nos art. 18, art.18-A, art. 22, art. 23 e art. 24 da Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, e do art. 19 do Decreto no 7.984, de 8 de abril de 2013. Acesso em: 10.jul. 2020. CAMARA DOS DEPUTADOS. Palácio do Congresso Nacional. Projeto de Lei -2003. https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1223 Acesso em: 10 jul. 2020. CAVAZZONI, P.B. & BASTOS, F.C. (2010). Lei de Incentivo ao Esporte: aplicação nas manifestações do esporte e captação de recursos. Lecturas Educación Física y Deportes. Buenos Aires. 15(146). Disponível em: http://www.efedeportes.com/efd146/lei-de-incentivo-ao-esporte-captacao-derecursos.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. CERTO, S. C.; PETER, J. P. Administração estratégica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. ESCOLA NACIONAL DE FORMÇÃO PARTIDO DOS TRABALHADORES. Programa de Governo – Lula, 2007-2010. Disponível em: http://www.enfpt.org.br/acervo/documentos-do-pt/outros-documentos/programa-degoverno-20072010.pdf. Acesso em: 10 jul. 2020. MAZZEI, L.C., YAMAMOTO, P.Y., CURY, R.L., BASTOS, F.C. Possíveis legados de Eventos Esportivos Internacionais: o caso dos patrocínios no esporte Olímpico brasileiro. Lecturas Educación Física y Deportes. Buenos Aires, Año 19, Nº 195, agosto de 2014. Disponível em: http://www.efdeportes.com. Acesso em: 10 jul. MENDES, G. F.; BRANCO, P. G. Curso de direito constitucional. 10. Ed. São Paulo: Saraiva, 2015. SILVA, D. S. BORGES, C. N. F.; AMARAL, S. C. F. Gestão das políticas públicas do Ministério do Esporte do Brasil. São Paulo, Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 29(1):65-79, Jan-Mar, 2015. VITÓRIO, MAZZEI. O processo de certificação de entidades e as dificuldades das instituições proponentes da lei de incentivo ao esporte. Anais Congresso Brasileiro de Gestão Esportiva. 2019.
1997 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA ANÁLISE CINESIOLÓGICA DA REMADA NO SKATE À AVALIAÇÃO TÉCNICA DA MODALIDADE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Juliana Dias Breves;Pedro Paulo Deprá;Giuliano Gomes de Assis Pimentel; Educação Física Escolar. Técnica. Este estudo foi motivado pela carência de análises na Educação Física que caracterizem a técnica de movimentos básicos no kate. O objetivo geral foi descrever a cinesiologia da remada no skate e propor uma ficha de avaliação qualitativa do movimento. A fase da coleta de dados se iniciou com a filmagem das técnicas empregadas por 15 skatistas (10 Masc. e 5 Fem.) no movimento da remada. Após eliminação de estilos individuais, identificou-se o seguinte padrão de movimento: na “fase de preparação” - flexão do joelho de apoio; na “fase de impulsão” - inclinação do tronco, abdução dos ombros, flexão dos cotovelos, joelhos e tornozelos da remada e na “fase de deslize” - abdução dos ombros e flexão dos cotovelos. Os movimentos articulares identificados nos sujeitos permitiram construir uma ficha de avaliação. Esta ficha foi aplicada junto às crianças participantes de aulas de iniciação ao skate. A amostra foi composta de 11 alunos do 3º ano (5M/6F) e 4 do 4º ano (2M/2F). Em geral, as crianças do 4º ano apresentaram melhores resultados. Contudo, tanto para crianças do 3º quanto para as do 4º ano, houve ausência dos movimentos esperados para os itens 8 e 9. Para as crianças do 3º ano, resultados insatisfatórios também foram observados nos itens 4 e 7. Em virtude do número reduzido de crianças observadas, entende-se que mais aplicações serão necessárias para a consolidação da ficha como instrumento de avaliação, pois sua implementação demonstrou-se factível. Como conclusão, este estudo demonstrou que as análises biomecânicas e cinesiológicas podem ser utilizadas como ferramentas eficazes de análise do movimento para que possamos, enquanto profissionais, alcançar a realidade da Educação Física Escolar.
1998 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PREDOMÍNIO DE ONDA CEREBRAL (POC) EM CRIANÇA COM TDAH: UM ESTUDO DE CASO Nayara Christine Souza;Jéssica Reis Buratti;Viviane Ceccato Coelho;Eliane Assouf;José Irineu Gorla; Neurometria. Predomínio de Onda Cerebral. TDAH, Aprendizagem Os Transtornos do Neurodesenvolvimento entre eles o Transtornos do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade, essas características e dificuldades apresentadas por essas crianças podem afetar no processo de aprendizagem e rendimento escolar (BARRETO; MOREIRA, 2011). A Neurometria Funcional vem contribuir, ao se propor avaliar a funcionalidade do Sistema Nervoso Autonômico (SNA) nos diferentes âmbitos da vida do indivíduo, que se utiliza de técnicas, que evidencia a interação entre cérebro, corpo e comportamento (PEREIRA, 2019). O objetivo desse estudo foi analisar o efeito da técnica da Neurometria no predomínio de onda cerebral POC em uma criança com TDAH. Trata-se de um estudo do tipo estudo de caso, com uma criança do sexo masculino, idade cronológica de 12 anos, com TDAH, realizou anamnese e a técnica de neurometria, por meio dos protocolos de POC para avaliar o predomínio de onda cerebral. A análise do POC consiste em uma análise cognitiva, para avaliarmos as regiões cerebral e encontrarmos o pulso de onda cerebral predominante. Evidenciou que a criança apresentou pré intervenção um predomínio da onda cerebral de pulso médio (nível II) com características de baixa concentração, e pós intervenção neurométrica obteve melhoras do POC com pulso de nível rápido (nível II). Assim, partir da avaliação neurométrica, é possível reunir subsídios que contribuem com informações que irão colaborar com os responsáveis e professores para o desenvolvimento e aprendizagem da criança. Com a intervenção a criança apresentou aumento nos níveis de concentração e foco, bem como uma variação positiva do pulso predominante.
1999 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Educação Física escolar, transtornos e deficiências em tempo de Pandemia Bruno Lutianny Fagundes Monção;Cecídia Barreto Almeida;Dirce Efigência Lopes e Oliveira;Marúcia Carla DAfonseca Santos Borges; Pandemia; Didática; Transtorno do Espectro Autista; Deficiência Auditiva. Um grupo de professores pertencentes ao mesmo eixo temático buscaram através da rede social Instagram, a partir de Lives, veicular conhecimento a comunidade em geral e em especial aos acadêmicos do curso de Educação Física da Unimontes. Este relato tem por objetivo explanar as experiências dos professores envolvidos na construção da “aulive” como ferramenta de melhor acesso aos alunos em consonância com a exposição da temática Educação Física Escolar: Transtornos e Deficiências em tempo de Pandemia. Os professores envolvidos nesse processo concluíram que independente das inúmeras dificuldades para a construção dessa nova metodologia de aula foi extremamente proveitoso tanto para a construção dessa nova ferramenta, assim como os inúmeros diálogos estabelecidos durante a “aulive” com os acadêmicos e a comunidade como um todo. REFERÊNCIAS ASSUNPÇÃO, F. B; KUCZYNSKI, E. Autismo: conceito e diagnóstico. In: (Orgs.), Ed. 2. Autismo infantil novas tendências e perspectivas. São Paulo: Atheneu, 2015. Cap. 1, p. 3-26. FERNANDES, A. Os idiomas do aprendente: análise de modalidades como famílias, escolas e meios de comunicação. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. FEUERBACH, L. A essência do cristianismo. Tradução de José da Silva Brandão. Rio de Janeiro: Vozes, 2009. GATTI, B. A. Webinar vetores saudáveis: Possível Reconfiguração dos Modelos Educacionais Pós-Pandemia. IEA, São Paulo: USP, 2020. KELMAN, C.A. Multiculturalismo e surdez: uma questão de respeito às culturas minoritárias 2010. In: Fernandes, E. (Org.). Surdez e bilinguismo. (3. ed. pp. 87-103). Porto Alegre: Mediação. 2010. UNESCO. A Comissão futuros da educação da Unesco apela ao planejamento antecipado contra o aumento das desigualdades após a COVID-19. Paris: Unesco, 16 abr. 2020. Disponível em: https://pt.unesco.org/news/comissao–futuros–da–educacao–da–unesco–apela–ao–planejamento–antecipado–o–aumento–das. Acesso em: 21 ago. 2020.
2000 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Por que precisamos estudar e pesquisar História da Educação Física e do Esporte? Ester Liberato Pereira;Georgino Jorge de Souza Neto;Rogério Othon Teixeira Alves; História, Esporte, Educação Física O presente relato apresenta, de maneira sucinta, uma experiência vivenciada e desenvolvida, bem como uma reflexão sobre a sua prática a partir de alicerces teóricos. Tratou-se de uma ação de ensino remoto no curso de graduação em Educação Física, habilitação Licenciatura, ocorrida durante o período de “tratamento excepcional” determinado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em função da pandemia gerada pela doença originada do novo coronavírus (COVID-19). Dentre os temas abordados pelas Aulives[1], os professores Georgino Jorge de Souza Neto e Rogério Othon Teixeira Alves discutiram a seguinte questão: “Por que devemos estudar História da Educação Física e do Esporte?”A live aconteceu, pela plataforma do Instagram, no dia 23 de junho de 2020 e foi moderada pela professora Ester Liberato Pereira. Identifica-se, assim, a partir da articulação entre a teoria que embasou a referida ação e a sua efetiva prática, que urge incentivar-se e investir-se na realização de trabalhos acadêmicos e científicos, de forma constante, que proponham uma discussão acerca da História da Educação Física e do Esporte, uma vez que, de forma geral, ainda localizam-se escassos estudos que anunciem tal inquietação. A ausência de debates deste caráter não colabora, tampouco, com o incentivo à procura por ações ligadas ao redimensionamento do ensino desta disciplina, afora apoiar imprecisões no que acena à sua presença no arcabouço curricular dos cursos de graduação em Educação Física. AMARILLA FILHO, P. Educação a distância: uma abordagem metodológica e didática a partir dos ambientes virtuais. Educação em revista, Belo Horizonte, v. 27, n. 2, p. 41-72, ago./2011. MARROU, H.I. Sobre o conhecimento histórico. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978. MELO, V. A. de. Porque devemos estudar história da educação física/esportes nos cursos de graduação? Motriz - Volume 3, Número 1, jun/1997.
2001 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Compreensão do trabalho remoto na área da saúde pelo docente do curso de educação física licenciatura Ney Silva Santana;Nívea Maria de Oliveira Jaques;Renato Sobral Monteiro Júnior;Vinícius Dias Rodrigues; A experiência docente ocorreu com 4 professores do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Os professores participaram de uma discussão sobre “Questionários de avaliação da saúde mental na escola e de triagem pré-exercício em função da COVID-19”, no dia 25 de junho de 2020 às 17h, utilizando a rede social Instagram. O evento, oficializado no Departamento de Educação Física da Unimontes, foi intitulado “Aulive”, uma vez que a discussão ocorreu por meio de uma “live” rede social supracitada, já que as aulas presenciais estão suspensas em função da pandemia de COVID-19. Cada professor teve 25 minutos para exposição de suas colocações,sendo um desses o mediador dos temas. A partir da experiência norteadora dos professores: “aulas temáticas por meio de “Lives” no Instagram, os discursos dos docentes desvelaram as seguintes categorias:1º) preparação para a live; 2º) experiência docente na live; 3º)perceptivas docentes após pandemia. A vivência docente experimentada na perceptiva da “live” mostrou um cenário de interlocução aberta e mais próxima com os discentes, na maioria jovens que utilizam com frequência as redes sociais. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. Coleção leitura, p. 21, 2005. LEMOS, S. D. Profissionalização docente nas escolas públicas do estado de Tocantins: novo contexto de ensino e aprendizagem pelas tecnologias digitais. Revista Observatório, v. 2, n. 4, p. 394-418, 2016. MINAYO, M. C. de S. (org.). Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. 18 ed. Petrópolis: Vozes, 2001. OLIVEIRA, S. F. Pedagog@ se professor@ s em tempos de pandemia. Pedagogia em Ação, v. 13, n. 1, p. 37-42, 2020. OLIVEIRA, L. A.T. C.; JUNIOR, E. P. L.. a educação a distância, o teletrabalho e o direito: os profissionais da docência na educação virtual. Revista Univap, v. 24, n. 45, p. 17-33, 2018. VELOSO, B. G.; MILL, D. Educação a Distância e inclusão: uma análise sob a perspectiva docente. Revista Diálogo Educacional, v. 19, n. 60, p. 56-75, 2019.
2002 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 A prática esportiva nas aulas de Educação Física no contexto do ensino a distância e percepção dos professores universitários diante das aulas remotas em tempos da pandemia da COVID-19 Vivianne Margareth Chaves Pereira Reis;Walter Luiz de Moura;Alexandre Alves Caribe da Cunha;Maurício Fagundes da conceição; Prática Esportiva, Perspectiva Docente. A pandemia da COVID-19 vem trazendo grandes obstáculos para a educação no Brasil e no mundo, este cenário de mudanças e transformação do ensino, do modo presencial para o modelo a distância, levou os professores a planejarem um conjunto de ações em meio virtual no período de isolamento social. Contudo os objetivos deste estudo foi descrever a prática esportiva nas aulas de educação física do ensino básico no contexto do ensino a distância e conhecer a percepção dos professores universitários diante processo ensino-aprendizagem nas aulas remotas. Este estudo consistiu em um relato de experiência, tendo como tema “A prática esportiva nas aulas de Educação física em tempos de isolamento social”. A população foi composta por acadêmicos matriculados no ano de 2020, do curso de graduação em Educação Física Licenciatura, da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) dos polos de Montes Claros e Januária. A explanação dos professores deste estudo na Aulive girou em torno de expor as limitações que os profissionais de educação de educação física do ensino básico tiveram ao reconstruir a sua forma de ensinar e um dos fatores limitantes foi o de alcançar seus alunos e fazer com que os mesmos acessem o ambiente virtual. Fatalmente, as medidas restritivas adotadas para conter o contágio da COVID-19 estão afetando o nível de atividade física dos alunos. Diante da percepção dos professores deste estudo, foram expostos impactos positivos no processo ensino-aprendizagem através das Aulives, mediante maior interação entre acadêmicos e professores e também é importante proporcionar condições de trabalho em meio virtual para os professores da educação básica para o desenvolvimento da prática esportiva nas aulas de educação física. ARBAUGH, J. B. Managing the on-line classroom: a study of technological and behavioral characteristics of web-based MBA courses. Journal of High Technology Management Research. v. 13, n. 2, p. 203-223, 2002. BARBOSA, Andre Machado; VIEGAS, Marco Antônio Serra; BATISTA, Regina Lucia Napolitano Felício Felix. AULAS PRESENCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA: relatos de experiências de professores do nível superior sobre as aulas remotas. Revista Augustus, v. 25, n. 51, p. 255-280, 2020. FRANÇA, E. F.; MIYAKE, G. M.; SILVA, J. P.; MATSUDO, V.K.R.; MARTINS, R. Á. B. L.; NASCIMENTO, F. D. COVID-19 - Estratégias para se manter fisicamente ativo e seguro dentro de casa. InterAm J Med Health, v. 3, 2020. MARQUES R. A ressignificação da educação e o processo de ensino e aprendizagem no contexto de pandemia da COVID-19. Boletim de Conjuntura (BOCA). v.3, n.7, p.31-46, 2020. PEDROSA, G. F. S.; DIETZ, K. G. A prática de ensino de arte e educação física no contexto da pandemia da covid-19. Boletim de conjuntura (BOCA). V.2; Nº 6; Boa Vista, 2020. SCHULMAN, L. Renewing the pedagogy of teacher education: the impact of subject specific conceptions of teaching. Simpósio sobre Didáticas Específicas em laFormación de Professores. Santiago de Compostela, 1992. Silva, A. J. F.da, Pereira, B. K. M., Oliveira, J. A. M. de, Surdi, A. C. e Araújo, A. C. de. A adesão dos alunos às atividades remotas durante a pandemia: realidades da educação física escolar.Corpoconsciência, Cuiabá-MT, vol. 24, n. 2, p. 57-70, mai./ ago., 2020 SUN, P. C. et al. What drives a successful e-learning? An empirical investigation of the critical factors influencing learner satisfaction. Computers Education, v.50, n. 4, p. 1183-1202, 2008.
2003 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Educação Física Escolar e Distanciamento Social: Relato de experiência do Curso de Licenciatura em Educação Física da Unimontes Adriana Tolentino Santos;Érika Lucas Lopes;Janice Guimarães Carvalho;Sarah Carine Gomes Aragão; Tendo em vista esse contexto de pandemia, tornou-se necessário estabelecer outras formas de relações sociais, novas formas de convívio, tanto no trabalho, como em família, nos momentos de lazer e, também na escola. Desse modo, o grupo de professores que compõem o Departamento de Educação Física e do Desporto da Unimontes, optaram pela realização deAulives via Instagram, utilizando-se dessa ferramenta virtual para promover a troca de conhecimentos, experiências e socialização entre os docentes e discentes acerca de diversos temas relevantes para o campo de conhecimento da Educação Física escolar. Assim, o objetivo deste relato é expor as experiências de professoras sobre a Aulive que relacionou o distanciamento social vivenciado e a atuação dos profissionais de educação física nas escolas. BRACHT, V. AEducação Física no Ensino Fundamental. In: Anais do I Seminário Nacional: Currículo em Movimento – Perspectivas Atuais. Belo Horizonte, MG, novembro de 2010. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (COE-nCoV). Especial:Doença pelo Coronavírus 2019. Boletim Epidemiológico. Brasília, DF, 2020. https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/06/2020-04-06-BE7- DALBEN, A. “Não será um ano perdido se soubermos interpretar o que está acontecendo”.Revista Época Globo. https://epoca.globo.com/24411082. DARIDO, S. C. Educação física na escola e as novas orientações para o ensino médio. In: Anais do 4º CONPEF Congresso Norte Paranaense de Educação Física Escolar. Londrina, PR, 2009. PENTEADO, V.S. Plano de curso, plano de ensino ou plano de aula, que planejamento é esse?In: Anais do 5º Seminário Nacional de Estado e Políticas Sociais no Brasil. Cascavel, PR, 2011. OLIVEIRA, A. A. B. Planejando a Educação Física Escolar. http://www.miniweb.com.br/educadores/artigos/planejando_ed.fisica.htm. SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Base Nacional Comum Curricular, 2017.
2004 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 “Corpos e suas narrativas”: A experiência da realização de uma live no Instagram sobre corpolatria e racismo no cotidiano das aglomerações e dos isolamentos provocados pela pandemia da covid-19 Saulo Daniel Mendes Cunha;Fernanda de Souza Cardoso; Corpo; Padrão Corporal, Racismo; Pandemia O objetivo deste texto é relatar as percepções compartilhadas por uma equipe de professores no processo de elaboração e realização de uma live sobreCorpo e Sociedade,oportunizada pela adoção de estratégias remotas de interação como alternativa para as atividades de ensino no curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros. A finalidade do debate foi provocar a reflexão sobre o impacto da pandemia sobre os diferentes corpos, flertando com o racismo e instrumentalização dos corpos negros(os mais expostos na vida cotidiana) e com a idolatria das formas corporais perfeitas (balizadas por uma estética elitista e, portanto, branca e embranquecedora).A proposta da realização deuma live no Instagram buscou ir ao encontro da necessidade de uma intervenção pedagógica que promovesse uma interação mais efetiva do coletivo de professores com os alunos ao mesmo tempo em que permitisse uma reflexão mais ampliada sobre o que o cenário da pandemia da COVID-19 trouxe para o universo da nossa formação e para o nosso campo de atuação. ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019. ______. Racismo estrutural. Live Djamila Ribeiro e Silvio Almeida. 24 de maio 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZADKtsNnx74. Acesso em: 25 maio 2020. ARRUDA, E. P.Educação remota emergencial: elementos para políticas públicas na educação brasileira em tempos de Covid-19. Em Rede – Revista de Educação a Distância,[s.l], v.7, n.1, 202. Responsabilidades e Desafios para a consolidação da EaD. AUGÉ, M. Não-Lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas:Papirus, 2003. CAVALCANTE, A. S. P. etal.Educação superior em saúde: a educação a distância em meio à crise do novo coronavírus no Brasil.Avances enEnfermaría. 2020; 38(1supl):p-p.https://doi.org/10.15446/av.enferm.v38n1supl.86229. DAOLIO, J. Os significados do corpo na cultura e as implicações para a Educação Física. Movimento. Ano 2. n.2. junho. 1995. DUMAS, A. G. Corpo negro: uma conveniente construção conceitual. In: XV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, 2019, Salvador. Anais... XV Enecult. Salvador: Universidade Federal da Bahia, v.01, 2019. Disponível em: https://www.cult.ufba.br/enecult/anais/edicao-2019-xv-enecult/. Acesso em: 30jun. 2020. DVORAK, P. E.; ARAÚJO, I. C. de. Formação docente e novas tecnologias: repensando a teoria e a prática. Revista Intersaberes, v.11, n.23, p.340-7, 2016. https://doi.org/10.22169/revint.v11i23.885. HODGES, Charles et al. The Differencebetweenemergencyremoteteachingand online learning. EDUCAUSE Review. 27 mar. 2020. Disponível em: https://er.educause.edu/articles/2020/3/the-difference-between-emergency-remoteteaching-and-online-learning, 2020. Acesso em: 11 maio 2020. JIMÉNEZ-PAVON, D.; CARBONELL-BAEZA, A.; LAVIE C, J. Physicalexercise as therapytofightagainstthe mental andphysicalconsequencesof COVID-19 quarantine: Specialfocus in olderpeople. Progress in Cardiovascular Diseases.https://doi.org/10.1016/j.pcad.2020.03.009. MBEMBE, A. Crítica da razão negra. Lisboa: Antígona, 2014. NASCIMENTO, Gabriel. Os brancos saberão resistir? Revista da ABPN, v. 11, n. 28, p.331-347, 2019; OLIVEIRA, A. B. Educação em tempos de pandemia: o uso da tecnologia como recurso educacional. Pedagogia em Ação, Belo Horizonte, v.13, n. 1, p-p,1 sem. 2020. ISSN 2175-7003. ROBLE, O. J.; DAOLIO, J. Do corpo identitário ao corpo virtual: algumas implicações para a Educação Física. Pro-Posições, v. 17, n. 1 (49) - jan./abr. 2006. VAGO, T. M. Pensar a educação física na escola: para uma formação cultural da infância e da juventude. Cadernos de Formação RBCE, p. 25-42, set. 2009. Disponível em: http://www.rbce.cbce.org.br/index.php/cadernos/article/view/930/540. Acesso em: 30 jun. 2020.
2005 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Aulive”: educação física e práticas culturais no “novo normal” – eixo sociedade Isabela Versiani;José de Andrade Matos Sobrinho;José Roberto Lopes Sales; A pandemia do novo Coronavírus tem ressignificado tempos, espaços e vivências em nossa vida cotidiana, em meio a necessidade de adaptações e restrições a diversas atividades para evitarmos a disseminação do contágio pelo vírus de forma exponencial, com reflexos também nas nossas práticas de ensino e aprendizagem no âmbito da Universidade.A “Aulive” objeto deste relato de experiência integrou o Eixo Sociedade, composto por nove professores, que foram vinculados nessa área levando-se em consideração as possíveis relações e interfaces dos conteúdos de suas disciplinas e áreas de formação/atuação, os quais foram divididos em três subgrupos. Cada subgrupo ficou responsável por definir um tema para ser apresentado ao Eixo e, posteriormente, fazer a articulação através de reuniões específicas entre os membros do subgrupo para delinear e detalhar a proposta, ajustar as diferentes perspectivas, diálogos possíveis e necessárias contextualizações com o momento da pandemia e seus impactos na discussão a ser proposta.Acreditamos que os objetivos foram alcançados, principalmente no sentido de promover uma maior interação com os alunos e problematizar alguns dos conteúdos das respectivas disciplinas de trabalho de cada professor no campo da Educação Física e o contexto da pandemia de Coronavírus, abrindo para dois campos de reflexões. Em um primeiro momento, desdobramentos ligados à própria relação da Educação Física com a cultura e influência desta em suas práticas corporais, ampliando seus sentidos e significados. Em um segundo momento, mesmo com o distanciamento social e de forma remota, a experiência possibilitou meios para que uma intervenção prática fosse possível, sendo capaz de reaproximar os sujeitos envolvidos por meio da ludicidade e de suas múltiplas possibilidades, resgatando por meio de algumas brincadeiras e exemplos de construção de brinquedos com materiais recicláveis de fácil acesso, muita diversão e interação. BRACHT, V. Aprendizagem social e Educação Física. Porto Alegre: Magister, 1992. UNIMONTES. PORTARIA Nº 036 - REITOR/2020. 17/03/2020.Disponível em: https://unimontes.br/wp-content/uploads/2020/03/Portaria-n%C2%BA-036-Reitor.pdf. Acesso em: 12 jun. 2020. UNIMONTES. PORTARIA Nº 072 - REITOR/2020. 17/03/2020.Disponível em:https://unimontes.br/wp-content/uploads/2020/06/Portaria-n%C2%BA-072-Reitor-1.pdf. Acesso 12 jun. 2020. FREIRE, P. Educação como prática de liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.
2006 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 O estágio Curricular durante a pandemia no Curso de Licenciatura em Educação Física - Unimontes Adelson Fernandes da Silva;Berenilde Valéria de Oliveira Sousa;Betânia Maria Araújo Passos;Carla Ramalho; Ensino Remoto, Pandemia, Estágio Curricular Através da vivência de um grupo de docentes (três professoras e um professor) com o ensino remoto em tempos de pandemia, este relato de experiência tem como objetivo central busca mostrar como a rede social Instagram serviu de ferramenta para a disseminação do conhecimento científico, com o intuito de possibilitar acessibilidade digital para o maior número de estudantes possível. Estes(as) docentes utilizaram a ferramenta das lives para debater sobre a área do Estágio Curricular, trazendo assim a essência deste e possibilidades para a realização do mesmo em tempos de pandemia. Após passar por empecilhos, incertezas e o desconhecido que o ensino através das redes sociais pode trazer, este grupo de professoras e professor consideraram válida a experiência, por ampliar as formas de se expressar cientificamente, tendo novas formas de comunicação com os(as) discentes, mas sem desconsiderar que não são todos(as) que tem acesso a essas tecnologias. ANDRADE, A. O Estágio Supervisionado e a Práxis Docente. In: Arnon de Andrade. Disponível em: Acesso em: 11 ago. 2020. ALARCÃO, I. Formação reflexiva de professores – estratégias de supervisão. Porto: Porto Editora, 1996. BRASIL. Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nos domicílios brasileiros: TIC domicílios 2018. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2019. Disponível em:https://www.cetic.br/media/docs/publicacoes/2/12225320191028-tic_dom_2018_livro_eletronico.pdf. Acesso em: 11 ago. 2020. ______. Portaria no 343, de 17 de março de 2020a. Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do Novo Coronavírus - COVID-19. Disponível em:https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-343-de-17-de-marco-de-2020-248564376. Acesso em 11 ago. 2020. ______. Portaria no 544, de 16 de junho de 2020b. Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais, enquanto durar a situação de pandemia do novo coronavírus - Covid-19, e revoga as Portarias MEC nº 343, de 17 de março de 2020, nº 345, de 19 de março de 2020, e nº 473, de 12 de maio de 2020. Disponível: em https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-544-de-16-de-junho-de-2020-261924872. Acesso em: 11 ago. 2020. CANABARRO, A.; TENPORIO, E.; MARTINS, R.; MARTINS, L.; BRITO, S.; CHAVES, R.Data-Driven Study of the COVID-19 Pandemic via Age-Structured Modelling and Prediction of the Health System Failure in Brazil amid Diverse Intervention Strategies. Medrxiv. Disponível em:https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.03.20052498v1.full.pdf. Acesso em: 11 ago. 2020. FILHO, A. P. O Estágio Supervisionado e sua importância na formação docente. Revista P@rtes. 2010. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2020. LINHARES, P. C. A. et al. A importância da escola, aluno, estágio supervisionado e todo o processo educacional na formação inicial do professor. Revista Terceiro Incluído, Goiânia, n. 2, p. 115-127, jul./dez. 2014. Disponível em:file:///C:/Users/carla%20ramalho/Downloads/35258-Texto%20do%20artigo-148125-2-10-20150503.pdf. Acesso em: 11 ago. 2020.
2007 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Novas práticas para a retomada das atividades esportivas no contexto atual. Jiulliano Carlos Lopes Mendes;Frederico Sander Mansur Machado;Alex Sander Freitas; Diante do novo cenário da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, e que “constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional” (OPAS, 2020), o ensino remoto tem sido adotado no contexto de oferecer oportunidade de manter o vínculo com os estudos para os universitários.O panorama das Aulives aconteceu em um contexto em que se vislumbrava uma (re)conexão entre os acadêmicos e os professores, visto que o elo entre ambos tinha se enfraquecido nas condições de condução do método do ensino remoto assim que as atividades presenciais foram suspensas. Esse afastamento poderia ser associado ao distanciamento e também à insatisfaçãocom o prejuízo didático-pedagógico marcante para os cursos do DEFD. Isso resultou em evasão na participação, sobrecarga de atividades, aplicação de diversas ferramentas por parte dos professores, dentre outros. Portanto, a proposta das Aulives deveria proporcionar um estímulo diferente, para mobilizar comunidade acadêmica discente e docente, criando boas expectativas para modificar este cenário desfavorável. As Aulivesconseguiram alcançar seus objetivos propostos de provocar reflexões, ampliar conhecimento e fomentar a interação ao vivo entre professores e acadêmicos diante das novas práticas para a retomada das atividades esportivas na pandemia.Com a ação das Auliveso curso de Educação Física Licenciatura da Unimontes teve a possibilidade de intervir e melhorar a realidade nos dias de Pandemia, e fazer da eficiência dos resultados obtidos para transformar o contexto acadêmico propício ao ensino aprendizagem. BASTOS, C. C. Metodologias ativas. 2006. Disponível em: http://educacaoemedicina.blogspot.com.br/2006/02/metodologias-ativas.html. Acesso em: 15 ago. 2020. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – CBF - Guia médico de sugestões protetivas para o retorno às atividades do futebol brasileiro. 2020. Disponível em: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/index/cbf-publica-guia-medico-para-retorno-das-atividades-do-futebol. Acesso em: 01 ago. 2020. COMITÊ OLIMPICO BRASILEIRO – COB – 2020 - Guia para a prática de esportes olímpicos no cenário da covid-19: estudos e considerações. Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/home/guia-esporte-covid/. Acesso em: 16 jul. 2020. MEZZADRIF. M.; SCHMITT P. M. Recomendações e Orientações Gerais parao Esporte Brasileiro frente à COVID-19. 2020. Disponível em: https://www.ufpr.br/portalufpr/wpcontent/uploads/2020/05/Recomendac%CC%A7o%CC%83es-e-Orientac%CC%A7o%CC%83es-Gerais-para-o-Esporte-Brasileiro-frente-a%CC%80-COVID-19.pdf. Acesso em: 05 set. 2020. MORENO,J.H. Análisis de las estructuras del juego deportivo. Barcelona: Inde, 1994. ORGANIZAÇÃO PAN AMERICANA DE SAÚDE – OPAS – 2020. Folha informativa covid-19 - escritório da OPAS e da OMS no Brasil. Disponível em: https://www.paho.org/pt/covid19. Acesso em: 10 ago. 2020. SAAD, M. Futsal: sugestões para organizar a sua equipe.Santa Maria: MaSEditor, 2000.
2008 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Lesões esportivas e cuidados posturais no contexto escolar Hellen Veloso Rocha Marinho;Jean Claude Lafetá;Wellington Danilo Soares; Ciências da saúde. A prevenção e ações de primeiros socorros relacionadas à ocorrência de acidentes e lesões esportivas no contexto escolar são aspectos importantes a serem discutidos na formação dos profissionais de Educação Física. O objetivo deste estudofoidescrever as experiências vivenciadas na preparação e realização deuma Live para promover o conhecimento acerca de lesões esportivas e cuidados posturais no contexto escolar, direcionada aos acadêmicos do curso de Educação Física / Licenciatura da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Trata-se de um Relato de Experiência, elaborado por uma equipe docente do Departamento de Educação Física e do Desporto da UNIMONTES. A proposta da Aulive abordando o tema “Lesões esportivas e cuidados posturais no contexto escolar” foi criada através de reuniões prévias ao evento com a participação dos professores envolvidos por meio do GoogleMeet, assim como para a organização do formato do evento utilizou-se o aplicativo WhatsAppe realização pelo Instagram. Durante o evento foi observado uma participação efetiva dos acadêmicos e de outros professores do departamento. Concluímos queatividades didáticas que propiciem tais discussões e aprendizados são essenciais para a adequada capacitação dos profissionais de Educação Física no seu campo de atuação e, em especial, em equipe multidisciplinar pode atuar como multiplicador de tais conhecimentos em benefício à comunidade. BITTENCOURT, N. F. N. Modelo relacional capacidade e demanda: investigando lesões musculares na região da coxa em atletas jovens de futebol. 2015. 66f. Tese (Doutorado em Ciências da Reabilitação) - Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Sistema de Informações de Saúde. Estatísticas vitais. Mortalidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2016b. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/estatisticas-vitais/ Acesso em: 25 nov. 2016. FLÔRES, F. S. et al. Prevalência de lesões em escolares praticantes de atividade física: uma análise retrospectiva. Conscientia e Saúde, v.12, n. 3, p. 386-391, 2013. Disponível em http://www.redalyc.org/articulooa?id=92928535006. Acesso em maio 2014. GODOY, A. E; SILVA, M. A. A formação do Profissional de Educação Física e Primeiros Socorros na Escola. Bragança Paulista, 2009. 25f. Monografia (Licenciatura em Educação Física) – Universidade São Francisco. HILLMAN, S. K. Avaliação, prevenção e tratamento imediato das lesões esportivas. Barueri: Editora Manole, 2002. LAFETA, J. C. Higiene e Primeiros Socorros na Educação Física. Montes Claros: Editora Unimontes, 2014. MARQUES R. A ressignificação da educação e o processo de ensino e aprendizagem no contexto de pandemia da COVID-19. Boletim de Conjuntura (BOCA). v.3, n.7, p.31-46, 2020. OLIVEIRA, A. D. S. et al. Atuação dos Professores às Crianças em Casos de Acidentes na Escola. Rev. Interdisc. UNINOVAFAPI. Teresina, v. 5, n. 3, p. 26-30, jul. Ago.-set., 2012. SILVA, L.S.; ASCOLI, A.M.B. O educador físico e os primeiros socorros na educação infantil. Visão Universitária. v., p.17-31. 2018. SOLTOSVIKI, W.; SOUZA, G. COSTA. C. A. Principais lesões encontradas nas aulas de Educação Física em Três Escolas da Rede Estadual de Ensino da Cidade de Ponta Grossa - PR. 2017. 18f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Educação Física) - Faculdade Sant´Ana, Ponta Grossa - PR, 2017. VIÇOSA, D.L. et al. Educação postural como estratégia de promoção de saúde na escola. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, v. 9, n.2, p.1-23, 2020.
2009 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Perspectivas para retomada das práticas esportivas na cidade de Montes Claros/MG Amário Lessa Júnior;Marcelo de Paula Nagem;André Luiz Gomes Carneiro;Geraldo Magela Durães; Práticas esportiva. Retomada.. Experiencia. O Coronavírus (SARS-CoV-2), vírus causador da doença COVID-19, pode causar diversos sintomas, mas afeta sobretudo as vias respiratórias, podendo acarretar desde um resfriado leve em jovens saudáveis, até a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em idosos, pessoas com problemas cardiovasculares e imunocomprometidos. Dentre os grupos de trabalhos que fazem parte da estrutura curricular do curso de Educação Física, a Live do esporte, constituída pelos professores Amário Lessa Júnior, André Luiz Gomes Carneiro, Geraldo Magela Durães e Marcelo de Paula Nagem, transmitiu através do Instagram. As discussões do grupo, para a confecção do roteiro dos trabalhos, ocorreram principalmente por reuniões pelo Google Meet e WhatsApp, onde se formatou a linha discussão, bem como, o tempo disponível para cada professor e como seria a logística da transmissão, que teve duração de 60 minutos. As atividades didáticas ficaram indisponíveis nos moldes que conhecíamos e passamos a estabelecer uma nova forma de contato através do notebook, celulares, tablets, etc. que causou um transtorno para toda a comunidade acadêmica, que ficou sem direção de como se estabeleceria os estudos, avaliações e o término do semestre e ano letivo. O certo, é que todos nós, estamos aprendendo a sermos mais independentes e pedagogicamente mais criativos nas nossas atribuições escolares frente a COVID-19, nos tornando usuários dos meios de comunicação eletrônica e das novas tecnologias educacionais. Sejamos bem-vindos a este novo estágio intelectivo. REBMANN, T.; CARRICO, R.; WANG, J. Physiologic and other effects and compliance with long-term respirator use among medical intensive care unit nurses. American Journal of Infection Control.Volume 41, ISSUE 12, p. 1218-1223, December 01, 2013.https://doi.org/10.1016/j.ajic.2013.02.017 BRASIL – Ministério da Educação (MEC). Protocolo de biossegurança para retorno das atividades nas Instituições Federais de Ensino. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/campanhas-1/coronavirus/CARTILHAPROTOCOLODEBIOSSEGURANAR101.pdf/view. Acesso em: 03 de jul. 2020. CRUZ, A. A.et al. Considerações sintomáticas e medicamentosas a respeito do novo Coronavírus: uma revisão da literatura sobre farmacologia, efeitos adversos, fisiopatogenia e formas de tratamento do covid-19. Espaço Ecológico. Disponível em: encurtador.com.br/ksH58. Acesso em: 13 jun. 2020. MEZZADRIL, F. M.; SCHMITT, P. M. Recomendações e Orientações Gerais parao Esporte Brasileiro frente à COVID-19. Instituto de Pesquisa – INTELIGÊNCIA ESPORTIVA, UFPR. Disponível em: http://www.inteligenciaesportiva.ufpr.br/site/wp-content/uploads/2020/05/Recomendac%CC%A7o%CC%83es-final.pdf. Acesso em: 29 de jun. 2020. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Nota de Alerta. Grupo de Trabalho em Atividade Física. Como possibilitar que crianças e adolescentes pratiquem atividades físicas com segurança pós-quarentena da COVID-19? 2020. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22593c-NA_-_Atividade_fisica.pdf. Acesso em: 29 jun. 2020. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Coronavirus disease 2019 (COVID-19). 2019. Disponível em: https://www.who.int/docs/defaultsource/coronaviruse/situation-reports/20200303 sitrep-43-covid-19.pdf?sfvrsn=2c21c09c_2. 2019. Acesso em: 24 jun. 2020. BASKARAN,C.;SHIFRA,F.“Exercise with facemask; Are we handling a devils sword?” – A physiological hypothesisMed Hypotheses. 2020 Nov. 144: 110002. Published online 2020 Jun 22. doi: 10.1016/j.mehy.2020.110002
2010 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Políticas públicas de esporte e lazer em pandemia Luciano Pereira da Silva;Georgino Jorge de Souza neto;Isabela Veloso Lopes Versiani;Rogério OthonTeixeira Alves;José de Andrade Matos Sobrinho;Evilásia Ferreira Martins; Esse relato de experiência está baseado em uma das estratégias propostas pelo Colegiado Didático de Bacharelado do curso de Educação Física da UNIMONTES, para conduzir o período de atividades compreendido do dia 15 de junho a 10 de julho de 2020, a partir da Portaria Nº 072 - REITOR/2020, que instituiu o retorno às atividades após um breve período de recesso e necessidade de ajustes, entre a última semana de maio e início de junho. O relato aqui descrito está ligado à área “Questões Culturais”, vinculado ao Eixo “Educação Física, Esporte e Sociedade, no qual foi proposto o tema: “ Políticas Públicas de Esporte e Lazer em tempos de pandemia”, com a participação do professor Luciano Pereira da Silva, que aceitou o convite para compor a mesa como palestrante principal, e demais professores-organizadores integrantes do Eixo: Georgino Jorge Neto, Isabela Versiani, Rogerio Othon, José de Andrade Sobrinho e Evilázia Ferreira Martins. BOBBIO, N.; BOVERO, M. Teoria geral da política: a filosofia política e as lições dos clássicos. Rio de Janeiro: Elsevier: Campus, 2000. BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N. Dicionário de política. Brasília: UNB. 1986. BRASIL. Constituição Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituição.html. Acesso em: 29 jun. 2019. CICLO PDCA. Disponível em: http://www.utp.br/informacao/si/si_ciclo%20PDCA %20e%205S.html. Acesso em: 29 jun. 2019. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, ONU, 1948. UNIMONTES. PORTARIA Nº 036 - REITOR/2020..Disponível em: https://unimontes.br/wp-content/uploads/2020/03/Portaria-n%C2%BA-036-Reitor.pdf.Acesso em: 17 mar. 2020. UNIMONTES. PORTARIA Nº 072 - REITOR/2020. Disponível em: https://unimontes.br/wp-content/uploads/2020/06/Portaria-n%C2%BA-072-Reitor1.pdf.Acesso em: 17 mar. 2020.
2011 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Intervenção profissional remota em Educação Física: relato de um Meet sobre possibilidades de trabalho com crianças, jovens, adultos e idosos Carlos Rogério Ladislau;Berenilde Valéria de Oliveira Souza;Marúcia Carla D’Afonseca Santos Borges;Vinicius Dias Rodrigues; INTERVENÇÃO PROFISSIONAL, EDUCAÇÃO FÍSICA Em dezembro de 2019, o mundo foi alarmado com uma nova doença, posteriormente chamada de COVID-19, que hoje protagoniza uma pandemia de projeções trágicas e contornos ainda imprevisíveis. Como consequência, parte das instituições de ensino superior passaram a operar seus processos remotamente, sendo a Unimontes uma delas. Nesse sentido, o objetivo desse relato é registrar uma das ações que foram implementadas nesse trabalho remoto: o desenvolvimento de uma mesa redonda virtual, realizada no dia 26 de junho de 2020, tendo como suporte tecnológico a integração das plataformas Google Meet e YouTube.Para além das limitações impostas pelo cenário atual, o emprego de estratégias baseadas na mediação tecnológica tem permitido, à comunidade acadêmica, construir o melhor presente possível nesses tempos obscuros que confrontam a todos com o desafio cotidiano de reinvenção da nossa existência subjetiva, coletiva e social. CAVALCANTE, A. S. P.et al. Educação superior em saúde: a educação a distância em meio à crise do novo coronavírus no Brasil. Avances en Enfermaría. 2020; 38 (1supl): p-p. https://doi.org/10.15446/av.enferm.v38n1supl.86229. HODGES, Charles et al. The difference between emergency remote teaching and online learning. EDUCAUSE Review. 27 mar. 2020. Disponível em: https://er.educause.edu/articles/2020/3/the-difference-between-emergency-remoteteaching-and-online-learning, 2020. Acesso em: 11 maio 2020. JIMÉNEZ-PAVON, David; CARBONELL-BAEZA, Ana; LAVIE Carl J. Physical exercise as therapy to fight against the mental and physical consequences of COVID-19 quarantine: Special focus in older people. Progress in Cardiovascular Diseases. https://doi.org/10.1016/j.pcad.2020.03.009 OLIVEIRA, Ana Beatriz. Educação em tempos de pandemia: o uso da tecnologia como recurso educacional. Pedagogia em Ação. Belo Horizonte, v.13, n. 1, p-p, 1 sem. 2020.
2012 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Aplicação de métodos de ensino a distância: gestão, administração e organização de eventos esportivos Lácio Cesar Gomes;Paulo Eduardo Gomes Barros;Vivianne Margareth Chaves Pereira Reis;Walter Luiz Moura;Wellington Danilo Soares; Métodos de ensino, Distânica, Gestão, Eventos Um marco importante foras as chamadas “Conferências Nacionais do Esporte” organizadas pelo Ministério do Esporte (ME) e pela divisão das responsabilidades das políticas sociais com as ONG´s, sociedade civil e instituições privadas, que tinham no seu bojo a função de propiciar esporte e lazer, de forma específica para as pessoas que viviam a margem da sociedade, colocando o esporte e laser numa dimensão social (ARBAUGH,2002), e nesta perspectiva uma maior valorização dos eventos esportivos. A estruturação, organização e gestão de eventos esportivos é um dos importantes componentes ministrados nos diversos cursos de Educação Física, além de um campo fecundo para o profissional desta área. Com o objetivo de conhecer as experiências dos professores universitários diante da aplicação de métodosde ensino a distância, adotada pelo curso de Educação Física da universidade estadual de montes claros.Inicialmente foi realizada uma reunião entre coordenadores de curso e professores para explicar sobre a aplicação de métodos de ensino a distância em tempos de pandemia pela Universidade Estadual de Montes Claros/UNIMONTES. Portanto, através deste relato de experiência em ensino a distância em tempos de pandemia, algumas adaptações nos planejamentos das aulas para as próximas etapas do processo ensino aprendizagem devem ser pontuados, como: AsAulivesdevem ser mais específicas, baseadas nas ementas de cada disciplina, mas em contrapartida, entende-se que este método de ensino a distância consiste apenas, em uma forma momentânea de ensinar, não substituindo o contato direto com o acadêmico no processo de ensino presencial. ARBAUGH, J. B. Managing the on-line classroom: a study of technological and behavioral characteristics of web-based MBA courses. Journal of High Technology Management Research. v. 13, n. 2, p. 203-223, 2002. HOLANDA, B.B.B.; MEDEIROS, J. Sports mega events, public opinion and media: balance of media coverage and quantitative research on Rio 2016 Olympic Games. Olimpianos, Journal of Olympic Studies. v.4, p. 54-75, 2020. MARQUES R. A ressignificação da educação e o processo de ensino e aprendizagem no contexto de pandemia da COVID-19. Boletim de Conjuntura (BOCA). v.3, n.7, p.31-46, 2020. OLIVEIRA, A.A.B.; SILVA JÚNIOR, A.P.; ANVERSA, A.L.B., FLORES, P.P.; REPPOLD FILHO, A.R. Legados dos megaeventos esportivos para a proposta pedagógica do Programa Segundo Tempo. Revista Brasileira de Ciências e Movimento. v.27, n.4, p.20-31, 2019. SCHULMAN, L. Renewing the pedagogy of teacher education: the impact of subject specific conceptions of teaching. Simpósio sobre Didáticas Específicas en la Formación de Professores. Santiago de Compostela, 1992. SUN, P. C.; TSAI, R.J.; FINGER, G.; CHEN, YY.; YEH, D. What drives a successful e-learning? An empirical investigation of the critical factors influencing learner satisfaction. Computers Education, v.50, n. 4, p. 1183-1202, 2008.
2013 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 A dança nos currículos dos cursos de Educação Física: por que e para quê? Fernanda de Souza Cardoso;Elisângela Chaves;José Roberto Lopes de Sales; relato, dança, educação física Com o ensino remoto já estabelecido na Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, entre os meses de junho e julho, o Colegiado Didático do curso de Educação Física Bacharelado desta instituição, propôs o uso de “Atividades didáticas online” em diferentes plataformas como: Google Meet, Instagram e Youtube. As atividades propostas poderiam ser Lives, seminários, mesas-redondas ou minicursos, organizados pelos professores e professoras do referido curso a partir de nove (9) eixos. Desta maneira, o objetivo deste relato é descrever a experiência de uma mesa-redondaintitulada “A dança nos currículos dos cursos de Educação Física: por que e para quê?”, proposta pelo no eixo “Corpo, expressão em EF e ginástica”. A partir do novo contexto enfrentado, os grupos organizados escolheram diferentes temas, que interessariam e atravessariam os distintos conhecimentos tratados nos diversos componentes curriculares do curso de EF bacharelado, com o intuito de estimular e “(re)aproximar-se” de seu corpo discente. O tema definido para a mesa objetivou esclarecer algumas questões que permeiam a dança e a presença desta manifestação corporal nos currículos dos cursos de EF, em especial no curso de bacharelado. A exposição ficou por conta da professora. Elisângela Chaves e do professor José Roberto Lopes, com a mediação da professora Fernanda de Souza, todos autores deste relato; tendo ao final atingido seu objetivo uma vez que houve participação significativa de docentes, discentes e pessoas interessadas nas diversas temáticas que fizeram parte das “Atividades didáticas online”. ANTUNES-NETO, J. M. F.Sobre ensino, aprendizagem e a sociedade da tecnologia: por que se refletir em tempo de pandemia? Revista Prospectus, v. 2, n. 1, p. 28-38, ago./fev. 2020. Disponível em: https://prospectus.fatecitapira.edu.br/index.php/pgt/article/view/32/21. Acesso em: 25 jul. 2020. BARBOSA, A. M.; VIEGAS, M. A. S.; BATISTA, R. N. F. F. Aulas presenciais em tempos de pandemia: relatos de experiências de professores do nível superior sobre as aulas remotas. Rev. Augustus. Rio de Janeiro, v.25, n. 51, p. 255-280, jul./out. 2020. Disponível em: https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/565. Acesso em: 31 jul. 2020. 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2014 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Os desafios na construção do trabalho de conclusão de curso em Educação Física Amário Lessa Júnior;Ester Liberato Pereira;Fernando Ribeiro Cassiano; Desafios, Trabalho de Conclusão de Curso, TCC, Educação Física O presente texto objetiva relatar a experiência de elaborar uma mesa-redonda online para os alunos do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES/MG. A mesa-redonda foi uma das atividades do evento denominado Atividades Acadêmicas Online, proposto pelo Departamento de Educação Física e do Desporto (DEFD). O objetivo do evento foi oferecer, aos alunos, experiências motivadoras e temas importantes para a sua formação acadêmica. Neste trabalho, são informados os recursos utilizados para a realização da atividade, bem como os professores que contribuíram para a concretização da mesma. Foi surpreendente perceber como os alunos foram receptivos e participativos nas atividades. ARAÚJO, R. S. de; FERNADES, T. F. de S.; MEDEIROS, J. P. de; CUNHA, J. K. P. da. Facilidades e dificuldades observadas na elaboração do TCC: um estudo sob a ótica dos discentes do curso de Ciências Contábeis da UFRN. XVII Congresso Nacional de Administração e Contabilidade – AdCont 2016. Disponível em: http://adcont.net/index.php/adcont/adcont2016/paper/view/2349. Acesso em: 19 ago. 2020. CARBONI, R. M.; NOGUEIRA, V. de O. Facilidades de dificuldades na elaboração de trabalhos de conclusão de curso. ConScientiae Saúde, v. 3, p. 65-72. São Paulo: UNINOVE, 2004. MEDEIROS, B. C.; ROCHA, F. A. F.; SILVA, R. C. L. e DANJOUR, M. F., Dificuldades do processo de orientação em trabalhos de conclusão de curso (TCC): um estudo com docentes do curso de Administração de uma instituição privada de ensino superior. Holos, v. 5, p. 242-255, Natal: IFRN, 2015. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS, A UNIMONTES, Disponível em: https://unimontes.br/apresentacao/. Acesso em: 19 ago. 2020. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ, Manual de Normalização de Documentos Científicosde acordo com as normas da ABNT. Curitiba, 2017.
2015 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Minicurso: noções de primeiros socorros e técnicas de suporte básico de vida (sbv) Claudiana Donato Bauman;Hellen Veloso Marinho Rocha;Jean Claude Lafetá;Saulo Daniel Mendes Cunha;Simone Valéria Dias Souto;Viviane Carrasco; O distanciamento social apresentado como medida não-farmacológica no contexto da pandemia da COVID-19, levou a comunidade acadêmica a tomadas de decisões que se relacionaram à prevenção da doença provocada pelo Sars-Cov-2 (ou novo Coronavírus). O teletrabalho foi instituído pelas instâncias superiores da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, desde o final da primeira quinzena de março de 2020 e as atividades em Tratamento Excepcional (regime domiciliar), estabelecidas pela Portaria Nº 036 – Reitor/2020 e prorrogadas pelas Portarias Nº 049 e Nº 053 Reitor/2020, foram estabelecidas. Nessa perspectiva, várias ações foram implantadas nas diversas áreas do saber da Universidade, no sentido amenizar as diferenças do ensino de um ambiente presencial em relação à transmissão de informações em ambientes virtuais. Trata-se de um Relato de Experiência, elaborado por uma equipe de professores do Departamento de Educação Física e do Desporto, Bacharelado e Enfermagem da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, relacionando o eixo Atividade Física e Saúde. A temática foi debatida através da realização de um “Minicurso” e transmitido por meio do canal do YouTube do curso de Educação Física da UNIMOMTES, intitulado: “Noções de Primeiros Socorros e Técnicas de Suporte Básico de Vida”. A atividade didática realizada de forma online, oportunizou a aprendizagem, inclusão e troca de experiências, a partir da problematização de situações cotidianas e se mostrou efetiva no sentido de proporcionar conhecimento básico mediante às situações de urgência e emergência e possíveis agravos que demanda conduta de primeiros socorros. Dessa forma, salientamos a importância do compromisso ético desta instituição pública, através do Curso de Educação Física/Bacharelado da Unimontes,de propiciar um momento de disseminação das técnicas e aprendizado para as pessoas, uma vez, que conhecimentos de utilidade pública dessa natureza, são fundamentais para a manutenção da vida, seja em atividades de vida diária ou atividades ligadas à prática profissional do profissional de Educação Física. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Nota Técnica nº 04/2020. Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Atualizada em 31 mar. 2020. Disponível em: encurtador.com.br/amwOY Acesso em: junho. 2020. BECKER, K. E.; MOLINA, F. C. Primeiros socorros nas escolas: opção ou necessidade?Anais do Seminário Internacional de Educação-SIEDUCA, n. 2, 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica – Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela doença pelo Coronavírus - 2020. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/20/doc-nota-tecnica-covid19---1-.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de Suporte Básico de Vida do SAMU. Brasília 2014. COELHO, J. P. S. L. Ensino de primeiros socorros nas escolas e sua eficácia. RevCient ITPAC, v. 8, n. 1, p. 7, 2015. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS (Minas Gerais). Instrução Técnica Operacional n.23 - Protocolo de Atendimento Pré-Hospitalar. Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2013. 169p. GONZALEZ, M. M;etal.I diretriz de ressuscitaçãocardiopulmonar e cuidados cardiovasculares de emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia: resumo executivo. ArqBrasCardiol. [Internet] 2013 fev [acesso em 2020 ago 21]; 100(2):105-113. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo KLEINMAN, M. E.; et al. Part 5: Adult basic life support and cardiopulmonary resuscitation quality. Circulation.2015;132(Suppl.2):S414-35.https://doi.org/10.1161/CIR.0000000000000259 LAFETA, J. C. Higiene e Primeiros Socorros na Educação Física. Montes Claros: Editora Unimontes, 2014. 88 p. SOUZA, P. J. de; TIBEAU, C. Acidentes e primeiros socorros na Educação Física escolar. EfdeportesRevista Digital, Buenos Aires, 13 (127), 2008. Disponível em: http://www.efdeportes.com.Acesso em mai. 2014.
2016 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Prática de atividade física em tempos de isolamento social causado pela pandemia da COVID-19 Claudiana Donato Bauman;Rosângela Ramos Veloso Silva;Simone Valeria Dias Souto Santos;Waldney Roberto de Matos e Ávila; O ano de 2020 teve seu início marcado pelo surto da doença causada pelo novo coronavírus, a COVID-19.Frente a esse cenário diversas foram as mudanças ocorridas no âmbito social, econômico e educacional, direcionadas pelos governos federal, estaduais e municipais. O distanciamento social fechou as universidades, e em março de 2020, foi publicada a portaria 343 do Ministério da Educação, a qual: “Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do novo coronavírus” (BRASIL, 2020). Evidenciando a necessidade de um novo modelo educacional, a partir de uma maior utilização da tecnologia para seguir com os conteúdos programados para o ano letivo. Trata-se de um Relato de Experiência, elaborado por uma equipe de professores do Departamento de Educação Física e do Desporto da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, relacionando os eixos Atividade Física e Saúde e Morfologia Funcional, acerca da realização de uma live por meio da rede social “Instagram” (na linguagem da Internet, a expressão passou a caracterizar as transmissões ao vivo).Nesse cenário, a proposta apresentada tornou-se imprescindível ao apresentar, aos acadêmicos do Curso de Educação Física, informações atuais relacionadas as possíveis alternativas para a continuação das práticas rotineiras de atividade física, por parte dos escolares, em tempos de distanciamento social.O desafio foi apresentar experiências e conceitos associados a manutenção de crianças e adolescentes fisicamente ativa e orientá-las, de forma segura, sem esbarrar nas estratégias de medidas de prevenção em relação à disseminação do vírus. BRASIL Nacional I. PORTARIA No 343, DE 17 DE MARÇO DE 2020 - DOU - Imprensa Nacional. Disponível em: http://www.in.gov.br/web/dou. Acesso 05 de ago. 2020. HODGES, C.et al. The difference between emergency remote teaching and online learning. EDUCAUSE Review. 27 mar. 2020. Disponível em: https://er.educause.edu/articles/2020/3/the-difference-between-emergency-remote-teaching-and-online-learning , 2020. Acesso em: 28 jul. 2020. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria. Nota de Alerta:Como possibilitar que crianças e adolescentes pratiquem atividades físicas com segurança pós-quarentena da COVID-19?Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22593c-NA_-_Atividade_fisica.pdf Acesso em: 15 jul. 2020. WHO – World Health Organization. Novel Coronavirus (2019-nCoV): Situation Report. Disponível em: https://www.who.int/docs/defaultsource/coronaviruse/situation-reports/20200208sitrep19-ncov.pdf?sfvrsn=6e091ce6_2. Acesso em: 20 jun. 2020.
2017 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF A ENTREVISTA COM O TÉCNICO DE FUTEBOL PROFISSIONAL E PROFESSOR NEY FRANCO Cássio Ângelo Rodrigues Dantas; Esta entrevista teve como objetivo conhecer um pouco da vida academica e profissional do Profissional de Educação Fisica e Técnico profissional, Prof Ney Franco da Silveira Junior. Seu corpo de texto ele relata toda a sua caminhada, desde acadêmico na Universidade federal de Viçosa até os dias atuais como Treinador Serie A Campeonato Brasileiro.
2018 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF EFEITO DA PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS EM AMBIENTE AQUÁTICO SOBRE A SAÚDE MENTAL DE IDOSOS: REVISÃO SISTEMÁTICA Leonardo Geamonond Nunes; Exercício Físico, Ambiente Aquático, Saúde Mental, Idosos O objetivo do estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre o efeito da prática de exercícios físicos em ambiente aquático sobre a saúde mental de idosos, e responder a seguinte pergunta: O exercício físico em ambiente aquático proporciona benefícios sobre a saúde mental de idosos? Foram analisados e lidos na integra artigos publicados entre os anos de 2015 a 2020 nos idiomas português e inglês, nas seguintes bases de dados: SCIELO, LILACS e GOOGLE SCHOLAR. Os estudos relataram que a prática sistemática de exercícios físicos em ambiente aquático proporcionou benefícios na qualidade do sono, aumento da motivação em promoção da saúde e melhorias sobre a saúde cerebral, aprimorando o desempenho cognitivo em idosos. A prática sistematizada de exercícios físicos é reconhecida por profissionais da área da saúde como ação não farmacológica, potencializando o desempenho cognitivo e prevenindo contra transtornos mentais comuns e possíveis demências. Porém cabe aos profissionais de Educação Física atribuir maior atenção aos fatores de risco e desenvolver estratégias que visem proporcionar maior funcionalidade e qualidade de vida para a população idosa respectivamente. ADAM R.J, PIANTADOSI C, ETTRIDGE K, MILLER C, WILSON C, TUCKER G et al. Functional health literacy mediates the relationship between socio-economic status, perceptions and lifestyle behaviors related to cancer risk in an Australian population. Patient Educ Couns. 2013;91(2):206-12. ANDRANDE F.L.J.P, LIMA J.M.R, FIDELIS K.N.M, LIMA J.J.K.C. Incapacidade cognitiva e fatores associados em idosos institucionalizados em Natal, RN, Brasil. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol, 2017; 20(2): 186-197. ASSUMPÇÃO L.O.T, GOLIN C.G. 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2019 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF IDOSO E LAZER: CONTRIBUIÇÕES DE ATIVIDADES RECREATIVAS NO MEIO AQUÁTICO PARA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA Ana Maria Didoni;Michelle Carolina Piassalonga;Evandro Antonio Corrêa; Lazer. Idoso. Atividades Recreativas. Meio aquático. Identificar as contribuições de atividades recreativas no meio aquático para melhoria da qualidade de vida de idosos. A metodologia foi com base na abordagem qualitativa, de ordem exploratória e descritiva e da técnica de revisão bibliográfica. A realização de atividades recreativas se torna relevante na hidroginástica com o intuito de promover aulas mais prazerosas contribuindo para o bem estar dos idosos. Nesse sentido, vivência de atividades recreativas no meio aquático, por meio da hidroginástica, pode contribuir na diminuição das limitações ocasionadas pelo processo do envelhecimento para o idoso. Conclui-se que as atividades recreativas no meio aquático podem auxiliar no desenvolvimento dos idosos, possibilitando uma vida mais sociável e menos depressiva, contribuindo para melhoria da qualidade de vida. ALLEN, S. M. Proposta para o meio aquático. In: MARCELLINO, N. C. Lazer e recreação: repertório de atividades por ambientes. Campinas: Papirus, 2007. BARBOSA, F. S.; CAMPAGNA, J. Animação sociocultural e o segmento do idoso: reflexões e sugestões. In: MARCELLINO, N. C. Lazer e recreação: repertório de atividades por fases da vida. Campinas: Papirus, 2006. BACHION, M. M.; COSTA, E. C.; NAKATANI, A. Y. K. Capacidade de idosos da comunidade para desenvolver Atividades de Vida Diária e Atividades Instrumentais de Vida Diária. Acta Paulista de Enfermagem. São Paulo, v.19, n.1, 2006. BENTO, J. O. O século do idoso e o papel do desporto. Revista Humanidade. Brasília: UnB, n.46, 1999. BENTO-TORRES, N. V. O. et al. 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2020 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF A PERSPECTIVA DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA AS AULAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19 Douglas Vieira;Louise Santos;Ângelo Negrão;Roseane Monteiro-Santos; Educação Física Escolar, Novo Coronavírus, COVID-19, Ensino a Distância Este estudo objetivou analisar a perspectiva do professor de Educação Física escolar para as aulas durante e após a pandemia da COVID-19. Teve como objetivos específicos: investigar a visão dos professores sobre a mudança da didática das aulas pós-pandemia; e discutir as possibilidades acerca das aulas remotas da Educação Física na Educação Básica. A metodologia utilizada foi a pesquisa de campo, quanti-qualitativa e para a coleta das informações utilizou-se um questionário. Nos resultados, foi traçado um perfil dos 131 participantes; bem como seus anseios sobre a didática abordada nas aulas como atividades práticas, enfoque na saúde, discussão de aspectos políticos, uso de tecnologias; a possiblidade das aulas remotas na Educação Básica se tornarem viável; e os problemas esperados pelos educadores assim que as atividades escolares forem reestabelecidas. Conclui-se que os professores deverão utilizar todas as competências abordadas nas aulas de Educação Física, para que no primeiro momento de retorno a rotina escolar, essas competências sejam vistas como ferramentas importantes no seu plano de aula, buscando enriquecer o conteúdo e preservar a saúde de seus alunos. ARRUDA, E. P. Educação remota emergencial: elementos para políticas públicas na educação brasileira em tempos de covid-19. Em Rede: Revista de Educação a Distância, Porto Alegre, v. 7, n. 1, p. 258-275, 14 maio 2020. BARRETO, A. C. F.; ROCHA, D. S. 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2021 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF A ESTRUTURAÇÃO DE UM NEGÓCIO EM EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DA FERRAMENTA BUSINESS MODEL CANVAS Cássio Ângelo Rodrigues Dantas; A ferramenta de modelagem de negócios CANVAS é um excelente caminho para jovens empreendedores acadêmicos estruturarem seus negócios de maneira estrategica e sensata. O objetivo deste estudo foi apresentar a estruturação de uma modelagem de negócio disruptivo, na área de Educação Física, pela utilização de conhecimentos de gestão, através da ferramenta BCM - Business Canvas Model, que é um estudo de caso, qualitativo, utilizando-se um instrumento denominado BMC- Business Model Canvas, dos autores Osterwalder e Pigneur (2011), que se caracteriza por uma representação abstrata com 09 (nove) elementos-chave da estratégia de um negócio. Foram feitos estudos de modelagens de negócios da EducaçãoFísica, elaboração de piloto do preenchimento do Canvas durante as aulas de gestão e os resultados apresentados através do próprio Business Model Canvas modelado pelos autores. Como tópicos e seus conteúdos os clientes serão famílias completas, proprietários de cães, de veículos, jovens, empresas, atletas, mulheres vaidosas. Já para relacionamento e canais teremos as redes sociais, internet (site e Blog), SAC, fale conosco. Como proposta de valor o negócio terá como foco a conveniência, praticidade, comodidade, redução de custos e riscos para os clientes, prática de saúde em família, higienização do carro enquanto o pai faz exercícios, a mãe se embeleza e o filho se diverte no play ground, pagando um preço único e justo e fazendo tudo no mesmo lugar. Como atividades chave a serem oferecidas serão oferecidos o serviço de lava jato, musculação, treinamento funcional (adultos e crianças), espaço embeleze, gourmet, estúdio de dança, play ground e dog Fitness para os cães. Os recursos chave utilizados serão subsídios do BNB, BNDES, profissionais diversos (Educação Física, Fisioterapeuta, Nutricionista, serviços gerais, promotor de vendas, brinquedos, duchas, equipamentos fitness, outros). Os parceiros serão os fornecedores diversos de alimentos, produtos de limpeza, materias esportivos, profisisonais liberais, salão e produtos de beleza, design gráfico, outros. O investimento em estrutura de custos se dará através de pagamento de taxas e impostos diversos, financiamento nos bancos de fomento, aluguel de espaço, pro-labore de sócios e salários de colaboradores, além de material de limpeza, equipamentos e reparos. Finalizando o tópico Fluxo de receitas, pretende-se que a entrada de dinheiro seja através de convênios empresariais, diárias, mensalidades e anuidades dos serviços consumidos, hora de play ground, day-use para o cãozinho, higienização veicular, pacote fidelidade e família, serviços de embelezamento geral. Neste sentido, modelo de negócio disruptivo visa quebrar alguns paradigmas tradicionais e apresentar novas perspectivas de negócios. Torna-se-á viável a partir do momento que todas as variáveis sejam tratadas com profissionalismo e muito conhecimento de gestão. A Educação Física necessita alavancar-se como uma área que busque a saúde global do cidadão, holisticamente. AFUAH, A., TUCCI, C. Internet business models and strategies: text and Cases. 2. ed. Boston, McGraw-Hill, 2003. BADEN-FULLER, C.; MORGAN, M. S. Business Models as Models. Long Range Planning, 43(2-3), 156-171. 2010. Doi: 10.1016/j.lrp.2010.02.005. ALMEIDA, M. Desafios do Prof. Ed. Física num mercado em transformação. 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2022 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF ANTONIO LUNARDI: O PRESIDENTE DA CONSTRUÇÃO DO GIGANTE DO HORTO Georgino Jorge Souza Neto; Este trabalho tenciona ilustrar o papel exercido pelo presidente do clube Sete de Setembro, o vereador Antonio Lunardi, no planejamento e execução do projeto de construção do Estádio Independência, que se tornaria à época a mais importante praça esportiva do estado de Minas Gerais. Através de uma revisão periódica, buscamos referências da atuação de Lunardi, elucidando e comprovando o quão fundamental foi a sua participação como principal dirigente do clube setembrino. Fica evidente o jogo político, bem como a relação competente que Lunardi estabeleceu com os principais atores no processo, a saber: prefeitura municipal, CBD e FIFA. Ressaltamos como principal conclusão o fato de o Estádio Independência não ter sido construído para a Copa do Mundo de 1950, embora tenha se tornado moeda de troca para a efetivação do sediamento da capital mineira no mais importante evento esportivo mundial. DIÁRIO Esportivo. Belo Horizonte, p. 4, 16 ago. 1945. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 8, 17 ago. 1948. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 7, 20 ago. 1948. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 8, 03 set. 1948. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 10, 05 jul. 1949. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 10, 19 jul. 1949. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 1, 11 dez. 1949. FOLHA de Minas. Belo Horizonte, p. 10, 22 ago. 1948. FOLHA de Minas. Belo Horizonte, p. 8, 01 jul. 1949. FOLHA de Minas. Belo Horizonte, p. 7, 09 jul. 1949. REVISTA Vida Esportiva, dez. 1948, p. 17. REVISTA Vida Esportiva, mar. 1950, p. 18. SCHETINO, André Maia. Os Gigantes e as Multidões: estádios e cultura esportiva em Belo Horizonte (1950-1965). 2014. 244f. Tese (Doutorado em História) Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2014.
2023 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF A PRATICA DA ATIVIDADE FÍSICA NO CENÁRIO ATUAL DA COVID 19 Vinicius Dias RODRIGUES; Entrevistado: Renato Sobral de Monteiro Júnior
2024 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF A PRÁTICA DO BRAZILIAN JIU JITSU E O DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA João Pedro CARMARGO;Jomilto PRAXEDES; Funções Executivas, Jiu Jitsu, Cognição, Artes Marciais, Esportes O Brazilian Jiu-Jitsu (BJJ) é uma arte marcial de defesa pessoal que engloba todo o sistemático e complexo corpo humano. Amplamente praticado no Brasil e no mundo, o Jiu-Jitsu apresenta características motoras relacionadas ao desenvolvimento das funções executivas das crianças (FEs). No entanto, ainda não se sabe o processo pelo qual essas contribuições ocorrem e se elas ocorrem. Assim, este artigo tem como objetivo identificar e entender a possível participação da prática do BJJ no processo de desenvolvimento da FE infantil. Este estudo foi realizado através de uma revisão de literatura, buscando artigos de revisão completos indexados nas bases de dados PubMed e ScieElo, publicados de 2011 a 2019. Após a seleção e análise dos cinco artigos (duas revisões de literatura e três metanálises), foi identificado que a prática de exercícios contribui para o desenvolvimento da FE, incluindo controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva. De fato, artigos científicos relacionados à prática de BJJ e ao desenvolvimento de FEs são escassos. No entanto, existe uma tendência definida em relação à participação de crianças em programas esportivos com características semelhantes ao BJJ, resultando na melhora da FE. Estudos adicionais são sugeridos para identificar o efeito agudo e crônico da prática do BJJ nas FEs de crianças. ALESI, M.; BIANCO, A.; PADULO, J.; VELLA, F.P.; PETRUCCI, M.; PAOLI, A.; PALMA, A.; PEPI, A. Motor andcognitive development: the role of karate. Muscle. Ligaments and Tendons Journal. v.4, n.2, p.114-20, 2014. APOLINÁRIO-SOUZA, T.; FERNANDES, L. Processamento de informações e intervenção do profissional: tomada de decisão em foco. 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2025 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF NOVOS OLHARES A RESPEITO DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM NA NATAÇÃO: REVISÃO SISTEMÁTICA Leonardo Geamonond NUNES;Raquel FRANCO; Aprendizagem. Ensino. Pedagogia. Natação. O objetivo do estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre o processo de ensino aprendizagem em natação e consequentemente responder a seguinte pergunta: A pedagogia da natação apresenta conteúdo empírico relevante? Metódos: Foram analisados e lidos na integra artigos publicados entre os anos de 2010 a 2019 nos idiomas português e inglês, nas seguintes bases de dados: SCIELO e ERIC. Resultados: Antes da iniciação aos quatro nados culturalmente determinados os aprendizes deverão dominar fundamentos básicos do nadar e de outros nados alternativos. Os aprendizes deverão apresentar controle do próprio corpo em meio aquático e domínio em manipulação de objetos durante a propulsão, para que consigam ter êxito em técnicas especializadas. Conclusão: Esta revisão sistemática tem como propósito abordar princípios e fundamentos para que o professor que se dedica a iniciação em esportes aquáticos possa desconstruir sua programação de ensino voltada apenas aos quatro nados culturalmente determinados. Devemos apresentar outros caminhos pedagógicos que devem ser trilhados favorecendo o reconhecimento e a interpretação das demandas da tarefa pelo aprendiz, desta forma os novatos apresentarão controle do próprio corpo e do ambiente que estiverem inseridos de forma satisfatória. BECKER, F. Aulas de natação infantil: intermediação na perspectiva do professor. Anais do EVINCI - UniBrasil, v. 2, n. 1, p. 154-154–154, 11 jul. 2016. CAMPANIÇO, J. et al. Competência Aquática: um valor acrescentado à Educação Básica. Motricidade, v. 15, n. 1, p. 1–16, mar. 2019. Acesso em: 22 fev. 2020. ESTEVES, C. M. 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2026 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF PERFIL PROFISSIONAL IDEAL E REAL DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO MÉDIO EM ESCOLAS DE PORTO VELHO Alex Luís Reis FERREIRA;Juan Eduardo Aldunate FERREIRA;Cenira Júlia Fernandes Magalhaes TONON; Perfil profissional. Educação Física. Ensino Médio. Professor. O artigo teve como objetivo traçar o perfil profissional ideal e real dos professores de Educação Física do Ensino Médio que atuam em escolas da cidade de Porto Velho/RO. Foi realizada uma pesquisa de campo, descritiva, de cunho quantitativo e qualitativo, método dedutivo. A amostra foi de 10 professores que atuam especificamente no ensino médio. Foi aplicado um questionário misto com 11 perguntas. A pesquisa foi realizada nas escolas: Centro de Ensino Classe A, Colégio e Cursos Sapiens – Unidade Jardim América, Instituição adventista de Educação Noroeste Brasileira, Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Rondônia, E.E.E.M. Major Guapindaia, E.E.E.F.M. Prof. Daniel Neri da Silva, da cidade de Porto Velho, Rondônia. O perfil do professor de Educação Física do ensino médio é de um indivíduo que se preocupa com sua formação, tem prazer em atuar na docência de adolescentes, se propõe a resolver pequenas questões relacionadas ao convívio com os alunos, Concluiu-se que os professores pesquisados estão satisfeitos com suas condições atuais, sendo cientes de suas obrigações e responsabilidades como professores, todos possuem especialização, e a atuação em uma única escola é opção dos próprios professores que possuem atividades complementares que se divergem do âmbito escolar. CASTELANNI FILHO, Lino; FILHO, Casemiro dos Reis; SAVIANI, Dermeval; JANNUZZI, Gilberta S. de M.; GARCIA, Walter E. Política educacional e Educação Física. Editora Autores Associados. Campinas – SP. 2009. Disponível em: http://files.pensando-em-educacao.webnode.com/200000056-b6b21b7a87/ LIVRO% 20Politica-educacional-e-educacao-fisica.pdf. Acesso em: 20 de out. de 2019. CONFEF – Conselho Federal de Educação Física. Legislação. 2019. Disponível em: http://confef.org.br/confef/legislacao/177. Acesso em: 18 de out. de 2019. CONFEF – Conselho Federal de Educação Física. Resoluções.2019. Disponível em: https://www.confef.org.br/confef/resolucoes/381. Acesso em: 30 de out. de 2019. CORREIA, Rodrigo Nuno Peiró; FERRAZ, Osvaldo Luiz. Competências do professor de Educação Física e formação profissional, Motriz, Rio Claro, v.16 n.2 p.281-291, abr./jun. 2010. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/1980-6574.2010v16n2p281. Acesso em: 1 de nov. de 2019. GONÇALVES, Francisco; LIMA, Ricardo; ALBUQUERQUE, Alberto. O perfil do professor de Educação Física e o perfil do treinador, segundo a perspectiva dos alunos do ensino básico e secundário.2016. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/321774879 O perfil do professor de educacao fisica e o perfil do treinador segundo a perspectiva dos alunos do ensino basico e secundario. Acesso em: 1 de nov. de 2019. GOUVEIA, Dayanne Jacinto; CASTRO, Edson Aparecido Anastácio de; MELO, Oliveira Lima de; PAGANI, Mario Mecenas. A ética na formação do profissional de Educação Física. 2019. Disponível em: https://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq-idvol_32_1422027196.pdf. Acesso em: 25 de out de 2019. MAGALHÃES, Érica; ARANTES, Ana Cristina. A competência profissional e o professor de Educação Física. 2009. Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd128/a-competencia-profissional-e-o-professor-de-educacao-fisica.htm. Acesso em: 25 de out. 2019. MONTEIRO, Renata Gomes; MARTINS, Pura Lúcia Oliver. Quem é o bom professor para estudantes do ensino médio. 2009. Disponível em: https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2009/2680_1214.pdf. Acesso em: 24 de out de 2019. NÓVOA, António. Formação de professores e profissão docente. 2008. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/12424596.pdf. Acesso em: 20 de out. de 2019. PRONI, Marcelo Weishaupt. Universidade, profissão Educação Física e o mercado de trabalho. Motriz, Rio Claro, v.16 n.3 p.788-798, jul./set. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/motriz/v16n3/a27v16n3.pdf. Acesso em: 20 de out. de 2019. SANTOS, Maicon Jeferson dos; VOOS, Jordelina Beatriz Anacleto. Caracterização do perfil dos professores de educação física escolar da rede pública estadual do município de Joinville. 2016. Disponível em: https://eventos.set.edu.br/index.php/enfope/article/view/4632/1663. Acesso em: 4 de nov. de 2019. SEBASTIÃO, Luciane Lima; FREIRE, Elisabete dos Santos. A utilização de recursos materiais alternativos nas aulas de educação física: um estudo de caso. Pensar a prática 12/3: 1-12, set./dez. 2009. Disponível em: http://cev.org.br/biblioteca/a-utilizacao-recursos-materiais-alternativos-nas-aulas-educacao-fisica-um-estudo-caso/. Acesso em: 1 de nov. de 2019.
2027 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF SURDOS E O ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: UMA REFLEXÃO Daniel Antunes FREITAS;Wane Elayne Soares EULÁLIO; educação inclusiva, surdos, LIBRAS, ensino superior Este ensaio busca colocar em pauta a discussão sobre as dificuldades enfrentadas pela comunidade surda para obter acesso ao Ensino Superior no Brasil. É preciso que essa questão seja colocada em debate no cotidiano acadêmico e que os obstáculos impostos aos surdos sejam derrubados para que o povo brasileiro possa falar sem reservas sobre a existência de uma Educação Inclusiva real e efetiva. GAMBOA, Silvio Sánchez. Pesquisa em educação: métodos e epistemologia. 2.ed. Chapecó: Argos, 2007. Ministério da Educação. Plano Decenal de Educação para Todos. Brasília: MEC, 1990. ________. Ministério da Educação e do Desporto Secretaria de Educação Fundamental. Lei n° 9394/96. LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996. ________. Ministério da Educação. Parecer nº36/2001. Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Brasília, 2001. ________. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação. Brasília, 2001b. ________. Ministério da Justiça. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1998.
2028 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF SUPLEMENTOS ALIMENTARES։ QUAL O CONHECIMENTO ENTRE ADOLESCENTES? WILLIAM CORDEIRO DE SOUZA;IGOR ROZA;ANDRÉ DE CAMARGO SMOLAREK;LUIS PAULO GOMES MASCARENHAS; Adolescentes, Conhecimento, Suplementos Alimentares Objetivo։ Verificar o conhecimento sobre suplementos alimentares por adolescentes. Métodos։ Trata-se de um estudo descritivo do tipo survey. Assim, a amostra foi composta por 300 adolescentes (111 meninos e 189 meninas), com idades de 14 a 17 anos, da rede particular e pública do ensino médio do município de Irati/ PR. Foi aplicado aos adolescentes um questionário com perguntas abertas e fechadas relacionadas sobre conhecimento, uso e benefícios dos suplementos alimentares. Para a análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva composta por frequência percentílica (%). Resultados։ 92,55% já ouviram falar a respeito do assunto. 83,50% consumiram algum tipo de suplemento e 63,85% conhece alguém que utiliza. Grande proporção respondeu não conhecer os objetivos do uso da Creatina (49,40%), do Nitrato/Oxido Nítrico (82,20%) e do BCAA (79,00%). Entretanto, grande maioria dos avaliados conhecem os objetivos de usar o Whey-Protein (47,30%) e a Cafeína (69,65%). Conclusão։ Foi possível verificar que grande proporção dos adolescentes já ouviu falar, consumiu ou conhecem alguém que consome algum tipo de suplemento. Destes, grande maioria respondeu não conhecer o objetivo do uso da Creatina, do Nitrato/Oxido Nítrico e do BCAA. Porém, conhecem os benefícios do Whey-Protein e da Cafeína. ALMEIDA, A. C. F.; WEFFORT, V. R. S. Uso de suplementos alimentares por adolescentes que frequentam academia. Revista Médica de Minas Gerais, v. 31, n. 3 (Supl1), p. S1-S144, 2011. ALVES, C.; LIMA, R. V. Dietary supplement use byadolescents. Jornal de Pediatria, v. 85, n. 4, p. 287-294, 2009. BRAGA, K. D.; HOERLLE, E. L. V.; PASTORE, C. A.; PRETTO, A. D. B. 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2030 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF A PESQUISA NA UNIMONTES - CLARICE DINIZ Amário Lessa Júnior;Geraldo Magela Durães; Pesquisa, Perspectivas futuras Entrevista a pro reitora de pesquisa professora Clarice Diniz Alvarenga Corsato sobre suas perspectivas na Pró-Reitoria de Pesquisa, os números da pesquisa na UNIMONTES, a qualificação do professores e como a Unimontes fomenta esta, os programas de pós graduação, a inovação tecnológica, o efetivo de pesquisa e as perspectivas futuras para pesquisa na universidade.
2031 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF COMPOSIÇÃO CORPORAL E RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA DE ESCOLARES Eugênio Costa Zuba Neto;André Luiz Gomes Carneiro;Vinicius Dias Rodrigues;Álvaro Parrela Piris;Gregório Ribeiro Andrade Neto;Wellington Danilo Soares; Aptidão física. Resistência muscular localizada. Composição corporal. Escolares. O objetivo do estudo foi avaliar o perfil antropométrico e a resistência muscular localizada como indicadores do estado de saúde em escolares de idade entre 10 a 15 anos da rede pública e privada de Montes Claros/MG. Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo, comparativa, de corte transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída de 100 alunos, sendo 50 da rede de ensino pública estadual e 50 da rede privada. Foi usado o manual de testes do PROESP-BR como referência para mensuração de peso, altura, índice de massa corporal e o teste de resistência muscular localizada. Os resultados mostraram diferença significativa em poucas variáveis, a média e desvio padrão do peso foi 46,2 (±9,2) enquanto na comparação entre gêneros a média e desvio padrão masculino foi 48,40 (±10,1) e a feminina foi 44,08 (±7,8). Comparando as redes de ensino, as medias e desvio padrão da escola privada em peso e estatura foram 48,22 (±8,1) e 159,06 (±7,4) respectivamente, enquanto a escola pública obteve 44,22 (±9,9) e 155,54 (±11,7). As outras variáveis não apresentaram diferenças significativas, entretanto a escola privada apresentou resultados superiores. Evidencia-se por este estudo que os resultados encontrados nos permitem salientar que há significância nas variáveis peso, estatura e idade em comparativo a amostra estudada, com um discreto aumento das variáveis nos alunos da escola privada. DE ALMEIDA, R. J. Obesidade nos Corpos das Mulheres e os Olhares sobre os Discursos Medicalizantes. Sociedade e Estado, v.28, n.2, p.465-465, Maio-Ago, 2013,. ARENA, S.S. 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2032 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA (AACR) E EXERCÍCIO FÍSICO: REVISÃO DE LITERATURA Kássia Héllen Vieira;Dinézia Simões Ferreira;Maria Luisa da Silva;Wanessa Casteluber Lopes;Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves; AACR, suplementos alimentares, esforço físico A utilização de suplementos alimentares tem crescido exponencialmente, seja para preencher uma lacuna deixada pela alimentação e/ou, principalmente como recurso ergogênico. Aqueles classificados como proteicos estão entre os principais utilizados, dentre eles, os AACR (Aminoácidos de Cadeia Ramificada). Desta forma, o objetivo geral da presente revisão de literatura foi aprofundar os conhecimentos com relação à suplementação de AACR e os seus efeitos no exercício físico. O levantamento bibliográfico foi operacionalizado mediante busca de artigos completos indexados nas bases de dados PubMed e ScieElo, publicados entre os anos de 2005 a 2019 e que abordaram a suplementação de AACR no exercício físico. Redução da fadiga central, aumento da síntese proteica, redução da gordura corporal, economia dos estoques de glicogênio muscular, fortalecimento do sistema imune, redução de danos musculares devido a exercícios intensos são alguns efeitos sugeridos como benefícios da suplementação de AACR, porém a literatura apresenta dados controversos, sendo que a maioria destes efeitos não estão devidamente esclarecidos e comprovados, carecendo de uma maior gama de estudos com um maior número amostral e um período mais longo de execução. BECKER, L.K.; PEREIRA, A.N.; PENA, G.E.; OLIVEIRA, E.C.; SILVA, M.E. Efeitos da suplementação nutricional sobre a composição corporal e o desempenho de atletas: uma revisão. 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2033 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF MITO E CORPO: REFLEXÕES SOBRE O CÂNCER DE MAMA Fernanda de Souza Cardoso;Eliana Lúcia FERREIRA; Identificar alguns mitos relacionados ao câncer, reconhecendo como isso se dá no contexto do corpo feminino acometido pelo câncer de mama. Pesquisa empírica, utilizando procedimentos qualitativos, tendo como suporte metodológico a Análise do Discurso (AD), em sua vertente francesa, representada no Brasil, por Eni Orlandi. Utilizamos como instrumento a entrevista semiestruturada, que foi feita com seis mulheres, participantes de grupo de apoio (Projeto Vida Presente), da cidade de Montes Claros, Minas Gerais. A idade das mulheres que representa a amostra do estudo varia dos 44 aos 66 anos, todas acometidas pelo câncer de mama, em processo de acompanhamento e que sofreram intervenção cirúrgica, ou seja, mastectomizadas. Tratamos desta maneira, pelos discursos (corpus) “das mulheres com câncer”, analisar para compreender o que realmente faz sentido para as mesmas e a mitificação, ou não, diante de tal posição, que se faz nova, que se constitui noutra. A partir dessas considerações e princípios é que buscamos compreender os sentidos postos pelas palavras, e aí não “somente palavras”, discursos, dentro de um contexto social específico, considerando as condições nas quais foram produzidos, fazendo significar-se. O câncer vem então acompanhado de um novo vivenciar, de uma certa “estranheza”, tanto por parte de quem se vê acometido pela doença, como por parte daqueles que diretamente estão envolvidos. Pela doença se toma consciência da morte. O olhar da sociedade, do outro, como coloca Hashiguti (2003) se faz primordialmente pelo corpo, que sobre ele tece opiniões, julgamentos, ações, provocando desta maneira reações, atitudes primeiramente de afastar estes olhares, de não precisar ser “visto”, ser “lembrado”, para então, ou não, buscar suportes no sentido de retomada de seus espaços. O câncer por ser uma doença ainda repleta de desconhecimentos continua por alguns sendo mitificada, sendo essa uma das maneiras de lidar com questões ainda não tão esclarecidas, complexas. Alguns aspectos referentes ao mito e o câncer de mama foram constatados pelos discursos das referidas mulheres como: a crença no caráter punitivo da doença, fruto da vontade de Deus, a ideia de que o doente de câncer é um “quase morto” ou de que o câncer pode é contagioso. Os enfrentamentos diante do olhar social influenciam a maneira de lidar com o adoecimento, porém pode ser uma via para a retificação a partir do conhecimento, do reconhecimento, da mudança de atitude, da desmistificação. Mas esse não é um processo imediato, para que uma nova realidade se instale é preciso fazer ecoar a voz, revelar, entender os sentidos, começar a trilhar o caminho. São passos primeiros, pequenos passos, de uma grande questão. ALMEIDA, A. M. de et al. Construindo o significado da recorrência da doença: a experiência de mulheres com câncer de mama. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 9, n. 5, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid. Acesso em: 07 Mar. 2008. ÁVILA, L. A. Psicanálise e mitologia grega. In: Pulsional Revista de Psicanálise, anos XIV/XV, n 152/153, 7-18, 2001/2002. BARROS, D. D. Da submissão feminina à conquista de uma imagem corporal (ir)real. 2001. 163 f. 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2034 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E OS EXERGAMES – O QUE LICENCIANDOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA FALAM SOBRE A SUA APLICABILIDADE Osmano Tavares de SOUZA;Carla RAMALHO; Base Nacional Comum Curricular; Exergames; Educação Fìsica Escolar A Base Nacional Comum Curricular traz novos Eixos temáticos e Objetos de Conhecimento para a Educação Física. Para compreender como graduandos vêem a aplicação do conhecimento jogos eletrônicos na sua futura prática docente, esta pesquisa tem o objetivo de entender as possibilidades de utilização dos Exergames (EXGs), as sugestões da BNCC dentro dos Objetos de Conhecimento nomeado Jogos Eletrônicos, pelos futuros professores nas suas aulas de Educação Física.Utilizamos o método de teoria estatística, tendo como tipo de amostragem por conveniência. Sendo entrevistados 10 alunos do curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros. Temos como resultado: 100% dos pesquisados entendem que os EXGs podem ser utilizados no ensino de modalidades esportivas; 70% dos alunos entrevistados enxergam a possibilidade do uso dos EXGs nas suas aulas. Concluímos que a utilização dos EXGs pode ser uma ferramenta viável, levando em consideração os futuros professores da área. ANDRADE, Alexandro et al. Acute Effect of Exergames on Childrens Mood States During Physical Education Classes. Games for Health Journal, Catarina Universidade do Estado de Santa, Florianópolis, Volume 8, Número 3, fev. 2019. ARAÚJO, João Gabriel Eugênio; BATISTA, Cleyton; LUZ MOURA, Diego. Exergames na educação física: uma revisão sistemática. Movimento, Porto Alegre, v. 23, n. 2., p. 529-542, abr./jun. de 2017. Disponível: em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=115351637007. Acesso em: 5 maio 2019. BEZERRA, Madson Rodrigo Silva. 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2066 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF A MOTIVAÇÃO PARA A PRÁTICA DO FUTEBOL DE CAMPO: UM ESTUDO COM JOVENS ATLETAS Gabriela Fernanda Santos Almeida;Marco Aurélio Dias Gusmão2;Fernanda Cardoso Rocha;Alexandre Alves Caribé da Cunha;Laura Lílian Ferreira Silva; Psicologia do Esporte; Motivação; Futebol. A motivação é um aspecto psicológico que vem sendo muito estudado no âmbito esportivo e é fundamental na prática de qualquer modalidade. O entendimento da motivação no esporte torna-se importante no momento em que enfocamos a motivação como um processo para despertar a ação ou sustentar a atividade. Na vida dos jovens, a prática esportiva pode influenciar positivamente ou negativamente, pois nesta fase da vida, eles passam por mudanças, sendo uma delas o desenvolvimento psicofísico que ocorre intensamente e que é sentido, de modo peculiar, na prática esportiva. Dessa forma, esta pesquisa investigou os fatores motivacionais que influenciam a iniciação e permanência dos jovens atletas na prática do futebol de campo. Além disto, buscou-se constatar os motivos da preferência pelo futebol de campo em relação às outras modalidades, para que estas informações possam contribuir a fim de aperfeiçoar a participação do jovem no esporte. Trata-se de uma pesquisa de campo com caráter qualitativo, descritivo e de corte transversal. O estudo foi realizado com adolescentes da Escola de Futebol da Unimontes, na cidade de Montes Claros – MG. Para tal, foi utilizado como instrumento de coleta de dados um questionário socioeconômico, elaborado pelos próprios pesquisadores, e o Inventário de Motivação à Prática Regular de Atividade Física (IMPRAFE-54). Como resultados apresenta a dimensão “Prazer” como o principal motivador interno à pratica do futebol, seguindo assim pelas dimensão “Saúde”, “Competitividade”, “Estética” e por fim “Controle de estresse”, sucessivamente. Tornando com isso o prazer ao esporte como principal componente motivador a prática de futebol. Este estudo permitiu concluir sobre a influência e a relevância da pratica de esporte para o adolescente, contudo ainda é escassa a literatura que possa realizar embasamento para reafirmar a motivação como componente essencial para tais práticas. BALBINOTTI, M.A., BARBOSA, M.L., BALBINOTTI, C.A., SALDANHA, R.P., MAZO, J.Z. O prazer na prática de atividades físicas e esportivas na adolescência: um estudo comparativo entre os sexos. Coleç. Pesqui. Educ. Fís. 2010;9(2):197-202. BALBINOTTI, M.A., ZAMBONATO, F., BARBOSA, M.L., SALDANHA, R.P., BALBINOTTI, C.A. Motivação à prática regular de atividades físicas e esportivas: um estudo comparativo entre estudantes com sobrepeso, obesos e eutróficos. Motriz. 2011 Jul;17(3):384-94. BALBINOTTI, M.A.A., BARBOSA, M.L.L. Inventário de Motivação à Prática Regular de Atividades Físicas (IMPRAF – 54). Laboratório de Psicologia do Esporte – Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/motriz/v17n3/02.pdf. Acesso em 3 out. 2018. BRASIL. MINISTÉRIO DO ESPORTE. A prática de esporte no Brasil. 2013. Disponível em: http://www.esporte.gov.br/diesporte/index.html. Acesso em: 27 set. 2017. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP N. º 013/2007-Institui a consolidação das resoluções relativas ao título profissional de especialista em psicologia. Resolução nº 013 de 01 de Junho de 2007. Brasília- DF, anexo II, p. 20. Disponível em: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2008/08/Resolucao_CFP_nx_013-2007.pdf. Acesso em: 30 set. 2017. COZAC, J.R.L. Psicologia do esporte: atleta e ser humano em ação. São Paulo: Roca, 2013. LOPES, P., Nunomura, M. Motivação para a prática e permanência na ginástica artística de alto nível. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. 2007; 1;21(3):177-87. MIRANDA, R., BARA FILHO, M. Construindo um atleta vencedor: uma abordagem psicofísica do esporte. Porto Alegre: Artmed Editora, 2009. PACHECO, C.H. Motivação à prática regular de atividades esportivas: um estudo com praticantes de escolinhas de futebol e futsal (13 a 17 anos). 2009. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/18833/000732959.pdf?sequence=1. Acesso em: 15 mai. 2018. PAIM, M.C. Motivos que levam adolescentes a praticar o futebol. Revista Digital 2001 Dec;7(43). PEREIRA, A.B. A construção social do tipo “jogador de futebol profissional”: um estudo sobre os repertórios usados por jogadores de distintas categorias etárias e por integrantes de suas matrizes. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo Digital. 2008. Disponível em: https://sapientia.pucsp.br/bitstream/handle/17303/1/Adriana%20Bernardes%20Pereira.pdf. Acesso em: 20 mai. 2018 SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: um manual para a educação física, fisioterapia e psicologia. Psicologia do esporte: um manual para a educação física, fisioterapia e psicologia. São Paulo: Manole, 2002. DOI: https://doi.org/10.35258/rn2019091300026
2036 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A NECESSIDADE DO ESTÍMULO AO MOVIMENTO PARA A SAÚDE DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN Deissy Alves Câmara; A Síndrome de Down é caracterizada por uma anomalia cromossômica genética que atinge o sistema nervoso central, levando o indivíduo a possuir características físicas específicas além de estar predisposto a manifestações de algumas doençascomo hipotonia, problemas cardíacos e respiratórios congênitos e lassidão ligamentar. Agrega-se a esses sintomas dificuldade no aprendizado, deficiência intelectual, e resposta motora lenta que reflete no esquema corporal do indivíduo afetando suas respostas psicomotoras.Por conseguinte, é primordial promover a autonomia, independência, autocuidado, autoconfiança e desenvolvimento motor a longo prazo para que o portador da Síndrome de Dowm possa viver. Tendo como objetivo a qualidade de vida do Portador da Síndrome de Down este estudo fundamentou-se na necessidade de movimento do corpo como meio de alcançar o bem-estar. Pois, o movimento evita a inércia, promove o emagrecimento, aumento da resistência física e da autoestima, fortalecimento muscular, alívio do estresse, dentre outros benefícios. Assim sendo, qualquer motivo que leva a pessoa a se movimentar mais vezes é oportuno.Por se tratar de pessoas com singularidades é vital estimular o portador da Síndrome de Down movimentar o máximo possível uma vez que a coordenação motora desenvolvida por meio da mobilidade permitirá ao indivíduo conhecer seus limites e potencialidades, expandir seus aspectos sensoriais, cognitivos e motor, bem como, aumentar a força e resistência muscular e a capacidade de respostas mais ágeis aos estímulos externos. Porém, necessário ressaltar que o movimento deve ser adequado a individualidade de cada ser, respeitando suas habilidades e limitações, usando o movimento como ferramenta de integração social e independência. O presente estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica.
2037 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANÁLISE DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM CICLISTAS DE MONTES CLAROS - MG Gabriela Carneiro Cardoso;João Victor de Araújo Queiroz;Waldney Roberto de Matos e Ávila;Hellen Veloso Rocha Marinho; O ciclismo é um dos esportes mais populares do mundo e vem crescendo muito nos últimos anos, tendo como um de seus objetivos o emagrecimento. O Índice de Massa Corporal (IMC) é um dos parâmetros adotados pela Organização Mundial da Saúde para estimar o estado nutricional de cada pessoa. O objetivo do presente estudo foi verificar o Indice de massa corporal de praticantes de ciclismo de Montes Claros. Foram avaliados 44 ciclistas praticantes de Mountain bike com idade média de 36,5 (± 11,57) anos e de ambos os sexos, sendo 38 do sexo masculino e 06 do sexo feminino. Os dados foram obtidos através da aplicação de um formulário específico individual contendo questões relativas à anamnese geral, questões sócio-econômicas, caracterização de treino ou prática no ciclismo, processos patológicos, caracterização de lesões. O cálculo do IMC é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. A classificação dos ciclistas quanto ao estado nutricional foi feito com base nos pontos de corte do IMC adotados pela OMS: < 18,5 - magro ou baixo peso; 18,5 e 24,9 - normal ou eutrófico; entre 25 – 29,9 - sobrepeso; entre 30 e 34,9 obesidade grau I; entre 35 e 39,9 obesidade grau II e valores superiores à 40 - obesidade grau III. Análise descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. Foi obtido como resultado da análise, 1 indivíduo abaixo do peso, 20 indivíduos com peso ideal, 18 com sobrepeso, 4 com obesidade grau 1 e 1 com obesidade grau 2. Portanto, conclui-se que, mais de 50% dos ciclistas entrevistados apresentam peso inadequado, o que pode predispor ao risco de doenças.
2038 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DA ATIVIDADE FÍSICA EM AMBIENTE ENRIQUECIDO NA FORÇA MUSCULAR DE CAMUNDONGOS C57BL/6J Aldecy Batista de Sá Júnior;Ataualba Ramalho;Ana Carolina Rodrigues da Silva de Meirelles Filho;Karen Layane dos Santos;Geovanna de Souza Andrade;Vinícius Dias Rodrigues; Introdução: Existem poucos modelos experimentais de atividade física com roedores. Um formato de atividade física para roedores muito utilizado para estudos de comportamento, é o ambiente enriquecido, assim, a utilização da soma dessas propostas pode ser um modelo experimental com potencial para estudos que deslumbram o impacto real da atividade física em diversas situações de saúde. Objetivo:O objetivo desse trabalho foi verificar os efeitos da atividade física em ambiente enriquecido na força muscular de camundongos C57BL/6. Metodologia: Foram utilizados 10 camundongos C57BL/6 fêmeas. O desenho experimental iniciou-se com a avaliação do peso corporal (PC) e força muscular (FM), posteriormente foram realizadas 24 sessões (sessão diária) de atividade física em ambiente enriquecido com o grupo experimental (n=5) com duração de 60 minutos (cada sessão), grupo controle (n=5) foi mantido na caixa de alojamento. Após realizar todas as sessões, repetiram-se as avaliações do PC e FM. Para avaliação do PC e FM foi utilizado uma balança analítica (Bonther®) e um dinamômetro (Bonther®) respectivamente. Trabalho aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e bem-estar animal da Unimontes (parecer 131/2017). Resultados:A FM foi maior no grupo experimental quando comparada com o grupo controle. Porém, não ocorreu diferença significativa entre as variáveis de FM absoluta média (p=0,175), FM absoluta máxima (p=0,015), FM relativa média (p=0,347) e FM relativa máxima (p=0,346). Mas a FM absoluta média teve um tamanho de efeito grande (1,13), a FM absoluta máxima teve um tamanho de efeito grande (1,84), a FM relativa média teve um tamanho de efeito muito grande (-2,67), e FM relativa máxima teve um tamanho de efeito grande (1,14). Conclusão: Os achados desse trabalho mostrou que a atividade física em ambiente enriquecido pode proporcionar o aumento da FM em camundongos C57BL/6 fêmeas.
2039 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITOS DO TREINAMENTO RESISTIDO COM ESTÍMULO DE CHOQUE ELÉTRICO NA FORÇA MUSCULAR DE CAMUNDONGOS FÊMEAS C57BL/6 Tayrine Resende de Oliveira;Vinícius Dias Rodrigues; Introdução: A literatura apresenta algumas lacunas relacionadas à eficiência do exercício em mimetizar os achados que ocorrem no modelo humano. Assim, na tentativa de promover maior eficiência nos resultados fisiológicos provocados pelo exercício resistido experimental, foi desenvolvido um dispositivo para treinamento resistido, representado por uma escada vertical adequada com estímulo de choque elétrico. Tal dispositivo possivelmente causa o recrutamento muscular extenso dos quatro membros do roedor. Objetivo: Dessa forma, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de um dispositivo vertical de escada para exercícios resistidos com estímulo de choque elétrico na força muscular de camundongos fêmeas C57Bl/6. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo experimental com camundongos C57Bl/6 fêmeas, onde os animais foram divididos em grupo controle (n=5) e grupo experimental (n=5). O grupo experimental realizou 21 sessões de exercício resistido com uso de uma escada com 110 cm de altura, 18 cm de largura, 2 cm entre os degraus e 80 graus de inclinação. Além disso, foi a câmara de saída gerava uma corrente elétrica de 20 volts de intensidade e 45 volts de freqüência foi aplicada às quatro pernas do animal. Foram realizadas seis séries de oito repetições com 90 segundos de intervalo entre as séries. A mensuração da força muscular (FM) relativa e absoluta dos quatro membros foi realizada por meio de um medidor de força de tração muscular (Bonther®). O teste Mann-Whitneyfoi realizado para comparar a diferença pós - pré (delta) da variável dependente e o nível de significância foi estabelecido em p ≤ 0,05. Este trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e bem-estar animal da Universidade Estadual de Montes Claros (parecer 131/2017). Resultados: Os resultados encontrados mostraram que a diferença na FM absoluta média foi significativa (p= 0,016), mas na FM absoluta máxima (p= 0,076), na FM relativa média (p= 0,175) e na FM relativa máxima (p= 0,076) não ocorreu diferença significativa. Com relação ao tamanho do efeito, a FM absoluta média foi classificada como grande (1,13), a FM absoluta máxima foi classificada como grande (1,40), a FM relativa média foi classificada como moderada (0,92) e a FM relativa máxima foi classificada como grande (1,46). Conclusão: O treinamento resistido com estimulo de choque promoveu aumento de força muscular nos membros dos animais do grupos experimental, mostrando uma perspectiva positiva para a continuidade das pesquisas com o objetivo de investigar o efeito desse treinamento em diversas situações de pesquisa científica relacionadas a saúde e/ou desempenho.
2040 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA FLEXIBILIDADE E MEDIDAS MORFOLÓGICAS: UMA ANÁLISE EM IDOSOS PARTICIPANTES DO PROJETO GINÁSTICA PARA TODOS DO MUNICÍPIO DE PATIS/MG Fabrício Jonas Pereira da Silva;Kelly Bomfim da Silva Fernandes; O objetivo do estudo foi analisar o Índice de Massa Corporal (IMC), Relação Cintura Quadril (RCQ) e os níveis de flexibilidade, em idosos participantes do projeto Ginástica para Todos do Município de Patis – MG. O estudo de campo apresenta caráter descritivo, corte transversal e com análise quantitativa. A amostra constituiu 18 (dezoito) idosos com predominância do sexo feminino, sendo possível constatar que destes na variável de Índice de Massa Corporal 33,3% estão na classificação normal (eutrófico), sendo 27,8% em um quadro de sobrepeso e 38,9% em classificação de obesos. Na variável Relação cintura/quadril de acordo com a mesma tabela, foi apresentado nenhum resultado de idoso com baixo risco, entretanto, 33,3% indicam risco moderado, 55,6% indicam risco alto e 11,1% apresentam risco muito alto. Já os dados dos níveis de flexibilidade revelam que 11,1% da amostra encontram-se abaixo da média do nível de flexibilidade; 27,8 classificam-se como acima da média; 11,1% estão classificados como excelentes; 5,6% estão na média e 44,4% estão em nível ruim de flexibilidade. Observa-se que do total desses 18 indivíduos, 11 equivalem a 61,1% foram classificados como não obesos e 7 indivíduos equivalem a 38,9% da amostra classificados como obesos. Entretanto os indivíduos incluídos na classificação de não obesos tem a circunferência da cintura mais elevado do que o do grupo de obesos. Na comparação inferencial houve diferença significativa nas variáveis peso corporal, IMC, circunferência quadril e cintura em relação ao nível de significância p < 0,05. Todos os dados coletados foram analisados por meio do programa estatístico (StatisticalPackage for the Social Sciences – SPSS), versão 20.0 para Windows®. Conclui-se que nas variáveis analisadas de medidas morfológicas, os idosos apresentaram nível maior de obesidade e de risco alto, indicando índices acima dos limites desejáveis. Sobre flexibilidade observamos que a maioria está em nível ruim, abaixo do estimado.
2041 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA IMPACTOS DO ESPORTE NA SAÚDE DURANTE A VELHICE Deissy Alves Câmara; O envelhecimento decorre da passagem do tempo e se caracteriza pelo declínio das funções fisiológicas e diminuição da capacidade funcional, facilitando o desenvolvimento doenças e impactando diretamente na saúde. A saúde caracteriza-se como um bem estar biopsicossocial, sendo que aqueles que estão vivenciando o envelhecimento são mais propensos a não gozarem da saúde em sua plenitude. Tal fato decorre do desgaste natural do vigor físico e mental que acomete a pessoa idosa, ocasionando o desânimo para manter a vida social, baixa autoestima e abalo emocional, fatores que impedem o correto funcionamento do organismo gerando dependência e sensação de incapacidade, produzindo a crença de que a velhice é uma fase dolorosa na qual não se é possível viver bem. Buscando combater os “vilões da velhice” este estudo recorre ao esporte como principal auxiliar do idoso na conquista da qualidade de vida durante a senectude. O esporte é uma modalidade de atividade física que se fundamenta em regras e movimentos programados que pode ser praticado com intuito profissional, recreativo, educativo ou sociocultural, geralmente sob a forma de competição. Significa dizer que quem pratica esportes trabalha simultaneamente a parte psicológica, social, emocional, biológica, fisiológica e espiritual. Pois, a pessoa que se exercita tem sistema imunológico melhor e um organismo mais responsivo dificultando o aparecimento de doenças. Do exposto, infere-se que assim como as vicissitudes da velhice progridem em cadeia, os benefícios da prática desportiva também, de modo que de um benefício decorre outro benefício. Portanto, a prática desportiva deve ser estimulada durante a terceira idade objetivando a saúde e o bem-estar, uma vez que o esporte demonstrou ser fundamental no alcance de uma longevidade de qualidade. O presente estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica em livros, artigos científicos e pareceres de estudiosos sobre o tema.
2042 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM PRATICANTES DE CROSSFIT Lucas Henrique Soares Ribeiro;Nelson Francisco de Paula Teixeira;Hellen Veloso Rocha Marinho; O crossfit é uma modalidade esportiva em ascensão que engloba movimentos funcionais, de alta intensidade, tendo como alguns dos seus objetivos o condicionamento físico e o emagrecimento. O Índice de Massa Corporal (IMC) é um dos parâmetros para estimar o estado nutricional de cada indivíduo adotados pela Organização Mundial da Saúde. O objetivo do presente estudo foi verificar o Indice de massa corporal de praticantes de crossfit de Montes Claros. A amostra foi composta por 35 voluntários praticantes de crossfit com idade média de 35,17 (± 4,19) anos e de ambos os sexos, sendo 11 do sexo masculino e 24 do sexo feminino. Os dados foram obtidos através da aplicação de um formulário estruturado específico contendo questões relativas à anamnese geral, caracterização de treino caracterização de lesões, entre outros. O cálculo do IMC é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. A classificação dos praticantes de crossfit quanto ao estado nutricional foi feito com base nos pontos de corte do IMC adotados pela OMS: < 18,5 - magro ou baixo peso;18,5 e 24,9 - normal ou eutróflico; entre 25 – 29,9 - sobrepeso; entre 30 e 34,9 obesidade grau I; entre 35 e 39,9 obesidade grau II e valores superiores à 40 - obesidade grau III. Análise descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. Os resultados do presente estudo revelaram que apenas 2 (dois) indivíduos do sexo masculino apresentou IMC considerado normal, 8 apresentaram sobrepeso e foi detectado 1 homem com obesidade grau 1. Com relação às mulheres, 79% apresentavam-se estróficas, e também foi observado sobrepeso em 5 mulheres. Conclui-se que enquanto a maioria das mulheres apresentaram IMC adequado, a maioria dos homens apresentaram peso acima do ideal, o que pode predispor à ocorrência de doenças.
2043 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ÍNDICE DE MASSA CORPORAL ENTRE PRATICANTES DE VOLEIBOL DE DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Jesulino Farias de Souza Neto;Vivianne Margareth Chaves Pereira Reis;Vinícius Dias Rodrigues;Hellen Veloso Rocha Marinho; O voleibol é uma modalidade esportiva popular, com objetivos distintos variando de cada praticante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) utiliza como um dos parâmetros para estimar o estado nutricional de cada indivíduo o Índice de Massa Corporal (IMC). O objetivo desse estudo foi verificar o IMC de mulheres praticantes de voleibol de diferentes faixas etárias. A amostra foi composta de 33 mulheres com idade de 37,15 (± 7,47) anos praticantes de voleibol em Montes Claros, MG. Os dados foram obtidos através da aplicação de um formulário especifico. O cálculo do IMC é realizado dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. A classificação das voluntárias quanto ao estado nutricional foi feito com base nos pontos de corte do IMC adotados pela OMS. Test t independente foi utilizado para verificar possíveis diferenças nos valores de IMC entre mulheres com idade inferior a 35 anos e com idade igual ousuperior à 35 anos. O nível de significância estabelecido foi de α < 0,05. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os valores médios do IMC considerando as diferentes faixas etárias investigadas. A maioria das voluntárias foram classificadas como eutróficas, correspondendo à 64,3% das mulheres mais novas e 65,0% das mulheres com idade superior. 21,4 % das mulheres com idade inferiorapresentavam sobrepeso, enquanto que no grupo de idade igual ou superior à 35 anos o percentual de mulheres com sobrepeso correspondeu à 25 %. Foi verificada a presença de obesidade em 7,1% das mulheres mais novas comparada à 10% das mulheres com idade superior. Conclui-se que embora os valores de IMC não tenham diferido entre os grupos com diferentes faixas etárias e a maioria das voluntárias apresentassem valores correspondentes ao IMC adequado, um percentual considerável de mulheres em ambos os grupos apresentaram valores superiores aos considerado ideal, o que pode predispor à ocorrência de doenças, não devendo ser negligenciado.
2044 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LESÕES EM PRATICANTES DE VOLEIBOL Áquila Larissa Xavier de Souza;Hellen Veloso Rocha Marinho; O voleibol tem natureza complexa e dinâmica exigindo diferentes capacidades físicas e motoras, sendo considerado um dos esportes que mais sofreu alteração em suas regras e velocidade de jogo. O objetivo do presente estudo foi verificar a presença de queixas (sintomas) em praticantes de voleibol da cidade de Montes Claros. Participaram do estudo 42 adultos jovens praticantes de voleibol sendo 8 homens e 33 mulheres, com idade média de 35,6 ± 8,15 anos Os voluntários responderam a um a formulário estruturado específico, contendo questões objetivas e subjetivas relacionadas aos dados demográficos, perfil da prática da modalidade, presença de sintomas, histórico de lesões,entre outros. A análise descritiva utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. 17 voluntários reportaram a presença de sintomas, sendo que foram relatados 22 sintomas. Foram evidenciados que 29% dos participantes da amostra que informaram a presença de sintomasapresentaram dor no joelho, 23% apresentaram dor no ombro,enquanto que dores nas regiões do tornozelo e coluna foram informadas em uma freqüência de 12% dos voluntários com sintomas para cada um desses locais. Conclui-se que os locais com maior freqüência de sintomas álgicos entre os praticantes de voleibol da cidade de Montes Claros foram os complexos articulares do ombro e joelho.
2045 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MOTIVOS E FREQUÊNCIA PARA A PRÁTICA DE CICLISMO EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Camila Sâmela da Silva Rosa;João Victor de Araújo Queiroz;Waldney Roberto de Matos e Ávila;Hellen Veloso Rocha Marinho; O ciclismo é um dos esportes mais populares no mundo, sendo praticado com diversos objetivos, viabilizando, de acordo com o tipo de treinamento, o aprimoramento do metabolismo aeróbio e anaeróbio. O presente estudo teve como objetivo identificar os objetivos e frequência da prática do ciclismo, uma vez que essas informações subsidiam a elaboração do programa de treinamento. A amostra foi composta por 44 indivíduos de ambos os sexos, sendo 38 do sexo masculino e 06 do sexo feminino, alocados, para fins de análise, em dois grupos: G1- idade <35anos (n=23; 27,7 ± 4,4 anos); G2- idade ≥ 35 anos (n=21; 46,5 ± 7,9 anos ), todos praticantes de ciclismo na cidade de Montes Claros. Os voluntários responderam a um formulário estruturado que permitiu a análise descritiva para caracterizar a amostra. Quanto aos objetivos da prática do ciclismo, o condicionamento físico foi relatado como principal motivo em ambos os grupos, correspondendo à frequência de 78,2% e 66,6%, para G1 e G2 respectivamente. Reportaram o lazer e saúde como principal objetivo 19,0 e 13,4% para G1 e G2 respectivamente. O emagrecimento foi relatado como motivo para a prática por 14,2 % dos sujeitos de G2 e 8,6% de G1. Quanto à frequência da prática, três vezes por semana foi a mais relatada em ambos os grupos (G1:43,4%; G2: 33,3%), seguida de quatro vez por semana em G2 (23,8%) e duas vezes por semana em G1 (26,8%). Conclui-se que aprimorar o condicionamento físico é um aspecto impulsionador da prática do ciclismo, embora lazer e saúde, além do emagrecimento sejam fatores que não devem ser desprezados. Quanto à frequência da prática, três vezes por semana atende a maioria dos ciclistas, independente da faixa etária.
2046 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MOTIVOS E FREQUÊNCIA PARA A PRÁTICA DE VOLEIBOL POR MULHERES DE DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Maria Geovania Cardoso Batista;Áquila Larissa Xavier de Souza;Vivianne Margareth Chaves Pereira Reis;Vinícius Dias Rodrigues;Hellen Veloso Rocha Marinho; O conhecimento dos objetivos e caracterização do perfil da prática do volei, em especial considerando a freqüência semanal são importantes aspectos a serem considerados para subsidiar as ações dos profissionais de Educação Física. O objetivo do presente estudo foi verificar os motivos e freqüência de prática de voleibol, considerando diferentes faixas etárias. A amostra foi composta de 33 mulheres com média de idade de 37,15 anos ± 7,47 praticantes de voleibol na cidade de Montes Claros, MG. As voluntárias responderam a um formulário estruturado que analisava os objetivos propostos pelo estudo. Para análise dos dados, a amostra deste estudo foi alocada em dois grupos distintos, um grupo de 13 mulheres com idade até 35 anos e o outro grupo com 20 mulheres com idade igual ou superior à 35 anos. Análise descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. Quanto aos objetivos para a prática de volei, o lazer foi relatado com maior freqüência tanto pelo grupo de mulheres com menos de 35 anos, quanto para o grupo com idade superior, correspondendo à 69,2% e 50% respectivamente. O fator “condicionamento físico”foi reportado 35,0% das mulheres com idade superior comparado à 30,8 % das mulheres mais novas. Três mulheres com idade superior informaram ter aderido à prática de vôlei com o objetivo de emagrecimento, o que não foi reportado por nenhuma das mulheres com idade inferior ao ponto de corte. Com relação à frequência houve maior percentual de prática 3 vezes por semana, seguido por 2 vezes. Conclui-se que o lazer foi o principal objetivo para a prática de vôlei relatado pelas voluntárias e, embora o condicionamento físico seja um importante aspecto considerado pelas voluntárias de ambos os grupos, o fator emagrecimento foi reportado apenas pelas mulheres com idade superior. A maioria das voluntárias pratica a modalidade entre 3 ou 2 vezes na semana.
2047 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NÍVEIS DE RESISTÊNCIA MUSCULAR E FLEXIBILIDADE EM ATLETAS DE HANDEBOL DO MUNICÍPIO DE JAÍBA – MG Davyd Kaiky Ferreira Santana;Berenilde Valéria de Oliveira Sousa; Introdução: Para Nieman (1999), Aptidão Física (ApF) é uma condição de energia que direcionada, possibilita que o individuo a utilize para realizar uma determinada atividade. Esta, ramifica-se em duas, sendo a Aptidão Física Relacionada à Saúde e Aptidão Física Relacionada ao Desempenho. Entre os indicadores de ApF, estão as medidas de aptidão cardiorrespiratória, composição corporal, força, velocidade, agilidade e referenciados nesse trabalho a resistência muscular e flexibilidade. (LEITE, 1997; GAYA et al., 2002). Metodologia: O presente estudo se caracteriza como estudo de campo, com duração transversal, de caráter descritivo, qual buscou informações a cerca da Flexibilidade e Resistência Muscular Localizada, sendo aplicados os testes de Projeto Esporte Brasil (PROESP-Br) e um questionário, aspirando assim, ressaltar as características intrínsecas no indicador referenciado em escolares participantes do Projeto Handebol (PH) da Escola Estadual Venceslau Brás (EVB) do município de Jaíba – MG. Os resultados foram avaliados usando as normas avaliativas do PROESP-Br, quais são dadas em: Zona de risco a saúde ou Zona saudável. Resultados: Entre os 45 participantes do PH da EVB, 32 se enquadraram nos critérios de inclusão sendo 62,5% (20) participantes do sexo masculino e 37,5% (12) do sexo feminino. Sendo assim, afirma-se que 9,6% daqueles que participaram do teste de Resistência Muscular Localizada (3 alunos/atletas) e apenas 6,2% da amostra (2 alunos/atletas) relacionados no testes de Flexibilidade situam fora da Zona de Saudável.
2048 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUEIXAS ÁLGICAS EM PRATICANTES DE CICLISMO João Victor De Araújo Queiroz;Waldney Roberto de Matos e Ávila;Hellen Veloso Rocha Marinho; O ciclismo é um dos esportes mais tradicionais do mundo, o Mountain Bike é uma modalidade bem popular do ciclismo, mas algumas pessoas ainda têm receio de começar a prática, devido ao suposto potencial lesivo dessa modalidade. Algumas regiões corporais são mais demandadas durante a sua prática em função de diversos fatores, podendo acarretar no surgimento de sintomas específicos e lesões futuras. O objetivo do presente estudo foi verificar a presença de queixas (sintomas) em praticantes de Mountain Bike da cidade de Montes Claros. A amostra do presente estudo foi composta por 44 adultos jovens praticantes de Mountain Bike, sendo 38 homens e 6 mulheres, com idade média de 36,5 (± 11,57) anos. Os voluntários responderam a um a formulário estruturado específico, contendo questões objetivas e subjetivas relacionadas aos dados demográficos, perfil da prática da modalidade, presença de sintomas, histórico de lesões entre outros. Análise descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. 50% dos voluntários reportaram a presença de sintomas. Dos 26 sintomas relatados, foram evidenciados que 34% correspondiam à dor no joelho, 23% referiam à dor na coxa, 11% dos sintomas ocorriam em função de dor na coluna e quadril, 7% referiam a dor na perna, enquanto que a queixa de dor foi reportada no ombro, punho e perna numa freqüência de 3,84% para cada uma dessas regiões . Conclui-se que os locais com maior frequência de sintomas entre os praticantes de ciclismo foram o complexo articular do joelho e a região da coxa.
2049 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AS QUESTÕES DE GÊNERO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Sany Mariane Barbosa de Abreu Fonseca;Carla Chagas Ramalho; Este trabalho trata-se de uma pesquisa bibliográfica com fins deanálisedas questões de gênero nas aulas de Educação Física, buscando compreender, como e se o gênero interfere na participação dos(das) alunos(as) nas aulas.Na maioria das vezes o corpo não pode realizar seus desejos e vontades por serem as normas estabelecidas para cada gênero, vistas como diferentes, com isso, restringindo os(as) alunos(as) que experimentem os movimentos e conteúdos da Educação Física por estarem ligados a um modelo hegemônico de atividades masculinas e femininas (CARVALHO, 2018). O gênero atravessa a prática docente de Educação Física, trazendo situações de igualdade e desigualdade presentes nas aulas (ALTMANN; AYOBA, AMARAL, 2011).Entendemos que a escola é um lugar propício para ocasionar situações com relação às questões de gênero a maioria delas ocorrem nas de Educação física, visto que o corpo é a ferramenta principal nas aulas de Educação Física é através dele que o(a) aluno(a) expressa as vontades apresentada pelo(a) professor(a). Este deve estar atento sobre essas questões balizadoras sobre as relações de gênero, auxiliando nas reduções de discriminações.
2050 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CONHECENDO O MUSEU: UMA INTERVENÇÃO DA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA AOS ALUNOS DE UMA ESCOLA DE MONTES CLAROS-MG. Cleison Marciel Pereira;Danilo Martins Almeida;Taynara Helena dos Santos;Daniel Frankly Oliveira Sales4;Eduardo Silva Rodrigues;Diego Alves Durães;Rogério Othon Teixeira Alves; O subprojeto da Educação Física do Programa de Residência Pedagógica da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), coordenado pelo prof. Dr. Rogério Othon Teixeira Alves, sediado na E. E. João de Freitas Neto, situada no bairro Morada do Parque na cidade de Montes Claros-MG, direciona suas atividades à educação para o lazer, entendendo suas possibilidades de intermediação para uma condição de vida saudável. Logo no início da execução do subprojeto, uma das primeiras atividades foi caracterizar os alunos da escola em questão em relação a idade, moradia e práticas diárias em geral. Para que isso acontecesse, foi elaborado um questionário que foi aplicado para as turmas do ensino médio da escola a fim de levantas esses dados. Ao todo, foram aplicados 167 questionários onde um aspecto chamou muito a atenção, um dado representando que dentre esse montante, apenas 2,40% afirmou visitar museus. Partindo dessa premissa, foi elaborado uma intervenção onde o objetivo principal era oportunizar esses alunos a visitarem e assim conhecerem um museu. A priori, foi produzido um projeto a ser apresentado à direção da escola que logo o aprovou. Logo em seguida, começou a ser feita a introdução teórica do tema “museu” de forma interdisciplinar envolvendo as disciplinas de história e filosofia. Foram elaboradas e ministradas aulas voltadas para as nuances do lazer e conceituação dos museus para a contextualização da visita dos alunos. A visita foi feita ao Museu Regional do Norte de Minas Gerais, localizado na cidade de Montes Claros-MG. No decorrer e mesmo após a intervenção, foi possível perceber a satisfação dos alunos em estar presente em um ambiente tão rico em conhecimento e cultura. Com essa intervenção foi possível propiciar aos alunos da escola uma prática nova para a grande maioria deles, os influenciando para uma possível nova prática de lazer, além de contribuir para conscientizar a preservação e valorização do Museu Regional do Norte de Minas Gerais.
2051 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO – PERCEPÇÕES DE PROFESSORAS SOBRE QUAIS CONTEÚDOS TÊM MAIOR PARTICIPAÇÃO NAS AULAS Raine Amorim Carvalho;Carla Chagas Ramalho; A presente pesquisa tem como objetivo investigar quais conteúdos da Educação Física tem maior participação dos alunos do Ensino Médio de uma escola no município de Coração de Jesus/MG, na percepção das professoras. A amostra foi constituída por duas professoras do Ensino Médio da rede pública estadual, as perguntas estão relacionadas aos conteúdos, aos materiais disponíveis e planejamento das aulas. Foi utilizado um questionário, elaborado pelas pesquisadoras, constituída por oito perguntas abertas, visando que o questionário é uma técnica de investigação formada por um conjunto de questões que servem para adquirir informações de indivíduos sobre conhecimentos, valores, expectativas, crenças, entre outros (GIL, 2008). A interpretação dos dados coletados se deu pelo método de análise de conteúdo (BARDIN, 2009), através dos dados qualitativos e foi utilizada a análise categorial, pois consideramos como a melhor alternativa para analisar os dados coletados. Através das respostas do questionário, podemos ver que existe a dificuldade dos professores diversificarem as suas atividades, porque os alunos, no entender dos docentes, não estão dispostos a variação das atividades. Também constatamos que um conteúdo onde há maior participação dos alunos de Educação Física no Ensino Médio é o futsal, mas não é adequado colocar em todas as aulas uma única ferramenta de ensino, pois isso pode fazer com que eles percam o interesse em outras atividades e não tenham oportunidade de conhecer novas práticas. Assim, visamos com esses resultados contribuir para que a Educação Física possa servir para futuras tomadas de decisão desta instituição e de outras que tenham as mesmas características.
2052 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA HOMOFOBIA EM JOGO Vitor Igor Conceição do Nascimento;Fernanda de Souza Cardoso; A sociedade é plural, e com isso, muitas vezes ocorrem situações de discriminação com base na intolerância às diferenças. Como espelho da sociedade, a escola reflete seus valores e normas e, desta forma, aspectos negativos são incorporados no cotidiano dos alunos. Este estudo versa sobre um desses aspectos, a homofobia, problema recorrente nas escolas, caracterizada como o repúdio, menosprezo e discriminação de todo indivíduo homossexual, ou àquele que foge aos padrões heteronormativos da sociedade. Como instituição formadora, a escola, junto aos professores deve trabalhar esta temática com os alunos a fim de minimizar as ocorrências de homofobia na escola, baseando-se no respeito às diferenças. Portanto, o presente estudo se propõe a identificar como os professores de Educação Física lidam com situações de homofobia no cotidiano da escola. O estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, de análise qualitativa dos dados. A amostra foi composta por um total de quatro professores de Educação Física, efetivos na rede estadual de ensino, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, das duas maiores escolas de Montes Claros, segundo dados da Superintendência Regional de Ensino – SRE, sendo dois professores de cada uma das referidas instituições. Como recursos metodológicos foram utilizados a pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo; sendo que nesta última, o instrumento utilizado foi a observação simples e, em seguida, uma entrevista semiestruturada. Os dados coletados foram analisados qualitativamente, através da técnica de categorias. Portanto, a partir dos dados aqui obtidos pode-se afirmar que as situações de homofobia na escola acontecem de forma cotidiana, e que os professores entrevistados não são orientados pelo setor pedagógico para lidarem com a referida temática, além de não terem uma formação inicial eficaz quanto ao conhecimento sobre a mesma. Nesse sentido, conclui-se que os professores entrevistados não estão preparados para lidar com a homofobia na escola.
2053 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PERFIL MORFOLÓGICO E HÁBITOS DE LAZER DE ESCOLARES EM MONTES CLAROS - MG Heide Pereira Costa;Ingredy Emanuelle Rodrigues Freire;Jose Vicente Gonçalves da Silva Neto;Juliana Valéria Souza Santos;Lalina Raiany Santos Lataliza;Lorena Michele Prates da Silva;Lucas Ariel Santos Araújo;Matheus Oliveira Araújo;Tamara Karine Alves Gomes;Rogério Othon Teixeira Alves; Este estudo tem como objetivo avaliar as variáveis morfológicas em alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual eingressa no Programa de Residência Pedagógicado município de Montes Claros – MG, bem como identificar e conhecer quais são os hábitos de lazer desses escolares. Este trabalho foi constituído por uma amostra de 100 alunos de ambos os sexos idade entre 14 e 15 anos. Como instrumento de pesquisa foi utilizado um questionário semiestruturadopara caracterizá-los e um teste antropométrico, que incluía altura (m), peso (kg), índice de massa corporal (IMC), relação cintura-quadril (RCQ) e porcentagem de gordura corporal.Em relação ao gênero, a maior prevalência foi do sexo masculino63%, enquanto que do sexo feminino foram 37%.A maioria dos alunos analisados, cerca de 80%, possui telefone celular e tem acesso à internet. Umpequeno índice, porém, considerável, foi o fato de alguns alunos indicarem ter contato com cigarros e bebidas alcoólicas, 6,67% e 16,67%, respectivamente.As atividades de lazer mais citadas pelos escolaresforam:praticamesportes (53,33%), veem programas de TV (20%), frequentam bares (3,67%), assistem filmes (66,67%), acessam a internet (26,67%), frequentam academia (13,33%), vão a festas e shows (20%), frequentam parques (23,33%), frequentam praças públicas (36,67%), visitam museus (3,33%), frequentam clubes (40%),e, por fim, leem livros (23,33%).Quanto ao teste antropométrico, foi feita a divisão por gênero e calculado a média em cada variável, assim, a média de peso corporalfoi de 57,2 kg,masculino,e de 52,5 kg,feminino; a média de altura foi de1,67m,masculino, e 1,57m, feminino; o IMC teve média de 19,97 no sexo masculino e 21 no feminino; RCQ foi de 0,83cm para meninos e 0,80cm para meninas e, por fim, o percentual de gordura masculino foi de 18,12% e feminino de 28,19%. Os resultados foram analisados e discutidos pelos residentes a fim de elaborar uma linha de trabalho dento da escola.
2054 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PRÁTICAS DE LAZER NA SEMANA DO ESTUDANTE EM UMA ESCOLA DE MONTES CLAROS NO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA Danilo Martins Almeida;Daniel Frankly Oliveira Sales;Taynara Helena dos Santos;Diego Alves Durães;Eduardo Silva Rodrigues;Cleison Marciel Pereira;Rogério Othon Teixeira Alves; O subprojeto da Educação Física do Programa de Residência Pedagógica da Unimontes, sediado na E. E. João de Freitas Neto, situada no bairro Morada do Parque na cidade de Montes Claros-MG, objetiva oferecer aos alunos o conhecimento necessário sobre o lazer e suas práticas em seu desenvolvimento individual e coletivo como meio de educação para a saúde. Durante a semana de comemoração do Dia do Estudante, foi realizado com os alunos do Ensino Médio um projeto de práticas de lazer no parque. Foram explicados por meio de aulas teóricas aos alunos os interesses do lazer durante os horários das aulas de Educação Física. A partir das aulas ministradas, foi elaborado um questionário pela equipe do Residência Pedagógica para investigar a frequência de atividade física dos alunos em suas práticas de lazer do cotidiano. Foram respondidos 144 questionários em cinco turmas do ensino médio, e os resultados foram: 70,73% dos alunos afirmaram que praticam alguma atividade física de lazer; quanto a proposta de intervenção na semana do estudante, 24,39% dos alunos afirmaram que frequentam parques durante uma semana normal para prática de alguma atividade de lazer. Devido ao baixo índice de frequência a parques nas respostas dos alunos, foi proposto na semana do estudante uma intervenção com práticas de lazer no Parque Municipal Milton Prates, localizado próximo a escola. Foram propostas oficinas de skate, slackline,leparkour, treeking orientado e street dance em uma manhã. Durante a realização do evento, foi notado o interesse dos alunos em participar das práticas propostas pelos residentes, sendo notada a satisfação na realização das oficinas oferecidas. Com este projeto, foi possível intermediar o acesso as práticas de lazer num parque da cidade, estimulando a utilização do espaço público como um meio de vivenciar atividades físicas diversas que poderão ser utilizadas tanto para o seu divertimento no tempo livre quanto para ter uma vida saudável por meio do lazer.
2055 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RELATO DE EXPERIÊNCIA ACERCA DO EVENTO 1ª MESA REDONDA SOBRE TABUS ESCOLARES: POR QUE NÃO FALAR? Sany Mariane Barbosa de Abreu Fonseca;Dayvid Kayke Ferreira Santana;Cleison Marciel Pereira;Nágilla Santa Rosa Cordeiro1;Rhaonay Junqueira Reis; Este relato de experiência oriunda de um evento que buscou discutir a necessidade e importância de debates que circundam os Tabus Escolares sendo abordado num contexto que cultive a necessidade de ser trabalhado, expressado, debatido e contextualizado no âmbito escolar. De acordo com Guérios (1954, p.7) “Tabus pode ser traduzido por sagrado proibido, vem a ser abstenção ou proibição de (...) dizer qualquer coisa sagrada ou temida”. A metodologia discorre da observação do evento I mesa redonda sobre tabus escolares. Por que não falar? Realizado no dia 17 de maio de 2019 no Auditório do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O evento proporcionou a reflexão e aprendizado acerca dos temas: sexualidade, racismo, gênero e feminismo, associados a Tabus Escolares, vislumbrando falas que em momentos polemizou o público presente. Os assuntos abordados, sendo tabus, afloraram nos participantes um leque de pensamentos/sentimentos intrínsecos, ora bons, ora ruins, de acordo com a perspectiva alheia, associados à formação individual. A problematização se expandiu para redes sociais através de um trecho de um pequeno vídeo conjugado a uma fala que distorceu o contexto do evento, levando a associar o verdadeiro significado do termo tabu, que nem todos estão abertos a novas visões. Concluímos que, os tabus, por serem temas ditos impróprios, quando são mencionados atraem olhares de espantos e incredulidade, o que aponta ainda mais a necessidade de trabalhar esses temas, entendendo que a naturalidade advém da prática de discussões que proporcionam determinado conhecimento.
2056 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A PRÁTICA DOCENTE DE PROFESSORAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS - MG Lidiane Carvalho Silva;Carla Chagas Ramalho; Atualmente, o professor encara desafios na sala de aula que, muitas vezes, impede a efetivação do seu trabalho com qualidade. Os professores de Educação Física exercem um papel de grande responsabilidade no ensino infantil pois eles auxiliam não só na metodologia e no desenvolvimento dos seus alunos, mas trabalham com valores cognitivos, afetivos, morais, sociais e emocionais. Neste contexto, a presente pesquisa teve como objetivo verificar como os professores de Educação Física Infantil avaliam sua prática docente em algumas escolas das redes públicas municipal de Montes Claros – MG. A pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa com uma amostragem constituída por duas professoras da rede pública estadual que assinaram o termo de consentimento livre. Para realizar o diagnóstico das dificuldades enfrentas pelos professores de Educação Física, foi utilizado um questionário com 12 questões abertas. Com base nos resultados obtidos foi possível afirmar que os objetivos deste estudo foram alcançados, uma vez que evidenciaram a prática docente dos professores da Educação Física no ensino público, bem como as suas dificuldades, como a falta de materiais e espaço físico para realização das aulas, falta de planejamento para os alunos com necessidades especiais. Foi possível verificar, também, as dúvidas e anseios dos entrevistados em relação aos métodos de ensino. Sendo assim, foi possível relatar as diversas situações enfrentadas pelas Professoras de Educação Física do ensino público. É perceptível que os professores zelam pelo trabalho desempenhado. O maior problema encontrado, que desmotivam os mesmos, é o descaso com a educação e a indisponibilidade de recursos.
2057 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA VISITA AO MUSEU: CONTRIBUIÇÕES DA INTERDISCIPLINARIDADE ENTRE HISTÓRIA, FILOSOFIA E EDUCAÇÃO FÍSICA NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA Taynara Helena dos Santos;Danilo Martins Almeida;Cleison Marciel Pereira;Clélia Soares Fonseca1;André Cangussu;Jiulliano Carlos Lopes Mendes;Rogério Othon Teixeira Aloves; O Programa de Residência Pedagógica, ação do MEC por meio da CAPES, tem como finalidade aperfeiçoar o estágio supervisionado, no qual contribui na formação de professores inserindo os acadêmicos a partir do 5° período de graduação dos cursos de licenciatura nas escolas de educação básica. O Subprojeto da Educação Física, Estudos do Lazer, desenvolvido na E. E. João de Freitas Neto, por meio de uma intervenção pedagógica, realizou o projeto interdisciplinar “Conhecendo o Museu: resgatando a história da origem de nossa região”, entre as disciplinas de História, Filosofia e Educação Física, que propiciou aos alunos do ensino médio uma visita ao Museu Regional do Norte de Minas, promovendo assim uma articulação entre os saberes disciplinares. Os objetivos desta ação foram: conceituar o patrimônio cultural; despertar nos alunos a importância do cultivo da nossa memória cultural; estimular o desenvolvimento do indivíduo na relação lazer-educação. Os museus reformulam a teia discursiva da história, através de objetos e documentos apresentados e expostos, tornando-se um meio de expressão e elaboração da memória da sociedade. Por fim, a visita ao museu contribuiu para a exploração prática das categorias do lazer intelectual e turístico, reflexões sobre a nossa memória coletiva como modo de promover o autoconhecimento e análise do aprendizado dos alunos no contexto da história, no que refere descrever o Museu enquanto bem material e imaterial,
2058 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA- UNIMONTES: PERFIL DOS ACADÊMICOS DO CURSO Cássia Patrícia Vieira Da Silva;Adriana Tolentino Santos; Conhecer quem são os alunos dos cursos de graduação é um dos desafios que se faz presente, diz respeito a compreender as novas características que apresentam os alunos ingressantes, seu perfil, e os impactos que isso pode representar para o desenvolvimento institucional, e para cada projeto pedagógico dos cursos. Nesta perspectiva, este estudo teve por objetivo caracterizar o perfil dos acadêmicos matriculados no curso de Licenciatura emEducação Física da UNIMONTES. Do ponto de vista metodológico, trata-se de um estudo de campo,de natureza quanti-qualitativa, descritiva, tendo como amostra 314 acadêmicos regulamente matriculados do 1º ao 8º período do curso, no semestre 2/2017, nos turnos diurno e noturno, pertencentes aos campus Darcy Ribeiro e campus Janúaria. O instrumento para a coleta de dados baseou-se em um questionário semiestruturado adaptado da pesquisa de Terrão (2016). A interpretação das informações qualitativas foi realizada através da criação de categorias, proposta por Minayo (2002), quanto a análise quantitativa deu-se através software SPSS-IBM 22.0. Identificou-se que maioria dos participantes deste estudo eram do sexo feminino, com idade entre dezessete e cinquenta e dois anos,maior parte solteiros, a maioria dos acadêmicos exercem atividades remuneradas, com jornadas de trabalho variando de 4 à 60 horas semanais. Uma expressiva maioria dos estudantes estão inseridos na classe E com renda familiar até 2 salários, sendo que uma maior parte dos acadêmicos são advindos de escolas públicas. Ao especificarem a primeira opção de curso ao tentarem ingressar na instituição superior mencionaram 34 graduações distintas, sendo o curso de Licenciatura emEducação Física o mais citado. A análise das informações permitiu ainda identificar que surpreendentemente e lamentavelmente que expressiva maioria dos participantes da pesquisa não possuíam nenhum conhecimento sobre o curso de Educação Física Licenciatura, no momento de sua escolha.
2059 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMPANHIA DE DANÇAS PARAFOLCLÓRICAS SARUÊ: A EXTENSÃO COMO POSSIBILIDADE PARA A VIVÊNCIA DO LAZER? Erivelton Rodrigues da Silva;Fernanda de Souza Cardoso; Introdução: A dança se apresenta como uma forma de manifestação, que representa várias características de uma sociedade. No que diz respeito à dança, existem registros que a identificam como uma das primeiras manifestações artísticas do ser humano, nas quais, através de seu movimento, eram simbolizados rituais e evocações sobre diferentes esferas da vida. A prática da dança para alguns pode ser realizada de maneira profissional, porém para outros, o dançar se torna uma busca para a autoestima e o bem estar. A busca por lazer se torna uma maneira de encontrar atividades no tempo livre. O projeto da criação do grupo surgiu a partir de uma proposta acadêmica de dinamizar o ensino das danças folclóricas, disciplina ministrada no curso de Educação Física. Embora a companhia tenha como embrião o Departamento de Educação Física e do Desporto, a partir da institucionalização do Saruê, foi viabilizada a participação de acadêmicos e professores vinculados a outros departamentos e cursos da UNIMONTES. Objetivo: Verificar se a prática da dança para os participantes do Projeto de Dança Saruê, de ação extensionista, tem caráter de lazer.Metodologia: Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, de corte transversal e abordagem qualitativa dos dados. A amostra será composta por todos os integrantes que são assíduos nos ensaios e reuniões da Companhia de Danças Parafolclóricas Saruê, da Universidade Estadual de Montes Claros. Resultados:As observações desse estudo ocorreram durante duas semanas, num total de seis ensaios. Durante esta etapa o pesquisador descreveu numa espécie de diário de bordo os acontecimentos considerados mais relevantes: o que os entrevistados faziam durante os ensaios, desde a chegada até o término. Conclusão: Após analisar todas as categorias propostas podemos constatar que para os integrantes entrevistados da Companhia de Danças Parafolclóricas Saruê o grupo é uma forma de lazer para eles, porém é também um momento que os mesmo tem uma aproximação daquilo que os fazem bem que é a dança.
2060 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DO PADRE OSMAR AO JOÃO REBELO; DO JOÃO REBELO AO ATENEU: NOTAS SOBRE O BATISMO DO BROCA Mailton Nascimento Oliveira;Maylson Nascimento Oliveira;Georgino Jorge de Souza Neto; 01 de Maio de 1947. Assim conta a história oficial sobre a data de fundação da Associação Desportiva Ateneu, um dos mais importantes clubes de futebol da cidade de Montes Claros/MG. No entanto, ao pesquisarmos sobre a história do futebol local, as fontes registram outras possibilidades de entendimento no que tange à origem nominal da destacada equipe montes-clarense. Assim, conseguimos localizar o surgimento do Esporte Clube Padre Osmar como referência constitutiva do time que viria a se tornar Ateneu. O ano de 1941 marca a primeira aparição dessa entidade esportiva, localizada no periódico Gazeta do Norte (19.04.1941, p. 3), principal jornal local à época. De acordo com a nota jornalística, se enfrentaram na preliminar “[...] o juvenil do União e um combinado de ginasianos, vencida pelos ginasianos, que compunham o combinado Padre Osmar Novais, pela contagem de 3 x 1”. O combinado do Colégio Diocesano, intitulado de Padre Osmar Novais (professor do Colégio e grande incentivador de práticas esportivas da cidade) parece ter rendido frutos. Menos de 4 meses após a partida desse combinado, encontramos o anúncio do seguinte jogo: S. C. Padre Osmar x A. A. Vera Cruz (GAZETA DO NORTE, 09.08.1941, p. 2). Estava fundado o Sport Club Padre Osmar, equipe de futebol que se colocaria entre as principais referências futebolísticas da cidade. No entanto, no ano de 1947, ocorre o falecimento de um dos seus fundadores e também atleta do clube: João Rebelo. A sua prematura morte motiva, por homenagem, a mudança do nome da entidade esportiva para S. C. João Rebelo. Este continuaria sendo o nome, até que no ano de 1954, em função da inauguração do seu estádio próprio, a equipe passaria a se chamar Associação Desportiva Ateneu, migrando o nome de João Rebelo para o seu estádio. Todas estas alterações de nomes são indícios de importantes movimentos do futebol citadino, trazendo a reboque referências sobre a constituição desta prática esportiva durante o período analisado (1941-1954).
2061 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA BREVE DELINEAMENTO PARA UMA HISTÓRIA DO BADMINTON EM MONTES CLAROS/MG Emilly Thais Gonçalves Dias1;Ester Liberato Pereira; O objetivo deste estudo é delinear, historicamente, a presença da prática do badminton em Montes Claros, localizada no Norte de Minas Gerais, desde a emergência à ascensão deste esporte na cidade. O badminton é um jogo praticado com uma raquete e uma peteca, denominada de birdie. A pesquisa, quanto à natureza da coleta de dados, é documental. Para interpretar as fontes coletadas, foi realizada uma análise documental, a qual propicia a análise do desenvolvimento de sujeitos, grupos, conceitos, conhecimentos, condutas, mentalidades, práticas, entre outros. Com base nas evidências e nos pressupostos teórico-metodológicos da História Cultural, foi possível identificar que, no século XIX, esta prática vinculava-se ao lazer, com caráter de distração e leveza, e ganhou visibilidade em países da América. A partir deste período, a prática chegou ao Brasil, onde sua primeira competição oficial ocorreu em 1983, na Taça São Paulo. A primeira medalha brasileira foi conquistada em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. A partir daí, despertou interesse de um dos sócio-fundadores da Associação de Badminton de Montes Claros/MG (ABdMOC), juntamente com outros onze sócio-fundadores que já praticavam o esporte como forma de lazer no Condomínio Monte Olimpo, na cidade. Assim, 217 anos depois da manifestação desta prática na Índia, o badminton chegou à referida cidade do Norte de Minas, ao ser criada a ABdMOC, com o objetivo social de proporcionar e incentivar a prática do esporte e do paradesporto (parabadminton). Em seguida, ocorreu a criação da Equipe de Badminton da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), com um caráter esportivo competitivo, resultando na contribuição para o desenvolvimento da prática na região. Identificaram-se 23 quadras auxiliando neste processo de difusão do esporte na cidade. Este estudo consiste em um pilar para estudos científicos posteriores, em função do baixo índice de artigos históricos e socioculturais sobre o badminton.
2062 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA TRAJETÓRIAS DE UMA COMUNIDADE MINEIRA: LAZER E SUAS BARREIRAS SOCIAIS Maria Tereza Durães Sobrinho;Fernanda de Souza Cardoso; Este trabalho se desenvolve a partir da discussão e consequente apresentação de uma das categorias de análise presente no trabalho final de conclusão do curso de licenciatura em Educação Física. São, portanto, as barreiras que se colocam à vivência do lazer, enfrentadas por moradores do antigo “Aterro Sanitário” da cidade de Montes Claros/MG, a categoria aqui escolhida. Nesse sentido, pesquisas bibliográficas, pesquisa de campo - observação participante, de corte transversal e entrevistas – compuseram a metodologia do trabalho original. A abordagem dos dados se procedeu de maneira qualitativa e sua análise foi realizada através da técnica de categorias. Lazer é um direito social, e pode ser compreendido como o conjunto de ocupações, as quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade. É um espaço privilegiado para vivências críticas, reflexivas e criativas. No contexto de vida pesquisado, observam-se impedimentos para a vivência do lazer, também denominados de barreiras inter e intraclasses sociais. Por meio da pesquisa de campo, observações e entrevistas, compreendeu-se que o lazer praticamente não é vivenciado pelos moradores do local. As barreiras encontradas naquele contexto foram a econômica, invisibilidade da comunidade perante o poder público, e o trabalho diário para a sobrevivência. Percebemos que o termo “lazer” é desconhecido para o grupo, o que não surpreendeu diante de tudo que foi exposto. Nenhum entrevistado, reconhece o real sentido e significado do lazer, logo, é notável que eles vivem ali sem muitas experiências concretas relacionada ao lazer, uma vez que estão rodeados de barreiras. Por fim, por meio dos dados analisados, concluímos que os menos favorecidos economicamente são também os menos favorecidos no acesso à diversidade de experiências culturais de lazer. Portanto, a barreira econômica, chamada por Marcelino de barreira interclasse é de fato um empecilho, principalmente na sociedade capitalista em que vivemos.
2063 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA FOOT-BALL E DIVERTIMENTOS NO SERTÃO NORTE-MINEIRO NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX Guilherme Carvalho Vieira;Mailton Nascimento Oliveira;Ester Liberato Pereira; O presente estudo tem, por objetivo, analisar um desenvolvimento histórico da prática futebolística na cidade de Bocaiúva, no norte do estado de Minas Gerais, nas primeiras décadas do século XX, e sua relação com outros divertimentos. Tais entretenimentos tratam-se do passeio de automóvel, que representa uma característica do desenvolvimento industrial do país, e dos bailes, que tinham, em sua configuração, a apropriação da elite como forma de expressão de poder econômico e social, além de representar uma característica de um período monarca.Este estudo foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes impressas, tais como periódicos que circulavam na cidade, no período, como a Gazeta do Norte e o Bocayuva. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental. O estudo analisa o período em que ocorre a ruptura da monarquia, e é instaurado o novo modelo político – a República. Neste cenário nacional e de grandes transformações, como a urbanização do interior do país, que consequentemente transforma os hábitos das pessoas, e a incorporação de novos divertimentos, considerados como modernos, o Foot-ball é um dos que são incorporados pela elite, mas que despertou interesse em todas as classes. Diante disso, o presente estudo faz uma análise dos divertimentos que ocorrem juntamente com as partidas de futebol nos jogos intermunicipais que acontecem entre as cidades de Montes Claros e Bocaiúva. Apesar de apresentar o esporte como moderno, ainda permanecem, enraizados, antigos hábitos, como o do baile, que era utilizado para a distinção social, limitando o acesso de pessoas àquelas que pertenciam à aristocracia regional.
2064 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PRIMÓRDIOS DA NATAÇÃO EM MONTES CLAROS/MG: REPRESENTAÇÕES DE DISTINÇÃO SOCIAL NA PRAÇA DE ESPORTES Marina Graziele Mendes Pereira;Ester Liberato Pereira; O presente estudo, de caráter histórico e documental, busca elaborar uma narrativa histórica da prática esportiva da natação em Montes Claros, na região norte de Minas Gerais, entre 1940 a 1945. Para a elaboração dessa pesquisa, utilizaram-se fontes documentais impressas, tais como jornais, coletadas por meio de uma pesquisa documental no Centro de Pesquisa e Documentação Regional (CEPEDOR). Após a coleta de dados, tais fontes foram submetidas a uma análise documental. A interpretação das informações evidencia que a Praça de Esportes, arquitetada em 1941, consistiria em um padrão de orgulho para a cidade de Montes Claros. Ao ter o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, como espelho na constituição das praças de esportes pelo estado, o governo edificou, em cada uma dessas praças, uma piscina. Assim, abriram-se oportunidades para parte da população vivenciar distintas práticas esportivas, tais como o tênis e a natação. De tal modo, a partir de seu estabelecimento, passa a ser utilizada para eventos esportivos e ocasiões de lazer, conformando um espaço que justapôs estas esferas a uma elite sociocultural e político-econômica da população de Montes Claros. Ainda na década de 1940, a piscina da Praça de Esportes da cidade veio a ser experimentada por alguns nadadores especializados. A partir desse marco na história de Montes Claros, a natação veio a se desenvolver gradualmente; começaram a surgir treinos com foco na formação de uma equipe para representar a cidade, competições náuticas começaram a ser realizadas na Praça e até mesmo fora da cidade, a natação infantil conquistou seu espaço na Praça e, devido ao grande desenvolvimento do esporte, houve abertura do concurso de professores de natação. Portanto, na primeira metade do século XX, a natação configurou-se como um lócus de domínio simbólico, que permitiu, a uma elite da cidade, conquistar representações de distinção social na esfera pública dos eventos e dos meios de comunicação social esportivos.
2067 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF EFEITOS DA PRÁTICA DO CICLISMO DE ESTRADA NO METABOLISMO ÓSSEO: REVISÃO INTEGRATIVA Matheus Silveira Gois; iclismo de estrada, saúde óssea, densidade mineral óssea, conteúdo mineral ósseo. Estudo realizado através de revisão integrativa da literatura. A questão norteadora elaborada para a seleção dos artigos foi: a prática do ciclismo de estrada em nível profissional ou amador pode comprometer a saúde óssea? Foram analisados os artigos publicados no período de 06 de junho de 2006 a 31 de dezembro de 2017, disponíveis na íntegra, em português e inglês, nas seguintes bases de dados: PUBMED e Portal de Periódicos CAPES/MEC. Grande parte dos autores apresentaram valores de densidade mineral óssea anormalmente baixos nos ciclistas, alguns ciclistas apresentaram valores de densidade mineral óssea total regional (MMSS e MMII) e local (colo femoral, trocânter, L1-L4) significativamente baixa em relação à grupo controle. Devido o suporte de peso, algumas áreas como coluna lombar, colo femoral e quadril, parecem estar mais vulneráveis à valores de densidade e conteúdo mineral ósseo ainda menores. De fato, ciclistas devem permanecer mais atentos à saúde óssea.
2068 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF PRINCIPAIS FATORES RELACIONADOS AO SOBREPESO E OBESIDADE INFANTIL Anderson Silva Godinho;Nadson Henrique Gonçalves;Fernanda Silva Aguiar;Renê Ferreira da Silva Junior;José Mansano Bauman;Claudiana Donato Bauman; Crianças; Excesso de peso; Sedentarismo; Comportamento alimentar inadequado. A obesidade é uma das maiores dificuldades para saúde, devido às consequências negativas que o sobrepeso pode causar a saúde humana. Dentre essa pandemia, se insere principalmente a população infantil, no qual evidenciou-se nas últimas décadas um crescimento significativo no percentual de crianças obesas segundo a Organização Mundial de Saúde. Diante desse cenário a investigação acerca da obesidade infantil se torna alvo de extrema relevância, no sentido da execução de medidas que fomentem a mudança do estilo de vida. Nessa perspectiva a presente revisão integrativa tem como objetivo verificar os principais fatores relacionados ao desenvolvimento do sobrepeso e obesidade infantil. Foram identificados setenta estudos em relação a obesidade. Após uma análise criteriosa de acordo com a pergunta norteadora, a amostra final foi composta por vinte e sete artigos científicos, que abordaram especificamente crianças e adolescentes. Concluiu-se que os principais fatores para o desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade entre crianças relacionam-se a: 1. Alimentação inadequada; 2. Inatividade física; 3. Equipamentos eletrônicos; 4. Fatores socioeconômicos; 5. Influência familiar E que para a prevenção do aumento da população obesa, é fundamental que seja feito um acompanhamento nutricional rígido na infância pela família e também pelo ambiente escolar, além do estímulo à prática de atividade física. ALVES J.G.B, SIQUEIRA P.P., FIGUEIROA, J.N. Excesso de peso e inatividade física em crianças moradoras de favelas na região metropolitana do Recife, PE. Rev. Jornal de Pediatria 2009; 85(1): 67-71. BARROS M.P. A influência da publicidade de alimentos na obesidade infantil, 41 f. Trabalho de Conclusão de Curso - Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas, Centro Universitário de Brasília – UniCEUB,Brasília, 2015. BERNARDO F.M.S., ROUBERTE E.S.C., LEAL F.K.F., MEIRÚ M.I.L., FERREIRA J.D.F.F., FERREIRA, D.S. Educação em saúde para aspectos nutricionais como forma de prevenir alterações cardiovasculares: relato de experiência. Rev. enferm UFPE on line 2007; 11(2):765-777. BONÉ M.A., BONITO J., CALDEIRA V. Capacitação de crianças com dificuldades intelectuais para boas práticas alimentares. Holos 2015; 31(3): 212 – 224. BORFE L., RECH D.C., BENELLI T.E.S., PAIVA D.N., POHL H.H., BURGOS M.S. Associação entre a obesidade infantil e a capacidade cardiorrespiratória: revisão sistemática. Rev. 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2069 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF ESCALADA ESPORTIVA NO BRASIL, PERSPECTIVAS PARA OS ATLETAS DE COMPETIÇÃO Dimitri Wuo Pereira;Diogo Henrique Lima Prado; Escalada esportiva; Esporte; Educação Física A escalada é um esporte que se se expandiu muito no Brasil na última década e tende a continuar crescendo, agora que a modalidade será incluída nos Jogos Olímpicos do Tóquio, em 2020. A busca por resultados pelos atletas justifica esta pesquisa que visa conhecer o perfil dos escaladores brasileiros. A pesquisa com abordagem qualitativa foi desenvolvida com 81 sujeitos, homens e mulheres que competiram no Campeonato Brasileiro de Boulder em 2018. A análise de conteúdo permitiu revelar que os atletas brasileiros são experientes, porém sua idade é bem maior do que de atletas de competições internacionais. Muitos participantes preferem praticar em rocha, o que diferencia da especificidade da escalada indoor que é competitiva. Não há apoio para a maioria dos escaladores, nem tampouco, uma massificação da prática nas regiões mais carentes do Brasil. O treinamento dos atletas nem sempre é acompanhado por um especialista e há uma distância entre os professores de Educação Física e a escalada esportiva. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCALADA ESPORTIVA – ABEE. 2019. 9 atletas de escalada são contemplados com Bolsa Atleta. Disponível em URL: https://abee.net.br/9-atletas-da-escalada-sao-contemplados-com-o-bolsa-atleta/ Acesso em 06 de maio de 2019. BARDIN, Lawrence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016 (Obra original publicada em 1977). BERTUZZI, Rômulo de Cassia Moraes; GAGLIARDI, João Fernando Laurito; FRANCHINI, Emerson; KISS, Maria Augusta Pedutti Dal Molin. Características antropométricas e de desempenho motor de escaladores esportivos brasileiros de elite e intermediário que praticam predominantemente a modalidade indoor. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. 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2070 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF ANÁLISE DA CAPACIDADE AERÓBIA DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS AVALIADA COM O TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA Wenderson Júneo Ramos Fernandes;Mariana Rocha Alves;Luciana Mendes Oliveira;Renato Sobral Monteiro-Junior; idosos, step test, avaliação cardiorrespiratória O aumento da população idosa no mundo apresentou um comportamento acelerado nos últimos anos. Segundo projeções, o Brasil contará com cerca de 25,5% da população composta por pessoas com mais de 60 anos até o ano de 2060. Dessa forma, conhecer o perfil dos idosos, sugerir hábitos que melhorem sua condição de vida e acompanhar os mesmos, é uma tarefa importante para os profissionais da saúde. O step test proposto por Rikli e Jones é um método fácil e eficiente para realizar a avaliação cardiorrespiratória em idosos. No presente trabalho foi realizado um estudo transversal quantitativo descritivo com idosos de uma instituição de longa permanência de forma a analisar o quadro funcional desses indivíduos. Os resultados demonstraram que os avaliados tiveram um desempenho abaixo do percentil 5, o mínimo esperado para sua faixa etária, indicando que os mesmos apresentam um possível comprometimento funcional. ANDRADE, Carlos Henrique Silva; CIANCI, Reinaldo Giovanini; MALAGUTI, Carla; CORSO, Simone Dal. O uso de testes do degrau para a avaliação da capacidade de exercício em pacientes com doenças pulmonares crônicas. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 38, n. 1, p. 116-124, Feb. 2012 . Disponível em: . Acesso em: 05 Abr. 2019. BÔAS, Bruno Villas. Um quarto dos brasileiros será idoso em 2060, diz IBGE. Econômico valor, 2018. Disponível em: Acesso em: 31 Mar. 2019. BRITO, D. M. S. et al. Qualidade de vida e percepção da doença entre portadores de hipertensão arterial. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 4, abr. 2008. Disponível em: . Acesso em: 08 Abr. 2019. CAETANO, L. M. O idoso e a atividade física. Horizonte: Revista de Educação www.interscienceplace.org - Páginas 130 de 194, Física e desporto, V.11, n. 124, p.20-28, 2006. CAMARANO, Ana Amélia. População idosa brasileira deve aumentar até 2060. Portal Ipea, 2018. Disponível em: . Acesso em: Nov. 2018. CERVATO, A. M., DERNTL, A. M., LATORRE, M. R. O., &MARUCCI, M. F.N. (2005). Educação nutricional para adultos e idosos: uma experiência positiva em Universidade Aberta para Terceira Idade. Revista de Nutrição, 18(1), 41-52. doi: 10.1590/S1415-52732005000100004. FECHINE, Basílio Rommel Almeida; TROMPIERI, Nicolino. O processo de envelhecimento: as principais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. Revista Cientifica internacional. Edição 20, volume 1, artigo nº7, 2012. Disponível em: . Acesso em: 12 Abr. 2019. GUEDES, Marcello Barbosa Otoni Gonçalves et al.Validação do teste de marcha estacionária de dois minutos para diagnóstico da capacidade funcional em idosos hipertensos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 18, n. 4, 2015. RIKLI, Roberta E.; JONES, C. Jessie. Senior fitness test manual. Human kinetics, 2013.
2071 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF A RELAÇÃO CONSUMO E CIDADANIA NAS VIVÊNCIAS DE LAZER NAS CIDADES: EM BUSCA DE UMA MAIOR DEMOCRATIZAÇÃO Isabela Veloso Lopes Versiani;José de Andrade Matos-Sobrinho;Geusiani Pereira Silva e Nascimento;Tacyana Karoline Araújo Lopes; Consumo; Política; Cidadania; Democracia; Lazer Em um mundo dominado pelas relações capitalistas de trabalho e consumo, falar em lazer, sobretudo nas cidades, expõe contradições de toda ordem, especialmente quando se enfatiza sua dimensão crítica e emancipatória. Na busca por compreender melhor esse quadro, o presente ensaio tem por objetivo refletir sobre a relação entre o consumo e a idéia de cidadania, relacionando-a ao campo do lazer. Com influência de correntes de pensamento que analisam essa mútua correspondência nas democracias contemporâneas, analisa-se a tênue relação sobre o impacto do consumo e sua influência sob o sentimento de cidadania e a inclusão na política, exemplificada através de questões referentes ao lazer nas cidades. Nesse contexto, o lazer é compreendido como um fenômeno moderno, que estabelece relações diretas com o modo de produção capitalista inserido na sociedade de consumo. Mas, ao mesmo tempo, o lazer também é um direito social, que pode ser analisado em estrita relação com a dimensão humana e como instrumento de transformação social. Conclui-se que o grande impacto do consumo, também no campo do lazer, resulta na urgente necessidade de superação de sua condição hegemônica apenas como mercadoria e submetido à lógica econômica para que possibilite seu desenvolvimento social e político enquanto dimensão da cidadania. ARENDT, Hannah. A condição Humana. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 10. ed./1ª reimpressão, 2001. DUARTE, André. Hannah Arendt e a modernidade: esquecimento e redescoberta da política. Trans/Form/Ação, Marília, v. 24, n. 1, p. 249-272, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010131732001000100017&lng=en&nrm=iso . Acesso em 21 mar. 2009. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-31732001000100017 GOMES, Christianne. Lazer, trabalho e qualidade de vida. In: CONGRESO DE EDUCACIÓN FÍSICA E CIENCIAS DO DEPORTE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA, 6., 1998, A Coruña. Deporte e Humanismo en Clave de Futuro. Anais... A Coruña: Universidade da Coruña, 1998. __________. Lazer e Cidade: reflexões. In: BRANDÃO, Carlos (Org.). As Cidades da Cidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006. p. 171-184. LAFER, Celso. A Reconstrução dos Direitos Humanos: a contribuição de Hannah Arendt. In: Estudos Avançados, vol. 11, p. 30, May/Aug 1997. LINHALES, Meily. Lazer, Cidadania e Qualidade de Vida - Reflexões acerca da possibilidade da Liberdade e da Ação Política. In: Licere. v.2, n.1, abril, 1999. Disponível em: https://seer.ufmg.br/index.php/licere/article/view/3967 . Acesso em: 02 dez. 2018. MARCELLINO, Nelson. Lazer e Educação. Campinas: Papirus, 1987. _________, Nelson et.al. Espaços e equipamentos de lazer em região metropolitana: o caso da RMC - Região Metropolitana de Campinas. Curitiba: Opus, 2007. p. 10– 28. MARTINS, Sérgio. Lazer, urbanização e os limites da cidadania. In: YSAYAMA, Helder; LINHALES, Meily (Orgs.) Sobre lazer e política: maneiras de ver, maneiras de fazer. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006. p. 93-118. MASCARENHAS, Fernando. Lazer e grupos sociais: concepções e método. Dissertação (Mestrado), Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, 2000. _________. Lazer e trabalho: liberdade ainda que tardia. In: SEMINÁRIO O LAZER EM DEBATE, 2., 2001. Belo Horizonte. Coletânea... Belo Horizonte: UFMG/DEF/CELAR, 2001. Disponível em: http://www.boletimef.org. Acesso em: 10 de jan. 2008 _________.“Lazerania” também é conquista: tendências e desafios na era do mercado. In: Movimento, Porto Alegre, v. 10, n. 2, p. 73-90, maio/ago. 2004. MARX, Karl. Trabalho assalariado e Capital. 4.. ed. edição, São Paulo: Global, 1987. MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo editorial, 2004. MELO, Victor; ALVES JUNIOR, Edmundo. Introdução ao Lazer. Barueri, SP: Manole, 2003. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2000. TASCHNER, Gisela B.. Lazer, cultura e consumo. RAE - Revista de Administração de Empresas, [S.l.], v. 40, n. 4, p. 38-47, out. 2000. ISSN 2178-938X. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rae/article/view/37775. Acesso em: 10 dez. 2018.
2089 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTUDO DE CASO: ASPECTOS PSICOMOTORES EM PORTADORES DE SÍNDROME DE DOWN MATRICULADOS EM ESCOLA REGULAR Tamy Fernanda Silva Amaro;Marúcia Carla D Afonseca Santos Borges; Síndrome Down, Psicomotricidade, Educação Física Escolar. A Síndrome de Down é uma anormalidade genética que ocasiona diversas alterações físicas e biológicas, acarretando um atraso no desenvolvimento motor do indivíduo. O objetivo do estudo foi identificar os aspectos psicomotores em portadores da Síndrome de Down participantes das aulas regulares de educação física escolar. Quanto a metodologia, a mesma foi dividida em dois momentos: 1º observação das aulas de educação física e entrevista semiestruturada, 2º a aplicação dos testes psicomotores referentes à primeira unidade funcional de Luria (Tonicidade e Equilíbrio). A pesquisa trata de um estudo de caso com análise qualitativa, descritiva de corte transversal. A população composta por dois alunos escolares diagnosticados portadores da Síndrome Down, um do sexo masculino e um do sexo feminino. Para seleção da escola foi realizado um levantamento das instituições de ensino da cidade de Montes Claros, conforme dados disponibilizados pela Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros (SRE). Os instrumentos utilizados para coleta das informações foram: observação participante, entrevista semiestruturada de anamnese e bateria psicomotora 1º unidade. Os resultados demonstraram que a criança S1 apresenta perfil psicomotor dispráxico e a S2 perfil psicomotor apráxico. A superproteção maternal, a participação nas aulas de educação física e o ambiente extraescolar foram os fatores diagnosticados para essa diferença de perfil. Conclui-se que os dados mostram a importância da autonomia, estimulação psicomotora, orientação e prática de atividade física durante a infância para o desenvolvimento psicomotor. O presente estudo contribui para que os professores e pais compreendam a importância da criança ser orientada e estimulada para um desenvolvimento psicomotor de forma equilibrada.
2074 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF ANÁLISE DA DEPRESSÃO EM IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA SISTEMATIZADA Luciana Lima de Vasconcelos;Pamela Graciele Soares Lopes;Mariana Rocha Alves;Magda Mendes Vieira;Iara Heloisa Ramos Mendes;Bárbara Patrícia Santana Silva;Suyara Ferreira Antunes;Vinícius Dias Rodrigues; O objetivo desse estudo foi verificar o estado psicológico de idosos praticantes e não praticantes de atividade física sistematizada. Estudo de campo com análise quantitativa de caráter descritivo e de corte transversal. A amostra foi constituída de 15 idosos que praticavam e 13 idosos que não praticavam atividade física, foram incluídos idosos entre 60 a 75 anos de idade e de ambos os sexos. Utilizou-se os questionários Escala de Hamilton e Escala Geriátrica de Depressão - GDS que verificaram o estado psicológico, ansiedade e o humor. O tratamento de dados foi realizado pelo programa SPSS 20.0. O presente estudo foi submetido ao Comitê de Ética das Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE sendo aprovado (Número do Parecer: 1.943.956). Verificamos que nos resultados, o grupo não praticando de atividade física apresentou maior índice de depressão em relação ao grupo praticante. O grupo praticante de atividade física mostrou- se com um nível menor de manifestações depressivas quando comparados ao grupo não praticante de atividade física sistematizada. CHEIK, N. C., REIS, I. T., HEREDIA, R. A. G., VENTURA, M. D. L., TUFIK, S., ANTUNES, H. K. M., & MELO, M. D. Efeitos do exercício físico e da atividade física na depressão e ansiedade em indivíduos idosos. Rev. Brasileira de Ciência e Movimento. Brasília v. 11 n. 3 p. 45-52 jul./set. 2003. Disponível em: http://www.ceap.br/material/MAT16092013224145.pdf. Acesso em: 14 set. 2018. FURTADO, L. F. V., ARAÚJO, P. M., SOARES, F. V. S., BRITO, V. M., SOUSA, L. G., MELO, A. C. L., YOSHIOKA, F. K. N., MELO, A. C. F. L. 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2075 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF INFLUÊNCIA DAS GRADUAÇÕES NOS NÍVEIS DE FLEXIBILIDADE TORACOLOMBAR E FORÇA MUSCULAR EM PRATICANTES DE BRAZILIAN JIU-JITSU Jonathan Daltio Rossi;Daniel Vicentini de Oliveira;Mateus Dias Antunes;Paulo Victor Mezzaroba; Este estudo teve o objetivo de analisar a diferença na flexibilidade toracolombar e sua relação com a força em praticantes de BJJ de diferentes graduações. Estudo transversal, no qual participaram do estudo 20 homens com idades entre 18 e 40 anos, divididos em cinco grupos de quatro participantes, representando as graduações com as seguintes cores de faixas: branca, azul, roxa, marrom e preta. Para a avaliação antropométrica, foram coletados dados referentes à massa corporal (Kg) e estatura (m), e também sete dobras cutâneas para o cálculo do percentual de gordura baseado no protocolo de Jackson e Pollock. Para medir a capacidade biomotora de flexibilidade, foram aplicados os testes sentar e alcançar de Wells e Dilon e testes angulares de tronco e flexão de quadril com os joelhos estendidos, utilizando um flexímetro. Para a medida da força, foi realizado o agachamento terra. Os resultados mostraram que não houve diferença na flexibilidade entre as diferentes graduações e, também, não foi evidente a relação de força com flexibilidade. Os sujeitos mais graduados possuem significativamente mais experiência que os menos graduados e que a flexibilidade toracolombar e de quadril não aumentam em função do tempo. ABREU, Arlete Aparecida; SOUZA, Priscila Ferreira; CAMPOS, Rita de Cássia Leal. A legitimização dos benefícios do Jiu-jtsu em uma organização do terceiro setor: um estudo de caso no Tatame do Bem. ForScience, v. 2, n. 2, p. 18-23, 2015. ACSM - AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. American College of Sports Medicine position stand. 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2076 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF NÍVEL DE LESÕES EM ATLETAS DE NATAÇÃO Daiane Francielly Santana Magalhães;Karine Gonçalves Souza;Priscilla Duarte Soares Correa;Jomar Luiz Santos Almeida;Wellington Danilo Soares; Natação; Lesões atléticas; Biomecânica. A natação tem sido considerada um dos esportes mais populares e com um crescimento considerável é um esporte que move aproximadamente toda a musculatura e articulações do corpo humano, podendo então, oferecer inúmeros benefícios para o organismo, devido à grande intensidade de treinos e competições que esses atletas são submetidos eles acabam ficando vulneráveis a ocorrências das lesões. Assim objetivou verificar a prevalência de lesões em atletas de natação. Para tanto foi realizado uma pesquisa descritiva, quantitativa e transversal. Foram selecionados para amostra, trinta atletas com mais de seis meses de prática do esporte e de 11 a 23 anos, ambos os sexos, excluídos aqueles com menos de seis meses de prática, Para avaliação das ocorrências de lesões foi avaliada através de um questionário com 15 perguntas que tinham como finalidade analisar as disfunções que esses atletas poderiam apresentar. Já o quadro álgico foi analisado por uma escala que avalia a intensidade da dor no pré treino e pós treino (EVA). Pode verificar que atletas com menos de 5 anos de prática do esporte não apresentavam lesões e o quadro álgico era pequeno, já os praticantes com mais de 5 anos apresentavam lesões e um quadro álgico considerável. O maior desconforto sentido era na articulação do ombro, seguido de joelho. Conclui-se a maior prevalência de lesões ocorrem a partir dos cinco anos de prática, de forma mais evidente no ombro e joelho. AGUIAR, P.R.C; BASTOS, F.N; JÚNIOR, J.N; VANDERLEI, L.C.M; PASTRE, C.M. Lesões desportivas na natação. Rev. Bras. Med. Esporte, v. 16, n. 4, 2010 ARCANJO, G.N.; DINIZ, M.F.; VASCONCELOS, T.B. Análise da incidência de lesões na articulação do ombro em atletas de natação. Rev. Fisioter. S. Fun., v.4, n.1, p.14-22, Jan-Jun., 2015. CARVALHO, A.P.C; COELHO, D.C.M. Natação para crianças: O que motiva os pais a escolherem esta modalidade esportiva para seus filhos. 6f. TCC (Graduação), Curso de Educação Física. Universidade Castelo Branco. Rio de Janeiro, 2016. JENSEN, M.P.; KAROLY, P.; BRAVER, S. The measurement of clinical pain intensity: a comparison of six methods. Pain. v.27, p.117-26, 1986. LANA, F. S et al. Prevalência de lesões músculo esqueléticas do complexo articular do ombro em nadadores. Educação Física em Revista, v. 9, n. 2, 2016. LIMA, C. M. Influência da hipermobilidade articular na performance e incidência de lesão no atleta de natação. Exame Geral de Qualificação – Faculdade de Educação Física. Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2013 MARTINS, M. F. A importância do equilíbrio muscular entre os rotadores externos e internos dos ombros de nadadores do estilo crawl. Revista Científica da Faminas, v. 1, n. 3, 2016 MELLO, D. N.; SILVA, A.S.; JOSÉ, F.R. Lesões musculoesqueléticas em atletas competidores da natação. Fisioterapia em Movimento, v. 20, n. 1, p. 123-7, 2007. PIRES, L. M. T. et al. Lesões no ombro e sua relação com a prática do voleibol-Revisão da Literatura. InterSciencePlace, v. 1, n. 10, 2015. PIZZO, G.C et al. Estresse e lesões em atletas de esportes coletivos. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 20, n. 1, 2016. RODRIGUES, M. C et al. O futebol como uma modalidade esportiva popular no Brasil e as lesões mais incidentes nessa prática/Football as a popular sports mode in Brazil and lesions more incidentes that practice. Saúde em Foco, v. 2, n. 2, p. 14-28, 2015. SANTOS, A. M; GREGUOL, M. Prevalência de lesões em atletas jovens. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, v. 37, n. 2, p. 115-124, 2017. SILVA, R.S. et al. Incidência de lesões musculoesqueléticas em nadadores de águas abertas. Coleção Pesquisa em Educação Física, v.12, n.1, 2013. SCHWARTZMANN, N S; SANTOS, F C; BERNARDINELLI, E. Dor no ombro em nadadores de alto rendimento: possíveis intervenções fisioterapêuticas preventivas. Revista de Ciências Médicas. v.14, n.2, 2012. SILVA, J. V da. Relato de experiência de natação no Programa de Extensão: Política de Esporte e Lazer para Discentes da UEPB. 2016. O’ Sullivan S. B; Schitmz T. Z. Fisioterapia avaliação e tratamento. 6.ed. São Paulo: Manole, 2018. VANANCIO, B.O; TACANI, P.M.; DELIBERATO, P. C. P. Prevalência de dor nos nadadores de São Caetano do Sul. Rev Bras Med Esporte, v.18, n. 6, 2012.
2077 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF ANÁLISE DA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO DA CIDADE DE MONTES CLAROS – MG Camila Rodrigues Ferreira;Lara Mikaeli Pereira Dias;Magda Mendes Vieira;Alex Sander Freitas;Mariana Rocha Alves;Suyara Ferreira Antunes;Barbara Patrícia Santana Silva;Lucas Henrique Soares Ribeiro;Vinícius Dias Rodrigues; Aptidão Física; Idoso; Exercício Físico. O objetivo desse estudo foi analisar a aptidão física relacionada à saúde de idosos praticantes e não praticantes de exercício físico da cidade de Montes Claros – MG. Tratou-se de uma pesquisa caracterizada do tipo descritiva, transversal e quantitativa. O estudo foi realizadocom a população idosa entre 65 a 75 anos, estes sendo G1 indivíduos praticantes de exercício físico mais de 6 meses consecutivos e G2 indivíduos não praticantes de exercício físico que conseguem realizar as atividades de vida diária normalmente, ambos os grupos idosos do gênero feminino. Foram realizados testes físicos, com os dados coletados a partir da investigação das variáveis, digitalizados eanalisados estatisticamente no programa de estatística SPSS®, versão 20.0, para Windows®. Os resultados obtidos foram que as idosas praticantes de atividade física sistematizada tiveram o índice de massa corporal menor em relação as não praticantes de atividade física, este grupo também obteve melhores resultados nos testes de força manual e teste de marcha estacionáriaobteve melhores resultados nos testes de força manual e teste de marcha estacionária. Sendo assim, este estudo mostra que a atividade física através de um estilo de vida ativo, a partir da sexta década de vida, implica em uma melhora na qualidade de vida dos idosos desse estudo. AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE RM. ACSM´s guidelines for exercise testing and prescription. Philadelphia: Lippincott Williams and Wilkins, 2006. ARAÚJO, D. S. M. S., ARAÚJO C. G. S. Aptidão física, saúde e qualidade de vida relacionada à saúde em adultos. Rev. Bras. Med. Esporte. 2000, 6(5): 194- 203. BIANCHI, A. B., OLIVEIRA, J. M., BERTOLINI, S. M. M. G. Marcha no processo de envelhecimento: alterações, avaliação e treinamento. Rev. UNINGÁ. 2018, 45(1): 52- 55. BORGES, M. R. D., MOREIRA, A. K. Influências da prática de atividades físicas na terceira idade: estudo comparativo dos níveis de autonomia para o desempenho nas AVDs e AIVDs entre idosos ativos fisicamente e idosos sedentários. Rev. Motriz. 2009, 15(3): 562- 573. BRAVO, J. D., RAQUEL, G., FOLGADO H. M., RAIMUNDO, A. M. 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2078 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF FATORES DETERMINANTES DE QUEDAS EM IDOSOS E O PAPEL DO EXERCÍCIO FÍSICO COMO FORMA DE PREVENÇÃO: REVISÃO DE LITERATURA Leonardo Geamonond Nunes; Acidentes por quedas; Exercício; Idosos A queda é definida como um acontecimento não intencional, tendo como consequência a mudança de posição do indivíduo a um nível mais baixo, proporcionando um alto impacto na saúde dos idosos. Para produção da seleção desta revisão, foram realizadas buscas em bibliotecas da área de ciências biológicas como Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Foram utilizados os descritores em português: “Acidentes por quedas”, “Exercício” e “Idosos”. Durante a busca, houve o cruzamento combinado dessas palavras, fazendo usos do operador boleano “AND”. Foram aplicados filtros como: amostra composta por idosos, idioma somente em português e somente artigos publicados entre os anos de 2010 e 2017. Foram selecionados sete artigos para a leitura final e destes 42,86% (n=3) foram publicados em 2012. Com relação aos fatores determinantes para quedas, o baixo equilíbrio com 23,08% (n=3) foi o mais presente. Baixa mobilidade e baixa força de membros inferiores foram relatados duas vezes nos artigos (15,39%). Fatores extrínsecos como tropeço e escorregão foram mencionados uma vez nos estudos (7,69%). Sobre o papel do exercício físico, os principais benefícios relatados foram aumento da força, citado quatro vezes (33,3%) e favorecimento no equilíbrio foi citado duas vezes (16,7%). Segundo os tipos de atividades aplicadas nos estudos, três tipos de treinamentos foram mencionados, o treinamento de força foi o mais mencionado, cinco vezes (35,71%) seguido de atividades de alongamentos e equilíbrio que foram relatadas três vezes (14,28%). As quedas ocorrem por diversas causas e ter conhecimento sobre seus fatores e possíveis intervenções realizadas de forma adequada, pode ser uma boa estratégia na redução de quedas em idosos. ANTONIO MARANHÃO SÁ, A. C.; BACHION, M. M.; LOSADA DE MENEZES, R. Exercício físico para prevenção de quedas: ensaio clínico com idosos institucionalizados em Goiânia, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 17, n. 8, p. 2117-2127, ago. 2012. Disponível em: http://www.redalyc.org/html/630/63023073022/. Acesso em: 18 set. 2017. BUENO-CAVANILLAS, A.; PADILLA-RUIZ, F.; JIMÉNEZ-MOLEÓN, J. J.; PEINADO-ALONSO, C. A.; GÁLVEZ-VARGAS, R. Risk Factors in Falls among the Elderly according to Extrinsic and Intrinsic Precipitating Causes. European Journal of Epidemiology, v. 16, n. 9, p. 849–859, set. 2000. CARVALHO, D. A. de; BRITO, A. F.; SANTOS, M. A. P. D.; NOGUEIRA, F. R. de S.; SÁ, G. G. de M.; NETO, J. G. de O.; MARTINS, M. do C. de C. e; SANTOS, E. P. dos. 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2079 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF O USO DAS DANÇAS FOLCLÓRICAS NO CONTEXTO PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR José Roberto Lopes de Sales; Danças folclóricas, Contexto escolar O presente estudo tem como objetivo verificar, identificar e analisar o uso das danças folclóricas no contexto pedagógico da Educação Física Escolar. Foram selecionadas as escolas municipais, estaduais e particulares do ensino fundamental na zona urbana da cidade de Montes Claros. O corpus obtido contou com a participação de 74 profissionais correspondendo a 50% do total de docentes atuantes na área, que responderam a um questionário previamente elaborado. Na análise dos dados, usou-se o teste Qui-quadrado para determinar possíveis diferenças nas respostas em razão da instituição escolar a que pertenciam. Os resultados demonstraram que a maioria dos professores, além de ter pouco conhecimento das danças folclóricas, não faz uso das mesmas como práticas pedagógicas, na busca de uma educação voltada para a formação geral do educando.
2290 poiesis v. 16 n. 1 (2018) HEIDEGGER E O NÃO DITO EM PLATÃO: UMA BREVE DISCUSSÃO ACERCA DA VIRADA NA DETERMINAÇÃO DA ESSÊNCIA DA VERDADE Adma Emanuelle Gama;Walter Matias de Lima; O presente trabalho, decorrente de uma pesquisa bibliográfica, pelo método de análise de conteúdo, propõe uma breve discussão sobre uma possível virada na determinação da essência da verdade em Platão e suas consequências. Nosso propósito se dá pela leitura que Heidegger faz acerca da “alegoria da caverna” do “diálogo” de Platão no Livro VII de A república. Diante disto, A teoria platônica da verdade (1931/1932, 1940), de Martin Heidegger, é a obra principal a ser usada em nossa breve discussão, pois nela se encontra a leitura feita por Heidegger com a perspectiva de dizer o não-dito em Platão, que repercute naquilo que Heidegger chama de consumação da metafísica e esquecimento do Ser. O não-dito em Platão é a ambiguidade no sentido da verdade, em que ocorre o deslocamento da aletheia como desvelamento do ser do ente para a retidão do notar e também do anunciar. Em decorrência disto a “verdade”, aletheia, torna-se um comportamento humano frente ao ente. Desde que, o desvelamento da verdade foi retirado do seu lugar essencial que se dá no ser do ente, por Platão, ela jamais voltou a retomar esse lugar, configurando um constante esquecimento de se questionar por este Ser.
2088 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANÁLISE DO EXERCÍCIO PUXADA ABERTA COM E SEM O MÉTODO PRÉ EXAUSTÃO EM PARÂMETROS FISIOLÓGICOS DE ESFORÇO Marco Gutemberg Marcos;Leonardo Tolentino dos Santos;Marcone Alisson Nogueira Oliveira;Alex Sander Freitas;Vinicius Dias Rodrigues; Treinamento de força, Puxada alta a frente, Pré-exaustão O treinamento de força (TF) é geralmente prescrito para promover o aumento na força, potência, resistência e hipertrofia muscular. Essas adaptações podem ser moduladas através da manipulação das variáveis do treinamento, tais como, número de séries e repetições, intensidade de carga, volume de treino, escolha e ordem dos exercícios. A ordem dos exercícios refere-se à sequência em que eles são realizados em uma sessão de treinamento, a qual parece influenciar diretamente o número de repetições e consequentemente o volume total de trabalho. O objetivo desse trabalho foi comparar o duplo produto, frequência cardíaca, e pressão arterial sistólica e diastólica antes durante e após o exercício puxada (pulley) a frente com pegada aberta com e sem o método de pré-exaustão. O estudo foi caracterizado como descritivo de corte transversal de natureza exploratória, com análise quantitativa, a amostra foi composta por 8 indivíduos do sexo feminino praticantes de musculação a pelo menos seis meses ininterruptos. Para avaliação da frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) e duplo produto (DP) foram usados Frequencímetro da marca Polar modelo FT4, Esfigmomanômetro Aneroide Hospitalar Premium. Os dados foram analisados no programa Statistical Package for the Social Science (SPSS) 20.0 for Windows. Em relação a comparação das variáveis hemodinâmicas FC, PAS, PAD e DP pré, durante e pós sessão com e sem o método de pré-exaustão foi observado uma diferença significativa de alguns valores. Sem a pré-exaustão tivemos diferenças significativas das médias do repouso para a 1ª, 2ª e 3ª séries tanto da FC, PAS, PAD e DP, com o mesmo teste, mas usando o método da pré-exaustão, obtivemos diferenças de médias comparando os valores de repouso com 1ª,2ª e 3ª series.
2081 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras COORDENAÇÃO MOTORA EM CRIANCAS COM TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA (TEA) Emily Christie Flávio Rodrigues;Adriana Tolentino Santos;Maria de Fátima de Matos Maia;Darthya Souza Dias; O objetivo deste estudo foi analisar a coordenação motora de crianças com o Transtorno de Espectro Autista. Trata-se de uma pesquisa quantitativa com abordagem qualitativa, descritiva, de corte transversal. A amostra foi composta por 14 crianças com idades de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, de ambos os sexos, participantes e cadastradas em uma Associação de Autismo da cidade de Montes Claros-MG escolhidas de forma intencional e por conveniência. O instrumento utilizado na coleta de dados foi Teste de Coordenação Corporal para Crianças. Para participarem da pesquisa os responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e as crianças um Termo de Assentimento Livre e esclarecido. Os procedimentos estatísticos contaram com uma frequência percentual e foi realizada em nível da coordenação motora e a pesquisa foi realizada após liberação do Comitê de Ética. Os resultados indicam que a maioria das crianças (n=10, 71,4%), demonstrou um desenvolvimento normal de sua coordenação motora, sendo que apenas 4 (28,6%) crianças obtiveram um desenvolvimento classificado como perturbações na coordenação. Analisando separadamente cada teste de Coordenação Corporal para Crianças, observou-se que existe um déficit motor especifico, visto que 28,6% das crianças apresentaram perturbações na coordenação no teste trave de equilíbrio, 35,7% das crianças apresentou uma insuficiência de coordenação no salto lateral, 37,7% uma insuficiência de coordenação realizando o salto monopedal e 50% da amostra foi classificada com perturbação na coordenação no teste transferência sobre placas. Pode-se concluir que apesar dos déficits de desenvolvimento observados nos testes específicos, de uma forma geral a amostra analisada apresentou em conjunto uma coordenação motora normal. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. ANDRADE, L. A. Importância do Desenvolvimento Motor em Escolares. 2011. 13 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física Licenciatura) - Universidade Católica de Brasília, 2011. CATELLI, C. L. R. Q; D’ANTINO, M. E. F; BLASCOVI-ASSIS, S. M, Aspectos Motores em Indivíduos com Transtorno do Espectro Autista: Revisão de Literatura. Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v.16, n.1, p. 56-65, 2016. GORLA, J. I. Coordenação motora de portadores de deficiência mental: avaliação e intervenção. 2001. 134 f. Dissertação (Mestrado em Atividade Física e Adaptação) Curso de Educação Física. Universidade Estadual de Campinas, SP, 2001. FERREIRA, C. A. M.; THOMPSON, R.. Imagem e esquema corporal. São Paulo: Lovise, 2002. LAURENT, R. et al. (2009) in SOARES, A. M; CAVALCANTE NETO, J. L. Avaliação do Comportamento Motor em Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo: uma Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 21, n. 3, p. 445-458, Jul.-Set, 2015. PACHECO, E. A; SANTOS, J. C. Importância do Desenvolvimento da Coordenação Motora na Aprendizagem na Educação Infantil. Revista Nativa, v. 1, n. 2, 2013. RIBEIRO, A. S. et al. Teste de Coordenação Corporal para Crianças (KTK): aplicações e estudos normativos. Motricidade, v. 8, n. 3, p. 40-51, 2012. SCHMIDT, C; BOSA, C. A investigação do impacto do autismo na família: Revisão crítica da literatura e proposta de um novo modelo. Interação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grane do Sul, v.7, n.2, p.111-120, 2003. SOARES, A. M; CAVALCANTE NETO, J. L. Avaliação do Comportamento Motor em Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo: uma Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 21, n. 3, p. 445-458, Jul-Set, 2015. SOARES, D. B. et al. Influência da atividade física no desempenho motor de crianças com queixas de dificuldades e aprendizagem. Rev. CEFAC, v. 17, n. 4, p. 1132-1142, Jul-Ago, 2015. SOUSA, P. M. L; SANTOS, I. M. S. C. Caracterização da Síndrome Autista. Psicologia.pt. O Portal dos psicólogos, 2005. Disponível em: . Acesso em: 25 mai. 2017. SILVA JÚNIOR, L. P. Avaliação do perfil motor de crianças autistas de 7 a 14 anos frequentadoras da Clínica Somar da cidade de Recife – PE. Campina Grande, 2012. 75f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Licenciatura Plena em Educação Física) - Universidade Estadual da Paraíba, 2012.
2082 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras ACESSO À INFORMAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DOS MUNÍCIPES DE PONTA GROSSA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS AO DESPORTO Alberto Inácio da Silva;Regina Fátima Woloch; Esporte; Lei de acesso à informação; Conselho municipal; Recreação O Brasil nos últimos anos vem sediando os maiores eventos desportivos do mundo. Para o desenvolvimento do esporte no país a Carta Magna estabeleceu o esporte como um direito fundamental do cidadão, sendo que nos Estados e Municípios foram garantidos estes direitos mediante a criação de secretarias e fundações de esporte. Metodologia: Este estudo, de cunho descritivo de campo, objetivou analisar se os mecanismos utilizados pela Fundação Municipal de Esporte, buscando a divulgação das informações relativas ao desporto, permitem à comunidade conhecer as suas ações e ainda, se a participação dos munícipes no Conselho Municipal de Esporte e Recreação da cidade de Ponta Grossa é democrática. Para o desenvolvimento desta pesquisa foram analisadas: a) as publicações disponíveis na página da Fundação Municipal de Esporte durante o ano de 2015; b) as publicações no Diário Oficial da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG), referentes ao esporte no ano de 2015; e a lei que instituiu o Conselho Municipal de Esporte e Recreação (CMER). Como referencial teórico utilizou-se de: leis, decretos, livros, jornais, revistas, trabalhos científicos disponíveis na Internet, requerimentos e ofícios da Câmara Municipal de Ponta Grossa e do Observatório Social de Ponta Grossa. Conclusão: Após análise dos dados, pode-se concluir que as informações disponíveis pela Fundação Municipal de Esporte são insuficientes para a população acompanhar as políticas públicas voltadas ao esporte no município, sendo que esta atitude fere a Lei de Acesso à Informação. Portanto, na forma como foi constituído o Conselho Municipal de Esporte e Recreação, constatou-se que inexiste a participação efetiva da população na elaboração das políticas públicas voltada ao esporte no município de Ponta Grossa. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: D.O.U. de 05/10/1988. BRASIL. Constituição do Estado do Paraná. Paraná: Diário Oficial no. 3116 de 5 de outubro de 1989. BRASIL. Lei n° 101, de 4 de maio de 2000. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. Brasília: D.U.O Seção 1 - 5/5/2000. BRASIL. Lei nº 11.220, de 1 de janeiro de 2013. Autoriza o poder executivo a instituir a Fundação Municipal de Esportes. Ponta Grossa: Diário Oficial, Edição nº 917 – ano V, 2013. BRASIL. Decreto nº 7790, de 16 de setembro de 2013. Regulamenta a Lei nº 6.309 - Lei de Incentivo ao Esporte do Município de Ponta Grossa. Ponta Grossa: Edição nº 1.117 de 2013. BRASIL. Transparência pública. 2011. Disponível em: . Acesso em: 2 jan. 2016. CANELA G., NASCIMENTO S. Acesso à informação e controle social das políticas públicas. Brasília: Artigo 19, 2009. CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO. Controle Social – Conselhos municipais e controle social. Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2016. Da SILVA, A. I. Árbitro de futebol e legislação esportiva aplicável. Disponível em: http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 13 - N° 121 - Junio de 2008. MEDEIROS A. S., MAGALHÃES R., PEREIRA J. R. Lei de acesso à informação: em busca da transparência e do combate à corrupção. Inf. Inf. 2014, 19(1):55-75. MEZZAROBA O., MONTEIRO C. S. Manual de metodologia da pesquisa no Direito. São Paulo: Saraiva: 2008. MINISTÉRIO DO ESPORTE. O Ministério. Disponível em: . Acesso em: 19 fev. 2016. OBSERVATÓRIO SOCIAL DO BRASIL. O que é um Observatório Social (OS). Disponível em: . Acesso em: 20 fev. 2016. PASOLD C. L. Metodologia da pesquisa jurídica: teoria e prática. 11. ed. Florianópolis: Millennium Editora: 2008. ROCHA J. C. O papel dos conselhos municipais na implementação das políticas públicas do estado. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XV, n. 103, ago. 2012. Disponível em: . Acesso em: 8 jan. 2016. RODRIGUES G. W. A construção da democracia, entre a informação e o conhecimento. Revista Direito e Inovação. 2013, 1(1):2-15. SECRETARIA DO ESPORTE E DO TURISMO. Histórico da SEET. Disponível em: <. Acesso em: 19 fev. 2016. TUBINO, M. J. G. 500 anos de legislação esportiva brasileira. Do Brasil – colônia ao início do século XXI. Rio de Janeiro: Shape, 2002.
2083 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras EFEITOS DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS NA FORÇA MUSCULAR DE IDOSOS Tiago André Macedo;Daniel Vicentini de Oliveira;Wagner Jorge Ribeiro Domingues;Telma Adriana Pacífico Martineli; Este estudo teve o objetivo de avaliar o efeito de um programa de exercícios resistidos na força muscular de idosos. Pesquisa quase-experimental, na qual a amostra foi constituída de 10 idosos (64,4±3,7 anos). Para avaliação da força muscular de membros inferiores foi utilizado o Teste Sentar e Levantar (TSL). A dinamometria manual palmar (DMP) foi utilizada para avaliar a força muscular de membros superiores. Após a avaliação inicial, os idosos foram submetidos a seis semanas de treinamento resistido, duas vezes na semana, com duração de 40 minutos cada sessão. As cargas foram sendo ajustada conforme percepção de esforço 2% para membros superiores 5% para membros inferiores. Obteve-se aumento significativo de 4,1 kg na força muscular de membros superiores, por meio do DMP (p=0,03) e de 3,3 repetições no TSL. Conclui-se que o programa de exercícios foi eficaz para aumentar a força muscular de membro inferior e superior de idosos. ALEXANDRE, Tiago da Silva et al. Sarcopenia according to the European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP) versus dynapenia as a risk factor for disability in the elderly. The Journal of Nutrition, Health & Aging, v. 18, n. 5, p. 547-553, 2014. ANJOS. E. M., et al. Avaliação da performance muscular de idosas não sedentárias antes e após aplicação de um programa de exercícios de equilíbrio. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 5, n. 3, p. 459-467, 2012. BALACHANDRAN, Anoop et al. Functional strength training: Seated machine vs standing cable training to improve physical function in elderly. Experimental Gerontology, v. 82, p. 131-138, 2016. BARBOSA et al. Avaliação da capacidade funcional dos idosos e fatores associados à incapacidade. Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, n. 8, p. 3317-3325, 2014. DÓREA, Guilherme da Silva; MANOCHIO-PINA, Marina Garcia; SANTOS, Daniel dos. Aspectos nutricionais de idosos praticantes de atividade física. Food, Nutrition & Health, v. 10, n. 2, p. 347-360, 2015. EKLUND, Daniela et al. Fitness, body composition and blood lipids following three concurrent strength and endurance training modes. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, v. 41, n. 7, p.767-774, 2016. FECHINE, Basílio Rommel Almeida; TROMPIERI, Nicolino. O processo de envelhecimento: as principais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. InterSciencePlace, v. 1, n. 20, p. 106-132, 2015. FERNANDES, Ana Karênina Sá.et al. Efeito crônico do treinamento de força de curta duração em meio líquido nos níveis de força e na capacidade funcional em mulheres com DCNT’s. 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2084 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras QUALIDADE DE VIDA E BEM ESTAR SUBJETIVO DE DOCENTES DE UMA UNIVERSIDADE PUBLICA. Nágila Gonçalves Silva Araújo;Maria de Fátima de Matos Maia;Beatriz Rezende Marinho da Silveira;Fernanda Muniz Vieira;Marúcia Carla D’Afonseca Santos Borges; Trabalho Docente; Bem-Estar Subjetivo; Qualidade de Vida. O bem-estar subjetivo é um aspecto que pode incrementar a forma como o indivíduo percebe a si mesmo e a outras pessoas, resultando no vivenciar satisfatório de situações do dia a dia e também na forma de se relacionar com o outro. Quanto à qualidade de vida, entende-se poraspectos da individualidade e da subjetividade de cada indivíduo com base no seu próprio julgamento pessoal. O objetivo desse estudo foi identificar os fatores intervenientes do bem-estar subjetivo e na qualidade de vida dos docentes de ensino superior que trabalham no campus de uma universidade do Norte de Minas. A amostra foi composta de 22 docentes efetivos, designados e atuantes no 1° semestre de 2017. Foram utilizados t rês questionários na mensuração das variáveis que constituem o objeto de estudo: um questionário estruturado para avaliar as variáveis independentes e dois específicos para a análise das variáveis dependentes (O Development of the Memorial University of Newfoundland Scale of Happiness e o Questionário de Qualidade de Vida no Trabalho). Como procedimento estatístico, utilizou-se a análise descritiva dos dados através do N, porcentagem, média, desvio-padrão, significância e Análise de Variância. O nível de significância adotado foi p≤0,05. Os resultados evidenciaram que existe relação significativa para os afetos positivos no tempo docente no segundo cargo (p=0,04); afetos negativos quanto ao turno de trabalho (p=0,02); e nas experiências negativas no vínculo de trabalho segundo cargo (p=0,05), jornada trabalho segundo cargo (p=0,05), tempo docente no ensino superior (p=0,05) e turno de trabalho (p=0,05). Já na qualidade de vida observou-se relevância significante estatisticamente para o domínio físico, no vínculo instituição superior primeiro cargo (p=0,03) e na jornada trabalho superior primeiro cargo (p=0,02); domínio no meio ambiente jornada trabalho segundo cargo (p=0,04); e o domínio social jornada trabalho segundo cargo (p=0,04) e instituição ensino superior segundo cargo (p=0,02). Conclui-se que de uma forma geral os professores desta pesquisa possuem um bem-estar subjetivo geral positivo e boa qualidade de vida regular. ANDRADE, H.R; MAIA, M. F. M.; MELO, G.F; BORGES, M.C.D.S.; TOLENTINO, F.M.; LIMA, C.A.G.; SOUSA, B. V. O.; Bem-estar subjetivo em atletas de futebol de campo, inseridos nos diversos perfis tipológicos de gênero. Coleção Pesquisa em Educação Física, Várzea Paulista, v. 15, n. 01, p.57-66, 2016. BAHIA, P.N. O estresse como indicador de qualidade de vida em professores do curso de fisioterapia. 2002. 104f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2002. CUANDRA, H. L., FLORENZANO, R. U. El Bienestar Subjetivo: Hacia uma Psicologia Positiva. Revista de Psicología de la Universidad de Chile 2003, 12(1): 83-96. DIENER, E. Subjetive Well-being. Psychological Bulletin 1984, 95(3): 542-575. ESTEVE, J. M. Mudanças sociais e função docente. In A. Nóvoa (Org.), Profissão professor (2. Ed., pp. 93-124, Coleção Ciências da Educação). Porto, Portugal: Porto Editora, 1999. FERNANDES, Marcos H., ROCHA, Vera M. 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2085 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO EM IDOSOS DA CIDADE DE MONTES CLAROS Darthya Souza Dias;Adriana Tolentino Santos;Maria de Fátima de Matos Maia;Emily Christie Flávio Rodrigues; Idosos; Equilíbrio; Quedas. Tendo em vista que a prática de atividade física supervisionada e realizada de forma correta pode auxiliar no aumento da força muscular, auxiliando na manutenção do equilíbrio, o presente estudo objetivou avaliar o equilíbrio em idosos da cidade de Montes Claros, Minas Gerais, com o intuito de identificar a probabilidade dos mesmos sofrerem quedas provocadas pela falta de estabilidade, contribuindo, assim, para o maior cuidado e atenção com os idosos em determinadas situações. Para avaliação do equilíbrio foi utilizado como instrumento a Escala de Berg. O teste foi realizado com 100 idosos de ambos os sexos, com idades entre 60 e 70 anos. Os participantes foram escolhidos de forma aleatória. Durante a aplicação dos testes os participantes não podiam estar utilizando nenhum tipo de auxílio para manter a estabilidade do corpo, bem como aceitaram espontaneamente fazer parte da pesquisa logo após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para análise dos dados realizada uma análise de frequências percentuais e comparação através do teste t, com um nível de significância de p=0,05. Todos os dados foram analisados por meio do programa estatístico SPSS for Windows, versão 22. Os resultados indicam que a progressão da perda do equilíbrio se dá consequentemente ao aumento da idade, sendo esta relevante a partir dos 70 anos e mais frequente em idosos do sexo feminino do que no sexo masculino. Conclui-se com este estudo que quanto maior a idade dos idosos, maior o risco de quedas, sendo mais agravante nas mulheres do que nos homens da mesma faixa etária. ALFIERI, F. M.; WERNER, A.; ROSCHEL, A. B.; MELO, F. C.; SANTOS, K. I. S. 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2086 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras ENTRE SILÊNCIOS, SUSSURROS E GRITOS: O CORPO FEMININO ATRAVESSADO PELO CÂNCER DE MAMA Fernanda de Souza Cardoso;Eliana Lúcia Ferreira; corpo, mulher, câncer de mama, atividade física. Sendo o câncer uma patologia que cada vez mais invade nosso tempo e nossos espaços e entendendo o mesmo como um processo de adoecimento complexo, repleto de muitos avanços, muitas não respostas, mas muitos significados, é que se propõe essa investigação. Tomamos desta maneira, como objeto, sentidos do/sobre o corpo feminino atravessado pelo câncer de mama. O estudo se iniciou a partir da experiência usando a linguagem da dança e suas diferentes intervenções comunicativas, com um grupo de mulheres, todas portadoras de câncer de mama, participantes do Projeto Vida Presente, um projeto de extensão da Universidade Estadual de Montes Claros. Tendo participado como integrante da equipe deste grupo, e por um ano permanecido na posição de professora de dança, foi possível um primeiro contato, uma primeira via para apreensão, entendimentos, questionamentos. Este vínculo, criou uma comunicação entre professora e alunas, que mais tarde vieram a se tornar pesquisadora e sujeitos pesquisados, se constituindo em um problema de pesquisa na perspectiva de buscar os sentidos e os significados pelos discursos daquelas que viveram a experiência de serem acometidas pelo câncer de mama. Neste sentido esta dissertação foi estruturada sob a forma de três seções: a primeira, “Um olhar sobre o câncer de mama: a atividade física e seu significado para mulheres participantes de grupo de apoio”, versa sobre o significado desta prática corporal para mulheres acometidas por tal patologia e que estão inseridas em grupo de apoio, uma vez que a Educação Física como área da saúde, tem ampliado suas possibilidades de intervenção, sendo que cada vez mais estes profissionais são inseridos em novas perspectivas de atuação. A segunda seção, “Corpo feminino e câncer de mama“, diz respeito a compreensão sobre o corpo feminino e como o mesmo é atingido pelas delimitações, limitações e construções socioculturais e como estas intervenções se relacionam com a identidade do que é ser mulher nos espaços sociais. A investigação se constrói, pela análise dos discursos de mulheres com câncer de mama, na busca do entendimento do sentir, dos sentidos outros, ou não, estabelecidos a partir da experiência do sujeito com a doença, do corpo com o câncer. E finalmente, “Mito e corpo: reflexões sobre o câncer de mama”, apresenta uma reflexão sobre o corpo e o mito, identificando alguns mitos relacionados ao câncer, reconhecendo como isso se dá no contexto do corpo feminino acometido pelo câncer de mama. Utilizamos para análise e discussão dos dados coletados procedimentos qualitativos, sendo o suporte metodológico a Análise do Discurso (AD) em sua vertente francesa, representada no Brasil por Eni Orlandi. O grupo amostral foi constituído por 06 mulheres do referido projeto, com idade dos 44 aos 66 anos, todas acometidas pelo câncer de mama, em processo de acompanhamento e que sofreram intervenção cirúrgica, ou seja, mastectomizadas. O instrumento usado foi a entrevista semiestruturada, contendo nove questões abertas, sendo que anteriormente foram feitos questionamentos sobre dados pessoais para melhor reconhecimento acerca da população investigada. Os recortes da entrevista, usados em cada seção dizem respeito às temáticas de cada uma delas. Esta foi uma pesquisa que se fez importante, uma vez que tratamos de um processo de adoecimento que envolve muitos aspectos, impactos, estigmas, “silêncios”, mas também muitas particularidades, descobertas, sensibilidades. Propagar os discursos de mulheres que tiveram seus corpos atravessados por um câncer talvez seja uma maneira de minimizar algumas das tantas impossibilidades, e no meio delas, uma possibilidade que garanta, pelo menos, a responsabilidade social de qualquer pesquisa.
2090 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - QUALIDADE DAS ATIVIDADES DURANTE O TEMPO DE LAZER DOS ADOLESCENTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DA CIDADE DE MONTES CLAROS - MG Samuel Grigório Teixeira Mendes;Rosângela Ramos Veloso Silva; Tempo, Lazer, Adolescentes, Rede Pública. As definições de tempo livre e lazer estão associadas a um passatempo que pode envolver atividades diversas (esportivas, culturais ou sociais); o descanso e a diversão também estão incluídos. Uma das maiores preocupações dos pais é como o tempo livre dos adolescentes é conduzido. Ocupações que promovam a saúde e o bem estar dos adolescentes como o exercício físico, tem um melhor benefício quando comparado com o hábito de assistir televisão e usar o celular. Diante disso, temos como objetivo investigar a qualidade das atividades durante o tempo de lazer de adolescentes da rede pública de ensino da cidade de Montes Claros- MG. O estudo foi realizado com 2.040 escolares do ensino médio distribuídos em 21 escolas da rede estadual de ensino. A amostra foi do tipo probabilística por conglomerados. Foi utilizado um questionário autoaplicável sociodemográfico e variáveis que investigam a qualidade das atividades durante o tempo de lazer. Os dados foram analisados através da estatística descritiva (frequência e percentual) e a comparação entre os gêneros foi conduzida por meio do teste estatístico “Teste t”, assumindo um nível de significância de p<0,05. Do total de participantes do estudo, 54,2% eram do sexo feminino. Quase 50% dos adolescentes relataram que assistem em um dia normal mais de duas horas de televisão, e 40,3% das meninas estão mais insatisfeitas com a maneira como passa o tempo livre do que os meninos (28,3%), apresentando estatística significativa (p<0,001). Também é possível observar que as meninas (47,0%) se sentem mais entediadas quando comparado com os meninos (31,8%). Os dados das análises parciais deste estudo já nos permitem afirmar que há uma proporção significativa de adolescentes insatisfeitos com a qualidade das atividades de lazer, sendo necessário, portanto, políticas públicas de educação e saúde que desenvolvam intervenções na área de promoção de atividades de lazer para os adolescentes.
2091 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - PREVALÊNCIA DE ALEXITEMIA EM UNIVERSITÁRIOS: UMA DIFICULDADE RELACIONAL Iara Heloísa Ramos Mendes;Celina Aparecida Gonçalves Lima;Maria de Fátima de Matos Maia;Berenilde Valéria de Oliveira Sousa;Ítalo Barreto Prates;Thatiana Maia Tolentino; Alexitemia, Universitários, Dificuldade Relacional. A alexitemia é um construto que se caracteriza pela dificuldade do indivíduo em identificar e expressar seus próprios sentimentos e emoções, através da linguagem. A palavra tem origem grega e significa: “sem palavras para a emoção” (a = falta, lexi = palavra, timia = humor ou emoção). O uso da linguagem por uma pessoa, em seus relacionamentos pessoais é um fator muito importante na regulação das emoções e, pode ou não, fortalecer seus relacionamentos. O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência de alexitemia em uma amostra de universitários de uma instituição pública do norte de Minas Gerais, Brasil. Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e analítico, com uma amostra de 196 acadêmicos de três cursos da área de saúde de uma Universidade Pública do município de Montes Claros / MG. Os sujeitos responderam a versão portuguesa da Toronto Alexithymia Scale – 20 itens, bem como dados sócio demográficos (sexo, idade, pratica atividade física, religioso, curso). Foi realizada análise descritiva, através de frequência simples e relativa e, para verificar a diferença entre médias da alexitemia entre os grupos, foi utilizado o teste ‘t’ e Anova. O nível de significância estipulado foi 5% (p ≤ 0,05). Foi utilizado o software Statistical Package for Social Sciences ® (SPSS®), versão 20.0 para o sistema Windows. A maioria dos acadêmicos foi do curso de Educação física licenciatura (59,7%), com idade acima de 20 anos (86,2%), sexo feminino (52,0%), praticam atividade física (80,1%) e religioso (86,2%). Os acadêmicos apresentaram Alexitemia moderada (27,3%) e claramente alexitímicos (24,7%), mas não houve diferença estatisticamente significativa. Verificou-se uma prevalência alta de alexitemia entre os acadêmicos, apesar de não ter sido um resultado significativo. Entretanto, serve de alerta, uma vez que os acadêmicos podem apresentar dificuldades relacionais em seu cotidiano.
2092 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - PREVALÊNCIA DO USO DE DROGAS ENTRE ADOLESCENTES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DA CIDADE DE MONTES CLAROS – MG Iara Costa Machado;Rosângela Ramos Veloso Silva; Drogas, Rede Estadual de Ensino, Adolescentes. A adolescência é um dos processos mais importantes do desenvolvimento humano, envolvendo transformações físicas, psicológicas e sociais. Nessa fase podem surgir situações de risco, uso de álcool, atividades perigosas ou arriscadas e até mesmo seu primeiro contato com drogas ilícitas. O estudo busca estimar a prevalência do uso de drogas e fatores associados em adolescentes escolares. Assim, os alunos foram questionados quanto ao “uso de drogas”, hábitos cotidianos, aspectos socioeconômicos, bem como características que podem associar o adolescente ao uso de drogas. A amostra final foi de 2.040 adolescentes distribuídos em 21 escolas. Os critérios de inclusão foram: estar entre 14 a 19 anos em ambos os sexos, e estar devidamente matriculado no ensino médio. O Instrumento utilizado foi um questionário adaptado que investigou o perfil sociodemográfico e o uso de drogas. Foi adotada a versão brasileira do inventário de triagem do uso de drogas (DUSI). Os dados coletados foram analisados por meio de análises descritivas (frequência e percentual), média do conjunto de variáveis estudadas e análises bivariadas. Identificamos no estudo que 17,4% dos alunos informaram usar álcool ou drogas para se divertir. Sendo que deste resultado 5,6% dos adolescentes do sexo masculino informaram já ter usado maconha, sendo que 3,3% dos adolescentes tem maconha como sua droga predileta. Ao analisarmos a renda, 2,2% dos adolescentes com renda familiar acima dos 3 (três) salários mínimos, afirmam ter cocaína como sua droga predileta, e 5,4% desta mesma faixa de renda, tem maconha como sua droga predileta. Através do estudo pode-se entender que adolescentes que convivem com pais separados podem apresentar uma maior relação ao uso de drogas. Entretanto, não foi possível identificar associação entre cor da pele ou raça. Novas pesquisas na área precisam ser realizadas, para subsidiar projetos de intervenção e orientação aos adolescentes escolares.
2093 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - EFEITO DO TREINAMENTO RESISTIDO NA FORÇA MUSCULAR DE CAMUNDONGOS C57Bl/6 COM CAQUEXIA ASSOCIADA AO MELANOMA CUTÂNEO EXPERIMENTAL SINGÊNICO Revista Eletrônica Nacional de Educação Física;Daiane Sayure Nakama; Treinamento Resistido, Caquexia, Melanoma. O melanoma cutâneo (MC) apresenta alto risco de metástase; por consequência desse prognostico negativo, pode ocorrer uma síndrome paraneoplásica conhecida como caquexia. O impacto da caquexia na aptidão física desses pacientes está relacionado principalmente no desequilíbrio metabólico, provocando a diminuição da força muscular. O objetivo do estudo foi analisar o efeito crônico de curto prazo do treinamento resistido no aumento da força muscular de camundongos C57Bl/6 com caquexia associada ao MC experimental. Foi realizado um modelo singênico de MC, com inoculação de 5x105células de MC murino B16-F10 na região subcutânea dorsal dos camundongos C57Bl/6. Os animais foram divididos em grupo controle (n=15) e grupo experimental (n=15). O grupo experimental realizou sessões de exercício resistido com uso de uma escada com 110 cm de altura, 18 cm de largura, 2 cm entre os degraus e 80 graus de inclinação. Foram realizadas seis séries de oito repetições com 90 segundos de intervalo entre as séries. O treinamento foi realizado antes (7 dias antes) e após (15 dias depois) a inoculação. A mensuração da força muscular (FM) relativa e absoluta das quatro patas foi realizada por meio de um medidor de força de tração muscular (Marca Bonther). A avaliação inicial da FM ocorreu 8 dias (antes) e 16 dias (após ) da inoculação. O teste de Student independente foi realizado para comparar a diferença pós - pré (delta) da variável dependente e o nível de significância foi estabelecido em p ≤ 0,05. Este trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e bem-estar animal da Universidade Estadual de Montes Claros (parecer 131/2017). Na FM absoluta o valor médio do delta foi -7,0 ± 13,7 e 14,8 ± 10,5 nos grupos controle e experimental, respectivamente (p=0,042). O treinamento resistido mostrou importante efeito no aumento significativo da FM absoluta, o que mostra uma perspectiva positiva para a continuidade das pesquisas com o objetivo de investigar o efeito do treinamento de força no câncer.
2094 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - CONFLITOS FAMILIARES E QUALIDADE DE RELACIONAMENTO ENTRE ADOLESCENTES: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL Rafael Ferreira da Silva;Rosângela Ramos Veloso Silva; Conflitos Familiares, Qualidade de Relacionamento, Adolescentes A adolescência é uma fase de transformações na vida do ser humano, ocorrendo transformações significativas no corpo e que refletem diretamente nas alterações da personalidade, na forma de lidar com a sociedade e principalmente no ambiente familiar. Os adolescentes têm grande propensão a se distanciar da família tornando a comunicação cada vez mais difícil, ocasionando desentendimentos, opiniões diferentes e distanciamento no convívio familiar. Diante disso, o presente estudo buscou investigar os conflitos familiares e a supervisão dos pais dos adolescentes escolares. O estudo foi realizado com 2.040 escolares do ensino médio distribuídos em 21 escolas da rede estadual de ensino. A amostra foi do tipo probabilística por conglomerados. Foi utilizado um questionário autoaplicável com características sociodemográficas e variáveis que investigam os conflitos familiares, supervisão dos pais e qualidade de relacionamento. Os dados foram analisados através da estatística descritiva (frequência absoluta e percentual) e a comparação entre os gêneros. Foi observado que 54,2% dos adolescentes eram do sexo feminino. Os resultados da pesquisa apontaram que 12% dos adolescentes disseram que algum membro de sua família usou maconha ou cocaína no último ano; 39,9% dos adolescentes admitem que os pais desconheçam o que realmente pensam ou sentem sobre as coisas que são importantes para eles e 24,6% afirmaram que tem tido discussões frequentes com seus pais ou responsáveis que envolveu gritos e berros, apontando uma maior frequência no sexo feminino, com diferença estatisticamente significativa (p<0,003). Diante disso, concluímos que há uma grande parcela de adolescentes que convivem com conflitos familiares, situação de pode comprometer as condutas nos comportamentos, pois, é essencial a participação familiar estruturada atuando como fonte de apoio e limites, além de referência de segurança, proteção e valores dos adolescentes.
2095 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - CONDIÇÕES CRÔNICAS DE SAÚDE E FATORES ASSOCIADOS ENTRE PROFESSORES DA REDE PÚBLICA Nayra Suze Souza e Silva;Rosângela Ramos Veloso Silva; Saúde, Professores, Rede Pública. A situação de saúde no Brasil é marcada pela presença de condições crônicas na população. A definição de condições crônicas de saúde se orienta no seu tempo de duração. As condições crônicas são consideradas problema de saúde pública e os principais fatores de risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são o tabaco, a alimentação não saudável, a inatividade física e o consumo danoso de álcool. A valorização da saúde do professor é essencial ao se reconhecer que a educação é primordial ao desenvolvimento da nação. Levando em consideração a importância desses profissionais é necessário conhecer suas condições de saúde, especialmente quanto às condições crônicas, apontadas como as principais causas de adoecimento, faltas e afastamento precoce do trabalho. Assim, este estudo teve por objetivo investigaras condições crônicas entre professores da rede pública de ensino. O estudo foi um inquérito epidemiológico, realizado com professores da educação básica distribuídos nas escolas da rede estadual de ensino na zona urbana da cidade de Montes Claros - MG. A amostra foi do tipo probabilística, por conglomerados, em um único estágio (escolas). Foram avaliados 760 professores distribuídos em 35 escolas. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário autoaplicável com variáveis relativas à doenças crônicas autorreferidas. Os dados foram analisados através da estatística descritiva. Dentre os professores entrevistados, 85% referiu alguma morbidade, sendo que 13,8% referiram ter 6 ou mais doenças crônicas coexistentes. Problemas oculares apresentaram a mais alta prevalência (40%), seguida por problemas de saúde mental (27,6%), enxaqueca e labirintite (25,7%), colesterol elevado (23,8%) e hipertensão arterial (17,4%). Concluímos que foi elevada a prevalência de morbidades autorreferidas entre os professores da rede pública. Medidas de prevenção no campo da saúde pública devem ser reafirmadas para uma melhor qualidade de vida e condições de trabalho entre os docentes.
2096 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - COMPARAÇÃO DOS PICOS DE TORQUE CONCÊNTRICO E EXCÊNTRICO DOS MÚSCULOS EVERSORES DO TORNOZELO Áquila Larissa Xavier de Souza;Hellen Veloso Rocha Marinho; Pico de Torque, Músculos Eversores, Tornozelo. O pico de torque é a variável mais frequentemente reportada nos testes isocinéticos e representa o torque máximo gerado em um ponto específico do arco de movimento entre as repetições (AMARAL, et al., 2014), e o modo de contração muscular pode influenciar o desempenho muscular. São frequentes as lesões no tornozelo em função das forças impostas, e os músculos eversores são particularmente importantes para a manutenção da estabilidade em diferentes demandas. O objetivo do presente trabalho foi comparar o pico de torque normalizado pela massa corporal dos músculos eversores do tornozelo durante as contrações concêntrica e excêntrica na velocidade de 120°/s. A amostra foi composta por 19 adultos jovens, sendo 8 homens e 11 mulheres, com idade entre 18 e 30 anos. Os indivíduos foram posicionados sentados, com 70º de flexão do quadril e flexão de joelho entre 30º e 45º e o eixo foi alinhado entre o corpo do tálus e maléolo lateral à 35º de flexão plantar do tornozelo. A avaliação do desempenho muscular dos eversores do tornozelo foi realizada nos modos concêntrico e excêntrico na velocidade 120º/s, sendo realizadas 5 repetições em cada modo de contração, no membro dominante. Foi utilizado teste t pareado para verificar possíveis diferenças entre os modos concêntrico e excêntrico em relação à variável pico de torque normalizado dos músculos eversores do tornozelo. O nível de significância estabelecido foi de α < 0,05. Houve diferença estatisticamente significativa no desempenho muscular dos músculos eversores do tornozelo na comparação dos modos concêntrico e excêntrico em relação à variável pico de torque normalizado na velocidade de 120°/s (p= 0,001), sendo que os valores médios do pico de torque normalizado excêntrico foram superiores aos valores médios do pico de torque normalizado concêntrico. Conclui-se que, a ação muscular excêntrica obteve valores superiores à ação muscular concêntrica em relação à variável pico de torque normalizado na velocidade de 120°/s.
2097 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - COMPARAÇÃO DA POTÊNCIA MÉDIA DOS FLEXORES PLANTARES NO MODO CONCÊNTRICO EM DIFERENTES VELOCIDADES Áquila Larissa Xavier de Souza;Giovanna Mendes Amaral;Hellen Veloso Rocha Marinhol; Potência, Flexores Plantares, Modo Concêntricos. A potência indica a rapidez com que um músculo consegue produzir força. Essa variável é usada para fornecer uma verdadeira medição da proporção da intensidade do trabalho muscular realizado, indicando a capacidade de um grupo muscular em realizar trabalho ao longo do tempo (CARVALHO, et al., 2010). O objetivo do presente trabalho foi comparar a potência média dos músculos flexores plantares durante as contração concêntrica nas velocidades de 30°/s e 120°/s. A amostra do presente estudo foi composta por 19 adultos jovens, sendo 8 homens e 11 mulheres, com idade entre 18 e 30 anos. Para avaliação do desempenho muscular foi utilizado o dinamômetro isocinético Biodex3 System Pro. Os indivíduos foram posicionados sentados, com 70º de flexão do quadril e flexão de joelho entre 20º e 30º e o eixo do dinamômetro foi alinhado ao maléolo lateral do membro dominante. A avaliação do desempenho muscular da potência média dos flexores plantar do tornozelo foi realizada no modo concêntrico entre as velocidades 30°/s e 120º/s, sendo realizadas 5 repetições pra cada velocidade . Foi utilizado teste t pareado para verificar possíveis diferenças entre as velocidades 30°/s e 120°/s na contração concêntrica em relação à variável potência média dos flexores plantares do tornozelo. O nível de significância estabelecido foi de α < 0,05. Houve diferença estatisticamente significativa no desempenho muscular dos músculos flexores plantares do tornozelo na comparação das velocidades 30°/s e 120°/s na variável potência média concêntrica (p<0,001), sendo que os valores médios dessa variável, no modo concêntrico, apresentaram valores superiores na velocidade 120°/s (35,311 W ± 17,858) quando comparados à velocidade de 30°/s (22,005 W ± 8,774). Conclui-se que, durante a contração concêntrica, a variável potência média apresentou valores superiores na velocidade de 120°/s quando comparada à velocidade de 30°/s.
2098 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE DAS GESTANTES DE MONTES CLAROS- MG: ESTUDO LONGITUDINAL Camila Fernanda Santos Oliveira;Rosângela Ramos Veloso Silva; Avaliação, Saúde, Gestante A gravidez é caracterizada como uma fase em que ocorrem profundas alterações na vida da mulher e em sua preparação para a maternidade. Mesmo sendo um fenômeno biológico, cada mulher lida com as mudanças provenientes da gestação de uma forma muito peculiar. As transformações causam repercussões sociais, econômicas, emocionais e psicológicas. Alteram também o senso físico, e exige uma reorganização de vários aspectos de sua identidade, como a relação com o seu corpo e com o seu projeto de vida. Assim, este estudo que está em fase de coleta de dados, tem como objetivo avaliar as condições de saúde das gestantes assistidas nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) do município de Montes Claros – MG. A presente proposta insere-se em um estudo epidemiológico, com delineamento longitudinal no município de Montes Claros. Serão examinadas e entrevistadas, no mínimo, 761 mulheres. Além desse total, uma quantidade de 432 gestantes, que se encontram no 1º trimestre, serão acompanhadas ao longo das três ondas do estudo. Os dados serão coletados por meio de questionário, composto por vários instrumentos que contemplam as dimensões das condições de saúde da gestante. Serão realizadas três ondas de coleta, sendo cada uma correspondente ao 1º, 2º e 3º trimestre da gestação. Os dados coletados serão organizados e analisados no programa estatístico SPSS. Dessa forma, esta investigação agregará um conhecimento epidemiológico mais consistente sobre a temática e contribuirá com novas informações para os gestores do setor de saúde, pesquisadores e profissionais da envolvidos no cuidado à saúde da mulher. Assim, espera-se que este trabalho direcione a adoção de ações efetivas para a assistência e a promoção da saúde desse importante grupo populacional, que é prioritário no âmbito dos cuidados primários de saúde.
2099 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - ASPECTO ESPAÇO – TEMPORAL EM CRIANÇAS DE ESCOLA PÚBLICA DE ENSINO Henderson Souza Silva Rodrigues;Maria de Fátima de Matos; Espaço temporal, Pibid e psicomotricidade. O presente resumo pretende relatar a aplicação do teste em noção espaço temporal pela bateria motora de Francisco Rosa Neto, realizado pelos acadêmicos do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) em Psicomotricidade. O presente estudo é de caráter descritivo com análise quantitativa e qualitativa e o seu corte foi transversal. A população é uma escola pública onde se encontra o funcionamento do PIBID de Psicomotricidade. A amostra foi composta por vinte (20) alunos, sendo dez (10) meninas e dez (10) meninos, da turma do quarto (4º) ano do ensino fundamental da Escola Estadual Antônio Figueira. O primeiro teste o aluno iria reproduzir ao movimento que escutava (não via as batidas, pois estavam separados pela placa de madeira) das batidas com a ponta do lápis onde o aplicador deveria dar o primeiro passo - três (3) erros consecutivos paravam o teste. A segunda situação o aluno visualizava com determinado tempo a figura do teste, que era apresentada pelo avaliador e reproduzida no seu material da forma que visualizou – dois (2) erros consecutivos paravam o teste. A terceira situação, o aplicador deveria bater sobre a mesa o lápis quanta batidas era pedido pelo teste, e o aluno deveria escutar e desenhar conforme o número de sons produzidos - dois (2) erros consecutivos paravam o teste. A quarta e última situação o aluno visualizava e batia com o lápis sobre a mesa - dois (2) erros consecutivos paravam o teste. No final de cada teste o aplicador com os dados do aluno deveria somar os acertos para depois incluir em toda a soma. 80% dos testes aplicados foram julgados entre Normal a Superior. 20% abaixo da média. Através da análise dos dados coletados no teste, conclui-se que o fator Noção Espaço Temporal, conteúdo da disciplina Psicomotricidade, é fator importante no processo de Aprendizagem, tendo em vista que ela reflete diretamente no desenvolvimento Motor e Intelectual na Educação Infantil.
2100 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - ANÁLISE DA FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA SISTEMATIZADA Anne Jacqueline Souza Santos; Força Muscular, Idosos, Atividade Física. A prática regular de atividade física torna-se fundamental para os idosos. A diminuição da força e da potência do músculo pode influenciar na autonomia, no bem-estar e na qualidade de vida dos idosos. A perda da força e da massa muscular predispõe os idosos a uma limitação funcional, sendo este um fator predisponente para muitos dos processos patológicos associados ao aumento da morbidade e mortalidade. Analisar a força muscular em idosos praticantes e não praticantes de atividades físicas sistematizadas. A pesquisa caracterizou-se como sendo do tipo descritiva, transversal e quantitativa. Foi realizado um estudo na cidade de Montes Claros – MG, com a população idosa entre 65 a 75 anos. Foram incluídos na amostra do G1 indivíduos praticantes de atividades físicas regulares, e no G2 foram incluídos indivíduos não praticantes de atividades físicas. Ressaltando que em ambos os grupos foram de idosos do gênero feminino. Todos os dados coletados a partir da investigação das variáveis foram digitalizados e posteriormente analisados estatisticamente no programa de estatística SPSS®, versão 20.0, para Windows®. O presente projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética das Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE. Foram realizados os testes de força muscular de preensão manual, a comparação foi realizada da média relativa, média absoluta, máxima relativa e máxima absoluta para as ambas as mãos (direita e esquerda). Os resultados mostraram que os idosos ativos tem maior força de pressão manual significativamente quando comprados com os idosos sedentários. Podemos entender que possivelmente o exercício físico regular pode ter contribuído para manutenção ou aumento da força muscular nesse grupo de idosos ativos.
2101 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - BENEFÍCIOS DO LAZER PARA IDOSOS: UM ESTUDO QUALITATIVO NO PROJETO EXERCÍCIO FÍSICO, SAÚDE FÍSICA E MENTAL DE IDOSOS DO GENESES Daniel Frankly Oliveira Sales;Elizabete de Oliveira Barbosa;Ester Liberato Pereira; Lazer, Idosos, Exercícios Físico, Saúde Física e Mental A prática do lazer pode ser múltipla, da qual se sobressaímos aspectos de: recreação, prazer, descanso, reflexão acerca da realidade, meditação, capacidade criadora, abrandamento do estresse e renovação de forças (BURGOS; MIGUELINI; MACHADO, 2002). Portanto, o presente estudo apresentou como objetivo identificar os benefícios do lazer para idosos participantes do projeto “Exercício Físico, Saúde Física e Mental de idosos” do Grupo de Pesquisa em Neurociência, Exercício, Saúde e Esporte (GENESEs). Este estudo descritivo teve a finalidade de analisar os benefícios do lazer para idosos. Participaram do estudo 20 idosos de um projeto de pesquisa envolvendo exercício físico na busca pela saúde física e mental, que foi realizado no Laboratório do Exercício da Unimontes. Cada entrevista apresentou duração média de trinta minutos, todas gravadas e transcritas para análise. Os dados foram coletados no período de 10/2016 a 09/2017, por meio de entrevistas individuais realizadas pelos pesquisadores. Foi elaborado um roteiro semiestruturado com as seguintes questões: 1) Qual a concepção de lazer na visão de idosos participantes do GENESEs? 2) Você acha que o lazer traz benefícios? Quais? O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros, sob o parecer de número 1.365.041. Os sujeitos entrevistados apresentavam idade entre 60 e 78 anos, distribuídos nas seguintes faixas etárias: 13 idosos entre 60 e 69 anos e sete entre 70 e 79 anos. Pertenciam ao sexo masculino 20% da amostra e ao sexo feminino 80%. A partir das entrevistas realizadas, foram revelados alguns benefícios que a prática do lazer proporciona do ponto de vista dos idosos, preponderando compreensões que relacionam tais benefícios com as noções de saúde e convivência. Os achados desta pesquisa, assim, assinalam que os programas voltados a incitar a prática de exercício físico no lazer devem atuar associados a diferentes ações de promoção da saúde.
2102 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - AVALIAÇÃO DA COGNIÇÃO GLOBAL E SINTOMAS DE DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: DADOS PRELIMINARES Osmano Tavares de Souza;Daniel de Moraes Pimentel;Luciana Mendes de Oliveira; Cognição, Depressão, Idosos institucionalizados Com o envelhecimento da população, tem crescido doenças neurocognitivas como depressão o que pode levar ao declínio físico e cognitivo, diminuindo a autonomia desses indivíduos. O treinamento físico pode reduzir o avanço do declínio físico/cognitivo e amenizar os sintomas depressivos. Atualmente há poucos estudos com treinamento de realidade virtual (exergames) em relação a outros métodos de treinamento. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de diferentes programas de treinamento físico na cognição global de idosos institucionalizados. Trata-se de um estudo controlado, randomizado e duplo-cego. A amostra foi composta por 16 idosos institucionalizados, alocados e randomizados em dois grupos: grupo Wii (exercício baseado em realidade virtual- ECW); e grupo controle (exercício sem uso realidade virtual - ESW), com intensidade moderada (5-6 pontos) duração de (30-45 minutos) 2 vezes por semana. Na escala do American College of Sports Medicine (ACSM). Para o treino com realidade virtual foram utilizados o controle e a plataforma Wii Balance Board do Nintendo Wii®. O grupo exergames utilizou-se 3 jogos do EA Sports Active Personal Trainer e 3 jogos do Wii Fit Plus. O treinamento do grupo (ESW) foi composto de um programa de exercícios idênticos ao ECW, porém sem o feedback visual do Nintendo Wii. Ambos os grupos serão orientados pelos mesmos profissionais. Anteriormente foram utilizados os testes Mini Exame do Estado Mental (MMSE) e Escala Geriátrica de Depressão (GDS), digitSpanForWord e digitSpanBackWord. Foi realizada análise descritiva dos dados e utilizado o software.
2103 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A IMPORTÂNCIA DO ESPORTE NA MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DOS ADOLESCENTES INFRATORES Débora Soares Cesário;Marlúcia Ferreira Rocha;Kênia Luiza Ferreira Rocha; Menor Infrator; Medida Socioeducativa; Ressocialização; Esporte; Atividade Física. Este artigo de revisão foi desenvolvido com o intuito de avaliar a importância da prática desportiva na aplicação da medida socioeducativa para crianças e adolescentes. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o número de jovens que estão cumprindo medidas socioeducativas mais que dobrou no país em um ano. Só no ano de 2016, foram quase 60 mil ocorrências registradas pelas Varas da Infância e Juventude contra crianças e adolescentes. É dever do poder público criar políticas públicas para garantir a minimização de ações nocivas e maximização do bem-estar e desenvolvimento saudável destes adolescentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente, mais precisamente em seu artigo terceiro, prevê que o direito à vida, à saúde, à educação, ao esporte, ao lazer, à dignidade, à profissionalização, à alimentação, à cultura, à liberdade, entre outros, deverá ser assegurado. Todo este cabedal normativo versa a importância da prática esportiva, a participação cultural e das atividades de lazer para a formação e o desenvolvimento saudável de crianças, adolescentes e jovens, visando a ruptura da trajetória infracional do menor e auxiliando sobremaneira à ressocialização destes indivíduos.
2104 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MÚSICA, DANÇA E FOLCLORE: INTERFACES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DA COMPANHIA DE DANÇAS PARAFOLCLÓRICAS SARUÊ Emanuel Crispim Vasconcelos;Fabio Luan Veloso Caldeira;Erivelton Rodrigues da Silva;Isabela Veloso Lopes Versiani;José Roberto Lopes de Sales; Cultura, Música, Danças Folclóricas. Pesquisas que versam sobre as manifestações culturais presentes em nossa sociedade tem sido objeto de estudo e reflexão de diversas áreas do conhecimento, podendo estabelecer diferentes enfoques e relações. Considera-se o Folclore como um conjunto de criações culturais que revelam identidades e tradições que perpassam relações diretas com a música e com a dança como exemplos de suas manifestações na sociedade. Nesse sentido, o presente relato tem como objetivo aprofundar na análise de algumas das relações que podem ser estabelecidas entre música e dança por meio do Folclore. A metodologia baseou-se em um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, a partir das vivências da Companhia de Danças Parafolclóricas Saruê. Como resultado, evidencia-se no Grupo uma estreita ligação entre música e dança, na qual ambas se complementam como instrumentos para disseminar o Folclore e algumas de suas manifestações para diferentes espaços e públicos.
2105 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA VEJA O CORPO: A ÉTICA DA ESTÉTICA NA VEJA Jéssica Ferreira Andrade;Georgino Jorge de Souza Neto; Corpo, Estética, Veja. Historicamente o corpo tem sido mostrado de várias formas e em qualquer conjuntura pode ser tomado como importante recurso para nos auxiliar a compreender e expressar a construção e as características da organização social e vice-versa. O corpo é referência central e dotado de relevância social, levantando investigações sobre esse fenômeno que, especificadamente, é objeto de estudo da Educação Física, sendo um espaço proficiente em que os sentidos e as concepções do mesmo vêm sendo discutidos e refletidos. Por meio de um estudo documental, apresento uma análise das imagens e/ou produções corporais estampadas na Revista VEJA, no período de Janeiro de 1990 a Julho de 2015, que buscou analisar o corpo a partir da sua esportivização; descrever de que maneira se produz um corpo a partir das práticas alimentares; pensar o corpo idealizado pelo viés das múltiplas intervenções. O estudo contou com 1043 revistas, sendo (n=29), o que correspondeu ao volume da produção sobre o tema abordado.
2106 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - MONTES CLAROS TÊNIS CLUBE: A ASCENSÃO DA PRÁTICA DO KARATÊ EM SOLO MONTES-CLARENSE Lara Mikaeli Pereira Dias;Ester Liberato Pereira; Este estudo apresenta uma reflexão histórica acerca do desenvolvimento da prática do Karatê no Montes Claros Tênis Clube. A Praça de Esportes de Minas Gerais, ou Montes Claros Tênis Clube, como bem indicam os nomes do conjunto esportivo e da entidade mantenedora, respectivamente, é fruto de um convênio de cooperação entre a Prefeitura, na gestão do doutor Santos, e o Estado, quando governado por Benedito Valadares, que sempre se mostrou simpático a esta cidade. A inauguração da Praça, em 1942,marca o palco da prática de vários esportes, entre eles, o karatê. O início dessa prática, no clube, ocorre no começo da década de 1970, quando começam a ofertar aulas pela orientação do Sensei Walter Katão. Assim, o objetivo da pesquisa é desvelar a prática do karatê no Montes Claros Tênis Clube e como o clube ajudou na ascensão desta prática na cidade de Montes Claros. Para tal, além de uma revisão bibliográfica em artigos acadêmicos, livros e afins, foi realizada uma pesquisa documental em fontes impressas e escritas, tais como os jornais Diário de Montes Claros, Jornal do Norte e Jornal de Montes Claros do período de 1970 a 1989, que representam discursos a respeito. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental. Evidenciou-se que o Ginásio Darcy Ribeiro, do clube, foi palco de vários exames de faixas, competições e apresentações de quebra de telhas, tijolos e tubos de gelo com a cabeça, mão, cotovelo e joelho. O primeiro campeonato de Karatê, em Montes Claros, foi realizado no Ginásio Darcy Ribeiro em1975, promovido pela Escola de Judô e Karatê Yokohama, que funcionava no Colégio São José. A equipe do clube representou a cidade em competições regionais, estaduais e nacionais, sendo destaque onde se apresentava. Em 1983, teve o início a obra do Galpão das artes marciais, dando uma motivação a mais para os atletas. Em vista disso, o Montes Claros Tênis Clube proporcionou inúmeras oportunidades de aprimoramento cultural e físico da população montes-clarense.
2107 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS EM EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA INVESTIGAÇÃO DA FORMAÇÃO ACADÊMICA Gustavo Xavier Fonseca;Rogério Othon Teixeira Alves; Competências profissionais, Educação Física, Formação Acadêmica O projeto está sendo desenvolvido na perspectiva da conclusão do curso de Educação Física Licenciatura, da Universidade Estadual de Montes Claros, Unimontes. Ao começar esse projeto nos perguntamos se existem e quais são as competências básicas para ser um professor de educação física? E, para além da base documental, o que caracteriza um professor competente? O professor se torna competente quando tem domínio sobre os conteúdos da sua área e consegue transmiti-los aos seus alunos. Para que isso ocorra, legalmente o professor de Educação Física deve seguir documentos oficiais norteadores como a Lei de Diretrizes e Bases de Educação (LDB, 1996), os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1997) e no caso do estado de Minas Gerais, o Currículo Básico Comum (CBC, 2006). Darido que cita Coll et al. (2000) definem conteúdo como uma seleção de formas ou saberes culturais, conceitos, explicações, raciocínios, habilidades, linguagens, valores, crenças, sentimentos, atitudes, interesses, modelos de conduta, etc., cuja assimilação é considerada essencial para que se produza um desenvolvimento e uma socialização adequada ao aluno. O objetivo do estudo é averiguar se os formandos do curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros consideram ter a competência necessária para atuarem no mercado de trabalho. Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, de corte transversal e análise qualitativa. A população é composto por acadêmicos do 6° ao 8° período do curso de Educação Física Licenciatura dos turnos diurno e noturno da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. A amostra é composta por aproximadamente 100 alunos do 6° ao 8° período do curso de Educação Física Licenciatura dos turnos diurno e noturno. O instrumento utilizado é um questionário semiestruturado desenvolvido pelo autor.
2108 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - MUSEU REGIONAL DO NORTE DE MINAS: UMA EXPERIÊNCIA DE LAZER? Larissa Danielle Almeida De Oliveira;Rogério Othon Teixeira Alves; Museu Regional, Experiência de lazer, Norte de Minas. O Museu Regional do Norte de Minas (MRNM) situa-se no antigo sobrado da FAFIL (Faculdade de Filosofia e Letras) inserido no corredor cultural Padre Dudu, na cidade de Montes Claros, localizada no Norte do estado de Minas Gerais. O Museu está relacionado diretamente com o desenvolvimento histórico da cidade de Montes Claros. Primeiramente, foi um comércio e residência; depois, abrigou diversas instituições de educação e migrantes nordestinos que pousavam em destino a São Paulo. Visto isso, o MRNM tem grande significado para a cidade. Diante do que foi apresentado o Museu Regional do Norte de Minas tem um grande potencial de análise no que desrespeita a sua apropriação como opção de lazer, possibilitando que sejam feitas considerações acerca das problemáticas apresentadas anteriormente. O museu tem por finalidade identificar, documentar, difundir e preservar a cultura do Norte de Minas. O presente estudo tem por objetivo analisar a apropriação do MRNM como instrumento de lazer, pelos freqüentadores. O estudo será realizado por uma pesquisa qualitativa e bibliográfica. A pesquisa de campo será no MRNM coletada a partir de questionário e observação. O questionário será aplicado à visitantes do museu todos maiores de idade que se propuserem a responder. A pesquisa vai abordar o que é lazer, como a cidade trata o lazer através de leis resoluções e decretos.
2109 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - A POLÍTICA NO ESPORTE E LAZER: UMA ANÁLISE DOS ASPECTOS SIMBÓLICOS DAS OLIMPÍADAS DE 1936 E A COPA DO MUNDO DE 1970 Marcelo de Farias Teixeira; Política, Esporte, Símbolos, Lazer O referido projeto tem como objetivo analisar os aspectos simbólicos e de propaganda política governamental dos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim e a Copa do Mundo de futebol de 1970, no contexto do Brasil, e fazer uma comparação entre esses dois eventos esportivos. O esporte como fenômeno social sempre despertou a atenção do Estado tanto em regimes políticos democráticos como antidemocráticos, pois este poderia ser usado como instrumento para atender aos interesses do governo. Dentro desta perspectiva, os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de Futebol ao serem considerados dentro do contexto do lazer, podem se restringir a uma visão funcionalista de lazer que é contrária aos princípios dos Jogos Olímpicos e aos conceitos dos autores que tratam o tema. O problema seria analisar como e de que forma esses megaeventos foram usados como meio para alcançar a população. Será realizada pesquisa bibliográfica e de campo. A pesquisa bibliográfica tendo como base as ideias de Severino (2007), será efetuada a partir de um levantamento bibliográfico nos sistemas de bibliotecas de algumas universidades públicas e privadas, do Google acadêmico e de revistas especializadas nas áreas de Esporte, Política, História, do Lazer e Humanidades. Para a realização deste levantamento serão consultados livros, dissertações, teses e periódicos. A pesquisa de campo será realizada a partir de entrevistas semiestruturadas.
2110 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - A IMERSÃO NA NATUREZA: BENEFÍCIOS CORPORAIS DA PRÁTICA DO CAVING Marilda Teixeira Mendes;Michela Abreu Francisco Alves;Jarbas Pereira Santos;Patrícia Aparecida Antunes Alves;Davidson Geraldo Santos Miranda;Gislane Ferreira de Melo; Imersão da Natureza, Pratica de Caving, Natureza Entrar e sair das cavernas são experiências únicas e nem todas previsíveis. A preparação para a entrada envolve toda uma dinâmica de tomar ciência dos equipamentos de segurança, dos percursos delineados, das dificuldades básicas que serão encontradas, contudo, integrar-se ao ambiente da caverna promove as mais distintas experiências, abrindo novos horizontes, em vista de uma releitura da sociedade, suas minúcias, seus detalhes, parcelas importantes que nos tornam mais humanos e responsáveis uns com os outros e com o ecossistema que nos abriga. O caving, enquanto atividade de caverna proporciona ao ser humano vivenciar experiências, por meio de um envolvimento intenso com o ambiente cavernícola, objetivando a descoberta e a contemplação do ambiente. A relação humana com a natureza, por meio do caving, pode ser uma variável fundamental para tentar compreender quais são os benefícios que a atividade em ambientes de caverna pode proporcionar ao corpo. O presente estudo teve como objetivo analisar os benefícios do caving no bem-estar de seus praticantes na relação ser humano e natureza. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida junto ao Espeleogrupo Peter Lund e a Associação de Agentes Ambientais do Vale do Peruaçu com 30 indivíduos. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas, processados no IRAMUTEQ e a análise de similitude feita. Os resultados foram comentados a partir da abordagem estrutural da compreensão dos benefícios do cavingno bem-estar de seus praticantes na relação ser humano e natureza. Os resultados analisados foram 50 estruturados com base nas entrevistas Os resultados encontrados mostraram que o caving promove o bem-estar de seus praticantes, por meio de uma relação mediada pela presença de elementos naturais, pela característica peculiar da caverna. A emoção apresenta com beneficio positivo da atividade do caving, como um elemento emocional que se vincula ao prazer. O caving proporciona aquisições de novas atitudes e de valores para a melhoria da qualidade de vida. A natureza passa a ser uma importante parceira na promoção do bem-estar físico e mental, que pode ser percebido por meio dos sentidos corporais e da introspecção com o ambiente de caverna. O caving mostrou ser uma atividade que restaura a saúde, o bem-estar, por meio da relação do corpo com a natureza.
2111 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - CAVALGADAS NO SERTÃO NORTE-MINEIRO: UMA HISTÓRIA DO TEMPO PASSADO E PRESENTE Ester Hoed de Novais;Ester Liberato Pereira; Cavalgada, Equestre, Norte de Minas. Esta pesquisa objetiva identificar representações históricas de uma prática ainda muito presente na região do sertão do norte do estado de Minas Gerais: as cavalgadas. Estas consistiam em expedições armadas, numerosas e destinadas a explorar os sertões do Brasil, escravizar índios, descobrir terrenos com metais e pedras preciosas. Nos sertões do interior, os rios eram seus caminhos preferidos, estradas ricas em ouro, esmeraldas e marfim. De tal modo, foi realizada uma pesquisa documental em fontes impressas, como a Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros, jornais regionais e documentos virtuais. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental, com base nos pressupostos teóricos dos estudos históricos e socioculturais. Evidenciou-se que, em menos de um século, emergiram os primeiros bandeirantes no século XVI. A partir disto, as estradas, as bandeiras e as cavalgadas insistem em resistir ao tempo e, a cada ano, renovam-se nas festas dos distritos norte-mineiros. Hoje, o sertanejo presta homenagens aos antepassados que trilharam, exploraram e desbravaram estes sertões, seguindo a estrada real, em cavalgadas pelos distritos do Norte de Minas Gerais. A cavalgada, assim, simboliza e apresenta representações de homenagem para os antepassados e bravura para aqueles que estão homenageando. Por isso, a cavalgada constitui uma cultura de tal importância praticada por atores sociais ligados ao cultivo da terra. Assinala, também, representações religiosas, já que, na missa campal, recebem bênçãos para proteção na viagem, são recebidos por festas, aplausos e foguetes, depois seguem pela zona rural dos municípios. Nos dias atuais, todos os anos, ainda ocorrem, nas zonas rurais, os festejos da cavalgada como forma de religiosidade e cultura. A cavalgada, assim, constitui uma prática cultural que objetiva incentivar representações de valorização do patrimônio histórico-cultural da Estrada Real e do sertão norte-mineiro por meio do turismo equestre.
2112 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - CEGUEIRA PEDAGÓGICA E O ESTATUTO DE NORMALIDADE DO “ROLA-BOLA” NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Lucas Rafael Moreira Nunes;Carlos Rogério Ladislau; Educação Física escolar, Rola Bola. É indiscutível a importância do papel social da escola para a formação integral do aluno e, portanto, para a construção da sociedade. Nesse processo, cada matéria de ensino tem a sua contribuição específica, razão que justifica a sua integração ao currículo escolar. Entretanto, para que essa integração seja legítima, é necessário que os processos de ensino desenvolvidos no interior da escola promovam a aprendizagem efetiva de conhecimentos e competências por parte dos alunos, fato que põe em evidência o protagonismo do professor na consecução das finalidades educativas da escola. No âmbito específico da Educação Física, um grande número de obras e pesquisas tem denunciado a falta de intervenção pedagógica significativa por parte do professor, prática comumente chamada de “rola bola” e que Valter Bracht (2006) nomeou como “desinvestimento pedagógico”. Por representar um comportamento que tem sido reproduzido em muitos cenários e por longo tempo, é possível admitir que haja certa normalização do “rola-bola” no cotidiano da prática docente na Educação Física. O objetivo desta proposta de pesquisa vai ao encontro da compreensão desse processo, ou seja, investigar junto a professores, alunos e gestores escolares dos anos finais do ensino fundamental, o status concreto dessa normalização do “rola-bola”, as razões da sua existência, as consequências que ela opera no cumprimento das finalidades da Educação Física na escola e as alternativas que podem ser propostas para a reversão desse quadro.
2113 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - MOTIVOS QUE LEVAM ACADÊMICOS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS A SE INTEGRAR AO GRUPO DE DANÇAS PARAFOLCLÓRICAS SARUÊ Erivelton Rodrigues da Silva;Ana Carolina Rodrigues da Silva;Emanuel Crispim Vasconcelos;Fabio Luan Veloso Caldeira;José Roberto Lopes de Sales; Grupo de Dança , Motivos, Danças Parafolclóricas. O grupo de Danças Parafolclóricas Saruê é um projeto de extensão, aprovado pelo Cepex 009/2003. Participam dele acadêmicos de vários cursos da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES e pessoas da comunidade num total de 50 participantes entre músicos, dançarinos, professores e coordenador. Tem seu repertório voltado para as danças folclóricas Brasileiras. O presente estudo teve como foco verificar o motivo que leva acadêmicos de vários cursos a si integrar ao grupo de Danças Para folclóricas Saruê. Para coleta de dados foi aplicado um questionário semi-estruturado para 21 indivíduos (11 homens e 10 mulheres) com idade ± de 23,61 anos. O estudo foi realizado com parte do corpo de baile por meio de questionário básico, onde o foco principal foi verificar a motivação real para adentrar a um grupo de Danças Parafolclóricas, onde os mesmos não recebem nenhum valor significativo em troca. Vários motivos foram citados pelos entrevistados, tais como: “O interesse pelas diversas culturas” “Encantamento das danças e figurinos” “O gosto pela dança folclórica e enriquecimento profissional”. Portanto o motivo de maior relevância foi o amor pela dança e a busca de novos conhecimentos dentro da cultura brasileira. Portanto, para os acadêmicos que fazem parte do grupo de Danças Parafolclóricas Saruê, a real motivação para está presente no grupo, é o conhecimento das diferentes culturas, a cumplicidades, companheirismo, trabalho, enriquecimento acadêmico e pessoal.
2114 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - OS PRIMÓRDIOS DO CINEMA EM MONTES CLAROS: CINE-TEATRO IDEAL (1917) Danilo Martins Almeida;Gabriel Felipe dos Santos; Cine teatro Ideal, Cinema, Montes Claros. Esta pesquisa pretende analisar uma história do cinema como possibilidade de lazer a partir da fundação do Cine-Teatro Ideal, em 1917, na cidade de Montes Claros, na região norte do estado de Minas Gerais. Este estudo foi realizado por meio de uma pesquisa documental em fontes impressas, particularmente em periódicos que circulavam na época, como o Jornal Montes Claros e Gazeta do Norte, em que há registros de notícias de várias sessões com filmes naquele período. Após a coleta das fontes, estas foram submetidas a uma análise documental. Evidenciou-se que, em vinte de dezembro de 1917, foi inaugurado, na cidade, pelo Sr. Joaquim Rabelo Júnior, o Cine-Teatro Ideal. O interesse artístico do lazer, no qual há predominância do imaginário, é transmitido, principalmente, pelo cinema, teatro e as apresentações artísticas de modo geral, conforme a classificação de Dumazedier (1980) para os conteúdos do lazer em artísticos, intelectuais, manuais, sociais e físico-esportivos. O primeiro registro de exibição de um filme de que se teve notícia, deste cinema, foi em 1918, com sessões cinematográficas compostas de obras da literatura nacional e estrangeira em preto e branco e mudo. Durante essas sessões, havia uma orquestra para executar números musicais de acordo com as cenas dos filmes. Este cinema era freqüentado, principalmente, por pessoas da elite da cidade que procuravam se divertir nesse espaço que promovia um útil e agradável meio de se distrair por algumas horas de lazer. Foi possível analisar que, além do interesse artístico, o Cine-Teatro Ideal também acolhia outros interesses de lazer, como o intelectual e social, a partir do qual as pessoas obtinham informações novas de outros lugares adquirindo novos conhecimentos e socializando-se entre si naquele espaço. A investigação revela que a concepção deste cinema, na cidade, teceu componentes substanciais do repertório material e simbólico com que um novo hábito de lazer foi se desenvolvendo em Montes Claros.
2115 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - “PRETO NO BRANCO, BRANCO NO PRETO”: ESCOLA, RACISMO E SOFRIMENTO NA INFÂNCIA. Jaqueline Santos e Silva;Carlos Rogério Ladislau; Racismo escolar, Infância. Cento e trinta anos após a abolição da escravatura, o racismo continua sendo um aspecto pujante no pensamento, no discurso e na prática social do povo brasileiro. No que diz respeito aos negros, o ato racista se pauta nos atributos do “corpo” para discriminar, menosprezar e punir, preterindo histórias, valores e sentimentos de pessoas cuja dignidade é solapada por causa da “cor da pele”. À medida que ganham maturidade e conhecimento, os adultos negros vão desenvolvendo mecanismos de defesa para lidar com essa agressão, na maior parte das vezes travestida ou silenciada. Entretanto, as crianças negras de pouca idade ainda não desenvolveram essa capacidade e sofrem por serem tratadas de maneira diferenciada sem nem entender porquê. O objetivo da presente proposta de estudo é analisar o racismo escolar na infância, buscando capturar os diversos modos de pensar e expressar da criança em relação à questão racial. O universo da pesquisa é constituído pelos alunos matriculados no 1º ano das escolas estaduais da cidade de Janaúba-MG. Para a produção dos dados, será adotada uma entrevista de resposta estimulada a partir do emprego de imagens de crianças negras e brancas. O uso desse estímulo associado a perguntas específicas tais como “Quem você gostaria de ser?”, “Quem você gostaria de ter como amigo?” e “Quem você acha que é mais feliz?”, pretende estabelecer um vínculo de identificação para que as crianças manifestem seus sentimentos, suas percepções e seus desejos, trazendo à tona aspectos reveladores dos processos sutis por meio dos quais as crianças brancas e negras aprendem sobre hegemonia branca e localizam seu lugar nessa sociedade.
2116 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - QUE CABELO É ESSE? É O MEU. O CABELO COMO SÍMBOLO DA IDENTIDADE NEGRA NO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIMONTES Natália Mendes de Jesus;Fernanda de Souza Cardoso; Cabelo, Símbolo, Identidade Negra. Observando um movimento que tem se tornado cada vez mais comum e intenso, um movimento de apresentação e aceitação do cabelo tal como ele é: afro, black, crespo, sentimos a necessidade de entender esta tendência no contexto universitário. Portanto, o presente estudo investigou o significado do cabelo e os sentidos a ele atribuídos por mulheres e homens negros estudantes do curso de Educação Física (Licenciatura e Bacharelado) da Unimontes e a relação do cabelo com a identidade negra. Trata-se de uma pesquisa descritiva com análise qualitativa dos dados. A amostra foi constituída por cinco acadêmicos(as) do curso de Educação Física Licenciatura (Diurno e Noturno) e cinco acadêmicos(as) do Bacharelado (Diurno), no total de nove mulheres e um homem da Universidade Estadual de Montes Claros. Os acadêmicos(as) seguiram os seguintes critérios de inclusão: estarem regularmente matriculados; se considerarem negros e negras e tinham que ter vivenciado o processo de mudança, quanto ao uso do cabelo, no decorrer do curso. Para a pesquisa de campo o instrumento usado foi uma entrevista semiestruturada. Os dados coletados foram analisados qualitativamente, segundo a técnica de categorias. O cabelo para os participantes da pesquisa é sinônimo de resistência, luta e postula uma representatividade. O cabelo está além de uma ferramenta de beleza, o mesmo tem relação com a ancestralidade, com as raízes de um povo. Usar o cabelo tal como ele é, tem relação com a identidade negra para maioria dos(as) acadêmicos(as); o reconhecimento de ser negro só se deu após a aceitação do cabelo crespo. Para muitos entrevistados a aceitação do cabelo crespo surgiu devido aos danos causados por produtos químicos, chapinha e secador e também o não reconhecimento de si, dificultado ainda mais, pelas pressões sociais e preconceitos vividos. O cabelo vem como forte ícone identitário, marca a negritude.
2117 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - A EMERGÊNCIA DA PRÁTICA FUTEBOLÍSTICA EM UMA HISTÓRIA DA CIDADE DE BOCAIUVA/MG. Guilherme Carvalho Vieira;Ester Liberato Pereira; Futebol, Emergência , Bocaiúva. Este estudo objetiva identificar a emergência da prática do futebol na cidade de Bocaiúva, no norte do estado de Minas Gerais, nas primeiras décadas do século XX. Neste período, o Brasil se apropriava de novos hábitos culturais e os esportes se popularizavam pelo interior do país, em especial a prática do futebol. Atualmente, a prática deste esporte conta com consideráveis estudos sobre seu desenvolvimento histórico em grandes centros urbanos. Percebe-se, contudo, uma lacuna sobre os estudos do desenvolvimento da prática em ambientes menos urbanizados. Diante disso, o presente estudo justifica-se pela necessidade de identificar a emergência da prática futebolística em uma região mais periférica do país. Este estudo foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes impressas, tais como periódicos que circulavam na cidade no período, como a Gazeta do Norte. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental. Por meio das fontes, não foi possível datar com precisão a época na qual emerge a prática do futebol na referida cidade. Apesar disto, evidenciou-se que esse esporte moderno vinha sendo praticado pelos operários que trabalhavam na construção da linha férrea na região. Assim, nesse momento, emerge o Bocayuva Esporte Clube, que foi fundado em 9 de agosto de 1924. No mesmo ano, ocorreu seu primeiro jogo contra o Montes Claros Sport Clube, time da cidade vizinha. Essa primeira visita foi marcada por uma receptividade e cordialidade entre os clubes; mas, mesmo assim, houve conflitos entre as torcidas, durante a primeira partida de futebol. Esse incidente não afetou a receptividade dos montes-clarenses com os jogadores e a diretoria do Bocayuva Esporte Clube. Assim, identificou-se uma relação entre o alargamento do circuito ferroviário no interior mineiro e o desenvolvimento de práticas esportivas, como o futebol. A prática esportiva ainda conseguiu proporcionar um processo de socialização e integração entre as cidades do norte de Minas Gerais.
2118 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - EDUCAÇÃO FÍSICA, CORPO E RELIGIOSIDADE: INVESTIGANDO RELAÇÕES E TENSÕES Débora Vieira dos Santos;Fernanda de Souza Cardoso; Educação Física, Corpo, Religiosidade. A religiosidade é uma característica constitutiva do ser humano, portanto se relaciona com o corpo, permitindo, desta maneira diferentes vivências. Esta relação entre os dois elementos, corpo e religiosidade, é uma questão ainda pouco debatida no meio acadêmico, sobretudo na Educação Física. Daolio e Rigoniag (2014, p. 5) destacam o corpo como componente fundamental tanto na Educação Física quanto na religiosidade, e enfatiza que essas duas esferas trabalham um processo de educação do corpo. Nesse sentido, o presente estudo teve por finalidade investigar se a religiosidade dos acadêmicos do curso de Educação Física Licenciatura e Bacharelado Diurno, da Universidade Estadual de Montes Claros interfere na forma como estes lidam com o corpo no decorrer do curso. Trata-se de uma pesquisa descritiva com análise qualitativa dos dados. A amostra foi constituída por acadêmicos do 8º período dos referidos cursos. Para a coleta de dados o instrumento utilizado foi uma entrevista semiestruturada, sendo os mesmos analisados através da técnica de categorias. A partir das respostas dos acadêmicos, pode-se afirmar que a religiosidade, assim como a Educação Física, exerce influência na aprendizagem e na forma com que os sujeitos lidam com seus corpos. Percebe-se que existe uma forte influência das religiosidades sobre as vivências dos mesmos durante a formação acadêmica. Nesse sentido, concluímos que existe uma tensão entre religiosidade e algumas práticas experimentadas na graduação em Educação Física, e esta tensão parece ficar mais nítida quando a devoção vivida pelo sujeito está vinculada a alguma instituição religiosa. No caso daqueles que vivem sua religiosidade sem vínculo com nenhuma instituição religiosa, essa tensão não ficou evidente.
2256 poiesis v. 21 n. 2 (2020) EL PENSAMIENTO LIBERADOR DE IGNACIO ELLACURÍA Lorena Zuchel; El artículo tiene como objetivo presentar la vida y obra del pensador salvadoreño Ignacio Ellacuría. Filósofo y teólogo de la liberación. Su formación e historia son ejemplos de vida, dedicada a la liberación del pueblo oprimido y en búsqueda de una civilización más justa. Dos etapas caracterizan su pensamiento: la idea de armonizar fe y filosofía y el desarrollo de una visión de la historia y de la realidad como objeto de la filosofía. Una y otra fueron importantes para su proyecto de la liberación. Referências no rodapé.
2257 poiesis v. 21 n. 2 (2020) MIGRACIÓN Y ESPIRITUALIDAD INTER-LIBERADORA Jorge E. Castillo Guerra; El sentido represivo de la política de fronteras se basa en una percepción negativa de la migración. Entre sus efectos está el surgimiento de las fronteras simbólicas dentro de los Estados ya que los migrantes, motivados por la esperanza y su espiritualidad contribuyen a la liberación de espacios de vida segmentados por las fronteras internas y externas. El artículo tiene como objetivo, a partir de la política de las fronteras internacionales, reflexionar sobre la espiritualidad que surge en los contextos de movilidad humana y sus aportes a la justicia y al conocimiento en la sociedad global. Referências no rodapé.
2258 poiesis v. 21 n. 2 (2020) LAS TRADICIONES CULTURALES RELIGIOSAS AFRICANAS COMO UNA FORMA DE VIDA Y PENSAMIENTO. APORTES A UN MUNDO MÁS JUSTO Georgette N′dour; El presente trabajo se propone sacar del pozo y árbol, agua y frutos de las tradiciones culturales y religiosas africana, contribuciones para la construcción de un mundo más justo. Para el pueblo africano la educación es el canal de transmisión cultural donde las personas con su sabiduría son responsables por la transmisión de los valores económicos, sociales, morales y ecológicos. Barreau, Jean Claude Tous les dieux ne sont pas égaux, Ed. Jean-Claude Lattès, 2001 Chevalier Jean, Gheerbrant Alain, Diccionario de los símbolos, Barcelona, Herder, 2003 De Vallesca Palanca, Diana (stj), Cultura, multiculturalismo e interculturalidad. Hacia una racionalidad intercultural, Madrid, Editorial Covarrubias, 2000 Diop Cheikh Anta, Nations nègres et cultures, Paris, Présence Africaine, Edition de 1979 Diop, Cheikh Anta, L’unité culturelle de l’Afrique noire, Paris, Présence Africaine, Seconde édition, 1982 Gravrand, Henry (1990). La civilisation sereer Pangool. Tunis : Les Nouvelles Editions Africaines Gravrand, P. Henri, “L’héritage spirituel sereer: valeur traditionnelle d’hier, d’aujourd’hui et de demain”, Ethiopiques nº31, revue socialiste de culture negro-africaine, 3ème trimestre, 1982. Léo Frobenius : Histoire de la Civilisation Africaine. Trad. D H. Back et D. Ermont, Gallimard, 1933 Mungala, Dr A S “L’éducation traditionnelle en Afrique et ses valeurs fondamentales”, Ethiopiques numéro 29, Revue socialiste de culture négro-africaine, février 1982. SAMB Djibril, “Les thèses fondamentales de Cheikh Anta Diop », dans Ethiopiques, Revue socialiste de culture négro-africaine numéros 44-45 Nouvelle série - 2ème trimestre 1987 - volume IV, N°1.2 Van Eetvelde, Alphonse P., L’homme et sa vision du monde dans la société traditionnelle négro-africaine, Bryland, 1998, Louvain la neuve.
2259 poiesis v. 21 n. 2 (2020) RELIGIÓN E INTERCULTURALIDAD: LAS RELIGIONES AFROBRASILEÑAS Cristina Borges; Este artículo tiene como objetivo, desde el concepto de interculturalidad, presentar las religiones latinoamericanas como formas de vivir y pensar en el mundo moderno. Se busca, a la luz de filósofos como Enrique Dussel y Raúl Fornet-Betancourt, demostrar - en vista de la barbarie que se instaló con la Modernidad - que universos religiosos como las religiones de origen africana e indígena han sufrido a un menor impacto de la Modernidad. Y por eso mantienen conocimientos anteriores al siglo XVI, como la conexión con la naturaleza y el sentido de comunidad. Por tratarse de religiones ritualistas, los universos culturales como la Umbanda y el Candomblé brasileños son mecanismos de reconciliación con el pasado cultural y con la naturaleza. Sus rituales pueden ser vistos como momentos de diálogo con aquellos que vinieron antes. En este caso la interculturalidad, a través de la experiencia religiosa, puede ser considerada una experiencia de autoconocimiento. ASTRAIN, Ricardo Salas. Hermenéuticas en juego, identidades culturales y pensamientos latinoamericanos de integración. In: ASTRAIN, Ricardo Salas. Ética Intercultural. (Re)Lecturas del pensamiento latinoamericano. Santiago de Chile: Ediciones Abya – Yala, 2005. BOMFIM, Manoel. América latina; males de origem. Rio de Janeiro: Biblioteca básica brasileira, 1905. BORGES, Cristina. Umbanda Sertaneja. Cultura e religiosidade no norte de Minas Gerais. Montes Claros: Editora Unimontes, 2011. CARPENTIER, Alejo. Visión de América. Havana: Editorial Letras Cubanas, 2004. DUSSEL, Enrique. Ética da libertação na idade da globalização e da exclusão. Petrópolis: Vozes, 2007. ______________. Transmodernidade e Interculturalidade: interpretação através da filosofia da libertação. Sociedade e Estado, Brasília, V.31, no.1, p.(51-73), jan,2016. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/se/v31n1/0102-6992-se-31-01-00051.pdf. Acesso em 16/01/2019. FORNET-BETANCOURT, Raúl. Del conocimiento teórico al saber dominador. Notas para un diálogo intercultural sobre el cambio del ideal del conocimiento al interior de la cultura europea. In: FORNET-BETANCOURT, Raúl. Elementos para una critica intercultural de la ciencia hegemónica.Concórdia. Wissenschaftsverlag Mains: Aachen, 2017. FOUCALT, Michel. “Cuida de ti mesmo”. Entrevista com Michel Foucault. Revista Concórdia, 1984. Entrevista concedida a Raúl Forner-Betancourt. ORTIZ, Fernando. Contrapunteo cubano del tabaco y el azúcar. Havana: ed. Ciencias Sociales, 1991. QUIJANO, Aníbal. Colonialidad y modernidad-racionalidad. In: BONÍLIA, Heraclio (Compilador). Los conquistados. 1492 y la población indígena de las Américas. Bogotá: Tercer Mundo Editores, 1992. VILLHENA, Maria Ângela. Ritos Religiosos. In:PASSOS, Décio; USARSKI, Frank. Compêndio de Ciência da Religião. São Paulo: Paulinas, 2013.
2260 poiesis v. 21 n. 2 (2020) RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS, EDUCAÇÃO E INTERCULTURALIDADE: CONHECENDO O CAMPO Guaraci Maximiano dos Santos; Diante da realidade de racismo étnico e epistêmico em nossa sociedade e a negação desta por parte do sistema pedagógico brasileiro, este artigo visa uma reflexão e/ou provocação acerca da necessidade da instituição não só legal, mas também, na prática de novas disposições, atitudes, dos profissionais de ensino que colaborem para que o ato pedagógico seja um efetivo instrumento de promoção da alteridade dos povos negros, suas culturas e sapiências religiosas e não. Em virtude disso, apresenta as religiões afro-brasileiras Candomblé e Umbanda, por meio de suas contextualizações sociais, abordando algumas de suas ritualísticas de culto e princípios, por exemplo, a iniciação, a hierarquia e algumas práticas cotidianas. Ademais, aborda a Lei 10.639/03, seus princípios e diretrizes, assim como a Lei 11.645/08, PCN (1997), PCNEM (2006) e a Resolução CNE/CP, a fim de viabilizar uma reflexão acerca de aplicação no campo do Ensino Fundamental e Médio, em nosso país. Por fim, a interculturalidade, seu conceito e importância para a construção de um campo educativo decolonial. Trabalho que teve como metodologia a pesquisa bibliográfica e a iconografia concomitante, assim, uma articulação que possibilitou reflexões acerca da referida temática, feita no intuito não só informativo, mas também afirmativo sobre a importância dos saberes da história e culturas africanas no Ensino Fundamental e Médio, ressaltando a importância da efetivação das legislações educacionais vigentes sobre o tema. Em suma, este percurso nos permitiu posicionamento afirmativo do quão é necessário e urgente assumirmos eticamente a luta antirracista, também, por meio da promoção de um sistema educacional decolonial e intercultural para nosso país. ALTUNA, Raul Ruiz de Asúa. Cultura tradicional Banto. Luanda: Edital do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, 1985. BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. BORGES, Cristina (Org.). Religião e religiosidades: estudos e diálogos transversais. Montes Claros: Henriques design, 2018. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União de 23 de dezembro de 1996. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20- dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em: 17 jul. 2021. . Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União de 10 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 20 jul. 2021. . Lei nº 11.645, de 10 de maio de 2008. Diário Oficial da União de 11 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro- Brasileira e Indígena”. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 04 jul. 2021. _______. Ministério da Educação. 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2261 poiesis v. 21 n. 2 (2020) A INTERCULTURALIDADE COMO CATEGORIA DE ANÁLISE PARA SE PENSAR O ENSINO RELIGIOSO Beatriz de Oliveira Pinheiro; Este trabalho tem por objetivo discorrer sobre a terceira unidade da disciplina Tópicos Especiais de Ciências da Religião: Tradições Religiosas Afro-brasileiras — Tradições religiosas afro-brasileiras, a Escola e o Ensino Religioso (ER) — ministrada pelas professoras Ângela Cristina Borges e Giseli do Prado Siqueira. Para isso, apresentaremos, em um primeiro momento, a noção de interculturalidade e sua relação com o reconhecimento e afirmação da diferença, bem como sua importância ética nas sociedades que buscam pela anulação daquilo que foge da norma, isto é, a interculturalidade como possibilidade de se partir das diferenças na produção de modelos éticos. Em seguida, falaremos sobre o Ensino Religioso no Brasil a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a responsabilidade dos educadores frente aos objetivos do componente curricular junto das competências estipuladas pela BNCC. Dessa forma, nos voltaremos para o papel político do professor, uma vez que fazer despertar nas alunas e alunos o interesse de busca por conhecimento e produção de projeto de vida, assim como a compreensão da diferença ética e religiosa a partir de uma perspectiva plural, não reducionista, fica a cargo dos educadores que assumem também a postura de discentes no processo educativo. Então, retomaremos a noção de interculturalidade como categoria essencial para se pensar um ER descolonial. A metodologia utilizada será a análise textual dos principais artigos que contam com a autoria das professoras mencionadas: “Entender o passado e falar do presente: aportes a um Ensino Religioso descolonizador e pós-colonial”; “O Ensino Religioso, a relação educador-educando e a Base Nacional Comum Curricular-BNCC e Currículo Referência de Minas Gerais – CRMG” e “Ensino Religioso na escola pública brasileira e a questão da laicidade”. BAPTISTA, Paulo Agostinho Nogueira; BORGES, Cristina. Entender o passado e falar do presente: aportes a um Ensino Religioso descolonizador e pós-colonial. NUMEN, Juiz de Fora, v. 23, n. 2, p. 21-38, jul./dez. 2020. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/numen/article/view/31887 Acesso em: 12/11/21. BAPTISTA, Paulo Agostinho Nogueira. Ciências da Religião e Ensino Religioso: o desafio histórico da formação docente de uma área de conhecimento. REVER, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 107-125, dez. 2015. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/rever/article/view/26189 Acesso em: 12/11/21. BAPTISTA, Paulo Agostinho Nogueira; SIQUEIRA, Giseli do Prado. Ensino Religioso na escola pública brasileira e a questão da laicidade. HORIZONTE, Belo Horizonte, v. 18, n. 55, p. 33-60, jan./abr. 2020. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/23832 Acesso em: 12/11/21. BAPTISTA, Paulo Agostinho Nogueira; SIQUEIRA, Giseli do Prado. O Ensino Religioso, a relação educador-educando e a Base Nacional Comum Curricular – BNCC e o Currículo Referência de Minas Gerais – CRMG. REVISTA PISTIS & PRAXIS: Teologia e Pastoral, Curitiba, v. 13, n. 1, p. 497-522, jan./abr. 2021. Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/pistispraxis/article/view/27879 Acesso em: 12/11/21. BRECHT, Bertolt. Perguntas de um operário letrado: poemas e canções. Coimbra: Almedina, 1975. DUSSEL, Enrique. Ética da Libertação na idade da globalização e da exclusão. 3. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2007. DUSSEL, Enrique. La pedagogia latinoamericana. Bogotá: Nueva America, 1980. DUSSEL, Enrique. Transmodernidade e interculturalidade: interpretação a partir da filosofia da libertação. REVISTA SOCIEDADE E ESTADO, v. 31, n. 1, p. 51-73, jan./abr. 2016. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6079 Acesso em: 12/11/21. FORNET-BETANCOURT, Raúl. Elementos para una crítica intercultural de la ciencia hegemónica. Aachen: Grupo Editorial Mainz, 2017. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013. MIGNOLO, Walter. Histórias locais/Projetos globais: Colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
2263 poiesis v. 20 n. 1 (2020) GÊNERO E SEXUALIDADE À LUZ DA ONTOLOGIA DO DASEIN Rodrigo Rizério de Almeida e Pessoa; O artigo explora os elementos pertencentes à análise da existência efetuada por Heidegger I capazes de contribuir para o debate contemporâneo sobre a identidade de gênero. Para tanto, os textos basilares examinados no trabalho são o curso Fundamentos metafísicos da lógica, ofertado em 1928, e o ensaio de Derrida Geschlecht: sexual difference, ontological difference. O caminho do trabalho inicia com a apresentação da crítica de Heidegger ao conceito antropológico do “animal racional”, seguida da exposição da noção de “disseminação transcendental”. À luz disso, o terceiro passo metodológico do artigo consiste em mostrar que Heidegger entende a existência a partir de uma neutralidade essencial, mas com isso não recusa a sexualidade ao ser-aí. O ser-aí neutro não é por isso assexuado, pois o que se tem em vista com a neutralidade não é a sexualidade em si, mas o dualismo sexual. Desse modo, o ser-aí não é, do ponto de vista ontológico-constitutivo, homem ou mulher, mas isso por que faz parte de seu ser a disseminação ou multiplicação de modos de ser. De acordo com isso, os resultados do trabalho defendem a ideia de que a noção de gênero, e não a categoria de sexo, é a mais adequada à compreensão da existência própria do Heidegger I. Por gênero se tem em vista o corpo tal como resulta de sua mundanização, ao passo que a categoria de sexo reduz o corpo humano a suas características fisiológicas. Mas o corpo não se reduz à materialidade de ossos e tecidos, ou ainda: o corpo não é uma coisa, um nome, mas um verbo: corporar. O corpo, enfim, é um sendo, não limitado à diferença entre macho e fêmea, ou mesmo à dualidade entre feminino e masculino. Ao contrário, o corpo é abertura de modos de ser sempre remodeláveis. CIOCAN, Cristian. The vulnerable body: human corporeality and its limit-situations. Bucharest: New Europe College, Yearbok 2009-2010. DERRIDA, Jacques. “Geschlecht: sexual difference, ontological difference”. In.: DREYFUS, Hubert. WRATHALL, Mark. Heidegger Reexamined. New York; London: Routledge, 2002. ESCUDERO, Jesus Adrian. Heidegger and the hermeneutics of the body. In.: International Journal of Gender and Women’s Studies. June 2015, Vol. 3, No. 1, pp. 16-25. FOGEL, Gilva. “A respeito de Homem, de Vida e de Corpo.” In.: SANTORO, Fernando. [et al.] Emmanuel Carneiro Leão. Rio de Janeiro: Hexis; Fundação Biblioteca Nacional, 2010. GREISCH, Jean. Ontologie et temporalité: esquisse d’une interprétation intégrale de Sein und Zeit. Paris: Presses Universitaires de France, 1994. HAAR, Michel. Heidegger e a essência do homem. Trad. Ana Cristina Alves. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. Coleção Pensamento e Filosofia. HEIDEGGER, Martin. Interpretações Fenomenológicas sobre Aristóteles: introdução à pesquisa fenomenológica. Trad. Enio Paulo Giachini. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. Coleção Textos Filosóficos. _____. Ser e tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas, SP: Editora da Unicamp; Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2012. _____. The metaphysical foundations of logic. Translated by Michael Heim. Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press, 1992. _____. What is called Thinking? Tras. J. Glenn Gray. New York: Harper Perennial, 2004. PESSOA, Rodrigo R. A. A transcendência do corpo em Heidegger. Belo Horizonte: Editora Dialética, 2021. RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Trad. Alain François [et al.] Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007.
2264 poiesis v. 20 n. 1 (2020) DINÂMICAS TELEOLÓGICAS E NÃO-TELEOLÓGICAS DAS TEORIAS EPISTEMOLÓGICAS DE POPPER E KUHN Valdirlen do Nascimento Loyolla; O presente artigo tem como escopo principal confrontar as noções de progresso popperiano meta orientado de conhecimento aos de progresso kuhniano não meta orientado para a verdade, enfatizando que tal confronto é consequência do modo como estes epistemólogos interpretaram o conceito darwiniano de ‘evolução como modificação das espécies’, no sentido de que a epistemologia de Popper pressupõe uma teleologia de fundo nos processos da Natureza e do conhecimento, enquanto que para Kuhn tais processos são não-teleológicos. BRADIE, M. (1986). “Assessing evolutionary epistemology”, in: Biology and philosophy, v. 1, pp. 401-459. ______. (1989). “Evolutionary epistemology as naturalized epistemology”, in: Issues in evolutionary epistemology, edited by K. Hahlweg and C. A. Hooker, 393-412. Albany, NY: SUNY Press. BRADIE, M., HARMS, W. (2005). “Evolutionary epistemology”, in: The Stanford Encyclopedia of Philosophy. (Ed.) Edward N. Zalta, 2005. CAMPBELL, D. T. (1974). “Evolutionary Epistemology”, in: P. Schilpp (ed.), The philosophy of Karl Popper. The library of living philosophers, v. 14, La Salle, Illinois: Open Court, pp. 412-463. DARWIN, C. R. (1859). On the origin of species by means of natural selection, or the preservation of favoured races in the struggle for life. London: John Murray. 6th edition, with additions and corrections, 1872 [Edição brasileira, (2012). DARWIN, C. R. Origem das espécies. Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2012 (tradução da primeira edição publicada por John Murray, Albemarle Street London, 1859)]. GONTIER, N. (2006). “Introduction to Evolutionary Epistemology, Language and Culture.” In: Gontier, Nathalie, Van Bendegem, Jean Paul and Aerts, Diederik (eds), Evolutionary Epistemology, Language and Culture – A non-adaptationist systems theoretical approach, 01-29. Dordrecht: Springer, 2006. GOULD, S. J. (2002). The structure of evolutionary theory. Cambridge, MA: Belknap Press of Harvard University Press, 2002. KUHN, T. S. (1962). The structure of scientific revolutions. 2nd edition enlarged. 6th impression. Chicago: University of Chicago Press, 1970 [Edição brasileira, (2011). KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. Trad. Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. 10ª edição. São Paulo: Editora Perspectiva, 2011]. ______. (1970a). “Logic of discovery or psychology of research?”, in: KUHN, T. S. The essential tension – selected studies in scientific tradition and change. Chicago: University of Chicago Press, 1977, pp. 266-293 [Edição brasileira, (2009). “Lógica da descoberta ou psicologia da pesquisa?”, in: KUHN, T. S. A tensão essencial – estudos selecionados sobre tradição e mudança científica. Tradução de Marcelo Amaral Penna-Forte. São Paulo: Editora UNESP, 2009, pp. 283-311]. ______. (1970b). “Reflections on my critics”, in: KUHN, T. S. The road since Structure. (Ed.) J. CONANT and J. HAUGELAND, Chicago: University of Chicago Press, 2000, pp. 123-176 [Edição brasileira, (2006). “Reflexões sobre meus críticos”, in: KUHN, T. S. O caminho desde A Estrutura – ensaios filosóficos, 1970-1993, com uma entrevista autobiográfica Editada por James Conant e John Haugeland. Tradução de Cesar Mortari. São Paulo: Editora UNESP, 2006, pp. 155- 217]. LORENZ, K. (1941). “La teoría kantiana de lo apriorístico bajo el punto de vista de la biología actual”, in: LORENZ, K. & WUKETITS, F. M. (Ed.). La evolucíon del pensamento. Barcelona: Editorial Argos Vergara, 1984, p. 89-116. MAYR, E; PROVINE, W. B. (1998). The evolutionary synthesis: perspectives on the unification of biology. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1998. MUNZ, P. (1993). Philosophical darwinismo: on the origin of knowledge by means of natural selection. London: Routledge, 1993. POPPER, K. R. (1972). Objective knowledge: an evolutionary approach. London: Oxford University Press, 1975 [Edição brasileira, (1975). Conhecimento objetivo: uma abordagem evolucionária. Trad. de Milton Amado. Belo Horizonte: Itatiaia/Edusp, 1975]. RIEDL, R. (1984). Biology of knowledge: the evolutionary basis of reason. Chichester: John Wiley & Sons, 1984.
2265 poiesis v. 20 n. 1 (2020) ESTÉTICA DA ARTE-MUSICAL EM SCHOPENHAUER A MÚSICA COMO ESSÊNCIA: SUPERAÇÃO DO PESSIMISMO E EXPERIÊNCIA ESTÉTICA DO PRAZER E DA FELICIDADE João Roberto de Oliveira; Aprofundando a análise do pessimismo schopenhauriano no livro III de O mundo como vontade e como representação, revelou-se uma “filosofia do otimismo” que perpassa a construção de uma teoria estética e uma filosofia da arte que encontra na Genialidade uma perspectiva de travessia do estado determinista da própria finitude do humano para o estado de superação de todo sofrimento e insatisfação. Encontra-se uma Metafísica da Música elaborada por Schopenhauer como único meio de alcance do conhecimento da essência do mundo e do homem. Desse modo, a música genial torna-se a única via para a libertação do homem que conhece e encontra a si mesmo como sujeito desvelado de qualquer obscuridade e iluminado pela sua própria essência desprovida de vontade. Fontes primárias: SCHOPENHAUER, Arthur. A sabedoria da vida. Tradução de Romulo Argetière. São Paulo: EDIPRO, 2012. SCHOPENHAUER, Arthur. Metafísica do amor, metafísica da morte. Tradução de Jair Barboza; revisão técnica e da tradução Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola. – 2ª edição – São Paulo: Martins Fontes, 2004. SCHOPENHAUER, Arthur. Metafísica do belo. Tradução, apresentação e notas de Jair Barboza. – São Paulo: Editora UNESP, 2003. SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. Tradução, apresentação, notas e índices de Jair Barboza. – São Paulo: Editora UNESP, 2005. SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e representação, III pt.; Crítica da filosofia kantiana; Pererga e paraliponema, cap. V, VIII, XII, XIV. Traduções de Wolfgang Leo Maar e Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola. – São Paulo: Abril Cultural, 1980. – (Coleção Os Pensadores). Bibliografia complementar: ADORNO, Theodor W. Teoria estética. Tradução de Arthur Morão. Lisboa: Edições 70, 1998. ___________________. Filosofia da música. Tradução de Magda França. São Paulo: Perspectiva, 2009. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia; tradução da 1ª edição brasileira coordenada e revista por Alfredo Bosi; revisão e tradução dos novos textos Ivone Castilho Benedetti – 4ª Ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2000. BARBOZA, Jair. Infinitude subjetiva e estética em Schelling e Schopenhauer. – São Paulo: Ed. UNESP, 2005. BAUMGARTEN, A. Estética: a lógica da arte e do poema. Tradução brasileira Mirian Sutter Medeiros. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993. BRANDÃO, Eduardo. “A noção de ideia em Schopenhauer à luz da filosofia de Schelling” – Revista Arte e Filosofia no Idealismo Alemão; organizadores Marco Aurélio Werle e Pedro Fernandes Galé. – São Paulo: Editora Barcarola, 2009. BRUM, José Tomáz. O pessimismo e suas vontades – Schopenhauer e Nietzsche. – Rio de Janeiro: Rocco, 1998. DEBONA, Vilmar. Schopenhauer e as formas da razão: o teórico, o prático e o ético-místico. Apresentação de Jair Barboza. – São Paulo: Annablume, 2010. 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Cursos de Estética, volume III, 2º capítulo; tradução de Marco Aurélio Werle, Oliver Tolle; consultoria Victor Kanoll. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002. (Clássicos; 24). JANAWAY, Christopher. Willing and Nothingness – Schopenhauer as Nietzsche‟s Educator.Edited by Christopher Janaway. – New York: Oxford University Press, 2007. _____________________. Schopenhauer. Tradução de Adail Ubirajara Sobral. – São Paulo: Edições Loyola, 2003. JUNIOR, Douglas Garcia Alves. “A restituição do corpo na Teoria estética” (Artigo). Revista Artefilosofia, n. 3, pp. 137-138, UFOP. Ouro Preto: Tassitura, 2007. KANT, Immanuel. 3. Estética: analítica do belo e da Arte e do Gênio. Seleção de textos Marilena Chauí; tradução de Paulo Quintela. – São Paulo: Abril Cultural, 1980. – (Coleção Os Pensadores). LEFRANC, Jean. Compreender Schopenhauer. 4ª edição. Tradução de Ephraim Ferreira Alves. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. MENEZES, Enrique. 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2266 poiesis v. 20 n. 1 (2020) POESIA E REBELIÃO: A OBRA DE ALLEN GUINSBERG À LUZ DE ALGUNS ELEMENTOS CONCEITUAIS DA ESCOLA DE FRANKFURT Alex Tarcísio Aguiar Ramos;Edi de Freitas Cardoso Júnior; O presente artigo visa analisar a inserção da obra poética de Allen Ginsberg no contexto dos Estados Unidos da América no pós-Segunda Guerra, o que nos leva a entender, que a poesia de Ginsberg, pode ser considerada como uma manifestação de resistência política e cultural frente aos valores e ao conservadorismo daquela nação. Para tanto, utilizaremos como referencial teórico o pensamento de alguns elementos conceituais da Escola de Frankfurt. ADORNO,Theodor. “Conceito de Iluminism”. In: Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultura, 1996, p.19. ARAÚJO, Felipe; BESSA, Sílvia. Geração Beat – Anarquismo literário. Revista Vida & Arte. 10/07/2005. Disponível em . Acesso em 14/12/2021. BAUDELAIRE, Charles. Sobre a modernidade. São Paulo: Paz e Terra, 1997, (coleção Leitura). BEJAMIN, Walter. O Narrador. In: Obras Escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 197,221. BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Schwarcz Ltda, 1988. COELHO. F. O. “Contracultura”. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005. p. 194,195. COELHO. F. O. “Movimento Beat”. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005.p. 74,75. ENGELS, F.; MARX, K. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Martin Claret, 2004. GINSBERG, Allen. Uivo e outros poemas. Porto Alegre: L&PM, 1999. (coleção L&PM Pocket). HOBSBAWN, Eric. A era dos extremos. O Breve Século XX. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. LIMONCIC. F. “American way of life”. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005.p.29.30.31. MARCUSE, Herbert. A ideologia da sociedade industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1979. MARCUSE, Herbert. Contra revolução e revolta. RJ: ed. Zahar, 1973. MARCUSE, Herbert. Razão e revolução. RJ: ed. Saga, 1969. MUNHOZ. Cinema e Guerra Fria. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005.p.148,149. NEWFIELD, Jack. Una minoria profetica. Martinez Roca, 1969. PATRIOTA, Rosângela. “Jim Morrison o Poeta-Xamã dos anos 60”. In: Cultura Vozes, n.2, mar/abr.1997, p.84,85. ROSZAK, Theodore. A contracultura. Petrópolis RJ: Vozes LTDA, 1972. SCHIMITTI, J.C. “A história dos marginais”. In: LE GOFF, J. A história nova. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. SILVA, K, V. SILVA,M,H. “Modernidade”. In: Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005, p.298. 299. SOARES. J. A. “Sacco- Vanzetti”. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005.p. 802,803,804. THOMPSON, E. P. Costumes em comum. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. TODOROV. As categorias da narrativa literária. In: Análise estrutural da narrativa. São Paulo Petrópolis, 1976. WILLER, Cláudio. “Beat e tradição romântica”. In: Alma Beat. Porto Alegre: LP&M Ltda, 1984.
2267 poiesis v. 20 n. 1 (2020) A PERSPECTIVA RELACIONAL EM PIERRE BOURDIEU Luiz Eduardo de Souza Pinto;Jorge Alexandre Barbosa; Pierre Bourdieu é um dos mais influentes cientistas sociais de todos os tempos, sua produção é uma rigorosa conjugação entre o empírico e a teoria. O método de Bourdieu, ancorado em um senso prático, se presta à análise dos mecanismos que envolvem as relações de poder, a produção de idéias e a gênese das condutas. A praxiologia bourdieusiana não é um simples instrumento para desvelar a realidade social constituída pela ação dos agentes e na qual esses constituem uma fração nas disputas que ocorrem nos diversos campos estruturados na sociedade, é um arranjo e ao mesmo tempo uma ampliação do horizonte de diversas escolas de pensamento (interacionismo simbólico, estruturalismo, funcionalismo, marxismo, fenomenologia, etnometodologia e a epistemologia racionalista neokantiana) em um empreendimento que visa demonstrar a relação entre a ação individual e a estrutura social. A produção de Bourdieu é eminentemente relacional e o autor promove o esforço de combinar uma síntese teórica dentro de um quadro analítico integrado através de um engajamento por meio da pesquisa empírica. Para a compreensão do dinamismo da vida social contemporânea a construção relacional dos estudos de Bourdieu se revela imprescindível. O autor provoca uma ruptura epistemológica através da análise relacional considerando de forma concomitante que as estruturas sociais são historicamente reproduzidas por meio das condutas individuais, como um círculo de interações onde agência e estrutura mutuamente se constroem e reconstroem. Leva-se em consideração também que a teoria da prática de Bourdieu é indissociável da prática da teoria, no modelo praxiológico bourdieusiano se articulam dialeticamente o agente e a estrutura social, ou seja, é um arquétipo centrado na mediação entre a agência e a estrutura. ANDRADE, PéricIes. Agência E Estrutura: O conhecimento praxiológico em Pierre Bourdieu. Estudos de Sociologia, Rev do Progr. de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE, v. 12. n. 2, p. 97-118, 2006. BACHELARD, Gaston. A filosofia do “não”. São Paulo: Abril, 1984. BURAWOY, Michael. O marxismo encontra Bourdieu, São Paulo: Editora da Unicamp, 2010 BOURDIEU, P.; WACQUANT, L. An invitation to reflexive Sociology. Chicago: The University of Chicago: Polity Press. 1992 BOURDIEU, Pierre. Leçon sur la leçon. Paris: Minuit, 1982 BOURDIEU, Pierre. Razões Práticas: sobre a teoria da ação. Tradução: Mariza Corrêa. Campinas, SP: Papirus. 9ª edição, 2008 BOURDIEU, Pierre. O campo político. Dossiê Dominação e Contra Poder. Rev. Bras. Ciênc. Polít. no.5 Brasília Jan./July 2011. BOURDIEU, P. A dominação masculinidade. Tradução Maria Helena Kühner, 11ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012. DOMINGUES, José Maurício. Estruturismo e estruturação: Bourdieu e Giddens. ln: . Teorias sociológicas no século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. p. 55-69, 2001. ESCÓSSIA, Liliana da; KASTRUP, Virgínia. O conceito de coletivo como superação da dicotomia indivíduo-sociedade. Psicol. estud. vol.10 no.2 Maringá May/Aug. 2005 LAHIRE, Bernard. Campo in: Vocabulário Bourdieu / Afrânio Mendes Catani [et al.] – 1.ed – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. LE BRETON, D. A Sociologia do Corpo. Petrópolis: Vozes, 2007. LEANDER, A. Thinking Tools: Analysing Symbolic Power and Violence. In: A. Klotz, & D. Prakash, Qualitative Methods in International Relations: A Pluralist Guide (pp. 11- 28). Palgrave Macmillan, 2008. LOPES, Marta Júlia Marques; MEYER, Dagmar Estermann.; WALDOW, Vera Regina. Novas reflexões sobre a dominação masculina Gênero e Saúde. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia, vol. 2. São Paulo: EPU/EDUSP, 1974. SETTON, Maria da Graça Jacintho. A teoria do habitus em Pierre Bourdieu: uma leitura contemporânea. Rev. Bras. Educ. no.20 Rio de Janeiro May/Aug. 2002 PETERS, Gabriel. Pierre Bourdieu (1930-2002) in: Os Sociólogos: clássicos das Ciências Sociais/Sarah Silva Telles, Solange Luçan de Oliveira (organizadores) – Petrópolis, RJ: Vozes, Rio de Janeiro: Editora PUC, 2018. POWELL, C. and Dépelteau, F. Conceptualizing Relational Sociology: Ontological and Theoretical Issues. New York: Palgrave, 2013. ROSA, Vitor. Estud. sociol. Araraquara v.24 n.47 p.341-350 jul.-dez. 2019. SOUZA, Rafael Benedito de. Formas de Pensar a Sociedade: o conceito de habitus, campos e violência simbólica em Bourdieu. Revista Ars Historica, ISSN 2178-244X, nº 7, Jan./Jun., 2014, p. 139-151.
2269 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia O que pode a filosofia na escola? Renata Lima Aspis; Afectos. Disciplina. Ensino de filosofia. Resistência. O presente artigo tem como objetivo levantar questões sobre a potência do ensino de filosofia hoje, no Brasil, considerando as ameaças que vem sofrendo. Para isso reativa o conceito de afecto de Spinoza e o de disciplina de Foucault. A despeito do controle e da normalização da escola como aparelho de Estado, como resistir à captura da vida? Quais conexões criar para gerar alegria e potência de agir? A filosofia é modo de pensamento contra a besteira. O que pode a filosofia na escola? Quais forças a filosofia pode agenciar para resistir? DELEUZE Gilles. Conversações, 1972-1990. Tradução. Peter Pál Pelbart. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992. _____. Espinosa Filosofia prática. Tradução Daniel Lins e Fabien Pascal Lins. São Paulo: Escuta, 2002. _____. Ideia e afeto em Spinoza. Cours Vincennes. 24/01/1978 https://pt.scribd.com/document/169848313/Deleuze-Spinoza-Aula-ideia-e-afeto-24-01-1978. Acesso 22 de março de 2019. _____. LAbécédaire de Gilles Deleuze (avec Claire Parnet) 1998-1999. Produção: Pierre-André Boutang, França, 1999. FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008. _____. O Sujeito e o Poder. In: DREYFUS, H.; RABINOV, P. Michel Foucault: uma trajetória filosófica. Para além do estruturalismo e da hermenêutica. Tradução Vera Porto Carrero. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. _____. Vigiar e Punir: Nascimento da Prisão. Tradução Raquel Ramalhete. 37. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. NIETZSCHE, Friedrich. Escritos sobre Educação. Tradução, apresentação e notas de Noéli C. M. Sobrinho. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2003. SPINOZA, Bento. Ética. Trad. Tomaz Tadeu. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. ZOURABICHVILI, F. Deleuze e o Possível (sobre o involuntarismo na política). Trad. Maria Cristina Franco Ferraz. In: ALLIEZ, É. (Org.). Gilles Deleuze: uma vida filosófica. Coord. trad. Ana Lúcia de Oliveira. São Paulo: Ed. 34, 2000.
2270 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia O cinema como metodologia para uma prática de ensino de filosofia Adhemar Santos de Oliveira;Alex Fabiano Correia Jardim; Ensino de filosofia. Cinema. Criação. Pensamento. Prática de ensino. As conversações deste artigo visam focar como trabalhar a filosofia articulada ao cinema no Ensino Médio, além de pensar as condições - favoráveis ou não - ao estudante, para a promoção da interatividade e do pensamento crítico para, dessa forma, superar as dificuldades relacionadas ao processo do pensar filosófico. Além disso, o artigo tem a intenção de investigar as imagens cinematográficas como prática metodológica de ensino-aprendizagem aplicada à disciplina de filosofia, no âmbito escolar da educação básica regular com base no pensamento do filósofo Gilles Deleuze. Buscamos neste artigo fazer o encontro entre a filosofia, o cinema e a educação. Seguindo o pensamento deleuziano, a filosofia em conjunto com o cinema, indo ao encontro da educação, vem desenvolver uma metodologia prática do ensino de filosofia na educação básica, pois, ambas podem desenvolver na educação o processo de problematizar o pensamento e dar ao estudante secundário a capacidade de ler as imagens e desenvolver o pensamento e também dando-lhe instrumentos para que ele possa desenvolver a capacidade de criar conceitos conforme pensou Deleuze e Guattari na obra O que é a Filosofia?. Não obstante, ao fazer o encontro da filosofia com o cinema, não propomos fazer com que a filosofia interprete o cinema, mas que a filosofia trabalhe e pense com o cinema na sala de aula. Desse modo, pensar o ensino de filosofia seguindo o pensamento deleuziano é entender que o cinema, assim como a filosofia, é também um grande criador de conceitos, pois este proporciona a tradução dos conceitos em termos audiovisuais. Nas palavras do filósofo “o próprio cinema é uma nova prática das imagens e signos, cuja teoria a filosofia deve fazer como prática conceitual” (DELEUZE, 2007, p. 332). ASPIS, Renata Lima e GALLO, Silvio. Ensinar Filosofia: um livro para professores. São Paulo: Ed. Atta Mídia e Educação, 2009. AUMONT, Jacques. A Estética do Filme. Tradução: Maria Appenzeller. Campinas: Papirus, 2012. CARDOSO, Luís Miguel. Literatura e Cinema: Vergílio Ferreira e o espaço do indivizível. Lisboa, Edições 70, 2016. SILVA, Alexandre Rocha da e COSTA, Rafael Wagner dos Santos. Peirce na trilha deleuzeana: a semiótica como intercessora da filosofia do cinema. Intercom – Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 33, nº 1, jan./jun. 2010, p. 169-187. Disponível em: . Acesso em: 09 ago. 2019. DELEUZE, Gilles. Cinema II: A Imagem-Tempo. Tradução: Eloísa de Araújo Ribeiro. Revisão Filosófica: Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2007. ______________. O que é o ato de criação? Dois regimes de Loucos. Tradução de Guilherme Ivo; edição preparada por David Lapoujade; revisão técnica de Luiz B. L. Orlandi. São Paulo: Editora 34, 2016, p. 332-343. ______________. Proust e os signos. Tradução: Antônio Piquet e Roberto Machado. 2ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Forense Universitária, 2006a. ______________. Diferença e repetição. Tradução: Luiz Orlandi e Roberto Machado. 2ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Graal, 2006b. _____________ e GUATTARI, Félix. O que é a filosofia?. Tradução: Bento prado Jr. E Alberto Alonso Muñoz. 2ª ed. 1ª remp. São Paulo: Ed. Editora 34, 1997. _____________. Conversações, 1972-1990. Tradução: Peter Pál Pelbart. 1ª ed. 7ª remp. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1992. DUARTE, Rosália. Cinema & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. EZCURDIA, José. O autômato espiritual na filosofia de Espinosa implicações de uma ontologia imanentista no plano do conhecimento científico. Tradução Homero Santiago. São Paulo, Cadernos Espinosanos - USP, nº 24, p. 11-33, 2010. 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2271 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Linguagem digital e produção de conteúdo Roseli Rodrigues de Araujo Santos;Péricles Pereira de Sousa; Linguagem digital. Metodologia de ensino. Produção de conteúdo. Escrita autoral. É fato que a potência das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs) contribui muito para o aumento da interação entre os jovens e as pessoas em geral. A linguagem digital utilizada como forma de comunicação, para grande parte dos usuários, não passa de sinais e símbolos ou até mesmo palavras que reproduzem conteúdos já prontos e disponibilizados na internet. Por meio de uma pesquisa realizada na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro em Montes Claros-MG, constatamos que muitos estudantes passam a maior parte do seu tempo conectados à internet em jogos ou redes sociais. Na maioria das vezes eles utilizam esses recursos tecnológicos indiscriminadamente e exploram o ambiente virtual sem refletir sobre o conteúdo ao qual estão expostos. A partir dos resultados dessa pesquisa julgamos necessário adotar uma metodologia de ensino e desenvolver um plano de ação a ser implementado em sala de aula, na tentativa de melhorar a nossa prática pedagógica. Com isso desenvolvemos um Projeto Educacional de Intervenção (PEI) com o objetivo de promover e incentivar a escrita autoral por parte dos estudantes nas aulas de filosofia. Trata-se da criação de uma Revista de Filosofia - Novas Ideias, para o Ensino Médio, que tem como finalidade a publicação e compartilhamento de conteúdo produzidos pelos estudantes secundaristas da nossa escola. Nesse sentido, ao utilizarmos as novas tecnologias como ferramentas no sistema educativo, estamos fazendo uso de um instrumento que tem uma grande potencialidade e que pode contribuir com a formação desses jovens, desenvolvendo também a criatividade e a percepção deles sobre a realidade. Enfim, é um modo de reinterpretar, reissignificar e melhor se apropriar desses novos recursos. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC, 1999. CAMPANER, Sônia. Filosofia; ensinar e aprender. São Paulo: Saraiva, 2012. CARRIJO, Alessandra da Silva. De como deve ser tratada a questão do Ensino de Filosofia. Saberes, Natal/RN, v. 2, n.esp, jun. 2011. Disponível em: . Acesso em 20 de set.2017. CARVALHO, M.; BENEDITO de Almeida Junior, J.; Gontijo, P. Filosofia e Ensinar Filosofia. São Paulo: ANPOF, p. 9-22, 2015. (Coleção XVI Encontro ANPOF). DELEUZE, G. & GUATTARI, F. O que é a filosofia? Trad. Bento Prado Jr. e A. A. Muñoz. São Paulo: Editora 34, 1992. DIAS, Cláudia Augusto. Hipertexto: evolução histórica e efeitos sociais. Ciências da informação, Brasília, vol. 28, nº. 3. Set. /Dez.de 1999. 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2272 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Rock um devir filosofia Marcos Ribeiro de Santana; Conceito. Ensino. Filosofia. Pensamento. Rock’n’roll. O presente artigo consiste na possibilidade de pensar o exercício do ensino de filosofia, como uma experimentação filosófica, enquanto uma atividade que perpassa a própria vida, na construção da existência e no modo de intervir nas questões sociais. Umapossibilidade de ensino de filosofia elaborada dentro de uma dimensão transversal, estabelecendo uma relação de conexão entre filosofia e música. Duas atividades que se completam e se potencializam para ativar a produção de novos pensamentos. Abordagem que transitará pela construção filosófica de Deleuze e Guattari, que constitui a filosofia como a arte de criar conceitos, provocados a partir do enfrentamento dos problemas. Perspectiva filosófica em conexão com a música, especificamente o rock’n’roll, na busca de ressoar toda a potência de tocar nas questões sociais e existenciais, que esse gênero musical é capaz. Visto que, o rock tem a capacidade de compor um estilo próprio de vida, mantendo uma atitude crítica e criativa frente à sociedade, inventando uma maneira de existir e de se expressar. Trata-sede traçar um mapeamento dos problemas tocados pelo rock, dentro da ótica filosófica, para encontrar possíveis saídas, por meio da criaçãode conceitos. O objetivo é potencializar nos estudantes uma experiência filosófica, que ative a criação de pensamentos singulares. Uma maneira de despertar neles a capacidade de criar uma visão própria de si e do mundo. Um ensino de filosofia como algo próximo da realidade deles, que surge da experimentação do mundo e da vida. Algo possibilitado pelo encontro entre o pensamento filosófico e a música, para construir uma postura crítica e criativa diante da própria existência. BERAS, Cesar e SAUSEN, Gabriel F. (Orgs). Sociologia do Rock. Jundiaí: Paco Editorial: 2015. CHACON, Paulo. O que é rock. São Paulo: Nova Cultural/Brasiliense, 1985. DAPIEVE, Arthur. Brock: o rock brasileiro dos anos 80. Rio de Janeiro: Editora 34,1995. DELEUZE, Gilles. Proust e os signos. 2.ed. trad. Antonio Piquet e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003. _______________ . Conversações. Trad. Peter Pál Pelbart. São Paulo: Editora 34, 2013. _______________. Diferença e repetição. Trad. Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2018. DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Felix, O que é filosofia? Trad. Bento Prado Jr. e Alberto A. Munoz. São Paulo: Editora 34, 2010. DELEUZE, Gilles e PARNET, Claire. Diálogos. Trad. Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Editora Escuta, 1998. FLANAGAN, Bill. Dentro do Rock: o que eles pensam e como criaram suas músicas. Trad. Márcia Serra. São Paulo: Editora Marco Zero, 1986. FRIEDLANDER. Paul. Rock, and Roll: Uma História Social. Rio de Janeiro: Record, 2012 GALLO, Sílvio. Filosofia a Vista. Revista Educação, Editora Segmento, 2006, Ano X nº 116. LA SALVIA, André Luis. Problemas de uma pedagogia do conceito: pensando um ensino de filosofia. Ed. Autoral: Rio de Janeiro, 2016. LEIVAS, Antero. Almanaque do Rock e Filosofia: Ídolos que fizeram história: São Paulo: Discovery, 2013. LINS, Daniel. Bob Dylan: a liberdade que canta. Goiânia: Edições Ricochete, 2017. MÉTIVIER, Francis. Rock’n Philo.Paris: Editions J’ai lu, 2015. MUGNAINI, Ayrton. Breve História do Rock. São Paulo: Editora Claridade, 2007. NANCY, Jean-Luc. Posfácio: A cena mundial do rock. In: LINS, Daniel. Bob Dylan: a liberdade que canta. Goiânia: Edições Ricochete, 2017. SCHÖPKE, Regina. Por uma filosofia da diferença: Gilles Deleuze, o pensador nômade. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012. ZOURABICHVILI, François. O vocabulário de Deleuze. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2004.
2273 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Filosofia e cidadania Carlos Eduardo Ruas Dias; Filosofia. Educação. Política. Cidadania. Sociedade. Desde a Revolução Francesa, a posição dos homens na sociedade sofreu profundas mudanças; o homem passou a ser visto como um agente político, diferentemente do modo como era visito anteriormente, o súdito virou cidadão. No antigo regime, as pessoas eram súditas impossibilitadas de tomar parte no debate das coisas públicas, enquanto o soberano era portador de um mandato divino para governar e não poderia ser questionado. O diferencial do cidadão é que, para tomar parte no debate público, ele precisa passar por um processo educativo que o capacite para a vida pública, auxiliando-o a desenvolver o senso crítico necessário para oferecer a contribuição mais adequada para o desenvolvimento do Estado. Nesse novo cenário, qual é a importância da filosofia para o aprimoramento da sociedade e melhor qualificação do debate político? No processo de capacitação que transforma o homem em cidadão, o filósofo tem um papel muito peculiar e que é destacado desde a antiguidade: o homem precisa se desvencilhar do conjunto de crenças que o mantêm preso a uma vida de ilusões. O filósofo, como educador, tem a função de destruir tais crenças e levar os homens para a visão racional do mundo. O filósofo, então, tem a função de provocar a abertura das mentes e mostrar o valor das visões crítica do mundo e da história, fazendo com que o cidadão tenha a capacidade de se colocar no debate político e apresentar suas demandas. BIGNOTTO, Newton. Maquiavel republicano. São Paulo: Loyola, 1991. JAEGER, Werner. Paidéia: a formação do homem grego. Trad. Artur M. Parreira. São Paulo: Martins Fontes, 1995. MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Trad. Maurício Santana Dias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. ____________. Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio. Trad. Martins Fontes. Revisão: Patrícia Fontoura Aranovich. São Paulo: Martins Fontes, 2007. REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: filosofia antiga pagã, v. 1. Trad. Ivo Stomiolo. São Paulo: Paulus, 2003. RODRIGO, Lídia Maria. Maquiavel: educação e cidadania. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. Revisão: Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Companhia das Letras, 1978. VERNANT, Jean Pierre. As origens do pensamento grego. Trad. Ísis Borges B. da Fonseca. Rio de Janeiro: Difel, 2002.
2274 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia A arte de construir sistemas Nuno Ribeiro; Fernando Pessoa. Estética. Filosofia. Pluralidade. Criação Heteronímica. O presente artigo visa clarificar as relações entre estética e a constituição de uma filosofia da pluralidade na obra de Fernando Pessoa. Com efeito, ao longo dos escritos do poeta e pensador português encontramos não só a atribuição de uma multiplicidade de projectos filosóficos a diferentes “eus” pessoanos – desde os pré-heterónimos às personalidades do período heteronímico –, mas também a explícita tematização do pluralismo filosófico nos textos atribuídos a esses diferentes “eus” que habitam o universo literário plural da escrita pessoana. Assim, tendo por base a análise das múltiplas fases da tematização da filosofia ao longo da obra de Pessoa, procuramos mostrar o posicionamento central das questões relativas à estética e ao pluralismo filosófico no âmbito do desenvolvimento dos escritos pessoanos sobre filosofia. BORGES, Paulo. O Jogo do Mundo – Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. Lisboa: Portugália Editora, 2008. BORGES, Paulo, SOUZA, Cláudia, RIBEIRO, Nuno (Orgs.). Raphael Baldaya: Fragmentos de uma personalidade pessoana. Lisboa: Âncora editora, 2018. LOPES, Teresa Rita (Org.). Pessoa Inédito. Lisboa: Livros Horizonte, 1993. PESSOA, Fernando. Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias. Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho. Lisboa: Edições Ática, 1966. PESSOA, Fernando. Correspondência (1923-1935). Edição de Manuela Parreira da Silva. Lisboa: Assírio & Alvim, 1999. PESSOA, Fernando. Crítica – Ensaios, Artigos e Entrevistas. Edição de Fernando Cabral Martins. Lisboa: Assírio & Alvim, 2000. PESSOA, Fernando. Escritos sobre Metafísica e Arte. Organização, introdução e notas de Cláudia Souza & Nuno Ribeiro. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2017. PESSOA, Fernando. Estudos Filosóficos: Artigos, opúsculos e outras produções breves. Edição, notas e introdução de Nuno Ribeiro. Lisboa: Apenas Livros, 2016a. PESSOA, Fernando. Eu sou uma antologia: 136 autores fictícios. Edição de Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari. Lisboa: Tinta da China, 2013. PESSOA, Fernando. Livros Filosóficos: Projectos & Fragmentos. Edição, notas e introdução de Nuno Ribeiro.Lisboa: Apenas Livros, 2016b. PESSOA, Fernando. Philosophical Essays: a critical edition. Edition, notes and introduction by Nuno Ribeiro (afterword Paulo Borges). New York: Contra Mundum Press, 2012. PESSOA, Fernando. Textos Filosóficos, Vol. I. Estabelecidos e prefaciados por António de Pina Coelho. Lisboa: Editorial Nova Ática, 2006. RIBEIRO, Nuno, SOUZA, Cláudia.“Charles Robert Anon & Alexander Search: Filosofia e Psiquiatria”. Revista Filosófica de Coimbra, vol.21, nº 42, 2012, pp. 541-556.
2275 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia A dialética da moda segundo Walter Benjamin Warley Souza Dias;Ildenilson Meireles; Benjamin. Moda. Tempo histórico. Modernidade. Redenção. No presente artigo, procuramos elucidar a correlação que Walter Benjamin estabelece entre a dinâmica da moda e a configuração do tempo na modernidade capitalista. Buscamos primeiramente reconstruir o diálogo que Benjamin mantém com outros teóricos que abordam a questão da moda na modernidade, tais como Baudelaire, Simmel, Eduard Fuchs e Rudolf von Jhering. Em seguida, analisamos a reflexão benjaminiana sobre a temporalidade da moda a partir da elucidação da categoria da novidade e de sua correlação com os fenômenos da repetição, da caducidade e do esquecimento. O texto se encerra com uma análise do que entendemos ser uma guinada interpretativa do tema da moda em Benjamin, operada em suas reflexões epistemológicas e metodológicas sobre a historiografia. BAUDELAIRE, Charles. Obras Estéticas: Filosofia da Imaginação criadora. Petrópolis: Vozes, 1993. BAUDRILLARD, Jean. A troca simbólica e a morte. São Paulo: Loyola, 1986. BLANC, Charles. Considérations sur le vêtement des femmes: fragments dun ouvrage sur les arts décoratifs. Paris: Impr. de Institut de France, 1872 apud BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. ________________. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. (Obras escolhidas, v. 1). ________________. Charles Baudelaire um lírico no auge do capitalismo. 1ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1989. (Obras escolhidas, v. 3). BRECHT, Bertolt. Fünf Schwierigkeiten beim Schreiben der Wahrheit. Unsere Zeit, Paris-Basiléia, ano 8, n.° 2/3, abr., p. 23-34, 1935 apud BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. BUCK-MORSS, Susan. Dialética do olhar: Walter Benjamin e o projeto das Passagens. 1ª ed. Belo Horizonte: Editora UFMG; Chapecó/SC: Editora Universitária Argos, 2002. ENGLÄNDER, Sigmund. Geschichte der französischen Arbeiter-Associationen. Hamburgo: [s.n.], 1864 (v.4) apud BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. FRIEDELL, Egon. Kulturgeschichte der Neuzeit: Die Krisis der europäischen Seele von der schwanzen Pestbis zum Weltkrieg. Munique, [s.n.], 1932 (v. 3) apud BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. FUCHS, Eduard. Illustrierte Sittengeschichte vom Mittelalter bis zur Gegenwart: Das bürgerliche Zeitalter. Munique: Impressão particular, [1926?] (volume complementar) apud BENJAMIN, Walter. Passagens. 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2276 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia A dupla eternidade em Nietzsche Paulo Abe; Eternidade. Tempo. Forças. Eterno Retorno. Cristianismo. Neste artigo se procurará analisar o conceito de eternidade em Nietzsche, partindo do campo das forças e do próprio tempo, suas relações com o infinito e o finito para se chegar ao eterno retorno do mesmo. Posteriormente, se colocará em pauta a crítica de Nietzsche a uma origem e finalidade do mundo, indo do campo cosmológico ao de valores, visando a eternidade cristã no campo das forças e seu reflexo na vida. Neste percurso, utilizaremos os fragmentos póstumos, o Anticristo e Gaia Ciência de Nietzsche, além de Extravagâncias – Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche de Scarlett Marton. MARTON, S. (2009). Extravagâncias – Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche. São Paulo, SP: Discurso Editorial. _______________ (2011). “Nietzsche e a crítica da democracia”. In Rubira L.; Araldi C. (orgs). Revista Dissertatio [33] 17 – 33 inverno de 2011 (pp. 17-33). Pelotas: UFPEL. NIETZSCHE, F. (1974). Assim falou Zaratustra. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo, SP: Abril Cultural, 1974. _________________ (2008). Fragmentos Póstumos – 1875-1882. Tradução de Juan Luis Vernal. Madri: Tecnos Editorial S A. _________________ (1974). Gaia Ciência. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo, SP: Abril Cultural, 1974. _________________ (1974). O Anticristo. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo, SP: Abril Cultural, 1974.
2277 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia A interpretação em Martin Heidegger Igor Nunes Costa; Estrutura como. Hermenêutico. Apofântico. Interpretação. Heidegger. Proponho pensar a concepção de interpretação (Auslegung) em Martin Heidegger como exposição do real na articulação das dimensões hermenêutica e apofântica da “estrutura como” (Als struktur), exposto por ele, principalmente, nos parágrafos 32 e 33 de Ser e Tempo. Auslegung é composta pela preposição “aus”, que significa movimento de ir para fora, e “legung”, do verbo “legen”, que significa por, ou seja, a interpretação é o pôr do real, sua apresentação, é a compreensão expondo-se em formas gestuais, artísticas, científicas por esse ente que é a presença, como re-união entre o como hermenêutico, que abre a presença em seu horizonte de possibilidades de ser e do como apofântico, condição de possibilidade de predicação, de formalização dos entes e de sua determinação na comunicação. A ex-posição na significância orienta-se no horizonte do como hermenêutico, mostrando a realidade na sua significação e, assim, revelando o sentido de ser da presença, cujo modo de ser projetado em possibilidades realiza-se na articulação da interpretação e em sua exposição formal. Assim, quando a presença humana interpreta, ela mesma se expõe no modo como compreende ser numa conjuntura significativa, exposição que ocorre de forma modal, que é a própria temporalização, revelando que a presença é um modo de ser do tempo que retoma o passado de diversos modos projetando-se para futuros possíveis a partir do modo de realização do presente. Como, porém, se situa a interpretação na estrutura como? De que modo se constituem e o que re-úne o como apofântico e o hermenêutico e, reunindo, possibilita diferenciar as interpretações? Ou seja, o que significa interpretar para Heidegger? FOGEL, Gilvan. Homem, realidade, interpretação. In. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, v1, n 1, 2012. _____. Sentir, ver, dizer: cismando coisas de arte e filosofia. Rio de Janeiro: Mauad X, 2012. HEIDEGGER, Martin. Interpretaciones fenomenológicas sobre Aristóteles – Indicacion Hermeneutica. Madri: Editorial Trotta, 2002. ____. O conceito de tempo. Lisboa: Ed. Fim de século, 2008. ____. O princípio da identidade. São Paulo, SP: Abril, 2005a. ____. Que é Metafísica? In: Conferências e escritos filosóficos. Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1979. _____. Ser e Tempo. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 2005. MELO, Rebeca Furtado de. Entre compreensão e interpretação: para uma hermenêutica filosófica no pensamento de Heidegger. In. Ekstasis. Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, v. 2, n. 1, 2013. PESSOA, Fernando. Verdade, liberdade e destino no pensamento de Heidegger. São Paulo, SP: Ed. Chiado Books, 2016. STEIN, Ernildo. Aproximações sobre Hermenêutica. Porto Alegre: Edipucrs, 2004. ____. Introdução ao pensamento de Martin Heidegger. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011.
2278 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Deleuze-Guattari e o aprendizado através da geofilosofia Luiz Manoel Lopes; Geofilosofia. Deleuze-Guattari. Povo. Território. Semiárido. O propósito deste artigo é apresentar as contribuições de Deleuze-Guattari para pensarmos as relações entre povo, terra e território. O motivo desta apresentação incide sobre os aparecimentos de novos modos de convívios entre os povos que habitam as regiões mais assoladas pelas diferenças climáticas e aridez dos territórios. O artigo tem como preocupação sublinhar que não podemos ensinar filosofia sem ao menos aprendermos a tornar relevantes tais relações, sobretudo enfatizando as soluções produzidas populações que habitam o semiárido brasileiro nestes últimos vinte anos. CONTI, I e SCHROEDER, E. Estratégias de Convivência com o Semiárido Brasileiro: Textos e Artigos de Alunos (as) Participantes/Irio Luiz Conti e Edni Oscar Schroeder (organizadores). Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – FAURGS/REDEgenteSAN/Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade – IABS/Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – AECID/Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS / Editora IABS, Brasília-DF, Brasil – 2013a. __________________. Convivência com o Semiárido Brasileiro: Autonomia e Protagonismo Social. Editora IABS, Brasília-DF, Brasil – 2013b. DELEUZE, G. Crítica e Clínica. Tradução de Peter Pal Pelbart. São Paulo: Ed. 34, 1997. DELEUZE, G. Lógica do Sentido. Tradução de Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, 2000. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. 2 ed. tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. São Paulo: Editora34, 1996. v.1. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. São Paulo: Editora34, 1995. v.2. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Aurélio Guerra Neto et alii. São Paulo: Editora34, 1996. v.3. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Suely Rolnik. São Paulo: Editora34, 1997. v.4. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Peter Pál Pelbart e Janice Caiafa. São Paulo: Editora34, 1997. v.5. DELEUZE, G e GUATTARI, F. O que é a Filosofia? Tradução Bento Prado Junior e Alberto Alonso Muñoz. 2 ed. São Paulo: Editora34, 1997.
2279 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Hegel y Deleuze en debate Julián Ferreyra; Debate Deleuze-Hegel. Idea. Retorno. Negatividad. Este artículo propone un retorno al debate Deleuze-Hegel desde un ángulo polémico; contra la convicción extendida de que entre ellos hay sólo una oposición, intentaremos considerar sus filosofías en una relación que puede crear nuevas posibilidades de pensamiento. Consideramos que el anti-hegelianismo radical de Deleuze se extiende hasta 1966, pero que a partir de Diferencia y repetición (1968) se pueden encontrar relaciones positivas, especialmente en torno al concepto de Idea. Para apoyar estas afirmaciones, mostraremos por un lado cómo Deleuze responde de manera implícita las críticas de Hegel a Spinoza, y por el otro analizamos las principales crítcias que Deleuze explícitamente le dirige a Hegel. Propondremos la posibilidad de interpretar la Idea de Hegel no como el fundamento que asegura la identidad, sino como la fuente de la creación de la diferencia. ANTONIOLI, M. Géophilosophie de Deleuze et Guattari. Paris: L’Harmattan, 2003. BEAULIEU, A. Gilles Deleuze et ses contemporains. Paris: L’Harmattan, 2011. BEAULIEU, A. (Coord.). Gilles Deleuze y su herencia filosófica. Campo de Ideas: Madrid, 2007. BEAULIEU, A. Gilles Deleuze et la phénoménologie. Paris: Sils Maria, 2004. BRUSSEAU, J. Gilles Deleuze and the Solitudes of Reversed Platonism. New York: SUNY Press, 1998. BUTLER, J. Subjects of Desire, Hegelian Reflections in Twentieth-Century France. New York: Columbia University Press, 1987. CROCE, B. Ciò che è vivo e ciò che è morto della filosofia di Hege.Laterza: Bari, 1908. DELEUZE, G. Carta a un crítico severo. In: Pourparlers. Paris: Minuit, 1990. DELEUZE, G. Différence et répétition. Paris: PUF, 1968. DELEUZE, G. Empirisme et subjectivité. Paris: PUF, 1953. DELEUZE, G. 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2280 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Um singular de vontade Carlos Eduardo Ferreira; Deleuze. Pensamento. Criação. Neste artigo, buscamos fazer uma trajetória pela filosofiade Gilles Deleuze, procurando compreender de que forma o pensamento é produzido. Desta forma, abordamos conceitos fundamentais em sua obra e através de um exercício de pensamento em conjunto com Guattari e François Zourabichvili, investigaremos como se dá a noção de imagem do pensamento e seu efeito na história da filosofia. A imagem do pensamento é o que direciona e determina as coordenadas que o pensamento produz após o choque com determinado signo, e ela podetanto se apoiar em figuras e pressupostos quanto pode criar e dar uma nova interpretação ao signo. Segundo nossos autores, são duas as imagens do pensamento: a imagem dogmática que se pauta na moral e na representação; e uma outra imagem que implica na criação. O pensamento, por não ser concebido como um bem natural na filosofia da diferença, necessita de um choque com determinado signo para que seja produzido. Buscaremos compreender quais são os pressupostos objetivos e subjetivos do pensamento, como o choque com o signo acontece dentro das possibilidades e a necessidade que faz pensar. Pensar não depende de uma boa vontade e nem é inerente ao sujeito. DELEUZE, G. Diferença e Repetição. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 1988. _______. Nietzsche e a Filosofia. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1976. _______. Proust e os Signos. Tradução de Antonio Piquet e Roberto Machado. 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010. _______; GUATTARI, F. O Que é a Filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. São Paulo: Editora 34, 2010. ZOURABICHVILI, F. Deleuze: Uma Filosofia do Acontecimento. Tradução e prefácio de Luiz B. L. Orlandi. São Paulo: Editora 34, 2016.
2281 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Williams, intérprete de Nietzsche Eduardo Marcos Silva de Oliveira; Nietzsche. Williams. Ideais ascéticos. Verdade. Moral. Pretendemos com o presente artigo apresentar como a crítica nietzschiana influenciou o pensamento de Bernard Williams, caracterizando-o como um dos mais proeminentes pensadores da filosofia moral da contemporaneidade. No primeiro momento destacaremos a compreensão nietzschiana sobre o problema da moral a partir de sua compreensão de ideais ascéticos. Buscaremos apresentar como o tema descreve o problema da moral enfatizando sua crítica aos ideais ascéticos. No segundo momento abordaremos como a filosofia nietzschiana influenciou o pensamento de Williams. Enfatizaremos como o pensador inglês interpreta a crítica nietzschiana sobre a moral a partir de um viés psicológico embasando-se nos apontamentos descritos por Nietzsche em contraposição a tradição filosófica. Do mesmo modo, como seu pensamento direciona-se a uma crítica ao realismo moral. ARALDI, Clademir Luís. Niilismo, criação, aniquilamento: Nietzsche e a filosofia dos extremos. Ijuí: Unijuí, 2004. ARALDI, Clademir Luís. Nietzsche: do niilismo ao naturalismo moral. Pelotas: NEPFil Online, 2013. HEIDEGGER, Martin. Nietzsche. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007. v. 1. LEITER, Brian. Nietzsche on Morality. New York: Routledge, 2002. LOPES. Rogério. Há espaço para uma concepção não moral da normatividade prática em Nietzsche? Notas sobre um debate em andamento. In: Cadernos Nietzsche. n° 33, 2103. Disponível em: . Acesso em 01 de outubro de 2019. MARTON, Scarlett (Org). Nietzsche na Alemanha. Ijuí: Unijuí, 2005. MÜLLER-LAUTER, Wolfgang. A doutrina da vontade de poder em Nietzsche. 2. ed. São Paulo: Annablume, 1997. NIEMEYER, Christian. (Org). Léxico de Nietzsche. São Paulo: Loyola, 2011. NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. A gaia ciência. Lisboa: Guimarães Editores, 1996. (FW/GC) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. (JGB/BM) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. São Paulo: FCA, 1985. (Za/ZA) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Aurora. Petrópolis: Vozes, 2008. (M/AA) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Crepúsculo dos ídolos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. (CD/CI) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Ecce homo: como alguém se torna o que é. Porto São Paulo: Companhia das Letras, 1995. (EH/EH) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. (GM/GM) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia de Bolso, 2007. (MAI/HHI) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. O anticristo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. (AC/AC) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Obras Incompletas. Tradução de Rubens R. T. Filho. Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. (OB. INC) OLIVEIRA, Jelson Roberto de. A crítica de Nietzsche à moral da compaixão de Schopenhauer em Aurora: o desprezo de si como artimanha de condenação do indivíduo. Revista Voluntas: Estudos sobre Schopenhauer, v. 1, n. 2, 2º sem. 2010. Disponível em: Acesso: em 15 ago. 2011. PIMENTA, Olímpio. Livro de filosofia: ensaios: Belo Horizonte: Tessitura, 2006. RIBEIRO, Flávio Augusto Senra. A crítica ao cristianismo como religião ascética à luz da Genealogia da moral de Nietzsche. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Ciências Humanas e Letras, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 1998. SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. São Paulo: Editora Unesp, 2005. v. 1. WILLIAMS, Bernard. A psicologia moral minimalista de Nietzsche. In: Cadernos Nietzsche. n° 29, 2011. Disponível em: . Acesso em 10 de outubro de 2019. WILLIAMS, Bernard. Ethics and the Limits of Philosophy. Cambridge: Harvard University Press, 1985. WILLIAMS, Bernard. The Sense of the Past: Essays in the Philosophy of History. Princeton: Princeton University Press, 2006. WILLIAMS, Bernard. Making sense of humanity. Cambridge: Cambridge University Press, 1995. WILLIAMS, Bernard. Problems of the Self. Cambridge: Cambridge University Press, 1973. WILLIAMS, Bernard. Truth and Truthfulness: an Essay in Genealogy. Princenton/Oxford: Princenton University Press, 2002.
2282 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Meditações sobre as Fake News Roberto Romano; Ensaio de Roberto Romano (Unicamp).
2284 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia A Verdade da Técnica e o Problema da Verdade Joedson Silva dos Santos; Essência. Wesen. Técnica. Gestell. Verdade. Este artigo está tematicamente circunscrito a análise da verdade da técnica e o problema da verdade a partir da conferência “A questão da técnica” do filósofo alemão Martim Heidegger. O procedimento ou caminho percorrido por Heidegger, nesta conferência, é um esforço para retornar a origem, por isso concentra seu questionamento em três momentos: da essência para Wesen, da técnica para a essência da técnica e do correto para o verdadeiro. O tema central desta conferência não é somente o questionar a técnica, mas também sobre a verdade da técnica. Para o filósofo alemão, questionar a técnica é questionar um mistério infinito da verdade, no qual acontece o desencobrimento e o encobrimento, ou seja, a vigência da verdade. Portanto, o termo desencobrimento é tomado como referência nas principais definições dos termos empregados nesta conferência. É por meio da etimologia do termo grego άλήθεια e do seu sentido originário, desencobrimento, que Heidegger se orienta no caminho para a busca filosófica do ser da técnica e devolver o sentido da pergunta do ser, ao mesmo tempo, contrapõe o sentido da etimologia latina, por essa encobrir o sentido que se desencobriu com os gregos. FLÓREZ RESTREPO, Jorge Alejandro. La etimología de la verdad y la verdad de la etimología. El retorno de Heidegger a los Orígenes del lenguaje filosófico em Grecia. Foro de Educación, [S.l.], v. 3, n. 5-6, p. 110-119, sep. 2005. ISSN 1698-7802. Disponible en: . Acesso: 20 de julho de 2017. HEIDEGGER M. A caminho da linguagem. Tradução de Márcia Schuback. Petrópolis: Editora Vozes, 2003. HEIDEGGER, M. Alétheia. In: Ensaios e conferências. Petrópolis: Vozes, 2012c, p.227-249. HEIDEGGER, Martin. A questão da técnica. In: Ensaios e Conferências. Petrópolis: Vozes, 8. ed., p. 11-38, 2012a. HEIDEGGER, Martin. Língua de Tradição e língua técnica. Tradução Mário Botas. Veiga, 1° edição, 1995. HEIDEGGER M. O fim da filosofia e a tarefa do pensamento. In: Os pensadores. Tradução E. Stein. São Paulo: Nova Cultural, 1999. HEIDEGGER M. Os conceitos fundamentais da metafísica: mundo, finitude, solidão. Tradução de Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. HEIDEGGER, Martin. Ser e verdade: 1. A questão fundamental da filosofia; 2. Da essência da verdade. Tradução de Emmanuel Carneiro Leão. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2007. HEIDEGGER M. Ser e Tempo. Trad. de Fausto Castilho. Editora da Unicamp; Vozes, 2012b. HEIDEGGER M. Qu’est-ce que la philosophie?. O que é isto a Filosofia? Conferências e escritos filosóficos. Tradução E. Stein. São Paulo: Nova Cultural, 1991. Coleção Os Pensadores. HEIDEGGER M. Sobre o humanismo. Tradução: Emmanuel Carneiro Leão. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 3. ed., 2009. HENRIQUES, Rafael Paes. Tecnologia, objetividade e superação da metafísica. Vitória: EDUFES, 2014. PINHEIRO, P. Sobre a noção de άλήθεια em Platão (a tradução heideggeriana). In: O que nos faz pensar. RJ: PUC, 1º Semestre, 1997. RICOEUR, Paul. Ser, esencia y sustância em Platón y Aristóteles. Traducción de Adolfo Castañon, D. F., México, Siglo XXI, 2013.
2285 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia Heidegger e a Noção de Jogo Como Disposição e Vínculo José Fernando Schuck; Jogo. Compreensão de Ser. Transcendência. Disposição. Vínculo. Na filosofia contemporânea, as abordagens da noção de jogo raramente fazem referência a Heidegger; em preleções ministradas no curso de inverno de 1928/1929, Heidegger apresentou importantes reflexões sobre o que considerava ser o jogo originário da transcendência, as quais exerceram influência decisiva em autores que trabalharam extensamente a noção de jogo sob um viés hermenêutico ou ontológico, tais como Hans-Georg Gadamer, em Verdade e Método (1960), e Eugen Fink, em O jogo como símbolo do mundo (1960). Este artigo pretende tratar da noção de jogo desenvolvida na obra Introdução à Filosofia, que constitui o registro dessas preleções. A meta é demonstrar que, segundo Heidegger, o ser-aí (Dasein) é aquele para quem sempre está em jogo o seu próprio ser, pois reside nele uma abertura peculiar que é a base do comportamento vivo e pulsante do humano em geral; porque enquanto abarcado pelo ente no todo, enquanto movido pela compreensão de ser e pela transcendência, o ser-aí sempre se encontra posto em um jogo, em uma “brincadeira” que constitui o próprio jogo da vida (Spiel des Lebens). Para Heidegger, antes do jogo, e de qualquer regramento instituído por meio deste, há o jogar (spielen), movimento originário que envolve e impulsiona o ser-aí em direção de mundo, estabelecendo o vínculo com sua mundanidade (Weltlichkeit). O estar em jogo é, originariamente, movido pela disposição (Stimmung), estado de ânimo ou sintonia, que leva o ser-aí a projetar-se e a jogar o seu próprio ser atuando no espaço de jogo (Spielraum) da transcendência, um espaço a ser continuamente formado e figurado por meio de uma brincadeira-jogo (Spiel). BETANIN, Tatiana. “Transcendência e jogo na ontologia fundamental de Martin Heidegger”. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Programa de Pós-graduação em Filosofia: UFSM, 2004. HEIDEGGER, Martin. Introdução à Filosofia. Trad. Marco Antônio Casanova, - 2ª ed. – São Paulo: Editora Martins Fontes, 2009. __________. Os conceitos fundamentais da metafísica: mundo, finitude, solidão. Trad. Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. __________. Ser e Tempo. Parte I. Trad. Marcia Sá C. Schuback. 15ª Ed. Petrópolis RJ: Editora Vozes, 2005. __________. Einleitung in die Philosophie (Wintersemester 1928/29) – (GA 27). Hrsg. Von Otto Saame und Ina Saame-Speidel. Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann, 2., durchgesehene Auflage 2001. ONATE, Alberto M. “Husserl/Fink: sobre os limites da transcendentalidade”. In: A filosofia transcendental e a sua crítica. Coimbra - Portugal: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2015. REIS, Róbson R. Dos. “Heidegger: a vida como possibilidade e mistério”. In: Rev. Filos., Aurora, Curitiba, v. 24, n. 35, p. 481-507, jul./dez. 2012. RODRIGUES, Fernando. “Heidegger e a metafísica do Dasein (1927-1930): uma interpretação à luz dos conceitos de liberdade, vínculo e jogo da vida”. Tese (Doutorado em Filosofia) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas: UNICAMP, 2014.
2286 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia Martin Heidegger e o Direito Brasileiro Guilherme Diehl de Azevedo; Heidegger. Ontologia fundamental. Direito. Hermenêutica jurídica. Decisão judicial. O presente artigo presta-se a demonstrar as necessárias interconexões havidas entre os postulados ontológicos de Martin Heidegger e o Direito brasileiro. Para tanto, buscamos elucidar brevemente o edifício teórico erigido pelo autor alemão, para, sequencialmente, demonstrarmos a necessidade de o considerarmos na prática jurídica em geral e, especialmente, de nosso país. Com este estudo, pudemos observar a nevrálgica relação que guarda e/ou deveria guardar a ciência jurídica com a ontologia heideggeriana que, como se pôde concluir, se não for considerada pelos aplicadores do direito, pode fazer ruir todo um sistema contemporâneo-constitucional. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. HEIDEGGER, Marin. Ser e tempo. Tradução de Marcia Sá Cavalcante Schuback. 10. ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2015. MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. 2ª ed., Rio de Janeiro: Zahar, 2007. MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 2. ed. rev., Rio de Janeiro: Zahar, 2007 NERY, Carmen Lígia. Decisão Judicial e Discricionariedade, São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014. OLIVEIRA, Rafael Tomaz de. Dissertação de Mestrado em direito, UNISINOS, São Leopoldo, 2007, p. 195, disponível em acesso em 31 de julho de 2017. SCHMITZ, Leonard Ziesemer. Fundamentação das Decisões Judiciais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2015. STRECK, Lênio Luiz. Hermenêutica Jurídica e(m) Crise. 11ª Ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2014. STRECK, Lênio Luiz.; FERRAJOLI, Luigi; et. Al. Garantismo, hermenêutica e (neo)constitucionalismo.Tradução de André KaramTrindade. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2012. STRECK, Lênio Luiz. Verdade e Consenso. 5. Ed. São Paulo: Saraiva 2014.
2287 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia O Lugar do “Nada” no Horizonte da Crítica de Martin Heidegger à Noção de Ciência Tradicional Bruno José do Nascimento Oliveira; Heidegger. Ciência. Nada. O presente trabalho tem o objetivo de explicitar a crítica do filósofo alemão Martin Heidegger a ciência tradicional, que ao longo do tempo ignora a questão do nada como um aspecto negativo na busca pela descoberta cientifica. Tal investigação se empenha em responder o problema do nada, como sendo a questão fundamental do ser, pois é dessa análise que Heidegger compreende o desabrochar do ser do ente, como um fenômeno essencialmente humano. Assim, temos o objetivo primordial de indicar a crítica que o filósofo constrói a ciência quando estas se ocupam dos acontecimentos históricos e naturais do ser e do mundo. Para compreender esta dinâmica vamos trabalhar os conceitos de ente, ser e nada. Na tentativa de pensar como estes se estruturam no cotidiano do saber cientifico e existencial. CASANOVA, Marco. Compreender Heidegger. Petrópolis: Vozes, 2015. HEIDEGGER, Martin. Que é metafísica? Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1983. HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Tradução de Márcia Sá Cavalcanti. Petrópolis: Vozes, 2015. HEIDEGGER, Martin. Introdução à filosofia. Tradução de Marco Antonio Casanova. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.
2288 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia Popper, Strauss e o Suposto Totalitarismo de Platão Tiago Azambuja Rodrigues;José Lourenço Pereira da Silva; L. Strauss. K. Popper. Platão-Irônico. Platão-Totalitário. Este trabalho trata do suposto totalitarismo na República de Platão, mais especificamente, da acusação de Karl Popper, em Sociedade Aberta e seus Inimigos, de que o programa político de Platão – oposto à mudança social, à liberdade individual, à justiça isonômica e ao esclarecimento – é francamente totalitário. Discutimos esta tese de Popper à luz da intepretação que apresenta Leo Strauss da República rejeitando qualquer totalitarismo no projeto político da República platônica. Desenvolvendo uma hermenêutica que se poderia chamar de ‘irônico-dissimulatória’ e ‘dramático-cômica’, Strauss advoga que a realização do Estado perfeito idealizado na República é, ao mesmo tempo, indesejado e impossível, uma vez que sua existência requer a abstração do eros e a coincidência entre o poder político e a filosofia. Nosso argumento é que a análise de Strauss dos conceitos de justiça e do paralelismo entre indivíduo e sociedade da República se mostrou mais acurada que a de Popper. ARISTÓFANES. A Revolução das Mulheres. Rio de Janeiro: Zahar, 1996. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987. KLEIN, J. A Commentary on Platos Menon. The University of North PLATÃO. A República. Tradução Maria Helena da Rocha Pereira. 13 ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2012. ______. Mênon. Tradução Maura Iglesias. 3 ed. São Paulo: Loyola, 2005. POPPER, K. A Miséria do Historicismo. Tradução Octany S. da Mota e Leonidas Hegenberg. São Paulo, EDUSP, 1980. POPPER, K. A sociedade aberta e seus inimigos: o fascínio de Platão. Tradução Milton Amado. 3 ed. São Paulo: Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987. STRAUSS, L. La ciudad y el hombre. Buenos Aires: Katz, 2005. ______. The Problem of Socrates: Five Lectures. In: STRAUSS, L. The Rebirth of Classical Political Rationalism. The University of Chicago Press, 1989 ______. Seminar on Plato’s Menon. Chicago: University of Chicago, 1966. THOMPSON, J. A. K. Irony: An Historical Introduction. Cambridge: Harvard University Press, 1926. VEGETTI, M. Defender Platão de Popper (ou de si mesmo?). In: VEGETTI, M. Um paradigma no céu: Platão político, de Aristóteles ao século XX. Tradução Maria da Graça Gomes de Pina. São Paulo: Annablume, 2010. Cap. 7, p. 193-227.
2291 poiesis v. 16 n. 1 (2018) PARA DISCUTIR O SENTIDO DA IMAGINAÇÃO NO OFÍCIO HERMENÊUTICO A PARTIR DA REFERÊNCIA A KANT, HEIDEGGER E CASTORIADIS Ana Monique Moura De Araujo; Imaginação; Interpretação; Ser vivente; Reflexão Nós queremos aqui ampliar a discussão sobre os resultados das reflexões de Kant acerca do lugar da imaginação e mostrar como Heidegger e Castoriadis são, ao nosso ver, alguns dos autores mais relevantes para desenvolver este assunto, de maneira reverenciadora e crítica ao mesmo tempo, numa hermenêutica contemporânea.
2292 poiesis v. 16 n. 1 (2018) OS TEOREMAS DA DIFERENÇA ONTOLÓGICA E DO CÍRCULO HERMENÊUTICO EM HEIDEGGER Cleyson de Moraes Mello;
2293 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A DISCUSSÃO DE HEIDEGGER COM O IDEALISMO ALEMÃO. A CRÍTICA DA RAZÃO EM NOME DO SER Christian Gerhart Iber; Seinsfuge (comissura do ser), ontoteologia, hermenêutica existencial-ontológica, dialética, ser temporal. Meu artigo divide-se em duas partes.[1] A primeira parte discute as interpretações de Heidegger acerca do Escrito sobre a liberdade de Schelling nos anos de 1936 e 1941, tendo como pano de fundo a mudança histórica do desenvolvimento da sua própria abordagem do pensar.[2] A segunda parte ilumina, em três estações, a discussão de Heidegger com Hegel, que se delineia já cedo na contraposição rígida da hermenêutica existencial-ontológica à dialética: 1. a crítica de Heidegger a Hegel em “O que é metafísica?” (1929), 2. seus encontros com a Fenomenologia do Espírito de Hegel nos anos trinta e no início dos anos quarenta e 3. sua crítica à Ciência da Lógica de Hegel em “A constituição onto-teo-lógica da metafísica” (1957).
2294 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A METAFÍSICA E A POÉTICA DE DOSTOIÉVSKI A PARTIR DA NOÇÃO EXISTENCIALISTA HEIDEGGERIANA Daniel Schiochett;
2295 poiesis v. 16 n. 1 (2018) O FUNDAMENTO TRÁGICO DA METAFÍSICA EM HEIDEGGER Daniel da Silva Toledo; Heidegger; Tragédia; Metafísica; Precariedade O propósito maior desse artigo consiste em apontar para uma possível relação histórico-existencial entre a dimensão originariamente trágica da história do ser e o horizonte metafísico delineado pelo pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger. A partir disso, aquilo que também tentaremos evidenciar é que a condição originariamente trágica do mortal deverá ser compreendida como essencialmente metafísica basicamente pelo seu comprometimento existencial com uma fratura de sentido que lhe sobrepuja e lhe escapa. De maneira complementar, devemos poder afirmar que a metafísica é essencialmente trágica, caso possamos localizar o gérmen do seu eixo de força radicado no elemento da precariedade humana.
2296 poiesis v. 16 n. 1 (2018) SOBRE A MORTE E A NEGATIVIDADE EM MARTIN HEIDEGGER E MAURICE BLANCHOT Flavia Neves Ferreira; ontologia, literatura, morte, negatividade Existe uma multiplicidade de possíveis reflexões quando se decide dialogar sobre filosofia e literatura. Todavia, decidiu-se neste artigo fazer uma breve descrição, de modo bastante genérico, sobre o elemento da negatividade e da morte presente em Ser e Tempo e como estes elementos aparecem na noção de campo literário discorrida por Maurice Blanchot. O presente escrito não tem como objetivo fazer um contraponto entre Heidegger e Blanchot, tampouco realizar uma relação entre filosofia e literatura em ambos os autores. Buscou-se, portanto, apontar possíveis articulações da analítica existencial heideggeriana com a noção de literatura blanchotiana, mais especificamente, sob o aspecto da imagem da morte e da negatividade. Ambos os autores percorrem uma trajetória distinta, mas que levam a um complexo debate sobre o estatuto da literatura ancorada a um projeto filosófico. A partir da noção filosófica de negatividade e morte, Blanchot traz uma concepção ampliada destes dois elementos, que revela o movimento do fenômeno literário a partir do encontro metafórico com a morte. Nessa direção, o Dasein como estar-no-mundo tem sua liberdade alcançada – no espectro literário – na medida em que a experiência da linguagem se mantém sob o alicerce da dialética da negatividade.
2297 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A GÊNESE HISTÓRICA DO SUJEITO SEGUNDO HEIDEGGER Gustavo Augusto da Silva Ferreira;
2298 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A RETOMADA DA FENOMENOLOGIA NA ONTOLOGIA HEIDEGGERIANA Jeferson Flores Portela da Silva;Tatiane de Fátima da Silva Pessôa; Fenomenologia; Hermenêutica da compreensão; Dasein; Ontologia Quando Heidegger propõe seu projeto de uma ontologia fenomenológica como uma maneira de investigar as possibilidades de desvelamento do ser e traze-lo, novamente enquanto uma questão fundamental para a filosofia, podemos dizer que de certa maneira que tal empreitada já se apresentava na filosofia de Edmund Husserl. No espírito de sua máxima “voltar às coisas mesmas”, Husserl inaugura de certo modo a volta ao problema do ser. No entanto, Heidegger permanecerá fiel a proposta de Husserl ao recolar a fenomenologia não mais como uma atitude filosófica, mas tão somente como um método? É na tensão da fenomenologia ser entendida por Heidegger como uma ontologia da compreensão que nosso texto se encaminhará em uma proposta reflexiva acerca da volta da questão do ser enquanto problema fundamental. Enquanto Husserl buscava na ideia fenomenológica uma luz para pensar não apenas a filosofia mas as ciências como uma questão de ciência de rigor pelo método fenomenológico, Heidegger se utiliza da fenomenologia tão somente como um caminho seguro de interpretação e exposição da questão do ser, que ao seu ver, foi esquecido pela tradição em prol da metafísica. Podemos dizer que o projeto filosófico de Husserl era uma evidente ontologia que visava a uma universalidade do sujeito transcendental, pela noção de consciência pura. Tomaremos cuidado em enfatizar tal hipótese, pois ainda tratamos nesse texto do Husserl das Meditações cartesianas e presente na via estática, sem conhece-lo pela via genética. A pergunta então é, se Husserl almejava com sua fenomenologia atingir uma universalidade e a ideia de conhecimento pura com a noção de consciência de, qual a maneira que Heidegger encontraria para se manter fiel aos princípios fenomenológicos de Husserl uma vez que a fenomenologia e a consciência para ele não podem atingir o núcleo do problema do ser como sua filosofia almeja?
2299 poiesis v. 16 n. 1 (2018) O LIMITE DA EXPOSIÇÃO DO MUNDO EM SENTIDO FENOMENOLÓGICO A PARTIR DA TESE SOBRE “A POBREZA DE MUNDO DO ANIMAL” Revista Poiesis; Mundo, pobreza de mundo, mundo animal, transcendência, metafísica O objetivo deste artigo é mostrar como, no curso de 1929/30, Os conceitos fundamentais da metafísica: mundo finitude e solidão, Heidegger expõe e defende, mediante a tese sobre a pobreza de mundo do animal, o mundo em sentido fenomenológico-transcendental como constitutivo ontológico do ser-aí que, enquanto ser-no-mundo e, portanto, formador de mundo (Weltbildend), difere radicalmente do animal que, enquanto pobre de mundo (Weltarm), não tem acesso ao ente enquanto ente e, por isso, é excluído da abertura do ser. Heidegger pretende, além de estabelecer um abismo entre o homem e o animal, demonstrar o mundo como um tema fundamental da metafísica, enquanto evento que ocorre no ser-aí e sua finitude e transcendência. No entanto, o limite da tese sobre a pobreza de mundo, seja pela inacessibilidade da vida em si mesma, seja pelo antropocentrismo latente no privilégio do ser-aí, leva Heidegger a, paulatinamente, abandonar a tese da pobreza de mundo do animal, de modo que, depois da viragem (Kehre), o animal passa a ser caracterizado como sem mundo. O artigo termina com a leitura de Agamben, cuja peculiaridade, sobretudo no modo como interpreta uma suposta proximidade entre a essência da animalidade, enquanto perturbação (Benommenheit), com o tédio profundo (der tiefen Langweile), enquanto tonalidade afetiva fundamental do ser-aí, além de denunciar o antropocentrismo nas análises de Heidegger e propor o que ele denomina de suspensão da suspensão da dicotomia entre homem e animal, aponta para os desdobramentos dessa problemática no pensamento de Heidegger depois da viragem.
2300 poiesis v. 16 n. 1 (2018) HEIDEGGER E A ONTOLOGIA DA ARTE José Maria Carvalho; Fundamentalmente comprometida com a questão ontológica, a tese central da meditação heideggeriana apresentada em A Origem da Obra de Arte diz que a arte revela de maneira particular, a verdade daquilo que é. Deste modo, à semelhança de Ser e Tempo, que é uma ontologia fundamental, este escrito “estético” de Heidegger pode ser considerado como “uma ontologia da arte em seu sentido estrito”. A leitura que ora propomos do referido ensaio tem como horizonte de compreensão uma dupla experiência: o retiro do ser e o esquecimento da diferença. A leitura por nós aqui aventada persegue uma hipótese de compreensão que defende a idéia de que ao discutir a questão da essência da obra de arte, Heidegger visava trazer à linguagem a “diferença” no intuito de nomear a mesma por intermédio de uma escuta, a escuta da fala da linguagem, que nos fala através do poema, “o falado em estado puro”. Acompanhar como Heidegger desenvolve essa “ontologia da arte” e tentar ver como a diferença é aí nomeada , será nosso objetivo.
2301 poiesis v. 16 n. 1 (2018) LINGUAGEM E MUNDO COMO CONSTITUIÇÃO DO DASEIN Naiane Meireles Almeida Bastos; Ser;Mundanidade; Existência; No presente artigo retomaremos ao conceito grego de “verdade” (Alétheia) tal como o filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) propõe em sua obra Ser e Tempo. Essa preocupação heideggeriana com o sentido originário grego das palavras e dos conceitos não é em vão, dado que através dessa retomada pode-se entender melhor a constituição existencial do Dasein – conceito central em sua filosofia. Em sua perspectiva, a verdade das coisas (Alétheia), refere-se ao desvelamento do ente que se mostra no “mundo” a partir de sua “utilidade” na “ocupação”. Considerando isto, primeiramente trataremos de explicar a relação de Alétheia com os entes e com o Dasein, relação esta que ocorre no “mundo”, mais especificamente no que o filósofo denomina de “mundo circundante”, que seria o mundo mais próximo ao Dasein, conceitos estes que entre tais surge a noção heideggeriana de “mundanidade”. Em segundo lugar e por fim retomaremos também ao conceito grego de Physis correlacionando com o conceito de “mundo”, trazendo também considerações sobre a questão dos “sinais” e da linguagem.
2302 poiesis v. 16 n. 1 (2018) UMA METAFÍSICA PERMANENTE: SOBRE O MOVIMENTO DA RACIONALIDADE HERMENÊUTICA Ricardo Lavalhos Dal Forno; A metafísica, desde sua origem, vinculou o ser ao Uno (o absoluto, perfeito, simples e isento de toda a mudança). Desta forma, o ser foi subordinado à uma dimensão, ela própria, além do ser. A consequência disto foi a unificação da ordem ontológica com a ordem teológica, dando origem ao que Heidegger chamou de Ontoteologia. Uma vez que esse tipo de teoria foi abandonado, a filosofia em suas vertentes historicistas começa a produzir racionalidade no mundo histórico e social. Partindo desta condição, o presente artigo pretende responder a seguinte questão: como a hermenêutica é capaz de produzir sua racionalidade sem recorrer ao nível ontológico tradicional ou ao nível teológico? Isto é, como o pensamento hermenêutico pode falar com sentido apenas partindo do universo histórico do ser humano? Para responder à questão, iremos explorar a estrutura circular da racionalidade hermenêutica, pois uma vez que perdemos o fundamento que vinculava a razão ao universal de maneira ontológica ou teológica, estamos postos num plano em que o espaço de fundamentação é totalmente histórico e circular. Surge, com isto, um tipo de trabalho metafísico novo, que assume a contingência e a inesgotabilidade de sua própria atividade. É desta forma que a hermenêutica nasce como uma técnica de interpretação de textos e termina se transformando em uma metafísica revisada, uma vez que toda nossa relação com a realidade passa a ser uma relação hermenêutica: o ser mesmo se apresenta a nós já com um caráter hermenêutico.
2303 poiesis v. 16 n. 1 (2018) AFETIVIDADE E DEJECÇÃO: UM ESTUDO DE CASO DA ESTRUTURA DO SENTIMENTO DE RESPEITO Róbson Ramos dos Reis;Pedro Igor Araújo;
2304 poiesis v. 16 n. 1 (2018) HEIDEGGER E A ÉPOCA DA METAFÍSICA CONSUMADA: CIÊNCIA, TÉCNICA E MODERNIDADE Rodrigo Ribeiro Alves Neto; Heidegger; Metafísica; Ciência; Técnica; Modernidade O artigo examina como, para Heidegger, a fundamentação metafísica da ciência moderna concebeu a verdade como o que é posto pelo sujeito que representa e produz. Esta metafísica da subjetividade atingiu o esgotamento das suas possibilidades na inversão do platonismo realizada por Nietzsche, instaurando o universo da técnica moderna sobre a vontade de vontade enquanto princípio de controle e planificação dos entes em geral (Gestell). É analisado de que modo o ser se manifesta hoje no universo da técnica moderna, por meio do qual o projeto metafísico encontra sua perfeita materialização na conversão de todo real em disponibilidade (Bestand). Valendo-se dos termos alemães Ende e Ort, explicita-se como Heidegger pensa o fim como “ter lugar”, considerando que, com seu fim (Ende), a metafísica não cede lugar à moderna ciência-técnica, mas sim encontra o seu lugar (Ort), isto é, a época na qual se consuma o todo de sua história, assumindo em sua extrema possibilidade.
2305 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A QUESTÃO DA TÉCNICA EM HEIDEGGER E O IMPACTO SOBRE AS FORMAS-DE-VIDA Sandro Luiz Bazzanella;
2306 poiesis v. 16 n. 1 (2018) HEIDEGGER, ONTOLOGIA FUNDAMENTAL, O IMPESSOAL E A CRÍTICA À ATOMIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL-BURGUESA Vítor Bartoletti Sartori;
3392 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade AÇÕES COMPARTILHADAS PARA USO E CONSERVAÇÃO DOS RESERVATÓRIOS BILLINGS E BARRA BONITA Daniel Almeida; Hidrelétricas, Gestão compartilhada, Múltiplos usos da água. Os reservatórios de água, além de garantir a potencialidade das usinas hidrelétricas, contribuem para o abastecimento público de muitas cidades localizadas próximas a seus domínios hídricos. Na perspectiva de uma pesquisa qualitativa, este artigo tem como objetivo analisar criticamente a gestão compartilhada do reservatório Billings e do reservatório de Barra Bonita, ambos localizados no Estado de São Paulo, buscando compreender os conflitos que envolvem o uso dos reservatórios e analisar os fatores que resultam nos principais passivos ambientais envolvidos. A hipótese geral sustenta a ideia de que uma gestão compartilhada pode subsidiar a redução dos passivos ambientais existentes nos reservatórios. Trata-se de uma pesquisa realizada por meio da análise de ações desempenhadas por empresas controladas pelo poder público e privado. As análises dos resultados foram norteadas por referenciais teóricos e experimentais. Como metodologia, foram aplicadas entrevistas a representantes da Emae, Cetesb, Sabesp e AES-Tietê visando compreender a gestão dos reservatórios e permitir os fatores que resultam nos principais passivos ambientais envolvidos. Os resultados identificaram dificuldades em conduzir uma gestão compartilhada entre os usuários e operadores dos reservatórios, e a partir de tal análise, será possível elaborar medidas que reduzam os passivos ambientais que atingem os reservatórios. ABRANCHES, S. H. A questão da empresa estatal: economia política e interesse público. Revista de Administração de Empresa, Rio de Janeiro, v. 4, n. 19, p. 95-105, out./dez, 1979. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2020. ACSELRAD, H. 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3380 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade ASPECTOS GEOAMBIENTAL DAS ÁREAS DE NASCENTES NO ALTO CURSO DA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO FIGUEIREDO/CEARÁ Diêgo Souza Albuquerque;Maria Losângela Martins de Sousa; Meio Físico , Ocupação Humana, Análise sistêmica Os estudos destinados ao entendimento da dinâmica dos elementos (físicos e humanos) do ambiente são importantes para tomada de decisões sobre o uso dos resursos naturais. Nesse tocante, a compreensão do quadro físico e da ocupação humana de um dado espaço pode ser fundamental para a gestão daquele território. O presente estudo teve como objetivo principal fazer uma contextualização geoambiental das áreas de nascentes no alto curso da sub-bacia hidrográfica do rio Figueiredo, estado do Ceará. O trabalho foi realizado através de estudos bibliográficos, levantamentos geocartográficos, técnicas de geoprocessamento e trabalhos de campo. Obteve-se uma base de dados consistente para a realização da análise sistêmica mais profícua, com vista a identificar os sistemas ambientais. Constata-se que a área em evidência apresenta uma rica diversidade paisagística, sendo essa proporcionada pelos seus atributos naturais. Quanto as atividades de ocupação, deflagram-se como potencializadoras da degradação ambiental. Desta feita, fica nítida a necessidade da adoção de práticas conservacionistas que proporcionem a sustentabilidade dos sistemas ambientais da área em foco. BOTELHO, R. G. M. Planejamento Ambiental em microbacia hidrográfica. In: GUERRA, A. J. T; SILVA, A. S.; BOTELHO, R. G. M. (org.). Erosão e Conservação dos solos: Conceitos, temas e aplicações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999 p. 269-295. BRASIL. Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012. Disponível em: . Acesso em: 12 mai. 2019. CEARÁ. Produto Interno Bruto Municipal: Análise do PIB dos Municípios Cearenses-2002, 2010, 2016 e 2017. SPG/IPECE, Fortaleza, 2019. 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2370 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME EFEITO ANTIOXIDANTE DO ÁCIDO LIPÓICO EM LESÕES CUTÂNEAS DE RATOS DIABETICOS INDUZIDOS POR ALOXANO Luis Rafael Leite Sampaio;Emanuel Messias Silva Feitosa;Vithória Régia Teixeira Rodrigues;Francisca Clarisse de Sousa;Karla Maria Carneiro Rolim;Cláudio Gleidiston Lima da Silva; Cicatrização, Reparação Tecidual, Ácido lipóico, Aloxano, Estresse oxidativo Objetivo: averiguar os efeitos antioxidantes do ácido lipóico (ALA) no tratamento de lesões cutâneas em ratos diabéticos induzidos por aloxano. Método: Utilizou-se um teste experimental pré-clínico, constituído pelas seguintes etapas: Definição dos animais com as características necessárias para o experimento; indução do diabetes experimental; tricotomia e produção da ferida cutânea após confirmação do Diabetes Mellitus; protocolo de tratamento: G1 (grupo controle), G2 (100 mg/kg de ALA) e G3 (200mg/kg de ALA) durante 1, 7 ou 14 dias; análise do efeito antioxidante e finalmente a análise estatística dos dados coletados. Resultados: Através da análise estatística, observou-se que o ALA reduziu a concentração de malonildialdeido (MDA) e elevou a concentração de glutationa peroxidase (GSH) no tratamento agudo ou em doses repetidas por 7 ou 14 dias. Conclusão: O ALA é um dermoprotetor sistêmico capaz de tratar alterações causadas pelo aloxano nos parâmetros de MDA, de nitrito/nitrato e GSH em lesões de ratos. 1.Rodrigues M, Kosaric N, Bonham CA, Gurtner GC. Wound Healing: A Cellular Perspective. Physiol Rev. [Internet] 2019. 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2371 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME GRUPO VIRTUAL DE SAÚDE: ESTRATÉGIA PARA PROMOÇÃO DO USO ADEQUADO DO PRESERVATIVO POR ADOLESCENTES ESCOLARES Marks Passos Santos;Edmara Chaves Costa;Anny Giselly Milhome da Costa Farre;Leilane Barbosa de Sousa; Adolescente, Preservativo, Saúde sexual, Infecção sexualmente transmissível, Enfermagem Objetivo: avaliar a estratégia educativa Grupo Virtual de Saúde desenvolvida por meio do aplicativo Whatsapp® como um recurso de promoção do uso adequado do preservativo por adolescentes escolares. Método: estudo quase experimental do tipo antes e depois, realizado com 59 adolescentes escolares, de 14 a 17 anos. Os dados quantitativos foram coletados por meio de questionário e os qualitativos por meio dos textos compartilhados via Whatsapp®. Resultados: houve acréscimo de conhecimento adequado acerca do uso do preservativo quando realizada a comparação do antes e do depois a intervenção educativa. Os dados revelaram ainda diferença significativa nas variáveis conhecimento (p = 0,007) e atitude (p = 0,009) acerca do uso do preservativo quanto à adequação das respostas aos itens do pré e pós-teste. Conclusão: a estratégia utilizada promoveu significativa aquisição de conhecimento e atitude para o uso adequado do preservativo em adolescentes escolares. Vautero, J. Oficinas de identidade na adolescência: as relações entre identidade psicossocial e inserção social pela via da educação. Rev. Bras. Psico. e Educ. [Internet]. 2019 [cited 2020 Dez 03]; 21(1):62–77. Available from:https://doi.org/10.30715/doxa.v21i1.12096 Amorim GI, Sousa CAA, Pimenta APE. Involvement of adolescents from northern Portugal with alcohol. Texto contexto - enferm [Internet]. 2016 [cited 2017 June 23]; 25(4): e4920015. Available from: https://doi.org/10.1590/0104-07072016004920015 Dallo L, Martins RA. 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2372 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME REDE DE APOIO DE FAMÍLIAS QUE ADOTARAM CRIANÇAS COM QUADRO DE ADOECIMENTO CRÔNICO Camila Aparecida Peres Borges;Jacqueline de Souza;Fabio Scorsolini-Comin; Adoção, Crianças, Doença crônica, Redes de apoio social, Apoio social Objetivo: conhecer as redes de apoio social de pessoas que adotaram crianças com adoecimento crônico, bem como suas percepções em relação ao apoio recebido. Método: estudo de caso coletivo com sete pais, por meio de entrevistas e Diagramas de Escolta e Apoio Social, com análise temática reflexiva apoiada na Psicologia Positiva. Resultados: a quantidade de pessoas presentes nas redes de apoio social variou de oito a 27. Essas redes foram compostas por familiares, amigos, profissionais e grupo de apoio. As instituições positivas destacadas, como o sistema oficial de saúde e o Grupo de Apoio à Adoção, foram referência em relação ao apoio informacional e ao acolhimento destes pais. Três tipos de apoio social foram recebidos: emocional, material e de informação. Considerações Finais: apesar da presença da rede de apoio, ficaram evidentes ações voltadas exclusivamente para o cuidado frente ao adoecimento crônico, e não para o sistema familiar de forma integral. Brasil. Lei n. 12.010, de 3 de agosto de 2009. Dispõe sobre adoção. Brasília: Diário Oficial da União, Seção 1; 2009. Brasil. Lei nº 13.509, de 22 de novembro de 2017. Dispõe sobre adoção e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2017/lei-13509-22-novembro-2017-785783-publicacaooriginal-154279-pl.html. Borges CAP, Scorsolini-Comin F. As adoções necessárias no contexto brasileiro: características, desafios e visibilidade. Psico-USF. 2020;25(2):307-20. Brasil. Lei nº 12.955 de 2014. Congresso Nacional, Câmara dos Deputados. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12955.htm Araújo YB, Collet N, Gomes IP, Nóbrega RD. Enfrentamento do adolescente em condição crônica: importância da rede social.RevBras Enferm.2011;64(2):281-86. Silva FHOB, Cavalcante LIC.Rotinas familiares de crianças com necessidades especiais em família adotiva. Psic Teoria e Pesq. 2015;31:173-80. Silva MEA, Reichert APS, Souza SAF, Pimenta EAG, Collet N. Doença crônica na infância e adolescência: vínculos da família na rede de atenção à saúde. Texto Contexto Enferm. 2018;27(2):e4460016. Pennafort VPS, Queiroz MVO, Nascimento LC, Guedes MVC. Rede e apoio social no cuidado familiar da criança com diabetes. RevBras Enferm.2016;69(5):912-19. Silva MEA, Moura FM., Albuquerque T M, Reichert APS, Collet N. Rede e apoio social na doença crônica infantil: compreendendo a percepção da criança. Texto Contexto Enferm. 2017;26(1):1-10. Rodrigues JSM, Ferreira NMLA. Estrutura e funcionalidade da rede de apoio social do adulto com câncer. Acta Paul Enferm. 2012;25(5):781-87. Stake RE. The case study method in social inquiry. Educ Researcher. 1978;7(2):5-8. Tong A, Sainsbury P, Craig J. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus groups. Int J Qual Health Care. 2007;19(6):349-357. Scorsolini-Comin F. Aconselhamento psicológico e Psicologia Positiva na saúde pública: escuta como produção de saúde. Barbarói. 2017;50(2):280-95. Di Bonifácio D, Scorsolini-Comin F. Preparação para a aposentadoria: relato de uma intervenção clínica na abordagem da Psicologia Positiva. Rev Abord Gestalt. 2019;25(3):237-45. Cabral IE, Moraes JRMM. Familiares cuidadores articulando rede social de criança com necessidades especiais de saúde. Rev Bras Enferm. 2015; 68(6):769-76. Paula-Couto MCP, Koller SH, Novo R, Sanchez-Soares P. Adaptação e utilização de uma medida de avaliação da rede de apoio social-diagrama da escolta-para idosos brasileiro. Univ psychol. 2008;7(2):493-505. Braun V, Clarke V. Reflecting on reflexive thematic analysis. Qual Res Sport, Exercise Health. 2019;11(4):589-97. Cintra CL, Guerra VM. Educação positiva: a aplicação da Psicologia Positiva a instituições educacionais. Psicol Esc Educ.2017;21(3):505-14. Morais RCM, Souza TV, Oliveira ICS, Moraes JRMM. A estrutura da rede social da mãe/acompanhante da criança hospitalizada. Cogitare Enferm.2018;1(23):1-10. Borges DCS, Furino FO., Barbieri MC, Souza ROD, Alvarenga WA, Dupas G. A rede e apoio social do transplantado renal. Rev Gaúcha Enferm. 2016;37(4):1-7. Dezoti AP, Alexandre AMC, Freire MHS, Mercês NNA, Mazza VA. Apoio social a famílias de crianças com paralisia cerebral. Acta PaulEnferm.2015;28(2):172-76. Barbosa TA, Reis KMN, Lomba GO, Alves GV, Braga PP.Support network and social support for children with special health care need. Rev. Rene. 2016;17(1):60-6. Cecílio MS, Scorsolini-Comin F. Avaliação de candidatos pretendentes no processo de habilitação para adoçãoa: revisão da literatura. Psico-USF. 2018;23:497-511.
2373 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME CLIMA DE SEGURANÇA E ACIDENTES DE TRABALHO ENTRE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ATUANTES EM PRONTO-SOCORRO Karen Emanueli Petry;Carlie da Fontoura Taschetto;Silviamar Camponogara;Rosângela Marion da Silva;Quézia Boeira da Cunha;Etiane de Oliveira Freitas; Acidentes de trabalho, Enfermagem, Serviços médicos de emergência, Saúde do trabalhador, Exposição ocupacional Objetivo: avaliar a percepção do clima de segurança e a ocorrência de acidentes de trabalho entre profissionais de enfermagem atuantes em pronto-socorro. Método: estudo exploratório, transversal, quantitativo, com profissionais de enfermagem do pronto-socorro de um hospital público. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário semiestruturado com variáveis sociodemográficas, laborais e de acidentes/doenças do trabalho e a Escala de Clima de Segurança no Trabalho Hospitalar. A análise foi realizada através do Software Statistical Package for the Social Sciences versão 18.0. Resultados: dentre os 79 profissionais, 46,8% afirmaram ter sofrido algum acidente/doença do trabalho. Quanto ao clima de segurança, verificou-se que os profissionais com acidente/doença do trabalho apresentaram pior percepção dos domínios Programas e Normas de Segurança e Suporte para Práticas de Trabalho e Segurança (p<0,05). Conclusão: a percepção do clima de segurança relaciona-se com a ocorrência de acidentes/doenças do trabalho. Ministério da Fazenda (BR). Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho: AEAT 2017. Brasília: MF [internet]. 2017 [citado em 02 set 2019]; 996 p. Disponível em: http://sa.previdencia.gov.br/site/2018/09/AEAT-2017.pdf. Brasil. Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências Diário Oficial da União [internet]24 jul 1991 [citado em 03 set 2019]. 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2374 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM PARA PACIENTES COM SÍNDROME INFLAMATÓRIA MULTISSISTÊMICA PEDIÁTRICA ASSOCIADA À COVID-19: REVISÃO INTEGRATIVA Renise Bastos Farias Dias;Luana Cavalcante Costa Ferraz;Rita de Cássia Batista de Oliveira Peixoto;Ana Caroline Melo dos Santos;Juliana Freitas Marques;Elaine Virgínia Martins de Souza Figueiredo; Infecções por Coronavírus, Sinais e Sintomas, Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica, Enfermagem Pediátrica, Diagnósticos de Enfermagem, Cuidados de Enfermagem Objetivo: identificar afirmativas diagnósticas de enfermagem para pacientes com Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica associada à COVID-19, a partir dos indicadores evidenciados na literatura científica. Método: revisão integrativa com busca de dados realizada em julho/2020 nas bases: Science direct, Cinahl, SCOPUS, Pubmed Central e MEDLINE/PubMed via National Library of Medicine e o portal de periódicos Web of Science a partir de descritores controlados, sem restrições de tempo e idioma. Resultados: foram selecionados dez estudos primários internacionais, publicados em 2020, dos quais foram extraídos 39 indicadores diagnósticos presentes em 7 domínios de enfermagem para o cuidado voltado ao paciente com Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica, tornando possível a elaboração de 18 diagnósticos de enfermagem, com focos no problema e no risco. Conclusão: O reconhecimento e agrupamento de indicadores, somados aos dezoito diagnósticos de enfermagem ao paciente com a síndrome, podem contribuir para o preparo técnico do enfermeiro, o empoderando para o cuidado qualificado. Feldstein LR, Rose EB, Horwitz SM, Collins JP, Newhams MM, Filho Son MB. 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2375 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO ACERCA DO CONHECIMENTO DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIAS Silmara Meneguin;Camila Fernandes Pollo;Miriane Garuzi;Mariane Caroline Reche;Cariston Rodrigo Bencichel; Pesquisa metodológica em enfermagem, Estudos de validação, Emergências, Reanimação Cardiopulmonar Objetivo: desenvolver e validar um instrumento para avaliar o conhecimento de alunos de graduação em situações de emergência. Métodos: estudo metodológico que contemplou as seguintes etapas: levantamento bibliográfico, elaboração dos itens, validação de conteúdo por especialistas no assunto e representantes do público-alvo, análise das propriedades psicométricas do instrumento. Resultados: Construiu-se instrumento com trinta itens que apresentou índice de validade de conteúdo global de 0,80 pelos juízes e nível de concordância de 92% das respostas positivas pelos representantes do público-alvo. Os itens do instrumento apresentaram boa consistência interna (alfa de Cronbach=0,73) e, de maneira geral, uma distribuição homogênea considerando que os mesmos têm análises de comportamento independentes. Na análise apenas um item teve uma baixa discriminação. Conclusão: Desenvolveu-se um instrumento específico para avaliar intervenção destinada à capacitação de alunos de graduação em situações de emergência, com validade de conteúdo e desempenho psicométrico adequados. Halawani LM, Alghamdy SD, Alwazae MM, Alkhayal WA. Knowledge and attitude of Saudi female university students about first aid skills. J Fam Community Med2019;26:103-7. Singletary EM, Charlton NP, Epstein JL, Ferguson JD, Jensen JL, MacPherson AI, et al. First Aid: 2015 American Heart Association and American Red Cross Guidelines Update for FirstAid. Circulation. 2015; 132(Suppl2)18:574-89. 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2376 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME DESAFIOS DE UMA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA Maria Eduarda de Lima Torres;Cíntia Nasi;Jacó Fernando Schneider;Leandro Barbosa de Pinho;Marcio Wagner Camatta;Rita Mello de Mello; Enfermagem psiquiátrica, Prática Profissional, Hospita, Pesquisa Qualitativa Objetivo: identificar os desafios vividos por uma equipe de enfermagem de uma Unidade de Internação Psiquiátrica em um Hospital Geral. Método: pesquisa qualitativa, com o referencial teórico-metodológico da sociologia fenomenológica de Alfred Schutz. Participaram do estudo 20 profissionais de enfermagem, que atuam em uma unidade de internação psiquiátrica de um Hospital Universitário de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Os dados foram coletados no primeiro semestre de 2018, por meio de entrevistas, e analisados mediante análise fenomenológica. O estudo seguiu todos os aspectos éticos e foi aprovado pelo Comitê de Ética. Resultados: o fenômeno do estudo foi sustentado pelas categorias concretas: superar o excesso de demandas no trabalho; aprimorar o estoque de conhecimento profissional e aperfeiçoar a comunicação entre os profissionais. Considerações finais: foi possível abranger as vivências destes profissionais e suas dificuldades na atuação do serviço, possibilitando a expressão dos sujeitos sobre sua narrativa no mundo social. 1. Zanardo GLP, Bianchessi DLC, Rocha KB. Dispositivos e conexões da rede de atenção psicossocial (raps) de Porto Alegre - RS. Estudos Interdisciplinares em Psicologia. 2018; 9(3):80-101. Disponível em: https://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2018v9n3p80 2. Paes MR, Maftum MA, Felix JVC, Mantovani MF, Mathias TAF. Caracterização de pacientes com transtornos mentais de um hospital geral e de ensino. Cogitare Enferm. 2018; 23(2):e54874. Disponível em: https://www.doi.org/10.5380/ce.v23i2.54874 3. Farinha MG, Braga TBM. 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2377 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME ATENÇÃO PRÉ-NATAL NA PERSPECTIVA DA REDE MÃE PARANAENSE Aline Fernanda Campos Machado;Marcos Augusto Moraes Arcoverde;Sebastião Caldeira;Reinaldo Antonio Silva-Sobrinho;Rosane Meire Munhak da Silva;Adriana Zilly; Gravidez, Atenção Primária à Saúde, Educação em Saúde, Promoção da Saúde Objetivo: Analisar as ações para à atenção pré-natal na perspectiva da Rede Mãe Paranaense, na ótica da mulher/usuária. Método: Pesquisa descritiva, transversal, com 292 puérperas, internadas em alojamento conjunto. Utilizou-se um instrumento estruturado construído com base nas diretrizes da Rede Mãe Paranaense. Resultados: A maioria das participantes era primigesta, com pré-natal realizado em unidades básicas de saúde, com início precoce, mais de seis consultas, sendo iniciado pelo enfermeiro (p<0,001). O risco gestacional não foi registrado no cartão de saúde e tampouco informado a gestante (59,7%). Poucas visitaram a maternidade (38,4%) ou participaram em grupos de gestantes (11,6%). As informações sobre gestação/parto foram adquiridas pela internet (62,7%). Consulta odontológica, citologia oncótica, exames das mamas (p<0,001) e de imagem (p<0,002) foram pouco frequentes. Conclusões: Foram encontradas fragilidades na atenção pré-natal com respeito a magnitude e qualidade das consultas e educação em saúde, deste modo, o pré-natal foi classificado como intermediário. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.– 5. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012. Jardim MJA, Silva AA, Fonseca LMB. The nurses contributions in prenatal care towards achieving the pregnant women empowerment. 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2378 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME NURSING ACTIVITIES SCORE COMO INSTRUMENTO GERENCIAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL Clarita Terra Rodrigues Serafim;Gabrielle Maria Rodrigues;Raquel Rondina Pupo da Silveira;Meire Cristina Novelli e Castro;Magda Cristina Queiroz Dell’Acqua;Silvana Andrea Molina Lima; Dimensionamento de pessoal, Carga de trabalho, Enfermagem neonatal, Unidades de terapia intensiva neonatal Objetivo: Analisar o uso do Nursing Activities Score como instrumento gerencial frente ao dimensionamento de pessoal de enfermagem em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Método: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, desenvolvido em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal no período de um ano. Foram realizadas estatísticas descritivas e estimados intervalos de confiança para os índices calculados, considerando p<0,05. Resultados: A amostra constituiu-se de 349 recém-nascidos. O Nursing Activities Score foi aplicado 3.703 vezes, revelando a carga de trabalho da equipe de enfermagem (774,4 pontos). O dimensionamento de pessoal calculado a partir do Nursing Activities Score apresentou-se acima do real e entre os valores preconizados pela legislação brasileira atual. Conclusão: O estudo permitiu concluir que o Nursing Activities Score é um instrumento válido e capaz de estimar a carga de trabalho da equipe de enfermagem bem como nortear o dimensionamento de pessoal em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Oliveira AC, Garcia PC, Nogueira LS. Nursing workload and occurrence of adverse events in intensive care: a systematic review. Rev Esc Enferm USP. 2016;50(4):679-689. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420160000500020 Tubbs-Cooley HL, Mara CA, Carle AC, Mark BA, Pickler RH. Association of Nurse Workload With Missed Nursing Care in the Neonatal Intensive Care Unit. JAMA Pediatr. 2019;173(1):44–51. 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2379 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME CONTAMINAÇÃO POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS EM CELULARES DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Rone Felipe Santos de Oliveira;Rafaela Silva Santos;Gleyce Kelly de Brito Brasileiro Santos;Anny Giselly Milhome da Costa Farre;Ingrede Tatiane Serafim Santana;Rafael Ciro Marques Cavalcante; Staphylococcus aureus, Smartphone, Resistência a medicamentos, Unidade de Terapia Intensiva Objetivo: isolar e traçar o perfil de resistência de cepas de Staphylococcus isoladas de smartphones de profissionais de saúde da Unidade de Terapia Intensiva em Hospital Universitário. Métodos: estudo experimental, laboratorial e quantitativo. Coletaram-se 27 amostras com swab nas superfícies dos smartphones com tecnologia touchscreen. Colônias típicas de S. aureus em ágar manitol salgado foram submetidas à coloração de Gram, provas da catalase, DNAse e coagulase; após comprovação fenotípica de S. aureus, realizaram-se testes de sensibilidade a antimicrobianos por técnica de difusão em discos. Utilizou-se análise estatística descritiva. Resultados: identificou-se o crescimento em 21 amostras semeadas em ágar manitol salgado. Destas, 100% pertenciam ao gênero Staphylococcus, 28% apresentavam correspondência ao S. aureus a partir de análise fenotípica e 71,5% (15) a estafilococos coagulase-negativa. As principais resistências microbianas detectadas foram à azitromicinna e à eritromicina. Conclusão: smartphones encontram-se colonizados por Staphylococcus sp resistentes, sendo necessárias medidas de controle para esse micro-organismo. 1. Teixeira FN, Silva CV. Análise microbiológica em telefones celulares. Revista F@pciência. 2017;11 (3):15 – 24. Disponível em: http://www.fap.com.br/fap-ciencia/11_edicao/003.pdf 2. 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2380 renome v. 9 n. Esp (2020): ANAIS DA XIV MOSTRA CIENTÍFICA DE ENFERMAGEM - UNIMONTES ANAIS DA XIV MOSTRA CIENTÍFICA DE ENFERMAGEM - UNIMONTES XIV Mostra Científica de Enfermagem da UNIMONTES - On Line?
2381 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome COMPREENDENDO O SER ADOLESCENTE COM COMPLICAÇÕES DO DIABETES POR MEIO DO BRINQUEDO TERAPÊUTICO DRAMÁTICO Rebecca Ortiz La Banca;Carla Francini Tasso Filietáz;Victória Rodrigues Tavares;Regina Issuzu Hirooka de Borba; Jogos e brinquedos, Diabetes Mellitus tipo I, Adolescente, Enfermagem Pediátrica OBJETIVO: Descrever os achados de sessões de Brinquedo Terapêutico Dramático realizadas com adolescentes sobre o viver com diabetes. MÉTODO: Estudo de caso qualitativo, cuja coleta de dados ocorreu em um ambulatório de diabetes na cidade de São Paulo em três fases: consulta ao prontuário, entrevista semiestruturada com a família e sessão de Brinquedo Terapêutico Dramático. As sessões foram videogravadas e submetidas a seis etapas da análise de conteúdo de Braun e Clarke. RESULTADOS: Dois adolescentes (12 e 16 anos) com histórico de hipoglicemias e cetoacidose frequentes e suas mães participaram das sessões de BTD. A análise revelou quatro categorias: Brincando espontaneamente na presença da mãe; Satisfazendo os desejos por meio da brincadeira; Vivenciando o processo de adoecer; e Revelando como cuidamos do meu diabetes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A sessão de Brinquedo Terapêutico Dramático permitiu a catarse e pode ser utilizada para compreensão das necessidades dos adolescentes e criação de vínculo entre o jovem/enfermeira. 1. Saeedi P, Petersohn I, Salpea P, Malanda B, Karuranga S, Unwin N, et al. Global and regional diabetes prevalence estimates for 2019 and projections for 2030 and 2045: results from the International Diabetes Federation Diabetes Atlas. Diabetes research and clinical practice. 2019:107843. 2. Foster NC, Beck RW, Miller KM, Clements MA, Rickels MR, DiMeglio LA, et al. State of Type 1 Diabetes Management and Outcomes from the T1D Exchange in 2016-2018. Diabetes Technol Ther. 2019;21(2):66-72. 3. Rechenberg K, Szalacha L, Salloum A, Grey M. 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2382 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome “EU VOU VIVENDO”: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA RELIGIOSIDADE E ESPIRITUALIDADE PARA PESSOAS VIVENDO COM HIV Yndira Yta Machado;Antonio Marcos Tosoli Gomes;Sergio Corrêa Marques;Luiz Carlos Moraes França;Pablo Luiz Santos Couto;Bruno Ferreira do Serrado Barbosa; Espiritualidade, Religiosidade, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, enfermagem, Representações Sociais Objetivo: Analisar as representações da religiosidade e da espiritualidade para as pessoas vivendo com o Vírus da Imunodeficiência Humana. Métodos: Estudo qualitativo baseado na Teoria das Representações Sociais, desenvolvido em um ambulatório com 32 pessoas vivendo com HIV. Os dados foram coletados através de entrevistas e analisadas pelo software ALCESTE. Resultados: No que tange à caracterização dos sujeitos, destacam-se que a maioria são homens, e Dentre os que nunca enfrentaram internações hospitalares em decorrência da aids também são maioria. Todos os participantes utilizam antirretrovirais, destes, uma parcela considerável apresentou alteração de esquema terapêutico. A quase totalidade refere que acredita em Deus. Conclusão: A religião, como um processo de religação com o Divino e o Espírito Santo, como uma força capaz de transformar o cotidiano destes sujeitos, recriando o existir e o seu entorno, permite o exercício da esperança, da criatividade, do sonho e da liberdade, bem como a crença em uma Divindade que se faz presente na terra. 1. GOMES AMT. Representações sociais da espiritualidade de quem vive com Aids: um estudo a partir da abordagem estrutural. Psicologia e Saber Social, 2016; 5(2), 187-197. 2. GOMES AMT; SILVA EMP; OLIVEIRA DC. Representações sociais da AIDS para pessoas que vivem com HIV e suas interfaces cotidianas. Revista Latino-Americana de Enfermagem (Online), 2011; 19, 485-492. 3. JODELET D. Representações sociais: um domínio em expansão. In: Jodelet, D. (Org.). As representações sociais. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2001; 17-44. 4. ESPÍRITO SANTO C.C; GOMES A.M.T. O pensamento religioso no contexto da sexualidade e saúde. In: LIMA, C.F.; REIS, A; DEMÉTRIO, F. Sexualidades e saúde: Perspectivas para um cuidado ampliado. Editora Bonecker: Rio de Janeiro, 2018; 59-77. 5. CAMARGO BV; JUSTO AM. Tutorial para uso do software IRAMUTEQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). Análise do corpus textual. 2013. 6. BOFF L. Sustentabilidade: o que é, o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012. 7. OLIVEIRA DC. Construção e transformação das representações sociais da AIDS e implicações para os cuidados de saúde. Rev. Latino-Am. Enfer. 2013. 21(Spec):[10 telas]: 276-86. 8. COUTINHO MFC; O´DWYER G; FROSSAR V. Tratamento antirretroviral: adesão e a influência da depressão em usuários com HIV/Aids atendidos na atenção primária. Saúde debate. 2018. 42: (116) Jan-Mar. 9. KOENIG HG. Religion, spirituality, and health: a review and update. Advances. 2015; 29(3): 11-18. 10. BUBER M. Le chemin de l’homme d’après la doctrine hassidique, Mónaco, Éditions du Rocher, 1995. 11. SIQUEIRA D. Novos movimentos religiosos como desafio à sociologia da religião na atualidade. Goiânia, 2008; 6(1): 34-43, jan./jun.
2383 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome CRONOTIPO E QUALIDADE DE VIDA EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM DE CLÍNICAS CIRÚRGICASCRONOTIPO E QUALIDADE DE VIDA EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM DE CLÍNICAS CIRÚRGICAS Rosângela Marion da Silva;Carmem Lúcia Colomé Beck;Karen Cristiane Pereira de Morais;Luis Guedes dos Santos; Qualidade de vida, Equipe de enfermagem, Ritmo circadiano, Saúde do trabalhador, Trabalho em Turnos Objetivo: Analisar a qualidade de vida e cronotipo em trabalhadores de enfermagem de clínica cirúrgicas. Método: estudo transversal e analítico, realizado com 93 trabalhadores de enfermagem atuantes em clínicas cirúrgicas de hospitais universitários da região Sul do Brasil. Utilizou-se para a coleta de dados questionário para caracterização sociolaboral/de saúde, Questionário de Matutinidade-Vespertinidade de Horne e Östberg e o WHOQOL-BREF. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e analítica e adotou-se intervalo de confiança de 95%. Resultados: Predominaram os trabalhadores com cronotipo matutino, que apresentaram melhor percepção da qualidade de vida em todos os domínios. Trabalhadores com tendência a matutinidade estão concordantes com turno de trabalho (p=0,003) e associaram-se a melhor percepção da qualidade de vida nos domínios social (p=0,005) e ambiental (p=0,041). Conclusão: Trabalhadores concordantes com turno de trabalho e cronotipo apresentaram melhor percepção da qualidade de vida. 1. Comissão para Igualdade no trabalho e no emprego. Código do trabalho, artigo 220º de 2016, Disponível em Acesso em 13 jan 2018. 2. EUROFOUND. European Foundation for the Improvement of Living and Working Conditions. (2015). Improving working conditions in occupations with multiple disadvantages. Luxembourg: Publications Office of the European Union. Disponível em Acesso em 20 jan 2020. 3. Costa KNFM, Costa TF da, Marques DRF et al. Qualidade de vida relacionada à saúde dos profissionais de enfermagem. Rev enferm UFPE on line. 2017;11(Supl. 2):881-9. 4. Silva AE, Lima PKM, Oliveira C. Qualidade de vida dos profissionais de enfermagem de nível médio em unidade de terapia intensiva. R Enferm Cent O Min. 2016; 6(3):2318-30. 5. Treven Pišljar, N., Štukovnik, V., Zager Kocjan, G., & Dolenc-Groselj, L. (2019). Validity and reliability of the Slovene version of the Morningness-Eveningness Questionnaire. Chronobiol Int. 2019;36(10):1409-17. 6. Argentac, Benbenishtyj, Flaatten H. Chronotypes, night shifts and intensive care. Intensive Care Med. 2015; 41(4):698-700. 7. Zhang Y, Duffy JF, Castillero ER, Wang K. Chronotype, Sleep Characteristics, and Musculoskeletal Disorders Among Hospital Nurses. Workplace Health Saf. 2018 Jan;66(1):8-15. 8. Horne JA, Ostberg O. A self-assessment questionnaire to determine morningness-eveningness in human circadian rhythms. Int J Chronobiol. 1976; 4(2): 97-110. 9. Ching-Yi L, Hsi-Chung C, Mei-Chih MT, Hsin-Chien L, Lian-Hua H. The relationships among sleep quality and chronotype, emotional disturbance, and insomnia vulnerability in shift nurses. Journal of Nursing Research. 2015; 23(3):225–35. 10 Silva RM, Zeitoune RCG, Beck CLC, Souza SBC, Santos E. Cronótipo e acidente de trabalho na equipe de enfermagem de uma clínica cirúrgica. Texto Contexto Enferm. 2015; 24(1): 245-52. 11 Reinke L1, Özbay Y, Dieperink W, Tulleken JE. The effect of chronotype on sleepiness, fatigue, and psychomotor vigilance of ICU nurses during the night shift. Intensive Care Med. 2015;41(4):657-66. 12 Benedito-Silva AA, Menna-Barreto L, Tenreiro S. Self-assessment questionnaire for the determination of morningness-eveningness types in Brazil. Prog Clin Biol Res. 1990; 314B:89-98. 13. Souza, SBC de et al. Influência do turno de trabalho e cronotipo na qualidade de vida dos trabalhadores de enfermagem. Rev Gaúcha Enferm. 2012;33(4):79-85. 14 Fleck MPA, Louzada D, Xavier M, Chachamovich E, Vieira G, Santos L. et al. Aplicação da versão em português do instrumento abreviado de avaliação da qualidade de vida “WHOQOL-bref”. Rev Saúde Pública. 2000;34(2):178-83. 15 Soares JPS, et al. Qualidade de Vida, Estresse, Nível de Atividade Física e Cronotipo dos Auxiliares/Técnicos de Enfermagem em Unidades de Pronto Atendimento em Palmas/TO. Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida. 2017; 9(1):2. 16 Rezende LCM, et al. Acidentes de trabalho e suas repercussões na saúde dos profissionais de enfermagem. Rev Baiana de Enfermagem. 2015; 29(4):307-17. 17. Cheng WJ1, Hang LW. Late chronotype and high social jetlag are associated with burnout in evening-shift workers: Assessment using the Chinese-version MCTQshift. Chronobiol Int. 2018 Jul;35(7):910-919. 18. Choi SJ, Song P, Suh S, Joo WY, SSung Ik Le. Insomnia Symptoms and Mood Disturbances in Shift Workers with Different Chronotypes and Working Schedules J Clin Neurol. 2020 Jan; 16(1): 108–115.
2384 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA: AVALIAÇÃO TEÓRICA DAS CONDUTAS EMERGENCIAIS DE PESSOAS LEIGAS Reginaldo Pereira de Souza;Luciane Zanin;Rogério Heládio Lopes Motta;Juliana Cama Ramacciato;Flávia Martão Flório; Parada Cardíaca, Reanimação Cardiopulmonar, Socorristas, Parada Cardíaca Extra-Hospitalar, Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde Objetivo: avaliar o conhecimento e condutas relatadas por leigos frente a uma situação de parada cardiorrespiratória (PCR) em vítima adulta, considerando a vigente diretriz da American Heart Association (2015). Métodos: Estudo quantitativo, transversal, de caráter descritivo. Amostra probabilística, com representatividade municipal, de 397 transeuntes respondeu questionário estruturado pré testado. Resultados: Os respondentes tinham idade média de 31,1 (±11,9) anos e a maioria possuía ensino médio completo e/ou ensino superior incompleto (71,8%). A identificação teórica da PCR foi respondida corretamente por 51,6% dos participantes e 41,8% acertaram sobre as ações mais importantes de Suporte Básico de Vida (SBV) no adulto. O local da compressão no tórax foi respondido corretamente por 72,8% embora a minoria tenha referido corretamente a profundidade (11,3%) e o número de compressões (9,8%). Conclusão: Os participantes possuem conhecimentos limitados sobre o SBV e uso do desfibrilador externo automático (DEA), e diante de uma situação real, poderiam comprometer o prognóstico das vítimas de PCR. World Health Statistics 2017: monitoring health for the SDGs, Sustainable evelopment Goals. Geneva: World Health Organization; 2017. Licence: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. Knopfholz J, Kusma SZ, Medeiros YRCD, Matsunaga CU, Loro LS, Ortiz TM, et al. Capacidade de manuseio da parada cardíaca em locais de alto fluxo de pessoas em Curitiba. Rev Soc Bras Clin Med. [Internet]. 2015 abr-jun [cited agost 3, 2017];13(2):114-8. 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2385 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome CONFORTABILIDADE DA UNIDADE MATERNO-INFANTIL: PERSPECTIVA DE MULHERES COM DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO DE ALTO-RISCO Fabiane Voss Klemtz;Juliane Portella Ribeiro;Marilu Corrêa Soares;Melissa Hartmann; Enfermagem, Maternidade, Gravidez de Alto Risco, Ambiente de Instituições de Saúde, Humanização da Assistência Objetivou-se identificar os aspectos ambientais relacionados a confortabilidade das mulheres com diagnóstico de gestação de alto-risco internadas em uma unidade materno-infantil. Pesquisa qualitativa de caráter exploratório e descritivo, cujas participantes foram 22 mulheres com diagnóstico de gestação de alto-risco, internadas em uma unidade materno-infantil. Os dados foram coletados por entrevista semiestruturada e, posteriormente, submetidos à análise temática proposta por Minayo. Os resultados apontam aspectos que contribuem para a confortabilidade das mulheres, tais como relacionais, estruturais, o funcionamento da unidade, bem como experiências de hospitalizações anteriores positivas. Já, os aspectos que dificultam a confortabilidade evidenciam a necessidade de reformulações na estrutura física e mobiliário para que promovam a comodidade tanto da mulher hospitalizada quanto para o acompanhante, a adequação da iluminação e da privacidade. Faz-se imperativo atentar a ambiência, qualificando os serviços, com projetos estruturais, arquitetônicos e relacionais que privilegiem a privacidade da mulher e um atendimento centrado na mulher e na família. 1. Zani AV, Alvim HC. O filho prematuro de baixo peso: a maternagem hospitalizada. Rev Enferm UFPE [internet]. 2017 [citado em 17 nov 2019]; 11(4): 1727-30. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/15270/18077 2. Brasil. Ministério da Saúde. 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2386 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome FRAGILIDADES E FORTALEZAS DO TRABALHO DE ENFERMEIROS ATUANTES NO PERIOPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA Fabiane Pinho Furtado Gautério;Laurelize Pereira Rocha;Laís Farias Juliano;Rosemary Silva da Silveira;Deciane Pintanela de Carvalho;Évilin Diniz Gutierres; Cardiologia, Trabalho, Enfermagem Perioperatória Objetivo: conhecer a percepção do enfermeiro quanto ao processo de trabalho no período perioperatório de cirurgia cardíaca. Métodos: estudo qualitativo, exploratório e descritivo com 14 enfermeiros atuantes em um complexo hospitalar referência em cirurgia cardíaca no extremo Sul do Brasil. A coleta de dados ocorreu entre julho a agosto de 2018, por meio de entrevista semiestruturada, os registros foram submetidos à análise de conteúdo de Bardin. Resultados: emergiram duas categorias: Fragilidades encontradas por enfermeiros no processo de trabalho no período perioperatório de cirurgia cardíaca e Fortalezas vivenciadas por enfermeiros no processo de trabalho no período perioperatório de cirurgia cardíaca. Considerações finais: identificou-se como fragilidades as atribuições desempenhadas pelo enfermeiro, falta de trabalhadores, materiais e manutenção de equipamentos e preparo emocional dos pacientes; como fortalezas destacou-se a busca pelo conhecimento, a recuperação, orientações e apoio ao paciente, suporte da equipe e rotina específica das unidades. 1. Radovanovic CAT, Santos LA, Carvalho MDB, Marcon SS. Arterial Hypertension and other risk factors associated with cardiovascular diseases among adults. Rev. Latino-Am. Enferm. [Internet]. 2014 [cited Oct 2019]; 22(4):547-53. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v22n4/0104-1169-rlae-22-04-00547.pdf 2. Dessotte CAM, Rodrigues HF, Furuya RK, Rossi LA, Dantas RAS. 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2387 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome ATRASO DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR ENTRE RECÉM-NASCIDOS DE ALTO RISCO ACOMPANHADOS EM UM AMBULATÓRIO DE SEGUIMENTO Rafael Gomes Souza;Micheline Soares Diniz Menezes;Patrícia Soares Castro;Jair Almeida Carneiro;Lucineia de Pinho;Antônio Prates Caldeira; Recém-nascido prematuro, Desenvolvimento infantil, Fatores de risco Objetivo: estimar a prevalência de atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (DNMP) e identificar fatores associados em ambulatório de seguimento de recém-nascidos de alto risco. Métodos: Estudo transversal e analítico com coleta de dados em prontuários de crianças egressas de unidades de terapia infantil neonatal (UTIN), com eventuais entrevistas às mães. O atraso no DNPM foi considerado a partir do registro em prontuário, avaliado pela escala de Denver II. Também foram coletadas informações sobre condições de gestação e estadia na UTIN. Foram realizadas análises bivariadas seguidas de análise de regressão de Poisson. Resultados: Foram coletadas informações de 282 crianças aos 12 meses de idade gestacional corrigida, sendo que 100 (35,5%) apresentaram atraso do DNPM. As variáveis associadas foram o peso de nascimento <1500 gramas e a reanimação em sala de parto. Conclusão: Registrou-se elevada prevalência de atraso do DNPM, com ênfase para crianças de muito baixo peso e com sofrimento fetal agudo. Zaka N, Alexander EC, Manikam L, Norman ICF, Akhbari M, Moxon S et al. Quality improvement initiatives for hospitalized small and sick newborns in low and middle-income countries: a systematic review. Implement Sci 2018; 25(13(1):20. Brumbaugh JE, Hansen NI, Bell EF, Sridhar A, Carlo WA, Hintz SR et al. Outcomes of Extremely Preterm Infants With Birth Weight Less Than 400 g. JAMA Pediatr. 2019 1;173(5):434-445. Lee SK, Beltempo M, McMillan DD, Seshia M, Singhal N, Dow K et al. Outcomes and care practices for preterm infants born at less than 33 weeks gestation: a quality-improvement study. 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2388 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome AVALIAÇÃO CLÍNICA PARA DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM DE RETENÇÃO URINÁRIA: CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE PROTOCOLO Beatriz Maria Jorge;José Carlos Amado Martins;Anamaria Alves Napoleão;Rodrigo Guimarães dos Santos Almeida;Alessandra Mazzo; Enfermagem, Retenção Urinária, Protocolos, Diagnósticos de Enfermagem, Estudo de validação Objetivo: Construir e validar protocolo de avaliação clínica para o diagnóstico de enfermagem de retenção urinária em pacientes adultos. Métodos: Pesquisa metodológica desenvolvida em duas etapas: construção do protocolo e validação de conteúdo e aparência por meio dos aspectos: objetivos, conteúdo, linguagem, relevância, funcionalidade e usabilidade. Para validação foi utilizada técnica Delphi e considerado concordância maior que 80% entre os Juízes pelo cálculo do Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Resultados: O protocolo foi construído na forma de documento descritivo e folheto ilustrativo contendo 28 fotografias. A primeira rodada da validação foi realizada por 71 juízes, e todos os itens alcançaram IVC ≥ 0,90 contendo algumas sugestões de modificações. A segunda rodada foi realizada com 50 juízes, o IVC foi de ≥ 0,92 nos itens avaliados. Conclusões: O protocolo construído, foi considerado válido, apropriado e pertinente ao uso, tornando-se uma ferramenta que auxilia o diagnóstico de enfermagem de retenção urinária. 1 Serlin DC, Heidelbaugh JJ, Stoffel JT. Urinary Retention in Adults: Evaluation and Initial Management. Am Fam Physician. 2018 [citado 2020 jan 20];98(8):496-503. Available from: https://www.aafp.org/afp/2018/1015/p496.pdf 2 Santos IMR, Dantas HLL, Silva JC, Silva DP, Torres PMF. A importância da anamnese e do exame físico para a prática de enfermagem: relato sobre a experiência acadêmica. GEP NEWS. 2018 [citado 2020 jan 20];2(2):157-62. 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Enfermagem. 2016;24:e2816. doi: http://dx.doi.org/10.1590/1518-8345.1002.2816 12 Hoke N, Bradway C. A Clinical Nurse Specialist-Directed Initiative to Reduce Postoperative Urinary Retention in Spinal Surgery Patients. Am J Nurs. 2016;116(8):47-52. doi: http://dx.doi.org/10.1097/01.NAJ.0000490176.22393.69 13 Ozturk NK, Kavakli AS. Use of bladder volume measurement assessed with ultrasound to predict postoperative urinary retention. North Clin Istanb. 2016;3(3):209–16. doi: http://dx.doi.org/ 10.14744/nci.2016.03164 14 Neron M, Fatton B, Monforte M, Mares P, de Tayrac R, Letouzey V. Evaluation of urine postvoid residuals in post-partum period: a prospective and descriptive clinical study. Prog Urol. 2015;25(4):211-6. doi: https://doi.org/10.1016/j.purol.2014.09.043 15 Polat M, Şentürk MB, Pulatoğlu Ç, Doğan O, Kılıççı Ç, Budak MŞ. Postpartum urinary retention: Evaluation of risk factors. 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2389 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS GESTORES SOBRE A REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS Ismael Brioso Bastos;Thamires Sales Macêdo;Nelson Miguel Galindo Neto;Joselany Áfio Caetano;Rhanna Emanuela Fontenele Lima de Carvalho;Lívia Moreira Barros; Níveis de Atenção à Saúde, Continuidade da assistência ao paciente, Gestão em saúde, Assistência Integral à Saúde Objetivo: Conhecer a percepção dos enfermeiros gestores acerca da Rede de Atenção às Urgências. Métodos: Estudo exploratório com abordagem qualitativa, desenvolvido com 13 enfermeiros atuantes na gestão/coordenação. A coleta ocorreu a partir de entrevistas semiestruturadas áudio gravadas e seu conteúdo foi transcrito e com processamento dos dados no software IRAMUTEQ. Resultados: Obtiveram-se seis categorias: Porta de entrada e acompanhamento como atribuições da Atenção Primária; Problema de comunicação como complicadores da articulação em rede; Escuta, sensibilização e inclusão dos profissionais para iniciativas articuladoras da rede; Relação entre a comunicação e a integralidade do cuidado; Atenção primária, atendimento pré-hospitalar móvel e hospital como componentes da rede; Gestão como fonte de educação em saúde e educação permanente. Conclusão: A percepção dos enfermeiros sobre Rede de Atenção às Urgências encontra-se em evolução, existindo a necessidade de colaboração da gestão e dos serviços para implantação de capacitações para contribuir com um sistema articulado e interligado. Santos TBS, Pinto ICM. Política Nacional de Atenção Hospitalar: con(di)vergências entre normas. Saúde em Debate. 2017; 41: 99-113. Doi: 10.1590/0103-11042017s308. Carvalho ALB, Jesus WLA, Senra IMVB. 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2390 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome TRAUMAS POR CATETERES URETRAIS: AUTOCONFIANÇA DO ENFERMEIRO EM CENÁRIO SIMULADO Rachel Cristina Rodrigues dos Santos;Rodrigo Guimarães dos Santos Almeida;Raphael Ranieri de Oliveira Costa;Alessandra Mazzo; Enfermagem, Cateterismo urinário, Trauma, Simulação, Autoconfiança Objetivo: avaliar autoconfiança do enfermeiro frente ao trauma de uretra ocasionado pela inserção de cateter. Método: Estudo descritivo, exploratório, quantitativo, realizado com 53 enfermeiros de um programa de capacitação de um hospital universitário. Para a coleta de dados utilizou-se a Escala de Autoconfiança na Assistência de Enfermagem à Retenção Urinária (EAAERU). Resultados: a maioria dos enfermeiros já havia vivenciado dificuldades na realização do procedimento e avaliação do trauma uretral ocasionado pela introdução de cateter. A conduta mediante ao fato foi comunicar o fato e solicitar avaliação de outro profissional. O menor escore encontrado na autoconfiança dos profissionais vinculou-se ao fator 1) Intervenções realizadas durante o cateterismo urinário. Observou-se ainda correlação entre a frequência de realização do cateterismo urinário e autoconfiança. Conclusão: Uma vez que o cateterismo é de competência do enfermeiro, são necessários estratégias de que capacitem os profissionais para sua realização e manejo em situações adversas, como o trauma uretral. Mazzo A, Bardivia CB, Jorge BM, Souza Júnior VD, Fumincelli L, Mendes IAC. Cateterismo urinário permanente: práctica clínica. Enf Global 2015;14(2):60-68. Logan K. Intermittent self-catheterisation in men. Trends in Urology & Men’s Health 2018. Long JA.Traumatismos de la uretra posterior y anterior: diagnóstico y tratamento. EMC – Urología 2017; 49(3):1-11. Davisa NF, Quinlanb MR, Bhattb NR, Brownea C, MacCraitha E, Walshc MT, Thornhillb JA, Mulvina D. 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2391 renome v. 8 (2019): Anais do 1º Simpósio de Enfermagem da Unimontes Anais do 1º Simpósio de Enfermagem da Unimontes Todos os autores; Anais; Enfermagem; Unimontes Anais do 1º Simpósio de Enfermagem da Unimontes.
2392 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome O CUIDADO DE RECÉM-NASCIDOS COM SÍFILIS À LUZ DA TEORIA DA COMPLEXIDADE Dhyanine Morais de Lima;Nanete Caroline da Costa Prado;Hosana Lourenço da Silva;Olga Alice Alencar Moreira;Andressa Kaline Ferreira Araújo Jales;Richardson Augusto Rosendo da Silva; Sífilis Congênita, Recém-Nascido, Teoria de Enfermagem Objetivo: Realizar uma reflexão acerca da complexidade do cuidado aos recém-nascidos (RNs) com sífilis congênita (SC) à luz da Teoria da Complexidade. Método: Trata-se de uma reflexão teórico-filosófica fundamentada na Teoria de Edgar Morin que trata a complexidade como uma maneira de compreender o mundo. Resultados: Foram identificados 07 artigos, que foram desenvolvidos na América. Percebeu-se o cuidado permeado pela complexidade através da compreensão do funcionamento das organizações de saúde e da identificação do cuidado do enfermeiro aos RNs com SC, que se volta para a inter-relação dos saberes de maneira que proporciona um cuidado ampliado, seguro e efetivo, respeitando e aceitando as singularidades tanto dos profissionais do cuidado como do RN. Considerações: Identifificou-se o cuidado de RN com SC à luz da Teoria da Complexidade por meio de ações de prevenção, detecção, tratamento e/ou controle da SC considerando sobretudo as particularidades de cada situação para garantir excelência no cuidar. 1. Nonato SM, Melo APS, Guimarães MDC. Syphilis in pregnancyandfactorsassociatedwith congenital syphilis in Belo Horizonte-MG, Brazil, 2010-2013. Epidemiol. Serv. Saúde. 2015 out-dez; 24(4):681-94. 2. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico de Sífilis.Brasília, DF: SVS; 2018. 3. França ISX, Batista JDL, Coura AS, Oliveira CF, Araújo AKF, Sousa FS. Fatores associados à notificação da sífilis congênita: um indicador de qualidade da assistência pré-natal. Rev Rene. 2015 maio-jun; 16(3):374-81. 4. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis - PCDT. 22. ed.Brasília, DF: SVS; 2016. 5. Costa MCMDR, KoerichC, Ribeiro JC, Meirelles BHS, Melo ALSF. Cuidado de enfermagem na perspectiva do pensamento complexo: revisão integrativa de literatura. REME Rev Min Enferm. 2015;19(1):180-7. 6. Garcia TR, Nóbrega MML. Processo de enfermagem e os sistemas de classificação dos elementos da prática profissional: instrumentos metodológicos e tecnológicos do cuidar. In: Santos I. Enfermagem assistencial no ambiente hospitalar: realidade, questões, soluções. Série Atualização e Enfermagem. v. 2. São Paulo, SP: Atheneu; 2004. p. 37-63. 7. Waldow VR. Cuidado humano:o resgate necessário. Porto Alegre: Sagra Luzzatto; 1998. 8. Organização Mundial da Saúde. Eliminação Mundial da Sífilis Congênita:Fundamento Lógico e Estratégia para Ação. Geneva: WHO; 2008. 9. Morin E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; 2000. 10. Sousa OC, Matos PVC, Aguiar DG, Rodrigues RL, Macêdo IC, Cordeiro DSMC, et al. Sífilis congênita: o reflexo da assistência pré-natal na Bahia. BrazilianJournalofHealth Review2019;2(2):1356-76. 11. Morin E.Introdução ao pensamento complexo. 4ª ed. Porto Alegre: Sulina; 2011. 12. Garcia TR, Nóberga MML. Sistematização da assistência de enfermagem: reflexões sobre o processo. In: Congresso Brasileiro de Enfermagem; 2000; Recife, Brasil. Recife: Associação Brasileira de Enfermagem; 2000. p.231-4.
2393 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DOS ACADÊMICOS DE GRADUAÇÃO: REVISÃO INTEGRATIVA Danusa Fernandes Soares;Ândria De Siqueira Bento;Adriane Calvetti de Medeiros;Sidiane Teixeira Rodrigues;Mara Regina Bergmann Thurow;, Hedi Crecencia Heckler de Siqueira; Saúde, Qualidade de Vida, Estudantes, Arquitetura, Ecossistema Objetivo: conhecer e analisar a produção científica em relação à Saúde e Qualidade de Vida de acadêmicos dos cursos de graduação à luz do Pensamento Ecossistêmico. Método: descritivo, exploratório do tipo revisão integrativa, no período de 2014 a 2018, com os Descritores saúde and qualidade de vida and estudantes and “arquitetura” and “ecossistema”. Resultados: maioria dos artigos foram publicados em 2016 com n=06 (31,58%), utilizaram a abordagem quantitativa com n=16 (84,21%), e a coleta de dados deu-se na maioria com o instrumento WHOQOL-Bref (n=12), sendo os acadêmicos de graduação em enfermagem (n=07, 36,84%) a maioria da população estudada. Conclusão: constatou-se a relação dos resultados com o pensamento ecossistêmico por meio dos termos, encontrados nos artigos, “meio ambiente” e “fator tempo” ao estarem inter relacionados, interligados, e interdependentes, com a avaliação da qualidade de vida dos acadêmicos de graduação, influenciando, assim, positivamente ou negativamente na mesma. 1. Santos MC, siqueira HCH. Saúde coletiva na perspectiva ecossistêmica: uma possibilidade de ações do enfermeiro. Rev gaúch enferm. 2009 dez; 30(4): 750-754. Doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1983-14472009000400023 2. Siqueira HCH, Thurow MRB, Paula SF, Zamberlan C, Medeiros AC, Cecagno D, et al. Health of human being in the ecosystem perspective. J Nurs UFPE on line. 2018 Feb 01;12(2):559-64. Doi: https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i2a25069p559-564-2018 3. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Health promotion glossary. Geneva, 1998. 4. Zamberlan C, Paula SF, Siqueira HCH, Backes DS, Ventura J. 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2394 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS NEUTROPÊNICOS: SCOPING REVIEW Patrícia Peres de Oliveira;Amanda Tainara Souza Freitas;Priscila Aarão Maia;Rosilene Aparecida Costa Amaral;Deborah Franscielle da Fonseca;Elaine Cristina Dias Franco; Cuidados de enfermagem, Neutropenia Febril Induzida por Quimioterapia, Neutropenia Febril, Oncologia Objetivo: Identificar os cuidados de enfermagem relativos aos fatores de risco para neutropenia febril; à prevenção de infecção e sepse neutropênica; aos protocolos para uso de fatores estimuladores de colônias e de introdução de antibioticoterapia para pacientes oncológicos neutropênicos.Método: Scoping review, conforme Joanna Briggs Institute e o PRISMA-ScR. Realizou-se pesquisa nas bases de dados eletrônicas estabelecidas. A coleta de dados ocorreu de outubro/2018 a junho/2019. Os dados extraídos foram analisados e sintetizados de forma narrativa. Resultados: Recuperou-se um total de 7.884 registros e mantidos 27 estudos. Os principais cuidados de enfermagem encontrados foram: precauções padrões, avaliação dos fatores de risco para neutropenia febril; educação sobre autocuidado, educação permanente; uso do Telenursing; consulta ambulatorial periódica. Conclusão: Destacou-se que os enfermeiros necessitam avaliar periodicamente os fatores de risco e grau da neutropenia febril, elaborar protocolos de cuidados, oferecer aos pacientes uma educação tangível e ter ferramentas para minimizar atrasos no atendimento. 1. Bravo SB, Peña EGH, Sánchez RG, Durán PA, Sánchez Fresneda MNS, Sáez MS. Análisis descriptivo de los motivos que originan visitas a urgencias en pacientes oncológicos: toxicidad postquimioterapia. Farm Hosp. 2015;39(6):333-7. 2. Ferreira JN, Correia LRBR, Oliveira RM, Watanabe SN, Possari JF, Lima AFC. Managing febrile neutropenia in adult cancer patients: an integrative review of the literature. 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2395 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome AVALIAÇÃO DAS INTERVENÇÕES DE CONTROLE DA TUBERCULOSE: REVISÃO INTEGRATIVA Priscila da Silva Almeida;Érika Simone Pinto Galvão;Sandy Yasmine Bezerra e Silva;Sérgio Balbino da Silva;Danielle Gonçalves Cruz Rebouças;Cáthia Alessandra Varela Ataíde;Felype Joseh de Souza Lima Alves e Silva; Tuberculose, Avaliação em Saúde, Avaliação de Programas e Projetos em Saúde Objetivo: Identificar e analisar as evidências disponíveis na literatura científica sobre as estratégias utilizadas nas avaliações de resultados das intervenções de controle da tuberculose. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, com busca nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, ScienceDirect e US National Library of Medicine. Após a leitura dos títulos e resumos, verificou-se que os critérios de inclusão propostos foram adequados, com uma amostra final de 23 estudos para compor a revisão integrativa. Resultados: Foram agrupados em quatro categorias: testes diagnósticos e de detecção de resistência aos medicamentos utilizados no tratamento da Tuberculose; Tratamento Diretamente Observado; Sistemas de Informação em Saúde e Modelos de assistência ao portador de Tuberculose Conclusão: A avaliação é imprescindível, acontece em etapas que são vão desde o planejamento a execução das ações. Ademais, serve como identificador de pontos a serem aperfeiçoados no intuito de alcançar os objetivos desejados. 1. World Health Organization (WHO). Global tuberculosis report 2018. Geneva: WHO; 2014 [cited 2018 nov 07]. Available from: http://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/274453/9789241565646-eng.pdf? ua=1. 2. Ferri AO, Aguiar B, Whilrelm CM, Schmidt D, Fussieger F, Picoli SU. 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2396 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome PERCEPÇÃO DA FRAGILIDADE DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM: OBSTÁCULO NO CONTROLE DA SÍFILIS NA GESTAÇÃO Felipe de Castro Felicio;Valdecyr Herdy Alves;Audrey Vidal Pereira;Diego Pereira Rodrigues;Enimar de Paula;Vivian Linhares Maciel Almeida; Enfermagem, Processo de Enfermagem, Atenção à Saúde, Cuidado Pré-natal, Sífilis Congênita Objetivo: analisar as expressões dos enfermeiros da Estratégia Saúde da Família quanto ao cuidado com a gestante e parceiros(as) por meio da aplicação do processo de enfermagem. Método: estudo descritivo, exploratório, qualitativo, realizado entre maio e agosto de 2018 em duas unidades na Área Programática 3.1 do município do Rio de Janeiro. Participaram do estudo vinte e um enfermeiros atuantes na consulta de enfermagem no pré-natal, sendo os dados coletados por meio de entrevista semiestruturada submetidos à análise de conteúdo na modalidade temática. Resultados: foram observadas dificuldades para a implementação da Sistematização da Assistência em Enfermagem decorrente da demanda de trabalho, carga de trabalho, tempo disponibilizado para a consulta de enfermagem, além de profissionais de saúde não a utilizarem em seu cotidiano. Considerações Finais: o estudo mostrou a necessidade da inserção e utilização da Sistematização da Assistência em Enfermagem na consulta de pré-natal, sobretudo para possibilitar a prevenção, o tratamento e controle da sífilis na gestação. 1. Luppi CG, Gomes SEC, Silva RJC, Ueno MM, Santos AMK, Tayra A, Takahashi RF. Fatores associados à coinfecção por HIV em casos de sífilis adquirida notificados em um Centro de Referência de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids no município de São Paulo, 2014. Epidemiol Serv Saúde. 2018 [citado em 2019 Jun. 14]; 27(1): 1-12. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ress/v27n1/2237-9622-ress-27-01-e20171678.pdf 2. Organização Pan-Americana de Saúde. 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2397 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome ACIDENTES OFÍDICOS NO NORTE DE MINAS GERAIS - BRASIL: CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Gustavo Mendes dos Santos; Mordeduras de serpentes, Animais venenosos, Epidemiologia, Saúde coletiva Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico dos acidentes ofídicos em cinco microrregiões do norte de Minas Gerais, Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo. Os dados foram obtidos por meio do banco SINAN-DATASUS-TABNET correspondendo ao período de 2007 a 2016, na macrorregião do norte de Minas Gerais, utilizou-se dados de domínio público. Os resultados foram submetidos à análise estatística descritiva, para a variável sexo, foi utilizado o teste do χ2 a 5% de nível de significância por meio do programa SAEG 9.1. Resultados: A microrregião que obteve maior número de casos foi a de Francisco Sá, em 2007 totalizou 54,1/100.000 acidentes. Montes Claros/Bocaiúva, ficou com a menor média, 11,4/100.000. O sexo masculino manteve-se sempre predominante, acima de 70% dos casos, sendo estatisticamente superior ao sexo feminino. Conclusão: Espera-se que esse estudo possa contribuir para aprimorar a programação de políticas públicas eficazes na prevenção, proteção e recuperação da saúde. 1. Carmo EA, Nery AA, Jesus CS, Casotti CA. Internações hospitalares por causas externas envolvendo contato com animais em um hospital geral do interior da Bahia, 2009-2011. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2016 Mar [acesso em 2017 Jul 16];25(1):105-114. Disponível em: //dx.doi.org/10.5123/s1679-49742016000100011. 2. Costa DB. Acidentes ofídicos em Campina Grande: dados epidemiológicos, biológicos, laboratoriais e clínicos [trabalho de conclusão de curso]. Campina Grande (PA): Universidade Estadual da Paraíba; 2012. 3. Ministério da Saúde (BR). Acidentes por animais peçonhentos [Internet]. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde; 2016 [acesso em 2018 Jun 2]. 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2398 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome PERCEPÇÕES SOBRE A UTILIZAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM POR ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL DE MÉDIO PORTE DO ACRE Guilherme Fernando de Paula Silva;Islayne Arruda de Freitas;Iuri da Silva Custódio;Ruth Silva Lima da Costa; Cuidados de enfermagem, Plano de cuidados de enfermagem, Assistência ao Paciente Objetivo: Identificar a percepção sobre a utilização da sistematização da assistência de enfermagem por profissionais enfermeiros de um hospital de médio porte do Acre. Método: Trata-se de estudo de abordagem qualitativa, com direcionamento exploratório e descritivo, realizado junto a 08 enfermeiros que atuam em um hospital de médio porte do Acre. Resultados: Todos os participantes eram do sexo feminino, com idade entre 40 a 49 anos, formados há mais de 20 anos e que atuavam no hospital há menos de 10 anos. Sobre o conhecimento referente a sistematização da assistência de enfermagem (SAE), a maioria afirmou teve conhecimento sobre a temática durante a formação acadêmica e que atualmente buscam se atualizar, através da leitura de artigos científicos sobre o tema. Para eles os fatores que dificultam a utilização da SAE no seu ambiente de trabalho são: extensas demandas, a falta de preparo profissional para a utilização, a ausência da oferta de atualização por parte da gestão, além da falta de monitoramento sobre a sua utilização. Eles demostraram ter convicção que essa metodologia traz muitas vantagens para o profissional e o paciente, mas apesar disso, ela não tem sido colocada em prática. Conclusões: A sistematização da assistência de enfermagem mostra-se imprescindível para uma assistência de qualidade e para que o profissional enfermeiro possa construir sua identidade no campo da assistência. 1. Moreira R, Caetano J, Barros L, Galvão M. Diagnósticos de enfermagem, fatores relacionados e de risco no pós-operatório de cirurgia bariátrica. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2013;47(1):168-175. 2. Malucelli A, Otemaler KR, Bonnet M, Cubas MR, Garcia TR. Information system for supporting the nursing care systematization. Rev Bras Enferm. 2010;63(4):629-36. 3. Silva E, Oliveira V, Neves G, Guimarães T. O conhecimento do enfermeiro sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem: da teoria à prática. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2011;45(6):1380-1386. 4. Barros D, Chiesa A. Autonomia e necessidades de saúde na sistematização da assistência de Enfermagem no olhar da saúde coletiva. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2007;41(spe):793-798. 5. Carpenito-Moyet, L.J, Diagnósticos de enfermagem: aplicação à prática clínica. Porto Alegre: Artmed. 15ª ed. 2019. 6. Garcia T, Nóbrega M. Processo de enfermagem: da teoria à prática assistencial e de pesquisa. Escola Anna Nery. 2009;13(1):188-193. 7. 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2399 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome A PERCEPTIVIDADE DAS MULHERES EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS OBSTÉTRICOS DURANTE O PARTO E NASCIMENTO Tatyane Ferreira Calvão;Bianca Dargam Gomes Vieira;Valdecyr Herdy Alves;Diego Pereira Rodrigues;Vivian Linhares Maciel Almeida;Caroline Gomes Marambaia; Saúde da Mulher, Obstetrícia, Enfermagem Obstétrica, Parto Humanizado Objetivo: analisar a perceptividade das mulheres acerca do cuidado obstétrico no campo do parto e nascimento. Método: estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, realizado com quinze puérperas que tiveram o parto no Hospital Universitário Antonio Pedro, Rio de Janeiro, Brasil. Utilizou-se entrevistas semiestruturadas aplicadas durante os meses de julho a agosto de 2018. Os dados coletados foram submetidos à análise de conteúdo na modalidade temática. Resultados: Observou-se que a assistência obstétrica é repleta, ainda, de práticas do modelo tecnocrático, contudo há uma lógica de cuidados embasados nas evidências científicas, um dos preceitos do modelo humanizado, havendo necessidade de intensa mobilização para revisão dos cuidados obstétricos. Considerações Finais: portanto, os resultados traduzem a busca de uma assistência qualificada e segura, respeitando o protagonismo das mulheres e a promoção de estratégias para a promoção do modelo humanizado no parto e nascimento. 1. Amaral RCS, Alves VH, Pereira AV, Rodrigues DP, Silva LA, Marchiori GRS. The insertion of the nurse midwife in delivery and birth: obstacles in a teaching hospital in the Rio de Janeiro state. Esc Anna Nery. 2019 [citado em 2019 Jun. 14]; 32(1): 1-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v23n1/1414-8145-ean-23-01-e20180218.pdf 2. Amaral, RCS, Alves VH, Pereira AV, Rodrigues DP, Silva LA, Marchiori GRS. A enfermagem obstétrica e sua interface com o modelo obstétrico brasileiro. Revista Enfermagem Atual In Derme. 2019 [citado em 2020 Mar. 09]; v. 87, p. 1-8. Disponível em: https://revistaenfermagematual.com.br/index.php/revista/article/view/224 3. Oliveira VJ, Penna CMM. Every birth is a story: process of choosing the route of delivery. Rev Bras Enferm. 2018 [citado em 2019 Jun. 14]; 71(suppl. 3): 1-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v71s3/0034-7167-reben-71-s3-1228.pdf 4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Alta taxa de cesariana no Brasil é tema de audiência pública. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2018 [citado em 2019 Jun. 14]. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/728-alta-taxa-de-cesareas-no-brasil-e-tema-de-audiencia-publica 5. Duarte MR, Alves VH, Rodrigues DP, Souza KV, Pereira AV, Pimentel MM. 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2400 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome A ATUAÇÃO DO NÚCLEO DE SEGURANÇA DO PACIENTE: ALMEJANDO UM CUIDADO SEGURO Jércica Lopes de Lima;Andréia Guerra Siman;Marilane de Oliveira Fani Amaro;Fernanda Batista Oliveira Santos; Segurança do Paciente, Gestão da Qualidade, Qualidade da Assistência à Saúde, Hospitais Objetivo: compreender a atuação do Núcleo de Segurança do Paciente sob a ótica dos membros enfermeiros. Métodos: estudo de caso com abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, com roteiro semiestruturado, com seis enfermeiros membros do Núcleo. Foi feita análise de conteúdo de Bardin. Resultados: a atuação do Núcleo gira em torno de desenvolver estratégias de melhorias e desenvolvimento da cultura de segurança do paciente. Os membros do Núcleo ainda têm dificuldades de reconhecer e desenvolver suas competências. A atuação relaciona-se à ações corretivas, propondo melhorias frente ao erro, mas não há destaque em ações preventivas. Conclusões: evidenciou-se que só a criação do núcleo na instituição é incipiente. Há a necessidade de criar mecanismos que possibilitem uma melhor capacitação, planejamento e divulgação das ações estratégicas do Núcleo, buscando garantir um cuidado seguro aos pacientes. 1. Runciman W, Hibbert P, Thomson R, Schaaf TVD, Sherman H, Lewalle P. Towards an international classification for patient safety: key concepts and terms. Int J Qual Health Care. 2009 [cited 2018 Oct 29]; 21(1):18-26. Doi: 10.1093/intqhc /mzn057. 2. Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS. To err is human. The National Academies Press; 2000[cited 2019 Mai 29]. Disponível em: http://iom.edu/~/media/Files/Report%20Files/1999/To-Err-is-Human/To%20Err%20is%20Human%201999%20%20report%20brief.pdf. 3. Urbanetto JS, Gerhardt LM. Segurança do paciente na tríade assistência ensino pesquisa. Rev Gaucha Enferm. 2013[cited 2018 Oct 29];34(3):8-9. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/43294/27285 4. 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2401 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome SUSCETIBILIDADE ANTIFÚNGICA DE LEVEDURAS DO GÊNERO Malassezia Davi Porfirio da Silva;Itala Letice Pereira Lessa;Danielly Nogueira de Oliveira Silva;Rita de Cássia Beltrão Azevedo Dâmaso;Rossana Teotônio de Farias Moreira; Malassezia, Suscetibilidade Antifúngica, Agentes Antifúngicos, Resistencia Fúngica aos Antibióticos As leveduras do gênero Malassezia estão presentes na microbiota de animais homeotérmicos, são comensais da pele, mas também são associadas a doenças. Nesse sentido, o objetivo desse estudo é analisar a produção científica sobre suscetibilidade a antifúngicos comerciais de espécies de leveduras do gênero Malassezia isoladas em humanos. Trata-se de uma revisão integrativa, com buscas nas bases BDENF, MEDLINE, LILACS, Scopus e Web of Science por meio dos termos Malassezia e antifungal susceptibility. Dos 164 artigos regatados, 13 foram incluídos. Os estudos mostram que os compostos azólicos apresentam melhores desempenhos nos testes de suscetibilidade antifúngica, enquanto a anfotericna B é o fármaco que mais mostrou resultados desfavoráveis, assim como as equinocanidinas. A ausência de padronização das condições apropriadas para realização dos testes de suscetibilidade é apontada como um fator que interfere negativamente nos testes. Logo, pondera-se que a limitação de informações justifica a necessidade de adequações nos testes sensibilidade antimicrobiana. 1- Dupuy AK, David MS, Li L, Heider TN, Peterson JD, Montano EA, et al. Redefining the Human Oral Mycobiome with Improved Practices in Amplicon-based Taxonomy: Discovery of Malassezia as a Prominent Commensal. Plos One. 2014 mar;9(3):e90899. Doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0090899. 2- Theelen B, Carfacharia C, Gaitanis G, Bassukas ID, Boekhout T, Dawson TL. Malassezia ecology, pathophysiology, and treatment. 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2402 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome A PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA ENFERMAGEM SOBRE A SAÚDE DOS PESCADORES: REVISÃO INTEGRATIVA (2008 – 2018) Diego de Oliveira Souza;Janine Giovanna Pereira Chaves; Enfermagem, Indústria pesqueira, Saúde do trabalhador Este artigo tem o objetivo de analisar a produção científica acerca da saúde dos pescadores em periódicos de Enfermagem, nos últimos dez anos completos (2008-2018). Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada com base em artigos indexados na Biblioteca Virtual em Saúde (Brasil) e na Nacional Library of Medicine (Estados Unidos da América). Foram encontrados 26 artigos e analisados 10, todos publicados em revistas de Enfermagem e possuíam autores enfermeiros. As abordagens se voltam a três núcleos temáticos: perfil sociodemográfico e trajetória de vida; principais problemas de saúde; e formas de enfrentamento dos problemas. Observou-se que a temática ainda é pouco explorada, com investigações com baixo nível de evidência, o que revela a necessidade de estudos com outras abordagens metodológicas, outros recortes geográficos e com maior diversificação dos aspectos analisados, especialmente sobre as teorias e o processo de Enfermagem. 1. Lawrie T, Matheson C, Ritchie L, Murphy E, Bond C. The health and lifestyle of Scottish fishermen: a need for health promotion. Health Education Research, 2204 19(4): 373–379. 2. Percin F, Akyol O, Davas A, Saygi H. Occupational health of Turkish Aegean small-scale fishermen. Occupational Medicine 2012, 62(2): 148–151. 3. Matheson C, Morrison S, Murphy E, Lawrie T, Ritchie L, Bond C. The health of fishermen in the catching sector of the fishing industry: a gap analysis, Occupational Medicine 2001, 51(5): 305–311. 4. Pena, PGL, Minayo - Gomez C. Saúde dos pescadores artesanais e desafios para a Vigilância em Saúde do Trabalhador. Ciênc saúde coletiva 2014, 19(12): 4689-4698. 5. Rosa MF, Mattos UAO. A saúde e os riscos dos pescadores e catadores de caranguejo da Baía de Guanabara. Ciênc saúde coletiva 2010, 15(supl. 1): 1543-1552. 6. Minayo MCS.; Miranda AC. Saúde e ambiente sustentável: estreitando nós. Rio de Janeiro (RJ): Ed. Fiocruz; 2002. 7. Souza DO. Saúde do(s) trabalhador(es): análise ontológica da “questão” e do “campo”. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Uerj, Rio de Janeiro. 2016. 8. Horta VA. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU; 1979. 9. Silva SEV. Por uma teoria social da enfermagem. In: SILVA, S. E. V. da. Contribuições à crítica da enfermagem moderna. Maceió: EDUFAL; 2015. 10. Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein 2010; 8(1):102-6. 11. Ribeiro CRB, Sabóia VM, Pereira CM. Consumo de álcool entre pescadores: uma revisão integrativa. Rev Fun Care Online 2017, 9 (2): 575-582. 12. Ribeiro CRB, Sabóia VM, Souza DK, Portugal AMA. A saúde de pescadores artesanais e ocorrência de feridas cutâneas: novos rumos para a enfermagem. Rev Fun Care Online 2015, 7 (1): 1946-1953. 13. Ribeiro CRB, Sabóia VM. Educação popular em saúde com pescadores: uma experiência fora da “zona de conforto” da enfermeira. Rev Fun Care Online 2015, 7 (3): 2846-2852. 14. Ribeiro CRB, Sabóia VM, Souza DK. Impacto ambiental, trabalho e saúde de pescadores artesanais: a educação popular em foco. Rev Fun Care Online 2015, 7 (3): 2835-2845. 15. Ribeiro CRB, Sabóia VM, Souza DK. Saúde e trabalho de pescadores artesanais da comunidade Cassinú-RJ, Brasil: (in) visibilidade social e luta pelo reconhecimento. Rev Fun Care Online 2016, 8 (1): 3957-396. 16. Cavalcante ES, Pessoa Junior JM, Freire ILS, Cavalcante CAA, Miranda FAA. Representações sociais de pescadores com lesão medular: repercussões e trajetória de vida. Rev Bras Enferm 2016, 70 (1): 139-145. 17. Cavalcante ES, Pessoa Junior JM, Freire ILS, Faro ACM, Torres GV, Miranda FAN. Spinal cord injury due to diving accidents and stress among artisanal fishers. Texto contexto 2017, 26, (2): :e00190016. 18. Chen MY, Huang WC, Peng YS, Guo JS, Chen CP, Jong MC, Lin HC. Effectiveness of a health promotion programme for farmers and fishermen with type-2 diabetes in Taiwan. J Adv Nurs 2011, 67 (9): 2060-7 19. Wang J, Chen CY, Lai LJ, Chen LM, Chen MY. The effectiveness of a Community-based health promotion program for rural elders: a quase-experimental design. Appl Nurs Res 2014 Aug;27(3):181-185. 20. Ganesan S, Subbiah VN, Michael JCJ. Associated factors with cervical pre-malignant lesions among the married fisher women community at Sadras, Tamil Nadu. Asia Pac J Oncol Nurs 2015, 2(1): 42–50 21. Vasconcelos, EM. Educação popular: instrumento de gestão participativa dos serviços de saúde. In: Brasil. Caderno de educação popular e saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2007.
2403 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome REPERCUSSÕES DO CÂNCER INFANTIL NO AMBIENTE FAMILIAR Hedi Crecencia Heckler de Siqueira;Miguel Armando Bick;Aurélia Danda Sampaio;Adriane Calvetti de Medeiros;Andria de Siqueira Bento;Danusa Fernandes Severo; Câncer, Criança, Família Objetivo: analisar a produção científica acerca das repercussões do câncer infantil no ambiente familiar. Métodos: descritivo, exploratório e revisão integrativa da literatura, nas bases de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Scientific Eleetronic Library Online e Base de dados de Enfermagem, utilizando os descritores “câncer” e “criança”. Foram selecionados artigos publicados entre janeiro de 2012 e dezembro de 2019. Resultados: dezoito estudos responderam à questão norteadora, abordando as repercussões familiares diante do diagnóstico do câncer na criança, como, mudanças ocorridas na rotina dos familiares durante o tratamento, impactos negativos com gastos financeiros, isolamento social e estratégias de enfrentamento aos prejuízos sociais. Conclusão: o sofrimento dos familiares faz parte do diagnóstico de câncer infanto-juvenil. Evidencia-se a necessidade de manutenção das pesquisas que focalizam essa população, afim de ampliar o conhecimento acerca dessa temática e a humanização do cuidado à criança com câncer e familiares. 1. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. ABC do câncer: abordagens básicas para o controle do câncer [Internet]. 2019 [cited 2018 Oct 1]. Available from: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//livro-abc-4-edicao.pdf 2. O que é câncer? | INCA - Instituto Nacional de Câncer [Internet]. [cited 2019 Sep 20]. 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2404 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome A IMPORTÂNCIA DOS GRUPOS EDUCATIVOS DO PRÉ-NATAL NA CONSTRUÇÃO DO PLANO DE PARTO Antonia Mara Rodrigues de Loiola;Valdecyr Herdy Alves;Bianca Dargam Gomes Vieira;Diego Pereira Rodrigues;Kleyde Ventura de Souza;Giovanna Rosario Soanno Marchiori;Rafael Ferreira da Costa; Cuidado Pré-Natal, Enfermeiras Obstétricas, Direitos Reprodutivos, Parto Humanizado Objetivo: identificar a construção do plano de parto pelas mulheres do grupo educativo do pré-natal oferecidos em Casa de Parto. Método: trata-se de pesquisa descritiva com abordagem qualitativa. A coleta de dados deu-se numa casa de parto localizada no Rio de janeiro, sendo as participantes da pesquisa 11 puérperas assistidas no processo de parto e nascimento. Os dados obtidos foram submetidos à análise de conteúdo, na modalidade temática. Resultados: o desenvolvimento da categoria “Plano de parto como tecnologia do cuidado”, evidenciou que o Plano de Parto é um instrumento fundamental por ser embasado nos conhecimentos adquiridos durante o pré-natal e oficinas para gestantes, fato esse considerado essencial para a autonomia feminina. Considerações Finais: os resultados corroboram as diretrizes da Organização Mundial de Saúde e as políticas de humanização do parto e nascimento do Ministério da Saúde que traduzem, em seus documentos, a necessidade de uma assistência qualificada e segura. 1. World Health Organization. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva: WHO. 2018 [citado em 2019 fev 25]. Disponível em: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/260178/9789241550215-eng.pdf 2. Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. 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2405 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NA PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS EGRESSOS DE UMA RESIDÊNCIA DE SAÚDE MENTAL John Victor dos Santos Silva;Thyara Maia Brandão; Serviços de Saúde Mental, Trabalhadores, Trabalho, Internato não Médico Objetivo: descrever a percepção dos enfermeiros egressos de um programa de residência de Enfermagem em Saúde Mental sobre os Centros de Atenção Psicossocial de uma capital do Brasil. Método: Pesquisa com abordagem qualitativa, caracterizada como exploratória. Participaram 10 egressos submetidos à entrevista semiestruturada com questionário aberto. Foi realizada gravação em áudio e anotação em diário de campo. O material produzido foi analisado através da técnica de análise de Conteúdo, na modalidade Análise Temática. Resultados: das falas dos sujeitos emergiram as temáticas: “Os trabalhadores e o Trabalho nos Centros de Atenção Psicossocial”, que se refere às características dos serviços; e “A Enfermagem nos Centros de Atenção psicossocial”, reverente às características desses profissionais nos serviços. Considerações Finais: Inúmeros fatores internos e externos relacionados ao trabalho nos Centros de Atenção Psicossocial podem comprometer a efetividade de suas ações no processo de reabilitação psicossocial das pessoas em sofrimento mental. 1. Brasil. Lei n°. 10.216, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Diário Oficial da União, 2001. Disponível: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10216.htm. 2. Ministério da Saúde (Brasil). Portaria/GM n° 336, de 19 de fevereiro de 2002. 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2406 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome ACOLHIMENTO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS Raimunda das Candeias;José Adelmo da Silva Filho;Maria Nágela Valéria da Silva;Maria Regilânia Lopes Moreira;Antonio Germane Alves Pinto; Acolhimento, Estratégia Saúde da Família, Sistema Único de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Assistência Integral à Saúde Objetivo: Descrever as concepções sobre o acolhimento e as experiências na prática cotidiana da Estratégia Saúde da Família. Método: Pesquisa descritiva e exploratória, de abordagem qualitativa. Participaram 49 profissionais das equipes multiprofissionais de 12 unidades de Saúde da Família do município de Iguatu/Ceará. Utilizou-se a entrevista semiestruturada para coleta de dados, que foram analisados de acordo com a análise hermenêutico-dialética proposta por Minayo. A pesquisa recebeu parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri sob o Nº 1.836.797. Resultados: verificou-se que os profissionais desconhecem o acolhimento em todas as suas dimensões e o consideram como uma atribuição específica do recepcionista relacionada a uma triagem com classificação de risco dos usuários ou ao repasse de informações. Considerações Finais: percebe-se que a compreensão e a prática do acolhimento ainda são fragmentadas, distantes do necessário para uma atenção integral à saúde. 1. Teixeira MG, Costa MCN, Carmo EH, Oliveira WK, Penna GO. Health surveillance at the SUS: development, effects and perspectives. Ciênc Saúde Colet. 2018; 23(6): 1811-1818. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018236.09032018 2. Santos NR. 30 years of SUS: the beginning, the pathway and the target. Ciênc Saúde Colet. 2018; 23(6): 1729-1736. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018236.06092018 3. Cunha ATR, Vilar RLA, Melo RHV, Silva AB, Rodrigues MP. Percepções De Usuários Sobre Humanização Na Estratégia Saúde Da Família: Um Estudo Ancorado Na Teoria Da Dádiva. 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2407 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome PREVALÊNCIA DE SEPSE EM NEONATOS INTERNADOS EM UM HOSPITAL ESCOLA Lucas Antônio Nunes dos Santos;Jéssica Polliane de Jesus Nunes;Lunny Anelita Pereira Souza;Brenda Cristina Rodrigues de Almeida;Carolina Amaral Oliveira Rodrigues;Sélen Jaqueline Souza Ruas;Sirlaine de Pinho;Lucinéia de Pinho; Recém-nascido, Sepse, Mortalidade neonatal, Fatores de risco Objetivo: Identificar a prevalência de sepse em neonatos internados em um hospital escola. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, retrospectivo, descritivo, de corte transversal realizado com os prontruários de neonatos internados em 2017 em um hospital escola na cidade de Montes Claros, MG. Utilizou-se um questionário para a coleta contemplando as variáveis da gestação, do parto, do neonato e do óbito. Resultados: Participaram 495 neonatos, sendo 292 (59%) classificados como pré-termo. O período de hospitalização dos neonatos menor que 15 dias foi de 404 (81,6%). Neste estudo a prevalência de sepse foi de 14,7% nos neonatos, sendo que destes, 83% apresentaram sepse precoce. Os principais diagnósticos identificados foram icterícia com 299 (60,4%) e prematuridade com 91 (18,4%). Conclusão: A prevalência de sepse neonatal indica a vulnerabilidade dos neonatos, e, por isso, é fundamental o papel do enfermeiro na assistência no pré-natal e após o nascimento do neonato. 1. Mervyn S, Clifford SD, Christopher WS, Manu SH, Djillali A, Michael B, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA [serial on the Internet]. 2016 Feb [cited 2019 Aug 19]; 315(8):801–10. Available from: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2492881. 2. Demisse AG, Alemu F, Gizaw MA, Tigabu Z. Patterns of admission and factors associated with neonatal mortality among neonates admitted to the neonatal intensive care unit of University of Gondar Hospital, Northwest Ethiopia. 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2408 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome CONSTRUÇÃO DE INDICADORES DE QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Flavia Aparecida Dias Marmo;Zenewton André da Silva Gama;Darlene Mara dos Santos Tavares; Pesquisa metodológica em enfermagem, Enfermagem geriátrica, Atenção primária à saúde, Idoso, papel do profissional de enfermagem Objetivo: Desenvolver um modelo lógico para construção de indicadores da qualidade da assistência de enfermagem ao idoso no contexto da atenção primária à saúde. Método: Trata-se de pesquisa metodológica baseada nas etapas de elaboração de modelo lógico do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA). Foram realizadas a coleta e análise de informações; pré-montagem do modelo lógico e validação. A busca dos referidos documentos foi realizada entre abril a agosto de 2015. Resultados: Foram selecionados 40 documentos relacionados à atenção primária, idoso e/ou atribuições do enfermeiro direcionando a atenção a este grupo populacional. A dimensão de processo do modelo lógico evidenciou que o enfermeiro apresenta atribuições específicas inerentes a sua profissão e outras que devem realizadas por ele e/ou outros profissionais da equipe de saúde. Estas atribuições podem ser gerenciais ou assistenciais com foco nas subdimensões de desempenho dos serviços de atenção primária. Conclusão: O modelo lógico se apresenta como ferramenta capaz de contribuir com a maximização da reflexão acerca da atenção em saúde oferecida. 1. Scott KW, Phil M, Jha AK. Putting Quality on the Global Health Agenda. N Engl J Med. 2014;371(1):3–5. 2. Randive B, Diwan V, Costa AD. India’s Conditional Cash Transfer Programme (the JSY) to Promote Institutional Birth: Is There an Association between Institutional Birth Proportion and Maternal Mortality?. PLoS ONE. 2013;8(6):e67452. 3. Saturno PJ. Como definimos calidad - opciones y caracteristicas de los diversos enfoques y su importancia para los programas de gestion de la calidad. 2ª Edición. 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2409 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome ABORDAGEM CLÍNICO-RADIOGRÁFICA DE DENTES TRATADOS ENDODONTICAMENTE: STATUS PERIAPICAL E QUALIDADE DAS OBTURAÇÕES E RESTAURAÇÕES CORONÁRIAS Patrícia Oliveira de Souza;Stéphanie Quadros Tonelli;Michel Sena Fernandes Faria Lima;Pedro Paulo Alves Sá;Camila Karen de Melo Almeida;Eduardo Nunes;Frank Ferreira Silveira; Endodontia, Obturação do Canal Radicular, Periodontite Periapical, Radiografia Dentária, Restauração Dentária Permanente Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade radiográfica de tratamentos endodônticos e correlacionar com o status periapical e adequação da restauração coronária. Métodos: Cento e quarenta e três dentes tratados endodonticamente foram avaliados clínica e radiograficamente e agrupados de acordo com a qualidade da obturação (adequada e inadequada) e restauração coronária (adequada e inadequada). O status periapical radiográfico foi considerado como sucesso (ausência de lesão periapical) e insucesso (área radiolúcida periapical); e clínico como adequado (ausência de sinais e sintomas) e inadequado (presença de sinais ou sintomas). Resultados: Setenta e um dentes apresentaram tratamento endodôntico adequado e obtiveram maior sucesso periapical (n=63); dos 72 inadequados, apenas 19 apresentaram sucesso (p>0,05). As taxas de sucesso foram de 97,5%, para obturação e restauração adequadas e de 17,07% para ambas inadequadas. Conclusão: A qualidade da obturação endodôntica influenciou no sucesso do tratamento. No entanto, a restauração coronária também foi importante para a saúde periapical. 1. Ray HA, Trope M. Periapical status of endodontically treated teeth in relation to the technical quality of the root filling and the coronal restoration. Int Endod J. 1995; 28:12-18 2. Benenati FW, Khajotia SS. 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2410 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome O FACEBOOK COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA E LÓCUS NA PESQUISA EM REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E ENFERMAGEM Pablo Luiz Santos Couto;Mirian Santos Paiva;Cleuma Sueli Santos Suto;Dejeane de Oliveira Silva;Carle Porcino;Antônio Marcos Tosoli Gomes; Rede Social, Pesquisa, Metodologia, Semântica, Enfermagem Objetivo: analisar o uso do Facebook, considerando-o como lócus de pesquisa e estratégia para aplicação de instrumentos de coleta de dados. Método: traz-se a vivência de uma pesquisa multimétodos, realizada on-line, no Facebook, com 84 jovens de todas as regiões do Brasil, no período de fevereiro a março de 2015. Resultados: as redes socais aculturam as pessoas pela facilidade de aproximação virtual, difusão e propagação de informações, favorecem a realização de leituras da realidade e sua utilização como espaço para aplicação das técnicas de coleta de dados. A ferramenta permitiu coletar informação de pessoas em todas as regiões do Brasil e disponibilizou falas/discursos que revelaram suas representações sociais. Conclusão: o Facebook possibilitou delimitar grupos de pertencimento apresentando-se como novas tecnologias a ser utilizada como estratégia/técnica de pesquisas que se propõem a traçar planos de cuidados na educação em saúde de forma rápida e interativa com variados grupos populacionais. 1. Carnuto L. Pesquisa social ou qualitativa? Uma dis(des)cu(constru)ss(ç)ão em pauta na saúde coletiva. Saúde debate. (Online), 2019; 43(12):170-80. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0103-1104201912013. 2. Fernandes FMB, Moreira MR. Considerações metodológicas sobre as possibilidades de aplicação da técnica de observação participante na Saúde Coletiva. Physis. (Online), 2013; 23(2). Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-73312013000200010. 3. Armayones M, Requena S, Gómez-Zúñiga B, Pousada M, Bañón AM. El uso de Facebook em asociaciones españolas de enfermedades raras: ¿cómo y para qué lo utilizan? Gac Sanit. (Online), 2015; 29(5). Disponível em: http://dx.doi.org/10.1016/j.gaceta.2015.05.007. 4. PROKOP P, MORVAYOVÁ N AND FEDOR P. WITH OR WITHOUT YOU: DOES PARTNER SATISFACTION AND PARTNER-DIRECTED VIOLENCE INFLUENCE THE PRESENCE OF A PARTNER ON WOMEN’S FACEBOOK COVER PROFILE PHOTOGRAPHS? ANALES DE PSICOLOGÍA. (ONLINE), 2016; 32(2). DISPONÍVEL EM: HTTP://DX.DOI.ORG/10.6018/ANALESPS.32.2.196661. 5- Bousso RS, Ramos D, Frizzo HCF, Santos MR, Bousso F. Facebook: um novo locus para a manifestação de uma perda significativa. Psicol USP. (Online), 2014; 25(2). Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0103-656420130022 6. Kögel CC, Cofiño R, López MJ. Evaluación Del Observatorio de Salud de Asturias: métricas de web y redes sociales, y opinión de los profesionales de La salud. Gac Sanit. (Online), 2014; 28(3). Disponível em: https://dx.doi.org/10.1016/j.gaceta.2013.12.008. 7. Moscovici S. Representações Sociais: Investigações em Psicologia Social. Petrópolis: Vozes; 2012. 8. LIMA-LOPES RE, GABARDO M. NI UNA MENOS: A LUTA PELOS DIREITOS DAS MULHERES NA ARGENTINA E SUAS REPRESENTAÇÕES NO FACEBOOK. REV BRAS LINGUÍST APL. (ONLINE), 2019; EPUB. DISPONÍVEL EM: HTTP://DX.DOI.ORG/10.1590/1984-6398201914314. 9. Vásquez GE, Wolter RP, Peixoto ARS. Redes sociais digitais e pensamento social: o caso da ocupação das escolas do Rio de Janeiro. Psicología, Conocimiento y Sociedad. (Online), 2019; 9(1):105-30. Disponível em: http://dx.doi.org/10.26864/PCS.v9.n1.9. 10. Teixeira MA, Paiva MS, Nóbrega SM, Nitschke RG. Dough modeling: a sensitive strategy for data collection in health and nursing research. Texto contexto-enferm. (Online), 2013; 22(3). Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v22n3/en_v22n3a36.pdf. 11. Couto PLS. A influência da religião católica no exercício da sexualidade e na prevenção do HIV/AIDS entre os/as jovens [dissertação]. 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2411 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome ORIENTAÇÕES DO ENFERMEIRO E MUDANÇAS NO COMPORTAMENTO: CAMINHO PARA A SOBREVIVÊNCIA DO USUÁRIO TRANSPLANTADO RENAL Vanessa Soares Mendes Pedroso;Mara Regina Bergmann Thurow;Adriane Calvetti de Medeiro;Juliane Scarton;Sidiane Teixeira Rodrigues;Hedi Crecencia Heckler de Siqueira; Transplante Renal, Sobrevivência, Cuidados de Enfermagem, Relações Enfermeiro-Paciente, Ecossistema Objetivo: Analisar as orientações do enfermeiro ao usuário de transplante renal e averiguar as mudanças no seu comportamento no ambiente domiciliar, no pós-transplante. Método: Estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa, realizado com 13 usuários por meio de entrevista semiestruturada e Análise Temática dos dados. Resultados: As orientações levaram os usuários a rever seus hábitos, que inferiram mudanças de comportamento e/ou adequações em seu processo de seu enxerto renal. Identifica-se que os comportamentos dos usuários, estão, em parte, de acordo com as orientações recebidas pelo enfermeiro. Conclusão: O transplante renal provoca algumas transformações comportamentais nos usuários, associadas, às mudanças nos hábitos alimentares, restrições de contato, medicações, entre outras capazes de impactar os seus projetos de vida e, assim interferir e influenciar no seu modo de viver. Assim, podem e/ou não contribuir para a construção de um ambiente favorável ao desenvolvimento de comportamentos saudáveis e, consequentemente a sobrevida do enxerto renal. 1.Mendonça AE, Torres GV, Salvetti MG, Alchieri JC, Costa IK.Changes in Quality of Life after kidney transplantation and related factors. Acta Paul. Enferm. 2014;27( 3 ): 287-292. DOI:http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201400048 2.Brasil. Ministério da Saúde. [Acesso 05 Fev 2019] Disponível em: http://www.saude.gov.br/acoes-e-programas/farmacia-popular/adesao-e-credenciamento/valores-de-referencia-para-medicamentos/693-acoes-e-programas/40035-doacao-e-transplante-de-orgaos 3.Mota LS, Oliveira CMC, Junior Pinheiro FML, Santos LCO, Nóbrega DG, Fernandes PFBC et al.Comparative study between kidney transplantation with deceased donor expanded criteria and donor standard criteria in a single center in Brazil. J. Bras. Nefrol. 2016; 38( 3 ): 334-343. DOI:http://dx.doi.org/10.5935/0101-2800.20160051 4. Tabriziani H, Lipkowitz MS, Vuong N. Chronic kidney disease, kidney transplantation and oxidative stress: a new look to successful kidney transplantation. Clinical Kidney Journal.2018; 11(1): 130-35. DOI:https://doi.org/10.1093/ckj/sfx091 5. Silva LC, Freitas TS, Maruyama SAT, Silva DRS, Silva FC.The renal transplantation in view of the transplanted person. Cienc.Cuid.Saúde. 2013;12(2): p356-64. 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2412 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome USO DA ANÁLISE DOCUMENTAL PARA ESTUDO DE PROJETOS ARQUITETÔNICOS DE UM HOSPITAL MODELO REFERÊNCIA Patricia Bover Draganov;Maria Cristina Sanna; História da enfermagem; Documentos, Historiografia Introdução. Projetos arquitetônicos, que possuem estrutura complexa de determinada área do conhecimento, representam grande desafio para o pesquisador. Objetivo. Relatar a experiência do uso de projetos arquitetônicos de um hospital elaborados no período de 1974 a 2002 em uma pesquisa de análise documental. Método. Relato de experiência da análise documental de projetos arquitetônicos de um hospital que ocorreu em três etapas: organização de 1407 desenhos arquitetônicos em planilha, seleção de 50 desenhos de interesse, e aplicação de planilha analítica gerando categorias de análise e discussão. Considerações finais. O pesquisador deve ter atenção aos critérios de seleção, organização e análise da fonte histórica, pois há fontes de alto grau de complexidade, garantir legalmente o direito para uso das imagens, sem o qual a pesquisa não poderá ser efetuada e compartilhar a construção de instrumentos para a análise de fontes documentais a fim de favorecer o desenvolvimento metodológico da pesquisa sobre história. Le Goff J. História e memória. Campinas: Editora UNICAMP, 1996. p. 538. Flick U. “Redação e o futuro da pesquisa qualitativa: arte ou método?” Em Flick U. Introdução à pesquisa qualitativa. Porto alegre: Artmed, 2009. Pastro C. Hospital Santa Catarina: 1906-2006. São Paulo. Grafa, 2006 Silva JMC. “Projeto é documento: a experiência de pesquisa na coleção Jacques Pilon da Biblioteca da FAU-USP”. Anais III ENANPARQ arquitetura, cidade e projeto: uma construção coletiva, São Paulo, 2014. Nightingale F. Notes on Hospitals. 3a ed. London. Savill & Edwards printers, 2010. Miquelin LC. Anatomia dos edifícios hospitalares. São Paulo: CEDAS, 1992. Draganov PB, Sanna MC. Desenhos Arquitetônicos de Hospitais Descritos no Livro “Notes on Hospitals” de Florence Nightingale. In: 67o Congresso Brasileiro de Enfermagem e 4o Colóquio Latino-Americano de Historia da Enfermagem (67 CEBen/4 CLAHEn), 2015, São Paulo. Anais... São Paulo: 67 CEBen/4 CLAHEn, 2015. p.. Sanna MC. A estrutura do conhecimento sobre administração em enfermagem. Rev Bras Enferm [Internet]. 2007 [citado 2015 julho 11];60(3):336-8. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/reben/v60n3/a17.pdf Gaio R.; Carvalho RB, Simões R. Métodos e técnicas de pesquisa: a metodologia em questão. In: GAIO, R. (org.). Metodologia de pesquisa e produção de conhecimento. Petrópolis, Vozes, 2008 Brasil. Ministério da Saúde. Normas de construção e instalação do Hospital Geral. Rio de Janeiro, 1974. 147 p. Ministério da Saúde (BR), Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC50, de 21 de fevereiro de 2002: dispõe sobre regulamento técnico para planejamento, programação, avaliação, elaboração de projetos físicos de EAS [Internet]. Brasília (DF); 2002 [citado 2014 julho 11]. Disponível: http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2002/50_02rdc.pdf
2413 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UMA MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA Márcia Maria Conceição Eugênio;Jessica Adriene Diniz;Larissa Lopes BaEsta1;Letícia de Toledo Vaz de Alencar;Adilene Viana Machado Gonçalves;Dyulia Correa Santos;Mateus Henrique dos Santos;Olívia Araújo Rodrigues;Luís Paulo Souza e Souza; Violência Doméstica; Profissionais da Saúde; Processo de Enfermagem; Cuidados de Enfermagem. Objetivou-se aplicar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) a uma mulher vítima de violência doméstica. Trata-se de estudo qualitativo, do tipo estudo de caso, seguindo o embasamento teórico do Processo de Enfermagem da Wanda Horta. Os diagnósticos de enfermagem foram feitos de acordo com a classificação proposta pela Associação Norte Americana de Diagnósticos de Enfermagem – NANDA Internacional. Os dados relatados pela mulher e no relatório do hospital no dia do atendimento de urgência foram: mulher, 30 anos de idade, deu entrada no setor de emergência de um hospital público na região metropolitana de Belo Horizonte por volta das duas horas da madrugada, trazida por dois amigos, relatando ter sido brutalmente agredida por seu ex-companheiro. Os principais diagnósticos de enfermagem foram: Autoestima: Situacional Baixa, Conflito de Decisão, Desesperança, Dor Crônica, Distúrbio da Imagem Corporal, Insônia, Medo, Isolamento social e Síndrome pós-trauma. Após a identificação dos diagnósticos foram pautadas as intervenções sugeridas e intervenções principais, e encontrados os resultados esperados e resultados encontrados com a mulher. Conclui-se que a SAE proporcionou ao acadêmico a aproximação com a assistência e a realização das ações de saúde em enfermagem, obtendo resultados satisfatórios junto à mulher acompanhada. Brasil. Lei Maria da Penha - Lei 11340/06, Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Brasília: DOU, 2006. Organização Mundial da Saúde – OMS. Preventing intimate partner and sexual violence against women: taking action and generating evidence. Genebra: WHO, 2012. Amaral LBM, Vasconcelos TB, Sá FE, Silva ASR, Macena RHM. Violência doméstica e a Lei Maria da Penha: perfil das agressões sofridas por mulheres abrigadas em unidade social de proteção. Rev. Estud. Fem. 2016;24(2): 521-540. Dahlberg LL, Krug EG. Violência: um problema global de saúde pública. Ciênc. saúde coletiva. 2006;11(suppl.):1163-1178. Souza e Souza LP, Ruas RFB, Brito MFSF, Leite MTS, Soares SM. Café & prosa com as Marias”: avaliação das mulheres sobre grupos operativos no manejo da violência de gênero. Rev Edu Popular. 2017;16(1):92-103. Souza e Souza LP, Coelho D, Souza A, Ruas R, Figueiredo T, Alcântara D, Silva C. “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher?” Análise da violência baseado no gênero e o papel do setor saúde. Rev Eletr Gestão Saúde. 2015;6(1):79-94. Souza e Souza LP, Souza AG, Figueiredo T, Brito MFSF, Leite MTS, Souza KV. Violência de Gênero: o silêncio e enfrentamento vivido pelas mulheres à luz da Fenomenologia Social. Rev. enferm. UFPE. 2016;10(10):3842-50. Machado JC, Rodrigues VP, Vilela ABA, Simões AV, Morais RLGL, Rocha EN. Violência intrafamiliar e as estratégias de atuação da equipe de Saúde da Família. Saude soc. 2014;23(3):828-840. Meneghel SN, Mueller B, Collaziol ME, Quadros MM. Repercussões da Lei Maria da Penha no enfrentamento da violência de gênero. Ciênc. saúde coletiva. 2013;18(3):691-700. Parizotto NR. Violência doméstica de gênero e mediação de conflitos: a reatualização do conservadorismo. Serv. Soc. Soc. 2018(132):287-305. Silva CD, Gomes VLO, Fonseca AD, Gomes MT, Arejano CB. Representação da violência doméstica contra a mulher: comparação entre discentes de enfermagem. Rev. Gaúcha Enferm. 2018;39:e63935. Machado C, Gonçalves RA. Violência e Vítimas de Crimes. Coimbra: Quarteto Editora, 2003. Souza MMS, Oliveira MVP, Jesus LKA. Violência sexual contra a mulher e o papel do enfermeiro, revisão de literatura. Cad. Grad. Ciên Biol Saúde Unit. 2016;3(3): 257-274 Nursing Diagnosis Association – International. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA-I: Definições e Classificação - 2015/2017. São Paulo: Artmed, 2015 Horta WA. Enfermagem: teoria, conceitos, princípios e processo. Rev. Esc. Enf. USP. 194;5(1):7-15. Sacramento LT, Rezende MM. Violências: lembrando alguns conceitos. Aletheia. 2006;24:95-104. Silva LEL, Oliveira MLC. Violência contra a mulher: revisão sistemática da produção científica nacional no período de 2009 a 2013. Ciênc. saúde coletiva. 2015;20(11):3523-3532. Moura PMB, Guimarães NCF, Crispim ZM. Assistência de enfermagem às mulheres vítimas de violência: revisão integrativa. Rev Enferm. Cent. O. Min. 2011: 571-582. Acosta DF, Gomes VLO, Oliveira DC, Gomes GC, Fonseca AD. Aspectos éticos e legais no cuidado de enfermagem às vítimas de violência doméstica. Texto contexto - enferm. 2017;26(3):e6770015.
2414 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: O AUTOCUIDADO COMO MECANISMO DE PREVENÇÃO DE AGRAVOS EM HIPERTENSOS Elton Junio Sady Prates;Maria Luiza Sady Prates;Maisa Tavares de Souza Leite; Educação em Saúde; Atenção Primária à Saúde; Promoção da Saúde; Hipertensão. O presente estudo visa descrever, sob uma nova óptica, a experiência dos acadêmicos de enfermagem, sob a realização de uma ação de educação permanente em saúde (EPS) junto a hipertensos cadastrados e atendidos pelo Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos (Sis-HIPERDIA), realizada em uma sala de espera de uma Estratégia de Saúde da Família (ESF), localizada no município de Passos-MG. Todos os envolvidos empenharam-se em promover atividades problematizadoras, dialógicas, interativas, promotoras da ação-reflexão-ação e emancipadoras, com o objetivo de que os sujeitos reflitam sobre o seu próprio bem-estar e adotem práticas que visem à melhora da sua qualidade de vida, na busca do fortalecimento do binômio saúde-cuidado. Sociedade Brasileira de Cardiologia. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. São Paulo: SBC, 2016 [cited 2017 Nov 2017]. Available from: http://www.sbh.org.br/geral/noticias.asp?id=69 Alwan A, Armstrong T, Bettcher D, Boerma T, Branca F, Ho JCY, et al. Global Atlas on Cardiovascular Disease Prevention and Control. 2011, World Health Organization, World Heart Federation and World Stroke Organization, Geneva. Available from: http://www.who.int/cardiovascular_diseases/publications/atlas_cvd/en/ Organização Pan-Americana da Saúde; Organização Mundial da Saúde. Doenças Cardiovasculares. Brasília: OPAS, 2016 [cited 2017 Nov 2017]. Available from: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5253:doencas-cardiovasculares&Itemid=839 Mendes CRS, Miranda MDC, Lima FET, Brito EAWS, Freitas I, Matias EO. Prática de autocuidado de pacientes com hipertensão arterial na atenção primária de saúde. Rev Rene. 2016 [cited Nov 12]; 17(1):52-9. Available from: http://www.redalyc.org/html/3240/324044160008/ Ministério da Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. Brasília, 2010 [cited 2017 Nov 2017]. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf Menezes Júnior JE, Queiroz JC, Fernandes SCA, Oliveira LC, Coelho SQF. Educação em saúde como estratégia para melhoria da qualidade de vida dos usuários hipertensos. Rev Rene. 2011 [cited Nov 12]; 12(n.esp.):1045-51. Available from: http://www.revistarene.ufc.br/vol12n4_esp_html_site/a21v12espn4.html Mascarenhas NB, Melo CMM, Fagundes NC. Produção do conhecimento sobre promoção da saúde e prática da enfermeira na Atenção Primária. Rev Bras. Enferm. [serial on the Internet]. 2012 [cited Nov 12];65(6):991-9. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reben/v65n6/a16v65n6.pdf Figueiredo NMA. Método e Metodologia na Pesquisa Científica. 3ª ed. São Caetano do Sul: Yendis; 2008. Prates EJS, Prates MLS, Silva LFI, Ferreira GMF, Bueno B, Maia MAC, et al. Ações extensionistas como eixo formador do futuro profissional de saúde: um relato de experiência. In: Anais da X Bienal de Enfermagem e II Simpósio Internacional de Enfermagem; 2017 Aug 16-18; Botucatu, Brasil. Botucatu: Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/UNESP); 2017. p. 1-1. Available from: http://www.inscricoes.fmb.unesp.br/anais_completo.asp Rabelo JB, Saldanha MAS, Albuquerque JT. Articulação ensino-pesquisa-extensão na formação em serviço social: experiência do laboratório de estudos políticas e práticas sociais. In: Seminário Nacional de Serviço Social, Trabalho e Política Social; 2017 Oct 23-25; Florianópolis, Brasil. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2015. p. 1-9. Available from: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/180714/Eixo%202_183.pdf?sequence=1&isAllowed=y Salci MA, Maceno P, Rozza SG, Silva DMGV, Boehr AE, Heidemann ITSB. Educação em saúde e suas perspectivas teóricas: algumas reflexões. Texto Contexto Enferm. 2013 [cited Nov 12]; 22(1):224-30. Available from: http://www.scielo.br/pdf/tce/v22n1/pt_27 Conselho Nacional de Saúde (Brasil). Resolução n°466, de 12 de dezembro de 2012. Brasília, 2012 [cited 2017 Nov 2017]. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html Cardoso RR, Brito DM, Soares CMA, Souza SM, Matos FV, Mendes PHC. Promovendo educação em saúde na sala de espera das Unidades de saúde: relato de experiência. Rev Norte Mineira de Enfermagem [serial on the Internet]. 2016 [cited 2017 Nov 12];5(1):97-103. Available from: http://www.renome.unimontes.br/index.php/renome/article/view/97/147
2415 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome Construção e Implementação de um Grupo de controle de Tabagismo em uma Estratégia Saúde da Família Daniel Vinicius Alves Silva;Carolina Amaral Oliveira;Natália Hiany Fonseca Santos;Patrícia Oliveira Silva;Samara Frantheisca Almeida Barbosa;Viviane Dias Souto;Fernandez Fonseca Almeida;Joanilva Ribeiro Lopes; Tabagismo; Enfermagem; Educação em Saúde; Saúde Pública. Objetivo: Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na construção e implementação de um grupo de controle de tabagismo em uma Estratégia Saúde da Família, na cidade de Montes Claros-MG. Método: Trata-se de um estudo descritivo na modalidade de relato de experiência. Resultados e Discussão: Participaram desta experiência nove usuários, sendo seis do sexo feminino e três do sexo masculino. Foram realizados quatro encontros com a clientela, que foram direcionados por cartilhas próprias para o grupo, que abordavam sobre: entender por que se fuma e como isso afeta a saúde; os primeiros dias sem fumar; como vencer os obstáculos para permanecer sem fumar; e benefícios obtidos após parar de fumar. Considerações finais: A criação de grupos de acordo a necessidade da comunidade favorece na formação de profissionais comprometidos com a reorientação do modelo assistencial com ênfase na promoção da saúde e a qualidade de vida dos usuários. Cargnelutti T. Estratégias motivacionais e o profissional da saúde na cessação do tabagismo [monografia]. Piracicaba: Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas; 2014. Organização Mundial de Saúde. Relatório Mundial da Saúde 2013: Pesquisa para a cobertura universal de saúde. Rio de Janeiro: Organização Mundial de Saúde, 2014. Malta DC, Iser BPM, Santos MAS, Andrade SSA, Stopa SR, Bernal RTI et al. 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Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302010000300006&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302010000300006. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: o cuidado da pessoa tabagista/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 154 p.: il. (Cadernos da Atenção Básica, n. 40).Availablefrom: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_40.pdf Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Deixando de fumar sem mistérios: entender por que se fuma e como isso afeta a saúde. 2ª ed., 3ª reimpr., Rio de janeiro: Inca, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Deixando de fumar sem mistérios: os primeiros dias sem fumar. 2ª ed.., 3ª reimpr., Rio de janeiro: Inca, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Deixando de fumar sem mistérios: como vencer os obstáculos para permanecer sem fumar. 2ª ed., 3ª reimpr., Rio de janeiro: Inca, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Deixando de fumar sem mistérios: benefícios obtidos após parar de fumar. 2ª ed., 3ª reimpr., Rio de janeiro: Inca, 2013.
2416 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome Conviver com a mastectomia: O cotidiano de mulheres mastectomizadas em um centro de atendimento à mulher Bruna Rodrigues de Jesus;Clara de Cássia Versiani;Bruna Mariane Nogueira Ruas;Nayara Ruas Cardoso;Danuse Silveira MarGns;Geane ChrisGe do Carmo Veloso; Qualidade de Vida; Saúde da Mulher; Mastectomia. Este artigo visa conhecer a influência da mastectomia no cotidiano de mulheres em um centro de referência de atendimento à mulher. Método: caracteriza-se como um estudo descritivo e exploratório, de abordagem qualitativa, O cenário desta investigação foi o Programa Saúde da Mulher, situada na cidade de Montes Claros, estado de Minas Gerais – Brasil. O estudo foi desenvolvido com seis mulheres que frequentam o Programa, e que tiveram uma ou ambas as mamas extirpadas. Resultados: A análise dessas categorias demonstrou que, após a mastectomia, as mulheres apresentaram algumas limitações e dificuldades em lidar com situações que envolviam a exposição do próprio corpo. Considerações finais: Os resultados mostraram vários tipos de situações que variam dependendo do contexto em que a mulher está vivendo. Por isso, é muito importante o papel da enfermagem na tentativa de resgatar o conceito que a mulher mastectomizada tem de si mesma.
2417 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome Análise do rastreamento pré-natal de diabetes por meio do exame de glicemia: resultados maternos e neonatais Sonia Maria Oliveira de Barros;Valdete da Silva; Diabetes gestacional, glicemia, assistência pré-natal. Este estudo objetivou correlacionar a frequência da realização de exames de glicemia, os resultados materno-fetais entre puérperas e identificar os fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes gestacional. Estudo descritivo, transversal e retrospectivo em cartões de pré-natal e prontuários. As variáveis de estudo foram: peso, idade, histórico pré-natal, obstétrico e de ascendentes. As variáveis fetais foram: peso, Apgar, intercorrências neonatais e patologias. Os dados foram tratados através de análise descritiva, estatística, e regressão logística, significância de 5%. Os fatores de risco são: sobrepeso, obesidade prévia, ganho ponderal excessivo, idade >25 e diabetes II em ascendente. A regressão logística aponta chances de desenvolver diabetes em 7,30 vezes mais naquelas com ascendentes diabéticos e 1,11 vezes mais para cada ano de idade aumentada. Os resultados caracterizam um rastreamento que valoriza as características maternas de risco para Diabetes gestacional. As intercorrências maternas e neonatais tiveram associação com diabetes gestacional
2418 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome RADIOTERAPIA NO CÂNCER DE PRÓSTATA: ANÁLISE DA RECIDIVA BIOQUÍMICA Ruan César Aparecido Pimenta;Elton Junio Sady Prates;Thalita Aparecida Silva;Sabrina Thalita Reis;Rodrigo Calixto MaJar;Eduardo Guidi Francisco dos Reis;Camila Belfort PianNno; Neoplasias da Próstata; Recidiva; Radioterapia. Objetivou-se avaliar a ocorrência de recidiva bioquímica junto à pacientes acometidos de câncer de próstata, tratados por radioterapia externa e estabelecer a efetividade desta terapêutica quando da associação com outras variáveis. Trata-se de um estudo exploratório, quantitativo e retrospectivo realizado com 192 pacientes que possuíam diagnóstico de CaP tratados com radioterapia externa. Verificou-se que a idade média dos pacientes foi de 73,3 anos (51-95). O tempo de seguimento médio foi de 21,53 meses (9-52). Constatou-se prevalência de tumores T2c (n=80), PSAi <10ng/mL (n=120), gleason >6 (n=127) e dose de RT ≤74Gy (n=113). A ocorrência de recidiva bioquímica foi identificada em 19 pacientes. Verificou-se baixa ocorrência de recidiva bioquímica nos pacientes atendidos e tratados com radioterapia independente do escalonamento de doses. Considera-se, portanto, necessário maior tempo de seguimento para o estabelecimento de associações entre as variáveis do estudo. Postulamos que a RT é eficaz para o tratamento do CaP local tendo em consideração o número de tumores que vieram a recidivar após o tratamento, levando em consideração o tratamento em conjunto da hormonioterapia com a RT. Instituto Nacioanl do Câncer José Alencar Gomes da Silva. O que é câncer? Rio de Janeiro: Ministério da Saúde. 2018 [cited 2018 Jan 30]. Available from: https://www.inca.gov.br/o-que-e-cancer. Instituto Nacioanl do Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2018: Incidência de Câncer no Brasil. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Rio de Janeiro: INCA; 2017. 128 p. Siegel RL, Miller KD, Jemal A. Cancer statistics, 2018. 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2419 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Episódios depressivos na adolescência Romerson Brito Messias;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito; Episódios depressivos na adolescência
2420 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Cuidados clínicos em hemodiálise: validação de cartilha educativa Rávida Rocha Lima Silva;Valdenici Firmo de Aguiar;Francisco de Moura Beserra Filho;Ingred Pereira Cirino;Maria Alzete de Lima; Diálise renal. Educação em saúde; Tecnologia educacional; Enfermagem. Objetivo: Validar cartilha educativa construída para paciente renal crônico em hemodiálise. Método: Trata-se de uma pesquisa metodológica com o intuito de avaliação do conteúdo de uma tecnologia educativa na forma impressa. A pesquisa foi desenvolvida no período de março de 2013 a março de 2014. Para realização dessa validação, foi realizada uma consulta aos profissionais de saúde especialistas em uma das áreas de interesse: nefrologia; educação em saúde; tecnologia em saúde; e/ou validação de instrumentos. A população foi composta por sete especialistas na área de interesse do estudo, no qual a amostra foi aleatória, intencional e não probabilística. Para coleta de dados usou-se um instrumento adaptado. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, obtendo parecer n°0422004500011. Resultados: A cartilha foi considerada adequada. Identificou-se a necessidade de adequação referente à estrutura, sugestões foram ajustadas, o que proporcionou uma ferramenta validada. Conclusão: A tecnologia educacional mostrou-se válida com potencial uso na prática clínica. Louvison MCP et al. Prevalência de pacientes em terapia renal substitutiva no Estado de São Paulo. BEPA, Bol. epidemiol. paul. (Online), 2011; 8(95): 23-42. Disponível em: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-42722011001100004&lng=pt. Elliott JO et al. Understanding the Associations Between Modifying Factors, Individual Health Beliefs, and Hemodialysis Patients Adherence to a Low-Phosphorus Diet. Journal of Renal Nutrition, 2015;25(2):111-120. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25282006 Walker RC et al. Clinical Predictors of Individual Cognitive Fluctuations in Patients Undergoing Hemodialysis. American Journal of Kidney Diseases, 2015;65(3):451-463. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24679895 Tennankore KK et al. Adverse Technical Events in Home Hemodialysis. American Journal of Kidney Diseases, 2015;65(1):116-121. Disponível em: http://www.ajkd.org/article/S0272-6386(14)01171-8/abstract Moreira AGM, Araújo STC, Torchi TS. Preservation of arteriovenous fistula: conjunct actions from nursing and cliente. Esc. Anna Nery, 2013; 17(2):256-262. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v17n2/v17n2a08.pdf Green JA, Cavanaugh kL. Understanding the Influence of Educational Attainment on Kidney Health and Opportunities for Improved Care. Advances in Chronic Kidney Disease, 2015;22(1):24-30. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25573509 Casey JR et al. Patients’ Perspectives on Hemodialysis Vascular Access: A Systematic Review of Qualitative Studies. American Journal of Kidney Diseases, 2014;64(6):937-953. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25115617 Fehring R. Methods to validate nursing diagonostics. Heart & Lung. 1987;16(6):625-9. Teles LMR et al. Construção e validação de manual educativo para acompanhantes durante o trabalho de parto e parto. Rev Esc Enferm USP. 2014; 48(6):977-84. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v48n6/pt_0080-6234-reeusp-48-06-0977.pdf Freitas LV et al. Exame físico no pré-natal: construção e validação de hipermídia educativa para a Enfermagem. Acta Paul. Enferm. 2012;25(4):581-8. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v25n4/16.pdf ALEXANDRE NMC, COLUCI MZO. Validade de conteúdo nos processos de construção e adaptação de instrumentos de medidas. Ciência & Saúde Coletiva, 2011. 16(7):3061-68. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v16n7/06.pdf Sousa CS, Turrini RNT. Validação de constructo de tecnologia educativa para pacientes mediante aplicação da técnica Delphi. Acta Paul. Enferm. 2012; 25(6):990-6. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v25n6/v25n6a26.pdf Walker RC et al. Patient and Caregiver Perspectives on Home Hemodialysis: A Systematic Review. American Journal of Kidney Diseases, 2015;65(3):451-463. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25582285 Lima MA et al. Cultura de aprendizagem em nefrologia. Rev Enferm UFPI, 2016; 5(1):73-78. Disponível em: http://www.ojs.ufpi.br/index.php/reufpi/article/view/4942/pdf Mateti UV et al. Preparation, validation and user-testing of pictogram-based patient information leaflets for hemodialysis patients. Saudi Pharmaceutical Journal, 2015. Disponível em: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1319016415000353 Braccialli LAD et al. Construção de indicadores de avaliação de processo de aprendizagem para um curso de enfermagem. Rev. Eletr. Enf. 2015;17(1):51-9. Disponível em: https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v17/n1/pdf/v17n1a06.pdf
2421 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Diretrizes públicas brasileiras e acesso aos serviços de saúde: uma reflexão Bioética Cleine Almeida Oliveira Andrade;Daniel de Melo Freitas;Júlia Duarte Costa;Simone de Melo Costa; Sistemas de Saúde; Acesso aos serviços de saúde; Sistema Único de Saúde; Política pública. Objetivou-se analisar as diretrizes públicas brasileiras em relação ao acesso aos serviços de saúde. Pesquisa documental que analisou 10 diretrizes, tais como Constituição do Brasil e Estatuto da Criança e do Adolescente. Apresentou-se o propósito das diretrizes, seguida da quantificação de aparições do termo acesso nos textos, complementada pela análise do sentido desse termo, reflexão bioética e discussão com a literatura. Após Constituição, novas diretrizes se fizeram necessárias para reduzir as desigualdades de acesso e uso dos serviços de saúde pública. Entre os dificultadores consideram-se as características individuais e socioeconômicas dos grupos populacionais, as fragilidades na oferta e organização dos serviços e, as diferenças regionais, que reforçam a exclusão de determinados grupos. Espera-se que o planejamento da estrutura e do processo de funcionamento dos serviços de saúde seja respaldado nas diretrizes, com vistas à redução das desigualdades de acesso aos serviços. Oliveira LH, Mattos RA, Souza AIS. Cidadãos peregrinos: os “usuários” do SUS e os significados de sua demanda a prontos-socorros e hospitais no contexto de um processo de reorientação do modelo assistencial. Ciênc. saúde coletiva, 2009; 14(5): 1929-38. Starfield B. Atenção Primária. Equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. 2ª Edição. Brasília: Ministério da Saúde; 2004. Lumer S, Rodrigues PHA. O papel da saúde da famí¬lia na atenção às urgências. Rev APS, 14(3):289-95. Brasil. Senado federal secretaria especial de informática. 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Humaniza SUS: Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS / Ministério da Saúde, Secretaria Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 20 p.: il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde). Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: Princípios e Diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 1. ed., Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2004. 82 p.: il. – (Série C. Projetos, Programas e Relatórios) Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. 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2422 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Percepção da equipe de enfermagem sobre organização e processo de trabalho da sala de vacina Patrick Leonardo Nogueira da Silva;Carolina dos Reis Alves; Vacinas. Organização e Administração. Percepção. Equipe de Enfermagem. Objetivou-se analisar a percepção da equipe de enfermagem sobre organização e processo de trabalho da sala de vacina. Estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, realizada em 16 Unidades de Saúde com sala de vacina. Aplicou-se um questionário na qual o tratamento dos dados se deu por meio da Análise de Conteúdo. Na opinião dos participantes, o gelo reciclável mantém a temperatura-padrão da geladeira; a limpeza da geladeira é de 15/15 dias; a sequência de sua limpeza é relatada inadequadamente; na falta de energia, comunica-se à Secretaria de Saúde para o recolhimento dos imunobiológicos; a leitura da temperatura da geladeira e a ambientação do gelo reciclável são relatadas corretamente; a manutenção da temperatura é importante para a conservação dos imunobiológicos; a limpeza da sala e a inutilização das vacinas são descritas inadequadamente. Portanto, as unidades de saúde apresentam profissionais com despreparo intelectual quanto à assistência preconizada dentro da sala de vacinas. Feijó RB, Sáfadi MAP. Imunizações: três séculos de uma história de sucesso e constantes desafios [Editorial]. J Pediatr (Rio J). 2006;82(3):1-3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Imunizações 30 anos. Brasília: MS/SVS, 2003a. Temporão JG. O Programa Nacional de Imunizações (PNI): origens e desenvolvimentos. Hist Ciênc Saúde – Manguinhos. 2003;10(Supl. 2):601-17. Tertuliano GC. Redes de vigilância em Saúde: uma abordagem para as ações de imunização. Porto Alegre: C-Vist, 2011. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação: cartilha para trabalhadores da sala de vacinação. 1ª ed. Brasília: MS/SVS, 2003b. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual de Procedimentos para vacinação. 4ª ed. Brasília: MS/SVS, 2001. Gralha RS. Análise de supervisão realizada nas salas de vacinas da rede básica de saúde de Porto Alegre em 2005. Bol Epidemiol. 2007;9(35):1-8. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2006. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: MS/CNS, 1996. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Revogou a Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: MS/CNS, 2012. Oliveira VC, Gallardo OS, Gomes TS, Passos LMR, Pinto IC. Supervisão de enfermagem em sala de vacina: a percepção do enfermeiro. Texto Contexto – Enferm. 2013;22(4):1015-21. Brasil. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de rede de frio. 4ª ed. Brasília: MS/FNS, 2007. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília: MS/SVS, 2014. Silva PLN, Alves CR, Versiani CMC, Gonçalves RPF, Souto SGT, Santos CLS. Adequabilidade do setor vacinal das unidades básicas de saúde na perspectiva prática da enfermagem. Rev Enferm UFPE on line. 2014;8(10):3250-5. Silva PLN, Alves CR, Caldeira AP. Avaliação do processo de trabalho da enfermagem em salas de vacinas das unidades de saúde. Rev Enferm UFPI. 2013;2(4):3-8. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução nº 005, de 05 de agosto de 1993. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários e estabelecimentos prestadores de serviços de saúde. Brasília: MS/CONAMA, 1993. Brasil. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Capacitação de pessoal em sala de vacinação – manual de treinamento. 1ª ed. Brasília: MS/FNS, 1991. Correia SF. Representações sociais, atitudes e crenças de pais acerca da vacinação contra varicela. Goiânia. Dissertação [Mestrado em Atenção à Saúde] – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, 2015.
2423 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Perfil dos agentes de segurança penitenciária de cadeia pública feminina do Mato Grosso Carolina Picoloto;Paula Kathleen Demétrio Corsino;Vagner Ferreira do Nascimento;Thalise Yuri Hattori;Marina Atanaka;Ana Cláudia Pereira Terças; Epidemiologia; Saúde do Trabalhador; Prisões Objetivou-se traçar o perfil dos Agentes de Segurança Penitenciária (ASP) de uma Cadeia Pública Feminina de Mato Grosso. Trata-se de um estudo transversal conduzido com a totalidade dos ASP de uma cadeia pública feminina de Mato Grosso por meio de coleta de dados realizada em outubro de 2016. Observou-se trabalhadores jovens, 62,5% do sexo feminino, casados (56,3%), com alto nível de instrução e renda mensal superior à média brasileira. O tempo na função foi baixo, com 75% atuando há menos de 5 anos e foi exaltada a necessidade de capacitação por 81,9% dos profissionais. As condições de atenção à saúde e trabalho desses profissionais são precárias e podem ser potencializadas pela falta de treinamentos e apoio que pode contribuir para o aumento do estresse, falha nas atividades profissionais e, consequente processo de adoecimento desses profissionais. Fernandes LH, Alvarenga CW, Santos LLD, Pazin FA. The need to improve health care in prisons. Rev. Saúde Pública. 2014; 48(2):275-283. Disponível em: . Ballesteros PR. Gestão de políticas de segurança pública no Brasil: problemas, impasses e desafios. Rev. Bras. Segur. Pública. 2014; 8(1):6-22. Disponível em: . Jaskowiak CR, Fontana RT. O trabalho no cárcere: reflexões acerca da saúde do agente penitenciário. Rev Bras Enferm. 2015; 68(2):235-243. Disponível em: . Bonez A, Moro ED, Sehnem SB. Saúde mental de agente penitenciários de um presídio catarinense. Psicol. Argum. 2013; 31(74):507-517. Disponível em: . Brasil. Lei complementar nº 13.259, DE 20 DE OUTUBRO DE 2009. 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2424 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Perfil dos pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico de um município do norte de Minas Gerais Karine Suene Mendes Almeida Ribeiro;Edna Sabrina Gonçalves Mota;Rosângela Ferreira da Rocha;Ianca Elirrayeth Mendes Rocha;Helano Celene Mendes Almeida;Vanessa Lopes Oliveira;Sarah Hariette Mendes Almeida; Insuficiência Renal Crônica; Diálise Renal; Perfil de Saúde A insuficiência renal crônica é um problema de saúde pública, devido ao alto índice de incidência na população. Objetivou-se conhecer o perfil dos pacientes renais crônicos em hemodiálise de um município do norte de Minas Gerais no ano de 2017. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quantitativo, que utilizou um instrumento de coleta de dados para abordar aspectos como causa base da insuficiência, gênero dos pacientes e atividades físicas dos mesmos. Foram pesquisadas 88 pessoas. A causa base mais incidente foi a Hipertensão Arterial (62,6%), seguida pela associação da Hipertensão com a Diabetes (28,4%). Concluiu-se, com base no perfil dos pacientes renais crônicos em hemodiálise em Brasília de Minas, que a Hipertensão e o Diabetes se destacaram entre as causas base da doença renal crônica. Diante disso, se faz necessário maior atenção da iniciativa pública na prevenção desses agravos. RiellaMC. Princípios de Nefrologia e Distúrbios Hidroeletrolíticos. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003. Bastos MG, BregmanR,KirsztajnGM. Doença renal crônica: frequente e grave, mas também prevenível e tratável. RevAssocMedBrasileira.2010; 56(2): 249-250. Bastos MC.Doença renal crônica: importância do diagnóstico precoce, encaminhamento imediato e abordagem interdisciplinar estruturada para melhora do desfecho em pacientes ainda não submetidos à diálise. Jornal Brasileiro de Nefrologia [Internet].2011 [acesso em 2017 out 2]; 33(1): 93-108. 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2425 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Avaliação dos estudos acerca do manejo de sífilis congênita entre 2010 e 2015 Ana Luísa Figueiredo Oliveira;Douglas Rodney Oliveira;Jocléssio de Jesus Leite;Orlene Veloso Dias;José Osmando Aquino; Gestantes; Sífilis; Sífilis congênita. Este artigo objetivou descrever o manejo das pacientes com sífilis congênita e puerperal e a efetividade do tratamento. Trata-se de uma revisão de literatura. Os critérios de inclusão dos artigos foram: estudos disponíveis na íntegra, no idioma português, no período de 2010 a 2015 e que contemplassem o tema da pesquisa. Dos 109 estudos identificados, 14 foram incluídos nesta revisão. Os principais resultados referem-se ao tratamento inadequado e a falta de políticas que visem à conscientização das mães e parceiros acerca dos problemas que a sífilis pode acarretar. Percebe-se a necessidade de um pré-natal de mais qualidade e políticas que envolvam a conscientização das mães e parceiros acerca dos riscos relacionados a sífilis tanto para os adultos quanto para o feto. MAGALHÃES, D. M. S. et al. Sífilis materna e congênita: ainda um desafio. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 6, p. 1109-1120, jun. 2013. HOLANDA, M. T. C. G. et al. Perfil epidemiológico da sífilis congênita no Município do Natal, Rio Grande do Norte – 2004 a 2007. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 20, n. 2, p. 203-212, abr./jun. 2011. NASCIMENTO, M. I. et al. Gestações complicadas por sífilis materna e óbito fetal. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, p. 56-62, 2012. FIGUEIRÓ-FILHO, E. A. et al. Sífilis e gestação: estudo comparativo de dois períodos (2006 e 2011) em população de puérperas. DST – Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 32-37, 2012. SASS, N. et al. Desfechos maternos e perinatais em gestantes bolivianas no município de São Paulo: um estudo transversal caso-controle. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 32, n. 8, p. 398-404, 2010. CAMPOS, A. L. A. et al. Epidemiologia da sífilis gestacional em Fortaleza, Ceará, Brasil: um agravo sem controle. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 9, p.1747-1755, set. 2010. SILVA, M. R. F. et al. Percepção de mulheres com relação à ocorrência de sífilis congênita em seus conceptos. Revista de APS, Juiz de Fora, v. 13, n. 3, p. 301-309, jul./set. 2010. SANTOS, Evelin Jaqueline Lima dos. Avaliação do SINAN para casos de sífilis em gestante no município de Amambai – MS no período de 2007 a 2010. 2012. 69 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro. ROCHA, R. S.; SILVA, M. G. C. Assistência pré-natal da rede básica de Fortaleza- CE: uma avaliação da estrutura, do processo e do resultado. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, Fortaleza, v. 25, n. 3, p. 344-355, jul./set. 2012. CAMPOS, A. L. A. et al. Sífilis em parturientes: aspectos relacionados ao parceiro sexual. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 34, n. 9, p. 397-402, 2012. PEREIRA, D. A. P. et al. Infecção congênita em pacientes matriculados em programa de referência materno infantil. Revista Paranaense de Medicina, Santa Catarina, v. 29, n. 1, p. 31-38, jan./mar. 2015. COSTA, C. C. et al. Sífilis congênita no Ceará: análise epidemiológica de uma década. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 47, n. 1, p. 152-159, 2013. ANDRADE, R. F. V. et al. Conhecimento dos enfermeiros acerca do manejo da gestante com exame de VDRL reagente. DST – Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Rio de Janeiro, v. 23, n. 4, p. 188-193, 2011. DOMINGUES, R. M. S. M. et al. Sífilis congênita: evento sentinela da qualidade da assistência pré-natal. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 47, n. 1, p. 147-157, 2013. FRANÇA, J. L.; VASCONCELLOS, A. C. Normalização de publicações técnico-científicas. 9. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
2736 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS AINDA HÁ O QUE FALAR SOBRE ÉTICA? A DIALÉTICA ENTRE O VELHO E O NOVO NO SERVIÇO SOCIAL Gabriela Dutra Cristiano Dutra Cristiano; Serviço Social; Ética; Trabalho; Formação; Este artigo tem como objetivo analisar um elemento emergente na dissertação de mestrado da autora: a relação entre aquilo que estudantes de Serviço Social em estágio referem como posicionamento ético, e a teleologia elaborada para intervenção. A pesquisa, pautada na ontologia lukácsiana, teve como locus o estágio curricular obrigatório. Para coleta de dados utilizamos um instrumento alternativo e entrevistas semiestruturadas, analisados através da análise textual discursiva. Os achados mostram que há dilemas éticos que mobilizam com mais intensidade atos fundamentados em uma moralidade conservadora, evidentes em situações que explicitam a questão de gênero e o papel socialmente atribuído à mulher. Mostram, também, que existem tendências distintas para o exercício profissional: por um lado aquelas que viabilizam valores democráticos e, por outro, as que tolhem as possibilidades de exercício da liberdade dos sujeitos. Enfim, discute-se as aproximações e os hiatos entre aquilo que se diz e aquilo que se materializa no trabalho profissional de assistentes sociais em formação. BARROCO, Maria Lúcia. Ética e serviço social: fundamentos ontológicos. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2010a. ________. Ética: fundamentos sócio-históricos. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2010b. ________. Barbárie e neoconservadorismo: os desafios do projeto ético-político. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n. 106, p.205-218, abr/jun. 2011. ________. Materialidade e potencialidades do Código de Ética dos Assistentes Sociais brasileiros. In: BARROCO, Maria Lucia; TERRA, Sylvia Helena.Código de Ética do/a Assistente Social Comentado. São Paulo: Cortez, 2012. p. 31-119. ________. Fundamentos éticos do Serviço Social. Disponível em: . Acesso em: 03 fev. 2013. BRASIL. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília: CFESS, 1993 CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 14 ed. São Paulo: Ática, 2012. COUTINHO, Carlos Nelson. Prefácio. In: NETTO, Leila Escorsim. O conservadorismo clássico. São Paulo: Cortez, 2011, p. 9-12. FALEIROS, Vicente de Paula. Saber profissional e poder institucional. 10 ed. São Paulo: Cortez, 2011. FONTOURA, Amaral. Introdução ao serviço social. 2 ed. Rio de Janeiro: Aurora, 1959. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. RJ/SP: Paz e Terra, 2015. HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 10 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2014. LUKÁCS, Gyorgy. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. In: ALVES, Giovanni. Lukács e o século XXI: trabalho, estranhamento e capitalismo manipulatório. São Paulo: Praxis, 2010, p. 89-112. MORAES, Roque. Uma tempestade de luz: a compreensão possibilitada pela análise textual discursiva. Ciência & Educação, São Paulo, v. 9, n. 2, p.191-211, 2003. ________; GALIAZZI, Maria do Carmo. Análise textual discursiva: processo reconstrutivo de múltiplas faces. Ciência & Educação, São Paulo, v. 12, n. 1, p.117-128, 2006. NETTO, José Paulo. A Construção do Projeto Ético-Político do Serviço Social. Mod. 1 de Capacitação em Serviço Social e Política Social. Brasília, CFESS/ABEPSS/ CEAD/ UnB, 1999. PAIVA, Beatriz Augusto de; SALES, Mione Apolinario. A Nova Ética Profissional: Práxis e Princípios. In: BONETTI, Dilséa Adeodata et al. Serviço social e ética: convite a uma nova práxis. 12 ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 174-208. SOUSA, Adrianyce A. Silva de; SANTOS, Silvana Mara Morais dos; CARDOSO, Priscila. Ética e serviço social: um itinerante caminhar. Temporalis, Brasília, ano 13, n. 25, p.33-61, jan/jun, 2013. TERTULIAN, Nicolas. O grande projeto da ética. 1999. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2014. YAZBEK, Maria Carmelita. O significado sócio-histórico da profissão. 2009. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Disponível em: . Acesso em: 4 ago. 2013.
2608 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA EXPEDIENTE Revista Serviço Social em Perspectiva; Expediente Expediente Vol. 4, Num. 01
2915 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Fatores pós-natais relacionados ao transtorno do espectro do autismo: revisão integrativa da literatura Liliane Marta Mendes de Oliveira;Fernanda Alves Maia;Maria Tereza Carvalho Almeida;Maria Rachel Alves;Laura Vicuna Santos Bandeira Lopes;Victória Spínola Duarte de Oliveira;Victor Bruno da Silva;Andrea Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Maria Fernanda Santos Figueiredo;Marise Fagundes Silveira; Transtorno Autístico. Autismo. Pós-natal. Fatores de Risco. Resumo: O objetivo deste trabalho foi reunir e sintetizar resultados da produção científica em inglês/espanhol/português entre 2000-2014, relacionada aos fatores pós-natais associados ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Trata-se de uma revisão integrativa de literatura com buscas nas bases LILACS, MEDLINE e PubMed. Os dados extraídos foram registrados em instrumento padronizado. Identificou-se 619 artigos e 20 satisfizeram os critérios de inclusão, sendo todos quantitativos e a maioria do tipo caso-controle. Os fatores com associação com o TEA foram: aspectos nutricionais (iodo e ácido docosahexaenóico); exposição ambiental (exposição a metais pesados); questões relacionadas à vacinação (reações adversas a vacinas com presença de mercúrio); doenças e complicações do recém-nascido (RN) (fenilcetonúria e níveis de bilirrubina); e infecções na criança. Os fatores pós-natais são preveníveis e modificáveis e o conhecimento desses fatores é essencial para a prevenção do TEA e para a elaboração de políticas públicas com o desenvolvimento de ações que favoreçam o diagnóstico e intervenção imediata e, consequentemente um melhor prognóstico para as pessoas com esse transtorno. 1. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5th ed. Arlington, VA: American Psychiatric Association; 2013. 2. TORDJMAN, S. et al. 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2701 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS DA AGENDA PÓS-NEOLIBERAL AO CONSENSO ANTI-SOCIAL: Fabrício de Andrade; Proteção Social, Desmonte Neoliberal, Seguridade Social – Este trabalho que aqui se apresenta busca discutir o desmonte da seguridade social brasileira a partir no século XXI em especial a partir do golpe institucional de 2016. Para tanto, optou-se pelo enfoque integrado de uma noção de seguridade, por entender que as estratégias de desmonte neoliberal se dão de maneira articulada, descaracterizando, não somente as políticas em sua especificidade, mas a própria noção de Seguridade Social como forma de justiça social. Para isso realizamos pesquisas bibliográficas e documentais. Aborda-se o indicioso desmonte da Seguridade Social através das contrarreformas neoliberais efetivando o desmonte da seguridade, trazendo consequência para a efetivação dos direitos sociais historicamente conquistados pela luta dos movimentos populares e da classe trabalhadora. BEHRING, E. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. BEHRING, E. BOSCHETTI, I. Política social: fundamentos e história. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2008. BOSCHETTI, I. Seguridade social no Brasil: conquistas e limites à sua efetivação. Brasília: CEFESS, 2009. p. 1-17. Disponível em: . Acesso em: 26 jun. 2017. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: . Acesso em: 21 jun. 2017. CAMPELO, T. NERI, M. (Orgs.). Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania. Brasília: Ipea, 2013. CASTILHO, D.; LEMOS,E. ; GOMES, V. Crise do capital e desmonte da Seguridade Social: desafios (im)postos ao Serviço Social. Serv. Soc. Soc., São Paulo , n. 130, p. 447-466, dez. 2017. Disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2018. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). CFESS está atento à defesa do SUAS. Brasília, 2017. Disponível em: . Acesso em: 06 mar. 2018. FAGNANI, E. A política social do Governo Lula (2003-2010): perspectiva histórica. SER Social, Brasília, v. 13, n. 28, p. 41-80, jan./jun. 2011. Disponível em: . Acesso em: 25 fev. 2018. ______. Previdência social: Reformar para excluir?. Le Monde Diplomatique Brasil, ano 10, n. 115, fevereiro, 2017. Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2018. GRANEMANN, S. O desmonte das políticas de seguridade social e os impactos sobre a classe trabalhadora: as estratégias e a resistência. Serv. Soc. Rev., Londrina, v. 19, n.1, p.171-184, jul./dez. 2016. Disponível em . Acesso em: 20 fev. 2018. LAVINAS, Lena. A Financeirização da Política Social: o caso brasileiro. Politika, n. 2, jul. 2015. Rio de Janeiro: Fundação João Mangabeira em colaboração com Humboldt-Viadrina Governance Platform, 2015, p. 35-51. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2018. PAIM, J. Não há espaço para o SUS democrático e constitucional nesse governo. CEE FIOCRUZ, 2016. Entrevista concedida a Eliane Bardanachvili e Vitória Régia Gonzaga. Disponível em: . Acesso em: 03 abr. 2018. POCHMANN, M. Políticas públicas e situação social na primeira década do século XXI. In: SADER, Emir (Org.). 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: FLACSO Brasil, 2013. p. 145-156. QUEIROZ, Antônio Augusto de. O desmonte do Estado de proteção social. Le Monde Diplomatique Brasil, n. 117, maio, 2017. Disponível em: . Acesso em: 30 abr. 2018. SADER, Emir. A construção da hegemonia pós-neoliberal. In: SADER, Emir (Org.). 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: FLACSO Brasil, 2013. p. 136-143. SALVADOR, Evilasio da Silva. O desmonte do financiamento da seguridade social em contexto de ajuste fiscal. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 130, p. 426-446, set./ dez. 2017. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n130/0101-6628-sssoc-130-0426.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2017. ______. Fundo público e seguridade social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010a. ______. Fundo público e políticas sociais na crise do capitalismo. Serv. Soc.Soc., São Paulo, n. 104, p. 605-631, dez. 2010b. Disponível em:. Acesso em: 04 ago. 2017. SEVERIANO, E. M. O. Tendências e impasses da seguridade Social e o futuro da previdência no Brasil contemporâneo. Rev. Políticas Públicas, v. 20, n. 2, p.669-690, nov. 2016. Disponível em: . Acesso em: 20 fev. 2018. SOARES, A; BOULOS, M.; SANTOS, N. O austericídio fiscal e o desmonte da Seguridade Social no Brasil. Le Monde Diplomatique Brasil. novembro, 2016. Disponível em: . Acesso em: 19 mar. 2018.
2610 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL COMO ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DO PROJETO ÉTICO-POLÍTICO Gabriele Ponciano da Silva; Palavras-chave: Projeto de Formação; Estágio Supervisionado; Projeto ético-político. ABEPSS. Associação Brasileiro de Ensino e Pesquisa. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social: com base no currículo mínimo aprovado em assembleia geral extraordinária de 8 de novembro de 1996. Rio de Janeiro: ABEPSS, 1996. _______. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, 2010. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/pneabepss_maio2010_corrigida.pdf AQUINO, I. et al. Estágio supervisionado em Serviço Social: desfazendo nós e construindo alternativas. Relatório ABEPSS Itinerante 2014. Temporalis, Brasília, 2016. Disponível em: http://periodicos.ufes.br/temporalis/article/view/13351/10114 CAPUTI, Lesliane. Supervisão de estágio em Serviço Social: significâncias e significados. In: Katálysis, Revista/ PPGSS-UFSC, v. 19, n. 3. Florianópolis, 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rk/v19n3/1414-4980-rk-19-03-00389.pdf CFESS. Código de Ética Profissional da/o Assistente Social. Brasília: CFESS, 1993. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf ______. Cartilha Estágio Supervisionado: Meia formação não garante um direito. Brasília: CFESS, 2013. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/BROCHURACFESS_ESTAGIO-SUPERVISIONADO.pdf DURIGUETTO, M.L. Sociedade Civil e democracia: um debate necessário. São Paulo: Cortez, 2007. Paulo Netto, J.P. Ditadura e Serviço Social: Uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 16 ed. São Paulo: Cortez, 2011. LEWGOY, I.M.B. O estágio supervisionado em serviço social: desafios para articulação entre formação e exercício profissional. In: Temporalis, Revista. Brasília, 2013. Disponível em: http://periodicos.ufes.br/temporalis/article/view/4850/4143
2624 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA EDIÇÃO COMPLETA Revista Serviço Social em Perspectiva; Serviço Social, Estágio, Supervisão Edição Completa - Vol. 4 , Num. 01 Edição Completa - Vol. 04, Num. 01 (Jan.Jun./2020)
2593 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL Diana Cristina Rebouças dos Reis; Estágio. Formação Profissional. Serviço Social. Importância. O presente artigo traz um debate sobre a importância do estágio supervisionado para a formação profissional do Assistente Social, analisando os desafios e possibilidades existentes nesta fase, buscando expor seus impactos na construção do profissional em questão. Considera-se a discussão da referida temática de suma importância, visto que a pesquisa, investigação e análise das atividades que envolvem o estágio supervisionado em Serviço Social permitem criar um processo reflexivo e, numa perspectiva emancipatória, fortalecer a possibilidade de fomentar estratégias de intervenções propositivas e comprometidas com a classe trabalhadora. Dessa forma, tendo como compromisso a qualidade dos serviços, o diálogo dessas estratégias objetiva enriquecer o arsenal teórico e criar respostas criativas e eficientes para as demandas que se apresentam para o Serviço Social. A elaboração desse estudo tem suporte em pesquisas bibliográficas e documentais, bem como os aparatos legais que normatizam o estágio supervisionado. Através da análise dos estudos realizados, pôde-se perceber que o estágio possui grande importância no processo de construção das competências profissionais e é fundamental para enriquecer os conhecimentos teórico-práticos, proporcionando a/o estagiário/a o acesso a uma gama de experiências valiosas. ABEPSS. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Brasília: CFESS, 2010. Disponível em: cfess.org.br/arquivos/pneabepss_maio2010_corrigida.pdf. Acesso em 28 abri. 2020. ALMEIDA, Suênya Thatiane Souza de. A importância do Estágio Supervisionado na formação do profissional do Assistente Social. Artigo em Serviço Social. III Simpósio Mineiro de Assistentes Sociais. Disponível em: https://www.cress-mg.org.br/arquivos/simposio/A%20IMPORTÂNCIA%20DO%20ESTÁGIO%20SUPERVISIONADO%20NA%20FORMAÇÃO%20PROFISSIONAL%20DO%20ASSISTENTE%20SOCIAL.pdf. Acesso em: 17 mai. 2020. BURIOLLA, Marta Alice Feiten. Supervisão em serviço social: o supervisor, sua relação e seus papéis. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2003. Acesso em: 15 mai. 2020. CAPUTI, Lesliane. Supervisão de estágio em Serviço Social: significâncias e significados. Artigo em Serviço Social. Rev. katálysis vol.19 no.3 Florianópolis out./dez. 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1414-49802016.003.00009. Acesso em: 29 abri. 2020. CFESS. Código de Ética do Assistente Social. 1993. Disponível em: . Acesso em: 29 abri. 2020. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Legislação e Resoluções sobre o Trabalho do/a Assistente Social. Resolução CFESS 533/2008. Regulamenta a SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO no Serviço Social. Brasília: CFESS, 2011. Disponível em: www.cfess.org.br. Acesso em 27 abri. 2020. GUERRA, I.; BRAGA, M.E. Supervisão em Serviço Social. In: CFESS, Serviço Social: Direitos e competências profissionais. Brasília: CFESS, 2009. Disponível em: www.cressrn.org.br/files/arquivos/46m757L928C08m9UzW7b.pdf. Acesso em 28 abri. 2020. GUERRA, Yolanda. O ensino da prática no novo currículo: elementos para o debate. 2002. Acesso em 15 mai. 2020. IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2003. Acesso em 18 mai. 2020. LEWGOY, A.M.B. Supervisão de estágio em Serviço Social: desafios para a formação e exercício profissional. São Paulo: Cortez, 2009. Acesso em: 29 abri. 2020. ______. Meia formação não garante um direito: o que você precisa saber sobre a supervisão direta de estágio em Serviço Social. Brasília, 2012. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/BROCHURACFESS_ESTAGIO-SUPERVISIONADO.pdf. Acesso em 28 abri. 2020. SANTANA, Necilda de Moura. O Processo de Supervisão na Formação Profissional do Assistente Social. Disponivel em: http://www.castelo branco.br/sistema/novoenfoque/files/07/03.pdf. Acesso em 28 abri. 2020.
2594 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO E OS INSTRUMENTOS NORMATIVOS Greice dos Reis Santos;Marina Valéria Delage Vicente Mancini;Victoria Sabatine de Paiva Neves; Estágio Supervisionado. Serviço Social. Supervisão de campo. Teoria e Prática. Instrumentos Normativos. O artigo possui como propósito refletir sobre o estágio supervisionado em Serviço Social com ênfase na supervisão de campo. Para tanto, no intuito de cumprir com o objetivo proposto abordamos na primeira parte do artigo a relação entre teoria e prática e sua relevância no processo de formação dos futuros assistentes sociais, já num segundo momento trouxemos o debate acerca dos instrumentos normativos os quais respaldam o estágio supervisionado em Serviço Social e por fim elencamos com base em vivências profissionais e estudos, os desafios atuais que estão sendo colocados a supervisão de campo. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL - ABEPSS. Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social - Com base no Currículo Mínimo aprovado em Assembleia Geral Extraordinária de 8 de novembro de 1996. Rio de Janeiro, Novembro de 1996. Disponível em: ABEPSS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL - ABEPSS. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - Abepss, maio 2010. Disponível em: PNE versao maio 2010 corrigida1 CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Legislação e Resoluções sobre o Trabalho do/a Assistente Social. Lei de Regulamentação da Profissão (Lei 8.662). Brasília: CFESS, 2011. Disponível em: www.cfess.org.br CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Legislação e Resoluções sobre o Trabalho do/a Assistente Social. Código de Ética do/a Assistente Social. Brasília: CFESS, 2011. Disponível em: www.cfess.org.br CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Legislação e Resoluções sobre o Trabalho do/a Assistente Social. Resolução CFESS 533/2008. Regulamenta a SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO no Serviço Social. Brasília: CFESS, 2011. Disponível em: www.cfess.org.br GUERRA, Y D. A Dimensão Técnico-operativa do exercício profissional. In: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012. GUERRA, Y. D. O estágio supervisionado como espaço de síntese da unidade dialética entre teoria e prática: o perfil do profissional em disputa. In: A supervisão de estágio em serviço social: aprendizados, processos e desafios. Cláudia Mônica dos Santos, Alzira Maria Baptista Lewgoy, Maria Helena Elpídio Abreu, organizadoras da coletânea; Valeria Forti e Yolanda Guerra, coordenadoras da série. - Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na cena contemporânea. In: Serviço Social: Direitos Sociais e Competências Profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009 LEWGOY, A. M. B. O Estágio Supervisionado em Serviço Social. In:Temporalis, Brasília (DF), ano 13, n.25, p.63-90, jan./jun.2013. PEREIRA, L. D. Expansão dos cursos de Serviço Social na modalidade EAD no Brasil: análise da tendência à desqualificação profissional. In: Serviço Social e Educação. Orgs.: Larissa Dahmer Pereira e Ney Luiz Teixeira de Almeida. Coordenação: Valeria Forti e Yolanda Guerra. 2ª edição. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2012. SANTOS, C. M. As Dimensões da Prática Profissional do Serviço Social. In: Revista Libertas - Faculdade de Serviço Social - UFJF, v. 2 jul/dez/2002. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2003. SANTOS, C. M; ABREU, M. H. E. Desafios do Estágio supervisionado na atualidade. In: Serviço Social e Educação. Orgs.: Larissa Dahmer Pereira e Ney Luiz Teixeira de Almeida. Coordenação: Valeria Forti e Yolanda Guerra. 2ª edição. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2012. SANTOS, C. M. Na Prática a Teoria é Outra? Mitos e Dilemas na Relação entre Teoria, Prática, Instrumentos e Técnicas no Serviço Social. 3ª edição. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2013. SANTOS, C. M. et al. Supervisão de estágio em serviço social: desafios e estratégias para sua operacionalização. In: A supervisão de estágio em serviço social: aprendizados, processos e desafios. Cláudia Mônica dos Santos, Alzira Maria Baptista Lewgoy, Maria Helena Elpídio Abreu, organizadoras da coletânea; Valeria Forti e Yolanda Guerra, coordenadoras da série. - Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016.
2595 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL Maicow Lucas Santos Walhers;Laura Cristina Gomes Lima;Gabrielle Stéphany Nascimento Sgarbi;Cirlene Aparecida Hilário da Silva Oliveira; Supervisão de Estágio. Diretrizes Curriculares. Política Nacional de Estágio. Legislações. Refletimos sobre o estágio supervisionado em Serviço Social enquanto um dos elementos centrais do processo da formação profissional, compreendido como atividade curricular obrigatória pelas Diretrizes Curriculares de 1996. A articulação na supervisão de estágio, de campo e acadêmica é fundamental e contribui para que o estágio seja espaço de desenvolvimento de autonomia, aprendizado e de construção do conhecimento mediante a análise crítica da realidade social, fundamentado nos aportes teórico-metodológicos e numa postura ético-política, instrumentalizada na dimensão técnico-operativa do trabalho profissional. Os estudos realizados se baseiam na compreensão de formação profissional e na concepção de estágio supervisionado alicerçadas nas Diretrizes Curriculares e na literatura da área, que norteia o desenvolvimento de um processo formativo crítico, criativo e com competências e habilidades que estejam alicerçadas no projeto ético-político profissional, apresentando os avanços e acúmulos construídos pela categoria a partir da década de 1980. Partindo dessas considerações, objetivamos trazer alguns elementos para a reflexão em relação a supervisão de estágio a partir de suas contribuições das pesquisas realizadas no programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UNESP/Franca, apresentando os avanços e formas de resistência a partir da sua legislações e os desafios (im)postos na cena contemporânea. ABRAMIDES, M. B. C.. O ensino do trabalho profissional: o estágio na formação profissional. Palestra proferida pela Prof° Maria Beatriz Costa Abramides – Vice Presidente da ABEPSS – Região Sul II – Gestão 2003-2004. Florianópolis, 2004. Disponível em: . Acesso em: 23 maio 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - ABEPSS. Brasília, DF, 2010. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL. Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social – ABEPSS. In: CRESS 9ª REGIÃO (Org.). Legislação brasileira para o serviço social: coletânea de leis, decretos, e regulamentos para a instrumentação da(o) assistente social. 3. ed. rev., atual., até dez. 2007. São Paulo, 2007. BENATTI, L. P. dos S.. Trabalho docente em tempos de mundialização do capital – um estudo no âmbito do Serviço Social: microrregional de São José do Rio Preto – ABEPSS Sul II – 2012/2014. 2014. Tese (Doutorado em Serviço Social) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2014. CAPUTI, L.. Supervisão de estágio em Serviço Social: tempo de mundialização do capital – desafios cotidianos e (re) significados! 2014. 228f. Tese (Doutorado em Serviço Social) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Franca, 2014. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Resolução CFESS n° 533, de 29 de setembro de 2008. Regulamenta a supervisão direta de estágio no Serviço Social.
2596 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO AS CONTRIBUIÇÕES DA COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO PARA A QUALIFICAÇÃO DA SUPERVISÃO EM SERVIÇO SOCIAL Júlia Aparecida Soares de Paula;Paula Kropf; O presente artigo realiza o debate centrado na compreensão acerca da Coordenação de Estágio como um agente de potencialização da articulação dos sujeitos envolvidos na supervisão e no processo de formação em Serviço Social. Para isso, na pesquisa buscou-se recorrer às fontes bibliográficas e documentais, bem como à sistematização da experiência profissional como docentes da disciplina de supervisão acadêmica e à frente da gestão na Coordenação de Estágio de uma UFA. Apresenta a histórica construção das conquistas da categoria da valorização do estágio para a formação e elenca alguns desafios enfrentados por estudantes e profissionais supervisores acadêmicos e de campo, gestores e técnicos assistentes sociais. Finalizando, contribui com a análise de ações que podem nortear a intervenção para qualificar a gestão e, consequentemente, a experiência da supervisão do estagiário nos espaços de formação. Nesse sentido, incita um diálogo a partir do entendimento de que uma perspectiva crítica deve ser capaz de estimular uma reflexão teórica dos papeis de cada sujeito do processo de estágio, que possibilite estratégias de enfrentamento consistentes e novas proposições para transformar a realidade da formação profissional. ABEPSS. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social. Rio de Janeiro: ABEPSS, 1996. Disponível em: http://www.abepss.org.br/arquivos/textos/documento_201603311138166377210.pdf ______. Política Nacional de Estágio. 2010. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/pneabepss_maio2010_corrigida.pdf BRANT CARVALHO, Maria do Carmo. Gestão social e políticas públicas: uma questão ainda em debate no Século XXI. In: JUNQUEIRA, Luciano Antônio Prates [et al.] (orgs). Gestão Social Mobilizações e Conexões. São Paulo LCTE Editora, 2012. BRASIL. Lei n. 8.662, de 7 de junho de 1993. Regulamentação da profissão de Assistente Social. Diário [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8 jul. 1993. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais. Disponível em http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf Acesso: 14/08/2018. ________. Resolução CFESS nº 533, de 29 de setembro de 2008. Regulamenta a SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO no Serviço Social. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/Resolucao533.pdf LEWGOY, A. M. B. Supervisão de Estágio em Serviço Social: desafios para a formação e exercício profissional. São Paulo: Cortez, 2010. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia Alemã. São Paulo: Expressão Popular, 2009. NETTO, José Paulo. A construção do projeto ético-político do Serviço Social. In: MOTA, Ana Elisabete; BRAVO, Maria Inês Souza; UCHÔA, Roberta et al. (Orgs.). Serviço social e saúde: formação e trabalho profissional. São Paulo: Cortez, 2006. TEIXEIRA, Joaquina Barata. Formulação, administração e execução de políticas públicas. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, CFESS/ABEPSS/CEAD-UnB, 2009.
2597 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL Maria José;Eliana Bolorino; Serviço Social; Estágio Supervisionado, Supervisão Acadêmica. O artigo pretende apresentar e refletir sobre a efetivação do estágio supervisionado, a partir de pesquisa bibliográfica sobre a temática, e pesquisa documental referente a implementação da supervisão acadêmica no Curso de Serviço Social – UNESP/Campus de Franca/SP, tendo como referência as Diretrizes Curriculares da ABEPSS (1996) e as legislações que tratam especificamente do Estágio Supervisionado em Serviço Social (Resolução 533 CFESS; Política Nacional de Estágio – 2010 entre outros). A construção, implementação e avaliação do processo de formação profissional pela atividade de estágio supervisionado e da supervisão acadêmica, objeto de estudo e reflexão desse artigo, evidencia a importância da contribuição de todas as representações da comunidade acadêmica (docentes, discentes/estagiários, supervisores de campo e supervisores acadêmicos) na efetivação de uma formação profissional de qualidade, na direção do projeto ético-político profissional e reafirma a extrema contribuição do estágio supervisionado, de forma específica da supervisão acadêmica, para atingir este objetivo da formação. Diante dos estudos e avaliações realizadas durante o período de 2017 a 2020, reafirma-se a necessidade constante de reflexões e avaliações sobre a realidade do estágio supervisionado nos cursos de Serviço Social, haja vista, os grandes desafios impostos pelas Instituições de Ensino Superior, pelas Instituições Campos de Estágio e pelo acirramento do processo de precarização da educação superior no Brasil. ALMEIDA, N.L.T. Retomando a temática da “sistematização da prática” em Serviço Social. Revista Em Pauta, UERJ, n. 10, 1997 BRASIL. Diretrizes Curriculares para o Curso de Serviço Social. ABEPSS, 1996 BRASIL. Lei que regulamenta a profissão de Assistente Social, CFESS, 1993. BRASIL. Código de Ética profissional do Assistente Social, CFESS, 1993. BRASIL. Resolução N. 533, CFESS, 2008 BRASIL. Política Nacional de Estágio, CFESS, 2010 FAGUNDES, M.C. V. A totalidade como categoria fundamental na construção de um projeto político-pedagógico. In: Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, 13, 2006, Recife. Painel. Recife: UFP, 2006. GIOMETTI, A. B. R.; LIMA, M. J. O. ; GUIMARAES, O. M. 40 Anos do Curso de Serviço Social da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais - Unesp Câmpus de Franca: Trajetória, Experiências e Conquistas. Franca: FCHS/Unesp/Franca, 2017. GUERRA, Y. Em defesa da qualidade, da formação e do trabalho profissional: materialização do projeto ético-político profissional em temos de barbárie. Revista Conexões Geraes – CRESS/MG, n. 5, 2014 IAMAMOTO, M.V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo: Cortez, 1998. LIMA, T.C.S et. all. A documentação no cotidiano da intervenção dos assistentes sociais: algumas considerações acerca do Diário de Campo. Revista Textos e Contextos, Porto Alegre, v.6, n. 1, 2007 SAMPAIO, S.S; OLIVEIRA R. Análise Institucional ontem e hoje: indicações pertinentes ao fazer profissional. Revista Sociedade em Debate, 20 (2), 2014
2598 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO AS COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS DO ASSISTENTE SOCIAL Tatiana de Lima Souza;Silvia Emanuely da Silva; Centro de Referência de Assistência Social. Formação profissional. Competências profissionais. Atribuições privativas. Assistência Social. O Centro de Referência de Assistência Social é um espaço onde se insere o Serviço Social, o qual na atual conjuntura passa por um processo de precarização e perda de direitos, rebatendo no cumprimento das atribuições privativas e competências inerentes ao exercício profissional. Durante o estágio obrigatório observou-se que a área da Assistência Social ainda é permeada pelo conservadorismo e o Serviço Social desenvolve um trabalho que busca reafirmar e viabilizar os direitos daqueles que necessitam. Esse trabalho objetiva analisar o exercício das competências e atribuições privativas do Assistente Social no Centro de Referência de Assistência Social. A metodologia consistiu de estudo bibliográfico e observação participante. Os resultados revelaram que as contradições existentes como, baixos salários, condições de trabalho insalubres e a existência de correlação de forças rebatem diretamente no cotidiano da atuação profissional. Em virtude disso, o Assistente Social enfrenta alguns limites no exercício das competências e atribuições que o norteiam, chegando a se distanciar dos valores defendidos bem como de outros documentos que balizam a profissão. Portanto, constatamos que alguns profissionais que trabalham nos Centro de Referência desconhecem quais são seus deveres e acabam desempenhando atividades que não dizem respeito à profissão. Esse cenário contribui para que não ocorra a qualificação das demandas, reflexões acerca da sua prática e da realidade dos usuários. BISNETO, José Augusto. Serviço Social e Saúde Mental: uma análise institucional da prática. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2011. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Brasília, 2004. CFESS. Conselho Federal de Serviço Social. Código de Ética Profissional do Assistente Social e Lei 8662/93, que regulamenta a profissão de assistente social, 1993. CFESS. Conselho Federal de Serviço Social. Parâmetros para atuação de assistentes sociais na política de assistência social. Brasília: CFESS, 2009. CFESS. Conselho Federal de Serviço Social. Sobre a Incompatibilidade entre Graduação à Distância e Serviço Social. Vol, 2. Brasília: CFESS, 2014. GUERRA, Yolanda. A dimensão técnico-operativa do exercício profissional. In: SANTOS, Claudia Mônica dos; BACX, Sheila; GUERRA, Yolanda (Orgs.). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Ed. da UFJF, 2012. IAMAMOTO, Marilda Vilela. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social. Ensaios críticos. São Paulo: Cortez, 1992. ____. Os espaços sócio-ocupacionais do assistente social. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, 2009. ____. Atribuições Privativas do/a Assistente Social em Questão. 1. ed. ampliada. Brasília: CFESS, 2012. ____. CARVALHO, Raul. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 38ª ed. São Paulo: Cortez, 2013. MOTA, Ana Elizabete. As dimensões da prática profissional. In: Presença Ética. Revista anual do Grupo de estudos e pesquisa sobre ética. PPGSS UFPE. Ano III- nº 3- Recife, dezembro, 2003. PRATES, Jane Cruz. O método marxiano de investigação e o enfoque misto na pesquisa social: uma relação necessária. In: Textos & Contextos (Porto Alegre), v.11, n.1, p. 116-128, jan./jul. 2012. RAICHELIS, Raquel. Proteção Social e o trabalho do assistente social: tendências e disputas na conjuntura de crise mundial. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n.116, 2013. SIMÕES, Carlos. A profissão e a Lei do Assistente Social. In: Curso de direito do Serviço Social. 1. ed. São Paulo: Cortez, 2007 ____ Na ilha de Robinson: a autonomia e a ética profissional no neoliberalismo. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n.99, 2009. YAZBEK, Maria Carmelita. Pobreza no Brasil Contemporâneo e suas formas de enfrentamento. In: Revista Serviço Social e Sociedade, nº 110, p.288-323, 2012.
2599 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SUPERVISÃO DE ESTÁGIO ENQUANTO ATRIBUIÇÃO PRIVATIVA DO ASSISTENTE SOCIAL Sueli do Nascimento;Jaqueline de Melo Barros;Ricardo William Guimarães Machado; : Educação, Formação Profissional; Estágio Supervisionado; Serviço Social. O estágio supervisionado em Serviço Social configura-se como elemento fundante na formação e no ensino do exercício profissional de assistente social, visto que se torna um dos pilares no processo de construção da identidade profissional. Diante disto, o texto tem o papel de mostrar a relevância da atuação do Supervisor de Campo, assim temos como objetivo mapear o campo de estágio do Curso de Serviço Social e traçar o perfil dos supervisores de campo ligados a UniRedentor. Para tanto problematizamos as legislações e normativas pertinentes ao estágio supervisionado em Serviço Social, refletimos sobre o exercício profissional do assistente social enquanto supervisor de campo de estágio identificando limites e possibilidades de sua atuação através de uma problematização fundamentada em uma pesquisa bibliográfica e com aplicação de formulário online respondido, massivamente, pelos questionados. E, por fim, tecemos algumas considerações, que apontam a importância do Projeto Ético-Político do Serviço Social na formação profissional. ABEPSS. Diretrizes Curriculares. Temporalis, ano VII, n14, jul-dez 2007. ABEPSS. Política Nacional de Estágio. Brasília. ABEPSS, Maio-2010. ABESS/CEDEPSS. “Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social.” In: Cadernos ABESS nº 7. São Paulo: Cortez, p. 58, 1997. BRASIL. Lei 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008 (Lei de Estágio) BURIOLLA, M. A. F. O estágio supervisionado. São Paulo: Cortez, 1996. CFESS. Resolução no. 533, de 29 de setembro de 2008. Regulamenta a supervisão direta de estágio em Serviço Social. Brasília, 2008. CFESS. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília: CFESS, 1993. CRESS/RJ. Assistente Social: Ética e Direitos. Coletânea de Leis e Resoluções Volume I. 5 ed. Rio de Janeiro: CRESS, Revista e atualizada até junho/ 2008. GUERRA, Yolanda. O estágio Supervisionado como espaço de síntese da unidade dialética entre teoria e prática: o perfil do profissional em disputa. SANTOS, Cláudia Mônica dos. LEWGOY, Alzira Maria Baptista e ABREU, Maria Helena Elpidio. A supervisão de Estágio em Serviço Social: Aprendizados, processos e desafios. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. IAMAMOTO, Marilda.V. Os espaços sócio ocupacionais do assistente social. CFESS-ABEPSS. Serviço social: direitos e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009, p. 341-376. IBGE. Panorama. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/tres-rios/panorama. Acesso em 10.06.2019 IBGE. Panorama. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/paraiba-do-sul/panorama. Acesso em 10.06.2019 MOTA, Ana Elizabete. Espaços ocupacionais e dimensões políticas da prática do assistente social. Revista Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n. 120, p. 694-705, out./dez. 2014. ORTIZ, Fátima Grave. A Supervisão de estágio como atribuição privativa do assistentes social. SANTOS, Cláudia Mônica dos. LEWGOY, Alzira Maria Baptista e ABREU, Maria Helena Elpidio. A supervisão de Estágio em Serviço Social: Aprendizdos, processos e desafios. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. PEREIRA, Larissa Dahmer. Educação e Serviço social: do confessionalismo ao empresariamento da formação profissional. São Paulo: Xamã, 2008 SANTOS, Cláudia Mônica dos, GOMES, Daniele Cristina Silva e LOPES, Ludmila Pacheco Lopes. Supervisão de estágio em Serviço Social: desafios e estratégias para sua operacionalização. SANTOS, Cláudia Mônica dos. LEWGOY, Alzira Maria Baptista e ABREU, Maria Helena Elpidio. A supervisão de Estágio em Serviço Social: Aprendizdos, processos e desafios. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. SOUZA, T. M. C. Intersubjetividade na formação profissional: A Experiência do Estágio Supervisionado em Serviço Social no Centro Jurídico Social da Faculdade de História, Direito e Serviço Social da Unesp/Franca. UNESP. Franca, 2009. TEIXEIRA, Ezilma. Aprendendo Nossa Terra - Três Rios. Três Rios: Editar Editora Associada, 2004.
2600 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL NO ESPAÇO DA GESTÃO DA POLÍTICA PÚBLICA Simone de Souza Pires; Serviço Social. Gestão. Política Pública. Estágio em Serviço Social. O presente trabalho tem como objetivo apresentar aspectos que perpassam o processo de supervisão acadêmica em Serviço Social na gestão da política de saúde como espaço sócio-ocupacional de inserção do Assistente Social. Considerando que os Assistentes Sociais passam a desenvolver ações para além da execução terminal das políticas sociais, levantamos o debate da importância dos princípios do Projeto Ético-Político da categoria como norte de atuação dos Assistentes Sociais, mas também das possibilidades de espraiamento desses princípios no direcionamento das políticas públicas que se põem no tratamento da questão social. Nessa seara, o Assistente Social pode contribuir no tensionamento em favor da classe subalterna direcionando a política social para o atendimento aos reais interesses da população usuária dos serviços e minimizando os impactos perversos do modo de produção social, no âmbito da gestão da política, área pouco debatida e utilizada como campo de estágio. O espaço sócio-ocupacional que será analisado está relacionado à gestão da política de Atenção Primária em Saúde, como expressão mais próxima da política de saúde junto à população. Desse modo, são inúmeros os desafios desse espaço para os alunos de graduação em razão de não se configurar como espaço de atendimento direto aos usuários, mas que precisa ser apreendido através de um movimento de suspensão da realidade a fim de se tornar um campo cada vez mais significativo para atuação profissional. FRANCO, Túlio Batista; JÚNIOR, Helvécio Miranda Magalhães. Integralidade na Assistência à saúde: a organização das linhas de cuidados. O Trabalho em Saúde: Olhando e experienciando o SUS no cotidiano. MERHY, E.E.; FRANCO, T.B. ET AL; HUCITEC, SÃO PAULO, 2003. Disponível em: . Acesso em: 09/09/2014. GUERRA, Yolanda. O estágio supervisionado como espaço de síntese da unidade dialética entre teoria e prática: o perfil do profissional em disputa. In: A supervisão de estágio em Serviço Social: aprendizados, processos e desafios. Cláudia Mônica dos Santos, Alzira Maria Baptista Lewgoy, Maria Helena Elpídio Abreu, organizadoras da coletânea; Valéria Forti e Yolanda Guerra, coordenadoras da série. Rio de Janeiro: Lumen Júris, 2016. IAMAMOTO, M. V. O serviço social na contemporaneidade. 2ª Ed. S. Paulo, Cortez, 1999. LEWGOY, Alzira Maria Baptista. Supervisão de estágio em Serviço Social: desafios para a formação e o exercício profissional. 2ªed. São Paulo: Cortez, 2010. MALTA, Déborah Carvalho; Merhy, Emerson Elias. O percurso da linha de cuidado sob a perspectiva das doenças crônicas não transmissíveis. @Interface, comunicação, saúde e educação. V. 14, n° 34, p. 593-605, jul/set 2010. Disponível em: . Acesso em: 09/09/2014. MATOS, Maurílio Castro de. Assessoria e Consultoria: reflexões para o Serviço Social. In: Assessoria, consultoria e serviço social. Organizadores, Maria Inês Souza Bravo, Maurílio Castro de Matos. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006. NETTO, José Paulo. Capitalismo monopolista e Serviço Social. 8ª Ed. São Paulo: Cortez, 2011. ______ Ditadura e Serviço Social: uma análise do serviço social no Brasil pós-64. 5ª Ed. São Paulo: Cortez, 2001).
2601 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO RELATOS DE EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL Deidra Frazão Marinho;Juiane de Lima Leite;Sarah Thays Nascimento Andrade;Shirley Vitória Teixeira Menezes; Estágio Supervisionado. Formação. Área Socioambiental. O presente trabalho se trata de relatos de experiências vivenciadas durante o estágio supervisionado em Serviço Social no Grupo Interdisciplinar de Estudos Socioambientais e Desenvolvimento de Tecnologias Sociais na Amazônia – Grupo INTER-AÇÃO com contribuição de quatro discentes de Serviço Social, no período de 2016 à 2019. O objetivo geral do estudo foi analisar o estágio supervisionado em Serviço Social na área socioambiental e dentre os específicos estavam: contextualizar o estágio supervisionado em Serviço Social na área socioambiental; descrever as experiências vivenciadas durante o estágio supervisionado em Serviço Social na área socioambiental e pontuar a contribuição do estágio supervisionado na área socioambiental para o processo de ensino e aprendizagem dos discentes em Serviço Social. Quanto aos procedimentos metodológicos do estudo são de natureza: bibliográfica, documental e de campo, se utiliza do método materialismo histórico e de abordagem qualitativa. Para a coleta de informações foram utilizadas técnicas e instrumentais como: caderno de campo e observação participante. O trabalho resulta na ideia de que o estágio supervisionado em Serviço Social na área socioambiental apresenta desafios, seja no que se refere ao financiamento dos projetos que são elaborados e executados pelos profissionais, seja nas dificuldades envolvendo o processo de supervisão dos discentes. Desse modo, conclui-se que ainda que existam as contribuições significativas, fica claro que o processo de precarização nas instituições de ensino e pesquisa, faz-se necessário fortalecer esses espaços para não os perdermos e deixarmos de contribuir serviços de qualidade para a população usuária. ABEPSS. Política de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Disponível em: Acesso em: 25 de Abril de 2020. ABRAMIDES, Maria Beatriz C. O Ensino do Trabalho Profissional: O estágio na formação profissional. Palestra proferida na oficina da Região Sul II – Gestão 2003-2004 ABEPSS. São Paulo, 2003. BRASIL. Lei de Regulamentação do Estágio Lei N° 11.788, de 25 de dezembro de 2008. Disponível em: Acesso em: 25 de Abril de 2020. CUZZUOL, et al. A Perspectiva da Responsabilidade Socioambiental nas Instituições de Ensino Superior. Rev. Elet. em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental. v. 7, n. 7, p.1527-1539, mar/ago, 2012. NUNES, Letícia S. A Questão Socioambiental e a Atuação do Assistente Social. Textos & Contextos, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 196-212, jan./jun. 2013. OLIVEIRA, Cirlene A. H. da S. Formação Profissional em Serviço Social: “velhos” e novos tempos, constantes desafios. Revista Serviço Social e Realidade, v.13, n.2. Franca: UNESP, 2004. SALGADO, Maria F. M. A; CANTARINO, Anderson A. A. O Papel das Instituições de Ensino Superior na Formação Socioambiental dos Futuros Profissionais. Artigo. XXVI ENEGEP - Fortaleza, 2006.
2602 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO A RADICALIDADE DA POBREZA COMO EFEITO DA MODERNIDADE Silvio Aparecido Redon;Eliane Christine Santos de Campos; modernidade; relações de produção capitalista; pobreza. O artigo que ora apresentamos trata da pobreza expansiva enquanto fenômeno resultante do processo de ascensão e consolidação do capitalismo consubstanciado pela Revolução Industrial no século XVIII, período caracterizado pela modernização e pela alteração estrutural das relações sociais de produção com a erosão do feudalismo, enquanto processo histórico e social. Sabe-se que a pobreza não é exclusiva desse modo de produção, mas é sabido também que ela adquire novas determinações e atinge grau e abrangência inéditos no cenário europeu a partir dessa quadra histórica. O caos se instaura nas cidades industriais, nascidas em torno das grandes fábricas, e denuncia os efeitos perturbadores dessa potencialidade expansiva das forças produtivas sob o comando do capital, contradição brilhantemente explorada por Marx. A revisão bibliográfica demonstra que a era do capital, dinamizando a modernidade no seio da sociedade, elevou a burguesia à condição de classe dominaste e aprisionou a classe trabalhadora em uma condição de pobreza e exploração jamais experimentada anteriormente e que se perpetua na história. BAUMAN, Z. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. BRESCIANE, M. S. M. Londres e Paris no século XIX. O espetáculo da pobreza. 2° ed. São Paulo: Brasiliense, 1984. ENGELS, Friedrich. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. Segundo as observações do autor e fontes autênticas. São Paulo: Boitempo, 2010. GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991. HARVEY, D. Condição Pós-Moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança. 17° ed. São Paulo: Loyola, 2008. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Escala, 2007. NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 8° ed. São Paulo: Cortez, 2011. POLANYI, K. A grande transformação – as origens de nossa época. 2° ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000. RÁO, Eduardo Martins. Capitalismo e vida social moderna: tempo, trabalho e tempo de trabalho. In: XII Congresso Brasileiro de História Econômica – 13° Conferência Internacional de Histórias de Empresas, 2017, Niterói. Anais... Niterói: Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica, 2017, p. 1 – 22. SAES, D. A. M. Cidadania e capitalismo: uma crítica à concepção liberal de cidadania. Crítica Marxista, São Paulo, Boitempo, v. 1, n° 16, 2003. p. 9-38. THOMPSON, E. P. Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial. In:______. Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
2603 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO A RELAÇÃO ENTRE A LUTA ANTIRRACISTA, O VEGANISMO E A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Rodrigo Felipe Nascimento de Lima; protagonismo negro; veganismo; fluxos culturais; negros como intérpretes. É mister dizer, sobretudo na análise das tendências no campo dos novos movimentos sociais, que numerosos contributos têm examinado as inclinações do papel do protagonismo negro na esfera do veganismo ético, político e interseccional. Essa narrativa tem exibido personagens, interlocuções raciais, politização de demandas e vínculos midiáticos. Destarte, o objetivo deste artigo é propagandear os cenários desses fluxos culturais e, ao mesmo tempo, apontar questões e identificar os notáveis desafios desse novo enredo de investigação junto às abordagens do Serviço Social, incorporando o título de personagens principais aos negros como intérpretes de si mesmo. ADAMS, C. J. A política sexual da carne: Uma teoria feminista-vegetariana. 2. ed. São Paulo: Alaúde Editorial, 2018. ALVES, L. G; NEGRI, S. Abordagem sobre vegetarianismo na formação do profissional nutricionista. Disponível em: . Acesso em: 17 nov. 2019. ALBINO, A. V; SANTOS, D. M. SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NA ASSISTÊNCIA SOCIAL: Desafios e Perspectivas em uma Metrópole. II Congresso de Assistentes Sociais do Estado do Rio de Janeiro. p. 1-12, mai. 2016. Disponível em: < http://www.cressrj.org.br/site/wp-content/uploads/2016/05/016.pdf>. Acesso em: 17 nov. 2019. BRAZ, M. Mudanças no perfil das lutas de classes e modismos conceituais: o tormento de Sísifo das Ciências Sociais. São Paulo: Cortez, 2012. CONSEA. Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - Proposições do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional para sua elaboração. 2009. Disponível em . Acesso em: 24 nov. 2019. DOMINGUES, P. “Um desejo infinito de vencer”: o protagonismo negro no pós-abolição. Revista Topoi, v. 12, n. 23, jul.-dez. 2011, p. 118-139. FILHOS DO CANDOMBLÉ. Os veganos no Candomblé. 2019. Disponível em: < https://contatofilhosdocan.wixsite.com/filhosdocandomble/blog/os-veganos-no-candomble>. Acesso em: 17 nov. 2019. HOCHSCHARTNER, J. Vegan Angela Davis Connects Human and Animal Liberation. 2014. Disponível em: . Acesso em: 13 nov. 2019. JUSBRASIL. Não é fácil ser jovem, negra e vegana. 2015. Disponível em: . Acesso em: 13 nov. 2019. LABORATÓRIO DE ÉTICA AMBIENTAL (LEA). Veganismo, por Angela Davis. Youtube, 18 nov. 2017. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2019 MODEFICA. 3 Motivos Pelos Quais Pessoas Negras Não Se Engajam No Movimento Dos Direitos Dos Animais. E Por Que Elas Deveriam. 2017. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2019 NERY, N. RACISMO NO MOVIMENTO VEGANO. Youtube, 20 mai. 2019. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2019. PENINA, M. Thallita Floripes: “sou vegana, feminista e preta”. 2017. Disponível em: < http://nosmulheresdaperiferia.com.br/noticias/thallita-floripes-sou-vegana-feminista-e-preta/>. Acesso em: 20 nov. 2019. SANTOS, S. et al. Ações afirmativas: polêmicas e possibilidades sobre igualdade racial e o papel do Estado. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, 16(3): 913-929, set-dez/2008. SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA. Saúde. São Paulo. SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA. Pesquisa do IBOPE aponta crescimento histórico no número de vegetarianos no Brasil. São Paulo: 2018. SEGURANÇA Alimentar e Nutricional. Secretaria do Estado da Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de Alagoas. Disponível em: . Acesso em: 24 nov. 2019. TERTO, A. Black Vegans Rock: Conheça Aph Ko, ativista que luta pela presença negra dentro do movimento vegano. 2017. Disponível em: . Acesso em: 19 nov. 2019.
2604 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SERVIÇO SOCIAL E RESIDÊNCIAS EM SAÚDE NO BRASIL Marina Monteiro de Castro;Sabrina Pereira Paiva;Carina Barbosa de Carvalho Dornelas;Flávia Fernandez Zschaber; Serviço Social; Residência Multiprofissional; Saúde O presente artigo apresenta parte da pesquisa intitulada “Residência Multiprofissional em Saúde e Serviço Social: mapeamento teórico e político-pedagógico”, realizada entre 2017 e 2018. O estudo documental analisa 86 editais (2017/2018) de residências em saúde, com vagas disponíveis para o Serviço Social, contabilizando 476 vagas no período analisado. As principais áreas de concentração dos programas foram Saúde Mental, Saúde da Família, Saúde do Idoso, Oncologia e Urgência. A região sudeste ainda se coloca como principal região na oferta de vagas, programas e instituições envolvidas, seguida pela região nordeste. As regiões norte e centro-oeste carecem de investimentos nesse modelo de formação. Os programas contam com o envolvimento de outras profissões como enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição e farmácia, enfatizando a importância do debate e aprendizado propiciado pelas residências no que tange ao trabalho interprofissional, com vistas à construção da integralidade da atenção à saúde. Os dados apresentados são fundamentais para o acompanhamento da inserção do Serviço Social nestes dispositivos formativos, ajudando a construir nossas análises sobre as reais possibilidades de contribuição dos assistentes sociais, através dos Programas, para a defesa da saúde pública e do desenvolvimento de um trabalho ancorado no projeto ético político profissional. ABEPSS. Mapeamento das Residências em Área Profissional e Serviço Social. Juiz de Fora, 2018. Disponível em: >. acesso de 22 de abril de 2019. ALBUQUERQUE, M. V. 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2605 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO A CONJUNTURA DE UMA PANDEMIA E O QUE AINDA ESTÁ POR VIR Luciana Gonçalves Pereira de Paula; Crise estrutural do capital. Pandemia. Governo Bolsonaro. Esquerda brasileira. O presente artigo foi construído a partir das reflexões apresentadas em uma live promovida pelo CRESS/6ª Região – Seccional Monte Claros em parceria com a Unimotes, no dia 29 de maio de 2020. Desse modo, procura apresentar, inicialmente, alguns elementos que demonstram as características da atual ofensiva do capital, nos termos de uma crise estrutural. Esse primeiro movimento pretende situar a conjuntura macro-política, econômica e social em que se desenvolve o atual momento de pandemia provocada pela COVID-19. Em seguida, o artigo analisa algumas das principais tendências do atual governo brasileiro – governo Bolsonaro, destacando a necropolítica e o direcionamento genocida. E, por fim, propõe um debate acerca de algumas possibilidades táticas e estratégicas a serem construídas pelos os setores da esquerda, no Brasil. O capitalismo contemporâneo nos apresenta claros sinais de esgotamento. Portanto, esse momento requer organização e luta em prol da construção de uma nova sociedade para além do capital. ALMEIDA, Ronaldo de. Bolsonaro presidente: conservadorismo, evangelismo e a crise brasileira. Novos Estudos – CEBRAP, v. 38, n. 01. São Paulo: jan./abr. 2019, p. 185-213. ANTUNES, Ricardo. Os Sentidos do Trabalho: Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 6.ed. São Paulo: Biotempo, 2002. BRAZ, Marcelo. O golpe nas ilusões democráticas e a ascensão do conservadorismo reacionário. Revista Serviço Social e Sociedade, n. 128. São Paulo: jan./abr. 2017, p. 85-103. CHAUÍ, M. 2016. Sociedade brasileira: violência e autoritarismo por todos os lados - depoimento. Entrevista concedida a Juvenal Savian Filho e Laís Modelli. Revista Cult. 2016. 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2606 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO Claudiane Ferreira da Silva; Serviço Social, Educação, Assistentes Sociais, Prática Profissional O presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como objeto de estudo o Serviço Social na Educação. Busca analisar o debate acerca da inserção de assistentes sociais nas unidades escolares de Educação Básica da Rede Municipal de Uberaba/MG. Para alcance da proposta, os objetivos específicos compreenderam em: analisar o contexto da Educação Básica no Brasil; estudar os parâmetros do Serviço Social que justificam a inserção da profissão na Educação; conhecer a visão dos/as profissionais da Educação Básica sobre a inserção do/a assistente social nas escolas públicas de Uberaba/MG. Para tal, recorremos ao método dialético-crítico, por entender que este método explica a realidade investigada na sua totalidade, não se restringe no aparente imediatista e na mera compreensão dos fenômenos, mas, busca a essência destes, possibilitando uma interpretação histórico-crítica da complexidade dos fatos. Realizamos pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Na pesquisa de campo utilizamos a técnica da entrevista semiestruturada que permite diálogo aberto e proporciona o máximo de informações ligadas ao objeto de estudo. Como critério para escolha dos sujeitos da pesquisa, selecionamos apenas os/as diretores/as e professores/as, pois estes abarcam o todo que envolve a educação local, tanto na perspectiva de gestão (direção escolar) quanto no contato direto com os/as alunos/as em sala de aula. Os depoimentos dos/as entrevistados/as deixam explícitos a necessidade e urgência da inserção de assistentes sociais na Educação, pois, no cotidiano escolar ocorrem expressões da questão social cuja complexidade de demandas, os/as profissionais da educação básica não tem formação para atuar e que extrapolam suas atribuições e competências profissionais. Os resultados, além de revelar a necessidade desta inserção, denunciam a necessidade de intervenção urgente dos governantes na implementação de políticas sociais capazes de garantir igualdade de condições para o acesso, permanência escolar e garantia na qualidade da Educação Básica do Município. ABEPSS. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social (com base no currículo mínimo aprovado em Assembléia Geral Extraordinária de 8 de novembro e 1996.), Rio de Janeiro, 1996. Disponível em:.Acesso em: 03 out. 2017. ALMEIDA, Ney Luiz Teixeira de. O Serviço social na educação: novas perspectivas sócio-ocupacionais. 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2611 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA ESTÁGIO SUPERVISIONADO Tereza Favaro;Elizangela Ribeiro; Serviço Social. Educação Superior. Estágio Supervisionado Este artigo resulta de inquietações das autoras sobre o estágio supervisionado, a partir de experiências apreendidas no exercício da profissão de Serviço Social, com trabalho voltado para a assistência estudantil na Universidade Federal de Goiás, que é realizada a supervisão de estágio de campo e acadêmico em Serviço Social. O estágio é considerado essencial no processo da formação qualificada como um direito social ao estudante e também contribui na formação e reflexão do fazer profissional, como uma das dimensões de seu trabalho o estágio supervisionado, em uma instituição pública, espaço de constantes contradições, de lutas e resistências para contribuir no processo de democratização do acesso, condições de permanência e da formação, dos direitos sociais e na ruptura do ultraconservadorismo, próprio da estrutura capitalista, na conquista de outra sociabilidade, justa e igualitária, ao resguardar o direito à diversidade social. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (ABEPSS). Nota referente ao estágio supervisionado no período de isolamento social para o combate ao novo coronavírus (COVID-19). Brasília, 03/04/2020. Disponível em http://www.abepss.org.br/noticias/coronavirus-abepss-se-manifesta-pela-suspensao-das-atividades-de-estagio-supervisionado-em-servico-social-367. Acesso em 15 mai. 2020 _______. Política Nacional de Estágio. Brasília, [2010]. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2020. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Ética e direitos humanos: os desafios no ensino e na pesquisa em Serviço Social. In. Revista Inscrita, Ano 10, n.14, Brasília, Dez. 2013. CAMARGO, Ricardo. OS efeitos do PROINF no Programa Territorial do Território Vale do Rio Vermelho. s/d CAPUTI, Lesliane; MOREIRA, Tales Willyan Fornazier. Estágio supervisionado em Serviço Social: contribuição para defesa do projeto ético-político profissional. Andes SN, 2018. CAPUTI, Lesliane. Supervisão de estágio em Serviço Social: significâncias e significados. Revista. Katálysis., Florianópolis, v. 19, n. 3, p. 389-394, out./dez. 2016. CHAUÍ, Marilena. A universidade operacional. Folha de São Paulo, São Paulo, 9 maio 1999. Caderno Mais! p. 3 DE PAULA, Alisson Slider do Nascimento. O Programa REUNI em foco: intensificação e precarização do trabalho docente. Revista Espaço Acadêmico, n. 170, jul./2015. Ano XIV. ISSN 1519-6186. GUERRA, Yolanda. No que se sustenta a falácia de que “na prática a teoria é outra?”In: 2° Seminário Nacional Estado e Políticas Sociais no Brasil. Cascavel, Unioeste, out, 2005. GUIRALDELLI, Reginaldo; ALMEIDA, Janaina Loeffler de. A construção dos Fóruns de supervisão de estágio em serviço social. Revista Katálysis. Florianópolis, v. 19, n. 3, p. 395-402, out./dez. 2016. IAMAMOTO, M. V. A formação acadêmico-profissional no Serviço Social brasileiro. Revista Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 120, p. 609-639, out./dez. 2014 ___________. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2011. ________. Serviço Social em Tempo de Capital Fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 2009. LEHER, R. Educação superior minimalista: a educação que convém ao capital no capitalismo dependente. 2011 (mimeo). LEWGOY, Alzira Maria Baptista. Supervisão de estágio em serviço social: desafios para a formação e exercício profissional. Revista Temporalis. Brasília (DF), ano 13, n. 25, p. 63-90, jan./jun. 2013. ________. Supervisão de Estágio em Serviço Social: desafios para a formação e o exercício profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2010 MÉSZÁROS, István. Para além do capital. Tradução de Paulo César Castanheira/Sérgio Lessa. São Paulo: Boitempo Editorial, 2011. NETTO, J. P. Introdução ao método na teoria Social. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/Abepss, 2009. SIMIEMA, Carolina. Antiga capital, cidade de Goiás atrai pelas construções históricas. 05 /03/2012. Disponível em G1.globo.com/goias/noticia/2012/03/antiga-capital-cidade-de-goias-atrai-pelas-construcoes-historicas.html. SOUSA, Andréa Harada. Mercantilização e automação do ensino superior privado: o caso da Educação a Distância. 2019. Disponível em http://fepesp.org.br/artigo/7078/
2612 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL Mably Trindade; Estágio Supervisionado. Serviço Social. Neoliberalismo. Formação Profissional O presente artigo tem como objetivo precípuo analisar o estágio supervisionado, componente curricular obrigatório para a integralização da graduação em Serviço Social constituindo-se, assim, um dos grandes desafios do projeto de formação profissional. Como se sabe, tal etapa da formação, quando adequadamente realizada, propicia ao aluno o acesso ao ensino-aprendizagem da realidade social na qual se inserem os(as) assistentes sociais. Cumpre destacar que o estágio curricular obrigatório desenvolve-se em articulação com a política educacional, num contexto no qual a educação vem sendo tratada como mercadoria, a exemplo do crescimento de cursos aligeirados e à distância, com várias repercussões, dentre elas o aumento exponencial do número de estudantes em busca de estágio e que não conseguem ser absorvidos nos espaços sócio-ocupacionais disponíveis. A metodologia adotada para elaboração desse texto privilegiou essencialmente referências bibliográficas sobre o tema, utilizando-se, por conseguinte, autores(as) considerados fundamentais nessa discussão. Sobre os resultados da pesquisa, conclui-se que, lamentavelmente, o estágio curricular tem sido cada vez mais utilizado pelo capital como forma privilegiada de exploração de mão de obra e obtenção de lucros. ABEPSS. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Revista Temporalis. Brasília (DF), ABEPSS, nº 02, 2000. ______. 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2613 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO DE DOCÊNCIA NO SERVIÇO SOCIAL Mariangel Sánchez Alvarado;Maria Adriana da Silva Torres;Carla Janaina dos Santos; Estágio de Docência. Serviço Social. Pós-graduação. O estágio de docência como parte dos programas de Pós-graduação é uma tarefa que exige uma aproximação sistemática de conhecimentos e uma reflexão que articula várias dimensões do processo formativo. Desta forma, a modalidade de estágio realizada a este nível tem como finalidade levar o/a pós-graduando/a a se inserir na realidade acadêmica por meio de uma constante aproximação às atividades diárias da docência. Assim, proporciona ao aluno maior experiência na área de ensino, da pesquisa e da formação, tornando-o mais capacitado para atuar como futuro docente após concluir sua formação acadêmica no stricto senso. Primeiramente abordaremos o contexto das pós-graduações, para assim trazer o estágio de docência nos programas de pós-graduação, depois serão expostos os aportes do Serviço Social e as regulamentações nacionais que respaldam a formação nessa área. Em seguida se analisará os aspectos pedagógicos do estágio enquanto formação profissional e se refletirá sobre pontos a considerar neste processo pedagógico, de modo a compreender os significados, os desafios e as proposições que norteiam esse espaço de aprendizado e, também, de formação crítica. ABREU, M. Serviço Social e a organização da cultura: perfis pedagógicos da prática profissional. São Paulo: Cortez, 2002. ABREU, M., MASSETO, M. O professor universitário em aula. SP: MG Editores, 1987. BIANCHI, A (Orgs.). Estágio supervisionado: manual de orientação. SP Ed. Pioneira Thomsom 2001. BRASIL. Lei n° 11.788, de 25 de setembro 2008. Diário Oficial União, Brasília, DF, 26 set. 2008. Seção 1, p. 3. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Portaria nº 52, de 26 de maio de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 ago. 2000. Seção 1, p. 30-31. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Portaria n° 52 de 26 de setembro de 2002. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 27 set. 2002. Seção 1, p. 25-26. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).Portaria Nº 76 de 14 de abril de 2010. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 de abril de 2010. Seção 1, p. 31. BRASIL. Regulamento Geral dos Programas de Pós-graduação “Stricto sensu” da Universidade Federal de Alagoas. Resolução n 50/2014-CONSUNI/UFAL, de 11 de agosto de 2014. BRZEZINSKI, I. Pedagogia, pedagogos e formação de professores: busca e movimento. 5. ed. Campinas: Papirus, 2000. BURIOLLA, M. Estágio supervisionado. São Paulo: Cortez, 1995. CARDOSO, W; GUEDIN, E. Estágio Docência na formação de Professores Mestres para e Ensino de Ciências na Amazônia. Encontro Nacional de Pesquisa em Educacao em Ciencias. Florianopolis, 8 de novembro de 2009. FISCHER, T. Tréplica - reimaginar a Pós-Graduação: resgatando o elo perdido. Rev. adm. contemp., Curitiba, v. 14, n. 2, abr. 2010. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GARCIA, Maria Lúcia Teixeira; NOGUEIRA, Vera Maria Ribeiro. Reflections on Post-graduate education in Social Work in Brazil through the staff profile. Revista Katálysis, [s.l.], v. 20, n. 2, p. 155-164, ago. 2017. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/1982-02592017v20n2p155. GATTI, B. A. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília: Plano 2002. GUERRA, Y. BRAGA, M. Supervisão em Serviço Social. Revista Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. S/A. LIMA, M. Estágio e docência. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2008. MARINI, R. Subdesarrollo y revolución. México D.F. Sigloveinteuno. 5 edición ampliada, 1974. MASETTO, M. Competência Pedagógica do Professor Universitário. SP: Summus, 2003. PERRENOUD, P. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. P. Alegre: Artmed, 2001. PIMENTA, S.; LIMA, M. Estágio e Docência. 6. Ed – São Paulo: Cortez, 2011. PIMENTA, S; ANASTACIOU, L. Docência no ensino superior. Ed. Cortez 3 edição.São Paulo, 2008. PIMENTA, S. O estágio na formação de professores: unidade teoria e prática? 7.ed. São Paulo, Cortez, 2006. ROMÊO, J.R; ROMÊO,C.I; JORGE, V.L. Estudos de pós-graduação no Brasil. Rio de Janeiro: UNESCO, 2004. SANTOS, C. Tradições e contradições da pós-graduação no Brasil. Educação & Sociedade. Print ISSN 0101-7330, Educ. Soc. vol.24 no.83 Campinas Aug. 2003 doi: 10.1590/S0101-73302003000200016. cassiom@acad.unibh.br disponível em: www.espacocademico.com.br/004/44pc.santos. VASQUEZ, A. Filosofia da práxis. 1.ed. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciências Sociales – CLACSO: São Paulo: Expressão Popular, 2007.
2614 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL, COMBATE AO RACISMO E TRABALHO COM FAMÍLIAS Tales Willyan Fornazier Moreira;Petula Marcelino da Silva Santos; Serviço Social. Estágio Supervisionado. Antirracismo. Trabalho no SUAS. As reflexões aqui desenvolvidas, são fruto de uma experiência profissional no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) de Guará, interior de São Paulo, especificamente do trabalho desenvolvido com famílias no âmbito do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), em parceria com as estagiárias de Serviço Social. O objetivo aqui proposto é compartilhar algumas das experiências antirracistas construídas nesse período, com destaque para o trabalho com grupos no interior do PAIF e a potencialidade do estágio supervisionado nesse contexto. A experiência aqui relatada nos evidencia que o estágio também pode se constituir numa possibilidade de qualificação do trabalho do(a) supervisor(a) de campo e que o debate étnico-racial e a construção de estratégias de combate ao racismo, devem fazer parte não apenas do cotidiano profissional dos(as) Assistentes Sociais nos diversos espaços sócio-ocupacionais como, fundamentalmente, da formação profissional. Compreendemos que apenas dessa forma, será possível a materialização do projeto de formação contido nas Diretrizes Curriculares da ABEPSS (1996), visto que esta pressupõe a apreensão crítica do processo histórico como totalidade. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (ABEPSS). Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social. Rio de Janeiro, 1996. Disponível em: http://www.abepss.org.br/arquivos/textos/documento_201603311138166377210.pdf. Acesso em: 08 mai. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (ABEPSS). 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2615 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL NA UFF – RIO DAS OSTRAS Aline da Silva Praxedes Vieira Consoli Lima;Bruno Ferreira Teixeira;Letícia Barros Palma da Rosa;Paula Martins Sirelli;Rodrigo Teixeira;Sandra Caldeira de Oliveira; Estágio supervisionado. Serviço Social. Trabalho. Formação profissional. O presente artigo tem como objetivo apresentar as estratégias construídas pela equipe de estágio do curso de Serviço Social da UFF Rio das Ostras que se conformam como resistências à precarização da formação e do trabalho profissional. Foram destacadas algumas experiências desenvolvidas nos últimos 10 anos. Para isso, utilizou-se de um levantamento documental, considerando registros da Coordenação de Estágio, atas de reuniões e dos Fóruns de Supervisão de Estágio, além de revisão bibliográfica. Conclui-se que o estágio supervisonado, entendido como espaço privilegiado para o conhecimento da realidade, só pode ser compreendido quando se leva em consideração o contexto no qual se insere. Pode ser considerado enquanto espaço de formação para todos os sujeitos que o compõem, sujeitos esses que devem atuar objetivando a interlocução entre universidade e sociedade e pautando-se pelo Projeto Ético Político da profissão. É mister destacar que este artigo é parte da pesquisa que visa construir o perfil das/os supervisoras/es de campo de estágio do referido curso. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ABEPSS. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Brasília, 2010. ASSUNÇÃO, V. N. F., et al. Pesquisa perfil do estudante do curso de Serviço Social da UFF – Rio das Ostras. Rio das Ostras, 2019. BRASIL. Lei nº 1984 de 10 de abril de 1992. Cria o município de Rio das Ostras, a ser desmembrado do município de Casimiro de Abreu. CARVALHO, C. C., et al. As tramas da formação profissional - a articulação estágio supervisionado e trabalho profissional através de uma experiência curricular e perspectivas para pesquisa participante no campo do Serviço Social. In: XVI ENPESS, 2018, Vitória. Anais do XVI ENPESS 2018. CFESS. Resolução 533/2008. Regulamenta a supervisão direta de estágio no Serviço Social. 2008 EXAME. 25 cidades que tiveram um boom populacional no Brasil. Disponível em: https://exame.abril.com.br/brasil/25-cidades-que-sofreram-um-boom-populacional-no-brasil/. Acesso em 1 de maio de 2020. G1. Prefeitura de Rio das Ostras, RJ, divulga resultado de concurso. Disponível em: http://g1.globo.com/rj/serra-lagos-norte/noticia/2012/12/prefeitura-de-rio-das- ostras-rj-divulga-resultado-de-concurso.html Acesso em 1 de maio de 2020. G1. Aprovados em concurso de 2012 protestam pedindo convocação em Rio das Ostras, no RJ. Disponível em:https://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/ 2020/03/02/aprovados-em-concurso-de-2012-protestam-pedindo-convocacao-em-rio-das-ostras-no-rj.ghtml Acesso em 1 de maio de 2020. G1. Justiça determina suspensão de processo seletivo para 1.300 vagas na Prefeitura de Macaé, RJ. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/justica-determina-suspensao-de-processo-seletivo-para-1300-vagas-na-prefeitura-de-macae-rj.ghtml Acesso em 1 de maio de 2020. GUERRA, Y. O Estágio Supervisionado como Espaço da Unidade Dialética entre Teoria e Prática: o perfil profissional em disputa. SANTOS, C. M.; LEWGOY, A. M.B.; ABREU, M. H. E. A Supervisão de Estágio em Serviço Social: aprendizado, processos e desafios. Coletânea Nova de Serviço Social. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. PMM. Prefeitura Municipal de Macaé. http://www.macae.rj.gov.br/conteudo/leitura/ titulo/crescimento-economico Acesso em 1 de maio de 2020. PMRO. Prefeitura Municipal de Rio das Ostras. https://www.riodasostras.rj.gov.br/dados-municipais/. Acesso em 1 de maio de 2020. SIRELLI, P. M. O trabalho dos assistentes sociais em Rio das Ostras e Macaé: notas reflexivas. In: XIII ENPESS, 2012, Juiz de Fora. Anais do XIII ENPESS, 2012. TEIXEIRA, R., TEIXEIRA, L. A Supervisão Acadêmica de Estágio em Questão. In: Serv. Soc. & Saúde, Campinas, SP v.14, n. 2 (20), jul./dez. 2015. TEIXEIRA, L. S. C. KAPP, P;. A Dimensão política da centralidade do estágio na formação do assistente social. . In: XIII ENPESS, 2012, Juiz de Fora. Anais do XIII ENPESS, 2012. UFF. Política de Estágio do curso de Serviço Social da UFF - campus Rio das Ostras. Disponível em: http://www.noticias.uff.br/bs/2016/10/174-2016.pdf. Acesso em 23 de maio de 2020. YAZBEK, M. C. O significado sócio-histórico da profissão. In: CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (org.). Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS: ABEPSS, 2009.
2616 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DO/A ASSISTENTE SOCIAL NA ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL Ana Ligia Alcindo silva Araujo; O presente artigo é resultante do processo de vivência em campo de estágio na área da educação. Sendo assim, no decorrer do texto existe um ordenamento de reflexões e análises que foram feitas ao longo desse processo a partir do cotidiano profissional vivenciado entre maio de 2014 a junho de 2015 no IFRN Reitoria, situado na zona Sul de Natal, no território do bairro Tirol. Com isso, a produção textual problematiza e analisa as configurações do campo e, por conseguinte, aponta as condições que se apresenta a política de Assistência Estudantil no IFRN Reitoria, as quais possuem raiz em um passado histórico e que este traz consigo diversos rebatimentos aos estudantes daquela instituição nos tempos atuais. Do mesmo modo, expõe um debate critico sobre os desafios e limites que têm se apresentado ao exercício profissional do/a Assistente Social na política de Educação, mais precisamente no âmbito do IFRN Reitoria, bem como a explanação sobre os entraves e dificuldades à materialização equânime da politica de assistência estudantil como um direito dos estudantes.
2617 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA A CENTRALIDADE DO MARXISMO EM PRODUÇÕES BIBLIOGRÁFICAS DO SERVIÇO SOCIAL Bruna Moura;Maria Lúcia Machado Aranha; Marxismo. Serviço Social. Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do Serviço Social Este trabalho é fruto de uma pesquisa relativa ao Trabalho de Conclusão de Curso, que teve como fonte de coleta de dados trabalhos publicados nos anais do Encontro Nacional de Pesquisa em Serviço Social, com recorte das edições de 2006 a 2016. A pesquisa tomou como objeto de estudo a atualidade (ou não) da teoria social de Marx no Serviço Social, definindo-se como objetivo analisar se e como tem se dado a apropriação da tradição marxiana/marxista pelo Serviço Social. O estudo, de natureza teórico-documental, fundamentou-se no materialismo histórico dialético, teve uma abordagem predominantemente qualitativa, embora tenha recorrido, em alguma medida, à dimensão quantitativa. No processo de pesquisa bibliográfica que tipificou as análises preliminares do tema, recorreu-se a livros e publicações periódicas, teses, dissertações, anais de encontros científicos e publicações disponíveis em meio eletrônico. Para a coleta de dados, utilizou-se a metodologia proposta por Aldler e Doren (2010), a partir dos seguintes níveis de leitura: leitura inspecional, leitura analítica e leitura sintóptica. Após o levantamento de 210 trabalhos contidos no eixo de Fundamentos Históricos Teórico-Metodológico ou que apresentavam alguma palavra-chave relacionada à temática, procedeu-se à leitura inspensional dos seus resumos, selecionando-se os que tratavam mais diretamente da temática, de modo que restaram 74 trabalhos, os quais passaram integralmente pela leitura analítica. Depois desta etapa de leitura, foram selecionados 44 trabalhos, de maneira que, nestes, foi realizada a leitura sintóptica. Os principais resultados indicaram que a teoria social de Marx é a mais utilizada nos trabalhos analisados. IAMAMOTO, M. V; CARVALHO, R. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 15. ed. São Paulo: Cortez, 2003. IAMAMOTO, M. V. As Dimensões Ético-políticas e Teórico-metodológicas no Serviço Social Contemporâneo. XVIII Seminário Latinoamericano de Escuelas de Trabajo Social,. San José, Costa Rica, 12 de julio de 2004, originalmente publicado nos Anais do referido Seminário: MOLINA, M. L. M. (Org.) La cuestión social y la formación profesional en el contexto de las nuevas relaciones de poder y la diversidade latinoamericana. San José, Costa Rica: ALAETS/Espacio Ed./Escuela de Trabajo Social, 2005, p. 17-50. MARX NETTO, J.P. O marxismo e seus rebatimentos no Serviço Social: notas sobre marxismo de Serviço Social, suas relações e a questão do seu ensino. Cadernos ABESS. 2016. p.76-95. Disponível em: www.abepss.org.br/.../o-marxismo-e-seus-rebatimentos-no-servico-social-jose-paulo-. Acesso em 7 mar. 2017 NETTO, J.P O Movimento de Reconceituação 40 anos depois. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, ano 26, n. 84, Cortez, 2005. NETTO, J.P. Crise Global contemporânea e barbárie. In: Liberalismo e socialismo: Velhos e Novos paradigmas. São Paulo: UNESP, p.183-200,1996. NETTO, J.P. Introdução ao estudo do método em Marx. São Paulo: Boitempo, 2011. PAULA, J.A. A atualidade do marxismo. Cadernos ABESS. 2016. p.64-75. Disponível em: http://www.abepss.org.br/arquivos/anexos/o-marxismo-e-seus-rebatimentos-no-servico-social-jose-paulo-netto-joao-antonio-de-paula-201609020231020166010.pdf. Acesso em Acesso em 07 mar. 2017. SANTOS, J. S. Neoconservadorismo Pós–moderno e Serviço Social Brasileiro. São Paulo: Cortez, 2007. SANTOS, Bruna Mariana Oliveira. A atualidade do marxismo no Serviço Social: um estudo com base na produção bibliográfica acerca dos fundamentos históricos e teórico-metodológicos. 2017. 121 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Universidade Federal de Sergipe, São Cristovão, 2017. YASBEK. M. C. O significado sócio-histórico da profissão. In: CFESS/ABEPSS. Serviço social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009.
2618 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL NOS CONSELHOS MUNICIPAIS E NO COLEGIADO TERRITORIAL DO ALTO SERTÃO SERGIPANO. Taiane Almeida do Nascimento; O presente artigo foi elaborado a partir do Curso de Especialização em Residência Agrária (Agroecologia, Questão Agrária, Agroindústria e Cooperativismo), justifica- se pela necessidade da participação popular nas instâncias de Controle Social com vistas a problematizar e propor ações concretas que fortaleçam esta relação. A Constituição de 1988 ratifica a democracia direta no seu Capítulo II - Dos Direitos Sociais, “É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação” (art.10), ou seja, o debate em espaços coletivos para a exposição de ideias, propostas e ações de decisão. O objetivo geral da pesquisa foi investigar como se dá a articulação do Colegiado Territorial do Alto Sertão Sergipano com os CMDRS para ampliar o Controle Social das Políticas de Desenvolvimento Rural Sustentável, e, ao mesmo tempo reforçar essa relação. Para isso foram cumpridos objetivos específicos: acompanhar a dinâmica do Colegiado Territorial do Alto Sertão Sergipano; investigar a legislação e as Políticas de Desenvolvimento Sustentável e socializar os resultados da pesquisa e apoiar o processo de aproximação entre Colegiado e CMDRS. Este trabalho se orienta pelo método dialético, por aproximar-se da realidade concreta dos sujeitos históricos em sua dinâmica e contradições. Em busca de compreender a participação popular nos conselhos gestores e no colegiado territorial do Alto Sertão Sergipano a metodologia da pesquisa utilizada foi a entrevista semiestruturada com 10 pessoas, sendo 06 dos CMDRS priorizando-se representantes da sociedade civil. BRASIL. Senado Federal. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 1988. ______.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Cidades. Disponível em: http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/uf.php?lang=&coduf=28&search=sergipe. ______. Ministério do Desenvolvimento Agrário. II Plano Nacional de Reforma Agrária: Paz, Produção e Qualidade de vida no meio rural. Aracaju, Sergipe, 2003. ______. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. II- Plano Regional de Reforma Agrária – PRRA. Aracaju, Sergipe, 2004. ______.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Procuradoria Federal Especializada junto ao Incra. Lei 8629/93 Comentada por Procuradores Federais: Uma contribuição da PFE/Incra para o fortalecimento da reforma agrária e do direito agrário autônomo. Brasília: INCRA, 2011. GOHN, Maria da Glória. Conselhos Gestores e Gestão Pública. São Paulo: Ciências Sociais Unisinos, 2006. Disponível em: NASCIMENTO, Taiane Almeida do. O Controle Social no Alto Sertão Sergipano em Conjunto com o Colegiado Territorial. Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório em Serviço Social. São Cristóvão: UFS, 2010. OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Barbárie e Modernidade: As Transformações no Campo e no Agronegócio no Brasil. In: Revista Terra Livre, 21. São Paulo: AGB, ano 19, v 02, Julho- dez de 2003, p. 113-156. RAICHELIS, R. EsfBRASIL. Senado Federal. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 1988. ______.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Cidades. Disponível em: http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/uf.php?lang=&coduf=28&search=sergipe. ______. Ministério do Desenvolvimento Agrário. II Plano Nacional de Reforma Agrária: Paz, Produção e Qualidade de vida no meio rural. Aracaju, Sergipe, 2003. ______. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. II- Plano Regional de Reforma Agrária – PRRA. Aracaju, Sergipe, 2004. ______.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Procuradoria Federal Especializada junto ao Incra. Lei 8629/93 Comentada por Procuradores Federais: Uma contribuição da PFE/Incra para o fortalecimento da reforma agrária e do direito agrário autônomo. Brasília: INCRA, 2011. GOHN, Maria da Glória. Conselhos Gestores e Gestão Pública. São Paulo: Ciências Sociais Unisinos, 2006. Disponível em: NASCIMENTO, Taiane Almeida do. O Controle Social no Alto Sertão Sergipano em Conjunto com o Colegiado Territorial. Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório em Serviço Social. São Cristóvão: UFS, 2010. OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Barbárie e Modernidade: As Transformações no Campo e no Agronegócio no Brasil. In: Revista Terra Livre, 21. São Paulo: AGB, ano 19, v 02, Julho- dez de 2003, p. 113-156. RAICHELIS, R. Esfera Pública e Conselhos de Assistência Social: Caminhos da construção democrática. São Paulo: Cortez, 2005. STÉDILE, João Pedro. Tendências do Capital na Agricultura In: A Questão Agrária no Brasil: O debate na década de 2000. São Paulo, SP: Editora Expressão Popular, 2013. era Pública e Conselhos de Assistência Social: Caminhos da construção democrática. São Paulo: Cortez, 2005. STÉDILE, João Pedro. Tendências do Capital na Agricultura In: A Questão Agrária no Brasil: O debate na década de 2000. São Paulo, SP: Editora Expressão Popular, 2013.
2619 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA CONSELHO TUTELAR NO MUNICÍPIO DE APODI – RN: PRINCIPAIS DESAFIOS PARA SUA ATUAÇÃO Débora Rute de Paiva Mota;Maciana de Freitas e Souza; O presente trabalho pretende refletir sobre a atuação do Conselho Tutelar no município de Apodi-RN. Buscando uma relação com a realidade nacional faz uma análise sobre o processo histórico das lutas pela assistência à criança e ao adolescente focando desde as primeiras iniciativas de enfrentamento a essa realidade até a materialização do Estatuto da Criança e do Adolescente. Para tanto, além de proceder à revisão da literatura, estamos ancorados nos dados produzidos mediante realização de entrevistas semiestruturadas com a finalidade de conhecer os limites e desafios que os conselheiros enfrentam para desenvolver o seu trabalho. Conclui-se que há falta de estrutura e infraestrutura, política de capacitação dos conselheiros tutelares, assim como uma ausência de política de assistência integral que atue nas demandas postas pela condição de vitimadas e seus familiares, fatores primordiais para um bom desempenho e para a seguridade da garantia dos direitos das crianças e adolescentes.
2620 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA DE ESTÁGIO NO CENTRO DE PROMOÇÃO SOCIAL MUNICIPAL DE LIMEIRA-SP Rayoni Ralfh Silva Pereira Salgado;Fernanda Aparecida Mendes;Monique Fernanda de Lima Santana; Estágio Supervisionado, Política de Estágio, Sistema Único de Assistência Social O estágio supervisionado é imprescindível na formação profissional, pois, é nesta fase que os estudantes apreendem a correlação entre teoria e prática, apropriando-se de conhecimentos e ferramentas que possibilitarão o desenvolvimento de consciência crítica e prática profissional qualificada. Neste sentido, entende-se o estágio como ato educativo monitorado, desenvolvido em ambiente que visa à preparação para o trabalho produtivo. Desta forma, torna-se necessário o acompanhamento sistemático dos estagiários, junto aos supervisores, buscando-se promover maior integração destes com a instituição contratante. O presente relato de experiência tem por objetivo apresentar o processo de implantação da Política de Estágio no Centro de Promoção Social Municipal CEPROSOM do município de Limeira-SP. ALONSO, M. Formar professores para uma nova escola. In: QUELUZ, A. G.; ALONSO, M. O trabalho docente: teoria & prática. São Paulo: Pioneira, 2003. BRASIL. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 26 de set. 2008. ______. Política Nacional de Educação Permanente do SUAS/ Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – 1ª ed. – Brasília: MDS, 2013. ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Capacitação do SUAS. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Assistência Social, 2011. ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS - NOB-RH/SUAS. Brasília, 2006. BURIOLLA, Marta Alice Feiten. Supervisão em serviço social: o supervisor, sua relação e seus papéis. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2003. ______. O estágio supervisionado. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2001. FERNANDES. R. M. C. Educação Permanente e Políticas Sociais. Campinas: Papel Social, 2016. LEWGOY, Alzira Maria Baptista. Supervisão de estágio em serviço social: desafios para a formação e exercício profissional. São Paulo: Cortez, 2009. LIMEIRA. Decreto nº. 44, de 12 de Fevereiro de 2016. Institui o Núcleo Municipal de Educação Permanente do Sistema Único de Assistência Social – NMEP/SUAS. Limeira: 2016.
2621 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE Cleverton Alves de Souza;Maria da Conceição Almeida de Vasconcelos;Ana Karla Goes Costa;Catarina Nascimento de Oliveira; Estágio Supervisionado em Serviço Social. Formação Profissional. Saúde. Atenção Básica. Este trabalho tem como objetivo trazer algumas reflexões sobre o estágio supervisionado em Serviço Social, realizado na Unidade de Saúde da Família (USF) Amélia Leite – Aracaju/SE. Relata a experiência de elaboração de um fluxo integrado de atendimento às gestantes, cuja demanda foi identificada a partir de discussões e observações conjuntas entre os supervisores (pedagógico e de campo) e o estagiário. Parte-se da compreensão do estágio enquanto espaço privilegiado que permite capturar as contradições e limites existentes na dinâmica institucional e no fazer profissional, aprofundar os fundamentos que compõem as dimensões do processo formativo, além de estimular um olhar crítico em relação às demandas, às potencialidades, às fragilidades e aos desafios enfrentados pelo assistente social no cotidiano profissional. Para tanto, busca-se fazer uma contextualização do lócus do estágio e do papel do assistente social na atenção básica, descrever a experiência desenvolvida com a equipe da Unidade de Saúde e gestantes usuárias dos serviços, além de reflexões sobre o estágio na formação profissional do discente. Pontua-se que, para além das dificuldades e desafios do trabalho em equipe, a experiência contribuiu para a redefinição de procedimentos, e, consequentemente, com a possibilidade de ações de atendimento à saúde mais integradas. ARACAJU (Brasil). Protocolo do Serviço Social nas Redes de Saúde do SUS/Aracaju. GOMES; L.V. B.; LEITE; M. C. T, BELFORT; S. R. C. (org.). Secretaria Municipal de Saúde. Aracaju, SE, 2016. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (Brasil). Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social. Cadernos ABEPSS, São Paulo, Cortez, n. 7, 1997. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (Brasil). Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS. 2010. Disponível em:< http://www.cfess.org.br/arquivos/pneabepss_maio2010_corrigida.pdf > Acesso em:13 jan. 2018. BRASIL. Portal do Planalto. Lei nº 8.862, de 7 de junho de 1993. Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências. Brasília, DF: Portal do Planalto, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8662.htm. Acesso em: 18 nov. 2018. BRASIL. Portal do Planalto. Lei nº 11.778, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes. Brasília, DF: Portal do Planalto, 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11788.htm. Acesso em: 17 nov. 2018. FORTI, V.; GUERRA, Y. “Na prática a teoria é outra”. In: FORTI, V.; GUERRA, Y. (org.). Serviço Social: temas e contextos. RIO DE JANEIRO: LUMEN JURIS, 5 ed., 2016. IAMAMOTO, M. V. e CARVALHO, R. de Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 10° ed. São Paulo: Cortez, 2006. ORTIZ, F. G. Desafios contemporâneos para o processo de estagio e supervisão em Serviço Social. In: FORTI, V.; GUERRA, Y. (org.). Serviço Social: temas e contextos. RIO DE JANEIRO: LUMEN JURIS, 5 ed., 2016.
2622 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA REFORMISMO DE ESQUERDA E REFORMA POLÍTICA Giselle Soares; reforma política, esquerda brasileira, cenário sociopolíitco, democracia brasileira O texto refere-se a resenha sobre o livro indicado no título. Apresenta-se a temática e uma problematização sobre a obra que aborda o processo histórica da política mundial e brasileira, com base nos processos que se configuram como reforma política. HENRIQUES, Luiz Sérgio. Reformismo de Esquerda e Democracia Política. Brasília: FAP/Verbena editora, 2018. BOBBIO, Norberto. O Futuro da Democracia. São Paulo: Paz e Terra, 2000. COUTINHO. Carlos Nelson. A Democracia como Valor Universal: notas sobre a questão democrática no Brasil. São Paulo: Livraria Editora Ciência, 1980. OLIVEIRA, Francisco de. Brasil uma Biografia Não Autorizada. São Paulo: Boitempo, 2018.
2623 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA DOCÊNCIA E SERVIÇO SOCIAL Jeniffer Carvalho; Serviço Social, Docência, Exercício Docente, Publicações Científicas Resumo: Este trabalho possui como objetivo geral contribuir na discussão de como a docência em Serviço Social tem sido abordada e compreendida nas publicações produzidas pela categoria profissional em relação ao exercício docente, e sua importância no processo formativo. A identificação e recorte da temática se dão devido a observações percebidas em toda graduação da ausência do debate desse espaço sócio ocupacional tanto em sala de aula quanto em congressos e seminários da área. Quanto aos objetivos específicos pretendem tanto realizar uma aproximação sobre a trajetória da categoria profissional na área docente, quanto compreender como o Serviço Social tem pensado e direcionado o exercício da docência na formação profissional em suas produções científicas. Para alcançá-los, foi realizada uma pesquisa em 15 revistas da área específica de Serviço Social, com ênfase nos artigos elegidos no recorte compreendido entre os anos de 2010 e 2018. O resultado demonstrou a quantidade reduzida de publicações acerca da docência, representando apenas 0,2% do total de artigos. Ao analisar as publicações e as abordagens, depreendeu-se que elas são permeadas por temáticas como adoecimento docente, precarização/sobrecarga de trabalho e produtivismo acadêmico. A ênfase desses artigos está na pós-graduação, ficando a graduação fora do debate. Não trazem, por fim, em um quadro geral, densas contribuições ao processo formativo no que se refere ao exercício docente.
2625 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS APRESENTAÇÃO - ANAIS II ENMSS WESLEY HELKER FELÍCIO SILVA;DIEGO TABOSA DA SILVA;
2626 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O BRASIL FRENTE AO SISTEMA INTERAMERICANO DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS EMILLY PEREIRA RODRIGUES;GUSTAVO LAEL PIMENTEL VELOSO OLIVEIRA;LEANDRO LUCIANO SILVA RAVNJAK;
2627 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A POLÍTICA DE REDUÇÃO DE DANOS COMO POSSÍVEL ESTRATÉGIA ÉTICA NOS ATENDIMENTOS DE ASSISTENTES SOCIAIS EM INSTITUIÇÕES DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL VERITA PERPÉTUA SARAIVA;CARLA CRISTINA ALVES CANGUSSU;MARISNEI SOUZA DOURADO;
2628 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MAL ESTAR NA PRISÃO: uma análise do serviço social no sistema prisional DANIELA ALVES CUNHA;
2629 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CENTRALIDADE DA ÉTICA FRENTE À SOCIEDADE DA AFRONTA LENI MARIA PEREIRA SILVA;LUCINEY SEBASTIÃO SILVA;
2630 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A LUTA CEGA DA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS Mirian Maria de Oliveira;
2631 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS EM NOME DA ORDEM E DO PROGRESSO: influência da esquerda pós-moderna nos movimentos sociais Igor Medeiros Rocha;
2632 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS NOTAS SOBRE A REVOLUÇÃO PASSIVA NO BRASIL Bruna Figueiredo Oliveira;
2633 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MOVIMENTO SINDICAL NO BRASIL DA DÉCADA DE 1990 À DE 2000: continuidades e rupturas Victória Matias dos Santos e Souza;
2634 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CONSTRUÇÃO DA RACIALIDADE: colonização e racismo na formação do Brasil Andressa Ângela Siqueira;
2635 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DE FABRICAS DE CALCINHAS A SALAS ROSAS: A Política Da Violência Contra a Mulher Da Ministra Damares Alves Maria de Medeiros Martins;Paloma Lima dos Santos;Fernanda Cristina de Oliveira Ramalho Diniz;
2636 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS GÊNERO, CULTURA E DEMOCRATIZAÇÃO: transformações do feminino na música como um reflexo da vida social. Luci Helena Silva Martins;
2637 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS HOMOFOBIA FAMILIAR E SERVIÇO SOCIAL: A importância do assistente social frente a demandas LGBT+ Geovanna da Silva Dias;
2638 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS TRABALHO INFANTIL: uma perspectiva à luz da vulnerabilidade socioeconômica e do contexto familiar Luísa Eugênia Rafael Pereira;Silvania Aparecida da Silva;Marina Francielle Alexandre Soares;
2639 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SEGURANÇA ALIMENTAR COM INCLUSÃO PRODUTIVA DA AGRICULTURA FAMILIAR: Um estudo dos agricultores familiares participantes do PNAE no município de Ladainha MG MARIANE RODRIGUES SILVA;NADJA MARIA GOMES MURTA;
2640 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ACIRRAMENTO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS: da proteção social à política de estado mínimo Ivone Mendes Ferreira;
2641 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ANÁLISE HISTÓRICA DOS ATENDIMENTOS EM UM CENTRO MAIS VIDA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DO IDOSO Luciana Colares Maia;Maximo Alessandro Mendes Ottoni;Ely Carlos Pereira de Jesus;Lucas Gonçalves Andrade;Thomaz de Figueiredo Braga Colares;
2642 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CIDADANIA, REPÚBLICA E DEMOCRACIA NO BRASIL: Pressupostos para o debate sobre o controle social e participação popular Cristiano Costa de Carvalho;Marisaura dos Santos Cardoso;
2643 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CONTRARREFORMA DO ENSINO MÉDIO E A REDE DE ENSINO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO Jessyca Pacheco Pozzi;
2644 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CRISE DO CAPITAL: Refletindo a política social contida na categoria função social da cidade Sueli do Nascimento;Celena Pereira Rabello;
2645 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CRISE E BARBÁRIE NO BRASIL: muitas dimensões, uma só direção Maria Isabel Gonçalves Bezerra;Evily Sara Freire de Souza;Wesley Helker Felício Silva;
2646 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA DE PREVIDÊNCIA SOCIAL NO BRASIL: Lutas, conquistas e neoliberalismo Crisleide Elionã Maria da Silva;Lydia Vitória Firmino Pereira Ramos;Maria Eduarda Alexandre de Araujo;Milena da Silva Ribas;
2647 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS LAZER E SERVIÇO SOCIAL: Breves considerações e sua relação para com os adolescentes Luísa Eugênia Rafael Pereira;Silvânia Aparecida da Silva;
2648 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: Um breve histórico e contribuições Ana Maria Carvalho Cruz;Daniele Sampaio Gonzaga;Kleyne Janne Costa de Souza;Sabrina Costa Boaventura;
2649 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS NEOLIBERALISMO NO BRASIL: agravamento da ausência de um capitalismo autônomo Handerson Leonidas Sales;Antônio Dimas Cardoso;
2650 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS POLÍTICAS PÚBLICAS TERRITORIAIS: Desafios e perspectivas para o desenvolvimento local Patrícia Morais Lima;João Lucas Gomes Oliveira;
2651 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS AS CONTRIBUIÇÕES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS CRIANÇAS ATENDIDAS NA REDE DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC Ana Laura Pacheco Alves;
2652 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS QUEM LEGISLA ‘PELAS’ MULHERES? AS CONSEQUÊNCIAS DA (SUB) REPRESENTATIVIDADE DO SUJEITO FEMININO E DO USO DE INSTRUMENTOS LEGISLATIVOS NAS DISPUTAS DE PROJETOS SOCIETÁRIOS Amanda Freitas Souza;
2653 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS REBATIMENTOS DA IDEOLOGIA NEOLIBERAL NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NA ATUALIDADE Ricardo William Guimarães Machado;Celena Pereira Rabello;Jorge Luiz Florentino Ribeiro Filho;
2654 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS UMA PONTE PARA O DESASTRE SOCIAL E A EXPROPRIAÇÃO DO FUNDO PÚBLICO NO BRASIL Brenda Alyne Alves Nogueira;Nathália Eliette Barbosa;Wesley Helker Felício Silva;
2655 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS UTOPIA OU DISTOPIA BRASILEIRA: Origens e reflexões Handerson Leonidas Sales;Cyntia Mirella Cangussu Fernandes Sales;Antônio Dimas Cardoso;
2656 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO E AS SUAS MÚLTIPLAS INTERPRETAÇÕES À LUZ DO MARXISMO Fabíola Francielle de Jesus;Yoná Fernanda Souza Moreira;Juneo Carlos de Carvalho Boas;Vanusa de Fátima Lopes Santana;
2657 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O FRACASSO DO BEM-ESTAR SOCIAL NA DEMOCRACIA BRASILEIRA Erica Aline Aparecida de Araújo Soares;
2658 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CONSOLIDAÇÃO DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO PROFISSIONAL NO PROCESSO DE TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL SCARLET GOMES PRATES;SUZANA ALVES SANTOS BARROS;THAINARA SOARES VELOSO;
2659 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CONSCIÊNCIA DE CLASSE E FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: ação política do movimento estudantil em cena LUCILA DE SOUZA ZANELLI;BRENDA SOARES RODRIGUES;BRUNA ALEXANDRA SILVA E BRIGO;ANA CARLA COSTA;LETICIA FERNANDA ALVES SILVA;
2660 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CONSCIÊNCIA DE CLASSE E O MOVIMENTO ESTUDANTIL DE SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO LUCILA DE SOUZA ZANELLI;LESLIANE CAPUTI;
2661 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DECADÊNCIA IDEOLÓGICA E FORMAÇÃO DO PARTIDO DA ORDEM NO BRASIL: problemáticas e refração no serviço social ELTON LUIZ DA COSTA ALCANTARA;JONES MANOEL DA SILVA;
2662 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DILEMAS DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL EM TEMPOS DE CONSERVADORISMO: o serviço social clínico na particularidade de Goiás DANÚBIA DE BRITO RODRIGUES SILVA;CARLA AGDA GONÇALVES;DANIELA KEDNA FERREIRA LIMA;
2663 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DISCURSO, PRÁTICA E CONTRADIÇÃO: A influência do Cristianismo na atuação dos assistentes sociais graduados pela UEMG/Abaeté BÁRBARA ALVES DE OLIVEIRA;FLÁVIO TEIXEIRA DE SOUZA;
2664 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ÉTICA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: Um estudo em Teófilo Otoni-MG THAISA SILVA MARTINS;
2665 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS FAMÍLIA: UMA PERSPECTIVA DE ANÁLISE PARA O ASSISTENTE SOCIAL FLÁVIO TEIXEIRA DE SOUZA;
2666 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O FAZER PROFISSIONAL DO/A ASSISTENTE SOCIAL NA EDUCAÇÃO: Considerações a partir da inserção nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia GRAZIELLE NAYARA FELÍCIO SILVA;
2667 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MUNDO DO TRABALHO NO CAPITALISMO: Organizações econômicas e a exclusão social ENE PELTMAN SOUSA CRUZ;VICTOR DE FREITAS ROCHA;VIVIANE BERNADETH GANDRA BRANDÃO;
2668 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O PROCESSO DE DIFERENCIAÇÃO E DIVERSIFICAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR E OS REBATIMENTOS AO SERVIÇO SOCIAL CARLA AGDA GONÇALVES;DANIELA KEDNA FERREIRA LIMA;DANÚBIA DE BRITO RODRIGUES SILVA;
2669 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OS DESAFIOS ENFRENTADOS NA SUPERVISÃO EM SERVIÇO SOCIAL NOS EQUIPAMENTOS DO SUAS EM ABAETÉ-MG E REGIÃO SILVÂNIA SILVA;JAQUELINE OLIVEIRA;
2670 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS QUESTÃO SOCIAL E CUIDADOS PALIATIVOS ONCOLÓGICOS: Estratégias de Intervenção do Serviço Social na Dor Social ANDREA GEORGIA DE SOUZA FROSSARD;ALINE BAPTISTA AGUIAR;DOLORES FONSECA;
2671 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL, POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL E QUESTÃO SOCIAL: Análise de entrevistas de estudantes participantes do PAISE de um Instituto Federal no Estado baiano. ANA MARIA CARVALHO CRUZ;SABRINA COSTA BOAVENTURA;
2672 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS TRABALHO NO CAPITALISMO CONTEMPORANEO: a inter-relação entre tecnologia, intensificação do trabalho e diminuição do tempo de não trabalho JANE VIVIANE DA SILVA;MÔNICA ESTEVES PEREIRA E MOREIRA;
2673 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS VIDAS EM MOVIMENTOS: As jornadas migratórias de médicos cubanos em Montes Claros e seu processo de formação profissional CLEIBY SANTOS BRAGA;
2674 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CRIATIVIDADE E SERVIÇO SOCIAL: o trabalho da/o assistente social em um abrigo institucional e o emprego da literatura infantil como ferramenta de ensinagem FABÍOLA FRANCIELLE DE JESUSU;JUNEO CARLOS DE CARVALHO BOAS;YONÁ FERNANDA SOUZA MOREIRA;VANUSE DE FÁTIMA LOPES SANTANA;
2675 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DIREITOS HUMANOS E ÉTICA EM TEMPOS DE BARBÁRIE: DIGNIDADE HUMANA CONTA? CARLA ALEXANDRA PEREIRA;
2676 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS COMO PARTE DO PROCESSO DE AUSTERIDADE ECONÔMICA E POLITICA GRASIELE COSTA DOS SANTOS FROTINI;
2677 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CENTRALIDADE DA ÉTICA E A BARBÁRIE LENI MARIA PEREIRA SILVA;
2678 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CONDIÇÃO ÉTICA ENTRE O AFETO E O ESPECTRO DO JUÍZO LUCINEY SEBASTIÃO DA SILVA;
2679 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O DESTINO DE UMA ÉPOCA: TOTALITARISMO, REALIDADE E FICÇÃO ANGELA MÁRCIA DA SILVA BRAGA;
2680 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DAS PRÁTICAS DE RESISTÊNCIA ÀS POLÍTICAS SOCIAIS SEGREGADORAS LUCI HELENA SILVA MARTINS;
2681 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DEMOCRACIA E EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NO CONTEXTO SOCIOECONÔMICO DA GLOBALIZAÇÃO LUCIANA SANTOS LENOIR;
2682 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DEMOCRACIA E O CRIME DE ÓDIO NO BRASIL: uma análise do Projeto de Lei de nº 7.582/2014 ROSANA DOS SANTOS MARTINS;
2683 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OS DESAFIOS DA DEMOCRACIA, A EDUCAÇÃO NOS DIREITOS HUMANOS E A QUESTÃO RACIAL IRACI ROSA DA SILVA;
2684 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA: Análise das contribuições dos movimentos sociais para as transformações realizadas e o cenário atual DÉBORA REGINA AMARAL;
2685 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O ESTIGMA NA SAÚDE MENTAL E O DESAFIO DE UMA NOVA MORALIDADE DIMAS RIBEIRO SALES;
2686 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL NA POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL: Diálogos reflexivos sobre a sua inserção VIVIANE BERNADETH GANDRA BRANDÃO;
2687 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PEJOTIZAÇÃO E PRECARIZAÇÃO DA RELAÇÃO DE EMPREGO MARIA FERNANDA BRAGA E SILVA;
2688 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OS SENTIDOS DO TRABALHO NA RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO MARIA FERNANDA OLIVEIRA MOURÃO;
2689 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS TRABALHO INTERMITENTE: Estudo comparado Brasil e Itália VICTOR MANOEL RANGEL SOARES;
2690 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A Onda Neoliberal no Brasil e o Desmonte das Políticas Públicas: análise das reformas trabalhistas e da previdência Luiz Claudio de Almeida Teodoro;
2691 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS UMA REFORMA EMERGENCIAL? Proposta, desenho e as implicações sociais da PEC 186 Janikelle Bessa Oliveira;
2692 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PARA SE SOCIALIZAR A POLÍTICA: mulheres negras e mandatos coletivos no Brasil Bárbara T. Sepúlveda;
2693 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS MULHER NEGRA, UM CORPO? Maria Gabriela Soares dos Santos Ruas;
2694 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS Mulher na Política: limites e desafios Romilda Sérgia de Oliveira;
2695 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ANÁLISE DO DISCURSO DE VIOLÊNCIA: mulheres negras e a interseccionalidade Iessa Batista Vieira Mendes;
2696 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PESQUISA SOBRE A CONFIGURAÇÃO E DINÂMICA DO TRABALHO PROFISSIONAL DE ASSISTENTES SOCIAIS: um estudo a partir das particularidades de Montes Claros/MG GEUSIANI PEREIRA SILVA E NASCIMENTO;
2697 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CONFIGURAÇÃO DO TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL NO CAPITALISMO NOÊMIA DE FÁTIMA SILVA LOPES;
2698 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS AS DIMENSÕES TEÓRICO-METODOLÓGICA, TÉCNICO-OPERATIVA E ÉTICO-POLÍTICA DO SERVIÇO SOCIAL NO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL ROSILENE APARECIDA TAVARES;
2699 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS EDIÇÃO COMPLETA VOLUME 3-NÚMERO 2 Revista Serviço Social em Perspectiva; Edição completo do Volume 3, Número 2, da Revista Serviço Social em Perspectiva.
2702 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS AS POLÍTICAS SOCIAIS E O CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO: Luiz Antonio dos Santos Cabral; Refletir sobre a execução e o horizonte disposto no decreto n 7.234/2010, que determina os parâmetros do Programa Nacional de Assistência Estudantil a ser pautado nas instituições federais de ensino, nos empenha refletir sobre os caminhos estabelecidos junto a uma perspectiva de prática e gestão embebidos no interior de um capitalismo contemporâneo cada vez mais afastado dos aspectos pertinentes a vida social e a classe trabalhadora. Portanto, entender assistência estudantil dispõe entender a materialidade posta, das políticas sociais, nesse Estado burguês, atrelado ao pleno processo de expansão de universidades e escolas técnicas federais no curso dos governos Lula e Dilma. BRASIL. Decreto n° 6.094, de 24 de Abril de 2007. Institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI. Brasília. Diário Oficial da União. 2007. BRASIL. Decreto n° 7.234, de 19 de julho de 2010. Dispõe sobre o Programa Nacional de Assistência Estudantil-PNAES. Brasília. Diário Oficial da União. 2010 BRASIL. Lei n° 11.892, de 29 de Dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Brasília. Diário Oficial da União. 2008 BRASIL. Lei ° 12.711, de 29 de Agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Brasília. Diário Oficial da União. 2012 BRASIL. Ministério da Educação. Institutos Federais: Concepções e Diretrizes. 2010 _______ Institutos Federais: Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em expansão. 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2703 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULO – SCFV NO ÂMBITO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: Adriana Teotonio Borges; Criança e Adolescente, Política de Assistência Social, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos O presente resumo tratou -se de um Trabalho de Conclusão de Curso para obtenção do título de especialista pela Universidade Federal de Campina Grandes (UFCG) campus de Sousa, paraíba. Teve como objetivo analisar os avanços a partir da política de assistência social e identificar desafios para a as ações no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo na particularidade do atendimento a proteção à infância e juventude. Considerando que a pesquisa está fundamentada no método crítico- dialético. Assim, os objetivos e os procedimentos de coleta de dados, classifica-se como uma pesquisa exploratória e de caráter bibliográfico. Foi possível constatar antigos e novos desafios na concretização das ações. Levando em consideração, que esse trabalho foi aprovado para os anais do XI Encontro de Grupos de Estudos e Pesquisas Marxistas (EPMARX). BRASIL, Orientações Técnicas sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Crianças e Adolescentes de 6 A 15. Disponível: http://www.blog.gesuas.com.br/static/criancas-adolescentes-6-a-15-anos.pdf, Brasil, 2010. Acesso em: 20/jul. 2019. ______. Política Nacional de Assistência Social- PNAS. Brasília- 2004. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social Disponível em : https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf. Acesso em: 10 mai. 2019. PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. D. Metodologia do trabalho científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico. 2ª. ed. Novo Hamburgo: Universidade Freevale, 2013. ______. 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2704 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A POLÍTICA DE SAÚDE E O ASSISTENTE SOCIAL NEOLIBERALISMO, FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA E COTIDIANO DE TRABALHO Tuani Alves Lima; Este artigo tem como objetivo trazer para análise os desafios que o assistente social encontra, atualmente, no seu cotidiano de trabalho dentro da política de saúde. Com esse intuito, destacamos as interferências neoliberais em tal âmbito, a partir dos anos 1990, uma vez que essa situação perpassa desde o processo de formação universitária do assistente social até o seu dia a dia de trabalho, resultando em desafios para o fazer profissional dentro da referida política. Para a construção desse debate, fez-se necessário conhecer o processo de construção da política de saúde contemporânea, bem como o processo de inserção e atuação do profissional de Serviço Social nesse campo. A construção dessa pesquisa se deu por meio do estudo de artigos científicos, livros e documentos da área do Serviço Social e pela leitura de leis e documentos de programas nacionais da política de saúde. A análise possibilitou uma compreensão mais ampla acerca dos desafios que circunscrevem o cotidiano profissional do assistente social dentro da política de saúde, demarcando como eles se engendram e se articulam, interferindo no dia a dia de trabalho. Por fim, são destacadas formas possíveis de se posicionar contra o fortalecimento dessa situação.
2705 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A PARTICIPAÇÃO POPULAR EM SAÚDE: Carla Gonçalves;André Nunes;Daniela Kedna; Saúde. Direitos. Participação Popular. Compreender a participação política da população usuária dos serviços de saúde diante das instâncias colegiadas do Sistema Único de Saúde (SUS) na particularidade do município de Goiás/GO é o objetivo deste artigo ora apresentado; expresso na análise dos resultados das pesquisas realizadas nos estudos empreendidos pelo/as autor/as. Para tanto, recorre-se à pesquisa teórica, à pesquisa documental e à pesquisa empírica – tendo como sujeitos significativos desta última pesquisa os usuários que utilizam a unidade básica de saúde com o maior número de pessoas cadastradas no município. Afirma-se que a participação popular representa um avanço significativo na defesa dos direitos sociais, contudo ainda perpassam marcas advindas das características da realidade brasileira, constituída em um “mix de moderno e arcaico”. Na especificidade do SUS, tais conquistadas expressam lutas sociais entre os diferentes sujeitos envolvidos; conquanto persistem limites que necessitam ser superados, enfrentando diversos desafios diante as contradições na conjuntura atual e consolidando os avanços que perfazem a trajetória sócio-histórica da política de saúde no Brasil. ARRETCHE, M. A política da Política de Saúde no Brasil. In: LIMA, N. T; GERCHMAN, S.;EDLER, F. C. (org). Saúde e democracia: história e perspectiva do SUS. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2005. Brasil. Decreto nº 8.243, de 23 de Maio de 2014. Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS, e dá outras providências. Brasília-DF. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/decreto/d8243.htm Acesso em: 05 jan. 2020. BRAGA, José Carlos de Souza. PAULA, Sérgio de Goes. Saúde e previdência: estudos de política social. 2ª ed. São Paulo, Cebes/Hucitec, 1986. BRAVO, Maria Inês Souza, MATOS. Maurílio Castro de. Projeto ético-político do serviço social e sua relação com a reforma sanitária: elementos para o debate. In: Serviço Social e saúde: formação e trabalho profissional. 4. ed. São Paulo, p. 111-138. Cortez; Brasília, DF: OPAS, OMS, Ministério da Saúde, 2009. CAMPOS, I. F. Coronelismo em Goiás. Goiânia: Editora da UFG, 1983. COHN, Amélia & ELIAS, Paulo Eduardo. Saúde no Brasil: políticas e organizações de serviços. São Paulo, Cortez Editora, 1996. ______, NUNES, E; JACOBI, P.R; KARSCH, U.S. A Saúde como direito e como serviço. São Paulo: Cortez, 1991. (Pensamento social e saúde; v.7). GRAMSCI, A. Cadernos do Cárcere – Maquiavel Notas sobre o Estado e Política. (Edição Carlos Nelson Coutinho; Co-edição Luiz Sergio Henrique e Marco Aurélio Nogueira) Tradução Luis Sergio Henrique. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, vol. 3, 2000). NEVES, A. V. Cultura política e democracia participativa: um estudo sobre o orçamento participativo. Rio de Janeiro: Gramma, 2008. NOGUEIRA, M. A. Um Estado para a Sociedade Civil: Temas éticos e políticos da gestão democrática. 3. ed. São Paulo – SP: Cortez, 2011 PAIM, J. S. Reforma Sanitária Brasileira: contribuição para compreensão e crítica [livro eletrônico]; Rio de Janeiro – RJ: FIOCRUZ, 2008. TELLES, V. da S. Direitos Sociais: afinal do que se trata? Belo Horizonte – MG. UFMG, 1999. VENTURA, M. Lei de acesso à informação, privacidade e a pesquisa em saúde. Cad. Saúde Pública, 29(4):636-638, Rio de Janeiro – RJ, 2013.
2706 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE MENTAL: Leidiany Melo de Souza;Viviane Bernadeth Gandra Brandão; O presente trabalho tem como objetivo trazer algumas reflexões sobre a atuação do assistente social frente o portador de transtorno mental e sua família. A saúde mental brasileira passou por uma grande transformação com o movimento de reforma psiquiátrica, que possibilitou a desinstitucionalização do portador de transtorno mental, o que acarretou em mudanças na forma de tratamento do paciente. A desinstitucionalização rompeu com a ideia de que o louco deveria ser afastado do convívio familiar, colocando a família como cuidadora e cuidada no processo de tratamento do indivíduo com transtorno mental. No Serviço Social, a reforma trouxe novos desafios para o assistente social, que é chamado para atuar na questão social da saúde mental, enxergando o indivíduo com transtorno mental como um sujeito de direitos, buscando uma atuação que objetive a garantia dos direitos do portador de transtorno mental, sua inserção na sociedade e o fortalecimento dos vínculos familiares. Desse modo, visa contribuir para a reflexão sobre a relação existente entre Serviço Social e saúde mental, família e saúde mental, e por fim, o trabalho do assistente social com as famílias dos portadores de transtorno mental.
2707 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A INTRÍNSECA RELAÇÃO ENTRE A VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR E O ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Fabiola Francielle de Jesus;Juneo Carlos de Carvalho Boas;Yoná Fernanda Souza Moreira;Vanusa de Fátima Lopes Santana; Violência intrafamiliar. Criança e Adolescente. Acolhimento Institucional. Este artigo discute a intrínseca relação entre a violência intrafamiliar e o acolhimento institucional de crianças e adolescentes. O seu objetivo é destacar essa manifesta relação, posto ainda ser recorrente a sociedade em geral não compreender que a violência em âmbito intrafamiliar é o principal elemento motivador do afastamento de crianças e adolescentes da família de origem, ocasionando em diversas situações a institucionalização. Entende-se que tal pesquisa possui relevância social, visto que, não obstante suas limitações aborda temáticas referentes aos direitos das crianças e adolescentes, público constitucionalmente tido como prioridade absoluta no Brasil. Ademais, discute sobre a violência intrafamiliar, a multiplicidade de arranjos familiares e a necessária intervenção do Estado quanto ao fortalecimento da função protetiva das famílias. Portanto, este artigo contribui com o debate no campo das ciências sociais em geral e do Serviço Social em específico, visto que aborda temáticas caras a esta profissão. Quanto ao percurso metodológico este estudo possui natureza qualitativa, na modalidade revisão de literatura e emprego da análise de conteúdo para analisar os achados da pesquisa. Sem a pretensão de esgotar o tema conclui-se que é dever do poder público potencializar a autonomia das famílias, sobretudo àquelas oriundas das camadas populares, a fim de contribuir com a viabilização das garantias asseguradas à criança e ao adolescente especialmente no que tange ao direito à conivência familiar e comunitária, preferencialmente sob os cuidados da família de origem, em um ambiente que assegure a sua proteção e desenvolvimento. BRASIL. Código de Menores. Decreto nº 17.943- 1. 12/10/1927. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1910-1929/D17943Aimpressao.htm>. Acesso dia: 10/01/2020. _____________.Código de Menores. Lei n° 6.697. 10/10/1979. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/L6697impressao.htm. Acesso dia: 11/01/2020. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1979. _____________. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. 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2708 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A CONCEPÇÃO DE MARX, ENGELS E GRAMSCI SOBRE A RELAÇÃO ENTRE TRABALHO E EDUCAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA Graziela Donizetti dos Reis; Este ensaio teórico objetiva apresentar sucintamente as aproximações e divergências teóricas dos autores Marx, Engels e Gramsci sobre a relação entre o trabalho e a educação. Serão indicados apontamentos sobre as distintas perspectivas, visando salientar que a dimensão educativa sempre esteve atrelada ao processo formativo voltado para o processo de produção do sistema capitalista. Por isso, os autores evidenciam a necessidade de se pensar outra forma de educação, a qual propicie o desenvolvimento humano da classe trabalhadora e não o desenvolvimento do capital. O estudo embasa-se na pesquisa bibliográfica e utiliza o materialismo histórico dialético. MARX, Karl; ENGELS, Friedririch. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010. MARX, Karl. O Capital: Crítica da Economia Política: Livro I. São Paulo: Nova Cultural, 1996. 2 vols. MARX, Karl. O Capital: Crítica da Economia Política: Livro I. São Paulo: Nova Cultural, 1996 MARX, Karl. Crítica do Programa de Gotha. São Paulo: Boitempo Editorial, 2012. SAVIANI, Demerval. O choque teórico da politecnia. In: Trabalho,Educação e Saúde, v. 1, n. 1, p. 131-152, 2003. ENGELS, Friedrich. Princípios Básicos do Comunismo. Lisboa: Editorial Avante. 2006. ENGELS, Friedrich. A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010. GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere – Os Intelectuais. O Princípio Educativo. Jornalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.
2709 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A INFLUÊNCIA DE ANTÔNIO GRAMSCI NO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO Lucas da Costa Brandão;Ariadne Aparecida Rodrigues de Araújo;Vânia Noeli Ferreira de Assunção; Serviço social brasileiro, A. Gramsci, Universidade brasileira Neste artigo, descritivo, expõem-se os resultados quantitativos de uma pesquisa de iniciação científica realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF – Rio das Ostras) pelos autores. A pesquisa “A contribuição teórica de Antonio Gramsci para o serviço social brasileiro” discutiu a inserção e disseminação de Gramsci no serviço social do País. Após análise qualitativa de trabalhos na área, a segunda parte da pesquisa (cujos resultados são objeto deste texto) consistiu em identificar e quantificar teses e dissertações feitas declaradamente sob influência do pensamento gramsciano entre 2000 e 2017 em programas de pós-graduação em serviço social com as maiores notas no relatório final de avaliação da Capes de 2017 (PUC-SP, UFPE, UFMA, UnB e PUC-RS), por meio de pesquisa em suas plataformas digitais. ANGELI, José Mario. Gramsci, hegemonia e cultura: relações entre sociedade civil e política. Revista Espaço Acadêmico n. 122, p. 123-32, jul. 2011. BURGOS, Raúl. Gramsci y la izquierda en América Latina. Em Pauta, n. 22, pp. 165-36, 2009. COUTINHO, C. N. As categorias de Gramsci e a realidade brasileira. In: Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003. ______. De Rousseau a Gramsci. São Paulo: Boitempo, 2011. DIAS, E. F. et al. O outro Gramsci. 2. ed. São Paulo, Xamã, 1996. FONSECA, Francisco. Imprensa e agenda ultraliberal no Brasil. Gramsci e o Brasil, jan. 2007. Disponível em: , acessado em 20 maio 2017. GRAMSCI, A. A formação dos intelectuais. Venda Nova: M. Rodrigues Xavier, 1972. ______. Cadernos do cárcere v. III: comentários sobre Maquiavel, a política e o Estado. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. LAKATOS, Eva M.; MARCONI, Marina A. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1992. LOLE, Ana et al. Produção bibliográfica de Gramsci no Brasil: uma análise preliminar. Disponível em: , acesso 28 fev. 2017. MONTEIRO, D. D. Gramsci e a questão democrática no Brasil. Disponível em: , acessado em 26 nov. 2014. MORAES, Dênis de. Comunicação, hegemonia e contra-hegemonia: a Contribuição teórica de Gramsci. Revista Debates, Porto Alegre, v. 4, n. 1, p. 54-77, jan.-jun. 2010. SAVIANI, D. Gramsci e a educação no Brasil: para uma teoria gramsciana da educação e da escola. Disponível em: , acessado em 3 mar. 2017. SECCO, L. Gramsci e o Brasil. São Paulo: Cortez, 2002. SEMERARO, G. (Coord.). Mapa bibliográfico de Gramsci no Brasil. UFF/Ufipe. Disponível em: , acessado em 28 fev. 2017. SOUZA, Herbert Glauco de. Contra-hegemonia: um conceito de Gramsci? Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Educação. Belo Horizonte, 2014. SILVA, R.; CUNHA, M.; MARTINS JR.; J. A contribuição do pensamento de Antonio Gramsci na contribuição da perspectiva crítica no serviço social. Revista Cesumar Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, v. 17, n. 2, pp. 549-71, jul./dez. 2012. SIMIONATTO, Ivete. Gramsci: sua teoria, incidência no Brasil, influência o serviço social. 3. ed. SP/Florianópolis, Cortez/Ed. UFSC, 2004. ______. Marxismo gramsciano e serviço social: interlocuções mais que necessárias. Em Pauta – Revista da UERJ, RJ, v. 9, n. 27, pp. 17-33, 2011.
2710 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS RETIFICAÇÃO DE REGISTRO CIVIL DE ADOLESCENTE TRANSEXUAL: Thais Dalla Rosa; O presente relato visa expor o trabalho realizado pela assistente social da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul em demanda de retificação de registro civil de um adolescente transexual. Tal situação foi ajuizada com o objetivo de deferimento da retificação de prenome e sexo na documentação civil. Nessa seara, o Serviço Social pôde contribuir com acolhimento e elaboração de parecer social para ajuizamento da ação. O processo foi deferido pela Vara de Registros Públicos e o adolescente teve a oportunidade de confeccionar novos documentos e ser reconhecido civilmente conforme sua identidade de gênero. A percepção de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, sobretudo, o reconhecimento do direito à liberdade, à dignidade e ao respeito, foi elemento central no atendimento e produção de parecer social pela assistente social. A exposição do presente relato é teleológico, no sentido de proporcionar novas possibilidades de intervenção e discussão sobre o tema.
2711 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS MOVIMENTO ESTUDANTIL DE SERVIÇO SOCIAL E CONSCIÊNCIA DE CLASSE: Lucila de Souza Zanelli; Neste Trabalho de Conclusão de Curso/TCC abordamos a dimensão político-organizativa da categoria profissional por meio do Movimento Estudantil de Serviço Social/MESS, no que tange ao processo de formação de consciência de classe dos sujeitos que constituem tal movimento. O tema em debate demandou análise da conjuntura atual, a qual tem sido marcada pela radicalização da ofensiva neoliberal e ultraconservadora. Desenvolvemos o presente trabalho orientadas pelo objetivo de analisar como a conjuntura de crise sistêmica do capital tem afetado o alcance das finalidades da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social/ENESSO no período de 2008 à 2018, considerando que a mesma tem travado historicamente o compromisso com a formação política e profissional de estudantes de Serviço Social no Brasil, inferindo na formação de consciência de classe dos mesmos. Tal preocupação se fundamenta no zelo da histórica direção sociopolítica do MESS em 41 anos de rearticulação, período no qual as/os estudantes têm se configurado como sujeito na categoria profissional, na condição de agente fundamental na reconceituação do Serviço Social brasileiro. Assim, a relevância da realização deste TCC ancorou-se ainda, na concepção de pesquisadores/as que se debruçaram sobre o tema e identificam que o MESS e a ENESSO ocupam com protagonismo a história do movimento de [re]significação da profissão. Para o alcance da principal finalidade, delineamos como objetivos específicos: a análise das mudanças operadas na estrutura organizativa e no direcionamento sociopolítico da ENESSO, ademais do estudo das estratégias utilizadas pelo MESS no sentido de prover os recursos materiais necessários para atingir suas finalidades. O todo deste TCC sustenta-se no materialismo histórico dialético, o qual constitui aporte estruturante do projeto profissional hegemônico do Serviço Social brasileiro, por ser o referencial que nos possibilita compreender o movimento da realidade no sentido das aproximações sucessivas. Além da pesquisa bibliográfica e documental (esta última através dos Cadernos de Deliberação e Estatuto da Executiva no período em questão, analisados em suas principais modificações através de análise qualitativa e quantitativa), adotamos a técnica de observação participante, posto que o vínculo orgânico da pesquisadora com o objeto instigou a necessidade da pesquisa e a identificação de sua problemática. Adjacente ao desenvolvimento de pesquisa de iniciação científica (com incentivo financeiro de bolsa FAPEMIG), participação em grupo de estudo e pesquisa, além de militância de âmbito político-partidária comunista, a dimensão da militância política no âmbito do Movimento Estudantil geral (DCE “Walkíria Afonso Costa” da Universidade Federal do Triângulo Mineiro/UFTM) e sobretudo, de área, a nível local, regional e nacional (na gestão “Mobilização” do Centro Acadêmico XV de Maio da UFTM; na gestão “(R)Existir” da Coordenação Regional da Região V e “Comissão Gestora” da ENESSO) constituem momentos do processo de formação de consciência que suscita transformações que ganham formas em inquietações e questionamentos de ordem coletiva e de classe tais quais a que constituiu objeto deste TCC. Concluímos que a ENESSO tem sofrido com rebatimentos conjunturais que obstruem o processo de formação de consciência de classe de estudantes de Serviço Social, os quais ameaçam a sua permanência na direção sociopolítica expressa no Projeto Ético-político, hegemônico da categoria profissional.
2712 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS O TRABALHO DO/A ASSISTENTE SOCIAL NO CAMPO DOS CUIDADOS PALIATIVOS Helen Isis Stocco Ferreira; O objetivo do trabalho é investigar a atuação do/a assistente social no campo dos Cuidados Paliativos a partir da origem da temática no mundo e no Brasil, com uma construção histórica desde os seus primórdios até os dias atuais. Com um fazer humanizado, comprometido com a dignidade da pessoa humana, em todas as expressões e momentos da vida, incluindo o momento da finitude. São exploradas também as concepções práticas dentro dessa área de atuação com definições de conceitos e políticas norteadoras. Os Direitos Humanos são utilizados como guia e apresentado também como princípio fundamental do código de ética do profissional. É um mergulho no trabalho do/a assistente social, com vistas ao papel do profissional nas equipes multidisciplinares, formas de atuação frente às demandas dos pacientes e familiares, dimensão social além das providências práticas e legais diretamente ligadas ao tema. Outro ponto elucidado é o que diz respeito às Diretivas Antecipadas de Vontade e o tema escolhido para a comemoração do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos do ano de 2019: Meu cuidado, meu direito. O método utilizado para análise de conteúdo é o qualitativo e através dele percebe-se uma carência de bibliografia específica sobre a atuação do/a assistente social e a importância de conhecer o paciente para além de sua doença.
2714 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO O INDIVÍDUO ABSTRATO E A SOCIABILIDADE BURGUESA Rosaria de Fatima de Sá Pereira da Silva; Gênero; Público; Privado; Capitalismo; Este trabalho deseja analisar de forma inicial os processos históricos vivenciados pelas mulheres desde o período anterior ao surgimento da sociedade moderna, na Grécia antiga, até a conjuntura liberal do século XIX. Esta análise embora inicial, mas que oferece certo detalhamento deseja refletir sobre lugar de gênero no contexto das relações entre público e o privado, em que o indivíduo abstrato personificado pelo homem é o potencial sujeito da esfera pública. Para isso, analisaremos algumas contribuições de autores clássicos da Teoria Política, como Aristóteles, Jean-Jacques Rousseau e Stuart Mill, que oferecerão conceitos fundamentais para a análise do devir histórico da mulher no contexto da Grécia clássica e, posteriormente, com o advento da sociedade moderna. Pretendemos analisar neste percurso a constituição da mulher, enquanto protagonista de sua história e sujeito político que pretende forjar oportunidades de alteração deste cenário de opressão, dominação e exploração. ARISTÓTELES. A Política. Trad. Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Martins Fontes, 1998. FEDERICI, S. O Feminimo e as políticas do comum em uma era de acumulação primitiva. In: Revolunción em punto cero: trabajo domestico, reproducción y luchas feministas. Tradução: Luiza Mançano. Madri: traficantes de suenos, 2013. HOBSBAWM, E.J. A era do Capital. Tradução: Luciano Costa Neto. São Paulo: Paz e Terra, 2009. LUKÁCS, Georg. Sociologia: A decadência Ideológica da Burguesia. Coleção Grandes Cientistas Sociais. Rio de Janeiro: Ática. 1992. ROUSSEAU, J.J. Emílio ou da Educação. Tradução: Laurent de Saes. São Paulo: Edipro, 2017. SAFFIOTI, H. I. B. Violência de Gênero: o lugar da práxis na construção da subjetividade. In: Revista Lutas Sociais, n. 2, São Paulo, 1997. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/ls/issue/view/1213/showToc. Acessado em 05 de novembro de 2018. __________________. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Expressão Popular - Fundação Perseu Abramo, 2a edição, 2015. SCOTT, J.W. A cidadã Paradoxal: As feministas francesas e os direitos do homem. Tradução: Elvio Antônio Funck. Florianópolis: Mulheres, 2002. SEGATO, R. Colonialidad y patriarcado moderno: expansión del frene estatal, modernización, y la vida de las mujeres. In: Tejiendo de otro modo: Feminismo, epistemologia y apuestas descoloniales en Abya e Yala. Colombia: Editorial UC. 2014a. ____________. “Las nuevas formas de La guerra y El cuerpo de las mujeres”. In La guerra contra las mujeres. México: Editorial Pez en El árbol, 2014b. SCHOLZ, R. O valor é o Homem: Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre os sexos. In: Revista Novos Estudos, n. 45, São Paulo, 1996. VÁZQUEZ, S.A. A Filosofia da Práxis. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1968, p.185 – 208. WELFFORT, F.C (org.). Os Clássicos da Política. São Paulo: Ática, 2004a. 1v. ___________________. Os Clássicos da Política. São Paulo: Ática, 2004b. 2v. WOLLSTONECRAFT, M. Reivindicação dos direitos da mulher. Tradução: Ivania Pocinho Motta. São Paulo: Boitempo, 2016.
2715 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO DO OLIMPO AO BRASIL CONTEMPORÂNEO: O ESTUPRO CONTRA AS MULHERES E A PERSISTÊNCIA DAS RELAÇÕES DESIGUAIS E HIERÁRQUICAS DE SEXO Jéssica Venanço da Silva;Paula Martins Sirelli; Estupro. Dominação Masculina. Patriarcado. Cultura do estupro. Compreender a historicidade das relações sociais de sexo, tomando como ponto de reflexão mitos, expressões artísticas e acontecimentos históricos que legitimam, escondem, banalizam e naturalizam o estupro como uma expressão da violência contra a mulher, de forma a desmistificar os elementos que fundamentam a dominação masculina a partir da estruturação da sociedade patriarcal, é nosso objetivo nestas reflexões. A metodologia utilizada constitui-se de uma apropriação teórica da violência contra a mulher e do estupro como estruturantes das relações de exploração no capitalismo, tendo como norte autoras marxistas que debatem o tema da violência. Foi utilizada também a pesquisa de notícias, lendas e mitos na rede internacional de computadores. Fez-se necessária uma compreensão breve, pelos limites do artigo, do capitalismo e da divisão sexual e racial do trabalho enquanto base material do patriarcado, das relações de exploração e opressão, regendo posições sociais desiguais e hierárquicas para homens e mulheres. É importante para os profissionais que lidam com esta temática entender que o estupro não se limita a uma dimensão sexual, mas constitui-se historicamente como um instrumento de perpetuação de poder masculino e afirmação da virilidade, uma ferramenta de dominação econômica e política sobre as mulheres, de intimidação e subordinação pelo medo. Romper com a cultura do estupro é urgente e tem sido bandeira de luta de movimentos feministas e de profissionais, demonstrando que a desconstrução do machismo é tarefa coletiva e precisa perpassar todas as esferas da vida e dos movimentos dos trabalhadores e trabalhadoras. BOURDIEU, Pierre. A Dominação Masculina; Tradução Maria Helena Kuhner. 11ª ed. - Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012. BOSELI, Giane; COULOURIS, Daniella. Violência de gênero, legislação e práticas jurídicas no Brasil contemporâneo. 2009. Disponível em: http://books.scielo.org/id/7yddh/pdf/souza-9788579830198-09.pdf. Acesso em: 28/11/2017 BULFINCH, T. O livro de ouro da mitologia: história de deuses e heróis. Ediouro Publicações. 28ª edição. Rio de Janeiro, 2002. CISNE, Mirla. Feminismo e consciência de classe no Brasil [Livro eletrônico]. São Paulo: Cortez, 2015. DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe; Tradução Heci Regina Candiani. 1. Ed - São Paulo: Boitempo, 2016. DEVREUX, Anne Marie. A teoria das relações sociais de sexo: um quadro de análise sobre a dominação masculina. Sociedade e Estado, Brasília, v. 20, n. 3, p. 561-584, set./dez. 2005. 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2716 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO FASHIONISMO ÀS AVESSAS: TRABALHO DE COSTUREIRAS NOS BASTIDORES DA MODA NA CIDADE DO RIO JANEIRO Aline Lourenço;Ana Lole;Inez Stampa; Precarização do trabalho. Indústria da moda. Capitalismo. Este artigo trata sobre condições e relações de trabalho das costureiras que prestam serviço às marcas de vestuário feminino carioca. São trabalhadoras essenciais na produção das peças comercializadas por renomadas grifes e que não estão incluídas no “mundo do glamour” criado pelas empresas. Antes, estão submetidas à terceirização e subcontratação, práticas que afetam profundamente a classe trabalhadora e se desdobram em importantes alterações na proteção social do trabalho. O texto está baseado em pesquisa desenvolvida sobre a superexploração do trabalho e as diversas formas de trabalho precário, tomando como campo empírico o polo da moda da cidade do Rio de Janeiro, onde foi possível observar o trabalho feminino como umas das suas maiores expressões, além de condições e relações de trabalho degradantes. O impulso ao consumo traz demanda de produção de peças em maior velocidade, com preço menor, favorecendo a intensificação do trabalho em condições precárias, apontando para a superexploração das trabalhadoras desse ramo. ABREU, Alice Rangel de Paiva. O avesso da moda. São Paulo: Hucitec, 1986. ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho. Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 3 ed. São Paulo: Boitempo,1999. ANTUNES, Ricardo; DRUCK, Graça. A terceirização sem limites: a precarização do trabalho como regra. O Social em Questão, Rio de Janeiro, ano XVIII, n. 34, p. 19-40, 2015. BRASIL. Código Penal - Decreto-lei n° 2.848/1940. 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2717 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO A ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NO PROCESSO DE TRABALHO NA SAÚDE E O PROCESSO TRANSEXUALIZADOR NO SUS Kellyane de Santana Ricardo; Serviço Social; SUS; Processo Transexualizador. O objetivo deste artigo é de contribuir nas compreensões e reflexões sobre a atuação e processo de trabalho do Serviço Social dentro do processo transexualizador no SUS se pautando na vivência do Espaço de Cuidado e Acolhimento de Transexuais e Travestis (Espaço Trans) do HC – UFPE. Para tal foram utilizadas as técnicas metodológicas de pesquisa documental pessoal e pública e pesquisa bibliográfica. Percebe-se que o trabalho do/a Assistente Social no Processo Transexualizador do SUS deve ser pautado nos princípios mais elementares do sistema, e dessa maneira recebe influxos dos desmontes das políticas sociais e para construir um processo de trabalho satisfatório, reconhecendo-o como um processo permeado de insuficiências e contradições. Para tal, deve-se reconstruir criticamente e constantemente seu objeto de trabalho naquele campo de forma coletiva e em consonância com os interesses dos/as usuários/as, articulando bandeiras de luta ao relacionar saúde e democracia. ALMEIDA, Guilherme; MURTA, Daniela. Reflexões sobre a possibilidade da despatologização da transexualidade e a necessidade da assistência integral à saúde de transexuais no Brasil. Sex.,Salud Soc. (Rio J.), Rio de Janeiro , n. 14, p. 380-407, Ago. 2013. Disponível em : < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872013000200017> Acesso em: 17 maio 2019. BRASIL, Márcia; et. al. 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2718 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO O NEOLIBERALISMO NO BRASIL E OS ATAQUES À PROTEÇÃO SOCIAL PÚBLICA Mossicleia Mendes Silva; Proteção social; Neoliberalismo; Ajuste Fiscal. O presente ensaio tem por objeto de discussão as transformações no sistema de proteção social brasileiro, considerando a ofensiva neoliberal dos anos 1990, os descaminhos e direções nos governos petistas, assim como as medidas aprovadas sobre o governo Temer, que impuseram graves condicionamentos a continuidade de um sistema de proteção social no país. Finalizando, são elencados alguns aspectos da conjuntura de consolidação da extrema direita no governo federal e a nova onda neoliberalizante. BEHRING, E. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. ________. Fundo Público, exploração e expropriações no capitalismo em crise. In: Expropriação e Direitos no capitalismo. BOSCHETTI, I. (ORG). São Paulo: Cortez, 2018. BOSCHETTI, I. Expropriação de direitos e reprodução da força de trabalho. In: Expropriação e Direitos no capitalismo. BOSCHETTI, I. (ORG). São Paulo: Cortez, 2018. BRASIL. Congresso Nacional. Informativo sobre Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017 • PLN 2/2016. Brasília: Congresso nacional, 2016. CARLEIAL, L. M. Política econômica, mercado de trabalho e democracia: o segundo governo Dilma Rousseff. In: Revista Estudos Avançados. vol.29 no.85 São Paulo Sept./Dec. 2015. p. 201-214. CASTELO, R. O canto da sereia: social-liberalismo, novo desenvolvimentismo e supremacia burguesa no capitalismo dependente brasileiro. In: Revista Em Pauta. Nº31, 2013. p. 119-138. CISLAGHI, J. F. Elementos para a crítica da economia política da saúde no Brasil: parcerias público-privadas e valorização do capital. Tese de Doutorado. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2015. INESC (2017), KNEVITZ, A. E. EC95 pode acabar com a Assistência Social. In: Entrevista ao Brasil de Fato. Disponível em: https://issuu.com/brasildefators/docs/bdfrs_06_isssuu. Acesso em: 06/02/2018. LAVAL, C. Bolsonaro e o momento hiperautoritário do neoliberalismo. In: Blog Boitempo. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2018/10/29/o-momento-hiperautoritario-do-neoliberalismo/. Acesso em 08/01/2019. MOTA, A. E. Redução da pobreza e o aumento da desigualdade: um desafio teórico-político ao Serviço Social. In: MOTA, A. E. (Org.). Desenvolvimentismo e construção de hegemonia: crescimento econômico e reprodução da desigualdade. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2012. _______. Expropriações contemporâneas: hipóteses e reflexões. In: Expropriação e Direitos no capitalismo. BOSCHETTI, I. (ORG). São Paulo: Cortez, 2018. ________. Cultura da Crise e Seguridade Social: Um Estudo Sobre as Tendências da Previdência e da Assistência. São Paulo: Cortez, 2003. NETTO, J. P. FHC e a política social: um desastre para as massas trabalhadoras. In: LESBAUPIN, I. O desmonte da nação: balanço do governo FHC. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 75-89. PAULANI, L. M. Capitalismo financeiro, estado de emergência econômico e hegemonia às avessas no Brasil. In: Hegemonia às avessas: economia, política e cultura na era da servidão financeira. OLIVEIRA, Francisco de; BRAGA, Ruy; RIZEK, Cibele (Orgs.). São Paulo: Boitempo, 2010. _________. Brasil Delivery. São Paulo: Boitempo, 2008. QUEIROZ, P. P. Neodesenvolvimentismo e contrarrevolução no Brasil (2003 – 2016): crítica à economia política do campo democrático-popular. Tese de Doutorado. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. SALVADOR, E. A Desvinculação dos recursos orçamentários em tempos de ajuste fiscal. In: Revista Advir. Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. n. 36 (jul. 2017) . – Rio de Janeiro: Asduerj, 2017. SILVEIRA, J. I. Assistência social em risco: conservadorismo e luta social por direitos. In: Revista Serviço Social e Sociedade. n. 130, p. 487-506. São Paulo: Cortez, set./dez. 2017. SPOSATI, A. Transitoriedade da felicidade da criança brasileira In: Revista Serviço Social e Sociedade. n. 130, p. 526-546. São Paulo: Cortez, set./dez. 2017. VIERA, F. S; BENEVIDES, R. P. Os Impactos do Novo Regime Fiscal para o financiamento do Sistema Único de Saúde e para a efetivação do Direito à saúde no Brasil. In: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Nota Técnica nº 28. 2016. WACQUANT, L. Três etapas para uma antropologia histórica do neoliberalismo realmente existente. In: CADERNO CRH, Salvador, v. 25, n. 66, p. 505-518, Set./Dez. 2012.
2719 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO OS INTELECTUAIS E A DISSEMINAÇÃO DO NEOLIBERALISMO NA AMÉRICA LATINA Salyanna de Souza Silva; Neoliberalismo. Intelectuais. Chicago Boys. América Latina O artigo em tela faz uma análise o papel dos intelectuais na disseminação do neoliberalismo na América Latina. A partir de uma leitura histórico-dialética da realidade, pautando-se nas reflexões do marxista italiano Antonio Gramsci, realizamos uma pesquisa bibliográfica de obras de alguns dos teóricos neoliberais, com destaque para Friedrich Hayek e Milton Friedman. Compreendemos então que a constituição de intelectuais é um imperativo para o capitalismo atual e sua reprodução. O movimento histórico do desenvolvimento do neoliberalismo na América Latina demonstra a necessidade de utilização tanto de medidas autoritárias e ultra conservadoras, mediante instituição de ditaduras e/ou defesa de postulados reacionários; como da formação de grupos de intelectuais ligados a determinados setores acadêmicos. Atualmente observa-se que partir da tomada dos Estados diversas medidas de contrarreformas sociais são adotadas e intensificadas em prol do capital financeiro internacional. Na América Latina, a partir da experiência da Ditadura do Chile, temos por exemplo a atuação dos “Chicago Boys”, sua influência é também observada no atual governo conservador de Bolsonaro mediante sua equipe de governo.
2720 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO A POLÍTICA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO Dhianne Carlos Mota;Luana Freitas Santos;Maria Fernanda Soares Fonseca; Medidas socioeducativas; Ressocialização; Assistência Social. As medidas socioeducativas previstas e estipuladas no Estatuto da Criança e do Adolescente, são aplicadas pelo poder Judiciário para os adolescentes que cometem ato infracional e se constituem como um processo de mediação para uma possível ressocialização. Dentre as medidas previstas, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, que se trata de equipamento público da Política Municipal de Assistência Social, oferta o serviço de acompanhamento das medidas socioeducativas cumpridas em Meio Aberto, quais sejam, Liberdade Assistida e Prestação de serviço à Comunidade, para os adolescentes sentenciados pela prática de ato infracional. Objetivo: apresentar e analisar a atuação da equipe técnica interdisciplinar no acompanhamento das supracitadas medidas, relativamente aos eixos previstos pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, realizado no Centro de Referência Especializado de Assistência Social. Metodologia: revisões bibliográficas, análise de conteúdo, além de entrevistas com os psicólogos e assistentes sociais que compõem as equipes técnicas dos Centro de Referência Especializado de Assistência Social do município de Montes Claros - MG. Resultados: identifica-se que a Política Municipal e a aplicação das Medidas Socioeducativas em meio aberto, estão em progresso uma vez que se tem uma preocupação com a ressocialização desse público, como um avanço nessa política, contudo, percebe-se a existência de alguns desafios, no que tange a um conhecimento moderado por parte dos técnicos. Conclusão: a Política Municipal de Assistência Social demanda expansão e aperfeiçoamento no que tange especificamente ao acompanhamento de adolescentes infratores no cumprimento das medidas socioeducativas em meio aberto. BRASIL, Departamento da Criança e do Adolescente - Secretaria de Estado dos Direitos Humanos. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990. Brasília: 2002. BRASIL, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – SINASE. Brasília: 2006. BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – Secretaria Nacional de Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social. Brasília: 20091. BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – Secretaria Nacional de Assistência Social. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Brasília: 2014. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. 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2721 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO A REFERÊNCIA E A INTERSETORIALIDADE COMO DESAFIOS NO ATENDIMENTO EM SAÚDE MENTAL À POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA Rayoni Ralfh Silva Pereira Salgado;Marta Fuentes-Rojas; População em Situação de Rua; Saúde Mental; Referência; Intersetorialidade. O trabalho com População em Situação de Rua na atualidade apresenta vários desafios às políticas públicas. Este artigo tem por objetivo discutir sobre os desafios da referência e a intersetorialidade nas ações desenvolvidas pelos serviços de saúde mental no município de Limeira-SP. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, utilizando-se como instrumento de coleta de dados, os Grupos de Discussão. A amostra selecionada para a pesquisa foi composta por 10 (dez) servidores públicos municipais. A análise e interpretação dos dados coletados foram realizadas pela análise de conteúdo, a partir da categorização dos mesmos. Identificou-se que, o desafio da referência reporta-se para o campo do desafio da organização dos serviços frente ao desenvolvimento de práticas intersetoriais. ADORNO, Rubens de Camargo Ferreira. Descartáveis urbanos: discutindo a complexidade da população de rua e o desafio para políticas de saúde. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 56-69, jan.-abr. 2004. ALBUQUERQUE, C. M. C. Loucos nas ruas: um estudo sobre o atendimento à população de rua adulta em sofrimento psíquico na cidade do Recife. 2009, 139 p. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Pernambuco, Pernambuco, 2009. Disponível em: . Acesso em 05 jun. 2019. ARISTIDES, J.L.; LIMA, J.V.C. Processo saúde-doença da população em situação de rua da cidade de Londrina: aspectos do viver e do adoecer. Rev. Espaço para a Saúde, v.10, n.2, p.43-52, jun. 2009. Disponível em: . Acesso em: 04 jun. 2019. BARDIN, L. Análise de conteúdo. 4 ed., Lisboa: Edições 70, 1977. BEHRING, Elaine Rossetti. 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2722 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO TEORIA DO RISCO SOCIAL: RESPONSABILIZAÇÃO DE INDIVÍDUOS, FAMÍLIAS E COMUNIDADES Maria Fernanda Escurra; Capitalismo; Teoria do Risco Social; Responsabilização; Famílias; Comunidades Este artigo tem como objetivo abordar os enunciados teóricos de Giddens e Beck que influenciam os novos diagnósticos e prescrições de políticas de “enfrentamento” e “combate à pobreza” formulados pelo Banco Mundial a partir do ano 2000. O Banco Mundial se tornou importante administrador e promotor de políticas de desenvolvimento e de enfrentamento da pobreza, principalmente nos países em desenvolvimento, orientando, desse modo, propostas, iniciativas, projetos e programas governamentais desses países. Entretanto, tais políticas constituem propostas de enfrentamento no interior e nos limites da própria forma de organização social capitalista que, considerada natural e eterna, gera o próprio fenômeno da pobreza. A metodologia deste trabalho articula pesquisa documental de informes e relatórios do Banco Mundial que evidenciam de forma clara tais enunciados teóricos, identificados através de pesquisa bibliográfica. A partir do início do século XXI, a “teoria do risco social” ganha crescente destaque nas diretrizes que orientam as políticas sociais de países em desenvolvimento. Tais enunciados – sintetizados em propostas de “iniciativa local”, “promoção de uma sociedade civil ativa” e tantas outras – prometem renovação e transformações, embora sustentem o triunfo do capitalismo, atualizando o discurso e as práticas conservadoras que responsabilizam indivíduos, famílias e comunidades. Nessa perspectiva, a administração de riscos é fundamental na economia de mercado e, diante sua amplitude, passa a ser a característica principal da ordem global. Consequentemente, cada vez mais as condições de vida de indivíduos e famílias são compreendidas como resultado de suas próprias ações e escolhas. “quando as pessoas dão uma orientação mais ativa às suas vidas, elas necessariamente assumem atitudes mais ativas em relação à administração do risco. Portanto é natural que, tendo condições para tanto, elas optem por não participar dos sistemas previdenciários existentes” (GIDDENS; PIERSON, 2000, p. 147). “[a] coesão social não pode ser assegurada pela ação de cima para baixo do Estado ou pelo apelo à tradição. […] precisamos aceitar mais ativamente responsabilidades pelas consequências do que fazemos e dos hábitos de estilo de vida que adotamos” (GIDDENS, 2005, p. 47). “riscos futuros que se tematizam no presente e com frequência resultam dos êxitos da civilização” (BECK, 2008, p. 20). “no lugar de se atribuir visibilidade às contradições que se expandem e aprofundam adensando a crise do capital, esta é fetichizada e apresentado ao reverso, como meros riscos inerentes ao sucesso do capital, passíveis de serem administrados” (IAMAMOTO, 2010, p. 4). “sociedade de risco é a sociedade onde cada vez mais se vive numa fronteira tecnológica que ninguém compreende inteiramente e que gera uma diversidade de futuros possíveis” (GIDDENS; PIERSON, 2000, p. 141). “enquanto a miséria social é hierárquica, o novo risco é democrático, afeta também aos ricos e poderosos e sua sacudida se percebe em todos os âmbitos.” (BECK, 2008, p. 25, tradução própria). “Todo o sofrimento, toda a miséria, toda a violência que os seres humanos infligiram entre si só conhecia a categoria dos ‘outros’ – trabalhadores, judeus, negros, refugiados, dissidentes, mulheres, etc. – atrás da que os aparentemente não afetados podiam se proteger. É precisamente do ‘fim dos outros’, do fim de todas nossas elaboradas possibilidades de distanciamento, do que os perigos globais nos fazem dar conta. Aí reside sua inédita força cosmopolita. Seu poder é extraído da violência e do perigo, que suprime todas as zonas protegidas e todas as diferenças sociais intra e internacionais (e cria outras novas).” (BECK, 2008, p. 63, tradução própria) “[r]isco se refere a perigos que buscamos ativamente confrontar e avaliar. […] Todos precisamos de proteção contra o risco, mas também da capacidade de enfrentar e assumir riscos de uma maneira produtiva.” (GIDDENS, 2005, p. 73). “o reconhecimento da imprevisibilidade das ameaças provocadas pelo desenvolvimento técnico-industrial exige a auto-reflexão em relação às bases da coesão social e o exame das convenções e os fundamentos predominantes da ‘racionalidade’” (BECK, 1995, p. 19). [o] risco chama a atenção para os perigos que enfrentamos […], mas também, para as oportunidades que os acompanham. Risco não é somente um fenômeno negativo – algo a ser evitado ou minimizado. Ele é ao mesmo tempo o princípio energizador de uma sociedade que se afastou da tradição e da natureza (GIDDENS, 2005, p. 72). “[r]isco também pode ser visto positivamente, no sentido de tomar iniciativas ousadas diante de um futuro problemático. Os que assumem riscos com sucesso, seja nas explorações, nos negócios ou no alpinismo, são alvo de admiração.” (GIDDENS; PIERSON, 2000, p. 142). “o risco se torna um critério para todo tipo de decisões que é preciso tomar politicamente ou individualmente” (GIDDENS; PIERSON, 2000, p. 78). “fenômeno geral (risco envolve a pobreza, a desnutrição, a falta de acesso à educação, a moradia em locais precários ou de risco climático etc.), derivado das mais variadas causas (o próprio clima, a própria cultura ou hábitos dos sujeitos, a ação do Estado ou até das empresas, e ainda os efeitos do conhecimento científico não controlados), que atinge contingentes populacionais variados. A noção de ‘risco social’ não diferencia assim os fenômenos (a pobreza, a catástrofe climática, a violência doméstica etc.), nem as causas (estruturais, subjetivas, comportamentais, de carências específicas), nem as populações atingidas (atinge os cidadãos, substituindo a categoria classes sociais)” (SIQUEIRA, 2013, p. 211)
2723 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO POR ONDE CAMINHA A REDUÇÃO DE DANOS Ana Paula Silva Cupertino; Redução de Danos; Política sobre drogas; Concepções; Estratégias; Inicialmente, o projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentou uma proposta de pesquisa com coleta de dados no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil da cidade de Vitória Espírito Santo, a partir das intervenções profissionais orientadas para atenção a saúde dos sujeitos atendidos que acessam o serviço com o suposto quadro de abuso de substâncias psicoativas. No entanto a demora na aprovação inviabilizou a coleta de dados, e proposta foi repensada. Como já se tinha um levantamento dos principais países de referência para a RD, optamos por dar enfoque nessas trajetórias de modo a compreender o cenário desde o surgimento até os dias de hoje. Utilizamos como metodologia o levantamento bibliográfico com o termo em português e inglês - redução de danos e harm reduction - nas plataformas de pesquisa: SCIELO, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e o Portal Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Ressaltamos que não foi feita uma busca sistematizada de levantamento bibliográfico direcionado, considerando que não tínhamos esse objetivo inicial.
2724 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO REVISTA SERVIÇO SOCIAL EM PERSPECTIVA V. 03 N. 01 - SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO Revista Serviço Social em Perspectiva; RSSP V. 03 N. 01_SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO_RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO PODER E OPRESSÃO
2726 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO O COMPROMISSO ÉTICO POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL E A DEFESA DOS DIREITOS DOS REFUGIADOS Tathiana Costa dos Santos; Serviço Social. Direitos. Refúgio. Código de Ética. Este artigo objetiva realizar uma reflexão sobre a temática do refúgio na sociedade brasileira, a partir do olhar do Serviço Social, destacando a contribuição desta profissão na luta pela eliminação do desrespeito a todos os grupos historicamente discriminados e oprimidos por suas diferenças de classe, gênero, orientação sexual, etnia ou país de origem, em função da construção de uma sociedade mais justa e ética. A escolha pela temática justifica-se por sua complexidade e desafios que surgem no cotidiano de trabalho de diferentes categorias profissionais, requerendo múltiplos olhares voltados para a defesa, a garantia e a materialização dos direitos da população refugiada. Para este trabalho, foram analisados o Código de Ética Profissional de 1993, a Lei 9.474/97 e alguns textos referentes à temática do refúgio. O resultado desta análise aponta que defender e lutar garantia dos direitos da população refugiada corresponde a um grande desafio na sociedade brasileira atual, e por isto, ainda temos um longo e árduo caminho a percorrer. ACNUR. Manual de Procedimentos e Critérios para a Determinação da Condição de Refugiado: de acordo com a Convenção de 1951 e o Protocolo de 1967 relativos ao estatuto dos refugiados, 2011. BOSCHETTI, Ivanete. A agudização da barbárie e desafios ao Serviço Social. Serviço Social e Sociedade, n. 128, p. 54-71, jan./abr. 2017. BRASIL. Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão. - 9. ed. rev. e atual. - Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 2011. 14 CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CEFESS). Serviço Social e Reflexões Críticas sobre Práticas Terapêuticas. Brasília: CFESS, 2010. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL (CRESS 7ª Região). Projeto ético político e exercício profissional em serviço social: os princípios do código de à atuação crítica de assistentes sociais. Rio de Janeiro: CRESS, 2013. FACUNDO NAVIA, Angela. Êxodos e refúgios: colombianos refugiados no Sul e Sudeste do Brasil. Tese de Doutorado. Programa de Pós Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, UFRJ, 2014. (Capítulo 9) GOMARASCA, Paolo. Direito de excluir ou dever de acolher? A migração forçada como questão ética. REMHU, Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana. 2017, vol.25, n.50, pp.11-24. IAMAMOTO e CARVALHO, Marilda Villela e Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: Esboço de uma interpretação histórico-metodológica 11ª ed. São Paulo: Cortez. 1996, p. p. 94 IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na contemporaneidade; trabalho e formação profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1999. MARQUES, Eduardo Cesar Leão. Notas críticas à literatura sobre o Estado, políticas estatais e atores políticos. BIB- Boletim Informativo Bibliográfico 43, 1997. MONTAÑO, Carlos. Um projeto para o Serviço Social crítico. KATÁLYSIS v. 9 n. 2 jul./dez. 2006 Florianópolis SC 141-157. MOREIRA, Julia Bertino. Refugiados no Brasil: reflexões acerca do processo de integração local. REMHU - Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana. Brasília, Ano XXII, n. 43, p. 85-98, jul./dez, 2014. MOULIN, Carolina. Os Direitos Humanos dos Humanos Sem Direitos: refugiados e a política do protesto. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 26, n. 76. jun 2011. p. 145-155. NETTO, José Paulo. Uma face contemporânea da barbárie. In: Encontro Internacional civilização ou barbárie, 3., Serpa, 30-31 oct. 1º nov. 2010. TELLES, Vera da Silva. Questão Social: afinal do que se trata? São Paulo em Perspectiva, vol. 10, n. 4, out-dez/1996. p. 85-95. WAISMAN, Hannah; SERRICELLA, Giuliana. Um olhar sobre as relações humanas em uma entrevista de refúgio. REMHU, Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana. 2016, vol.24, n.48 pp.205-210. WALDELY, Aryadne Bittencourt; VIRGENS, Bárbara Gonçalves das; ALMEIDA, Carla Miranda Jordão de. Refúgio e realidade: desafios da definição ampliada de refúgio à luz das solicitações no Brasil. REMHU- Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana. Brasília, v. 22, n. 43, p. 117-131, 2014. WALDELY, Aryadne Bittencourt e FIGUEIRA, Luiz Eduardo. “Eles fazem de tudo para pegar as pessoas”: avaliação de credibilidade nos pedidos de refúgio no Brasil. In V ENADIR, GT. 03, Migrações, refúgio, mobilidades: direitos, políticas e sujeitos, 2017.
2727 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL – a luta contra todas as formas de preconceito e discriminação Thaiany Silva da Motta; ética; serviço social; preconceito; discriminação Este artigo integra o conjunto de estudos no contexto da realização de doutorado no Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mediante bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e é produto de pesquisas sistemáticas que vêm sento desenvolvidas desde 2009. Visamos aqui problematizar questões relevantes à discussão sobre a ética e Serviço Social, no que tange aos princípios elencados no Código de Ética Profissional de 1993, construindo essas reflexões a partir dos fundamentos ontológicos da ética, no que tange à perspectiva marxista a esse respeito, analisando os princípios que tratam sobre a luta contra todas as formas de preconceito e discriminação. Para tanto, pretendemos uma apreciação qualitativa dos princípios VI e XI do Código de Ética de 1993, realizando uma análise bibliográfica da discussão sobre a ética, bem como sobre discriminação, temas estes tão atuais para a sociedade brasileira e para a profissão, diante do avanço do conservadorismo. ALMEIDA, Guilherme. Superando o Politicamente Correto: notas sobre o sexto princípio fundamental do Código de Ética do Assistente Social. In Projeto ético-político e exercício profissional em Serviço Social. Org. Conselho Regional de Serviço Social – Rio de Janeiro, 2013a. ALMEIDA, Magali da Silva. Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual, idade e condição física. In Projeto ético-político e exercício profissional em Serviço Social. Org. Conselho Regional de Serviço Social – Rio de Janeiro, 2013b. BARROCO, Maria Lúcia Silva. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. Cortez Editora, São Paulo, 2001, p. 141-208. BARROCO, Maria Lucia Silva, TERRA, Sylvia Helena Terra. Código de Ética Do/a Assistente Social comentado. Orgs. Conselho Federal de Serviço Social. Editora Cortez, São Paulo, 2012. BRITES, Cristina Maria, BARROCO, Maria Lucia Silva. A centralidade da ética na formação profissional. In: Temporalis – Revista da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, n 2, Brasilia, 2000, p. 19-33. CARVALHO, Raul; IAMAMOTO, Marilda Vilela. Relações Sociais e Serviço Social – esboço de uma interpretação metodológica. 18 ed. São Paulo: Cortez, 2005. HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1972, p. 43-63. IANNI, Octavio. Escravidão e Racismo. Editora HUCITEC, São Paulo, 1978. _____________. Dialética das relações raciais. Estudos Avançados, n 18 (50), 2004. LESSA, Sérgio. Mundo dos Homens: trabalho e ser social. Boitempo, São Paulo, 2002. LUKÁCS, Gyorgy. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem In: O Jovem Marx e outros escritos de filosofia. Editora UFRJ, Rio de Janeiro, 2007, p. 225-245. _______________. Ontologia do ser social. _______________. Conversando com Lukacs. Entrevista a Leo Kofler, Wolfgang Abendroth e Hans Heinz Holz. Instituto Lukács, São Paulo, 2014. MARX, KARL. Manuscritos econômico-filosóficos. 2ª Reimpressão, São Paulo, Boitempo, 2008. ____________. Sobre a questão judaica. Boitempo, São Paulo, 2010. ____________. Crítica do programa de gotha. Glosas marginais ao programa do Partido Operário Alemão - Boitempo, São Paulo, 2012. ____________. O Capital – Crítica da economia política. Livro I – O processo de produção do capital. Boitempo, São Paulo, 2013. ZIZEK, Slavoj. Violência. Boitempo, São Paulo, 2014.
2728 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO A DEMOCRACIA BRASILEIRA E A URGÊNCIA DA RELAÇÃO ENTRE SERVIÇO SOCIAL E OS MOVIMENTOS SOCIAIS Gustavo Gonçalves Fagundes;Juliana Vieira Menas; Serviço Social; Movimentos Sociais; Projeto ético-político; Para esta análise, leva-se em consideração o caráter dependente da formação capitalista da América Latina e suas expressões na contemporaneidade em especial, frente à conjuntura de retrocessos no âmbito da democracia brasileira. Há uma breve análise do contexto de avanço da agenda neoliberal no Brasil e também do recrudescimento dos mecanismos de coersão da democracia burguesa. Resgata-se brevemente a trajetória de construção do projeto profissional do Serviço Social brasileiro compreendendo os avanços do movimento de reconceituação do Serviço Social latino americano. Desenvolve-se a articulação da categoria profissional com os movimentos sociais vinculados à classe trabalhadora enquanto elemento determinante tanto para o processo de construção do projeto ético-político profissional brasileiro quanto para a superação dos desafios impostos pelas contradições da totalidade histórica. Além disso, é feita uma reflexão sobre as possibilidades de desenvolvimento da formação profissional a partir do aprofundamento da relação entre a categoria e o conjunto dos movimentos sociais, principalmente frente aos limites impostos pelo atual estágio da democracia brasileira.
2729 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO REFLEXÕES SOBRE O PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO COMO INSTRUMENTO DE LUTA NO ATUAL CONTEXTO SOCIETÁRIO Patricia Lima do Nascimento; Serviço Social. Projeto ético-político. Brasil. O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a importância do fortalecimento do Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro como instrumento de luta numa sociedade capitalista tão injusta e desigual. Assim sendo, faz-se necessário a materialização do referido Projeto profissional que intervenha em conjunto com a classe trabalhadora e seus representantes na defesa dos valores e princípios democráticos presentes no código de ética do Assistente Social que preconizam: o reconhecimento da liberdade, a defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo, ampliação e consolidação da democracia, entre outros. Ressaltamos que os referidos princípios têm sido desrespeitados e propagados como algo contrário à paz social e aos valores morais conservadores que ressurgem incentivando o discurso da criminalização e ações de repressão policial no enfrentamento da “questão social”. ALVES, Maria Aparecida; TAVARES, Maria Augusta. A dupla face da informalidade do trabalho: “autonomia” ou precarização. In: ANTUNES, Ricardo (Org.). Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo: Boimtempo, 2006. BARROCO, M. L. S. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. 8. ed. – São Paulo, Cortez, 2010. CEOLIN, G. F. Crise do capital, precarização do trabalho e impactos no Serviço Social. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 118, p. 239-264, abr./jun. 2014. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL 7ª. REGIÃO (CRESS). Código de Ética do Assistente Social de 1993. In: Assistente Social: ética e direitos. Coletânea de leis e resoluções. 5. ed. Rio de Janeiro, p. 30-44, 2008. DRAIBE, S. As políticas sociais e o neoliberalismo – Reflexões suscitadas pelas experiências latino-americanas. In. Revista USP, Mar./ Abr./ Mai. 1993. p. 86-101. FORTI, V. Ética, crime e loucura: reflexões sobre a dimensão ética no trabalho profissional. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. FORTI, V.; COELHO, M. Contribuição à crítica do Projeto Ético-Político do Serviço Social: considerações sobre os fundamentos e cotidiano institucional. In: Projeto Ético-Político do Serviço Social: contribuições a sua crítica. Coletânea Nova de Serviço Social. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2015. IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R.. Projeto profissional, espaços ocupacionais e trabalho do assistente social na atualidade. In: CFESS. Atribuições privativas do assistente social em questão. Brasília, 2012, p. 33-74. IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 38. ed. São Paulo: Cortez; Lima, Peru: CELATS, 2013. MOTA, A. E.; AMARAL, A. S. Reestruturação do capital, fragmentação do trabalho e Serviço Social. In: MOTA, A. E. (Org.). A nova fábrica de consensos. São Paulo: Cortez, 2010. NETTO, J. P. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2008 a. _______. A construção do Projeto Ético-Político do Serviço social. In: Serviço Social e saúde: trabalho e formação profissional. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2008b. SANTOS, C. M. Os instrumentos e técnicas: mitos e dilemas na formação profissional do assistente social no Brasil. 2006. Tese (Doutorado em XXX) – UFRJ/Escola de Serviço Social/Programa de Pós-graduação em Serviço Social, UFRJ, Rio de Janeiro, 2006. SANTOS, S. M. M. R. O CFESS na defesa das condições de trabalho e do Projeto Ético-Político profissional. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, n. 104, p. 695-714, 2010. SOARES, L. T. R. Ajuste neoliberal e desajuste social na América Latina. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000. SOARES, L. T. Os custos sociais do ajuste neoliberal na América Latina. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. TAVARES, M. C.; FIORI, J. L. Desajuste global e modernização conservadora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. TEIXEIRA, J.B.; BRAZ, M. O Projeto Ético-Político do Serviço Social. In: CFESS. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS, 2009.
2730 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO O movimento sindical brasileiro nos anos 2000: hegemonia neodesenvolvimentista e perda de combatividade Crismanda Maria Ferreira; Estado. Partido dos Trabalhadores. Sindicalismo. O presente artigo discute as inflexões, no âmbito do movimento sindical brasileiro, das configurações do Estado sob a hegemonia de governos do Partido dos Trabalhadores no Brasil. A pesquisa de base qualitativa, construída a partir de pesquisa bibliográfica e documental, problematiza os posicionamentos e estratégias sindicais que conformaram, ao nosso ver, uma burocracia sindical orientada para participação ativa no processo de legitimação da política de Estado neodesenvolvimentista, em detrimento da ação protagonista nas lutas operadas pelos trabalhadores nos anos 2000, a exemplo das jornadas de junho de 2013. A Central Única dos Trabalhadores, devido sua aproximação histórica com o Partido dos Trabalhadores, incorporou o discurso do “milagre brasileiro”, em especial, da distribuição de renda, de maneira que suas análises e estratégias sustentaram o projeto governista em curso. Já a Força Sindical teve a subordinação ao patronado como marca central de sua atuação, apontando no sentido de controle e contenção dos conflitos. ALVES, Giovanni. Reestruturação produtiva e crise do sindicalismo no Brasil. 1998. 417 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas – SP, 1998. AMARAL, Angela Santana do. Qualificação dos trabalhadores e estratégias de hegemonia: o embate de projetos classistas. 2005. 325 f. Tese (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Rio de Janeiro, 2005. ANTUNES, Ricardo. A “engenharia da cooptação” e os sindicatos no Brasil recente. 2011. ________. Adeus ao trabalho? 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2731 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO As “Vantagens” do Terceiro Setor em Salamon Alex Gonçalves dos Santos; Terceiro Setor; Associativismo Civil; Sociedade Civil; Serviço Social. O ensaio discute os idearios difundidos por Lester Salamon na Terceira Conferência Ibero-Americana sobre o Terceiro Setor, ocorrida em julho de 1996, na cidade de Salvador-BA/Brasil. Que veio a ser convertida em um texto sob o título: Estratégias para o fortalecimento do Terceiro Setor. Dissertamos e refutamos, usando referências à temática, a partir da extração do texto de Salamon, que faz a defesa na intenção de expandir a ideologia do Terceiro Setor e também, fortalece-lo. Contudo, o autor não leva em consideração as consequências e quais são os determinantes históricos da expansão dessa área. Trata-se também, de demonstrar as fragilidades no discurso de Salamon, sua concepção neoliberal e como isso repercute na sociedade e na profissão de Serviço Social na contemporaneidade. ANTUNES, R. Adeus ao trabalho? Ensaio sobe as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 16ª Ed. São Paulo: Cortez, 2015. ___________; DRUCK, G. A terceirização como regra? Rev. TST, Brasília, vol. 79, no 4, out/dez. 2013. Disponível em: http://aplicacao.tst.jus.br/dspace/bitstream/handle/1939/55995/011_antunes_druck.pdf?sequence=1. Acesso em 24 de maio de 2015. BATISTA, P. N. A Visão neoliberal dos problemas latino-americanos. Disponível: http://www.consultapopular.org.br/sites/default/files/consenso%20de%20washington.pdf. Acesso em: 29/05/2017. DURIGUETTO, M. L. Sociedade Civil e Democracia. São Paulo: Cortez, 2007. ENGELS, F; KAUTSKY, K. O Socialismo Jurídico. 2ª Ed. São Paulo: Boitempo, 2012. FERNANDES, R. C. Privado, porém público. O terceiro setor na América latina. Rio de Janeiro: Relume/Dumará, 1994. LAZZARATO, M. O governo das desigualdades. Crítica da insegurança neoliberal. São Paulo: EDUFSCAR, 2012. LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. São Paulo: EDIPRO, 2014. MARX, M. O Capital. Livro 3. Volume 4. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013. ________. Para a Questão Judaica. São Paulo: Expressão Popular, 2009. ________. Sobre a Questão Judaica. São Paulo: Boitempo, 2010. MAZZEO, A. C. Estado e Burguesia no Brasil: Origens da autocracia burguesa. São Paulo: Boitempo, 2015. MONTANÕ, C. (Orgs.) O canto da Sereia: crítica à ideologia e aos projetos do Terceiro Setor. São Paulo: Cortez, 2014. ___________. Terceiro setor e questão social: crítica ao padrão emergente de intervenção social. 6º Ed. São Paulo: Cortez, 2010. PEREIRA, L. C. B. Reforma do Estado para a cidadania. A reforma gerencial brasileira na perspectiva internacional. São Paulo: Editora 34, 1998. SALAMON, L. Estratégias para o fortalecimento do Terceiro Setor. Rio de Janeiro, 1996. SALVADOR, E. Fundo Público e Seguridade Social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010. SANTOS, A. G dos. O Serviço Social e o conservadorismo na sociedade brasileira contemporânea. Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-graduação em Serviço Social. PUC/SP: São Paulo, 2018. Disponível em: https://sapientia.pucsp.br/bitstream/handle/21016/2/Alex%20Gon%C3%A7alves%20dos%20Santos.pdf. Acesso em: 31/03/2019.
2732 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA O SERVIÇO SOCIAL Luciana da Conceição e Silva;Marcia Regina Botão Gomes; Residência Multiprofissional, Saúde, Projeto ético-político; Serviço Social Este artigo discutirá as contradições que envolvem o programa de Residência Multiprofissional em Saúde (RMS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) que no discurso oficial propõe mudanças na formação e no modelo de atenção à saúde visando fortalecer o SUS, entretanto, se insere em uma conjuntura de precarização do trabalho e da política de saúde. Compreende-se a inserção do Serviço Social na RMS como categoria importante pelo potencial de fortalecimento da perspectivada Reforma Sanitária e do seu projeto Ético Político profissional, considerando sua relativa autonomia e a realidade de contrarreformas. Destacaremos as principais tendências e desafios através do regate histórico-documental da RMS e da pesquisa qualitativa desenvolvida com profissionais de um Programa de Residência Multiprofissional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Problematizaremos os dilemas da formação e do trabalho vivenciado pela RMS e sua estratégia de expansão no país e pontuaremos seus desafios e possibilidades, principalmente ao Serviço Social.
2733 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO REINSERÇÃO SOCIAL DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE CÁRCERE Luiz Claudio Almeida Teodoro;Roseane de Aguiar Narciso Lisboa; Reinserção Social, Trabalho, Políticas Públicas, Sistema Prisional Este trabalho busca analisar as políticas públicas desenvolvidas, no mundo do trabalho, para reinserção social de mulheres que estão em situação de privação da liberdade. A ideia é refletir esta questão a partir de um projeto de pesquisa e extensão que foi desenvolvido na APAC da cidade de Rio Piracicaba. Na lógica da extensão foram realizadas oficinas de formação em economia solidária com as recuperandas, além de várias atividades para viabilizar uma rede de negócios solidários. No que se refere à pesquisa, foi feita revisão bibliográfica, entrevistas e análise documental, para coletar os dados. Apesar do projeto ainda está em andamento, pode-se analisar várias questões a respeito da reinserção social e do empoderamento de mulheres que estão no sistema carcerário, neste caso na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC). A realidade do sistema prisional no Brasil é perversa, não se tem uma estrutura que de fato recupere as pessoas, contribuindo com a lógica do senso comum de que “bandido bom é bandido morto”. A experiência com a APAC aponta que é possível reinserir a mulher no convívio social, superando os preconceitos e criando alternativas pela via do mundo do trabalho, a partir dos pressupostos da economia solidária. ANDRADE, D. A. APAC: a face humana da prisão. Belo Horizonte, Lutador, 2016. BRASIL. Constituição (1988) Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 2001. _______. Lei de Execução Penal. Brasília: Casa Civil, 1984. FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. http://www.forumseguranca.org.br/estatisticas/introducao/. Acesso em 19 de setembro de 2017. IBGE. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/rio-piracicaba/panorama. Acesso em 19 de setembro de 2017. INFOPEN. Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias. http://dados.mj.gov.br/dataset/infopen-levantamento-nacional-de-informacoes-penitenciarias. Acesso em 21 de setembro de 2017. LOWI, Theodore J. Distribuição, Regulação, Redistribuição: as funções do governo. New York: W. W. Northon e Company.1966 QUEIROZ, Nana. Presos que Menstruam. Rio de Janeiro, Saraiva, 2015. SANTOS, Wanderley Guilherme. Razões da Desordem. Rio de Janeiro:Rocco.1994. SOUZA, Celine. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, Porto Alegre, ano 8, n. 16, jul/dez 2006, p. 20-45. ZAULI, Eduardo Meira. Políticas Públicas e Políticas Sociais. Revista Pensar BH/Política Social. Belo Horizonte, SCOMPS/BH, 20
2734 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO Elementos para o debate sobre emancipação política de mulheres, negros e trabalhadores nos Estados Unidos: a inter-relação entre raça, classe e a questão da mulher Vânia Noeli Ferreira de Assunção; feminismo; questão racial Trata-se de uma resenha do livro de Angela Davis Mulheres, raça e classe, publicado no Brasil pela Boitempo em 2016.
2737 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Reflexões sobre ética, cotidiano e práxis profissional da/o assistente social Marisaura dos Santos Cardoso;Carla Alexandra Pereira; Serviço Social; Ética; Práxis profissional; Cotidiano de trabalho. O objetivo deste artigo é desenvolver uma reflexão sobre a ética e a práxis profissional do Serviço Social no cotidiano de trabalho da/o assistente social. Tendo por base os pressupostos fundamentais de Marx, será abordada de forma breve a ética profissional, a partir dos seus fundamentos ontológicos, filosóficos e sua relação à práxis do Serviço Social no cotidiano de trabalho. Constituem-se elementos de reflexão deste artigo, os fundamentos ontológicos e filosóficos da ética, o conceito de práxis, o significado real da profissão no contexto de reprodução das relações sociais, a explicitação de suas demandas e requisições socioprofissionais, o cotidiano de trabalho e os rebatimentos ao pleno exercício da prática profissional. A ética restrita por um longo tempo ao campo da filosofia, amplia-se para diferentes áreas do conhecimento. E ao incidir em diferentes setores da vida social e do cotidiano de trabalho das profissões, ela se apresenta como alternativa à reiteração de práticas profissionais conservadoras incentivadas pelo senso comum e pelo pragmatismo, ou para a efetivação de práticas progressistas voltadas para a defesa dos direitos humanos, da liberdade como princípio ético central, e contra todas as formas de violência, discriminação e exploração. BARROCO, Maria Lúcia. Os fundamentos sócio-históricos da ética. In: CAPACITAÇÃO em Serviço Social e política social. Módulo 02. Brasília. CEAD-UNB, 1999. P.120-136. _________. Ética & Serviço Social: fundamentos ontológicos. 3.ed. São Paulo. Cortez, 2005. _________. Fundamentos éticos do Serviço Social. In.: Serviço Social, Direitos Sociais e Competências Profissionais. 2009. Brasília. CEAD-UNB. P. 166-184. ___________. Ética: fundamentos sócio-históricos. São Paulo: Cortez, 2008 (Coleção biblioteca básica/serviço social; vol. 4). COSTA, Renata Gomes da e MADEIRA, Maria Zelma de Araújo. Trabalho, práxis e Serviço Social. In.: R. Katálysis, Florianópolis, v. 16, n. 1, p. 101-110, jan./jun. 2013. GUERRA, Yolanda.. A dimensão técnico-operativa do exercício profissional. In.: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora. Editora UFJF. 2012. HELLER, Agnes. Sociologia de lá vita cotidiana. Barcelona. Península, 1977. _________. O cotidiano e a história. 7.ed. São Paulo. Paz e Terra, 2004 IAMAMOTO, Marilda Vilela. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo. Cortez, 2007. NETTO, José Paulo. A construção do projeto ético‐político contemporâneo. In: Capacitação em Serviço Social e Política Social. Módulo 1. Brasília: CEAD/ABEPSS/CFESS, 1999. SARMENTO, Hélder Boska de Moraes. Instrumental técnico e o Serviço Social. In.: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora. Editora UFJF. 2012. TEIXEIRA, Joaquina Barata e BRAZ, Marcelo. O projeto ético-político do Serviço Social, In: Serviço Social, Direitos Sociais e Competências Profissionais. CEAD/ABEPSS/CFESS. 2009. VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. Coleção Pensamento Social Latino-Americano. São Paulo. Expressão Popular, 2007. _________. Ética. Rio de Janeiro. Brasiliense, 2009. _________. Ética. Tradução de João Dell’Anna. 36. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.
2738 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Serviço Social, Trabalho Profissional, Ética e Projeto Ético-Político Ingrid Adame Moreira; trabalho. ética. projeto ético-político. serviço social Esse artigo é fruto da pesquisa realizada para a elaboração da Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Mestrado em Serviço Social e Desenvolvimento Regional à Universidade Federal Fluminense. Objetivamos contribuir na discussão sobre ética, cotidiano, valor, moral e projeto ético-político para o trabalho profissional dos assistentes sociais. Bem como buscamos refletir também sobre as categorias “trabalho” e “processo de trabalho” no cotidiano do Serviço Social à luz dos parâmetros ético-políticos que orientam a profissão e de sua materialização no cotidiano profissional. AMARAL, Ângela; MOTA, Ana Elizabete e PERUZZO, Juliane. O novo desenvolvimentismo e as políticas sociais na América Latina. In:Mota, Ana Elizabete. Desenvolvimentismo e Construção de hegemonia: crescimento econômico e reprodução da desigualdade. 1ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2012 BACKX, Sheila; FILHO, Rodrigo; SANTOS, Cláudia Mônica. A dimensão técnico-operativa do Serviço Social: questões para reflexão. In: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. 1 Edição. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora, 2012. BARROCO, Maria Lúcia. Ética e Serviço Social. Fundamentos Ontológicos. 6ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2008. BRAVO, Maria Inês. O trabalho do assistente social nas intâncias públicas de Controle Democrático. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. CARDOSO, Priscila Fernanda. Ética e Projetos profissionais: os diferentes caminhos do Serviço Social no Brasil. 1 Edição. Editora Papel Social, Campinas, 2013. ENGELS, Friedrich; e MARX, Karl. A Ideologia Alemã. 8 Edição. São Paulo: Editora Hucitec, 1991. GRANEMANN, Sara. Processos de trabalho e Serviço Social. In: Capacitação em Serviço Social: Módulo II: Crise Contemporânea, questão social e Serviço Social. Brasília: CFESS, ABEPSS, CEAD, UNB, 1999. GUERRA, Yolanda. A dimensão investigativa no exercício profissional. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 2ª Edição. Editora Paz e Terra, 2011. IAMAMOTO, Marilda. O Serviço Social na cena contemporânea. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. __________ Renovação e Conservadorismo no Serviço Social – Ensaios Críticos. 8ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2007. IASI, MAURO Luis. Ensaios sobre consciência e emancipação. 2ªed. São Paulo: Expressão Popular, 2011. LESSA, L. Mundo dos homens: trabalho e ser social, São Paulo: Boitempo Editorial, 2002. LUKÁCS, Gyorgy. Prolegômenos. Para uma Ontologia do ser social. São Paulo: Boitempo,2010. MARX, Karl. Manuscritos econômico filosóficos. Acessado em: 20 de outubro de 2013. Disponível em: https://marcosfabionuva.files.wordpress.com/2011/08/manuscritos-econc3b4mico-filosc3b3ficos.pdf MATOS, Maurílio. Serviço Social, ética e saúde. Reflexões para o exercício profissional. 1ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2013. NETTO, José Paulo. A construção do Projeto ético-político do Serviço Social. In: Serviço Social e Saúde: formação e trabalho profissional. 2ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2007. RAICHELLIS, Raquel. O trabalho do assistente social na esfera estatal. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. __________, Raquel. O assistente social como trabalhador assalariado: desafios frente às violações de seus direitos. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, número 107, julho/setembro de 2011. VALLE, Jonatas. Entre o princípio da emancipação e o fardo da institucionalização: dilemas do projeto ético-político profissional na busca de caminhos para a intervenção. Dissertação de mestrado apresentada à Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2012. VAZQUEZ, Adolfo. Ética. 14ª Edição. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 1993.
2739 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O princípio ético-político da liberdade: fundamento do projeto profissional Gleyce Figueiredo de Lima; projeto ético-político, liberdade, trabalho e ontologia O artigo que ora apresentamos O princípio ético-político da liberdade: fundamento do projeto profissional possui como objeto de estudo os fundamentos histórico-ontológicos do 1º dos 11 princípios do Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais, a saber: “Liberdade como princípio ético central e as demandas políticas a ela inerentes: autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais” (CFESS, 1993). Este princípio é o mais representativo e abrangente dos princípios do código porque expressa um grau superior de universalidade. Ao apontar a disputa política para a conquista da plena expansão dos indivíduos – tomados como indivíduos sociais, logo se distanciando de qualquer abordagem filosófica que supõe uma cisão entre indivíduo e sociedade – atribui a liberdade, na sua condição de valor ético, a capacidade de devolver aos homens a genericidade obscurecida pelo capital. Ao realizar o debate, pretendemos desmistificar concepções presentes no discurso, nas ações políticas e na atuação profissional de alguns segmentos da categoria que, advogando o Projeto Ético Político, pretende “justificar” posicionamentos que em pouco (ou quase nada) estão alinhados aos princípios de nosso projeto profissional, esclarecemos que não se trata de uma mera petição de princípios, mas, sobretudo, de fundamentos. Neste sentido, a liberdade no projeto profissional de ruptura é assimilada como um das esferas de objetivação do ser social cujo solo genético é a categoria trabalho. BARROCO, Maria Lucia Silva. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. 4ª edição, São Paulo, Cortez, 2006. BEHRING, Elaine Rossetti. Brasil em contrarreforma - desestruturação do Estado e perda de direitos, 2ª edição, São Paulo, Cortez, 2003. BONETTI, D, A. SILVA, M, V. SALLES, M. & GONELLI, V, MM (org.). Serviço Social e Ética: Convite a uma nova práxis. 2ª edição, São Paulo, Cortez, 1998. BRAZ, Marcelo. “O governo Lula e o projeto ético-político do Serviço Social”. IN: Serviço Social & Sociedade. São Paulo, Cortez, nº 78, julho, 2004. CFESS, Código de Ética Profissional do Assistente Social, Rio de Janeiro, 1986. ______. Código de Ética Profissional do Assistente Social, Brasília, 1993. DE LA VOLPE, Galvano. La libertad comunista. 1ª edição, Barcelona, Icaria Editorial, 1977. LESSA, Sérgio. Lukács, ontologia e método: em busca de um (a) pesquisador interessado (a)”, Revista Praia Vermelha, V. 1, nº 2, Pós-graduação em Serviço Social, UFRJ, 1999. ____________. Mundo dos homens: trabalho e ser social. 1ª edição, São Paulo, Boimtempo, 2002. LIMA, Gleyce Figueiredo de. Projeto Ético-Político do Serviço Social: Pressupostos históricos e teórico-metodológicos. Trabalho de Conclusão de Curso - Departamento de Serviço Social de Niterói, Faculdade de Serviço Social, UFF, Niterói, 2005. LUKÁCS, György . As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. Revista Temas de Ciências Humanas, São Paulo, Ciências Humanas, 1978. ______________. Ontologia del Ser Social: el trabajo. Tradución: Antonino Infranca & Miguel Vedda. Iª edição, Buenos Aires, Herramienta, 2004. _____________. Ontologia do Ser Social: Os princípios metodológicos fundamentais de Marx. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. São Paulo, Ciências Humanas, 1979. MARX, Karl. Manuscritos Econômicos - Filosóficos. São Paulo, Martin Claret, 2006. NETTO, José Paulo & BRAZ, Marcelo. Economia Política: uma introdução crítica. Biblioteca Básica de Serviço Social, V 1, São Paulo, Cortez, 2006. SCHAFF, Adam. O marxismo e o indivíduo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967.
2740 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O Projeto Ético Político e a interface com o conceito de Dignidade Humana Vanda Borges de Souza; Direitos Humanos, Dignidade Humana, Projeto ético-político; Serviço Social O objetivo deste artigo é refletir sobre das contrafações do conceito da dignidade humana que assola a sociedade do mundo contemporâneo capitalista. Destaca-se nesta reflexão a forma intransigente com que o projeto ético-político do Serviço Social atua na defesa desse conceito. Trata-se de uma reflexão teórica que busca apresentar a interface e similitudes da Declaração de Direitos Humanos com os princípios do Código de Ética da profissão. A metodologia adotada compreende uma revisão entre autores que discutem este o tema. Na conclusão são apresentadas as contribuições que o projeto ético-político e o Código de Ética trazem para este debate. BARROCO. M.L.S. A historicidade dos direitos humanos. Núcleo de estudos e pesquisa em ética e direitos humanos do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUC/SP. 2014. Disponível: http://nepedh.blogspot.com.br/2014/08/a-historicidade-dos-direitos-humanos.html Acesso em: 03 abril 2018. CARBONARI, Paulo César. Direitos Humanos: sugestões pedagógicas. Passo Fundo: Instituto Superior de Filosofia Berthier, 2010. Disponível: http://www.memoriaenelmercosur.educ.ar/wp-content/uploads/2009/03/direitos-humanos-sugestoes-pedagogicas.pdf. Acesso em: abril 2018. CFESS. Código de Ética Profissional do(a) Assistente Social. Brasília, 1993. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível: http://www.onu.org.br/img/2014/09/DUDH.pdf Acesso em: abril 2018.
2741 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS A Ética do Serviço Social e o preconceito contra a diversidade sexual em contexto neoliberal e neoconservador Marco Gimenes Santos; Serviço Social. Heterossexismo. Heteronormatividade. Ética. Fundamentar as contribuições do Serviço Social no combate ao preconceito contra a diversidade sexual em contexto neoliberal e neoconservador através da análise da Ética do Serviço Social. Metodologia: Pesquisa social exploratória mediante pesquisa bibliográfica com análise do Sexto, Oitavo e Décimo primeiro princípios fundamentais do Código de Ética do/a Assistente Social de 1993 e das Resoluções do CFESS 489 de 2006, 615 de 2011 e 845 de 2018. Resultados: As contribuições consistem em reconhecer a existência e relevância social do preconceito contra a diversidade sexual, do heterossexismo e da heteronormatividade e lutar contra ele, compreender que a dominação-exploração por orientação sexual e identidade de gênero constituem expressões da Questão Social, promover cultura de respeito à diversidade de expressão e identidade de gênero, respeitar o uso do nome social e acompanhar de forma integral quem necessita do processo transexualizador. Conclusões: O Projeto Ético e Político do Serviço Social pede o enfrentamento do preconceito contra a diversidade sexual pelo empenho na eliminação de qualquer preconceito, defesa dos direitos humanos da comunidade LGBT socialmente discriminada que luta por sua cidadania plena, a dominação-exploração de gênero contempla a orientação sexual e identidade de gênero, exercício do Serviço Social sem discriminar, compromisso com a despatologização da transexualidade e a construção de uma nova ordem societária radicalmente justa e democrática envolve o enfrentamento desse preconceito, sobretudo em conjuntura neoliberal e neoconservadora. BARROCO, Maria Lúcia S. Não passarão! Ofensiva neoconservadora e Serviço Social. Serv. Soc. Soc, n 124, p. 623-636, 2015. _______. Biblioteca básica de serviço social. Ética: fundamentos sócio-históricos. São Paulo: Cortez, 2010. BEHRING, Elaine Rossetti. Política Social no Capitalismo Tardio. 5.ed. São Paulo: Cortez, 2005. BRASIL. 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2742 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS SERVIÇO SOCIAL E INSTRUMENTOS NORMATIVOS-LEGAIS NA TRAJETÓRIA SÓCIO-HISTÓRICA DA PROFISSÃO NO BRASIL Patricia Lima do Nascimento; Serviço Social. Código de Ética. Brasil. O presente artigo tem por objetivo resgatar os aportes teórico-metodológicos presentes na trajetória sócio-histórico profissional do Serviço Social desde o seu surgimento como profissão no Brasil até os dias atuais. Trata-se de estudo de reflexão teórica que pretende analisar também a importância dos instrumentos normativos-legais da profissão no direcionamento e respostas profissionais, tendo em vista a ameaça do conservadorismo em sua essência ou sob nova roupagem, além do cenário de crise contemporânea do capital em curso desde os anos de 1970, que afeta e reconfigura o âmbito do trabalho de maneira significativamente negativa. BARROCO, M. L. S. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. 8. ed. – São Paulo, Cortez, 2010. CFAS (Conselho Federal de Assistentes Sociais). Código de Ética Profissional do Assistente Social, 1965. CFAS (Conselho Federal de Assistentes Sociais). Código de Ética Profissional do Assistente Social, 1975. CFAS (Conselho Federal de Assistentes Sociais). Código de Ética Profissional do Assistente Social, 1986. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL 7ª. REGIÃO (CRESS). Código de Ética do Assistente Social de 1993. In: Assistente Social: ética e direitos. Coletânea de leis e resoluções. 5. ed. Rio de Janeiro, p. 30-44, 2008 a. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL 7ª. REGIÃO (CRESS). Exercício Profissional e Instrumentos Normativos: uma relação necessária. Revista Práxis, Espaço COFI, Edição do Conselho Regional de Serviço Social – CRESS/RJ 7° região, n. 46, p. 9, set./out. 2008b. IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 38. ed. São Paulo: Cortez; Lima, Peru: CELATS, 2013. NETTO, J. P. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2008 a. _______. A construção do Projeto Ético-Político do Serviço social. In: Serviço Social e saúde: trabalho e formação profissional. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2008b. FORTI, V. Ética, crime e loucura: reflexões sobre a dimensão ética no trabalho profissional. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. SIMÕES, C. Na Ilha de Robinson: a autonomia profissional no liberalismo. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, n. 99, 2009. SANTOS, S. M. M. R. O CFESS na defesa das condições de trabalho e do Projeto Ético-Político profissional. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, n. 104, p. 695-714, 2010. TERRA, S. H. Marcos legais e éticos do Serviço Social: construção dos parâmetros normativos do Serviço Social no Brasil. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, n, 99, 2009.
2743 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS DIREITOS HUMANOS E PROTEÇÃO SOCIAL: UM OLHAR AOS FUNDAMENTOS SÓCIO-HISTÓRICOS EM SUA RELAÇÃO COM A CONTEMPORANEIDADE Graziela Milani Leal; Direitos Humanos; Proteção Social; Fundamentos Sócio-históricos; O presente artigo tem como objetivo, a partir de uma revisão bibliográfica da literatura acerca dos fundamentos sócio-históricos, contribuir para a compreensão dos processos de luta e de construção dos direitos humanos e de sua correlação com a conformação da proteção social na realidade brasileira. Visa-se, alicerçado em um estudo dialético, trazer à tona acontecimentos históricos que ainda impactam na atualidade e na configuração da sociedade. Traz-se um olhar à historicidade da construção de conceitos como direitos humanos e proteção social, traçando a sua relação com a realidade conjuntural vivenciada – sobretudo para compreender suas manifestações e construir uma conexão com a atualidade, em que o conservadorismo vem ganhando espaço em detrimento de direitos duramente conquistados. Com as novas manifestações da questão social, com a intensificação das desigualdades e com o parco investimento na área social e nas próprias políticas públicas, verifica-se, na realidade concreta, que a garantia de direitos humanos ainda figura como um desafio a ser enfrentado e superado no tempo presente. AGUINSKY, B. G.; PRATES, J. C. Direitos Humanos e Questão Social. Textos & Contextos (Porto Alegre), Porto Alegre, v. 10, n. 1, p. 1-4, jan./jul. 2011. Editorial. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2018. ALVES, G. Crise estrutural do capital, maquinofatura e precarização do trabalho: a questão social no século XXI. 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2744 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Abuso sexual: formação profissional, condições de enfrentamento da proteção social especial e o adoecimento do profissional que atua no atendimento às vítimas Elizabeth Da Silva Alcoforado; Violência Sexual Intrafamiliar; Equipe multidisciplinar;Adoecimento profissional. O presente artigo é fruto da tese de doutorado em sociologia/UFPB - O PODER NOS MUROS DO SILÊNCIO: abuso sexual, segredo e família, defendida em 2016. ALVES, Giovanni. Trabalho e Subjetividade: o espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório. São Paulo: Boi Tempo, 2011. AMARO, Sarita. Crianças vítimas de violência – Das sombras do sofrimento à genealogia da resistência: uma nova teoria científica. 2ª ed Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. AZEVEDO, Maria Amélia, GUERRA, Viviane Nogueira de Azevedo. (Orgs)Crianças Vitimizadas: a síndrome do pequeno poder. São Paulo: Iglu, 1989, 2007. BRASIL, Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS). Brasília: DF, 7 de dezembro de 1993. BRASILIA. Lei Nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8742compilado.htm. Acesso em: 10 de setembro de 2017 BRASIL, Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual, Brasília, 2000. CARVALHO, Maria do Carmo B. A ação em rede na implementação de políticas e programas sociais públicos. Disponível em> , http://www.lasociedadcivil.org/wp-content/uploads/2014/11/a_ao_em_rede_na_implementao.pdf> Acessado em 10/08/2017. ELIAS, Nobert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. FALEIROS, Eva T. Silveira. Repensando os conceitos de violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Coleção garantia de Direitos Séries Subsídios Tomo I. Ministérios da Justiça, 1998. In: AMARO, Sarita. Crianças vítimas de violência – Das sombras do sofrimento à genealogia da resistência: uma nova teoria científica. 2ª ed Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011 FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Editora Graal, 1999. ________________. Vigiar e Punir: história da violência nas prisões. 24ª ed. Petrópolis :Vozes, 2005 FURINI, Luciano Antonio. Redes sociais de proteção integral à criança e ao adolescente: falácia ou eficácia. São Paulo: UNESP, 2011 GUERRA, Viviane Nogueira de A (Orgs.) Infância e Violência Domestica: fronteiras do conhecimento. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 1998. PALMONARI, Augusto y ZANI, Bruna. Psicología social de la comunidade, Buenos Aires, Nueva Visión, 1990. In: VELÁZQUEZ, Susana. Violencias y famílias. Buenos Aires: Paidós, 2012 SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnicas e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006 VELÁZQUEZ, Susana. Violencias y famílias. Buenos Aires: Paidós, 2012
2745 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS INQUIRIÇÃO JUDICIAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES E SUA INTERFACE COM OS DIREITOS HUMANOS: UMA CONTRIBUIÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL Adeilza Clímaco Ferreira;Carla Montefusco Oliveira; Direitos Humanos; Inquirição Judicial; Violência Sexual; Serviço Social; O presente artigo tem a finalidade de proporcionar um debate sobre a relação entre Direitos Humanos e os processos de Inquirição Judicial destinado aos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes e os desafios postos aos profissionais de Serviço Social. O percurso teórico metodológico tem como elemento chave a análise bibliográfica e documental, tomando como referência o debate sobre as categorias que perpassam a abordagem crítica sobre o tema. A consolidação dos Direitos Humanos em âmbito internacional e nacional é permeado por um campo de ambiguidades e contradições que tem implicações na garantia de direitos e no enfrentamento as formas de violação presentes nesta sociabilidade. No Brasil, ao analisarmos o debate atinente à população Infanto-Juvenil, observa-se que as ações realizadas como forma de romper com o ciclo de violência sexual acabam proporcionando um processo de revitimização e responsabilização da vítima. A Inquirição Judicial nestes casos passou a ser implementada pelo poder judiciário no país com a justificativa de proporcionar a proteção integral aos sujeitos vitimados. Neste cenário, os profissionais de Serviço Social estão sendo chamados a atuar como intérprete do Juiz no desenvolvimento da inquirição, ferindo os preceitos do Código de Ética e do seu projeto ético-político. Além disso, ressalta-se que esses processos de inquirição judicial transferem a responsabilidade para a vítima e acaba por priorizar a produção de provas em detrimento da garantia de direitos humanos das crianças e adolescentes. AZAMBUJA, Maria Regina Fay de. A interdisciplinaridade na violência sexual. Serviço Social & Sociedade n. 115. Especial. Área Sociojurídica. São Paulo, Cortez Editora, julho/setembro de 2013. p. 487-507. AZEVEDO, M. A. E GUERRA, V. N. A. infância e violência doméstica: fronteiras do conhecimento. 5 ed. São Paulo, Cortez, 2009, p.29-54. BARROCO, M. L. S. Direitos Humanos e desigualdade. In: As Novas Faces da Barbárie Capitalista: desigualdade se combate com direitos. Brasília: CFESS, 2013. BRASIL. Lei nº 13.431/2017. Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13431.htm. Acesso em: 26 de abr. de 2017. CHAUÍ, M. 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2746 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS A Intersetorialidade e o Cuidado Psicossocial: Reflexões a partir de intervenções junto à mãe usuária de crack e com trajetória de rua Peter Augusto Da Silva; Psicossocial. Intersetorial. Mães usuárias de crack. Cidadania. A partir de uma experiência profissional adquirida em uma Unidade do Centro de Referência Especializado em Atendimento para População em Situação de Rua (Centro POP), o presente artigo visa contribuir nas reflexões teórico-metodológicas e no debate profissional, no âmbito da conduta intersetorial no acompanhamento e na atenção psicossocial desenvolvida junto às mães usuárias de crack e com trajetória de rua. O percurso metodológico consistiu-se, por meio, de um breve estudo de caso à luz de uma revisão bibliográfica sobre a temática, considerando a perspectiva crítico-dialética. Objetiva-se contribuir nas discussões das políticas sociais sobre a substancialidade de uma conduta intersetorial e a perspectiva da centralidade de ações psicossociais que se balizem na oferta de um acompanhamento que desempenhe um suporte necessário às famílias, viabilizando o cumprimento do seu papel na defesa dos direitos, na construção de sua cidadania e no exercício da função protetiva familiar. Bastos, F. I; Bertoni, N. 2014. Pesquisa Nacional sobre o uso de crack: quem são os usuários de crack e/ou similares do Brasil? quantos são nas capitais brasileiras? / organizadores: Francisco Inácio Bastos, Neilane Bertoni. – Rio de Janeiro: Editora ICICT/FIOCRUZ, 2014. BRASIL, Decreto nº 7.053, de 23 de dezembro de 2009. Institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua e seu Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento, e dá outras providências. 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2747 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS DIREITOS HUMANOS E MORADIA: IMPLICAÇÕES PARA O SERVIÇO SOCIAL Carla Graziela Rodegueiro Barcelos Araújo;Cristine Jaques Ribeiro;Nino Rafael Medeiros Kruger; Direito à moradia. Direitos Humanos. Serviço Social O presente artigo tem o objetivo de analisar a relação dos temas dos direitos humanos e da moradia, apresentando o cenário das ciências sociais aplicado como ambiente profícuo para sua construção. Para tanto, identifica a questão do direito à moradia como direito social, reconhecendo a importante relação com o Projeto ético-político-profissional do Serviço Social. A intenção é produzir uma escrita que elimine problematizações acerca do tema. Assim, são apresentadas as lutas sociais no Brasil para a efetivação do direito à moradia, bem como, os acordos e as legislações internacionais deste direito enquanto direito humano. Expõe, ainda, a implicação do Serviço Social e do Projeto Ético-Político no compromisso critico com a defesa do direito à moradia como direito social e humano. Por fim, considera o direito à moradia como direito absoluto na constituição brasileira, mas que sofre condicionamento frente ao direito à propriedade. Tal questão desafia a profissão a enfrentar os processos de segregação e desigualdade socioambiental que sofre a população trabalhadora no que se refere à exploração da terra e do território.
2748 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS DA TRADIÇÃO PROGRESSISTA DA MODERNIDADE À DECADÊNCIA IDEOLÓGIDA DA BURGUESIA: questões para o Serviço Social Carmen Ferreira Corato Costa; Palavras-chave: Iluminismo; Modernidade; Pensamento conservador e Pós-modernidade; Serviço Social. Este paper tem por objeto a constituição da razão moderna (componente fundamental da Modernidade), no âmbito da tradição progressista do Iluminismo, e suas dificuldades na sequência das revoluções de 1848 – o desenvolvimento do conservadorismo e o surgimento do moderno irracionalismo (com sua influência mais recente nas teorias pós-modernas). O referencial a que remete a argumentação é a teoria marxiana da decadência ideológica da burguesia, explorada especialmente por Lukács. BOTTOMORE, T. B., NISBET, R. História da Análise Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. COUTINHO, C. N. O estruturalismo e a miséria da razão. S. Paulo: Expressão Popular, 2010. EAGLETON, T. As ilusões do pós-modernismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. ____________. Depois da teoria: um olhar sobre os estudos culturais e o pós-modernismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. ESCORSIM NETTO, L. O conservadorismo clássico: elementos de caracterização e crítica. S. Paulo: Cortez, 2011. FREDERICO, C. O jovem Marx: 1843-1844. As origens da ontologia do ser social. S. Paulo: Expressão Popular, 2009. HARVEY, D. Condição pós-moderna. S. Paulo: Edições Loyola, 2008. HOBSBAWM, E. J. Era dos extremos. O breve século XX (1914-1991). S. Paulo: Cia. das Letras, 1995. HORKHEIMER, M. Crítica de la razón instrumental. Buenos Aires: Sur, 1973. IAMAMOTO, M. V. Renovação e conservadorismo no Serviço Social. Ensaios críticos. S. Paulo: Cortez, 1994. LESSA, S. Capital e Estado de Bem-Estar. O caráter de classe das políticas públicas. S. Paulo: Instituto Lukács, 2013. LÖWY, M. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen. S. Paulo: Cortez, 1994. LUKÁCS, G.. El asalto a la razón: la trayectoria del irracionalismo desde Schelling hasta Hitler. México: Fondo de Cultura Económica, 1959. __________. Para uma ontologia do ser social. S. Paulo: Boitempo, I, 2012. __________. O jovem Marx e outros escritos de filosofia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2ª ed., 2009. __________ . Marxismo e teoria da literatura. S. Paulo: Expressão Popular, 2ª ed., 2010. MARCUSE, H. Razão e revolução: Hegel e o advento da teoria social. S. Paulo: Paz e Terra, 2004. MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos escolhidos. S. Paulo: Abril Cultural/Os pensadores, 2ª ed., 1978. ________. O capital: crítica da Economia Política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileiro, I, 2006. _______. Contribuição à crítica da Economia Política. S. Paulo: Expressão Popular, 2007. MARX, K., ENGELS, F. Manifesto do partido comunista. S. Paulo: Cortez, 1998. __________________. A ideologia alemã. S. Paulo: Martins Fontes, 2001. MÉSZÁROS, I. Para além do capital. S. Paulo: Boitempo, 2002. NETTO, J. P. Crise do socialismo e ofensiva neoliberal. Cortez: S. Paulo, 1993. __________ . “Razão, ontologia e práxis”. Serviço Social e Sociedade. S. Paulo: Cortez, ano XV, nº 44, abril/1994. __________ . “Transformações societárias e serviço social”. Serviço Social e Sociedade. S. Paulo: Cortez, ano XVII, nº 50, abril/1996. __________. Capitalismo monopolista e Serviço Social. S. Paulo: Cortez, 2011. __________. “Uma face contemporânea da barbárie”. In Gilmaísa M. C., Souza, R. (orgs.). O social em perspectiva. Políticas, trabalho, serviço social. Maceió: EDUFAL, 2013. NETTO, J. P., BRAZ, M. Economia Política: uma introdução crítica. S. Paulo: Cortez, 6ª ed., 2010. NISBET, R. O conservadorismo. Lisboa: Estampa, 1987. PRIBERAM. DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Disponível em: https://www.priberam.pt/dlpo/. Acesso em: 04 agos 2017. ROUANET, S. P. As razões do iluminismo. S. Paulo: Companhia das Letras, 1987. SANTOS, J. S. Neoconservadorismo pós-moderno e Serviço Social brasileiro. S. Paulo: Cortez, 2007. TOCQUEVILLE, A. de. Lembranças de 1848: as jornadas revolucionárias em Paris. S. Paulo: Companhia das Letras, 2011. WOOD, E. M., FOSTER, B. J. (orgs.). Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
2749 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS A CRISE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA: considerações sobre seus antecedentes, principais aspectos e tendências Alex Gonçalves dos Santos;Claudia Cristina Góis;Daniele Correia;Michelli Aparecida Daros;Thaís Ribeiro Esteves; Crise. Capitalismo. Setor financeiro. História Esse artigo busca fazer um breve aparato histórico do desencadeamento da crise de 2008 eclodida na América central. Quais os principais motivos que permitiram o surgimento da crise do mercado imobiliário, mais uma crise que é parte constituinte do modo de produção capitalista. Quais as instituições financeiras envolvidas, como contribuíram para o crescimento da bolha financeira e os ajustes realizadas dos diferentes governos e a flexibilização das leis em detrimento da criação do valor, do lucro exacerbado. Pontuamos também, a repercussão dessa crise no Brasil. Como ocorreu, se desenvolveu, quais as respostas dadas pelo governo federal frente ao seu enfrentamento e as principais consequências para a classe trabalhadora que é o grupo que mais paga pelas crises nesse modo societário. Esse trabalho descreve os fatos, os envolvidos e as consequências de um mecanismo que se perpetua há mais de meio século, que para isso, arrasta todas as vidas dos mais “fracos” do meio social. ARAGÃO, Thêmis Amorim; CARDOSO, Adauto Lúcio. Do fim do BNH ao Programa Minha Casa Minha Vida: 25 anos da política habitacional no Brasil. IN: CARDOSO, Adauto. Lúcio. (Org): O Programa Minha Casa Minha Vida e seus Efeitos Territoriais. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2013. BATISTA, Paulo Nogueira. O CONSENSO DE WASHINGTON: A Visão neoliberal dos problemas latino-americanos. Disponível em: http://www.fau.usp.br/cursos/graduacao/arq_urbanismo/disciplinas/aup0270/4dossie/nogueira94/nog94-cons-washn.pdf CONCEIÇÃO, Jefferson José da. O ABC da Crise. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009. FERGUSON, Charles. Trabalho Interno (InsideJob). EUA, 2010 (documentário). MIRANDA, Nilmário. Para entender a Crise. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009. OLIVEIRA, Francisco Maria Cavalcanti de. Criar cinco Embraer por ano. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009. PAULANI, Leda. Sobre acumulação de capital, crise e expansão financeira (Vídeo). 2012. Disponível em: http://marx21.com/2012/02/27/leda-paulani-sobre-acumulacao-de-capital-crise-e-a-expansao-financeira/ SALVADOR, Evilasio. Fundo Público e Seguridade Social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010. SAMPAIO JR, Plínio de Arruda. A natureza da crise e os dilemas da revolução. IN: Margem Esquerda. Ensaios Marxistas. Nº 15. São Paulo: Boitempo, 2010. SILVA, Ademir Alves da. A crise capitalista contemporânea e as relações entre Estado, mercado e sociedade: subsídios para avaliação das políticas sociais. In: Revista Ponto e Vírgula n. 10, 2º. Semestre de 2011, pp.260-281, São Paulo: PEPG em Ciências Sociais, PUC-SP. ______________________. A gestão da seguridade social brasileira: entre a política pública e o mercado. São Paulo: Cortez Editora, 2010. SINGER, Paul. O Ministério do inter-relacionamento entre finanças e a economia da produção e produção. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009. SISTER, Sérgio. A Crise do Dinheiro Solto. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009.
2750 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O FIO DA NAVALHA: A EXTENSÃO DO DESMONTE DOS DIREITOS E AS INFLEXÕES PARA O SERVIÇO SOCIAL Ingridy Lammonikelly da Silva Lima;Bernadete de Lourdes Figueiredo de Almeida; Crise do capitalismo. Trabalho; Direitos Sociais. Serviço Social. Esse artigo de cunho qualitativo, de caráter exploratório e descritivo que se fundamenta em uma pesquisa bibliográfica tem o objetivo de compreender o desmonte dos direitos sociais ocasionado pela atual conjuntura brasileira. Além disso, objetiva-se a análise dos efeitos desse momento político e econômico para o Serviço Social. O método do materialismo histórico dialético utilizado nessa pesquisa se debruça sobre as categorias mediação, historicidade e dialética com o propósito de desvelar a realidade para além da aparência, compreendendo como o processo de impeachment, que inaugura mais um golpe brasileiro para a classe trabalhadora, vem acontecendo no país e qual sua relação com o modo de produção capitalista. Diante disso, apontamos aqui como resultados um rebatimento da conjuntura política, econômica, social e cultura atual brasileira e sua relação com o capitalismo sobre o mundo do trabalho e dos direitos sociais, com fortes intervenções no Serviço Social, pela sua própria natureza.
2751 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O COMPLEXO IDEOLÓGICO DO CAPITAL E SEUS IMPACTOS NO CONTROLE SOCIAL DO SUS NO BRASIL Aparecida Dantas de Almeida Medeiros; Capital. Controle Social. SUS. Marxismo. O artigo se dispõe a realizar uma breve análise crítica sobre a intensificação da Proposta Neoliberal de reforma estrutural do Estado, condicionada à lógica do mercado capitalista, na qual o Brasil, neste contexto de transformações político-econômicas e constantes crises, vêm favorecendo a valorização e internacionalização do capital financeiro em detrimento do capital produtivo, o que acarreta a precarização das relações sociais de trabalho, um grave quadro de degradação social, a redução dos investimentos do Estado para com as Políticas Sociais, em especial o SUS, que, sob a lógica privatista do complexo ideológico do capital promove a desarticulação dos movimentos sociais, o recuo do aprendizado democrático e o enfraquecimento da participação da população nos espaços de controle social e o consequente aprofundamento das expressões da Questão Social COUTINHO, Carlos Nelson. Dualidade de Poderes: Estado e revolução no pensamento marxista. In: __. Marxismo e política. São Paulo. Cortez. 1994. BEHRING, Elaine Rossetti. Política Social no capitalismo tardio. São Paulo. Cortez. 1998. _________, Elaine Rossetti. Brasil em contrarreforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2 ed. – São Paulo : Cortez, 2008. BIDARRA, Zelimar Soares. Conselhos Gestores de políticas públicas: uma reflexão sobre os desafios para a construção de espaços públicos. In: Revista Serviço Social e Sociedade, nº 88, Ano XXVI, São Paulo: Cortez, novembro de 2006. (p. 41-58) CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos e Competências profissionais. – Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. 760 p (Publicação: Conselho Federal de Serviço Social – CFESS, Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS. v. 1) HARVEY, David. O Neoliberalismo: história e implicações. Tradução: Adail Sobral e Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola, 2008. (Cap. 1). IANNI, Octávio. Classe e nação. Petrópolis:Vozes, 1986. MÉSZÁROS, Istvan. Das crises cíclicas à crise estrutural, In: MÈSZÁROS,Istvan. Atualidade histórica da ofensiva socialista. Sâo Paulo: Boitempo, 2010. OLIVEIRA, Francisco de. Crítica à razão dualista. O ornitorrinco. São Paulo. Boitempo Editorial. 2003. SAES, Decio. Estado e Democracia: ensaios teóricos. 2 ed Campinas: UNICAMP, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 1998. SIMIONATTO, Ivete. A contribuição de Gramsci para análise do Estado. In: COSTA, Lúcia Cortez da. Estado e Democracia: pluralidade de questões. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2008.
2752 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NO ESPAÇO EDUCACIONAL: uma contribuição para a afirmação do direito à educação no IFRN Sheine Santos do Nascimento;Geovana Reis Silva Barra; Exercício profissional; Serviço Social; Assistência Estudantil; IFRN O acesso e a permanência na educação têm se apresentado como um desafio na cena contemporânea, tendo em vista o contexto de transformações que atravessam a sociedade brasileira, redefinindo as condições de trabalho e de existência da classe trabalhadora. É em meio a esse contexto, definido pelo acirramento das expressões da questão social e pela retração de suas respostas, que se dá a inserção dos profissionais de Serviço Social no âmbito da política educacional. Partindo desse entendimento, o estudo aqui desenvolvido apresenta uma análise do exercício profissional do assistente social no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, na particularidade do trabalho desenvolvido na assistência aos estudantes. A discussão realizada resulta de estudos teóricos e objetivou apresentar a contribuição desse profissional para a afirmação da educação enquanto um direito fundamental, possibilitando identificar que, ainda que imerso em um cotidiano marcado por desafios, tem contribuído para a concretização do acesso a partir da defesa da assistência estudantil como pressuposto indispensável à permanência. BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 2011. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988. ______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: . Acesso em: 19 de jun. 2017. ______. Lei nº 10172, de 09 de janeiro de 2001. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: 20 de mai. 2017. ______. Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010. Dispõe sobre o Programa Nacional de Assistência Estudantil - PNAES. ______. Lei nº 8.662, de 07 de junho de 1993. Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências. Brasília, 1993. ______. Ofício Circular nº 015/2005/CGGP/SAA/SE/MEC. Dispõe sobre a descrição dos cargos técnico-administrativos em educação. Disponível em: < http://www.ufpe.br/ssi/images/documentos/oficio%20circular%20n%200152005cggpsaasemec%2028.11.2005.pdf>. Acesso em: 29 de abr. de 2014. Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). Código de Ética Profissional do/a Assistente Social. Brasília: CFESS,1993. ______. Subsídios para a atuação de Assistentes Sociais na Política de Educação. Ney Luiz Teixeira de Almeida (Org.). 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2753 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O ASSISTENTE SOCIAL NA CONDIÇÃO DE TRABALHADOR NA FILANTROPIA HOJE Gabriela Figueiredo Braga; Este artigo apresenta a inserção de assistentes sociais em instituições filantrópicas religiosas, aponta reflexões sobre os rebatimentos da constituição de um Estado Neoliberal e a importância do posicionamento do profissional diante da realidade imposta. Compõe uma pesquisa em andamento cuja finalidade é analisar o impacto da intervenção do Serviço Social dentro do movimento de adequação das instituições com matriz religiosa católica às atuais legislações pertinentes a Assistência Social. São destacados aspectos da atuação observados no campo especificamente do assessoramento às instituições filantrópicas católicas, identificando desafios ao fazer profissional do processo atual de reordenamento das ações sociais em consonância com a Política Nacional de Assistência Social, e principalmente, às relações sociais e de trabalho no interior destes determinados espaços sócio-ocupacionais. Busca-se, por meio do diálogo dos autores que discutem as temáticas Trabalho, Serviço Social e Filantropia e juntamente com a análise das principais legislações refletir sobre as particularidades e especificamente fazer a interlocução com o campo empírico da pesquisa que é o assessoramento prestado pelo Serviço Social da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.
2754 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Assessoria em Serviço Social Nasciara Nascimento Souza; Assessoria; Consultoria;Serviço Social Este artigo tem como objetivo discutir às assessorias prestadas por assistentes sociais, à luz dos referenciais teóricos, metodológicos e dos dispositivos jurídicos da profissão. Este estudo apresenta as assessorias enquanto espaços públicos que demandam canais de diálogo com o público alvo e com as organizações empregadoras e evidencia o aspecto privativo do assessoramento enquanto matéria do Serviço Social, destacando a competência técnica para emitir pronunciamento sobre o tema como direito do assistente social. A abordagem foi realizada a partir da revisão bibliográfica e análise documental. Os resultados evidenciaram que as assessorias e consultorias demandam ao Serviço Social, enquanto competência técnica e atribuição privativa da categoria a leitura crítica da realidade e das refrações capitalistas sobre o mundo do trabalho, a apropriação do conhecimento científico, a revisitação das teorias que embasam a profissão, a utilização dos referenciais jurídicos e normativos, para a emissão de um juízo de valor crítico e ético que expresse o seu compromisso com o usuário. ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 16. ed. São Paulo: Cortez, 2015. BASTOS, Murillo Vilela. Saúde e previdência social no Brasil: o impacto da previdência social na organização dos serviços médicos. Rio de Janeiro: FGV, 1978. BARROCO, Maria Lúcia Silva. Ética e serviço social: fundamentos ontológicos. 7.ed. São Paulo: Cortez, 2008. BRASIL, Lei nº 8.662/1993. Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providencias. 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2755 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Formação profissional: contribuição para o debate da formação ambiental na graduação em Serviço Social Thais Tavares Bernardo;Rosangela Maria Amorim Benevides Guimarães; Formação profissional; Serviço Social; Graduação em Serviço Social Este artigo tem como objetivo refletir sobre a formação do Assistente Social a fim de identificarmos em que medida a temática ambiental está inserida nesse contexto, considerando a necessidade da mesma apresentar-se nos currículos do curso, mesmo que de forma transversal, e não ser encarada como uma área à parte da formação, voltada para o título de especialização posterior. Tem como fio condutor à relação entre sociedade e natureza, que com a ruptura do elo entre essas dimensões emergem fenômenos sociais que em interface com a dimensão ambiental requisita que o Serviço Social esteja preparado para responder às diversas manifestações da questão social suscitadas pela crise socioambiental. Realizamos uma pesquisa bibliográfica e um levantamento da matriz curricular dos cursos de Serviço Social da UFF e da oferta de disciplinas, nas páginas oficiais de divulgação da referida Universidade. Possui como base de sustentação a teoria social de Marx e aponta para o desenvolvimento de uma formação profissional que de fato prepare o assistente social para as novas demandas no contexto socioambiental. Desta forma, identificamos que nas diretrizes curriculares gerais do curso de Serviço Social não há obrigatoriedade de uma disciplina específica que contemple a formação ambiental, com isso nos deparamos com o baixo índice de produção que discutam a temática, nos permitindo supor que ainda são insuficientes os conteúdos programáticos que explicitem a compreensão dos fundamentos teórico-metodológico e ético-político, de forma a instrumentalizar profissionalmente para a realização de análises socioambientais em uma perspectiva interdisciplinar. ANCELES-FREITAS, Janaína de F dos S. de; et al. Formação Ambiental de estudantes da área da saúde em instituição de ensino superior. Revbea, Revista de Educação Ambiental. São Paulo, v. 11, n. 4, 2016, p. 253-268 BRANCO, Samuel Murgel. Ecossistêmica: uma abordagem integrada dos problemas do meio ambiente. 2 ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1999. BORGES, Aurélio F; BOEGES, Maria dos Anjos, C. S.; REZENDE, José Luiz P. de; CAVALCANTI, Clovis (org.) 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2756 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS FORMAÇÃO PROFISSIONAL E OS DILEMAS DO EAD PARA O SERVIÇO SOCIAL Lydia vitória firmino pereira ramos; Ensino à distância; Neoliberalismo; Serviço Social; Formação Profissional. O presente trabalho objetiva apreender as expansões dos cursos de Serviço Social na modalidade de ensino à distância (EaD) e problematizar a participação de tais cursos (EAD) no processo formativo dos assistentes sociais. Utilizar-se-à como fonte bibliográfica a obra de NETTO (1999), assim como as reflexões produzidas por seus interlocutores, a exemplo de IAMAMOTO (2011), LIMA (2007), GUERRA (2010) e SILVA (2016). Nesta direção, buscar-se-á recuperar o debate que considera que o impacto da lógica do capital sobre a educação tem ocorrido de modo agravante no contexto neoliberal. Destarte, o EAD se associa com a dinâmica atual do capital que direciona os mercados para atender seus interesses em seu sistema de expansão e acumulação, visando à massificação da formação. Assim, a formação dos estudantes de serviço social decorrente dessas instituições de ensino é amplamente fragilizada, acrítica e despolitizada e isso implicará sobremaneira tanto no exercício profissional quanto na direção social da profissão. ABEPSS. Diretrizes Gerais para o curso de Serviço Social. Rio de Janeiro, 1996. ABESS/CEDEPSS. Proposta Básica para o Projeto de Formação Profissional. Serviço Social & Sociedade, n. 50. São Paulo: Cortez, 1996. ANTUNES, R. Adeus ao trabalho? Ensaios sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11 ed. São Paulo: Cortez, 2006. BRAZ, M; RODRIGUES, M. O ensino em Serviço Social da era neoliberal (1990 – 2010): avanços, retrocessos e enormes desafios. In: SILVA, J. F. S; SANT’ANA, R. S; LOURENÇO, E. A. S. (Orgs.). 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2757 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS As ENTIDADES REPRESENTATIVAS ENQUANTO ESTRATÉGIAS POLÍTICO-ORGANIZATIVAS DOS ASSISTENTES SOCIAIS – UM RESGATE HISTÓRICO Luciana Gonçalves Pereira de Paula; Serviço Social. Assistente Social. Organização política. Estratégias. Esse artigo tem por objetivo apresentar a história de constituição das três principais entidades representativas dos/as assistentes sociais (e estudantes de Serviço Social), as quais sejam: Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS, Conselho Federal de Serviço Social – CFESS (juntamente com os Conselhos Regionais de Serviço Social) e Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO. O presente estudo consiste em uma revisão de literatura, utilizando como metodologia o levantamento bibliográfico. Considerando a existência de vários projetos profissionais em disputa no campo do Serviço Social, os espaços dessas entidades representativas são estrategicamente disputados e ocupados. Eles representam lugar de defesa e disseminação de valores, princípios e diretrizes que tem incidência, não apenas junto à categoria profissional dos/as assistentes sociais, mas perante o conjunto da sociedade. Por isso, faz-se necessário que nossa categoria profissional conheça a trajetória de lutas que permitiu a consolidação desses espaços e os fortaleça, ampliando cada vez mais o seu envolvimento e a sua participação nessas esferas.
2758 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Os impactos da lei que instituiu o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo na execução das Medidas Socioeducativas em Meio Aberto Erivaldo Santos Morais; Medidas Socioeducativas; Proteção Integral; Responsabilização O presente estudo tem por objetivo analisar os impactos da lei que instituiu o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) na execução das medidas socioeducativas em meio aberto, sob a ótica dos operadores do sistema socioeducativo e a forma que esta lei orienta suas decisões
2759 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL E DESPATOLOGIZAÇÃO DA TRANSEXUALIDADE: CAMINHOS, POSSIBILIDADES E CONTRIBUIÇÕES Kellyane de Santana Ricardo; Projeto Ético-Político; Serviço Social; Transexualidade; Despatologização; SUS. O presente trabalho norteou-se pelo objetivo de construir reflexão teórica sobre a contribuição do projeto ético-político do Serviço Social para engajamento dos/as assistentes sociais no movimento pela despatologização da transexualidade. Compreende-se haver congruência de forças entre os movimentos sociais e categorias profissionais, podendo resultar na construção de caminhos possíveis para conquista de objetivos coletivos. O intuito foi o de conhecer e relacionar os fundamentos teóricos e os anseios do movimento de despatologização da transexualidade com a fundamentação e materialização do projeto ético-político do Serviço Social. A realização destes objetivos foi possível através do método materialista histórico-dialético. Utilizou-se a abordagem metodológica qualitativa, de forma a contemplar amplamente os níveis da realidade, e as técnicas da pesquisa documental e da pesquisa bibliográfica. Na pesquisa documental o corpus foi formado por documentos oficiais que incluem a transexualidade no campo das políticas sociais públicas e pelos documentos que orientam a dimensão ético-política do Serviço Social. A pesquisa bibliográfica foi direcionada por critérios de seleção de produções teóricas e profissionais referentes à dimensão ético-política do Serviço Social. A transexualidade não se trata de doença ou transtorno mental, mas de identificação pessoal e liberdade de expressar sua identidade de gênero. Porém, ainda possui caráter de patologia no CID-10, sendo categorizada enquanto transtorno de identidade de gênero. A luta pela despatologização pauta a retirada da transexualidade da Classificação Diagnóstica de Doenças – CID, do rol de doenças mentais. Do ponto de vista dos movimentos sociais e ativistas LGBT, nessa esteira encontra-se o acesso a direitos não pela via patologizante, mas pela lógica da universalidade e equidade do acesso a políticas públicas, sem discriminação de gênero e sexualidade. O que o movimento vem reafirmar é a concepção de que o diagnóstico psiquiátrico não seja a condição primordial do acesso à saúde ou a outros direitos, pois, isto reforça a vulnerabilidade e exclusão. Despatologizar não significa descuidar, mas sim cuidar sob outras bases, não se caracteriza por retirar a oferta de procedimentos do processo transexualizador, mas de que a garantia de acesso não seja pelo diagnóstico psiquiátrico. O movimento de despatologização trans, compreende as identidades como plurais e o gênero como expressão da liberdade dos sujeitos, o direito de viver com base em suas escolhas, para além de regulações de classificações sociais. Observou-se que a relação entre despatologização da transexualidade e o projeto ético-político do Serviço Social ocorre pela conformidade das ideias de liberdade como primordial para os indivíduos, universalidade dos direitos, articulação no combate a preconceitos e discriminações em geral, e, em particular, as que se referem à sexualidade e a gênero. Esse processo resultou na conclusão de que lutar contra a transfobia, o machismo e todas as outras formas de discriminação e opressão, emerge como compromisso da direção ético-política da profissão em sua atuação cotidiana. Na prática cotidiana, o Serviço Social pode contribuir com os anseios e lutas do movimento de despatologização da transexualidade.
2760 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Serviço Social e Evasão Escolar: uma análise a partir do Colégio Estadual Bento Mossurunga do município de Ivaiporã-PR. Maria Julia Rodrigues Oliveira; Evasão Escolar. Serviço Social. Educação. Escola. Este estudo objetivou analisar o quadro e mecanismos de enfrentamento em relação à evasão escolar do ensino médio, na rede estadual de ensino, do município de Ivaiporã-PR, a partir do Colégio Estadual Bento Mossurunga. A pesquisa foi movida pelo seguinte problema: “Como se constitui e quais os mecanismos de enfrentamento em relação à evasão escolar no ensino médio no município de Ivaiporã-PR”. Para contemplar o objetivo proposto para esta pesquisa e responder o problema levantado, foram definidos objetivos específicos, atendidos mediante paralelismo capitular. Primeiramente, objetivou refletir sobre evasão escolar a partir da perspectiva do Serviço Social na Política Educacional. Neste sentido, foi apresentado no primeiro capítulo o histórico da educação brasileira e a inserção do Serviço Social na Política Educacional a partir de documentos do conjunto CFESS/CRESS. O segundo objetivo específico, buscou discutir sobre a evasão escolar a partir da literatura especializada em Serviço Social. O terceiro objetivo específico buscou conhecer a realidade das escolas estaduais da área central do município de Ivaiporã-PR, com foco no Colégio Estadual Bento Mossurunga. O interesse para se realizar tal pesquisa, parte da inserção da pesquisadora no projeto de extensão “Pró-Infância: Projeto de estudos sobre a infância e juventude”, que propiciou a aproximação e interesse pela área da infância e juventude, e, consequentemente instigou o interesse pela evasão escolar, haja vista que é um fator violador dos direitos de milhares de crianças e adolescentes no Brasil. A realização da pesquisa se deu a partir da direção crítica e baseada nos princípios da pesquisa qualitativa, mediante a utilização de levantamento bibliográfico; levantamento de dados e entrevista semiestruturada. No processo de pesquisa de campo realizamos o levantamento de dados junto ao endereço online da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná a fim de selecionar a instituição escolar da área central do município de Ivaiporã-PR com a taxa mais elevada de evasão escolar no último ano letivo, objetivando compor o lócus da pesquisa. Posteriormente, aplicamos entrevista semiestruturada com a pedagoga responsável pelo turno de aula correspondente à maior taxa de abandono escolar do Colégio Estadual Bento Mossurunga. O estudo apontou que a evasão escolar deriva-se de múltiplos fatores, desta forma, a garantia da permanência dos estudantes na escola não pode ser responsabilidade apenas da Política de Educação, sendo necessária a articulação entre as demais Políticas Sociais. Sendo possível ainda, afirmar a contribuição do assistente social na garantia dos direitos dos estudantes. Identificou-se a existência do Programa Estadual de Combate ao Abandono Escolar da Secretária Estadual de Educação do Estado do Paraná, que versa sobre a intersetorialidade no enfrentamento da evasão escolar na rede estadual de ensino, entretanto, a burocratização, ausência de articulação entre a rede de proteção à criança e adolescente e a delonga de atuação frente ao excessivo número de demandas em face da escassez de profissionais impedem a efetivação do programa.
2761 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL E DIREITOS HUMANOS: REFLEXÕES SOBRE EMANCIPAÇÃO HUMANA EM TEMPOS DE BARBÁRIE LUIZ CARLOS DE SOUZA JUNIOR; O presente artigo busca trazer algumas reflexões acerca do cotidiano profissional do Serviço Social e sua relação com os direitos humanos. Partimos de uma problematização sobre a centralidade da temática com os fundamentos e princípios éticos da profissão e sua inserção na divisão social e técnica do trabalho. Dito isto, pretendemos relacionar a questão apontada com o paradigma sobre os atuais e crescentes aviltamentos dos direitos humanos e a necessidade de um posicionamento crítico do Serviço Social, através do seu Projeto Ético-Político, posto sob a ótica da sociabilidade burguesa, que impõe limites a real efetivação da emancipação humana. BARROCO, M. L. e TERRA, S. H. Código de Ética do/a Assistente Social Comentado. CFESS, São Paulo: Cortez, 2012. BARROCO, M. L. Ética e Serviço Social - Fundamentos Ontológicos. São Paulo: Cortez, 2001. BARROCO, M. L. Fundamentos éticos do Serviço Social. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais- Brasília: CEFESS, ABEPSS, 2009. BEHRING, Elaine R. Expressões políticas da Crise e as novas configurações do estado e da Sociedade Civil. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais - Brasília: CEFESS, ABEPSS, 2009. CASALINO, Vinícius. O direito e a mercadoria: para uma crítica marxista da teoria de Pachukanis. São Paulo: Dobra Editorial, 2011. FORTI, Valeria. Ética, crime e loucura: Reflexões sobre a Dimensão Ética no Trabalho Profissional. Rio de Janeiro: 2.ed. Lumen Juris, 2010. FREIRE, Silene de Moraes; CARVALHO, Andréia de S. de. A construção do “nós” e do “eles” no simulacro da violência do discurso midiático. In: Direitos humanos: violência e pobreza na América Latina contemporânea / Silene de Moraes Freire, organizadora – Rio de Janeiro: Letra e Imagem, 2007. IANNI, Octávio. A idéia de Brasil moderno. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996. IASI, M. L. O direito e luta pela emancipação humana. In: Direitos Humanos e Serviço Social: polêmicas, debates e embates. FORTI, Valeria e BRITES, Cristina Mª (Org.). Rio de Janeiro Lumen Juris, 2011. MARQUES, Elídio Alexandre Borges. Direitos Humanos: para um esboço de uma rota de colisão com a ordem da barbárie. In: Direitos Humanos e Serviço Social: polêmicas, debates e embates. FORTI, Valeria e BRITES, Cristina Mª (Org.). Rio de Janeiro Lumen Juris, 2011. MARX, K. ; ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007. MARX, K. Manuscritos Econômico-Filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001. MONTAÑO, Carlos. A natureza do serviço social: um ensaio sobre a sua gênese, a “especificidade” e sua reprodução. 2. ed. São Paulo: Cortez: 2009. RUIZ, Jefferson Lee de Souza. A defesa intransigente dos direitos humanos e a recusa do arbítrio e do autoritarismo. In: Projeto ético-político e exercício profissional em Serviço Social: os princípios do Código de Ética articulados à atuação crítica de assistentes sociais. Conselho Regional de Serviço Social (Org.). - Rio de Janeiro: CRESS, 2013. RUIZ, Jefferson Lee de Souza. Direitos Humanos: argumentos para o debate no Serviço Social. In: Direitos Humanos e Serviço Social: polêmicas, debates e embates. FORTI, Valeria e BRITES, Cristina Mª (Org.). Rio de Janeiro Lumen Juris, 2011. RUIZ, Jefferson Lee de Souza. Direitos Humanos e concepções contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2014. RUIZ, Jefferson Lee de Souza; SIMAS, Fábio do Nascimento. Exercício profissional: uma mediação central entre direitos humanos e o projeto ético-político do serviço social brasileiro. In: FORTI, Valeria; GUERRA, Yolanda. Projeto ético-político do serviço social: contribuições à sua crítica. Rio de Janeiro, Lumen Juris, 2015. TRINDADE, José Damião de Lima. História social dos direitos humanos. São Paulo: Petrópolis, 2002. TRINDADE, José Damião de Lima. Os direitos humanos na perspectiva de Marx e Engels. São Paulo: Alfa-Omega, 2011. TRINDADE, José Damião de Lima. “Os direitos humanos: para além do capital.” In: Direitos Humanos e Serviço Social: polêmicas, debates e embates. FORTI, Valeria e BRITES, Cristina Mª (Org.). Rio de Janeiro Lumen Juris, 2011.
2762 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS TRABALHO PRECÁRIO, PRECARIZAÇÃO DAS VIRTUDES? LENI MARIA PEREIRA SILVA;LUCINEY SEBASTIÃO DA SILVA; O presente artigo tem como objetivo analisar a precarização do trabalho como possibilidade de afronta as virtudes humanas. Apropria-se do conceito de trabalho nos moldes da sociedade de classes, que o considera enquanto ato humano subsumido a condição salarial e, por virtude ação guiada pela retidão racional, sem determinações que coloque a liberdade do sujeito em condicionamento aos ditames sociais. Isto posto, o trabalho em sua dimensão precária torna-se penoso e degradante da condição humana ao confrontar valores e estabelecendo dilemas existenciais no cotidiano dos(as) trabalhadores(as). Trata-se de um estudo de recorte bibliográfico que parte do pressuposto de que o avanço da precarização no trabalho provoca uma deterioração dos valores humanosdos/das trabalhadores(as) no contexto contemporâneo das relações sociais que se estabelecem por via do trabalho. Considera-se que o novo gerenciamento do trabalho tem provocado importantes mudanças sociais com ataque frontal aos valores humanos. ALVES, Giovanni. Dimensões da precarização. São Paulo: Praxis, 2013. ANTUNES, Ricardo. O desenho multifacetado do trabalho hoje e a sua nova morfologia. In: Revista Serviço Social e Sociedade. nº 79. Ano XXIII. São Paulo: Cortez,2002 (107-120). ANTUNES, Ricardo. A sociedade do adoecimento no trabalho In: Revista Serviço Social e Sociedade. nº 123. São Paulo: Cortez, 2015 (407-427) ARISTÓTELES. Ética a Nicômacos. 3ª ed., Trad. Mario da Gama Kury. São Paulo. Ed. UnB, 2002. ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Nova Cultural, 1999. DEJOURS, C. Uma nova visão do sofrimento humano nas organizações. O indivíduo na organização: dimensões esquecidas. São Paulo: Atlas, 1993. ________. Psicodinâmica do trabalho: contribuições da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento trabalho. São Paulo: Atlas, 1994 DRUCK, G. e FRANCO, T (Orgs). A perda da razão social do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2007. DRUCK, Graça. Flexibilização e precarização: formas contemporâneas de dominação do trabalho. In: CADERNO CRH, Salvador, n. 37, p. 11-22, jul./dez. 2002. Disponível em: www.ufba.gov.br Acesso em: 20 de agosto de 2015. DRUCK, Graça. A precarização social do trabalho no Brasil. In: A riqueza e miséria do trabalho no Brasil II. São Paulo: Boitempo, 2013. IAMAMOTO, M. Serviço Social em tempo de capital fetiche. São Paulo: Cortez, 2007 MARX, K. O capital (inédito).São Paulo: Ciências Humanas, 1978.( L. I, v. I e II.) MESZÁROS. I. Desemprego e precarização: um grande desafio para a esquerda. In: Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006. (27-44) SAWAIA. B.D. As artimanhas da exclusão. Análise psicossocial da desigualdade social. Rio de Janeiro: Vozes. 2008. SENNETT.R. A corrosão do caráter: consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Record: São Paulo.2004
2763 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O PAPEL DA MULHER NA DIVISÃO SEXUAL E SOCIAL DO TRABALHO Paola OLIVEIRA, Antunes;Marcielly Mendes RODRIGUES; Mulher, Trabalho, Gênero, Serviço Social Esse artigo tem como objetivo analisar o papel da mulher na divisão sexual e social do trabalho, compreendendo que ainda existe uma divisão sexista que separa homens e mulheres no trabalho. O papel da mulher na história da sociedade sempre foi pré-determinado. Ela era o sexo frágil, o homem saia de casa para trabalhar e a mulher ficava responsável pelos serviços domésticos. Com o passar do tempo, a mulher foi conquistando o seu espaço de direitos em todas as dimensões. Será feito um resgate mostrando como através do movimento feminista, e a conquista em todos os espaços, a mulher foi se empoderando e buscando conquistar cada vez mais o seu espaço na divisão do trabalho posto que além dessa divisão produzir as desigualdades entre o gênero, e a mulher ainda vive em uma sociedade historicamente machista. ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 7° edição. São Paulo, Boitempo, 2007. ASSIS, ROSIANE HERNANDES DE. A inserção da mulher no mercado de trabalho. Disponivel em: < http://www.convibra.org/2009/artigos/140_0.pdf> Acesso em 08 de março de 2018 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Promulgada em 05 de outubro de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao.htm Acessado em 14 de abril de 2017 CHAUÍ, Marilene. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000 CISNE, Mirla. Gênero, divisão sexual do trabalho e serviço social/ Mirla Cisne – 2° Ed. São Paulo: outras expressões, 2015. 152 p. GURGEL, Telma. Feminismo e luta de classe: história, movimento e desafios teórico-políticos do feminismo na contemporaneidade. Disponível em Acesso em 26 de janeiro de 2018. HIRATA, Helena, KERGOAT, Daniéle. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Disponível em Acesso em 26 de janeiro de 2018. IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na Contemporaneidade. Disponível em: < https://wandersoncmagalhaes.files.wordpress.com/2013/07/livro-o-servicosocial-na-contemporaneidade-marilda-iamamoto.pdf> Acesso em 06 de março de 2017 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA – IBGE – Disponível em: Acessado em 14 de abril de 2017 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA – IBGE – Disponível em: págs. 104-107 Acesso em 07 de março 2018 LEAL, Caroline Maria. Divisão sexual e social do trabalho: Reprodução das desigualdades de gênero? Disponível em: Acessado em 14 de abril de 2017 PINTO, Celi Regina jardim. Feminismo, história e poder. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v18n36/03.pdf> Acessado em 15 de abril de 2017 SOUSA. L.P. D, GUEDES, D.R. A desigual divisão sexual do trabalho: um olhar sobre a última década. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142016000200123> Acessado em 14 de abril de 2017 TEIXEIRA, M. ALVES, M.E.R. Feminismo, gênero e sexualidade: desafios para o serviço social. Marlene Teixeira, Maria Elaine Rodrigues Alves (organizadoras) – Brasília: Editorial Abaré, 2015.
2764 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OS REFLEXOS DAS DESIGUALDADES DE GÊNERO NAS POLÍTICAS SOCIAIS: UMA ANÁLISE A PARTIR DA QUESTÃO SOCIAL Andressa Ângela SIQUEIRA;Isabela T. Dias FERREIRA;Rafaela Jaíne SILVA; Desigualdade de gênero, questão social, equidade. O presente artigo, resultante de estudo bibliográfico, objetiva analisar os reflexos das desigualdades de gênero nas políticas sociais. Busca apreender como se dá o processo de subalternização da mulher na sociedade, a partir da compreensão do seu papel social. Observa como o agravamento das expressões da “questão social”, principalmente a pobreza, afeta diretamente as mulheres tornando-as o alvo mais atingido pelas relações desiguais do sistema capitalista e público predominante no uso de serviços e políticas sociais. Por meio desse trabalho, a partir de um debate ético e político, procura-se evidenciar como a moral baseada no poder patriarcal, inferioriza as mulheres, sendo necessário também a elaboração e implantação de políticas sociais que promovam a equidade de gênero, este trabalho faz-se importante por possibilitar um aprofundamento das prerrogativas que incidem sobre a vida das mulheres, que as colocam em situação de vulnerabilidade social. BARROCO, Maria Lucia. Bases filosóficas para uma reflexão sobre ética e serviço social.BONETTI, DilseaAdeodata et al.In: Serviço social e ética: convite a uma nova práxis. 9 ed. São Paulo, Cortez, 2008. p. 71-83. BARSTED, Leila L. Os avanços no reconhecimento dos direitos humanos das mulheres. In: BRASIL. Autonomia econômica e empoderamento da mulher: textos acadêmicos. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2011. p. 97-116. BEHRING, Elaine Rossett; BOSCHETTI, Ivanete. Política social no brasil contemporâneo: entre a inovação e o conservadorismo. In: Política Social: fundamentos e história, 6 ed. São Paulo, Cortez, 2009. p. 147-191. BOSCHETTI, Ivanete. Assistência social e trabalho no capitalismo. São Paulo, Cortez, 2016. p. 61-108. BRASIL. Presidência da República. Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Brasília: Secretaria de Políticas para as Mulheres, 2013. CHESNAIS, François. Decifrar palavras carregadas de ideologia, In: A mundialização do Capital, São Paulo, Xamã, 1996. p. 23-44. IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação Profissional. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2000. FALEIROS, Vicente de Paula. O que é política social. 5 ed. São Paulo, Brasiliense, 2004. LISBOA, Teresa. Cidadania e equidade de gênero: políticas públicas para mulheres excluídas dos direitos mínimos. Katálysis, Florianópolis, SC, v.8, n. 1, p. 67-77, jan.-jun. 2005.
2765 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA:UM OLHAR PARA AS FAMÍLIAS MONOPARENTAIS MASCULINAS Samira de Alkimim Bastos Miranda;Adriana Medalha Perez,;Raimara Gonçalves Pereira;Jennyfe Sabrine Batista Freitas; Gênero, Programa Bolsa Família, Família As discussões contidas neste estudo abordam as famílias monoparentais masculinas beneficiárias do programa Bolsa Família. O trabalho teve como objetivo analisar a realidade destas famílias, compreendendo os desafios dos chefes destas famílias em arcarem com as responsabilidades da família.Este trabalho é de caráter qualitativo, realizou-se pesquisa de campo onde foram feitas entrevistas semiestruturadas com cinco chefes de famílias monoparentais masculinas que residem em Montes Claros -MG. Verificou-se que a associação entre a mulher e os cuidados com a família envolve conceitos e práticas que parecem estar ainda muito arraigados e representam paradigmas que subjazem as políticas cujo foco ANTELA K. M. R; BARRETO C.M. A realidade da família monoparental chefiada pelo homem dentro do Programa Bolsa Família do Governo Federal na cidade de Manaus. Somanlu, ano 10, n. 2, jul./dez. 2010. BARBOSA, D. O. Masculinidades, gênero e pobreza: o lugar dos homens e do masculino na proteção social básica de Niterói/RJ -2013. 129 f. DissertaçãoUniversidade Federal Fluminense, Niteói-RJ,2013. BRASIL/MDS. MINISTÉRIO DE DESENVOLVIIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME. Bravas mulheres do Bolsa Família2011, Disponível em: Acesso e julho de 2014. CARLOTO, C. M.; MARIANO, S. As mulheres nos programas de transferência de renda: manutenção e mudanças nos papéis e desigualdades de gênero. Disponível em: Acesso em fevereiro de 2014. CARVALHO, M. E. P. Modos de educação, gênero e relações escola família. Centro de Educação e Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre a Mulher e Relações de Sexo e Gênero. Universidade Federal da Paraíba - UFPB, 2004. CASTEL, Robert. As Metamorfoses da Questão Social: uma Crônica do Salário. 5.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. HAMMERSCHMIDT, Karina Silveira de Almeida; SANTOS, Silvana Sidney Costa. Família: redes, laços e políticas públicas. Physis, Rio de Janeiro , v. 19, n. 4, 2009 . FREITAS, R. C. S, MAROUN, N. A “Divina Arte”do Cuidar e um desafio:o protagonismo masculino nos cuidados da família IN 2º Encontro Internacional de Política Social 9º Encontro Nacional de Política Social. Vitória (ES, Brasil), 4 a 7 de agosto de 2014. FREITAS, W. M. F. e et al. Paternidade: responsabilidade social do homem no papel de provedor. Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 43, n. 1, Feb. 2009. INTSTITUTO PAPAI. Paternidade e cuidado In Caderno Trabalhando com homens Jovens, 2001. Disponível em:< http://www.promundo.org.br/wpcontent/uploads/2010/04/PaternidadeeCuidado.pdf > Acesso em: setembro de 2014. LAVINAS, L .Universalizando Direitos. Revista Observatório da Cidadania, Rio de Janeiro, p. 67-74, 2004. LYRA, Jorge - Paternidade Adolescente: uma proposta de intervenção. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social), São Paulo: PUC/SP. 140p, 1997 PEIXOTO, S. L. F..OS SIGNIFICADOS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA NA VIDA DAS MULHERES: um estudo na comunidade Morro da Vitória.2010.193 f.Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade)- Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2010. REGO, W. L, Pinzani, A. Vozes do Bolsa Família: autonomia, dinheiro e cidadania. São Paulo, Unesp, 2013. SARTI. C. A. A. A família como espelho: um estudo sobre a moral dos pobres. 3ed. São Paulo: Cortez, 2005 SILVA, Maria Ozanira da Silva. O Comunidade Solidária: o não-enfrentamento da pobreza no Brasil (coord) – São Paulo: Cortez Editora, 2001. SOARES, S. R. . A feminização da pobreza e as políticas sociais foczaliadas nas mulheres: um debate a ser repensado? IN V Jornada Internacional de Políticas Públicas, 2011, São Luís-MASãoLuís-MA. Universidade Federal do Maranhão, 22 a 26 de agosto de 2011. SOUSA, Ana Paula de. Estudo Comparativo das famílias monoparentais masculinas X monoparentais femininas: a influência do genitor no desenvolvimento familiar. São Paulo, 2008. Dissertação – Mestrado – Serviço Social – Faculdade de História, Direito e Serviço social – UNESP.
2766 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MITO DA HIPERSEXUALIZAÇÃO DA MULHER NEGRA CLAUDILANE SOARES OLIVEIRA;MARIA GABRIELA SOARES DOS SANTOS RUAS; Nesta sumula pretende-se discorrer sobre o impacto da hipersexualização da mulher negra e como contribuir para a disseminação do racismo e decorrentes formas de preconceito. Ainda existem grupos que defendem que o racismo não existe, contudo não é o que presenciamos constantemente, principalmente quando se tratando da violência sofrida por mulheres. A violência direcionada à mulher consiste em todo ato de violência de gênero que resulte em qualquer ação física, sexual, psicológica, patrimonial ou moral, incluindo a ameaça. Objetiva-se então discutir acerca do racismo, violência e o mito da hipersexualização da mulher negra, sofrida desde os primórdios.
2767 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DESENVOLVIMENTO DAS FORÇAS PRODUTIVAS: UMA VISÃO MARXIANA MATHEUS PEDRO DE CARVALHO; Este texto tem como objetivo analisar as possibilidades e as mudanças que causam o desenvolvimento das forças produtivas, destacando como esse fator afeta a classe trabalhadora e a classe capitalista, também ressaltar como a participação do Estado em uma economia capitalista afeta a relação entre as classes e a quem ele favorece ARRUDA ANDRADE, José Jobson de. A Revolução Industrial. São Paulo: Ática, 1988. ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do estado. Trad. Lenandro Konder. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. MANDEL, Ernest. Introdução a Teoria Econômica Marxista. Campinas: ILAESE, 2005. MARX, Karl, 1818-1883 A ideologia alemã: crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas (1845-1846) / Karl Marx, Friedrich Engels; supervisão editorial, Leandro Konder; tradução, Rubens Enderle, Nélio Schneider, Luciano CaviniMartorano. - São Paulo: Boitempo, 2007 MARX, Karl. Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857 – 1858: esboços da crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2011. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2013. MÉSZÁROS, István. Para além do capital. São Paulo: Boitempo,2011. MORAES NETO, Benedito Rodrigues de. Marx, Taylor, Ford: as forças produtivas em discussão. São Paulo: Brasiliense, 1989. NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia política: uma introdução crítica. São Paulo: Cortez, 2007.
2768 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-SINDICAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS: CATEGORIA PROFISSIONAL OU RAMO DE ATIVIDADE ECONÔMICA? JULIANO ZANCANELO REZENDE; O presente trabalho busca apresentar a discussão acerca da organização sindical dos assistentes sociais no Brasil, considerando a relação do movimento sindical da categoria, imerso na efervescência política de reabertura democrática, com o movimento que provocou acúmulo para o processo de ruptura com o conservadorismo no Serviço Social brasileiro. Também pretende analisar o processo de transição da organização sindical dos assistentes sociais, de categoria profissional para ramo de atividade econômica, apresentando a tentativa de tal transição, caracterizada como inconclusa, dada não somente as questões particulares da categoria profissional, mas também os impactos neoliberais para o sindicalismo no Brasil. ABRAMIDES, Maria B. C. A organização político-sindical dos assistentes sociais: trajetória de lutas e desafios contemporâneos. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 97, p. 85-108, out./dez. 2009. ______, Maria B. C. e CABRAL, Maria do Socorro. A organização política do serviço social e o papel da CENEAS/ANAS na virada do serviço social brasileiro. Brasília: CFESS, p.55-78, 2009. ______, Maria B. C. Movimento Sindical e Serviço Social: organização sindical por ramo de atividade ou por categoria profissional. Ed. Cortez, São Paulo, p.230-244, 2014. AGUENA, Paulo. O Marxismo e os Sindicatos – Marx, Engels, Lênin e Trótsky. Ed. Sundermann, São Paulo, 2008, p. 63 – 92. ANTUNES, Ricardo L.C. – O que é sindicalismo, Ed. Abril S. A. Cultural, São Paulo, 1985. 95 p. BADARÓ, Marcelo Mattos. Trabalhadores e sindicatos no Brasil. São Paulo, SP: Expressão Popular, 2009. 160 p. CARDOSO, Renata de Oliveira. Notas sobre a organização político-sindical dos assistentes sociais na atualidade. Temporalis, Brasília (DF), ano 16, n.32, jul/dez. 2016. Federação Nacional dos Assistentes Sociais. Disponível em: http://www.fenas.org.br/ - Acesso em 29/08/2017. NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social: uma análise do serviço social no Brasil pós-64 – 4. Ed – São Paulo: Cortez, 1998. 309 p.
2769 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SEGREGAÇÃO URBANA: UMA ANÁLISE SOBRE A FALÁCIA DO DESENVOLVIMENTISMO Juneo Carlos de Carvalho Boas;Fabíola Francielle de Jesus;Ana Emília Gonçalves Araújo;Jacqueline Silva Soares; Segregação, Sócio-Espacial, Desenvolvimentismo, Falácia. O artigo 6° da Constituição Federal de 1988 dispõe sobre os direitos sociais que o cidadão deve usufruir, dentre eles estão a moradia, o lazer, a saúde, a educação. O processo de industrialização e modernização, trazem consigo um aparato de prioridades que se suprime os direitos conquistados, provocando assim mudanças até mesmo no espaço geográfico, produzindo assim mais uma mutação da “Questão Social”, a segregação sócio espacial. Correlacionando a legislação vigente com o processo de industrialização no norte de Minas esse estudo proposto tem característica sócio – histórica, descritiva, exploratória e análise qualitativa, cujo objetivo é pesquisar os motivos oficiais que contribuíram para o processo de divisão do espaço geográfico entre as camadas sociais. A sensibilidade dos autores bem como a visão atenta as mazelas que se formam no entorno das industrias no município de Montes Claros, trazem a este trabalho um olhar crítico, fundamental para a análise do material bibliográfico. É preciso entender como se deu o processo de formação dos aglomerados urbanos, bem como tendo o fator predominante da migração, chegando a modernidade ao norte de Minas Gerais, aquelas pessoas que residiam antes na zona rural, se mudariam para a cidade para trabalhar nas indústrias. ARRIGHI, Giovanni. A ilusão do desenvolvimento. Petropolis/RJ; Vozes, 1997. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA, 2009. BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Lisboa, Difel/Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1989. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Organização de Alexandre de Moraes. 16.ed. São Paulo: Atlas, 2000. BRITO, Jorge Luiz Silva; LEITE, Manoel Reinaldo; LEITE, Marcos Esdras. SIG APLICADO AO ESTUDO COMPARATIVO DE FAVELAS: O caso de uma cidade média. OBSERVATORIUM: Revista Eletrônica de Geografia, v.1, n.2, p.20-34, jul. 2009. CARDOSO, José Maria Alves. A Região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. In: OLIVEIRA, Marcos Fábio Martins de. Formação Social e Econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2000. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo, Atlas, 2002. GOTTSCHALG, Maria de Fátima S. Segregação Sócio-Espacial Urbana e Intervenção Estatal: Uma abordagem geográfico-social. Belo Horizonte. CRESS, 2012. HARVEY, David. O direito à cidade. New York. New LeftReview, n°53, 2008. IAMAMOTO, Marilda Villela O serviço social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2000. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Aglomerados Subnormais Informações Territoriais. 2010. [online] disponível em http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015164811202013480 105748802.pdf, acessado em 03 junho de 2016. JUNIOR, Joaquim Martins. Como escrever trabalhos de conclusão de cursos. 4. ed. Petrópolis: Vozes. 2010. LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5 ed. São Paulo, Atlas, 2003. LEITE, Marcos Esdras. PEREIRA, Anete Marilia. Expansão Territorial e os Espaços de Pobreza na Cidade Montes Claros. In: X Encontro dos Geógrafos da América Latina, 2005 NASCIMENTO, Elimar. “Hipóteses sobre a nova exclusão social”. Cad. CRH, n.21.p.29- 47. 1994. SANTOS, Milton. METAMORFOSES DO ESPAÇO HABITADO, fundamentos Teórico e metodológico da geografia. São Paulo. Hucitec, 1988. OLIVEIRA, Luciano. Os excluídos existem? Notas sobre a elaboração de um novo conceito. Revista Brasileira de Ciências Sociais, n°33, p. 49-61, fevereiro de 1997. PAUGAM, Serge. La desqualificationsociale: essai sul a nouvelle pauvetré. Paris: PressesUniversitaires de France, 1994. SPOSATI, Aldaíza. Exclusão social abaixo da linha do Equador. In: VERÁS, Maura PadiniBicudo(ed). Por uma sociologia da Exclusão Social: o debate com Serge Paugam. São Paulo, p.126-138, 1999.
2770 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O SERVIÇO SOCIAL E O DEBATE SOBRE TEMPO, HISTÓRIA E MEMÓRIA. Juliana Viana Ford; Tempo, História, Memória, Serviço Social Esse texto expõe um questionamento sobre a abordagem do tempo, da história e da memória pelo Serviço Social na análise da dinâmica das forças sociais que compõem a realidade. O objetivo é retomar conceitos utilizados para fazer a crítica das estruturas sociais percebendo-os como construções culturais, socioeconômicas e político-ideológicas cujos sentidos variam conforme o lugar, a época e a classe que os elabora, de modo que uns se sobrepõem aos outros. Então, com qual entendimento de tempo, de história e de memória trabalha o Serviço Social? François Hartog contribui para problematizar as formas dominantes desses conceitos na contemporaneidade, e através do ensaísta Walter Benjamin propomos um exercício de reflexão sobre o sentido revolucionário de tais categorias. ABREU, R. Memória social: itinerários poético-conceituais. In: Revista Morpheus (edição especial) v. 9, n. 15 – Rio de Janeiro : Híbrida, 2016. BENJAMIN, W. Sobre o conceito da História. In: Walter Benjamin o anjo da história. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012. _____________. Experiência e pobreza. In: Documentos de cultura, documentos de barbárie: escritos escolhidos – São Paulo : Cultrix : Editora da Universidade de São Paulo, 1986, p. 195 – 198. HARTOG, F. Experiências do tempo: da história universal à história global? In: História, histórias. Brasília, vol.1, n. 1, 2013. Disponível em: . Acesso em 13 de setembro de 2017. __________. Time, History and Writing of History: the order of time. Conferência pronunciada em Stocolmo em 1996 (KVHAA Konferenser 37: 95-113 Stockholm 1996). Disponível em: . Acesso em 23 de agosto de 2017. __________. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2015. __________. Tempo e patrimônio. In: Varia história – Belo Horizonte, vol. 22, n. 36, p. 261-273, Jul/Dez 2006. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2017. LÖWY, M. Walter Benjamin: Aviso de incêndio. Um leitura das teses “Sobre o conceito de história” - São Paulo, Boitempo, 2005. MARX, K. O Capital: crítica da economia política. livro I, vol. 1 - 29 ed. Rio de Janeiro/RJ : Civilização Brasileira, 2011. MENEGAT, M. O fim da gestão da barbárie. Disponível em: . Acesso em: 26/02/2018.
2771 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS AS CONDIÇÕES DE TRABALHO E GARANTIA DE DIREITOS NO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DANNIELLE ALVES CANTUARIO; A temática em questão trata das condições de trabalho e garantia de direitos no Sistema Único de Assistência Social - SUAS e considera a crescente regressão social vislumbrada na contemporaneidade, em relação aos direitos já constituídos e no que se refere ao entendimento do indivíduo como detentor de direitos. A abordagem dos desafios encontrados pelos trabalhadores do SUAS no espaço de trabalho foi o objetivo central, pautado pela necessidade de repensar os desafios diários para uma intervenção que viabilize a garantia de direitos sob a ótica de projeto coletivo. É necessário que haja um enfrentamento das violações de direitos e limitação do exercício profissional nos espaços de deliberação e em outras instâncias de defesa para garantir uma atuação sem resquícios de coação institucional. BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CNAS. Resolução nº 09, de 15 de abril de 2014. _______ CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CNAS. Resolução nº 17, de 20 de junho de 2011. _______ CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CNAS. Resolução nº 269, de 13 de dezembro de 2006. _______ Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS. Brasília, DF: MDS/Secretaria Nacional de Assistência Social, 2006. _______ Norma Operacional Básica do SUAS. Brasília, DF: MDS/SNAS, 2012. _______ Política Nacional de Assistência Social - PNAS/2004. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Brasília, 2005. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. 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2772 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A INCIDÊNCIA DA DIVISÃO DO TRABALHO NA SUPERVISÃO DE ESTÁGIO PRISCILA KEIKO COSSUAL SAKURADA; Este presente artigo tem o objetivo de tratar sobre a supervisão de estágio no processo formativo do Serviço Social. Iniciaremos com a constituição do trabalho no capitalismo e a reprodução da divisão entre trabalho manual e intelectual. Em seguida, trataremos da Supervisão de Estágio, onde, discutiremos a concepção de supervisão que se coloca na categoria, como se processa a relação entre os supervisores e quais expressões da divisão do trabalho manual e intelectual estão presentes neste momento. Por fim, entendendo que a supervisão se constitui enquanto momento de construir alternativas concretas para o fortalecimento da classe trabalhadora traremos sugestões de como fortalecer a indissociabilidade da supervisão. ABEPSS, Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. “Sou assistente social e supervisiono estágio”. Brasília: ABEPSS, 2017. ______. Política Nacional de Estágio da ABEPSS. Brasília: ABEPSS, 2011. Disponível em . Acesso: 10 jan 2018. CHESNAIS, François. A Mundialização do Capital. São Paulo: Xamã, 1996. DIAS, Edmundo Fernandes. “Educação, luta de classe e revolução.” Germinal: Marxismo e Educação em Debate, fev. de 2011: 43-49. FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil - Ensaio de interpretação sociológica. São Paulo: Globo, 2005. ______. Sociedade de classes e subdesenvolvimento. São Paulo: Global Editora, 2008. GUERRA, Yolanda Demétrio. A Instrumentalidade do Serviço Social. São Paulo: Cortez Editora, 2011. HARVEY, David. Condição Pós-Moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2012. LUKÁCS, Georg. História e Consciência de Classe. São Paulo: Martins Fontes, 2003. MARX, Karl; Friedrich ENGELS. A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007. ______. Contribuição à Crítica da Economia Política. São Paulo: Expressão Popular, 2008 ______. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010. ______. O Capital: crítica da economia política – Livro I – o processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2015. MÉSZÁROS, István. A Educação Para Além do Capital. São Paulo: Boitempo Editora, 2008. MINTO, Lalo Watanabe. A educação da “miséria”: particularidades capitalistas e educação superior no Brasil. São Paulo: Outras expressões, 2014. NETTO, José Paulo. “A construção do projeto ético-político do Serviço Social.” In: Serviço Social e Saúde: formação e trabalho profissional. MOTA, A. E. e et al. (Org.), 1-22. São Paulo: Cortez, 2006 SAKURADA, Priscila Keiko C. Serviço Social e Formação Profissional: o ensino dos fundamentos do trabalho profissional em Serviço Social no Brasil. 2018. 244 f. Tese (doutorado), Escola de Serviço Social, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. Campinas: Autores Associados, 2011. TONET, Ivo. “Educação e Formação Humana.” In: Educação contra o capital. São Paulo: Instituto Lukács, 2013.
2773 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ESTAGIO SUPERVISIONADO DESAFIOS E LIMITES NA ATUAL CONJUNTURA DE CRISE DAIANA DOS SANTOS CLEMENTINO;LILIAN LUIZ BARBOSA; O presente trabalho tem por objetivo analisar os desafios e limites do estágio obrigatório supervisionado, fundamental no que diz respeito à formação profissional dos estudantes, pois, é nele que se põem em prática os saberes apreendidos em sala de aula, assim como a atuação do profissional no campo e academia na atual conjuntura de crise e precarização do trabalho. Os insumos que foram utilizados para que se chegasse à finalização das linhas que se seguirão foram um estudo de bibliografia e as vivências de estágios das autoras
2774 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL E POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO PROFISSIONAL EM NÚCLEOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: INDICATIVOS A PARTIR DO NEPISS / UNIMONTES Noêmia de Fátima Silva LOPES;Geusiani Pereira Silva e NASCIMENTO;Edvânia Maia NOBRE;Marcielly Mendes RODRIGUES; Serviço Social, Extensão Universitária, Questão Social., Formação Profissional. O presente trabalho apresenta considerações sobre a formação profissional e as particularidades do Serviço Social, correlacionadas às atividades desenvolvidas por professores – assistentes sociais – e estudantes, no Núcleo de Estudos, Pesquisas e Intervenções em Serviço Social – NEPISS, enquanto Projeto de Extensão implementado na Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, desde o ano de 2009. Nessa direção, a partir dos referenciais bibliográficos utilizados, situam-se os seus principais elementos basilares, seus indicativos sócio-históricos e algumas análises mais direcionadas sobre as atividades desenvolvidas por profissionais e acadêmicos do Serviço Social, entre outros parceiros, em distintas áreas da formação profissional. ABEPSS.Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social. ABEPSS: Rio de Janeiro, 1996. BARROCO, Maria Lúcia S. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2005. BRASIL. Código de ética do/a Assistente Social. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão. 10ª ed. Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 2012. CARLONI, André Ramos; etall. Qualificação profissional e fortalecimento do controle social no Norte de Minas: apreensões a partir do NEPISS/Unimontes. Revista Intercâmbio. Vol. V. Montes Claros: Unimontes, 2014. p.125-138. CFESS. Código de Ética do Assistente Social. 3ª ed. Brasília: CFESS, 1997. FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. 9ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 1992. ___________________________. A Questão Social no capitalismo. In.: Temporalis. Ano 2, n.3 (jan/jul.2001).Brasília: ABEPSS, Grafline, 2001. p.9-32 MARTINELLI, Maria Lúcia. Serviço Social: identidade e alienação. 16ª ed. São Paulo: Cortez, 2011. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro 1. O processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2013. NETTO, José Paulo. Cinco notas a propósito da “Questão Social”. In.: Temporalis. Ano 2, n.3 (jan/jul.2001).Brasília: ABEPSS, Grafline, 2001. p.51-62. PÓLIS - Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais. Controle social das políticas públicas. Repente – Participação popular na construção do poder local. no 29 - Agosto/08. São Paulo: Pólis, 2008. Disponível no site PUHL, Mário José. O conhecimento e o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 16, n. 69, p. 222-232, fev. 2017. ISSN 1676-2584. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2018. doi:https://doi.org/10.20396/rho.v16 i69.8645281. SOUZA, Rosany Barcellos de; AZEREDO, Verônica Gonçalves. O assistente social e ação competente: a dinâmica cotidiana. In: Revista Serviço Social e Sociedade, n°80. São Paulo: Cortez, 2004. UNIMONTES. Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social. Montes Claros: UNIMONTES, 2012. ____________; PROEX. Manual de Extensão: procedimentos e orientações básicas para a Institucionalização - Normatização - Regulamentação de todas as ações da Pró-Reitoria de Extensão da Unimontes. Montes Claros: UNIMONTES, 2015.
2775 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A EXPRESSÃO DA INSTRUMENTALIDADE NO TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL MARCIELLY MENDES RODRIGUES;NOÊMIA DE FÁTIMA SILVA;GEUSIANI PEREIRA SILVA E NASCIMENTO; O objetivo do presente artigo é analisar de que forma a instrumentalidade se expressa no trabalho do Serviço Social. Para isso, discutir-se-á a cerca das categorias: Instrumentalidade, Serviço Social e Trabalho, compreendendo o que é a instrumentalidade no exercício profissional e de quais resultados ela é produtora. Tendo em vista que,é através da instrumentalidade que se desenvolve a capacidade de organizar e articular as três dimensões da profissão para alcançar seus objetivos. ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. Boi tempo. São Paulo, 2005. CASSIMIRO, Hury Milhomem. Instrumentalidade e Serviço Social: O estudo social como um viabilizador de acesso a direitos para crianças e adolescentes institucionalizados, Brasília DF. 2011. COSTA, Renata Gomes da; MADEIRA, Maria Zelma de Araújo. Trabalho, práxis e Serviço Social. In: Revista katálysis. vol.16. Nº1. 2013. COSTA, Francilene Soares de Medeiros. Instrumentalidade do Serviço Social: dimensões teórico-metodologica, ético- político e técnico- operativo da profissão e exercício profissional, Natal/ RN, 2008. GUERRA, Yolanda. A instrumentalidade no trabalho do Assistente Social, 2000. IAMAMOTO, M.V. RAUL. C. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: Esboço de uma interpretação Histórico- metodológica, 9º edição. São Paulo: Cortez, 1993. MARTINS, Fillipe Perantoni. Teleologia e causalidade na práxis política: momento ideal do partido frente às manifestações de junho de 2013, MG. 2015. MARX, Karl. O Capital: Critica da economia política, boi tempo, 1890. MORAES, J; MARTINELLI, M. L. A Importância da categoria mediação para o Serviço Social, São Paulo, 2012. MONTAÑO, Carlos. A natureza do Serviço Social: um ensaio sobre sua gênese a “especificidade” e sua reprodução. 2ºed. São Paulo: Cortez, 2009. SANTOS, Claudia Monica dos. A dimensão técnico operativa e os instrumentos e técnicas no Serviço Social. In: Revista conexão geraes. Nº3. 2º semestre de 2013. VAISMAN, E. Resenha ao livro: Gyorg Lukács, socialismo e democratização – escritos políticos 1956 -1971. [José Paulo Netto e Carlos Nelson Coutinho (Orgs.)”; In: Crítica Marxista, n.28, 2009; p. 177
2776 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O DEBATE TEÓRICO-METODOLÓGICO SOBRE AS ESTRATÉGIAS E TÁTICAS NO CAMPO DO SERVIÇO SOCIAL LUCIANA GONÇALVES PEREIRA DE PAULA; O debate sobre a construção de estratégias e táticas profissionais no Serviço Social ainda não ganhou a expressividade que merece entre as produções téorico-metodológicas publicadas no Brasil. Mesmo assim, configura-se enquanto um campo onde expressam-se importantes disputas em torno da busca pela hegemonia de projetos de profissão. O presente trabalho apresenta, portanto, um levantamento acerca dos principais debates travados nos campos da pós-modernidade e da tradição marxista a respeito do debate acerca das estratégias e táticas em Serviço Social. Problematiza algumas questões que perpassam essa temática e oferece reflexões sobre as estratégias e táticas enquanto mediações na conformação da intervenção profissional.
2777 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS NEOLIBERALISMO E POBREZA NO BRASIL LENI MARIA PEREIRA SILVA;LUCINEY SEBASTIÃO DA SILVA; O presente artigo tem como objetivo analisar as implicações do neoliberalismo sob a pobreza. Nesse sentido, elaborou-se um percurso analítico que se inicia pelas discussões conceituais acerca do neoliberalismo, da pobreza e análises sobrerealidade brasileira. Sobre o neoliberalismo esboçou-se reflexões acerca de sua historicidade tendo como ponto de partida as contribuições de Hayek (1983/1985) para sua disseminação e no contraponto apropria-se das obras de Marx (2013); Santos (2009); Siqueira (2013) e outros. Trata-se de um estudo assentado em pesquisa bibliográfica seguida de coleta de dados secundários em sites oficiaisque apresentam o crescimento ascendente da pobreza nos últimos 19 anos.Considera-se que nos últimos 19 anos houve uma diversidade de elementos que corroboram para a agudização da pobreza, sendo seu desencadeador a ideologia neoliberal que implanta uma política austera nos gastos sociais; desregulamentação dos direitos sociais e acirramento da pobreza. HAYEK, F.V. O caminho da servidão. Rio de Janeiro: Instituto liberal, 1985. _________os fundamento da liberdade. São Paulo: Visão, 1983 IBGE. Síntese de indicadores sociais2017. Disponível em http://www.ibge.gov.br LAURELL. A.C. Estado e Políticas sociais no neoliberalismo. 3ªed. São Paulo: Cortez. 2002. LESSA, Sérgio; TONET, Ivo. Introdução a Filosofia de Marx. 2ª Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011 MARX, Karl. O capital. 11 eds. São Paulo: Editora Difel, livro 1, vol 1. 1987 (40-67; 626765) MARX, K; ENGELS, F. Manifesto Comunista. São Paulo: Cortez, 1998 ROCHA, Sônia.Pobreza no Brasil afinal, de que se trata? 3ª Ed. Rio de Janeiro: FGV,2006 SIQUEIRA. L. Pobreza e Serviço Social: diferentes concepções e compromissos políticos. São Paulo: Cortez, 2013 SCHWARTZMAN.S. As causas da pobreza. Rio de Janeiro:FGV.2007 SEN, Amartya K. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. STOTZ, Eduardo Navarro. Pobreza e capitalismo. In: Para compreender a pobreza no Brasil. Rio de Janeiro. Contraponto: Escola Nacional de Saúde Pública. 2005 (53-72) VIEIRA. E. Os direitos e a política social. São Paulo: Cortez, 2007 YAZBEK, Maria Carmelita. Classes Subalternas e Assistência Social. São Paulo: Cortez,1999
2778 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES SOCIAIS NO RIO DE JANEIRO: RETOMADA DO CONSERVADORISMO RELIGIOSO ALEJANDRA PASTORINI CORLETO;GABRIELE GOMES FARIA;JESSIKA LOPES DE OLIVEIRA;OLÍVIA RAMOS DA PENHA; Este trabalho objetiva-se analisar as ações sociais que estão sendo implementadas no atual governo Crivella, na cidade do Rio de Janeiro. Ao abordar essa gestão, é necessário aduzira influência da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) na esfera pública; essa incidência vê-se refletida na escolha das instituições executoras das ações sociais, no discurso oficial acerca da assistência social, nos mecanismos de implantação dos programas etc. reforçando o caráter moralizador e conservador no método de atendimento das manifestações da questão social. Com isso, objetiva-se analisar as características das ações sociais executadas na cidade,buscando desvendar o influxo da IURD nas decisões políticas, sobretudo, aquelas vinculadas aos programas sociais fadadas às populações mais empobrecidas. BRASIL. GOVERNO DO RIO DE JANEIRO. Unidade de Polícia Pacificadora. Disponível em: Acesso em: 10 de Agosto de 2017. BRASIL. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Centro de Referência Especializado para pessoas em situação de rua - Centro Pop. Disponível em Acesso em 14 de Setembro de 2017. BRASIL. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família. Disponível em Acesso em 14 de setembro de 2017. BRASIL. POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Operação Verão. Disponível em Acesso em 14 de Setembro de 2017. CARTA CAPITAL. Crivella entre a Igreja e a gestão pública. Disponível Acesso em 27 de janeiro de 2018. JANTORNO, Georgia et al. Programas sociais no Rio de Janeiro: entre o controle e a proteção. Rio de Jaeiro, UFRJ (No prelo) GUIMARÃES, Alberto Passos. As classes perigosas: banditismo urbano e rural. Rio de Janeiro. UFRJ, 2008. SILVA, Wagner Gonçalves. Neopentecostalismo e Religiões Afrobrasileiras: Significados do ataque aos Símbolos da Herança Religiosa Africana no Brasil Contemporâneo. In: Mana [online]. 2007, vol.13, n.1, pp.207-236. ISSN 0104-9313. . Disponível em Acesso em 22 de Janeiro de 2017. UOL – Discurso populista ajuda Crivela. Disponível em Acesso em 28 de novembro de 2017 VITAL, C. e LEITE, P. V. Religião e política: uma análise da atuação de parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e de LGBTs no Brasil. Disponível em: https://br.boell.org/sites/default/files/publicacao_religiao_e_politica_chris_vital_e_paulo_victor_14mar_webfinal.pdf> Acesso em outubro de 2017 WACQUANT, Loïc. As Prisões da Miséria. Paris: Raisons dAgir, 1990.
2779 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO LETÍCIA PEREIRA DOURADO;LILIAN FERNANDA SILVA;RICHARDSON NICOLA PONTONE; O presente artigo pretende abordar as relações entre o crescimento econômico e o desenvolvimento, enfatizando as controvérsias entre eles. Tem o objetivo de conceitua-los, e analisar alguns dos inúmeros adjetivos acrescentados ao termo desenvolvimento. A partir de pesquisa bibliográfica, este artigo busca oferecer subsídios teóricos que contribuam para o debate acerca do conceito de desenvolvimento, que pode ser considerado um dos assuntos mais discutidos pelos autores das Ciências Sociais. Por fim, o presente artigo pretende ainda iniciar a discussão a respeito da assistência social e suas políticas governamentais enquanto estratégia de desenvolvimento humano e social. ARAÚJO, Guilherme Dias. Desenvolvimento sustentável e educação ambiental: uma abordagem histórica e conceitual. In: História e Memória do Centro-Oeste Mineiro - Perspectivas 3: Confluências entre o Urbano e o Rural/Organizadores: 1ª ed. Belo Horizonte: O Lutador, 2012. BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é e o que não é. Vozes, 2012. BELO HORIZONTE, Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal adjunta de Assistência Social. Dicionário de termos técnicos da Assistência Social. Belo Horizonte: ASCOM, 2007. BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. CRESS, Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais. Contribuições para o exercício profissional de assistente social: coletânea de leis. Belo Horizonte, 2013. DENARDI, Reni A. et all. Fatores que afetam o desenvolvimento local em pequenos municípios do Paraná. Curitiba: EMATER, 2000. ESTEVÃO, Ana Maria Ramos. O que é Serviço Social. 6ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1999. GOULART, Sueli et all. Articulações em rede e acontecimentos no território: subsídios teóricos para formação de políticas públicas para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Cadernos EBAPE. BR, v.8, n.3, p.388-403, set. 2010. IBGE. Contas nacionais – número 35. Contas Regionais do Brasil, 2005 – 2009. Disponível em: www.ibge.gov.br KAPLAN, Allan. O processo social e o profissional de desenvolvimento. São Paulo: Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social e Editora Fundação Petrópolis, 2005. LIMA, Gustavo F. da Costa. O debate da sustentabilidade na sociedade insustentável. In: Revista eletrônica Política e Trabalho, p. 201-220, set. 1997. Disponível em: www.ifsp.edu.br MARTINELLI, Maria Lúcia. Serviço Social: identidade e alienação. São Paulo: 11ª ed. Cortez, 2007. MARX, Karl & ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Prólogo de José Paulo Netto. São Paulo: 2ª ed. Cortez, 1998. OLIVEIRA, Gilson Batista de. Uma discussão sobre o conceito de desenvolvimento. Curitiba: Revista da FAE, v.5, n.2, p.37-48, mai/ago. 2002. SCATOLIN, Fábio Dória. Indicadores de desenvolvimento: um sistema para o estado do Paraná. Porto Alegre: 1989. Dissertação (Mestrado em economia). Universidade Federal do rio Grande do Sul. SINGER, Paul. Desenvolvimento capitalista e desenvolvimento solidário. Estudos avançados, v.18, n. 51, 2004. SOUZA, Nali de Jesus de. Desenvolvimento econômico. São Paulo: Atlas, 1993. www.pnud.gov.br – Acesso em 16 de agosto de 2012.
2780 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA HABITACIONAL BRASILEIRA E A CRIAÇÃO DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA - PMCMV RAIMARA GONÇALVES PEREIRA;ANETE MARÍLIA PEREIRA;SAMIRA DE ALKIMIM BASTOS MIRANDA; AMARAL, Francisco Otaviano Merli do. Especulação imobiliária e segregação social em Palmas do Tocantins: uma análise a partir dos programas habitacionais no período de 2000 a 2008. Brasília, 2009. 133p. Dissertação (mestrado) – Universidade de Brasília. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, 2009. Disponível em:http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=5434 Acesso em 07 de Julho de 2017. ANDRADE, Luis Aureliano G. de. Habitação e poder – da Fundação da Casa Popular ao Banco Nacional de Habitação. Rio de Janeiro: Zahar Editores. 2011. ANDRADE, Gabriel Vieira Marx. Política Habitacional Brasileira: Críticas ao Programa Minha Casa Minha Vida. Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica. Rio de Janeiro: UFRJ, 2012. BECKER, Bertha, K; EGLER, A. G. Cláudio. Brasil: uma nova potência regional na Economia-mundo. São Paulo: Bertrand Brasil, 1992. BONDUKI, Nabil. Origens da habitação social no Brasil: a produção rentista de habitação e o autoritarismo da ordem sanitária. São Paulo: Editora Estação Liberdade, 2002. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil [recurso eletrônico]. Brasília : Supremo Tribunal Federal, Secretaria de Documentação, 2017. BURZTYN, Marcel. O Poder dos donos. Petrópolis: Vozes, 1987. DEL RIO, Vicente. Introdução ao Desenho Urbano no Processo de Planejamento. São Paulo: Editora Pini, 1990. HAESBAERT, Rogério; LIMONAD, Ester. O território em tempos de Globalização. etc..., espaço, tempo e crítica, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 39-52, ago. 2007. LIMA, Ana Carolina da Cruz; SIMÕES, Rodrigo Ferreira. Teorias do desenvolvimento regional e suas implicações de política econômica no pós-guerra: O caso do Brasil. Disponível em: http://www.ceap.br/material/MAT19042012200458.pdf. Acesso em 31 de Julho de 2017. MARICATO, Ermínia. Habitação e cidade. São Paulo: Atual, 1997. MARICATO, Ermínia. As ideias fora do lugar e o lugar fora das ideias. In: ARANTES, O. et al. A cidade do pensamento único: desmanchando consensos. Petrópolis: Vozes, 2000. MARICATO, Ermínia. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. 7 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. MARICATO, Ermínia. Para entender a crise urbana. 1 ed. São Paulo: Expressão Popular, 2015. NETO, Agripino Sousa Coelho.As repercussões espaciais das políticas de irrigação no Vale do São Francisco: uma análise do Perímetro Irrigado Formoso no município de Bom Jesus da Lapa (BA). 196 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2004. NETO, Agripino Sousa Coelho. Da região ao território: pensando a territorialidade no semi-árido baiano. In: VIII Encontro Nacional da ANPEGE, 2009, Curitiba. Anais do VIII Encontro Nacional da ANPEGE. Curitiba : ANPEGE/UFPR, 2009. v. 1. OLIVEIRA, Tarcísio Dorn de; BENADUCE, Gilda Maria Cabral; EDLER, Marco Antonio Ribeiro. Reflexões Sobre a Infra-Estrutura e a Influência desta na Qualidade de Vida da População Urbana de Tupanciretã/RS. 2011. Disponível em: https://www.unicruz.edu.br/seminario/artigos/sociais/reflex%c3%95es%20sobre%20a%20infraestrutura%20e%20a%20influ%c3%8ancia%20destas%20na%20qualidade%20de%20vida%20da%20popula%c3%87%c3%83o%20urbana%20.pdf. Acesso em 29 de Julho de 2017. OTERO, Ruben;SILVA, Luis Octavio de Faria e. Habitação e Cidade. 5 ed. São Paulo: Editora da cidade, 2014. PERROUX,François.A Economia do século XX.Porto:Herder,1967. ROLNIK, Raquel. Acesso ao solo urbano: limites e possibilidades. In: BRASIL. Ministério das Cidades/Universidade Federal de Santa Catarina. Acesso à terra urbanizada: implementação de planos diretores e regularização fundiária plena/PINHEIRO, O. M. (et al.). Florianópolis – UFSC; Brasília: Ministério das Cidades 2008. RONILK, Raquel. O que é cidade. 4 ed. São Paulo: Brasiliense, 2012. SANTOS, Milton Almeida dos. A urbanização brasileira. 5ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013. SANTOS, Milton Almeida dos. O espaço do cidadão. 5 ed. São Paulo: Studio Nobel, 2000. VILAÇA, Flávio. Uma contribuição para a história do planejamento urbano no Brasil. In: DÉAK, C./SCHIEFFER, S.R. O processo de urbanização no Brasil. São Paulo, SP: Edusp/Fupam, 1999.
2781 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CAPITALISMO MONOPOLISTA, “QUESTÃO SOCIAL” E AS POLÍTICAS SOCIAIS: RELEITURAS SOBRE O SURGIMENTO DO SERVIÇO SOCIAL MARIANA ALVES BARBOSA;SCARLET GOMES PRATES;SUZANA ALVES DOS SANTOS BARROS;THAINARA SOARES VELOSO; O Serviço Social historicamente, desde seu advento teve como base de atuação a Questão Social, e com o desenvolvimento do capitalismo na era Industrial ouve um maior acirramento das expressões da Questão Social, devido à total exploração do trabalhador, da pauperização, das péssimas condições de trabalho e dos baixos salários. Onde os capitalistas para poderem obter seus lucros necessitavam explorar cada vez mais do trabalhador. Ao passo que o sistema capitalista se desenvolve se consolida ele vai acirrando cada vez mais as expressões da Questão Social, apresentadas pela forma de exploração, desemprego, do exercito industrial de reserva, que para o sistema capitalista gera muitos benefícios. E historicamente o Serviço Social foi chamado pelo Estado para resolver ou amenizar tais questões referentes ao conflito entre as classes burguesia e proletariado, que em primeiro momento surge como forma assistencialista tendo suas bases de atuação vinculadas a igreja e ao Estado, mas que aos poucos começam a questionar suas próprias formas de atuação. FALEIROS, Vicente de Paula. O que é Política Social. São Paulo: Brasiliense, 2004. – (Coleção Primeiros Passos, 168) IANNI, Octavio. Pensamento Social no Brasil. São Paulo: Edusc, 2004. IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 21.ed. São Paulo; Cortez, 2011. IAMAMOTO, Marilda V. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social. 11.ed. São Paulo: Cortez , 2011. NETTO, Jose Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 8 ed. São Paulo: Cortez,2011 . SANTOS, Josiane Soares. “Questão Social”: particularidades no Brasil. São Paulo: Cortez, 2012, v.6.
2782 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ORDENAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA: DE LULA À TEMER- UM AVANÇO DA OFENSIVA NEOLIBERAL E DA CONTRARREFORMA ESTATAL THAIS LUIZ VARGAS; BRASIL. Exposição de Motivos Interministerial- EMI n. 00083/2016, de 15 de Junho de 2016. FERNANDES, F. Mudanças sociais no Brasil. SP: Difusão européia, 1974. _______. A Revolução Burguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1991. IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2008. IASI. M. Senso comum e conservadorismo: o PT e a desconstrução da consciência. São Paulo, 25 de Abr. 2016. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br. Acesso em 15/06/2014. _______. Três crises...falta uma. São Paulo, 12 de Ago. 2015. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br. Acesso em 27/12/2015. LIMA. A. M. C. A. Administração Pública Brasileira e o Sistema Universitário Federal: A Ética Deformada do Patrimônio. 2006. 157 fls. Dissertação (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. MARTINS. C. E. A democracia sob censura: Golpe de Estado, nova era de dominação burguesa e horizontes da esquerda no Brasil. São Paulo, 20 de Out. 2016. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br. Acesso em: 30/10/2016. NETTO, J. P.; BRÁZ, M. Economia Política: uma introdução crítica. 4ª Ed. São Paulo: Cortez, 2008. NOGUEIRA. M.A. A PEC do teto e a hora da política. São Paulo, 14 de Out. 2016. Disponível em: http://politica.estadao.com.br. Acesso em: 30/10/2016. SOUZA FILHO, R. de. Estado, Burocracia e Patrimonialismo no Desenvolvimento da Administração Pública Brasileira. 2006. 395 fls. Dissertação (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. SOUZA FILHO, R. de; GURGEL. C. Gestão Democrática e Serviço Social: princípios e propostas para a intervenção crítica. São Paulo, Cortez, 2016. WEBER. M. Economia e Sociedade. Volume I. Brasília: UNB, 1999a.
2783 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS NOTAS SOBRE O PERÍODO DO PÓS-LULISMO NO BRASIL BRUNA FIGUEIREDO OLIVEIRA;EULINY ARAÚJO MOTA;WESLEY HELKER FELÍCIO SILVA; Este trabalho tem como objetivo apontar elementos da conjuntura que se abriu após a restauração neoliberal no Brasil. Especificamente, busca compreender elementos da dinâmica interna do Partido dos Trabalhadores que, em nome do processo eleitoral, o levaram a adaptar-se à ordem e, por outro lado, tem como objetivo apontar a forma pela qual o fim de um ciclo político-econômico no Brasil aprofundou na sociedade brasileira a barbárie tardo-capitalista, uma vez que, ao retirar de cena a gestão do existente realizada pelo Partido dos Trabalhadores, destravou-se as peias para o aprofundamento da miséria no Brasil. ANDERSON, Perry (2016). Crise no Brasil. Tradução: Fernando Pureza. Disponível em: http://blogjunho.com.br/crise-no-brasil/. Acesso 17/04/2016. 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2784 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A “CONTRARREFORMA” DA PREVIDÊNCIA SOCIAL: ENTRE A PRECARIZAÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO E A AMPLIAÇÃO DO SETOR PRIVADO CAMILA DE LIMA GIL VIEIRA;JÉSSICA NARCISO MENDES;SILVINA VERÔNICA GALIZIA; Trataremos,neste trabalho,das quatro faces da “contrarreforma” que o sistema previdenciário brasileiro vivencia,desde 1998 até hoje, como expressões da precarização que os sistemas de política sociais públicos experimentam. Deste modo, dão lugar aos capitais privados se incorporarem e valorizarem através de investimentos em setores de política sociais públicas como os Fundos de Pensões. Abordar-se-á, também, como esta dinâmica é implementada pelos sucessivos governos e legitimada pela maioria da população, mesmo caminhando em direção contrária à defesa de direitos sociais dos interesses dos trabalhadores ANDERSON, Perry. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, Emir e GENTILI, Pablo (orgs.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado Democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p. 9-23. ARAÚJO, Elizeu Serra de. “As reformas da Previdência de FHC e LULA e o sistema brasileiro de proteção social”. in: Revista de Políticas Públicas de São Luis. V.13, n°1, 31-4. São Luis do Maranhão: jan/jun, 2009. BRASIL. Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. Modifica o sistema de previdência social, estabelece normas de transição e dá outras providências, 1998. Disponível em: . Acesso em:1 de março de 2017. ______. Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003. Modifica os Arts. 37, 40, 42, 48, 96, 149 e 201 da Constituição Federal, revoga o inciso IX do § 3º do Art. 142 da Constituição Federal e dispositivos da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, e dá outras providências. Brasília: Congresso Nacional, 2003. Disponível em: . Acesso em:1 de março de 2017. ______. Lei Complementar nº 108, de 29 de maio de 2001. Dispõe sobre a relação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e outras entidades públicas e suas respectivas entidades fechadas de previdência complementar, e dá outras providências, 2001. Disponível em: . Acesso em:1 de março de 2017. ______. Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001. Dispões sobre o Regime de Previdência Complementar e dá outras providências, 2001. Disponível em: . Acesso em:1 de março de 2017. BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. 9. Ed. São Paulo: Cortez, 2011. ______. “Seguridade Social no Brasil e perspectivas do governo Lula”. In Rev. Universidade e Sociedade do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES/SN. Brasília: Jun/2003. Ano XIII, nº 30. (p. 9-16). FALEIROS, Vicente de Paula. “Natureza e desenvolvimento das políticas sociais no Brasil”, in: Programa de capacitação continuada para Assistentes Sociais. Módulo 3, Política Social Brasília. CFESS - ABEPSS – CEAD/NED – UnB, 2000. FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. Desmistificando o Déficit da Previdência. Brasil. Maio, 2016. GENTIL, Denise L. A política fiscal e a falsa crise do sistema de seguridade social no Brasil: analise financeira do período recente. in: SICSÚ, J. (org.) Arrecadação de onde vem? E gastos públicos, para onde vão? / São Paulo: Boitempo, 2007 (p. 29-35) Brasil. HARVEY, David. O novo Imperialismo. São Paulo: Loyola, 2003. MOTA, Ana Elizabete. Cultura da crise e seguridade social: um estudo sobre as tendências da previdência e da assistência social brasileira nos anos 80 e 90. São Paulo: Cortez, 1995. SALDANHA, J. M. – GRANEMANN, S. “Os falsos argumentos da contrarreforma previdenciária do governo Lula” e “Os fundos de pensão e a acumulação capitalista”. In: Cadernos AdUFRJ. Rio de Janeiro: maio de 2003.
2785 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O CONTEXTO DAS REFORMAS TRABALHISTAS DO GOVERNO TEMER: PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NO BRASIL AURORA MARIA DE MORAIS; BORON, A. A. Filosofia Política Marxista.Tradução: Sandra Tabuco. Editora Cortez: São Paulo, 2003. BRASIL, Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região. História: A Criação da CLT. São Paulo, 2003. Disponível em: . Acesso em 25 agos 2017. BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho. Decreto-Lei nº 5.442, de 01.mai.1943. Disponível em: . Acesso em agos 2017. E-DIARIO OFICIAL, Jornal. Entenda ponto a ponto as mudanças da Reforma Trabalhista. Exemplar do mês de Julho (Versão On-Line). Disponível em: . Acesso em: agos 2017. ELPAIS, Jornal Reforma trabalhista: saiba o que pode mudar. Exemplar do mês de Abril (Versão On-Line).disponível em: . Acesso em agos 2017. FOLHA DE SÃO PAULO, Jornal. Temer Sanciona a Reforma Trabalhista e matem a edição da Lei. Exemplar do mês de Julho (Versão On-Line). Disponível em: . Acesso em: Agos 2017. GOLDENSTEIN, L. Repensando a Dependência. São Paulo: Paz e Terra, 1994. JORNAL DO COMÉRCIO, Jornal. Reforma Trabalhista exige atenção das empresas.Exemplar do mês de Julho (Versão On-Line). Disponível em:. Acesso em: agos 2017. LYRA, D. M. A Crise Econômica e o Mercado de Trabalho. Programa de Pós-Graduação em Economia. Universidade Federal da Paraíba, 2010. Disponível em: . Acesso em: agos 2017. MARANGONI, G. A Longa Jornada dos direitos Trabalhistas. Revista de informações e em: . Acesso em agos 2017. MARX, K. O Capital – Critica Economica Politica, Livro I – O processo de Produção do Capital. v.1, 13 ed. Bertrand Brasil S.A.: Rio de Janeiro, 1989. MARX, K. O Capital – Critica Economica Politica, Livro I – O processo de Produção do Capital. v.2, 13 ed. Bertrand Brasil S.A.: Rio de Janeiro, 2014. MÉSZÁROS I. Desemprego e precarização: um grande desafio para a esquerda. In: ANTUNES, R. (Org.) Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil I. Capítulo 2.Boitempo: São Paulo, 2006. MÉSZÁROS I. Marx: nosso contemporâneo e seu conceito de globalização. In: ANTUNES, R. (Org.) Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil III. Capítulo 2. Boitempo: São Paulo, 2014. PASTORE, J.; ZYLBERSTAJN, H. Reformas trabalhistas não são iguais. Correio Brasiliense. Blog do Servidor, 2017. Disponível em: . Acesso em agos 2017. SARTIM, M. M. N. A Reforma Trabalhista e Sindical do Brasil no Contexto de Contra-Reformas Neoliberais: Flexibilização de Direitos ou (Des) Ajuste Social?Tese de Doutorado. Pontífica Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC Rio. Dezembro, 2009. Disponível em:. Acesso em 25 agos 2017.
2786 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MUNDO DO TRABALHO E A CONDIÇÃO DE VIDA DOS TRABALHADORES DA CATAÇÃO, UMA BREVE ANÁLISE JOSÉ RIBEIRO GOMES; O objetivo deste trabalho é analisar as condições de trabalho dos catadores de materiais recicláveis e compreender as transformações ocorridas no mundo do trabalho. Buscou-se compreender os diversos rebatimentos desta forma de trabalho e a capacidade organizativa que estes trabalhadores possuem para fortalecer a categoria na defesa e ampliação dos direitos e do enfrentamento como classe, diante da correlação de forças vividas na sociedade. Utilizou-se para desenvolvimento do artigo, pesquisa bibliográfica e análise documental. Este artigo buscou demonstrar as particularidades e determinantes das condições deste trabalho na vida social, econômica e política deste publico, e se esta forma de trabalho abarca os ativos mínimos para se fundamentar como atividade laborativa, em consonância com as legislações que regulamentam o trabalho no Brasil. ABEPSS. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Revista Temporalis, n.3. Brasília, ABEPSS. 2001, p. 41 – 50. ALENCAR, Bertrand Sampaio de. Novos protagonistas no espaço urbano: Origem, Estrutura e Emergência da Organização dos Catadores no Brasil. XII Encontro Da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional - 21 a 25 de maio de 2007. Belém - Pará - Brasil ANTUNES, Ricardo e POCHMANN, Marcio. Produção de pobreza e desigualdade na América Latina. Ed Cortêz. P.195-209. ANTUNES, R.A desconstrução do trabalho e a perda dos direitos sociais. EvocatiRevistan. 19, Jul 2007. Disponível em: . 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2787 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A GESTÃO ESTATAL BRASILEIRA: A PRIVATIZAÇÃO DO PÚBLICO, A DESPOLITIZAÇÃO DA POLÍTICA, OS REBATIMENTOS NA QUESTÃO SOCIAL E NAS POLÍTICAS SOCIAIS THAIS LUIZ VARGAS; O artigo em voga consiste na apresentação de um estudo que corresponde a um desdobramento de análise que teve seu marco na produção da dissertação de mestrado intitulada: O Governo Lula e a Administração Pública Federal: Uma Análise Crítica, esta que teve como proposta central analisar, apreender e desvelar a conformação da Administração Pública estatal brasileira em seu modelo patrimonial, burocrático e gerencial. Tem como proposta abordar em linhas gerais, o processo de privatização do público, a despolitização da política e os rebatimentos na questão social e nas políticas sociais. BARISON. M.S. A Judicialização e a despolitização da questão social: duas faces de uma mesma moeda. In: O Social em Questão. Ano XVIII, n.31. 2014. BEHRING, E. O Brasil em contra-reforma. São Paulo: Cortez, 2003. _______. Acumulação capitalista, fundo público e política social. In: BOSCHETTI, I. BEHRING, E. et alli. (orgs.). Política Social no capitalismo: tendências contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2006. FAORO. R. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. Porto Alegre: Globo; São Paulo. Editora da USP, 1975. IAMAMOTO, M. V. e CARVALHO, R. de. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2008. LUBENOW. J.A. A Despolitização da Esfera Pública em Jurgen Habermas Sob a Perspectiva Sócio-Política. In: Problematap Rev. Int. de Filosofia, vol.03, n.01, 2012. NETTO. J.P. JHC e a Política Social: um desastre para as massas trabalhadoras. In: LESBAUPIN, Ivo (Org). O Desmonte da Nação – Balanço do Governo FHC. Rio de Janeiro:Vozes, 1999. NOGUEIRA, M. A. As Possibilidades da Política, São Paulo, Paz e Terra, 1998. _______. Um Estado para a sociedade civil. São Paulo: Cortez, 2004. OLIVEIRA, F; PAOLI, M. C. Os sentidos da democracia: políticas do dissenso e a hegemonia global. Organizado pela equipe de pesquisadores do Núcleo de Estudos dos Direitos de Cidadania- NEDIC. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes; Brasília: NEDIC, 1999. PEREIRA, J.D; SILVA, S.S. de S; PATRIOLA, L. M. Políticas Sociais no Contexto Neoliberal: focalização e desmonste. In: Qualitas. Universidade Estadual da Paraíba. v.05, n.03, 2006. SOUZA FILHO, R. de. Estado, Burocracia e Patrimonialismo no Desenvolvimento da Administração Pública Brasileira. 2006. 395 fls. Dissertação (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. SOARES, L.T. O desastre social. Rio de Janeiro: Record, 2003. pgs 19-39. TORRES, M. D. F. Estado, democracia e Administração Pública no Brasil. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2004.
2788 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS POLÍTICAS SOCIAIS, A FAVOR DE QUEM? SUZANE DALLA ROSA; Sendo as Políticas Sociais campo de destaque para atuação dos Assistentes Sociais e havendo assim, uma relação intrínseca ao seu fazer profissional, este trabalho busca trazer aspectos relativos ao Estado e às Políticas Sociais. Demarca-se que estas nasceram dentro do contexto capitalista, carregando em sua essência, interesses antagônicos aos da sociedade, de forma a não haver um compromisso efetivo com a emancipação dos indivíduos envolvidos. Ressalta-se que as políticas sociais nos países periféricos tendem a ser mais expressamente imediatistas e minimalistas em suas características, pois agem de forma superficial diante das demandas sociais. Nesse sentido, se fazem pertinentes a defesa e a efetivação das políticas sociais de modo amplo e integral, empenhada no comprometimento com os direitos sociais da sociedade. ANDERSON, Perry. Balanço do Neoliberalismo. In SADER, E.; GENTILI, P. (orgs). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995; BEHRING. Elaine Rossetti; BOSCHETTI.Ivanete.Política Social: Fundamentos e História. 4 Ed. São Paulo: Cortez, 2008; FALEIROS, Vicente de Paula. O que é política social. 5 Ed. São Paulo: Brasiliense, 2007. Coleção Primeiros Passos, nº 168; PEREIRA, Potyara. Amazoneida Pereira. Política Social: Temas e Questões. 3 Ed. São Paulo: Cortez, 2011; POLANYI, Karl. A Grande Transformação. Rio de Janeiro: Campus, 2000. pp. 99-100; SADECK, Francisco. A Elaboração e a Execução de Políticas Sociais no Combate às Desigualdades Sociais. (org.) In: Orçamento e Políticas Públicas:Condicionantes e Externalidades. Brasília: Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil e Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social, 2011; SALVADOR, Evilásio da Silva. Financiamento tributário da política social no pós-Real. (org.)In: Financeirização, Fundo Público e Política Social. São Paulo: Cortez, 2012; SOARES, Laura Tavares. Os Custos Sociais do Ajuste Neoliberal na América Latina. 2 Ed. São Paulo: Cortez, 2002. (Coleção Questões da Nossa Época; v. 78).
2789 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL, CLASSES SUBALTERNAS E SAÚDE MENTAL – ELEMENTOS PARA UM DEBATE SOBRE A ASSISTÊNCIA À SAÚDE MENTAL NO NORTE DE MINAS (HUCF) LUCI HELENA SILVA MARTINS; Esse trabalho propõe elencar elementos para um debate do Serviço Social com outras áreas de conhecimento, unidas pela crítica social da cultura. Com foco na transformação das relações sociais assentadas na desigualdade, o Serviço Social tem como projeto ético-político capacitar sujeitos sociais inseridos nas relações sociais em que o direito se vê submetido a um político antagônico, num cotidiano em disputa movido por interesses contrários aos dos trabalhadores e grupos subalterizados. A reflexão é focada no campo da saúde mental, onde a subjetividade dos pacientes psiquiátricos já se encontra comprometida, sendo o atendimento hospitalar um “folêgo” para as tentativas de autodomínio dos sujeitos. Contudo, a política de assistência à saúde mental na cidade é insipiente nos seus modos de organização da rede de atenção à saúde mental. ARBEX, D. O Holocausto Brasileira. São Paulo, Editora Geração, 2013 ARENDT, H. Origens do Totalitarismo. São Paulo,Companhia das Letras, 1989. _______. A condição Humana. Brasília, Forense Universitária, 2001. BRANDAO, Viviane B. G, BARBOSA, Amanda S. Projeto Terapêutico Singular e Apoio Matricial: práticas e vivências na residência multiprofissional em Saúde Mental. Goiânia, Editora Espaço Acadêmico, 2018 CASTEL, R. As metamorfoses da questão social. Uma crônica do salário. 10ª. Edição, Rio de Janeiro, Ed. Vozes, 2010 DAGNINO, E. Cultura e Política nos movimentos sociais latino-americanos. Belo Horizonte, 2000. FOUCAULT, M. A História da loucura na Idade Clássica.São Paulo, Editora Perspectiva, 1978 HABERMAS, J. Para a reconstrução do materialismo histórico. São Paulo, Editora Unesp, 2010. HONNETH, A. Lutas por reconhecimento. A gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo, Editora 34, 2009 LOWY, Michel. Revoluções. Boitempo Editorial, 2009. MARTINS, Luci H.S, CINTRA, Carmem. Refazendo o Caminho. Unesp, Trabalho de Conclusão de Curso, 1993 MATTOS, P. Sociologia Política do Reconhecimento. São Paulo, Anablume, 2006. MESZAROS, I. Para além do capital. São Paulo, Boitempo, 2011 MOTA, Ana Elizabeth. O mito da assistência social.São Paulo, Cortez, 2008. RANCIÈRE, J. O desentendimento. Filosogia e Política. São Paulo, Ed.34,1996 RIBEIRO, R. J. A sociedade contra o Social. O alto custo da vida pública no Brasil. Editora, 2000. SILVA, J. Pereira da. Trabalho, cidadania e reconhecimento. São Paulo SOUZA, J. A ralé brasileira. Quem é e como vive.Belo Horizonte, UFMG, 2009 YAZBEK, M. Carmelita. Assistência Social e Classes subalternas. São Paulo, Cortez, 2010.
2790 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL, SAÚDE MENTAL E O APOIO ÀS FAMÍLIAS THARCÍSIO BARBOSA DE SOUZA PRATES;TATHIANE PARAISO DA SILVA PRATES;ELLEN CRISTIANE BORGES MARTINS; O presente trabalho busca discutir o cuidado com a família dos pacientes atendidos nas instituições de saúde mental pós reforma psiquiátrica no Brasil. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica onde buscou-se embasamentos necessários para a consecução das análises. A ênfase na família se dá pelo fato desses serem os principais cuidadores, onde a realidade socioeconômica e cultural brasileira, muitas vezes não permite o que se espera da reforma psiquiátrica. Portanto, a rede e os equipamentos de saúde disponíveis para atender esse paciente devem atentar-se na importância que os membros familiares têm no tratamento e posteriormente na convivência e socialização desses no meio familiar e em sociedade. BISNETO, José Augusto. Serviço Social e Saúde Mental: uma análise institucional da prática. São Paulo: Cortez, 2007. Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social – PNAS. 2004. BRAVO, M. I. Políticas brasileiras de Seguridade Social: Saúde. In. Capacitação em Serviço Social e política social. Módulo 3. Brasília: UNB-CEAD, 2000., p. 103-116. BRAVO, Maria Inês Souza; MATOS, Maurílio Castro de. Reforma Sanitária e Projeto ÉticoPolítico do Serviço Social: Elementos para o Debate. In: Saúde e Serviço Social BRAVO, M. I. S et alli (Orgs). São Paulo: Cortez; Rio de Janeiro: UERJ, 2004. CARDOSO, Lucilene; GALERA, Suely Aparecida F. O cuidado em saúde mental na atualidade. Revista enfermagem USP. 2009. São Paulo –SP. Gonçalves AM, Sena RR. A reforma psiquiátrica no Brasil: contextualização e reflexos sobre o cuidado com o doente mental na família. Rev. Latino-americana Enfermagem. 2001. Disponivel em acesso dia 25 de fevereiro de 2017. ROSA, Lúcia. Transtorno Mental e o cuidado na família. São Paulo: Cortez, 2003. SANTIN, Gisele; KLAFKE, Teresinha Eduardes. A família e o cuidado em saúde mental.Barbaroi, Santa Cruz do Sul , n. 34, p. 146-160, jun. 2011 . Disponível em . acessos em 07 mar. 2018. VASCONCELOS, Eduardo Morão. Desafios políticos no campo da saúde mental na atual conjuntura: uma contri buição ao debate da IV Conferência Nacional. São Paulo: Hucitec, 2010. VASCONCELOS, Eduardo Mourão. O movimento de higiene mental e a emergência do Serviço Social no Brasil e no Rio de Janeiro. Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 2000.
2791 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O ENVELHECIMENTO NA SOCIABILIDADE CAPITALISTA IZABEL CRISTINA RODRIGUES;WESLEY HELKER FELÍCIO SILVA; Este artigo busca desenvolver um estudo a partir da sociabilidade que estão inseridos os idosos no processo de envelhecimento. Todavia o sistema capitalista tem contribuído no afastamento simultâneo dessa categoria no mundo do trabalho, uma vez que estes cidadãos e considerados uma força de trabalho improdutiva, ineficiente sem considerar que este autor em determinada época tenha contribuído para este sistema desigual. No entanto percebemos os desencontros que a própria dinâmica da vida tem sujeitado, a partir do momento que o homem não consegue ser o “protagonista” da sua própria história e o momento que a um desligamento das forças físicas para determinada ação, principalmente dentre a relação de trabalho. BEAUVOIR, Simone de. A velhice. 5. Ed. Rio de Janeiro, 1990, p. 9-20. BERNARDO, Maria Helena de Jesus. A velhice da Classe Trabalhadora e a Naturalização dos Cuidados Familiares. Envelhecimento na sociabilidade capitalista. São Paulo, ed, papel social, 2017, p. 61. CALDAS, Célia Pereira. Envelhecimento com Dependência: Responsabilidades e demandas das famílias. Caderno saúde pública, Rio de Janeiro. Disponível em . 2003. CAMARANO, Ana Amélia; KANSO, Solange. As instituições de longa permanência para idosos no Brasil. In: Revista brasileira de estudos de população. Vol. 27. N. 1. São Paulo janeiro. / Junho de 2010. Disponível em: . Acesso 31/01/2017. FALEIROS, Vicente de Paulo. Envelhecimento no Brasil no século XXI: Transições e Desafios.Vitória(ES).Disponível,file:///C:/Users/Izabel/Documents/texto%20de%20Faleiros%20para%20o%20primeiro%20capitulo1.pdf. 2014. FREITAS, M. C. de QUEIROS, T. A. SOUZA, J. A. V. de. O significado da velhice e da experiência de envelhecer para os idosos. Escola de enfermagem USP. Disponível em , 2010. LEITE, ET AL. A situação Social do Idoso no Brasil: Uma breve consideração. São Paulo, act Paul. Enfermagem. Artigodisponívellem
2792 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A TRAJETÓRIA DAS POLÍTICAS SOCIAIS E DOS ORDENAMENTOS JURÍDICOS PARA A INFÂNCIA E A ADOLESCÊNCIA NO BRASIL MIZZAELY SUIANNY LACERDA DE SALES; BRASIL. Decreto-Lei N° 3.799, de 5 de novembro de 1941. Transforma o Instituto Sete de Setembro, em Serviço de Assistência a Menores e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em 25 jan. 2018. BRASIL. Lei N° 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, 1990. Disponível em: . Acesso em 25 jan. 2018. BRASIL. Lei N° 560, de 27 de dezembro de 2006. Criação do Serviço de Colocação Familiar, junto aos juízos de Menores. Disponível em: . Acesso em 25 jan. 2018. CONANDA. Resolução N° 113, de 19 de abril de 2006. Dispõe sobre os parâmetros para a institucionalização e fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. Disponível em: . Acesso em 25 jan. 2018. FALEIROS, Vicente de Paula. Infância e adolescência: trabalhar, punir, educar, assistir, proteger. In: Revista Ágora: Políticas Públicas e Serviço Social, Ano 1, n°1, outubro de 2004. PEREZ, J.R.R.; PASSONE, E.F. Políticas sociais de atendimento às crianças e aos adolescentes no Brasil. In: Cadernos de Pesquisa. V. 40, N. 140, maio/ago, 2010. RIZZINI, Irene. O Século Perdido: Raízes Históricas das Políticas Públicas para a Infância no Brasil. 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 2008. SILVA, Maria L. O. O Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código de Menores: descontinuidades e continuidades. In: Serviço Social e Sociedade. Ano XXVI, n. 83, set, 2005. SOUZA, Maria Zelia Maia de. A tensão está posta – do dia a dia do Asilo às páginas dos relatórios ministeriais. In: 20 anos de HISTEDBR: Navegando pela História da Educação Brasileira, 2006, Campinas-SP. VII Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas. “História, Sociedade e Educação no Brasil”, 2006. v.1. p. 1-10.
2793 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS BREVES REFLEXÕES ACERCA DO CONCEITO DE POBREZA MARIA ISABEL GONÇALVES BEZERRA;AMANDA CARDOSO BARBOSA;VIVIANE BERNADETH GANDRA BRANDÃO;SUZANA ALVES BARROS;THALITA LORRANE ROCHA RODRIGUES RODRIGUES; O presente artigo tem por objetivo discorrer acerca do fenômeno da pobreza, suas variantes conceituais e os debates entorno de sua mensuração. Longe de ser um fato novo, o referido fenômeno pode se manifestar de diferentes formas, não sendo possível conceituá-lo por um único viés. Assim, direcionaremos nossa discussão a partir de três principais autores, sendo eles: Rocha (2006), Schwartzman (2004) e Jessé Souza (2009). Cada um desses autores apresenta abordagens relevantes no sentido de compreender o fenômeno da pobreza em seus diversos sentidos. Utilizamos como metodologia a revisão bibliográfica que, por sua vez, foi imprescindível para o amadurecimento e direcionamento da temática. Os debates em torno da pobreza possuem grande relevância, haja vista que, na contramão da acumulação capitalista, existem países e lugares onde o desenvolvimento humano é impensável. ROCHA, Sônia. Pobreza no Brasil: afinal, de que se trata? Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. SCHWARTZMAN, Simon. As causas da pobreza. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. SOUZA, Jessé. Ralé brasileira: quem é e como vive. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
2794 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO, CRISE ESTRUTURAL E PROJETO EDUCACIONAL BRASILEIRO: EXIGÊNCIAS DE NOVO PERFIL DE TRABALHADOR Ana Maria Ferreira; Capitalismo, projeto educacional, perfil de trabalhador Este artigo tem por objetivo debater o projeto educacional brasileiro no contexto de crise estrutural do capital e as exigências que são postas pelo mercado aos trabalhadores. O conjunto de transformações sociais voltadas para satisfação das necessidades do capital em crise provocam impactos nas formas de reprodução social e, para o trabalhador, exige mudanças no seu perfil. Este com capacidade técnica de dar respostas rápidas as necessidades do mercado e envolvido na lógica da colaboração, competência, competição, com reforço do individualismo. O modo de produção capitalista só pode existir mediante a extração cada vez mais exponencial da mais-valia. A lógica presente neste modo de produção, cujas premissas centrais são a socialização da produção e a apropriação privada, é a acumulação e, para satisfação dessa necessidade vital, criam-se estratégias por parte da classe burguesa para suprir os desejos do capital. ALVES, Giovanni. Dimensões da reestruturação produtiva: ensaios de sociologia do trabalho, 2. ed. Londrina: Praxis; Bauru: Canal 6, 2007. ______. Trabalho e subjetividade: o metabolismo social da reestruturação produtiva do capital. Marília, 2008. Disponível em: . Acesso em: out. 2017. BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. BEHRING, Elaine Rosseti. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. CIAVATTA FRANCO, Maria. Formação profissional para o trabalho incerto: um estudo comparativo Brasil, México e Itália. In: FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 10.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 100-137. (Coleção Estudos Culturais em Educação). CHAUÍ, Marilena. A universidade pública sob nova perspectiva. Revista Brasileira de Educação, n. 24, set./out./nov./dez. 2003. GENTILI, Pablo. Educar para o desemprego: a desintegração da promessa integradora. In: FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 10.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 76-99. (Coleção Estudos Culturais em Educação). FRIGOTTO, Gaudêncio. Educação e a crise do capitalismo real. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2010. ______. Educação, crise do trabalho assalariado e do desenvolvimento: teorias em conflito. In: FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 10.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 25-54. (Coleção Estudos Culturais em Educação). ______. Os delírios da razão: crise do capital e metamorfose conceitual no campo educacional. In: GENTILI, Pablo (org.). Pedagogia da exclusão: crítica ao neoliberalismo em educação. 5.ed. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 77-108. HARVEY, David. Condição Pós-Moderna. 16. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2007. LENIN, Vladimir Ilitch. O imperialismo: fase superior do capitalismo. 4.ed. São Paulo: Centauro, 2008. LIMA, Kátia. Contra-reforma na educação superior: de FHC a Lula. São Paulo: Xamã, 2007. 206 p. MANDEL, Ernst. Capitalismo tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1992. MÉSZÁROS, István. O desafio e o fardo do tempo histórico. Tradução: Ana Cotrim, Vera Cotrim. – São Paulo: Boitempo, 2007. – (Mundo do trabalho) ______. A crise estrutural do capital. Tradução: Francisco Raul Cornejo et al. – São Paulo: Boitempo, 2009. – (Mundo do trabalho) ______. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. Tradução: Paulo Cezar Castanheira, Sérgio Lessa. - 1.ed. revista. São Paulo: Boitempo, 2011. – (Mundo do trabalho) ______. A educação para além do capital. Tradução: Isa Tavares. 2.ed. São Paulo: Boitempo, 2008. – (Mundo do trabalho) NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia política: uma introdução crítica. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2007. – (Biblioteca básica de serviço social. v. 1). SILVEIRA, Jucimeri I. Profissionalidade do Serviço Social: Estatuto sóciojurídico e legitimidade construída no “modelo” de competências. Tese (Doutorado em Serviço Social). São Paulo, 2013. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2013. TEIXEIRA, Ana. Trabalho, tecnologia e educação – algumas considerações, Revista Trabalho e Educação, UFMG/NET, Belo Horizonte, 1998. TONET, Ivo. Expressões socioculturais da crise capitalista na atualidade. In: SERVIÇO social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. p. 107-122.
2795 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A RELAÇÃO ENTRE FORMAÇÃO E TRABALHO PROFISSIONAL:INDICATIVOS PARA O SERVIÇO SOCIAL Luciana Gonçalves Pereira de Paula; Serviço Social, Formação, Trabalho, Projeto Ético-político, Assistente Social O presente trabalho consiste em uma síntese, um compilado dos estudos realizados no Grupo de Estudos e Pesquisas dos Fundamentos do Serviço Social, durante o segundo semestre do ano de 2017. Esses estudos tiveram como mote central o debate em torno da formação acadêmica e do trabalho profissional do assistente social. Nosso objetivo consiste em apresentar algumas relações importantes entre esses dois elementos – formação e trabalho – tomando como fio condutor do debate as dimensões que compõe a nossa profissão: teórico-metodológico, ético-política e técnico-operativa. Para isso ressaltamos o importante papel das Diretrizes Curriculares elaboradas pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social e destacamos o necessário aporte da Teoria Social Marxista. ABREU, M. M. Serviço Social e a organização da cultura: perfis pedagógicos da prática profissional. São Paulo: Cortez, 2002. FORTI, V. Prefácio. In: SANTOS, C. M.; BACKX, S.; GUERRA, Y. (org). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012. FORTI, V.; GUERRA, Y. “Na prática a teoria é outra?”. In: FORTI, V.; GUERRA. Serviço Social: temas, textos e contextos – Coletânea Nova de Serviço Social.2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. GUERRA, Y. A dimensão técnico-operativa do exercício profissional. In: SANTOS, C. M.; BACKX, S.; GUERRA, Y. (org). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012. __________. As dimensões da prática profissional e a possibilidade de reconstrução crítica das demandas contemporâneas. In: Revista Libertas. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2002. __________. Sobre a possibilidade histórica do projeto ético-político profissional: a apreciação crítica que se faz necessária. In: FORTI, V; GUERRA, Y (orgs). Projeto ético-político do Serviço Social: contribuições à sua crítica. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2014. IAMAMOTO, M. V. As dimensões ético-políticas e teórico-metodológicas no Serviço Social contemporâneo. Disponível em: http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_ saude/texto2-2.pdf. Acesso em 31/08/2017. __O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 5.ed. São Paulo: Cortez, 2001. __________. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. São Paulo: Cortez, 2007. __________. Serviço Social na contradição capital/trabalho: concepção da dimensão política na prática profissional. In: Serviço Social: as respostas da categoria aos desafios conjunturais. IV Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais – Congresso Chico Mendes. São Paulo: Cortez, 1991. MARANHÃO, C. Uma peleja teórica e histórica: Serviço Social, sincretismo e conservadorismo. In: MOTA, A. E.; AMARAL, A. (orgs). Cenários, contradições e pelejas do Serviço Social brasileiro. São Paulo: Cortez, 2016. MIOTO, R. C. T. A dimensão técnico-operativa do Serviço Social em foco: sistematização de um processo investigativo. In: Revista Virtual Textos & Contextos, nº 08, 2009. SANTOS, C. M. dos. Do conhecimento teórico sobre a realidade social ao exercício profissional do assistente social: desafios na atualidade. In: SILVA, Maria Liduína de Oliveira (org). Serviço Social no Brasil – história de resistências e de ruptura com o conservadorismo. São Paulo: Cortez, 2016. SANTOS, C. M.; FILHO, R. S.; BACKX, S. A dimensão técnico-operativa do Serviço Social: questões para reflexão. In: SANTOS, C. M.; BACKX, S.; GUERRA, Y. (org). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012. SANTOS, C. M.; NORONHA, K. O Estado da Arte sobre os Instrumentos e Técnicas na Intervenção Profissional do Assistente Social – uma Perspectiva Crítica. In: FORTI, V.; GUERRA, Y. (org). Serviço Social: Temas, Textos e Contextos – Coletânea Nova de Serviço Social. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
2796 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS AS RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS EM SAÚDE E O SERVIÇO SOCIAL Marina Monteiro de Castro e Castro; Serviço Social., Residências, formação em saúde O artigo tem por objetivo apresentar os resultados iniciais da pesquisa desenvolvida na Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora intitulada: “Residência Multiprofissional em Saúde e Serviço Social: mapeamento teórico e político-pedagógico”. As residências multiprofissionais em saúde avançam no Brasil a partir de 2010, por meio de políticas indutoras do Ministério da Saúde e Educação. Neste mesmo período, estas áreas se tornam fonte de amplo investimento e lucratividade para o capital, trazendo diversos impactos para a formação e o trabalho em saúde. O Serviço Social amplia a sua inserção nos Programas e também a produção de conhecimentos, contribuindo para os debates, reflexões e indicações de desafios e potencialidades da inserção dos assistentes sociais na residência. ABEPSS/CEDEPSS. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social. Cadernos ABESS. São Paulo, n. 7, p. 58-76, 1997. BRUNHOLI, G. N. Caminhando pelo fio da história: a Residência Multiprofissional em Saúde nos espaços de construção da política de formação de trabalhadores para o SUS. Mestrado em Política Social. PPGPS/UFES, 2013. CASTRO, M. M. C. Formação em saúde e serviço social: as residências em questão. Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 12, n. 2, p. 349 - 360, jul./dez. 2013a. ______. O serviço social nos programas de residência em saúde: resultados iniciais do mapeamento da ABEPSS. Revista Temporalis. Brasília (DF), ano 13, n. 26, p. 153-171, jul./dez. 2013b. CECCIM, R. B.; FEUERWERKER, L. C. M. O quadrilátero da formação para a área da Saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. PHYSIS: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro 2004. CECCIM, R. B.; DALLEGRAVE, D. Residências em saúde: o que há nas produções de teses e dissertações? Interface, Botucatu, v. 17, p. 759-776. 2013. CFESS. Parâmetros para a Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde. Série: trabalho e projeto profissional nas políticas sociais. Brasília, 2010. ______. Política de educação permanente do conjunto CFESSCRESS. Brasília, 2012. ______. Residência em Saúde e Serviço Social: subsídios para a reflexão. Série: trabalho e projeto profissional nas políticas sociais. Brasília, 2017. CISLAGHI, J. F. Retrocesso no legislativo e impactos para a saúde no Brasil. BRAVO, M. I. S et al (orgs). A mercantilização da saúde em debate: as organizações sociais no Rio de Janeiro. Cadernos de Saúde. 1ºed. Rio de Janeiro: UERJ, Rede Sirius, 2015, p.21-24. CLOSS, T. T. O Serviço Social nas Residências Multiprofissionais em Saúde na Atenção Básica: formação para a integralidade? Dissertação (Mestrado) –Programa de Pós- Graduação em Serviço Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2010. MENDES, A. O subfinanciamento e a mercantilização do SUS no contexto do capitalismo contemporâneo em crise. BRAVO, M. I. S et al (orgs). A mercantilização da saúde em debate: as organizações sociais no Rio de Janeiro. Cadernos de Saúde. 1ºed. Rio de Janeiro: UERJ, Rede Sirius, 2015, p.11-20. OLIVEIRA, V. D. Projetos político-pedagógicos das residências multiprofissionais em saúde. Dissertação Mestrado em Serviço Social. ESS/UFRJ. RIO DE JANEIRO, 2017. RODRIGUES, T. F. Residências multiprofissionais em saúde: formação ou trabalho? Serv. Soc. & Saúde, Campinas, SP v.15, n. 1 (21), p. 71-82 , jan./jun. 2016 . SILVA, L. C.; BROTTO, M. E. Residência Multiprofissional em Saúde e Serviço Social: dilemas na formação e trabalho profissional. EM PAUTA, Rio de Janeiro, 2016 - n. 37, v. 14, p. 126 – 149. VARGAS, T. M. O Serviço Social no programa de residência multiprofissional em saúde: uma estratégia de consolidação do projeto ético-político profissional? 2011. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Serviço Social, Pontifícia Universidade Católicado Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2011. VASCONCELOS, A. M. Serviço Social e práticas democráticas na saúde. MOTA, A. E et al (orgs). Serviço Social e Saúde: formação e trabalho profissional. Disponível em: http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_saude/texto2-5.pdf.
2797 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O CORPO FEMININO: EROTIZAÇÃO E OBJETIFICAÇÃO Romilda Sérgia de Oliveira; Corpo, Sexualidade, Gênero, Poder, Objetificação O artigo busca analisar o poder sobre o corpo feminino, por meio da erotização e objetificação. A discussão está fundamentada na concepção de poder e saber de Michael Foucault. Neste sentido, aborda a questão da sociedade patriarcal como perpetuação e manutenção do controle sobre o feminino e enfatiza a erotização e objetificação do corpo da mulher como instrumentos utilizados para controlar seuscorpos. AGUIAR, Neuma Figueiredo. Patriarcado. In: FLEURY-TEIXEIRA, Elizabeth; MENEGHEL, Stela Nazareth. (Org). Dicionário Feminino da Infâmia: acolhimento e diagnóstico de mulheres em situação de violência. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2015. ANZALDÚA, Gloria (1987). Los movimientos de rebeldía y las culturas que traicionan. In:HOOKS, Bell. Otrasinapropiables. BEAUVOIR, Simone. (2016) O segundo sexo. Trad. Sérgio Milliet. 3ed. Rio: Nova Fronteira. v.2. (Obra original publicada em 1949). BORDO, Susan. O corpo e a Reprodução da Feminilidade: uma apropriação feminista de Foucault. In: JAGGAR, Alisson M.; BORDO, Susan R. (Orgs). Gênero, corpo, conhecimento. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1997, p. 20-41. BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2003. DEL PRIORE, Mary (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto; Editora UNESP, 1997. DIMIAN, Muriel. Poder, Sexualidade e Intimidade. In: JAGGAR, Alisson M.; BORDO, Susan R. (Orgs). Gênero, corpo, conhecimento. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1997, p. 42-61. MORIN, Edgar. Cultura de massa no século XX: neurose. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007. v. 1. FOUCAULT, Michel. História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Perspectiva, 10ª ed. 2014. FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: A vontade de saber. 13ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1988. FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade: O Cuidado de Si. Rio de Janeiro: Graal. 8ª ed.v. 3, 1985. FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: O uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, v. 1984. FOUCAULT, Michel. Vigiar e unir. 20ª ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1999. FRIEDMAN. Betty .A místicaFeminina.Petrópolis: Editora Vozes, 1963/1971. Disponível em .Acesso 02 mar de 2018. HELDMAN, Caroline. Sexual Objectification. Part 1: What is it? 2012. Disponível em: https://drcarolineheldman.com/2012/07/02/sexual-objectification-part-1-what-isit/. Acesso em 03 de março de 2018. LOURENÇO, A. C. S.; et al. A objetificação feminina na publicidade: uma discussão sob a ótica dos estereótipos. In: XIX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste – Vila Velha - ES – 22 a 24/05/2014. PASSIANATO, Wânia. “Feminicídios” e as mortes de mulheres no Brasil. Cadernos Pagu. nº 37. “Violência: Outros Olhares”, 2011: Campinas,Jul/Dez. 2011. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104- 83332011000200008. Acesso: 28 de mar de 2018. SAFFIOTI, Heeieth. Gênero, patriarcado, violência. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular: Fundação Perseu Abramo, 2015. SILVA, Cleodete Mendes da; ARAÚJO, Cristina Batista. A mulher nas propagandas de cerveja: uma análise referencial. Revista Arredia, Dourados, MS: Editora UFGD, v.6, n.10, p. 58-74, jan./jun. 2017. WEBER, Max. Sociologia da dominação. In: WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: UnB, 1991. p. 187-223.
2798 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O FEMINISMO NEGRO:DESAFIOS E CONSTRUÇÕES Andressa Ângela Siqueira; Movimento feminista, Feminismo Negro, Diferença Trata-se de um este estudo bibliográfico que busca entender a participação da mulher negra no movimento feminista, e a formação do movimento feminista negro. Abarca os conflitos existentes entre as mulheres brancas e negras no movimento feminista, causado pela desatenção as pautas ligadas ao racismo e ao classismo, e analisa a formação da identidade do feminismo negro, compreendendo que a diferença entre os sujeitos permeia a formação de cada individualidade. Desta forma, para o fortalecimento da luta feminista, as mulheres negras e brancas necessitam manter uma relação contínua, voltada para a superação das opressões socialmente reproduzidas. REFERÊNCIAS BRAH, Avtar. Diferença, diversidade, diferenciação. Cadernos Pagu (26), janeirojunho de 2006. p.329-376. DAVIS, Ângela. Mulher, Raça e Classe. Tradução Livre. Portugal, Plataforma Gueto, 2013. GONZÁLES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244. SIQUEIRA, A.A. O feminismo negro: desafios e construções Revista Serviço Social em Perspectiva – Montes Claros, Edição Especial, março de 2018. p.509-522 Anais do I Encontro Norte Mineiro de Serviço Social – I ENMSS 522 HOOKS, Bell. Não sou eu uma mulher: Mulheres negras e feminismo. 1ª edição 1981. Tradução livre para a Plataforma Gueto, 2014. HOOKS, Bell. Mujeres negras: Dar forma a lateoría feminista; In: Otrasinapropiables. Traficantes de Sueños, 1ª ed., Madrid, 2004. MOREIRA, Núbia Regina. Feminismo Negro Brasileiro: igualdade, diferença e representação. 31° Encontro da ANPOCS, Caxambu/MG, 2007. PINTO, Céli Regina Jardim. Feminismo, história e poder. Revista de Sociologia e Política, Curitiba. v. 18, n. 36, jun. 2010. p. 15-23. RIBEIRO, Matilde. Mulheres negras brasileiras: de Bertioga A Beijing. Estudos Feministas. ano 3, nº 2, 1995. p. 446-457. SCOTT, Joan W. O enigma da igualdade. Estudos Feministas. Florianópolis, 13(1): 216, janeiro-abril/2005. p. 11-30. SOARES, Vera. Movimento Feminista: paradigmas e desafios. Estudos Feministas. Ano 2, 2ª semestre, 1994. p. 11-24. VELLOSO, Mônica Pimenta. As tias baianas tomam conta do pedaço: Espaço e identidade cultural no Rio de Janeiro. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 3, n. 6, 1990. p.207-228. WOLLSTONECRAFT, Mary. Reivindicação dos direitos da mulher. Boitempo, 1 Ed. São Paulo, 2016.
2799 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A MULHER TRANS COMO PONTO DE CONVERGÊNCIA ENTRE O MOVIMENTO FEMINISTA E O MOVIMENTO LGBT LARISSA NORONHA CHAVES; Movimento feminista, Movimento LGBT, Gênero, Patriarcado, Mulher trans. O artigo se propõe a estudar as semelhanças entre as lutas do movimento feminista e do movimento LGBT. A análise se pauta na investigação histórica e as bandeiras de cada um dos movimentos. Busca identificar os conceitos de gênero e patriarcado para orientar o estudo baseado nas mulheres trans. CARVALHO, Mário. CARRARA, Sérgio. Em direção a um futuro trans? Contribuições para a história do movimento de travestis e transexuais no Brasil. In: Sexualidad, Salud e Sociedad, Revista Latinoamericana ISSN 1984-6487 / N.14, ago. 2014. p. 319-351. Disponível em Acesso em 13 de março de 2018. FACCHINI, Regina. FERREIRA, Carolina B. de Castro. Medicalização, sexualidade e gênero: sujeitos e agenciamentos. In: Sexualidad, Salud e Sociedad, Revista Latinoamericana ISSN 1984-6487 / N.14, ago. 2013. Dossier n. 2 - p. 164 - 171. Disponível em Acesso em 13 de março de 2018. FERRAZ, Thais.Conheça A História Do Movimento Pelos Direitos LGBT. Politize!, Publicado em: 28 de junho de 2017. Disponível em Acesso em 13 de março de 2018. JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre a população transgênero: conceitos e termos. Brasília: Autor, 2012. PINTO, Céli Regina Jardim. Feminismo, história e poder. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 18, n. 36, jun. 2010, p. 15-23. POMPEU, Ana. Direito à Autodeterminação: STF autoriza pessoa trans a mudar nome mesmo sem cirurgia ou decisão judicial. Consultor Jurídico. Publicado em: 1º de março de 2018. Disponível em Acesso em 13 de março de 2018. SAFFIOTI, Heleieth. Gênero, patriarcado, violência. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular: Fundação Perseu Abramo, 2011, p.44-62. SCOTT, Joan. Gender: a useful category of historical analyses. New York, Columbia University Press. 1989. TRADUÇÃO: Christine Rufino Dabat e Maria Betânia Ávila, p. 2-5. SCOTT, Joan W. O enigma da igualdade. Estudos Feministas, Florianópolis, 13(1): 216, janeiro-abril/2005, p. 11-30. SOARES, Vera. Movimento Feminista: paradigmas e desafios. Estudos Feministas. Ano 2, 2ª semestre, 1994, p. 13-24. SOIHET, Rachel. História, Mulheres, Gênero: contribuições para um debate. In: AGUIAR, Neuma. (Org.). Gênero e ciências humanas: desafio às ciências desde a perspectiva das mulheres. Rio de Janeiro: Record: Rosa dos Tempos, 1997, p. 95- 114
2800 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS METAMORPH: ANÁLISE DE UM ENSAIO FOTOGRÁFICO DE UM DRAG KING Alexis Kevin Santos; drag king, dragqueen, estudos queer, performatividade Esse artigo explora a performance drag através de uma pesquisa feita a partir da revista intitulada VYM, publicada de forma independente na cidade de Nova Iorque no ano de 2015. Ao longo do texto é construída primeiramente uma genealogia do artista drag king contemporâneo, em torno da qual introduz-se uma discussão teórica de uma produção filosófica do conceito de gênero em diálogo com a paródia dos artistas drag, com ênfase na noção de performatividade proposta Judith Butler. Em um segundo momento, é feita a análise do ensaio fotográfico de MashaBogushevsky, presente na revista VYM, chamado Metamorph, o qual apresenta o artista K. James. AMANAJÁS, Igor. Dragqueen: um percurso histórico pela arte dos atores transformistas. Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2017. BOGUSHEVSKY, M. Metamorph, VYM, Nova Iorque, n.1, 2015. BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução: Renato Aguiar. 11ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017. BUTLER, Judith. Bodies That Matter: on the discursive limits of sex. 1ª ed. Routledge: New York, 1993. FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Organização e tradução de Roberto Machado. 13ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1998. JAMES, K. Metamorph, VYM, Nova Iorque, n.1, 2015. LOURO, Guacira Lopes. Um Corpo Estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2004. MISKOLCI, Richard. Teoria Queer: um aprendizado pelas diferenças. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. NEWTON, Esther. Mother Camp: female impersonators in America. Ed. Paperback 1972. Chicago: The University of Chicago Press, 1972. PRECIADO, Paul B. Manifesto Contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual. Tradução: Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: n-1 edições, 2017. PRECIADO, Paul B. BaroqueTechnopatriarchy: Reproduction. 2018. Disponível em: . Acesso em: 13 de março de 2018. SALIH, Sara. Judith Butler e a Teoria Queer. 1ª ed. Tradução de Guacira Lopes Louro. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012. SANTOS, A.K Metamorph: análise de um ensaio fotográfico de um drag king Revista Serviço Social em Perspectiva – Montes Claros, Edição Especial, março de 2018. p.335-548 Anais do I Encontro Norte Mineiro de Serviço Social – I ENMSS 548 SANTOS, Gabriela Paes dos. Reis da Subversão: as masculinidades femininas e o rompimento com os binarismos de gênero dos drag kings no Brasil. Uberlândia, 2015. TAYLOR, Jodie. Playing It Queer: Understanding Queer Gender, Sexual and Musical Praxis in a ‗New‘ Musicological Context.2008. VELOUR, Sasha; VELOUR, Johnny. Velour, The Drag Magazine. Disponível em: http://thedragmagazine.com/about-2/ Acesso em: 15 abr. 2018 VYM, Nova York: The House of Velour n.1, 2015.
2801 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OFICINAS SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE E EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Rafael Baioni do Nascimento Baioni do Nascimento; Gênero, sexualidade, extensão universitária, oficina, preconceito Esse artigo relata o trabalho com oficinas sobre gênero e sexualidade realizadas pelo (In)Serto – Núcleo pela diversidade sexual e de gênero da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, um projeto de extensão universitária ligado ao Departamento de Educação e à Pró-Reitoria de Extensão da referida universidade. Conta-se brevemente a história do projeto, como são as oficinas, seus objetivos, os materiais e métodos utilizados. Apresentamos e analisamos a Cartilha Inserta, principal material utilizado nas oficinas e tecemos considerações tanto teóricas quanto práticas, a partir da experiência de trabalho. Ressalta-se a relevância e a urgência de trabalhos como esse em uma região bastante carente no combate à vulnerabilidade da população LGBTIQ+, como é o norte do estado de Minas Gerais. ADORNO, T. W.; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. FAUSTO-STERLING, A. Dualismos em duelo. Cadernos pagu (17/18), p. 9-79, 2001/02. LOURO, G. L. Sexualidades contemporâneas: políticas de identidade e de pósidentidade. In: UZIEL, A. P.; RIOS, L. F.; PARKER, R. (orgs.) Construções da sexualidade: gênero, identidade e comportamento em tempo de AIDS. Rio de Janeiro: Pallas: Programa em Gênero e Sexualidade IMS/UERJ e ABIA, 2004. PERES, W. S. Cenas de Exclusões Anunciadas: travestis, transexuais, transgêneros e a escola brasileira. In: JUNQUEIRA, R. D. (org.) Diversidade sexual na educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Di-versidade, UNESCO, 2009.
2802 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O NOVO REGIME FISCAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS: IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA CIDADANIA NO BRASIL Carlos Eduardo de Oliveira Eduardo de Oliveira; Bolsa Família, Cidadania, Políticas Sociais A concepção moderna de cidadania impõe ao Estado a responsabilidade de garantir o mínimo de bem estar social aos seus cidadãos. Essas garantias se manifestam na construção dos sistemas de proteção social, em uma perspectiva de igualdade de status entre todos. Os avanços celebrados no Brasil após a constituição de 1988 possibilitaram uma ampliação nos direitos no país, especialmente quanto ao combate à pobreza e a fome. Nesse sentido os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o BPC, tem contribuição importante. No entanto, o novo regime fiscal brasileiro, que limita as despesas públicas à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos, compromete a ampliação dos direitos no país e, consequentemente, o desenvolvimento da cidadania REFERÊNCIAS CARNEIRO, Carla Bronzo Ladeira. Programas de proteção social e superação da pobreza: concepções e estratégias de intervenção. 2005, 332f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Belo Horizonte. CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: O longo Caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. 18ª ed. 254p. CASTEL, Robert. Classes sociais, desigualdades sociais, exclusão social. In: Conceitos e Dimensões da Pobreza e da Exclusão Social – uma abordagem transnacional. BALSA, Casimiro; BONETI, Lindomar W.; SOULET, Marc-Henry (Org.). Ijuí; Lisboa: Ed. Unijuí; Ceos, 2006. CASTEL, Robert. As armadilhas da exclusão. In: Desigualdade e a questão social. São Paulo: Educ, 1997. CASTEL, Robert. Les métamorphoses de la question sociale. Paris: Fayard, 1995. CASTRO, J. A. et al. Desafios para a Inclusão Produtiva das Famílias Vulneráveis: uma Análise Exploratória. Texto para Discussão. IPEA. Brasília. 2010. Disponível em: Acessado em 5 de março de 2018. COHN, Amélia. Programas de transferência de renda e a questão social no Brasil. Rio de Janeiro: Fórum Nacional, 2004. (Estudos e Pesquisas, n. 85). Disponível em: Acessado em 5 de março de 2018. DUARTE, Gisléia Benini; SAMPAIO, Breno; SAMPAIO, Yony. Programa Bolsa Família: impacto das transferências sobre os gastos com alimentos em famílias rurais. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 47, n. 4, dezembro de 2009. Disponível em: . Acessado em 5 de março de 2018. FRASER, N. Reconhecimento sem ética? Lua Nova, São Paulo, n. 70, p. 101-138, 2007. Disponível em: . Acessado em 5 de março de 2018. IPEA – INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA E APLICADA. Políticas Sociais: acompanhamento e análise nº 13. IPEA: Brasília, 2007. Disponível em: Acessado em 5 de março de 2018. JACCOUD, Luciana. Proteção social no Brasil: debates e desafios. In: MDS. Concepção e gestão da proteção social não contributiva no Brasil. Brasília, UNESCO, 2009. pp. 57-86 Disponível em: www.unesco.org Acessado em: 5 de março de 2018. KERSTENETZKY, Célia Lessa. Redistribuição e Desenvolvimento? A economia política do programa bolsa família. Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, Vol. 52, nº 1, 2009, p. 53-83. Disponível em: Acessado em: 5 de março de 2018. MARSHALL, T.H. Cidadania, Classe Social e Status. Zahar, Rio de Janeiro, 1963. MDS – MINISTÉRIO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Perguntas Frequentes sobre o Bolsa Família. Brasília; 2018. Disponível em: Acessado em: 5 de março de 2018. NOLETO, Marlova Jovchelovitch; WERTHEIN, Jorge. Pobreza e desigualdade no Brasil: traçando caminhos para a inclusão social – Brasília: UNESCO, 2003. 289 p. Disponível em:< http://unesdoc.unesco.org> Acessado em: 5 de março de 2018. PAIVA, Andrea Barreto, et al.. O novo regime fiscal e suas implicações para a política de assistência social no Brasil. Brasília: IPEA, 2016. (Nota Técnica Nº27). Disponível em: Acessado em: 5 de março de 2018. PAUGAM, S. Desqualificação social: ensaio sobre a nova pobreza. São Paulo: EDUC: Cortez, 2003. PAUGAM, S. L’éxclusion – l’État des Savoirs. Paris: Édition la Découverte, 1996. PAUGAM, S. O conceito de desqualificação social. In: VÉRAS, Maura Pardini Bicudo (Ed.). Por uma Sociologia da exclusão social – o debate com Serge Paugam. São Paulo: Educ, 1999. SEN, Amartya Kumar. Desenvolvimento como liberdade São Paulo : Companhia das Letras, 2000. 409 p SOARES, Fábio Veras. SOARES, Sergei. MEDEIROS, Marcelo. OSÓRIO, R. G. Programas De Transferências De Renda No Brasil: Impactos Sobre A Desigualdade. Brasília: IPEA, 2006. (Texto para Discussão nº 1228). Disponível em: Acessado em: 5 de março de 2018. SILVA, Maria Ozanira da Silva. YAZBEK, Maria Carmelinta. GIOVANNI, Geraldo di. A Política Social Brasileira no Século XXI: A prevalência dos programas de transferência de renda. 2. ed. São Paulo: Cortez 2006
2803 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A REFORMA TRABALHISTA DO GOVERNO TEMER: INSPIRAÇÃO NEOLIBERAL E O DESMANCHE DOS DIREITOS SOCIAIS Luiz Claudio de Almeida Teodoro de Almeida Teodoro; Reforma Trabalhista, neoliberalismo, relações de trabalho A proposta deste artigo é fazer uma análise da Reforma Trabalhista do Governo Temer. O pressuposto básico é que a Reforma tem um cunho neoliberal, que desregulamenta as relações de trabalho para favorecer as empresas. Têm-se como fundamento as ideias marxistas de que o capitalismo se fundamenta na exploração da mão de obra, por meio, da mais valia. Mesmo assim, com a luta sindical e o Estado de Bem Estar Social foram criadas leis para proteger o trabalhador e minimizar a sua exploração. Com as novas relações de trabalho, baseadas no toyotismo, o Governo Temer não ampliou as políticas públicas para as relações de trabalho, ao contrário, efetivou os princípios neoliberais onde o “acordado prevalece sobre o legislado”. BORGES, Ângela. As novas configurações do mercado de trabalho urbano no Brasil: notas para discussão. Caderno CRH, Salvador: vol. 23, número 60, 2010. BRASIL. Lei 13.467 de Julho de 2017. In: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm. Acesso em Outubro de 2017. CARDOSO Jr., J. C. et alii. Políticas de emprego, trabalho e renda no Brasil: desafios à montagem de um sistema público, integrado e participativo. Brasília: Ipea, 2006, mimeo. DAL ROSSO, Sadi. Mais Trabalho! A intensificação do labor na sociedade contemporânea. São Paulo: Boitempo, 2008. GALVÃO, Andréia. Neoliberalismo e Reforma Trabalhista no Brasil. Tese de Doutorado, Campinas: UNICAMP, 2003. MARX. Os Economistas. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996. RODRIGUES, Martins Rodrigues. Tendências futuras do sindicalismo brasileiro. Revista de Administração de Empresas, São Paulo: vol. 19, número 4, 1979. SORJ, B. Sociologia e Trabalho: mutações, encontros e desencontros. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 15, n.43, 2000. TAYLOR, Frederick Winslow. The Principles of Scientific Management. Nova York: Norton and Company, 1967. TRÓPIA, Patrícia. Adesão da Força Sindical ao neoliberalismo. Ideias, Campinas: Vol. 9, número 1, 2003.
2804 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PROCESSO DECISÓRIO EM POLÍTICAS PÚBLICAS: O CASO DA CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA Janikelle Bessa Oliveira Bessa Oliveira; Reforma da Previdência, Política Pública, Decisão, Neoliberalismo Lindblom (1980) em sua obra “O processo de decisão política”, defende que os discursos técnicos são utilizados como instrumentos de legitimação para a decisão política, e ainda, apresenta um cenário de que quando há duas vertentes técnicas contraditórias sobre um determinado tema, a decisão é política. Essa discussão do processo decisório pode ser alocada na polêmica reforma da previdência (PEC 287- 16) em que a divulgação e defesa governamental centra-se na indubitável necessidade de reforma da política de previdência sob o argumento técnico do déficit; em contradição ao discurso também técnico de que a previdência não passa por déficit, mas antes tem seu orçamento calculado fora das prerrogativas da seguridade social. No computo da guerra de discursos tecnicistas fica claro que a decisão não está pautada em uma analise consensual, se consolidando no campo da decisão política direcionada pelas necessidades neoliberais do mercado. E através da influencia neoliberal da reforma, acaba por desconsiderar o principio de democracia social e de pactuação de um Estado voltado aos interesses da sociedade. ANDERSON, Perry. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, Emir (Org.). Pósneoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012. BACHARACH, S. B. e BARATZ, M. S. Poder e Decisão. Reproduzido de Decision and Nondecision: An Analytical Framework. Americam Political Science Review. V. 58, n.3, pp.632-642, 1963. BEHRING, Elaine Rosseti e BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: Fundamentos e Historia. 3.ed. Biblioteca Básica do Serviço Social, v.2, São Paulo: Cortez, 2007. BEHRING, Elaine Rossetti. Politica social no capitalismo o tardio. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2011. BORÓN, Atilion. A sociedade civil depois do dilúvio neoliberal. In: SADER, Emir (Org.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012. CAPELLA, Ana Claudia N. Perspectivas teóricas sobre o processo de formulação de políticas públicas In: HOCHMAN, Gilberto; ARRETCHE, Marta; MARQUES, Eduardo (org). Políticas Públicas no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007. CRESWELL, John W. Pesquisa de métodos mistos. Porto Alegre: Penso, 2ed. 2013. DROR, Y. Muddling through - science or inertia. Public Administration Review, 24, 1964. ESPING-ANDERSEN, Gosta. As três economias políticas do Welfare State. Lua Nova, São Paulo , n. 24, p. 85-116, Sept. 1991 . ETZIONI, A. Mixed-Scanning: Uma Terceira Abordagem em Tomada de Decisão. Public Administration Review. V. 27, n. 5, pp. 385-392, 1967. Tradução do Prof. Francisco G. Heidemann (NAPPO/CPGA/UFSC). GARCIA, R. C. (2000). A reorganização do processo de planejamento do governo federal: O PPA 2000-2003. Texto para Discussão IPEA n. 726 HAM, Cristopher; HILL Michael.The policy process in the modern capitalist state.Londres, 1993. HILL, M. New agendas in the study of the policy process. Harvester Wheatsheaf, Great Britain, 1993. JONES, L. R. Wildavsky on budget reform. Policy Sciences, 29, pp 227-234, 1996. LINDBLOM, C. E. O processo de Decisão Política. Brasília: UnB, 1980. LOURENCO, Edvânia Ângela de Souza; LACAZ, Francisco Antonio de Castro; GOULART, Patrícia Martins. Crise do capital e o desmonte da Previdência Social no Brasil. Serv. Soc. Soc., São Paulo , n. 130, p. 467-486, dez. 2017 . MANDEL, E. O capitalismo tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1982. MARCH, J. G. (1994). A primer on decision making: How decisions happen. New York: The Free Press. MARSHALL T.H., Cidadania, classe social e status. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1967. Berta MELO, Marcos. Emendas parlamentares. In: AVRITZER, Leonardo; ANASTASIA, Fátima. Reforma política no Brasil. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006, p. 197-201. ROBERTS, Bryan R. A dimensão social da cidadania. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais. v.12, n.33, São Paulo, fev. 1997. SADER, Emir (Org.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008. SILVA, Ademir Alves da. A reforma da previdência social brasileira: entre o direito social e o mercado. São Paulo Perspec., São Paulo , v. 18, n. 3, p. 16-32, set. 2004 . SIMON, H. A. Administrative behaviour. Free Press: Glencoe, 1945, 1. ed., New York: Macmillan, 1957. VERGARA, Sílvia C. Razão e Intuição na Tomada de Decisão: Uma Abordagem Exploratória. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro: 25(3):120-38, jul./set. 1991.
2805 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DIREITOS HUMANOS E DEMOCRACIA .O DESAFIO DO DIREITO A TER DIREITOS Luci Helena Silva Martins Silva Martins; Direito a ter direitos, Arendt, cidadania, pluralismo O presente artigo aborda o conceito de ―direito a ter direitos‖ de H Arendt, e o relaciona à histórica dificuldade de garantir os ―Direitos do Homem‖. Aborda o direito ao trabalho, pelo qual a cidadania é regulada no país. Os direitos seriam assim direitos humanos de minorias integradas e burgueses? Os desafios são da ordem da democracia e do pluralismo, na república, e a violação dos direitos humanos e sociais são a expressão maior da desigualdade e injustiça social. Pretendeu-se aqui despertar para o estudo de Arendt, para as reflexões que a realidade e os acontecimentos nos apontam, e para o desafio de reconhecer os direitos dos Outros que cotidianamente os veêm cada dia mais distantes. ARENDT, Hannah. As Origens do Totalitarismo. São Paulo: Cia das Letras, 1989. ________. A Condição Humana. Rio de Janeiro: Forense, 2001. ________. Entre o Passado e o Futuro. São Paulo: Perspectiva, 2016. BECKER, Howard. Outsiders. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. BEVERIDGE, William. O Plano Beveridge. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1943. CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social. Uma crónica do salário. São Paulo, Difel, 1996 DAGNINO, E. Cultura e Política nos movimentos sociais latino-americanos. Belo Horizonte, UFMG,2000. DINIZ, Vanessa e MARTINS, Luci H.S. Pluralismo, Totalitarismo, Democracia. Sobre a dificuldade de consolidar direitos sociais. CONINTER, UFPB, João Pessoa, 2017. DUMONT, Louis. O individualismo: uma perspectiva antropológica sobre a ideologia moderna.Editora Rocco, 1993 ESPING-ANDERSEN, As três economias políticas do WelfareState. In: Lua Nov, nº 24. São Paulo: CEDEC, Setembro de 1994 HAESBAERT, Rogério. Viver no limite: território e multi/transterritorialidade em tempos de in-segurança e contenção. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2014 HONNETH, Axel. A luta por reconhecimento. A gramática moral dos conflitos sociais. LEFORT, Claude. A invenção democrática. Limites do totalitarismo. São Paulo, Editora Brasiliense, 1984 LOWY, Michel. Revoluções. Boitempo Editorial, 2009. MARTINS, Luci H S M. Autogestão, sua atualidade, suas dificuldades.VIEITEZ, Cândido G. A fábrica sem patrão. Editora Unesp, 1996 OLIVEIRA, Francisco de. Pensar a República. Belo Horizonte, Editora da UFMG ______ e PAOLI, Maria C. Os sentidos da Democracia. Políticas do dissenso e hegemonia global,. SOUZA, Jessé. Ralé brasileira : quem é e como vive /Jessé Souza ; colaboradores André Grillo... [et al.] — Belo Horizonte : Editora UFMG, 2009. _______. A radiografia do golpe. Rio de janeiro, Leya, 2016. RANCIÈRE. O desentendimento. Filosofia e Política. São Paulo, Editora 34,1996. ________. O dissenso. (in) NOVAIS, Adauto. A Crise da Razão. São Paulo, Companhia das Letras, 1996 _________.O ódio à democracia. São Paulo, Boitempo, 2014 TELLES, Vera. Espaço Público e Espaço Privado na Constituição do Social. Notas sobre o pensamento de Hannah Arendt. Tempo Social. Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 2(1):23-48,1.1990.
2806 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: CONQUISTAS E DESAFIOS Luciana Santos Lenoir Santos Lenoir; Educação, Direitos Humanos, Educação em Direitos Humanos. O artigo aborda, mediante revisão narrativa, as diversas concepções acerca da educação, correlacionadas às dimensões sociais, políticas e culturais e suas respectivas implicações conceituais e metodológicas. Apresenta considerações críticas acerca dos parâmetros metodológicos que constituem a formação das políticas destinadas à educação em direitos humanos e revela as limitações quanto à sua aplicabilidade. Descreve os processos que conduziram à estruturação dos planos político-institucionais e das diretrizes pertinentes à educação em direitos humanos no Brasil. Expõe determinadas limitações que tendem a emergir diante de abordagens referentes aos conteúdos de direitos humanos no âmbito educacional. ARENDT, H. O declínio do Estado-Nação e o fim dos Direitos do Homem. In: As origens do totalitarismo. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Compnahi das Letras, 1989.p.221-247. BENEVIDES, Maria Victória. Direitos Humanos: desafios para o século XXI. IN: SILVEIRA, R. G., et al. Educação em Direitos Humanos: fundamentos teóricometodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007. p. 335-371. BRANDÃO, C. R. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 2007. BRASIL. Programa Nacional de Educação em Direitos Humanos, decreto n. 7037, 2006. CANDAU, V. M. Direitos humanos, educação e interculturalidade: as tensões entre igualdade e diferença. IN: Revista Brasileira de Educação, V. 13, n. 37 jan./abr. 2008, p. 45-56. ______________; SACAVINO, S. B. Educação em direitos humanos e formação de educadores. IN: Educação, Porto Alegre, v. 36, n. 1, p. 59-66, jan./abr. 2013. FERNANDES, A. V. M.; PALUDETO, M. C. Educação e direitos humanos: desafios para a escola contemporânea. IN: Cad. Cedes, Campinas, vol. 30, n. 81, p. 233-249, mai.-ago. 2010, p. 233-249. RODRIGUES; T. C.; ABRAMOWICZ; A. Diversidade e as políticas públicas de educação. IN: Contrapontos: Revista de educação da Universidade do Vale do Itajaí. Itajaí: UNIVALI, v. 11, n. 3, set./dez. 2001, p.9-26. ROMANELLI, O. de O. História da Educação no Brasil (1930/1973). 8. ed. Petrópolis: Vozes, 1986. SADER, E. Contexto histórico e educação em direitos humanos no brasil: da ditadura à atualidade. IN: SILVEIRA, R. M. G., et al. Educação em Direitos Humanos: fundamentos teórico-metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007. p.75-83. SACAVINO, S. Educação em direitos humanos e democracia. In: CANDAU, V. M.; SACAVINO, S.. (Orgs.). Educar em direitos humanos. Construir democracia. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. SILVEIRA, R. M. G. Educação em/para os direitos humanos: entre a universalidade e as particularidades, uma perspectiva histórica. IN: SILVEIRA, R. M. G., et al. Educação em Direitos Humanos: fundamentos teóricometodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007. p.245-274. VIOLA, S. E. A.; PIRES , T. V. O Movimento de Direitos Humanos e a Produção da Democracia. IN: BRABO, T. S. A.M.; REIS, M. dos. (Org.). Educação, direitos humanos e exclusão social . Marília : Oficina Universitária ; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. p. 23-36. ZENAIDE; M. De N. T. A educação em direitos humanos. . IN: TOSI, Giuseppe. (Org.) Direitos humanos: história, teoria e prática. João Pessoa: Editora Universitária, UFPB, 2005, p. 337-356.
2807 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O OUTRO EM QUESTÃO: ETNOCENTRISMO E ALTERIDADE COMO DESAFIOS À DEMOCRACIA E AOS DIREITOS HUMANOS Gy Reis Gomes Brito Gomes Brito; Antropologia, Etnocentrismo, Politicas Publicas, Direito Ao se situar no campo da Antropologia, o presente trabalho tem como objetivo discorrer sobre Direitos Humanos e Democracia, em busca de uma compreensão desafiadora do que é a luta pelo “direito a ter direitos”, ao mesmo tempo em que procura a partir do conceito de etnocentrismo, analisar como as negações ao direitos a ter direitos acontece dentro da construção da identidade individual e coletiva dos sujeitos sociais, a partir da ausência de uma política pública de distribuição universalista de riqueza pelo Estado. ARENDT, H. A condição Humana. Brasília, Forense Universitária, 2010 BERMAN, Marshal. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Cia das letras, 1986. BOSI, Ecleia. Problemas ligados à cultura das classes pobres. (in) VALLE, Edênio et ali. (org) A Cultura do povo. São Paulo: EDUC, 1982. _____. Cultura de massa e Cultura popular: Leituras de operárias. Cap. 2 e 3. Petropolis: Vozes, 1982. Caderno de Educação Popular e Direitos Humanos/ Centro de Assessoria Multiprofissional. Porto Alegre: CAMP, 2013. CHAUI, Marilena. Conformismo e resistência. São Paulo: Brasiliense, 1986. COPANS, Jean. Antropologia: ciência das sociedades primitivas? Lisboa: Ed. 70, 1971 DA MATTA, Roberto. Relativizando: uma introdução à Antropologia Social. Petrópolis: Vozes, 1981. DE VORE, Irven. A evolução da vida Social. (in) GEERTZ, Clifford; TAX, Sol et ali. Panorama de Antropologia. Brasil, Portugal: Ed. Fundo de Cultura, 1966, p. 19-29. DURHAN, Eunice. Bronislau Malinowski: Antropologia. São Paulo: Atica 1986 (Arnonautas do pacífico ocidental/o significado do Kula). ENGELS, F. Engel. O papel do trabalho na transformação do macaco em homem. São Paulo: Global. 1990 FELDMAN-BIANCO, Bela. Antropologia das sociedades contemporâneas. São Paulo: Global, 1987. FREIRE, Paulo. Ação Cultural para a liberdade e outros escritos. Rio:PazeTerra, 1976 GATI, Pietrocola, Luci. O que todo cidadão precisa saber sobre a sociedade de consumo. Cadernos de Educação Poliítica. São Paulo: Global, 1987. GEERTZ, Clifford. A interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça| GPP: módulo 1/ Orgs. Maria Luiza Heiiborn, Leila Araújo, Andréia Barreto- Rio de Janeiro: CEPESC, Brasília: Secretaria para políticas para Mulheres, 2010. GUIMARAES, Alba Zaluar. Desvendando Máscaras Sociais. Rio de Janeiro: Fco Alves, 1980. Cap. 3 e 5. HONNETH, Axel. Reconhecimento ou redistribuição? A mudança de perspectiva na ordem moral da sociedade. In: SOUZA, Jessé & MATTOS, Patricia (orgs). Teoria Crítica no século XXI. São Paulo: Anablume, 2007. P. 79 – 93. Juventude e Sociedade: trabalho, educação, cultura e participação/ (organizadores) Regina Novaes e Paulo Vannuchi – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004. LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 1991. LESBAUPIN, Ivo. As classes populares e os direitos humanos. Petropólis: Vozes, 1984. MARTINS, Luci Helena Silva. Notas para a disciplina de Antropologia, curso de Serviço Social, Universidade Estadual Paulista, 1999-2000. Pdf . meio eletrônico MALINOWSKI, Bronislau. Os argonautas do pacífico ocidental. Coleção Os pensadores. MAUSS, M. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. NADER, Laura. Perspectivas ganhas pelo trabalho de campo (in) GEERTZ, Clifford; TAX, Sol et ali. Panorama de Antropologia. Brasil, Portugal: Ed. Fundo de Cultura, 1966. OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. O movimento dos conceitos na Antropologia. Revista de Antropologia. USP, v. 36. QUIROGA, Ana M.F. A internacionalização QUIROGA, Ana M.F. A internacionalização da violência., São Paulo: Tempo e Presença. CEDI. v. 15, n. 268, p 18-21, março/abril, 1993. BRITO, G.R.G. O Outro em questão: Etnocentrismo e alteridade como desafios à democracia e aos direitos humanos Revista Serviço Social em Perspectiva – Montes Claros, Edição Especial, março de 2018. p.633-644 Anais do I Encontro Norte Mineiro de Serviço Social – I ENMSS 644 ROCHA, Guimarães P. Everardo. O que é etnocentrismo. 1edição 1994, 5 edição: Editora Brasiliense. SANTOS, Valdilene Teles. Violência e cotidiano: estudo do significado da violência para um grupo de mulheres que vivem na favela. São Paulo:PUC (dissertação de mestrado), 1989. SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão de literatura. Sociologias (on line), 2006 TODOROV, Tzvetan. A conquista da américa e a questão do outro. São Paulo: Martins Fontes, 1993. VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose. Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Zahar. ________. Individualismo e Cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.
2870 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Never Been Such a Clear Need For Science to Protect the Planet Wilson Medeiros Pereira;Renato Assis Machado;Daniella Reia Barbosa Martelli;Mário Sérgio Oliveira Swerts;Hercílio Martelli Júnior; . Lavelle, M. Science (2015). Usher, A.D. The Lancet 395, 1024 (2020).
2871 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Polypharmacy, Adverse Drug Reactions and Drug-Drug Interactions in COVID-19-Aging Patients Marileia Andrade;José Henrique Pereira Pinto; COVID-19;, Elderly;, Polypharmacy;, Adverse Drug Reactions;, Drug Interactions Since the beginning of the Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) pandemic, the most severe symptoms have occurred in elderly patients with comorbidities, with a higher risk of complications. Prescribed drugs, which are already part of geriatric care, associated with the experimental therapeutic drugs of COVID-19, may increase the risk of undesirable occurrences, due to the practice of polypharmacy, with the possibility of emergence of inappropriate adverse events and drug interactions. This can increase the risk of worsening the clinical picture, impairment of the general condition, intensification of inflammation and associated unfavorable conditions, incurring the highest probability of mortality. ZHOU Fei; YU Ting, DU Ronghui, et al. Clinical course and risk factors for mortality of adult inpatients with COVID-19 in Wuhan, China: a retrospective cohort study. Lancet, v. 28, 395(10229), p.1054-1062, 2020. Epub 2020 Mar 11. Erratum in: Lancet. 2020 Mar 28;395(10229):1038. Erratum in: Lancet. 2020 Mar 28;395(10229):1038. OLIVEIRA Marcus Vinícius Palmeira; BUARQUE David Costa. Polypharmacy and the use of potentially inappropriate medications among aged in patients. Geriatrics, Gerontology and Aging, v.12, n.1, p.38-44, 2018. BENNETT Alexander; GNJIDIC Danijela; GILLETT Mark, et al. Prevalence and impact of fall-risk-increasing drugs, polypharmacy, and drug-drug interactions in robust versus frail hospitalised falls patients: a prospective cohort study. Drugs Aging, v.31, n.3, p.225-232, 2014. HU Biying; HUANG Shaoying; YIN Lianghong. The cytokine storm and COVID-19. Journal of Medical Virology, v.27, 10.1002/jmv.26232, 2020. ISIDORO-GARCIA Maria; SANCHEZ-MARTIN Almudena, GARCIA-BERROCAL Belén, et al. Primun non nocere, polypharmacy and pharmacogenetics. Pharmacogenomics, v16, n.17, p.1903–1905, 2015. McCREARY Erin K, POGUE Jason M. Coronavirus Disease 2019 Treatment: A Review of Early and Emerging Options. Open Forum Infectious Diseases, v.7, n.4, ofaa105, 2020. GELERIS Joshua; SUN Yifei; PLATT Jonathan, et al. Observational Study of Hydroxychloroquine in Hospitalized Patients with Covid-19. The New England Journal of Medicine, v.382, n.18, p.2411-2418, 2020. LEMAITRE Caroline Solas Florian; GRÉGOIRE Matthieu; LAGARCE Laurence, et al. Potential drug-drug interactions associated with drugs currently proposed for COVID-19 treatment in patients receiving other treatments. Fundamental & Clinical Pharmacology, v.34, n.5, p.530–547, 2020. ROSS Sydney B; WILSON Marnie Goodwin, PAPILLON-FERLAND Louise, et al. COVID-SAFER: Deprescribing Guidance for Hydroxychloroquine Drug Interactions in Older Adults. Journal of the American Geriatrics Society, v.68, n.8, p.1636–1646, 2020. LANE Jennifer CE; WEAVER James; KOSTKA Kristin, et al. Safety of hydroxychloroquine, alone and in combination with azithromycin, in light of rapid widespread use for COVID-19: a multinational, network cohort and self- controlled case series study. MedRxiv preprint, May 31, p:1-29, 2020.
2872 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Pandemia da Covid-19 Fernanda Ferreira Costa;Igor Ramos Rosa;Lucineia de Pinho;Maria Luiza Pereira Dias e Silva; Covid-19, ; Direito humano à alimentação adequada, Segurança alimentar, Alimentos ultraprocessados Resumo: a pandemia da Covid-19 vem causando consequências várias à população mundial que vão além da contaminação pelo vírus, representando, por vezes, a acentuação de problemas já enfrentados pela sociedade. Objetivo: discutir os impactos do coronavírus sobre a efetivação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), no Brasil, perpassando por dois objetos: diminuição da renda e aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Metodologia: método de abordagem dedutivo, através do levantamento documental e bibliográfico de fontes secundárias, procedendo-se a pesquisa em bases de dados online para seleção de artigos. Ao final, pretende-se validar, ou não, as duas hipóteses levantadas. Resultados: o DHAA é um direito social cuja efetivação está a cargo do Estado. Em razão das medidas de contenção do vírus, e seus impactos nas relações de emprego, a renda de alguns brasileiros obteve considerável redução – validação da hipótese (a). Em períodos de restrição financeira, sobretudo nas regiões subdesenvolvidas há um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados – validação parcial da hipótese (b). Considerações finais: a população brasileira, deflagrada a situação de pandemia, pode estar inserta no contexto de falsa segurança alimentar, de maneira que qualquer agravamento dessa situação configura, em verdade, o endossamento de uma realidade anterior ao vírus. CORONAVIRUS BRASIL. Painel coronavírus: atualizado em 23/09/2020. Disponível em: https://covid.saude.gov.br/. Acesso em: 24 set, 2020. UNICEF. Impactos primários e secundários da COVID-19 em crianças e adolescentes. 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2873 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Enquanto espero a quarentena passar Joseeldo da Silva Junior;Francisco Vieira da Silva; Discurso, Resistência, Projeções mapeadas, Distanciamento social Objetivo: Este artigo intenta analisar materialidades do projeto intitulado Projetando Poesias, de modo a investigar como se produzem estratégias discursivas e de resistência em tais dizeres. O movimento ganhou notoriedade durante o período de pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no contexto do distanciamento social no Brasil. As projeções mapeadas (vídeo mappimngs), consideradas como uma nova prática de manifestação urbana, consistem, como o próprio nome sugere, em projetar imagens ou textos em parte de prédios ou edifícios. Metodologia: A análise dos dados segue a perspectiva dos estudos discursivos de Michel Foucault. A metodologia segue um viés descritivo-interpretativo de natureza qualitativa. Resultado: O estudo das projeções mapeadas permitiu observar a existência de estratégias discursivas nas quais o sujeito que enuncia deixa entrever uma subjetividade sufocada em tempos de confinamento social. A resistência desses dizeres reside na possibilidade de trazer a arte literária como uma possibilidade de fruição e liberdade estética numa conjuntura de isolamento, a partir da ressignificação dos espaços urbanos. ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. Amores que não têm tempo: Michel Foucault e as reflexões acerca de uma estética da existência homossexual. Revista Aulas. Campinas: UNICAMP, v. 7, p. 41‐58, 2010. ARAÚJO, Inês Lacerda. Do signo ao discurso: introdução à filosofia da linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. BASBAUM, S. R. Sinestesia e percepção digital. São Paulo: PUC, 2012. BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2001. BEIGUELMAN, Giselle. Estéticas do confinamento projetam desejos de mudança e a revolta. Select. 2020. Disponível em: . 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2874 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Manejo de Apendicite Aguda Durante a Pandemia de COVID-19 em um Hospital de Referência no Brasil Alice Silveira Rodrigues;Alice Crespo Ferreira;Deborah de Farias Lelis;João Marcus Oliveira Andrade;Christine Mendes Silveira;Thaísa Soares Crespo; Apendicite, Abdome agudo, SARS-CoV-2, Coronavírus Objetivo: Comparar dados epidemiológicos e clínicos, acesso a exames diagnósticos e tempo do início dos sintomas até o tratamento cirúrgico de pacientes com apendicite aguda (AA) durante a pandemia de COVID-19 ao período correspondente do ano anterior (não pandêmico). Métodos: Trata-se de um estudo transversal, analítico e retrospectivo, realizado a partir de registros médicos de pacientes com AA em um hospital de referência em Montes Claros – Minas Gerais, Brasil. Resultados: Na vigência da pandemia, houve acréscimo de 10,7% nos casos de AA; o acesso à propedêutica não apresentou diferença estatisticamente significativa (exames laboratoriais: p = 0,059; ultrassonografia de abdome: p = 0,576 e tomografia computadorizada de abdome: p = 0,593) e o tratamento cirúrgico foi realizado em todos os pacientes com diagnóstico de AA, não sendo indicado tratamento conservador. Prevaleceram achados de AA em fases iniciais nos exames anatomopatológicos das peças cirúrgicas, sem diferença estatística nos períodos avaliados (p = 0,905). Conclusões: Apesar da sobrecarga dos serviços de saúde durante o período pandêmico, não houve diferença estatisticamente significativa dos dados epidemiológicos e clínicos, do acesso aos exames laboratoriais e de imagem, assim como da indicação e realização de procedimento cirúrgico da AA, contribuindo para o manejo dessa patologia de modo correlato ao período não pandêmico. CORONAVÍRUS: o mapa que mostra o alcance mundial da doença. BCC news, Brasil, 3 de mar. de 2020. Disponível em . Acesso em: 18 Jan. de 2021 COLLARD, Maxime et al. Antibiotics alone as an alternative to appendectomy for uncomplicated acute appendicitis in adults: changes in treatment modalities related to the COVID-19 health crisis. Journal of Visceral Surgery, v. 157, p. S33–S42, 2020. NGASERIN, Sabrina Hui-na et al. COVID-19 not detected in peritoneal fluid: a case of laparoscopic appendicectomy for acute appendicitis in a COVID-19-infected patient. Langenbecks Arch Surg, v. 405, p. 353-355, 2020 MASROOR, Saqib. Collateral damage of COVID‐19 pandemic: Delayed medical care. Journal of Cardiac Surgery, v. 35, p. 1345–1347, 2020. MATTSON, Bradley.; DULAIMY, Kal. The 4 quadrants: acute pathology in the abdomen and current imaging guidelines. Seminars in Ultrasound, CT and MRI, v. 38, p. 414-423, Aug 2017. DSOUZA, Nigel.; NUGENT, Karen. Appendicitis. 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2875 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Perfil epidemiológico da COVID-19 Kamila Teles Soares;Ana Clara Soares Bicalho;Haiany Arielle Cangussu Araújo;Rafaella Calixto Vieira Praes;Tatiana Almeida Magalhães;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Desirée SantAna Haikal; Epidemiologia, Pandemias, Monitoramento Epidemiológico, Saúde Pública, Infecções por coronavírus Resumo: Objetivo: Descrever dados epidemiológicos relativos à pandemia da COVID-19 em Montes Claros, criando um paralelo entre o município, o estado de Minas Gerais e o Brasil. Métodos: Estudo descritivo baseado na coleta diária de dados epidemiológicos disponibilizados nos sites oficiais do Ministério da Saúde, Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais e de Montes Claros entre os dias 29 de março e 17 de agosto. Além disso, foi criado um paralelo entre duas datas especificas, com um intervalo de 45 dias. Resultados: Em 30 de junho Montes Claros e Minas Gerais apresentavam um quadro epidemiológico melhor que o Brasil, realidade que se alterou no dia 17 de agosto. Também foi observada uma inversão no perfil epidemiológico dos casos confirmados, nas três localidades mas o perfil dos óbitos se manteve. Conclusão: Acredita-se que este estudo possa contribuir com o entendimento do quadro epidemiológico da COVID-19 em Montes Claros de forma contextualizada. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Folha informativa – COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus) [Internet]. Brasília, DF: Organização Pan-Americana da Saúde; 2020. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875#historico. Acesso em: 17 ago. 2020 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. OMS declara emergência de saúde pública de importância internacional por surto de novo coronavírus [Internet]. Organização Mundial de Saúde; 2020. 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2876 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Implicações da pandemia da covid-19 nos hábitos alimentares Sabrina Alves Durães;Thaís Souto Souza;Yves André Rodrigues Gome;Lucineia de Pinho; COVID-19; Alimentação; Coronavirus. Objetivo: Sistematizar conhecimentos sobre as implicações da pandemia do COVID-19 nos hábitos alimentares. Método: Este estudo constitui uma revisão integrativa desenvolvida a partir da seleção sistemática da literatura científica voltada para os efeitos da pandemia do COVID-19 na alimentação. A coleta de dados foi realizada no período de 11 de agosto a 19 de setembro de 2020, onde a busca bibliográfica dos artigos se deu nas bases de dados Scielo, PubMed, BVS, Medline e LILACS. Resultados e Discussão: Foram selecionados 31 artigos para leitura e fichamento, por estarem dentro da temática proposta. As restrições provocadas pelo isolamento resultaram em consequências na saúde mental, no estilo de vida e hábitos alimentares, redução no consumo de alimentos in natura e ganho de peso. Em contrapartida, notou-se padrões opostos entre as pesquisas, onde houve uma maior ingestão de vegetais/frutas e menor consumo de junk food, redução no consumo de bebidas alcoólicas e comportamentos alimentares mais saudáveis quando comparados aos hábitos anteriores. Considerações Finais: Neste contexto, vê-se a necessidade de novos estudos que avaliem a qualidade nutricional da alimentação durante e pós pandemia e a inserção de ações e programas intensivos que atuem como forma de promover suporte para uma dieta saudável e variada. BALOCH, Saira et al. The Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) Pandemic. The Tohoku Journal of Experimental Medicine, v. 250, n. 4, p. 271-278, 2020. WILDER-SMITH, Annelies.; FREEDMAN, David O. 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2877 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Covid-19: Procedimentos Minimamente Invasivos Em Odontopediatria Laura Marcelly Teixeira Gomes;Alice Duarte Santos Veloso;Antônio Cavalcanti Oliveira Filho;Ítalo Filipe França;Maria Fernanda Souza Ramos;Maria José Lages de Oliveira;Verônica Oliveira Dias; Coronavírus, COVID-19, Crianças, Odontopediatria, Tratamento Conservador Em meio à pandemia da doença Coronavírus (COVID-19), a prática odontopediátrica passa por novo cenário, considerando que crianças podem ser portadoras assintomáticas do vírus e o ambiente odontológico considerado um local de risco. Procedimentos odontológicos envolvem exposição à saliva e secreções nasofaríngea, produção de aerossóis e gotículas, fontes de transmissão. Além dos cuidados de biossegurança comuns nos consultórios e dos recomendados pela Organização Mundial da Saúde contra o Coronavírus, procedimentos odontológicos minimamente invasivos visando reduzir ou eliminar a produção dos aerossóis adquirem neste momento grande importância. Objetivo: Apresentar revisão bibliográfica narrativa sobre procedimentos minimamente invasivos utilizados na Odontopediatria diante da pandemia da COVID-19. Método: Foi realizada uma revisão da literatura utilizando à base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, dos últimos 10 anos, empregando os descritores: Coronavírus; COVID-19; Crianças; Odontopediatria; Tratamento conservador. Resultados: Na literatura possui diversas opções de procedimentos minimamente invasivos que podem ser usados em Odontopediatria e que cumprem eficientemente sua função diante da pandemia pela COVID-19. Conclusões: Considerando que crianças podem ser assintomáticas para COVID-19, devem ser tratadas como potenciais portadoras do vírus. Os procedimentos odontológicos minimamente invasivos, visando reduzir ou eliminar a produção dos aerossóis, são considerados uma opção de grande relevância no atual cenário. PENG, X. et al. Transmission routes of n2019-nCoV and controls in dental practice. Int J Oral Sci., [S.l.], v.12, n.1, p.9, 2020. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO Director-Generals opening remarks at the media briefing on COVID-19 - 11 March 2020. OMS, 2020. Disponível em: . Acesso em: 24, jun, 2020. GUO, YR. et al. The origin, transmission and clinical therapies on coronavirus disease 2019 (COVID-19) outbreak – an update on the status. Mil. Med. Res., [S.l.], v.7, n.11, p.11, 2020. ATHER, A. et al. Coronavirus Disease 19 (COVID-19): Implications for Clinical Dental Care. Journal of endodontics, [S.l.], v.46, n.5, p.584-595, 2020. GE, Z. Y. et al. 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2878 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 A biossegurança em tempos de covid-19 no Curso de Odontologia da Unimontes Gabriel Felipe Albuquerque Barbosa;Amanda Fróes Ribeiro;Maria Cleonice de Oliveira Nobre;Renata Francine Rodrigues de Oliveira;Carolina de Castro Oliveira;Maria de Lourdes Carvalho Bonfim;Soraya Mameluque Ferreira;Mânia de Quadros Coelho Pinto; Contenção de Riscos Biológicos, Odontologia, COVID-19 Resumo: A pandemia pela nova cepa de coronavírus, o SARS-CoV-2, modificou a forma de atendimento de muitas profissões e serviu de alerta para a necessidade de constante atualização dos profissionais e normas de biossegurança. Objetivo: relatar a experiência da Comissão de Biossegurança e Infraestrutura do Curso de Odontologia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) na atuação e criação de um novo protocolo de biossegurança durante a pandemia da COVID-19. Relato de Experiência: Embora existisse um manual previamente estabelecido e normatizado, tornou-se necessário o desenvolvimento de um novo documento. Foi realizada uma análise criteriosa da literatura, leis, portarias e normas técnicas do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais, Protocolos de Biossegurança de outras Instituições de Ensino Superiores (IES) e de Entidades de Classe. Após diversas reuniões online, de março a julho de 2020, elaborou-se o Protocolo de Biossegurança do Curso de Odontologia da Unimontes em Tempos de COVID-19. Conclusão: Os cuidados à saúde são de extrema importância para reduzir o risco de infecção cruzada, sobretudo no momento de pandemia. Espera-se que esse documento seja utilizado na adequação do cuidado com a segurança necessária, tendo em vista a retomada das atividades presenciais do curso de Odontologia. BEZERRA, André L. D. et al. Biossegurança na odontologia. ABCS Health Sciences, v. 39, n. 1, p. 29-33, 2014. NOGUEIRA, Sumaia A.; BASTOS, Luciana F.; COSTA, Iris C. C. Riscos ocupacionais em odontologia: revisão da literatura. UNOPAR Científica, v. 12, n. 3, p. 11-20, 2010. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Serviços odontológicos: prevenção e controle de riscos. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 156 p. (Série A. normas e manuais técnicos). ALVES, Leandro S.; PACHECHO, Jonas S. Biossegurança – fator determinante nas unidades de atendimento à saúde. Revista Fluminense de Extensão Universitária, v. 5, n. 1, p. 33-40, 2015. FRANCO, Juliana B.; CAMARGO, Alessandra R.; PERES, Maria P. S. M. Cuidados odontológicos na era do COVID- 19: recomendações para procedimentos odontológicos e profissionais. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, v. 74, n. 1, p. 18-21, 2020. CABRERA-TASAYCO, Fiorella P. et al. Biosafety measures at the dental office after the appearance of COVID-19: a systematic review. 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2879 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Plantão Psicológico Online em Tempos de Pandemia Ana Ângela Catharina Gontijo e Barcellos;Marcela Luiza Lopes Ferreira;Mayra de Aquino Mendes Santos;César Rota Júnior; Plantão Psicológico, Saúde Mental, Escuta Clínica, COVID-19 O mundo enfrenta hoje um inimigo comum e invisível, o novo Coronavírus, agente causador da COVID-19, configurando-se um cenário de inúmeras mudanças e incertezas. O presente relato de experiência tem como objeto apresentação e discussão das vivências de um projeto de Plantão Psicológico idealizado e desenvolvido por um grupo de psicólogas no norte de Minas Gerais, de maneira voluntária e online. A gênese desse projeto parte da inquietação e preocupação de profissionais da psicologia, em um cenário de crise e instabilidade oriundo da pandemia, com reais mudanças estruturais na sociedade, em todos os âmbitos e com desdobramentos para a saúde mental da população. Objetivamos elucidar a importância do plantão psicológico como aparato em momento de crise e contribuições da Logoterapia e Análise Existencial na condução dos atendimentos. Através do método de análise quantitativa dos atendimentos efetuados, buscou-se apresentar o perfil dos usuários do serviço, embasada em revisão teórica acerca dos conceitos fundamentais sobre plantão psicológico e logoterapia, ressaltamos que o projeto tem se efetivado como espaço de acolhimento e cuidado para quem o solicite. Concluímos que essa modalidade configura-se como importante mecanismo de suporte e transformador de realidade e combate a crises de urgência e emergências emocionais. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução 11/2018, de 11 de maio de 2018. Regulamenta a prestação de serviços psicológicos realizados por meios de tecnologias da informação e da comunicação e revoga a Resolução CFP N.º 11/2012, 2018. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2018/05/RESOLU%C3%87%C3%83O-N%C2%BA-11-DE-11-DE-MAIO-DE-2018.pdf. Acessado em: 23 de julho de 2020. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Coronavirus disease (COVID-2019): situation report 72. Genebra: World Health Organization; 2020. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/situation-reports/20200401-sitrep-72-covid-19.pdf?sfvrsn=3dd8971b_2. ANDERSON, R. M.; HEESTERBEEK, H.; KLINKENBERG, D. E HOLLINGSWORTH, T. D. How will country-based mitigation measures influence the course of the COVID-19 epidemic? The Lancet, v.395, n.10228, p.931–934, 2020. Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30567-5/fulltext. Acessado em: 25 de julho de 2020. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução 04/20, de 26 de março de 2020. Dispõe sobre regulamentação de serviços psicológico prestados por meio de Tecnologia da Informação e da Comunicação durante a pandemia da COVID19, 2020a. 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2880 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 O Impacto da Ausência de Vedamento Coronal na Infiltração Endodôntica Edwaldo de Souza Barbosa Júnior;Falyne Pinheiro de Oliveira;Laura Marcelly Teixeira Gomes;Danilo Cangussu Mendes;Renata Francine Rodrigues de Oliveira;Soraya Mameluque Ferreira Ferreira; Obturação do Canal Radicular, Falha de Restauração Dentária, Infiltração Dentária A restauração coronária está intimamente ligada ao sucesso e bom prognóstico do tratamento endodôntico, uma vez que a microinfiltração de microrganismos da cavidade bucal através dos canais radiculares preenchidos pode atingir os tecidos periapicais provocando infecções. Ainda que os canais radiculares sejam obturados em condições ideais, a microinfiltração estará presente caso não haja selamento coronal. Objetivo: Apresentar diferentes estudos e conclusões a respeito de infiltração endodôntica, buscando responder a seguinte pergunta: Qual impacto da ausência de vedamento coronal na infiltração coronária em dentes tratados endodonticamente? Método: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura seguindo as etapas preconizadas pelo Joanna Briggs Institute utilizando os seguintes descritores: Obturação do canal radicular, falha de restauração dentária e infiltração dentária, que foram empregados para buscas de artigos científicos entre 2015 e 2020 através da plataforma da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Resultados: Foram identificados 06 estudos que compuseram a amostra dessa revisão, organizados e tabulados para extração de dados conforme informações relevantes para solução da pergunta norteadora. Conclusão: É fundamental o tratamento restaurador adequado e de qualidade, tanto com materiais provisórios, quanto definitivos, para que assim possam fornecer longevidade aos tratamentos endodônticos. KHADEMI, A.; SHEKARCHIZADE, N. Evaluation of coronal microleakage of mineral trioxide aggregate plug-in teeth with short roots prepared for post placement using bacterial penetration technique. Indian Journal of Dental Research, v. 27, n. 3, p. 295-299, 2016. L, T. et al. Influence of coronal restorations on the periapical health of endodontically treated teeth. Endod Dent Traumatol, v. 16, p. 218-221, 2000. RAY, H. A.; TROPE, M. Periapical status of endodontically treated teeth in relation to the technical quality of the root filling and the coronal restoration. International Endodontic Journal, v. 28, p. 12-18, 1995. BABU, N. S. V. et al. 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2881 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 (Des) conhecimento do Projeto Pedagógico de Curso de Graduação em Medicina entre Estudantes Márcia Mendes Menezes;Mariza Dias Xavier;Orlene Veloso Dias;Simone de Melo Costa; Medicina, Estrutura curricular, Aprendizagem baseada em problemas Os projetos de caráter pedagógico de cursos de medicina são baseados em competências e habilidades descritas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi analisar o (des) conhecimento sobre o Projeto Pedagógico de Curso entre estudantes de medicina. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal analítico conduzido com acadêmicos matriculados em um curso de medicina do norte do estado de Minas Gerais. Participaram 281 estudantes. No estudo, foi analisado o conhecimento dos estudantes acerca do Projeto Pedagógico do Curso. Resultados: De acordo com os resultados, observou-se o desconhecimento sobre o Projeto Pedagógico, inclusive entre aqueles do último ano. Conclusão: Os achados apontaram para a necessidade de elaborar e operacionalizar o Projeto Pedagógico de forma colaborativa e participativa por todos os sujeitos, pela práxis dialógica entre o saber e o fazer. Ressalta-se a necessidade de novos estudos que possam apresentar o impacto dessas práticas sobre a qualidade do ensino da medicina. FOMIGLI, V.L.; BARBSA, H.S.; LIMA, M.S.G.; ARAÚJO, I.B.; FAGUNDES, N.C.; ROBERTO, S.A. Projeto Político Pedagógico do Curso de Graduação em Medicina da FMB/UFBA. Bahia: Gaz. méd., 2010. v. 80, n. 1, p. 3-47. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina. 2014. COSTA, J.R.B.; ROMANO, V.F.; COSTA, R.R.; GOMES, A.P.; ALVES, L.A.; BATISTA, R.S. A Transformação Curricular e a Escolha da Especialidade Médica. Revista Brasileira de Educação Médica, 2014. v. 38, n. 1, p. 47-58. PEDROSO, R.T.; NOGUEIRA, C.A.G.; DAMASCENO, C.N.; MEDEIROS, K.K.P.; SILVA, P.H.C.; VELOSO, W.F. A Educação Baseada na Comunidade no Ensino Médico na Uniceplac (2016) e os Desafios para o Futuro. Revista Brasileira de Educação Médica, 2019. v. 43, n. 4, p. 117-130. GOMES, R.; BRINO, R.F.; AQUILANTE, A.G.; AVÓ, L.R.S. Aprendizagem Baseada em Problemas na formação médica e o currículo tradicional de Medicina: uma revisão bibliográfica. Revista Brasileira de Educação Médica, 2009. v. 33, n. 3, p. 444–451. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Diretrizes e normas regulamentadoras sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Brasília, 2012. LEON, L.B.; ONÓFRI, F.Q. Aprendizagem Baseada em Problemas na Graduação médica – uma revisão da Literatura atual. Revista Brasileira de Educação Médica, 2015. v. 39, n. 4, p. 614-619. NEVES, C.M.C. Autonomia da Escola Pública: Um Enfoque operacional. In VEIGA, I. P. A. da. Projeto Político Pedagógico da Escola: Uma Construção Possível. 11. Ed. Campinas, SP: Papirus, 1995. p. 95-129. VEIGA, I.P. Perspectivas para reflexão em torno do Projeto Político Pedagógico. In: VEIGA, Ilma Passos; RESENDE, Lúcia Maria G. de (orgs). Escola: Espaço do Projeto Político-Pedagógico. Campinas, SP: Papirus, 1998. MEIRELES, M.A.C., FERNANDES, C.C.P.; SILVA, L.S. Novas Diretrizes Curriculares Nacionais e a Formação Médica: Expectativas dos Discentes do Primeiro Ano do Curso de Medicina de uma Instituição de Ensino Superior. Revista Brasileira de Educação Médica, 2019. v. 43, n. 2, p. 67-78. CRUZ, P.O.; CARVALHO, T.B.; PINHEIRO, L.D.P.; GIOVANNINI, P.E.; NASCIMENTO, E.G.C.; FERNANDES, T.A.A.M. Percepção da Efetividade dos Métodos de Ensino Utilizados em um Curso de Medicina do Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Educação Médica, 2019. v. 43, n. 2, p. 40-47. GOLÇALVES, A.M. O Estudo da Elaboração do Projeto Político - Pedagógico de um Colégio da Rede Estadual de Maringá. Revista Educere, 2016.
2882 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Perfil Ocupacional, Comportamentos e Saúde Segundo Diferenciais de Gênero entre Professores da Rede Pública Tatiana Almeida de Magalhães;Marise Fagundes Silveira;Jairo Evangelista Nascimento;Marta Raquel Mendes Vieira;Emerson Willian Santos de Almeida;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Efigênia Ferreira e Ferreira;Desirée Sant’Ana Haikal; Diferença de gênero; Professores; Comportamento; Saúde. Resumo: Objetivou-se identificar possíveis diferenciais de gênero entre professores segundo o perfil laboral, comportamentos e saúde. Trata-se de um estudo de prevalência usando amostra probabilística por conglomerados de docentes do ensino básico da rede pública de um município norte mineiro. Foram estimadas prevalências e análises bivariadas corrigidas pelo desenho amostral. Dos 745 docentes investigados, as mulheres representam ampla maioria (85,4%), apresentaram maiores proporções de casadas/união estável e divorciadas/viúvas, com filhos, de classe social mais baixa, perfil laboral precário, com melhores comportamentos relacionados à saúde, apesar de relatarem maior autopercepção negativa de sua aparência e pior qualidade de vida nos domínios físico e psicológico em relação aos homens. Já os homens apresentaram um melhor perfil laboral, maiores frequências de comportamentos não saudáveis e menor busca por assistência médica/odontológica. Observou-se consideráveis diferenças entre os gêneros, demonstrando que são as mulheres que refletem o maior peso da precarização profissional e os homens, os piores comportamentos de saúde. Desse modo, este estudo contribui para que as políticas públicas repensem as oportunidades sociais e questões de saúde relacionadas aos gêneros dentro da classe docente. GASPARINI, Sandra Maria; BARRETO, Sandhi Maria; ASSUNÇÃO, Ada Ávila. O professor, as condições de trabalho e os efeitos sobre sua saúde. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 2, p.189-199, 2005. ARAÚJO, Tânia Maria de et al. Diferenciais de gênero no trabalho docente e repercussões sobre a saúde. Ciênc. saúde coletiva, v. 11, n. 4, p. 1117-1129, 2006. SANTOS, Márcio Neres dos; MARQUES, Alexandre Carriconde. Condições de saúde, estilo de vida e características de trabalho de professores de uma cidade do sul do Brasil. Ciênc. saúde coletiva, v. 18, n. 3, p. 837-846, 2013. GUERREIRO, Natalia Paludeto et al. Perfil sociodemográfico, condições e cargas de trabalho de professores da rede estadual de ensino de um município da região sul do Brasil. Trabalho, educação e saúde, v. 14, supl. 1, p. 197-217, 2016. COSTA, Gilvan Luiz Machado; OLIVEIRA, Dalila Andrade. Trabalho docente no ensino médio no Brasil. Perspectiva, v. 29, n. 2, p. 727-750, 2011. 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2883 unicientifica 2020: Anais do 3º Congresso Internacional de Ciências da Saúde Anais do 3º Congresso Internacional de Ciências da Saúde Revista Unimontes Científica; Edição Completa - Anais do 3º Congresso Internacional de Ciências da Saúde
2884 unicientifica 2020: Anais do Simpósio das Ligas Acadêmicas - SIMLIGA - UNIFIPMoc Anais do Simpósio das Ligas Acadêmicas - UNIFIPMoc O Simpósio das Ligas Acadêmicas (SIMLIGA) é uma iniciativa do curso de Medicina do Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMoc), organizado pelo Centro Acadêmico de Medicina Dr Hermes de Paula.
2885 unicientifica 2020: Anais do II Congresso Internacional em Ciências da Saúde I Congresso Internacional em Biotecnologia I Congresso Internacional em Cuidado Primário à Saúde II Congresso Internacional de Ciências da Saúde O II Congresso Internacional em Ciências da Saúde, I Congresso Internacional em Biotecnologia e I Congresso Internacional em Cuidado Primário é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) juntamente com outros programas parceiros, a saber, o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia – Unimontes (PPGB) e o Programa de Pós-Graduação em Cuidado Primário à Saúde – Unimontes (PPGCPS). O evento teve como objetivo divulgar a pesquisa/conhecimento científico por meio de palestras, mesas-redondas e minicursos consonantes às linhas de pesquisa desenvolvidas pelo PPGCS, PPGB e PPGCPS, para estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais de saúde e pesquisadores.
2886 unicientifica 2020: Anais do I Congresso Nacional de Odontologia/ II Congresso Regional de Odontologia Anais do I Congresso Nacional de Odontologia Revista Unimontes Científica; Devido ao enorme sucesso do I Congresso Regional de Odontologia que ocorreu em setembro de 2019 no Auditório do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais em Montes Claros - MG, estamos de volta, trazendo o melhor da Odontologia, mas dessa vez com um maior alcance, abrangendo todo o Brasil.
2887 unicientifica v. 1 n. 1 (2019): III National Congress of Urinary infection in outpatients: microbiological profile and drug resistance Carlos Eduardo Mendes D’Angelis;Túlio Antunes Moreira;Geraldo Edson Souza Guerra Júnior;Dorothea Schmidt França;Karina Andrade de Prince;Ana Cristina Carvalho Botelho; Urinary tract infection; Escherichia coli; Antibiotics; Infecção do Trato Urinário; Escherichia coli; Antimicrobianos. INFECÇÕES URINÁRIAS EM PACIENTES AMBULATORIAIS: PERFIL MICROBIOLÓGICO E RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA
2888 unicientifica v. 1 n. 1 (2019): III National Congress of I Congresso de Metabologia Congresso de Metabologia;
2889 unicientifica v. 1 n. 1 (2019): III National Congress of 3 and Analysis of the Quality of live of Chilcren and Teenagers in Oncological Treatment in the Municipality of Montes Claros-MG Nathália Paranhos Magalhães;Gustavo Veloso Pereira;Romeu Godinho Gonçalves;Alex Cezar Lancuna;Bianca Andrade Ferreira;Sabrina Jeane Prates Eleutério; Quality of life; Treatment; Oncology; Children; Teenager This work aims to analyze the quality of life of children and teenagers in oncological treatment registered at the Fundação Sara Albuquerque Costa, a reference center in the northern region of the State of Minas Gerais, Brazil, located at in the city of Montes Claros. Methods: This is a descriptive, prospective, and transversal investigation. It consisted in the implementation of the questionnaire “Pediatric - Fur- ther, it is vital to increase the emotional support pro- vided to parents and other people in charge of the children, since all their fears and anxieties might be transferred to them, yielding feelings of inferiority and guilty, which interferes in the quality of life. It is important to remark that a more trust- 7. worthy evaluation of the present results found requires a larger number of interviewed patients’. - DINIZ, Denise Pará. Qualidade de vida. Guias de Medicina Ambulatorial e hospitalar da EPM – UNIFESP. 2º edição. Editora Manole, 2013 - BELTRÃO, Marcela Rosa L. R; VASCONCELOS, Maria Gorete L.; PONTES, Cleide Maria; ALBUQUERQUE, Maria Clara. Câncer infantil: percepções maternas e estratégias de enfrentamento frente ao diagnóstico. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 83, n. 6, p. 562- 566, 2007. - MARQUES, Ana Paula Felippe de Souza. Câncer e estresse: um estudo sobre crianças em tratamento quimioterápico. Revista Psicologia Hospitalar, São Paulo, v.2, n.2, dezembro, 2004. - MENEZES, Catarina Nivea Bezerra; PASSA- RELI, Paola Moura; DRUDE, Fernanda Souza; SANTOS, Manoel Antônio dos; VALLE, Elizabeth Ranier Martins do. Câncer infantil: organização familiar e doença. Revista mal-estar e subjetividade, Fortaleza, v. 7, n.1, p. 191-210, março, 2017. - KOHLSDORF, Marina; COSTA JUNIOR, Áderson Luiz da. Estratégias de enfrentamento de pais de crianças em tratamento de câncer. Revista Estudos de Psicologia, Campinas, v. 25, n. 3, p. 417-429, julho-setembro, 2008. - Pós-Graduação em Odontologia. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007. CICOGNA, Elizelaine de Chico; NASCIMENTO, Lucila Castanheira; LIMA, Regina Aparecida Garcia de. Crianças e adolescentes com câncer: experiências com a quimioterapia. Revista Latino-Americana de Enfermagem, São Paulo, v.18, n. 5, setembro-outubro, 2010. SOUZA, Luís Paulo Souza e; SILVA, Raia- ne Katielle Pereira; AMARAL, Renata Guimarães; SOUZA, Ana Augusta Maciel de; MOTA, Écila Campos; SILVA, Carla Silvana de Oliveira e. Câncer infantil: sentimentos manifestados por crianças em quimioterapia durante sessões de brinquedo terapêutico. Re- vista da rede de enfermagem do Nordeste. Montes Claros, v. 13, n. 3, p. 686-92, 2012. SANTANA, Mary Elizabeth de; COSTA, Elanny Glicia Oliveira da; CORRÊA, Anderson Roberto de Sales; XIMENES, Wagner GALLI, Alessandra Karina; SILVA, Amanda Nunes da; MINUZZI, Dalnei Delevati. A neoplasia na infância: aspectos emocionais e cuidados humanizados no âmbito hospitalar. Ciências Biológicas e da Saúde. Maceió. V.2, n.1, pag. 109-132, maio, 2014. PONTES, Herika Paiva; PRAXEDES, Amanda Emília Nunes Quezado; OLIVEIRA, Maria Girleuda de Paiva; PINHEIRO, Bianca Loio- la Andrade; ROLIM, Karla Maria Carneiro; FROTA, Mirna Albuquerque. Sentimentos vi- venciados durante o tratamento do câncer in- fantil. Investigação Qualitativa em Saúde. Volume 2, 2018. DIAS, Jucielma de Jesus; SILVA, Ana Paula da Conceição; FREIRE, Roseane Lino da Silva; ANDRADE, Aglaé da Silva Araújo. A expe- riência de crianças com câncer no processo de hospitalização e no brincar. Revista Mineira de Enfermagem. V.17, n.3, pag. 608-613, jul- set, 2013. MORAIS, Gilvânia Smith da Nóbrega; COS- TA, Solange Fátima Geraldo da; FRANÇA, Jael Rúbia de Sá; DUARTE, Marcella Costa Souto; LOPES, Maria Emília Limeira; BATIS- TA, Patrícia Serpa de Souza. Experiência exis- tencial de crianças em tratamento quimioterá- pico sobre a importância do brincar. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste. V.19: e3359, 2018.
2890 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Medições e registros de mordidas humanas no auxílio aos processos de identificação Danielly da Silva Ferreira;Kevan Guilherme Nóbrega Barbosa; Antropologia Forense, Odontologia Legal, Mordida Objetivos: Revisar a utilização de medições e registros que são impressos pela mordida humana e quais o seu real papel como auxiliar na identificação. BORGES, LC; ROSA, TSA; DIETRICH, L. et al. Identificação humana post-mortem por meio da odontologia: revisão de literatura. Revista de Odontologia Contemporânea, v. 2, n. 1, p. 21-27, 2018. CARVALHO, SPM; SILVA, RHS; CÉSAR, LJ. et al. A utilização de imagens na identificação humana em odontologia legal. Radiol Bras, v. 42, n. 2, p. 125-130, 2009. OLIVEIRA, RN; DARUGE, E; GALVÃO, LCC. et al. Contribuição da Odontologia Legal à identificação post-mortem. Rev. bras. Odontol., v. 55, n. 2, p. 117-122, 1998. GONÇALVES, AS; MARCELINO, JC; PRADO, MM. et al. 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2891 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Análise da Força Muscular em Idosas Praticantes e Não Praticantes de Atividade Física Sistematizada Anne Jacqueline Souza Santos;Claudiney Silva Ferreira;Amanda Mota Lacerda;João Lucas Rodrigues dos Santos;Mariana Rocha Alves;Magda Mendes Vieira;Vinicius Dias Rodrigues; Força Muscular, Idosos, Sarcopenia, Atividade Física Resumo: Introdução: A prática regular de atividade física é fundamental para idosos. A diminuição da força e da potência do músculo pode influenciar na diminuição de autonomia, bem-estar e da qualidade de vida dos mesmos. A perda da força e da massa muscular predispõe os idosos a uma limitação funcional, fator predisponente para muitos processos patológicos associados ao aumento da morbidade e mortalidade. Objetivo: Analisar a força muscular em idosos praticantes e não praticantes de atividades físicas sistematizadas. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e de corte transversal. Este estudo foi realizado na cidade de Montes Claros – MG, com população idosa na faixa etária de 65 a 75 anos de idade. Os indivíduos foram divididos em dois grupos, sendo inclusos no G1 idosas praticantes de atividades físicas regulares, e no G2 idosas não praticantes de atividades físicas. Todos os dados foram coletados a partir da investigação das variáveis, digitalizados e analisados no programa estatístico (SPSS®, 20.0). O presente estudo obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa das Faculdades Integradas do Norte de Minas. Nesta pesquisa, foram realizados testes de força muscular de preensão manual, e a comparação realizada a partir da média relativa, média absoluta, máxima relativa e máxima absoluta para ambas as mãos (direita e esquerda). Resultados: Idosas ativas tinham maior força de pressão manual, significativa quando comparadas com as idosas sedentárias. Conclusão: Verificou-se que o exercício físico regular pode ter contribuído para manutenção ou aumento da força muscular no grupo de idosas ativas. KARSCH, U. M. Idosos dependentes: famílias e cuidadores. Cadernos de Saúde Pública, v. 19, p. 861-866, 2003. ISSN 0102-311X. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2003000300019&nrm=iso >. BRASIL. Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994. Dispõe sobre a Política Nacional do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências. Diário oficial da União, 1994. RP, V. Envelhecimento populacional e as informações de saúde do PNAD: demandas e desafios contemporâneos. Cad Saúde Pública, v. 23, n. 1, p. 2463-6, 2007. CRISTOPOLISKI, F. et al. Stretching exercise program improves gait in the elderly. Gerontology, v. 55, n. 6, p. 614-620, 2009. ISSN 0304-324X. BARBOSA, S. M. Estudo do equilíbrio em idosos através da fotogrametria computadorizada. Fisioterapia Brasil, v. 2, n. 3, p. 178-182, 2016. 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A análise dos artigos dividiu-se em dois blocos: o primeiro abordou os artigos da amostra e o segundo resumiu as informações dos artigos tratados no primeiro. Resultados: Os resultados retrataram que as temáticas ‘consumo’ e ‘estratégia’ foram as mais estudadas e os artigos foram escritos de forma conjunta em sua maioria. Os estudos foram majoritariamente teórico-empíricos e com abordagem qualitativa. Adicionalmente, a sociometria desenvolvida na presente pesquisa revelou a formação de três clusters, além de serem analisadas a Classificação Hierárquica Descendente (CHD) e a Análise Fatorial de Correspondência (AFC). Conclusões: caracterizou-se a área de estudo até então, embasando os pesquisadores para futuras investigações por meio de uma agenda de trabalho em pesquisa. ANDERSON, P. F. Marketing, Scientific Progress, and Scientific Method. Journal of Marketing, v. 47, n. 4, 1983, p. 18-31. ARAÚJO, C. A. A. Bibliometria: evolução história e questões atuais. 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2893 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Xerostomia, Alteração do Paladar, da Saliva e da Sede: Percepção dos Idosos Clara Braga Pires;Gustavo Silva Costa;Isabela Santos Borges;Stéphanie Zuba Castro;Eliene de Oliveira;Maria Cleonice de Oliveira Nobre;Maria de Lourdes; Xerostomia, Sede, Saliva, Senescência, Saúde Bucal Resumo: Objetivos: Descrever e analisar a percepção dos idosos quanto à presença de xerostomia, alterações do paladar, da saliva e da sede. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e transversal, com abordagem quantitativa em que utilizou-se o software IBM SPSS 22.0. Teve como população-alvo idosos, de ambos os sexos, capazes de responder às questões propostas, atendidos na Clínica Integrada III do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Montes Claros e no Centro de Referência à Saúde do Idoso (CRASI) de Montes Claros-MG. A coleta de dados ocorreu no período de setembro a dezembro de 2015, pela aplicação de questionário semiestruturado, contendo questões abertas e fechadas, sob a forma de entrevista, que foi realizada após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros sob Parecer nº 50668915.1.0000.5146. Resultados: A maioria dos idosos era do sexo feminino (64%); se encontrava na faixa etária acima de 70 anos (55%); eram casados, divorciados ou viúvos (88%); brancos (57%); com escolaridade (93%) e procedentes de outras localidades do norte do Estado de Minas Gerais (55%). A maioria percebeu sensação de boca seca (79%); que não há diminuição do paladar (58%) e da sede (51%), e que a saliva diminui (51%). Conclusão: A compreensão das condições bucais dos pacientes idosos atendidos na Clínica Integrada III da Unimontes fez-se relevante, pois o conhecimento das percepções das alterações sentidas favoreceu a orientação dos cuidados com essa população. 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2894 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Amino Acid Substitutions Analysis of the Putative Epitopes of Neuraminidase Protein from Influenza A/H1N1 Virus Ludmila Alves Dias Souto;Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier;Mauro Aparecido de Sousa Xavier; Bioinformatics, Glycoprotein, Mutation, Neuraminidase, Vaccine This study verified whether the neuraminidase protein of Influenza A H1N1 virus sequence has modified from 2009–2017 and its impact on the 2018 Brazilian vaccine. Method: The reference neuraminidase protein sequence from H1N1 Puerto Rico/1934 strain was subjected to three different methods of epitope prediction and the top five from each method were aligned using Clustal omega, resulting in eight putative epitopes. These epitopes were aligned to 7,438 neuraminidase sequences spanning from 2009–2017 and analyzed for specific amino acid substitutions and counted. The resultant neuraminidase protein was aligned against the 2015 and 2018 neuraminidase proteins, from Influenza A H1N1 virus subtypes, used for vaccine production. Result: Twenty-one main substitutions were detected, of which 16/21 (76.2%) substitutions points remained stable and 1/21 (4.8%) returned to the original amino acid residue in the viral population from 2009–2017. Additionally, 19% (4/21) substitutions occurred in Brazil and worldwide in this period, indicating that changes in the neuraminidase viral population profile is time-dependent rather than geographical. Conclusion: The neuraminidase protein containing these amino acid substitutions is more closely related to the neuraminidase protein from influenza A/Michigan/45/2015 than A/California/7/2009, supporting the replacement of this virus subtype in the Brazilian vaccine in 2018. CHAMBERS, Benjamin S. et al. 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2895 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Atividade Antibacteriana de Frutas do Nordeste Brasileiro sobre Bactéria Cariogênica Carlos Eduardo Mendes D’Angelis;Abner Nicolas da Silva;Nair Amélia Prates Barreto;Karina Andrade de Prince;Ana Cristina Carvalho Botelho;Ana Cristina Morseli Polizello;Augusto Cesar Cropanese Spadaro; Streptococcus mutans, Atividade antibacteriana, Produtos naturais a cárie dentária é um grande problema de saúde pública em muitos países. Algumas regiões do Brasil são mais afetadas como o Norte e o Nordeste. A atividade antibacteriana frente à Streptococcus mutans representa um alvo terapêutico interessante para o estudo e controle da cárie dentária, já que este micro-organismo é reconhecido como um importante agente causador da formação de placa dental e cárie dentária. Objetivo: o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana, frente à S. mutans, da polpa de frutos nativos da região Nordeste do Brasil: Spondias mombin L. (cajazeira), Spondias purpurea L (sirigueleira) e Spondias tuberosa (umbuzeiro). Metodologia: as frações clorofórmica, hexânica, acetato de etila e Aquosa de polpas de fruta integral dessas espécies foram obtidas através do processo de partição líquido-líquido. Realizou-se teste de difusão em ágar, caracterizando os extratos quanto ao seu potencial antimicrobiano frente à S. mutans, elegendo-se o de maior atividade para realização da concentração inibitória mínima - CIM. Resultados: as frações hexânica, acetato de etila e clorofórmica de cajá apresentaram expressiva atividade antimicrobiana frente a S. mutans nos ensaios de disco-difusão, sendo eleita para o teste de CIM. O teste revelou atividade inibitória de 0,01 mg/mL, 0,78 mg/mL e 0,02 mg/mL para as frações hexânica, clorofórmica e acetato de etila, respectivamente. Conclusão: conclui-se que as frações hexânica, clorofórmica e acetato de etila de cajá apresentaram interessante efeito antimicrobiano, principalmente as frações mais apolares, e, merecem estudos mais aprofundados quanto a sua atividade biológica. 1. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Um panorama da saúde no Brasil: acesso e utilização dos serviços, condições de saúde e fatores de risco e proteção à saúde 2008. Disponível em: .Acesso em: 23 de Abril de 2018. 2. KASSEBAUM, N. J. et al. Global burden of untreated caries: a systematic review and metaregression. J Dent Res., Thousand Oaks, v. 94, n. 5, p. 650-658, mar, 2015. 3. COTA, A. L. S., ALVIM, R. G. Effect of storage temperature on Streptococcus mutans viability. Rev. odontol. UNESP, Araraquara , v. 47, n. 2, 2018. 4. FORSSTEN S. F., BJÖRKLUND M., OUWEHAND A. C. 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2896 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Fatores associados à necessidade de hemotransfusão em recém-nascidos cadastrados em um ambulatório de Follow-up Antonio Caldeira;Andreia Caroline Ribeiro Ramos;Isabella Prates Caldeira;Patrícia Soares Castro;Jair Almeida Carneiro;Lucineia Pinho; Transfusão de sangue. Recém-nascido prematuro. Anemia. Terapia intensiva neonatal. Objetivo: conhecer a frequência e os fatores associados à necessidade de hemotransfusão em recém-nascidos acompanhados em um serviço seguimento de recém-nascidos de alto risco. Metodologia: Trata-se de estudo com base em dados secundários, a partir do grupo de crianças de ambulatório de seguimento no norte de Minas Gerais. Foram coletadas variáveis relacionadas às condições de gestação, parto e permanência na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Após análises bivariadas, seguiu-se regressão de Poisson com as variáveis que se mostraram associadas até o nível de 20%. No modelo final, permaneceram apenas as variáveis que se mostraram associadas à necessidade de hemotransfusão até o nível de 5%, registrando-se as razões de prevalência e seus respectivos intervalos de confiança de 95%. Resultados: Foram coletados dados de 282 neonatos. Houve ligeiro predomínio do sexo masculino. Mais da metade apresentavam peso de nascimento abaixo de 1500 gramas (59,6%). Entre as intercorrências apresentadas, a sepse foi a mais comum (58,9%). A anemia com necessidade de hemotransfusão foi identificada em 96 prontuários (34,0%). Em uma análise conjunta, as variáveis que se mostraram estatisticamente associadas à necessidade de hemotransfusão para o grupo estudado foram: o peso de nascimento menor que 1500g (RP=1,25; IC95%:1,09-1,39), o tempo de oxigenioterapia igual ou superior a 15 dias (RP=1,42; IC95%:1,29-1,56) e a ocorrência de sepse (RP=1,11; IC95%:1,01-1,23). Conclusão: Observou-se elevada frequência de hemotransfusão para o grupo estudado. As variáveis associadas destacam o papel da prematuridade e dos cuidados com os prematuros no período neonatal. 1) HORBAR, J. D.; et al. Mortality and neonatal morbidity among infants 501 to 1500 grams from 2000 to 2009. Pediatrics, v. 129, n. 6, p. 1019-1026, 2012. 2) KEIR, A.; MCPHEE, A.; WILKINSON, D. Beyond the borderline: Outcomes for inborn infants born at ≤ 500 grams. J Paediatr Child Health, v. 50, n. 2, p. 146-152, 2014. 3) DOYLE, L. W.; et al. Neonatal intensive care at borderline viability – is it worth it? Early Hum Dev, v. 80, n. 2, p. 103-113, 2004. 4) KHAN, R. A.; et al. Resuscitation at the limits of viability - an Irish perspective. Acta Paediatr, v. 98, n. 9, p. 1456-1460, 2009. 5) SANTOS, A. M.; et al. Red blood cell transfusions are independently associated with intra-hospital mortality in very low birth weight preterm infants. J Pediatr, v. 159, n. 3, p. 371-376, 2011. 6) MOHAMED, A.; SHAH, P. S. Transfusion associated necrotizing enterocolitis: a meta-analysis of observational data. Pediatrics, v. 129, n. 3, p. 529–40, 2012. 7) AUCOTT, S. W.; MAHESHWARI, A. To transfuse or not transfuse a premature infant: the new complex question. J Perinatol, v. 39, n. 3, p. 351-353, 2019. 8) SANTOS, A. M. N.; et al. Factors associated with red blood cell transfusions in very-low-birth-weight preterm infants in Brazilian neonatal units. BMC Pediatrics, v. 15, n.113, 2015. 9) GUZMAN CABAÑAS, J. M.; et al. Factores de riesgo implicados en la necesidad de transfusión sanguínea en recién nacidos de muy bajo peso tratados con eritropoyetina. An Pediatr (Barc), v. 73, n. 6, p. 340-346, 2010. 10) FREITAS, B. A. C.; FRANCESCHINI, S. C. C. Fatores associados à transfusão de concentrado de hemácias em prematuros de uma unidade de terapia intensiva. Rev Bras Ter Intensiva, v. 24, n. 3, p. 224-229, 2012. 11) DOGRA, K.; et al. Red Cell Transfusion Practices in Neonatal Intensive Care Unit: An Experience from Tertiary Care Centre. Indian J Hematol Blood Transfus, v. 34, n. 4, p. 671-676, 2018. 12) PORTUGAL, C. A. A.; et al. Transfusion practices in a neonatal intensive care unit in a city in Brazil. Rev bras hematol hemoter, v. 36, n. 4, p. 245-249, 2014. 13) DICKYA, O.; et al. Delayed umbilical cord clamping in preterm infants born before 37 weeks of gestation: A prospective observational study. Arch Pediatr, v. 24, n. 2, p. 118-125, 2017. 14) JOSEPHSON, C. D.; MEYER, E. Neonatal and pediatric transfusion practice. In: GROSSMAN, B. J.; HILLYER, C. D.; WESTHOFL, C. M. (Org). AABB technical manual, Bethesda: ABB Press, 2014. P. 571-588. 15) KIRPALANI, H.; WHYTE, R. K. What is new about transfusions for preterm infants? An Update. Neonatology, v. 115, n. 4, p. 406-410, 2019. 16) KEIR, A.; et al. Adverse effects of red blood cell transfusions in neonates: a systematic review and meta-analysis. Transfusion, v. 56, n. 11, p. 2773-2780, 2016 17) SANTOS, A. M. N.; et al. Variability on red blood cell transfusion practices among Brazilian neonatal intensive care units. Transfusion, v. 50, n. 1, p.150-159, 2010. 18) GHIRARDELLO, S.; et al. Effects of Red Blood Cell Transfusions on the Risk of Developing Complications or Death: An Observational Study of a Cohort of Very Low Birth Weight Infants. Am J Perinatol, v. 34, n. 1, p. 88-95, 2017. 19) HOWARTH, C.; BANERJEE, J.; ALADANGADY, N. Red Blood Cell Transfusion in Preterm Infants: Current Evidence and Controversies. Neonatology, v. 114, n. 1, p. 7-16, 2018. 20) OHLS, R. K.; et al. A randomized, masked study of weekly erythropoietin dosing in preterm infants. J Pediatr, v. 160, n. 5, p.790-5, 2012. 21) MIMICA, A. F.; et al. A very strict guideline reduces the number of erythrocyte transfusions in preterm infants. Vox Sang, v. 95, n. 2, p. 106-111, 2008. 22) NAYERI, F.; et al. Evaluation of a new restricted transfusion protocol in neonates admitted to the NICU. Med J Islam Repub Iran, v. 28, n.119, 2014.
2897 unicientifica v. 21 n. 2 (2019): Revista Unimontes Científica Prevalência de Dor Lombar e Percepção da Qualidade de Vida em Taxistas Carlos Eduardo Prates Fonseca;Jamille Moreira Silva;Milene Ester Rodrigues Siqueira; dor, lombalgia, motoristas Objetivo: verificar a prevalência de dor lombar associada à qualidade de vida dos taxistas. Metodologia: tratou-se de estudo quanti-qualitativo, descritivo e de caráter transversal, com 14 taxistas da cidade de Engenheiro Navarro-MG. A coleta de dados ocorreu em 09/09/2018. Foi aplicado o questionário índice de Oswestry modificado, para avaliar a funcionalidade da coluna lombar e o questionário SF-36 modificado, para avaliar a qualidade de vida. Resultados: no processo de análise dos dados coletados, verificou-se que mais da metade dos trabalhadores apresentou dor leve em qualquer segmento da coluna e 40% relataram ter dor leve em específico no segmento da coluna lombar, além de trabalharem a maior parte do tempo sentindo dor. A metade desses trabalhadores relatou, ainda, ter a saúde ruim, o que afeta a qualidade de vida, pois ficam impossibilitados de fazerem certos tipos de atividades do dia a dia em função do incômodo da dor. Conclusão: verificou-se que o índice de dor lombar entre os taxistas é alto, sendo preciso a implementação de programas relacionados a ações preventivas, ergonômicas e que mantenham a integridade do sistema articular da coluna desses profissionais. FERREIRA, Mariana Simões; NAVEGA, Marcelo Tavella. Effects of a guidance program to adults with low back pain. Acta Ortopédica Brasileira, v. 18, n. 3, p. 127-131, 2010. VASCELAI, Alessandra. Lombalgias: Mecanismo anátomo-funcional e tratamento. In: Congresso Sul-Brasileiro de DOR. 2009. FELIPPE, Lilian Assunção; PEREIRA, Winicyus Nobre Bispo; CASTRO, Michelly Fernanda; CHRISTOFLETTI, Gustavo. Prevalência de Alterações Posturais e Dor de Origem Músculo-Esquelética em Caminhoneiros. Revista Movimenta, v. 5, n. 2, p. 150-156, 2012. PEDROSO, Amarilda Aparecida dos Santos; REIS, Amir Curcio dos; SOUZA, Rodrigo Silva de; RABELO, NAYRA, Deise dos Anjos; LUCARELI, Paulo Roberto Garcia; BLAY, André Serra. Índice de incapacitação das lombalgias em motoristas de caminhão. ABCS Health Sciences, v. 38, n. 3, 2013. MACHADO, Guilherme Fortes; BIGOLIN, Simone Eickhoff. Estudo comparativo de casos entre a mobilização neural e um programa de alongamento muscular em lombálgicos crônicos. Fisioterapia em Movimento, v. 23, n. 4, 2017. MASCARENHAS, Claudio Henrique Meira; FILHO, José Simão Rodrigues; MELO, Reinaldo Luz; SILVA, Dallila Carneiro da. Prevalência de dor lombar em motoristas de táxi do município de Jequié-BA. Espaço para a Saúde-Revista de Saúde Pública do Paraná, v. 15, n. 1, p. 66-76, 2014. SANTOS, Lorena Laira Morais dos; OLIVEIRA, Leonardo Pestilo de; FERREIRA, Alessandro Peixoto; OVANDO, Ramon Gustavo de Moraes; MALHEIROS, Wanderley. Prevalência de lombalgia e sua relação com a promoção da saúde em motoristas de táxi. Revista Científica JOPEF, v. 23, n.1, 2017. OLIVEIRA, Bruno Gonçalves de; NASCIMENTO, Tito Lívio Ribeiro Gomes do; TEIXEIRA, Jules Ramon Brito; NERY, Adriana Alves; CASSOTI, Cézar Augusto; BOERY, Eduardo Nagib. Influência da condição de trabalho na qualidade de vida de taxistas. Revista Baiana de Enfermagem, v. 30, n. 1, p. 365, 2016. VIGATTO, Ricardo; ALEXANDRE, Neusa Maria Costa; CORRÊA FILHO, Heleno Rodrigues. Development of a Brazilian Portuguese version of the Oswestry Disability Index: cross-cultural adaptation, reliability, and validity. Spine, 2007. CICCONELLI, Rozana Mesquita; FERRAZ, Marcos Bosi; SANTOS, Wilton; MEINÃO, Ivone; QUARESMA, Marina Rodrigues. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Rev Bras Reumatol 1999; 39:143-50. TOSCANO, José Jean de Oliveira; EGYPTO, Evandro Pinheiro do. A influência do sedentarismo na prevalência de lombalgia. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 7, n. 4, p. 132-137, 2001. NOBRE, Moacyr Roberto Cucê. Qualidade de vida. Arq Bras Cardiol, v. 64, n. 4, p. 299-300, 1995. POLITO, Marcos Doederlein; DE AM NETO, G.; LIRA, Vitor Agnew. Componentes da aptidão física e sua influência sobre a prevalência de lombalgia. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 11, n. 2, p. 35-40, 2008. LUNA, Juliana Scholtão; SOUZA, Orivaldo Florêncio de. Sintomas osteomusculares em taxistas de Rio Branco, Acre: prevalência e fatores associados. Cadernos Saúde Coletiva, v. 22, n. 4, 2014. DORNELAS, Renan Andrade; MOREIRA, Marilda Silva. Trabalhador Taxistas - algumas considerações sobre sua saúde e seu processo de trabalho. Monografia apresentada à Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio como parte do requisito para obtenção de conclusão do Curso de Vigilância Sanitária e Saúde Ambiental. Rio de Janeiro, 2006.
2898 unicientifica v. 21 n. 2 (2019): Revista Unimontes Científica Concepção de corpo na percepção de graduandos do curso de licenciatura em educação física durante o processo de formação Priscylla Teixeira Lima; Corpo, Mídia, Educação Física, Graduandos, Formação Objetivo: analisar e comparar as concepções de corpo na percepção dos graduandos ingressantes e concluintes do curso de Educação Física no processo de formação, na tentativa de identificar as relações estabelecidas entre corpo, mídia e a educação física. Metodologia: trata-se de pesquisa de campo de caráter qualitativo, composta por uma amostra de vinte e três graduandos, sendo onze ingressantes e doze concluintes do curso. Como instrumento para coleta de dados foi utilizado um questionário contendo seis questões abertas e sua interpretação se efetivou a partir da análise de conteúdo. Resultados: apontou-se para uma perspectiva, ainda, fragmentada sobre concepção de corpo dos ingressantes com relação aos concluintes, que mencionam discussões amplas e reflexivas da temática. Considerações finais: cabe então à Educação Física questionar o papel que vem assumindo na sociedade contemporânea, principalmente, frente à idolatria e fragmentação do corpo, buscando entendê-lo com base em sua construção e manifestação histórica, cultural, estética, política e social. 1. CARVALHO, Y. M. Corpo e História: o corpo para os gregos, pelos gregos, na Grécia Antiga. In: SOARES, Carmen Lúcia (org.). Corpo e História. - Campinas, SP: Autores Associados, 2001, p.164-175. 2. MUGNAINI, J. R. Atividades físicas e o corpo na concepção de graduandos de Educação Física: uma análise das práticas corporais de universitários da região de Limeira. 2007. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual Paulista. 3. SANT’ANNA, D. B. É possível realizar uma história do corpo? In: SOARES, Carmen Lúcia (org.). Corpo e História. - Campinas, SP: Autores Associados, 2001, p. 3-23. 4. GONÇALVES, A. S.; AZEVEDO, A. A. A re-significação do corpo pela Educação Física Escolar, face ao estereótipo construído na contemporaneidade. Pensar a Prática 10/2: 201-219 jul./dez. 2007. 5. MEDINA, J. P. S. O brasileiro e seu corpo: educação e política do corpo. 3 ed. Campinas: Papirus, 1991. 6. COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992. 7. SOARES, C. L. Educação Física: raízes européias e Brasil. 2 ed. rev. Campinas, SP: Autores Associados, 2001. 8. COSTA, É. M.; OTESBELGUE, R.C. Concepção de corpo: a realidade vivida por acadêmicos de Educação Física na ESEFFEGO. EFDeportes.com, Revista Digital. Ano 16 · N° 156 | Buenos Aires, Maio de 2011. Disponível em: http://www.efdeportes.com/ Acesso em: set. 2011. 9. BRACHT, V. A constituição das teorias pedagógicas da educação física. Caderno Cedes, Campinas, SP, v. 19, n. 48, p. 69-88, ago. 1999. 10. SILVA, A. C. et al. A visão de corpo na perspectiva de graduandos em Educação Física: fragmentada ou integrada? Movimento (ESEF/UFRGS). Porto Alegre, v. 15, n. 03, p. 109-126, julho/setembro de 2009. 11. NICOLINO, A. S. et al. Concepções de corpo, educação e Educação Física no contexto escolar. IV Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte. I Congresso Distrital de Ciências do Esporte, 2010. ISSN 2178-485X. Disponível em: http: www.scielo.com.br Acesso em: set. 2015. 12. ALMEIDA, A. C. N et al. Corpo, estética e obesidade: reflexões baseadas no paradigma da indústria cultural. Caderno de Estudos. Goiânia: Ed. da UCG, v. 33, n. 9/10, set./out. 2006, p. 789-812. 13. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 5 ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2003. 14. SILVA, J. M.; SILVEIRA, E. S. Apresentação de trabalhos acadêmicos: normas e técnicas. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. 15. GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. 2. reimpr. São Paulo: Atlas. 2006. 16. TURATO, E. R. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. 2 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. 17. MEDINA, J. P. S. A educação física cuida do corpo...e “mente”: bases para renovação e transformação da educação física. 11. ed. Campinas, SP: Papirus, 1993. 18. CARBINATTO, M. V.; MOREIRA, W. W. Corpo e saúde: a religação dos saberes. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, SP, v. 27, n. 3, p. 185-200, 2006. 19. MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994. 20. DAOLIO, J. A antropologia social e a educação física: possibilidades de encontro. In: CARVALHO, Y. M. de; RÚBIO K. (Orgs.) Educação física e ciências humanas. São Paulo: Hucitec, 2001, p. 27-38.
2899 unicientifica v. 21 n. 2 (2019): Revista Unimontes Científica Resgate histórico da disciplina Estágio em Saúde da Família do curso de Odontologia - Unimontes Stephanie Quadros Tonelli;Cibelly Neves Fonseca;Wallace de Freitas Oliveira;Cássia Pérola dos Anjos Braga Pires;Renata Francine Rodrigues de Oliveira; Ensino, Estratégia de Saúde da Família, Odontologia, Saúde Pública Objetivo: o objetivo desse estudo foi descrever a construção histórica e metodológica da disciplina Estágio em Saúde da Família do curso de graduação em Odontologia da Unimontes. Metodologia: este estudo foi realizado através da revisão de documentos históricos da disciplina, bancos de dados e entrevistas com professores e figuras importantes na sua elaboração. Resultados: ano 2000, foi instituída a disciplina, compreendida por atividades teórico-práticas para execução de ações nos territórios das Equipes de Saúde da Família do município de Montes Claros. A disciplina propõe a formação integral, atual e centrada nas competências do novo profissional a partir da integração ensino-serviço. Neste contexto, o acadêmico é inserido na rotina de uma Unidade Básica de Saúde, tendo como objetivos a avaliação do processo saúde-doença da comunidade assistida, territorialização e planejamento de ações preventivo-promocionais para a população. Conclusão: a disciplina mantém uma estrutura operacional e metodológica que a torna importante na formação acadêmica e desenvolvimento de habilidades imprescindíveis à atuação profissional, além de beneficiar a população assistida com suas ações. 1. TONELLI, S. Q; OLIVEIRA, R. F. R.; LOPES, M. C. L.; ALENCAR, A. M.; RODRIGUES, L. A. M. Compreensão da dinâmica familiar no processo saúde-doença e intervenção pela equipe de saúde da família: um estudo de caso. Revista Norte Mineira de Enfermagem, 2016; v.5, n.1, p. 74-84. 2. ROSA, W. A. G.; LABATE, R. C. Programa saúde da família: a construção de um novo modelo de assistência. Rev Latino-am Enfermagem, 2005; v. 13, n. 6, p.1027-34. 3. MACIEL, E. L. N.; FIGUEIREDO, F. P.; PRADO, T. N.; GALAVOTE, H. S.; RAMOS, M. C.; ARAÚJO, M. D.; LIMA, R. C. D. Avaliação dos egressos do curso de especialização em Saúde da Família no Espírito Santo, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 2010; v. 15, n. 4. p. 2021-8. 4. BRASIL. Ministério da Saúde, 2000. Portaria n.º 1.444, de 28 de dezembro de 2000. 5. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. A Implantação da unidade de saúde da família. Caderno 1, Brasília: Ministério da Saúde, 2000. 6. BRASIL. Ministério da Saúde, 2011. Portaria nº 204, de 24 de outubro de 2011. Disponível em:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria_2488_21-out-11_politica_atencao.pdf. 03.12.2011. 7. BRASIL. Ministério da Educação, 2019. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Odontologia. Brasília: Ministério da Educação. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/abril-2019-pdf/111231-pces803-18/file. 8. MORETTI-PIRES, R. O. Complexity in Family Healthcare and the training of future healthcare professionals. Interface - Comunic. Saude, Educ., 2009; v.13, n.30, p. 153-66. 9. CAMPOS, S.; MIANES, J.; BOTTAN, E.R. Autopercepção de acadêmicos de odontologia sobre o desenvolvimento de competências para atuar no Sistema Único de Saúde. Revista Unimontes Científica, 2017; v. 19, n. 1, p. 33-41. 10. ARAÚJO, F. C.; FALCON, E. B. S.; RODRIGUES, G. M.; FREITAS, L. C.; DUTRA, C. D. T.; PIRES, C. A. A. O aprender e o orientar na atenção primária: relato de experiência de um semestre de atividades no PET-Saúde. Revista brasileira de educação médica. 2012; v. 36, n. 1, Supl.2, p. 164-8. 11. CAMPOS, F.E.; BELISÁRIO, S.A. O Programa de Saúde da Família e os desafios para a formação profissional e a educação. Interface - Comunic, Saúde, Educ, 2001; v. 5, n. 9, p. 133-42. 12. PELISSARI, L.D.; BASTING, R.T.; FLÓRIO, F.M. Vivência da realidade: o rumo da saúde para a Odontologia. Rev Abeno, 2001; v. 5, n. 1, p. 32-9. 13. BASTOS, J.R.M.; AQUILANTE, A.G.; ALMEIDA, B.S.; LAURIS, J.R.P.; BIJELLA, V.T. Análise do perfil profissional de cirurgiões-dentistas graduados na Faculdade de Odontologia de Bauru - USP entre os anos de 1996 e 2000. J Appl Oral Sci, 2003; v. 11, n. 4, p. 283-9. 14. CAVALCANTE, L. I. P.; BISSOLI, M. S.; ALMEIDA, M. I.; PIMENTA, S. G. A docência no ensino superior na área da saúde: formação continuada e desenvolvimento profissional em foco. Revista Eletrônica Pesquisa e Educação, 2011, v. 3, n. 6, p.162-82. 15. TONELLI, B.; LEAL, A. P.; TONELLI, W.; VELOSO, D. C.; GONÇALVES, D.; TONELLI, S. Q. Rotatividade de profissionais da Estratégia Saúde da Família no município de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Revista da Faculdade de Odontologia - UPF, 2018, v. 23, n. 2, p. 180-185. 16. SILVA, C.C; CRUZ, M. M; VARGAS, E.P. Práticas de cuidado e população em situação de rua: o caso do Consultório na Rua. Saúde debate, 2015; v. 39, p. 246-56. 17. MIUZA, G.M; COSTA, M.P. Elementos para a elaboração de um projeto de promoção à saúde e desenvolvimento dos adolescentes – o olhar dos adolescentes. Cad. Saúde Pública, 2002; v. 18, n.1, p. 321-8. 18. FINKLER, M.; CAETANO, J.C.; RAMOS, F.R.S. A dimensão ética da formação profissional em saúde: estudo de caso com cursos de graduação em odontologia. Ciência & Saúde Coletiva, 2011; v. 16, n. 11, p. 4481-92. 19. MARTELI JÚNIOR, H.; MARTELLI, D. R. B.; SIQUEIRA, F. S.; FERREIRA, S. T.; MELO, J.; BRITO JÚNIOR, M. Perfil dos egressos do curso de odontologia da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes - Brasil. Arquivos em Odontologia, 2007; v. 43, n. 4, p. 131-6. 20. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE-CES 3, de 19/02/2002. Disponível em: URL: http://www.mec.gov.br/cne/
2900 unicientifica v. 21 n. 2 (2019): Revista Unimontes Científica Autopercepção no Índice de Disfunções Osteomusculares em Acadêmicos de Odontologia Sedentários e Não Sedentários Bárbara Kellen Antunes Borges;Jéssica Polyana Soares Nunes;Rafaella Silva Oliveira;Thiago Alves Xavier dos Santos; Disfunções Osteomusculares, LERs/DORTs, Odontologia, Ergonomia Objetivo: o estudo objetivou avaliar o índice de disfunções osteomusculares em acadêmicos de odontologia sedentários e não sedentários, sendo caracterizado como descritivo, transversal e quantitativo. Metodologia: a amostra foi composta de 75 alunos matriculados no oitavo e nono períodos do curso de graduação em Odontologia de uma instituição privada de Montes Claros- MG. Foram avaliados os níveis de atividades físicas por meio do Questionário Internacional de Atividade Física - IPAQ em sua versão curta e sintomas osteomusculares através do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares. Os dados foram analisados por meio do teste de análise de variância para comparações múltiplas, o teste de Mann-Whitney para amostras não pareadas e o teste Tukey, com p<0,05, para verificação da existência de significância estatística. Resultados: segundo a classificação IPAQ, 24% dos participantes, foram classificados como ativos, 38,7% como insuficientemente ativos e 37,3% como sedentários. Constatou-se que 100% dos acadêmicos apresentaram presença de alguma dor/desconforto, sendo parte inferior (49,3%) e superior (42,7%) das costas, pescoço (44,0%), ombros (46,7%), punhos e mãos (46,7%), como as regiões mais acometidas. Conclusão: conclui-se que, apesar de se tratar de uma maioria jovem, houve uma alta prevalência do índice de disfunções osteomusculares. Além disso, fica evidente que tais condições são mais comuns em acadêmicos que não realizam nenhuma ou pouca atividade física. 1 - SANTOS, R. R. Desordens osteomuscular em alunos de alunos de odontologia. 2015. 67 f. Tese (Programa de Pós-Graduação em Odontologia Preventiva e Social) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Araçatuba. 2 - SOUZA, I. M. A. et al. Avaliação da dor e lesões ocasionadas pelo trabalho em cirurgiões-dentistas na cidade de Fortaleza/CE. Revista Fisioterapia e Saúde Funcional, v. 1, n 2, p. 35-41, jul-dez, 2012. 3 - DAMIN, C. H. et al. Doenças Ocupacionais em Cirurgiões Dentistas - Ergotrip Design nº1. Revistas dos Encontros Internacionais de Estudos Luso-Brasileiros em Design e Ergonomia, v. 16, n. 1, p. 134-143, jul. 2015. 4 - SIQUEIRA, F. C. V. et al. Physical activity among health professionals from South and Northeast Brazil. Caderno de Saúde Pública, v. 25, n. 9, p. 1917-1928, set. 2009. Disponível em: Acesso em: 28 abr 2017. 5 - CARVALHO, T. N. et al. Sedentarismo no ambiente de trabalho: os prejuízos da postura sentada por longos períodos. Revista Eletrônica Saber. v. 23, n.1, p. 1-12, jul. 2014. 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2901 unicientifica v. 21 n. 1 (2019): Revista Unimontes Científica Contexto, vivência e percepção Renata Luiz Ursine;João Victor Leite Dias;Harriman Aley Morais;Thamara de Souza Campos;Herton Helder Rocha Pires; Fenomenologia, Pesquisa Qualitativa, Calazar Objetivo: compreender as percepções de pessoas acometidas pela Leishmaniose Visceral sobre os fatores relacionados ao contexto de ocorrência da doença, bem como a compreensão do processo de adoecimento e tratamento na população estudada. Metodologia: trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem fenomenológica empírica, cujos procedimentos teóricos metodológicos foram referenciados em Amedeo Giorgi. Entre fevereiro e junho de 2014, foram realizadas entrevistas com moradores da cidade de Araçuaí, que tinham no mínimo dezoito anos, e que tiveram Leishmaniose Visceral entre os anos de 2007 a 2013. As entrevistas foram gravadas e transcritas. Em seguida, foi realizada uma primeira leitura das transcrições a fim de perceber o sentido geral nelas contido. Posteriormente, foram efetuadas releituras dessas entrevistas no intuito de identificação das unidades de significação, e, por fim, foi realizada a análise das unidades, síntese dos resultados e categorização. Resultados: a análise das entrevistas permitiu a identificação de quatro categorias, sendo elas: desesperança, sintomas clínicos, transmissão e impacto socioeconômico. Conclusões: as dificuldades vivenciadas pelos sujeitos, com o diagnóstico e tratamento, denotam a necessidade de um apoio que vai além do atendimento médico, que contemple uma assistência social. Além disso, pôde-se averiguar a necessidade de investimentos em programas de educação permanente para os profissionais da saúde e educação em saúde para a população. Esses achados podem servir para direcionar a conduta dos profissionais da saúde para com os pacientes e subsidiar ações de prevenção e controle com maiores possibilidades de alcance e efetividade. MOURA, G. S. et al. Factors associated with asymptomatic infection in family members and neighbors of patients with visceral leishmaniasis. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 28, n. 12, p. 2306-2314, dez, 2012. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2012001400009. MARCONDES, M.; ROSSI, C. N. Leishmaniose visceral no Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, São Paulo, v. 50, n. 5, p. 341-352, out. 2013. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral. Brasília, Distrito Federal: Ministério da Saúde, 2014.120p. WERNECK, G. L. Controle da leishmaniose visceral no Brasil: o fim de um ciclo? 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2902 unicientifica v. 21 n. 1 (2019): Revista Unimontes Científica Aplicação das ferramentas de abordagem familiar por uma equipe de Saúde da Família Jozimara Rodrigues da Mata;Yara Silveira Miranda;Matheus Mendes Pereira; Relações familiares, Estratégia Saúde da Família, Conflito familiar A família é considerada fator determinante no processo saúde doença, devendo ser vista de forma integral pela equipe de Saúde da Família. O presente relato tem por objetivo descrever o estudo de caso desenvolvido pela equipe da Residência Multiprofissional em Saúde da Família. Trata-se de uma abordagem familiar de pacientes residentes na área de abrangência de uma Equipe de Saúde da Família, situada em Montes Claros – MG, por meio da aplicação das ferramentas de abordagem familiar - Genograma, Ecomapa, FIRO, P.R.A.C.T.I.C.E. e a Conferência Familiar. A partir da abordagem foi possível promover assistência integral pela melhor compreensão da composição da família, do seu modo de funcionamento e estrutura. O conhecimento do funcionamento familiar, obtido pela aplicação das ferramentas, proporcionou à Equipe de Saúde da Família embasamento para a prestação de assistência abrangente e integral, ao considerar a estrutura familiar, auxiliando a família no alcance de resultados mais eficazes e duradouros. 1. CHAPADEIRO, C. A; ANDRADE, H.Y.S.O.; ARAÚJO, M.R.N. A família como foco da atenção primária à saúde. Belo Horizonte: Nescon/UFMG, 2011. 100p.: il. 2. BIROLI, F. Família novos conceitos. São Paulo: Fundação Perceu Abrano; 2014. 3. OLIVEIRA, R.G.; MARCON, S.S. Trabalhar com famílias no Programa de Saúde da Família: a prática do enfermeiro em Maringá-Paraná. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(1):65-72. 4. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria Nº 2.436, de 21 de Setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, Brasília, DF. 5. SILVA, M.C.L.S.R; SILVA, L; BOUSSO, R.S. A abordagem à família na Estratégia Saúde da Família: uma revisão integrativa da literatura. Rev Esc Enferm, USP, 2011. 6. SBMFC. Programa de Atualização em Medicina de Família e Comunidade, ciclo 1, módulo 3. Porto Alegre: Artmed, 2006. 7. DITTERICH, R. G.; GABARDO, M. C. L.; MOYSES, S. J. As Ferramentas de Trabalho com Famílias Utilizadas pelas Equipes de Saúde da Família de Curitiba, PR. Saúde Soc. São Paulo, v. 18, n. 3, p. 515-524, 2009. 8. ALVES, A. P.; LIMA, C. M.; ROCHA, W. N. F.; BORGES, C. F. N.; SILVA, D. P.; BRASIL, C. H. G.; RODRIGUES, C. A. Q. Ferramentas de abordagem familiar na Estratégia Saúde da Família: relato de caso da Equipe Vila Greyce em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. EFDeportes, v. 19, n. 202, 2015. 9. MELLO, D.F.D; VIERA, C.S.; SIMPIONATO, E.; BIASOLI-ALVES, Z.M.M.; NASCIMENTO, L.C. Genograma e Ecomapa: possibilidades de utilização na estratégia de saúde da família. Rev Bras Cresc Desenv Hum 2005;15(1):78-89. 10. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2013. 11. MOYSÉS, S. J.; SILVEIRA FILHO, A. D. Os dizeres da boca em Curitiba: boca maldita, boqueirão, bocas saudáveis. Rio de Janeiro: CEBES, 2002. p. 155-60. 12. SANTOS, K. K. F.; FIGUEIREDO, C. R.; PAIVA, K. M.; CAMPOLINA, L. R.; BARBOSA, A. A. D.; SANTOS, A. S. F. Ferramentas de abordagem familiar: uma experiência do cuidado multiprofissional no âmbito da estratégia saúde da família. Rev. Universidade Vale do Rio Verde, v. 13, n. 2, p. 377-387, 2015. 13. NOBRE, L.L.R; QUEIROZ, L.S.; MENDES, P.H.C.; MATOS, F.V; FIGUEIREDO, A.S.S; LEÃO, C.D.A. Abordagem familiar no âmbito da estratégia saúde da família: uma experiência de cuidado interdisciplinar. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três Corações, v. 12, n. 2, p. 458-468, ago./dez. 2014.
2903 unicientifica v. 21 n. 1 (2019): Revista Unimontes Científica Análise microbiológica de conservas artesanais de polpa de pequi (caryocar brasiliense) comercializadas no Norte de Minas Gerais Janine Kátia dos Santos Alves e Rocha;Marisol Guimarães Silva Veloso;Savio de Almeida Cavalcante;Suely Rodrigues Pereira; Caryocar brasiliensis, Avaliação Microbiológica, Coliformes Totais, Staphylococcus coagulase, Salmonella spp Objetivo: analisar as características microbiológicas da conserva artesanal da polpa do pequi (Caryocar brasiliense), comercializado no mercado municipal de Montes Claros, Norte de Minas Gerais, Brasil. Metodologia: o experimento foi realizado nos laboratórios de Química e Microbiologia das Faculdades Integradas do Norte de Minas - FUNORTE. As polpas de pequi foram adquiridas em cinco bancas do mercado municipal, totalizando 10 amostras. As polpas em conservas foram submetidas às análises de contagens de coliformes totais, presença e identificação de Staphylococcus coagulase positiva e identificação de Salmonella spp. Os dados foram tabulados e armazenados no Microsoft Office Excel 2007® para confecção de tabelas e gráficos. Conclusão: coliformes totais foram observados em 70% das amostras de conserva artesanal, assim como 50% apresentou Staphylococcus coagulase e 40% Salmonella spp. As conservas artesanais de polpa de pequi analisadas foram classificadas como impróprias para consumo, podendo oferecer riscos à saúde humana. 1. VILAS-BOAS, EV de B. Frutas minimamente processadas: pequi. Encontro nacional sobre processamento mínimo de frutas e hortaliças, v. 3, p. 122-127, 2004. 2. CARVALHO, P. E. R. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2003. 3. RIBEIRO, R. F. Pequi: o rei do cerrado. Belo Horizonte: Rede Cerrado, p. 62, 2000. 4. VIEIRA, R. F. et al. 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RDC nº 275 de 21 de outubro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de alimentos e a Lista e Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 6 de nov. De 2002. 20. ALMEIDA, R. C. C. et al. Avaliação e controle da qualidade microbiológica de mãos de manipuladores de alimentos. Revista de Saúde Pública, v. 29, p. 290-294, 1995. 21. FANTUZZI, E.; PUSCHMANN, R.; VANETTI, M. C. D.. Microbiota contaminante em repolho minimamente processado. Ciência e Tecnologia de alimentos, v. 24, n. 2, p. 207-211, 2004.
2904 unicientifica 2019: III National Congress of Oncology of Associação Presente III National Congress of Oncology of Associação Presente Revista Unimontes Científica; III National Congress of Oncology of Associação Presente
2905 unicientifica 2019: Anais do 1° Congresso Brasileiro Amo Cuidar Anais do 1° Congresso Brasileiro Amo Cuidar Revista Unimontes Científica; Anais do 1° Congresso Brasileiro Amo Cuidar – Doenças Crônicas: Uma Visão Multidisciplinar - Práticas Assistenciais Avançadas
2906 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente Comitê Organizador Revista Unimontes Científica;Cristiana Andrade Sampaio; Comitê Organizador
2907 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente 3º CONGRESSO NACIONAL DE ONCOLOGIA DA ASSOCIAÇÃO PRESENTE Revista Unimontes Científica;Cristina Andrade Sampaio;Priscila Bernardina Miranda Soares; 3º CONGRESSO NACIONAL DE ONCOLOGIA DA ASSOCIAÇÃO PRESENTE
2908 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS-MG Revista Unimontes Científica;Nathália Paranhos Magalhães;Gustavo Veloso Pereira;Romeu Godinho Gonçalves;Alex Cezar Lancuna;Bianca Andrade Ferreira;Sabrina Jeane Prates Eleutério; Qualidade de vida; Tratamento; Oncologia; Criança; Adolescente. ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS-MG
2909 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente ANÁLISE DA QUALIDADE ALIMENTAR EM ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO DO NORTE DE MINAS GERAIS Revista Unimontes Científica;Diana Alves Santos;Rafaela Terezinha De Souza Francisco;Alexandre Botelho Brito;Marise Fagundes Silveira;Lucineia De Pinho;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito; Alimentação; Adolescentes; Escola; Consumo de Alimentos; Saúde ANÁLISE DA QUALIDADE ALIMENTAR EM ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO DO NORTE DE MINAS GERAIS
2910 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente AVALIAÇÃO DO PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E NUTRICIONAL DE INDIVÍDUOS ASSISTIDOS NO 9º MUTIRÃO DE PREVENÇÃO AO CÂNCER Revista Unimontes Científica;Sabrina Alves Durães;Ana Paula Alves Catule,;Jaqueline Rodrigues Aguiar De Carvalho;Priscila Bernardina Miranda Soares; Nutrição; Doenças; Estado Nutricional; Câncer. Avaliar o perfil sociodemográfico e nutricional de indivíduos atendidos na tenda da Nutrição no 9º Mutirão de Prevenção ao Câncer no ano de 2019, realizado na cidade de Montes Claros – Minas Gerais. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico e descritivo, realizado na cidade de Montes Claros – Minas Gerais, por meio de dados obtidos nos atendimentos realizados na tenda da nutrição, à população assistida no 9º Mutirão de Prevenção ao Câncer. Foram utilizadas fichas de atendimento contendo características sociodemográficas, histórico familiar de câncer, hábitos e estilo de vida, consumo de produtos adoçantes e diagnóstico do estado nutricional. Os dados foram tabulados no programa estatístico Statistical Package for the Social Science, versão 20.0 para Windows®. Resultados: Participaram deste estudo 339 indivíduos. A maioria era do sexo feminino (78,5%) e a média de idade prevalente foi de 56,3 anos. Entre os participantes, 57,6% relataram não ter histórico familiar de câncer; 79,9% nunca fumaram e 67,2% nunca beberam. Observou-se a prática de atividade física três vezes na semana em 25,6% dos participantes. Quanto ao consumo de produtos para adoçar alimentos, verificou-se que a prevalência foi o uso de açúcar cristal com 69,9% seguido por uso de adoçantes, com 17,9%. Em relação ao diagnóstico do estado nutricional observou-se a prevalência de sobrepeso (38,3%) seguido por eutrófia (26,3%). Conclusão: É necessário maior abordagem da população e incentivo a introdução de hábitos saudáveis, visando à prevenção de doenças crônicas não transmissíveis a fim de promover melhor qualidade de vida.
2911 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS PORTADORES DE CATARATA SENIL Revista Unimontes Científica;Gustavo Veloso Pereira;Nathália Paranhos Magalhães;Maria Clara Gomes Oliveira;Marina Rodrigues Chaves;Nathalia Nathalia Braga Pereira;Luçandra Ramos Espirito Santo; Catarata; Qualidade de vida; Assistência a Idosos; Oftalmologia Esse trabalho teve como intuito avaliar a capacidade funcional de idosos portadores de catarata senil, atendidos em uma instituição privada de referência oftalmológica na cidade de Montes Claros/MG. Método: Tratou-se de um estudo exploratório, descritivo, quantitativo, de caráter transversal e prospectivo, na qual o procedimento adotado foi a pesquisa de campo. Para tanto, foi utilizado material específico de coleta de dados, o questionário National Eye Institute - Visual Function Questionnaire 25 (NEI-VFQ 25)- aprovado pelo Comitê de Ética das FIPmoc, segundo parecer nº 2.702.521/2018-, que avaliou a qualidade de vida e a capacidade funcional da população estudada. Resultados: Observou-se que, nos idosos entrevistados, a doença prejudicou a função visual na grande maioria dos casos, já que 78,2% relataram não possuir uma boa visão. Além disso, a perda da qualidade visual foi citada como o primeiro e principal sintoma da catarata, associada a um prejuízo na autopercepção do estado de saúde. Conclusão: Percebeu-se que, devido ao prejuízo gerado pela doença na capacidade funcional do idoso acometido, há a necessidade de criação de medidas que visem uma maior eficiência do diagnóstico precoce da catarata, reduzindo, assim, os prejuízos sociofuncionais gerados pela patologia e aumentando a autoestima do idoso acometido.
2912 unicientifica v. 20 n. 2 (2018): Revista Unimontes Científica Formação inicial de professores Rosângela Ramos Veloso Silva;Deyse Mendes Rodrigues;Silvana Diamantino França; Formação de professor, PIBID, Educação Básica 1 LIBÂNIO, José Carlos. Escola brasileira, um sonho frustrado: falharam as escolas ou as políticas educacionais?In: LIBÂNIO, José Carlos; SUANNO, Marilza Vanessa Rosa (Orgs). Didática e escola em uma sociedade complexa. Goiás: UFG. p. 75- 95, 2011. 2 SOUZA, Jocival Santos; SANTOS, Luiz Henrique; COSTA, Fredson Sanjuan et al. Contribuições para formação inicial de professores de ciências: Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Manaus,2011. Disponível em: Anais. http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xix/sys/resumos/T0268-2.pdf acesso em: 2 de agosto de 2011. 3 MOURA, Eduardo Junior Santos. Ações e perspectivas pibidianas na formação inicial de professores de Artes Visuais.In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO- SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 177- 191, 2011. 4 SILVA, Márcio Antônio; VELOSO-SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino. Apresentação. In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO-SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 15- 16, 2011. 5 FRANÇA, Silvana Diamantino; NETO, José França; BENTO, María Imaculada. Incentivo a docência: Considerações sobre a implementação de um subprojeto interdisciplinar de educação inclusiva no PIBID-programa de incentivo e apoio a docência. In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO- SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 147- 153, 2011. 6 PIRES, Regina Celi Machado. Formação inicial do professor pesquisador através do programa PIBIC/CNPq: o que nos diz a prática profissional de egressos? Avaliação (Campinas) [online]. 2009, vol.14, n.2, pp. 487-514. ISSN 1414-4077. http://dx.doi.org/10.1590/S1414-40772009000200012. 7 RELATORIO DE GESTÃO DA UNIMONTES, disponível na Pró-reitoria de Ensino e Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, Montes Claros, 2011. 8 VELOSO- SILVA, Rosângela Ramos; SANTOS, Bruna Gracielly. Estágio curricular supervisionado no curso de licenciatura em educação física: dificuldades e contribuições. Rev. Arquivos em Movimento, Rio de Janeiro, v.7, n.1, p. 52- 68, jan./jun. 2011. 9 PAPI, Silmara de Oliveira Gomes; MARTINS, Pura Lúcia Oliver. As pesquisas sobre professores iniciantes: algumas aproximações. Educ. rev. [online]. 2010, vol.26, n.3, pp. 39-56. ISSN 0102-4698. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-46982010000300003. 10 LOPES, Roberto Nunes; MOURA, Eduardo Junior Santos; VELOSO, LégioAlessio. O PIBID e a formação de professores de arte: o olhar do acadêmico/ bolsista do curso de artes visuais- UNIMONTES. In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO-SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 193- 204, 2011. 11 Projeto Institucional de Incentivo e apoio à Docência-PIBID-UNIMONTES (2009). Disponível em: http://www.unimontes..br/ 12 SILVA, Márcio Antônio; VELOSO- SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino. Apresentação. In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO-SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 15- 16, 2011. 13 SOUZA, Jocival Santos; SANTOS, Luiz Henrique; COSTA, Fredson Sanjuan et al. Contribuições para formação inicial de professores de ciências: Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Manaus,2011. Disponível em: Anais. http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xix/sys/resumos/T0268-2.pdf acesso em: 2 de agosto de 2011. 14 MARTINS, G. A.; LINTZ, A. Guia para elaboração de monografias e trabalhos de conclusão de curso. São Paulo: Atlas. 2000. 15 WITTKE, Cleide Inês. O professor pesquisador: introdução à pesquisa qualitativa. Rev. bras. linguist. apl. [online]. 2010, vol.10, n.3, pp. 807-814. ISSN 1984-6398. http://dx.doi.org/10.1590/S1984-63982010000300016 16 BARCELOS, Nora Ney Santos and VILLANI, Alberto. Troca entre universidade e escola na formação docente: uma experiência de formação inicial e continuada. Revista Ciênc. educ. (Bauru). [online]. 2006, vol.12, n.1, pp. 73-97. ISSN 1516-7313. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-73132006000100007. 17 FREIRE, Paulo. Educação e mudança, 26.ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2002.
2913 unicientifica 2018: Anais do I Congresso Internacional em Ciências da Saúde e II Simpósio de Atualização em Doença de Chagas Anais do I Congresso Internacional em Ciências da Saúde e II Simpósio de Atualização em Doença de Chagas Todos os autores; 2018: Anais do I Congresso Internacional em Ciências da Saúde e II Simpósio de Atualização em Doença de Chagas
2916 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Ferramentas de abordagem familiar: um estudo de caso no contexto da estratégia saúde da família Ana Paula Dos Reis Leal;Barbara Quadros Tonelli;Patrícia Santos;Daniella Cristina Martins Dias Veloso;Dulce Pimenta Gonçalves;Cláudia Danyella Alves Leão;Stéphanie Quadros Tonelli; Estratégia Saúde da Família. Ferramentas de abordagem familiar. Atenção Primária à Saúde. A Estratégia Saúde da Família (ESF) tem seu principal foco na família, sendo a integração com a mesma, essencial para compreender o contexto em que estão inseridas. Para tanto, faz-se necessária a utilização de técnicas baseadas na realidade local e, para esse fim, existem diversos instrumentos que auxiliam os profissionais de saúde a conhecerem as relações que se desenvolvem dentro de um contexto familiar. Objetivo: Relatar a experiência de profissionais de saúde de uma equipe da Estratégia Saúde da Família do município de Montes Claros, Minas Gerais. Materiais e Métodos: A abordagem foi realizada através da aplicação das ferramentas de abordagem familiar entrevista, Genograma, Ecomapa, F.I.R.O., P.R.A.C.T.I.C.E. e Ciclo de Vida Familiar. Resultados: A aplicação das ferramentas permitiu melhor acesso da equipe à família e produziu efeitos positivos no rearranjo familiar, bem como no diálogo entre a mesma. Considerações finais: O emprego dessas ferramentas foi primordial e possibilitou a identificação das configurações da mesma, seus arranjos, contexto, suas relações, seu processo social de trabalho e vivência de maneira clara e realista, em consequência, permite induzir a resolução de problemas a partir da análise de cada membro, propondo uma reorganização familiar e melhor definição dos papeis de cada, incentivando, assim, a resiliência do grupo. PAVARINI, S.FI et al. Genograma: avaliando a estrutura familiar de idosos de uma unidade de saúde da família. Revista eletrônica de Enfermagem, v. 10, n. 1, 2009. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Saúde. Implantação do Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde. Oficina 06- Abordagem Familiar, guia do tutor/facilitador. Belo Horizonte: Escola de Saúde Pública do Estado de MINAS GERAIS, 2009.32p. DITTERICH, R.G; GABARDO, M.C.L; MOYSÉS, S.J. As ferramentas de trabalho com famílias utilizadas pelas equipes de saúde da família de Curitiba, PR. Saúde e Sociedade, v. 18, n. 3, p. 515-524, 2009. TONELLI, S. Q; OLIVEIRA, R. F. R.; LOPES, M. C. L.; ALENCAR, A. M.; RODRIGUES, L. A. M. Compreensão da dinâmica familiar no processo saúde-doença e intervenção pela equipe de saúde da família: um estudo de caso. Revista Norte Mineira de Enfermagem. v.5, n.1, p. 74-84, 2016. OLIVEIRA, P. S et al. O Cuidado de um Idoso Frágil pela Família. Revista de Enfermagem UFPE on line [Internet]; v. 10(Supl. 1) p. 273-83. 2016. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/download/8205/14069. SILVA, C.C; CRUZ, M. M; VARGAS, E.P. Práticas de cuidado e população em situação de rua: o caso do Consultório na Rua. Saúde debate, v. 39, p. 246-256, 2015. CHAPADEIRO, C.A.; ANDRADE, H.Y.S.O; ARAÚJO, M.R.N. A família como foco da atenção primária à saúde. Belo Horizonte: Nescon/UFMF; 2012. FEIJÓ, R. B; OLIVEIRA, E. A. Comportamento de risco na adolescência. Jornal de pediatria. Porto Alegre. v.77, supl. 2 (nov. 2001), p. S125-S134, 2001. GUIMARÃES, J al. O desafio de compreender a consequência fatal da violência em dois municípios brasileiros. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 17, n. 46, p. 535-547, 2013. NUNES, E. L. G.; DE ANDRADE, A. G. Adolescentes de Rua: prostituição, drogas e HIV/AIDS em Santo André-Brasil. Revista Psicologia & Sociedade, v. 21, n. 1, 2009. PEGORARO, R. F.; CALDANA, R. H. L. Mulheres, loucura e cuidado: a condição da mulher na provisão e demanda por cuidados em saúde mental. Saúde e Sociedade, v. 17, n. 2, p. 82-94, 2008. VALENTE, J. Acolhimento familiar: validando e atribuindo sentido às leis protetivas. Serviço Social e Sociedade, n. 111. SALTARELLI, Rafaela Magalhães Fernandes et al. Abordagem familiar como esfera do cuidado em saúde: subsídios para o ensino teórico e prático no curso de graduação em enfermagem. Revista Ciências & Ideias, v. 3, n. 2, 2011.
2917 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Níveis de flexibilidade e força muscular em mulheres praticantes e não praticantes de hidroginástica Priscylla Teixeira Lima;Kelly Dayane Martins Malheiros;Marilúcia Ribeiro dos Santos;Rodney Coelho da Paixão; Envelhecimento; Mulheres; Exercício físico. Objetivo: avaliar os níveis de flexibilidade e força muscular em mulheres praticantes e não praticantes de hidroginástica da cidade de Guanambi/BA. Metodologia: trata-se de pesquisa de campo de caráter quantitativo, descritivo e explicativo, composta por uma amostra de quarenta mulheres, sendo vinte mulheres praticantes e vinte mulheres não praticantes de hidroginástica, com a faixa etária dos 50 aos 77 anos de idades. A coleta dos dados foi através de três testes: “teste de sentar e alcançar”, “teste de força de preensão manual” e “teste de levantar da cadeira em 30 segundos”. Os dados foram tabulados e organizados no Programa da Microsoft Excel versão 2013. Em seguida, os resultados foram transpostos para a planilha do programa Graph Pad Prism 6, para comparar à média e o desvio padrão das variáveis (idades e os testes), utilizando o teste “t”. Para análise estatística dos dados usou o programa Graph Pad Prism 6, que se atribui como nível de significância valor de p<0,05. Resultados: constatou-se que no “teste de sentar e alcançar”, as praticantes de hidroginástica encontram-se na faixa recomendável e na baixa aptidão. Já no “teste de preensão manual direita e esquerda” foram classificadas como regular e fraca, e no “teste de levantar da cadeira em 30 segundos” encontram-se no valor de repetições recomendável. Conclusão: sugere-se a realização de futuros estudos com vistas à contribuição ao tema proposto, abordando a avaliação de outras variáveis e dispondo de um número maior de indivíduos e de ambos os sexos, possibilitando dessa forma, uma análise mais ampla da população. MAZO, G. Z. ; LOPES, M. A.; BENEDETTI, T. B. Atividade física e o idoso: concepção gerontológica. 3ª ed. rev. e ampl. - Porto Alegre (RS): Sulina, 2009. DEBERT, G. G. A Reinvenção da Velhice: socialização e processos de reprivatização do envelhecimento. São Paulo (SP): Fapesp, 1999. SCARABEL, F. B. Os Benefícios da Hidroginástica na Terceira Idade. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura Plena em Educação Física) – Departamento de Educação Física, Núcleo de Saúde (NUSAU), Fundação Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho, Rondônia, 2013. Disponível em: http://www.def.unir.br/downloads/1920_parte_1_fernanda_b._scarabel.pdf Acesso no dia 04/11/2014 às 10h45min. VASCONCELOS, A. C.; RODRIGUES, A. M. S. A importância da hidroginástica na melhoria da flexibilidade de idosos. ANAIS do II Encontro de Educação Física e Áreas Afins. ISSN 1983-8999. Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação Física (NEPEF) / Departamento de Educação Física / UFPI 26 e 27 de Outubro de 2007. 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2918 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Perfil Epidemiológico dos Usuários do Serviço de Alergia do Centro Ambulatorial de Especialidades Tancredo Neves Magna Adaci de Quadros Coelho;Virgínia Dias Cruz;Raquel Marques Rodrigues Duarte; Doenças alérgicas; Epidemiologia; Saúde pública Estabeleceu-se o perfil epidemiológico dos pacientes atendidos no ambulatório de referência em alergia de Montes Claros - MG. Estudo descritivo transversal, que incluiu 200 pacientes atendidos no serviço do Centro Ambulatorial de Especialidades Tancredo Neves (CAETAN) do Hospital Universitário Clemente de Faria, no período de Fevereiro a Dezembro de 2013. A maioria dos pacientes era do sexo feminino, correspondendo a 133 pacientes (66,5%). A idade variou de 0 a 79 anos, com preponderância da faixa etária entre 0 e 9 anos (35%). Foram observadas com maior frequência as queixas de alergia na pele (70,5%) e alergia respiratória (15,5%). A rinite alérgica foi a doença alérgica mais observada no ambulatório, com 45 pacientes (22,8%), destacando-se a utilização de anti-histamínicos de modo geral (38,7%) para controle dos quadros alérgicos. Tendo em vista que a grande maioria das procedências observadas são de Montes Claros, conclui-se que os serviços atendem principalmente a população local. Ring J. Davos Declaration: Allergy as a global problem. Allergy. 2012;67(2):141-143. Zacharasiewicz A. Maternal smoking in pregnancy and its influence on childhood asthma. ERJ Open Research. 2016;2(3):00042-2016. Von Mutius E. 99th Dahlem Conference on Infection, Inflammation and Chronic Inflammatory Disorders: Farm lifestyles and the hygiene hypothesis. Clinical & Experimental Immunology. 2010;160(1):130-135. Lima W, Lima E, Costa M, Santos A, Silva A, Costa E. Asma e fatores associados em adolescentes de 13 e 14 anos em São Luís, Maranhão, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. 2012;28(6):1046-1056. Minnicozzi M, Sawyer R, Fenton M. 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2919 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Efeito de antisséptico contendo óleo essencial de alecrim pimenta (lippia origanoides cham.) Nos tetos de vacas leiteiras e qualidade do leite Rodrigo Pereira Morão;Anna Christina de Almeida;Mário Henrique França Mourthé;Natalia Arantes Marcelo;Paulo Henrique Batista Bicalho Maia;Lucas Vieira Gomes;Flávio Emanuel Gomes Silva;Alessandro Soares Fonseca de Matos; Objetivo: objetivou-se avaliar o efeito de antisséptico elaborado com óleo essencial de alecrim pimenta na higienização e integridade de tetos de vacas leiteiras e na qualidade do leite destas vacas. Metodologia: foram utilizadas vacas mestiças Holandês, multíparas com média de 150 ± 25 dias de lactação e livres de mastite clínica. Comparou-se o efeito antisséptico dos protocolos convencionais com produtos contendo clorexidine (pré-dipping) e iodo (pós-dipping) com o produto experimental (pré e pós-dipping). Realizaram-se avaliações clínicas diárias da glândula mamária e avaliações semanais quanto a qualidade sanitária, composição nutricional e produção de leite em um período de seis semanas. Resultados: os animais não apresentaram mastite clínica e observou-se semelhança nos escores de integridade da pele dos tetos entre os grupos tratados, durante o período experimental. A mastite subclínica apresentou grau leve, semelhante aos achados da contagem de células somáticas (CCS), atribuída às condições fisiológicas e morfológicas dos animais. Não houve alteração na CCS e na composição do leite dos animais, durante o período de estudo. A contagem bacteriana total apresentou um aumento pontual na segunda semana de estudo. Foi observada correlação positiva e significativa entre a CCS e proteína, e, negativa e significativa para lactose. Conclusão: o antisséptico, contendo óleo essencial de alecrim pimenta, apresentou-se como uma possível alternativa para desinfecção dos tetos, não lesando a pele e sem interferência na qualidade do leite.
2920 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Análise comparativa entre possíveis substitutos ao polipropileno em estrutura coletora de água da atmosfera. Henrique Nunes Pereira Oliva;Aparecida Daniela de Oliveira;Douglas Emanuel Souza Veloso;Eduardo Eugênio Cardoso Malveira;Murilo Corradini Baruff;Victor Lucas Fernandes;Marcos Weuller Barbosa Henrich; Warka Water, Malha coletora, Condensação. Objetivo: o presente trabalho apresenta uma estrutura biomimética denominada Warka Water, capaz de captar água da atmosfera por meio de condensação. Desse modo, o estudo a seguir tem como objetivo a verificação da possibilidade de substituição da malha coletora de polipropileno por meio de experimentações, bem como a criação de um protótipo para ratificação da usabilidade do coletor. Metodologia: para o ensaio, foram adquiridos três tipos de malhas compostas por materiais distintos, porém similares ao polipropileno, as quais vieram a ser expostas a um vaporizador para analise do efeito de condensação. Em seguida, houve a construção do protótipo em questão. Resultados: A malha composta de nylon apresentou maior capacidade hidrofílica na fase de experimentação e, por conseguinte foi designada para a instalação no protótipo construído, porém,quando a estrutura foi submetida ao ambiente para captação, constatou-se que não houve a formação de gotas na malha coletora, todavia, os motivos para tal ocorrência foram explicitados e analisados no decorrer desse escrito. Conclusão: de acordo com os estudos apresentados por meio desse, é possível afirmar que os materiais analisados, apesar de possuírem características semelhantes ao polipropileno, deixam a desejar principalmente no que se refere à capacidade hidrofílica, portanto não são aplicáveis ao contexto do presente ensaio. Além disso, vale ressaltar que houve outros elementos influenciadores no resultado final, tais como a baixa umidade do ar no local do teste e a pouca predisposição, dos materiais estudados, a perderem calor para o meio, preconizando a necessidade de novas investigações em condições mais propícias. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Progresso on Drinking Water and Sanitation – 2014 update, Genebra, Suíça, 2014. BARROS, F. G. N.; AMIN, M. M. Água: um bem econômico de valor para o Brasil e o mundo. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional. v. 4, n. 1. Taubaté, São Paulo. 2007. p. 75-108. VITTORI, A. An ideia to feed the world. 2012. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2017. THE TITI TUDORANCEA. Montes Claros, Brasil: gráfico do clima. 2017. Disponível em: . Acesso em: 10 mai. 2017. ONU, Organização das Nações Unidas. Resolução 64/292, 108th Plenary Meeting, Genebra, Suíça, jul., 2010. GRECCO, Felipe Trovatti. Coletor de orvalho Warka Water: sua aplicabilidade e exploração de uma fonte de água alternativa. 2015, 39 fls. Tese (Graduação em Engenharia Civil) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Campo Mourão – PA. 2015. CALLISTER JUNIOR, William D.; RETHWISCH, David G. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução. Tradução de Sérgio Murilo Stamile Soares; Revisão de José Roberto Moraes D Almeida. 8. ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2015. 817 p. WARKA WATER. A New Vehicle For The Growth Of Local Productions. 2015. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2017.
2921 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Perfil de saúde de professoras da educação básica de escolas públicas de montes claros- mg Vivian Cristina Silva Santos;Brenda Barbosa Gonçalves;Camila Santos Pereira;Alice Duarte Santos Veloso;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Desirée Sant’Ana Haikal; Docentes; Ensino Fundamental; Saúde; Epidemiologia; Prevalência; Saúde da Mulher; Objetivo: caracterizar as professoras da educação básica de escolas públicas de Montes Claros- MG quanto as suas condições sóciodemográficas, a saúde da mulher, as suas condições normativas e subjetivas de saúde e a alfabetização em saúde. Metodologia: estudo de prevalência descritivo conduzido em uma amostra probabilística por conglomerados (n=35 escolas) de professoras da educação básica de escolas públicas de Montes Claros-MG. Na coleta de dados foram utilizados questionários auto aplicados durante reuniões pedagógicas realizadas nas escolas incluídas. Foi conduzida análise descritiva utilizando o programa SPSS®, versão 18.0. Resultados: das 633 participantes, 51,8% possuíam 40 anos ou mais, 52,6% docentes realizaram o exame Papanicolau há menos de um ano e 32% realizaram mamografia em menos de um ano. Relataram hipercolesterolemia, diagnóstico de diabetes e hipertensão arterial, 24,0%, 2,5% e 17,3%, respectivamente. Cerca de 46,7% se consideraram esclarecidas, mas não o suficiente, sobre como cuidar da sua própria saúde e 38,1% apontaram a falta de tempo como fator que impede melhor cuidado com a saúde. Conclusão: houve predomínio das professoras que apresentaram autopercepção e comportamentos positivos em relação a sua condição de saúde. A falta de tempo foi apontada como principal fator problemático para adoção de estilo de vida mais saudável. PROBST, Elisiana Renata; RAMOS, Paulo. A evolução da mulher no mercado de trabalho. Santa Catarina: Instituto Catarinense de Pós-Graduação, p. 1-8, 2003. ARAÚJO, Tânia Maria de et al. 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2922 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Infecções do trato urinário: frequência e etiologia em pacientes não hospitalizados. Geraldo Edson Souza Guerra Júnior;Kelma Dayana de Oliveira Silva Guerra;Cristiane Monteiro Crisóstomo;Daniela Araújo Veloso;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis; Infecções trato urinário, Escherichia coli, Prevalência de Bactérias, Uroculturas Introdução: A infecção do trato urinário (ITU) é uma doença muito comum, causada pela presença de micro-organismos no sistema urinário. - RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (SBPC/ML): realização de exames em urina. Barueri, SP: Manole, 2017. - HANNA-WAKIM RH, GHANEM ST, EL HELOU MW, KHAFAJA SA, SHAKER RA, HASSAN SA, SAAD RK, HEDARI CP, KHINKARLY RW, HAJAR FM, BAKHASH M, EL KARAH D, AKEL IS, RAJAB MA, KHOURY M, DBAIBO GS. Epidemiology and characteristics of urinary tract infections in children and adolescents. 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2923 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica A autopercepção do estado de saúde e sua relação com fatores socioeconômicas e de risco em hipertensos na atenção básica Roberto Allan Ribeiro Silva;Poliane Osrmira Rodrigues Sakon; Palavras-chave: Autopercepção; Nível de Saúde; Hipertensão Arterial; Atenção Primária à Saúde; Qualidade de Vida. Objetivo: verificar a relação da autopercepção do estado de saúde de um grupo de hipertensos com variáveis socioeconômicas e de risco. Metodologia: trata-se de um estudo de campo observacional, transversal analítico de abordagem quantitativa. Realizado em uma unidade básica de saúde do município de Janaúba, incluindo 35 hipertensos de ambos os sexos 11 (31,4%) do sexo masculino e 24 (68,6%) do sexo feminino com idade superior a 40 anos, os dados foram coletados com consulta aos prontuários, questionário e entrevista semiestruturada e a associação entre as variáveis foi realizada por meio do Teste Exato de Fisher. Resultados: os resultados indicaram uma incidência maior da autopercepção negativa do estado de saúde nesta população de hipertensos em relação à população geral, apenas a relação com o diabetes e a escolaridade apresentaram significância estatística, todavia, considerando a subjetividade dessa autoavaliação, a ausência de significância é um achado importante. Conclusão: a autoavaliação do estado de saúde capta, além da exposição a doenças, o impacto que estas geram no bem-estar físico, mental e social dos indivíduos. A sua utilização para orientar a prática requer a adoção de uma visão holística do paciente que o perceba em sua totalidade dada a complexidade deste indicador. Os dados encontrados reforçam essa complexidade a medida que expõe a subjetividade de cada sujeito, oportunizando um olhar para além dos indicadores brutos, mas voltados para a reação dos indivíduos com estas variáveis. BORIM, F. S. A.; BARROS, M. B. A.; NERI, A. L. 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2924 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Prospecção de fungos filamentosos termotolerantes e termofílicos de distintos materiais coletados no estado de Minas Gerais e análise de potenciais produtores de amilases Vivian Machado Benassi;Aline Almeida; Bioprospecção. Fungos Filamentosos; Amilase; Biodiversidade; As amilases são enzimas produzidas por muitos organismos, como plantas, animais, e micro-organismos, sendo utilizadas em diversos processos industriais, como no processamento de amido, na produção de etanol, xaropes de glicose e de frutose, indústria têxtil, na fabricação de cerveja e indústrias de papel. Objetivos: Isolar e caracterizar fungos filamentosos coletados de diferentes materiais no estado de Minas Gerais, Brasil, e avaliar o potencial de produção de amilases pelos micro-organismos. Metodologia: Coletaram-se oito amostras, sendo inoculadas em meio sólido, à 30°C, para isolamento de fungos filamentosos, em seguida analisou-se as características morfológicas e o possível gênero dos micro-organismos. Para análise de termofilia, os fungos foram cultivados em meio sólido Batata-Dextrose-Ágar de 30ºC à 55ºC, com intervalo de 5ºC, seguindo o cálculo da taxa de crescimento por hora, após 48 horas de desenvolvimento. A análise de potenciais amilolíticos foi realizada com o cultivo de dez isolados em meio submerso, na temperatura ótima de cada micro-organismo, seguindo a determinação de amilases. Resultados: Isolaram-se quarenta e oito fungos filamentos de diferentes aspectos morfológicos, sendo possível identificar alguns fungos isolados com os gêneros: Aspergillus, Rhizopus, Trichoderma, Penicillium, Fusarium, Rizoctonia, Mucor e Acremonio. Os maiores níveis de atividade enzimática foram observados pelo Mucor sp. AD742 e pelo Rhizoctonia sp. AQ832. Conclusões: Neste estudo, isolados apresentaram valores de atividade amilolítica expressivas, sendo um deles obtido da área de campo rupestre ferruginoso degradado e outro correspondente ao campo rupestre quartzítico. PEREIRA J.O., DE SOUZA A.Q.L., DE SOUZA A.D.L., DE CASTRO FRANÇA S., DE OLIVEIRA L.A. Overview on Biodiversity, Chemistry, and Biotechnological Potential of Microorganisms from the Brazilian Amazon. In: de Azevedo J., Quecine M. (eds) Diversity and Benefits of Microorganisms from the Tropics. Springer, Cham. p. 71-103, 2017. MADIGAN, M. T., MARTINKO, J. M.; PARKER, J.. Brock biology of microorganisms. Vol. 13. Pearson, 2017. POLIZELI, M. L. T.M.; SILVA, T. M. (orgs). Amilases Microbianas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2016. WAKAI, S.; Arazoe, T., Ogino, C., & Kondo, A.. Future insights in fungal metabolic engineering. Bioresource technology, 2017. BENASSI, V. M., et al. 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2927 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Benefits of playful therapy in child cancer treatment- the review Flávio Marconiedson Nunes;Nathália Paranhos Magalhães;Mariana Paranhos Magalhães;Gabriela de Sá Oliveira;Henrique Henrique Nunes Pereira Oliva;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis;Jessica Pereira Macedo;Karina Andrade de Prince; Therapeutics; Playful Therapy; Neoplasms; Child; Terapêutica; Ludoterapia; Neoplasias; Criança. BENEFITS OF PLAYFUL THERAPY IN CHILD CANCER TREATMENT-THE REVIEW
2928 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Skin Cancer: Photoprotection Strategies and Solar Photoexposition in Community Health Agents Rafael Artur Lopes Souza;Rafael Rocha Lima Matos;Larissa Matos Ventura;Lucinéia de Pinho;Ana Amélia Alkmin Santos;Maria Suzana Marques; Community Health Agent; Solar radiation; Occupational risks; Agente Comunitário de Saúde; Radiação solar; Riscos ocupacionais. CÂNCER DE PELE: ESTRATÉGIAS DE FOTOPROTEÇÃO E FOTOEXPOSIÇAO SOLAR EM AGENTES COMUNITÀRIOS DE SAÚDE
2929 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiology of esophagus cancer in north of Minas Gerais – MG Mariana Paranhos Magalhães;Nathália Paranhos Magalhães;Gustavo Veloso Pereira;Rodrigo Mendes de Freitas;Victor Augusto Santos Condé;Romeu Godinho Gonçalves;Karina Andrade de Prince; Epidemiological profile; Esophagus; Neoplasia. North of Minas Gerais;Perfil epidemiológico; Neoplasia de esôfago; Morbimortalidade. EPIDEMIOLOGIA DO CÂNCER DE ESÔFAGO NO NORTE DE MINAS GERAIS-MG
2930 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Spirituality and religiosity in patients with cancer Lucineide Fonseca Silva Ribeiro;Bruno Patrício Freitas;Ludmilla Beatriz Silva Fonseca;Karina Andrade de Prince;Príscila Bernardina Miranda Soares;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis; Spirituality; Cance; Coping Strategies; Espiritualidade; Câncer; Estratégias de Enfrentamento. ESPIRITUALIDADE E RELIGIOSIDADE EM PACIENTES COM CÂNCER
2931 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Case report: solitary fibrous tumor of pleura Débora Magalhães Paiva;Amanda Fernandes Vieira;Emanuelly Durães Rocha;Matheus Cardoso Murta Botelho;Thaisa Silva Lima;Sabrina Araújo Gomes Cabral;Romana Aparecida Alves Barbosa;Príscila Bernadina Miranda Soares; Solitary Fibrous Tumor; Pleura; Treatment; Tumor Fibroso Solitário; Pleura; Tratamento. ESTUDO DE CASO: TUMOR FIBROSO SOLITÁRIO DA PLEURA
2932 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Hospitalizations for childhood cancer in the north of Minas Gerais state, Brazil, between 2008 and 2015 based on the DATASUS Paula Araújo Lima;Wanessa Rodrigues de Queiroz;Fernanda Cardoso Rocha;Isabela Barbosa Cruz;Jannayne Lúcia Câmara Dias;Gregório Ribeiro de Andrade Neto;Tadeu Nunes Ferreira; Hospitalization; Neoplasms; Children; Epidemiology. Objective: To describe the hospitalizations due to childhood cancer in the North of Minas Gerais state, Brazil, from 2008 to 2015, based on data from the Department of Informatics of the Unified Health System (DATASUS). Method: This is a descriptive epidemiological study, with data collected from DATASUS, accessed in March/April 2016. The collected data were all cases of hospitalizations for cancer/leukemia in children under 14 years in the northern region of Minas Gerais, from 2008 to 2015. Since DATASUS is a public domain databank, this work did not have to be submitted to the Committee on Ethics in Research. Results: There were 2,020 cancer hospitalizations of children from 0 to 14 years old in the North of Minas Gerais state, regardless of the type of neoplasm and gender. Among them 1,916 took place in the municipality of Montes Claros, which accounted for 94.8% of the total, with 54% (1,094) males and 46% (926) females. In terms of the nature of attendance, 86.4% of the total was represented by urgent attendances, while elective ones amounted to 13.6%. Public healthcare attendances accounted for 5.4% of the total. This varied according to the healthcare system, since the reference institutions also provide services by the SUS, either being private or philanthropic. Conclusion: This study might assist health managers in decision-making when dealing with issues related to the number of beds available for this type of patients. It might also contribute to the development and elaboration of hypotheses, based on epidemiological studies that might be used by hospital institutions referenced for child oncological treatment, therefore providing a better healthcare assistance.
2933 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Occupational accidents in nursing professionals from primary health care and implemented interventions: integrative review Amanda de Souza Miranda;Fernanda Ferreira Santos;Janaina Oliveira Farias;Jéssica Borges Lacerda;Maria Luiza Ribeiro Silva;Paulo Rodrigues Martins;Daniel Vinícius Alves Silva;Diego Dias de Araújo; Acidentes de Trabalho; Atenção Primária a Saúde; Estratégia Saúde da Família; Enfermagem; Cuidados de Enfermagem. Resumo: Objetivo: Identificar, na literatura, os principais acidentes ocupacionais em profissionais da enfermagem na Atenção Primária à Saúde, bem como as intervenções implementadas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre abril e maio de 2018. A busca dos estudos ocorreu na Biblioteca Virtual em Saúde. Adotou-se como critérios de inclusão: investigar acidentes ocupacionais em membros da equipe de Enfermagem que atuam na Atenção Primária à Saúde, ser estudo primário, sem limite temporal do período de publicação, no idioma português e textos disponíveis na íntegra. Resultados: Foram encontrados três estudos que abordavam o tema proposto. O ano de publicação variou entre 2012 e 2018 e os Qualis dos periódicos foram B1(boa classificação), B2 (classificação satisfatória) e B3(classificação intermediária). O tipo de estudo mais comum foi o descritivo, com nível de evidência VI, considerado baixo nível de evidência científica. Em relação aos acidentes ocupacionais, destacam-se os psicossociais e biológicos (100%) e quanto às intervenções implementadas 100% dos estudos apontaram a educação permanente em saúde como estratégia de prevenção. Conclusão: Torna-se pertinente abordar essa temática entre os profissionais de enfermagem da Atenção Primária à Saúde, orientando-os, principalmente por meio de estratégias de educação permanente em saúde, sobre os riscos ocupacionais potenciais e reais aos quais estão expostos para que possam utilizar medidas que promovam a segurança no ambiente de trabalho, o cuidado e manutenção da saúde dos trabalhadores.
2934 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological analysis of skin cancer in Montes Claros-MG according to sex and occupational situation Rafael Rocha Lima Matos;Mariana Brandão Sousa;Pedro Malveira Procópio Borges;Ana Clara Veloso Campos de Quadros Godinho;Cristiano Alves de Souza;Marina Luíza Fernandes;Henrique Nunes Pereira Oliva; Skin Neoplasms; Melanoma; Ultraviolet rays; Neoplasias cutâneas; Melanoma; Raios ultravioletas; Resumo: O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum na humanidade. Em um país tropical como o Brasil, com alta incidência solar durante todo o ano, ele se torna ainda mais frequente. O câncer de pele não melanoma é o de maior incidência no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer cutâneo são: exposição solar, exposição à radiação, idade, gênero (sexo masculino), pele clara etc. Objetivo: Dada a importância e incidência elevada desta patologia na população, busca-se com este estudo, uma análise epidemiológica do câncer de pele em Montes Claros-MG segundo variantes de sexo e situação ocupacional. Metodologia: Foi realizada análise descritiva, com delineamento retrospectivo e transversal na coleta dos dados, bem como abordagem quantitativa destes. A fonte de dados foi o Integrador Registro Hospitalar de Câncer (RHC) disponível no sítio eletrônico do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Resultados: Foram notificados 1306 indivíduos com diagnóstico de câncer de pele, sendo 53,3% (n= 696) do sexo feminino e 46,7% (n= 610) do sexo masculino. A maior parte (n=114) das notificações por neoplasias cutâneas ocorreu no ano de 2010, o acometimento entre os sexos não apresentou diferença durante os anos contemplados pelo estudo. Dentre as profissões observou-se maior percentual de câncer de pele em trabalhadores agropecuários (34,68%). Conclusão: Os dados apresentados alertam para a necessidade de intensificação das políticas públicas voltadas para a informação destes trabalhadores mais acometidos.
2935 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress The neurological tumors impact in the brain, and the need for an interdisciplinary approach between oncology and neurology in primary diagnosis Daniella Patrícia de Oliveira Porto;Kimberly Morais Pinho;Lucas Telles Guerra;Robson Vieira Porto Junior; Câncer De Encéfalo; Interdisciplinaridade; Sinais Neurológicos. AS REPERCUSSÕES NEUROLÓGICAS DOS TUMORES NO ENCÉFALO, E A NECESSIDADE DE UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR ENTRE ONCOLOGIA E NEUROLOGIA NO DIAGNÓSTICO PRIMÁRIO
2936 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Action of indian cloves (Syzygium aromaticum) in the sensitization of neoplastic cells for radiotherapy: a systematic review of literature João Matheus de Almeida Silva;Eliane Macedo Sobrinho Santos;Anna Christina de Almeida;Hercules Otacílio Santos;Paula Karoline Soares Farias;Keicy Sandy Silvestre Souza;Stephanie Pedrosa de Oliveira;Pedro Henrique de Almeida Souto Santos; Câncer; Fitoterápicos; Eficácia terapêutica; Óleos essenciais ATUAÇÃO DO CRAVO DA ÍNDIA (Syzygium aromaticum) NA SENSIBILIZAÇÃO DE CÉLULAS NEOPLÁSICAS PARA RADIOTERAPIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA
2937 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Playing in nursing care in pediatric oncology: an integrating review Karine Gabriele de Jesus Lima;Sabrina de Jesus Oliveira Neves;Kamilla de Oliveira Santos;Bruna Emanuelle Santos;Bruna Katerine Godinho Gomes;Ludmilla Aparecida Nery Rodrigues;Patrícia Fernandes do Prado;Warley Pereira de Freitas; Pediatric nursing; Games and toys; Oncology; Enfermagem pediátrica; Jogos e brinquedos; Oncologia. O BRINCAR NO CUIDADO DE ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
2938 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological profile of patients hospitalized for malignant breast neoplasm in males in the state of Minas Gerais, Brazil, from 2008 to 2017 Maria Karoline Soares Fonseca;Brisa Jorge Silveira;Mariana Braga Almeida;Breno Jorge Silveira;Karina Andrade de Prince; Male Breast Neoplasm; Epidemiological Profile; Indicators of Morbidity and Mortality; Public health Objective: To characterize the hospitalization and death rates due to malignant breast neoplasm in men, in Minas Gerais, between 2008 and 2017, through data collected from the Hospital Information System of the Unified Health System (SIH/SUS). Such knowledge can enrich the epidemiological data and strengthen prevention and diagnostic actions. Methodology: This is a cross-sectional, retrospective, descriptive, and quantitative study. Data related to hospitalizations and deaths due to malignant neoplasm of breast in men, in the state of Minas Gerais, Brazil, between 2008 and 2017, were obtained from the Hospital Information System of the Unified Health System. The variables used were: number of hospitalizations according to age, race, elective or emergency care, public or private facilities, region of the state, and number of deaths. Results: A total of 696 hospitalization cases were identified, with predominance in the Center (28.88%) and Southeast (25.43%) regions of Brazil. Regarding the institution of attendance, 66.96% occurred in private facilities. About race, 38.36% declared themselves to be brown. The number of deaths was 42, corresponding to 6.03% of the hospitalizations. The highest mortality rate (10.22%) was observed in patients from 70 and 79 years old. Conclusion: The highest number of admissions, deaths, and mortality rates was observed around 60 years old. Most of the hospitalizations and the highest medical expenses occurred in private institutions. The Central and Southeastern regions of Brazil presented the highest number of admissions, which might be explained by the higher concentration of reference centers for cancer treatment in these areas.
2939 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological profile of patients with malignant breast neoplasia in the northern region of Minas Gerais Nathália Paranhos Magalhães;Gustavo Veloso Pereira;Cléia Lúcia Carvalho Prates;Alex Cezar Lancuna;Romeu Godinho Gonçalves;Marcos Vinícius Macedo Oliveira;Luçandra Ramos Espírito-Santo;Karina Andrade de Prince; Breast Cancer; Morbimortality; Mortality; Câncer de Mama; Morbimortalidade; Mortalidade. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM NEOPLASIA MALIGNA DE MAMA NA REGIÃO NORTE DE MINAS GERAIS
2940 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Case report: nasal meningothelial meningioma Ábner Nícolas da Silva;Aline Barbosa de Souza;Junio Alves Rocha;Letícia AlvesTeófilo;Nayara Aryane Nepomuceno Borges;Sabrina Araujo Gomes Cabral; Meningioma; Brain tumors; Extracranial. RELATO DE CASO: MENINGIOMA MENINGOTELIAL NASAL
2941 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Case report: primitive neuroectodermic tumor Sthefany Indiara Silva Gomes;Silvio Tibo Cardoso Filho;Victor Thadeu de Freitas Veloso;Vithória Ferreira Mendes;Túlio Marcus Ramos Silveira;Jonatan Dantas Neto;Débora Mayra de Freitas Veloso;Lucas Carvalho; Ewing’s sarcoma; Peripheral primitive neuroectodermal tumors; Tumor de Ewing; Tumores Neuroectodérmicos Primitivos Periféricos. Abstract: The Ewings tumor is an aggressive bone neoplasm that representatives approximately 6% of primary bone tumors. It is most frequently diagnosed on the second decade of life, with a mild predominance in men and rare in black population. It belongs to the group of the neoplasia of primitive neuroectodermal cells of the neural crest. It can appear in any bone of the body, however is rare in hands and feet. The rare presentation of Ewings sarcoma in this patient motivated this case report. The study makes an analysis of a male patient aged 14 years old who searched for medical care because of pain on the left foot. The study approaches the epidemiological evidence and clinical features of the Ewing’s sarcoma, as well as the current therapeutic options.
2942 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Safety And Efficacy Of The Application Of The Tumor-Treating Fields (Ttfields) Mechanism Associated With Temozolomide After The Standardized Protocol Of Chemotherapy And Radiotherapy In Patients With Recently Diagnosed Glioblastoma Samuel da Silva Gomes;César Felipe Gusmão Santiago;Débora Gonçalves Pereira Guimarães;Lucianne Maia Costa Lima;Marcos Vinicius Calfat Maldaun; TTFields; Oncology; Glioblastoma; Radiotherapy. Abstract: Tumor-Treating Fields is an antineoplastic treatment modality that consists in the application of alternating electric currents directly to the skin in the tumor region. Glioblastoma multiforme is the most common primary brain tumor. Treatment options are limited. A bibliographical review addressing what is significant and new in the medical literature regarding the treatment of glioblastoma with the Tumor-Treating Fields or Novocure mechanism is presented, based on the main research portals. The main objective of this study was to establish the safety and efficacy of the Tumor-Treating Fields approach in the treatment of recently diagnosed glioblastoma. After confirming its safety and efficiency the secondary objective was to establish this approach as the treatment of choice for this pathology. The main articles in English concerning this issue were searched on the portals PUBMED, Cochrane, Lilacs, and Embase. The investigated approach should be added to the first line treatment of glioblastoma in association with microneurosurgery, radiotherapy, and temozolomide.
2943 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Internet addiction in high school students: prevalence and correlations Alexandre Botelho Brito;Wesley Miranda Lourenço de Freitas2;Débora Guimarães Cunha;Kewla Dias Pires Brito;Romerson Brito Messias;Lucineia Pinho;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Marise Fagundes Silveira; Internet; Addiction; Students;Adicção; Estudantes Objective: to investigate the prevalence of Internet addiction among high school students in Montes Claros-MG and the associated Internet usage profile. Methodology: This is a quantitative, analytical and cross-sectional study of a sample of 966 high school students, both public and private. A questionnaire was applied that includes socio-demographic variables, training and Internet usage profile, as well as Internet Addiction Test. The Pearson correlation coefficient was used to test the linear correlation between the characteristics of use and internet addiction, at a statistical significance of 5% (p <0.05). This study was conducted within the standards of the Helsinki Declaration and approved by the Research Ethics Committee under Protocol # 1,520,173 / 2016. Results: The prevalence of addiction was 9.8%, correlated with type of institution (p = 0.005), daily frequency of internet use (p = 0.001), number of days of weekly use (p = 0.014), number of hours of use on weekends and holidays (p = 0.041) and use at night (p = 0.004). No correlation was found to access online games, to perform school activities or for professional purposes, but was found with access to social networks (p = 0,000), e-mails (p = 0,033) and with the purpose of watching movies, music and videos (p = 0,014). Addicted users also demonstrated an awareness of addiction / addictive behavior (p = 0.000). Conclusion: It was concluded that addiction is associated with habits of Internet use and that they are aware of their addiction.
2944 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Analysis of the epidemiological profile of men treated with acute pancreatitis in urgent regime in north of Minas Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves;Camila Teles Gonçalves;Morgana Araújo Resende;Fernando Rocha Parada;Iann Fernando Gouvea Jabbur;Plínio José Faria;Renata Ferreira Santana;Karina Andrade de Prince; Pancreatitis; Mortality; Epidemiological profile; Pancreatite; Mortalidade; Perfil epidemiológico. ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E MORBIMORTALIDADE DE HOMENS ATENDIDOS COM PANCREATITE AGUDA EM REGIME DE URGÊNCIA NO NORTE DE MINAS
2945 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological analysis of stomach cancer in men in Brazil: 2008-2017 Camila Teles Gonçalves;Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves;Camila BacelarBastos;Inah Araújo Murta;Leidiane Vilas Boas;Emanuelly Durães Rocha;Iara Lafetá Gomes;Karina Andrade de Prince; Epidemiology; Neoplasms; Risk factors; Health Profile; Epidemiologia; Neoplasias; Fatores de Risco; Perfil de Saúde ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE NEOPLASIA DE ESTÔMAGO EM HOMENS NO BRASIL: 2008-2017
2946 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Anxiety and breast cancer: the influence of physical activity Rogger Rhoan Ramos Aguiar;Charles Eduardo Snea da Silva;Nadson Henrique Gonçalves Rodrigues;Celina Aparecida Gonçalves Lima;Victor Bruno da Silva;José Mansano Bauman;Claudiana Donato Bauman; Epidemiology; Neoplasms; Risk factors; Health Profile;Epidemiologia; Neoplasias; Fatores de Risco; Perfil de Saúde. ANSIEDADE E CÂNCER DE MAMA: INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA
2947 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Ovarian cancer in palliative care: a case report Raíssa Katherine Rodrigues;Jaqueline Rodrigues Aguiar de Carvalho;Príscila Bernadina Miranda Soares; CÂNCER DE OVÁRIO EM CUIDADOS PALIATIVOS: UM RELATO DE CASO
2948 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Computerized analysis of postural balance among physically active and inactive older women: a perspective for physical health Elizabete de Oliveira Barbosa;Ana Carolina de Mello Alves Rodrigues;José Vinícius Alves Ferreira;Marcos Túlio Silva Costa;Bárbara Bispo da Silva Alves;Lara S. F. Carneiro;Hellen Veloso Rocha Marinho;Renato Sobral Monteiro-Junior; Aging; Balance; Motor Control; Physical Activity; Envelhecimento; Equilíbrio; Controle Motor; Atividade Física. ANÁLISE COMPUTADORIZADA DO EQUILÍBRIO POSTURAL ENTRE IDOSAS FISICAMENTE ATIVAS E INATIVAS: PERSPECTIVA PARA A SAÚDE FÍSICA
2949 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Skin cancer epidemiology: comparison between data from the 8th cancer prevention campaign and the national data Renata Furletti Nunes Barros Rego;Ianca Elirrayeth Rocha Mentes;Cybele Guedes Ramos;Eduarda Martins Cruz;Luiza Carneiro Souza Magalhães;Jaqueline Rodrigues Aguiar de Carvalho; Cancer; Skin; Epidemiology; Diagnosis; Prevention; Câncer; Pele; Epidemiologia; Diagnóstico. Prevenção EPIDEMIOLOGIA DAS NEOPLASIAS DE PELE: COMPARAÇÃO ENTRE OS DADOS COLETADOS NO 8º MUTIRÃO DE PREVENÇÃO AO CÂNCER E DADOS NACIONAIS
2950 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Lifestyle and internet use: addiction and its correlations Alexandre Botelho Brito;Vitor Fonseca Bastos;Sidney Pereira Ramos Junior;Juliana Marcelo Franco;Romerson Brito Messias;Lucineia Pinho;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Marise Fagundes Silveira; Internet; Addiction; Students; Dependência; Estudantes. ESTILO DE VIDA E USO DA INTERNET: ADICÇÃO E SUAS CORRELAÇÕES
2951 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Prevention and early diagnosis save men’s lives in the north of Minas Gerais Rhayssa Soares Mota;Lucas Teles Guerra;Wesley Miranda Lourenço de Freita;Débora Magalhães Paiva;Conrado Leonel Menezes;Viviany Silva Ribeiro;Príscila Bernardina Miranda Soares;Marise Fagundes Silveira; Prostate cancer; Early diagnosis; Health promotion; Câncer de próstata; Diagnóstico precoce; Promoção à saúde. MUTIRÃO DE PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE SALVA VIDAS DE HOMENS NO NORTE DE MINAS GERAIS
2952 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Hodgkin’s lymphoma: clinical and epidemiological aspects in the healthcare macroregions Of Minas Gerais, Brazil Luiza Carneiro Souza Magalhães;Brenda Alves dos Santos;Joyce Queiroz Borges;Lucas Gedeon Mendes Soares Dantas Cangussu;Maria Alice Aires Costa;Karina Andrade de Prince;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis; Hodgkin’s Disease; Epidemiology; Hospitalization; Doença de Hodgkin; Epidemiologia; Hospitalização. HODGKINS LYMPHOMA: CLINICAL AND EPIDEMIOLOGICAL ASPECTS IN THE HEALTHCARE MACROREGIONS OF MINAS GERAIS, BRAZIL
2953 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Palliative nursing care for the pediatric patient: an integrating review Maria Tatiane Martins Rodrigues;Sabrina de Jesus Oliveira Neves;Karine Gabriele de Jesus Lima;Jaqueline Rodrigues Ferreira Santos;Aurelina Gomes e Martins;Mirela Lopes Figueiredo;Patricia Fernandes do Prado; Palliative care; Oncology; Pediatrics; Pediatric nursing; Cuidados paliativos; Oncologia; Pediatria; Enfermagem pediátrica. CUIDADOS PALIATIVOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PEDIÁTRICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
2954 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress The impact of a day in the detection of cancer - cancer prevention task force of Associação Presente, results of the team of mastology in 2018 Renata Cristina Ribeiro Gonçalves;Paulo de Tarso Salerno del Menezzi;Príscila Miranda Soares;Marise Fagundes Silveira;Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier;Bertha Andrade Coelho; Câncer de mama; Diagnóstico; Prevenção; Promoção da saúde; Breast cancer; Diagnosis; Prevention; Health promotion THE IMPACT OF A DAY IN THE DETECTION OF CANCER - CANCER PREVENTION TASK FORCE OF ASSOCIAÇÃO PRESENTE, RESULTS OF THE TEAM OF MASTOLOGY IN 2018
2955 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Clinical, epidemiological and sociodemographic profile of cancer patients attended at a philanthropic institution Diana Cardoso Batista Cordeiro;Daniel Vinícius Alves Silva;Henrique Andrade Barbosa;Aurelina Gomes e Martins;Orlene Veloso Dias; Epidemiology; Neoplasms; Risk factors; Health Profile; Epidemiologia; Neoplasias; Fatores de Risco; Perfil de Saúde. PERFIL CLÍNICO, EPIDEMIOLÓGICO E SOCIODEMOGRÁFICO DOS PACIENTES ONCOLÓGICOS ATENDIDOS EM UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA
2956 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Profile of morbimortality by maligna neoplasia of esôfago among the brazilian regions in the period 2008-2017 Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves;Luana Maynart Inostrosa;Camila Teles Gonçalves;Anna Elisa Campos Ruas;Renata Ferreira Santana;Marcos Vinicius Macedo de Oliveira;Luçandra Ramos Espirito Santo;Karina Andrade de Prince; Esophagus Neoplasms; Health Profile; Public health; Neoplasias Esofágicas; Perfil de saúde; Saúde pública. PERFIL DE MORBIMORTALIDADE POR NEOPLASIA MALIGNA DE ESÔFAGO ENTRE AS REGIÕES BRASILEIRAS NO PERÍODO DE 2008-2017
2957 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological profile of the population assisted in an oral cancer tracking program: sociodemographic characteristics, life habits, and clinical conditions Maria Silveira Nunes;Cybele Guedes Ramos;Mariana Veloso Suzart;Renata Furletti Nunes Barros Rego;Príscila Bernardina Miranda Soares;Marise Fagundes Silveira;Mario Rodrigues de Melo Filho; Disease prevention; Oral Neoplasms; Prevenção de Doenças; Câncer de Boca Perfil epidemiológico da população assistida em um programa de rastreamento de câncer de boca: características sociodemográficas, hábitos de vida e condições clínicas
2958 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological Profile of Patients Assisted by the Associação Presente de Apoio a Pacientes com Câncer- Padre Tiãozinho, in the Year 2017/2018 Luíza Carneiro Souza Magalhães;Eduarda Martins Cruz;Lucas Tales Guerra;Mariana Veloso Suzart;Rhayssa Soares Mota;Jaqueline Rodrigues Aguiar de Carvalho;Sandra Célia Muniz Magalhães;Príscila Bernardina Miranda Soares; Cuidados paliativos; Câncer; Associação Presente; Rural Workers’ Health; Pesticides; Occupational risk. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ASSISTIDOS PELA ASSOCIAÇÃO PRESENTE DE APOIO A PACIENTES COM CÂNCER- PADRE TIÃOZINHO, NO ANO DE 2017 /2018
2959 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Nutritional epidemiological profile of the population assisted in a cancer prevention campaign Amanda Cristina Mendes Gusmão;Claudiana Donato Bauman;Lucas Teles Guerra;Lucineia de Pinho;Marilena Antunes Uramoto;Marise Fagundes Silveira;Príscila Bernardina Miranda Soares; Nutrition in public health; Disease Prevention; Nutritional Status; Oncology;Nutrição em Saúde Pública; Prevenção de Doenças; Estado Nutricional; Oncologia. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO NUTRICIONAL DA POPULAÇÃO ASSISTIDA EM CAMPANHA DE PREVENÇÃO DO CÂNCER
2960 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Prevalence of skin cancer and precursor lesions in the 8th prevention and early diagnosis of cancer task force of Associação Presente de Apoio Aopaciente com Câncer Padre Tiãozinho de Montes Claros Andreia Luciana Soares Silva;Cinthia Janine Meira Alves de Menezes;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Marise Fagundes Silveira;Renata Cristina Ribeiro Gonçalves; Neoplasias cutâneas; fatores de risco; carcinoma basocelular; carcinoma de células escamosas; Cutaneous neoplasms; risk factors; basal cell carcinoma; squamous cell carcinoma. PREVALÊNCIA DE CÂNCER DE PELE E LESÕES PRECURSORAS NO 8° MUTIRÃO DE PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DA ASSOCIAÇÃO PRESENTE DE APOIO AO PACIENTE COM CÂNCER PADRE TIÃOZINHO DE MONTES CLAROS
2961 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Vulnerability of rural workers to pesticides Mariza Dias Xavier;Andréia Tatielli Alves Urcino;Gustavo Mendes dos Santos;Franciele Ornelas Cunha;Patrícia Alves Paiva;Neiva Aparecida Marques Diamantino;Claudiana Donato Bauman;Orlene Veloso Dias; Saúde do Trabalhador Rural; Agrotóxicos; Risco ocupacional; Rural Workers’ Health; Pesticides; Occupational risk. Abstract: Introduction: The excessive or inadequate use of pesticides can directly or indirectly interfere with human and environmental health, representing one of the major public health problems. Objective: To know the opinions of the rural workers about the health risks related to the use of pesticides. Methodology: This is a descriptive-exploratory research, with a qualitative approach. It was carried out with 13 rural workers in a rural district from a municipality located in the North of Minas Gerais, Brazil. The collected data were typed in Word and later analyzed using the ATLAS.ti 7 software, employing the Thematic Content Analysis. Results: The rural workers presented a low schooling level and a superficial knowledge about the health risks involved in the handling of any type of pesticides. Conclusion: The results revealed the social vulnerability of these rural workers when daily handling pesticides in their work activities, and the risks related to their health became evident.
2962 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Understanding the feelings of elderly in the institution of long permanence Noemi Pereira de Carvalho;Renê Ferreira da Silva Júnior;Edna de Freitas Gomes Ruas;Ricardo Otávio Maia Gusmão;Viviane Dias Souto;Orlene Veloso Dias; eoplasms; Hodgkin; Disease; Risk; Factors; Idoso; Saúde do Idoso Institucionalizado; Instituição de Longa Permanência para Idoso. COMPREENDENDO OS SENTIMENTOS DE IDOSOS EM INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA
2963 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Hodgkin’s Lynphoma Manifested With Bicytopenia Without Palpable Lymphadenomegaly Marina Limoeiro Lobo;Tomás Castro Medrado;José Alfreu Soares Junior;Thaísa Soares Crespo;Luiza Augusta Rosa Rossi-Barbosa; Neoplasms; Hodgkin Disease; Risk Factors; Neoplasias; Trombocitopenia; Linfoma de Hodgkin LINFOMA DE HODGKIN MANIFESTO COM BICITOPENIA SEM LINFADENOMEGALIA PALPÁVEL
2964 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Multiple myeloma in young woman: case report Gabriela Arnoni Dias;Nayara Lopes de Souza;Evandro Barbosa dos Anjos;José Alfreu Soares Junior;Jéssica Aguiar das Virgens;Jéssica Souza Rodrigues;Antônio Guerra de Oliveira Neto; Multiple Myeloma; Neoplasms; Plasma Cells; Bone Marrow;Mieloma Múltiplo; Neoplasias; Plasmócitos; Medula Óssea. MIELOMA MÚLTIPLO EM MULHER JOVEM: RELATO DE CASO
2965 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Prevalence of prostate cancer in three cancer prevention campaigns in Montes Claros, Minas Gerais, Brazil Jaqueline Rodrigues Aguiar de Carvalho;Raíssa Katherine Rodrigues; Saúde do homem; Prevenção de doenças; Neoplasias da próstata; Male health; Prevention of diseases; Prostatic neoplasms. Casos novos de câncer de próstata detectados em um mutirão
3381 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade VULNERABILIDADE NATURAL À PERDA DE SOLO DA MICROBACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARNAÍBA DE DENTRO, SEMIÁRIDO BAIANO Jardel Gybson Soares Costa;Mateus Ribeiro Caetano;Carlos Magno Santos Clemente; Geotecnologias, Ecodinâmica, Erosão A presente pesquisa teve como objetivo classificar o grau de vulnerabilidade natural à perda de solo da microbacia hidrográfica do Rio Carnaíba de Dentro (BA), indicando a prevalência dos processos do balanço morfogênese/pedogênese. A área de estudo localiza-se no contexto regional do sudoeste do Semiárido Brasileiro. Como técnica utilizou-se as Geotecnologias, a fim de realizar a coleta, armazenamento, tratamento, análise espacial e representação dos dados obtidos, da vulnerabilidade à perda de solo da microbacia do Rio Carnaíba de Dentro (BA). Concluiu-se que houve um equilíbrio entre a pedogênese/morfogênese, uma vez que o meio Medianamente Estável/Vulnerável possui maior incidência sobre microbacia do Rio Carnaíba de Dentro (BA), contrariando a hipótese da prevalência dos processos de morfogênse, majoritariamente presentes em todo semiárido brasileiro. Logo, a partir dos dados e informações obtidos é possível fornecer subsídios para um melhor direcionamento na elaboração de políticas públicas para a microbacia do Rio Carnaíba de Dentro (BA). AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Atlas Brasil. 2010. Disponível em: . Acesso em: 15 Jan. 2019. AMARAL, Rosangela do; ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. As Unidades Ecodinâmicas na Análise da Fragilidade Ambiental do Parque Estadual do morro do Diabo e entorno, Teodoro Sampaio – SP. GEOUSP, n.26, p.59-78, 2009. Disponível em: . Acesso em: 10 Jan. 2019. ARAÚJO, Lincoln Eloi de. et al. Bacias Hidrográficas e Impactos Ambientais. In: Qualitas Revista Eletrônica. UEPB, v. 8, n. 1. 2009. 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3382 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade PENSANDO A GEOGRAFIA E SEU ENSINO A PARTIR DE PRODUÇÕES DE REALIDADE VIRTUAL Juliano da Costa Machado Timmers;Branda Eloá Weppo; Ensino, Geografia, Design, Realidade Virtual. Este artigo expõe reflexões sobre idéias espaciais relacionadas à tecnologias que usamos na vida cotidiana, especialmente aquelas cujas técnicas criam os diversos modos de Realidade Virtual (RV). Metodologicamente, consideramos as discussões em torno do conceito de RV e dos dispositivos projetados para formentá-lo. Para a teoria espacial, temos uma referência importante nas considerações do geógrafo Milton Santos sobre o papel das técnicas na produção espacial contemporânea. De Gaston Bachelard, consideramos as reflexões sobre as novas idéias espaciais geradas pela microfísica e os limites do senso convencional de ciência. Com base em nossa experiência em um laboratório de tecnologia em uma universidade do sul do Brasil e no ensino fundamental escolar do mesmo país, apontamos que novas técnicas, incluindo as que apóiam a RV, devem ser analisadas pela dimensão espacial ampliada que a tornou possível. Sugerimos que técnicas possam ser usadas para colaborar coma difusão de uma visão científica mais aberta, que desenvolva o imaginário relacionado a sustentabilidade junto ao espaço em que vivemos. BACHELARD, Gaston. Coleção os pensadores. São Paulo: Editora Abril, 1978. BIOCCA, Frank. The cyborg’s dilemma: progressive embodiment on virtual environments.Jornal of Computer mediated-communication (online) [3], 2. 1997. Disponível em: . Acesso em: mai. 2020. CARDOSO, Juliana Carvalho. TONINI, Ivaine Maria. Os meios de comunicação, tecnologias digitais e práticas escolares de geografia. EM: 2014, Florianópolis. Anais eletrônicos do ENPGSUL.Florianópolis: UFSC, 2014. Disponível em: Acesso em: mai. 2020. GENTILIN, J. C.; SHAH, M.; BUCK, A. R.; LINSNER, J.; BOURGET, M. A.; CARROLL, R. Computer analysis of user comfort in virtual reality environments. [S.l.]: Google Patents, 2018. US Patent App. 15/214,427. MANIA, K. Connections between lighting impressions and presence in real and virtual environments: an experimental study. In: Proceedings of the 1st international conference on Computer graphics, virtual reality and visualisation. [S.l.: s.n.], 2001. p. 119–123. MENEGHETTE, Lucas Correia. Realidade virtual e experiência do espaço: imersão, tecnologia e fenomenologia. São Paulo: PUC-SP Dissertação de mestrado em Tecnologias da inteligência e design digital. 2010. SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Editorada Universidade de São Paulo, 2006. USMAN, M.; HAWORTH, B.; BERSETH, G.;KAPADIA, M.; FALOUTSOS, P. Perceptual evaluation of space in virtual environments. In: Proceedings of the Tenth International Conference on Motion in Games. [S.l.: s.n.], 2017. p. 1–10.
3383 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade ENSINO DE GEOGRAFIA EM TEMPOS DE PANDEMIA: VIVÊNCIAS NA ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR AMÉRICO BARREIRA, FORTALEZA – CE Rebeka Carvalho Macêdo;Kaline da Silva Moreira; Ensino de Geografia, TIC’S, Home Office, Pandemia. No presente artigo apresentamos um estudo sobre os desafios do ensino de geografia no modelo Home Office no período de isolamento social na Escola Municipal Professor Américo Barreira localizada no Bairro Genibaú na cidade de Fortaleza - CE. Apresenta-se um estudo qualitativo de cunho descritivo e exploratório durante o período de ensino não presencial de geografia no seguimento da rede pública de ensino. A metodologia aplicada é baseada em um levantamento bibliográfico sobre as temáticas: a educação em tempos de pandemia e o ensino de geografia com o uso de tecnologias. A pesquisa foi dividida em três etapas: I) Revisão Bibliográfica; II) Prática do ensino de Geografia no modelo Home Office e aplicação de atividades como uso das Tecnologias da Informação e Comunicação; III) Análises e reflexões sobre os resultados da experiência. O principal objetivo dessa pesquisa é descrever de maneira exploratória as metodologias dos docentes de geografia e os principais desafios e mudanças em virtude da pandemia do Covid-19, apontando como resultados as reflexões das teorias versus a prática sobre o ensino de geografia no cenário pandêmico. ARAUJO, R. S. Letramento digital e educação. In: MERCADO. L. P. L. (Org.). Percursos na formação de professores com tecnologias da informação e comunicação na educação. Maceió: Edufal, 2007. Disponível em:< http://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/1329.pdf >. Acesso em: 01 jun. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002. BRASIL, MEC. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. 2018. Disponível em: basenacionalcomum.mec.br. Acesso em: 20/08/2020. BRASIL. Ministério da Educação. CNE aprova diretrizes para escolas durante a pandemia. Brasília: junho, 2020. Disponível em:< http://portal.mec.gov.br/busca-geral/12-noticias/acoes-programas-e-projetos-637152388/89051-cne-aprova-diretrizes-para-escolas-durante-a-pandemia> Acesso em: 08 jun. 2020. BURGESS, Simon; SIEVERTSEN, Hans Henrik. Schools, skills, and learning: The impact of COVID-19 on education. VoxEu. org, v. 1, 2020. COELHO, M. “Por uma Educação sem Fronteiras e em Tempos de Pandemia-Democrática, Pública e de Qualidade”. Journal of Social Pedagogy, vol. 9, n. 1, 2020. CORREA, Edinelson Saldanha; SHINAIGGER, Thiago Rocha. Smartphone como alicerce de metodologias ativas no ensino e aprendizagem da geografia. Educationis, v. 8, n. 2, p. 19-28, 2020. DAVIS, M. “A crise do coronavírus é um monstro alimentado pelo capitalismo”. In: DAVIS, M. et.al. (orgs.). 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3384 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E A INTELIGÊNCIA ESPACIAL: UMA POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO NA CARTOGRAFIA ESCOLAR Giovana Oliveira do Nasicmento;Anderson de Almeida Morato; Aprendizagem Significativa, Inteligências Múltiplas, Cartografia Escolar O presente trabalho constitui-se de uma revisão bibliográfica da correlação entre a teoria das múltiplas inteligências, elaborada por Howard Gardner, e a teoria da aprendizagem significativa, proposta por David Ausubel, em uma atuação conjunta entre elas no ensino da cartografia escolar. Partindo da compreensão de que os conteúdos abordados dentro da Geografia Escolar seguem uma evolução teórica conceitual, bem como cognitiva, sendo o ensino sequencial e basilar para os demais anos da vida escolar. Portanto, inicialmente, o estudo aborda a importância da cartografia para a Ciência Geográfica, até sua evolução e reconstrução no ensino, mediante uma cartografia escolar. A posteriori, relacionando esta linguagem com a perspectiva de Gardner sob a inteligência espacial, tendo em vista que a Geografia explora a espacialidade dos fenômenos, conectando os estudos de Ausubel sobre a aprendizagem significativa. Consequentemente, o professor de geografia poderá apropriar-se dos elementos teóricos e metodológicos a sua práxis no ensino da cartografia escolar, por intermédio de uma linguagem espacial dos conteúdos relevantes e significativos para os alunos. ALMEIDA, R. D. Cartografia escolar. 2. ed. São Paulo: Editora Contexto, 2010. ANTUNES, C. Inteliências Múltiplas e seus Jogos: inteligência espacial. Petrópolis: Vozes, 2009. BEZ, L. Sobre a inteligência espacial no ensino de geografia: notas para discussão. Revista de Geografia (UFPE), Pernambuco, v. 28, n. 3, p.58-67, 2011. CARVALHO, H. A aplicação da Teoria de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner no ensino de Geografia. 2018. 77 f. Relatório (Mestrado) - Curso de Mestrado em Ensino de Geografia no 3ºciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, 2018. CLAVAL, P. Epistemologia da Geografia. 2. ed. Florianópolis: Editora da Ufsc, 2014. GARDNER, H. et al. Inteligências múltiplas ao redor do mundo. Porto Alegre: Artmed, 2010. GOMES, P. C. C. Quadros Geográficos: uma forma de ver, uma forma de pensar. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. GARDNER, H. Estruturas da Mente: a teoria das Inteligências Mútiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. LUDWING, A. B; MARTINS, R. E. M. W. A geografia escolar nos anos iniciais: uma abordagem sobre os conhecimentos cartográficos no quinto ano. In: MARTINS, R. E. M. W. et al (Org.). Educação geográfica em movimento. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2019. MENEGUETTE, A. A. C. Cartografia no século XXI: revisitando conceitos e definições. Revista Geografia e Pesquisa, Ourinhos, v. 6, n. 1, p.6-32, 2012. MOREIRA, M; MASINI, E. F. S. Aprendizagem Significativa: a teoria de David Ausubel.São Paulo. Moraes, 1982. NASCIMENTO, E; LUDWIG, A. B. A educação cartográfica no ensino-aprendizagem de Geografia: reflexões e experiências. Geografia Ensino & Pesquisa, Santa Maria, v. 19, n. 3, p.29-42, 2015. SACRISTÁN, J. G.; GÓMEZ, A. L. P. Compreender e transformar o ensino. 4 ed. Porto SANTOS, F; FECHINE, J. A. L. A cartografia escolar e sua importância para o ensino de Geografia. Caderno de Geografia, [s.l.], v. 27, n. 50, p.500-515, 3 ago. 2017. SCHÄFFER, N. O. et al. Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2011. SMOLE, K. C. S. Múltiplas Inteligências na Prática Escolar. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, 1999. P. 80; 16 cm. - [Cadernos da TV Escola. Inteligências Múltiplas, ISSN 1517-2341 n.1) SELBACH, S. Geografia e Didática. Petrópolis: Vozes, 2010. TUAN, Yi-fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. Tradução: Lívia de Oliveira. São Paulo. Difel, 1983. VALADARES, J. A.; MOREIRA, M. A. A teoria da aprendizagem significativa: sua fundamentação e implementação. Coimbra: Edições Almedina, 2009.
3385 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A ECONOMIA AMBIENTAL PROPORCIONADA ATRAVÉS DA RECICLAGEM PELA ASSOCIAÇÃO MONTES CLAROS DE CATADORES DE RECICLÁVEIS – MONTESUL Pedro Bicalho Maia; Coleta de Resíduos Sólidos. , Reciclagem, Calculadora Ambiental O presente artigo teve como objetivo apresentar a importância da reciclagem de resíduos sólidos realizada pela Associação Montes Claros de Catadores de Recicláveis – MONTESUL na cidade de Montes Claros - MG e identificar os dados de economia de água, energia elétrica e gases do efeito estufa (GEEs), obtidos através aplicação da calculadora ambiental. Para atingir os objetivos propostos foi utilizado em sua metodologia, inicialmente uma revisão de literatura para dar embasamento científico ao trabalho em seguida foram aplicados o cálculo Recuperação e Reciclagem de Materiais de Resíduos Sólidos (AMS-III.AJ) nos materiais coletados pela associação para identificar os dados de economia de água, energia elétrica e gases do efeito estufa (GEEs). A economia de água e energia elétrica proporcionada pela MONTESUL através da reciclagem no período de fevereiro a julho de 2020, seria suficiente para abastecer a população da microrregião do Morada do Parque que abrange quatro bairros com população de 4.434 habitantes por um período de 20 dias. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA – ABLP. 2012. Disponível em . Acesso em: 28 jul. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPEZA PÚBLICA E RESÍDUOS – ESPECIAIS - ABREPEL. 2019. Disponível em . Acesso em: 28 jul. 2020. ATLAS. 2020. Disponível em . Acesso em: 29 jul. 2020. BORGES, Janaína Freitas. Acúmulo De Lixo: ações de intervenção para destino correto do lixo na cidade de Palmópolis - Minas Gerais. UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. Faculdade de Medicina. Núcleo de Educação em Saúde Coletiva. Especialização em atenção básica em saúde da família. Teófilo Otoni – MG. 2014. CAVAGNOL, Joares. Plano de ação para implantação de um sistema de coleta seletiva de resíduos em São Miguel do Oeste. Trabalho apresentado ao Curso de Pós-Graduação – MBA em Gestão Ambiental e Projetos Sustentáveis da Universidade do Oeste de Santa Catarina. Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC. Campus de São Miguel do Oeste. 2011. CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem “Política Nacional de Resíduos Sólidos - Agora é lei”. 2010. Disponível em . Acesso em: 19 jun. 2020. GOUVEIA, Nelson. Resíduos sólidos urbanos: impactos socioambientais e perspectiva de manejo sustentável com inclusão social. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 6, p. 1503-1510, june 2012. MINISTÉRIO DAS CIDADES. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos 2010. Tabelas de informações e indicadores. 2012. Brasília: MCIDADES.SNSA, 2012. 2.090 p.: gráficos, tabelas. PEREIRA, Neto, J. T. Quanto vale nosso lixo. Ed. independente. Viçosa: IEF/UNICEF, 1995.
3386 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade REFLEXÕES CONCEITUAIS NO/DO ESPAÇO LIVRE PÚBLICO CONTEMPORÂNEO: DISCUSSÕES ENTRE SEUS USOS NAS CIÊNCIAS GEOGRÁFICA E ARQUITETÔNICA Christiana Nogueira;Carlos Alexandre de Bortolo; Espaço. Espaço Livre Público. Geografia. Arquitetura. A Geografia e a Arquitetura são duas áreas de conhecimento que voltam seus estudos para o mesmo objeto: o espaço. A fim de compreender os espaços livres públicos na cidade contemporânea, adotou-se, como ponto de partida, o modo como cada ciência distingue epistemologicamente o conceito de espaço. O objetivo foi de compreender, por uma visão mais abrangente, compreender o modo como os espaços públicos livres se formam e conformam nas cidades, por suas dinâmicas peculiares. Alicerçada em uma abordagem integrada, a análise sob o ponto vista de dois campos de conhecimento foi importante, por ampliar e aprofundar o conhecimento sobre a conformação do espaço livre público na atualidade. Considerando que o espaço arquitetônico é um vazio e o espaço geográfico é a possibilidade de ação e relação entre objetos e coisas no tempo, chega-se à essência da produção espacial: o lugar. Nota-se, portanto, a importância de uma reflexão das duas ciências para a análise e construção dos espaços públicos na cidade contemporânea. ALMEIDA, A. Sustentabilidade dos espaços públicos na reabilitação de núcleos urbanos: questão das praças. Lisboa: Lisboa FAL., 2006. Disponível em: . Acesso em: 18 dez. 2018. BORTOLO, Carlos Alexandre de. A dinâmica dos espaços públicos de lazer em cidades da aglomeração urbana de Londrina. 2015. Tese de doutorado, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes - departamento de geografia, Universidade Estadual de Maringá Londrina, Paraná. 2015, 232p. CARLOS, Ana Fani Alessandri. Espaço-tempo da vida cotidiana na metrópole. São Paulo: FFLCH /USP 2017. CORRÊA, Roberto Lobato. O Espaço Urbano. 3ª Ed. São Paulo: Editora Ática S.A, 1998. GEHL, Jan. Cidades para Pessoas. São Paulo: Perspectiva, 2013. INDOVINA, F. O Espaço público-tópicos sobre a sua mudança. Revista Cidades, Comunidades e Territórios, Lisboa, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), n.5, p.119-123, 2002. Disponível em: . Acesso em: 18/12/2018. JACOBS, Jane. Morte e Vida de Grandes Cidades. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009. LEFEBVRE, Henry. The Production of Space. Trad. D. Nicholson-Smith Oxford: Basil Blackwell, 1991. Magnoli, M. (2006). Espaço livre - objeto de trabalho . Paisagem E Ambiente, (21), 175-197. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2019. MALARD, Maria Lúcia. As aparências em arquitetura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006. MOREIRA, Ruy. Pensar e ser em Geografia. São Paulo: Contexto, 2007. ROCHA, Bruno Massara. Conceitos sobre a arquitetura primitiva e derivações. Artigo Online. Disponível em: . Acesso em: 03 fev. 2018 RONIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 2012. SANTOS, Milton. A natureza do espaço. 3 ed. São Paulo: Hucitec, 2006. SERPA, A. Espaço público e acessibilidade: notas para uma abordagem geográfica. Revista GEOUSP – Espaço e Tempo, São Paulo, n.15, p. 21-37, 2004. Disponível em: . Acesso em: 05 jan. 2019.
3387 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade DINÂMICA DOS SOLOS BRASILEIROS E TÉCNICA ALTERNATIVA PARA MEDIÇÃO DO PH DO SOLO, UTILIZANDO EXTRATO DE REPOLHO ROXO Vanessa Pagno;Fabiana Pagno;Alan Rafael Coineth de Souza;Daniella Rosa Marques de Oliveira; Tipos de solos brasileiros, Intemperismo, Medição do pH do solo No presente relato de experiência, é destacada uma atividade prática que teve como objetivo a realização de experiências com uma técnica alternativa de obtenção de pH do solo, utilizando extrato de repolho roxo como indicador, para auxiliar na compreensão deste conceito e compará-lo com a realidade de solos brasileiros. Esta atividade foi realizada em um minicurso desenvolvido durante o XXII Encontro de Geografia (ENGEO) e XVI Encontro de Geografia do Sudoeste do Paraná (ENGESOP), promovido pelos colegiados dos cursos de Geografia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) – Campus Francisco Beltrão – PR, no ano de 2019. Neste trabalho, relata-se as experiências vivenciadas durante a atividade, os objetivos alcançados, discussões sobre os temas propostos e realização de atividades experimentais de medição do pH de substâncias diversas e de três tipos de solo, bem como a discussão dos valores de pH e sua relação com os diferentes solos brasileiros. ANTUNES, Márjore; ADAMATTI, Daniela S.; PACHECO, Maria Alice R.; GIOVANELA, Marcelo. pHdo Solo: Determinação com Indicadores Ácido-Base no Ensino Médio. Química Nova na Escola, v. 31, p. 283-287, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 jul. 2019. KNOPKI, Anna Vitória Gurgel, [et al], (orgs). Experimentos na Educação em Solos. Marcelo Ricardo de Lima. Programa de Extensão Universitária Solo na Escola/UFPR. Curitiba, 2020. LEÃO, Marcio Fernades; BARROSO, Emílio Velloso; POLINANOV, Helena; MARQUES, Eduardo Antônio Gomes Marques; VARGAS Jr, Eurípedes do Amaral; FIGUEIREDO, Veronica Dutra de. Aspectos Mineralógicos, Químicos e Físicos de Frente de Intemperismo em Filtro da Formação Batatal, Quadrilátero Ferrífero, Anuário do Instituto de Geociências – UFRJ, Vol. 40, p. 398-406, 2017. Disponível em: . Acesso em: 21 jul. 2019. SANTOS, Humberto Gonçalves dos; JACOMINE, Paulo Klinger Tito; ANJOS, Lúcia Helena Cunha dos; OLIVEIRA, Virlei Álvaro de; COELHO, Maurício Rizzato; ALMEIDA, Jaime Antonio de; ARAÚJO FILHO, José Coelho de; OLIVEIRA, João Bertoldo de; CUNHA, Tony Jarbas Ferreira. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. EMBRAPA. 5 Ed. Brasília, 2018. SARDINHA, Diego de Souza; GODOY, Letícia Hirata; CONCEIÇÃO, Fabiano Tomazini da. Taxa de intemperismo químico e consumo de CO2 em relevo cuestiforme com substrato basáltico e arenítico no estado de São Paulo, Brasil. Revista do Instituto de Geociências, v. 19, p. 177-134, 2019. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2019. SILVA, Tiago Roque Benetoli; LEMOS, Leandro Borges; CRUSCIOL, Carlos Alexandre Costa; PAULY, Tatiane. Alterações de atributos químicos do solo em função da calagem superficial em plantio direto. Agrarian: Revista científica da Faculdade de Ciências Agrárias, v. 1, p. 9-20, 2008. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2019. YOSHIOKA, Maria Harumi; LIMA, Marcelo Ricardo de. Experimentoteca de solos: pH do solo. Projeto de Extensõa Universitária Solo na Escola: Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da UFPR, 2005. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2019.
3388 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade HIDROPAISAGENS DO VALE DO AÇU: A EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE ENSINO Josiel de Alencar Guedes;Gerônimo da Silva Costa;Aluízio Bezerra Júnior; Hidrografia. Geoprocessamento. Mapas temáticos. Este relato de experiência visa apresentar um projeto de ensino associado à disciplina Hidrografia, ministrada no semestre 2019.1 e ofertada para o 4° período do curso de Geografia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Campus de Açú). O projeto teve como objetivo mapear reservatórios e lagoas no Vale do Açu (RN) utilizando imagens do Google Earth o programa de geoprocessamento QGIS. Nas aulas, foram apresentadas as imagens dos mananciais superficiais e discutidos problemas relacionados a cada um deles. Em seguida, foram realizadas as aulas em campo, onde os alunos fizeram registros de problemas específicos e se discutiu a relação de uso do solo no seu entorno. Posteriormente, foram elaboraram os mapas de cada manancial. A experiência do projeto mostrou-se importante ao se estudar a disciplina com exemplos de mananciais mais perto da realidade dos alunos. MENEGHESSO, V.A. A Hidrografia local e as práticas escolares de professores de Geografia de Ibitinga – SP. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia e Letras de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, 2014. QGIS – Um sistema de Informação Geográfica livre e aberto. Disponível em: . Acesso em: nov. 2019. SANTOS, B. B.; BASTOS, M. N. P.; SILVA, M. M.; VARGAS, K. B. Propostas para o ensino de Hidrogeografia: o lugar como categoria de análise geográfica e o uso de recursos didáticos visuais. Geografia Física e as mudanças globais. Fortaleza: UFC, 2019, p.1-5. SEGALA, F. J. O processo de ensino de Geografia a partir da hidrografia de Francisco Beltrão, PR. Dissertação (Mestrado em Geografia). Universidade Estadual do Oeste do Paraná.Centro de Ciências Humanas, Francisco Beltrão, 2017. UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. RESOLUÇÃO Nº 33/2017 – CONSEPE: Regulamenta o Projeto de Ensino de Graduação noscursos de graduação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Mossoró, 2017.
3389 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade ALMANAQUE DE AGROECOLOGIA: APRENDENDO COM DIVERSÃO – DIVERSIDADE, HISTÓRIA E CULTURA ALIMENTAR Eliana Izabel da Silva Cepolini; Agroecologia, Interdisciplinaridade , Educação Básica, Cultura Alimentar Resenha da obra: Almanaque de Agroecologia: aprendendo com diversão – diversidade, história e cultura alimentar (2019). Almeida, Sérgio Ricardo Matos. Agroecologia em rimas. Cruz das Almas: UFRB, 2012. CÂNDIDO; Hebert Teixeira; STURZA, José Adolfo Iriam. Almanaque de Agroecologia: aprendendo com diversão – diversidade, história e cultura alimentar. Jundiaí-SP: Paco, 2019. 60p. CÂNDIDO; Hebert Teixeira. Prefácio. In: CÂNDIDO; Hebert Teixeira; STURZA, José Adolfo Iriam. Almanaque de Agroecologia: aprendendo com diversão – diversidade, história e cultura alimentar. Jundiaí-SP: Paco, 2019. 60p.
3390 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A CRUEL PEDAGOGIA DO VÍRUS Bruna França Oliveira; Pandemia, Covid-19 , Sociologia, Crise Ambiental Resenha da obra A Cruel Pedagogia do Vírus do sociólogo Boaventura de Sousa Santos de 2020. SANTOS, Boaventura de Sousa. A Cruel Pedagogia do Vírus. Coimbra: Edições Almedina, 2020. 32p. Disponível em: . Acesso em: 01. Jun. 2020.
3393 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade DIMENSIONAMENTO E GESTÃO DE RESERVATÓRIOS:BREVE DISCUSSÃO ACERCA DA EXPERIÊNCIA DO ESTADO DO CEARÁ/BRASIL Sulivan Pereira Dantas; Açudes; Semiárido; Classificação de reservatórios. O presente trabalho tem como objetivo discutir a contribuição do processo de açudagem para o desenvolvimento do Nordeste brasileiro e apresentar elementos fundamentais que compõem a dinâmica de gestão de reservatórios no estado do Ceará. O processo de açudagem foi e é a política de acesso a água, predominante, no Nordeste do Brasil. Isso traz em pauta as discussões sobre modelos de redimensionamento de águas e eficiência no gerenciamento de açudes. Neste trabalho, além desta discussão, foi proposto um mapeamento de classificação dos maiores açudes cearenses por capacidade volumétrica. ARAGÃO, D. A.; OLIVEIRA, J. G. B. Gestão de recursos hídricos: aspectos da pequena açudagem na gestão de sub-bacias no Ceará. Engenharia Ambiental - Espírito Santo do Pinhal, v. 8, n.2, p.038-049, abr. /jun. 2011. ASSUNÇÃO, Luiz Márcio; LIVIGSTONE, Ian. Desenvolvimento inadequado: construção de açudes e secas do Nordeste. Revista Brasileira de Economia, Rio de Janeiro, 1993. CAMPOS, José Nilson Bezerra. Vulnerabilidades hidrológicas do semi-árido às secas. Planejamento e políticas públicas, n. 16, 1997. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2015. _________. A evolução das políticas públicas no Nordeste. In: CCGE- Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. A Questão da Água no Nordeste. Agência Nacional de Águas. – Brasília, DF: CGEE, 2012. _________. Secas e políticas públicas no semiárido: ideias, pensadores e períodos. Revista sociedade e ambiente, estudos avançados, v. 28, n. 82, São Paulo, 2014. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2015. _________; et al. Contribuições ao debate sobre a eficiência de pequenos e grandes reservatórios. Revista Brasileira de Recursos Hídricos- RBRH. v. 8, n. 2, 2003. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2015. CAVALCANTE, A. A. CUNHA, S. B. da. Caracterização do sistema fluvial do rio Jaguaribe no semi-árido cearense. XVIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. Campo Grande, MS, 2009. CEARÁ. Cenário atual dos recursos hídricos do Ceará. Fortaleza: INESP (Coleção Pacto das Águas), 2008. COGERH. Rede de Monitoramento operada pela COGERH. 2008. Disponível em: http://www.funceme.br/areas/monitoramento/nivel-diario-de-reservatorios. Acesso em: 03 jun. 2014. DNOCS. Conferências: visões do semiárido por dirigentes do DNOCS. Fortaleza: DNOCS/BNB, 2010. MACEDO, Maria Vilalba A. de. Aproveitamento Hídrico das Bacias Fluviais do Ceará. Fortaleza, DNOCS, 1981. 176 p. MOLLE, François. Marcos históricos e reflexões sobre a açudagem e seu aproveitamento. Recife: SUDENE, 1994. MONTEIRO, Carlos Augusto de Figueiredo. O estudo geográfico do clima. Cadernos de Geografia. Florianópolis, ano I, n 1, 1999. NASCIMENTO, Maria Anezilany Gomes do. Nem parece o tempo em que vocês jogavam biriba na calçada: o lugar em Nova Jaguaribara. Dissertação de Mestrado. Fortaleza: UECE, 2004. SILVA, Roberto Marinho Alves da. Entre o combate à seca e a convivência com o semi-árido: políticas públicas e transição de paradigmas. Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza, v. 38, n. 3, 2007. SILANS, ALAIN M. B. P. de. Redução de evaporação de açudes – o estado da arte. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, volume 8, n° 2. João Pessoa: RBRH, 2003. Pág. 101 – 109. SUASSUNA, JOÃO. A pequena e média açudagem no semiárido nordestino: uso da água para produção de alimentos. Fundação Joaquim Nabuco. Recife, 1993. STUDART, T.M.C.; et al. Democratização na distribuição espacial de água no nordeste semi-árido e a eficiência hidrológica de um sistema de reservatórios superficiais. Congresso ABRH, 2005. Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2015. SUDENE. Contribuição da SUDENE ao desenvolvimento do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2015. VIEIRA, Vicente P. P. B. Desafios da gestão integrada de recursos hídricos no semi-árido. Revista Brasileira de Recursos Hídricos- RBRH, v. 8, n 2, 2003. COGERH. Rede de Monitoramento operada pela COGERH. 2008. Disponível em: http://www.funceme.br/areas/monitor amento/nivel-diario-de-reservatorios. Acesso em: 03 jun. 2014.
3394 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade DESTERRITORIALIZAÇÃO E RETERRITORILIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NO CAMPO NO SUDOESTE PAULISTA: A QUESTÃO ENTRE OS TRABALHADORES DA CITRICULTURA E OS CAMPONESES PRODUTORES DE LEITE Ricardo Manffrenatti Venturelli; Campesinato, Trabalho, Território Este artigo é fruto de uma série de pesquisas realizadas pelo autor e neste momento apresentamos uma síntese relacionando os processos contraditórios e intrínsecos ao capital nas quais promovem dialeticamente a desterritorialização camponesa e ao mesmo tempo, mas em outro fenômeno, a sua reterritorialização. Demonstrando a relação entre capital e campesinato, como modos de produção distintos, mas vinculados em uma dialética de destruição e recriação. Certamente este estudo não tem a prerrogativa de responder a todas questões pertinentes a relação entre capital e campesinato. Mas sim, focar nos fenômenos presenciados na região Sudoeste Paulista, mais especificamente na Região Geográfica Imediata de Avaré (IBGE, 2017). Tendo como justificativa a presença marcante de atividades citricultoras e camponeses pecuaristas de gado leiteiro. Assim, iremos relacionar os processos de territorialização do capital e monopolização do território pelo capital e suas expressões na configuração da fração do território a partir das relações de trabalho. Essa categoria foi escolhida, uma vez que iremos demonstrar como que as relações de exploração do trabalho assalariado na citricultura e a subordinação do trabalho camponês com a sujeição de sua produção a indústria, mesmo que se aparentem como expressões do capital no campo, contraditoriamente agem para a recriação camponesa. ALMEIDA, Rosemeire Aparecida; PAULINO, Eliane Tomiasi. Fundamentos Teóricos para o Entendimento da Questão Agrária: Breves Considerações. Geografia, Londrina, vol. 09, n. 02, p. 113-128, jun/dez 2000. 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3395 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade O TRABALHO DE CAMPO COMO METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA: APLICABILIDADE NO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS-MG Ricardo Henrique Palhares;Alysson Cley de Souza Ferreira; Trabalho de campo, Ensino de Geografia, Metodologia de ensino, Sete Lagoas De modo geral, a criação de um município, em qualquer de suas fases (povoado, vila ou cidade) esteve relacionado a três fatores: importância (local ou regional), condições do local (geologia, geomorfologia, recursos naturais) e potencial de desenvolvimento atual e futuro (econômico, humano e político). Sete Lagoas foi criada inicialmente com estes três aspectos em posição secundária devido à proximidade e relação com a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Levantar estes aspectos em campo auxilia no entendimento do arcabouço físico e social e favorece o entendimento de como e quando o desenvolvimento continuará a ocorrer no município e região. A adoção de estudos de Geografia Urbana com atividades de campo propicia aos professores de Geografia melhores condições de repassar aos alunos conhecimento teórico e técnico, assim como incentivo na criação de ideias e concepções para o futuro do local a ser estudado. Os resultados apresentados demonstram que a prática de campo é fundamental ao profissionais de geografia, visto que a teoria associada a prática auxilia no desenvolvimento de qualquer plano municipal, desde sua instalação, desenvolvimento e conclusão, mesmo que estes três estágios estejam sempre sendo modificados ou atualizados. ALENTEJANO, P. R. R.; ROCHA-LEÃO, O. M. Trabalho de Campo: uma ferramenta essencial para os geógrafos ou um instrumento banalizado? Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, nº 84, p. 51-57. 2006. AMORIM FILHO, O. B.; SENA FILHO, N. A morfologia das cidades médias. Goiânia: Ed. Vieira, 2005. CAVALCANTI, L. de S. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 1998. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Cidades e Estado. Estimativas da população, 2019.
3396 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade POR UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA:DESAFIOS DO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE Rahyan de Carvalho Alves;Victória Caroline Vidal;Carlos Daniel Rodrigues de Oliveira;Bruna França Oliveira;Carla Milena de Moura Laurentino; TDAH; Educação Inclusiva; Escola, Psicologia. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH - é um transtorno neurobiológico de causas genéticas, também podendo ser originado pelo ambiente de convívio da criança/jovem. Tem como características básicas a desatenção, agitação e impulsividade. Diante a importância dessa temática, o presente trabalho busca elucidar estratégias pedagógicas para maximizar o potencial de aprendizagem da criança/jovem com TDAH, medidas que a família pode adotar frente a comportamentos desafiadores e a contribuição do psicólogo neste contexto. Para tanto, utilizou-se como metodologia retrabalhamento bibliográfico, além da vivência e experiência a partir das aulas e da imersão no Estágio Curricular Supervisionado. Enfatizamos a importância do diagnóstico precoce para o encaminhamento a um tratamento adequado para melhorar o desempenho escolar e, consequentemente, amenizar os impactos emocionais, psicológicos e sociais na vida do indivíduo. BARBOSA, Priscila S. Dificuldades de aprendizagem. São Luiz–MA: UemaNet, 2015. BARINI, Nayara Salomão; HAGE, Simone Rocha De Vasconcellos. Compreensão verbal de escolares com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, CoDAS. Vol. 27. N.5. 2015. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial. Brasília: SEESP, 1994. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei no 9394/96. 1996. BRASIL. 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3397 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade ÍNDICE RELATIVO DE QUALIDADE DE VIDA DA REGIÃO GEOGRÁFICA INTERMEDIÁRIA DO NORTE DE MINAS GERAIS/MG Junia De Souza Silva; Desenvolvimento Regional. IRQV. Norte de Minas Gerais. Análise Fatorial. Minas Gerais. Analisar o desenvolvimento de uma região colabora para realizações e aperfeiçoamento de políticas públicas que sejam engajadas nas especificidades de individual de cada área. Através de dados secundários disponibilizados pelo IBGE no Censo de 2010, esta pesquisa se atentou a construir o Índice Relativo de Qualidade de Vida (IRQV) dos municípios da região geográfica intermediária do Norte de Minas Gerais/MG anteriormente denominada por Mesorregião do Norte de Minas Gerais/MG. Através das variáveis e optando pela realização da análise fatorial para estudar a corelação entre estas, foi possível verificar que o município de Montes Claros apresenta um índice maior de desenvolvimento que os demais municípios do conglomerado. Em contraponto, o município de São João das Missões apresentou o pior índice entre os oitenta e nove municípios componentes deste estudo. Revela-se ainda que há a necessidade de outros estudos regionais para verificação da continuidade em crescimento regional, uma vez que há uma lacuna temporal de dez anos desde a última realização do Censo brasileiro. AGÊNCIA DE NOTÍCIAS IBGE. Disponível em: . Acesso em 02 de jan. 2020. AVERBUG, André. Abertura e Integração Comercial Brasileira na Década de 90. In: GIAMBIAGI, Fabio; MOREIRA, Maurício Mesquita. A Economia Brasileira nos Anos 90. 1. ed. Rio de Janeiro: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, 1999. 488 p. BRASIL, Constituição Federal de 1988. Disponível em: . Acesso em 15 de jul. 2019. BRESSER-PERREIRA, Luiz Carlos. Crescimento e Desenvolvimento Econômico. Disponível em: . Acesso em: 21 de dez. 2019. CARDOSO, Débora Freire. et al. Índice Relativo de Qualidade de Vida para os Municípios de Minas Gerais. In: Planejamento e Políticas Públicas. ppp, n. 45, jul/dez. 2015. DINIZ, Alexandre Magno Alves; BATELLA, Wagner Barbosa. O Estado de Minas Gerais e suas Regiões: Um Resgate Histórico das Principais Propostas Oficiais de Regionalização. In: Sociedade e Natureza. Uberlândia, n. 17 (33): dez. 2005. 59-77 p. FURTADO, Celso. Economia do desenvolvimento: curso ministrado na PUC-SP em 1975/Celso Furtado – Rio de Janeiro: Contraponto: Centro Internacional Celso Furtado, 2008.il. – (Arquivo Celso Furtado; v.2). 254 p. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Divisão do Brasil em Mesorregiões e Microrregiões Geográficas. Volume 1. Rio de Janeiro, 1990. 135 p. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Disponível em: . Acesso em 02 de jan. 2020. IpeaGEO. Versão 2.1. [S.l.]: IpeaGEO, 21 jan. 2020. Disponível em: . Acesso em 21 de dez. 2019. PNUD – programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Atlas de Desenvolvmento Humano no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 21 de nov. 2019. SCHUMPETER, Joseph Alois. A Teoria do Desenvolvimento Econômico. Uma Investigação sobre Lucros, Capital, Crédito, Juro e o Ciclo Econômico. São Paulo. Ed. Abril Cultural, 1982. 169 p. STATA – Statistics/Data Analysis. StataCorp. Versão 14.0. [S.p]. UNDP – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Brasil. IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Disponível em: . Acesso em: 27 de jan. 2020. VEIGA, José Eli da. Desenvolvimento Sustentável – Desafio do Século XXI. Rio de Janeiro. Ed. Garamond, 2005. 200 p.
3398 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade CONSTRUÇÃO DE UM AQUECEDOR SOLAR E O ENSINO – APRENDIZADO DE GEOGRAFIA Viviane Gonçalves Lima;Lauriane Fonseca Soares Pêgo;Maria Eugênia Félix R. Moreira; Aquecedor Solar. Reutilização. Fontes de Energia. Sala de Aula A construção do aquecedor solar foi uma atividade desenvolvida dentro do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID na Escola Estadual Levi Peres Durães com o objetivo de proporcionar aos acadêmicos do curso de licenciatura em Geografia a vivência da prática docente e trabalhar a teoria de sala de aula de forma participativa e interativa. A metodologia utilizada foi a apresentação de conceitos, como sustentabilidade, enquanto os alunos montavam o aquecedor solar com a reutilização de materiais. Resultado foi apresentado pelos alunos na feira de ciências, onde se tornaram instrutores dos conceitos aplicados. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518 _versaofinal_site.pdf. Acesso em: 22 dez. 2019. PONTUSCHKA, N. N. et al. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007.
3399 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade MEIO AMBIENTE, BOTÂNICA E SOLOS: UMA RELAÇÃO FUNCIONAL PARA AULAS DE BIOLOGIA E GEOGRAFIA Pedro Henrique Fonseca Veloso;Júlia Maria Viana Santana;Flávia Núbia Oliveira Miranda D’angelis;Guilherme Araújo Lacerda;Ana Paula Venuto Moura; Educação Ambiental, Aula Prática, Ensino-aprendizagem O ensino da biologia costuma ser regular de forma linear e em sala de aula, dificilmente existe a relação de ensino-aprendizagem fora da sala, em um espaço aberto onde a comunicação interpessoal se torna fluida e proveitosa, visando isso, as aulas práticas demonstrativas expositivas são uma excelente forma de trabalhar com diversos conteúdos, como é o caso da educação ambiental aplicada ao bioma da região, botânica onde o conteúdo constantemente é malvisto pela dificuldade de assimilação e a relação dos solos que faz o fechamento da absorção de água do ecossistema. O trabalho de campo auxilia na fixação das questões trabalhadas em sala de aula, estabelecendo uma relação de ensino-aprendizagem favorável ao aluno, que desfruta das atividades de uma forma mais dinâmica. BRASIL, Comissão de Políticas de Desenvolvimento. Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999: Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, v. 28, 1999. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm > Acesso em: 8 mai. 2020. DE MOURA CARVALHO, Isabel Cristina. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. Ed. Cortez, 2017. KLINK, Carlos A.; MACHADO, Ricardo B. A conservação do Cerrado brasileiro. Megadiversidade, v. 1, n. 1, p. 147-155, 2005. MARACAHIPES, Leandro et al. Estrutura e composição florística da vegetação lenhosa em cerrado rupestre na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil. Biota Neotropica, v. 11, n. 1, p. 133-141, 2011. Disponível em: < https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676-06032011000100013&script=sci_arttext> Acesso em: 5 mai. 2020. MOREIRA, Adriana Aparecida et al. Análise do Comportamento Espectral de Fitofisionomias no Parque Estadual Lapa Grande por meio de dados MODIS. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 6, n. 6, p. 0, 2013. Disponível em: < https://www.researchgate.net/profile/Fernando_Hiago_Souza_Fernandes/publication/272906322_Analysis_of_the_Spectral_Behavior_of_Physiognomies_in_Parque_Estadual_da_Lapa_Grande_by_means_of_MODIS_data/links/55f7047108aec948c46465a2/Analysis-of-the-Spectral-Behavior-of-Physiognomies-in-Parque-Estadual-da-Lapa-Grande-by-means-of-MODIS-data.pdf Acesso em: 3 mai. 2020. NASCIMENTO-SILVA, Osmar; DE PAIVA, José Geraldo Antunes. Estudos Morfológicos e anatômicos em folhas adultas de Spondias tuberosa Arruda ( Anacardiaceae Lindley). Boletín latino-americano y del caribe de plantas medicinales y aromáticas, v. 6, n. 2, p. 36-43, 2007. Disponível em: < https://www.redalyc.org/pdf/856/85660206.pdf > Acesso em: 5 mai. 2020. SCARIOT, Aldicir; SOUSA-SILVA, José Carlos; FELFILI, Jeanine Maria. Cerrado: ecologia, biodiversidade e conservação. Ministério do Meio Ambiente, 2005. Disponível em: < https://jbb.ibict.br/handle/1/361 > Acesso em: 4 mai. 2020.
3400 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade GEOGRAFIA AGRÁRIA EM DEBATE: DAS LUTAS HISTÓRICAS ÀS PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS (2017) Anderson Willians Bertholi; Geografia Agrária, Campesinato, Agroecologia, Brasil Resenha da Coletânea: Geografia Agrária em Debate: Das lutas históricas às práticas agroecológicas (2017) FERREIRA, Gustavo Henrique Cepolini. (Org.) Geografia Agrária em Debate: das lutas históricas às práticas agroecológicas. Jundiaí-SP: Paco Editorial, 2017. 228p.
3410 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade NOTA EDITORIAL Gustavo Henrique Cepolini Ferreira;Luis Ricardo Fernandes da Costa; Nota Editorial - V. 1 n. 01 (2019)
3402 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade DIALOGANDO SOBRE OS ESPAÇOS PÚBLICOS E AS CIDADES NORTE MINEIRAS Carlos Alexandre de Bortolo;Christiana de Castro Nogueira Alcântara;Ramony Batista; Os espaços públicos estão inseridos nesse contexto de cidade capitalista, como partícipe do jogo de interesses na organização e produção da cidade. Estes espaços possuem grande importância na conjuntura urbana e na sociedade contemporânea, pois constituem espaços de integração, como também, nos apresenta diferentes manifestações no decorrer de sua produção e seus usos. Diante disso, o presente trabalho busca compreender a dinâmica de uso e apropriação destes espaços públicos na cidade média de Montes Claros e a sua importância para valorização do solo urbano; para isso, adotou-se como caminho metodológico a revisão bibliográfica, o mapeamento dos valores de solo urbano, renda e localização destes espaços, posteriormente fez visitas a campo para validação dos dados e registro fotográfico. Por fim, salienta-se que é relevante compreendermos as apropriações e as variadas funções dos espaços públicos, sua acessibilidade, manutenção, seus usos públicos ou com fins privados por determinados agentes produtores da cidade. Assim esses espaços refletem, normalmente, as características sociais e o contexto em que estão inseridos.
3403 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A MUDANÇA NO CENÁRIO RELIGIOSO BRASILEIRO: O REARRANJO ESPACIAL DO MOVIMENTO PENTECOSTAL Ricardo Henrique Palhares; A mudança no cenário religioso ao longo das décadas no Brasil sugeriu uma investigação exploratória no estado de Minas Gerais nos períodos 1991, 2000 e 2010. O crescimento dos protestantes pentecostais permitiu compreender a evolução e o quadro atual da distribuição espacial do respectivo grupo religioso. Foram utilizadas variáveis e indicadores relacionados à religião e migração e o agrupamento dos dados permitiu visualizar através de produtos cartográficos ganhos populacionais nas diferentes mesorregiões mineiras.
3404 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade GEOGRAFIA FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UM DESTAQUE NO ENSINO DE CLIMA NO 6º ANO DA ESCOLA MUNICIPAL JAIR DE OLIVEIRA EM MONTES CLAROS-MG Dulce Pereira dos Santos;Flávia Patrícia Moraes Costa; Este artigo trata da Geografia Física no Ensino Fundamental enfatizando o ensino de Clima no 6º ano. A Geografia Física é o ramo de estudo responsável por explicar todos os processos vinculados aos fenômenos naturais, abordando conteúdos amplos, extensos e que necessitam de muita atenção por parte do docente e dos discentes. Dessa forma, torna-se necessário que o professor trabalhe o conteúdo “clima” buscando novos recursos e novas metodologias. O presente trabalho tem como objetivo analisar os limites e possibilidades do ensino de climatologia no 6º ano da Escola Municipal Jair de Oliveira em Montes Claros – MG. A metodologia utilizada constituiu-se de levantamento bibliográfico do ensino da Geografia, realização de uma oficina com os estudantes do 6º ano na escola e, por fim, realizamos uma visita a campo na estação meteorológica da Universidade Estadual de Montes Claros. Detectamos que, na escola pesquisada, em relação ao ensino da Geografia Física, ações ainda podem ser feitas, principalmente no que se refere à atitude de aliar teoria à prática no estudo do clima.
3405 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO CULTURAL BRASILEIRO E A BUSCA DA FORMATAÇÃO DE UMA IDENTIDADE NACIONAL Rahyan de Carvalho Alves;José Antônio Souza de Deus; O referente trabalho tem como objetivo destacar a constituição política do patrimônio histórico cultural brasileiro e a busca do governo em referências que pudessem representar a identidade nacional. Dessa forma o trabalho encontra-se estruturado em dois momentos: primeiramente destacando a constituição do patrimônio histórico brasileiro e, em seguida, as nuances da compreensão dos elementos que representam a identidade do povo brasileiro e seus signos. Adotamos como procedimento metodológico para operacionalização da investigação o retrabalhamento bibliográfico a partir dos seguintes recortes temáticos que dialogam entre si, a saber: Patrimônio Histórico, Identidade, Estado.
3406 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade O CONCEITO DE DESERTIFICAÇÃO: CONSTRUÇÃO HISTÓRICA, CRÍTICAS E POTENCIALIDADES Lucas Lopes Barreto;Ana Rosa Viana Cezário;Vládia Pinto Vidal de Oliveira; A desertificação é um dos problemas ambientais que refletem como a sociedade age de modo predatório e insustentável sobre a natureza, alterando os aspectos naturais, sociais e econômicos da paisagem, mostrando como são necessárias ações que contribuam para melhor planejamento e gestão dos recursos naturais. O presente trabalho tem o objetivo de realizar uma análise sobre o conceito de desertificação, mostrando o contexto de sua formulação, críticas e potencialidades perante a temática ambiental. A metodologia é composta por uma análise dos principais marcos históricos da desertificação, que fazem este problema ambiental tão distinto no globo. Pode-se concluir que conceito de desertificação contribui para análise ambiental por mostrar a localização do desenvolvimento deste problema e seus causadores, possibilitando ações de prevenção, retroação e recuperação de áreas degradadas.
3407 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS NO AMAZONAS SOB UMA PERSPECTIVA TERRITORIAL Tiago Maiká Müller Schwade; Este artigo tem por objetivo analisar as diferenças territoriais entre as Unidades de Conservação da Natureza sob o domínio da União no estado do Amazonas, bem como apontar as sobreposições e as necessárias correções às dimensões oficialmente atribuídas as unidades existentes. Para isso, buscamos nos debruçar sobre a legislação vigente e arquivos de dados geoespaciais oficiais. Com isso foi possível identificar profundas diferenças entre as unidades de conservação e os respectivos sujeitos e interesses envolvidos em sua concepção e apropriação. Também identificamos a existência de importantes sobreposições entre as Unidades de Conservação e Terras Indígenas e Propriedades Quilombolas.
3408 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade LUTA E RESISTÊNCIA: O CASO DAS FAMÍLIAS CAMPONESAS DO ACAMPAMENTO JOSÉ MANOEL BANDEIRA NO MUNICÍPIO DE PIRAPORA-MG Deyvison Lopes de Siqueira;Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; A luta das famílias camponesas na tentativa de conseguir um pedaço de terra para trabalhar é algo moroso no Brasil e pode levar até 20 anos debaixo da lona a espera da conquista pelo tão sonhado pedaço de terra. No município de Pirapora-MG, evidencia-se o caso das 160 famílias do Acampamento José Manoel Bandeira que desde 2003 estão resistindo na área da Fazenda da Prata. A metodologia baseia-se na coleta de informações por meio do trabalho de campo, conhecendo na prática a experiência direta da realidade que essas familias estão passando neste município. Os resultados do relato revelam que, mesmo diante de todas as difilcidades de acesso a serviço de saúde, escola para as crianças, moradia, acesso a aguá, energia entre outros, essas famílias camponesas permanecem na área de forma organizada, desernvolvendo atividades produtivas e de formação que são formas de manter e continuar lutando pelo sonho do pedaço de terra para morar e produzir.
3409 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade O ESTUDO DO MEIO “PAISAGENS E LUGARES DO CENTRO HISTÓRICO DE NATAL - RN Pablo Sebastian Moreira Fernandez; Este relato de experiência traz como objeto de leitura e análise a prática de estudos do meio como possibilidade ao Ensino de Geografia. Esta prática muito comum na Geografia como caminho metodológico de processos de pesquisa, torna-se também um potente caminho pedagógico e experiencial. A escolha pare esta ação dependerá do contexto onde se insere este professor (ou pesquisador), porém em nossas atividades docentes no curso de Pedagogia da UFRN, temos construído e aprimorado um trajeto didático no centro histórico da cidade do Natal - RN. O estudo do meio, ainda indica uma reflexão sobre a linguagem na qual os sujeitos apresentam suas experiências caminhantes de modo livre e pessoal, indicando possibilidades de escritas que transcendem um relato padronizado e homogêneo, mas vivo, criativo, inspirado na escrita etnográfica.
3411 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade MAPEAMENTO DO NÍVEL FREÁTICO: UMA ANÁLISE SUBSIDIADA POR GEOTECNOLOGIA Manoel Reinaldo Leite;Lucas Augusto Pereira da Silva;Caio Vinícios Leite Sampaio; Este trabalho teve como objetivo mapear o nível freático da Bacia Hidrográfica do Rio São Lamberto, situada na mesorregião Norte de Minas Gerias. Este mapeamento propôs utilizar de dados de campo (poços artesianos) para configurar tecnicamente o nível freático da área de estudo, espacializando por meio de interpolação com o IDW (Inverse Distance Weighting). Este estudo se mostrou forte indicador para mapeamentos de nível freático, isso sendo de extrema importância para estudos ambientais, norteamentos de perfuração de poços, análises dinâmicas entre variáveis morfométricas e recursos hídricos. Do ponto de vista técnico, este trabalho se apresenta como uma proposta metodológica que pode vir a beneficiar diferentes escalas e áreas do conhecimento, e, podendo dar suporte técnico às políticas públicas para a gestão dos recursos hídricos. As Geotecnologias se apresentam com boas opções para estudos que necessitam de análises do espaço geográfico e, sobretudo considerando a dinâmica hídrica.
3412 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade CONTEXTO GEOAMBIENTAL EM SÍTIO URBANO NA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BANABUIÚ - CE Luis Ricardo Fernandes da Costa;Vládia Pinto Vidal de Oliveira;Jader de Oliveira Santos; O trabalho aborda a questão geoambiental na bacia hidrográfica do rio Banabuiú e tece características dos sítios urbanos de Pedra Branca e Quixeramobim, com o objetivo de levantar questões acerca da relação da bacia com as cidades. A metodologia do trabalho consistiu-se em quatro etapas: 1) Revisão bibliográfica e documental sobre a área, assim como o material cartográfico disponível; 2) Elaboração de mapas básicos das áreas; 3) Expedições de Campo para análise preliminar, registro fotográfico e adequações cartográficas; 4) Tabulação e interpretação dos dados de campo; 5) Expedições de Campo para comprovação dos dados e adequações do produto final. A abordagem temática de forma interdisciplinar tem o objetivo de visualizar problemas complexos que estão ligados à gestão e planejamento ambiental, ainda mais quando se trata de ambientes urbanos, como em pequenas e médias cidades com potencial crescimento de sua malha urbana.
3413 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade CAMINHADAS NO PARQUE: UM PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA O PARQUE MUNICIPAL DA SAPUCAIA - MONTES CLAROS/MG Ronaldo Alves Belém;Victória Caroline Vidal; Em Montes Claros, município situado no Norte do estado de Minas Gerais, o Parque da Sapucaia consiste em uma Unidade de Conservação, sendo um expressivo recurso ambiental urbano. Diante da importância do papel das unidades de conservação, o presente trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta inovadora em relação à necessidade urgente de criação de um plano de gestão ambiental sustentável para esse importante espaço verde urbano de Montes Claros, que será pautado em atividades de educação ambiental a serem realizadas nas trilhas do parque e em um centro de educação ambiental a ser construído. A metodologia utilizada consiste em revisão bibliográfica sobre o tema e trabalho de campo de reconhecimento da área. Inferiu-se que a educação ambiental poderá atenuar os problemas ambientais da cidade, haja vista que a educação ambiental é o caminho que pode oferecer um roteiro claro de como os cidadãos devem agir no cotidiano, contribuindo, assim, para melhorar e manter a integridade ambiental do próprio meio em que vivem.
3414 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A LOGÍSTICA E AS INDÚSTRIAS AUTOMOBILÍSTICAS NO BRASIL Kátia Kelly Lacerda de Freitas;Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; O presente trabalho busca identificar e compreender os principais aspectos da logística de importação das indústrias automobilísticas, considerando que estas atividades são constantes e necessitam de um serviço mais preciso e ágil, contribuindo para uma melhor operacionalização dos serviços logísticos. Metodologicamente, utilizou-se de uma revisão bibliográfica, considerando métodos qualitativos e documentais para dar suporte a discussão. Verificou-se uma conquista significativa das indústrias automobilísticas nos últimos anos através do auxílio e emprego de altas tecnologias, bem como, de técnicas de intermodalidade e terceirização de atividades, permitindo o alcance de lucro expressivo, mesmo em um mercado tão competitivo e oligopolizado.
3415 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade CARTA DAS ÁGUAS Paulo de F. Ribeiro; Entre os dias 07 a 10 de setembro de 2017 expedicionários cruzaram o sertão mineiro, em três roteiros contemplados na V Edição da Expedição Caminho dos Geraes: Roteiro Serra do Cabral, Roteiro Botumirim/Espinhaço e o Roteiro Peruaçu. O projeto socioambiental idealizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em parceria com a Fundação Cultural Genival Tourinho, o Instituto Estadual de Florestas – IEF, as Universidades Federal de Minas Gerais - UFMG e Estadual de Montes Caros – Unimontes, ONG’s, sociedade civil organizada e apoiado pela iniciativa privada, com o objetivo de avaliar a situação do patrimônio natural da região, catalogando espécies e avaliando possíveis danos ambientais, além de mapear os atrativos turísticos da região. A Carta das Águas consolida informações, impressões e, sobretudo, o clamor do povo gerazeiro para a salvação de suas nascentes e de todo o patrimônio natural em risco eminente de desaparecimento para o usufruto das gerações futuras.
3416 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade PRODUÇÃO DE MUDAS NATIVAS, FRUTÍFERAS E DE HORTALIÇAS NO SEMIÁRIDO: O CASO DO VIVEIRO DE MUDAS CÍLIOS DA TERRA ASSENTAMENTO ESTRELA DO NORTE-MG Deyvison Lopes de Siqueira;Wesley José Cardoso;Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; O viveiro de mudas Cílios da Terra faz parte de um projeto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cujo objetivo principal é promover a recuperação de áreas degradadas de assentamentos do MST e fortalecer as atividades produtivas. Este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência de produção de mudas nativas, frutíferas e de hortaliças do viveiro Cílios da Terra na região Norte de Minas Gerais. A metodologia baseia-se na coleta de informações por meio do trabalho de campo e entrevista com o coordenador do viveiro, entre outros extensionistas. O resultado desse relato aponta que a produção de mudas do viveiro tem promovido ações de trabalho coletivo, desenvolvendo ações de fortalecimento da agroecologia nas áreas de assentamentos da região, principalmente através das experiências de produção por meio do sistema agroflorestal.
3417 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade MINERAÇÃO, VIOLÊNCIAS E RESISTÊNCIAS: UM CAMPO ABERTO À PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NO BRASIL Bruna França Oliveira; Resenha da obra - Mineração, violências e resistências: Um campo aberto à produção de conhecimento no Brasil (2018). GUDYNAS, E. Extractivismos en America der Sur: conceptos y sus efectos derrame”. In: A. Zhouri, P. Bolados, E. Castro (eds.). Mineração na América do Sul: neoextrativismo e lutas territoriais. São Paulo: Ed. Annablume, 2016. ZHOURI, Andréa (Org.). Mineração, violências e resistências: Um campo aberto à produção de conhecimento no Brasil. Marabá - PA: Editorial iGuana; ABA, 2018.